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JÉSSYCA MAIARA GONÇALVES BARBOSA
PSICOPATOLOGIA
Para alguns autores a exemplo de Campebell 1986, a Psicopatologia é definida como um ramo da ciência que trata a natureza essencial da doença mental, suas causas, mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e suas formas de manifestação.
Barlow e Durand (2008) também salientam que a Psicopatologia é um termo ambíguo, ou seja, refere-se tanto aos estudos dos estados mentais patológicos, quanto à manifestação de comportamentos e experiencias que podem indicar um estado mental e psicológico anormal. Os transtornos psiquiátricos são descritos por suas características patológicas, ou psicopatologia, que é um ramo descritivo destes fenômenos. Em outras palavras, a Psicopatologia pode ser definida como um conjunto de conhecimentos referentes ao adoecimento mental do ser humano (Campbell, 1986 apud Delgalarrondo, 2000)
O campo da Psicopatologia inclui muitos fenômenos humanos especiais, associados aos que denominou historicamente de doença mental. São vivencias, estados mentais e padrões comportamentais que que apresentam, por um lado, uma especificidade psicológica (as vivencias dos doentes mentais possuem dimensão própria, genuína, não sendo apenas “exageros” do normal) e, por outro, conexões complexas com a psicologia do normal (o mundo da doença mental não é um mundo totalmente estranho ao mundo das experiencias psicológicas “normais”).
De acordo como Barlow e Durand (2008) o transtorno psicológico ou comportamento anormal é uma disfunção psicológica que ocorre em um indivíduo e está associada com angústia, diminuição da capacidade adaptativa e apresenta uma resposta que não é culturalmente aceita. Jaspers (2003) enumera ainda o que deve ser entendido por enfermidade: 
1. Processo somático;
2. Acontecimento graves que causem ruptura com a vida até então considerada sã;
3. Desvios grandes em relação ao normal estatístico e visto como indesejados pelo afetado ou seu meio.
Segundo Leonhar (1997 apud Sallet e Gattaz, 2002) as falsificações sensoperceptivas podem ser explicadas pela simbolização das representações. Em geral há uma forma singular de perturbação do pensamento abstrato: os pacientes mantêm a crítica para os acontecimentos do dia-a-dia e mostram-se adequados, mas falham nas tarefas, que exigem abstração. As alterações sensopercerptivas também são na alteração de humor e podem abranger todas as áreas de sentido, embora prevaleçam as alucinações auditivas. Entretanto, ainda que na excitação possam xingar com contra as vozes, tal como doentes paranoides, posteriormente eles sempre demonstram claro juízo do caráter patológico delas.
Já Britto 2004 acentua que a discussão sobre juízo para fins patológicos é tomada como base os juízos de realidade, principalmente pelo fato de os juízos de valores serem definidos socio-historicamente. Dessa forma, uma patologia do juízo será sempre uma alteração no juízo de realidade. No delírio por exemplo, os mecanismos associativos do indivíduo desviam-se da realidade ou da lógica, podendo conduzir a juízos e raciocínios anormais, levando a produção de alucinações e percepções delirantes e ideias delirantes.
Jaspers, 2000 apud Iorio, 2005 define o delírio como um juízo patologicamente falseado e que deve, obrigatoriamente, apresentar três características: 
· Uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável com impossibilidade de se sujeitar às influências de quaisquer argumentações das lógicas;
· Um pensamento de conteúdo impenetrável e incompreensivo psicologicamente para o indivíduo normal;
· Uma apresentação sem conteúdo de realidade, ou seja, que não se reduz à análise dos acontecimentos vivenciais.
Sims (2001), no entanto, considera a Psicopatologia como um método de estudo sistemático do comportamento, da cognição e das experiencias anormais; o estudo dos produtos da mente com transtorno mental. E conforme os preceitos estabelecidos por esse mesmo autor, essa análise inclui dois tipos de Psicopatologia: 
1. Psicopatologia explicativa, nas quais existem supostas explicações, de acordo com conceitos teóricos (ex. a partir de uma base psicodinâmica, comportamental ou existencial, e assim por diante);
2. Psicopatologia Descritiva, que consiste na descrição e categorização precisa das experiencias anormais, como são informadas pelo paciente, e observadas em seu comportamento. 
Então vamos concluir que, a Psicopatologia, é tanto os estudos dos estados mentais, quanto a manifestação do comportamento, ou até mesmo experiências que possam indicar um estado mental patológico, vamos perceber que a sua principal preocupação está voltada a doença da mente. Por isso se revela uma vasta temática que se defronta com questões subjetivas, aí vem exemplos tipo: o que pode ser considerado doença? O que é um estado mental patológico? Além disso, a Psicopatologia está diretamente ligada a diferença áreas do conhecimento, sobretudo, com a Psicologia, Psiquiatria, Psicanálise e Neurologia. Dessa forma aos muitos discursos que ela abrange, existe uma grande dificuldade de coesão teórica.

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