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<p>ateria rasileira Christiano Rocha SAMBA BOSSA SAMBA-REGGAE FREVO XOTE JEQUIBAU GUIA DE RITMOS COMPASSOS COMPOSIÇÕES QUEBRADOS PARA BATERIA OSTINATOS MÚSICAS COM CD</p><p>ateria rasileira Christiano Rocha Edição do Autor São Paulo/2007 TOOS</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação ( CIP ) Brasileira do Livro, SP, Rocha, Christiano Bateria Brasileira / Christiano Rocha ; (ilustrações Claudia Azevedo). São Paulo : Ed. do Autor, Bibliografia ISBN 1. Bateria - Métodos 2. Bateria - Música - Estudo e ensino 3. Partituras musicais I. Azevedo, Claudia. II. Título. 07-7135 CDD-786.919 Índices para catálogo sistemático: 1. Bateria : Métodos de estudo : Música 786.919 Concepção, produção, textos, transcrições e dores-de-cabeça: Christiano Rocha Ilustrações: Claudia Azevedo Design gráfico: Benjamim F. Cafalli Editoração de partituras (Sibelius): Danilo Guth Fotos: Ana Lima Tratamento de imagens: Sergio Picciarelli Revisão de textos: Ana K, Claudia Azevedo, Ivanete Tosi Araújo Silva e Marcela Godoy Revisão de partituras: Caio Dohogne, Christiano Rocha, Danilo Guth e Ricardo Berti Ficha técnica do cd Locução: Claudio Machado Violão: Zezo Ribeiro Baixo: Claudio Machado todas as músicas ) e John Patitucci ( solo em "Não Retiro" Guitarra: Marcelo Pizarro ("Pelo Mozart Mello solo em "Não Retiro") e Olmir Stocker "Xote das Flauta transversal: Derico Sciotti Voz: Adriana Godoy Teclados: Adylson Godoy e Newton Carneiro ("Senta a Piano: Sérgio Sciotti "No Balanço do Bateria, percussão e programações: Christiano Rocha Gravação: André Magalhães, Felipe Julian e Marco Nogueira Estúdio Zabumba, Joe Barbarie TMF Studios, NY) e Rodrigo Ávalos Lab da EM&T, Mixagem: André Magalhães, Christiano Rocha e Felipe Julian Masterização: Adonias Souza Jr. Arsis, Direção Musical: Christiano Rocha e Claudio Machado Copyright 2007 Christiano Rocha Todos os direitos reservados</p><p>Grupo Mtel sente-se honrado em patrocinar esse projeto único na música e cultura brasileira. A música e os ritmos fazem parte das raízes de cada cultura, de seus povos e suas etnias. Como empresa com mais de 10 anos atuando no mercado de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, nós da Mtel e DM7, acreditamos que apoiar projetos musicais nos evoca a também manter fortes e vivas as nossas origens, nossas raízes como empresários e cidadãos brasileiros. Nossa atitude ao apoiar projeto Bateria Brasileira é promover conhecimento na formação do músico brasileiro, apresentando-lhe informações até então de difícil acesso. método aborda com profundidade, a variação de execução e interpretação de sete importantes ritmos/estilos brasileiros. Apresenta também capítulo "Guia de Ritmos"; duas composições específicas para bateria; transcrições musicais de gravações tocadas por relevantes bateristas brasileiros, em atividade e in memoriam. Essas transcrições trouxeram em sua divulgação, informações diferenciadas das habituais, uma atitude pioneira na metodologia nacional. Essa mesma atitude levou autor a dedicar um capítulo ao importante baterista e divulgador da música brasileira no mundo, Rubens Barsotti. Acompanhando método temos um CD com duas composições para bateria e sete músicas, em três versões: na íntegra/ sem bateria e com marcação de metrônomo/ sem bateria e sem marcação de metrônomo. As gravações apresentadas são profissionais, executadas pelo autor e algumas constam no mercado fonográfico. Nós do Grupo Mtel conquistamos confiança por intermédio de atitudes que demonstram compromisso com a sociedade e contribuem para desenvolvimento e crescimento da cultura e profissionalismo. Apoiando projeto Bateria Brasileira, contribuímos para um trabalho sólido e de precisão absoluta. Parabéns ao seu autor, Christiano Rocha e à sua equipe, pela concepção da idéia, pesquisa desenvolvida e capacidade de execução, lições para serem usadas por qualquer empresa em seu ramo de atividade. Rubens do Amaral Jr. Grupo Mtel LEI DE INCENTIVO CULTURA MINISTÉRIO UM TODOS DA CULTURA TEL GOVERNO FEDERAL PARCERIAS</p><p>Agradecimentos A todos os meus professores. Em especial Ronaldo Basbaum, que me encaminhou em minha profissão. A.A.C.C. especial Anita e Cidamar), Adriana Godoy, Algor Neves, Albino