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O VIOLÃO 
E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO 
CARLOS WALTER
O VIOLÃO 
E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO 
CARLOS H. WALTER
2010 
Edição ampliada e atualizada em 30/06/2017
É vedada a reprodução eletrônica 
ou xerográfica desse livro 
sem a autorização expressa do autor. 
Registrado na Biblioteca Nacional | ISBN nº 978-85-911-3880-7 
© CARLOS H. WALTER 
Capa, revisão, projeto gráfico e formatação 
CARLOS WALTER 
FICHA DE CATALOGAÇÃO 
WALTER, Carlos. 
O violão e as linguagens violonísticas do Choro. Uberaba | Belo 
Horizonte, MG: Carlos H. Walter, 2017: edição do livro publicado em 
2010, revista, ampliada e atualizada em 30/06/2017. 
159p. 
A imagem da capa é uma pintura em látex de Giselda Walter. O 
fundo da imagem da orelha corresponde à pintura em látex do Sítio 
São Miguel (Oratórios, Minas Gerais) feita por Giselda e 
fotografada por Cloves Walter. A marca d’água retrata os irmãos 
Carlos e Cloves Walter. A imagem de Álvaro em Mariana (Minas 
Gerais) foi tirada por Paulo (in memoriam) e editada por Cloves 
Walter. O retrato de Aníbal, Álvaro e Márcio Walter com uniforme 
da Sociedade Musical União XV de Novembro foi tirado na década 
de 50 por autor desconhecido. Os titulares das logomarcas e das 
referências citadas (livros, artigos, teses, dissertações, ensaios, 
textos eletrônicos, músicas, vídeos, letras e poemas) foram 
devidamente identificados. 
Dados para a citação conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT): 
WALTER, Carlos. O violão e as linguagens violonísticas do choro. Uberaba | 
Belo Horizonte, MG: Carlos H. Walter, 2017: edição do 
livro publicado em 2010, revista, ampliada e atualizada em 
30/06/2017. 159p. 
Dedico essas linhas aos meus talentosos pais (o 
maestro Álvaro e a artesã Giselda) com homenagens extensivas 
aos meus filhos Pedro e Estêvão, à minha esposa Rosana, aos 
demais familiares, à obra literomusical de meus ascendentes 
(Augusto e Aníbal), ao clube do choro de Belo Horizonte, ao 
violão e seus asseclas (aqui representados pelo professor Sérgio 
Ramos). 
A música e o artesanato da Família Walter 
[Fotos | Acervo familiar] 
Meu primeiro violão. 
A logomarca violonística e niemeyeriana 
do clube do choro de Belo Horizonte 
[Design | Ericson Silva] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“O violão é um instrumento fácil de se tocar mal 
e difícil de se tocar bem”. 
 
PAGANINI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
FICHA DE CATALOGAÇÃO ................................................................................... 04 
DEDICATÓRIA .................................................................................................... 05 
EPÍGRAFE ........................................................................................................... 07 
APRESENTAÇÃO .................................................................................................. 17 
1ª PARTE 
VIOLÃO: BREVE HISTÓRICO ................................................................................ 19 
HISTÓRIA DO CHORO: ALGUMAS REFERÊNCIAS .................................................. 26 
LICENÇA POÉTICA I ............................................................................................ 28 
 PROFISSÃO DE FÉ ................................................................................... 28 
 VIOLÃO .................................................................................................. 29 
LUTERARIA, ESTRUTURA E CUIDADOS ESPECIAIS ............................................... 30 
MODELOS ........................................................................................................... 35 
EXTENSÃO .......................................................................................................... 35 
ENCORDOAMENTOS ............................................................................................ 36 
AFINAÇÃO PADRÃO E AFINAÇÕES ALTERNATIVAS.............................................. 37 
OUVIDO, MEMÓRIA, POSTURA E RELAXAMENTO ................................................. 37 
EXERCÍCIOS ISOMÉTRICOS ............................................................................... 39 
ACESSÓRIOS ERGONÔMICOS .............................................................................. 41 
UNHAS ............................................................................................................... 41 
 LIXAMENTO ............................................................................................ 42 
 ACABAMENTO E POLIMENTO ................................................................... 42 
 ALIMENTAÇÃO ........................................................................................ 42 
 MATERIAL SINTÉTICO ............................................................................ 42 
METRÔNOMO | AFINADOR .................................................................................. 43 
MECANISMOS TÉCNICOS DE TOCABILIDADE ...................................................... 44 
 
FÓRMULAS DE ARPEJOS PARA A MÃO DIREITA ........................................ 44 
 ESTUDOS SUGESTIVOS ................................................................. 45 
 OUTRAS PEÇAS ............................................................................. 46 
FÓRMULAS DE DIGITAÇÃO PARA A MÃO ESQUERDA ................................ 47 
A MÚSICA ENQUANTO LINGUAGEM .................................................................... 48 
SISTEMAS DE NOTAÇÃO ..................................................................................... 48 
 PARTITURA ............................................................................................. 49 
 TABLATURA ............................................................................................ 49 
 CIFRA ..................................................................................................... 49 
 BRAILLE .................................................................................................. 50 
ACIDENTES | CÍRCULO DE QUINTAS .................................................................. 50 
CHART READING ................................................................................................. 51 
2ª PARTE 
O VIOLÃO DE 6 CORDAS NO CHORO .................................................................... 53 
ESTRUTURA DO CHORO ....................................................................................... 53 
FORMA .................................................................................................... 54 
 FORMA TÍPICA .............................................................................. 54 
 FORMAS ATÍPICAS ........................................................................ 55 
 ALTERNATIVAS TONAIS FREQÜENTES .......................................... 55 
 TONS COMUNS PARA O TEMA CENTRAL ......................................... 56 
RITMO .................................................................................................... 56 
 CÉLULAS CARACTERÍSTICAS ......................................................... 56 
 VARIAÇÕES RÍTMICAS E DESDOBRAMENTOS ESTÉTICOS .............. 57 
ANACRUSES ............................................................................................ 58 
 1 NOTA .......................................................................................... 58 
 2 NOTAS ....................................................................................... 58 
 
 3 NOTAS ....................................................................................... 58 
FINALIZAÇÕES ....................................................................................... 59 
 2 NOTAS .......................................................................................60 
 3 NOTAS ....................................................................................... 60 
 4 NOTAS ....................................................................................... 60 
 5 NOTAS ....................................................................................... 60 
 FADE OUT ..................................................................................... 60 
HARMONIA: NOÇÕES CONCEITUAIS ................................................................... 61 
TOM E TONALIDADE ............................................................................... 61 
INTERVALOS ENTRE A TÔNICA OU A FUNDAMENTAL E OS OUTROS 
GRAUS DE UM ACORDE OU UMA ESCALA ................................................... 62 
ACORDES ................................................................................................ 63 
TRÍADES ....................................................................................... 63 
TÉTRADES ..................................................................................... 63 
ACORDES COM SEXTA ................................................................... 63 
ACORDES SUSPENSOS ................................................................... 64 
ACORDES COM NOTAS DE TENSÃO ................................................ 64 
INVERSÕES ................................................................................... 64 
 ACORDES HÍBRIDOS...................................................................... 64 
 ACORDES QUARTAIS ..................................................................... 65 
 POLIACORDES ............................................................................... 65 
HARMONIA FUNCIONAL .......................................................................... 65 
LEIS TONAIS ................................................................................ 66 
1ª LEI TONAL ...................................................................... 66 
2ª LEI TONAL ...................................................................... 66 
3ª LEI TONAL ...................................................................... 66 
4ª LEI TONAL ...................................................................... 66 
 
5ª LEI TONAL ...................................................................... 66 
TIPOS DE CADÊNCIA ..................................................................... 67 
 CADÊNCIA AUTÊNTICA PERFEITA ........................................ 67 
 CADÊNCIA AUTÊNTICA IMPERFEITA .................................... 68 
 CADÊNCIA PLAGAL ............................................................... 68 
 MEIA-CADÊNCIA ................................................................. 68 
 CADÊNCIA DECEPTIVA DIATÔNICA ...................................... 68 
 CADÊNCIA DECEPTIVA MODULANTE ..................................... 69 
MARCHA HARMÔNICA MODULANTE ............................................... 69 
ACORDES DIMINUTOS 
(DE APROXIMAÇÃO, DE PASSAGEM, AUXILIARES, NÃO 
PREPARATÓRIOS, PREPARAÇÃO DIMINUTA) ......................... 69 
 TEORIA DAS ÁRVORES HARMÔNICAS ........................................... 70 
HARMONIA MODAL ................................................................................. 71 
 MODOS GREGOS: FÓRMULAS INTERVALARES ................................ 71 
IMPROVISAÇÃO .................................................................................................. 72 
SISTEMA DIATÔNICO DE ESCALAS ......................................................... 73 
ESCALA MAIOR NATURAL .............................................................. 73 
CAMPO HARMÔNICO MAIOR NATURAL ........................................... 73 
ESCALA MENOR NATURAL .............................................................. 73 
CAMPO HARMÔNICO MENOR NATURAL .......................................... 74 
ESCALA MENOR HARMÔNICA ......................................................... 74 
CAMPO HARMÔNICO MENOR HARMÔNICO ..................................... 74 
ESCALA MENOR MELÓDICA ............................................................ 74 
CAMPO HARMÔNICO MENOR MELÓDICO ........................................ 74 
 ESCALA MENOR BACHIANA OU HÍBRIDA ....................................... 74 
 CAMPO HARMÔNICO MENOR BACHIANO OU HÍBRIDO .................... 75 
 
SISTEMA SIMÉTRICO DE ESCALAS ......................................................... 75 
ESCALA DE TONS INTEIROS ......................................................... 75 
ESCALA DIMINUTA ....................................................................... 75 
ESCALA DIMINUTA DOMINANTE ................................................... 75 
OUTRAS ESCALAS ......................................................................... 75 
 ESCALA CROMÁTICA ............................................................ 75 
 ESCALAS ALTERADAS (MAIOR E MENOR) ............................. 76 
 ESCALAS PENTATÔNICAS (MAIOR E MENOR) ...................... 76 
 ESCALAS DE BLUES (MAIOR E MENOR) ................................ 76 
ARRANJO: BREVE COMENTÁRIO .......................................................................... 77 
NOÇÕES E RECURSOS TÉCNICOS ADICIONAIS .................................................... 77 
BAIXARIA (VARIAÇÃO DE BORDÕES) ...................................................... 78 
 ESCALAR, ARPEJADA, MISTA, FLORIDA, ALTERNADA, COM OU 
SEM APOIO, UNHA E/OU POLPA, FRONTAL, LATERAL, PULSANTE ... 78 
 OBRIGATÓRIA ............................................................................... 78 
 PREPARATÓRIA .............................................................................. 79 
BAIXO PEDAL .......................................................................................... 79 
PIZZICATO ............................................................................................. 80 
ARRASTE (GLISSANDO) .......................................................................... 80 
MOVIMENTOS MELÓDICOS ..................................................................... 81 
 MOVIMENTO PARALELO ................................................................ 81 
 MOVIMENTO DIRETO .................................................................... 81 
 MOVIMENTO OBLÍQUO ................................................................. 82 
 MOVIMENTO CONTRÁRIO ............................................................. 82 
CROMATISMO ......................................................................................... 82 
PEDAL TONES .......................................................................................... 83 
EMPRÉSTIMO MODAL .............................................................................. 84 
 
CAMPANELA ............................................................................................ 85 
HARMÔNICOS NATURAIS E ARTIFICIAIS ............................................... 86 
TRINADO ................................................................................................ 87 
EFEITO REDEMOINHO ............................................................................. 88 
ATIPICIDADES RÍTMICAS ....................................................................... 88 
HARMONIZAÇÃO EM BLOCO .................................................................... 89 
TRÊMULO ................................................................................................ 90 
RASGUEO ................................................................................................ 91 
ALZAPÚA ................................................................................................. 91 
ESCALA DE TONS INTEIROS ................................................................... 92 
ABERTURA .............................................................................................. 92 
SALTO ....................................................................................................93 
BEND ...................................................................................................... 93 
TAPPING ................................................................................................. 94 
LIGADOS ................................................................................................. 94 
POLEGAR ESQUERDO ............................................................................... 95 
OUTRAS DIGITAÇÕES ALTERNATIVAS (PESTANA, DEDO EM ALÇA E 
DOUBLE STOPS) ...................................................................................... 95 
SOBREPOSIÇÃO DE OITAVAS .................................................................. 96 
DIGITAÇÃO TRANSPONÍVEL (SEM CORDAS SOLTAS) ............................... 96 
CONTRAPONTO ....................................................................................... 97 
MÚSICA INCIDENTAL ............................................................................. 98 
DOMINANTES ESTENDIDOS ................................................................... 99 
FORMAS ATÍPICAS ................................................................................ 100 
DIÁLOGOS DO CHORO COM OUTRAS LINGUAGENS ............................................ 101 
 
3ª PARTE
RELEASE | FLYER .............................................................................................. 104 
ESCOLHA DO REPERTÓRIO ................................................................................ 104 
PERFORMANCE .................................................................................................. 104 
SET UP .............................................................................................................. 105 
AMPLIFICAÇÃO ................................................................................................. 106 
MICROFONAÇÃO | CAPTAÇÃO ........................................................................... 107 
SOFTWARES ..................................................................................................... 108 
REDES SOCIAIS ................................................................................................ 108 
DISCOGRAFIA................................................................................................... 109 
ACERVO DIGITAL |SITES | OUTRAS REFERÊNCIAS ........................................... 110 
FESTIVAIS | PRÊMIOS...................................................................................... 110 
CLUBES DE CHORO ............................................................................................. 111 
ASSOCIAÇÕES VIOLONÍSTICAS ....................................................................... 112 
INSTITUTOS .................................................................................................... 113 
PROGRAMAS DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO ....................................................... 113 
EDITORAS E GRAVADORAS ESPECIALIZADAS.................................................... 113 
PROJETOS ........................................................................................................ 114 
CENTROS DE FORMAÇÃO ................................................................................... 114 
PROPRIEDADE INTELECTUAL ............................................................................. 115 
TABELAS DE CACHÊS......................................................................................... 116 
EXERCÍCIO PROFISSIONAL ............................................................................... 116 
RODAS DE CHORO ............................................................................................ 117 
OFICINAS DE CHORO: O PROJETO BEM SUCEDIDO DO CLUBE DO CHORO DE 
BELO HORIZONTE E A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO AUTOR ............................... 118
LICENÇA POÉTICA II........................................................................................ 119 
 A LA GUITARRA ESPAÑOLA ................................................................... 119 
 
 CORDAS DE AÇO .................................................................................... 120 
 VIOLÕES QUE CHORAM ......................................................................... 120 
 SETE CORDAS ....................................................................................... 121 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 122 
REFERÊNCIAS ................................................................................................... 124 
 TEXTOS CIENTÍFICOS: TESES E DISSERTAÇÕES .................................. 125 
 ARTIGOS | ENSAIOS ............................................................................ 128 
 PROGRAMAS RADIOFÔNICOS ................................................................ 129 
 LIVROS ................................................................................................. 130 
 REVISTAS ESPECIALIZADAS ................................................................. 134 
 DOCUMENTÁRIOS ................................................................................. 134 
 POEMAS | LETRAS ................................................................................. 135 
 ÁUDIOS | POD CASTS | OUTROS ........................................................... 135 
 SITES ESPECIALIZADOS ....................................................................... 137 
OUTROS SITES (INSTITUTOS, ENCICLOPÉDIAS, BIBLIOTECAS, 
DIGITAIS, PROGRAMAS DE INTERCÂMBIO, CLUBES DE CHORO, 
CENTROS DE FORMAÇÃO, ENTRE OUTROS) ........................................... 138 
ANEXOS ........................................................................................................... 142 
EMENTA ................................................................................................ 143 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO .................................................................. 148 
FLYERS DEMONSTRATIVOS ................................................................... 149 
BELOS AIRES, BUENOS HORIZONTES: CHORO BREVE E ATÍPICO (COM 1 
PARTE E CAMPANELAS) .......................................................................... 153 
ÍNDICE REMISSIVO ......................................................................................... 154 
17 
 
�O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO� 
 
© CARLOS WALTER 
www.carloswalter.com.br 
APRESENTAÇÃO 
O Violão é onipresente! Está em (quase) todos os lugares... Nos 
botecos, picadeiros, quermesses, escolas, rodas de choro, folias de 
reis, salas de concerto e estar... 
Suas estórias contam a história da humanidade. No Brasil – 
por exemplo – seu advento está relacionado à catequização jesuíta de 
indígenas e/ou à imigração fugidia de ciganos perseguidos pela 
inquisição portuguesa. 
Dessa polêmica, subsiste um indiscutível diagnóstico: seu papel 
na formação dos primeiros agrupamentos de Choro da 2ª metade do 
século XIX foi essencial. 
Com isso, não seria temerário afirmar que o Violão contribuiu (e 
vem contribuindo) decisivamente nos processos de estruturação e 
desenvolvimento da música brasileira. 
É o que esse livro buscou enfatizar ao expor os conteúdos da 
oficina de capacitação violonística do autor para o projeto de 
educação musical do Clube do Choro de Belo Horizonte. 
Repleto de temas que reclamam didatismo e maior publicidade 
como estrutura do choro, ergonomia, luteraria, notação, harmonia 
funcional, performance, propriedade intelectual, sonorização e 
tocabilidade, lança mão de uma base sólida de referências reunidas 
para despertar o(a) leitor(a) às linguagens violonísticas do Choro e 
favorecê-lo(a) em seus estudos musicais. 
O autor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1ª PARTE19 
 
�O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO� 
 
© CARLOS WALTER 
www.carloswalter.com.br 
VIOLÃO: BREVE HISTÓRICO1 
 
 Há precedentes cordofônicos (de cordas dedilhadas) na 
mitologia greco-romana (Hermes trocou a carapaça de tartaruga 
com tripa de boi pelo gado roubado de Apolo), entre os hititas, 
egípcios e assírios... De certa forma, a história do violão se 
confunde com a história da humanidade. 
 Destacam-se, entre os sécs. XII e XIV, a guiterna (guittern) 
e, entre os sécs. XV e XVI, 3 linhagens de instrumentos com 
origem mozárabe: o alaúde (al ud = a madeira = forma de pêra = 
instrumento nobre), a guitarra (char tar = quatro cordas duplas = 
instrumento popular) e a vihuela (fidícula = latim). 
 No final do séc. XVI Vicente Espinel acrescentou uma 5ª 
corda (espinela = guitarra espinela = guitarra espanhola) e, no fim 
do séc. XVIII, ao substituir as cordas duplas pelas simples, Miguel 
Garcia (ou Pe. Basílio) adicionou uma 6ª corda ao instrumento. 
 No séc. XIX o austríaco Johann Stauffer e o espanhol 
Antonio de Torres Jurado realizaram modificações estruturais e 
revolucionárias no violão. 
 
1 Vide CAMPOS, André et al. História do violão. DEMAC/UFU. Disponível em 
http://www.demac.ufu.br/numut/historiadoviolao/; ZANON, Fábio. A Arte do 
Violão. São Paulo: Rádio Cultura FM, 2003 e segs. Disponível em 
http://aadv.radio.googlepages.com; Idem. Violão Brasileiro. São Paulo: Rádio Cultura 
FM, 2006 e segs. Disponível em http://vcfz.blogspot.com/2006/12/ndice-o-violo-
brasileiro.html; TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São Paulo: M. 
Taybkin, 2004, passim; FERNÁNDEZ, Jerónimo Pena. El arte de un guitarrero 
español. Jaén, España: Soproarga, 1993, passim; SOUZA, Rogério. Choro 100: violão 
– play along choro. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2008, p. 11-14. 
20 
 
�O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO� 
 
© CARLOS WALTER 
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 Os jesuítas portugueses que se embrenharam nas matas e 
sertões brasileiros para catequizar os nativos trouxeram a versão 
lusa da vihuela espanhola do séc. XVI. Sua regionalização 
transformou-a na viola caipira. 
 Já os ciganos, expulsos pela inquisição vindos de Portugal, são 
considerados os responsáveis pela introdução da guitarra espanhola 
no Brasil, conforme relato literário de ALENCAR, José de. O 
Guarani. Cotia, SP: Ateliê, 2000, notabilizado por Francisco Araújo. 
 Segundo Henrique Cazes, 
 
“muito antes do surgimento do Choro e da forma 
chorada de tocar, o violão já era um instrumento 
popular que acumulava uma grande participação em 
todo tipo de música feita fora das elites. Estava 
sempre presente no acompanhamento das serenatas, 
dos lundus, das cançonetas, na música dos barbeiros, 
enfim, tudo que se referia às atividades de música 
popular anteriores ao Choro. Com o surgimento da 
chamada música dos chorões, o violão, juntamente 
com o cavaquinho, formou uma base rítmico-
harmônica que recebia os solistas: flauta, clarinete e 
outros; e os contrapontistas, inicialmente 
bombardino, trombone e um outro instrumento hoje 
em desuso, o oficleide.”2 
 
 O abrasileiramento da polca européia na 2ª metade do séc. 
XIX resultou no maxixe e em variações rítmicas tocadas pelos 
xôlos/chôlos (bailes realizados em senzalas ou festas populares), 
choromeleiros (tocadores de charamelas) e/ou grupos, sem 
 
