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2726 Implantação da Obra
2.2 Movimento de terra
Muitas vezes será necessária uma adequação nos níveis do terreno em relação ao nível natural 
para a implantação de uma obra, de acordo com o projeto de arquitetura, ou seja, um movimento de 
terra deverá ser executado. 
2.2.1 Corte e aterro
Uma vez limpo o terreno, deve-se fazer a conferência dos levantamentos planialtimétricos 
fornecidos pela topografia. Assim, são demarcados no terreno os marcos principais da obra (RN = 
Referência de Nível) para que se inicie, se for o caso, o movimento de terra para a adequação do ter-
reno àquele projetado para a obra.
A porção de terra retirada chama-se de corte e a porção de terra destinada ao enchimento de 
determinada área chama-se aterro. Ambos os casos exigem procedimentos técnicos e profissional 
habilitado quando o volume a ser movimentado corresponde a:
 » aterros com responsabilidade de suporte;
 » aterros com altura superior a 1 m;
 » aterros com volume maior que 1.000 m3.
A Figura 2.7 apresenta elementos de um movimento de terra:
Figura 2.7 - Nomenclaturas em movimento de terra.
Quanto à classificação dos materiais para efeito de corte/escavação, podemos dizer:
 » Material de 1a categoria: terras em geral, argilas, rochas em adiantado estado de decompo-
sição (saibro) e seixos com diâmetro máximo de 15 cm.
 » Material de 2a categoria: rochas com resistência à penetração mecânica inferior ao granito.
 » Material de 3a categoria: rocha com resistência à penetração mecânica igual ou superior 
ao granito.
É evidente que existem ensaios normalizados para a garantia da qualidade do material a ser 
utilizado no caso de aterros e a sua compactação.
2928 Técnicas e Práticas Construtivas: da Implantação ao Acabamento
Quanto ao material a ser utilizado nos aterros, não são recomendadas as turfas, argilas orgâni-
cas, solos com material orgânico, entre outros.
Para boa compactação em aterros, recomenda-se para compactação manual uma camada de 
material solto não superior a 20 cm, e para compactação mecanizada, a altura de material solto varia 
em função do equipamento utilizado podendo ser de 20 cm até 40 cm, e o grau de compactação não 
deve ser inferior a 95%.
Uma nova camada de solo solto só pode ser lançada após a verifi cação da qualidade da com-
pactação da camada anterior e se não forem atingidos os valores adequados tal trecho deve obedecer 
às seguintes etapas de recomposição:
 » escarifi cação;
 » homogeneização;
 » acerto da umidade adequada;
 » recompactação;
 » e, em último caso, troca do solo.
Toda a camada de solo vegetal deve ser retirada antes do início dos serviços de aterro.Toda a camada de solo vegetal deve ser retirada antes do início dos serviços de aterro.
Respeite o ângulo de talude nos cortes e nos aterros de acordo com o solo utilizado e ensaios de laboratório.Respeite o ângulo de talude nos cortes e nos aterros de acordo com o solo utilizado e ensaios de laboratório.
Fique de olho!Fique de olho!
Os equipamentos normalmente utilizados são:
 » caminhão basculante;
 » retroescavadeira;
 » rolo compactador;
 » caminhões pipa;
 » trator de lâmina;
 » trator com grade;
 » motoniveladora.
Veja a seguir as orientações para um bom trabalho em solos:
 » Terreno arenoso ou terra solta: escavação em talude, isto é, cortando o terreno em plano 
inclinado. Se a profundidade for grande, escava-se em degraus.
 » Escavação vertical: proteger os barrancos conforme as normas de segurança ou projeto 
específi co.
 » Terrenos com nascente d’água: desviar o curso da água ou executar drenos.
 » Terrenos muito úmidos: fazer drenagem superfi cial ou rebaixamento de lençol freático 
antes da escavação ou aterro.
 » Terrenos inclinados: fazer patamares horizontais antes dos aterros.
Os manuais dos equipamentos fornecem 
informações suficientes quanto à produ-
tividade.
2928 Implantação da Obra
 » Empolamento: frever o empolamento do material antes dos movimentos de terra. Empo-
lamento é a relação percentual de volume do material escavado com o volume do mesmo 
material solto.
 » “Selagem” do aterro: recomenda-se compactar o solo solto imediatamente na iminência 
de chuva.
 » Compactação: tem de ser eficiente e com equipamentos adequados. O movimento de veículos 
sobre o solo a ser compactado cria uma “ilusão de solo compactado”: isso não funciona.
2.3 Segurança e cuidados nas escavações
Para que os trabalhos em terra ocorram de maneira segura, algumas medidas devem ser toma-
das para efeito de segurança dos trabalhadores, dos equipamentos e do bom andamento da obra:
 » Retirada ou escoramento de todo e qualquer material ou objeto.
 » Verificação das construções vizinhas tais como: casas, muros e toda e qualquer constru-
ção. Caso haja necessidade, executar escoramentos para proteção.
 » Desligamento de todos os cabos subterrâneos de energia elétrica. Na impossibilidade de 
tal procedimento, adotar medidas preventivas.
 » Escoramento dos taludes instáveis ou com presença de água para escavações com profun-
didade superior a 1,25 m (NR 18).
 » Prever escadas ou rampas para escavações com mais de 1,25 m de profundidade.
 » Escavações acima de 1,75 m de profundidade deverão ter, obrigatoriamente, escoramento 
apropriado (NR 18).
 » Uma sinalização (inclusive noturna) deve ser prevista, inclusive todo o perímetro dos tra-
balhos devem ser isolados.
 » Vistoria das escavações e taludes após a ocorrência de chuvas.
