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1877Q
OPERAÇÃO ECONÔMICA
E PLANEJAMENTO
CURSO DE ENGENHARIA
EM SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA
- SÉRIE PTI -
RELAÇÃO DE VOLUMES E TRADUTORES
1 - Analise de Circuitos de Sistemas de Potência -
Arlindo R. Mayer
2 - Teoria das Linhas de Transmissão I - J/Wagner Kaehler
3 - Teoria das Linhas de Transmissão II - Eelix A. Farret
4 - Dinâmica das Maquinas Elétricas I - Somdhai Apsuj,
Ar 1 ilnd0 R . Maye r
5 - Dinâmica das Máquinas Elétricas II - ElVip Rátenschlag
6 - Dinâmica e Controle da Geração - Almoraci S. Algarve,
João M. Soares
7 - Proteção de Sistemas Elétricos de Potência -
Fritz Stemmer
8 - Coordenação de Isolamento - J. Wagner Kaehler
9 - Operação Econômica e Planejamento - Paulo R. Wilson
10 - Métodos Probabilísticos para Projeto e
Planejamento de Sistemas Elétricos - M.Ivone Brenner
Supervisão técnica: Somchai Ansuj
Coordenação geral: Arlindo R. Mayer
Norberto U. de V. Oliveira
Waldemar C. Fuentes
CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S. A.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
E PIÂNEJAMENTO
W . F. B’RELLS
N. D. REPPEN
R. J. RINGLEE
J. M . UNDRIL
C. K. PANG
Tradução: Paulo R. W ilson
Dr. Prof. Vlsit. do
CPG em Eng. Elétrica
da UFSM
CURSO DE ENGENHARIA EM
SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA
SÉRIE P. T. I. .----------
SANTA MARIA - RS - 1979 *.J' \
; T R 0 B R Á S
‘ ocum^ntação Técnica - D O T f
■ -.121TO í. ã
' - ..........
Titulo do original:
Scheduling and Economic Operation
Direitos para ò Brasil reservados a Centrais Elétricas
Brasileiras S.A. - ELETROBRÂS
Av. Presidente Vargas, 624 - 109 andar
Rio de Janeiro - RJ
1979
F I C H A C A T A L O G F A F I C A
061 B'Rells,_W. F.
Operação econômica e planejamento /por/
W. F. B'Rells /e/ outros. Trad. /de/ Pau
lo R. Wilson. Santa Maria, 1979.
333p. ilust. 23cm. (Curso de En
genharia em Sistemas Elétricos de Potên
cia - Série PTI, 9)
Título original: Scheduling and Economic
Operation.
1. Eletricidade - geração. 2. Energia E-
lêtrica. I. B'Rells,W.F. II. Wilson Paulo R.
(Trad.) III. Título.
CDD 621.31
CDU 621.311
Obra publicada
Com a colaboração
do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico
da CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A — ELETROBRÁS
em Convênio com a
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
APRESENTAÇÃO
Hã cerca de 10 anos vem a ELETROBRÂS patrocinan
do a realização de Cursos na ãrea de Sistemas Elétricos
de Potência, visando o aperfeiçoamento • de engenheiros
eletricistas das Empresas do Setor de Energia Elétrica.
Assim, cerca de 200 profissionais, nesse período, recebe
ram formação a nível de Mestrado, tanto no exterior como
no Brasil, em obediência a currículos estabelecidos pela
ELETROBRÂS, tendo em vista as necessidades detectadas por
seu pessoal especializado.
Como resultado da experiência de realização des
ses e de outros Cursos, por vezes contando com a partici
pação de professores estrangeiros especialmente contrata
dos para reforçar as equipes docentes nacionais, vêm sen-'
do publicados livros especializados em regime de co-
edição com Universidades, e à conta de Recursos do Fundo
de Desenvolvimento Tecnológico da ELETROBRÂS.
É constante a preocupação desta Empresa em
apoiar as Instituições de Ensino Superior, razão pela qual,
entre- outras ações, têín sido sistematicamente oferecidas
vagas a docentes universitários, sempre que grupos de en
genheiros são enviados ao exterior para freqüência a cur
sos especiais ainda não oferecidos regularmente no Brasil.
Isso tem propiciado mais rápida resposta das Universidades
no atendimento de necessidades especiais no Setor de Ener
gia Elétrica, inclusive pela imediata implantação de tais
cursos no País, a mais baixo custo e possibilitando am
pliar a faixa de atendimento de profissionais das Empre
sas.
Em uma dessas ações, a ELETROBRÂS contratou com
o Power Technologies, Inc. - P.T.I., de Schenectady -USA,
a ministração de um curso especial em Sistemas Elétricos,
e constante dos tópicos que se seguem:
1 - Análise de Sistemas Elétricos de Potência
2 - Teoria das Linhas de Transmissão
3 - Releamento - Características e Princípios
Fundamentais de Operação dos
Relês
4 - Coordenação de Isolamento
5 - Operação Econômica e Planejamento
6 - Dinâmica e Controle da Geração
7 - Dinâmica das Máquinas Elétricas
8 - Métodos Probabilísticos para Projeto e
Planejamento de Sistemas Elétricos
9 - Economia das Empresas de Energia Elétrica
Esses tópicos, na forma como foram inicialmente
ministrados pela equipe do P.T.I., e posteriormente re
produzidos por outros docentes brasileiros em diversas
oportunidades, constituem, a nosso ver, uma fonte de in
formações capaz de proporcionar uma formação equilibrada
de profissionais de alto nível que se destinam âs Empresas
de Energia Elétrica e que delas precisem ter inicialmente
boa visão técnica de conjunto. Posteriormente tais profis
sionais poderão aprofundar seus estudos em tópicos especí
ficos, conforme necessário âs suas áreas de atuação.
Foi, pois, com esta intenção que a ELETROBRÂS de
cidiu adquirir ao P.T.I. os direitos de reprodução do Cur
so, e contratou com a Universidade Federal de Santa Maria
a tradução e edição do mesmo, visando sua distribuição às
Empresas do Setor de Energia Elétrica e demais Institui
ções de Ensino Superior que ministram cursos na área de
Engenharia Elétrica. Estamos certos de que a divulgação
desse material, agora em língua portuguesa,atingirá apre
ciável número de profissionais e estudantes universitários
proporcionando-lhes um nível de aperfeiçoamento mínimo ho
je desejável naquelas Empresas, e ao mesmo tempo consti
tuindo-se em obra de referência para docentes especiali
zados.
Arnaldo Rodrigues Ba^balho
Presidente da ELETROBRÂS
Raros são os livros publicados em português so
bre Sistemas Elétricos de Potência. Isso fez com que os
professores do Departamento de Engenharia e professores que
atuam no Curso de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, da
Universidade Federal de Santa Maria, aceitassem o desafio
de realizar a estafante, porém atraente tarefa de tradução
revisão e acompanhamento na impressão do Curso organizado
por Power Technologies, Inc. - PTI, e cujos direitos de re
produção foram adquiridos pela ELETROBRÂS.
Foi muito valiosa, para a realização desta tare
fa, a união e o espírito de equipe de um conjunto de pro
fessores que, além de suas atividades docentes,administra
tivas e de pesquisa, passaram a dedicar-se a mais essa im
portante tarefa.
É nosso dever deixarmos assinalados os nossos a-
gradecimentos a todos os que contribuiram para a elaboração
dessa obra. Destacamos a ajuda prestada pelo Diretor do
Centro de Tecnologia, Prof. Gilberto Aquino Benetti, pelo
Diretor da Imprensa Universitária, Prof. José Antonio Ma
chado, pelo Chefe do Departamento de Engenharia Elétrica,
Prof. Wilson Antônio Barin, pelo Coordenador do convênio
UFSM/ELETROBRÁS, Prof. Arlindo Rodrigues Mayer, como tam
bém pelos Professores Waldemar Correia Fuentes, Nilton Fa-
bbrin e Norberto V. de Oliveira.
Pela Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE-
tiveram participação destacada, nesta realização, o Eng9
Paulo Roberto Wilson, Coordenador do Convênio CEEE/UFSM ,
e'os Engenheiros José Wagner Kaheler e Fritz Stemmer, to
dos eles Professores visitantes do CPGEE da UFSM.