2 Cfr. CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998, 
p. 47. 
21 
�O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO� 
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percussão3, formados por 1 flauta, 2 violões e 1 cavaquinho (forma 
derivativa do quarteto de cordas: 1 violoncelo, 2 violinos e 1 viola 
clássica). 
Henrique Cazes salienta que essa formação 
“surgiu naturalmente da busca de um melhor 
equilíbrio acústico entre o volume da flauta e um 
cavaquinho, instrumentos que atuam do médio para o 
agudo, com as freqüências médias e graves do violão” 
[...] 
“foi batizada por Batista Siqueira de ‘quarteto ideal’ 
e esteve presente na base de todo grupo de choro, 
sempre com dois ou três violões”4 – sendo um deles o 
violão de 7 cordas, introduzido por Tute, propagado 
por China, aperfeiçoado e consagrado por Dino 7 
Cordas. 
Os impactantes recitais do paraguaio Agustín Barrios e da 
espanhola Josefina Robledo5 em 19166 e 1917 (respectivamente) 
levaram o estigmatizado violão para a sala de concerto. Trocando 
em miúdos, o violão saiu da cozinha e foi para a sala. Essa mudança 
de paradigma permitiu que o violonista brasileiro Américo 
Jacomino (Canhoto) se apresentasse em 1916 no salão nobre do 
Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. 
3 Ibidem, p. 79, “[...] o advento da percussão no gênero foi algo que levou em torno de 
cinqüenta anos para acontecer. Para se ter uma idéia, o livro do Animal (Alexandre 
Gonçalves Pinto) cita apenas um pandeirista, enquanto aparecem dezesseis oficleides, 
dois oboés e duas cítaras. E o pandeirista citado não poderia ser outro senão o 
grande João da Bahiana.” 
4 Cfr. CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998, 
p. 47. 
5 PORTO, Patrícia Pereira. A contribuição de Josefina Robledo para a história do 
violão de concerto no Brasil. In: Seminário de História da Arte. Pelotas: UFPEL, 
2007, p. 01-04. 
6 Agustín Barrios retornou ao Brasil em 1919 e 1928. 
22 
�O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO� 
© CARLOS WALTER 
www.carloswalter.com.br 
Para uma investigação aprofundada sobre o percurso histórico e a 
difusão espacial do instrumento, verifique TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. 
Violões do Brasil. São Paulo: M. Taybkin, 2004; TABORDA, Márcia. Violão e 
identidade nacional. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011 e GALILEA, 
Carlos. Violão ibérico. Rio de Janeiro: Trem Mineiro Produções Artísticas, 
2012. 
 Eis uma lista aleatória e interminável de pesquisadores, didatas, 
compositores, instrumentistas (diletantes e profissionais) ligados ou não ao 
Choro que enaltecem o Violão7: 
� Ferdinando Carulli, Fernando Sor, Matteo Carcassi, Mauro Giuliani, 
Angelo Zaniol, Diego Salvetti... (Itália). 
� Dionísio Aguado, Antonio Cano, Francisco Tárrega, Josefina Robledo, 
Andrés Segóvia, Emilio Pujol, Miguel Llobet, Sabicas, Paco de Lucia, Manolo 
Sanlúcar, Tomatito, Vicente Amigo, Gerardo Nuñez... (Espanha). 
7 O livro TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São Paulo: M. Taybkin, 
2004, p. 169-205, contém uma lista de violonistas brasileiros com os respectivos 
contatos. Confira ainda SANCHEZ, Nilo Sérgio; CARRILHO, Fábio. História viva do 
violão: há 66 anos iniciava a construção do seu acervo violonístico de discos e 
partituras, o maior do mundo na atualidade. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007, 
vol. 08, p. 32-34, os sites “Músicos do Brasil: uma enciclopédia instrumental” e 
“Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira” disponíveis em 
http://www.musicosdobrasil.com.br e http://www.diocionariompb.com.br e a obra 
rara PINTO, Alexandre Gonçalves. O Choro: reminiscências dos chorões antigos. Rio 
de Janeiro, 1936, passim. No mais, em setembro de 2007, o autor recebeu a seguinte 
mensagem eletrônica: "Márcia Taborda, com apoio da Fundação Biblioteca Nacional, 
está realizando o Dicionário do Violão Brasileiro. A realização do Dicionário prevê a 
reunião, organização e sistematização de dados fundamentais relacionados à prática 
do violão no Brasil, através da elaboração de verbetes em torno das principais 
personalidades - violonistas, compositores, artesãos e pesquisadores. Para um nome 
ser citado, é preciso preencher e enviar um formulário, disponível no endereço [...].” 
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� Napoleón Coste, Roland Dyens, Mathieu Guillemant, Jo Vurcchio, Véronique 
Lherm (Verioca), Elodie Bouny (franco-venezuelana),Laurent Pouquet... (França). 
� Olivier Lob, Carlos Juan... (Alemanha). 
� Agustín Barrios... (Paraguai). 
� Sagreras, Cacho Tirao, Juan Falú, Luis Salinas... (Argentina). 
� Abel Carlevaro... (Uruguai). 
� Léo Brouwer... (Cuba). 
� Ralph Towner, David Tanenbaum... (EUA). 
� Julian Bream... (Inglaterra). 
� John Willians, Doug de Vries... (Austrália). 
� Radamés Gnattalli (compôs pioneiramente 6 concertos para o 
instrumento), Heitor Villa Lobos [autor dos Choros nº 01, Suíte Popular 
Brasileira com 5 movimentos (mazurka-choro, schottish-choro, valsa-choro, 
gavotta-choro e chorinho), 12 Estudos e 5 Prelúdios para violão], Quincas 
Laranjeira, Antônio Rebello, Satyro Bilhar, Américo Jacomino, 
João Pernambuco, Levino da Conceição, Dilermando Reis, Rogério 
Guimarães, Mozart Bicalho, Aníbal Augusto Sardinha (Garoto), Zé Menezes, 
Laurindo de Almeida, Bola Sete, Waltel Branco, Ronoel Simões, Tute, China, 
Donga, Horondino da Silva (Dino), Jayme Florence (Meira), Carlinhos 
Leite, César Faria, Sílvio Carlos, Mário Eugênio, Paulinho da Viola, 
Isaías Sávio (Uruguai/Brasil), Jodacil Damasceno, Paulinho Nogueira, Baden 
Powell, Sebastião Tapajós, Luiz e Jorge Bonfá, Rosinha de Valença, Heraldo 
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Monte, Guinga, Hélio Delmiro, Egberto Gismonti, Romero Lubambo, Lula 
Galvão, Swami Jr., Marco Bertaglia, Celso e Filó Machado, Luizinho, Zé 
Barbeiro, Sílvio Santisteban, Macumbinha, Carlos Lafelice, Atílio Bernardini, 
Othon Salleiro, Henrique Pinto, Fábio Zanon, Everton e Edelton Gloeden, 
Turíbio Santos, Paulo Porto Alegre, Paulo Pedrassoli, Geraldo Ribeiro, 
Ubiratan Sousa, Francisco Araújo, Ulisses Rocha, Paulo Bellinati, Marco 
Pereira, Raphael e João Rabello, Badi, Sérgio e Odair Assad, Toquinho, 
Geraldo Vespar, Nicanor Teixeira, Cláudio Jorge, Luiz Cláudio Ramos, Zezo 
Ribeiro, Paulo Martelli, Rogério Caetano, Daniel Sá, Nelson Veras, Douglas 
Lora, João Luiz, Maria Haro, Paulo Aragão, Marcos Alves, Carlos Chaves, 
Chrystian Dozza, Paola Picherzky, Sidney Molina, Fábio Ramazzina, Fanuel 
Maciel, André Campos, Alencar, Hamilton Costa, Carlinhos Bombril, Gereba, 
Canhoto da Paraíba, Nonato Luiz, Nenéu Liberalquino, Lalão, Maurício 
Carrilho, Alessandro Penezzi, Yamandu Costa, Diego Figueiredo, Sérgio e 
Toninho Ramos, Cloves Walter, Bozó, Nuca, Vinícius, Henrique Annes, Jonas 
e Joel Cruz, Lúcio Flávio, Jair Campos, André Rocha, Antônio Loureiro, Luís 
Carlos Santos, Victor Biglione, Conrado Paulino (Argentina/Brasil), Lula 
Gama, André Geraissati, Nelson Faria, Rogério Souza, Luiz Otávio Braga, 
Marcus Tardelli, Zé Paulo Becker, Marcello Gonçalves, Márcia Taborda, 
José de Assis Martins, Warner Souto, José Lucena, Rosemiro e Leovegildo 
Leal, José Nunes (Patesko), Pascoal Guimarães, Sebastião Cláudio Lobão, 
José da Cruz Reis, Luiz Otávio Savassi, Zazá de Mariana, Antônio Fofoca, 
Crispim, Laerte, Bosquinho, Teodomiro Goulart, Cecília Barreto, Sebastião 
Idelfonso, Nelson e Alexandre Piló, Eustáquio Grilo, Agostinho Bob, Pedro 
de Caux, Chico Mário, Rivadávia, Celso e Juarez Moreira, Chiquito Braga, 
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Toninho Horta, Nelson Ângelo, Ricardo Silveira, Ricardo Simões, Geraldo 
Vianna, Gilvan de Oliveira, Rogério Leonel, Amauri Angêlo, Fernando Araújo, 
Aliéksey Vianna, Flávio Barbeitas, Guilherme Paoliello, Vergílio Lima, Fábio 
Adour, Alvimar Liberato, Beto, Wilson e Weber Lopes, Caxi Rajão, Tavinho 
Moura, Mozart Secundino, Hélio Pereira, Geraldo Alvarenga, Paulinho Pedra 
Azul, Geraldo Magela, Oscar e Luís Nassif, Emanuel Casara (Madeira), Flávio 
Fontenelle, J. Torres, Du, Nego, Balsamão, Wagner, Trisquei, Humberto 
Junqueira, Tabajara Belo, Thiago Perez (Delegado), Rodrigo Torino, Lucas 
Telles, Gustavo Monteiro, Adir Reis, Agostinho Paolucci, Mateus Fernandes, 
Daniel Rosa, Júlio César, Einstein, Hugo Azeredo, Toninho do Carmo, Rubens 
Miranda, Joãozinho Jamaica, Vaninho Vieira, Marcelo Jiran, Fábio Palhares, 
Pedro Gervason, Marcos Frederico, Adolfo Martins, Fernando de La Rua, 
Flávio Rodrigues, Olegário Bandeira, Tales Bastos, Wilson Borges, Marcus 
Vinícius, Marcelo Taynara, Carlos Valeriano, Helton Silva, Marcelo Issa, 
Balbino, Zé Pretinho, Pedro Saramenha, João Relojoeiro, Márcio e Carlos 
Fontoura, Bernardo Bernardes, Reinaldo e Álvaro Ferreira, Cadinho, 
Faustino, Walmo Vianna, Reginaldo Oliveira, Cid e Paulo Ramos, Ezequiel Piaz, 
Arismar Espírito Santo, Moisés Caciel, Chico Pinheiro, Maurício Marques, 
Marcelo Loureiro, Gabriel Sater, Fabiano e Fernando Borges, Edy e Waldir 
Mendes, Cabral, Baltazar, Renato Sampaio, João Randolfo, João Cunha, 
Branco, Quintão, Arialdo, Marlúcio, Washington e Wellington Silva, Romildo, 
Cristina Paranhos, Antônio, Bruno e Reinaldo De Vito, Reginaldo Martins, 
André Fernandes, Manassés, Ausier Vinícius, Raimundo Reis (Bolão), 
Henrique Cazes, Sérgio Belluco, Waldir Silva, Zito, José Carlos Choairy, 
Paulo André, Daniel Santiago, Dado Prates, Dudu e Ramom Braga, Marcos 
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Flávio, Carlos Felipe Horta, Rubim do Bandolim, Warley Henrique, Lamartine 
do Vale, Jaime Ernest Dias, Álvaro Henrique, Chico Saraiva, Rudy Arnaut, 
Rafael dos Anjos, Cláudio Menandro, Caio Márcio, Fernando Presta, Nilo 
Sérgio Sanchez, Gilson Antunes, Daniel Wolff, Fábio Carrilho, Cristiano 
Pentagna, Renato Candro, Arthur Nestrovski, Gabriel Neder, Karai Guedes, 
Ronaldo Sontag, Edson José Alves, Luís Leite, Leo Eymard, Fabinho 
Gonçalves, Osvaldo Colagrande, Ventura Ramirez, João Camarero, Gian 
Corrêa, Rafael Schimidt, Gilson Verde, João Ferraz, Ric Cortez, Alessandro 
Soares, Lucas Fainblat, Thomas Panza, reticências... (Brasil). 
HISTÓRIA DO CHORO: ALGUMAS REFERÊNCIAS
A História do Choro (e do Violão) vem sendo investigada por autores 
de contributivas publicações. Apreciemos algumas: 
BAROUH, Pierre. Saravah. 1969 (Documentário). 
CAZES, Henrique. Os chorões e a roda: ambiência, práticas musicais e repertório nas 
rodas de choro. Rio de Janeiro: UFRJ, 2011 (Dissertação de mestrado). 
_______.Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998. 
CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE. Choro na Pauta. Belo Horizonte: 2007-
2008 (Informativo). 
CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE; CARVALHO, Fernanda et al. Choro: 
original do Brasil. Belo Horizonte: TV Uni-BH, 2010 (Documentário). 
CÔGO, William. Alma carioca: um choro de menino. 2002. Disponível em 
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=2495 (Documentário). 
COSTA, Marvile Palis. O Grupo Chorocultura e a I Semana Nacional do Choro em 
Uberaba. Uberlândia, MG: UFU, 2007. 
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GALILEA, Carlos. Violão ibérico. Rio de Janeiro: Trem Mineiro Produções Artísticas, 
2012. 
MEIRA, Daniela; GOMES, Amanda; BIAMONTI, Celso. Simplicidade: Mozart 
Secundino (DVD em construção). 
FONTOURA, Antonio Carlos da et al. Chorinhos e chorões. 1974. Disponível em 
www.portacurtas.com.br/filme_abre_pop.asp?cod=4749&exib=4479# 
(Documentário). 
FREITAS, Marcos Flávio de Aguiar. O Choro em Belo Horizonte: aspectos históricos, 
compositores e obras. Belo Horizonte: UFMG, 2005 (Dissertação de mestrado). 
GRUPO CORTA JACA. Na levada do choro: um almanaque musical. Belo Horizonte: 
Natura Musical/Lei Estadual de Incentivo a Cultura, 2008 (DVD). 
KAURISMAKI, MIKA et al. Brasileirinho, 2005 (DVD). 
PAES, Anna. O choro e sua árvore genealógica. Rio de Janeiro: Músicos do 
Brasil/Petrobrás, s.d. 
Disponível em http://ensaios.musicodobrasil.com.br/annapaes-
ochoroarvoregenealogica.htm 
PINTO, Alexandre Gonçalves. O Choro: reminiscências dos chorões antigos. Rio de 
Janeiro, 1936. 
SAMPAIO, Renato. O violão brasileiro de Mozart Bicalho. Belo Horizonte: 
Hematita, 2002. 
TABORDA, Márcia.Violão e identidade nacional. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira, 2011. 
TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São Paulo: M. Taybkin, 2004 (DVD). 
VIANNA, Geraldo et al. Violões de Minas. Belo Horizonte: Uirapuru, 2007 (DVD). 
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LICENÇA POÉTICA I 
Inspirados poetas também contaram a história do violão em 
versos. Conheçamos alguns: 
PROFISSÃO DE FÉ8 
(Agustín Barrios) 
“Tupã, o Espírito Supremo e protetor de minha raça, 
encontrou-me um dia no meio de um bosque florescido. 
E me disse: Toma esta caixa misteriosa e descobre seus segredos. 
E, aprisionando nela todos os pássaros canoros da floresta 
e a alma resignada dos vegetais, abandonou-a em minhas mãos. 
Tomei-a, obedecendo a ordem de Tupã, colocando-a bem junto ao coração, 
abraçado a ela passei muitas luas à borda de uma fonte. 
E, uma noite, Jaci, retratada no líquido cristal, 
Sentindo a tristeza de minha alma índia, 
deu-me seis raios de prata para com eles descobrir 
seus arcanos segredos. 
E o milagre se operou: do fundo da caixa misteriosa, 
brotou a sinfonia maravilhosa 
de todas as vozes virgens da natureza da América.” 
8 Cfr. BARRIOS, Agustín. Profissão de fé. Apud ZANON, Fábio. A Arte do Violão. 
São Paulo: Rádio Cultura FM, 2003 e segs. Disponível em 
http://aadv.radio.googlepages.com 
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VIOLÃO9 
(Sueli Costa/Paulo César Pinheiro) 
“Um dia eu vi numa estrada 
um arvoredo caído, 
não era um tronco qualquer. 
Era madeira de pinho e um artesão esculpia 
o corpo de uma mulher.
Depois eu vi pela noite 
o artesão nos caminhos
colhendo raios de lua. 
Fazia cordas de prata 
que, se esticadas, vibravam 
o corpo da mulher nua.
E o artesão, finalmente, 
nesta mulher de madeira botou o seu coração 
e lhe apertou contra o peito 
e deu-lhe um nome bonito 
e assim nasceu o violão.” 
9 Cfr. COSTA, Sueli; PINHEIRO, Paulo César. Violão. In: GUEDES, Fátima. Pra bom 
entendedor. Rio de Janeiro: Velas, 1993 (CD). 
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LUTERARIA, ESTRUTURA E CUIDADOS ESPECIAIS10
LUTHIERS
O nobre trabalho de construção, regulagem e restauração de 
violões é desempenhado pelos luthiers. Eis alguns de uma 
quilométrica lista de notáveis: 
Lúcio Jacob, Vergílio Lima, Munhoz, Sugiyama, Antônio 
Tessarin, Saraiva, D’Souza, Mário Machado, Paulo Marcos, 
Gianfranco Fiorini, Altino Onório e José Teodoro dos Prazeres, 
Arivaldo Souza, João Batista, Antônio de Pádua, Jorge Raphael, 
Fernando Cardoso, Lineu Bravo, Roberto Gomes, Sérgio Abreu, 
Cláudio Arone, Renato Oliveira, Mayo Pamplona, Samuel Carvalho, 
Tércio Ribeiro, Ramirez, Thomas Humphrey, Hermanos Conde, 
Walter Vogt, Ignacio Fleta, Paul Fischer, Do Souto, Del Vecchio, Di 
Giorgio, Oscar Testa, Ric Cortez, Will Hamm, entre outros... 
O livro TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São 
Paulo: M. Taybkin, 2004, p. 169-205, contém uma lista de luthiers 
brasileiros com os respectivos contatos. 
10 Vide GOMES, Rubens et al. Manual de Lutheria: curso básico. Manaus: Unicef, 
2004, passim; LIMA, Vergílio. Inovar e sempre. In: Violão Pro. São Paulo: Música & 
Mercado, 2007, vol. 08, p. 42-45; TESSARIN, Antonio. A arte do fazer. In: Violão
Pro. São Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 04, p. 42-44; FERNÁNDEZ, Jerónimo 
Pena. El arte de un guitarrero español. Jaén, España: Soproarga, 1993, passim. 
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PARTES ESTRUTURAIS E MATÉRIAS PRIMAS 
Veja abaixo as partes estruturais e algumas das matérias 
primas (nomes comerciais de madeiras, artefatos de plástico, osso, 
metal...) que compõem o instrumento. 
BRAÇO, CABEÇA E TRÓCULO 
Composto de cedro, mogno... 
PESTANA (CAPO TRASTE) E RASTILHO 
Feito de osso, plástico... 
TAMPO E LEQUE HARMÔNICO 
Feitos de pinho (abeto, spruce...), cedro canadense, macacaúba, 
cipreste espanhol... 
LATERAIS 
Confeccionadas em jacarandá da Bahia, jacarandá indiano, pau 
ferro, pau rosa... 
 FUNDO 
Composto de jacarandá da Bahia, jacarandá indiano... 
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CAVALETE 
Feito de jacarandá da Bahia... 
BOJO 
É a caixa de ressonância constituída pelo tampo, fundo, laterais e 
peças acessórias. 
ESCALA OU ESPELHO 
Construída em ébano, jacarandá (da Bahia ou indiano)... 
TRASTES 
Constituído por níquel, alpaca, latão... 
TARRAXAS 
As tarraxas de afinação (compostas de plásticos, acrílicos e 
metais) substituíram as cravelhas de madeira. Eis algumas marcas 
fabris: Gotoh, Schaller, Condor (com parafusos de ajuste)... 
BOCA 
Abertura (campana) de projeção sonora. 
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MOSAICO 
Ornamento com desenho caleidoscópico ao redor da boca. 
TENSOR 
Barra de metal ou madeira inserida no braço para ajuste de tensão. 
CRESCENTE X 
O luthier Vergílio Lima aprimorou um inteligente mecanismo de regulagem 
crescente e instantânea da altura das cordas no tampo estruturado em X. Tal 
sistema de ajuste imediato da ação foi inventado pelo austríaco Johann Stauffer 
no Séc. XIX que, antes do espanhol Antonio de Torres Jurado, já construía o bojo 
em forma de oito (infinito) e foi responsável por outras inovações como a escala 
suspensa tratada a seguir, segundo criterioso levantamento do próprio Vergílio. 
ESCALA SUSPENSA 
Com base em escritos sobre luteraria violinística (para violino) e em pesquisas 
realizadas pelo físico norte-americano Michael Kasha e pelo francês Robert 
Bouchet, Francisco e Miguel Munhoz adotaram a escala suspensa com o braço 
preso ao corpo e minuciosas modificações internas para vivificação da zona morta 
(região da caixa de ressonância próxima ao braço), maior equalização das 
freqüências (agudas, médias e graves) e vibração do instrumento como um todo.11 
Vale ressaltar que o norte-americano Thomas Humphrey utilizou outros critérios 
na elaboração da escala elevada. E também registrar que a sua adoção está em 
franca expansão, a exemplo dos modelos desenvolvidos pelos brasileiros Lineu 
Bravo e Antonio de Pádua. 
11 SILVA, Luís Felipe. O engenheiro musical. In: Jornal Revelação. Uberaba: 
Universidade de Uberaba, 2005. Disponível em 
http://www.revelacaoonline.uniube.br/2005/312/musica.html 
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CUIDADOS ESPECIAIS: UMIDADE E TEMPERATURA 
 
A umidade deve oscilar entre 35 e 70%. Para medi-la, utilize 
um higrômetro. Na falta deste, recorra ao informativo de 
meteorologia dos jornais impressos, televisivos ou eletrônicos. 
Quando estiver baixa, utilize um umidificador caseiro 
[algodão umedecido dentro de um bobe capilar ou recipiente de 
filme fotográfico com a tampa peneirada (cheia de furos)]. 
As travessas sob o tampo são rebaixadas para o instrumento 
absorver a dilatação ocasionada pela umidade. 
A temperatura de acondicionamento deve oscilar entre 15º e 
30ºC. Logo, não submeta seu instrumento ao calor intenso. 
 
OBS.: 
� Ao viajar, abaixe a afinação 2 ou mais tons. 
� Depois de tocá-lo, limpe-o com uma flanela seca. 
 
 
 
 
 
 
 
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MODELOS 
 
Há espécimes fabris e artesanais para todos os gostos: 
 
Violão de 6 cordas [clássico, cutway, dobro (ressonador ou 
dinâmico), violão requinto (afinado uma quarta justa acima), violão 
folk (dreadnought), jumbo, flat e vazado], violão tenor (ou triolim 
com 4 cordas afinadas em lá, ré, sol, dó, de baixo para cima), violão 
de 7 (com a última corda afinada em dó e excepcionalmente em si e 
lá), 8,9 (violão Brahms), 10, 12 (craviola) ou mais cordas, 
baixolão... 
 
 
EXTENSÃO 
 
O violão é um instrumento transpositor. Suas notas musicais 
são escritas no pentagrama uma oitava acima. 
O violão de 6 cordas – afinado em mi (1ª), si (2ª), sol (3ª), 
ré (4ª), lá (5ª), mi (6ª) – tem 3 oitavas e 1 quinta justa 
distribuídas ao longo da escala (espelho). 
O sistema adotado pela escala violonística é cromático 
temperado12. Possui, portanto, casas separadas por trastes em 
 
12 Há aproximadamente 40 anos, o mineiro José da Cruz Reis realizou recálculos na 
escala cromática temperada com “redução de ‘nu’décimos de milionésimos”. 
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intervalos de semitom divididos em comas e calculados com 
precisão. 
A coma é um micro intervalo correspondente a 1/9 de 1 tom. 
Em tal sistema, encontramos uma eqüidistância entre os semitons 
de 4 comas e ½. 
No sistema natural (não temperado) existem entre o Dó e o 
Dó# (Dó sustenido) 5 comas, o Dó# e o Ré 4 comas, o Ré e o Réb 
(Ré bemol) 5 comas, o Réb e o Dó 4 comas. Ou seja, uma diferença 
de 1 coma entre o Dó# e o Réb. Pode-se então afirmar que a 
enarmonia se dá especialmente no sistema temperado. 
 
