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Direito da Informática Aula 06/08/2018 Professora Elizabeth Cavalcante 2 disciplinas Direito da Informática e Relações Privadas da Informática (semestre que vem) • Atividades complementares Filmes • Marco civil da Internet: É uma lei (número 12.965/14) que regulamenta a utilização da internet, visa orientar os direitos e deveres dos usuários, provedores de serviços e conteúdos e demais envolvidos com o uso da Internet no Brasil, estabelecendo princípios e garantias que tornam a rede livre e democrática no Brasil. Em vigor desde 23 de junho de 2014, ela assegura os direitos e os deveres dos usuários e das empresas provedoras de acesso e serviços online. Antes de virar lei, a proposta foi lançada pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, em outubro de 2009. Nessa fase, os temas abordados foram desenvolvidos com ajuda da população por meio de audiências públicas em todo o Brasil. “Era possível opinar e comentar os artigos também pelo blog Cultura Digital e pelos portais e-Democracia e e-Cidadania, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal”, explica o advogado Bernardo Meyer. Internet neutra: Consiste na “democratização” da qualidade e velocidade do acesso à internet, sem discriminações de conteúdos que estão disponíveis no ambiente online. A Lei proíbe manipulação de velocidade O Brasil foi um dos primeiros países a adotar o princípio da neutralidade, um dos temas mais polêmicos do MCI. Ele garante a mesma qualidade de acesso à rede para todos, sem distinção, e proíbe provedores de telecomunicações de restringirem conexão e velocidade, dependendo do conteúdo, origem, destino e serviço acessado pelo internauta. Isso impede, entre outras coisas, que haja tarifas diferenciadas de acordo com a qualidade do serviço prestado. • Prova dissertativa e teste! Bibliografia Básica - Oliveira, Álvaro Borges de, Novos Direitos: direito da Informática e a tributação de programa de computador. Visual Book. - Paesani, Liliane Minardi. Direito da Informática: Comercialização e desenvolvimento internacional do software Atlas Paginas 11 16 e 17 35 (hardware software) A política da Informática e a Lei 10176/01: A Lei da Informática (conforme as leis 8.248/91, 10.176/01, 11.077/04 e 13.023/14) é uma lei que concede incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia (áreas de hardware e automação), que tenham por prática investir em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I). Esses incentivos fiscais referem-se à redução do IPI em produtos habilitados/incentivados. O governo federal utiliza esse mecanismo para incentivar investimentos em inovação no setor de hardware e automação por parte da indústria nacional. TRIPS: Ocorreu em 1994, a TRIPS – Trade Related Aspects of Intellectual Property Rights que protege as compilações de dados que por razões de seleção ou disposição de seus conteúdos constituem criações de caráter intelectual, e estão protegidas como tais. - Rover, Aires José, Direito e Informática Manole Bibliografia Complementar - Limberger, Têmis. O direito à intimidade da Informática. Livraria do Advogado. - Pereira, Elizabeth Dias Kanthack. Proteção jurídica do Software no Brasil Juruá. - Marcacini, Augusto Tavares Rosa. Direito e Informática: Uma abordagem jurídica. Criptografia - Mori, Michelle Keiko Direito à intimidade versus Informática juruá. - Rosa, Fabrizio Crimes de Informática Bookseller. - Rover, Aires José, Informática no direito: inteligência Artificial. Juruá. Direito da Informática Breve histórico · Realizações no campo da Informática: diversos experimentos na área de processamento de dados Precursores 1) John Napier (1614) – Logaritmo / logos = razão, aritmo = número) simplificou os cálculos aritméticos. Algoritmos Filosofia da mente Filosofia da linguagem Filmes: • Ela • The Square • O jogo da imitação • Ex Machina Ler o Livro Eu robô – Isaac Asimov 10 horas de atividade complementar Aula 13/08/2018 · A professora não vai perguntar sobre a parte histórica Blaise Pascal (1624) Físico e matemático (geometria e teoria dás probalidades). Primeiras calculadoras mecânicas. Leibnitz – Precursor da lógica moderna mecânica quântica (1671) Obs: Professor Gofredo Teles sobre Direito quântico Thomas Colmar (1818) – Primeiras calculadoras. Obs: Adam Smith Teoria da economia auto regulável Herman Hollerith – Sec. XX. Mecanismo de cartões perfurados (instrumento necessário para a entrada de informação para os computadores). Análise de processamento de dados. Alan Turins (1912) – cientista britânico (computação e IA). Colossus (1943) computador utilizado na 2ª grande guerra (totalmente eletrônico). John Von Neumann – Sec XX ENIAl Programação interna informações Na memória do computador (lidas em cartões perfurados) de forma externa (hardware). Primeiro Computador na linha Comercial UNIVAC (1951) Microprocessador = Década de 60 Microsoft expoente em software Personal computer – IBM (1981) · Telemática: é a ciência que estuda o procedimento para elaboração, utilização e circulação da informação por meio do uso combinado de aparelhos eletrônicos e meios de telecomunicação, ou rede de Internet. · Autonomia do Direito O direito da informática é a ciência que estuda as novas tecnologias e seus reflexos nos aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais, para solucionar os conflitos com a criação de regulamentação de salvaguarda jurídica, para a utilização da informática. O Direito da Informática é uma ciência, considerado um ramo autônomo do direito, mas de característica sui generis e com reflexos em vários outros ramos do direito. • Direito da Informática: disciplina que estuda as implicações e problemas jurídicos surgidos com a utilização das modernas tecnologias da informação. diferença entre os termos Informática, Informática Jurídica e Direito da Informática: · O termo informática é um neologismo de origem francesa, advindo da expressão information automatique. · A informática jurídica é a ciência que estuda a utilização de aparatos e elementos físicos eletrônicos, como o computador, para otimizar o trabalho dos profissionais do direito. O Direito da Informática é mais complexo e não se dedica unicamente ao estudo do uso dos aparatos informáticos como meio de auxílio ao direito delimitado pela informática jurídica, mas estuda as situações que, com o uso da informática, geram conflitos, a finalidade é a salvaguarda jurídica · Fontes As fontes específicas do direito da informática são escassas, mas podemos citar as legislações existentes, tais como o atual Marco Civil da Internet, ou a Lei do Software; os costumes; a doutrina específica desta área, tais como os comentários interpretando as legislações, e a jurisprudência, que diariamente enfrenta novos desafios nesta seara tecnológica. Atualmente encontram-se os contratos eletrônicos, os documentos eletrônicos, o processo judicial eletrônico. Segundo as regras da autonomia do Direito da Informática, para que haja um ramo autônomo do direito, deverá observar algumas regras, tais como: a doutrina para a realização de contratos eletrônicos, o Marco Civil Regulatório, as decisões judiciais reiteradas de Tribunais, que se referem à (s): Fontes Cibernética É a ciência que estuda os mecanismos de comunicação e de controle nas máquinas e nos seres vivos