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FISIOTERAPIA E A SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ESPINHA BÍFIDA Profª Juliana Saibt Martins mal-formação congênita do tubo neural fechamento incompleto dos arcos vertebrais Vértebras Medula espinhal Meninges Profª Juliana Saibt Martins ESPINHA BÍFIDA Profª Juliana Saibt Martins Profª Juliana Saibt Martins Profª Juliana Saibt Martins Exames pré-natais: ultrasonografia dosagem alfafetoproteína (16ª-18ª semana gestacional / níveis) ESPINHA BÍFIDA Profª Juliana Saibt Martins coluna vertebral normal coluna vertebral com espinha bífida Profª Juliana Saibt Martins ETIOLOGIA multifatorial - Fatores genéticos: raça branca - Fatores nutricionais: deficiência de folato deficiência de zinco álcool Fatores ambientais: poluição Exposição materna a medicamentos (carbamazepina e ácido valpróico) Profª Juliana Saibt Martins TIPOS DE ESPINHA BÍFIDA ESPINHA BÍFIDA OCULTA meninges e medula intactas “falha” óssea coberta com pele (depressão, pigmentação, agregado de pelos, lipoma) - região lombossacra ausência distúrbios neurológicos ou musculoesqueléticos Profª Juliana Saibt Martins ESPINHA BÍFIDA CÍSTICA OU ABERTA protrusão meninges ou meninges + ME meningocele raquisquise mielomeningocele TIPOS DE ESPINHA BÍFIDA Profª Juliana Saibt Martins MENINGOCELE - forma relativa/ rara - cisto preenchido por meninges e líquor - ME permanece dentro do canal vertebral - pode ocorrer anormalidade crescimento medular - sinais clínicos variam se comprometimento medular Profª Juliana Saibt Martins RAQUISQUISE - falta completa estruturas da pele e meninges Profª Juliana Saibt Martins MIELOMENINGOCELE - cisto preenchido por ME, meninges e raízes nervosas região lombar comprometimento sensorial e motor no nível da lesão e abaixo dela Profª Juliana Saibt Martins Profª Juliana Saibt Martins PREVENÇÃO ingestão de ácido fólico (4 mg/dia) vegetais de folhas verdes (espinafre ou brócolis), frutas cítricas, fígado, alimentos integrais não ingestão de álcool não exposição à agentes teratogênicos dependem localização perda funções sensitivas e motoras Avaliação do Nível Motor NíveL Músculo Movimento Teste L1-L2 Psoas Flexão do quadril Levantar o joelho na posição sentada L3-L4 Quadríceps Extensão da perna Chutar uma bola na posição sentada L5-S1 Flexores do joelho Flexão do joelho Fletir a perna na posição prona L4-L5 Tibial anterior Flexão dorsal do pé Andar no calcanhar S1-S2 Panturrilha Flexão plantar do pé Andar na ponta dos pés MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Profª Juliana Saibt Martins paralisia flácida força muscular atrofia muscular reflexos tendíneos ou abolição sensibilidade incontinência esfíncteres anal e vesical deformidades músculo-esqueléticas MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Profª Juliana Saibt Martins COMPLICAÇÕES HIDROMIELIA (cervico-torácica) SÍNDROME DA “MEDULA PRESA” (ancorada) HIDROCEFALIA Na esquerda, RM sagital ponderada em T1 evidenciando aderência medular junto a cicatriz da correção cirúrgica de mielomeningocele; na direita, imagem transoperatória com intensa aracnoidite cicatricial junto à medula e raiz com trajeto ascendente (seta). Profª Juliana Saibt Martins SISTEMA DO LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO Plexo coróide – sangue / plasma 10 - 60 ml neonatos 90 - 100 ml adultos normais SISTEMA DO LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO