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TEMAS CONTEMPORÂNEOS PSICOLOGIA

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• Pergunta 1 
 
“Os psicólogos também, como agentes educacionais não podem se manter ingênuos. Basta de 
ingenuidade! Promover a saúde tem sido apresentado como objetivo para a prática dos psicólogos 
nas escolas. Não se pode, no entanto, esquecer que esta busca tem duas dimensões importantes, 
como afirma Contini (2001), a ética e a política. A dimensão ética[...] se compõe pela solidariedade 
ao outro e com o outro...a outra dimensão política do compromisso com a transformação social”. 
Ao direcionar estas duas dimensões, ética e política, frente à realidade tão antagônica de miséria de 
muitos e riqueza de poucos em nosso país [...]. Não é possível ficar indiferente frente a esta 
realidade tão dramática (Contini, 2001, pp. 164-165)”. 
Fonte: (BOCK, A. M. B. Psicologia da Educação: Cumplicidade ideológica. Em: MEIRA, M. E. M.; 
ANTUNES, M. (orgs.). Psicologia Escolar: Teorias Críticas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. 
O texto acima invoca uma postura ativa e transformadora por parte do psicólogo. Diante disso, 
qual papel poderia assumir o psicólogo na escola para ser capaz de sair da indiferença frente às 
mudanças necessárias ao processo educativo e instituição escolar? Analise as afirmativas a seguir: 
I.O psicólogo escolar deve articular conhecimentos psicológicos nas atividades escolares por meio 
de análises e intervenções, referentes ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e à 
integração família-comunidade-escola, para promover o desenvolvimento integral do ser. 
II. O psicólogo escolar deve atuar no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico 
e intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente. 
III. Cabe ao psicólogo uma reflexão crítica e um posicionamento ético que leve em conta a 
transmissão de valores e a construção dos vínculos familiares. 
IV. O psicólogo está na escola com a finalidade de planejar programas educacionais voltados às 
crianças e, ao se envolver na elaboração dos programas educacionais, assumir a responsabilidade 
do professor por seus problemas em sala de aula. 
É correto, APENAS, o que afirma em: 
Resposta Selecionada: c. 
I, II e III. 
Resposta Correta: c. 
I, II e III. 
Feedback 
da 
resposta: 
O Conselho Federal de Psicologia aponta como uma das atribuições profissionais 
do psicólogo no Brasil a "atuação junto a organizações comunitárias, em equipe 
multiprofissional no diagnóstico, planejamento, execução e avaliação de 
programas comunitários, no âmbito da saúde, lazer, educação, trabalho e 
segurança" (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2007, p. 27). Nesse sentido, a 
resolução n° 13/2007, do Conselho Federal de Psicologia, complementa tal 
determinação definindo como atribuição do Psicólogo Escolar articular 
conhecimentos psicológicos nas atividades escolares por meio de análises e 
intervenções, “referentes ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e 
à integração família-comunidade-escola, para promover o desenvolvimento 
integral do ser" (2007, p. 34). A resolução n.º 13/2007 preconiza que o psicólogo 
“atua no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e 
intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente” (CONSELHO 
FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2007, p. 18). A resolução n.º 13/2007 preconiza que o 
psicólogo deve envolver, “em sua análise e intervenção, todos os segmentos do 
sistema educacional que participam do processo de ensino-aprendizagem. Nessa 
tarefa, considera as características do corpo docente, do currículo, das normas da 
instituição, do material didático, do corpo discente e demais elementos do 
sistema”. É necessário, portanto, o desenvolvimento de estudos e a análise 
constante das relações entre o homem e o “ambiente físico, material, social e 
cultural quanto ao processo ensino-aprendizagem e produtividade educacional” 
(2007, p. 18). Diante do cenário contemporâneo em que temos instituições que 
acolhem e se responsabilizam pelos cuidados da criança, cabe ao psicólogo uma 
reflexão crítica e um posicionamento ético que leve em conta a transmissão de 
valores e a construção dos vínculos familiares. 
 