Ribeiro Filho, Alexandre Watt Longo, Godoy, Carvalho, Lobo, André Olzon, Azgel Rodrigues, Beto Cavallini, Bobby Sanabria, Caio Dohogne, Celso Brescia Leal, Celso Pixinga, Cesar Henrique Martins, Claudio Derico Sciotti, Mestre Dinho, Dudu Portes, Eduardo Queiroz, Elisa Zein, Enio Di Bonito, Emílio Mendonça, EM&T, Eugénia Melo e Castro, Fabio Luchs, Fábio Santini, Felipe Garcia (pequeno grande baterista), Flávio Sandoval, Gerson Lima Filho, Gilson Corsaletti, Grazielle Nascimento Lima de Araújo, Gustavo Rodrigues, Helder Henrique Garcia, Ivanete Tosi Araújo Silva, João Alexandre de Almeida, José Araújo Silva, José Mimon meu amigo de Portugal), José Roberto Gaia, Kim Plainfield, Lucas Nascimento, Pagoto, Luiz Fabiano, Magrão (Aqualung), Marcela Godoy, Marcelo Barros, Marcelo Pizarro, Marcio Forte forte Marcos da Costa, Marcos Miranda, Marcos Romera, Marinho Boffa, Mario Fabre, Markinhos Tessari, Miguel Gustavo Freitas, Milena Zanon, Mozart Mello, Nelson Gomes, Newton Carneiro, Paulinho da Costa, Pávio Muniz, Renan Ruas, Renato Consorte, Renato Nunes, Renato "Pinha", Ricardo Berti, Rogério Taliba, Sérgio Pavani, Sérgio Sciotti, Simone Suzana Salles, Thiago Fustinone, Tiago Belém, Valeria acento! ), Vitor Lambert, Vivi Keller, Wagner dos Santos Cezar, William Lopes, Willy Verdaguer, Zé Roberto Araújo, Zezo Ribeiro, Zuza Homem de Mello. A todos os profissionais envolvidos no projeto. Aos bateristas que, às vezes sem saber, me ajudaram de alguma maneira: Airto Moreira, Alfredo Dias Gomes,</p><p>Magalhães, Armando Tibério, Azael Rodrigues, Carlos Bala, Celso de Almeida, Cezinha, Claudio Slon, Cleber Almeida, Cuca Teixeira, Denilson Oliveira, Dirceu Medeiros, Duda Neves, Duduka da Fonseca, Edgard Nunes Rocca (Bituca), Edison Machado, Edu Ribeiro, Esdra Ferreira Ivan Conti (Mamão ), João Cortez, José Carlos Silva, Lilian Carmona, Magno Bissoli, Mário Gaiotto, Milton Banana, Nelson Serra, Nenê, Pascoal Meirelles, Paulo Braga, Pérsio Sápia, Portinho, Ramon Montanhaur, Robertinho Silva, Rubem Ohana de Miranda (Ohana), Rui Motta, Téo Lima, Toninho Pinheiro, Tutty Moreno, Wilson das Neves, Zé Eduardo Nazario, Zinho. Aos músicos Cesar Audi, Lauro Lellis, Lelo Izar, Lincoln Cheib e Kiko Freitas pela ajuda, boa vontade e interesse. Muito obrigado por partilharem de seus conhecimentos comigo. Vocês abrilhantaram este livro. Meus caríssimos alunos da "escolinha", que tanto me ensinam. Rubinho, pelos ensinamentos de música e de vida. Também pelo valioso apoio a este projeto. É uma honra como amigo. Amigos Luiz, Lucia e Cris, por ter participado da realização de alguns dos meus sonhos. Que você voe cada vez mais alto na busca dos seus. Claudio Machado e Giba Favery, meus irmãos (não de sangue, mas de opção) e músicos Paulo Pavani, irmão cacula e ser humano excepcional. Meus avós Naul e Isis. Salathiel e Um agradecimento muitíssimo especial a três pessoas que contribuíram com seu talento, competência, amizade e paciência: Benjamim F. Cafalli, Claudia Azevedo e Danilo Guth. Sem vocês, este método seria horroroso! Grupo Mtel, em especial Rubens do Amaral Jr. e Luiz Rinaldi. Obrigado por terem acreditado no projeto e viabilizado essa parceria. Dedico este livro a meus pais, Claudia e Roberto.</p><p>Índice 6 Conteúdo do cd 7 Perfil do autor 9 Abrindo jogo ( introdução ) 11 Notação 13 Informações gerais 16 Células rítmicas 21 Baião 53 Xote 63 Frevo 75 Samba-reggae Samba 81 Bossa 103 Rubinho 115 Compassos quebrados 119 Jequibau 137 Ostinatos 149 Composições ( 159 Músicas 171 Guia de ritmos 183 Bibliografia 195</p><p>Conteúdo do cd faixa 1 Apresentação 2 "Baião de Três" 3 "Jequibando" 4 "Baião Médio" 5 "Baião Médio" sem bateria 6 "Senta a Pua" baião ) 7 "Senta a Pua" sem bateria e com metrônomo 8 "Senta a Pua" sem bateria e sem metrônomo 9 "Xote das Galinhas" 10 "Xote das Galinhas" sem bateria e com metrônomo 11 "Xote das Galinhas" sem bateria e sem metrônomo 12 "Vassourinhas" ( frevo ) 13 "Vassourinhas" sem bateria e com metrônomo 14 "Vassourinhas" sem bateria e sem metrônomo 15 "Pelo Cansaço" ( samba ) 16 "Pelo Cansaço" sem bateria e com metrônomo 17 "Pelo Cansaço" sem bateria e sem metrônomo 18 "No Balanço do Jequibau" 19 "No Balanço do Jequibau" sem bateria e com metrônomo 20 "No Balanço do Jequibau" sem