 
ENCORDOAMENTOS13 
 
Há encordoamentos de nylon, titanium, fibra de carbono, lona, 
aço, níquel, entre outros, com diversas tensões (baixa, média, alta 
e extra-pesada). 
Troque uma corda de cada vez, trançando-a um pouco no 
cavalete e bastante na tarraxa. 
Pressione o rastilho cuidadosamente (entre as cordas) para a 
captação piezo se reajustar. 
 
 
 
13 Vide ROCHA, Ulisses. Cordas leves ou pesadas? In: Acústico. São Paulo: HMP, 
2006, vol. 05, p. 44; Idem. Dicas: troca do encordoamento. Disponível em 
http://www.ulissesrocha.com 
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AFINAÇÃO PADRÃO E AFINAÇÕES ALTERNATIVAS 
 
 As 6 cordas do violão são afinadas em mi (1ª), si (2ª), sol 
(3ª), ré (4ª), lá (5ª), mi (6ª). 
Para ampliação da textura, facilitação interpretativa e/ou 
produção de efeitos não alcançados pela afinação tradicional, 
outras afinações são adotadas. Identifiquemos algumas: 
 
Mi | si | sol | ré | lá | ré 
Sons de carrilhões e Interrogando (João Pernambuco) 
Mi | si | sol | ré | sol | ré 
Choro da saudade (Agustín Barrios) 
Ré | si | sol | ré | sol | ré14 
 
 
OUVIDO, MEMÓRIA, POSTURA E RELAXAMENTO15 
 
Segundo Henrique Pinto, a observância dos seguintes fatores 
é indispensável: 
 
 
 
14 Conheça outras a partir de GERAISSATI, André. Estilo de violão. São Paulo: 
MPO, s.d. (VHS). 
15 Vide PINTO, Henrique. Antologia violonística: história, fundamentos de um 
método, notas biográficas, repertório. São Paulo: Ricordi, 2007, p. 11-19. 
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OUVIDO 
Ao discorrer sobre duração, força e qualidade sonoras, o 
autor acima dá destaque à “auto-audição”, ao “controle auditivo 
da extensão da nota” [mediante vibratos16 (longos e curtos) 
produzidos pela mão esquerda17], à expressividade da mão direita, 
à dinâmica em pontos frasais culminantes, à personalidade musical, 
ao estado das unhas e à situação do instrumento durante o “treino 
do ouvido”. 
 
 MEMÓRIA 
A concentração e o “estudo por reflexão” (assimilação dos 
conteúdos da partitura de um choro sem o instrumento ou a partir 
da visualização imaginária do braço, dos dedilhados e digitações) 
beneficiam o desenvolvimento equilibrado dos 3 tipos de memória 
categorizados pelo notável professor: visual, muscular (digital) e 
auditiva que abrangem respectivamente a leitura à primeira vista18 
e a visualização imaginária do todo violonístico, o conjunto de 
movimentos realizados pelas mãos e o estoque de vivências 
musicais do instrumentista. 
 
16 WOLFF, Daniel. O uso do vibrato no violão. In: Revista da Associação Gaúcha do 
Violão. Porto Alegre: Assovio, 1999, v. 1, n.1, passim. Disponível em 
http://www.danielwolff.com.br/arquivos/File/Vibrato_Port.htm 
17 Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro. Por conseguinte, leia “mão 
direita” se for canhoto não ambidestro. 
18 Para desenvolver a leitura musical com criteriologia, recomenda-se FARIA, Nelson. 
Exercícios de leitura para guitarristas e violonistas. São Paulo: Irmãos Vitale, 
2014. 
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POSTURA E RELAXAMENTO 
 
Ter “reflexo condicionado” (capacidade de tocar um choro ou 
trecho sem interrupções), equilíbrio mental (paz de espírito, bem 
estar familiar e vital), respiração, postura corporal (coluna reta, 
ombros, mãos, braços e antebraços relaxados...), contração e 
relaxamento muscular conscientes, maximização do rendimento com 
mínimo esforço muscular (“liberdade muscular”), repertório afim e 
sob controle técnico, estudo reflexivo, concentrado e regular em 
curtos períodos de tempo, garantirão resultados frutíferos. 
 
 
EXERCÍCIOS ISOMÉTRICOS19 
 
A isometria está relacionada ao equilíbrio das forças de 
contração e relaxamento dos músculos agonista e antagonista e 
dos tendões flexor e extensor. 
Milton Raskin e Howard Roberts – autores da publicação 
indicada na nota de rodapé abaixo – desenvolveram os seguintes 
exercícios isométricos para violonistas e guitarristas bem 
demonstrados em K, Demma. Exercícios isométricos para 
guitarristas. No Cabo TV, 2009. Pesquise-os! 
 
 
19 Vide RASKIN, Milton; ROBERTS, Howard. Isometric for Guitarists. North 
Hollywood: Playback pub, 1971, passim. 
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MÃO ESQUERDA20 
� Fortalecimento dos movimentos da mão esquerda. 
� Fortalecimento e aquecimento dos dedos da mão esquerda. 
� Fortalecimento das juntas da mão esquerda. 
 
MÃO DIREITA21 
� Desenvolvimento dos movimentos de subida e descida da mão 
direita. 
� Resistência, tensão e relaxamento do pulso e antebraço da mão 
direita. 
� Fortalecimento do polegar. 
 
OUTROS 
� Desenvolvimento dos músculos rotatórios do antebraço. 
� Estimulação dos dedos. 
� Fortalecimento das juntas: dedilhado e digitação. 
� Fortalecimento dos pulsos e mãos. 
 
 
 
 
20 Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro. 
21 Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro. 
41 
 
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OBS.: 
� O 1º e o 4º exercícios necessitam de 1 pequena bola de borracha. 
� O 7º exercício requer um pequeno bastão cilíndrico. 
 
 
ACESSÓRIOS ERGONÔMICOS 
 
 Para prevenir LER, DORT ou LTC22, luthiers e violonistas 
desenvolvem acessórios ergonômicos constantemente. 
Experimente-os! 
 
Apoios anatômicos (Begut...), plenosom pads e arm rest (Antonio 
Tessarin e Paulo Bellinati), luva (Matepis...), banquinho, powerball 
(dynaflex)... 
 
 
UNHAS 
 
 Quando utilizadas, as unhas requerem cuidados especiais. 
 
 
 
22 Tais siglas possuem os seguintes significados: lesões por esforços repetitivos, 
distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho e lesões por traumas 
cumulativos. 
42 
 
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LIXAMENTO 
 
 O tamanho e a forma variam. Ora maior, menor, quadrada, 
arredondada ou com o comprimento da largura da corda seguindo 
(ou não) o formato do dedo. Nessa etapa usa-se a lixa comum. 
 
ACABAMENTO E POLIMENTO 
 
 Nos processos de acabamento e polimento,utiliza-se a lixa 
d’água para pintura automotiva de nº 2500 ou uma lixa de manicure 
tripla face. 
 
ALIMENTAÇÃO 
 
 Recomenda-se uma alimentação saudável, rica em cálcio e 
proteínas. Consulte um médico nutrólogo ou um nutricionista a 
respeito. 
 
MATERIAL SINTÉTICO 
 
 Existem materiais postiços de substituição e bases para 
fortalecimento e restauração das unhas naturais. Consulte um 
médico dermatologista a respeito. 
 
 
43 
 
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OBS.: 
� Sonoridade dinâmica: timbre + intensidade (maior ou menor 
pressão dos dedos e unhas sobre as cordas). Essa combinação 
favorecerá o alcance de uma sonoridade limpa, robusta, equilibrada 
e dinâmica (capaz de emitir sons fortes e pianos [f (forte), mf 
(mezzo forte), p (piano), pp (pianíssimo)...]. 
� O toque pode ser lateral [A (ponto de contato = polpa) -> B 
(ponto de deslizamento = lado esquerdo da unha) -> C (ponto de 
desligamento = próximo ao meio da unha)], frontal [A (ponto de 
contato = polpa) –> B1 B2 (pontos de deslizamento = extremidades 
da unha) –> C (ponto de desligamento = meio da unha)], com apoio (o 
dedo apóia na corda posterior via movimento do tendão flexor) ou 
sem apoio23 (o dedo não apóia na corda posterior = movimento e 
repouso via tendões flexor e extensor). Para tanto, a mão e o pulso 
direito ficarão retos ou quase retos em relação ao antebraço. 
 
 
METRÔNOMO | AFINADOR 
 
Tenha-os sempre por perto (analógicos ou digitais). 
O choro para metrônomo de Baden Powell é pertinente. 
Estude-o! 
 
23 Vide ROCHA, Ulisses. Tocar com ou sem apoio? In: Acústico. São Paulo: HMP, 
2006, vol. 02, p. 46. 
44
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MECANISMOS TÉCNICOS DE TOCABILIDADE
Realize esses exercícios com regularidade (diariamente, se possível) e moderação 
(sem sobrecarga), imprimindo em suas fórmulas cartesianas (mecanicistas) um sentido 
musical. Para tanto, use-as em composições compatíveis com as rítmicas indicadas ao lado. 
FÓRMULAS DE ARPEJOS PARA A MÃO DIREITA24
Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro. Sendo canhoto e adepto do 
“violão pelo avesso” (afinado para destros), espelhe-se nos geniais Américo Jacomino e 
Canhoto da Paraíba.
Indo mais além, sugiro a leitura do artigo “O Violão e os Hemisférios” do 
violonista e pesquisador Sebastião Cláudio Lobão, publicado em 2000 no volume 43 da 
revista Violão Intercâmbio. Segundo o autor, no destro, a mão direita (mais forte) – 
comandada pelo hemisfério esquerdo (analítico e racional) – deveria digitar o braço do 
instrumento e a mão esquerda (menos forte) - dirigida pelo hemisfério direito (sensível e 
criativo) – deveria arpejar as cordas. 
P I M
P M I 
P I M I 
P M I M 
P I M A 
P A M I 
P I M A M I 
P A M I M A 
3/4
3/4
4/4
4/4
4/4
4/4
6/8
6/8
24 P, I, M e A significam respectivamente polegar, indicador, médio e anular. As 
frações 3/4, 4/4, 6/8... correspondem aos compassos ternário, quaternário e seis por 
oito. O numerador da fração indica a quantidade de notas e o denominador a 
qualidade, isto é, o tipo de valor. 
45 
 
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P I M I A I M I 
P M I M A M I M 
P I M A M A M A 
P A M I M I M I 
P� P� P� P� 
2/4 ou 4/4 
2/4 ou 4/4 
2/4 ou 4/4 
2/4 ou 4/4 
Alternado 
 
ESTUDOS SUGESTIVOS 
 
Estudos nº 01 a 06 para Violão (Ulisses Rocha)25 
P I A M A I 
P I M A M I M I 
P I M A 
A M I P I M 
P I M P I M P I M 
P I M I ou P I M A 
6/8 
2/4 
4/4 
12/8 
9/8 
4/4 (para velocidade) 
 
Conforme Ulisses Rocha, o aumento gradativo da velocidade 
não decorre tão somente de um fator muscular. Provém 
especialmente de um reflexo cerebral ocasionado por ataques 
rápidos (movimentos) seguidos de breves pausas (repousos) 
tocados em frases curtas.26 
 
25 Vide ROCHA, Ulisses. Estudos para violão nº 01. São Paulo: Árvore da Terra, 1998, p. 16-43. 
26 Vide Idem. O segredo da velocidade. In: Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol. 01, p. 46; Idem. Estudo 
6: estudo trabalha elementos para desenvolver a velocidade. In: Violão pro. São Paulo: M & M, 2008, 
vol. 18, p. 49-50; Verifique também PENEZZI, Alessandro. Desenvolvendo a velocidade: uma ferramenta 
importante a serviço da música. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 08, p. 46-49. 
46 
 
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Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos)27 
P I P I P M I A M I M I P I P I 4/4 
 
Prelúdio para Alaúde (Johann Sebastian Bach)28 
P I M A M I M I P I P I 3/4 
 
OUTRAS PEÇAS 
 
 Para manutenção e fruição desse aporte técnico favorável à 
interpretação violonística de choros, recomendam-se também 
outras peças: 
La catedral (Agustín Barrios): prelúdio, 
andante religioso, allegro solemne29 
Las abejas (Agustín Barrios)30 
Estudo nº 02 (Heitor Villa Lobos)31 
Estudos nº 07 a 08 (Ulisses Rocha)32 
Étude en mi majeur (Toninho Ramos)33 
Astúrias: leyenda (Isaac Albéniz)34 
2/4 
4/4 e 6/8 
4/4 
4/4 
4/4 e 2/4 
3/4 
3/4 
 
27 Vide VILLA-LOBOS, Heitor. Villa-Lobos collected works for solo guitar: with an introduction by 
Frederick Noad. New York/London/Sydney: Amsco, 1990, passim. 
28 Peça de domínio público disponível em http://www.free-scores.com/PDF_FR/bach-johann-sebastian-
prelude-minor.pdf 
29 Vide PINTO, Henrique. Antologia violonística: história, fundamentos de um método, notas biográficas, 
repertório. São Paulo: Ricordi, 2007, p. 104-116. 
30 Ibidem, p. 101-103. 
31 Vide VILLA-LOBOS, Heitor, Op. cit., passim. 
32 Vide ROCHA, Ulisses. Estudos para violão nº 01. São Paulo: Árvore da Terra, 1998, p. 44-54. 
33 Vide RAMOS, Toninho. O Brasil de Norte a Sul: pour guitare. Paris: Henry Lemoine, 1996, p. 23-24. 
34 Peça de domínio público disponível em http://www.free-scores.com/PDF_FR/albeniz-isaac-asturias-
lehenda-1708.pdf 
47 
 
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Resta então informar que a mão direita recorre a 3 técnicas 
[finger style (acima), de palheta e híbrida35] que dispensam – na 
pós-modernidade – os arcaicos estigmas de estratificação da 
classe violonística em instrumentistas que tocam certo ou errado 
por servirem-se ou não dos dedos. 
 
FÓRMULAS DE DIGITAÇÃO PARA A MÃO ESQUERDA36 
 
Pratique os exercícios abaixo, percorrendo todo o braço do 
violão. 
1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 | 1ª à 6ª corda | Alternando 1ª e 2ª casas 
2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 | 6ª à 1ª corda | Alternando 2ª e 3ª casas 
3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 | 1ª à 6ª corda | Alternando 3ª e 4ª casas 
4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 | 6ª à 1ª corda | Alternando 3ª e 4ª casas 
3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 | 1ª à 6ª corda | Alternando 3ª e 2ª casas 
2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 | 6ª à 1ª corda | Alternando 2ª e 1ª casas 
1 2 3 4 3 2 1 | 1ª à 6ª corda e vice-versa 
1 3 2 4 | 1ª à 6ª corda e vice-versa 
4 2 3 1 | 1ª à 6ª corda e vice-versa 
1 4 2 3 | 1ª à 6ª corda e vice-versa 
4 1 3 2 | 1ª à 6ª corda e vice-versa 
 
35Vide MAIA, Marcos da Silva. Técnica híbrida aplicada ao violão. Campinas: 
UNICAMP, 2007 (Dissertação de mestrado), passim. 
36 Os números 1, 2, 3 e 4 correspondem aos dedos indicador, médio, anular e mindinho 
da mão esquerda (“mão direita” caso seja canhoto não ambidestro) e devem estar em 
sincronia com as fórmulas aleatórias dos dedos p, i, m e a da mão direita (“mão 
esquerda” caso seja canhoto não ambidestro). 
48 
 
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OBS.: 
� Procure manter o polegar na região central do braço e os demais 
dedos da mão esquerda no centro das casas.� Realize os exercícios com e sem ligados. 
 
 
A MÚSICA ENQUANTO LINGUAGEM 
 
 Quando encaramos a música como linguagem, damos um salto 
paradigmático! Convertemos o monólogo recluso de sons num 
diálogo comunicativo e musical. Promovemos a socialização 
discursiva37 de nossas perspectivas e histórias com criatividade e 
cognição. 
 A roda de choro é rotativa (inclusiva e sociável). Seus 
diálogos musicais são reconstrutivos e transitam entre a tradição e 
a contemporaneidade. 
 
 
SISTEMAS DE NOTAÇÃO 
 
Enumeramos a seguir os sistemas usuais de notação: 
 
 
37 WALTER, Carlos. Discurso jurídico na democracia: processualidade 
constitucionalizada. Belo Horizonte: Fórum, 2008, p. 20. 
49 
 
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PARTITURA 
 
Sistema pentagramático de 5 linhas, 4 espaços, linhas e 
espaços suplementares (superiores e inferiores) onde se anotam 
claves, notas, acidentes (# = sustenido e b = bemol), valores, 
pausas, barras de repetição, ligaduras (de prolongamento, frase, 
expressão...), portamentos, bordaduras, pizzicatos, staccatos, 
vibratos, rubatos, indicadores de dinâmica e andamento, pontos de 
aumento e diminuição... 
 
TABLATURA 
 
Sistema com 6 linhas e números arábicos alusivos às cordas e 
casas do violão. 
 
CIFRA 
 
Sistema alfanumérico de representação dos acordes, a saber: 
A (lá), B (si), C (dó), D (ré), E (mi), F (fá), G (sol), m (menor), M 
(maior), 1 (tônica), b2 (segunda menor), 2 (segunda maior), #2 
(segunda aumentada), b3 (terça menor), 3 (terça maior), 4J 
(quarta justa), #4 (quarta aumentada), b5 (quinta diminuta), 5J 
(quinta justa), #5 (quinta aumentada), b6 (sexta menor), 6 (sexta 
maior), bb7 (sétima diminuta), 7b (sétima menor), 7 (sétima 
maior)... 
50 
 
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BRAILLE 
 
Musibraille é um processo de educação musical via método 
Braille desenvolvido para portadores de deficiência visual e 
difundido por Dolores Tomé (flautista e filha do compositor de 
choros João Tomé), entre outros. 
 
 
ACIDENTES | CÍRCULO DE QUINTAS 
 
 Conforme Bohumil Med38, # (sustenido), X (dobrado 
sustenido), b (bemol), bb (dobrado bemol) e (bequadro) são 
acidentes. As notas da armadura com sustenido são fá, dó, sol, ré, 
lá, mi, si e as com bemol si, mi, lá, ré, sol, dó, fá. 
Para descobrir o tom na armadura da clave com sustenidos, 
considere a nota ascendente ou descendente (acima ou abaixo) em 
relação ao último sustenido (modo maior ou menor 
respectivamente) e, na armadura com bemóis, considere o 
penúltimo bemol para o modo maior e conte 3 notas a partir do 
último bemol para o modo menor. 
O círculo das quintas é um sistema cíclico de descrição das 
relações entre as 12 notas de uma escala cromática. 
 
 
38 Cfr. MED, Bohumil. Teoria da música. 4. ed. rev. e ampl. Brasília: Musimed, 1996, 
p. 269. 
51 
 
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CHART READING39 
 
Aprenda a mapear a partitura através dos sinais indicativos 
[sessão, intro, chorus, bridge (turn around), voicing, drop, vamp, 
símile, %, ghost notes (notas fantasmas simbolizadas com X), palm 
muting (staccato), D. C. (Dal Capo = do caput = da cabeça) D. S. 
(Dal Segno = do sinal), Coda (Calda), barras (duplas, de repetição 
ou ritornellos...), casas (endings), convenções rítmicas...] bem 
explicados por BERSANI, Wanderson. Chart reading: mapeando a 
partitura através dos sinais de indicação de roteiro. In: TAFFO, 
Wander et al. IG & T Book. São Paulo: EM&T Editora, 2007, vol. 
01, p. 18-33. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 Mapeando a partitura (tradução livre). Confira também WOLFF, Daniel. Como 
digitar uma obra para violão. In: Violão intercâmbio. São Paulo, 2001, nº 46, passim. 
Disponível em http://www.danielwolff.com.br/arquivos/File/Como_Digitar_Port.htm; 
FARIA, Nelson. Exercícios de leitura para guitarristas e violonistas. São Paulo: 
Irmãos Vitale, 2014, passim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª PARTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
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O VIOLÃO DE 6 CORDAS NO CHORO40 
 
O papel do violão de 6 cordas no Choro é essencial nas 
conduções melódica (como instrumento solista), rítmica (junto ao 
cavaquinho, à percussão etc) e harmônica [ao realizar centro, 
fraseados, inversões e dialogar com os demais instrumentos (tocar 
o baixo contínuo em terças contrastantes com os contrapontos 
especialmente emitidos pelo violão de 7 cordas)], prestando 
destacada contribuição na ampliação de seu acervo composicional 
através dos violonistas-compositores41. 
 
