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Quênia 
Quênia bombardeia campos do Al-Shebab na Somália 
Esta é a primeira grande resposta militar após ataque a universidade. 
Grupos armados do grupo alinhado com a Al-Qaeda mataram 148 
pessoas, ao invadirem o campus da Universidade Garissa, a cerca de 200 
quilômetros da fronteira com a Somália. 
Homens armados do grupo shebab atacaram a universidade de Garissa, 
no momento que os estudantes dormiam, antes de separar os alunos 
não muçulmanos, que foram executados 
O massacre terminou com as mortes de 142 estudantes, três policiais e 
três soldados. 
 
O grupo radical islâmico Al-Shabaab reivindicou o ataque e afirmou que a 
ação é uma vingança contra a intervenção de tropas do Quênia na 
Somália 
 
Desde outubro de 2011, quando o exército queniano entrou na Somália 
para combater o Al-Shabaab, o país foi alvo de constantes atentados 
terroristas, o mais grave deles no shopping Westgate, ocorrido em 2013 e 
no qual morreram pelo menos 67 pessoas. 
Extremistas do al-Shabaab matam 14 no Quênia a poucas semanas de 
visita de Obama 
 
O al-Shabab prometeu realizar ataques no Quênia como retribuição 
pelo país ter enviado tropas para a Somália para lutar com os 
militantes. O Quênia mandou suas tropas para a Somália em outubro 
de 2011 depois de uma série de ataques na fronteira incluindo 
sequestros que o governo atribui ao al-Shabab 
Quem é o Al Shabab? 
Al-Shabab significa 'A Juventude' em árabe. O grupo apareceu como uma 
ala radical da hoje finada União das Cortes Islâmica da Somália em 2006, 
enquanto o grupo combatia as forças etíopes que entraram na Somália 
para apoiar o fraco governo interino. 
 
O Al-Shabab, que tem ligações com a rede Al-Qaeda, vem promovendo 
ataques contra o Quênia desde 2011, quando tropas quenianas entraram 
no sul da Somália para combater os militantes do grupo. 
Há vários relatos sobre a presença de jihadistas estrangeiros na Somália 
para ajudar o Al-Shabab. 
O grupo impôs uma versão estrita da sharia (lei islâmica) nas áreas sob 
seu controle, incluindo o apedrejamento até a morte das mulheres 
acusadas de adultério e o amputamento das mãos de acusados de roubo. 
O Al-Shabab defende a versão wahabista do Islã, inspirada pela 
Arábia Saudita, enquanto a maioria dos somalis segue a linha do 
sufismo. O Al-Shabab destruiu um grande número de santuários 
sufistas, provocando uma queda ainda maior em sua popularidade. 
 
Wahhabismo é um movimento religioso ou seita do islamismo sunita 
geralmente descrito como "ortodoxo", "ultraconservador", 
"extremista", "austero", "fundamentalista" e "puritano". Seu principal 
objetivo é restaurar o "culto monoteísta puro“. 
O sufismo é conhecida como a corrente mística e contemplativa do 
Islão. Os praticantes procuram desenvolver uma relação íntima, direta 
e contínua com Deus, utilizando-se das práticas espirituais 
transmitidas pelo profeta Maomé, com destaque para o zikr (a 
lembrança de Deus), orações e jejuns. 
Quem é o líder do Al-Shabab? 
 
Ahmed Abdi Godane é o chefe do grupo. Conhecido como Mukhtar Abu 
Zubair, ele é originário da região separatista da Somalilândia, ao norte do 
país. 
 
