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Temas Contemporâneos em Psicologia Atividade 2

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ATIVIDADE 2 – TEMAS CONTENPORÂNEOS EM 
PSICOLOGIA 
 
Pergunta 1 
1 em 1 pontos 
 
“Ana, sexo feminino, 6 anos, branca, estudante do primeiro ano do ensino 
fundamental de uma escola pública, buscou atendimento psicológico por 
iniciativa dos pais, os quais apresentaram as seguintes queixas: 
agressividade, falta de limites, agitação e TDAH diagnosticado previamente 
por um médico neurologista. Segundo os pais, a procura por apoio 
profissional, tanto médico quanto psicológico, foi motivada por constantes 
reclamações da escola (professores, coordenadora e diretora) sobre o 
comportamento da filha. [...] Ana toma Ritalina duas vezes ao dia, receitada 
por um médico neurologista indicado pela escola. O psicofármaco foi prescrito 
logo na primeira visita ao médico, tendo o diagnóstico se pautado 
essencialmente no diálogo com os pais. [...] Em termos culturais, foi verificada 
dominância masculina na hierarquia familiar, assim como crenças parentais 
na punição física e verbal (gritos) como forma de educar e controlar os 
comportamentos da filha.Quanto à vida escolar, Ana é aluna do primeiro ano 
do ensino fundamental de uma escola municipal; frequenta aulas no período 
da manhã; é pontual e assídua, faltando apenas em circunstâncias especiais. 
[...] A professora de Ana a relata como uma criança agitada, indisciplinada, 
ocasionalmente agressiva com os colegas e com dificuldades no 
cumprimento de tarefas, em acatar ordens e respeitar regras. Por outro lado, 
afirma que, apesar de tais características, é uma criança muito dócil, sincera, 
meiga e inteligente, equiparando seu comportamento a de um adulto em 
termos de linguagem, raciocínio e comunicação. 
Fonte: PEREIRA, I. S. A.; SILVALL, J. C. Transtorno de déficit de 
atenção/hiperatividade à luz de uma abordagem crítica: um estudo de caso. 
Psicol. rev. (Belo Horizonte) vol.17 no.1 Belo Horizonte abr. 2011. 
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação 
proposta entre elas. 
I. A situação acima ressalta a reflexão proposta em relação à terceirização 
dos cuidados da criança. Situação que leva ao aumento da incidência de 
discursos técnicos e de especialistas sobre a criança. 
PORQUE 
II. Tal determinação configura como atribuição do Psicólogo Escolar articular 
conhecimentos psicológicos nas atividades escolares por meio de análises e 
intervenções. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
 
Resposta 
Correta: 
a. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II 
não é uma justificativa da I. 
Feedback 
da 
resposta: 
Apesar de estarem ambas corretas, as assertivas versam sobre 
conceitos diferentes. Diante desse cenário, é imprescindível 
fazer uma reflexão sobre as consequências dos discursos e 
cuidados de outros sobre a criança: do outro professor, do outro 
pediatra, da outra babá. Muitas vezes, os discursos técnicos se 
sobrepõem ao discurso familiar. É o que nos alertam Teperman 
(2009) e Rosa (2006). Ao passar muito tempo de sua jornada 
diária em instituições, a criança é atravessada por discursos de 
especialistas. É o professor, o cuidador ou o diretor da escola 
que “sabem” a respeito da criança. Para Teperman (2009) e 
Rosa (2006), temos aí um atravessamento do discurso técnico-
científico que incide sobre o laço social entre a criança e sua 
família: no lugar de recorrer aos pais e às mães, que sabem (ou 
que deveriam saber) sobre seus filhos, recorre-se aos relatórios 
escolares, aos relatórios do fonoaudiólogo e/ou do psicólogo, 
às avaliações pediátricas, correndo-se o risco de cair em uma 
“transmissão asséptica”, uma vez que se constituiu apartada do 
convívio familiar. Voltolini traduz da seguinte maneira o que 
seria o ideal da educação para Freud: "desejar coisas para os 
filhos, tolerar suas escolhas". Desse modo, encontramos já em 
Freud esta clareza: a educação sustenta-se em marcas de 
desejo, marcas que não são garantias. Marcas que implicam 
em um arriscar-se, marcas para além do "para o seu bem" ou 
"porque era meu dever", marcas de desejo (TEPERMAN, 2009, 
p. 5). Dessa forma, a autora nos lembra sobre o legado 
freudiano: educar um filho está relacionado a uma questão de 
desejo, de transmissão de marcas. (TEPERMAN, 2009). Ao 
terceirizar os cuidados de uma criança, a família leva junto a 
possibilidade de transmitir marcas de desejo e dá abertura, ao 
mesmo tempo, para que outros discursos técnicos, científicos e 
pedagógicos incidam e atravessem essa criança. Essas são 
algumas das marcas principais do legado das instituições 
contemporâneas: o aumento da incidência de discursos 
técnicos e de especialistas sobre a criança. Tal fenômeno não 
caracteriza somente cenários negativos, mas convoca à 
constante reflexão sobre seus efeitos. 
 