Ventrículos laterais 3º ventrículo 4º ventrículo Espaço subaracnóideo Absorção através vilosidades aracnoidéias Foramens intraventriculares Aqueduto cerebral Foramens lateral e medial Profª Juliana Saibt Martins HIDROCEFALIA Profª Juliana Saibt Martins HIDROCEFALIA Profª Juliana Saibt Martins HIDROCEFALIA CAUSAS falha da abertura dos foramens bloqueio do aqueduto cerebral cistos mal-formação de Arnold-Chiari produção excessiva ou reabsorção deficiente (rara!!!) Profª Juliana Saibt Martins SINAIS E SINTOMAS Problemas de aprendizado e dificuldades de atenção; Visão: pressão sobre o nervo óptico → atrofia óptica (↓ acuidade visual, cegueira) estrabismo convergente “olhar do sol poente” Atraso DNPM Alterações na função e força de MsSs (* hipertonia) Problemas auditivos Alterações na fala e deglutição HIDROCEFALIA Profª Juliana Saibt Martins HIDROCEFALIA TRATAMENTO 1956 (John Holter) via alternativa para LCR → átrio D do coração DERIVAÇÃO VENTRÍCULO-ATRIAL + utilizada atualmente DERIVAÇÃO VENTRÍCULO-PERITONEAL pleura e bolsa gástrica Profª Juliana Saibt Martins Profª Juliana Saibt Martins Profª Juliana Saibt Martins Profª Juliana Saibt Martins Lactentes: crânio + flexível → pressão é absorvida com mais facilidade Cças maiores: crânio + rígido → pressão é transmitida para o cérebro Profª Juliana Saibt Martins úlceras por pressão alterações vasomotoras osteoporose e possíveis fraturas atraso desenvolvimento déficit cognitivo (?) deformidades musculoesqueléticas MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS SECUNDÁRIAS NA MIELOMENINGOCELE Profª Juliana Saibt Martins DEFORMIDADES MUSCULOESQUELÉTICAS - desequilíbrio muscular entre agonistas e antagonistas e de malformações congênitas associadas. COLUNA escoliose cifose hiperlordose QUADRIL luxação uni ou bilateral JOELHO contratura em flexão recurvatum (quadríceps forte e flexores de joelho paralisados) PÉ equinovaro ARTELHOS garra BEXIGA NEUROGÊNICA lesão raízes nervosas incontinência urinária DISFUNÇÕES MICCIONAIS NA MIELOMENINGOCELE Profª Juliana Saibt Martins Sintomas neuro-urológicos INFECÇÕES do trato urinário DETERIORAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL DISFUNÇÕES MICCIONAIS NA MIELOMENINGOCELE Profª Juliana Saibt Martins Classificação da Bexiga Neurogênica Tipo Fisiopatologia Características Espástica (Hiperreflexa) Lesões acima de T12 ou do cone medular, preservando os reflexos medulares para a bexiga Capacidade pequena Contrações involuntárias rítmicas não efetivas Grande tendência ao refluxo vésico-ureteral com rins aumentados de volume (hidronefrose) Flácida (Arreflexa) Lesões ao nível de L1 ou abaixo, envolvendo o cone medular e a cauda eqüina Os neurônios motores para a bexiga estão destruídos Ausência de contração Parede vesical distendida Volume residual aumentado A pressão vesical não é aumentada Infecções frequentes causadas pela dificuldade de esvaziamento DISFUNÇÕES MICCIONAIS NA MIELOMENINGOCELE Profª Juliana Saibt Martins ABORDAGEM GERAL manobra de Credé cateterismo vesical Fisioterapia DISFUNÇÕES MICCIONAIS NA MIELOMENINGOCELE Profª Juliana Saibt Martins MIELOMENINGOCELE TRATAMENTO CIRÚRGICO - Cirurgia após o nascimento 1ªs 24 horas - diminuir risco de infecção - preservar a função nervosa - Fetoscopia endoscópica e “a céu aberto” Profª Juliana Saibt Martins Profª Juliana Saibt Martins Scully et al. Fetal Myelomeningocele Repair: A New Standard of Care. AORN Journal, 96(2): 175-195, 2012.