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UNIVERSIDADE UNIVERSUS VERITAS - GUARULHOS CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO DISCIPLINA TÓPICOS INTEGRADORES I Tópicos Integradores I (Princípio da Boa-Fé) GIOVANNA PELIN DE SOUZA – 28268015 ISABELLA MARIA IZAWA - 28259616 JULIA TORRES - 28280576 LUANA MATEUS CÂNDIDO - 28268071 NEEMIAS JOSÉ DA SILVA – 28268906 THAIS D. F. SOARES – 28267242 GUARULHOS 2019 Tópicos Integradores I (Princípio da Boa-Fé) Trabalho apresentado a disciplina de Tópicos Integradores I do curso de Bacharelado em Direito na Universidade Guarulhos, para obtenção parcial da nota AV1 Professor orientador: José Rodrigues GUARULHOS 2019 Professor: José Rodrigues Tópicos Integradores I Tema: Principio da Boa- Fé 01) QUAL O SIGNIFICADO DE PRINCÍPIOS? A palavra princípio no dicionário significa o início de algo, o que vem antes, a causa, o começo e também um conjunto de leis, definições ou preceitos utilizados para nortear o ser humano. É uma verdade universal, aquilo que o homem acredita como um dos seus valores mais inegociáveis. Por exemplo, ouvimos em diversos lugares que: “Todos têm direitos iguais”. Esse trecho está presente no Artigo 5º da Constituição Federal. Ele é apenas uma pequena parte da infinidade de benefícios, se pode dizer assim, pertinentes à população. Uma vez que seja direito de todo cidadão brasileiro ter ciência dos seus benefícios e garantias – e deveres, é claro – é uma iniciativa ponderada e a prática da cidadania exercer esse direito do cidadão que também é um princípio. 02) QUAL O CONCEITO DO PRINCÍPIO QUE VOCÊ IRÁ APRESENTAR? Boa fé, um dos princípios fundamentais do direito privado é o da boa-fé objetiva, cuja função é estabelecer um padrão ético de conduta para as partes nas relações obrigacionais. Vários autores referem-se à boa fé como resultante do Direito Romano, também fazendo alusão no Código Francês de 1804. Esta está presente na redação do novo Código Civil desde as primeiras explanações de Clóvis Bevilaqua em seu anteprojeto. Uma vez aceito no atual Código, tornou-se obrigatória a observância a tal atitude, sob pena de causar a nulidade do negócio jurídico. O princípio da Boa fé de divide em dois tópicos Boa fé Subjetiva e boa-fé objetiva: · A boa fé subjetiva consiste em crenças internas, conhecimento e desconhecimentos, convicções internas, consiste basicamente, no desconhecimento de situação adversa, por exemplo, comprar coisa de quem não é dono sem saber disso. · A boa fé objetiva são fatos sólidos na conduta das partes, que devem agir com honestidade, correspondendo à confiança depositada pela outra parte. O direito contratual se baseia na boa fé objetiva, pois deve se pautar em padrões morais, éticos e legais, de acordo o que descreve o próprio Código Civil. O princípio da boa-fé deve ser observado antes, durante e depois de qualquer negócio, e supondo que a relação entre as partes seguiu dentro de um parâmetro de equilíbrio, o que se pode dizer é que se estabeleceu uma relação saudável econômica do contrato. 03) O PRINCÍPIO QUE SERÁ SEU TEMA, TEM PREVISÃO CONSTITUCIONAL, LEIS ESPECÍFICAS OU AMBOS? O presente estudo pretende demonstrar que embora o princípio da boa-fé objetiva não esteja expressamente previsto na Constituição Federal Brasileira (CF), trata-se de princípio constitucional essencial, em plena consonância com os princípios da dignidade da pessoa humana, solidariedade entre Estados, democracia, dentre outros. Mais que atender a uma norma do Código Civil ou do Código de Defesa do Consumidor onde esse princípio (boa-fé objetiva) é expresso, estar-se-á obedecendo à própria Constituição, fonte maior do ordenamento jurídico. Dessa forma, a previsão da boa-fé objetiva nessas normas infraconstitucionais fundamenta-se na Lei Maior. O princípio da boa-fé é elencado de leis especificas de modo de atuação conforme os Arts. 113, 187 e 422 do código civil e o Arts. 51, IV, do código de defesa do consumidor. 04) QUAL A FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA? A Boa-fé objetiva é um princípio ligado principalmente às relações contratuais, determinando um standard de comportamento, um mínimo ético e social que deve ser respeitado pelas partes. · Função interpretativa, elencada no art. 113 do CC/2002 – é um método hermenêutico que serve de diretriz para o aplicador do direito. O juiz deve se basear em regras atinentes a eticidade e moral, levando em conta o contexto e os fins sociais a que a norma se destina ao prescrever: “os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração”. · Função de controle, elencada no art. 187 do CC/2002 – limita o exercício de direitos subjetivos, onde o agir do indivíduo deve pautar-se pela função econômica, social, pelos bons costumes etc., como forma de humanizar as relações contratuais. · Função integrativa, elencada no art. 422 do CC/2002 – cria deveres para as partes, além daqueles estabelecidos por ambas, na realização de um negócio jurídico. São os chamados “deveres anexos”. São regras mínimas de conduta que devem ser observadas nas fases, pré- contratual, contratual e pós contratual. O disposto no artigo 422 materializa a boa-fé nas relações negociais, exigindo das partes em especial o dever de veracidade, integridade, honradez e lealdade, refletindo, desse modo, não só uma norma de conduta, mas também funcionando como paradigma na estrutura do negócio jurídico. 