Quais são as ligações internacionais do Al-Shabab? 
O Al-Shabab se aliou à Al-Qaeda em fevereiro de 2012. Em um 
comunicado conjunto em vídeo, o líder do Al-Shabab, Ahmed Abdi 
Godane, disse que 'prometia obediência' ao líder da Al-Qaeda, Ayman al-
Zawahiri. 
Os dois grupos vêm trabalhando juntos há tempos, e estrangeiros 
estariam lutando ao lado dos militantes somalis. 
Quem são os apoiadores do Al-Shabab? 
A Eritréia é o único aliado regional, mas nega prover armas para o Al-
Shabab. O país apóia o Al-Shabab para conter a influência da Etiópia, seu 
maior inimigo. 
Com o apoio dos Estados Unidos, a Etiópia enviou tropas para a Somália 
em 2006 para combater os islamistas. As forças etíopes se retiraram em 
2009 após sofrer fortes baixas. 
Visita de Obama ao Quênia 
O presidente americano Barack Obama conversará com seu colega 
Uhuru Kenyatta sobre temas econômicos, luta contra o terrorismo, 
democracia e respeito aos direitos humanos. 
 
Economia 
Oficialmente, Barack Obama viaja ao Quênia para dar um discurso em 
uma cúpula internacional sobre negócios no sábado na capital, no qual 
destacará "os avanços e o potencial" do país, segundo o presidente 
queniano. 
Também está previsto que Washington e Nairóbi assinem vários acordos 
referentes ao setor das infraestruturas e da saúde durante a visita. 
Terrorismo 
A segurança e a luta contra o terrorismo serão uma questão central das 
discussões com Obama, disse Kenyatta, lembrando que seu país 
"trabalha em estreita cooperação com os serviços americanos" para 
combater a ameaça do Al-Shebab, um grupo islamita somali filiado à Al-
Qaeda. 
 
Direitos Humanos 
A agenda das discussões também inclui questões relacionadas ao 
respeito à democracia, e as autoridades americanas já deixaram claro 
que a promoção dos direitos humanos será um ponto chave. 
Um ponto de fricção neste tema pode ser a questão dos direitos dos 
homossexuais. O vice-presidente queniano, William Ruto, é abertamente 
homofóbico. 
Justiça 
Segundo Uhuru Kenyatta, Obama também se reunirá com Ruto, 
acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a 
humanidade após os episódios de violência pós-eleitorais do Quênia 
de 2007. 
REAPROXIMAÇÃO EUA + CUBA 
Histórico: 
•Cuba até 1959 ligado ao EUA quando começa revolução cubana (guerra 
fria aproximação do bloco soviético) 
•Ruptura em 1961 (embarco econômico) 
•Anuncio em 2014 de reaproximação diplomática 
•Governo Raúl Castro: Reformas e Abertura Econômica 
•Senadores Cubanos nos EUA (Marco Rubio) denunciam que viagens a 
Cuba sustentam o Regime Ditatorial 
 
 
Os Estados Unidos abrirão uma embaixada em Cuba "o quanto antes", 
segundo uma fonte do governo americano. As relações diplomáticas 
bilaterais são inexistentes desde janeiro de 1961, motivo pelo qual os 
governos mantêm apenas um Escritório de Interesses nas 
Respectivas capitais. 
Papa Francisco é responsável por intermediar reaproximação de EUA e 
Cuba A reaproximação, após 52 anos, de EUA e Cuba já é uma promessa 
antiga de Barack Obama. No entanto, conforme uma autoridade da Casa 
Branca e o próprio líder cubano, Raúl Castro, revelaram, ela só ocorreu 
devido à interferência do papa Francisco no processo. 
 
• Troca entre prisioneiros Cubanos e americanos 
• Medidas Anunciadas: 
 
Lista das mudanças anunciadas por Barack Obama: 
Diplomacia: 
• secretário de Estado norte-americano, John Kerry, foi instruído 
para retomar imediatamente os diálogos com Cuba para reatar 
relações diplomáticas, interrompidas em janeiro de 1961; 
• reabrir embaixada norte-americana em Havana para "trocas de 
alto nível"; 
 
