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Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E ACESSIBILIDADE 
Ana Abadia dos Santos MENDONÇA1 
 
RESUMO: Nos últimos anos a sociedade vivencia a implantação de uma política de inclusão dos 
alunos com deficiências nas escolas de ensino regular, assinalada pela utilização de medidas de 
acessibilidade em todos os setores da vida comum, permitindo mobilidade, comunicação, convivência 
e o acesso educacional. As legislações introduziram nas instituições educacionais discursos em prol da 
inclusão e a ideia de acesso as escolas públicas como direito efetivo à educação de qualidade. Este artigo 
traz uma reflexão teórica a respeito da acessibilidade e inclusão educacional, sob o olhar da Educação 
Especial partindo do entendimento sobre a relevância de problematizar e compreender como diferentes 
ações e saberes vêm sendo organizadas para os alunos como com características singulares, no intuito 
de contemplar a constituição da sua inclusão e acessibilidade educacional. Sendo assim, objetiva-se para 
este artigo a construção de uma discussão teórica sobre os entrelaçamentos entre inclusão educacional, 
acessibilidade educacional e Educação Especial, apresentando estudos que nos auxiliam a compreender 
a significância desta relação para a constituição de uma educação de qualidade. É uma pesquisa teórica 
bibliográfica de abordagem qualitativa que discute a importância da acessibilidade no processo de 
condução da educação inclusiva. Sendo assim a inclusão escolar só se efetiva se as condições de 
acessibilidade forem favoráveis aos alunos com deficiências. 
 
Palavras-chave: Alunos com deficiências. Barreiras arquitetônicas. Barreiras Atitudinais. 
Aprendizagem. 
 
 
 
1. Doutoranda em Educação. Universidade Uberaba (UNIUBE), campus Aeroporto. 
Uberaba, MG, Brasil. ana_abadia@yahoo.com.br. 
 
 
mailto:ana_abadia@yahoo.com.br
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
 
INCLUSIVE EDUCATION AND ACCESSIBILITY. 
 
ABSTRACT: In recent years the society has experienced the implementation of a policy of inclusion 
of students with disabilities in regular schools, which is marked by the use of accessibility measures in 
all sectors of ordinary life, allowing mobility, communication, coexistence and educational access. 
Legislation introduced in educational institutions speeches for inclusion and the idea of access to public 
schools as an effective right to quality education. This article brings a theoretical reflection about 
accessibility and educational inclusion, under the Special Education from the understanding of the 
relevance of problematizing and understanding how different actions and knowledge are being 
organized for the students as with singular characteristics, in order to contemplate the constitution of its 
inclusion and educational accessibility. Thus, the objective of this article is the construction of a 
theoretical discussion about the interlacings between educational inclusion, educational accessibility 
and Special Education, presenting studies that help us understand the significance of this relation for the 
constitution of a quality education. It is a theoretical bibliographical research of qualitative approach 
that discusses the importance of accessibility in the process of conducting inclusive education. 
Therefore, school inclusion is only effective if accessibility conditions are favorable to students with 
disabilities. 
 
Keywords: Students with disabilities. Architectural barriers. Attitudinal Barriers. Learning 
 
 
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
INTRODUÇÃO 
 
Durante muitos anos a educação regular foi marcada por salas de aulas com alunos sem 
nenhuma deficiência. Professores tinham o propósito de ensinar a todos sem preocupação com 
deficiência física, intelectual, mental, auditiva, visual e outros transtornos como Autismo, 
Síndrome de Asperger, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), etc. 
As escolas eram unidades escolares que mantinham o professorado e o alunado distante 
da realidade da existência de pessoas com deficiências que estavam fora do ambiente escolar 
sem nenhuma perspectiva de frequentarem escolas regulares. 
Os prédios nos quais eram alocadas as escolas eram construídos sem nenhuma coerência 
com os alunos ou professores que possuíam dificuldades de locomoção. Possuíam portas 
estreitas, escadas sem corrimão e de grande periculosidade de quedas, degraus na saída e 
entrada das escolas, banheiros minúsculos, bebedouros altos, dentre outros aspectos. 
Atualmente a maioria dessas escolas está sendo adaptadas para o público com 
deficiência, sejam eles professores e/ou alunos, com exceção daqueles prédios que foram 
tombados pelo Patrimônio Histórico. Nelas estão sendo adaptadas corrimões nas escadas e fita 
antiderrapante nos degraus, alargamento de portas de salas de aulas e banheiros, adequação de 
sanitários para deficientes, rampas para pessoas com mobilidade específica, colocação de pias, 
bebedouros mais baixos, etc. 
 