bateria e sem metrônomo 21 "Não Retiro" ( samba 7/8) 22 "Não Retiro" sem bateria e com metrônomo 23 "Não Retiro" sem bateria e sem metrônomo 6</p><p>Christiano Rocha Christiano Rocha nasceu em São Paulo, em 27 de Janeiro de Aos 14 anos iniciou seus estudos musicais com Ronaldo Basbaum, grande mestre, cuja influência fundamentou início de sua carreira como músico. Aos 16, no 1° Seminário Brasileiro da Música Instrumental, realizado em Ouro Preto (MG), teve aulas de bateria com Emílio Gama e Pascoal Meirelles e aulas de percepção musical com Fernando Poste- riormente, estudou com Dinho Gonçalves (Mestre Dinho), João Parahyba, Renato Pinheiro ("Pinha"), Sérgio Gomes e Zé Eduardo Nazario. Em 1996, ingressou na escola Drummers Collective (NovaYork), onde completou Advanced Certificate Program. Nessa ocasião teve a oportunidade de estudar com Bobby Sanabria, Frank Katz, Kim Plainfield, Mike Clark, Ricky Sebastian e Zach Danziger. Ao longo de sua carreira tem tocado com diversos artistas em shows e gravações no Brasil e exterior (América do Sul, América do Norte e Europa), dentre os quais destacam-se Adriana Godoy, Adyel Santos, Adylson Godoy, Agnaldo Rayol, Amelinha, Amilson Godoy, André Abujamra, Andrea Marquee, Arismar do Espírito Santo, Arthur Maia, Banda Carrefour (banda de apoio das três edições do Festival Carrefour de MPB - realizado em 1991, 1992 e 1993 acompanhando Celso Chico Cezar, Flávia Virgínia, Gereba, Jorge Vercilo, Luis Dillah, Marcia Salomon, Marcus Flexa, Markú Ribas, Natan Marques, Rafael Altério, Sérgio Santos, Zeca Baleiro, etc.), Banda Havana Brasil, Beatles Sinfônico, Belchior, Bukassa, Cauby Peixoto, Celio Barros, Celso Pixinga, Claudya, Confusion Jazz Trio, Daisy Cordeiro, Derico Sciotti, Dominguinhos, Edvaldo Santana, Edwin Pitre, Elba Ramalho, Emílio Mendonça, Eric Marienthal, Farinha Seca, Francisco Frias, Grupo Circular Paulista, Hebe Camargo, Itamar Collaço, Jarbas Barbosa, Jean e Paulo Garfunkel, John Patitucci, José Luis Montón, Juca Novaes e Eduardo Santana, Kaduna, Leandro Bomfim, Lula Barbosa, Marcos Davi, Maria Alcina, Marinho Boffa, Michel Leme, Mo'JAMA, Mozart Mello, Ná Ozzetti, Nuno Mindelis, Olmir Stocker Orquestra Arte Viva, Orquestra Heartbreakers, Oswaldinho do Acordeom, Paulinho da Costa, Paulinho Moska, Paulo Moura, Peninha, 7</p><p>Quarteto Prandini de Saxofones, Renato Consorte, Roberta Miranda, Roberto Lazzarini, Rosa Marya Colin, Sect, Silas Fernandes, Sílvia Silvia Maria, Simone Guimarães, Sizão Machado, Sula Miranda, Suzana Salles, Tony Ozanah, Toquinho, Trovadores Urbanos, Uxía, Vanessa Jackson, Virgínia Rosa, Vivi Keller, Walmir Gil, Wander Taffo, Willy Verdaguer, Zé Ketti e Zerró Santos. Trabalhou com violonista Zezo Ribeiro por muitos anos. No álbum Flamencando - lançado em 2001, e gravado no Brasil, Europa e Estados Unidos - atuou como instrumentista e produtor musical (juntamente com Newton Carneiro) Dessa produção participaram como convidados: Arthur Maia, Carles Benavent, Claudio Machado, Dominguinhos, Dori Caymmi, Elba Ramalho, Eric Marienthal, Giba Favery, Heitor T.P. Pereira), Johnny Cortés, José Roberto Gaia, Manolete, Marcelo Pizarro, Markinhos Tessari, Naor Gomes, Oswaldinho do Acordeom, Paulinho da Costa, Simone Guimarães, Zé Renato, entre outros. Acompanha a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro desde 2002. Em 2004 gravou álbum DES CONS TRU com composições de Chico Buarque. projeto contou com a participação de Adriana Calcanhoto, Celso Fonseca, Pedro Jóia, além do próprio Chico Buarque. Leciona bateria desde 1987. Entre 1988 e 1990, organizou clínicas com Rodrigues, Nenê e Zé Eduardo Nazario. Tocou nas duas primeiras edições do Modern Drummer Festival 2002 e 2004), nas duas primeiras edições do Festival Revista Batera - IP&T 2005 e 2006) e em 2007 realizou uma masterclass na escola Planet Drum, em Londres. Em 2007 lançou álbum Ritmismo, seu primeiro trabalho solo, que contou com a participação de Adonias Júnior, Adriana Godoy, André Geraissatti, André Olzon, Arthur Maia, Celio Barros, Claudio Machado, Djalma Lima, Eduardo Ardanuy, Eduardo Queiroz, Emílio Mendonça, Eugénia Melo e Castro, Evandro Gracelli, Fábio Augusto, Fábio Luchs, Fábio Santini, Fábio Zaganin, Giba Favery, Graça Cunha, Gustavo Martins, John Patitucci, José Roberto Gaia, Luciano Khatib, Marcelo Pizarro, Márcio Forte, Marcos Romera, Mario Boffa Jr., Markinhos Tessari, Michel Freidenson, Mozart Mello, Newton Carneiro, Renato Consorte, Rubinho Ribeiro, Teco Cardoso, Torcuato Mariano, Vitor Alcântara, Walmir Gil, Wanderson Bersani, Wander Taffo e Zezo Ribeiro. 