• • manter diálogos com Cuba sobre: imigração, direitos humanos, 
combate às drogas; 
• • EUA participarão da reunião da Cúpula das Américas em 2015, 
evento diplomático da OEA (Organização dos Estados Americanos) 
para o qual Cuba recebeu convite expresso do Panamá; e, 
• • EUA revisarão inclusão de Cuba na lista de países que promovem 
terrorismo, status que a ilha acumula desde 1982. 
• Viagens: 
• • flexibilização das restrições a viagens entre os países: mais vistos 
serão disponibilizados a famílias, funcionários de governos, jornalistas, 
pesquisadores, grupos religiosos, ativistas humanitários e outros. 
Economia: 
• mudanças nas políticas econômicas dos departamentos do Tesouro e 
Comércio com relação a Cuba; 
• a permissão para o envio trimestral de remessas financeiras de 
indivíduos nos EUA para Cuba serão ampliadas de US$ 500 para US$ 2 
mil; 
• mais produtos dos EUA receberão autorização para serem exportados 
para Cuba, como material de construção civil e equipamentos de 
agricultura; 
• cidadãos norte-americanos poderão obter licença para importar bens 
no valor de até US$ 400, mas não mais do que US$ 100 em bebidas 
alcóolicas e tabaco; 
 
 
 
• empresas dos EUA terão permissão para abrir contas em instituições 
financeirascubanas; 
• cartões de crédito e débito de bandeiras norte-americanas poderão 
ser usados por estrangeiros em Cuba; e, 
• empresas de telecomunicação e internet dos EUA deverão ter mais 
liberdade para operar na ilha e poderão construir estruturas para 
intercambiar informação entre Cuba e EUA. 
 
Reformas em Cuba 
• REFORMAS 
• FLEXIBILIZAÇÃO DAS REGRAS DE MIGRAÇÃO E VIAGENS; 
• FACILITAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS A PEQUENOS NEGÓCIOS; 
• UNIFICAÇÃO DA MOEDA; 
• ELIMINAÇÃO DE RESTRIÇÕES PARA A COMPRA DE CARROS; 
• PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TÁXI; 
• PRIVATIZAÇÃO DE SALÕES DE BELEZA, LANCHONETES, RESTAURANTES,... 
'Não confio nos EUA', diz Fidel Castro sobre reaproximação de EUA e 
Cuba ao falar pela 1ª vez sobre retomada diplomática entre os países. 
Em carta, porém, ele não criticou decisão tomada pelo irmão em 
dezembro de 2014 
 
EUA e Cuba se reuniram novamente em Março de 2015 visando o 
restabelecimento das relações diplomáticas, mesmo com as divergência 
com relação ao caso Venezuelano 
 
Cúpula da OEA em abril de 2015 (Panamá) 
BRASIL X EUA 
Resultados da visita de Dilma aos EUA 
Depois de crise, relações entre Brasil e Estados Unidos entram em novo 
capítulo, segundo seus presidentes 
 
A visita que a presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos foi saudada 
por ambos os países como uma retomada nas relações bilaterais. 
 
Depois de um período de esfriamento, provocado pelas revelações, em 
2013, de que Dilma era alvo de espionagem americana, a viagem marcou 
um novo capítulo no relacionamento entre as duas nações. 
"Nosso foco está no futuro", disse o presidente Barack Obama, em 
entrevista ao lado de Dilma, após reunião na Casa Branca. "Acredito que 
esta visita marca mais um passo em um novo e mais ambicioso capítulo 
na relação entre nossos países." 
 
A viagem ocorre em um momento delicado no Brasil, em meio a uma 
crise econômica e política, e, se a retomada das relações foi o tema 
principal, outras questões também ganharam destaque. Confira os 
principais resultados da visita em diferentes áreas. 
 
1) Meio ambiente 
Brasil e Estados Unidos se comprometeram a ampliar a participação de 
fontes renováveis em suas matrizes elétricas. O objetivo é este índice, 
sem contar a geração hidráulica, chegue a mais de 20% até 2030. 
Segundo os dados mais recentes disponíveis, de 2012, atualmente essa 
participação é de 12,9% nos Estados Unidos e de 7,8% no Brasil, sem 
incluir hidrelétricas. 
Na declaração conjunta, o Brasil também se comprometeu a atingir, até 
2030, participação de 28% a 33% de fontes renováveis em sua matriz 
energética, incluindo biocombustíveis e sem contar a geração hidráulica, 
além da eliminação do desmatamento illegal, com a restauração e 
reflorestamento de 12 milhões de hectares. 
 