Acessibilidade e educação inclusiva 
Acessibilidade é a ideia de um mundo sem obstáculos, ou seja, o direito de ir e vir, 
respeitado e colocado em prática, pois assim, se todos respeitassem as diferenças existentes 
entre as pessoas de se locomoverem, o mundo seria muito mais justo. 
O termo acessibilidade significa incluir a pessoa com deficiência na participação de 
atividades como o uso de produtos, serviços e informações. Alguns exemplos são os prédios 
com rampas de acesso para cadeira de rodas e banheiros adaptados para deficientes. 
Acessibilidade é um atributo essencial do ambiente que garante a melhoria da qualidade 
de vida das pessoas. Deve estar presente nos espaços, no meio físico, no transporte, na 
informação e comunicação, inclusive nos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, 
bem como em outros serviços e instalações abertos ao público ou de uso público, tanto na cidade 
como no campo. 
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
É um tema ainda pouco difundido, apesar de sua inegável relevância. Considerando que 
ela gera resultados sociais positivos e contribui para o desenvolvimento inclusivo e sustentável, 
sua implementação é fundamental, dependendo, porém, de mudanças culturais e atitudinais. 
Assim, as decisões governamentais e as políticas púbicas e programas são indispensáveis para 
impulsionar uma nova forma de pensar, de agir, de construir, de comunicar e de utilizar recursos 
públicos para garantir a realização dos direitos e da cidadania. 
Segundo o Decreto nº 5.296 (Dec nº 5.296 de 02/12/2004, 2004), acessibilidade está 
relacionada em fornecer condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou 
assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de 
transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com 
deficiência ou com mobilidade reduzida. 
No mesmo documento, barreiras são definidas como qualquer entrave ou obstáculo que 
limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a 
possibilidade de as pessoas se comunicarem ou terem acesso à informação. 
Todos devem ter direitos, deveres e acessos, porém, o mais importante é o respeito às 
diferenças pessoais. Ao se reconhecer as diversidades e suas necessidades próprias, estamos 
permitindo suas livres escolhas e a igualdade de oportunidades, chegando definitivamente a 
uma sociedade mais justa, exercendo seu papel de pluralidade inclusiva, baseada nos direitos 
humanos. 
O projeto de inclusão mencionado da Constituição Federal de 1988 se estabelece a partir 
de ações do Poder Público com o intuito de assegurar a educação para todos em sua forma mais 
ampla: o acesso e a permanência no ensino obrigatório,gratuito e de boa qualidade. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 
1996) prevê a garantia de vagas na escola regular para educandos portadores de necessidades 
especiais desde a Educação Infantil. 
Para isso a instituição de ensino deve estar pronta para receber o educando portador de 
necessidades especiais e/ou mobilidade reduzida. Isso compreende não só a adaptação do 
espaço arquitetônico da instituição como também a habilitação e capacitação de profissionais 
para que a inclusão dos portadores de necessidades especiais no contexto educacional aconteça 
naturalmente. 
De acordo com as Normas Técnicas Brasileiras de Acessibilidade (ABNT/NBR – 
9050/20042), “acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance, percepção e 
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, 
equipamento urbano e elementos”. 
Sendo assim, todos os espaços, edificações, mobiliário e equipamentos urbanos que 
vierem a ser projetados, construídos, montados ou implantados, bem como as reformas e 
ampliações de edificações e equipamentos urbanos, devem atender ao disposto nesta Norma 
para serem considerados acessíveis. 
É então, neste contexto, que a escola deve se tornar o ambiente mais acessível e adaptado 
para inclusão de seus alunos portadores de necessidades educacionais especiais, bem como de 
modificações e adaptações na sua estrutura física, para que ocorra a eliminação de qualquer tipo 
de barreira ao ensino escolar de qualidade. 
Entende-se que nas escolas públicas deve encontrar uma maneira de eliminar as 
barreiras existentes para oferecer o acesso necessário. De acordo com o Art. 24 do Dec. 
5.269/2004: 
Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, 
públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização 
de todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras 
de deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, 
bibliotecas, auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, 
áreas de lazer e sanitários. (Dec. 5.269/2004, Art. 24). 
 
