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Portfólio- Unopar 1º Semestre Pedagogia

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
PEDAGOGIA – 1º SEMESTRE
IVAN FERNANDES FREIRES, MILENA NASCIMENTO SANTOS PEREIRA.
Produção textual Interdiciplinar em grupo
TAGUATINGA
2019
IVAN FERNANDES FREIRES, MILENA NASCIMENTO SANTOS PEREIRA.
Produção textual Interdiciplinar em grupo
Trabalho apresentado ao Curso de Pedagogia da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para as disciplinas Educação Inclusiva LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais Educação e Tecnologias Homem, Cultura e Sociedade. Práticas Pedagógicas: Identidade Docente
 Professores: Juliana Chueire Lyra 
Sandra Cristina Malzinoti Vedoato 
Luana Pagano Peres Molina Amanda 
Larissa Zilli Marcio Gutuzo Saviani 
Marcia Bastos de Almeida 
Tutora eletrônica: Lilian S.Y.Silva
Tutora de sala: Magda
TAGUATINGA
2019
Sumário
1.INTRODUÇÃO	4
2. DESENVOLVIMENTO	5
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS	8
 4. REFERÊNCIAS .............................................................................................9
	
1.INTRODUÇÃO 
 No âmbito hospitalar, a pedagogia busca ter uma avaliação humanizada, pois parte de um método inclusivo que se dá desde a entrada do aluno em sala de aula, assim como seu cotidiano e aprendizado, na prática hospitalar. 
Além disso, a liberdade é um fato dentro do ambiente escolar, pois mesmo de que os princípios de cada instituição, os alunos e pacientes precisam vivenciar o método de socialização, sendo a instituição escolar uma local chave para esse entendimento durante a formação.
 2. DESENVOLVIMENTO 
O ambiente hospitalar, até pouco período atrás, era organizado para ser capaz de propiciar cuidado, isolamento, discrição e silêncio para com seus enfermos. No Porém temos assistido a um reordenamento desse ambiente à medida que são inseridos colaboradores de diversas áreas no ambiente hospitalar, com o objetivo de propiciar o cuidado e a atenção integral ao enfermo, e especialmente à criança hospitalizada (PAULA, 2007).
As crianças e os adolescentes hospitalizados, independentemente da patologia que possuem, são considerados alunos temporários de educação especial por se acharem afastados do universo escolar, privados da interação social propiciada na vida cotidiana e por terem pouco acesso aos bens culturais, como revistas, livros, atividades artístico- culturais nesses ambientes. Portanto corre um risco mais elevado de reprovação e evasão, sendo capaz de configurar um quadro de reprovação escolar.
A atuação docente em ambiente hospitalar aproveita qualquer experiência, por dolorosa que possa ser para ser capaz de enriquecer e mudar o sofrimento em aprendizagem. Essa atuação, de acordo com Simancas e Lorente (1990), dá-se sob três primordiais atividades:
(A) 	Área de Atividade Escolar: de forma geral, a grande maioria das crianças hospitalizadas encontra-se em idade escolar e, por isso mesmo, a ação pedagógica pretende diminuir o prejuízo causado por essa interrupção, normalmente brusco e inesperado.
(b) 	Área de Atividade Recreativa: tal como a atividade escolar, a atividade recreativa supõe um fim educativo. Constitui-se de atividades que se propõem ao entretenimento em seu sentido mais profundo, proporcionando alegria, distração, relaxamento das tensões e fomentando o convívio entre as crianças hospitalizadas.
(c) 	Área de Atividade de Orientação: essa área de atuação foge de toda e qualquer organização. Baseia-se principalmente, em fazer companhia, escutar, estabelecer uma relação afetuosa com o enfermo, no sentido de possibilitar uma ressignificação desse espaço permeado de insegurança, medo e dor.
Entre essas áreas do trabalho pedagógico nos hospitais, destacam-se as Classes Hospitalares, as quais, por sua vez, constituem-se em modalidade educacional que visa em suprir pedagógica e emocionalmente as crianças e os adolescentes hospitalizados. Fonseca (2001, p. 47) define essa modalidade de trabalho docente como um espaço em que “o tempo de aprender é o tempo do aluno [...] a sala de aula é do tamanho do mundo, no caso da sala de aula da classe hospitalar, serve como mediadora à possibilidade da criança de plugar-se com o mundo fora do hospital”.
Vários autores posicionam-se favoravelmente às atividades pedagógicas desenvolvidas no hospital, dentre eles, Silva que assim argumenta em favor desse trabalho: “[...] estas atividades objetivam minimizar os efeitos da hospitalização [...], a possibilidade de a criança estudar no hospital evita a defasagem de conteúdos e uma possível exclusão escolar”. (SILVA, 2001, p.43-44).