2) Comércio 
Ambos os governos anunciaram a intenção de assinar um memorando 
para harmonizar normas técnicas, o que deve facilitar a entrada de 
produtos brasileiros no mercado americano. 
No setor pecuário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos 
publicou a chamado "decisão final", um comunicado que reconhece o 
estatus sanitário do rebanho bovino brasileiro. 
Isso potencialmente abre as portas do mercado do país à carne in natura 
do Brasil, encerrando uma negociação de mais de 15 anos. 
 
3) Concessão de vistos 
A tão desejada isenção de visto para turistas brasileiros ainda não foi 
alcançada. 
Mas ambos os governos se comprometeram a tomar as medidas 
necessárias para que o Brasil entre no programa "Global Entry" até a 
primeira metade de 2016. 
Este programa dispensa viajantes frequentes de entrar em filas ao passar 
pelos postos de imigração na chegada aos Estados Unidos. 
4) Defesa 
Dois acordos foram destaque nesta área, um de Cooperação em Defesa e 
outro de Segurança de Informações Militares, com foco no fluxo de 
informações, bens, serviços e tecnologias entre ambos os países. 
 
5) Previdência Social 
A assinatura de um acordo de previdência social vai permitir que 
cidadãos brasileiros que trabalham nos Estados Unidos (e vice-versa) 
tenham suas contribuições à previdência reconhecidas em ambos os 
países, evitando dupla contribuição. 
A expectativa é de que empresas dos dois países economizem mais US$ 
900 milhões nos primeiros seis anos em que o acordo estiver em vigor. 
 
6) Educação 
Brasil e Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento 
para cooperar em educação técnica e profissionalizante, com aumento 
da colaboração entre instituições educacionais dos dois países. 
 
Os altos e baixos da relação Dilma-Obama 
 
Ao visitar o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca, Dilma 
Rousseff espera superar o esfriamento da relação que acompanhou as 
denúncias de que havia sido espionada pelo governo americano, em 
2013. 
O maior objetivo de Dilma na visita é estimular a economia brasileira, 
que está em recessão. Ela tentará convencer empresas americanas a 
participar dos leilões que o governo está organizando na área de 
infraestrutura e discutirá com o governo americano formas de facilitar as 
exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos. 
1) Visita de Obama ao Brasil (março de 2011) 
Dois anos após tomar posse, Obama visitou o Brasil em meio a um giro 
pela América Latina. Um dos principais interesses dele na visita era 
aumentar as compras de petróleo brasileiro e diminuir a dependência 
americana de produtores do Oriente Médio. 
Na época, o setor petrolífero brasileiro vivia uma onda de euforia. 
Acreditava-se que a descoberta das reservas no pré-sal tornaria o país 
um dos maiores produtores de petróleo do mundo. 
Obama também estava interessado em discutir com o Brasil parcerias no 
setor de biocombustíveis, o que casava com o interesse de Dilma em 
eliminar as tarifas nos Estados Unidos à compra de etanol brasileiro. 
A visita não gerou, porém, os efeitos desejados nesses campos. 
 
Dificuldades técnicas para explorar o pré-sal impediram uma rápida 
expansão da produção brasileira. E, nos anos seguintes, os Estados 
Unidos protagonizaram uma revolução energética ao desenvolver 
tecnologias para extrair gás de xisto, reduzindo sua dependência de 
petróleo e diminuindo o apelo dos biocombustíveis no país. 
 
2) Visita de Dilma aos EUA (abril de 2012) 
Energia e bicombustíveis também foram temas da primeira visita de 
Dilma aos EUA, mas outras áreas receberam atenção equivalente, entre 
as quais educação e defesa. 
 