De acordo com a legislação vigente. Para que um estabelecimento de ensino tenha sua 
autorização de funcionamento, abertura ou renovação de curso concedidas ele deverá 
comprovar que está cumprindo todas as regras previstas nas normas técnicas de acessibilidade 
da ABNT, na legislação específica ou no Decreto 5.269 de 12 de dezembro de 2004. 
De acordo com Godinho (2010): 
 
A Acessibilidade consiste na facilidade de acesso e de uso de ambientes, 
produtos e serviços por qualquer pessoa e em diferentes contextos. 
Envolve o Design Inclusivo, oferta de um leque variado de produtos e 
serviços que cubram as necessidades de diferentes populações, 
adaptação, meios alternativos de informação, comunicação, mobilidade 
e manipulação, produtos e serviços de apoio/acessibilidade 
(GODINHO, 2010, p. 36). . 
Portanto, os professores, os gestores, os pedagogos precisam atentar para o conceito de 
acessibilidade na escola buscando ampliá-lo e não permitir que o mesmo caia no equivoco que 
por vezes o conceito de inclusão tem se encaminhado. 
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
A educação inclusiva tem como principio básico, a minimização de todo e qualquer tipo 
de exclusão em arenas educacionais e, com isso, elevar ao máximo o nível de participação das 
pessoas envolvidas nesse ambiente (SANTOS et al., 2006). Segundo o Ministério da Educação 
(BRASIL, 2005), a inclusão significa transposição de barreiras e fortalecimento de novos 
paradigmas educacionais ao atendimento de diferentes necessidades, garantindo os direitos de 
todos. 
A inclusão, defendida por educadores como Carvalho (1998, 2004), Mantoan (2003, 
2006), Mittler (2003), Rodrigues (2006), Santos e Paulino (2008) promulga educação para 
todos e baseia- -se no ensino voltado para atender à diversidade e contempla as singularidades, 
reforçando a compreensão de que a diferença é inerente ao ser humano. 
Para estudiosos como, Pacheco e Costas (2005) a lei protege as pessoas com 
necessidades especiais, o que inclui a pessoa com deficiência, desde a educação elementar até 
ao ensino superior. Diante disso, importa ressaltar que no Brasil a partir da promulgação da 
Constituição Federal de 1988 e com a regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDBEN), nº. 9.394/96, as pessoas com deficiência têm reconhecido o seu direito a 
uma educação de qualidade. 
Para Glat, Machado & Braun (2006), a Educação Inclusiva não consiste apenas em 
matricular o aluno com deficiência em escola ou turma regular como um espaço de convivência 
para desenvolver sua ‘socialização’. A inclusão escolar só é significativa se proporcionar o 
ingresso e permanência do aluno na escola com aproveitamento acadêmico, e isso só ocorrerá 
a partir da atenção às suas peculiaridades de aprendizagem e desenvolvimento. 
Nessa perspectiva, podemos dizer que o “ingresso” e “permanência” na vida escolar 
deve ser aplicado também aos indivíduos que estão, de alguma forma, excluídos do processo 