 
Pergunta 2 
1 em 1 pontos 
 
“No último domingo (11), uma ação policial expulsou os usuários de crack que 
se aglomeravam na Praça Princesa Isabel, uma região central da cidade de 
São Paulo. Àquela altura, pelas contas da Guarda Civil Metropolitana, eles 
eram quase 600. A dispersão durou pouco. Horas depois, quando a prefeitura 
terminara a limpeza da praça – e mandara para o lixo as barracas de lona e 
móveis precários que tomavam o lugar –, seus ocupantes voltaram. A ação 
do último domingo é um novo capítulo de um debate que se tornou incômodo 
 
para a administração João Doria. Em maio, uma primeira ação na região 
acabara de modo dramático, com a dispersão dos dependentes para a Praça 
Princesa Isabel e com demolições de construções na região que deixaram 
feridos. Dória chegou a dizer que a cracolândia tinha acabado. Estava 
enganado. A atuação da prefeitura foi criticada mesmo por membros do 
PSDB, o partido do prefeito. Depois da primeira ação, em maio, a secretária 
de Direitos Humanos da prefeitura pediu demissão do cargo. O embate opõe 
duas visões sobre como tratar a questão das drogas no país. Há evidências 
de que a internação compulsória é mais eficiente que a redução de danos (a 
ideia que orientava o programa de saúde da gestão anterior)?” 
Fonte: CISCATI, R.; BUSCATO, M. Cracolândia: internar à força resolve? 
Publicado por Época em 14/06/2017, às 16h24, atualizado em 15/06/2017 às 
17h46. Disponível em: https://epoca.globo.com/saude/check-
up/noticia/2017/06/cracolandia-internar-forca-resolve.html, acesso em 
31/05/2018. 
Caso você estivesse atuando como um profissional da psicologia, de acordo 
com as referências técnicas para a atuação de psicólogas (os) em políticas 
públicas de álcool e outras drogas, considere as assertivas abaixo: 
I. Caso não encontrassem um membro da família que pudesse se 
responsabilizar pela pessoa, você persuadiria os usuários a serem 
internados. Nos casos de recusa, você faria a internação de modo 
compulsório, em função desta ser a melhor alternativa em caso de usuários 
em situação de rua. 
II. Você buscaria colocar em prática ações que evidenciassem que qualquer 
uso de substância lícita ou ilícita é patológica e deve ser alvo da saúde 
pública, evitando, dessa forma, a estigmatização dos/as usuários/as e 
recomendando a internação em qualquer situação de drogadição. 
III. Proporia para um processo de recuperação mais efetivo de usuários de 
álcool e drogas internados, a criação de alternativas inovadoras no cuidado, 
por exemplo a indução à convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas 
e religiosas que possam promover maior adesão da pessoa ao tratamento. 
IV. Ponderaria em suas ações à igualdade de direitos de acesso à saúde, 
preconizada nas atuais legislações; levando ainda em consideração a 
diversidade das origens dos adoecimentos e das situações enfrentadas pelos 
usuários e, por fim, as singularidades das vivências e das histórias individuais, 
entendendo a necessidade de ações que levem em conta tais idiossincrasias. 
É correto o que se afirma em: 
Resposta Correta: c. 
Apenas IV. 
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ack da 
respo
sta: 
criar alternativas inovadoras de cuidado ao usuário exige um 
conhecimento aprofundado de sua história de vida,dos gatilhos 
determinantes de sua entrada e imersão no uso abusivo de drogas, 
de suas relações familiares, das relações que estabelece com seus 
 