 
ESTRUTURA DO CHORO42 
 
O estudo sistêmico de fatores musicais característicos 
(forma, rítmica, tons, inflexões, anacruses, finalizações típicas e 
 
40 Vide SOUZA, Rogério. Choro 100: violão – play along choro. Rio de Janeiro: 
Biscoito Fino, 2008, passim; PAULINO, Conrado. Choro básico. In: Acústico. São 
Paulo: HMP, 2006, vol. 08, p. 42; MARQUES, Euclides. Os violões no choro. In: Violão 
Pro. São Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 06, p. 42-47; GAMA, Lula. O papel do 
seis-cordas. In: Violão Pro. São Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 05, p. 58-59; 
PETAGNA, Cristiano. Remexendo o violão brasileiro. In: Violão Pro. São Paulo: 
Música & Mercado, 2006, vol. 04, p. 38-44. 
41 Vide HARO, Maria Jesus Fábregas. Nicanor Teixeira: a música de um violonista 
compositor brasileiro. Rio de Janeiro: UFRJ, 1993 (Dissertação de mestrado), 
passim; CARDOSO, Thomas Fontes Saboga. Um violonista-compositor brasileiro: 
Guinga – a presença do idiomatismo em sua obra. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2006 
(Dissertação de mestrado), passim. 
42 Vide ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006, 
passim; SÈVE, Mário. Vocabulário do choro: estudos e composições. Rio de Janeiro: 
Lumiar, 1999, passim. 
54 
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atípicas) lança as bases de uma teoria geral do choro 
encaminhadora de parâmetros (convenções), variantes e diretrizes 
a serem observados por intérpretes e compositores em suas 
criativas incursões. 
Durante a leitura das subscritas noções, procure identificar 
os elementos da estrutura do choro em registros escritos e 
gravados. Depois, dê vazão à sua verve composicional. Invente um 
choro! 
FORMA 
A forma mais utilizada no Choro corresponde à rondó, 
originária do período medieval Ars Nova e composta de uma parte 
principal (refrão ou tema central) que se repete após a intervenção 
distintiva de outras partes. 
FORMA TÍPICA 
A forma típica do Choro é constituída por 3 partes de 16 
compassos (cada), assim distribuídas: 
A A -> B B ->
-> A -> C C -> A
A = 1º motivo (tema = 4 compassos | resposta suspensiva = 4 
55 
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compassos); 2º motivo (tema = 4 compassos | resposta 
conclusiva = 4 compassos) e assim sucessivamente em relação às 
demais quadraturas e sessões, conforme Maurício Carrilho citado 
por Lúcia Campos.43 
FORMAS ATÍPICAS44 
Determinados choros possuem menos ou mais de 3 partes 
(sessões) com menos ou mais de 16 compassos. Verifique os 
exemplos das páginas 100 e 153. 
ALTERNATIVAS TONAIS FREQÜENTES 
Pode-se depreender do extenso acervo de choros compostos 
desde a 2ª metade do séc. XIX, parâmetros lógicos de graus tonais 
freqüentes nas sessões(partes) da forma típica, conforme 
ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da 
Fonseca, 2006, p. 09-10: 
Choros iniciados em modo maior 
I (1ª parte) | V (2ª parte) | IV (3ª parte) = C | G | F 
I (1ª parte) | VIm (2ª parte) | IV (3ª parte) = C | Am | F 
43 Vide CARRILHO, Maurício apud CAMPOS, Lúcia Pompeu de Freitas. Tudo isso de 
uma vez só: o choro, o forró e as bandas de pífanos na música de Hermeto Pascoal. 
Belo Horizonte: UFMG, 2006, p. 56-57. 
44 Por exemplo, MOREIRA, Juarez. Choro diferente. In: BH no Choro. Belo 
Horizonte: Belotur/Clube do Choro de Belo Horizonte/Auditório JK, 2008. Cfr. 
ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006, p. 09, 
“Obviamente, existem exceções (que, como sempre, confirmam a regra): ver, por 
exemplo, o caso de Lamentos, de Pixinguinha, choro estruturado em duas, em vez das 
três partes convencionais. Além disso, a primeira parte possui 24 compassos (no lugar 
de 16), que são subdivididos irregularmente em frases de 8, 4, 6 e 6 compassos”. 
56 
 
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Choros iniciados em modo menor 
Im (1ª parte) | III (2ª parte) | I (3ª parte) = Am | C | A 
Im (1ª parte) | III (2ª parte) | VI (3ª parte) = Am | C | F 
TONS COMUNS PARA O TEMA CENTRAL 
A escolha dos tons temáticos segue raciocínio idêntico. Contempla 
certos tons com assiduidade, a saber: 
 
 
Afinal, segundo ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de 
Janeiro: Da Fonseca, 2006, p. 10, 
“normalmente adota-se uma tonalidade que seja ‘boa’ para 
os principais instrumentos acompanhantes, violão, 
cavaquinho e bandolim. Em outras palavras, tonalidades 
cujas escalas forneçam o maior número de notas que 
coincidam com as cordas soltas soam mais vibrantes, 
resultando numa sonoridade geral mais cheia, sendo, além 
disso, no que se refere à execução, mais ‘naturais’, o que 
torna a interpretação do conjunto mais solta”. 
RITMO 
 A rítmica do Choro está assentada em células características, 
passíveis de desdobramentos e variações. 
CÉLULAS CARACTERÍSTICAS 
8 semicolcheias = � � � � � � � � | � � � � � � � � |... 
4 semicolcheias e 2 colcheias = � � � � � � | � � � � � � |... 
1 semicolcheia, 1 colcheia, 1 semicolcheia, 1 semicolcheia, 1 colcheia, 1 semicolcheia = 
� � � � � � | � � � � � � |... 
Modos maiores = fá, dó, sol e ré 
Modos menores = ré, lá, mi e sol 
57 
 
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VARIAÇÕES RÍTMICAS45 E DESDOBRAMENTOS ESTÉTICOS 
O diacronismo e a atemporalidade do choro engendraram 
variações rítmicas e desdobramentos estéticos, a saber: 
Polca brasileira, lundu, corta-jaca, maxixe, tango brasileiro, 
schottisch (xótis), mazurka, choro, choro-canção, chorinho (choro 
sapeca), choro sambado (choro-samba), samba-choro, valsa-choro 
(valsa brasileira), choro barroco, choro cantado, entre outros46... 
 O trecho a seguir – extraído da entrevista de Jacob do 
Bandolim ao Museu de Imagem e Som do Rio de Janeiro em 1967 – 
é esclarecedor: 
“O choro, choro mesmo, teve uma grande definição 
foi com Pixinguinha. Pixinguinha deu rítmica ao choro. 
O choro até então era considerado uma coleção de 
músicas para chorar, fazer chorar [...] Eu tenho 
inclusive cadernos de antes de 1900, coleções de 
choro, músicas de choro e não choros. Ali dentro 
tinha Valsas, tinha polcas, tinha quadrilhas, tinha 
schottisch, tudo era considerado músicas de choro.”47 
 
45 Vide BECKER, Zé Paulo. Levadas brasileiras para violão. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2013, 
p. 19-22; PEREIRA, Marco. Ritmos brasileiros. Rio de Janeiro: Garbolights, 2007, p. 19-20, 37-42; 
FARIA, Nelson. The Brazilian guitar book. Petaluma: Sher Music Co, 1995, p. 86-99; BRAGA, Luiz 
Otávio. O violão de 7 cordas. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 2004, p. 14-18; GUIMARÃES, Maria 
Inês. Danses et oiseaux du Brésil. Paris: Gérard Billaudot, 2003, vols. 01-02; CAMPOS, Lúcia 
Pompeu de Freitas. Tudo isso de uma vez só: o choro, o forró e as bandas de pífanos na música de 
Hermeto Pascoal. Belo Horizonte: UFMG, 2006, p. 58-66. 
46 Cfr. FERRAZ, Daniela Silva de Rezende. A voz e o choro: aspectos técnicos vocais e o repertório 
de choro cantado como ferramenta de estudo no canto popular. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2010 
(Dissertação de mestrado); JIRAN, Marcelo. Samba chorado. In: ZOCKRATTO, Mauro et al. Pelo 
espaço de um compasso. Belo Horizonte, 2008; a vida e a obra de Ademilde Fonseca; JACQUES, 
Lígia; LEONEL, Rogério. Choro barroco. Belo Horizonte, 2001; Idem. Choro cantado. Belo 
Horizonte, 2010 e o choro francobrasileiro “Reconciliação” de AURÉLIE E VERIOCA. Além des 
nuages. Paris, 2011. 
47 BANDOLIM, Jacob do. Depoimento prestado ao Museu da Imagem e do Som. Rio de 
Janeiro: MIS, 24 fev. 1967. (Informações verbais). Disponível em 
58 
 
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ANACRUSES48 
 
As anacruses mais comuns compõem-se de: 
 
1 NOTA (1 COLCHEIA OU 1 SEMICOLCHEIA) 
Essa fórmula perfaz 15% dos choros pesquisados por Carlos 
Almada sendo seguida por salto [Brejeiro (Ernesto Nazareth), 
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo)...] ou movimento em grau 
conjunto [Querida por todos (Joaquim Callado), Ele e Eu e Naquele 
tempo (Pixinguinha/Benedito Lacerda)...]. 
 
2 NOTAS (1 COLCHEIA E 1 SEMICOLCHEIA) 
Essa fórmula perfaz 5% dos choros pesquisados por Carlos Almada 
[Proezas de Solon (Pixinguinha), Na Glória (Ary dos Santos e Raul 
de Barros)...]. 
 
3 NOTAS (3 SEMICOLCHEIAS) 
Essa fórmula perfaz 80% dos choros pesquisados por Carlos 
Almada em movimento escalar ascendente ou descendente 
[Descendo a serra (Pixinguinha/Benedito Lacerda), Choro negro 
(Paulinho da Viola/Fernando Costa), Apanhei-te cavaquinho 
 
http://www.jacobdobandolim.com.br/jacob/oucajacob.php#trechos; BARRETO, Almir Côrtes. 
O estilo interpretativo de Jacob do Bandolim. Campinas: UNICAMP, 2006, p. 09. 
48 Vide ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006, p. 
61-62. 
59 
 
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(Ernesto Nazareth)...], cromático [Flor amorosa (Joaquim Calado), 
André de sapato novo (André Victor Corrêa), Benzinho (Jacob do 
Bandolim)...], com bordadura ascendente ou descendente [Tico-
tico no fubá (Zequinha de Abreu), Um a zero (Pixinguinha)...], 
contorno em arpejo (mescla de salto com graus conjuntos; Bem-
te-vi atrevido (Lina Pesce)...] e como antecipação [Brasileirinho 
(Waldir Azevedo), Sonoroso (K-Ximbinho), Dr. Sabe Tudo 
(Dilermando Reis)...]. 
 
Carlos Almada considera as anacruses de 4 ou 5 semicolcheias 
raras. 
 
FINALIZAÇÕES 
 
 Segundo Carlos Almada, 
 
“[...] a finalização que também poderíamos chamar de 
uma brevíssima coda, acontece logo após a chegada 
da tônica, através da progressão harmônica V –> I e 
do movimento melódico que resolve no I grau da 
escala [...] normalmente a tônica segue uma das notas 
pertencentes ao acorde do V grau – os graus 
escalares II, V ou VII –, embora seja também 
bastante típica de choros a conclusão melódica III –> 
I [...]”49 
 
 
49 Cfr. ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006, p. 
65. 
60 
 
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 As finalizações costumeiras possuem: 
 
2 NOTAS 
Salto entre tônicas oitavadas em 2 colcheias, 2 semínimas ou 2 
colcheias separadas por pausa. 
 
3 NOTAS 
Análise combinatória do movimento tônica –> dominante –> tônica. 
 
4 NOTAS 
Arpejo da tônica em sentido ascendente = 1 semicolcheia, 1 
colcheia, 1 semicolcheia,1 colcheia. 
 
5 NOTAS 
Arpejo com 4 semicolcheias e 1 colcheia. 
 
 Verifique ainda os baixos para finalização sugeridos por 
BERTAGLIA, Marco. O violão de 7 cordas. 2. ed. Bertaglia: São 
Paulo, 2002, p. 42-50. 
 
FADE OUT 
A música também pode ser concluída com um fade out (atenuação 
gradativa da intensidade sonora). 
 
61 
 
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 HARMONIA: NOÇÕES CONCEITUAIS50 
 
A música tem momentos instáveis, estáveis e menos instáveis 
ocasionados por repousos e movimentos harmônicos. Tenha, por 
isso, algumas noções conceituais em mente (disposição intervalar, 
leis tonais, fórmulas harmônicas, modalidades de acorde e 
cadência...)! 
 
TOM E TONALIDADE 
 
Tonalidade é um complexo de sons (arpejos, escalas, acordes, 
melodias) adstritos ao centro tonal (tônica). 
Tom é a órbita (altura) onde essa tonalidade trafega (se 
desenrola). 
 
 
 
 
 
50 Vide GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols. 
01-02, passim; CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro: 
Lumiar, 1986, p. 84; BUCHER, Hannelore. Harmonia funcional prática. Vitória: 
Gráfica Al, 2001, passim; WALTER, Álvaro. Composição instantânea: apontamentos 
sobre improvisação. Uberaba, MG | São Paulo: Álvaro A. Walter | Clube de Autores, 
2011, passim; FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas 
em chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, 
passim; Idem. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro: 
Lumiar, 1999, passim. BARASNEVICIUS, Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São 
Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim. 
62 
 
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INTERVALOS ENTRE A TÔNICA OU A FUNDAMENTAL E OS OUTROS 
GRAUS DE UM ACORDE OU UMA ESCALA51 
 
 
1 (tônica = escala ou fundamental = acorde) 
b2 (segunda menor) ou b9 (nona menor) 
2 (segunda maior) ou 9 (nona maior) 
#2 (segunda aumentada) 
b3 (terça menor) ou #9 (nona aumentada) 
3 (terça maior) 
4J (quarta justa) ou 11 (décima primeira) 
#4 (quarta aumentada) 
b5 (quinta diminuta) ou #11 (décima primeira aumentada) 
5J (quinta justa) 
#5 (quinta aumentada) ou b13 (décima terceira menor) 
b6 (sexta menor) 
6 (sexta maior) ou 13 (décima terceira maior) 
bb7 (sétima diminuta) 
7b (sétima menor) 
7 (sétima maior) 
 
 
51 FARIA, Nelson. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de 
Janeiro: Lumiar, 1999, p. 09; Vide NOGUEIRA, Paulinho. Método Paulinho Nogueira: 
para violão e outros instrumentos de harmonia. 21 ed. São Paulo: Casa Manon, s.d., p. 
16-17, 22-23. 
63 
 
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ACORDES52 
 
TRÍADES 
Maior: 1, 3, 5 = C 
Menor: 1, b3, 5 = Cm 
Aumentada: 1, 3, #5 = C+ ou C(#5) 
Diminuta: 1, b3, b5 = Cº ou Cm(b5) 
 
TÉTRADES 
Sétima maior: 1, 3, 5, 7 = C7M 
Menor com sétima: 1, b3, 5, b7 = Cm7 
Maior com sétima menor ou Dominante: 1, 3, 5, b7 = C7 
Diminuta: 1, b3, b5, bb7 = Cº 
Meia diminuta: 1, b3, b5, b7 = Cm7(b5) 
Menor com sétima maior: 1, b3, 5, 7 = Cm(7M) 
Sétima maior e quinta aumentada: 1, 3, #5, 7 = C7M(#5) 
 
ACORDES COM SEXTA 
Maior com sexta: 1, 3, 5, 6 = C6 
Menor com sexta: 1, b3, 5, 6 = Cm6 
 
 
52 Cfr. FARIA, Nelson. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de 
Janeiro: Lumiar, 1999, p. 13-16; Vide também o “quadro geral dos acordes sobre os 
graus da tonalidade maior e menor” de CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7 
ed. rev. Rio de Janeiro: Lumiar, 1986, p. 351-353, e do mesmo autor o Dicionário de 
acordes cifrados: harmonia aplicada à música popular. Rio de Janeiro: Lumiar, 1984, 
passim. 
64 
 
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ACORDES SUSPENSOS 
Acordes em que a terça é substituída pela 4ª justa: 
1, 4, 5, b7 = C4 ou C74 
 
ACORDES COM NOTAS DE TENSÃO 
Tríades ou tétrades acrescidas de b9 (nona menor), 9 (nona maior), 
#9 (nona aumentada), add9 (nona adicionada ou tríade acrescida de 
nona maior), 11 (décima primeira justa), #11 (décima primeira 
aumentada), b13 (décima terceira menor) ou 13 (décima terceira 
maior). 
 
INVERSÕES 
Eis os tipos usuais de inversão: 
1ª inversão (3ª no baixo ou como fundamental). 
2ª inversão (5ª no baixo ou como fundamental). 
3ª inversão (7ª menor no baixo ou como fundamental). 
 
ACORDES HÍBRIDOS53 
Os acordes híbridos não possuem terça. Por estarem desprovidos 
do grau modal, não são maiores, nem menores. 
 
 
 
53 FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord 
melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 55. 
65 
 
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ACORDES QUARTAIS54 
Os acordes quartais são integrados por quartas superpostas. 
 
POLIACORDES55 
Os poliacordes são acordes superpostos (tríades ou tétrades 
sobrepostas). A forma da notação é fracional: 
�
D
. 
 
HARMONIA FUNCIONAL56 
Conforme Ian Guest, 
“a música tonal [...] vem dos últimos séculos e adota 
uma linguagem melódica e harmônica inventada e, por 
vezes, rebuscada. Sua harmonia é uma narrativa 
imprevisível; uma sucessão de preparações e 
resoluções, ou preparações não resolvidas ou, ainda, 
resolvidas inesperadamente, tal como um conto de 
aventuras. Trabalha com tétrades e é enriquecida 
com dissonâncias. Por sua sofisticação, prevê um 
público passivo e pagante, nos moldes do consumismo 
ocidental. Quem porventura participar deve conhecer 
a música ou recorrer à leitura.”57 
 
54 FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord melody. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 57. 
55 Ibidem, p. 55; Na introdução de GUEST, Ian. 16 estudos escritos e gravados para piano. Rio de 
Janeiro: Lumiar, 2000, p. 05, o autor redige uma nota explica sobre o poliacorde
�
F 
56 Vide GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols. 01-02, passim; 
CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 1986, passim; 
KOELLREUTTER, H. J. Harmonia funcional: introdução à teoria das funções harmônicas. São Paulo: 
Ricordi, 1986, passim; BUCHER, Hannelore. Harmonia funcional prática. Vitória: Gráfica Al, 2001, 
passim; WALTER, Álvaro. Composição instantânea: apontamentos sobre improvisação. Uberaba, MG | 
São Paulo: Álvaro A. Walter | Clube de Autores, 2011, passim; FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao 
violão e à guitarra: técnicas em chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 
2009, passim; Idem. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro: Lumiar, 1999, 
passim; BARASNEVICIUS, Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim. 
57 Cfr. GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vol. 01, p. 36. 
66 
 
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LEIS TONAIS58 
1ª LEI TONAL 
Todos acordes da estrutura harmônica relacionam-se com uma das 3 
funções principais [tônica (estável), subdominante (menos instável) e 
dominante (instável)]. 
2ª LEI TONAL 
Os acordes vizinhos de terça da tônica (C), subdominante (F) e 
dominante (G) podem exercer secundariamente as respectivas funções. 
Por exemplo: Am (tônica relativa de C), Em (tônica antirrelativa de C), 
Dm (subdominante relativo de F), Am (subdominante antirrelativo de F), 
Em (dominante relativo de G) e Bm (dominante antirrelativo de G), 
respectivamente.3ª LEI TONAL 
Todos os acordes da estrutura harmônica podem ser valorizados 
(antecedidos) por uma dominante ou subdominante própria. 
4ª LEI TONAL 
Qualquer acorde pode ser seguido de outro. Acordes de tons afastados 
(de tons não vizinhos) podem necessitar de preparação. Os tons vizinhos 
possuem um acidente a mais ou a menos ou a mesma armadura do tom 
principal. 
5ª LEI TONAL 
A mudança da função do acorde representa a modulação do tom. Há 
modulações diatônicas, cromáticas etc. 
 
58 Vide KOELLREUTTER, H. J. Harmonia funcional: introdução à teoria das funções 
harmônicas. São Paulo: Ricordi, 1986, p. 14-41, com ábaco analítico (círculos 
concêntricos) das funções harmônicas. 
67 
 
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OBS.: 
� Quando 2 acordes possuem 2 notas em comum, poderão 
substituir um ao outro desde que o resultado seja satisfatório ou 
reflita a expectativa. 
� O trítono é a essência do dominante e corresponde ao intervalo 
de 3 tons entre o 3º e o 7º graus. 
 
TIPOS DE CADÊNCIA 
 
 De acordo com Almir Chediak, a cadência harmônica é uma 
“combinação funcional dos acordes, com sentido conclusivo ou 
suspensivo”59. 
Ela pode ser classificada em 6 tipos facilmente encontrados 
nas composições da música popular brasileira (choros, sambas e 
afins): 
 
CADÊNCIA AUTÊNTICA PERFEITA 
Dominante (V) -> Tônica (I) 
[Dominante resolvida na Tônica] 
G7 -> C 
 
 
59 CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 1986, p. 
109. 
68 
 
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CADÊNCIA AUTÊNTICA IMPERFEITA 
 Dominante (V) -> Tônica (I) invertidos 
[Dominante invertida resolvida na Tônica invertida] 
G/F -> C/E 
 
CADÊNCIA PLAGAL 
Subdominante (IV) -> Tônica (I) 
[Subdominante resolvida na Tônica] 
F -> C ou Dm -> C 
 
MEIA CADÊNCIA 
Subdominante (IIm) -> Dominante (V) 
 [Subdominante resolvida na Dominante] 
Dm -> G 
 
CADÊNCIA DECEPTIVA60 DIATÔNICA 
Dominante (V) -> Qualquer grau diatônico (VIm ou IIIm...) 
 [Dominante sucedida por qualquer grau diatônico] 
G -> Am ou G -> Em 
 
 
 
 
 
60 A cadência é deceptiva quando gera decepção, interrupção ou suspensão. 
69 
 
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CADÊNCIA DECEPTIVA MODULANTE 
Dominante (V) -> Tônica de outro tom (I) 
[Dominante seguida da Tônica de outro tom] 
G -> D 
 
MARCHA HARMÔNICA MODULANTE 
 
A denominação é auto-explicativa. Ocorre, por exemplo, 
quando módulos sucessivos de acordes se repetem até a resolução 
pretendida. Essa marcha (modulação transicional) acaba então por 
se desvincular do centro tonal originário. Esse fenômeno pode ser 
encontrado no Chorinho pra Ele de Hermeto Pascoal, conforme 
exemplo de PRINCE, Adamo. Linguagem Harmônica do Choro. São 
Paulo: Irmãos Vitale, 2010, p. 88. 
ACORDES DIMINUTOS 
Existem ACORDES DIMINUTOS DE APROXIMAÇÃO (C G#º Am = os 
que, através de um salto, alcançam o próximo acorde a ½ tom), DE 
PASSAGEM (C Bº Am = conduzidos antes e depois por ½ tom na 
mesma direção ou sem salto), AUXILIARES (Cº C = os que 
antecedem acorde maior com o mesmo baixo), NÃO PREPARATÓRIOS 
(Em Ebº Dm7 = os que alcançam o próximo acorde 
cromaticamente)... 
A PREPARAÇÃO DIMINUTA ocorre quando a nota fundamental da 
diminuta é a 3º maior do acorde dominante (Eº em relação a C7b9). 
70 
 
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OBS.: 
� Se baixarmos qualquer nota de um acorde diminuto em meio 
tom o transformaremos em um acorde de sétima menor. 
� Qualquer acorde poderá ser tocado em outras regiões do 
instrumento. Basta transferir a posição para o grupo superior de 
cordas, diminuir meio tom na 3ª corda e subir 5 casas ou 
transferir a posição para o grupo inferior de cordas, aumentar 
meio tom na 2ª corda e descer 5 casas. 
� Na progressão IIm7b5 | V7 | Im, o 2º acorde pode ser 
substituído pelo 1º feito uma terça menor acima e o 3º acorde 
pode ser substituído pelo 2º feito uma terça maior acima [Dm7b5, 
Fm7b5 (ou G7b9#5), Am7b5 (ou Cm6)]. 
 
TEORIA DAS ÁRVORES HARMÔNICAS61 
 
Teorização do violonista cearense (radicado em Brasília) José 
de Alencar Soares (Alencar 7 Cordas) construída a partir da 
análise sistêmica de composições brasileiras e suas probabilidades 
harmônicas. 
 