Jurimetria é justamente a estatística aplicada ao direito, é uma nova forma de encarar as normas e a sua aplicação que baseia-se em dados e, consequentemente, em estatísticas. Por isso, ela pode ser genericamente definida como “a estatística aplicada do Direito”. busca-se dar concretude às normas e instituições, situando no tempo e no espaço os processos, os juízes, as decisões, as sentenças, os tribunais, as partes etc. Quando se faz jurimetria, enxerga-se o Judiciário como um grande gerador de dados que descrevem o funcionamento completo do sistema. Quando se faz jurimetria, estuda-se o Direito através das marcas que ele deixa na sociedade. Juscibernética – Mário Losano: Cunhouo termo "juscibernética" (giuscibernetica), dividindo-a em quatro temas: 1º) o estudo da inter-relação entre normas jurídicas e atividade social; 2º) a concepção do direito como um sistema auto-regulado; 3º) a aplicação da lógica e outras técnicas de formalização ao Direito; 4º) as técnicas para utilização do computador no setor jurídico. Decorre, em aspecto mais profundo, a equiparação e comparação entre do direito natural (jus naturale, do Direito Romano) e o novo paradigma que surge: o direito artificial, da cibernética Informática jurídica: Trata-se da aplicação da Informática no direito e em seus processos e seus procedimentos. Ex: Processo eletrônico. • Informática Jurídica: disciplina que trata da utilização otimizada da informática pelos profissionais ou operadores do direito e nas atividades de natureza jurídica. Sociedade da informação: (Pergunta do doutorado da professora): Trabalha com comunicação em troca de bens e serviços É UMA CIÊNCIA COMUNICATIVA Informação: • comunicação • troca de bens e serviços Novas técnicas - Paradgma -> dimensão: NÃO É APENAS ESPAÇO FÍSICO REAL, MAS VIRTUAL EM TEMPO REAL • espaço físico • tempo - Paradgma virtual eletrônico: Nova perspectiva de Direito humano social (interação, prestação de serviços, troca de bens, expedientes jurídicos, empregabilidade etc.) desenvolvimento social e econômico onde a informação, como meio de criação de conhecimento, desempenha um papel fundamental na produção de riqueza e na contribuição para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. Condição para a Sociedade da Informação avançar é a possibilidade de todos poderem aceder às Tecnologias de Informação e Comunicação, presentes no nosso cotidiano que constituem instrumentos indispensáveis às comunicações pessoais, de trabalho e de lazer. ONU – UIT Agência da União Internacional das Nações Unidas promoveu um acordo internacional com empresas do setor para garantir a paz no ciber espaço – segurança na rede Governo Brasileiro criou o programa para a sociedade da informação (livro verde da sociedade da informação no Brasil). · Surgimento de uma nova categoria do direito -> sociedade da informação · Direito a inclusão digital e o princípio da liberdade das formas Aula 20/08/2018 Considerações relevantes sobre Direito da Informática - Informação -> É um Bem jurídico, pois produzem efeitos jurídicos. - Informação -> armazenada, manipulada, cedida, subtraída de forma ilícita. - Preocupação do Direito -> Uso da informação (lícito ou ilícito). – Difusão, circulação. • preocupação com o uso da informação e a forma como será divulgada. Relevância econômica e social: É um bem mercadológico. O acesso à informação nos contratos de relação de consumo (Artigo da Professora). Bens informáticos Bens: Materiais e Imateriais Bens imateriais: Modelo industrial, invenção, know how, programa de computador etc. Requisitos: 1. Qualidade de criação intelectual – Direitos de autor ou Direitos sobre propriedade intelectual? A Propriedade Industrial visa proteger os direitos sobre patentes, marcas, desenhos e indicação geográfica. O Direito Autoral, por sua vez, protege as obras científicas, artísticas e literárias. Incluindo as programações tecnológicas. Tal divisão tem como base o acordo TRIPs - Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights, um tratado internacional que em português significa, Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio. De modo amplo e direto, o Direito de Propriedade Intelectual assegura as criações capazes de resultar em vantagens econômicas para o seu criador, protegendo suas ideias e criações intelectuais. Daí a importância em proteger os ativos intelectuais tanto quanto uma empresa física. Tal divisão tem como base o acordo TRIPs - Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights, um tratado internacional que em português significa, Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio. De modo amplo e direto, o Direito de Propriedade Intelectual assegura as criações capazes de resultar em vantagens econômicas para o seu criador, protegendo suas ideias e criações intelectuais. Daí a importância em proteger os ativos intelectuais tanto quanto uma empresa física. O que é proteção sui generi? É uma figura jurídica intermediária, entre a Propriedade Industrial e o Direito Autoral, denominada por alguns doutrinadores, como “híbrido jurídico” que visa proteger novas modalidades de criações intelectuais, que surjam com a evolução da humanidade e que não se enquadram exclusivamente nos ramos do Direito Industrial ou Autoral. 2. Possibilidade de reprodução – Exploração econômica. Informática: • Elemento físico (hardware) • Elemento lógico (software) ex: Inteligência artificial • Elemento humano Conceito de Hardware – Elaborador eletrônico (computador). Natureza Jurídica: Produto industrial. Categoria de bens materiais. Protegido por patente, pois é uma invenção humana (pedido de patente de invenção ou pedido de registro de modelo industrial), no caso de inovações técnicas. Aplica-se o conjunto de regras relativas aquelas sobre concorrência entre empresas e tutela de segredos científicos. Conceito de Software: Conjunto de elementos necessários para se alcançarem as tarefas por ele requeridas (De Plácido e Silva). É a parte lógica que habilita o suporte físico a realizar um trabalho. Conceito de Direitos da Informática Novo ramo da ciência jurídica que consiste em um conjunto de normas e de instituições jurídicas que regulamentam o uso dos sistemas de computador, bem como as relações advindas de sua utilização, abrangendo a modificação e a reprodução de programas e aplicativos desenvolvidos eletronicamente. Abrange as mais diversas disciplinas jurídicas, no âmbito material e processual. • Informática: é a ciência que estuda o tratamento automático da informação. Bens Informáticos: Software e Hardware. Os bens podem ser classificados segundo suas características físicas: (i) bens materiais: tangíveis, físicos, e (ii) bens imateriais: intangíveis, ausente de corpo. • Software: São bens imateriais que são protegidos, por serem consideradas criações do intelecto, do espírito. natureza jurídica do software é classificada como obra técnica, original, intelectual, de caráter criativo, bem imaterial tutelado pelo direito autoral como obra literária. Propriedade intelectual divide-se em duas vertentes: Propriedade Industrial: trata-se de direito empresarial e para que haja proteção depende da concessão de um título (patente – de invenção e modelo de utilidade; ou registro de desenho industrial e marca, concedida pelo INPI, válida em todo território nacional. Direitos Autorais: para