3) Dilma e Obama se encontraram na Cúpula das Américas em abril de 2012 no 
Panamá 
Poucos meses antes, Dilma tinha lançado o programa Ciência Sem Fronteiras, que 
pretendia financiar a ida de 100 mil alunos brasileiros a universidades estrangeiras e 
se tornaria uma das vitrines do governo. 
Naquela visita, a presidente estava empenhada em abrir universidades americanas 
de ponta a estudantes brasileiros e visitou duas delas: Harvard e o MIT 
(Massachussets Institute of Technology), ambas em Boston. 
As negociações tiveram bons resultados: os Estados Unidos se tornaram o maior 
destino de alunos brasileiros no Ciência Sem Fronteiras. Das 78 mil bolsas já 
concedidas pelo programa, 22 mil foram em universidades nos Estados Unidos. 
Um dos momentos mais delicados do encontro ocorreu quando Dilma defendeu que 
Cuba fosse convidada para a Cúpula das Américas, que ocorreria dentro de poucos 
dias na Colômbia. Os Estados Unidos haviam vetado a participação de Havana e 
mantiveram a posição. 
 
4) Cancelamento da visita (setembro de 2013) 
A relação entre os dois líderes chegou ao ponto mais baixo quando Dilma 
decidiu cancelar a visita de Estado que faria a Washington em outubro de 
2013. 
Ela reagiu às denúncias de que havia sido espionada pela agência de segurança 
nacional americana, a NSA. As denúncias se embasavam em documentos 
divulgados por Edward Snowden, um ex-analista da agência. 
Dilma condicionou o reatamento das relações com os Estados Unidos a um 
pedido de desculpas. E, junto com a Alemanha, cuja premiê também fora alvo 
da NSA, articulou na ONU a aprovação deuma resolução contra a espionagem. 
O episódio congelou o diálogo entre os governos de Brasil e Estados Unidos em 
várias áreas. Caso a visita ocorresse, esperava-se que Dilma anunciasse a 
compra de jatos da americana Boeing para a Força Aérea Brasileira (FAB), num 
negócio de mais de US$ 4 bilhões. O governo acabou optando por jatos suecos 
Gripen. 
 
5) Funeral de Nelson Mandela (dezembro de 2013) 
O gelo entre os dois países começou a ser quebrado no funeral de 
Nelson Mandela, na África do Sul. Dilma e Obama conversaram, sorriram 
e se abraçaram na missa do líder sul-africano. 
6) Cúpula das Américas no Panamá (abril 2015) 
Em encontro com Obama às margens da cúpula na Cidade do Panamá, Dilma 
finalmente remarcou sua visita aos Estados Unidos. A presidente estava bem 
humorada e disse que o episódio da espionagem havia sido superado. 
Outra vez, o encontro foi favorecido por um acontecimento histórico. Era a 
primeira vez que Cuba participava da reunião, estreia saudada por todos os 
líderes da reunião. 
Obama ofereceu a Dilma a possibilidade de visitar os Estados Unidos numa 
visita de Estado, mais formal, em 2016, mas a presidente preferiu realizar uma 
visita de trabalho mais cedo. 
 
Crise na Ucrânia 
Base para compreender a questão: 
 
Criméia era de controle soviético 
Criméia independente desde 1992 (independência administrativa) 
Diferenças étnicas na região da criméia: Russos X Tártaros (islâmicos)X 
Ucranianos (60% da população é de origem Russa!!) 
Dependência Econômica da Rússia 
Base de Sebastopol (Russa...troca pelo fornecimento de gás natural) 
 
Origem da Crise: 
Protestos surgiram contra a rejeição de acordo de livre comércio com a 
União Européia, em novembro de 2013, pelo governo Yanokovitch, que 
alegou buscar relações comerciais mais próximas da Rússia, seu principal 
aliado (17.12.2013 acordo de fim das barreiras comerciais entre Rússia e 
Ucrânia) 
A crise demonstra uma divisão interna do país: 
•Sul e leste = Predomínio da língua Russa 
•Norte e Oeste = Predomínio Ucraniano 
 