 » Evitar trânsito de veículos próximos às escavações manuais.
 » Outras medidas afins.
2.4 Escoramentos
Numa escavação, seja ela para simples drenagem, seja para outros fins, cuidados quanto a des-
moronamentos deverão ser tomados. Conforme o tipo de terreno deverá ser o escoramento e para 
profundidades acima de 1,25 m um escoramento deverá ser considerado, Figura 2.8.
 » Para terrenos de consistência média, são usadas tábuas colocadas na vertical, espaçadas 
de pelo menos 1 m e apertadas contra o terreno por meio de “estroncas” horizontais na 
largura da canaleta. 
 » Em terrenos pouco consistentes, Figura 2.9, deve ser feita a colocação de tábuas umas 
junto às outras, unidas por uma prancha de madeira, na horizontal e ao longo da escava-
ção, e devidamente “estroncadas”. 
	Capítulo 1 - Preparativos Iniciais
	1.1 Conceito
	1.2 Classificação das construções quanto ao uso
	1.3 Fases da obra
	1.4 Instalações provisórias
	Capítulo 2 - Implantação da Obra
	2.1 Locação
	2.2 Movimento de terra
	2.3 Segurança e cuidados nas escavações
	2.4 Escoramentos
	Capítulo 3 - Fundações
	3.1 Fundações ou infraestrutura
	3.2 Fundações superficiais
	3.3 Fundações profundas
	Capítulo 4 - Impermeabilização
	4.1 Conceito
	4.2 Nomenclatura usual
	4.3 Classificação dos impermeabilizantes
	4.4 Tipos de impermeabilização
	4.5 Proteção mecânica
	4.6 Cuidados na execução de impermeabilizações
	Capítulo 5 - Concreto
	5.1 Concreto
	5.2 Tipos de concreto
	5.3 Componentes do concreto
	5.4 Aditivos
	5.5 Mistura do concreto
	5.6 Aplicação do concreto
	5.7 Cura do concreto
	5.8 Equipamentos auxiliares
	Capítulo 6 - Formas e Escoramentos
	6.1 Conceito
	6.2 Materiais para execução de fôrmas
	6.3 Tipos de fôrmas
	6.4 Nomenclaturas usuais para fôrmas de madeira 
	6.5 Exemplos de montagem de fôrmas e escoramentos
	6.6 Considerações gerais sobre fôrmas
	6.7 Prego
	Capítulo 7 - Armação
	7.1 Conceito
	7.2 Categoria e classes
	7.3 Cobrimento da armadura
	7.4 Armação típica das peças estruturais
	7.5 Interpretação das nomenclaturas em projeto
	7.6 Tabela de resumo de aço
	7.7 Comercialização
	7.8 Arames para amarração
	7.9 Ilustrações de corte, dobra e montagem
	7.10 Planejamento de corte
	7.11 Cuidados
	7.12 Telas soldadas para concreto armado
	Capítulo 8 - Alvenarias
	8.1 Conceito de alvenaria
	8.2 Aspectos construtivos de uma alvenaria
	8.3 Projeto de uma alvenaria
	8.4 Tipos de elementos de alvenaria
	8.5 Argamassa de assentamento
	8.6 Consumo
	8.7 Execução das alvenarias
	Capítulo 9 - Gesso Acartonado - Sistema Drywall
	9.1 Sistema drywall - Conceito
	9.2 Tipos de chapasde gesso acartonado
	9.3 Utilizações e propriedades
	9.4 Revestimento
	9.5 Instalações embutidas
	9.6 Cuidados
	Capítulo 10 - Laje Pré-Moldada - Uso Residencial
	10.1 Conceito geral
	10.2 Montagem
	10.3 Armação de distribuição
	10.4 Espessura da laje pré-fabricada
	10.5 Instalações embutidas
	10.6 EPS - Poliestireno expandido
	10.7 Cuidados com a laje pré-moldada
	Capítulo 11 - Cobertura
	11.1 Cobertura
	11.2 Estrutura da cobertura
	11.3 Medidas usuais para cobertura em telhas cerâmicas
	11.4 Ponto do telhado
	11.5 Tipos de emendas em vigas de madeira
	11.6 Sambladuras
	11.7 Estrutura do telhado
	11.8 Colocação das telhas e acabamento
	11.9 Tipos de telhas
	11.10 Calhas e condutores
	11.11 Cuidados na execução e manutenção de um telhado
	Capítulo 12 - Esquadrias
	12.1 O que é esquadria?
	12.2 Componentes de uma esquadria
	12.3 Materiais utilizados
	12.4 Tipos de esquadrias
	12.5 Medidas usuais das portas e janelas
	12.6 Assentamento
	12.7 Uso de contramarcos
	12.8 Ferragens e acessórios
	12.9 Vidros
	Capítulo 13 - Revestimentos
	13.1 O que é revestimento de uma obra?
	13.2 Revestimentos mais comuns
	Capítulo 14 - Pintura
	14.1 Por que a pintura?
	14.2 Sistema de pintura
	14.3 Componentes de uma tinta
	14.4 Tipos de tinta e complementos
	14.5 Preparo da superfície para pintura
	14.6 Defeitos na pintura
	14.7 Recomendações gerais
	Capítulo 15 - Máquinas e
Equipamentos 
	15.1 Definições
	15.2 Manutenção
	15.3 Ferramentas mínimas
	15.4 Ferramentas e máquinas - Orientações gerais
	15.5 Ferramentas de corte - Orientações gerais
	15.6 Normas pertinentes
	15.7 Ferramentas e máquinas - Figuras ilustrativas
	Anexo 1

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