 
• Pergunta 2 
1 em 1 pontos 
 
“O Almeidinha gosta também de se posicionar sobre os assuntos que causam comoção. Para ele, 
a atual onda de violência em São Paulo só acontece porque os pobres, para ele potenciais 
criminosos (seja assassino ou ladrão de galinha) têm direitos demais. O Almeidinha tem um 
lema: “Direitos Humanos para Humanos Direitos”. Aliás, é ouvir essa expressão, que ele não 
sabe definir muito bem, e o Almeidinha boa praça e inofensivo da vizinhança se transforma. 
“Lógica da criminalidade”, “superlotação de presídios”, “sindicato do crime”, “enfrentamento”, 
“uso excessivo da força”, para ele, é conversa de intelectual. E se tem uma coisa que o 
Almeidinha detesta mais que o Lula ou o Mano Menezes (sempre nesta ordem) é intelectual. O 
Almeidinha tem pavor. Tivesse duas bombas eram dois endereços certos: a favela e a USP. A 
favela porque ele acredita no governador Sergio Cabral quando ele fala em fábrica de marginais. 
A USP porque está cansado de trabalhar para pagar a conta de gente que não tem nada a fazer a 
não ser promover greves, invasões, protestos e espalhar palavras difíceis. O Almeidinha vota no 
primeiro candidato que propuser esterilizar a fábrica de marginal e a construção de um 
estacionamento no lugar da universidade pública”. 
Fonte: PICHONELLI, M. Direitos humanos para humanos direitos. Publicado por Carta Capital 
em 08/11/2012 16h23. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/direitos-
humanos-para-humanos-direitos, acesso em 12/04/2018. 
Suponha que você seja amigo de Almeidinha e esteja conversando com ele sobre as definições 
de direitos. Considere as assertivas abaixo sobre o tema. 
I. A noção de cidadania está atrelada à noção de direitos humanos, definida pela Declaração do 
Homem e do Cidadão na França, em 1789. Isso significa que estamos falando de direitos 
universais, independentes dos países ou territórios. 
II. Os direitos humanos constituem resultado de reinvindicações pelos direitos da burguesia em 
também possuir propriedade privada e ter garantia nisso, ainda que estivesse submetida às leis 
do monarca. 
III. A proteção e a promoção dos direitos humanos são critérios para que se possa identificar 
uma democracia, ou até mesmo avaliar quão democrático é um sistema político, ou uma 
sociedade. 
IV. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi um reconhecimento das grandes potências 
de que o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que trouxeram 
diversas atrocidades à Humanidade. 
É certo o que se afirma em: 
 
Resposta Selecionada: b. 
I, III e IV. 
Resposta Correta: b. 
 
I, III e IV. 
Feedback 
da 
resposta: 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada em 1948, após a 
II Grande Guerra Mundial, no período da criação da Organização das Nações 
Unidas. Os Estados Unidos da América, junto aos demais países do mundo, 
assinaram o documento reconhecendo que “o desprezo e o desrespeito pelos 
direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da 
Humanidade”. Declaravam buscar um “mundo em que todos gozem de 
liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da 
necessidade” (DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, 2009, p. 
2). (...) Os princípios desses direitos decorrem da adesão teórica e concreta dos 
países democráticos a outras declarações como a Declaração dos Direitos do 
Homem e do Cidadão, de 1789, inspirada nos princípios da revolução francesa e 
nos princípios libertários formulados pelos filósofos iluministas do século XVIII 
europeu (PATTO, 2003). Nesse período, os países democráticos aderiram aos 
princípios das liberdades individuais, ou direitos civis, consagrados em várias 
declarações e constituições de diversos países. No século XIX e meados do 
século XX, esses mesmos países aderiram aos direitos sociais, ligados ao mundo 
do trabalho,como o direito ao salário, jornada fixa, seguridade social, férias, 
previdência, etc. (BENEVIDES, 2007). O caráter histórico dos Direitos Humanos 
é exatamente o que justifica a necessidade de sua existência. Hoje, a defesa, a 
proteção e a promoção de tais direitos são critérios para que se possa 
identificar uma democracia, ou até mesmo avaliar quão democrático é um 
sistema político, ou uma sociedade (SILVEIRA, 2007). 
 
• Pergunta 3 
1 em 1 pontos 
 
Observe a imagem abaixo: 
 
Fonte: MADEIRO, C. IBGE: Guarda compartilhada de filhos dobra em 2011, mas ainda 
representa só 5,4% do total. Publicado pelo portal UOL, em Maceió em 17/12/2012. Disponível 
em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/12/17/ibge-guarda-
compartilhada-de-filhos-dobra-em-2011-mas-ainda-representa-so-54-do-total.htm, acesso em 
31/05/2018. 
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 
I. Pode-se supor, com base na pesquisa do IBGE, que a Justiça brasileira ainda supõe que a mãe 
deve ser a responsável prioritária pela criação dos filhos. Em função do instinto materno, 
 