educacional, não apenas em razão de barreiras arquitetônicas, como é o caso de educandos com 
deficiência física, que se utilizam da cadeira de rodas, os chamados “cadeirantes”, e muitas das 
vezes não encontram uma escola adequada, tendo de se deslocar até mesmo para outra cidade, 
a fim de buscar a inclusão educacional. As barreiras são, na verdade, das mais diferentes ordens, 
sejam elas sociais, econômicas, religiosas e raciais. 
Sassaki (2004) acredita que o conceito de acessibilidade deve ser incorporado aos 
conteúdos programáticos ou curriculares. Ele divide o conceito de acessibilidade em seis 
dimensões: arquitetônica, comunicacional, metodológica, instrumental, programática e 
atitudinal. 
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
A educação inclusiva ou educação especial como assim é denominada pela lei 9394-96 
que assim a define no seu artigo 58: “Entende-se por educação especial, para os efeitos desta 
Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, 
para educandos portadores de necessidades especiais” (BRASIL, 1996). 
Neste sentido, a educação que atenda os princípios de equidade deve estar centrada 
numa preocupação de acessibilidade numa significação bem maior do que é preconizada nas 
práticas pedagógicas que valorizam o modelo de educação que se reduza apenas a sala de aula; 
sem dúvida é importante assegurar ao educando todos aqueles instrumentos previstos por lei já 
citada anteriormente e que segue afirmando no artigo 59: “Os sistemas de ensino assegurarão 
aos educandos com necessidades especiais: I – currículos, métodos, técnicas, recursos 
educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades” (BRASIL, 1996). 
É preciso atentar para um modelo de educação inclusiva que reflita sobre o espaço 
escolar como um espaço de convivência do educando em que estão postos todas as suas 
necessidades e possibilidades de crescimento. Como afirma Paulo Freire: “Ninguém educa 
ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo 
mundo” (FREIRE, 1981, p. 68). Neste sentido a educação deve ser pautada no princípio da 
equidade, da fraternidade, da solidariedade, permitindo um olhar mais amplo sobre o cotidiano 
de seus educandos. 
Os educandos com deficiência podem ser considerados em desvantagem em relação aos 
seus colegas, visto que em seu entorno existem diversas barreiras que são quase determinantes 
para seu fracasso no pleno acesso a uma formação de qualidade. Neste sentido, o que se refere 
aqui ao pensar na acessibilidade na educação, faz-se necessário refletir na vida do educando 
dentro e fora do espaço escolar.Alguns pontos pode-se perceber como responsabilidade de 
todos que fazem parte do contexto escolar: professores, gestores, funcionários, psicopedagogos, 
familiares, como forma de alcançar melhores resultados na plena acessibilidade. 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
 