pares e com as demais pessoas que integram seu mundo, das 
relações com sua comunidade de origem e das relações com a 
sociedade em geral. [...] Muitas instituições voltadas para os casos 
de abuso e dependência das substâncias psicoativas incentivam 
práticas de imposição de credo como recurso de tratamento para 
atingir a abstinência. Esse tipo de prática social, no entanto, é 
incompatível não só com o Código de Ética da (o) psicóloga (o), mas 
também com os princípios das políticas públicas e o caráter 
republicano e laico do Estado brasileiro.As atuais ações de 
“recolhimento compulsório” da população em situação de rua, 
apresentados na mídia como usuários de crack, e a banalização das 
internações compulsórias ou involuntárias de crianças e 
adolescentes em diversas cidades brasileiras, evidenciam um grave 
retrocesso para as políticas públicas, tão arduamente conquistadas 
e que apostam na integralidade do cuidado e na intersetorialidade 
das ações para as pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. 
As (os) psicólogas (os), então, na sua atuação, podem colaborar 
para desnaturalizar as práticas de violência e de tutela que 
historicamente foram associadas às pessoas que fazem uso de 
álcool e outras drogas. [...]As substâncias psicoativas, 
principalmente as consideradas ilícitas, são usualmente associadas 
à violência, criminalidade, doença e à morte. Muitas das práticas 
sociais relacionadas com as drogas não podem, no entanto, ser 
consideradas “abusivas” ou mesmo “compulsivas”. Esses conceitos 
que remetem ao quadro das chamadas “toxicomanias” ou da 
“dependência química” são parte de uma parcela pequena 
comparada aos usos controlados e ocasionais dessas substâncias. 
Certamente, os usos considerados danosos e prejudiciais 
necessitam de cuidados, mas não se pode confundir de modo 
deliberado e reduzir os variados modos de relação com as 
substâncias psicoativas à compulsão e à “dependência física ou 
psíquica” (NERY FILHO, 2009).Fonte: CFP - Conselho Federal de 
Psicologia. Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas/os 
em Políticas Públicas de Álcool e Outras Drogas/. Conselho Federal 
de Psicologia, - Brasília: CFP, 2013. 88p. Disponível em: 
http://crepop.pol.org.br/wp-
content/uploads/2013/12/CREPOP_REFERENCIAS_ALCOOL_E_
DROGAS_FINAL_10.01.131.pdf, acesso em 31/05/2018. 
 
Pergunta 3 
1 em 1 pontos 
 
A maneira como compreendemos cada arranjo familiar determina a atuação 
profissional em relação à criança e a este sistema ao qual ela está inserida. 
É importante considerar que cada família tem a sua própria cultura, dentro de 
contextos diversos e muitas vezes incompreensíveis aos olhos de quem vê 
de fora. Nestas novas configurações surge o espaço para a diversidade e a 
interação entre várias etnias, religiões e culturas. As relações de gênero se 
reconfiguraram e as funções não são mais predefinidas. Os processos de 
separação, divórcio e novas reconstruções familiares vem permitindo 
 
inúmeras possibilidades de convivência, como um mosaico de relações que 
se estabelecem no decorrer da vida. Nos séculos anteriores a expectativa de 
vida era menor, as pessoas viviam menos tempo. Atualmente, com um 
período de vida maior a possibilidade de novas configurações ao longo deste 
percurso é maior. As pessoas trocam de parceiros com maior fluidez, realizam 
um segundo curso de formação, mudam de profissão. Os modos de vida 
deixaram de ser estáticos e pré-moldados para assumirem um funcionamento 
dinâmico. 
De acordo com o estudo sobre as estruturas familiares assinale V para 
verdadeiro e F para falso: 
( ) Uma família apenas se constitui a partir de laços conjugais. 
( ) Famílias recompostas são aquelas nas quais um dos membros do casal 
ou os dois têm filhos de relacionamentos anteriores. Nestas configurações 
todos possuem laços consanguíneos. 
( ) Com a independência financeira da mulher, a família passou por novas e 
grandes transformações. 
( ) Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para 
além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parente 
próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos 
de afinidade e afetividade. 
Está correta a sequência descrita na alternativa: 
 
Resposta Correta: d. 
F, F, V, V. 
 
Feedback 
da 
resposta: 
Roudinesco (2003) apresenta três períodos na evolução da 
família: • 1. A família tradicional, considerada uma célula estável 
e submetida a uma autoridade patriarcal, assegurava a 
transmissão de um patrimônio; • 2. A família moderna, que 
aparece entre o fim do século XVIII e início do XX, representando 
uma ruptura com o modelo tradicional de família ao apontar a 
reciprocidade dos sentimentos. Esse modelo valoriza a divisão 
do trabalho entre os cônjuges, apontando para uma divisão de 
tarefas. “A atribuição da autoridade torna-se, então, motivo de 
uma divisão incessante entre o Estado e os pais, de um lado, e 
entre os pais e as mães, de outro” (ROUDINESCO, 2003, p. 19); 
• 3. A família contemporânea, que aparece em meados dos anos 
1960 e une dois indivíduos em busca de realização. Nesse 
período, a transmissão da autoridade vai se tornando cada vez 
mais frágil, o que impulsiona o aumento no número de divórcios, 
separações e recomposições conjugais. Nesse momento, passa 
a prevalecer a democracia como aspecto central dos laços 
conjugais. No Brasil, destaca-se a divulgação e a legitimação do 
Estatuto da Criança e do Adolescente no início dos anos 1990 
 