 
 
Criméia 
 
A destituição de Yanukovich aumentou a tensão na Crimeia, onde as 
manifestações pró-Rússia se intensificaram, com a invasão de prédios do 
governo e dois aeroportos. 
Com o aumento das tensões separatistas, o Parlamento russo aprovou, a 
pedido do presidente Vladimir Putin, o envio de tropas à Crimeia para 
“normalizar” a situação. 
A região aprovou um referendo para debater sua autonomia e elegeu um 
premiê pró-Rússia, Sergei Aksyonov, não reconhecido pelo governo central 
ucraniano. No dia 4 de março, ele afirmou planejar assumir o controle militar 
da península. 
Dois dias depois, em 6 de março, o Parlamento da Crimeia aprovou sua 
adesão à Rússia e marcou um referendo para definir o status da região para 16 
de março. Posteriormente, o Parlamento se declarou independente da Ucrânia 
- sendo apoiado por russos e criticado por ucranianos. 
Para o governo da Ucrânia, o Parlamento da Crimeia é ilegal e não tem 
legitimidade para declarar independência, marcar o referendo e decidir 
pela adesão à Rússia. 
O movimento russo levou o presidente dos EUA, Barack Obama, a 
pedir a Putin o recuo das tropas na Crimeia. Para Obama, Putin violou a 
lei internacional com sua intervenção. 
Os EUA também ameaçaram a Rússia com sanções, e suspenderam as 
transações comerciais com o país, além de um acordo de cooperação 
militar. A Rússia respondeu afirmando que o estabelecimento de 
sanções também afetaria os EUA. 
A União Européia também disse que poderia impor sanções, sendo 
criticada por Moscou, que ameaçou uma retaliação. 
A Ucrânia convocou todas suas reservas militares para reagir a um 
possível ataque russo e afirmou que se trata de uma "declaração de 
guerra". Segundo o país, mais de 30 mil soldados russos já foram 
enviados à região. Os Estados Unidos estimam o efetivo russo na região 
em 20 mil militares. 
Em meio à crise, o Ocidente pressionou a Rússia por uma saída 
diplomática. A escalada de tensão também levou a uma ruptura entre 
as grandes potências, com o G7 condenando a ação e cancelando uma 
reunião com a Rússia. 
 
 
16.03.2014 – Referendo na Criméia de anexação a Rússia, adesão a Moscou com 
96.8% dos votos 
 
Presidente Eleito da Ucrânia 
Petro Poroshenko, fechou a fronteira com a Rússia 
 
Em agosto dissolveu o Parlamento (Rada) e convocou eleições legislativas, com o 
argumento de que existem cúmplices separatistas 
 
Tentantiva de independência de Donetsk e Lugansk 
 
Rússia não reconhece a eleição de Poroshenko (rei do chocolate) 
 
E Poroshenko não reconhece os governos em regiões separatistas na Ucrânia 
 
Rússia 
Direitos Humanos (presos políticos liberados antes da olimpíada de 
Sochi = + 50bilhões de dólares, fraude, corrupção, abuso de direitos 
trabalhistas) 
Polêmica da aprovação da lei antigay 
Lei “antigay” na Rússia proíbe a apologia da homossexualidade, também 
proibiu a adoção de crianças por casais do mesmo sexo 
 
Expansão da fronteira sobre a Geórgia sob alegação de manter a 
segurança em Sochi (intervenção da Abkházia região que luta para 
separar-se) 
Assassinato de opositor ao governo Putin - Boris Nemtsov(fev 2015) 
 
Crise Japão X China 
 
Tensão no extremo oriente: Ilhas Senkaku/Diaoyu 
Controladas hoje pelo japão 
Reservas petrolíferas/Gás Natural 
EUA apoia o Japão 
China decretou zona de exclusão aérea 
 