8</p><p>"Abrindo jogo" Sinto-me na obrigação de esclarecer e desmistificar alguns fatos, principalmente com relação à idéia de que quem escreve um método é um grande mestre no assunto. Grande engano. Até hoje sofro para executar alguns ritmos do Brasil, que por um lado até me ajudou na elaboração deste livro. método "Bateria Brasileira" não foi escrito por um especialista, e sim por um apreciador da música brasileira. Confesso que quando garoto, não estava enraizado na cultura musical brasileira. Não tocava pandeiro e não fazia a menor idéia de quem era Milton Banana. Ouvia grupos de rock como Journey e Van Halen ainda e continuo sem saber tocar pandeiro!). Assustador, não? Tem mais: alguns dos bateristas que tenho como referência são "gringos". Mais precisamente Vinnie Colaiuta, Jeff Porcaro e Terry Bozzio, que mostra que não SOU um músico radical e tampouco com gosto musical exclusivamente Em contrapartida, minhas referências nativas não são poucas: Rodrigues (baterista que tocou com César Camargo Mariano, Grupo Pau Brasil, Nelson Ayres, The Platters, entre muitos outros, inclusive seu próprio grupo: a Banda Z), Ohana ( baterista que substituiu Hélcio Milito no Tamba Trio), Ronaldo Basbaum (meu primeiro professor e também meu primeiro "herói da bateria" a quem devo muitíssimo), e Rubinho ( baterista do Zimbo Outro baterista que adoro e que tenho a obrigação de citar é Paulinho Vieira, músico que gravou com Ivan Zizi Possi, etc. Apesar de ter feito gravações históricas, poucos bateristas da nova geração conhecem, afinal ele ( assim como outros citados no parágrafo anterior) não sai em revista de bateria e não é garoto propaganda de marca de instrumento que hoje parece ser mais importante que tocar!, principalmente na cidade onde vivo: São Paulo). Não posso deixar de falar também de bateristas brasileiros que quando tocam me dão vontade de vender minha bateria e comprar um carrinho de pipoca: Adriano de Oliveira, Carlos Bala, Celso de Almeida ( um verdadeiro gênio do samba), Cleber 9</p><p>Almeida, Cuca Teixeira, Edu Ribeiro, Erivelton Silva, José Carlos Silva, Kiko Freitas, Marcio Bahia, Milton Banana, Nenê, Ramon Montanhaur, Téo Lima, Toninho Pinheiro, Tutty Moreno, Zé Eduardo Nazario, e muitos e muitos outros. Voltando ao assunto: fato é que, até meus vinte e poucos anos, eu não era lá um grande entusiasta da música brasileira, mesmo tendo trabalhado com alguns nomes importantes relacionados a ela provavelmente mais por sorte do que por preparo ). Meus conceitos e principalmente meus preconceitos, a mudar quando comecei a tocar regularmente com o violonista Zezo Ribeiro, em 1994. Com Zezo fiz algumas turnês e gravações fora do Brasil, sempre tocando música brasileira. Conseqüentemente, primeiro movido pela necessidade, comecei a estudar mais seriamente nossa música. Parei também com aquela mania de achar que tudo que é estrangeiro é melhor salvo exceções como "coisas com botão", Sindicato dos Músicos, etc). Aliado a essa (re)descoberta cultural, outros fatores me encorajaram a fazer este método. Um deles foi dividir, inicialmente com meus alunos, fruto de uma dedicada pesquisa feita ao longo de oito anos (1997-2004). Outro foi a oportunidade de aproveitar para cd do método algumas gravações feitas para discos comerciais, aqueles que a gente compra em lojas, resultando num cd com músicas com boa qualidade de gravação, mixagem, masterização e outras coisas que terminam em "ão" e, o mais importante: no formato "vida real". Para finalizar gostaria de dizer que objetivo principal de "Bateria Brasileira" é que você se divirta ao estudá-lo. Espero também que, de alguma forma, este método venha a acrescentar algo de positivo à sua maneira de tocar! Christiano Rocha 10</p><p>Notação ( legenda 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 + o + o 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 o e o * o 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 