(BRASIL, 1990). Nos anos 2000, houve uma mudança de termos 
nesse documento:emvezde“pátriopoder”,passou-
seanomear“poderfamiliar”,trazendoaconotação de que a 
responsabilidade pela criança e pelo adolescente é um dever 
compartilhado – e não apenas do pai/ “pátrio poder”. Além disso, 
há uma distinção entre “família natural” (aquela formada por pais 
ou por parentes próximos com os quais a criança, ou o 
adolescente, mantém vínculos de afinidade e afetividade) e 
“família substituta” (formada a partir de situações de guarda, 
tutela ou adoção). Isso significa que, legalmente, a noção de 
família é ampliada e não mais restrita ao controle patriarcal. 
Teperman (2009), em estudo realizado sobre o exercício da 
parentalidade na contemporaneidade, afirma que, no que se 
refere aos arranjos familiares, a contemporaneidade permite dois 
modos de aproximação: um modo voltado para a ideia de que as 
novas configurações familiares provocam “a impossibilidade do 
exercício adequado das tarefas parentais”; e outro modo voltado 
para a ideia de que, “apesar das diferentes e novas 
configurações que possa adquirir, a família resiste”. 
 
Pergunta 4 
1 em 1 pontos 
 
Platão afirma que “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo 
do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” 
(...) texto do filósofo ateniense (c. 427 a.C.-347 a.C.), discípulo de Sócrates, 
por ela ser cristalina em sua mensagem: às crianças é compreensível a 
ignorância, que será substituída por conhecimento ao longo do 
desenvolvimento, mas, dos adultos, se espera compreensão dos fatos da vida 
e capacidade de enfrentá-los com maturidade. É o ciclo natural da existência: 
o mais experiente cuida daquele que está dando os primeiros passos na vida, 
suprindo suas necessidades básicas, físicas e emocionais. 
Fonte: A terceirização e a medicalização da infância. Por: Maria Cristina 
Ramos Britto. https://www.contioutra.com/a-terceirizacao-e-a-medicalizacao-
da-infancia/. Acesso em 24 de ago de 2018. 
Analise as seguintes sentenças: 
I - Muitas vezes, os discursos técnicos se sobrepõem ao discurso familiar. 
II - As instituições incidem discursos técnicos sobre as crianças. 
III - Donald Winnicott (1985), afirma que a “mãe suficientemente boa” se refere 
necessariamente à mãe biológica, portanto, as instituições não podem 
exercereste papel. 
É correto o que se afirma em: 
 
 
Resposta Correta: c. 
I e II. 
 
https://www.contioutra.com/a-terceirizacao-e-a-medicalizacao-da-infancia/
https://www.contioutra.com/a-terceirizacao-e-a-medicalizacao-da-infancia/
Feedback 
da 
resposta: 
Ao terceirizar os cuidados de uma criança, a família leva junto 
a possibilidade de transmitir marcas de desejo e dá abertura, 
ao mesmo tempo, para que outros discursos técnicos, 
científicos e pedagógicos incidam e atravessem essa criança. 
Essas são algumas das marcas principais do legado das 
instituições contemporâneas: o aumento da incidência de 
discursos técnicos e de especialistas sobre a criança. Tal 
fenômeno não caracteriza somente cenários negativos, mas 
convoca à constante reflexão sobre seus efeitos. Donald 
Winnicott (1985), pediatra e psicanalista inglês, já afirmara suas 
proposições acerca do papel da escola e das famílias, da “mãe 
suficientemente boa” especialmente – que é um conceito que 
não se refere necessariamente à mãe biológica, mas ao 
cuidador principal da criança. 
 