Nossos agradecimentos â Professora Celina Fleig
Mayer por seus serviços de revisão e à Jornalista Veronice
Lovato Rossato pelos serviços de revisão e Assessoria de E-
ditoração. E ã Professora June Magda Scharnberg pelo seu
auxílio na organização das fichas catalogrãficas dos vários
volumes.
Nossos agradecimentos, também, ao datilõgrafo U-
byrajara Tajes e aos desenhistas EngÇ Delcio Bolzan e Fran
cisco Ripolli Filho.
Aos Professores Ademir Carnevalli Guimarães e He-
lic Mokarzel, da Escola Federal de Engenharia de Itajubã ,
agradecemos a gentileza de nos terem enviado a tradução
parcial de alguns volumes, os quais serviram como valiosas
referências em nosso trabalho.
Finalmente, ê nosso dever deixar registrado nossos agradecimentos a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. -
ELETROBRÃS,por seu apoio e confiança em nós depositados.
Derblay Galvão
Reitor
SUMÁRIO
Capítulo 1 - CONCEITOS DE OPERAÇÃO ECONÔMICA............ 1
1.0 - Introdução e Escopo.......................... 1
1.1 - Descrição da entrada-saída ................. 2
1.2 - Modelos para usinas hidráulicas............. 10
1.3 - Despacho econômico - Igual carregamento in
crementai ................................... 12
1.4 - Despacho econômico - Efeito das restrições
de carga do gerador........................... 18
1.5 - Despacho econômico - Perdas incrementais
de transmissão................................ 22
1.6 - Efeitos das perdas de transmissão no despa
cho econômico - Exemplo numérico............. 26
1.7 - Solução da Equação de coordenação - Métodos
de Gauss-Seidel............................... 31
1.8 - Aplicações On-Line..... 41
1.9 - Resumo da notação e relações üteis........... 49
BIBLIOGRAFIA.................. 52
Apêndice I - Método de Lagrange para determinar
um extremo com restrições............. 55
Apêndice II - Desenvolvimento analítico de uma
fórmula de perdas..................... 57
Apêndice III- Exemplo numérico do uso da formula
de perdas........... 85
Apêndice IV- Componentes da matriz B .............. 88
Apêndice V - Dedução da equação quadrãtica........ 89
Apêndice VI - Avaliação de R_J/ e X ” ................ 92
Capitulo 2 - MODELOS PARA INTERCÂMBIO E PARA DESPA
CHO MULTIÃREA............................. 9 7
2.0 - Introdução.................................. 97
2.1 - Representação da interconexão nas fórmulas
de perda............ 98
2.2 - Perdas incrementais - Interconexões......... 100
2.3 - Perdas incrementais de circulação e custos
de incrementos de perda...................... 102
2.4 - Modelos para fluxos de ligação.............. 105
2.5 - Equações de coordenação de área múltipla.... 109
2.6 - Negociações de intercâmbio....................113
BIBLIOGRAFIA....................................... 118
Apêndice I - Ajuste de curvas de entrada-saída e
de curvas da taxa incrementai de ca
lor nos dados do teste de entrada-
-saída................................. 120
Capítulo 3 - TÓPICOS SOBRE A SEGURANÇA DA OPERAÇÃO--- 125
3.0 - Introdução.................................... 125
3.1 - Regimes de operação das partes componentes
do sistema.......................... 125
3.2 - Fatores de distribuição - Mudança de ge
ração......................................... 139
3.3 - Fatores de distribuição - Saída de ramo..... 155
3.4 - Aplicações dos fatores de distribuição...... 161
3.5 - Estimativa de VAR/VOLTS com algoritmos de
Newton........................................ 175
3.6 - Fluxos de carga do operador.................. 179
Apêndice - Método para determinar o deslocamento
de geração remediador para a correção
da sobrecarga da linha................. 181.
BIBLIOGRAFIA....................................... 188
Capítulo 4 - MODELAGEM DE RECURSOS ENERGÉTICOS E
COORDENAÇÃO HIDROTÉRMICA................. 190
4.0 - Introdução .................................. 190
4.1 - Modelos hidráulicos.................. '...... 191/
4.2 - Modelos de carga para analise de, recur
sos x carga ................................ 203
4.3 - Conceitos de coordenação hidrotérmica..... 211
Caso 1 - Sistema de duas usinas............ 212
Caso 2 - Operação de nivelamento da carga.. 214
Caso 3 - Coopdenação de altura fixa das
usinas hídricas e térmicas....... 217
4.4 - Modelos para a programação de armazena
gem com bombeamento........................ 222
4.5 - Critérios para sistemas totalmente hidro
elétricos................................... 238
BIBLIOGRAFIA...................................... 246
Apêndice I - A formulação variacional........... 248
Desenvolvimento da teoria......... 248
Problema ilustrativo do sistema.... 250
Tratamento das restrições......... 25 3
Apêndice II - Métodos gradiente variacionais.... 254
Teoria.............................. 254
Algoritmo de hidroprogramação õ-
tima................................ 255
Apêndice III"- Formulação da programação dinâ
mica................................ 259
Desenvolvimento da teoria.......... 259
Problema ilustrativo do sistema.... 261
Apêndice IV - Programação hidrotérmica........... 269
Hidroconvencional.................. 270
Hidroarmazenagem bombeada......... 272
Capítulo 5 - PROGRAMAÇÃO DA GERAÇÃO.................. 2 75
5.0 - Introdução.................................. 275
5.1 - Modelos de reserva de geração e as
exigências................................... 275
5.2 - Métodos de custos de operação e de
partida
5.3 - Métodos de ordenação........................ 292
5.4 - Procedimentos de melhoria da seleção....... 306
BIBLIOGRAFIA....................................... 326
Apêndice I - Métodos lógicos de pesquisa para
determinar o melhor despacho para
uma unidade simples................ 32 8
Apêndice II - Método do gradiente para determi
nar o melhor despacho para uma
unidade simples
CAPITULO 1
CONCEITOS DE OPERAÇÃO ECONÔMICA
Seção 1.0 - Introdução e Escopo
Destina-se esta unidade do curso a dar uma in
trodução à operação dos sistemas elétricos de potência, con
siderando os aspectos que permitem à programação e ao des
pacho irem, de um modo seguro e eficiente, de encontro âs
contínuas variações na demanda de energia elétrica. Mais
particularmente, estes capítulos considerarão a programação
e o despacho de geração de energia associados com suprimen
to de energia em blocos. Entre os tõpicos a serem conside
rados estão métodos para o desenvolvimento de um despacho
econômico, procedimentos para o planejamento das reservas
de operação, ambas, tanto fria como girante, procedimentos
para o despacho econômico em sistemas interligados e méto
dos para a estimativa de perdas na transmissão.
0 Capítulo 1 considera a operação de usinas de
geração de energia como um processo contínuo ou em fluxos
que converte recursos de um dado valor em energia elétrica
para transmissão até pontos de distribuição da energia em
blocos. A operação econômica de um sistema de energia en
volve a questão de alocação de fontes e meios de geração
que vão de encontro âs demandas. Tal alocação precisa con
siderar os preços variáveis dos combustíveis, a variedade
de eficiências entre usinas, e os meios de transmissão ' da
- 1 2 12 energia eletrica. ' '
Seção 1,1 - Descrição da entrada-saída
A descrição de uma usina de energia como um
processo começa com a especificação da energia de entrada
requerida para produzir uma quantidade de energia elé
trica como saída. Tal informação é obtida fazendo uma se
rie de testes em estado permanente em uma planta de ener
gia. Fazendo testes em vãrios níveis de entrada para a usî
na, ê possível desenvolver uma curva de entrada/saída como
a ilustrada na figura 1.11 para o gerador com turbina de
vapor movida por combustão de material fõssil.^ ^ ^
Entrada-Saída líquida
Figura 1.11
A ordenada na figura 1.11 mostra a entrada de combus
tível convertida de libras/hora ou toneladas/hora para
seu valor equivalente de aquecimento em termos de milhões
de Btu por hora. A abscissa ê estabelecida em termos de
saída integrada por hora em quilowatts ou quilowatts hora/
hora.