a sua proteção não depende das formalidades de registro, a vigência dos direitos autorais é longa, podendo inclusive ultrapassar a vitaliciedade, independentemente de exploração da obra. No caso do software, o prazo de proteção é de 50 anos contados a partir de 1º de janeiro do ano subseqüente ao da sua publicação ou, na ausência desta, da sua criação. • Hardware é a parte física do computador formado pela CPU – unidade central de processamento de dados e pelos periféricos (tudo que está conectado na CPU). Trata-se de um bem material, produto industrial. - A natureza jurídica do hardware, considerado em sua unidade como produto industrial, pertence à categoria dos bens materiais. - Em principio, é aplicável ao hardware o conjunto de regras e institutos elaborados em matéria de disciplina de concorrência entre empresas, e de tutela de segredos científicos e industriais. Inclusão Digital -> Direitos ou Deveres? É um direito do cidadão, mas por si só não consegue prover então torna-se um dever. Direito de informar -> Prerrogativa Constitucional (art 5º XIV, CF) Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida,à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XIV - e assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; Liberdade das Formas: • Liberdade de expressão • Privacidade • Respeito aos Direitos humanos Era Digital -> Instrumento de Poder -> Informação Direito: • Comportamento • Linguagem (Constante mutação) ) ⚠️ Princípios do Direito da Informática (caem na prova) 1º Princípio da Existência concreta: Confere-se ao predomínio das tratativas completas sobre as formas. Pode acontecer de haver certa incoerência entre os fatos ocorridos e a forma, portanto, a realidade pode estar viciada por uma simulação ou erro na transmissão de dados e informação. • Princípio da existência concreta – deverá predominar as relações concretas em um contrato eletrônico, trata-se da realidade sobre a documentação escrita ou virtual. O que deve ser levado em consideração nas relações virtuais é aquilo que verdadeiramente ocorre e não aquilo que é estipulado em contratos virtuais. Considerando os princípios do Direito da Informática, o TST decidiu que se aposto nome de advogado diverso daquele que assinou digitalmente o recurso, o efetivo subscritor do apelo é aquele cuja chave de assinatura foi registrada, responsabilizando-se pela petição entregue, desde que devidamente constituído nos autos. Foi aplicado qual princípio? Princípio da existência concreta Princípio da racionalidade: Agir conforme a razão (nas relações virtuais). Flexibilidade do entendimento razoável. Princípios implicitos: • Razoabilidade (implícito) • Proporcionalidade (implícito) • Princípio da racionalidade – A razão deve ser priorizada nas relações virtuais, a norma não alcança todos os casos, portanto deverá haver proporcionalidade e razoabilidade, um freio e uma elasticidade na aplicação do direito para que haja uma flexibilidade do entendimento razoável do preceito. Princípio da lealdade – boa-fé objetiva (421 422 CC): • boa-fé objetiva: Traduz no interesse social das relações jurídicas (segurança dessas relações) – lealdade e confiança recíproca. Dever de agir (além da literalidade). Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé. 3 princípios: · Sociabilidade: O contrato interessa não só as partes mas extrapola os seu efeitos a toda coletividade. · Operabilidade: Precisa de efetividade nos negócios jurídicos, que seja concretizado. · Eticidade: É a ética incorporada nas relações jurídicas. • Princípio da lealdade – Consiste na conseqüência da boa-fé, todo homem deve agir conforme a boa-fé, lealdade, confiança e respeito mútuo para o fiel cumprimento das obrigações estabelecidas ou pactuadas. O princípio da lealdade ou boa-fé norteia todo o ordenamento jurídico e não apenas um ramo autônomo do direito. Assinale a alternativa em que abrange corretamente as duas vertentes desse princípio. A boa fé objetiva é o cumprimento honesto e escrupuloso das obrigações, a boa fé subjetiva abrange o erro ou falsa crença, significa lealdade de conduta nas relações virtuais. Princípio da intervenção estatal: • garantia de acesso a produtos e serviços essenciais. • Qualidade e adequação dos produtos e serviços (segurança, desempenho, transparência). • Estado deve zelar pela política nacional das relações. Virtuais: • Igualdade substancial le• Princípio da intervenção estatal – a intervenção direta do Estado visa garantir efetividade nas relações virtuais, assegurando o acesso e a qualidade do produtos e serviços disponíveis, garantindo a segurança, durabilidade e o desempenho. Princípio da neutralidade da rede: trazer igualdade substancial Princípio da subsidiariedade Falta de mecanismos legais impede o regular desenvolvimento das relações virtuais. Esse fato obriga a utilização de institutos legais de forma subsidiária. • Se aplica a casos omissos. • Princípio da Subsidiariedade – considerando-se a carência de normas e institutos que ainda devem demorar muitos anos para surgirem, este princípio é fundamental para o desenvolvimento do direito da informática. Segundo os princípios do Direito da Informática, as regras de integração e interpretação das normas devem ser aplicadas aos casos omissos, observando as regras de hermenêutica. Assinale a alternativa que indica corretamente quais são os elementos necessários para a aplicação e integração correta da norma e qual é o princípio respectivo. Que não esteja regulado de outro modo; e não ofendam os princípios do direito informático. Princípio da subsidiariedade. Princípio da Eficiência • Se não houver previsão legal, em regra, o tribunal deve declarar sua incompetência, quando a situação apresentada esteja fora de seu alcance da jurisdição. • Mobilidade das transações. • Princípio da efetividade – no caso de incompetência do juiz para julgar aquela demanda, ou a incompetência da justiça brasileira, haverá impossibilidade de executar aquela decisão, o que não impede o exercício do direito face as pessoas que estejam no estrangeiro, mas, dependendo do caso em concreto, poderão estar fora do poder do tribunal brasileiro. Princípio de Submissão: • Em limitado número de relações virtuais, uma pessoa pode voluntariamente submeter-se a jurisdição do Tribunal a que não estava sujeita. • Se aceita jurisdição diversa, não poderá pretender livrar-se dela • Princípio da equivalência funcional: Não poderá haver restrições que não existam fora do setor tecnológico, as duas realidades existentes devem ser equivalentes. Considerando os princípios do Direito da Informática, não poderá haver restrições no mundo virtual que não existam fora do setor tecnológico, as duas realidades existentes devem ser equivalentes, trata-se do princípio da: Princípio da equivalência funcional (Aula 03/09/2018) Metodologia da Informática jurídica 1- Gestão ou operacional – Relacionada com a mecânica e o funcionamento dos espaços jurídicos e dos trabalhos (fluxos físicos). 2- Registrária ou documental – Relacionada com o acesso rápido e fácil aos vários Registros oficiais. 