Este artigo traz uma reflexão teórica a respeito da acessibilidade e inclusão educacional, 
sob o olhar da Educação Especial (assim é denominado a inclusão na LDB 9394/96), partindo 
do entendimento sobre a relevância de problematizar e compreender como diferentes ações e 
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
saberes vêm sendo organizadas para os alunos como com características singulares, no intuito 
de contemplar a constituição da sua inclusão e acessibilidade educacional. 
Conforme a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação 
Inclusiva (2008), a atuação da Educação Especial na escola visa elaborar e organizar recursos 
pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as possíveis barreiras para a plena participação 
e aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais nas instituições 
educacionais (BRASIL, 2008). Logo, os conhecimentos, recursos e metodologias inerentes à 
esta modalidade podem ser acessados para auxiliar na elaboração de estratégias para 
organização da inclusão e acessibilidade educacional nas escolas para todos os alunos. 
Neste sentido, Bayer (2006, p. 28) questiona “[...] assim, a questão que passou a ser 
formulada foi: como, de que forma, com que meios pôr em movimento ações escolares 
inclusivas? ” Porém, oferece possibilidades, que implicitamente confirmam a supra afirmação 
dizendo que, 
 
Precisamos entender que as crianças são diferentes entre si. Elas são únicas 
em sua forma de pensar e aprender. Todas as crianças, não apenas as que 
apresentam alguma limitação ou deficiência, são especiais. Por isto, também 
é errado exigir de diferentes crianças o mesmo desempenho e lidar com elas 
de maneira uniforme. O ensino deve ser organizado de forma que contemple 
as crianças em suas distintas capacidades (BEYER, 2006, p.28) 
 
Blanco (2004) complementa a ideia apresentada acima, quando traz que as instituições 
educativas têm a difícil e obrigatória tarefa de ensinar, respeitando e considerando as 
necessidades, diversidade e diferenças de cada um e, ainda, oferecendo igualdade de 
oportunidades. 
Complementando com a participação efetiva no processo de ensino-aprendizagem, 
sugere-se que esta assertiva compreende uma conceitualização ampla de uma educação 
inclusiva que garante a acessibilidade educacional de seus alunos. 
Sendo assim, objetiva-se para este artigo a construção de uma discussão teórica sobre 
os entrelaçamentos entre inclusão educacional, acessibilidade educacional e Educação Especial, 
apresentando estudos que nos auxiliam a compreender a significância desta relação para a 
constituição de uma educação de qualidade. 
Para contemplar o objetivo deste artigo, parte-se de uma abordagem qualitativa da 
pesquisa, parafraseando Oliveira (2008) e Gil (2010), tem-se que a pesquisa qualitativa é um 
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
estudo aprofundado, detalhado e explicativo do objeto escolhido para investigação, através da 
busca por informações legítimas. 
Ainda como método utiliza-se a pesquisa bibliográfica, que segundo Oliveira (2008, p. 
69) apresenta-se como “[...] um estudo direto em fontes científicas, sem precisar recorrer 
diretamente aos fatos/fenômenos da realidade empírica”. Escolheu-se este método pela 
necessidade de estudar e discutir diferentes conhecimentos para construir relação pretendida. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
A acessibilidade prevê a eliminação de barreiras presentes no ambiente físico e social 
que impedem ou dificultam a plena participação das pessoas com e sem deficiência em todos 
os aspectos da vida contemporânea. A acessibilidade é fundamental para a inclusão em 
diferentes contextos, tais como: arquitetônico, comunicacional, metodológico, instrumental, 
atitudinal, programático, entre outros. 
As tecnologias assistivas (TA) configuram como uma área do conhecimento, de 
característica interdisciplinar, de grande importância no campo da acessibilidade, atuando como 
um complemento ao desenho universal. 
Entende-se como tecnologia assistiva instrumentos, meios ou equipamentos criados 
especificamente para compensar os efeitos de uma deficiência e ampliar, manter ou melhorar a 