Pergunta 5 
1 em 1 pontos 
 
“O Almeidinha gosta também de se posicionar sobre os assuntos que causam 
comoção. Para ele, a atual onda de violência em São Paulo só acontece 
porque os pobres, para ele potenciais criminosos (seja assassino ou ladrão 
de galinha) têm direitos demais. O Almeidinha tem um lema: “Direitos 
Humanos para Humanos Direitos”. Aliás, é ouvir essa expressão, que ele não 
sabe definir muito bem, e o Almeidinha boa praça e inofensivo da vizinhança 
se transforma. “Lógica da criminalidade”, “superlotação de presídios”, 
“sindicato do crime”, “enfrentamento”, “uso excessivo da força”, para ele, é 
conversa de intelectual. E se tem uma coisa que o Almeidinha detesta mais 
que o Lula ou o Mano Menezes (sempre nesta ordem) é intelectual. O 
Almeidinha tem pavor. Tivesse duas bombas eram dois endereços certos: a 
favela e a USP. A favela porque ele acredita no governador Sergio Cabral 
quando ele fala em fábrica de marginais. A USP porque está cansado de 
trabalhar para pagar a conta de gente que não tem nada a fazer a não ser 
promover greves, invasões, protestos e espalhar palavras difíceis. O 
Almeidinha vota no primeiro candidato que propuser esterilizar a fábrica de 
marginal e a construção de um estacionamento no lugar da universidade 
pública”. 
Fonte: PICHONELLI, M. Direitos humanos para humanos direitos. Publicado 
por Carta Capital em 08/11/2012 16h23. Disponível 
em: https://www.cartacapital.com.br/politica/direitos-humanos-para-
humanos-direitos, acesso em 12/04/2018. 
Suponha que você seja amigo de Almeidinha e esteja conversando com ele 
sobre as definições de direitos. Considere as assertivas abaixo sobre o tema. 
I. A noção de cidadania está atrelada à noção de direitos humanos, definida 
pela Declaração do Homem e do Cidadão na França, em 1789. Isso significa 
que estamos falando de direitos universais, independentes dos países ou 
territórios. 
 
II. Os direitos humanos constituem resultado de reinvindicações pelos direitos 
da burguesia em também possuir propriedade privada e ter garantia nisso, 
ainda que estivesse submetida às leis do monarca. 
III. A proteção e a promoção dos direitos humanos são critérios para que se 
possa identificar uma democracia, ou até mesmo avaliar quão democrático é 
um sistema político, ou uma sociedade. 
IV. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi um reconhecimento das 
grandes potências de que o desrespeito pelos direitos humanos resultaram 
em atos bárbaros que trouxeram diversas atrocidades à Humanidade. 
É certo o que se afirma em: 
Resposta Correta: d. 
I, III e IV. 
Feedback 
da 
resposta: 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada 
em 1948, após a II Grande Guerra Mundial, no período da 
criação da Organização das Nações Unidas. Os Estados 
Unidos da América, junto aos demais países do mundo, 
assinaram o documento reconhecendo que “o desprezo e o 
desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos 
bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade”. 
Declaravam buscar um “mundo em que todos gozem de 
liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a 
salvo do temor e da necessidade” (DECLARAÇÃO 
UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, 2009, p. 2). (...) Os 
princípios desses direitos decorrem da adesão teórica e 
concreta dos países democráticos a outras declarações como 
a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, 
inspirada nos princípios da revolução francesa e nos princípios 
libertários formulados pelos filósofos iluministas do século XVIII 
europeu (PATTO, 2003). Nesse período, os países 
democráticos aderiram aos princípios das liberdades 
individuais, ou direitos civis, consagrados em várias 
declarações e constituições de diversos países. No século XIX 
e meados do século XX, esses mesmos países aderiram aos 
direitos sociais, ligados ao mundo do trabalho, como o direito 
ao salário, jornada fixa, seguridade social, férias, previdência, 
etc. (BENEVIDES, 2007). O caráter histórico dos Direitos 
Humanos é exatamente o que justifica a necessidade de sua 
existência. Hoje, a defesa, a proteção e a promoção de tais 
direitos são critérios para que se possa identificar uma 
democracia, ou até mesmo avaliar quão democrático é um 
sistema político, ou uma sociedade (SILVEIRA, 2007). 
 
 
Pergunta 6 
1 em 1 pontos 
 
“O projeto de lei 6583/13, de autoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), 
é um conjunto de 15 artigos que "institui o Estatuto da Família e dispõe sobre 
os direitos da família, e as diretrizes das políticas públicas voltadas para 
valorização e apoiamento à entidade familiar". Em tramitação na Casa desde 
2013, o projeto apresenta, logo no artigo 2º, a definição de família: "define-se 
entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união estável, ou 
ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes." 
A proposta está de acordo com o que diz a Constituição Federal de 1988, 
mas vai de encontro a uma decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro 
de 2011. O art. 226 da Constituição reconhece "a união estável entre o 
homem e a mulher" e "a comunidade formada por qualquer dos pais e seus 
descendentes" como família. A regulamentação do artigo, sancionada em 
1996, manteve os termos. No entanto, em 2011, ministros do STF 
reconheceram por unanimidade a união entre pessoas do mesmo sexo como 
família, igualando direitos e deveres de casais heterossexuais e 
homossexuais”. 
Fonte: MARANHÃO, F. Afinal, para que serve o Estatuto da Família? 
Publicada por UOL Notícias Cotidiano em 02/10/2015. Disponível 
em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/10/02/afinal-
para-que-serve-o-estatuto-da-familia.htm, acesso em 25/08/2018. 
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação 
proposta entre elas. 
I. O projeto não se sustenta teoricamente uma vez que família não é um 
fenômeno substancialmente natural, nem fundamentalmente biológico. A 
partir de uma perspectiva histórica, a família se configura como uma 
expressão da cultura sobre a natureza. 
PORQUE 
II. Os Direitos humanos são comuns a todos os seres humanos sem distinção 
alguma de cor da pele, sexo, etnia, “faixa etária, incapacidade física ou 
mental, nível socioeconômico ou classe social, nível de instrução, religião, 
opinião política, orientação sexual. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
 