podemos supor que a mulher seja naturalmente mais preparada que o homem para exercer 
esse papel. 
PORQUE 
II. O gênero é uma espécie de imitação persistente, que passa como real. Ou seja, a repetição de 
atos, gestos, discursos, de modo estilizado, que produz esse efeito e a crença na existência 
essencial dos gêneros. É dessa maneira que os corpos adquirem aparências de gêneros. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
Resposta 
Selecionada: 
e. 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição 
verdadeira. 
Resposta Correta: e. 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição 
verdadeira. 
Feedback 
da 
resposta: 
A partir do momento que o gênero passa a ser compreendido como 
independente do sexo, ele se torna um artifício provisório (BUTLER, 2003). 
Nessa perspectiva, é a repetição de atos, gestos, discursos, de modo estilizado, 
que produz esse efeito e a crença na existência essencial dos gêneros. É dessa 
maneira que os corpos adquirem aparências de gêneros. “A repetição imitativa 
pode ocorrer como paródia, como citação ou como iteração, organizando atos 
performativos que criam a ilusão de substância, unidade, coerência e 
identidade” (DUNKER, 2017, p. 3). Como afirma Butler (2003, p. 28), “gênero é 
uma espécie de imitação persistente, que passa como real”. Veremos a seguir 
como se constituíram as diferentes categorias de identidade de gênero no 
contexto brasileiro. 
 
 
• Pergunta 4 
1 em 1 pontos 
 
A maneira como compreendemos cada arranjo familiar determina a atuação profissional em 
relação à criança e a este sistema ao qual ela está inserida. É importante considerar que cada 
família tem a sua própria cultura, dentro de contextos diversos e muitas vezes incompreensíveis 
aos olhos de quem vê de fora. Nestas novas configurações surge o espaço para a diversidade e a 
interação entre várias etnias, religiões e culturas. As relações de gênero se reconfiguraram e as 
funções não são mais predefinidas. Os processos de separação, divórcio e novas reconstruções 
familiares vem permitindo inúmeras possibilidades de convivência, como um mosaico de 
relações que se estabelecem no decorrer da vida. Nos séculos anteriores a expectativa de vida era 
menor, as pessoas viviam menos tempo. Atualmente, com um período de vida maior a 
possibilidade de novas configurações ao longo deste percurso é maior. As pessoas trocam de 
parceiros com maior fluidez, realizam um segundo curso de formação, mudam de profissão. Os 
modos de vida deixaram de ser estáticos e pré-moldados para assumirem um funcionamento 
dinâmico. 
De acordo com o estudo sobre as estruturas familiares assinale V para verdadeiro e F para falso: 
( ) Uma família apenas se constitui a partir de laços conjugais. 
( ) Famílias recompostas são aquelas nas quais um dos membros do casal ou os dois têm filhos 
de relacionamentos anteriores. Nestas configurações todos possuem laços consanguíneos. 
( ) Com a independência financeira da mulher, a família passou por novas e grandes 
transformações. 
 
( ) Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade 
pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parente próximos com os quais a criança ou 
adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. 
Está correta a sequência descrita na alternativa: 
 
Resposta Selecionada: d. 
F, F, V, V. 
Resposta Correta: d. 
F, F, V, V. 
 
Feedback 
da 
resposta: 
Roudinesco (2003) apresenta três períodos na evolução da família: • 1. A família 
tradicional, considerada uma célula estável e submetida a uma autoridade 
patriarcal, assegurava a transmissão de um patrimônio; • 2. A família moderna, 
que aparece entre o fim do século XVIII e início do XX, representando uma 
ruptura com o modelo tradicional de família ao apontar a reciprocidade dos 
sentimentos. Esse modelo valoriza a divisão do trabalho entre os cônjuges, 
apontando para uma divisão de tarefas. “A atribuição da autoridade torna-se, 
então, motivo de uma divisão incessante entre o Estado e os pais, de um lado, e 
entre os pais e as mães, de outro” (ROUDINESCO, 2003, p. 19); • 3. A família 
contemporânea, que aparece em meados dos anos 1960 e une dois indivíduos 
em busca de realização. Nesse período, a transmissão da autoridade vai se 
tornando cada vez mais frágil, o que impulsiona o aumento no número de 
divórcios, separações e recomposições conjugais. Nesse momento, passa a 
prevalecer a democracia como aspecto central dos laços conjugais. No Brasil, 
destaca-se a divulgação e a legitimação do Estatuto da Criança e do Adolescente 
no início dos anos 1990 (BRASIL, 1990). Nos anos 2000, houve uma mudança de 
termos nesse documento:emvezde“pátriopoder”,passou-
seanomear“poderfamiliar”,trazendoaconotação de que a responsabilidade pela 
criança e pelo adolescente é um dever compartilhado – e não apenas do pai/ 
“pátrio poder”. Além disso, há uma distinção entre “família natural” (aquela 
formada por pais ou por parentes próximos com os quais a criança, ou o 
adolescente, mantém vínculos de afinidade e afetividade) e “família substituta” 
(formada a partir de situações de guarda, tutela ou adoção). Isso significa que, 
legalmente, a noção de família é ampliada e não mais restrita ao controle 
patriarcal. Teperman (2009), em estudo realizado sobre o exercício da 
parentalidade na contemporaneidade, afirma que, no que se refere aos arranjos 
familiares, a contemporaneidade permite dois modos de aproximação: um modo 
voltado para a ideia de que as novas configurações familiares provocam “a 
impossibilidade do exercício adequado das tarefas parentais”; e outro modo 
voltado para a ideia de que, “apesar das diferentes e novas configurações que 
possa adquirir, a família resiste”. 
 