 
 
61 Vide FERNEDA, Edmilson et al. Rumo à formalização da teoria das árvores 
harmônicas. Disponível em www.cefala.org/sbcm2005/papers/13850.pdf 
71 
 
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HARMONIA MODAL62 
 
Segundo Ian Guest, 
“a música modal é milenar, tem a história da 
humanidade e expressa sua emoção. É base nos 
rituais de vitória, derrota e prece. É contagiante e 
estimula à participação. É intermitente, sem momento 
de partida e de término. É feita de ritmos, 
sonoridades e climas. A melodia é simples, curta e 
repetitiva. A harmonia, se é que existe, é feita de um 
ou poucos acordes, que quase sempre são tríades, por 
vezes não cifráveis (não decifráveis). Num 
permanente crescendo, acompanha o entusiasmo 
tribal, ou lamenta e chora, conforme os caprichos do 
ânimo. Tudo nela é coletivo, e convida a entrar na 
roda, a participar. A tribo vem até os nossos dias.”63 
MODOS GREGOS: FÓRMULAS INTERVALARES 
JÔNIO 
DÓRICO 
FRÍGIO 
LÍDIO 
MIXOLÍDIO 
T | T | ½T | T | T | T 
T | ½T | T | T | T | ½T 
½T | T | T | T | ½T | T 
T | T | T | ½T | T | T 
T | T | ½T | T | T | ½T 
 
62 Vide GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols. 
01-02, passim; CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro: 
Lumiar, 1986, passim; BUCHER, Hannelore. Harmonia funcional prática. Vitória: 
Gráfica Al, 2001, passim; WALTER, Álvaro. Composição instantânea: apontamentos 
sobre improvisação. Uberaba, MG | São Paulo: Álvaro A. Walter | Clube de Autores, 
2011, passim; FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas 
em chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, 
passim; Idem. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro: 
Lumiar, 1999, passim; BARASNEVICIUS, Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São 
Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim. 
63 Cfr. GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols. 
01, p. 36. 
72 
 
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EÓLIO 
LÓCRIO 
T | ½T | T | T | ½T | T 
½T | T | T | ½T | T | T 
 
 
IMPROVISAÇÃO64 
 
Trata-se de uma composição instantânea e/ou paráfrase 
musical desenvolvida temática, horizontal e/ou verticalmente com 
momentos de tensão, resolução e clímax. 
 A apreciação musical irrestrita, as práticas de conjunto e 
composição, os treinos de ouvido e memória (visual, digital, 
auditiva), a confecção de arranjos e um amplo vocabulário de 
melodias, rítmicas, acordes, arpejos e escalas articulados com 
emoção, imaginação e sensibilidade potencializarão o sotaque 
improvisacional. As referências das notas abaixo são pertinentes. 
A seguir escalas65 e campos harmônicos, precedidos por 
conselho do sábio Paulo Moura: 
 
64 Vide ROCHA, Ulisses. O que é melhor para improvisar: escalas ou arpejos? In: 
Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol. 06, p. 44; WALTER, Álvaro. Composição 
instantânea: apontamentos sobre improvisação. Uberaba, MG | São Paulo: Álvaro A. 
Walter | Clube de Autores, 2011, passim; PADIAL, Douglas. Improvisação: dicas 
essenciais para começar a improvisar os seus solos.In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 
2009, vol. 25, p. 16-22; Idem. Improvisação: explorando as possibilidades da escala 
diminuta. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 27, p. 46-47; Acordes, 
arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro: Lumiar, 1999, passim; 
COLLURA, Turi. Improvisação: práticas criativas para a composição melódica na 
música popular. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008, vol. 01, passim; BARASNEVICIUS, 
Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim. 
73 
 
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“E muitos dos estudantes que eu encontro em oficinas 
de música têm a preocupação em saber o que é a 
improvisação no choro, como fazê-la sem cair no jazz. 
E sempre recomendo que ouçam os mestres da 
autenticidade brasileira, como Pixinguinha, Jacob do 
Bandolim, Dino 7 Cordas, Raphael Rabello, Zé da 
Velha. São estes que dominam a rítmica que dialoga 
com os tambores de nossa tradição africana e com o 
contracanto da melodia.”66 
 
SISTEMA DIATÔNICO DE ESCALAS 
 
ESCALA MAIOR NATURAL 
T | T | ½T | T | T | T | ½T 
Dó | ré | mi | fá | sol | lá | si | dó 
[ascendente = descendente] 
 
CAMPO HARMÔNICO MAIOR NATURAL 
I7M | IIm | IIIm | IV7M | V7 |VIm | VIIm7(b5) 
C7M | Dm | Em | F7M | G7 |Am | Bm7(b5) 
ESCALA MENOR NATURAL 
T | ½T | T | T | ½T | T | T 
Lá | si | dó | ré | mi | fá | sol | lá 
[ascendente = descendente] 
 
65 Confira a parte 5 de CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7 ed. rev. Rio de 
Janeiro: Lumiar, 1986, p. 335-350, contendo “Todas as escalas dos acordes aplicadas 
ao estudo da improvisação ou no enriquecimento harmônico”. 
66 MOURA, Paulo. Prefácio. In: ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de 
Janeiro: Da Fonseca, 2006; SÈVE, Mário. Vocabulário do choro: estudos e 
composições. Rio de Janeiro: Lumiar, 1999, passim. 
74 
 
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CAMPO HARMÔNICO MENOR NATURAL 
Im | IIm7(b5) | III7M | IVm | Vm | VI7M | VII7 
Am | Bm7(b5) | C7M | Dm | Em | F7M | G7 
 
ESCALA MENOR HARMÔNICA 
T | ½T | T | T | ½T | T e ½T | ½T 
Lá | si | dó | ré | mi | fá | sol# | lá 
[ascendente = descendente] 
 
CAMPO HARMÔNICO MENOR HARMÔNICO 
Im7M | IIm7b(5) | III7M(#5) | IVm7 | V7 | VI7M | VIIº 
Am7M | Bm7b5 | C7M(#5) | Dm7 | E7 | F7M | G#º 
 
ESCALA MENOR MELÓDICA 
T | ½T | T | T | T | T | ½T 
Lá | si | dó | ré | mi | fá# | sol# | lá 
[ascendente � descendente (menor natural)] 
 
CAMPO HARMÔNICO MENOR MELÓDICO 
Im7M ou Im6 | IIm7 | III7M(#5) | IV7 | V7 | VIm7(b5) | VIIm7(b5) 
Am7M ou Am6 | Bm7 | C7M(#5) | D7 | E7 | F#m7b5 | G#m7b5 
ESCALA MENOR BACHIANA OU HÍBRIDA 
T | ½T | T | T | T | T | ½T 
Lá | si | dó | ré | mi | fá# | sol# | lá 
(ascendente = descendente) 
75 
 
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CAMPO HARMÔNICO MENOR BACHIANO OU HÍBRIDO 
Im7M ou Im6 | IIm7 | III7M(#5) | IV7 | V7 | VIm7(b5) | VIIm7(b5) 
Am7M (ou Am6) | Bm7 | C7M(#5) | D7 | E7 | F#m7b5 | G#m7b5 
 
 
SISTEMA SIMÉTRICO DE ESCALAS 
 
ESCALA DE TONS INTEIROS 
T | T | T | T | T | T | T 
Dó | ré | mi | fá# | sol# | lá# | dó 
 
ESCALA DIMINUTA 
T | ½T | T | ½T | T | ½T | T | ½T 
Dó | ré | ré# | fá | fá# | sol# | lá | si | dó 
 
ESCALA DIMINUTA DOMINANTE 
½T | T | ½T | T | ½T | T | ½T | T | ½T | T 
Dó | dó# | ré# | mi | fá# | sol | lá | lá# | dó 
 
OUTRAS ESCALAS 
 
ESCALA CROMÁTICA 
½T | ½T | ½T | ½T | ½T | ½T |... 
Dó | dó # | ré | ré # | mi | fá |... 
76 
 
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ESCALAS ALTERADAS (MAIOR E MENOR) 
Construídas mediante a alteração dos graus II, IV, VI, VII ou sem a 
alteração do I, III e V graus. 
 
ESCALAS PENTATÔNICAS (MAIOR E MENOR) 
T | T | T e ½T | T 
Dó | ré | mi | sol | lá 
[maior natural sem IV e VII graus] 
T e ½T | T | T | T e ½T 
Lá | dó | ré | mi | sol 
 [menor natural sem II e VI graus] 
 
ESCALAS DE BLUES (MAIOR E MENOR) 
T | ½T | ½T | T e ½T | T 
Dó | ré | ré# | mi | sol | lá 
[pentatônica maior com a 2ª ou a 9ª aumentada entre o 2º e 3º graus] 
T e ½T | T | ½T | ½T | T e ½T 
Lá | dó | ré | ré# | mi | sol 
[pentatônica menor com a 4ª aumentada entre o 4º e 5º graus] 
 
 
 
 
77 
 
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ARRANJO: BREVE COMENTÁRIO67 
 
A adaptação ou releitura de choros vale-se de um processo 
cognitivo de criação (inspirada e/ou transpirada) conhecido como 
arranjo. 
Para estilizar uma transcrição e incrementar a linha melódica 
com inversões, voicings, acordes quartais, notas de tensão etc, o 
violonista recorre ao chord melody68, técnica que possibilita a 
realização simultânea de solo e acompanhamento. 
A leitura das referências indicadas nas notas de rodapé 
abaixo e a apreciação de arranjos escritos e/ou gravados para 
violão e outros instrumentos enriquecerão seus arranjos. 
 
NOÇÕES E RECURSOS TÉCNICOS ADICIONAIS 
 
 Séculos de história violonística produziram um aporte 
caleidoscópico de recursos técnicos para a otimização dos efeitos 
com a atenuação dos esforços. 
 
67 Vide SANCHEZ, Nilo Sérgio. Como criar arranjos: saiba como organizar suas idéias 
musicais para criar preciosidades nas seis cordas. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 
2008, vol. 20, p. 16-21; LIMA JÚNIOR, Fanuel Maciel de. A elaboração de arranjos 
para canções populares para violão solo. Campinas: UNICAMP, 2003 (Dissertação 
de mestrado), passim; GUEST, Ian. Arranjo: método prática. Rio de Janeiro: Lumiar, 
1996, vols. 01-03, passim; ROCHA, Marcel Eduardo Leal. Elaboração de arranjo para 
guitarra solo. Campinas: UNICAMP, 2005 (Dissertação de mestrado), passim. 
68 FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord 
melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, passim. 
78 
 
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 Como o objeto desse trabalho não se presta à explanação 
minuciosa de temas exaustivamente investigados em publicações 
especializadas – muitas das quais citadas nas referências –, 
delimitamo-nos apenas a identificá-los com sucintos comentários, 
subsídios bibliográficos (geralmente assinalados nas notas de 
rodapé) e/ou remissões ao repertório sugestivo do autor. 
BAIXARIA (VARIAÇÃO DE BORDÕES)69 
 A baixaria pode ser classificada em: 
ESCALAR (diatônica, cromática, simétrica, alterada), ARPEJADA, 
MISTA (escalar e arpejada), FLORIDA (com apojaturas, escapadas, 
bordaduras, antecipações70), ALTERNADA (com movimento contínuo 
descendente e ascendente), COM OU SEM APOIO, UNHA e/ou POLPA, 
FRONTAL, LATERAL, PULSANTE (com balanço rítmico)... 
OBRIGATÓRIA 
Integra a composição ou uma gravação antológica e dependendo da 
situação funciona como contracanto ativo. A consagrada linha de 
baixo nos primeiros compassos do Carinhoso de Pixinguinha e João 
de Barro é um bom exemplo. 
 
69 Vide PENEZZI, Alessandro. Choro: baixarias no violão de seis cordas. In: Violão 
Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 09, p. 46-49; Idem. Que baixaria!: saiba como 
organizar as idéias em seu violão de sete cordas e enriquecer as suas rodas de choro. 
In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 28, p. 22-26; BERTAGLIA, Marco. O 
violão de 7 cordas. 2. ed. Bertaglia: São Paulo, 2002, p. 38; BRAGA, Luiz Otávio. O 
violão de 7 cordas. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 2004, p. 35-40. CAETANO, 
Rogério; PEREIRA, Marco (Org.). Sete cordas: técnica e estilo. Rio de Janeiro: 
Garbolights, 2010, p. 10-12, 14 e segs. 
70 Vide UFBA. Notas melódicas. LEM: Bahia.Disponível em 
www.clem.ufba.br/bordini/cons/n_mel/n_mel.htm 
79 
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PREPARATÓRIA 
Inicia e finaliza partes, prepara uma modulação ou se desenvolve 
nas pausas da melodia principal. 
Sendo assim, o polegar exerce sustentação harmônica, 
realiza contrapontos, toca levadas rítmicas e linhas melódicas. 
BAIXO PEDAL71 
Consiste na repetição ou sustentação de uma nota grave ao 
longo da progressão harmônica. 
Jorge da Fusa (Garoto): nos primeiros compassos da 2ª parte* 
Lamentos do morro (Garoto): baixaria alternada na 1ª parte 
Interrogando | Sons de carrilhões (João Pernambuco): mediante 
afinação da 6ª corda em Ré.* 
Rua Harmonia (Ulisses Rocha): usado constantemente.** 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
71 Cfr. CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998, 
p. 45, “Em 1915, o Passos no Choro gravou uma polca amaxixada bem moderna para
sua época. Seu título: ‘Soluçando’; seu autor: Cândido Pereira da Silva, o Candinho do 
Trombone. Na gravação, observa-se que, além do grupo usual, há um contraponto de 
trombone que sem dúvida deve ter sido executado pelo próprio autor. Três anos 
depois, o mesmo grupo gravou o tanguinho de Marcelo Tupinambá ‘Maricota sai da 
chuva’, no qual se observa, nos primeiros compassos da segunda parte, o 
aparecimento do baixo pedal no acompanhamento de violão, um recurso copiado do 
piano e que até então não havia aparecido em gravações de grupos de Choro.” (...) 
80 
 
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Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
** ROCHA, Ulisses. Arranjos e performance para violão. São 
Paulo: MPO Vídeo, 1992 (VHS). 
 
PIZZICATO 
 
 O pizzicato é obtido a partir do abafamento das cordas com a 
palma da mão direita72 (parte inferior), através de leves toques 
superficiais dos dedos da mão esquerda73 entre os trastes ou com 
o auxílio de um flanela colocada sob as cordas e próxima ao 
cavalete. 
 
Magoado (Dilermando Reis): na 2ª parte 
 
ARRASTE (GLISSANDO) 
 
 Consegue-se o glissando com o rápido ou moderado arraste 
(ascendente ou descendente) da mão esquerda. 
 
Graúna (João Pernambuco): na 3ª parte 
Noite de lua (Dilermando Reis): na 1ª parte 
 
72 Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro. 
73 Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro. 
81 
 
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MOVIMENTOS MELÓDICOS74 
 
MOVIMENTO PARALELO 
 
Ocorre quando 2 ou mais vozes se movimentam na mesma 
direção com idêntica relação intervalar. 
Magoado (Dilermando Reis): 
Quando o início da 2ª parte é tocado em terças 
Doce de côco (Jacob do Bandolim): 
Quando a introdução é tocada em terças superpostas 
Choro Chorado para Paulinho Nogueira 
(Paulinho Nogueira/Toquinho/Vinícius de Moraes): 
Quando a introdução é tocada em terças superpostas 
 
MOVIMENTO DIRETO 
 
Ocorre quando 2 ou mais vozes se movimentam na mesma 
direção sem coincidência intervalar. 
 
 
 
 
74 Vide FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em 
chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 84-
85; SANCHEZ, Nilo Sérgio. Como criar arranjos: saiba como organizar suas idéias 
musicais para criar preciosidades nas seis cordas. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 
2008, vol. 20, p. 20. 
82 
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MOVIMENTO OBLÍQUO 
Acontece quando 1 das vozes se movimenta e a outra se 
mantém fixa. 
Meditação (Garoto): na 1ª parte 
MOVIMENTO CONTRÁRIO 
Ocorre quando as vozes se movimentam em direções opostas. 
Valsa de um sonho (Sebastião Tapajós): 
Baixos no ritornello da 1ª parte 
CROMATISMO 
Terças superpostas tocadas cromaticamente a partir da 1ª, 
3ª e 5ª notas do acorde em direção ascendente e/ou descendente 
com movimentação paralela ou contrária soam bem. 
Diz-se o mesmo em relação à 1ª e 5ª notas dos acordes 
(maiores ou menores) evidenciadas pelos baixos, voicings (vozes 
internas) e notas de ponta (mais agudas). 
83 
 
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Já te digo (Pixinguinha/China): nos breques* 
Marceneiro Paulo (Hélio Delmiro): nos breques 
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo): no final* 
Aprendiz de Joãozinho (Álvaro Walter): na introdução 
Tânia (Álvaro Walter): na mudança de tom 
Zé Lucas e Chico Fidélis no choro – Chorando em Mariana 
(Álvaro Walter): no término da 1ª parte 
Saudades de Itabira (Sílvio Carlos Silva Costa): 
Em alguns trechos melódicos 
Canto de rua (Toninho Ramos): no final da 1ª parte 
Carinhoso (Pixinguinha/João de Barro): na 2ª parte* 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
PEDAL TONES 
 
 Consiste em repetir uma nota pedal intercalando-a com 
outras. 
 
Prelúdio nº 3 (Heitor Villa Lobos): na 2ª sessão 
Tantos anos sem ele (Sílvio Carlos Silva Costa): na introdução* 
84 
 
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Zenaide (Maria Inês Guimarães): na introdução* 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
EMPRÉSTIMO MODAL 
 
Ocorre quando utilizamos acordes do modo menor no modo 
maior e vice-versa. 
 
Lamentos (Pixinguinha/Vinícius de Moraes): após o ritornello de B, 
experimente tocar a parte inicial do A1 em modo menor 
Valsa de Vila Valqueire Henrique Cazes): na segunda parte 
Tantos anos sem ele (Sílvio Carlos Silva Costa): 
No final da 1ª parte* 
Choro pra Cláudio (Sílvio Carlos Silva Costa): na última parte 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
85 
 
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CAMPANELA 
 
Arpejo com cordas soltas e/ou notas digitadas que gera um 
sustain mimético de sinos. A expressão é derivativa do termo 
campanário. 
 
Brasileirinho (João Pernambuco) 
Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos) 
Fabuloso Belini (Marcelo Chiaretti)* 
Vibrações (Jacob do Bandolim)* 
Nhá Chica (Carlos Walter/Marcelo Jiran)*: na introdução 
Choro de Juliana (Marco Pereira) 
Vôo da mosca (Jacob do Bandolim) 
La catedral (Agustín Barrios) 
Quadros modernos 
(Toninho Horta/Murilo Antunes/Flávio Henrique) 
Dichavado (Guinga) 
Quase sempre (Carlos Walter/Marcelo Jiran) 
Choro em serenata (Marcelo Jiran) 
Choro pra Cláudio (Sílvio Carlos Silva Costa) 
Belos Aires, Buenos Horizontes (Carlos Walter)** 
Quelque chose (Carlos Walter)75 
 
 
75 Vide WALTER, Carlos. Quelque chose. In: DEL NEGRI, André. Quase poesia. São 
Paulo: Clube de Autores, 2009, p. 63. 
86 
 
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* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
** Vide partitura anexa do autor. 
 
HARMÔNICOS NATURAIS E ARTIFICIAIS 
 
Os harmônicos naturais são principalmenteobtidos quando 
tocamos levemente o 5º, 7º, 12º e 19º trastes para a obtenção 
de notas situadas respectivamente 2 oitavas | 1 oitava e 1 
quinta justa | 1 oitava | 1 oitava e 1 quinta justa acima dos 
sons emitidos pelas cordas soltas ajustadas na afinação padrão. 
Já os harmônicos artificiais são obtidos a partir da leve 
sobreposição do dedo indicador da mão direita76 sobre a(s) 
corda(s) com toque auxiliar do dedo anular da mesma mão e 
digitação simultânea dos dedos 1, 2, 3 e/ou 4 da mão esquerda77 na 
escala do instrumento. 
Oscilaremos as comas se movimentarmos o bojo e o braço 
conjuntamente. 
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo): no final* 
Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos): no final 
Nós e as horas (Ulisses Rocha): na 3ª parte** 
 
76 Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro. 
77 Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro. 
87 
 
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Um amor de valsa (Paulo Bellinati) 
Abismo de rosas (Américo Jacomino): no início e na 3ª parte 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
** Vide ROCHA, Ulisses. Arranjos e performance para violão. 
São Paulo: MPO, 1992 (VHS). 
 
TRINADO 
 
O trinado ou trilo consiste na emissão rápida de 2 notas. 
Bebê (Hermeto Pascoal)*: no início da 1ª parte 
Bachianinha nº 01 (Paulinho Nogueira)*: 
entre as notas sol # e lá do acorde E7 do final da introdução 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
 
 
88 
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EFEITO REDEMOINHO 
Ao comentar a valsa “Ao luar” gravada em 1928 por seu 
compositor – o violonista Rogério Guimarães –, Fábio Zanon informa 
que ele foi “um precursor”. Pois, 
“com esse tipo de composição, ele abre um 
precedente para as composições mais sérias ou 
artisticamente mais ambiciosas de violonistas da 
geração posterior como Laurindo de Almeida ou 
Garoto. Por exemplo, a famosa valsa Desvairada de 
Garoto é baseada nesse estilo melódico de 
redemoinho que já é prenunciada nessa valsa de 
Rogério Guimarães de 1928.”78 (g.n.) 
Desvairada (Garoto) 
Risonha (Luperce Miranda) 
O vôo da mosca (Jacob do Bandolim) 
ATIPICIDADES RÍTMICAS 
Estamos acostumados a tocar músicas em compassos binário, 
ternário e quaternário. Experimentemos compor e tocar choros 
com divisões atípicas. 
78 ZANON, Fábio. Os pioneiros III: Rogério Guimarães e Mozart Bicalho. In: Idem. 
Violão Brasileiro. São Paulo: Rádio Cultura FM, 2006 e segs. Disponível em 
http://vcfz.blogspot.com/2006/12/ndice-o-violo-brasileiro.html 
89 
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Em 3 (Rodrigo Torino) 
Bachianas brasileiras nº 05 – ária cantilena – 1ª parte 
(Heitor Villa Lobos): em 5/4, 3/4, 4/4, 6/4...* 
Chora jazz (Juarez Moreira): 2/4 e 3/4 nos compassos 8 e 9 
Churrassom (Rubim do Bandolim): em 7/8 
Jequibau (Mário Albanese/Ciro Pereira): em 5/4** 
Jequibach (Sílvio Satisteban/Macumbinha): em 5/4 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
** Assista ao vídeo explicativo do compositor Mário Albanese 
sobre o Jequibau em
http://il.youtube.com/watch?v=Bww_pV1YnoU&feature=related 
HARMONIZAÇÃO EM BLOCOS79 
A harmonização em blocos é adotada quando tocamos as vozes 
de um acorde (voicings) com divisão idêntica à da melodia. 
A peça abaixo é condizente. A roupagem rítmica do Choro lhe 
cairá bem. 
79 FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord 
melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 78-80. 
90 
 
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Prelúdio nº 20 (Frédéric Chopin): arranjo de Paulinho Nogueira* 
 
* Vide NOGUEIRA, Paulinho. Violão em harmonia. São Paulo: MPO, 
s.d. (VHS). 
 
 TRÊMULO80 
 
Eis as fórmulas usuais para esse majestoso efeito, presente 
nas 3 primeiras composições e aplicável às demais. 
 