A legislação brasileira reconhece o direito de crianças e adolescentes hospitalizados ao acompanhamento pedagógico-educacional (Política Nacional de Educação Especial) (BRASIL, 1994). Estabelece que a educação em hospital seja realizada através da organização de classes hospitalares, as quais devem assegurar sua oferta educacional.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional assegura que, “para assegurar o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público criará maneiras alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino” (Art. 5, § 5), “podendo estruturar-se de diferentes formas para assegurar o processo de aprendizagem” (BRASIL, 1996, Art. 23). Entre as situações que exigem maneiras alternativas de acesso e organização do ensino, localizam-se aquelas que caracterizam educação especial.
Para atuar em Classes Hospitalares, o professor terá de estar habilitado para trabalhar com a diversidade humana e com diferentes experiências culturais, identificando as necessidades educacionais especiais dos educandos impedidos de frequentar a escola, decidindo e inserindo modificações e adaptações curriculares em um método flexibilizador de ensino/aprendizagem. O documento do Ministério da Educação, intitulado “Classe hospitalar e atendimento pedagógico domiciliar: estratégias e orientações” preconizam que o professor:
[...] terá que ter a formação pedagógica preferencialmente em Educação Especial ou em cursos de Pedagogia ou licenciaturas, ter noções sobre as doenças e condições psicossociais vivenciadas pelos educandos e as características delas decorrentes, sejam do ponto de vista clínico, sejam do ponto de vista afetivo. Compete ao professor adequar e adaptar o ambiente às atividades e os materiais, planejar o dia a dia da turma, registrar e avaliar o trabalho pedagógico desenvolvido. (BRASIL, 2002, p.22).
A formação do professor da classe Hospitalar encarrega-se com a dimensão de uma educação inclusiva, porque precisa trabalhar as potencialidades das crianças nos diferentes níveis e modalidades de educação, devendo explorar todas as formas de atendimento pedagógico. Nesse sentido, a formação deve ser trabalhada acompanhando o método de humanização da saúde e do direito à educação para todos.
Fontes (2004), entretanto, alerta quanto ao fato da formação do profissional de educação para atuar junto à criança hospitalizada; para a autora, “esse universo é pouco conhecido nas instâncias educacionais de formação pedagógica e, no entanto pouco explorado como lócus próprio de atuação do professor e local de aprendizagem” (FONTES, 2004, p. 26).
Apesar do reconhecimento jurídico, moral e ético do atendimento pedagógico hospitalar, falta ainda à execução de tais políticas de maneira universalizante. Essa modalidade Certamente é muito pequena frente à demanda que existe concretamente. Isso se confirma diante do desconhecimento de muitos educadores de que o hospital é um campo de atuação profissional, que muito tem a colaborar para que se amplie a visão da criança, antes restrita à perspectiva da sua enfermidade.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao desenvolver a pesquisa ampliamos nossa compreensão em relação às características necessárias para o profissional educador que quer atuar dentro do hospital, e ainda compreendemos comose precisa ser a pratica pedagógica do professor dentro de uma brinquedoteca hospitalar, analisamos por meio de revisão bibliográfica a experiência de uma pedagoga com a divisão em cantinhos por faixa etária, um trabalho bem desenvolvido que pode provocar bons objetivos.
Aprendemos que o trabalho educacional dentro das classes hospitalares, mesmo de ter A finalidade de dar continuidade ao ensino regular, contém suas especificidades e particularidades, por isso compreendemos que deve ser um trabalho humanizado em que o profissional da educação deve respeitar os limites, o estado de dor e sofrimento de seu aluno e também proporcionar atividades motivadoras lúdicas e criativas que façam uma ponte entre este aluno/paciente, a escola, num trabalho articulado entre os profissionais de saúde, educação e familiares. 
Por meio da analise dos documentos pesquisados extraímos boas estratégias para o atendimento pedagógico dentro da brinquedoteca e da classe hospitalar, essas ideias podem ser empregadas para o atendimento de crianças e adolescentes hospitalizados.
Com este estudo, foi viável observarmos que o atendimento pedagógico hospitalar possibilita o desenvolvimento emocional, social, motor e cognitivo das crianças/adolescentes hospitalizados colaborando para a melhora da autoestima do paciente, amenizando o medo e a angústia causados pelo tratamento e/ou internação. Além disso, entendemos que o trabalho pedagógico dentro do hospital facilita o ingresso e/ou a continuidade da vida escolar dos pacientes dentro do hospital e consequentemente, sua inserção ou retorno ao ensino regular com menos perdas após sua alta, diminuindo os indicadores de evasão escolar, afirmando que a atuação do educador dentro do hospital trás benefícios aos pacientes.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996. 
PAULA, E. M. A. T. Crianças e adolescentes que voam em jaulas: a tecnologia promovendo a liberdade no hospital. Caderno CEDES, Campinas, v.27, n. 73, p. 319-334, set./dez. 2007. 
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Classe hospitalar e atendimento pedagógico domiciliar: estratégias e orientações. Brasília: MEC, 2002.
FONTES, R. S. A reinvenção da escola a partir de uma experiência instituinte em hospital. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 02, p.271-282, maio 2004. 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Política nacional de educação especial. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 1994. 
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