05) QUAL A ABRANGÊNCIA E APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO QUE SERÁ TEMA DA SUA APRESENTAÇÃO? A abrangência e aplicabilidade de tal princípio é tamanha, que o mesmo é capaz de ser invocado não só nas esferas cíveis, mas em todas as outras (constitucional, penal, defesa do consumir, trabalhista, tributária, empresarial, administrativa). Tal princípio não é estático, o mesmo percorre toda cadeia processual, possuindo um alto grau de dinamicidade, por isso em dizer que a boa-fé deve ser aplicada antes, durante e depois de uma relação quer seja ela negocial ou processual. Instrumento convocatório 01) QUAL O SIGNIFICADO DE PRINCÍPIOS? Os princípios serve de diretrizes gerais, que auxiliam na orientação e aplicação do direito. Pôde-se usar como base o conceito de Miguel Reale que, além de mostrar a importância, discorre sobre suas principais funções: “Princípios Gerais do direito são enunciações normativas de valor genérico, condicionam e orientam a compreensão do ordenamento jurídico, que para sua aplicação e integração, quer para a elaboração de novas normas. Eles cobrem desse modo, tanto o campo da pesquisa pura do direito quando o de sua atualização prática”. 02) QUAL O CONCEITO DO PRINCÍPIO QUE VOCÊ IRÁ APRESENTAR? O conceito de princípio em questão é instrumento convocatório (ou vinculação ao instrumento convocatório) Isso quer dizer que o contrato administrativo aderindo de licitação é formatado nos moldes previstos no instrumento convocatório, isto é, o edital ou q carta convite. O jurista Gustavo Henrique Cavalcante Marques diz que i instrumento convocatório é: “É o documento que irá dispor de todas as regras da licitação, tal como prever os direitos e deveres do fornecedor e da entidade licitante, o objeto da licitação, o procedimento licitatório, a remuneração, os documentos necessários e as regras que garantem igualdade na competição, impessoalidade no tratamento dos participantes, respeito aos princípios da moralidade, legalidade, publicidade, do julgamento objetivo é da probidade administrativa “ Por sua vez, o edital ou a carta convite é o documento que irá dispor de todas as regras da licitação. Sem dúvida, o instrumento convocatório é um documento de extrema importância para a licitação, de modo que todos os seus tópicos devem ser analisados e compreendidos. 03) O PRINCÍPIO QUE SERÁ SEU TEMA, TEM PREVISÃO CONSTITUCIONAL, LEIS ESPECÍFICAS OU AMBOS? O instrumento convocatório é citado na lei 8.666/93, art 3°. No art 41 da lei 8.666/93. 04) QUAL A FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA? Art 3: A citação destina-se a garantir a observância do princípio constitucionalda isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgará em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da proibidores administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo é dos que são correlatados. 05) QUAL A ABRANGÊNCIA E APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO QUE SERÁ TEMA DA SUA APRESENTAÇÃO? O princípio da vinculação ao instrumento convocatório obriga a administração a respeitar estritamente as regras que haja previamente estabelecido para disciplinar, como está consignado no artigo 42 da lei 8.666/93 Assim, os licitantes e o poder público estão adstritos ao edital, quanto ao procedimento, a documentação, as propostas, ao julgamento e ao contrato. É o que prevê o artigo 43, V da lei de licitação, que exige o julgamento e classificação das propostas se façam de acordo com o critério de avaliação constantes do edital. Como a mostre Maria Sylvia Z. explica sobre o tema: · “Quando a administração estabelece, no edital, ou na corta convite, as condições para participar da licitação e as cláusulas essenciais do futuro contrato, os interessados apresentarão suas propostas com base nesses elementos, ora de for aceita proposta ou celebrado o contrato com desrespeito às condições previamente estabelecidas, vinculados estarão os princípios da licitação, em especial do da igualdade entre os licitantes, pois aquele que se prende os termos do edital poderá ser prejudicado pela melhor proposta apresentada por outro licitante que os desrespeitou”.