o X 1 - Bumbo 17 Chimbal 2 Surdo 18 Abertura de chimbal 3 Surdo som fechado: golpe com a baqueta, 19 Chimbal semi-aberto abafando a pele com a outra mão pág. 12 Cúpula do chimbal 4 - Surdo som aberto: golpe com baqueta - fig.2 21 Abertura de chimbal com toque 5 - Surdo som fechado: golpe com mão sem na cúpula baqueta fig.3 22 Prato de 6 - Surdo som aberto: golpe com mão sem 23 Cúpula do prato de condução baqueta fig.4 24- Prato de ataque 7 - Aro do surdo fig.5 Cúpula do prato de ataque 8 Caixa 26 Prato de efeito (splash) 9 - Caixa com vassoura 27 Chimbal com vassoura 10 - Aro da caixa 28 Abertura de chimbal com vassoura 11 Aro da caixa com a baqueta da mão 29 Cincerro (cowbell) direita - fig.6 30 Bloco sonoro grave 12 Tom agudo tom 1) 31 Bloco sonoro agudo 13 - Aro do tom agudo - fig.7 32 Bloco sonoro agudo com pedal 14 Tom grave ( tom 2 (haste para 15 Chimbal com pedal 33 Pandeiro sem pele 16 Chimbal aberto com pedal 34- Pandeiro sem pele com pedal 11</p><p>12</p><p>Informações gerais Diversos assuntos são abordados neste método. Boa parte do material visa a uma aplicação ampla, não se restringindo somente à prática de um único estilo musical. Por exemplo, alguns tópicos apresentados na seção de baião (ritmos cruzados, modulação métrica, ritmos lineares, etc podem ser aplicados a outros estilos. Além do baião, são apresentados detalhadamente mais seis estilos: xote, frevo, samba-reggae, samba, bossa e jequibau. Vale destacar também uma seção que foi reservada para prestar uma homenagem a um dos mais importantes bateristas do Brasil: Rubens Barsotti, Rubinho. No final do método você vai encontrar também um guia de ritmos que, apresenta, resumidamente, dezenas de ritmos brasileiros. Textos Todas as seções deste método são precedidas por um texto a fim de proporcionar um bom embasamento relacionado ao assunto em pauta. De qualquer forma, procure sempre questionar que Lembre-se: é fundamental que as informações façam sentido para você. A leitura rítmica é imprescindível para que você aproveite e entenda material do método, com exceção das músicas onde é possível e muitas vezes até recomendável, "tocar de ouvido". As manulações propostas neste método foram escritas para bateristas que lideram com a direita, seja, destros canhotos que tocam como destros ( sem inverter a bateria) Salvo poucas exceções - como nos exercícios com inversões do paradiddle simples, por exemplo - considere tais manulações como sugestões, portanto utilize a manulação que preferir. Metronomo performance É indispensável praticar os exercícios com um metrônomo digital, pois mecânico não presta ! Outra coisa muito 13</p><p>importante de se fazer estudar exercícios sem metrônomo, para não se tornar um dependente dele. Recomendo que suas performances sejam eventualmente gravadas, para uma audição posterior ao estudo pois, enquanto estudamos, boa parte de nossa atenção está voltada à leitura e execução do exercício. Muita coisa pode passar despercebida, tais como: precisão, dinâmica, sonoridade e suingue. musical Eu não deveria escrever isso, mas em minha opinião é muito mais importante ouvir música e músicos do que estudar métodos. Então ouça discos, veja vídeos, assista de perto a músicos tocando e preste atenção na música como um todo, e não só na bateria. Bons músicos não só possuem bons ouvidos como costumam ser bons ouvintes. Afinacao Apesar de meu interesse em composições para bateria, não tenho hábito de afinar a bateria baseando-me em notas musicais. que utilizo como referência são certos intervalos entre os tambores, no caso toms e surdo. Entre primeiro tom ( tom e segundo tom (tom grave costumo utilizar um intervalo de uma terça maior. Já entre segundo tom e surdo, um intervalo de uma quarta justa. Para não ficar parecendo um "doutor da bateria", mesmo porque já existem muitos, escreverei no pentagrama a "manha" que USO para conferir os intervalos citados. Exemplo 1 3 Exemplo 2 Se exemplo 1 soar como "La Cucaracha" e exemplo 2 soar como começo do Hino Nacional Brasileiro, pronto! Lembre-se que durante a afinação podemos considerar ainda três referências básicas, independentemente da afinação a ser utilizada: 1 som individual do tambor, sem interferência de outras peças; 2 som do tambor na bateria, com interferência de outras peças, principalmente os demais tambores e 3 som do tambor em um contexto grupo/banda. 