 
• Pergunta 5 
1 em 1 pontos 
 
“No último domingo (11), uma ação policial expulsou os usuários de crack que se aglomeravam na 
Praça Princesa Isabel, uma região central da cidade de São Paulo. Àquela altura, pelas contas da 
Guarda Civil Metropolitana, eles eram quase 600. A dispersão durou pouco. Horas depois, quando a 
prefeitura terminara a limpeza da praça – e mandara para o lixo as barracas de lona e móveis 
precários que tomavam o lugar –, seus ocupantes voltaram. A ação do último domingo é um novo 
capítulo de um debate que se tornou incômodo para a administração João Doria. Em maio, uma 
primeira ação na região acabara de modo dramático, com a dispersão dos dependentes para a 
Praça Princesa Isabel e com demolições de construções na região que deixaram feridos. Dória 
chegou a dizer que a cracolândia tinha acabado. Estava enganado. A atuação da prefeitura foi 
criticada mesmo por membros do PSDB, o partido do prefeito. Depois da primeira ação, em maio, a 
secretária de Direitos Humanos da prefeitura pediu demissão do cargo. O embate opõe duas visõessobre como tratar a questão das drogas no país. Há evidências de que a internação compulsória é 
mais eficiente que a redução de danos (a ideia que orientava o programa de saúde da gestão 
anterior)?” 
Fonte: CISCATI, R.; BUSCATO, M. Cracolândia: internar à força resolve? Publicado por Época em 
14/06/2017, às 16h24, atualizado em 15/06/2017 às 17h46. Disponível 
em: https://epoca.globo.com/saude/check-up/noticia/2017/06/cracolandia-internar-forca-
resolve.html, acesso em 31/05/2018. 
Caso você estivesse atuando como um profissional da psicologia, de acordo com as referências 
técnicas para a atuação de psicólogas (os) em políticas públicas de álcool e outras drogas, 
considere as assertivas abaixo: 
I. Caso não encontrassem um membro da família que pudesse se responsabilizar pela pessoa, você 
persuadiria os usuários a serem internados. Nos casos de recusa, você faria a internação de modo 
compulsório, em função desta ser a melhor alternativa em caso de usuários em situação de rua. 
II. Você buscaria colocar em prática ações que evidenciassem que qualquer uso de substância lícita 
ou ilícita é patológica e deve ser alvo da saúde pública, evitando, dessa forma, a estigmatização 
dos/as usuários/as e recomendando a internação em qualquer situação de drogadição. 
III. Proporia para um processo de recuperação mais efetivo de usuários de álcool e drogas 
internados, a criação de alternativas inovadoras no cuidado, por exemplo a indução à convicções 
políticas, filosóficas, morais, ideológicas e religiosas que possam promover maior adesão da pessoa 
ao tratamento. 
IV. Ponderaria em suas ações à igualdade de direitos de acesso à saúde, preconizada nas atuais 
legislações; levando ainda em consideração a diversidade das origens dos adoecimentos e das 
situações enfrentadas pelos usuários e, por fim, as singularidades das vivências e das histórias 
individuais, entendendo a necessidade de ações que levem em conta tais idiossincrasias. 
É correto o que se afirma em: 
Resposta Selecionada: d. 
Apenas IV. 
Resposta Correta: d. 
Apenas IV. 
Feedbac
k da 
resposta
: 
criar alternativas inovadoras de cuidado ao usuário exige um conhecimento 
aprofundado de sua história de vida, dos gatilhos determinantes de sua entrada e 
imersão no uso abusivo de drogas, de suas relações familiares, das relações que 
estabelece com seus pares e com as demais pessoas que integram seu mundo, das 
relações com sua comunidade de origem e das relações com a sociedade em geral. [...] 
Muitas instituições voltadas para os casos de abuso e dependência das substâncias 
psicoativas incentivam práticas de imposição de credo como recurso de tratamento 
para atingir a abstinência. Esse tipo de prática social, no entanto, é incompatível não 
só com o Código de Ética da (o) psicóloga (o), mas também com os princípios das 
políticas públicas e o caráter republicano e laico do Estado brasileiro.As atuais ações 
de “recolhimento compulsório” da população em situação de rua, apresentados na 
mídia como usuários de crack, e a banalização das internações compulsórias ou 
involuntárias de crianças e adolescentes em diversas cidades brasileiras, evidenciam 
um grave retrocesso para as políticas públicas, tão arduamente conquistadas e que 
apostam na integralidade do cuidado e na intersetorialidade das ações para as pessoas 
que fazem uso de álcool e outras drogas. As (os) psicólogas (os), então, na sua atuação, 
podem colaborar para desnaturalizar as práticas de violência e de tutela que 
historicamente foram associadas às pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. 
[...]As substâncias psicoativas, principalmente as consideradas ilícitas, são usualmente 
associadas à violência, criminalidade, doença e à morte. Muitas das práticas sociais 
 