O termo saída líquida foi selecionado para enfatizar a dife
rença entre a real saída do gerador,, como seria medida por
um medidor de quilowatt hora colocado nos terminais do gera
dor, e o balanço da entrada/saída de energia que seria obti
do desenhando uma linha imaginaria ao redor da usina e me
dindo a entrada de combustível para a estação e a saída de
energia elétrica sobre as linhas de transmissão de energia.
A diferença entre a saída total e a saída líquida é repre -
sentativa da energia requerida para acionar os vários equi
pamentos auxiliares requeridos pelo gerador com turbinas a
vapor gerado por combustão de material fóssil. Exemplos des
ses equipamentos auxiliares incluemas bombas dos condensa-
dores de água fria e as bombas de alimentação da caldeira ,
pulverizadores de combustível, ventiladores e precipitado -
res.
Da curva de entrada/saída,um parâmetro comum utiliza
do para descrever o desempenho de uma unidade geradora ê a
taxa de calor que ê a relação para uma saída líquida especd.
ficada da entrada em Btu/hora dividida pela saída em quilo
watt hora. A taxa de calor, então, ê uma medida da eficiên
cia da estação térmica produtora e é, de fato, geralmente
expressa em Btu/quilowatt-hora. É computada pela divisão do
conteúdo total de Btu do combustível queimado por um perío
do especificado(ou do calor liberado por um reator nuclear)
pela resultante dos quilowatt-hora gerados. Taxa de calor
líquida = I/P líquida.1.10. A curva da taxa de calor para o
exemplo mostrado na figura 1.11 é ilustrada na figura 1.12.
Vai ser notado que a taxa de calor ê mínima no ponto de me
lhor eficiência da operação para o gerador com turbina mo
vida a caldeira.
A taxa de calor depende da eficiência da caldeira
da turbina, do gerador e do Ciclo de Rankine descrevendo a
operação do sistema de vapor por combustão de material fós
sil, assim como das necessidades de energia para o equipa -
mento auxiliar, tal como bombas de alimentação, ventilado -
res, etc.
Figura 1.12
A taxa de calor constitui um meio conveniente para
comparar a performance entre as varias usinas e para auxili
ar na determinação de quais usinas devem ser colocadas em
serviço para suprir uma determinada carga. É necessário um
parâmetro adicional quando desejamos considerar o despacho
de várias usinas sincronizadas. Para este propósito, a ta
xa incrementai de calor ê o parâmetro mais ütil. A taxa in
cremental de calor é formada tomando-se a razão do aumento
adicional na entrada,requerido para alcançar uma variação
adicional na saída, isto ê, a inclinação da curva de entra
da de calor para a saída elétrica é conhecida como taxa in
cremental de calor. A determinação
Taxa incrementai de calor = dl/jr% 1.11dP
da taxa incrementai de calor para o conjunto gerador-turkâ
na-caldeira ilustrado na figura 1.11 ê transportada para a
figura 1.13 mostrando uma área de taxas incrementais de ca
lor para esta unidade. A taxa incrementai de calor tem a
propriedade de que a área sob a curva da taxa incrementai de
calor represente a modificação na entrada entre dois níveis
de saída. Por exemplo, na figura 1.13, a diferença na en-
d
l/
d
P
B
tu
/k
W
-h
trada requerida para produzir uma saída de uma hora no ní
vel P^ comparada com a do nível ê igual à ãrea achurea-
da mostrada. Esta ãrea representa a diferença na taxa de
entrada de energia.calorífera no nível de saída de potência
de P^ megawatts sobre a taxa de entrada de energia para o
nível de saída de P^ Megawatts.
TAXA INCREMENTAL DE CALOR
Figura 1.13
Vamos repetir,para enfatisar, que a curva da taxa in
crementai de calor ê,na realidade, a inclinação da curva de
entrada/saída. Taxa incrementai líquida de calor = dl/dP ;
Btu/KwHr.
A taxa incrementai de calor, a taxa de calor e as
curvas de entrada/saída, têm significado primeiramente co
mo medidas do grau de performance em estado permanente. De
ve-se tomar cuidado em interpretar adequadamente o efeito
de mudanças rápidas nas condições de carregamento em um
conjunto gerador-turbina-caldeira para levar em conta os e-
feitos transitórios de mudanças no armazenamento de calor.
Métodos para determinar as taxas incrementais de calor vão
ser discutidos com mais detalhes no capitulo 2.
Antes de fazermos algumas considerações sobre o des
pacho de unidades comprometidas, vamos primeiro definir u-
ma propriedade que vai ter grande utilidade na discussão
do despacho. Uma curva de entrada/saída ê convexa em um in
tervalo, digamos P . até P como mostra a figura 1.14 ,
se, e somente se, dois pontos arbitrários, e P2' podem
ser escolhidos em qualquer parte do intervalo, ata
Pmax' ta:*-s <ãue a int^^P°lação por linha reta entre o ponto
P^ e o ponto nunca subestimara a curva de entrada/saída.
Notemos que uma linha reta da função entrada/saída vai ser u-
ma forma limitante da curva convexa.
Figura 1.14
Curvas de entrada/saída para unidades de geração por
combustão de material fóssil não são necessariamente conve
xas. Turbinas desenhadas com um arco parcial de admissão
de vapor exibem características de entrada/saída que não
são convexas. Como cada válvula ê "fendida",os resultados
da aceleração são um aumento adverso na entropia no fluxo
de vapor através da válvula "fendida". A entrada resultan
te requerida por unidade de saída ê maior neste ponto, no
qual a válvula ê fendida, "ponto da válvula", do que para
as posições de válvula com menos estrangulamento.
A figura 1.15 ilustra a influência das perdas de es
trangulamento sobre uma unidade geradora de turbina a vapor
por combustão de material fóssil.
d l/d P
TAXA INCREMENTAL OE CALOR I - ENTRADA M B tu /h
Figura 1.15
Ilustração de uma Função Entrada/Saída Não-Convexa
Causada por Perdas de Aceleração da Válvula.
A curva entrada/saída para uma unidade geradora po
de ser convertida para uma "curva de custo de combustível"
ou custo de produção em dõlares/hora para uma dada saída
em MWhr/hr, multiplicando a taxa de entrada de calor I pe
lo custo por unidade de calor para o combustível empregado
(dõlares/MBTU). Taxa de Custo(F(P)) em dõlares/hora = pre
ço do combustível(dõlares/MBTU) Entrada(MBTU/hora)
F(P) = ai 1.12
Do mesmo modo,um custo médio de produção para ener
gia, F/p, dõlares/M^^r pode ser formado pelo produto da ta
xa de calor e do preço do combustível.
Jp =
Custo Medio de Produção = al/p = F/p $/MWh
( 1.13)
Com significado para o despacho econômico é o cus
to adicional de produção, comumente designado como "custo
incrementai", formado pelo produto do preço do combustível
e da taxa incrementai de calor:
dF _ . dl ç,
dP dP *xMWh (1.14)
Notemos que o Custo Médio de Produção e o Custo Incre
mental de Produção estão na mesma proporção que a taxa de
calor e a taxa incrementai de calor respectivamente.
O Custo Médio de Produção e o Custo Incrementai de
Produção para uma unidade são dependentes do carregamento
da unidade e são como a taxa de calor e a taxa incrementai
de calor, iguais em um ponto de carregamento da unidade, o
ponto de melhor eficiência da operação.
0 custo adicional do combustível pode ser expressa
do em milésimos de dolar por quilowatt-hora ou dólares por megawatt-
hora, assim, o custo incrementai de combustível no ponto
de melhor eficiência para o gerador-turbina-caldeira ilus
trado na figura 1.11 seria US$ 2,70 por megawatt-hora como
mostra a figura 1.16 para um preço do combustível de 30
centavos por milhão de BTU.