14</p><p>De qualquer maneira, a afinação da bateria é bastante pessoal. Configuração bateria Boa parte dos exercícios propostos utiliza uma série de complementos blocos sonoros, pandeiro-sem-pele, Caso você não os tenha, adapte da melhor forma possível. Muitas vezes pode até ficar melhor que original. Use "jeitinho Sonoridade Dinamica A sonoridade é muito importante, independentemente do instrumento e do estilo musical, e deve ser trabalhada. É o cartão de visita do músico. A dinâmica também é importante e deve estar sempre adequada à situação musical do momento. Tome cuidado para não interferir no andamento durante as variações de dinâmica. Andomentos A maioria dos exercícios foi escrita sem marcação de andamento. Conforme caso, você pode utilizar como referência inicial os andamentos assinalados nas seções "Músicas" "Guia de Ritmos". cd apresenta duas composições para bateria e sete músicas. As músicas são apresentadas em três versões: 1 na íntegra; 2 sem bateria e com metrônomo e 3 sem bateria e sem metrônomo. A única exceção é "Baião Médio", em que não há versão com metrônomo ao longo da música. auricular É importante que você proteja seus ouvidos. A perda de audição ainda é um problema irreversível nos dias de hoje. Existem protetores específicos para músicos e em vários formatos. Use-os. 15</p><p>Células rítmicas A maioria dos ritmos/estilos páginas 17, 18, 19 e 20 podem brasileiros é em compasso binário ser utilizadas de diversas maneiras, (geralmente 2/4) e com subdivisão inclusive como: quaternária. Em razão disso, escrevi Exercícios de leitura. as combinações entre as oito semi- Variações de caixa em baião, colcheias que preenchem um compasso samba, bossa, etc. 2/4. Das 256 possibilidades escrevi Variações para serem executadas 255, pois desconsiderei compasso junto com ostinatos. vazio, seja, sem figuras rítmicas Exercícios de coordenação utilizando de valor positivo. combinações entre duas mais As células rítmicas propostas nas células (ver exemplos A B C D E F 16</p><p>Celulas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 17</p><p>66 67 68 69 70 71 72 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 118 119 120 121 122 123 124 125 26 127 128 129 130 18</p><p>131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 19</p><p>196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 20</p><p>baião é descrito pelo folclorista Luís "Baião" (lançado em 1946 pelo grupo da Câmara Cascudo como "dança Quatro Ases e Um "No Meu popular preferida durante século XIX Pé de Serra" (1946); a famosa "Asa no Nordeste do Brasil". Branca" (1947); entre outras. Muitos acreditam que foi sanfoneiro Apesar do título de "Rei do pernambucano Luiz Gonzaga (1912- Luiz Gonzaga tinha também em seu 1989), quem inventou baião. Na repertório coco, mazurca, quadrilha, verdade ele mesmo dizia: "Antes de xaxado, xote, etc, sendo muitos destes mim, baião já existia, só que de tocados até hoje no forró (festa popular - forma ainda indefinida. Era conhecido também conhecida como "arrasta-pé" como baiano em algumas regiões do onde se dança predominantemente Nordeste. Quer dizer, baião em sua ritmos nordestinos). forma primitiva não era um gênero musi- Até a ascensão da bossa-nova, na cal. Ele existia como uma característica, segunda metade da década de 1950, como uma introdução dos cantadores de baião foi um dos gêneros musicais de viola. Era um ritmo, uma dança." maior sucesso no Brasil. Por outro lado, foi Gonzagão (apelido Vale ressaltar que baião teve também de Luiz Gonzaga) quem consolidou repercussão internacional, graças a baião como gênero musical e nomes como: Alceu Valença, Banda de projetou. Também introduziu triângulo de Caruaru, Dominguinhos, Dori e zabumba em sua instrumentação, Caymmi, Edu Lobo, Egberto Gismonti, definindo assim a formação clássica do Elba Ramalho, Fagner, Geraldo Azevedo, gênero: sanfona (acordeom), triângulo Gilberto Gil, Gonzaguinha (Luiz e zabumba, formação conhecida como Gonzaga Jr., filho de Luiz Gonzaga), "pé de serra" Gonzagão também Guinga, Hermeto Pascoal, Jackson do utilizava, principalmente em suas Pandeiro, João do Vale, Lenine, Marinês, gravações, outros instrumentos como Mestre Ambrósio, Moreira, pandeiro, agogô e violão. Olmir Stocker, Oswaldinho do Acordeom, A fase de maior do baião Quarteto Novo, Quinteto Violado, iniciou-se na segunda metade da Sivuca, Tom Jobim, Zé Dantas década de 1940, quando foram lança- dos parceiros de Luiz Gonzaga),Zé das músicas de Luiz Gonzaga com seu Ramalho, entre muitos outros, além do parceiro Humberto Teixeira, como próprio Gonzagão, é claro. 