relacionadas com as drogas não podem, no entanto, ser consideradas “abusivas” ou 
mesmo “compulsivas”. Esses conceitos que remetem ao quadro das chamadas 
“toxicomanias” ou da “dependência química” são parte de uma parcela pequena 
comparada aos usos controlados e ocasionais dessas substâncias. Certamente, os usos 
considerados danosos e prejudiciais necessitam de cuidados, mas não se pode 
confundir de modo deliberado e reduzir os variados modos de relação com as 
substâncias psicoativas à compulsão e à “dependência física ou psíquica” (NERY 
FILHO, 2009).Fonte: CFP - Conselho Federal de Psicologia. Referências Técnicas para a 
Atuação de Psicólogas/os em Políticas Públicas de Álcool e Outras Drogas/. Conselho 
Federal de Psicologia, - Brasília: CFP, 2013. 88p. Disponível em: 
http://crepop.pol.org.br/wp-
content/uploads/2013/12/CREPOP_REFERENCIAS_ALCOOL_E_DROGAS_FINAL_10.01
.131.pdf, acesso em 31/05/2018. 
 
• Pergunta 6 
1 em 1 pontos 
 
 
Fonte: http://nossacausa.com/por-que-precisamos-falar-sobre-genero-na-escola/, acesso em 
22/02/2018. 
Baseando-se na situação retratada na imagem, imagine-se mediando um grupo de mulheres no 
qual boa parte das queixas relacionam-se a com a jornada dupla, a exaustão que o acúmulo de 
tarefas e a falta de reconhecimento no trabalho as conduzem. Quais ações poderiam ser tomadas 
para minimizar o sofrimento das mulheres do grupo? 
 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
Propor uma reflexão acerca da educação que as mesmas receberam, bem como, 
das representações sociais que se tem sobre o que é ser mulher e o que é ser 
homem, buscando o rompimento com o papel de gênero tradicional de modo 
que as mulheres possam entender que as mulheres não são responsáveis 
naturalmente por tais tarefas, levando-as a refletir sobre a educação que oferece 
aos filhos e filhas, reduzindo a desigualdade nas exigências a cada gênero. 
Resposta 
Correta: 
c. 
 