Figura 1.16
Os custos do combustível formam a principal parte
dos custos de produção associados com um gerador com turbi^
na a vapor por combustão de material fóssil. Os custos ad.i
cionais de produção incluem mão de obra e suprimentos asso
ciados com a manutenção e a operação. Em alguns casos, es
ta parte dos custos adicionais, que variam com a saída,tem
sido considerada como um ajuste de uma porcentagem fixa
aos custos dos combustíveis para operação da usina; em ou
tros casos, eles têm sido ignorados e o despacho ê feito
com base somente nos custos incrementais dos combustíveis.
Custo de Produção: F(P) = Fator de Ajuste x Preço
dos combustíveis x Taxa de Entrada de Calor = Ajuste x a x I
(1.15)
É uma pratica comum representar o preço do combuíB
tível por seu valor em centavos por milhão de Btu, assin^
em um ponto de entrega,o carvão pode custar, digamos, 20-46
centavos por milhão de Btu, o gãs natural 30-45 centavos
por milhão de Btu, e óleo com pouco residual de enxofre 50
-60 centavos por milhão de Btu, considerando que o combus
tível de jato ou o combustível da turbina a gãs podem atin
gir de 80-90 centavos por milhão de Btu. O custo do combus
tível no ponto de entrega precisa ser ajustado para refle
tir oscustos de tratamento e de manuseio do combustível.
0 custo deve também refletir créditos para a venda de sub
produtos da combustão como compostos sulfüricos recuperá
veis e cinzas da combustão de materiais fósseis, e refle
te débitos devidos aos custos variáveis da eliminação dos
produtos de combustão não recuperáveis.
Com relação a plantas nucleares, despesas de car
regamento de materiais físseis formam uma parte proeminen
te dos custos de operação. Segue-se, portanto, que o "cus
to do combustível" para combustível "queimado" em um rea
tor nuclear depende da programação para a substituição de
materiais físseis, do total do material queimado dentro
do programa e do líquido de créditos menos débitos para o
combustível gasto e os produtos residuais. Tipicamente,cus
tos com combustível nuclear podem variar de 16 até 20 cen
tavos por MBtu.
Seção 1.2- Modelos para Usinas Hidráulicas
Os modelos de entrada-saída com geradores de tur
binas acionadas hidraulicamente são usualmente expressos
em termos de taxa de fluxo de agua como entrada( no nível
especificado) e cavalos-força da turbina como saída. Com
o conhecimento da eficiência do gerador, são disponíveis
curvas da taxa de fluxo de água versus saída em megawatts
para a geração por turbinas acionadas hidraulicamente,como
ê ilustrado nas referências 4,5,6e7. A referênci.a 7 ilus
tra o uso das curvas de taxa incrementai de agua expressas
em armazenamento em pês acre versus megawatt-hora de gera
ção em níveis especificados. Modelos de entrada-saída para
a geração com turbinas acionadas hidraulicamente freqüente
mente empregam coeficientes de conversão de água,como
lustrados nas Referências 5 e 8. Os efeitos do nível
algumas vezes aproximados pelo uso de curvas relacionadas
com as estações do ano, "curvas de guia". Sob essa condi -
ção, os coeficientes de conversão da variação sazonal da ã-
gua podem ser aplicados para predizer a saída da geração
para um dado volume de entrada de agua. Hã uma analogia es
pecífica que pode ser notada, com as aproximações utiliza
das, com a geração por turbinas acionadas a vapor por com
bustível de material fóssil, em que os efeitos da tempera
tura da água de refrigeração do condensador que afetam as
pressões posteriores da turbina variam de acordo com as es
tações do ano e estes efeitos são aproximados por ajustes
sazonais das curvas de entrada-saída preferencialmente ao
tratamento da temperatura do condensador ou da pressão pos«terior do condensador como uma variável na previsão da cur
va entrada-saída.
O conjunto turbina-bomba aplicado em projetos de
armazenamento oferece um interessante desafio em que a cur
va de entrada-saída pois tal unidade precisa incluir tanto
a ãrea do primeiro quadrante da taxa de entrada de água
versus a salda em megawatts, como uma ãrea do terceiro qua
drante ilustrando a entrada de bombeamento para o reserva
tório superior versus a entrada de energia para a bomba do
motor. A curva de entrada-saída para uma turbina-bomba ê i.
lustrada na figura 1.21 e as taxas incrementais de agua pa
ra tal instalação, na figura 1.22 (10,11).
BOMBA - TURBINA
ENTRADA - SAÍDA
Figura 1.21
Despacho da geração por turbina acionada hidrau
licamente com geração por turbina acionada com vapor por
combustão de material fóssil tem sido feito por técnicas
que desenvolvem um valor equivalente para a futura capabili-
dade de substituição do combustível do armazenamento de e
nergia hidráulica. Métodos para o despacho hidráulico vão
ser considerados no Capítulo 4 juntamente com as técnicas
para a determinação do valor equivalente de substituição
de combustível de um armazenamento de energia hidráulica ,
na seção de programação hidráulica.
BOMBA -TURBLNA
TAXA INCRE MENTAL DE AGUA
Figura 1.22
Seção 1.3- Despacho Economico- Igual Carregamento Incremen
tal.
Para ilustrar os princípios envorvidos na progra
mação ou no despacho com igual carregamento incrementai,
consideremos o problema de uma carga alimentada por dois
geradores em uma sõ barra como é ilustrado no lado esquer
do da figura 1.31.
Suponhamos que a capacidade das duas unidades gerado
ras conectada à barra seja suficiente para satisfazer as
necessidades de reserva e carga. Cada unidade geradora tem
um ponto de carga mínima e um ponto de carga máxima. Há
muitos modos pelos quais a saída do gerador N9l mais o ge-.
dor N92 seria suficiente para alcançar a carga, L. 0 locus
desses modos ê esquematizado como a linha de carga mostran
do PI + P2 = L, na porção superior direita da figura 1.31.
Neste esquema,, a saída de energia do gerador n9l é mostra
da como a abcissa,e a saída do gerador n?2 como a ordenada.
Os pontos de operação aplicáveis para os geradores 1 e 2
ficam dentro do retângulo pontilhado, formado pela saída
máxima e mínima para o gerador n9l e a saída máxima e míni
ma para o gerador n92. Assim, o locus dos pontos aplicáveis
de saída do gerador, que satisfazem a demanda L /sâo mostra
dos pela porção da linha inclinada que fica dentro do re
tângulo pontilhado.
Figura 1.31
Exemplo de Despacho por Dois Geradores
Consideremos agora que as características dcPcusto incremen -
cal para os dois geradores são do modo que são mostradas
na figura 1.32. A curva de custo incrementai para a entra-
da/saída, para a unidade 1 aparece no lado direito e para
a unidade 2 no lado esquerdo. O preço dos combustíveis e
as características do custo incrementai dos dois geradores
vêm a seguir:
C
U
S
TO
IN
C
R
E
M
E
N
T
A
L
-
S
/M
W
-
CUSTOS INCREMENTAIS DE COMBUSTÍVEL PARA O EXEMPUD DE DESPACHO P/DOIS GERADORES
Figura 1.32
Gerador 1
Pmin = 80 MW
Pmax = 400 MW
Custo de Produção: F^(P^) = 150+P^(2,00+0,00125 P-^)$/h
Custo Incrementai:
dP n
2,00 + 0,0025 Px
Preço do combustível: 30 centavos/MBtu
$/MWh
Gerador 2
Pmin = 60 MW
Pmax = 300 MW
Custo de produção: F2 (P2)= 100+P2 (2,3 + 0,0015 P2)
dF (P )
Custo Incrementai: ------- = 2,30 + 0,003 P_
- ^ 2
Preço do Combustível: 32 centavos / MBTU
Consideremos um despacho teste com o gerador 1
carregando 400 megawatts e o gerador 2 carregando 200 mega
watts para atender uma carga total de 600 megawatts.Sob es
tas condições, o custo operacional para o gerador 1 seria
1150 dólares/hora e para o gerador 2,620 dõlares/hora,para
um custo total de operação de 1770 dõlares/hora. Neste pon
to da operação, o custo incrementai para o gerador 1 seria 3 dólares/
MW hora e, para o gerador 2, 2 dólares e noventa centavos/MW hora. A-
gora, desviemos o despacho nos dois geradores para o ponto em que o
custo incrementai dos dois ê o mesmo. Por meio de grafico ou por
meios algébricos lineares pode-se determinar que o ponto
de custo incrementai igual para estes dois geradores, para
uma carga total de 600 megawatts, ocorre em um custo incre
mentai de 2,9545 dõlares/megawatt hora.Pai^a este custo in
crementai de combustível, o gerador 1 teria uma saída de
381,818* megawatts e o gerador 2, 218,182 megawatts.O des
vio na programação traz uma redução de 54,1337 dólares/ho
ra na operação do gerador 1 e um aumento de 53,2230 dólares
/hora na operação do gerador 2 para um custo líquido de o
peração de 1.769,0909 dólares por hora.