21</p><p>A bateria no Como a bateria não está presente na Já o zabumba (fig. 6) é um tambor instrumentação original do baião, é ( normalmente entre 16" e 20") tocado bastante comum ela simular partes com dois tipos de baqueta: o "baca- da percussão, mais especificamente que é uma vareta fina e flexível, triângulo e zabumba. geralmente feita de bambu, e o é um instrumento metálico "boneco" ou que é uma que trabalha basicamente com dois espécie de baqueta de feltro. sons: o som aberto e som Geralmente usa-se o aro da caixa fechado (abafado) (fig. 2). para simular toque do "bacalhau". Como o chimbal tem a propriedade A maioria dos bateristas utiliza a de emitir tanto um som aberto como um baqueta com a ponta para dentro da som fechado, além de possuir som caixa (fig.7), mas outros preferem a metálico, acaba se tornando a peça ponta da baqueta para fora (fig.8). mais utilizada para simular o triângulo, Sugiro experimentar ambas as sendo comum executar os toques na formas e escolher a que melhor lhe cúpula de seu prato superior ( fig. 3). agradar. Para maior projeção do som pode-se Por fim, costuma-se utilizar o bumbo substituir chimbal pelo prato. Neste para simular o toque do "boneco", que caso faz-se toque fechado no corpo geralmente executa a célula rítmica do prato (fig. 4) e toque aberto na que mais caracteriza o cúpula. (fig. 5). 2 3 5 6 8 22</p><p>BAIAO EXERCÍCIOS Variações de caixa 1 2 3 4 5 7 8 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 23</p><p>BAIAO 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 Variações com blocos sonoros 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 24</p><p>BAIAO 46 47 48 49 50 51 Nos exercícios 51 e 53, o bloco 52 agudo é tocado com o pedal para facilitar a execução em andamentos mais rápidos). 53 25</p><p>BAIAO Notas fantasmas (levadas) Notas fantasmas são toques executados - geralmente na caixa - utilizando uma dinâmica bem suave. Na escrita, representamos as notas fantasmas entre parênteses. Os toques de caixa que Atenção para manter a não estão entre parênteses acentuação do chimbal podem ser feitos com independentemente da acento aro e pele (rim shot). dinâmica da caixa. DEEDEEDE 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 26</p><p>BAIAO 72 73 74 75 76 77 Para obter um timbre diferente você 78 79 pode tocar na extremidade da caixa. 80 Notas fantasmas técnico complementar) D E E D E E D E E D E E 81 6 6 4:3 4:3 4:3 4:3 27</p><p>BAIAO Variações de bumbo 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 Após estudar as variações de bumbo separadamente, executá-las no 4° compasso do ciclo escrito abaixo. (1) (2) (3) (4) 96 VARIAÇÃO - 28</p><p>BAIAO Variações de chimbal 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 29</p><p>118 119 120 121 Gangorra ) toque aberto geralmente é executado com o calcanhar (fig.1) e o toque fechado com a ponta do pé (fig.2). 122 o o o o o o o o o 30</p><p>123 o o o o o o o o o o 124 o o Gangorra (aplicações) 125 o o o o o o 31</p><p>126 o o o o o o 127 o Variações de (I) 128 129 130 DEDEDEDE 131 132 133 DEDEDEDE 134 135 136 137 138 139 32</p><p>BAIAO 140 141 142 143 144 145 Variações de 146 147 148 149 ED ED D DED E E DED DED 150 151 152 E D E DEDEDEDE DEDEDEDE EDEDE 153 154 155 EDE EDE 156 157 158 33</p><p>BAIAO 6 159 160 161 162 163 164 165 166 34</p><p>BAIÃO Inversões do paradiddle simples 167 INVERSÃO 1 DEEDEDD 168 169 170 INVERSÃO 2 D DEDEED 171 172 DEDEEDED 173 INVERSÃO 3 DEDEEDED 174 175 DEDEEDED 176 177 35</p><p>BAIAO Ritmos cruzados (I) Ritmo cruzado (cross-rhythm) é um recurso rítmico em que um mais pulsos ocorrem simultaneamente ao pulso principal. Esses pulsos podem se iniciar - não - na "cabeça" do primeiro tempo do compasso. Muito parecido, e confundido, com a polirritmia por também apresentar superposição de divisões rítmicas