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Avaliação Postural

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UM PRODUTO CRIADO PELO
GRUPO VOLL PILATES
Introdução
Sabe-se que uma boa avaliação do seu paciente/aluno é essencial para que o tratamento apresente 
resultados a longo prazo. Sem ela, é impossível começar qualquer tipo de reabilitação ou treinamento. 
É essencial que você conheça quais as dificuldades e objetivos do seu aluno. 
Para tanto, existem inúmeras formas de se avaliar corretamente o corpo de seu aluno. Neste Guia 
Completo de Avaliação Física, Postural e Funcional, você encontrará dicas e exercícios que irão te 
auxiliar durante a avaliação de seu aluno, tudo para que você realize este pré-requisito da forma mais 
correta possível. 
São 8 tipos de avaliação descritas por 8 dos melhores profissionais do país. Dentre elas você irá 
encontrar Avaliação de Movimento Inteligente, Avaliação Postural Estática e Dinâmica, Avaliação 
Cardiorrespiratória e Avaliação utilizando Aparelhos de Pilates.
Avaliação MIT (Movimento Inteligente)
Por Keyner Luiz
Não importa se você trabalha com Pilates, funcional ou outras modalidades. Quando um aluno 
te procura, ele quer atingir algum objetivo. Talvez ele deseje emagrecer, aliviar uma dor crônica 
ou conseguir o tratamento de uma patologia. Mas se você não realizar uma boa avaliação nunca 
conseguirá oferecer isso ao aluno. 
Quem deixa de avaliar corretamente está fadado a perder alunos. Se você sofre com abandono, então 
comece a revisar seus métodos para conseguir aplicar uma boa avaliação. 
Importância de uma Boa Avaliação
Quero começar esse tópico te avisando que informação nunca é demais. Algumas vezes pensamos 
que já sabemos tudo sobre um caso porque o paciente explicou detalhadamente, mas isso não é o 
suficiente.
Por exemplo: se eu te disser que uma pessoa tem hérnia de disco, há quanto tempo a patologia foi 
diagnosticada, os sintomas e a altura da herniação, você saberia me dar um tratamento?
Se a resposta for sim, parabéns, porque eu não conseguiria isso sem realizar uma avaliação muito 
detalhada nesse paciente. Mesmo com todos os exames de imagem em mãos não conseguimos 
entender exatamente o problema que o afeta. 
Sem ver e avaliar o aluno posso admitir que não sei exatamente nada sobre ele. Mesmo que o exame 
venha com o diagnóstico do médico não conseguimos ver o problema completo. 
Nunca estamos trabalhando só com uma coluna ou com um joelho lesionado. Estamos trabalhando 
com uma pessoa com suas cadeias musculares, fáscias e desequilíbrios únicos, além de uma mente que 
controla tudo.
Importância da Avaliação para Retenção de Alunos
Sabia que uma boa avaliação também ajuda a melhorar a motivação do aluno? É claro que tudo 
depende da abordagem utilizada. Quem trata a avaliação como uma prova e mostra para o aluno no 
que ele foi mal terá problemas no futuro. O cliente já sabe que tem problemas de movimento, por isso 
está na sua aula. 
A avaliação é um momento para saber o que o aluno tem de bom, o que ele já melhorou e o que 
precisa melhorar. Quando realizamos avaliações periódicas e mostramos ao paciente sua evolução ele 
fica mais motivado. Ele percebe, por exemplo, que foi de uma nota 3 para uma nota 6 naquele período. 
Além de se alegrar com seu progresso ele percebe que ainda pode evoluir com o treinamento. 
Mesmo que o problema que o aluno está tentando resolver ainda não tenha solução, ele percebe 
que está tendo resultados. É uma forma de evitar que o paciente fique em dúvida sobre o método 
escolhido. 
Só se lembre que a forma de apresentar os resultados também altera a percepção do aluno. Dizer para 
alguém que sua mobilidade está ruim, seu equilíbrio é péssimo ou que o joelho não funciona é uma 
forma de deixar a pessoa negativa com a situação. 
Quem já estudou um pouco de PNL (Programação Neurolinguística) sabe o poder que palavras 
negativas têm. Ao invés de motivar alguém a evoluir, elas desestimulam e deixam um sentimento ruim a 
respeito do que foi falado. 