Propor uma reflexão acerca da educação que as mesmas receberam, bem como, 
das representações sociais que se tem sobre o que é ser mulher e o que é ser 
homem, buscando o rompimento com o papel de gênero tradicional de modo 
que as mulheres possam entender que as mulheres não são responsáveis 
naturalmente por tais tarefas, levando-as a refletir sobre a educação que oferece 
aos filhos e filhas, reduzindo a desigualdade nas exigências a cada gênero. 
Feedback 
da 
resposta: 
A noção de gênero é problemática e precisa ser pensada em meio a transformações 
históricas, políticas e sociais sustentadas por diferentes relações de poder. Na 
década de 1950, junto a Simone de Beauvoir, as feministas demandavam igualdade 
social e política com relação aos homens. Em 1970, a reivindicação altera seu foco 
do reconhecimento da diferença sexual para a diferença de raça e de classe social. 
Em um terceiro momento, na década de 1990, a ênfase se direciona para a 
legitimação de novos modelos de identidade (DUNKER, 2017). Em 1990, em 
Problemas de gênero, Judith Butler (2003) aponta a prevalência da 
heteronormatividade na contemporaneidade, fundamentada na concepção binária 
dos sexos e dos gêneros. Tal concepção aponta que as características sexuais 
anatômico-fisiológicas, as nomeações sociais de gêneros, os desejos e práticas 
sexuais devem ser concordantes, equivalentes. E aqueles sujeitos que não estão 
adequados a esse sistema e não correspondem aos gêneros masculino e feminino, 
são muitas vezes invisibilizados e patologizados. Nesse sentido, é possível dizer 
que a heteronormatividade é uma reiteração da norma sobre o corpo, gênero e 
sexualidade, que busca a regulação do gênero como forma de manter a ordem 
heterossexual, trata-se, portanto, de uma relação de poder normativa (POCAHY; 
NARDI, 2007). Contudo, além de uma crítica à segregação e discriminação de 
gênero, tal abordagem trouxe outras contribuições como a crítica às abordagens 
que referem as patologias “mentais” a identidades individuais, diferentes das 
identidades sexuais heterossexuais. Contra as hipóteses de que a estrutura binária 
de sexualidade é natural e a única saudável, Butler (1990) propõe a hipótese de 
que o gênero em um ato performativo. “Palavras, gestos e atos expressos 
reiteradamente criam a realidade dos gêneros” (DUNKER, 2017,p. 18). Concebida 
originalmente para questionar a formulação de que a biologia é o destino, a 
distinção entre sexo e gênero atende à tese de que, “por mais que o sexo pareça 
intratável em termos biológicos, o gênero é culturalmente construído”. Ou seja, o 
gênero não é nem o resultado causal do sexo, nem tampouco tão aparentemente 
fixo quanto o sexo. Assim, a unidade do sujeito já é potencialmente contestada pela 
distinção que abre espaço ao gênero como interpretação múltipla do sexo. 
(BUTLER, 2003, p. 24). 
 
 
• Pergunta 7 
1 em 1 pontos 
 
De acordo com Azevedo e Guerra (1989) a omissão em termos de prover as necessidades físicas 
e emocionais de crianças ou adolescentes configura-se quando os pais (ou responsáveis) falham 
em termos de alimentar, de vestir adequadamente seus filhos etc.., e quando tal falha não é 
resultado de condições de vida além de seu controle. 
Fonte: AZEVEDO, M.A.; GUERRA, V.N.A. Crianças Vitimizadas: a síndrome do pequeno poder. 
São Paulo: Iglu, 1989. 
A falta de cuidados ou a incapacidade da família em prover os cuidados básicos necessários à 
uma criança pode ser considerada como omissão ou até negligência como previsto na legislação 
brasileira. A partir desta premissa, considere as seguintes afirmativas: 
I – A negligência pode ocorrer afetivamente, quando a criança não é atendida em suas 
necessidades emocionais. 
 
II – Quando a família estabelece um alto grau de expectativa em relação ao desempenho da 
criança. 
III – Pode ocorrer por falta de encaminhamento da criança à escola. 
Estão corretas as afirmativas descritas na alternativa: 
 
Resposta Selecionada: a. 
I e III apenas. 
Resposta Correta: a. 
I e III apenas. 
Feedback 
da 
resposta: 
Nesse sentido, as novas configurações familiares conservam algumas das 
antigas funções de cuidado e provisão, muitas vezes fragmentadas e pouco 
compartilhadas entre os diversos membros da família. Se por um lado, essa 
família tem contemplado certas necessidades básicas dos envolvidos, por outro, 
tem negligenciado em muitos casos as funções consideradas principais pelos 
filhos, ou seja, o apoio e as relações afetivas. Muitas famílias, ou membros 
dessas, têm se preocupado, sobretudo, com seu papel de provedor dos 
cuidados, terceirizando a vida e a convivência com as crianças e os 
adolescentes, sob o preço de colocar em jogo seu vínculo afetivo. 
 