contrastantes, ritmo cruzado forma um ciclo de mais de um compasso, no mínimo dois, enquanto a polirritmia fecha seu ciclo em apenas um compasso. Ao contrário do que possa parecer, ritmo cruzado é utilizado não só para quebrar (tensionar) um ritmo, mas também usado para arredondar um ritmo quebrado. Um bom exemplo, é quando executamos um motivo rítmico em 2/4 numa música em 5/4. DEDEDEDE D EDEDEDE 178 DEDEDEDE DEDEDEDE 179 DEDEDEDE DEDEDEDE DEDEDEDE 180 181 DEDEDEDE D EDEDEDE 182 183 36</p><p>BAIAO DEDEDEDE 184 DEDEDEDE DEDEDED E DEDEDED 185 Ritmos cruzados (II) 186 187 188 189 37</p><p>BAIÃO 190 191 192 193 194 195 196 197 38</p><p>BAIAO cruzados (III) 198 o o o o o o o o o o o o o o o o 39</p><p>BAIAO 199 40</p><p>BAIAO 200 o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o 41</p><p>BAIAO o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o 42</p><p>BAIAO o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o 43</p><p>BAIAO Transição salsa Este tópico serve como uma opção para você criar - tomando como ponto de partida baião - algumas levadas com sotaque de salsa que abrange uma série de estilos, assim como termo Essas levadas poderão ser aplicadas mais especificamente nas formas rítmicas em que bumbo acompanha tumbao do baixo (termo utilizado em salsa que significa repetição de uma célula rítmica - feita pelas congas pelo baixo - que fundamenta a base Na verdade, que aproxima essas duas vertentes musicais é padrão rítmico do bumbo. Por exemplo, a célula rítmica básica de bumbo executada no xaxado muitas vezes é tocada tanto no baião como na salsa. processo inverso pode também ser experimentado, ou seja, criar uma levada de baião partindo de uma levada de salsa. 201 célula rítmica básica do bumbo no xaxado 1 2 3 202 célula rítmica básica do bumbo no baião ( = e 2° toques do xaxado) 1 2 A distância entre os toques é a mesma (duas semicolcheias). 203 célula rítmica básica do bumbo na salsa (=2°e 3° toques do xaxado) 2 3 Para fazer a transição de baião para salsa, inicie a levada de salsa a partir da semicolcheia da levada de 44</p><p>BAIAO DEEDEDDE 204 TRANSIÇÃO DDEDEED E ( EXEMPLO 1) 205 DEDEDEDE EDEDE 206 TRANSIÇÃO DED EEDDE D E D E D E D E D E ( EXEMPLO 2) 207 Geralmente os ritmos com subdivisão quaternária presentes na salsa costumam ser escritos em 2/2. Aqui estão em 2/4 para facilitar a transição proposta. 45</p><p>Modulação métrica Modulação métrica é um recurso rítmico utilizado para mudar a referência de pulso (r.p.) em uma música trecho musical, causando assim uma ilusão de mudança no andamento ( para mais rápido mais lento, dependendo da referência de pulso imprimida). No exemplo 1, mudamos do pulso baseado na semínima (duração = 4 semicolcheias) para um pulso baseado na colcheia pontuada (duração = 3 semicolcheias), parecendo assim que andamento aumentou (acelerou). Já no exemplo 2, mudamos do pulso baseado na semínima duração = 2 colcheias) para um pulso baseado na semínima pontuada ( duração = 3 colcheias), dando assim a impressão de que andamento diminuiu. A modulação métrica pode ser feita por um mais instrumentos de um grupo (às vezes todos), porém é bastante comum apenas a bateria efetuar tal recurso, principalmente em solos. Apesar de ser mais usada em estilos musicais não dançantes, a modulação métrica pode ser explorada também, com cautela e bom senso, na música brasileira, principalmente instrumental. EXEMPLO 1 r.p. ESCRITA ALTERNATIVA DO EXEMPLO 1 EXEMPLO 2 r.p. ESCRITA ALTERNATIVA DO EXEMPLO 2 46</p><p>BAIAO exercício a seguir utiliza em seus quatro primeiros compassos a semínima como referência de pulso, enquanto nos quatro últimos compassos a referência de pulso equivale à duração de quatro colcheias tercinadas. Simplificando: a seqüência de toques é sempre a mesma, porém é primeiramente em semicolcheias e posteriormente em colcheias tercinadas, resultando assim numa impressão de diminuição no andamento da levada. 208 (4) (8) 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Levadas diversas 209 210 211 212 213 214 o 215 216 217 DEDEDEDE 218 219 220 47</p><p>BAIAO 221 E DEDEDEDE o 222 DEDEDEDE DEDEDEDE DEDEDEDE o (>) 223 224 225 DEDEDEDE DEDEDEDE DEEDEEDE o 226 227 228 DDEEDEDEDE 229 230 DEDEDDED 231 232 233 D EED EDEDE 234 E D DDEDEDD 235 48</p>