Precisamos usar os estímulos mentais adequados para conseguir resultados com um aluno. Evite usar 
negativos e sempre dê ênfase a algo que está bom ou normal. Quando precisar falar de algo negativo, 
mostre-o como um ponto que vai melhorar. 
Passos Básicos para uma Boa Avaliação
Sabendo a importância de uma boa avaliação precisamos aprender a realizá-la com eficiência. Separei 5 
passos básicos que vão te ajudar nesse processo.
1. Histórico Clínico e Entrevista
O histórico clínico de um paciente é importantíssimo. Nós sabemos que alguns pacientes trazem 
dezenas de exames de imagem para vermos o caso, mas outros não. Sempre devemos procurar 
conhecer seu histórico, mesmo que seja questionando a respeito de dores e patologias anteriores. 
Converse com seu paciente e nunca apresse a entrevista. Nosso sistema musculoesquelético possui 
“memória” e mesmo lesões antigas podem afetar suas estruturas atualmente. Portanto, entenda muito 
bem tudo que já ocorreu com esse aluno para ver de onde surgiu o quadro atual. 
Também devemos investir os hábitos de lazer e trabalho de qualquer um que nos busca para 
atendimento. O corpo de alguém que joga futebol aos finais de semana com os amigos terá 
mecanismos de lesão diferentes daqueles que afetam um trabalhador de escritório completamente 
sedentário. 
A responsabilidade de descobrir essas informações é completamente do profissional. Algumas vezes 
o aluno as omite ao falar da patologia porque não sabe que são importantes. Então lembre-se de 
perguntar na entrevista sobre todos os detalhes. 
Se precisar, insista. Algumas pessoas não lembram que já sofreram lesões no passado, especialmente se 
for muito tempo atrás. Outras não consideram pequenas dores rotineiras como um problema.
Além disso, ele pode estar tão focado na dor atual que esquece que possui dores em outras partes do 
corpo que podem estar relacionadas. 
Em alguns casos você ainda precisará trabalhar em parceria com o médico responsável pelo paciente. 
Isso se aplica a patologias que exigem tratamento multidisciplinar, como fibromialgia e problemas 
neurológicos, ou pós-operatório. 
2. Avaliação Postural
Quero começar lembrando que não existe postura perfeita. A maioria dos alunos sofrem com algum 
grau de desvio, alguns deles não atrapalham nos movimentos, outros causam sérios desequilíbrios. Por 
isso, avaliar esse fator indica muitos desequilíbrios que existem no corpo. 
Problemas posturais influenciam todo o corpo, inclusive levando à maior dificuldade na respiração e até 
nos processos cardiovasculares. Devemos começar a avaliar a postura desde antes da sessão começar. 
Quando vemos o aluno sentado esperando sua hora, por exemplo, já dá para perceber a posição da 
coluna, ombros e quadril enquanto ele está relaxado. 
Também devemos incluir exercícios específicos para avaliação postural na avaliação inicial. Combine os 
exercícios com os conhecimentos que extraiu dele durante a entrevista, e você conseguirá enxergar seu 
corpo muito melhor. 
3. Avaliação do Movimento
Assim como a postura, o movimento deve ser avaliado desde a primeira vez que você vê o aluno. Ela 
é uma das partes mais importantes no diagnóstico de uma patologia, assim como para definir seu 
tratamento. Devemos aproveitá-la para identificar:
• Musculaturas Tensionadas; 
• Musculaturas Enfraquecidas; 
• Compensações Musculares; 
• Desequilíbrios; 
• Problemas Articulares. 
Quer uma dica? Observe seu aluno em todos os movimentos e não só através de posturas estáticas. A 
avaliação estática é importante, mas está longe de ser o suficiente para entendermos a patologia ou 
lesão. 
Por isso, os exercícios são a forma mais eficiente de avaliar alguém. Sempre dê preferência a exercícios 
funcionais que te ajudam a ver o movimento da forma que é realizado nas atividades da vida diária. 
Movimentos como prancha, agachamento e afundo, por exemplo, servem tanto como avaliação quanto 
como