 
• Pergunta 8 
1 em 1 pontos 
 
“Um juiz federal do Distrito Federal autorizou, em caráter liminar, que psicólogos possam 
atender eventuais pacientes que busquem terapia para reorientação sexual. A decisão atendeu a 
uma ação de três psicólogos que pediam a suspensão de uma resolução do Conselho Federal de 
Psicologia (CFP) que estabelece como os profissionais da área devem atuar nos casos que 
envolvam a orientação sexual de pacientes. O conselho irá recorrer da decisão. (...) Para os 
autores da ação popular que questiona a resolução, a iniciativa do CFP impede os psicólogos 
não só de atender eventuais pacientes que procurem ajuda para tentar reverter sentimentos ou 
comportamentos que lhes provoquem desconfortos ou transtornos, como de desenvolver 
estudos científicos sobre a possível reversibilidade de práticas homoeróticas, restringido a 
liberdade de pesquisa dos profissionais. A partir das informações fornecidas pelas partes, o juiz 
da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, acatou parcialmente o pedido 
dos críticos da resolução. Sem suspender os efeitos gerais da regulamentação do conselho, o 
magistrado determinou que deve ser facultado aos profissionais interessados a possibilidade de 
pesquisar o tema ou atender os pacientes que os procurarem buscando a chamada reorientação 
sexual”. 
Fonte: RODRIGUES, A. Justiça autoriza psicólogos a oferecer terapia de reorientação sexual. 
Publicado pela Agência Brasil em 18/09/2017, Brasília – DF. Disponível 
em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-09/justica-autoriza-psicologos-
oferecer-terapia-de-reorientacao-sexual, acesso em 26/02/2018. 
Após a divulgação de tal decisão, imagine-se um psicólogo clínico que recebe em seu consultório 
um paciente homossexual que a principal queixa seja o sofrimento e tristeza que sua orientação 
lhe causa. Qual ações você poderia tomar que atendesse as resoluções éticas da sua profissão? 
 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos que ajudem o paciente a 
aprender a lidar com a própria identidade sexual em meio a um ambiente 
hostil, refletindo sobre a heteronormatividade, bem como, que a sexualidade 
faz parte da identidade de cada sujeito e, por isso, práticas homossexuais não 
constituem doença, distúrbio ou perversão. 
 
Resposta 
Correta: 
c. 
Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos que ajudem o paciente a 
aprender a lidar com a própria identidade sexual em meio a um ambiente 
hostil, refletindo sobre a heteronormatividade, bem como, que a sexualidade 
faz parte da identidade de cada sujeito e, por isso, práticas homossexuais não 
constituem doença, distúrbio ou perversão. 
Feedback 
da 
resposta: 
“RESOLUÇÃO CFP N° 001/99 DE 22 DE MARÇO DE 1999 "Estabelece normas de 
atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual" O 
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e 
regimentais, CONSIDERANDO que o psicólogo é um profissional da 
saúde; CONSIDERANDO que na prática profissional, independentemente da área 
em que esteja atuando, o psicólogo é freqüentemente interpelado por questões 
ligadas à sexualidade. CONSIDERANDO que a forma como cada um vive sua 
sexualidade faz parte da identidade do sujeito, a qual deve ser compreendida na 
sua totalidade; CONSIDERANDO que a homossexualidade não constitui doença, 
nem distúrbio e nem perversão; CONSIDERANDO que há, na sociedade, uma 
inquietação em torno de práticas sexuais desviantes da norma estabelecida 
sócio-culturalmente; CONSIDERANDO que a Psicologia pode e deve contribuir 
com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, 
permitindo a superação de preconceitos e discriminações; RESOLVE: Art. 1° - Os 
psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da profissão notadamente 
aqueles que disciplinam a não discriminação e a promoção e bem-estar das 
pessoas e da humanidade. Art. 2° - Os psicólogos deverão contribuir, com seu 
conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de 
discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam 
comportamentos ou práticas homoeróticas. Art. 3° - os psicólogos não exercerão 
qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas 
homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais 
para tratamentos não solicitados. Parágrafo único - Os psicólogos não 
colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das 
homossexualidades. Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem 
participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, 
de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos 
homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica. Art. 5° - Esta 
Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 6° - Revogam-se todas 
as disposições em contrário.Fonte: http://site.cfp.org.br/wp-
content/uploads/1999/03/resolucao1999_1.pdf, acesso em 26/02/2018. 
 
 
• Pergunta 9 
1 em 1 pontos 
 
“O projeto de lei 6583/13, de autoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), é um conjunto de 
15 artigos que "institui o Estatuto da Família e dispõe sobre os direitos da família, e as 
diretrizes das políticas públicas voltadas para valorização e apoiamento à entidade familiar". 
Em tramitação na Casa desde 2013, o projeto apresenta, logo no artigo 2º, a definição de 
família: "define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união estável, ou 
ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes." A proposta está de 
acordo com o quediz a Constituição Federal de 1988, mas vai de encontro a uma decisão do 
Supremo Tribunal Federal brasileiro de 2011. O art. 226 da Constituição reconhece "a união 
estável entre o homem e a mulher" e "a comunidade formada por qualquer dos pais e seus 
descendentes" como família. A regulamentação do artigo, sancionada em 1996, manteve os 
termos. No entanto, em 2011, ministros do STF reconheceram por unanimidade a união entre 
pessoas do mesmo sexo como família, igualando direitos e deveres de casais heterossexuais e 
homossexuais”. 
 