3- Decisão – Jurimetria ou decisometria Estudos relacionados com a substituição ou reprodução das atividades do jurista, particularmente dos juízes. Obs: Usam bastante pra fazer levantamento estatístico - Ajuda na decisão – Tratamento e recuperação da informação jurídica nos campos da legislação, doutrina e jurisprudência. - Aplicação da inteligência artificial (IA) ao processo judicial. Informática jurídica - Ciência que estuda a utilização dos elementos físicos eletrônicos, como o computador no direito. Telemática – Ciência que trata da manipulação e utilização da informação pela utilização de computadores (eletrônicos) e os meios de comunicação. Direito da Informática e outros ramos do direito A informática tem reflexos nos mais diversos ramos do direito. Entre os ramos do Direito abrange o Direito da Informática podemos elencar: 1- Direito Constitucional: A carta magna assegura o respeito a vida privada e a intimidade dos cidadãos à privacidade da correspondência e a inviolabilidade das informações pessoais. A constituição traz as garantias constitucionais e os meios acessíveis de proteção da pessoa humana na sua integridade moral e psíquica. Direito Constitucional Trata-se da Carta Magna do país, tais preceitos geram efeitos no direito como um todo. A Constituição Federal de 1988 tem dado proteção aos usuários das novas tecnologias, assegurando a liberdade informática, sem censura, mas impondo limites, a Constituição de 1988, no artigo 5º estabelece que: Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: IX- é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; 2- Direito Penal – Crimes cibernéticos lei 12737/12 – Tipifica uma série de condutas no ambiente virtual. • Direito Penal A relação entre o direito de Informática e o direito penal está cada vez mais em evidência, o direito penal tipifica condutas ilícitas e regula as sanções impostas ao agente que violou a norma. Segundo Paiva, o Direito Penal guarda estreitas relações com o Direito Informático, alguns autores alemães afirmam a existência de um Direito Penal Informático. Muito importantes são as relações entre os dois ramos da ciência jurídica que, em razão da informática, novas figuras delituosas surgiram deixando desatualizado e inerte os tipos penais mencionados nos Códigos penais. O Direito Penal impõe regras taxativas que devem ser observadas, sendo que, não pode haver interpretação por meio de analogia que venha prejudicar o réu, por esse fato as lacunas legais têm o efeito de beneficiar alguns por falta de tipificação, tornando o ambiente eletrônico conhecido como “terra de ninguém”. Segundo o artigo 1º do Código Penal e o artigo 5º, XXXIX da Constituição Federal determinam que: "Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal". Lembrando que, dependendo da conduta, a lei penal geral abrange independente do ambiente em que foi praticado o ato tipificado como crime, não há neste caso a analogia in malam partem, e, portanto pode ser aplicado. O Direito Penal guarda estreita relação com o Direito Informático, alguns autores alemães afirmam a existência de um Direito Penal Informático, assinale a alternativa correta. R: O Direito Penal impõe regras taxativas que devem ser observadas, sendo que, não pode haver interpretação por meio de analogia que venha prejudicar o réu. 3- Direitos Humanos – Regulamentação jurídica para garantir o direito a vida, a segurança, o respeito a dignidade humana entre outros direitos fundamentais. • Direito Humanos Os Direitos Humanos têm origem na consciência dos povos, nos direitos naturais para salvaguarda do ser humano, dos direitos civis e políticos indispensáveis ao homem, são direitos fundamentais, tais como a vida, a liberdade, a propriedade, a igualdade, o respeito moral, a vida privada e a intimidade, os direitos sociais, econômicos e culturais. Trata-se da dignidade e integridade do ser humano, da garantia de convivência social em ambiente de respeito, de liberdade em sociedades verdadeiramente civilizadas. Paiva entende que a relação entre o Direito da Informática e os Direitos Humanos está na possibilidade de que exista por meio do Direito de Informática regulamentação jurídica que apóie o bom funcionamento dos órgãos jurisdicionais, sendo assim deve haver eficiência na criação e aplicação da lei ao caso em concreto, com celeridade processual. Entre outros pontos a destacar, pode-se mencionar outras relações tratadas em matéria de direitos humanos como a privacidade e a intimidade, que poderiam ser burladas por meios da utilização ilícita dos meios informáticos. A privacidade ou intimidade burlada por meio da utilização ilícita dos meios informáticos, a pedofilia e o bullying praticados na rede causam danos de difícil reparação, o conteúdo pode se alastrar de tal forma que não há mais possibilidade de apagar em definitivo aquele arquivo de dados ilícitos, ou porque ultrapassou fronteiras, ou as pessoas que tiveram acesso armazenaram em mídias pessoais, podendo ser compartilhado entre amigos ou disseminado nos mais diversos programas e localidades diferentes. 4- Propriedade intelectual – Por meios Informáticos pode ocorrer a incidência de ilícitos cibernéticos que afetam a esfera no direito autoral. • Propriedade Intelectual A OMPI – Organização Mundial da Propriedade Intelectual é uma das 16 agências da ONU – Organização das Nações Unidas, entidade de Direito Internacional Público, sediada em Genebra na Suíça, é composta de 187 países e administra 26 tratados internacionais, entre eles a CUP – Convenção da União de Paris e a CUB – Convenção da União de Berna. O foco de proteção é a propriedade intelectual, bem imaterial que engloba a propriedade industrial, os direitos referentes aos softwares e os direitos autorais. Segundo Paiva: “Nesse ponto é fundamental a tomada de medidas, especialmente no Brasil. Há necessidade de um melhor controle desta matéria, para penalizar os plágios, a pirataria bem como qualquer delito contra os direitos do autor ou industriais produzidos contra e por meio de instrumentos informáticos.” Outro acordo importante ocorreu em 1994, a TRIPS – Trade Related Aspects of Intellectual Property Rights que protege as compilações de dados que por razões de seleção ou disposição de seus conteúdos constituem criações de caráter intelectual, e estão protegidas como tais. Há necessidade de estudos para penalizar a pirataria, bem como qualquer delito contra os direitos do autor ou os direitos industriais, que são produzidos contra a legislação e por meio de instrumentos informáticos, trata-se de qual ramo do direito relacionado ao Direito da Informática? R: Propriedade Intelectual 5- Direito Civil – Há um ponto de convergência entre direito dos contratos e entre o direito das Obrigações. Com os contratos eletrônicos surge uma nova modalidade negocial. Deve-se conferir maior garantia jurídica as partes contratantes, atendendo efetivamente, o princípio da estabilidade da ordem judicial e social. Ex: assinatura digital, registro eletrônico, responsabilidade civil (contratos individuais). • Direito Civil A informática revolucionou o modo como são realizados os acordos, contratos, títulos de crédito, influenciando diretamente nas relações de direito civil. Segundo Paiva, o Direito da Informática não só aproveita princípios de Direito Civil, mas também influencia sobre o próprio Direito Civil. A informática modificou o modo de contratar, entre outros reflexos que devem ser amparadas pelo direito. O contrato eletrônico consiste no direito civil, mas o ambiente a ser realizado é o eletrônico, devendo a legislação amparar esses novos documentos desprovidos de suporte material que impõe obrigações entre as partes, portanto produzem efeitos jurídicos. Atualmente podem ser emitidas notas fiscais eletrônicas e conseqüentemente títulos de crédito eletrônicos, segundo a Lei 9.492/97 há a possibilidade de protesto por INDICAÇÃO de Duplicatas Mercantis emitidas por meio magnético, vejamos abaixo o art.8º. Art. 8º Os títulos e documentos de dívida serão recepcionados, distribuídos e entregues na mesma data aos Tabelionatos de Protesto, obedecidos os critérios de quantidade e qualidade. Parágrafo único. Poderão ser recepcionadas as indicações a protestos das Duplicatas Mercantis e de Prestação de Serviços, por meio magnético ou de gravação eletrônica de dados, sendo de inteira responsabilidade do apresentante os dados fornecidos, ficando a cargo dos Tabelionatos a mera instrumentalização das mesmas. 