P M I 
P A M I 
P I A M I (trêmulo flamenco) 
P + M (juntos) I 
Recuerdos de Alhambra (Francisco Tárrega)81 
Una limosnita por un amor de Dios (Agustín Barrios) 
Valsa de um sonho (Sebastião Tapajós) 
Soneto em mi menor (Paulinho Nogueira) 
Santa morena (Jacob do Bandolim)* 
Se ela perguntar (Dilermando Reis): na 2ª parte 
Evocação a Jacob (Avena de Castro): na 2ª parte* 
 
80 Vide INDA, Paulo. Técnicas de trêmulo. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2006, 
vol. 04, 62-63; RIBEIRO, Zezo. Técnica de flamenco: 10 exercícios de Zezo Ribeiro. 
In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2006, vol. 04, p. 23. 
81 Peça de domínio público disponível em http://www2.free-
scores.com/PUBLIC/kb/RiBS0836.pdf 
91 
 
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Valsa de Eurídice (Vinícius de Moraes) 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
RASGUEO82 
 
 O rasgueo é um recurso muito utilizado pelos violonistas 
flamencos. Seu parcimonioso uso incrementará a intenção rítmica 
de seus solos e acompanhamentos. Toque a fórmula abaixo repetida 
e rapidamente (polegar subindo, médio e polegar descendo) 
 
P� M� P� 
 
ALZAPÚA83 
 A alzapúa é também uma técnica típica do violão flamenco que 
confere ao polegar um vigoroso papel percussivo. Eis a fórmula: 
P � (o polegar toca a 6ª corda e apoia na 5ª corda) P � (o polegar desce até a 
1ª corda) P � (o polegar sobe até a 6ª corda) 
 
82 Vide RIBEIRO, Zezo. Técnica de flamenco: 10 exercícios de Zezo Ribeiro. In: 
Violão Pro. São Paulo: M & M, 2006, vol. 04, p. 23. 
83 Ibidem, p. 24. 
92 
 
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ESCALA DE TONS INTEIROS 
 
 Conforme salientado, a escala de tons inteiros é simétrica e 
formada por intervalos de 1 tom. Confira os exemplos abaixo. 
 
Garoto (Tom Jobim): na 2ª parte 
Jorge da Fusa (Garoto)*: no turn around do ritornello de A 
Valsa do desencanto (Paulinho Pedra Azul): 
no final da introdução e no término do arranjo de Wagner Tiso 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
ABERTURA 
 
A prática contínua dos exercícios isométricos e mecanismos 
técnicos de tocabilidade conferirá maior independência e 
maleabilidade aos dedos. 
Somemos a isso as peças abaixo e o providencial artigo 
WOLFF, Daniel. Abrindo os dedos: lição especial para aprimorar a 
sua técnica de distensão e contração dos dedos da mão esquerda. 
In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 11, p. 14-19. 
 
93 
 
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Étude en mi majeur (Toninho Ramos) 
Emotiva nº 01 (Hélio Delmiro) 
Estudos nº 05, 07 e 08 (Ulisses Rocha) 
Waltel Branco: paranaense “baiano da Baía de Paranaguá” 
(Carlos Walter) 
 
SALTO 
 
 O arranjo de Dilermando Reis para o Escorregando – tango 
brasileiro de Ernesto Nazareth – está recheado de saltos. 
Pesquise-o! 
 
BENDO bend usado pelos intérpretes de blues soa bem no A2 do 
Assanhado, choro sambado de Jacob do Bandolim (compassos 13 a 
17). Faça-o levantando a corda para cima ou empurrando-a para 
baixo com os dedos da mão esquerda84. O resultado gerará uma 
nota quase ½ tom acima, ou ainda, uma bemolização ou oscilação de 
comas. 
 
 
 
 
84 Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro. 
94 
 
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TAPPING 
 
 Através do tapping martelamos e ligamos as notas com as 2 
mãos. 
O violonista André Geraissati85 do revolucionário Grupo 
D’Alma utiliza o tapping e outras técnicas sui generis (hammer on, 
pull off...). 
O inesquecível Paulinho Nogueira usou esse artifício em um 
inspirado arranjo para a valsa Abismo de rosas de Américo 
Jacomino (Canhoto), conforme NOGUEIRA, Paulinho. Violão em 
harmonia. São Paulo: MPO, s.d. (VHS). 
 
LIGADOS 
 
Quando tocamos 2 ou mais notas sem interrupção mediante o 
ataque de um dos dedos da mão direita86, as executamos ligadas. 
Esse recurso vem a calhar em choros sapecas e sambados. 
 
Chorinho pra ele (Hermeto Pascoal)* 
Vamos acabar com o baile (Garoto) 
Tempo de criança (Dilermando Reis) 
Dr. Sabe Tudo (Dilermando Reis) 
Marceneiro Silvino (Carlos Walter): na 2ª parte 
 
85 Vide GERAISSATI, André. Estilo de violão. São Paulo: MPO, s.d. (VHS). 
86 Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro. 
95 
 
�O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO� 
 
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* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
POLEGAR ESQUERDO87 
 
Alguns violonistas recorrem a técnicas pouco ortodoxas para 
ampliarem o campo de ação da mão esquerda. Marcus Tardelli88, por 
exemplo, utiliza fluentemente o polegar esquerdo na digitação. 
Observe-o! 
 
OUTRAS DIGITAÇÕES ALTERNATIVAS89 
 
Use a pestana para digitar 2 ou mais cordas de uma casa com 
o mesmo dedo disposto em barra (como se fosse um capo traste). 
Faça o dedo em alça, digitando 2 notas dispostas em casas 
distintas com a falange proximal. 
Para fazer double stops, digite 2 cordas adjacentes (numa 
determinada casa) com a ponta de um dedo posicionada entre as 
mesmas. 
 
87 Leia “polegar direito” se for canhoto não ambidestro. 
88 TARDELLI, Marcus. Unha e carne: composições de Guinga para violão. Rio de 
Janeiro: Biscoito fino, 2006 (CD). 
89 Vide FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em 
chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 45-51. 
96 
 
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SOBREPOSIÇÃO DE OITAVAS 
 
 A sobreposição de oitavas foi imortalizada pelo guitarrista 
Wes Montgomery. A seguir algumas sugestões: 
 
Choro de Juliana (Marco Pereira): no final da segunda parte 
Tantos anos sem ele (Sílvio Carlos Silva Costa): 
Efeito oitavador com trêmulo na última sessão* 
Bole, bole (Jacob do Bandolim): 
Sobreponha notas oitavadas junto a baixaria obrigatória inicial 
constituída pelas notas ré, ré#, mi, ré#, ré 
Falta-me você (Jacob do Bandolim): 
Efeito oitavador com trêmulo na 2ª parte 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
DIGITAÇÃO TRANSPONÍVEL (SEM CORDAS SOLTAS) 
 
Nem sempre as rodas de choro adotam os mesmos tons em 
certas músicas. Garanta sua contributiva participação no solo de 
choros tocados em diferentes tons, memorizando digitações 
97 
 
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transponíveis (que eventualmente sacrifiquem o belo som das 
cordas soltas). 
 
Migalhas de amor (Jacob do Bandolim): 
Ora iniciado em Gm, ora em Am 
Vamos acabar com o baile (Garoto): 
Ora iniciado em Am, ora em Cm 
Chorinho pra ele (Hermeto Pascoal): 
Ora tocado em D, ora em G* 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
CONTRAPONTO 
 
Faz-se um contraponto quando 2 ou mais vozes melódicas são 
tocadas simultaneamente. A música abaixo é exemplar. 
 
Samba em prelúdio (Baden Powell/Vinícius de Moraes): 
Depois de serem interpretadas, as melodias da 1ª e 2ª partes são 
tocadas ao mesmo tempo.* 
 
98 
 
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* Confira arranjos de violão solo que realizam essa façanha em 
NOGUEIRA, Paulinho. Violão em harmonia. São Paulo: MPO Vídeo, 
s.d., (VHS) e DELMIRO, Hélio. Recital de violão. In: RT SOM. São 
Paulo: TV Cultura, s.d. (Transmissão televisiva). 
 
MÚSICA INCIDENTAL 
 
Implica em hospedar o trecho de uma determinada 
composição em outra. O resultado soará satisfatório especialmente 
se houver compatibilidade harmônica. 
Experimente interpretar: 
 
O início de Tua imagem (Canhoto da Paraíba) no começo de 
Tristezas de um violão (Garoto) ou vice-versa. 
O início de Doce de côco (Jacob do Bandolim) no começo de 
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo) ou vice-versa.* 
A parte inicial da introdução de Chega de saudade (Tom 
Jobim/Vinícius de Moraes) na introdução de Meu cavaquinho 
(Garoto) ou vice-versa. 
A parte inicial do tema central de Meu amigo Radamés (Tom 
Jobim) no início da 1ª parte de Meu cavaquinho (Garoto) ou vice-
versa. 
O início de Homenagem a velha guarda (Sivuca) no início da 2ª 
parte de Vibrações (Jacob do Bandolim) ou vice-versa. 
 
99 
 
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* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
DOMINANTES ESTENDIDOS90 
 
Os dominantes estendidos ocorrem numa progressão 
harmônica de acordes dominantes dispostos em intervalos de 5ª 
justa descendente ou 4ª justa ascendente. 
 
 Lamentos (Pixinguinha/Vinícius de Moraes): 
Entre os compassos 14 e 16, temos 
G#7 -> C#7 -> F#7 -> B7 -> E7(9) -> A7... 
Assanhado (Jacob do Bandolim)*: 
Entre os compassos 29 e 43, temos 
A7 -> D7 -> G7 -> C7 -> F7 -> Bb7... 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
 
90 Vide CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. rev. Rio de Janeiro: 
Lumiar, 1986, p. 107. 
100 
 
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FORMAS ATÍPICAS91 
 
A Estrutura do Choro admite exceções: formas com mais ou 
menos de 3 partes contendo ou não 16 compassos. Eis alguns 
exemplos: 
 
Estou voltando (Pixinguinha/Donga/João Pernambuco): 
Dotado de 4 partes 
Vaidoso (Moacir Santos): com 2 partes 
Choro negro (Paulinho da Viola/Fernando Costa): com 2 partes* 
Chora jazz (Juarez Moreira): Contendo uma atipicidade rítmica 
nos compassos 8 e 9 (tocados em 3/4) 
Belos Aires, Buenos Horizontes (Carlos Walter): 
Choro breve e atípico com 1 parte e campanelas 
(Disponível na página 153) 
 
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de 
Intercâmbio e Difusão Culturaldo MinC/Club du Choro de 
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD). 
 
 
 
 
91 Cfr. MOREIRA, Juarez. Choro diferente. In: BH no Choro. Belo Horizonte: 
Belotur/Clube do Choro de Belo Horizonte/Auditório JK, 2008. 
101 
 
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DIÁLOGOS DO CHORO COM OUTRAS LINGUAGENS 
 
 Ao estabelecer o entretecimento da tradição com a 
contemporaneidade, o Choro ultrapassa os limites históricos e 
conceituais do gênero92 para estabelecer diálogos com outras 
linguagens. Essa interface possibilita incursões convidativas que, 
tocadas ao vivo ou registradas em gravações93, emprestam a 
estilística do Choro a standarts de jazz, rock, tango, seresta, 
samba, flamenco, música barroca, romântica, modal, serial, mineira, 
afro-sambista e marcial. 
Não se propõe com isso uma apologia irrefreada de 
descaracterização do Choro. Conforme dito, essa brasileiríssima 
linguagem detém características próprias (uma estrutura com 
forma, células rítmicas, alternâncias tonais típicas...) que permitem 
nuances e variações. 
As seguintes composições renderão experiências musicais 
satisfatórias. Teste-as e, sempre que possível, explore outras! 
 
 
 
92 A esse respeito, confira a entrevista de Aline Soulhat a Maurício Carrilho 
disponível em www.youtube.com/watch?v=VvBDOsxr-Pw 
93 CAZES, Henrique et al. Beatles ‘n’ Choro. Rio de Janeiro: Deck Disc, 2006, vol. 01-
04 (CD); MACEDO, Armandinho. Pop Choro. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2006 (CD); 
SILVA COSTA, Sílvio Carlos et al. Flor de abacate. Belo Horizonte, 1999 (CD): 
faixas 02 e 04 com arranjos de Sílvio 7 Cordas para Adios Nonino de A. Piazzolla e 
Bachianas Brasileiras nº 05 (1ª parte da ária - cantilena) de H. Villa Lobos; 
BANDOLIM, Rubim do. Formas de chorar. Timóteo, 2002 (CD): faixa 4 com arranjo 
para Ária na 4ª Corda de J. S. Bach; FREITAS, Marcos Flávio de Aguiar. Choro bone. 
Betim/Belo Horizonte, 2005 (CD): faixa 06 contendo Czardas de V. Monti. 
102 
 
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 Bachianas brasileiras nº 05 (Heitor Villa Lobos) 
Ária na 4ª corda (Johann Sebastian Bach) 
Prelúdio nº 20 (Frédéric. Chopin) 
La catedral (Agustín Barrios) 
Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos) 
Aprendiz de Joãozinho (Álvaro Walter) 
Tânia (Álvaro Walter) 
Noite de lua (Dilermando Reis) 
Rua Harmonia (Ulisses Rocha) 
Bebê (Hermeto Pascoal) 
Emotiva nº 01 (Hélio Delmiro) 
Chora jazz (Juarez Moreira) 
Choro barroco (Rogério Leonel) 
Adios Nonino (Astor Piazzolla) 
Luiza (Tom Jobim) 
Profunda emoção (Toninho Horta) 
Samba em prelúdio (Baden Powell/Vinícius de Moraes) 
Samba triste (Baden Powell) 
Abismo de rosas (Américo Jacomino) 
Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes) 
Valsa de Vila Valqueire (Henrique Cazes) 
Churrassom (Rubim do Bandolim) 
Quadros modernos 
(Toninho Horta/Murilo Antunes/Flávio Henrique) 
Salvador (Egberto Gismonti) 
 
103 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3ª PARTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RELEASE | FLYER 
 
 Não deixe de confeccionar peças gráficas (releases e flyers 
impressos e/ou eletrônicos) de natureza divulgacional com 
conteúdo verdadeiro, claro, coeso, fotogênico (bem apresentável), 
bilíngüe, com ou sem trilha demonstrativa, testimonial 
(apresentação ou parecer qualificativo de um expoente) ou link de 
áudio-visualização ao dar publicidade às suas atividades musicais. 
Verifique os flyers demonstrativos das páginas 149 a 152. 
 
 
ESCOLHA DO REPERTÓRIO 
 
Monte um repertório diversificado, contrastante, 
contemplativo das principais variações rítmicas do choro [polca, 
maxixe, tango brasileiro, choro, choro-canção, chorinho (choro 
sapeca), choro sambado, valsa-choro, por exemplo...], tecnicamente 
suportado, com enredo, amarração temática e final apoteótico. 
 
 
PERFORMANCE 
 
Confira o mestrado em performance musical do programa de 
pós-graduação da Escola de Música da Universidade Federal de 
105 
 
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Minas Gerais (UFMG), matérias publicadas em revistas 
especializadas e textos científicos (artigos, teses e dissertações) 
sobre o assunto depositados nos acervos físicos e virtuais das 
bibliotecas universitárias. 
As publicações abaixo são sucintas e pertinentes: 
 
FREITAS, Marcos Flávio de Aguiar. Como lidar com a ansiedade 
antes da performance. In: Revista Weril. São Paulo: Weril, 2007. 
HENRIQUE, Álvaro. Primeiro recital: o que fazer? In: Violão Pro. 
São Paulo: M & M, 2008, vol. 16, p. 42-49. 
Idem. Agendando os primeiros recitais: dicas para quem está 
fazendo um som de alto nível e quer levá-lo para a público. In: 
Violão Pro. São Paulo: M & M, 2008, vol. 18, p. 42-43. 
ROCHA, Ulisses. Ficar nervoso na hora de tocar ao vivo. In: 
Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol. 07, p. 42. 
 
 
SETUP94 
 
 Existem vários acessórios para favorecer o desempenho 
eletro-acústico. Eis alguns: 
 
 
 
94 Vide JAPYS, Mr. Monte o seu set up. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 
27, p. 22-28. 
106 
 
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Pedais (de volume, seleção, equalização), pedaleiras (AD8 da Boss, 
por exemplo), cabos (p10, XLR e midi), mesas (analógica e digital), 
interfaces de áudio, pré-amplificadores (Tube ultragain da 
Behringer e Aura Spectrum DI da Fishman, por exemplo), 
amplificadores [Acoustic Chorus (AC) da Roland, por exemplo], 
bags e cases para traslado, fontes de alimentação, entre outros. 
 
AMPLIFICAÇÃO95 
 Conheça os significados de expressões imanentes à 
amplificação violonística: 
Sistema de P.A. (public adress system: o som ouvido pela platéia é 
transmitido por esse sistema de projeção externa da fonte 
sonora), monitor (o som de palco ouvido pelo músico é transmitido 
por esse sistema de retorno), direct box (dispositivo de 
balanceamento das impedâncias), mesas digitais e analógicas 
(interfaces de controle e ajuste de freqüência, intensidade, ganho, 
efeito...), mapa de palco (desenho da disposição espacial dos 
instrumentos, microfones, amplificadores, conexões e fontes de 
alimentação num determinado palco), rider [lista de equipamentos 
de sonorização (P.A., retorno...) e iluminação], input list (lista de 
endereçamento das entradas com identificação dos canais)... 
 
95 Vide JAPYS, Mr. Monte o seu set up. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 
27, p. 22-28. 
107 
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MICROFONAÇÃO | CAPTAÇÃO96 
Ao gravar, utilize 2 microfones cardióides ou hiper-cardióides situados a 
30 cm do instrumento: um na região do cavalete e outro entre a boca e a escala. 
Para captar a ambiência, aplique a técnica XY, dispondo-os a 1 metro de 
distância (entre si) com angulação intermediária de 90 a 120º, ou a regra 3:1 em 
que a distância entre os microfones é tripla se comparada à distância do 1º 
microfone em relação ao violão. 
 Na falta de um estúdio, registre seus choros em ambiente adequado 
(silencioso) com um microfone multifuncional [cardióide, condensador, contendo 
saída USB e interface de áudio integrada (G-Track da Sansom, por exemplo)]. 
Quanto à captação, experimente as passivas (diretas ou sem alimentação) 
e as ativas (com circuito e alimentação) de rastilho e contato com preços e 
resultados diversos [RMC, Carlos Juan, Fishman, Highlander, Shadow, Artec, 
AKG C 411 (captador de contato que requerphantom power...)]. 
Experimente também os microfones de fita (Ribbon Mics), supercadióides 
(4099 da DPA), cardióides (par Km 184 da Neumann e o PRA 383 dxlr da 
Superlux fixado numa espuma vazada dentro do violão), entre outros, separada 
ou conjuntamente com os captadores acima. Vale ainda destacar a elogiável 
captação móvel Gold Pro de Ric Cortez com 2 piezos (elétrico e film) e um pré-
amp com saída P10 e controles de volume, grave, médio e agudo, fixados 
externamente, que reproduz um som natural e dispensa furar o instrumento.
96 Vide MARUI, Ricardo. Gravando: o que você precisa saber antes de entrar em 
estúdio pela primeira vez. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 14, p. 15-19; 
GIUFFRIDA, Ricardo. Violonista no estúdio. In: Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol. 
06, p. 43; JAPYS, Mr. Monte o seu set up. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, 
vol. 27, p. 22-28; AUDIOLIST. Gravando violão e instrumentos de cordas 
dedilhadas. Disponível em http://audiolist.org/forum/kb.php?mode=article&k=91 
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 Evite realimentações indesejadas, cobrindo a boca do 
instrumento com anti feed back (tampa anti-ruído), espuma ou, em 
último caso, papel contact (sem estragar o mosaico e o tampo). 
 Para os ruídos decorrentes da falta de aterramento, busque 
especialistas em isolamento ou blindagem eletromagnética. 
SOFTWARES 
Há inúmeros softwares para edição de partituras e 
tablaturas (Encore, Finale, Guitar Pro...), gravação (Sonar, Pro 
Tools, Cool Edit...), edição de áudio (Sound Forge, Melodyne...), 
desenvolvimento musical (Earmaster, Best Practice, Band in a 
Box...), simulação de amplificadores e efeitos (Amplitube, Guitar 
Rig, GTR...), entre outros. Conheça-os! 
REDES SOCIAIS 
 Os fóruns, blogs e comunidades virtuais constituem 
ferramentas eficazes de integração, publicidade e comunicação 
global na era da convergência (Fórum de Violão Brasileiro, Samba-
Choro, Blogspot, Blogger, Myspace, Palco Mp3, Last Fm, Youtube, 
109 
 
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Facebook, Twitter, Soundcloud, Orkut, BM&A, entre outros). Saiba 
manuseá-los! 
 
 
DISCOGRAFIA 
 
 Consulte o acervo eletrônico de registros fonográficos 
organizado por Maria Luísa Kfouri no site “Discos do Brasil – Uma 
Discografia Brasileira” (http://www.discosdobrasil.com.br), o 
banco de dados do Instituto Moreira Salles 
(http://ims.uol.com.br/), o livro SOUZA, Rogério. Choro 100: 
violão – play along choro. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2008, p. 18-
19, artigos contendo listas de gravações históricas como 
MARQUES, Euclides. Os violões no choro. In: Violão Pro. São 
Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 06, p. 47, PENEZZI, 
Alessandro. Que baixaria!: saiba como organizar as ideias em seu 
violão de sete cordas e enriquecer as suas rodas de choro. In: 
Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 28, p. 25, os catálogos das 
gravadoras especializadas [Acari, Biscoito Fino (BECKER, Zé Paulo. 
Um violão na roda de choro, 2006 etc), as extintas Guarup e 
Marcus Pereira, por exemplo], entre outras fontes antológicas e 
revolucionárias. 
 