capacidade funcional na interface com o ambiente. Guimarães (2013) discute como tecnologia 
assistiva, equipamentos de mobilidade como muletas, bengalas, cadeira de rodas e seus 
acessórios eletrônicos passam a ser esse elo dessa relação. Uma cadeira de rodas motorizada 
pode permitir a um tetraplégico a passagem por uma porta ampla ou a utilização de uma rampa 
suave com conforto e segurança. Acessórios eletrônicos podem ser acoplados à cadeira 
motorizada para que a pessoa amplie seu poder de controle à distância. 
• Acessibilidade arquitetônica: eliminação de barreiras ambientais físicas nas 
residências, nos edifícios, nos espaços e equipamentos urbanos, nos meios de transporte 
individuais ou coletivos. 
Sassaki (2009) reforça que no campo educacional é necessário que exiga guias 
rebaixadas na calçada defronte à entrada da escola, caminhos em superfície acessível por todo 
o espaço físico dentro da escola, portas largas em todas as salas e demais recintos, sanitários 
largos, torneiras acessíveis, boa iluminação, boa ventilação, correta localização de mobílias e 
http://diversa.org.br/educacao-inclusiva/por-onde-comecar/conceitos-fundamentais/acessibilidade/tecnologias-assistivas
http://diversa.org.br/educacao-inclusiva/por-onde-comecar/conceitos-fundamentais/desenho-universal/
http://diversa.org.br/tag/acessibilidade-arquitetonica/
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
equipamentos etc. Implantação de amplos corredores com faixas indicativas de alto contraste, 
elevadores, rampas no trajeto para o recinto da biblioteca e áreas de circulação dentro dos 
espaços internos desse recinto entre as prateleiras e estantes, as mesas e cadeiras e os 
equipamentos (máquinas que ampliam letras de livros, jornais e revistas, computadores etc.). 
• Acessibilidade metodológica: eliminação de barreiras nos métodos e técnicas de 
estudos (escolar), de trabalho (profissional), de ação comunitária (social, cultural, artística etc.) 
e de educação familiar. 
Para Carvalho (2006), deve ser utilizada para garantir que todos os métodos de ensino, 
trabalho e lazer sejam homogêneos,“sem barreiras nos métodos e técnicas de estudo 
(adaptações curriculares, aulas baseadas nas inteligências múltiplas, uso de todos os estilos de 
aprendizagem, participação do todo de cada aluno, novo conceito de avaliação de 
aprendizagem, novo conceito de educação, novo conceito de logística didática, etc.), de trabalho 
(métodos e técnicas de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos, ergonomia, novo 
conceito de fluxograma, empoderamento, etc.), de ação comunitária (metodologia social, 
cultural, artística, etc. baseada em participação ativa), de educação dos filhos (novos métodos 
e técnicas nas relações familiares etc.) e de outras áreas de atuação.” 
• Acessibilidade atitudinal: eliminação de preconceitos, estigmas, estereótipos e 
discriminações nas pessoas em geral. 
Carvalho (2006) enfoca que a acessibilidade se apresenta nas atitudes preconceituosas 
e discriminadoras em relação às pessoas com deficiência; que pode ser revertida através de 
programas e práticas de sensibilização e conscientização da sociedade em geral. Muitas vezes, 
apesar de não manifestarmos qualquer atitude discriminatória, estamos indiretamente 
contribuindo para isso, pois é um dever de todos zelar pelo devido cumprimento dos direitos 
das pessoas com deficiência e, mesmo assim, vemos locaise meios de transporte sem qualquer 
acessibilidade, ou presenciarmos atitudes preconceituosas e nada fazermos para modificá-la. 
Acessibilidade ambiental em comunicação total: Eliminação de barreiras na 
comunicação interpessoal (oral, língua de sinais), escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila 
etc., incluindo textos em braille e o uso de computador portátil) e virtual (acessibilidade digital). 
É necessário que os profissionais de ensino aprendam sobre formas variadas e 
complementares de linguagem e que as utilizem em seu cotidiano de ensino para todos os 
estudantes, com ou sem problemas aparentes de mobilidade, comunicação ou de percepção 
sensorial (GUIMARÃES, 2000). 
http://diversa.org.br/tag/acessibilidade-atitudinal/
http://diversa.org.br/artigos/acessibilidade-ambiental-em-comunicacao-total/
 