Resposta 
Correta: 
d. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II 
não é uma justificativa da I. 
Feedback da 
resposta: 
Apesar de estarem ambas corretas, as assertivas versam 
sobre conceitos diferentes. 
 
 
Pergunta 7 
1 em 1 pontos 
 
“O psicólogo escolar como mediador, deve ter competências e habilidades 
interpessoais imprescindíveis para desenvolver um trabalho eficaz e manter 
boas relações com os demais profissionais que contribuem para o processo 
 
de inclusão de pessoas com necessidades especiais.Também faz parte da 
função desse mediador, saber respeitar e compreender as dificuldades de 
todos, ter disponibilidade para aprender, ser flexível para se adequar à 
dinâmica do âmbito escolar que estará se inserindo”. 
Fonte: PEGO, V. O. R.; DIAS, A. M. S.; MORAIS, R. R. S.; PEIXOTO, S. P. 
L. O psicólogo escolar como mediador no processo educacional inclusivo. 
Cadernos de graduação - Ciências humanas e sociais: Maceió, v. 2, n.2, Nov., 
2014. p. 185-198. Disponível em: 
< https://periodicos.set.edu.br/index.php/fitshumanas/article/viewFile/1865/1
071>. Acesso em 03 de dez. de 2017. 
Com base em uma perspectiva crítica, analise as afirmativas sobre as 
possibilidades de atuação do psicólogo, assinale V para verdadeiro e F para 
falso: 
( ) Atuação com a equipe pedagógica, visando evitar o estigma dos alunos 
com dificuldades, por meio da integração de informações (oriundas da família, 
pares e comunidade) sobre o desenvolvimento das crianças e sobre os 
eventos que as influenciam, buscando uma aproximação com as famílias. 
( ) Atuação com as famílias, propondo reflexões sobre as dificuldades 
enfrentadas pelos filhos, criando estratégias para possibilitar o sucesso da 
criança. Para tanto, o psicólogo precisa investigar condições de 
vulnerabilidade dessa família que, por sua vez, afetam o desenvolvimento da 
criança e fazer a devida contextualização à dinâmica escolar. 
( ) Atuação no processo educativo, garantindo que as singularidades das 
crianças sejam levadas em consideração na efetivação do trabalho 
pedagógico, por meio das ações já expostas e também pela integração com 
as redes de apoio e de assistência. 
( ) Atuação com a rede, secretaria de saúde, assistência e segurança 
pública, por meio da disseminação de informações sobre a família e a criança 
que possam ser relevantes para o enquadramento da família nestes serviços 
ou para solução de desvios à lei. 
Agora assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Resposta Correta: b. 
V – V – V – F. 
Feedback 
da 
resposta: 
Quando pensamos na inclusão da pessoa com deficiência – 
seja no ambiente escolar ou no universo do trabalho - os 
recursos de acessibilidade são uma das maneiras de 
ultrapassar as barreiras impostas pela deficiência, 
possibilitando que o indivíduo interaja com o meio favorecendo, 
assim, sua autonomia. É a possibilidade de uma inclusão não 
excludente, onde a condição de diferente em suas 
possibilidades, da pessoa com deficiência, é respeitada. O 
recurso assistivo proporcionará a acessibilidade aos espaços, 
aos materiais didáticos e a todos os equipamentos disponíveis 
 
no ambiente. A psicologia, nesse contexto, tem o papel 
fundamental de propiciar a inclusão da pessoa com deficiência 
nas diferentes instituições (como, p. ex., intervindo junto à 
escola na inclusão escolar de crianças e adolescentes, ou 
facilitando processos junto às organizações em ações de 
empregabilidade das pessoas com deficiência ou necessidades 
especiais). Ademais, pode trabalhar em diferentes frentes 
propiciando essas ações inclusivas, como: • Nas equipes de 
saúde; • No aconselhamento genético; • No acompanhamento 
familiar; • Nos equipamentos das áreas de Saúde, Educação, 
Assistência Social, Cultura, etc.; • Nos processos clínicos. 
 