 
 
110 
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ACERVO DIGITAL | SITES | OUTRAS REFERÊNCIAS 
 Visite o Acervo Digital do Violão Brasileiro idealizado pelo violonista 
Alessandro Soares com colaboração dos instrumentistas Alexandre Dias e 
Gilson Antunes contendo dicionário de verbetes, discoteca, biblioteca, banco 
de partituras, imagens e vídeos, rádio, agenda e linha do tempo sobre o violão 
brasileiro, disponível em http://www.violaobrasileiro.com.br/. Confira também 
a plataforma educativa sobre a História do violão do Departamento de 
Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), 
coordenada por André Campos, em
http://www.demac.ufu.br/numut/historiadoviolao/; a biografia eletrônica de 
João Pernambuco desenvolvida pelo italiano Angelo Zaniol em 
http://www.joaopernambuco.com; o hot site de Geraldo Vianna sobre os 
Violões de Minas em http://www.gvianna.com.br/violoesdeminas.asp, os 
projetos Movimento Violão idealizado por Paulo Martelli com concertos 
mensais no Estado de São Paulo em http://www.movimentoviolao.com.br e 
Violão Intercâmbio realizado em Belo Horizonte pelo violonista Frederico 
Herrmann para entretecer a cena violonística local com tarimbados 
professores e concertistas através de workshops, master classes e recitais. 
Confira a programação em
http://www.fredericoherrmann.com/violao.intercambio.html. Encontre outros 
links nas referências deste livro. 
FESTIVAIS | PRÊMIOS
A quantidade de festivais, simpósios, mostras e prêmios dirigidos
à música instrumental é crescente. Eis alguns: 
111 
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Festival Nacional de Choro, Semana Nacional do Choro de Uberaba, 
Festival de Choro e Samba – Semana Nacional do Choro de Belo 
Horizonte, Festival Internacional de Violão de Belo Horizonte, 
Festival Nacional de Violão de Piauí, Rencontres internationales de la 
guitare de Anthony, Festival Internacional de Música de Pulso y púa 
Ciudad de Cristal, Festivais de Choro de Paris e Curitiba, Festival de 
Música Instrumental de Guarulhos, Prêmio Nabor Pires, Prêmios do 
Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG 
Cultural – Marco Antônio Araújo, Jovem Instrumentista e 
Instrumental), Mostra da Nova Música Instrumental 
Mineira, Festival Choro Novo, Simpósio Internacional de 
Violão, Festival de Jazz da Savassi, Prêmios da FUNARTE 
(gravação de música popular, produção crítica em música, etc)... 
CLUBES DE CHORO 
 Existem diversas entidades socioculturais – dotadas de 
personalidade jurídica – criadas para preservar e difundir o Choro 
dentro e fora do Brasil, a saber: 
Clube do Choro de Brasília, Clube do Choro de Belo Horizonte, Clube 
do Choro de Juiz de Fora, Clube do Choro da Bahia, Clube do Choro 
de Santos, Clube do Choro de Porto Alegre, Clube do Choro de 
Goiânia, Clube do Choro de Florianópolis, Clube do Choro de Paris, 
Bando do Chorão, Casa de Choro de Toulouse... 
112 
 
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ASSOCIAÇÕES VIOLONÍSTICAS 
 
 Associações brasileiras foram fundadas para o fomento de 
práticas institucionais de valorização sistêmica do instrumento. 
Citemos algumas: 
 
DESATIVADAS 
Sociedade Violonística Prof. José de Assis Martins, fundada por 
Rosemiro Pereira Leal e a Associação Brasileira de Violão (ABV).97 
 
MILITANTES 
Associação de Violão do Rio (AVRIO). 
Associação Brasiliense de Violão (BRAVIO). 
 
 
 
 
97 “Em 1952, foi criada a ABV - Associação Brasileira de Violão, órgão incentivador da 
atividade violonística, patrocinador da visita de inúmeros concertistas como Isaias 
Sávio, Maria Luiza Anido, Oscar Cáceres, Narciso Yepes, entre outros. A associação 
teve também importante atuação junto a intérpretes que estavam ainda em formação, 
promovendo a realização de cursos de técnica e interpretação. Destacaram-se os 
jovens Jodacil Damaceno, Turíbio Santos e Antonio Carlos Barbosa Lima, todos 
artistas que desenvolveriam atividade profissional de grande relevância para o 
desenvolvimento do violão brasileiro”, conforme TABORDA, Marcia Ermelindo. O 
violão de concerto no Rio de Janeiro: Villa-Lobos + Turíbio Santos. Revista Polêmica. 
Rio de Janeiro: UERJ, v. 17, p. 1, 2006. Disponível em 
http://www.polemica.uerj.br/pol17/cimagem/p17_marcia.htm 
113 
 
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INSTITUTOS 
 
 Confira os acervos (físicos e/ou eletrônicos) dos Institutos 
Jacob do Bandolim, Moreira Salles, VillaLobos, Cravo Albin... 
Os links estão indicados nas referências dessa publicação. 
 
 
PROGRAMAS DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO 
 
 Conheça o trabalho desenvolvido pelo Música Minas (parceria 
entre a Secretaria de Estado da Cultura e o Fórum da Música de 
Minas Gerais) e o Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do 
Ministério da Cultura em: 
 
www.musicaminas.com/ 
www.cultura.gov.br/site/categoria/apoio-a-projetos/ 
 
 
 
EDITORAS E GRAVADORAS ESPECIALIZADAS 
 
 Resistindo à pirataria e a contrafações autorais de toda 
sorte, as editoras e gravadoras especializadas (Acari, 
114
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Biscoito Fino, Da Fonseca, Musimed, Vitale, Lumiar, Ricordi...) oferecem 
excelentes catálogos. Pesquise-os! 
PROJETOS
 Inúmeros projetos institucionais de intercâmbio, entretenimento e ensino-
aprendizagem musical são mantidos pelo setor público e/ou privado, tais como: 
Violões de Minas, Violões do Brasil, Festival Internacional de Violão de Belo 
Horizonte, Violab, Acervo Digital do Violão Brasileiro, Movimento Violão, 
Musibraille, Música de Minas, Portal GVianna, Arena da Cultura, Pixinguinha, 
Pizindin, BH Choro, Festa da Música de Belo Horizonte, Feira do Choro, BH no 
Choro, Mês do Choro, Oficinas de Choro, Hoje é Dia de Choro (programa 
televisivo transmitido pela extinta Manchete), Choro Livre, por exemplo... 
 Importa destacar o Novas, projeto idealizado pela violonista Elodie Bouny 
com banca julgadora composta por ela, Sérgio Assad, Fábio Zanon e Marco 
Pereira. Esse valioso edital incentiva compositores a enriquecer o repertório para 
o violão-solo através do registro de peças inéditas em CD e álbum de partituras. 
 Vale registrar o contributivo livro de Elodie Bouny intitulado “Violonista de 
formação erudita e violonista de formação popular: investigando as diferenças na 
formação musical”, publicado em 2014 pela Editora Novas Edições Acadêmicas. 
CENTROS DE FORMAÇÃO
 Conheça as propostas pedagógicas dos centros musicais de formação 
continuada, a saber: 
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Escola de Música da UFMG – Práticas Interpretativas do Choro, 
Brasil com S, CEFAR – Fundação Clóvis Salgado, Fundação de 
Educação Artística (situadas em Belo Horizonte), Escola de Choro 
Raphael Rabello (situada no Distrito Federal), Escola Portátil de 
Música (situada no Rio de Janeiro), IV&T (situada em São Paulo), 
bacharelados e licenciaturas em Música Popular (UNICAMP, 
UFMG...)
PROPRIEDADE INTELECTUAL98
A propriedade imaterial de uma obra artística (composições, 
arranjos, adaptações e transcrições, por exemplo) confere ao 
titular direitos morais e patrimoniais regidos pela Lei nº 
9610/1998 e tutelados pelo Escritório Central de Arrecadação de 
Direitos Autorais (ECAD), Instituto Nacional de Propriedade 
Industrial (INPI: registro de marca de grupo, instrumento, 
espetáculo musical), Escola de Música da UFRJ (registro de 
composição, transcrição, arranjo), Registro BR (registro de 
domínios eletrônicos)... 
98 Vide FRANCEZ, Andréa et al. Manual do direito do entretenimento: guia de 
produção cultural. São Paulo: Senac/Sesc, 2009, passim. 
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TABELAS DE CACHÊS 
 
A adoção de parâmetros sindicais na negociação de cachês 
evita a banalização (anti-classista) do exercício profissional. 
Visite os links http://www.sindmussp.com.br/caches.asp e 
http://www.sindmusi.com.br/Caches/tabela_completa.asp 
 
 
EXERCÍCIO PROFISSIONAL99 
 
A profissão de músico é regulamentada e a formação 
acadêmica estruturada segundo as diretrizes curriculares 
nacionais. 
Sendo assim, os violonistas são titulares de direitos e 
obrigações contidos no Código de Ética Profissional, nas Leis nº 
3857/1960 (OMB)100 e nº 8213/1991 (Regime Geral de Previdência 
 
99 Vide ROCHA, Ulisses. Pensando na carreira. In: Acústico. São Paulo: HMP, 2006, 
vol. 08, p. 44; MED, Bohumil. Vida de músico não é fácil: pequeno manual de 
sobrivênvia na selva musical – dicas do Bohumil. Brasília: Musimed, 2004, passim; 
HENRIQUE, Álvaro. Primeiro recital: o que fazer? In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 
2008, vol. 16, p. 42-49; Idem. Agendando os primeiros recitais: dicas para quem está 
fazendo um som de alto nível e quer levá-lo para a público. In: Violão Pro. São Paulo: 
M & M, 2008, vol. 18, p. 42-43. 
100 Vide acórdão do TRF – 3ª Região para a apelação nº 20066109002404-0 apud 
FRANCEZ, Andréa et al. Manual do direito do entretenimento: guia de produção 
cultural. São Paulo: Senac/Sesc, 2009, p. 132: “Assim como no caso dos artistas, a 
falta de registro dos músicos na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), no seu 
Conselho Federal ou nos Conselhos Regionais, não tem representado motivo para 
afastar o exercício da profissão, como têm decidido alguns tribunais do país. São 
cada vez mais freqüentes decisões judiciais declarando nula a imposição do exercício 
da profissão de músico apenas aos que preencherem os requisitos do artigo 28 da Lei 
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do INSS), na Portaria nº 3347/1986 (nota contratual e modelos de 
contrato) e sua prestação de serviço musical deve ser objeto de 
propostas e contratos bem elaborados. 
RODAS DE CHORO 
 As rodas são fenômenos lúdicos e reconstrutivos de 
experimentação orgânica das linguagens do Choro. Detêm um 
saber pragmático catalisador de práticas musicais integrativas 
(compartilhadas entre jovens e experientes chorões) e imune às 
interferências imediatistas da cultura de massa. 
 Em 2011, Henrique Cazes defendeu na Escola de Música da 
UFRJ a dissertação de mestrado “Os chorões e a roda: 
ambiência, práticas musicais e repertório nas rodas de choro”. 
 Na capital mineira, as rodas ocorrem diariamente em espaços 
de entretenimento elogiáveis. Prestigie-as! Eis algumas: 
Bar do Bolão: quinta-feira 
Pedacinhos do Céu: quinta-feira a sábado 
Bar do Salomão: quinta-feira 
Mosteiro: sexta-feira 
Entre outras rodas 
 
nº 3857/1960, bem como a obrigação de se inscreverem perante a OMB e terem seus 
diplomas registrados no Ministério da Educação. Por se tratar de órgão federal, as 
ações, normalmente pela via do mandado de segurança, são ajuizadas pelos músicos 
interessados perante a Justiça Federal de cada estado.” É o que em agosto de 2011 
se consumou em decisão do pleno do Supremo Tribunal Federal pelo não provimento 
do Recurso Extraordinário nº 414426 interposto pela OMB/SC. 
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OFICINAS DE CHORO: O PROJETO BEM SUCEDIDO DO CLUBE DO 
CHORO DE BELO HORIZONTE E A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO 
AUTOR 
 
O Clube do Choro de Belo Horizonte – associação cultural e 
filantrópica com mais de 80 associados sob a direção de Jonas 
Cruz, Sílvio Carlos Silva Costa e Hamilton Gangana – submeteu à 
Comissão Municipal de Incentivo à Cultura um projeto de 
capacitação em instrumentos típicos das formações 
interpretativas do Choro. 
Aprovado sem restrições, conferiu ao público-alvo 
abrangente (jovens, adultos, estudantes de música, músicos 
amadores e profissionais) acesso gratuito a oficinas e workshops 
coordenados por Rafael Guimarães com assistência de Lílian 
Macedo e ministrados por Leonardo Barreto (saxofone e flauta), 
Carlos Walter, Cecília Barreto (violão de 6 cordas), Bozó, 
Humberto Junqueira, Sílvio Carlos (violão de 7 cordas), Marcos 
Frederico (bandolim), Marcelo Jiran (cavaquinho), Oszenclever 
Camargo, Luciana Dietze (pandeiro) e Marcos Flávio (trombone) em 
espaçosculturais da região metropolitana de Belo Horizonte. 
 Os matizes da proposta pedagógica perquirida ao longa dessa 
publicação foram testabilizados no âmbito do projeto acima com 
resultados satisfatórios. Para difundi-los ainda mais, juntamos aos 
anexos a ementa e o conteúdo programático elaborados pelo autor. 
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LICENÇA POÉTICA II 
 
Por fim, outros versos dedicados ao festejado instrumento... 
 
A LA GUITARRA ESPAÑOLA101 
(Jerónimo Peña Fernandez) 
“Sonora Caja, que vibras cuando eres acariciada, 
manantial infinito de sonidos mágicos y misteriosos, 
Alma profunda, sincera, extensa como tus horizontes. 
Cultura milenaria de una raza 
que te ha idolatrado por los siglos de los siglos. 
Son tus cuerdas trinos de ruiseñor 
que al alba musitan poesia ardientes pétalas de azucenas 
que al aire perfumas con tu presencia. 
Eres siempre fiel con aquél que ha sentido 
la vocación de tu llamada para expresar en ti lo que Dios 
ha puesto em sua corazón. 
Maderas nobles y bellas de la creación, 
que obedecen a las sensibles manos 
que te dan forma de mujer. 
Herencia viva, en un pasado glorioso, 
de aquellos peregrinos que tanto te amaron 
y dedicaron sus vidas, y murieron, recibiendo a cambio solamente 
el aliento dela grandeza de tus ecos divinos.” 
 
 
101 Cfr. FERNÁNDEZ, Jerónimo Pena. El arte de un guitarrero español. Jaén, 
España: Soproarga, 1993. 
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CORDAS DE AÇO102 
(Cartola) 
“Ah, essas cordas de aço 
este minúsculo braço 
do violão que os dedos meus acariciam. 
Ah, este bojo perfeito 
que trago junto ao meu peito 
só você violão 
compreende porque perdi toda alegria. 
E, no entanto, meu pinho 
pode crer, eu adivinho. 
Aquela mulher 
até hoje está nos esperando. 
Solte o teu som da madeira 
eu, você e a companheira 
na madrugada iremos pra casa cantando...” 
 
VIOLÕES QUE CHORAM103 
(Cruz e Sousa) 
“Vozes veladas, veludosas vozes, 
Volúpias dos violões, vozes veladas, 
Vagam nos velhos vórtices velozes 
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. 
Tudo nas cordas dos violões ecoa 
E vibra e se contorce no ar, convulso...” 
 
102 Cfr. OLIVEIRA, Angenor de. Cordas de aço. In: Idem. Cartola. Rio de Janeiro: 
Marcus Pereira, 1976 (LP). 
103 Cfr. trecho de CRUZ e SOUSA. Violões que choram. In: Faróis. São Paulo: 
Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro | USP, p. 29. 
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SETE CORDAS104 
(Raphael Rabello/Paulo César Pinheiro) 
“Nada me fará sofrer, pois trago junto ao coração 
o bojo do meu violão cantando. 
Nada me dá mais prazer, nem mesmo uma grande paixão, 
que o som das sete cordas do meu violão tocando. 
E eu me vejo a obedecer. 
Eu nem sei bem o porquê. 
E sinto uma transformação e os acordes nascem sem querer. 
Sem querer desponta uma canção e eu sinto o coração nos dedos 
passeando em calma, afugentando os medos 
que residem n'alma. 
E deixo-me envolver pelo braço do meu violão. 
E o peito meu, fibra por fibra, 
apaixonado vibra com prima e bordão. 
E é aí que eu sinto a mão de Deus na minha mão. 
Eu me ponho a dedilhar com emoção e fervor 
as velhas melodias, cheias de harmonias novas. 
E nesse instante então eu sou um sonhador, 
acompanhante das canções de amor. 
Chego a cantar sem perceber alguns versos e trovas. 
E aí começo a ver que eu nunca fui sozinho. 
Meu violão me acompanhou por todo o meu caminho. 
E isso eu quero agradecer, fazendo uma canção falando de você, 
Amigo Violão que comigo estará até eu morrer.” 
 
 
104 Cfr. RABELLO, Raphael; PINHEIRO, Paulo César. Sete cordas. In: RABELLO, 
Raphael; RABELLO, Amélia. Todas as canções. Rio de Janeiro: Acari, 2001 (CD). 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Essa proposta de capacitação violonística não é auto-
suficiente. 
 Respalda-se numa base consistente de referências e requer 
a experimentação contextual de seus significados (conteúdos). O 
violão é inerte. Não toca sozinho. Exige cumplicidade do tocador! 
Uma publicação só traz resultados significativos se o(a) 
leitor(a) desveste-se da condição de paciente (posta restante de 
preceitos ou depositário irrefletido de informações). 
Isto é, se converte dados isolados (saberes desconexos) em 
conhecimentos úteis ao seu cotidiano musical. 
Por isso, mãos à obra! 
Ou melhor, mãos nas cordas... 
 
 
O autor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
TEXTOS CIENTÍFICOS: TESES E DISSERTAÇÕES 
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– a presença do idiomatismo em sua obra. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2006 
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em Uberaba. Uberlândia, MG: UFU, 2007. 
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Annibal Augusto Sardinha. São Paulo: USP, 2009 (Dissertação de mestrado). 
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FARIA, Celso Silveira. A Collection Turíbio Santos: o intérprete/editor e o desafio 
na construção de novo repertório brasileiro para violão. Belo Horizonte: UFMG, 2012 
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repertório de choro cantado como ferramenta de estudo no canto popular. Rio de 
Janeiro: UNIRIO, 2010 (Dissertação de mestrado). 
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música, no músico e no instrumento. Campinas: UNICAMP, 2006 (Tese de 
doutorado).105 
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SMARÇARO, Júlio César Caliman. O cantador: a música e o violão de Dori 
Caymmi. Campinas: UNICAMP, 2006 (Dissertação de mestrado). 
SOARES, Terezinha Rodrigues Prada Soares. A obra violonística de 
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americana e a aventura intelecutal. São Paulo: ECA – USP, 2001 
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TABORDA, Márcia Ermelindo. Dino Sete Cordas e o acompanhamento de 
violão na música popular brasileira. Rio de Janeiro: UFRJ, 1995 
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scordatura na criação de repertório para violão. Campinas: UNICAMP, 
2002 (Dissertação de mestrado). 
 
 
105 O autor investiga a corporalidade musical de Baden Powell, Egberto Gismonti, 
Ulisses Rocha, André Geraissati, Michael Hedges e Codeta. 
128
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MOLINA, Sidney. O violão na era do disco. São Paulo: Rádio Cultura FM, 
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LIVROS
ALENCAR, José de. O Guarani. Cotia, SP: Ateliê, 2000. 
ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006. 
ANTÔNIO, Irati; PEREIRA, Regina. Garoto: sinal dos tempos. Rio de Janeiro: 
Funarte, 1982. 
BARASNEVICIUS, Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São Paulo: IrmãosVitale, 2007. 
BECKER, Zé Paulo. Levadas brasileiras para violão: samba, choro, bossa-nova... 
Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2013. 
_______. Pra tocar na roda. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2006. 
BERSANI, Wanderson. Chart reading: mapeando a partitura através dos sinais de 
indicação de roteiro. In: TAFFO, Wander et al. IG & T Book. São Paulo: EM&T 
Editora, 2007, vol. 01, p. 18-33. 
BERTAGLIA, Marco. O violão de 7 cordas. 2. ed. Bertaglia: São Paulo, 2002. 
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popular: investigando as diferenças na formação musical. Novas Edições 
Acadêmicas, 2014. 
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_______. Discurso jurídico na democracia: processualidade 
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REVISTAS ESPECIALIZADAS 
AUTORES DIVERSOS. Acústico. São Paulo: HMP, 2006-2007, vols. 01, 02, 
05, 06, 07, 08, 12. 
AUTORES DIVERSOS. Violão Pro. São Paulo: Música & Mercado, 2006-2010, 
vols. 01, 04-06, 08-09, 11, 14, 16-18, 20-28. 
AUTORES DIVERSOS. Violão intercâmbio. São Paulo, s.d. 
Vários artigos veiculados nesses periódicos foram citados com dadosbibliográficos completos ao longo da presente publicação. 
DOCUMENTÁRIOS 
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em http://blogln.ning.com/profiles/blogs/descobrindo-waltel 
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Belo Horizonte: Natura Musical/Lei Estadual de Incentivo a 
Cultura, 2008 (DVD). 
KAURISMAKI, MIKA et al. Brasileirinho, 2005. 
TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São Paulo: M. 
Taybkin, 2004 (DVD). 
VIANNA, Geraldo et al. Violões de Minas. Belo Horizonte: 
Uirapuru, 2007 (DVD). 
POEMAS | LETRAS 
BARRIOS, Agustín. Profissão de fé. Apud ZANON, Fábio. A Arte 
do Violão. São Paulo: Rádio Cultura FM, 2003 e segs. Disponível 
em http://aadv.radio.googlepages.com 
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Fátima. Pra bom entendedor. Rio de Janeiro: Velas, 1993 (CD). 
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Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de Paris/Cebramusik, 2010 
(DVD). 
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http://www.osesp.art.br/podcast/?pagina=/2008/02/21/entrevist
a-com-fabio-zanon/ 
http://www.youtube.com/watch?v=VvBDOsxr-Pw 
SITES ESPECIALIZADOS 
Acervo eletrônico de partituras: http://www.free-scores.com/ 
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http://www.joaopernambuco.com/ 
http://www.musicademinas.com.br/ 
http://www.gvianna.com.br/violoesdeminas.asp 
http://www.demac.ufu.br/numut/historiadoviolao/ 
www.festivaldeviolao.com.br 
http://www.bravio.blogspot.com/ 
http://www.av-rio.org.br/AVRIO/Arquivos.html 
http://www.movimentoviolao.com.br/ 
http://brazilianguitar.net 
http://www.violaobrasil.com.br/ 
 
OUTROS SITES 
 
INSTITUTOS CRAVO ALBIN (DICIONÁRIO DA MPB), MOREIRA SALLES E JACOB 
DO BANDOLIM 
 
http://www.dicionariompb.com.br/ 
http://ims.uol.com.br/ 
http://www.jacobdobandolim.com.br/apresentacao.php 
 
SAMBA-CHORO 
 
http://www.samba-choro.com.br 
 
MÚSICOS DO BRASIL 
 
http://www.musicosdobrasil.com.br; enciclopédia de música instrumental 
organizada por “Maria Luiza Kfouri 
139 
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(marialuiza@musicosdobrasil.com.br), pesquisadora da música brasileira 
que mantém desde 2005 o site “Discos do Brasil – Uma Discografia 
Brasileira” (www.discosdobrasil.com.br) – banco de dados com a 
catalogação de discos (5 mil e 770 títulos), instrumentistas (15 mil e 
400), instrumentos (2 mil e 832), arranjadores (2 mil e 426), 
compositores (10 mil), músicas (42 mil e 800), e datas de gravações e de 
nascimento e morte dos intérpretes principais.” 
SOVACO DE COBRA 
O grupo vem publicando textos sobre o itinerário existencial do Garoto 
com exemplos musicais disponíveis para download nos links: 
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/series/cancioneiro-de-
garoto/ 
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/series/garoto-inedito/ 
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/conteudo/ensaios/ 
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/conteudo/memoria/ 
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/destaques/ 
BIBLIOTECAS DIGITAIS 
http://www.dominiopublico.gov.br 
http://libdigi.unicamp.br/ 
http://www.periodicos.capes.gov.br 
PROGRAMAS DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO CULTURAL 
http://www.cultura.gov.br/site/categoria/apoio-a-projetos/ 
http://musicaminas.blogspot.com/ 
140 
 
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GRAVADORAS E EDITORAS ESPECIALIZADAS 
 
http://www.acari.com.br/ 
http://www.choromusic.com/ 
http://www.biscoitofino.com.br/ 
 
BAR MUSICAL PEDACINHOS DO CÉU 
 
http://www.pedacinhosdoceu.com.br 
 
CLUBES DE CHORO 
 
Clube do Choro de Belo Horizonte 
http://www.clubedochorodebh.com.br 
http://www.myspace.com/clubedochorodebelohorizonte 
 
Clube do Choro de Brasília 
http://www.clubedochoro.com.br/ 
 
Clube do Choro de Paris 
http://clubduchorodeparis.free.fr/ 
 
Bando do Chorão 
http://bando.do.chorao.free.fr/ 
 
Casa de Choro de Toulouse 
http://voixdubresil.com/index.php?option=com_content&view=article&id
=45&Itemid=131141 
 
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Clube do Choro de Juiz de Fora 
http://clubedochorojf.blogspot.com/ e 
http://www.acessa.com/nossagente/arquivo/artistas/2001/06/26-
Clube_do_Choro/ 
 
Clube do Choro de Santos 
http://www.clubedochoro.org.br/ 
 
Clube do Choro de Porto Alegre 
http://odarablog.blogspot.com/2010/03/clube-do-choro-de-porto-
alegre-sem.html 
 
Clube do Choro de Goiânia 
http://www.clubedochorogo.hpg.com.br/principal.htm 
 
Clube do Choro da Bahia 
http://clubedochorodabahia.blogspot.com/2007/08/sobre-os-
integrantes-do-clube-do-choro.html 
 
Clube do Choro de Florianópolis 
http://www.samba-choro.com.br/noticias/arquivo/12532 
 
ESCOLAS DE CHORO 
 
Brasil com S, Escola Portátil de Música e Escola de Choro Raphael 
Rabello 
 
http://www.escoladechorobrasilcoms.com.br/ 
http://www.escolaportatil.com.br/ 
http://www.clubedochoro.com.br/index.php?option=com_content&task=v
iew&id=249&Itemid=23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
142 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
143 
 
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EMENTA 
 
O VIOLÃO DE 6 CORDAS NO CHORO 
 
01. RESUMO DOS CONTEÚDOS QUE SERÃO MINISTRADOS: 
 
O professor abordará os seguintes conteúdos: 
 
� Breve histórico sobre o violão: constituição (luteraria), escolas, 
posturas (ergonomia) e técnicas (aquecimento, tocabilidade e 
digitação). 
� As linguagens do choro: estruturas (formas) e variações 
rítmicas. 
� O repertório para o instrumento: análise de intérpretes, 
compositores e composições. 
� Funções no choro: rítmica, solo e harmonização. 
� Prática de conjunto e sonorização: roda presencial de choro e 
amplificação eletroacústica. 
� Perspectivas profissionais, referências de ensino-aprendizagem 
e centros de formação. 
 