 
 
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Em sala de aula, podemos representar soluções de escala compatível para que todos os 
estudantes estejam envolvidos com o aprendizado. O próprio espaço da sala de aula livre de 
mobiliário é fator de comunicação quando crianças podem usar seu corpo para expressão e 
mobilidade. Luzes especiais podem ser acionadas em flashes para captar a atenção de alunos. 
Computadores portáteis, projetores e telas servem de fundo para a apresentação de mídias, 
dispensando o uso da lousa como único recurso de registro gráfico de traços e palavras. 
Ainda segundo Guimarães (2000), como comunicação total, deve-se buscar a 
familiaridade de todos não só com o conteúdo de mensagens, mas quanto à diversidade em seu 
formato. O ensino inclusivo deve fazer uso da comunicação por mais de um sentido da 
percepção. Estudantes devem aprender a construir mapas táteis e modelos tridimensionais para 
apreender a lógica de sua função nas experiências de localização e navegação pelos ambientes. 
Simulações de compreensão de mensagens com restrição de um ou mais sentidos auxiliam o 
aprendizado e o compartilhamento de experiências. Crianças sem deficiência aparente podem 
aprender brincando a se expressar de modo inusitado, como a ler com os dedos e a falar com as 
mãos. 
Transporte escolar: acessibilidade além dos muros da escola Especialista em 
educação inclusiva Galery (2011) esclarece a importância da questão do transporte escolar 
como parte das políticas públicas de uma rede inclusiva. Grandes investimentos têm sido feitos 
pelas secretarias estaduais e municipais de educação no sentido de tornar os ambientes físicos 
escolares acessíveis, construindo rampas, elevadores, pisos e sinalização táteis, entre outros. A 
questão do transporte, contudo, nem sempre é contemplada por esses esforços. A consequência 
disso é que os estudantes, mesmo tendo um ambiente adequado nos prédios escolares, não 
conseguem transpor as distâncias entre suas próprias casas e as escolas. 
Acessibilidade de materiais didáticos. Augusto Galery (fala da importância da 
acessibilidade dos materiais didáticos para a garantia de acesso ao conhecimento por todos. 
A palavra “acessibilidade” vem sendo vinculada, muitas vezes, aos aspectos 
arquitetônicos da inclusão das pessoas com deficiência, como a construção de rampas, a 
ampliação de portas, os banheiros adaptados etc. 
As especificações de acessibilidade desses materiais são definidas pela norma 
brasileira NBR 15.599, lançada em 2008 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT). A normativa é imprescindível para que gestores disponibilizem aos educadores as 
versões necessárias para o uso inclusivo desses recursos, já que podemos entender 
http://diversa.org.br/artigos/transporte-escolar-acessibilidade-alem-dos-muros-da-escola/
http://diversa.org.br/tag/transporte/
http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_21.pdf
http://www.abnt.org.br/
http://www.abnt.org.br/
 
 
 
Anais do V Seminário de Pós-Graduação – V SIMPÓS. V.5, 2018. 
 
a aprendizagem enquanto processos comunicacionais, interativos e permanentes. A 
popularização da tecnologia ampliou os formatos dos materiais didáticos, que podem ser 
impressos, audiovisuais, eletrônicos etc. Todas essas possibilidades trazem vantagens para o 
professor, pois podem deixar a aula mais interessante e dinâmica. Mas esses formatos, se não 
forem devidamente tratados, podem segregar determinados estudantes com deficiência. 
 
CONCLUSÕES 
 
O estudo demonstrou que compreender sobre os direitos da pessoa com deficiência e 
garantir o acesso e permanência no ensino superior desses alunos, não basta para efetivamente 
haver mudanças na estrutura da escola. 
Uma educação inclusiva demanda, necessariamente, investimentos em materiais 
pedagógicos e em qualificação de professores, uma infraestrutura adequada para ingresso, 
acesso e permanência e estar atento a qualquer forma de discriminação. Muitas vezes, no 
entanto, as práticas inclusivas se distanciam em demasia das proposições teóricas e legais. 
Nesse contexto tornou-se notória a insatisfação dos personagens envolvidos no processo. 
Com relação a acessibilidade. Ela é tão importante quanto ao processo ensino 
aprendizagem. Na medida em que pode ter uma rampa adequada para alunos com deficiências 
ou com mobilidade reduzida, banheiros adaptados, corrimões e fita antiderrapante nas escadas, 
currículos adaptados, uma melhora das barreiras atitudinais por parte de professores, diretores, 
coordenados e demais alunos, materiais didáticos acessíveis aos alunos deficientes, a 
acessibilidade comunicacional com BIBRAS e BRAILLE para deficientes auditivos e visuais 
e as tecnologias assistivas, a inclusão escolar pode dar certo e todos os alunos sejam com 
deficiência são escolarizados e mais humanizados. 
É necessário a adoção de medidas de curto, médio e longo prazos que provoque o 
desenvolvimento de um processo de transformação cultural e social nas instituições 
educacionais, para com isto se incorpore as acessibilidades no interior das escolas. 
 
 
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