Nota-se que as economias podem ser vistas no
grafico da figura 1.32, comparando-se a ãrea achureada no
plano do gerador n?l com a ãrea achureada no gerador n9 2.
Enquanto o custo incrementai para operar o gerador n9 1
for maior que para o gerador n9 2, uma redução na carga no
gerador 1 e a correspondente elevação desta na unidade 2 ,
vai resultar em uma nítida redução no custo da operação.
* - Precisão de 3 e 4 decimais somente com propósitos didã
ticos.
A redução torna-se progressivamente menor quando os custos
incrementais de operação para as duas unidades aproximou-
se do mesmo valor. No ponto do custo incrementai igual ,
2,9545 dõlares/megawatt hora, uma mudança muito pequena na
saída de qualquer usina equilibrada por uma mudança corres
pondente na saída da outra usinavai resultar em nenhuma
alteração no custo de operação. Assim, o ponto no qual am
bas as usinas operam com igual custo incrementai e o que ê
conhecido como um ponto estacionário, no qual pequenas mu
danças ou pequenas perturbações do despacho sobre o ponto
de custo incrementai igual, que satisfaz os requerimentos
da demanda, vão resultar em pequenas mudanças de segunda
ordem no custo de operação. Desse modo, a inclinação de va
riação do custo com a perturbação ê zero no ponto de opera
ção incrementai igual*
Na carga total de 600 megawatts,o custo incrementai
para os dois geradores carregando a carga combinada de 600
megawatts, foi 2,9545 dólares por megawatt hora. É interess
sante notar que se as cargas fossem aumentadas levemente ,
uma boa estimativa de custo adicional para produzir
*- Matematicamente falando, as condições necessárias e su
ficientes para um ponto extremo, custo mínimo de entrada
de combustível para alcançar a saída de 600 megawatts, ê
que as usinas operem em um ponto estacionário ou, neste ca
so, em um ponto de igual custo incrementai. Isso decorre
das propriedades de funções convexas objetivas; a soma dos
custos de entrada para as duas plantas mais uma constante
arbitraria vezes a restrição linear da demanda formam uma
função convexa da geração das usinas. Das propriedades das
funções convexas,particularmente o teorema de Kuhn e
9Tucker , a condição de igual custo incrementai representa as
condições necessárias e suficientes para um extremo no cus
to operacional. Se uma curva de entrada-saída falha no tes
te de convexidade,então,as condições de custo incrementai
igual seriam necessárias mas não suficientes para estabele
cer um extremo no custo de operação.
uma carga adicional em excesso de 600 megawatts seria pre
visível pelo produto da mudança de carga vezes 2,9545 dõla
res por megawatt hora. Para ilustrar este ponto consideremos
um aumento de um megawatt na carga total. As condições de
operação para um mínimo estacionário neste caso mudam a
carga no gerador 1 para 382,3634 megawatts e no gerador 2
para 218,6365 megawatts. 0 novo custo incrementai neste
ponto, seria 2,95591 dólares. 0 novo ponto de operação vai
ter um custo de operação de 1772,0459 dólares. Comparando
estes resultados ao ponto de operação prévio para 600 mega
watts, nota-se uma mudança de 2,9550 dólares no custo de o
peração total por hora. Assim, o custo incrementai no des
pacho mais econômico tem freqtientemente indicado o preço a
ser pago pela compra do próximo megawatt hora de energia ,
isto ê, o preço de equilíbrio relativo para gerar esse me
gawatt hora de energia em um sistema próprio e para com
prar esse megawatt hora de energia de uma fonte externa.Se
o preço oferecido pela fonte externa é menor que 2,9545 do
lares por megawatt hora, seria mais econômico comprar do
que gerar essa energia. Se, entretanto, o preço externo
for maior que 2,9545 dólares por megawatt hora, seria mais
vantajoso gerar este pequeno aumento de energia pelo siste
ma comprometido.
Vamos recapitular as idéias que foram discutidas. Co
meçaremos com as comparações de despachos alternativos
que devem ser feitos na mesma base, isto ê, na mesma carga.
O termo restrição de demanda tem sido aplicado para
esta condição. Em segundo lugar, quando as funções entrada
/saída para cada usina são convexas, então, a condição ne
cessária e suficiente para que ocorra o despacho econômico
é que o custo incrementai para cada saída da usina seja o-
brigatoriamente o mesmo, considerando que a soma das saí
das das usinas iguale a geração desejada. Em terceiro lu
gar, a mudança no custo da operação devido a mudanças na
geração desejada e muito aproximada pelo produto do custo
incrementai no despacho mais econômico vezes a mudança na
geração desejada em megawatt hora. Por convenção, o custo
adicional no ponto estacionário e denominado, X , assiiry a
condição para o valor estacionário ou despacho econômico
para o sistema c duas máquinas pode ser expressada como
mostrado ia equa io 1.300
dF0 (P9)
— = X ( 1.300 )*
dP2
Geração desejada = DG ( 1.310 )
A equação 1.300 e considerada como a equação de co
ordenação e a equação 1.310 como a restrição de demanda pa
ra a condição de despacho econômico ignorando as perdas da
transmissão.
Seção 1.4 - Despacho Econômico - Efeito das Restrições de
Carga do Gerador
• Suponhamos que a geração desejada tenha sido aumentada
para 650 MW. A inspeção da figura 1.32 vai revelar que um
despacho incrementai igual,na geração desejada de 650 MW ,
não ê possível sem violar o limite superior de carregamen
to, 400 MW, no primeiro gerador.
Para ilustrar este ponto, consideremos o que acontece
ao carregamento mais econômico nos geradores 1 e 2 enquan
* - Condição para um valor estacionário para geradores que
não estão bloqueados em um limite de carregamento.
dF1 (P1)
dPT~
P1 + P2
to a geração desejada ê modificada de 600 para 650 MW; co
meçemos o estudo no ponto de geração desejada de 600 MW.
Uma mudança de 0,01 dólares/ MW hora no custo incrementai
viria corresponder a aumentos de carga de 0,01/0,0025 ou
4 MW no gerador 1 e, 0,01/0,003 ou 3,333 MW no gerador 2
para um aumento de 7,333 MW no sistema de geração. Assim,
para pequenas mudanças na geração desejada nota-se que o
gerador numero 1 deve suprir 4/7,333 ou 54,54% da mudança
desejada, e que o gerador numero 2 deve elevar 3,333/7,333
ou 45,45%. Desse modo, notamos que a mudança no custo in
crementai pela mudança de 1 MW no sistema, de geração dese
jada ê 0,01/7,333 ou 0,0013636 dõlares/MWh /MW.
Estas mudanças incrementais estão diretamente rela
cionadas com as inclinações das curvas de custo incremen
tai no despacho econômico de referencia ou "ponto base" pa
ra cada unidade geradora. Assim, o fator de participação e
conômica para o gerador 1 pode ser determinado como se se
gue, dada a referencia ou ponto base.
Passo 1; encontre as mudanças do custo incremen -
tal para aumentos pequenos 6P^ , ôP^ nas saídas dos gerado
res e coordene os aumentos <$P̂ , SP^/ tal que as mudanças
de custo incrementai sejam iguais:
(1.400)
Agora encontre a mudança correspondente na geração desejada
do sistema:
<5 DG = 6P1 + 6P2
d Fl<pl)
dP, 2
Então, determine a mudança no custo incrementai por mudança
de 1 MW na geração desejada:
a (Pj) d V P2>
dP 2
(1.420)
= 1/ (1/0,0025 + 1/0,003) = 1/733= 0,0013636 $/MWh/MW
(1.4^1)
Note que a segunda derivada do custo de entrada é uma cons^
tante nesse exemplo.