6- Direito Empresarial - Implicações jurídicas provenientes da facilidade para reproduzir documentos, contratos mercantis, conference Call, transferências de capitais via internet documentos virtuais (duplicatas virtuais). Movimento eletrônico de bolsas. · Direito Comercial Segundo Paiva, com a mudança na economia, as transações de bens materiais continuam importantes, mas as transações de bens intangíveis, em um meio desta mesma natureza, são os elementos centrais de uma dinâmica comercial,a do comércio eletrônico. Uma nova legislação deverá abraçar essas mudanças fundamentais resultantes de um novo tipo de transação, novas regras comerciais compatíveis com o comércio de bens em via informática. As leis relacionadas à compra de imóveis, automóveis, etc., não são aplicáveis e apropriadas a contratos envolvendo a troca de banco de dados, sistemas de inteligência artificial, software, multimídia, e comércio de informações pela Internet. As novas tecnologias demandam novas transações que requerem novas regras comerciais, surge a desmaterialização do bem físico, o contrato se torna virtual, as regras de pagamento mudam, a jurisprudência faz as regras por meio de analogias com relação as leis existentes quando possível. Nesta seara, para abertura de uma loja virtual, além das regras do direito comercial, devem-se observar as regras quanto ao nome de domínio, aos provedores, e as regras impostas pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. 7- Direito Processual – Os atos processuais podem ser realizados por meio eletrônico. Procedimentos introdutórios e decisórios lei do processo eletrônico 11419/2006. Exemplos: • Competência territorial; • Juntada regular de documentos; • Ciência e casos; • Atividades irregulares no processo; • Composição Judicial por meios eletrônicos. 8- Direito Tributário – Comércio virtual e a devida legalização. Exemplo: tributação de atividades econômicas realizada no mundo virtual, aplicação ou não de certas normas tributárias, incidência tributária territorial e legitimação da Informática com a forma de pagamento e para declaração de imposto. (Súmula 334 do STJ) 9- Direito do Trabalho - Utilização do e-mail corporativo em situações a serem analisadas como hipóteses para a demissão com justa causa. O e-mail pode ser comparado ao papel timbrado de uma empresa, podendo ocorrer a responsabilidade dos sócios por atos de seus prepostos. · Direito do Trabalho Atualmente, as empresas estão cada vez mais inovando em tecnologia, hoje já existe o cartão de ponto digital, identifica a pessoa de forma segura por meio do reconhecimento e comparações das impressões digitais que estão armazenadas em seu banco de dados. Paiva entende que é nítida a correlação entre o Direito da Informática e o Direito do Trabalho nos seus mais variados aspectos que vão desde a automação das empresas até o poder hierárquico exercida pelo empregador, horário de trabalho e nas relações entre os próprios funcionários. Desta forma, os funcionários que recebem uma conta de e-mail corporativo ou equiparado não poderão utilizá-la para outro fim que não seja o laborativo, visto que, seu conteúdo não é privado e sim de interesse da empresa, portanto poderá ser monitorado, rastreado e lido pelo responsável do setor daquela determinada empresa. A empresa pode inclusive, inserir filtros para que o sistema informático tenha acesso apenas nas páginas de interesse da própria empresa. Algumas jurisprudências do TST já pacificaram o assunto, mantendo inclusive demissões por justa causa, conforme o caso em concreto de utilização abusiva do e-mail corporativo que pode causar dano para o prestigio da empresa frente aos seus clientes e fornecedores. Os Tribunais pátrios têm enfrentado processos relacionados ao direito de expressão, opinião, personalidade e imagem das pessoas. As lides iniciam após a postagem, em regra nas redes sociais, de determinada foto de terceiros com comentários ofensivos. As lides são de indenização por danos morais podendo incluir os danos materiais, dependendo do caso em concreto. Assinale a alternativa que corretamente define os ramos do direito que englobam esse tipo de lide acima descrita. R: Direito Civil e Constitucional É nítida a correlação entre o Direito da Informática e o Direito do Trabalho nos seus mais variados aspectos: · Automação das empresas · Poder hierárquico exercido pelo empregador de forma eletrônica. · Ponto eletrônico. · E-mail corporativo 10- Direito administrativo – Criação de certificados eletrônicos pela secretaria da Receita Federal, credenciamento de autoridades certificadoras a emissão de certificados eletrônicos · Direito Administrativo Para salvaguarda jurídica, o Estado deve intervir nas relações que envolvem o procedimento informático, por meio de seus órgãos administrativos de fiscalização e controle. O ITI – Instituto Nacional de Tecnologia da Informação é uma autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República, sendo mantenedor da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, é a primeira autoridade da cadeia de certificação - AC Raiz. A Receita Federal é uma das Autoridades Certificadoras que possibilitam a emissão dos certificados digitais, documento hoje necessário para a identificação segura das partes que realizam negócios jurídicos, inclusive o peticionamento eletrônico realizado por advogados. O Comitê Gestor da Internet no Brasil regulamenta o registro do nome de domínio das pessoas físicas e jurídicas. Questões ED Considerando a relação do Direito da Informática com outros ramos do Direito, analise e julgue as assertivas a seguir: I. A relação entre o Direito da Informática e os Direitos Humanos está na possibilidade de que exista, por meio do Direito de informática, a regulamentação jurídica que apóie o bom funcionamento dos órgãos jurisdicionais. II. Ao existir celeridade, haverá possibilidade de evitar a superpopulação dos cárceres, fator que tem influído na constante violação desses direitos. III. Outras relações tratadas em matéria de direitos humanos como a de privacidade e intimidade poderiam ser burladas por meios da utilização ilícita dos meios informáticos Resposta: Todas estão corretas. Em 1886, na cidade de Berna, Suíça, foi assinado o acordo internacional, a Convenção da União de Berna (CUB), relativa à proteção das obras literárias, científicas e artísticas, estabeleceu o reconhecimento do direito do autor entre nações soberanas, adotando