Pergunta 8 
1 em 1 pontos 
 
 
Fonte: http://nossacausa.com/por-que-precisamos-falar-sobre-genero-na-
escola/, acesso em 22/02/2018. 
Baseando-se na situação retratada na imagem, imagine-se mediando um 
grupo de mulheres no qual boa parte das queixas relacionam-se a com a 
jornada dupla, a exaustão que o acúmulo de tarefas e a falta de 
reconhecimento no trabalho as conduzem. Quais ações poderiam ser 
tomadas para minimizar o sofrimento das mulheres do grupo? 
 
Resposta 
Correta: 
e. 
Propor uma reflexão acerca da educação que as mesmas 
receberam, bem como, das representações sociais que se tem 
sobre o que é ser mulher e o que é ser homem, buscando o 
rompimento com o papel de gênero tradicional de modo que as 
mulheres possam entender que as mulheres não são 
 
responsáveis naturalmente por tais tarefas, levando-as a refletir 
sobre a educação que oferece aos filhos e filhas, reduzindo a 
desigualdade nas exigências a cada gênero. 
Feedback 
da 
resposta: 
A noção de gênero é problemática e precisa ser pensada em 
meio a transformações históricas, políticas e sociais 
sustentadas por diferentes relações de poder. Na década de 
1950, junto a Simone de Beauvoir, as feministas demandavam 
igualdade social e política com relação aos homens. Em 1970, 
a reivindicação altera seu foco do reconhecimento da diferença 
sexual para a diferença de raça e de classe social. Em um 
terceiro momento, na década de 1990, a ênfase se direciona 
para a legitimação de novos modelos de identidade (DUNKER, 
2017). Em 1990, em Problemas de gênero, Judith Butler (2003) 
aponta a prevalência da heteronormatividade na 
contemporaneidade, fundamentada na concepção binária dos 
sexos e dos gêneros. Tal concepção aponta que as 
características sexuais anatômico-fisiológicas, as nomeações 
sociais de gêneros, os desejos e práticas sexuais devem ser 
concordantes, equivalentes. E aqueles sujeitos que não estão 
adequados a esse sistema e não correspondem aos gêneros 
masculino e feminino, são muitas vezes invisibilizados e 
patologizados. Nesse sentido, é possível dizer que a 
heteronormatividade é uma reiteração da norma sobre o corpo, 
gênero e sexualidade, que busca a regulação do gênero como 
forma de manter a ordem heterossexual, trata-se, portanto, de 
uma relação de poder normativa (POCAHY; NARDI, 2007). 
Contudo, além de uma crítica à segregação e discriminação de 
gênero, tal abordagem trouxe outras contribuições como a 
crítica às abordagens que referem as patologias “mentais” a 
identidades individuais, diferentes das identidades sexuais 
heterossexuais. Contra as hipóteses de que a estrutura binária 
de sexualidade é natural e a única saudável, Butler (1990) 
propõe a hipótese de que o gênero em um ato performativo. 
“Palavras, gestos e atos expressos reiteradamente criam a 
realidade dos gêneros” (DUNKER, 2017, p. 18). Concebida 
originalmente para questionar a formulação de que a biologia é 
o destino, a distinção entre sexo e gênero atende à tese de que, 
“por mais que o sexo pareça intratável em termos biológicos, o 
gênero é culturalmente construído”. Ou seja, o gênero não é 
nem o resultado causal do sexo, nem tampouco tão 
aparentemente fixo quanto o sexo. Assim, a unidade do sujeito 
já é potencialmente contestada pela distinção que abre espaço 
ao gênero como interpretação múltipla do sexo. (BUTLER, 
2003, p. 24). 
 
Pergunta 9 
1 em 1 pontos 
 
Observe a imagem abaixo: 
 
Fonte: MADEIRO, C. IBGE: Guarda compartilhada de filhos dobra em 2011, 
mas ainda representa só 5,4% do total. Publicado pelo portal UOL, em Maceió 
em 17/12/2012. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-
noticias/2012/12/17/ibge-guarda-compartilhada-de-filhos-dobra-em-2011-
mas-ainda-representa-so-54-do-total.htm, acesso em 31/05/2018. 
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação 
proposta entre elas. 
I. Pode-se supor, com base na pesquisa do IBGE, que a Justiça brasileira 
ainda supõe que a mãe deve ser a responsável prioritária pela criação dos 
filhos. Em função do instinto materno, podemos supor que a mulher seja 
naturalmente mais preparada que o homem para exercer esse papel. 
PORQUE 
II. O gênero é uma espécie de imitação persistente, que passa como real. Ou 
seja, a repetição de atos, gestos, discursos, de modo estilizado, que produz 
esse efeito e a crença na existência essencial dos gêneros. É dessa maneira 
que os corpos adquirem aparências de gêneros. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
Resposta 
Correta: 
a. 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma 
proposição verdadeira. 
Feedback 
da 
resposta: 
A partir do momento que o gênero passa a ser compreendido 
como independentedo sexo, ele se torna um artifício provisório 
(BUTLER, 2003). Nessa perspectiva, é a repetição de atos, 
gestos, discursos, de modo estilizado, que produz esse efeito e 
a crença na existência essencial dos gêneros. É dessa maneira 
que os corpos adquirem aparências de gêneros. “A repetição 
imitativa pode ocorrer como paródia, como citação ou como 
 