Passo 2: encontre a participação porcentual para ca
da unidade participante:
í ! i
6DG x 1 0 0 (1.430)
. dP.
x 1 0 0
(1.440)
( -Q--Q0 2 5 ) ( 0,001364 ) x 100 = 54,54% (1.441)
62 i
6DG
x 1 0 0 (1.450)
(1.460)
= ( ) ( 0,001364 ) x 100 = 45,45% (1.461)0,003
Agora,comece o exercício com a geração desejada no
sistema em 600 MW, tal que a referência ou ponto ba-
se para o despacho econômico de geração e 318,818MW para o
gerador n9 1 e 218,181 MW para o gerador n9 2.
Utilizando os fatores de participação econômica jã
determinados, vamos ver quais seriam os carregamentos das
unidades para os vários níveis do sistema, de geração dese
j ada.
TABELA I - Pontos Base de Geração
Geração Mudança na Alocação da mudança Ponto base da Geração
Desejada geração Econanica
desejada Gerador Gerador Gerador Gerador
1 2 1 2
MW MW m MW m MW
600 0 0 0 381,818 218,181
610 + 1 0 5,454 4,545 387,272 222,726
620 + 2 0 10,909 9,090 392,727 227,271
630 +30 16,363 13,535 398,181 231,716
633,333 +33,333 18,181 15,1515 399,999 233,333
640 40 18,182 21,818 400,00 240
650 50 18,182 31,818 400,00 250
Note-se que,quando a geração desejada no sistema al
cança 633,33 MW,o carregamento econômico no gerador 1 igua
la seu limite de carregamento de 400 MW. Qualquer aumento
na geração desejada no sistema além de 633,333 MW teria
que ser carregado pelo gerador n92. No nível de geração de
sejada acima de 633,333 MW, o limite superior de carrega
mento no gerador n91 torna-se uma " restrição ativa".Como
resultado, o custo incrementai para o gerador n91 não ê
mais igual a A, o"custo incrementai do sistema", mas ê in
ferior a ele. Consideremos a condição na geração desejada de
650 MW, 400 MW no gerador 1 e 250 MW na unidade 2 como mos
tra a Tabela I. O custo incrementai para o gerador n91 vai
ser 3,00 dõlares/MW hora. Neste nível de geração desejada,
o custo incrementai do sistema,X, vai ser 3,05 dólares/MW
hora,jã que qualquer mudança pequena na geração desejada
precisa ser carregada pelo gerador n92.
Sendo assim, a condição custo incrementai igual para
despacho ótimo mantem-se somente para unidades geradoras
livres para serem despachadas, isto ê, unidades geradoras
que não estão bloqueadas em um limite de carregamento. Co
mo resultado, precisamos aumentar a condição para o valor
estacionário como ê dado na equação 1.300 pelas seguintes
condições, para geradores bloqueados nos limites de carre
gamento superior e inferior:
Condições para Despacho Econômico, perdas de transmis
são negligenciadas:
1) Para geradores "j” que não estão no limite de car
regamento superior ou inferior:
d F ( P ^
dP .D
(1.470)
2) Para geradores "u" que estão bloqueados no limite
de carregamento superior: P^ = Pmaxu
(1.471)
dPu
3) Para geradores "a" que estão bloqueados no limite
de carregamento inferior: P^ = Pmin^
dF*(p«>
~ is\ ~
> X (1.472)
Seção 1.5 - Despacho Econômico - Perdas Incrementais de
Transmissão
A representação de perdas de transmissão torna
-se significante para o despacho quando a razão da energia
suprida em um barramento gerador, para a energia recebida
em um barramento específico de carga, difere consideravel
mente para os vários barramentos geradores na área de des
pacho . Consideremos um estudo do fluxo de energia de transfe
rência de pequenos aumentos de energia através de uma rede
de transmissão. As transferências devem ser feitas com to
das as outras cargas e as potências dos geradores mantidas
constantes, assim como todas as tensões dos geradores que
também devem ser mantidas constantes. Vamos considerar ôP^
como mudança no gerador "i" para entregar 6R para o barras
mento S . Em geral, a razão ôRg/ 6P^ vai ser menor que a
unidade se a transferência incrementai envolver um aumento
nas perdas do sistema,e vai ser maior que a unidade se a
transferência resultar em uma diminuição nas perdas do sis;
tema. Agora, façamos a mudança nas perdas do sistema para
a transferência incrementai ser <5P_ , tal que a estimativa
Lis
para a energia suprida, a recebida e o custo seja dada como:
6 P. = ô P. l L. + 6 R ( 1.500 )is s
e
<5 P.L.
1 is ( 1.501 )
ô Rs
No limite, quando a transferência de energia torna-se arbitraria
mente pequena,a relação 6 Rg / 6 toma-se:
ou para primeira ordem:
6 R = G. 6P.Cf 1 C 1
( 1.502 )
Agora, suponhamos que o custo incrementai do barramento pa
ra energia suprida pelo barramento gerador "i" seja Cl.
A notação (1 para indicar o custo incrementai de barramento no
barramento "i" ê utilizada para dar meios para distinguir entre o cus
to incrementai do barramento e o custo incrementai da unidade geradora,
dF ~Vai ser considerado, a nao ser que se diga o contrario, que as u-*
nidades geradoras conectadas ao mesmo barramento elétrico vão ser to
das carregadas ao mesmo custo incrementai. Assim, o custo incrementai
do barramento para suprir o próximo pequeno aumento na energia do bar
ramento "i" ê Cl. Este aumento vai ser dividido entre as unidades ge
radoras conectadas ao barramento "i", tal que o despacho incrementai i
gual seja mantido entre essas unidades livres para serem despachadas.O
custo de suprir <5Rg para o barramento s do barramento gerador "i" seria:
ô R 6 R
6 Custo. -C. IP. = C. ( 1.503 )
I S
e o custo incrementai de potência recebida no barramento s seria
( 1.504 )(Cs’i
« y i 6 R
<S Custo.
-1 = C./G.r is
Agora suponhamos que outro barramento, "j” também possa suprir po
tência para "s". O custo incrementai de suprir energia para s de "j"é
(C ) . Se (C ) e (C ) são iguais, então, os barramentos geradores
j S j S i
"i" e "j" estão coordenados com relação à entrega de energia para o
barramento "s".
Por comparação de (C ) e (C ) , a decisão pode ser feita de
s i s j
modo a determinar qual o gerador que deve suprir o próximo aumento
na energia para o barramento s.
As unidades geradoras no barramento "i" e barramento "j" estão
coordenadas se em cada barramento o custo incrementai de produção da
unidade, dF/^, ê igual ao custo incrementai do barramento, C, e se
(C ) e (C ) são iguais ao custo incrementai no barramento, C :s . s . s
dFPara cada unidade no barramento "i", livre para despacho, =(y
e para cada barramento
C./ G. ' = C./ G. = C 1 is j js s (. 1.5Q5 l
Neste ponto podemos afirmar uma condição geral para operações
coordenadas de um conjunto de unidades geradoras com curvas convexas
de entrada - salda. Uma área de despacho esta operando em um despacho
econcmico se , e somente se, o custo de entrega de um aumento infini-
tesimal de energia para qualquer barramento selecionado arbitrariamen
te na ãrea é o mesmo para qualquer unidade geradora na área livre a
ser despachada.Notemos que 1.505 é verdadeira para qualquer barramen
to "s" e, portanto, deve ser verdadeira para todos os barramentos.