Nelson Mandela 
Ícone pela luta pela igualdade racial, símbolo por excelência da 
resistência à opressão e ao racismo na luta pela justiça e pela 
emancipação humana. 
Presidente da áfrica do sul entre 1994 – 1999 
Líder da luta contra o Apartheid (luta armada anos 1960) = utilizou a 
desobediência civil contra as leis segregacionistas 
Recebeu o Nobel da Paz 
 
 
Uganda 
 
 
 
 
Leis anti-homossexualidade 
A norma impõe sentenças de prisão perpétua para casos de 
homossexualidade, casamentos do mesmo sexo e “homossexualidade 
agravada ” . Também prevê cinco a sete anos de prisão aos que 
promovam, sejam cúmplices, conspirem ou se envolvam com a 
homossexualidade. 
Criminalização da homossexualidade 
Presidente Yoweri Musevini 
Ameaças americanas de embargo comercial (16.02) 
 
Sudão do Sul 
Mais novo país criado em 2011 plebiscito 
Maioria muçulmana...mas com grande população cristã 
Imposição da sharia para os cristãos....guerra civil mais de 1.2 milhões 
de refugiados 
Etnias Dinka X Nuer...(guerra sectária) 
Interesses econômicos (reservas de petróleo exploradas pela china e 
pelos europeus) 
Maio de 2014 – Cessar Fogo entre o Presidente Salva Kiir (nuer) e o líder 
rebelde Riek Machar (dinka) 
 
Nigéria 
•Ação do Boko Haram 
•Implementação da Sharia ...islamismo na Nigéria 
•Sequestro de centenas de meninas em escola na Nigéria 
 
Crise Venezuela 
Crise do Chavismo? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Crise Venezuela 
A Venezuela tem enfrentado momentos de tensão desde o início de 
fevereiro, com protestos de estudantes e opositores contra o governo. A 
situação se agravou em 12 de fevereiro, quando uma manifestação contra 
o presidente Nicolás Maduro terminou com três mortos e mais de 20 
feridos. 
 
Ao mesmo tempo em que milhares foram às ruas para criticar o governo 
– em um contexto de inflação, insegurança, escassez de produtos básicos 
e alta criminalidade –, outros milhares se manifestaram em favor de 
Maduro e contra os oposicionistas. 
O contexto atual também complica a situação do governo – os protestos ocorrem 
em meio a ausência de produtos industrializados nas prateleiras, similar ao início da 
crise política de 2002, e do controle das regras da economia para o setor 
empresarial. 
 
Tentando controlar a crescente inflação, Maduro criou um decreto-lei “de preços 
justos”, que limita o lucro dos empresários locais a 30% sobre o valor da mercadoria. 
A escassez de produtos aumentou ainda mais após esta medida. 
 
A tática nas ruas rendeu divergências com ex-candidato presidencial Henrique 
Capriles, até então visto como principal rosto daoposição. Capriles – líder do setor 
moderado da coalizão opositora – é contra a violência, mas também denunciou o 
governo por sua ação repressora contra os manifestantes. 
 
Apesar disso, Capriles tem questionado Maduro, e desafiou o presidente a dar 
provas sobre a tentativa de golpe de estado que o mandatário afirma estar em curso 
no país. 
 
Protestos de estudantes e opositores contra o governo 
 
O líder oposicionista Leopoldo López, que convocou seus partidários 
para irem às ruas, disse que o governo planejou a violência para tentar 
desacreditar seu movimento pacífico. 
 
O governo acabou ordenando a prisão de Leopoldo López, e novos 
protestos foram convocados. López se entregou à polícia no dia 18 de 
fevereiro, em meio a novas manifestações. 
 
 
 
No dia 23 de fevereiro Maduro anunciou que pedirá à Assembleia 
Nacional a criação de uma "comissão da verdade" para esclarecer os 
acontecimentos dos protestos no país. 
 
Em março, o governo pediu à Unasul o envio de uma comissão de 
observação para a Venezuela, em sua primeira abertura para mediação 
internacional. 
 