Fonte: MARANHÃO, F. Afinal, para que serve o Estatuto da Família? Publicada por UOL Notícias 
Cotidiano em 02/10/2015. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-
noticias/2015/10/02/afinal-para-que-serve-o-estatuto-da-familia.htm, acesso em 25/08/2018. 
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 
I. O projeto não se sustenta teoricamente uma vez que família não é um fenômeno 
substancialmente natural, nem fundamentalmente biológico. A partir de uma perspectiva 
histórica, a família se configura como uma expressão da cultura sobre a natureza. 
PORQUE 
II. Os Direitos humanos são comuns a todos os seres humanos sem distinção alguma de cor da 
pele, sexo, etnia, “faixa etária, incapacidade física ou mental, nível socioeconômico ou classe 
social, nível de instrução, religião, opinião política, orientação sexual. 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
Resposta 
Selecionada: 
e. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa da I. 
Resposta Correta: e. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa da I. 
Feedback da 
resposta: 
Apesar de estarem ambas corretas, as assertivas versam sobre 
conceitos diferentes. 
 
 
• Pergunta 10 
1 em 1 pontos 
 
Na compreensão da psicanalista Elisabeth Roudinesco (2003), a família tem sido a cada vez 
reinventada sobre novas bases. A autora levanta o paradoxo de que a família se encontra 
atualmente em “desordem”, porém ela segue sendo “amada, sonhada e desejada por homens, 
mulheres e crianças de todas as idades, de todas as orientações sexuais e de todas as condições”, 
tornando-se a única importância com garantia de proteção ao qual ninguém quer abrir mão. 
(Roudinesco 2003, p. 198). 
Fonte: FELIPPI, G.; ITAQUI, L. G.. Transformações dos Laços Vinculares na Família: Uma Perspectiva 
Psicanalítica http://pepsic.bvsalud.org/pdf/penf/v19n1/v19n1a09.pdf. Acesso em 24 de ago de 2018. 
Roudinesco apresenta três períodos na evolução da família, de acordo com as ideias da autora 
assinale V para verdadeiro e F para falso: 
( ) A família contemporânea era considerada uma célula estável e submetida a uma autoridade 
patriarcal, assegurava a transmissão de um patrimônio; 
( ) A família moderna, valoriza a divisão do trabalho entre os cônjuges, apontando para uma 
divisão de tarefas; 
( ) A família moderna une dois indivíduos em busca de realização. 
( ) Com a família contemporânea a transmissão da autoridade vai se tornando cada vez mais 
frágil, o que impulsiona o aumento no número de divórcios, separações e recomposições 
conjugais. 
( ) O momento no qual passa a prevalecer a democracia como aspecto central dos laços conjugais 
é no surgimento da família moderna. 
 
 
http://pepsic.bvsalud.org/pdf/penf/v19n1/v19n1a09.pdf
Resposta Selecionada: e. 
F, V, F, V, F. 
Resposta Correta: e. 
F, V, F, V, F. 
 
Feedback 
da 
resposta: 
A família tradicional, considerada uma célula estável e submetida a uma 
autoridade patriarcal, assegurava a transmissão de um patrimônio; 
A família moderna, que aparece entre o fim do século XVIII e início do XX, 
representando uma ruptura com o modelo tradicional de família ao apontar a 
reciprocidade dos sentimentos. Esse modelo valoriza a divisão do trabalho entre 
os cônjuges, apontando para uma divisão de tarefas. “A atribuição da autoridade 
torna-se, então, motivo de uma divisão incessante entre o Estado e os pais, de um 
lado, e entre os pais e as mães, de outro” (ROUDINESCO, 2003, p. 19); 
A família contemporânea, que aparece em meados dos anos 1960 e une dois 
indivíduos em busca de realização. Nesse período, a transmissão da autoridade 
vai se tornando cada vez mais frágil, o que impulsiona o aumento no número de 
divórcios, separações e recomposições conjugais. Nesse momento, passa a 
prevalecer a democracia como aspecto central dos laços conjugais. 
 
 
 
Sábado, 20 de Junho de 2020 21h03min57s BRT

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