A recíproca de G^g ê frequentemente designada o fator de penali
dade, PF. , com referencia ao barramento s. rs
Unidade : $ x PF. = CdP is s
Barramento : PF. C. = C ( 1.5Q6 )rs í s
Modelos de perda são convenientemente desenvolvidos para presun
ções especificas com relação às tensões do barramento e fatores de po
tência. O modelo de perda de " coeficiente B" faz a presunção de " um
centro de carga hipotético" e os fatores de penalidade estão relacio
nados com esse centro de carga hipotético. Cem esse modelo de perda ,
o custo no centro de carga hipotético sob as condições de operação
coordenada ê X sem sub-índice, tal que a equação coordenada para uma
unidade no barramento i torna-se
PF dFi dP. 1
X ( 1.507 )
onde
PF.í 1/ (1-
8 PL
8 P.l
( 1.508 )
Seção 1.6 - Efeitos das Perdas de Transmissão no Despacho
Econômico - Exemplo Numérico
*2*V>
© :
v
1
■ 100 millw* j
)— S =0,014 p.U. pa
100 MVA bo— { ■ 4
©
o»
SISTEMA SIMPLES 290 KV
«2
Figura 1.61
As equações coordenadas para este sistema são
dF, 9 P,__± + p -- —dPx 2 8 Z>± = CL
^2
dP0
( 1.601 )
= CL
Não considerando o efeito de carregamento, as perdas da linha de
transmissão são:
PL = |I| X R = P1 - %
Eí
2 „ 2 2 P1 + Q1x R = -- i-,--,— x "R
2 2 , vao geralmente ser muito menores que 6,0011
da por unidade é aproximadamente:
PT = R P,2 = 0,014 P 2li X ±
= 1,0, a per
( 1.602 )
onde P^ é a entrada para o barramento L por unidade, PL sãc
as perdas por unidade e
9 P 9 P
■5-=^ = ---- = 0,028 P. ( 1.603 )
1 a p x
i o aumento das perdas de transmissão por unidade de inje
ção de potência no barramento 1 ( uma quantidade sem dimen
são ). Com as características do gerador, como na Seção 1.3,
páginas 18 e 19, as equações (1.601) tornam-se:
2.0 + 0,0025 PL + C2 (0,028 x P ^ = C2
( 1.604 )
2,3 + 0,003 P 2 = C 2
Para o gerador 1:
2.0 + 0,0025 Px
c 2= ------------—
1 - 0,028 Px
Assim, as equações coordenadas são:
2,0 + 0,0025 Pĵ
— - ç,
- 0,028 P ^
C
U
ST
O
IN
C
R
E
M
E
N
TA
L
D
E
E
N
E
R
G
IA
-
S
/
(
M
W
h
/M
W
)
2,3 + 0,003 P2 = c2 ( 1.605 )
A figura 1.62 mostra o custo incrementai (C p a r a a potên
cia suprida para a carga pelos geradores 1 e 2. A linha
pontilhada mostra o custo incrementai para o gerador 1 com
perdas de transmissão não consideradas.
É aparente que com perdas de transmissão incluídas se
ria econômico desviar a geração da unidade 1 para a unidade
menos eficiente 2 que estã mais próxima da carga.
P - s a íd a l íq u id a d o GERADOR — MW
CUSTOS INCREMENTAIS PARA UM SISTEMA DE DOIS GERADORES
Figura 1.62
A figura 1.63 mostra o despacho econômico como uma função
da carga total. O despacho obtido pelas perdas de transmi£
D
ES
P
A
C
H
O
S
P.E
P~
-
M
W
são não consideradas ê mostrado para comparação. ( A figura
1.63 ê obtida diretamente da figura 1.62 projetando e
Bjpde C igual versus a carga L = P^ *+ p^ - 0,014 P1 x 1Ò0.
Por exemplo, o despacho econômico para uma carga total de
500 MW ê resumido abaixo. A economia no custo dos combustí.
veis, pela inclusão das perdas de transmissão na equação
coordenada, ê também avaliada.
DESPACHO ECONÔMICO COMO FUNÇÃO DO NÍVEL DA CARGA
Figura 1.63
1 - Perdas de Transmissão não Consideradas
Px = 335 MW
P2 = 181 MW
L = pi + p2 " 0,014 x x 100 = 500,2885 ~ 500 MW
Custo de Produção:
F1 = 150 + 335 ( 2 + 0,00125 x 335 ) = 960,30 $/h
F2 = 100 + 181 ( 2,3 + 0,0015 x 181 ) = 565,44 $/h
F1 + F2 = 1.525,74 $/h
2 - Perdas de Transmissão Incluídas
Px = 290 MW
P2 = 222 MW
L = p! + p2 ~ 0,014 P 2 x 100 = 500,2260 ~ 500 MW
Custo de Produção:
Fx = 150 + 290(2 + 0,00125 x 290) = 835,13 $/h
F2 = 100 + 222(2,3 + 0,0015 x 222) = 684,52 $/h
F1 + F2 = 1.519,65 $/h
As economias pela inclusão das perdas de transmissão
são 1.525,74-( 1519,65 + 0,17 ) = $ 5,92/hora ou aproxima
damente 0,4 %. ( 0,17 dólares compensam para a diferença
de fração na carga suprida nos dois casos ).
As equações (1.602) e (1.603) podem ser reafirmadas
mais geralmente:
= B11
3 P
3""p
L
1
a p
*-FL - 2Bn 5i
onde representa os dados do sistema, neste caso a re
sistência da linha. A derivação de uma formula aproximada
para perdas incrementais para um sistema geral com multi-
barramento ê oferecida no Apêndice II. A fórmula tem a for
ma
nPL = Z i=l
n
2 P . P. B ., k=l i k ík
n
.I, P.B. + B i=l 1 ío oo ( 1.606 )
3PL
9Pi
= 2B..P . +li 1 2? B., P, + B.k=l xk k 10
k^ i
2Ã i Bikpk < 1-607 >
onde P^P^. s^° Potências de barramento e ê um elemento
da assim chamada Matriz dos coeficientes B introduzida por
Kron em 1951. ( Referência 13 ). O cálculo eficiente dos
demais elementos da matriz B ê o oferecido na referência
16.
As equações coordenadas para cada unidade de geração,
"iu", no barramento i aparecem como:
dF
dPiu
X ( 1.608 )
onde
unidade n
P. = 2*4 n ( 1.609 )Í JLU ,unidade 1 no barramento í
3Pte, substituindo o termo da perda incrementai — ±i p0r 1607,
api
dF
dP. + XIU
Seção 1.7
(2J i Bil A + Bl°’ * * ' 1,6101
- Solução da Equação de Coordenação - Métodos de
Gauss-Seidel
Suponhamos que alguém procura meios para solucio
nar o sistema de equações coordenadas 1.610 ilustradas na
seçlío 1.5 para um sistema de n - usinas com um modelo de
perda de transmissão por coeficiente B e com curvas de cus
to incrementai como ilustrados na figura 1.71.
As equações de custo - saída correspondendo aos segmen
tos da taxa incrementai de calor na figura 1.71 são ilu£
tradas nas equações 1.700 e 1.701 para um caso de duas plan
tas. As equações coordenadas são mostradas nas equações 1.703-
1.706. Notemos que a parte do custo incrementai deste sistema
de equações foi modelada por segmentos lineares, onde os coe
ficientes dos termos lineares vão depender do nível da ope
ração das unidades geradoras. Com o propõsito de ilustrar,
o sistema vai ser composto de duas usinas geradoras com u-
ma unidade geradora em cada usina.
F1<P1> ■ F10 + F11P1 + \ F12p J ( 1.700 )
F2(P2) = F20 + F21P2 + | F22P2 ( 1.701 )
Consideremos uma formula de perda associada com as duas usinas
PL ' B11P? + + B22P2 ( 1.702 )
A equação coordenada torna-se:
F11 + F12F1 + 2 X <B11P1 + B12P2> = X ( 1.703 )
F21 + F22F2 + 2 a B̂12P1 + B22P2* = A ( 1.704 )
Figura 1.71
Remanejando 1.703 e 1.704 para desenvolver ex
pressões explícitas para de 1.703/e para P2 de 1.704:
te com a saída da unidade geradora ê representada pela se
gunda derivada dos termos de perda quadrãticos e pela incidi
nação da curva de custo incrementai. A curva de custo incre
mental mais os termos lineares em perda, na realidade,for
mam um sistema de equações algébricas lineares por partes.