Pouco antes, entretanto, rompeu relações com o Panamá após o país 
pedir uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) para 
discutir a violência durante os protestos. 
Qual o posicionamento internacional? 
 
O presidente Barack Obama condenou a violência, classificada de 
"inaceitável". A Venezuela repudiou as declarações de Obama e criticou a 
ingerência no país. 
 
Autoridades da ONU exigiram que os casos de agressão contras 
manifestantes e jornalistas sejam investigados, e pediram a libertação de 
"qualquer pessoa que permaneça detida arbitrariamente". 
 
A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) decidiu, em uma reunião 
extraordinária de chanceleres em Santiago, criar uma comissão para 
acompanhar o diálogo entre governo e oposição na Venezuela, a partir da 
primeira semana de abril. 
 
Qual é a posição do Brasil diante da situação da Venezuela? 
 
Através de sua assessoria de imprensa, o Itamaraty informou que corrobora as 
notas emitidas pelo Mercosul e pela Unasul em relação à tensão no país. 
 
O texto do Mercosul fala de "tentativas de desestabilizar a ordem democrática" 
e rechaça "as ações criminais dos grupos violentos que querem disseminar a 
intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela como instrumento 
de luta política". “(O Mercosul) expressa seu mais firme rechaço às ameaças de 
ruptura da ordem democrática" e insta as partes a continuar o diálogo "no 
marco da institucionalidade democrática e do estado de direito, tal como 
promovido pelo presidente Nicolás Maduro". 
 
Já a Unasul defendeu a "preservação da institucionalidade", a "defesa da ordem 
democrática" e a necessidade de convicções serem expressadas pela "via 
democrática". 
ONU critica prisão de opositores e violência policial na Venezuela 
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou ontem um relatório 
sobre direitos humanos na Venezuela no qual mostra preocupação com 
o abuso de força policial em manifestações e com a detenção de 
opositores. O relatório, elaborado pelo Comitê de Direitos Humanos da 
ONU, cita as manifestações contra o governo nos primeiros meses de 
2014, que deixaram um saldo de 42 mortos, entre manifestantes e 
policiais. 
O órgão se diz preocupado ainda com as prisões dos opositores 
Leopoldo López e Daniel Ceballos. detidos desde o início de 2014, 
acusados de incitar manifestações contra o presidente Nicolás Maduro. 
 
Colômbia vê política em crise com Venezuela 
Bogotá acusa Nicolás Maduro e ex-presidente colombiano Uribe de 
usarem fechamento de fronteira para obter voto. O governo da 
Colômbia pediu cooperação à Venezuela para que possa ser reaberta a 
fronteira entre os dois países, A declaração foi uma resposta à retórica 
inflamada do mandatário chavista e do ex-presidente colombiano 
Álvaro Uribe, que rompeu com seu sucessor, Juan Manuel Santos, e a 
quem Maduro acusa de comandar os paramilitares que atacaram os 
soldados na fronteira. 
 
Guatemala pede saída de presidente às vésperas de pleito 
A uma semana das eleições presidenciais, a Guatemala vive sua 
maistensa crise política desde o fim de uma guerra civil que se 
estendeu de 1960 a 1996. 
A mulher que ocupava o cargo de vice-presidente até maio, Roxana 
Baldetti, foi presa na semana passada. Quatorze ministros 
renunciaram. Enquanto isso, o Congresso discute a retirada a 
imunidade do presidente conservador Otto Pérez Molina, 64, para que 
responda a um processo de impeachment – medida já aprovada pela 
Corte Suprema. 
 
	Quênia
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	Visita de Obama ao Quênia
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	REAPROXIMAÇÃO EUA + CUBA
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	Reformas em Cuba
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	BRASIL X EUA
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	Crise na Ucrânia
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	Rússia
	Crise Japão X China
	Nelson Mandela
	Uganda
	Sudão do Sul
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	Crise Venezuela
	Crise Venezuela
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