iteração, organizando atos performativos que criam a ilusão de 
substância, unidade, coerência e identidade” (DUNKER, 2017, 
p. 3). Como afirma Butler (2003, p. 28), “gênero é uma espécie 
de imitação persistente, que passa como real”. Veremos a 
seguir como se constituíram as diferentes categorias de 
identidade de gênero no contexto brasileiro. 
 
Pergunta 10 
1 em 1 pontos 
 
“O homem não se considera criminoso, porque ainda existe a cultura do ‘um 
tapinha não dói’. Muitas vezes a mulher tem a ilusão de que o homem não vai 
fazer de novo, porque ele aparece com flores e bombons, porém, logo o ciclo 
da violência recomeça e segue por anos. Isso sem falar dos ex-maridos, que 
não se conformam com o fato de terem sido deixados. Existe também o 
problema da culpabilização da mulher. Ela foi educada para ser amável. 
Quando apanha, é porque fez algo errado. A mulher não se considera um 
sujeito. A situação é muito complicada, um problema de saúde pública. É 
fundamental fomentar processos de educação formal e não-formal, de modo 
a contribuir para a construção da cidadania, o conhecimento dos direitos 
fundamentais, da pluralidade, da igualdade sexual e o respeito à diversidade”, 
completa”. 
Fonte: G1. Ação. Violência contra a mulher se combate com educação e 
autonomia feminina. Publicada em 16 de dez. de 2013. Disponível em: 
< http://redeglobo.globo.com/acao/noticia/2013/11/violencia-contra-mulher-
se-combate-com-educacao-e-autonomia-feminina.html>, acesso em 02 de 
dez. de 2017. 
O excerto propõe que ações na educação formal podem contribuir no 
combate à violência contra a mulher. Considerando esse contexto, avalie as 
seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 
I. A atuação do psicólogo em situações como essa devem visar à prevenção, 
ou seja, propor ações que visem discutir os padrões sociais de feminilidades 
e masculinidades, buscando a reflexão sobre a “naturalização” da 
agressividade masculinidade e da passividade feminina, bem como, 
problematizar ações machistas que acontecem no cotidiano que ainda não se 
configuram como violência, mas que criam um ambiente favorável a 
desvalorização feminina. 
PORQUE 
II. A ação preventiva, ao invés da ação punitiva, pode ser compreendida como 
um ponto de partida para o crescimento individual e de uma comunidade, pois 
favorece a reflexão e o despertar de uma consciência crítica da sociedade, 
dos seus valores, dos comportamentos e das suas diferenças. Portanto, 
concretizar ações preventivas é investir a médio ou longo prazo na cidadania, 
na igualdade e na garantia de direitos humanos. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
 
 
Resposta 
Correta: 
a. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma 
justificativa da I. 
Feedback 
da 
resposta: 
Nesse sentido, o papel do psicólogo no sistema de garantias de 
direitos, junto ao de outros profissionais, passa a ser o de um 
protetor e um viabilizador de direitos, devendo ter conhecimento 
da legislação, buscando o fortalecimento de práticas e espaços 
de debate, na direção da autonomia e do protagonismo dos 
usuários (AZEVEDO ROSSINI, 2012). A ação preventiva, ao 
invés da ação punitiva, pode ser compreendida como um ponto 
de partida para o crescimento individual e de uma comunidade, 
pois favorece a reflexão e o despertar de uma consciência 
crítica da sociedade, dos seus valores, dos comportamentos e 
das suas diferenças. Portanto, concretizar ações preventivas é 
investir a médio ou longo prazo na cidadania, na igualdade e na 
garantia de direitos humanos. Dessa forma, a prevenção se 
materializa na adoção de uma atitude responsável direcionada 
às pessoas e suas famílias. Com esse propósito, um trabalho 
preventivo desenvolver-se-á no fortalecimento dos vínculos 
familiares e comunitários.

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