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INSTITUTO FEDERAL DE RONDONIA - IFRO
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
Disciplina: História da Educação
Professor: Rogério Sávio Link
Fichamento: FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
Aluna: 
Estrutura
Justificativa da pedagogia do oprimido
· A Contradição Opressores - Oprimidos. Sua superação (p. 16-24)
· A situação concreta de opressão e os opressores (p. 25- 27)
· A situação concreta de opressão e os oprimidos (p. 27- 29)
· Ninguem liberta ninguem, ninguem se liberta sozinho: Os homens se libertam em comunhão (p. 29- 32).
Escopo
 Paulo Freire retratou de forma bem clara e objetiva o processo de desumanização causada pelo opressor a seus oprimidos. E como os oprimidos não se opoem as seus opressores, e até mesmo querem ser eles um dia, O autor Paulo Freire, faz um dialogo, entre os opressores e os oprimidos, e as desigualdades que até hoje acontece. 
Fichamento
O autor buscar embasar o tema escolhido, pois sabe-se que a desumanização é uma realidade historica .“A desumanização, que não se verifica, apenas, nos que têm sua humanidade roubada, mas também,ainda que de forma diferente, nos que a roubam, é distorção da vocação do ser mais... Esta somente é possível porque a desumanização, mesmo que um fato concreto na história, não é porém, destino dado, mas resultado de uma ‘ordem’ injusta que gera a violência dos opressores e esta, o ser menos.” (p.16) “Mais uma vez os homens, desafiados pela dramaticidade da hora atual, se propõem a si mesmos como problema. Descobrem que pouco sabem de si mesmos como problema. Descobrem que pouco sabem de si, de seu ‘posto no cosmos’, e se inquietam por saber mais.” (p.16) O autor coloca que tanto o opressor como o oprimido são prisioneiros da desumanização, ao praticar atos humanos, mais humanidade terá. Assim ao praticarmos a desumanidade, mais desumanos nos tornamos.
“O grande problema está em como poderão os oprimidos, que ‘hospedam’ ao opressor em si, participar da elaboração, como seres duplos, inautênticos, da pedagogia de sua libertação. Somente na medida em que se descubram “hospedeiros” do opressor poderão contribuir para o partejamento de sua pedagogia libertadora.” (p.17) Ao dizer que o oprimido “hospeda” o opressor, Freire trás uma questão de identificação do oprimido com o opressor, ou seja, existe uma certa vontade de ser igual, onde o oprimido ao buscar sua liberdade pode tornar-se opressor ou sub-opressor se este não tiver um ideal claro e bem definido de libertação, tal fato ocorre pelo fato do oprimido estar condicionado a pensar dentro dos modelos opressores, que denotam que ser homem é ser opressor. “Raros são os camponeses que, ao serem ‘promovidos’ a capatazes, não se tornam mais duros opressores de seus antigos companheiros do que o patrão mesmo. Poder-se-ia dizer – e com razão – que isto se deve ao fato de que a situação concreta, vigente, de opressão, não foi transformada. E que, nesta hipótese, o capataz, para assegurar seu posto, tem de encarnar, com mais dureza ainda, a dureza do patrão. Tal afirmação não nega a nossa – a de que, nestas circunstâncias, os oprimidos têm no opressor o seu testemunho de ‘homem’.” (p.18) 
“A pedagogia do oprimido que, no fundo, é a pedagogia dos homens empenhando-se na luta por sua libertação, tem suas raízes aí. E tem que ter nos próprios oprimidos, que se saibam ou comecem criticamente a saber-se oprimidos, um dos seus sujeitos.”(p.22) “Daí a afirmação anteriormente feita, de que a superação autêntica da contradição opressores-oprimidos não está na pura troca de lugar, na passagem de um pólo a outro. Mais ainda: não está em que os oprimidos de hoje, em nome de sua libertação, passem a ter novos opressores.” (p.24) O autor diz que: “A opressão só existe quando se constitui em um ato proibitivo do ser mais dos homens”. (p. 24). 
 “É que, para eles, pessoa humana são apenas eles. Os outros são coisas. Para eles, há um só direito – o direito de viverem em paz, ante o direito de sobreviverem, que talvez nem sequer reconheçam, mas somente admitam aos oprimidos. E isto ainda, porque, afinal, é preciso que os oprimidos existam, para que eles existam e sejam ‘generosos’…” (p. 25) Então, para os opressores, os oprimidos não são gente, eles os tratam de forma brusca e até mesmo violenta. “Esta violência, como um processo, passa de geração a geração de opressores, que se vão fazendo legatários dela e formando-se no seu clima geral. Este clima cria nos opressores uma consciência fortemente possessiva. Possessiva do mundo e dos homens. Fora da posse direta, concreta, material, do mundo e dos homens, os opressores não se podem entender a si mesmos.” (p.25)
“Há em certo momento da experiência existencial dos oprimidos, uma irresistível atração pelo opressor. Pelos seus padrões de vida. Participar destes padrões constitui uma incontida aspiração. Na sua alienação querem, a todo custo, parecer com o opressor. Imita-lo. Segui-lo. Isto se verifica, sobretudo, nos oprimidos de ‘classe média’, cujo anseio é serem iguais ao ‘homem ilustre’ da chamada ‘classe superior’. (p. 28). “Até o momento em que os oprimidos não tomem consciência das razões de seu estado de opressão “aceitam” fatalistamente a sua exploração. Mais ainda, provavelmente assumam posições passivas, alheadas, com relação à necessidade de sua própria luta pela conquista da liberdade e de sua afirmação no mundo. Nisto reside sua ‘conivência’ com o regime opressor.”(p.29)
Sabemos que os oprimidos possuem uma duas personalidades, e desta forma “(...) não podem os oprimidos divisar, claramente, a ‘ordem’ que serve aos opressores que, de certa forma, ‘vivem’ neles. ‘Ordem’ que, frustando-se no seu atuar, muitas vezes os leva a exercer um tipo de violencia horizontal com que agridem os próprios companheiros.” (p. 27).
“Desde o começo mesmo da luta pela humanização, pela superação da contradição opressor-oprimidos, é preciso que eles se convençam de que esta luta exige deles, a partir do momento em que aceitam, a sua responsailidade total. É que esta luta não se justifica apenas em que passem a ter liberdade para comer, mas ‘liberdade para criar e construir, para admirar e aventurar-se’. Tal liberdade requer que o individuo seja ativo e responsavel, não um escravo nemuma peça bem alimentada da máquina.” (p.31)
“Educador e educando (liderança e massas), co-intencionados à realidade, se encontram numa tarefa em que ambos são sujeitos no ato, não só de desvelá-la e, assim, criticamente conhecê-la, mas também no de re-criar este conhecimento.” (p. 31). Por isso é papael de todos mudar esta realidade de opressores e oprimidos.
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