o princípio da reciprocidade para todos os países signatários e a proteção independente de registro da obra em órgão específico. As Convenções de Paris e de Berna (CUP e CUB) dispunham de secretariados que foram reunidos em 1893 sob a denominação de BIRPI - Bureaux Internacionaux Réunis pour la Protection de la Proprieté Intellectuelle, sendo substituído em 1967 pela OMPI - Organização Mundial de Propriedade Intelectual ou WIPO - World Intellectual Property Organization,criada pela Convenção para o Estabelecimento da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, assinado em 14 de julho de 1967, em vigor a partir de 14 de abril de 1970, tem sede em Genebra, na Suíça. A OMPI/WIPO é uma entidade de Direito Internacional Público, trata-se uma das 16 agências da ONU – Organização das Nações Unidas. A proteção da propriedade intelectual se dá em três vertentes: (i) propriedade industrial; (ii) direitos autorais; (iii) direitos sobre o programa de computador (software). Principais órgãos - estrutura da OMPI/WIPO: a) Assembléia Geral: trata-se de órgão deliberativo, cada Estado-membro tem direito a um voto. Os assuntos são relacionados as atividades da organização, programas, seu orçamento, e alguns temas específicos. b) Comitê de Coordenação: realiza estudos sobre a propriedade intelectual e propõe adoção de recomendações e novos acordos. c) Secretariado: Executa e organiza as decisões tomadas nas reuniões, administra o Sistema Internacional de Registro de Propriedade Intelectual e desenvolve os programas para alcance das metas. Principais objetivos: a) Fomentar a proteção da propriedade intelectual no mundo. b) Assegurar a cooperação administrativa entre as Uniões de Paris e de Berna. c) Promover o desenvolvimento de medidas voltadas para facilitar a proteção da Propriedade Intelectual. d) Harmonizar as legislações entre as políticas dos diferentes países que fazem parte dos acordos internacionais. e) Promover estudos e disseminar informações referentes aos resultados e à proteção dapropriedade intelectual. Meios de Solução de Controvérsias a) Centro de Arbitragem e Mediação: Soluciona controvérsias de disputas comerciais internacionais entre partes privadas. b) Política de Solução Uniforme de Disputas sobre Registro de Domínio: direito eletrônico, nomes de domínio, infração às marcas registradas. A OMPI/WIPO administra atualmente 24 tratados internacionais, incluindo a CUP e a CUB. A Constituição, no art. 5o., inciso XXVII, consagra, de forma ampla (para utilização, publicação ou reprodução), os direitos autorais e garante que a lei assegurará os direitos industriais sobre as obras. Os resultados desses tratados foi um marco na história do Direito Autoral e Industrial, um avanço no sentido de harmonizar as legislações dos países que fazem parte da OMPI e são signatários das convenções, resguardando direitos, uma proteção que se faz necessária frente ao mundo globalizado. Questões de revisão 1) Explique a natureza jurídica da expressão "sociedade de informação” R: Sociedade da Informação é a comunicação em troca de bens ou serviços, é a ciência da comunicação, não apenas no no espaço físico real, mas no virtual em tempo real, ou seja, nova perspectiva de Direito humano social (interação, prestação de serviços, troca de bens, expedientes jurídicos, empregabilidade etc.) de 2) É possível afirmar que o Direito da Informática é uma nova categoria da informação? R: 3) O que se entende por Política Nacional da Informática? 4) Qual a Lei que impediu a entrada e tecnologia de última geração bem como o fomento do capital externo no país? 5) É possível afirmar que a Lei 8.248/91 previu incentivos fiscais na área da informática? 6) Quais as inovações introduzidas pela Lei 10.176/2001? 7) No âmbito do Direito Informacional, explique a preocupação essencial do Direito quanto à tutela jurídica? 8) O que são bens informáticos? Explique. 9) Explique dois princípios do Direito da Informática. 10) O que se entende por Banco de dados? Explique de que forma ocorre a tutela jurídica. 11) Qual a abrangência de proteção do software no Brasil? 12) Quem é o titular de direitos do software? 13) Existe prazo de proteção legal para o programa de computador? Explique. 14) Explique como ocorre a proteção sobre a distribuição do programa de computador? 15) Qual o regime de proteção legal da propriedade intelectual de programa de computador? 16) O programa de computador depende de registro? Explique. 17) A quem pertence o programa de computador? Explique. (Aula 10/09/2018) Comentários a Legislação de informática: • Convenção de Berna – Decreto 75.699/75: - Regula a proteção Internacional do Direito autoral (limites e princípios para os países signatários). - Estabelece que os programas de computadores são equiparados a obras literárias e recebem, portanto, a proteção do Direito autoral. EVOLUÇÃO E PROTEÇÃO JURÍDICA DO SOFTWARE. software era integrante do computador antigo, não havia conteúdo econômico para o software, com o Altair surge um programa de computador diferenciado, o Basic, que dá início a luta para a proteção dos direitos sobre o software. Interesse: econômico e direito moral (paternidade e integridade da obra). Com a finalidade de proteção do software, houve a formação de um grupo de técnicos para elabor estudos sobre a proteção do programa de computador, sua orientação segue os princípios do direito autoral. Esse grupo de técnicos foi formado pela: · OMPI – Organização Mundial da Propriedade Intelectual. A discussão sobre a proteção criou um impasse, a proteção se daria pelas regras da patente? A Convenção de Paris (CUP-1883-Revista em 1967), que aborda as patentes, não trata da proteção do software, assim como a Convenção Européia sobre patentes não concedem patentes ao programa, excluindo o software da proteção por meio de patentes. No entanto, alguns países admitiram a patente de software e qualificaram o software como invenção com efeitos técnicos. A Convenção de Berna (CUB-1886-Revista em 1971) não fez referência ao software, mas forneceu a possibilidade para a proteção pelo direito de cada país. Em 1970, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) criou um grupo consultivo de técnicos para estudar a proteção jurídica do software. Em 1977, aprovou-se as disposições-tipo, admitiu-se um novo direito intelectual, com característica sui generis, trata-se de um direito similar ao direito autoral, apesar de ser uma obra técnica próxima ao direito de propriedade industrial, a sua proteção independe de registro, seguindo as regras da Convenção de Berna (CUB). LEI DE PROTEÇÃO DO SOFTWARE CONCEITO: Lei nº 9.609/98 - Art. 1º Programa de computador é a expressão de um conjunto organizado de instruções em linguagem natural ou codificada, contida em suporte físico de qualquer natureza, de emprego necessário em máquinas automáticas de tratamento da informação, dispositivos, instrumentos ou equipamentos periféricos, baseados em técnica digital ou análoga, para fazê-los funcionar de modo e para fins determinados. No Brasil a proteção de software iniciou com a vigência da Lei nº 7.646/87 que foi revogada pela Lei 9.609/98 (19 de fevereiro de 1988). Dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual do programa de computador e sua comercialização no país. Aplica-se subsidiariamente a lei de direitos