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NÓS CIRÚRGICOS
Professores:
Adenauer Góes Jr
Ariney Miranda
Edson Yasojima
Fabiel Vendramin
Reinaldo Franco
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
FACULDADE DE MEDICINA
HABILIDADES CIRÚRGICAS VI
“Consiste no entrelaçamento do fio cirúrgico, no intuito de se realizar a
hemostasia ou a união entre duas bordas teciduais, constituindo-se em uma
das mais importantes etapas do ato operatório” (MARQUES, 2005)
DEFINIÇÃO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
▪ Fácil e rápida execução;
▪ Garantir uma fixação segura;
▪ Tensão adequada do fio;
▪ Utilizar quantidade mínima de material:
▪ Natureza do fio;
▪ Tipo de nó;
▪ Habilidade do cirurgião.
PRINCÍPIOS GERAIS PARA A CONFECÇÃO DO NÓ
1. Ao final, deve ser firme, propiciando menos deslizamento;
2. Menor volume possível, levando a uma menor reação tecidual (corpo
estranho);
3. Tensão excessiva pode causar a quebra do fio, assim como maior dano
tecidual;
4. Menor fricção entre as extremidades para não enfraquecer a integridade
da sutura;
5. Após a realização do 1º seminó é necessário manter a tração em uma das
extremidades para evitar a perda da laçada.
CONSTITUINTES DOS NÓS CIRÚRGICOS
▪ Os nós cirúrgicos são constituídos basicamente por três seminós, sendo
estes:
▪ 1° seminó de contenção – seminó constritor
▪ 2° seminó de fixação – fixa o entrelaçamento do fio cirúrgico
▪ 3° seminó de segurança
Observação: pode-se confeccionar quantos nós de segurança forem necessários. Fios sintéticos
com pouco atrito (nylon, polipropileno) necessitam de um maior número de nós de segurança.
Todavia, em algumas situações, seminós extras dão maior volume e não necessariamente maior
resistência.
Seminós = C: seminó de contenção. F:
seminó de fixação. S: seminó de
segurança.
CLASSIFICAÇÃO 
GEOMETRIA
Comum
Deslizante
Anti-
deslizante
Especial
Nó de 
cirurgião
Nó de 
roseta
Nó por 
torção 
TÉCNICA
Manual
Pauchet Sapateiro
Instrumental Mista 
▪ Na confecção dos nós manuais:
▪ Elegância, delicadeza e rapidez
▪ Usar mais os dedos que as mãos
▪ Deslizar o nó com o indicador esticado
Nó confeccionado pela técnica manual Nó confeccionado pela técnica mista
NÓS COMUNS
▪ São os mais utilizados e aplicam-se na maioria dos fios e regiões do organismo,
sendo de dois tipos:
▪ Deslizante ou nó simétrico;
▪ Anti-deslizante ou nó assimétrico ou nó quadrado.
▪ Nó Deslizante
▪ Neste tipo de nó um seminó
simples fica sobreposto sobre o
outro;
▪ Os dois seminós apresentam a
mesma conformação;
▪ É passível de deslizamento.
▪ Nó Anti-deslizante
▪ É o de maior resistência ao
fenômeno de deslizamento;
▪ Consiste em dois seminós
simples em direções opostas
(passada elegante).
Passada elegante
NÓS ESPECIAIS
▪ Executados em circunstâncias particulares com indicações precisas. São
eles:
▪ Nó de cirurgião;
▪ Nó de roseta;
▪ Nó por torção.
▪ Nó de Cirurgião
▪ Primeiro seminó com dupla laçada.
▪ Nó de Roseta
▪ Ancora as extremidades dos fios em suturas intra-dérmicas. Para a
execução da laçada, dá-se uma volta em uma das extremidades do fio
cirúrgico sobre ela mesma.
▪ Nó por torção
▪ São feitos com fios metálicos, consistindo apenas na torção
helicoidal das pontas, sob permanente tração bilateral.
● Técnica de Pauchet
○ Rápida execução
○ Desvantagem em tecidos sob tensão
● Técnica de Sapateiro
○ Lenta execução
○ Vantagem em permitir seminós tensionados
● Técnica instrumental
○ Executada em microcirurgias
● Técnica mista
○ Porta-agulha
○ Mão auxiliar
PRÁTICA
▪ Técnica de Pauchet
▪ Nó deslizante
▪ Nó anti-deslizante
▪ Nó de cirurgião
▪ Técnica de Sapateiro
▪ Nó deslizante
▪ Nó anti-deslizante
▪ Nó de cirurgião
Nó
1º seminó (contenção)
2º seminó (fixação)
3º seminó (segurança)
Classificação
Comuns
Especial
Deslizante (simétrico)
Anti-Deslizante 
(assimétrico/quadrado)
Cirurgião
• Pauchet
• Sapateiro
TÉCNICAS
1) Deslizante: Não há passada elegante
2) Quadrado: Passada elegante em todos os semi-nós
3) Cirurgião: Dupla laçada no primeiro semi-nó + passada elegante em todos
❖ Pauchet: 1ª passada elegante → Da mão não dominante para dominante.
❖ Sapateiro: 1º passada elegante → Da mão dominante para não dominante.
REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS
● GOFFI, Fabio S. Técnica cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e 
técnicas da
cirurgia. 4 ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
● MARQUES, Ruy G. Técnica operatória e cirurgia experimental. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2005.

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