 
 
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02. RESPONSÁVEL PELA OFICINA: 
 
O professor da oficina se chama Carlos H. Walter. 
 
03. OBJETIVOS GERAIS: 
 
Os objetivos gerais da oficina estão indicados a seguir: 
 
� Fortalecer a identidade cultural da música brasileira. 
� Preservar e difundir o choro com práticas educacionais. 
� Humanizar cidadãos com estratégias transdisciplinares de 
musicalização. 
 
04. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
 
Os objetivos específicos da oficina estão assinalados abaixo: 
 
� Popularizar (socializar) as linguagens do violão desenvolvidas no 
choro. 
� Ampliar o vocabulário violonístico do público-alvo. 
� Favorecer os processos musicais de percepção, apreciação e 
performance violonística no Choro. 
145 
 
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� Capacitar o público-alvo à difusão cultural do saber 
transdisciplinar ministrado. 
 
05. JUSTIFICATIVA: 
 
Projetos de oficinas dirigidas aos instrumentos musicais 
típicos das formações interpretativas do Choro são indispensáveis 
à vida cultural de uma sociedade. 
Socializar práticas de evidenciação do papel do violão na 
história do choro com medidas pedagógicas de escopo 
sócioeducacional fomentará ainda mais as políticas culturais de 
cidadanização. 
Ademais, o empreendedor do projeto tem como missão 
precípua divulgar as manifestações artísticas que, desde a 2ª 
metade do século XIX, compõem o itinerário evolutivo do Choro. 
 
06. CARGA HORÁRIA COMPLETA: 
 
A carga horária integral da oficina corresponde a 8 (oito) 
horas igualmente distribuídas em 2 (dois) encontros realizados em 
escolas e/ou espaços culturais. 
 
 
 
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07. PÚBLICO-ALVO (CARACTERÍSTICAS E IDADE): 
 
O perfil do público-alvo é abrangente. Contempla jovens, 
adultos, estudantes de música, músicos amadores e profissionais. 
Já o número de inscrições está limitado a 30 (trinta) vagas. 
 
08. METODOLOGIA QUE SERÁ APLICADA: 
 
A epistemologia do conhecimento que sustenta o marco 
metodológico está centrada na relação educando-educador e 
compõe-se de estratégias de ensino-aprendizagem desenvolvidas a 
partir de investigações transdisciplinares sobre Violão e Choro que 
serão operacionalizadas pelos partícipes com a utilização de 
instrumentos musicais (violões). 
 
09. MATERIAL DIDÁTICO UTILIZADO: 
 
As oficinas serão ministradas com recursos didáticos 
interativos: 
 
� Interpretação ilustrativa de choros com análises verbais dos 
executantes (professor e público-alvo) do instrumento musical 
investigado (violão). 
147 
 
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� Projeção áudio-visual e fonográfica (data-show, players de CD e 
DVD) de documentários e performances. 
� Amplificação sonora condizente com as necessidades do 
ministrante: utilização de microfone e amplificador. 
 
 
 | Design | Tibé | 
148 
 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
 
“O VIOLÃO DE 6 CORDAS NO CHORO” 
Carlos Walter 
 
 
 
 
 
 
NÚCLEO DE FORMAÇÃO E CRIAÇÃO ARTÍSTICA 
– Belo Horizonte, MG, 18h30 às 22h30 dos dias 14 e 15/09/2010 – 
 
I 
1. O Violão no Choro: breve histórico. 
2. Luteraria, Anatomia e Modelos. 
3. Extensão, Encordoamento e Afinação. 
4. Exercícios Isométricos e Acessórios Ergonômicos. 
5. Unhas: formas, lixas e artefatos sintéticos. 
6. Mecanismos Técnicos de Tocabilidade: exercícios de calibragem, resistência, 
sonoridade, abertura, independência e velocidade para as mãos. 
7. Sistemas de Notação: partitura, tablatura, cifragem e musibraille. 
8. Estrutura do Choro: formas, cadências, anacruses e finalizações. 
9. Rodas de Choro: fenômeno orgânico de experimentação reconstrutiva das 
linguagens do Choro. 
 
II 
10. O Violão Harmonizador: harmonia funcional (funções, acordes e inversões), 
baixaria e centro. 
11. Variações Rítmicas: maxixe, tango brasileiro, choro, choro-canção, chorinho 
(choro sapeca), samba-choro e valsa-choro. 
12. O Violão Solista: interpretação, arranjo, improviso e composição. 
13. Performance espaço-temporal: rodas de choro, auditórios e estúdios de 
gravação. 
14. Amplificação (captação, no feed back, mapa, rider e input list) e Gravação 
(preparativos, afinação, tipos de microfone, técnica XY e regra 3:1). 
15. Ferramentas Tecnológicas: setup, sites e softwares. 
16. Festivais, Clubes, Institutos, Programas de Difusão, Redes Sociais, 
Editoras e Gravadoras Especializadas, Projetos e Centros de Formação. 
17. Registro Autoral e Tabelas de Cachês. 
18. Referências de Ensino-aprendizagem: material didático complementar. 
 
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FLYERS DEMONSTRATIVOS 
 
 
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O 13 CORDAS é integrado pelos violonistas mineiros Carlos Walter (violão de 6 cordas) e Sílvio 
Carlos (violão de 7 cordas) e foi criado em 2006 para difundir o Choro e variações rítmicas 
afins. 
 
Entre 26 e 27 de março de 2010 – mediante apoio do Programa de Intercâmbio e Difusão 
Cultural do Ministério da Cultura – representará o Brasil no concerto de encerramento do 
“VI Festival du Choro de Paris”, evento anual realizado pelo “Club du Choro de Paris” com 
apoio do Cebramusik (Centro Eurobrasileiro de Música), entidades sem fins lucrativos que 
promovem a divulgação da música brasileira na Europa através de ações culturais e 
pedagógicas. 
 
O concerto contará com a participação da pianista, compositora e presidente do Clube do 
Choro de Paris, a uberabense Maria Inês Guimarães e de outros convidados(a percussionista 
Lúcia Campos e o flautista Marcelo Chiaretti...). 
 
 
 
O duo também ofertará uma oficina sobre as linguagens violonísticas do Choro. 
 
Em seguida, entre 13:00 e 15:00 h de 10 de abril de 2010, o 13 CORDAS marcará presença 
no palco da Feira do Choro do Instituto Cultural Aletria – evento semanal que abriga as 
tendências e desdobramentos do Choro em espaço gratuito de Belo Horizonte (Praça Tom 
Jobim) – para demonstrar o repertório tocado na França. Depois se apresentará às 20:00 h 
de 17 de maio de 2010 no auditório do Conservatório da UFMG pelo Projeto Pizindin. 
Enfim, apresentações que contarão com o talento percussivo do pandeirista Camargo. 
 
Maiores informações: 
http://clubduchorodeparis.free.fr/ e http://www.myspace.com/13cordas 
chwalter@uol.com.br e silvio7cordas@uol.com.br 
 
 
P.s.: Carlos Walter e Sílvio Carlos respondem, atual e respectivamente, pela assessoria e 
diretoria cultural do Clube do Choro de Belo Horizonte. 
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13 CORDAS began in 2006 at the State of Minas Gerais with brazilian guitarists Carlos 
Walter (classical guitar) and Sílvio Carlos (seven-string classical guitar) inspired by Choro’s 
language. 
 
The group will play – through support of the Culture Ministry of Brazil – in the Paris Choro 
Festival (20:00h, march 26-27, 2010), an annual event organized by the “Club du Choro de 
Paris” with the support of Cebramusik (Eurobrazilian Center of Music), unprofitable 
organizations that publicize of brazilian music in Europe through cultural and educational 
activities. 
 
The group will invite Maria Inês Guimarães (pianist, composer and president of the “Club du 
Choro de Paris”) and others guests (the percussionist Lúcia Campos and flutist Marcelo 
Chiaretti...). 
 
 
The duo will also offer a workshop. 
 
Finally, it will do a recitals at Belo Horizonte city with a repertoire of songs played in France: 
 
- Choro’s Fair of Aletria Cultural Institute (Tom Jobim Square, 13:00 h, april 10, 2010) and 
Pizindin Project (Conservatory of UFMG, 20:00 h, may 17, 2010) with ex’perienced 
percussionist Camargo. 
 
More information: 
 
http://clubduchorodeparis.free.fr/ e http://www.myspace.com/13cordas 
chwalter@uol.com.br e silvio7cordas@uol.com.br 
 
 
 
P.s.: Carlos Walter and Silvio Carlos are cultural adviser and director of Belo Horizonte 
Choro Club, respectively. 
 
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13 CORDAS es un duo brasileño de guitarras compuesto por Carlos Walter (guitarra clásica) y 
Silvio Carlos (guitarra de siete cuerdas), creado em 2006 para difundir el lenguaje del Choro. 
 
Del 26 al 27 de Marzo (20:00 h)– con ayuda institucional del Ministerio brasileño de la 
Cultura, tocará en VI Festival del Choro de Paris, encuentro anual del “Club du Choro de 
Paris” apoyado por Cebramusik (Cientro Eurobrasileño de Música), organizaciones sin finalidad 
lucrativa que divulgan la música brasileña en Europa a traés de actividades educativas y 
culturales. 
 
Habrá participación especial de Maria Inês Guimaraes (pianista, compositora y presidente del 
Clube francés) y de otros invitados (la percusionista Lucia Campos y el flautista Marcelo 
Chiaretti...). 
 
 
Aún se producirá un taller sobre guitarra brasileña. 
 
Después presentará en la ciudad de Belo Horizonte conciertos con repertorio interpretado en 
Francia: 
 
- Feria del Choro de la Aletria en la Plaza Tom Jobim (10 de abril, 13:00 h) y Projecto 
Pizindin en Teatro del Conservatorio de la UFMG (17 de mayo, 20:00 h) con el calificado 
percusionista Camargo. 
 
Otros datos: 
 
http://clubduchorodeparis.free.fr/ e http://www.myspace.com/13cordas 
chwalter@uol.com.br e silvio7cordas@uol.com.br 
 
 
 
P.s.: Carlos Walter y Silvio Carlos son, respectivamente, asesor y director de cultura del 
Clube del Choro de Belo Horizonte. 
 
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ÍNDICE REMISSIVO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE REMISSIVO 
 
 
A 
Abertura ................................................. 92 
Acabamento 
Unhas ................................................... 42 
Acessórios ergonômicos ........................ 41 
Acidentes ................................................ 50 
Acordes com notas de tensão ............ 64 
Acordes com sexta ............................... 63 
Acordes diminutos ................................ 69 
Acordes híbridos ................................... 64 
Acordes quartais ................................... 65 
Acordes suspensos ................................ 64 
Afinação padrão ..................................... 37 
Afinações alternativas ......................... 37 
Afinador .................................................. 43 
Alaúde ....................................................... 19 
Alzapúa ..................................................... 91 
Amplificação .......................................... 106 
Anacruses ................................................ 58 
Anti feed back ...................................... 108 
Arranjo .................................................... 77 
Arraste .................................................... 80 
Artigos e ensaios .................................. 128 
Associações violonísticas .................... 112 
Atipicidades rítmicas ........................... 88 
Auto-audição .......................................... 38 
B 
Baixaria 
Tipos .................................................... 78 
Baixo pedal .............................................. 79 
Bemolização ............................................ 93 
Bend .......................................................... 93 
Blindagem eletromagnética ................ 108 
Blogs ........................................................ 108 
C 
Cadência autêntica imperfeita ........... 68 
Cadência autêntica perfeita ............... 67 
Cadência deceptiva diatônica ............. 68 
Cadência deceptiva modulante ........... 69 
Cadência plagal ....................................... 68 
Cadências ................................................ 67 
Campanela ............................................... 85 
Campo harmônico maior natural ......... 73 
Campo harmônico menor bachiano ou 
híbrido ................................................. 75 
Campo harmônico menor harmônico .. 74 
Campo harmônico menor melódico ..... 74 
Campo harmônico menor natural ........ 74 
Captação ................................................. 107 
Captação ativa ....................................... 107 
Captação de contato ............................ 107 
Captação de rastilho ............................ 107 
Captação passiva ................................... 107 
Células rítmicas ..................................... 56 
Centros de formação ........................... 114 
Chart reading .......................................... 51 
Chord melody ......................................... 77 
Choro ........................................................ 57 
Choro barroco ........................................ 57 
Choro cantado ........................................ 57 
Choro sambado ....................................... 57 
Choro sapeca .......................................... 57 
Choro-canção .......................................... 57 
Cifra ......................................................... 49 
Círculo das quintas ................................ 50 
Clubes de choro ............................ 111, 140 
Coma .........................................................36 
Comunidades virtuais ........................... 108 
Concentração .......................................... 38 
Conteúdo programático ....................... 148 
Contraponto ............................................ 97 
Controle auditivo da extensão ............ 38 
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Corta-jaca ............................................... 57 
Crescente X ............................................ 33 
Cromatismo ............................................. 82 
Cuidados especiais ................................ 30 
D 
Dedo em alça .......................................... 95 
Desdobramentos estéticos ................. 57 
Digitação transponível .......................... 96 
Digitações alternativas ........................ 95 
Diminutos auxiliares ............................. 69 
Diminutos de aproximação ................... 69 
Diminutos de passagem ........................ 69 
Diminutos não preparatórios .............. 69 
Dinâmica .................................................. 38 
Direct box .............................................. 106 
Discografia ............................................ 109 
Discos do Brasil .................................... 109 
Documentários ...................................... 134 
Dominantes estendidos ........................ 99 
Double stops ........................................... 95 
E 
Editoras e gravadoras especializadas
 ............................................................. 113 
Efeito redemoinho ................................ 88 
Ementa .................................................... 143 
Empréstimo modal ................................. 84 
Encordoamentos .................................... 36 
Equilíbrio mental .................................... 39 
Era da convergência ............................. 108 
Escala alterada (menor e maior) ........ 76 
Escala cromática .................................... 75 
Escala de blues maior ........................... 76 
Escala de tons inteiros ......................... 75 
Escala diminuta ...................................... 75 
Escala diminuta dominante .................. 75 
Escala maior natural ............................. 73 
Escala menor bachiana ou híbrida...... 74 
Escala menor harmônica ....................... 74 
Escala menor melódica ......................... 74 
Escala menor natural ............................ 73 
Escala pentatônica ................................ 76 
Escala suspensa ..................................... 33 
Escolas de choro ................................... 141 
Estrutura ................................................ 30 
Estrutura do choro ............................... 53 
Estudo por reflexão ............................. 38 
Exercício profissional ......................... 116 
Exercícios isométricos ......................... 39 
Extensão .................................................. 35 
F 
Fade out .................................................. 60 
Feira do choro ....................................... 114 
Festivais ................................................. 110 
Finalizações ............................................ 59 
Finger style ............................................ 47 
Flyer ........................................................ 104 
Forma rondó ........................................... 54 
Forma típica............................................ 54 
Formas atípicas ...................................... 55 
Fórmulas de arpejos ............................. 44 
Fórmulas de digitação .......................... 47 
Fóruns ..................................................... 108 
G 
Guitarra .................................................... 19 
Guiterna .................................................... 19 
H 
Harmonia funcional ............................... 65 
Harmonia modal ...................................... 71 
Harmônicos 
Naturais e artificiais ....................... 86 
Harmonização em blocos ...................... 89 
História do choro .................................. 26 
História do violão ................................... 19 
I 
Improvisação .......................................... 72 
Input list ................................................ 106 
Instituto Moreira Salles .................... 138 
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Institutos ............................................... 113 
Instrumento transpositor ................... 35 
Intervalos ............................................... 62 
Inversões ................................................ 64 
Isometria ................................................ 39 
L 
Leis tonais ............................................... 66 
Liberdade muscular ............................... 39 
Ligados ..................................................... 94 
Linguagem ................................................ 48 
Livros ...................................................... 130 
Lixamento ................................................ 42 
Lundu ........................................................ 57 
Luteraria ................................................. 30 
M 
Mapa de palco ........................................ 106 
Marcha harmônica modulante ............. 69 
Maxixe ..................................................... 57 
Mazurka ................................................... 57 
Mecanismos técnicos de tocabilidade
 .............................................................. 44 
Meia cadência ......................................... 68 
Memória ................................................... 38 
Mesa de som .......................................... 106 
Metodologia ........................................... 146 
Metrônomo .............................................. 43 
Microfonação ......................................... 107 
Microfone multifuncional ................... 107 
Modelos ................................................... 35 
Monitor ................................................... 106 
Movimento contrário ............................ 82 
Movimento direto ................................... 81 
Movimento oblíquo ................................. 82 
Movimento paralelo ................................ 81 
Movimento Violão ................................. 110 
Música de Minas ................................... 138 
Música incidental ................................... 98 
Música Minas ......................................... 113 
Músicos do Brasil .................................. 138 
O 
Oficinas de choro ................................. 118 
Ouvido ...................................................... 38 
P 
Partitura .................................................. 49 
Pedal tones ............................................. 83 
Performance .......................................... 104 
Pestana .................................................... 95 
Pizzicato .................................................. 80 
Pod casts ................................................ 135 
Poemas .................................................... 135 
Polca brasileira ...................................... 57 
Polegar esquerdo ................................... 95 
Poliacordes .............................................. 65 
Polimento 
Unhas ................................................... 42 
Postura ..................................................... 39 
Prêmios ................................................... 110 
Preparação diminuta ............................. 69 
Programa de intercâmbio e difusão 
cultural ............................................... 113 
Programas radiofônicos ...................... 129 
Projetos .................................................. 114 
Proposta pedagógica ............................ 118 
Propriedade intelectual...................... 115 
R 
Rasgueo ..................................................... 91 
Redes sociais ......................................... 108 
Reflexo condicionado ........................... 39 
Regra 3:1 ................................................ 107 
Relaxamento ........................................... 39 
Release ................................................... 104 
Repertório .............................................. 104 
Revistas especializadas....................... 134 
Rider ........................................................ 106 
Rodas de choro ..................................... 117 
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S 
Salto ......................................................... 93 
Samba-Choro ......................................... 138 
Schottisch .............................................. 57 
Setup ....................................................... 105 
Sistema cromático temperado ........... 35 
Sistema de P.A. ..................................... 106 
Sistema diatônico de escalas ............. 73 
Sistema natural (não temperado) ...... 36 
Sistema simétrico de escalas ............. 75 
Sites ........................................................ 110 
Sites especializados ............................ 137 
Sobreposição de oitavas ...................... 96 
Softwares .............................................. 108 
Sonoridade dinâmica ............................. 43 
Sovaco de cobra ................................... 139 
T 
Tabelas de cachês ................................ 116 
Tablatura ................................................. 49 
Tango brasileiro ..................................... 57 
Tapping .................................................... 94 
Técnica híbrida ...................................... 47 
Técnica XY ............................................. 107 
Temperatura........................................... 34 
Teoria das árvores harmônicas .......... 70 
Teoria geral do choro ........................... 54 
Tétrades ................................................. 63 
Textos científicos 
Teses e dissertações .................. 125 
Tom ............................................................ 61 
Tonalidade ................................................ 61 
Tons vizinhos .......................................... 66 
Toque com apoio .................................... 43 
Toque frontal ......................................... 43 
Toque lateral .......................................... 43 
Toque sem apoio .................................... 43 
Treino do ouvido .................................... 38 
Trêmulo ................................................... 90 
Tríades .................................................... 63 
Trinado .................................................... 87 
U 
Umidade ................................................... 34 
Umidificador .......................................... 34 
Unhas ........................................................ 41 
V 
Valsa-choro ............................................. 57 
Variações rítmicas ................................ 57 
Velocidade ............................................... 45 
Vibratos ................................................... 38 
Vicente Espinel ....................................... 19 
Vihuela ...................................................... 19 
Viola caipira ............................................ 20 
Violão ......................................................... 19 
Violões de Minas .................................. 138 
Violonistas-compositores .................... 53 
X 
Xôlos/chôlos ........................................... 20 
Z 
Zona morta ............................................. 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Obra composta em fonte Comic Sans MS com 
capa em papelão 250g/m2, 4x0, laminação fosca, 
miolo impresso em papel Offset 75g/m2, 1x1, 
cadernos fresados e colados, A5, preto e branco.

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