autorais. Art. 2º O regime de proteção à propriedade intelectual de programa de computador é o conferido às obras literárias pela legislação de direitos autorais e conexos vigentes no País, observado o disposto nesta Lei. Requisito: originalidade – não quer dizer novo, mas sim original, ou seja, deve ter um toque pessoal do criador da obra, sua visão diferenciada, uma diferença pelo olhar do criador, por ex.: duas pessoas (artistas) podem pintar um quadro da paisagem do Cristo Redentor (RJ). No entanto, cada pintor terá uma visão diferenciada do local, sendo assim, as telas serão diferentes uma da outra, de forma individualizada haverá proteção de cada obra pela Lei dos Direitos autorais, pois cada pintor expôs sua visão da paisagem na tela, de forma diferente, original. ELEMENTOS DO SOFTWARE: código-fonte: são linhas de programação desenvolvido pelo programador, sem qualquer processo de compilação; a proteção jurídica se dá pela originalidade. código-objeto: trata-se do código de máquina unicamente decifrado pelo computador, é o resultado da compilação do código-fonte original; interface gráfica: (aspecto visual): conjunto gráfico geral, figuras, músicas, vídeos e textos, de diferentes naturezas, permite a interação com dispositivos digitais através de elementos gráficos de acordo com a finalidade do software, sobre os quais se discute a proteção de tais elementos individualmente considerados; logotipo: são ícones, sinais gráficos, utilizado para distinguir o programa de computador dos demais concorrentes. A Lei surge para: a) adequar o sistema vigente ao fim da reserva de mercado; b) inserção gradual no mercado internacional; c) adaptar-se às evoluções auferidas nas convenções internacionais disciplinadoras da propriedade intelectual. Lei 7.232/74 - Teor autoritário - Estabelece o CONIN (Conselho Nacional de Informática e Automação). Órgão que assessora o Presidente (representantes do Governo e do Setor privado). - Política Nacional de Informática - Fabricantes submetiam seus projetos ao órgão governamental (benefícios fiscais, autorização para importação, aquisição de tecnologia externa). - Reserva de mercado - Limita a entrada de capital externo. - Conceitua empresa nacional (art. 12) Lei 8248/91 (alterada pela lei 11.077/2004 e regulamentada pelo Decreto 5906/2006 - Capacitação e Competitividade (tecnologia da informação) - Investimento em atividades de pesquisa e desenvolvimento e TIC - Redução ou isenção de impostos para o IPI (bens de informática e automação). - Obriga a administração pública a dar preferência a bens e serviços com tecnologia produzida no país. - Acaba com a reserva de mercado. Lei10146/2001 – Altera a lei 8248/91 e dispõe sobre capacitação e competitividade do setor de tecnologia TI) - Cria mecanismo para redigi informação. - Estimula projetos de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. - Reduz alíquotas de IPI e os preços de peças e componentes de software e hardware. - No caso de empate de licitação pública para aquisição de produtos de informática vence a empresa nacional. Lei 11077/2004 – Prorroga os benefícios da lei da Informática até 2019. Lei 10.973/2004 – Regulamentada pelo Decreto 5563/2005 Lei de inovação. - incentivo à inovação a pesquisa científica e tecnologia. - Capacitação tecnológica - Autonomia tecnológica - Desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional Outra característica: - Atualmente, o que permeia a política nacional de informática é a parceria (indústria, universidade, governo e sociedade). Criam-se medidas para reduzir as importações e estimular projetos de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Lei 13023/2014 Prorrogação de prazo de benefícios fiscais até 2029 -Emenda Constitucional – n° 85 (Tecnologia e inovação) - Nova lei de proteção de dados. (Aula 17/09/2018) Proteção a Propriedade Intelectual aos programas de computador (lei de software) Lei 9.609/98 SOFTWARE - Obra intelectual de diretiva técnica, não endereçada especialmente ao espirito humano. Resulta da atividade do programador (individual ou coletiva), não apresenta características estéticas e não pode ser catalogado como invenção. (Liliane Minardi Paesani) Considerações importantes sobre o software no âmbito jurídico: 1. Trata-se de bem intelectual. 2. Possui valor econômico 3. Não pode ser patenteado porque não é produto tangível (patente é produto tangível) e a criatividade é de natureza intelectual e abstrata, portanto, não patenteável. 4. Titularidade e conteúdo - o programa é uma obra executada por várias pessoas. Mesmo a doutrina europeia não estabeleceu se se trata de obra coletiva, composta ou de colaboração. 5. Uso de programa de computador - CONTRATO DE LICENÇA. Art. 7 - Contrato de licença de uso de programa de computador. Na hipótese de eventual inexistência do contrato de licença de uso de programa de computador, o documento fiscal relativo à aquisição ou licenciamento de cópia servirá para comprovação da regularidade do seu uso. 6. não apresenta características estéticas e não pode ser catalogado como invenção DA PROTEÇÃO AOS DIREITOS DE AUTOR E DO REGISTRO Art. 1º Programa de computador é a expressão de um conjunto organizado de instruções em linguagem natural ou codificada, contida em suporte físico de qualquer natureza, de emprego necessário em máquinas automáticas de tratamento da informação, dispositivos, instrumentos ou equipamentos periféricos, baseados em técnica digital ou análoga, para fazê-los funcionar de modo e para fins determinados. Art. 2º O regime de proteção à propriedade intelectual de programa de computador é o conferido às obras literárias pela legislação de direitos autorais e conexos vigentes no País, observado o disposto nesta Lei. Direitos morais: aplica-se de forma restritiva (direito à paternidade e integridade da obra). · Em regra não se aplica direitos morais · Exceção: Fundamento: Art. 2, parágrafo 1º: § 1º Não se aplicam ao programa de computador as disposições relativas aos direitos morais, ressalvado, a qualquer tempo, o direito do autor de reivindicar a paternidade do programa de computador e o direito do autor de opor-se a alterações não-autorizadas, quando estas impliquem deformação, mutilação ou outra modificação do programa de computador, que prejudiquem a sua honra ou a sua reputação. Prazo de proteção: 50 anos. Fundamento: § 2º Fica assegurada a tutela dos direitos relativos a programa de computador pelo prazo de cinqüenta anos, contados a partir de 1º de janeiro do ano subseqüente ao da sua publicação ou, na ausência desta, da sua criação. Mesma proteção aos estrangeiros, desde que haja reciprocidade: Os direitos atribuídos por esta Lei ficam assegurados aos estrangeiros domiciliados no exterior, desde que o país de origem do programa conceda, aos brasileiros e estrangeiros domiciliados no Brasil, direitos equivalentes. Fundamento: § 4º Os direitos atribuídos por esta Lei ficam assegurados aos estrangeiros domiciliados no exterior, desde que o país de origem do programa conceda, aos brasileiros e estrangeiros domiciliados no Brasil, direitos equivalentes. A lei não exige que para proteção o programa necessite de registro. Abrangência de proteção pode cair na prova. O software para ser protegido precisa necessariamente de registro? (pergunta de prova) Registro A proteção desses direitos independe de registro. É faculdade do titular (art. 3°), Fundamento: § 3º A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro. Qual abrangência de proteção aos programas de computador? (pergunta de prova) Abrangência da proteção - Direitos autorais e conexos (arranjador). Direito exclusivo de autorizar ou proibir o aluguel comercial, não sendo esse direito exaurivel pela venda, licença ou outra forma de transferência da cópia do programa. Fundamento: Art. 2º O regime de proteção à propriedade intelectual de programa de computador é o conferido às obras literárias pela legislação de direitos autorais e conexos vigentes no País, observado o disposto nesta Lei. Art 2º § 5º Inclui-se dentre os direitos assegurados por esta Lei e pela legislação de direitos autorais e conexos vigentes no País aquele direito exclusivo de autorizar ou proibir o aluguel comercial, não sendo esse direito exaurível pela venda, licença ou outra forma de transferência da cópia do programa. O Programa Pertencera A Quem O Criou desde que o empregado não tenha nenhum vínculo empregatício com a empresa Fundamento: § 2º Pertencerão, com exclusividade, ao empregado, contratado de serviço ou servidor os direitos concernentes a programa de computador gerado sem relação com o contrato de trabalho, prestação de serviços ou vínculo estatutário, e sem a utilização de recursos, informações tecnológicas, segredos industriais e de negócios, materiais, instalações ou equipamentos do empregador, da empresa ou entidade com a qual o empregador mantenha contrato de prestação de serviços ou assemelhados, do contratante de serviços ou órgão público. Art. 4º Salvo estipulação em contrário, pertencerão exclusivamente ao empregador, contratante de serviços ou órgão público, os direitos relativos ao programa de computador, desenvolvido e elaborado durante a vigência de contrato ou de vínculo estatutário, expressamente destinado à pesquisa e desenvolvimento, ou em que a atividade do empregado, contratado de serviço ou servidor seja prevista, ou ainda, que decorra da própria natureza dos encargos concernentes a esses vínculos. § 1º Ressalvado ajuste em contrário, a compensação do trabalho ou serviço prestado limitar-se-á à remuneração ou ao salário convencionado. Garantia de validade: Art. 8°- Fornecedor deve assegurar a prestação de serviços técnicos para o adequado funcionamento do programa durante o prazo de validade técnica da respectiva versão Art 9 - O uso de programa de computador no Pais será objeto de contrato de licença. Parágrafo único. Na hipótese de eventual inexistência do contrato referido no caput deste artigo, o documento fiscal relativo à aquisição ou licenciamento de cópia servirá para comprovação da regularidade do seu uso. Art 10. Os atos e contratos de licença de direitos de comercialização referentes a programas de computador de origem externa deverão fixar, quanto aos tributos e encargos exigíveis, a responsabilidade pelos respectivos pagamentos e estabelecerão a remuneração do titular dos direitos de programa de computador residente ou domiciliado no exterior O art. 10, parágrafo 1° dispõe ainda que serão nulas as cláusulas que: Art. 10. Os atos e contratos de licença de direitos de comercialização referentes a programas de computador de origem externa deverão fixar, quanto aos tributos e encargos exigíveis,a responsabilidade pelos respectivos pagamentos e estabelecerão a remuneração do titular dos direitos de programa de computador residente ou domiciliado no exterior. § 1º Serão nulas as cláusulas que: I - limitem a produção, a distribuição ou a comercialização, em violação às disposições normativas em vigor; II - eximam qualquer dos contratantes das responsabilidades por eventuais ações de terceiros, decorrentes de vícios, defeitos ou violação de direitos de autor. Transferência De Tecnologia De Programa De Computador (para que surtam efeitos) Para transferência de tecnologia será necessária a averbação do contrato no INPI para que sejam produzidos efeitos contra terceiros, conforme LS (Lei de proteção do software) 9.609/98 Registro do contrato (art.11) - INPI Nos casos de transferência de tecnologia (para que produzam efeitos em relação a terceiros). Obrigatória a entrega, por parte do fornecedor ao receptor de tecnologia, da documentação completa, em especial do código-fonte comentado, memorial descritivo, especificações funcionais internas, diagramas, fluxogramas e outros dados técnicos necessários à absorção da tecnologia. Art. 11. Nos casos de transferência de tecnologia de programa de computador, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial fará o registro dos respectivos contratos, para que produzam efeitos em relação a terceiros. Parágrafo único. Para o registro de que trata este artigo, é obrigatória a entrega, por parte do fornecedor ao receptor de tecnologia, da documentação completa, em especial do código-fonte comentado, memorial descritivo, especificações funcionais internas, diagramas, fluxogramas e outros dados técnicos necessários à absorção da tecnologia. Violações ao direito de autor do programa de computador: Art. 12. Violar direitos de autor de programa de computador: Pena - Detenção de seis meses a dois anos ou multa. § 1º Se a violação consistir na reprodução, por qualquer meio, de programa de computador, no todo ou em parte, para fins de comércio, sem autorização expressa do autor ou de quem o represente: Pena - Reclusão de um a quatro anos e multa Exceção: art. 6º COMENTÁRIOS: · TRANSFEREM-SE OS DIREITOS PATRIMONIAIS E NÃO OS MORAIS. · A TITULARIDADE DO SOFTWARE PERTENCERA A INSTITUIÇÃO QUE CONTRATA (regra). · (exceção) SALVO CONTRATO COM ESTIPULAÇÃO DIVERSA, O PROGRAMA PERTENCERA A QUEM O CRIOU, DESDE QUE ELE NAO TENHA SIDO CONTRATADO PARA TRABALHAR NA AREA DE INFORMÁTICA, NEM PARA O DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS. SEM UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PERTENCENTES A EMPRESA OU INFORMAÇÕES TÉCNICAS VINCULADAS A ELA COPIA DE BACKUP NÃO CONSTITUI INFRAÇÃO LEGAL (art. 6°, 1) Fundamento: Art. 6º Não constituem ofensa aos direitos do titular de programa de computador: I - a reprodução, em um só exemplar, de cópia legitimamente adquirida, desde que se destine à cópia de salvaguarda ou armazenamento eletrônico, hipótese em que o exemplar original servirá de salvaguarda; A Propriedade Intelectual engloba quais direitos? Os direitos sobre a propriedade industrial, o software e os direitos autorais. Em 1886, na cidade de Berna, foi assinado o acordo internacional conhecido como a Convenção da União de Berna (CUB), sendo estabelecida para a proteção do: Direito Autoral A OMPI/WIPO, entidade de Direito Internacional Público, é uma das 16 agências da ONU – Organização das Nações Unidas, e administra os Tratados Internacionais de proteção da propriedade intelectual. A proteção da propriedade intelectual ocorre por meio da cooperação entre os Estados signatários. Assinale a alternativa correta. Proteção da propriedade intelectual abrange a propriedade industrial; os direitos autorais; e os direitos sobre o programa de computador (software). Assinale a alternativa que corretamente dispõe sobre a estrutura da OMPI/WIPO. Secretariado: administra o Sistema Internacional de Registro de Propriedade Intelectual e desenvolve os programas para alcance das metas.