O método de solução para o despacho que satisfaz as equações
coordenadas e que satisfaz as demandas da carga precisa
ser um método que possa tratar a solução, por partes, de e
quações lineares.
O método de Gauss - Seidel ê um método que tem sido
utilizado com sucesso para a solução das equações coordena
das. 0 procedimento computacional ê aplicado para a
áolução de um despacho econômico, como ê ilustrado na figu
ra 1.72. Em particular, essa discussão centraliza-se em tor
no desta parte do procedimento computacional chamada a So
lução Gauss - Seidel das Equações Coordenadas. Vamos con
siderar que um valor tenha sido designado para X. Gostaria
mos agora de encontrar os valores das saídas dos geradores
que vão satisfazer o sistema de equações lineares coordena
das 1.705-6. A formula de perda para o sistema de transmiss
são ê dada na equação 1.707.
1.705 )
1.706 )
A parte da equação coordenada que varia linearmen
PL = 0,0000677P^ + 0,0000332P1P2 + 0,0000638P2
( 1.707 )
A determinação dessa formula de perda ê dada no Apêndice
III.
Quando aplicado ao despacho econôn.Tco/o método iterati-
vo de Gauss - Seidel determina uma variável de potência de
cada vez. Cada equação coordenada é utilizada para solucio
nar a potência na usina para a qual a equação coordenada
se aplica. Isto assegura um sistema de equações com termos
mütuos lineares positivos para potência; isso ê um requi.
sito essencial na aplicação do método de Gauss - Seidel.
Para iniciar a resolução vamos encontrar, sucessiva -
mente, novos valores de e P2 considerando que as condi
ções iniciais são uma afirmação arbitraria P^ =0, P^ = 0.
A equação 1.705 antecipa a utilização de Gauss - Seidel:to
dos os coeficientes de P^ têm sido combinados em um termo
que aparece no lado esquerdo da equação. Todas as outras
potências, nesse caso P2, foram colocadas no lado direito;
todas as variáveis no lado direito vão ser tomadas como os
valores iniciais ou presumidos. Um valor para P^ ê agora
encontrado, o qual satisfaz a equação 1.705 com P2 = 0. Este
valor de P^ ê agora substituído de volta na equação coorde
nada 1.706,que foi resolvida para P^ cm termos de P^. Uma
solução para P^ ê procurada, de modo que satisfaça a equa
ção 1.706, que ê a equação coordenada para a usina 2. A
primeira iteração de Gauss - Seidel esta agora completa.
Com o novo valor de P2,o procedimento ê repetido novamente.
O procedimento ê continuado atê que nenhuma mudança sensí
vel ocorra nos valores sucessivos para P^ ou P2 -
Saída de erro
Figura 1.72
Estudo Típico do Algoritmo de Despacho Econômico
O procedimento ê convergente para^problemas de despa
cho econômico, desde que os segmentos de curva de custea in
cremental não tenham partes planas. As curvas de custo in
cremental que têm passos planos requerem métodos de uni
formização tais como o ajuste exponencial em cada nova po
tência estimada para assegurar estabilidade. 0 seguinte
exemplo ilustra o calculo manual de uma repetição para e
P2,utilizando ò método de Gauss - Seidel.
Consideremos um valor de custo incrementai que tenha si
do selecionado como 2,5477 dôlares/MW h . Notamos que este
valor foi obtido no decorrer de um despacho das usinas 1
e 2 para alcançar a carga de 500MW dado o preço do combus
tível de 0,25 $/MBTT para a unidade 1 e de 0,30 Í/MBTU para a uni
dade 2. Vamos considerar o carregamento mínimo para as tentativas i-
niciais de P^, ,P£
P1 = 80 MW P2 = 60 MW
Pára a usina 1, 1.705 toma a seguinte forma:
(0,25 I12 + (2) (2,5477) (0,0000677))PX = 2,5477 - 0,25 I £
- (2) (2,5477) ( 0,0000332 ) (60)
Nao podemos, explicitamente, assinalar valores pa
segmento da curva da taxa incrementai de calor vai requerer
a solução para P^. Para facilitar a solução, dividir pelo
custo unitário do combustível, 0,25:
Para selecionar o segmento correto da curva da taxa
de calor da figura 3.11 rearranjar 1.708 na forma
ra I12/ *1 1 ' enquanto ainda não estamos seguros de qual
(I12 + 0,00138)Px 10,1503 - I ( 1.708 )
= 10,1503 - 0,00138 P
Tentar 350 <_ £ 375 como o intervalo. Para este intervalo,
os coeficientes para1 ^ e I ilustrados na figura 1.71
são
I11 = 9'3429
I12 = (11,4571 - 9,3429)/25 = 0,0846
dlj/ dPx= 9,3429 + 0,0846 (P - 350)
Substituindo esses valores em 1.708
0,0846(P^ - 350) + 0,00138 Px = 10,1503 - 9,3429
P1 - 350 = (0,8074 - 0,00138 x 350)/ 0,08598 = 3,78
ou = 353,78 MW. Desde que este valor para P^está dentro
dos limites, aceitamos a solução.
Notar que o valor de I^2 determinado e aplicado é re
ferido ao lado esquerdo do intervalo 350 £ P-̂ £ 375.
dl
dP
1
1
9,3429 + 0,0846(P1 - 350)
Agora, substituir este valor de P^ na equação 1.706.
Para facilitar os parenteses do intervalo para P2, réescre
ver 1.706 como:
dl0
0,30 + 2 (2,5477) (0,0000638)P2 = 2,5477 - 2(2,5477)
aP2 (0,0000332) (353,78)
ou
dl0
-s— =• + 0,001083 P0 = 8,300 (1.709)dP2 2
Supor que 150 <_ P2 £ 200 e obter da figura. 1.71
corrigir a saída dos geradores para que os mesmos atendam
à carga. Algumas vezes, valores arbitrários são considerados e, en
tão, a correção é determinada pela interpolação ou extrapolação line
ar, dependendo de quão grande foi o valor arbitrado comparado com o
erro final, Esse método tem sido utilizado com sucesso em programas de
despacho econômico; despachos econômicos sucessivos dão um
meio de projetar a mudança na saída versus mudança no cus
to incrementai do sistema. A curva de saída versus o custo
incrementai dá os meios para a correção linear de A. Veja
CORR ilustrado na figura 1.72.
Retornando à figura 1.72, nota-se que um laço duplo for
ma o cálculo do despacho econômico total. O laço interno ê
a iteração de Gauss - Seidel para resolver as equações co
ordenadas para valores específicos de custos incrementais.
0 laço externo varia o custo incrementai para satisfazer a
demanda. Uma vez que esse custo incrementai apropriado te
nha sido selecionado, então satisfaz a demanda e pode ser
resumido como o despacho mais econômico para satisfazer as
demandas de potência. Notemos que o cálculo da demanda vai en
volver a soma das saídas do gerador, a diminuição das per
das para aquelas saídas dos geradores e a comparação de
carga líquida entregue com a carga desejada. Dado este pon
to básico ou ponto de referência para o despacho, ê possí
vel, como ê ilustrado na seção 1.4, predizer à primeira or
dem,o que uma mudança pequena na demanda vai requerer do
despacho econômico. A taxa da mudança na saída do gerador
com relação a demanda tem sido designada como " fator de
participação econômica". A utilização do cálculo do ponto
base e do fator de participação econômica então permite a
investigação do efeito no despacho de pequenas mudanças na
demanda. Para aplicações on-line,o método do ponto base e
de participação dá um meio de predizer, para a primeira or
dem, ccmo o despacho do sistema deve mudar para acompanhar as
mudanças na demanda do sistema.
Seção 1.8 ~ Aplicações On-Line
A discussão na seção 1.7 está relacionada com a solu-
ção das equações coordenadas para cargas específicas. Em #uma situação em linha ou operante, a carga ê raramente medi.
da e não pode ser inferida diretamente de medidas da gera
ção sobre o sistema. Conseqüentemente, um enfoque alterna
tivo ê utilizado para gerar despachos econômicos. Desde
que as perdas representam uma parte pequena da geração to
tal sobre um sistema, ê razoável utilizar a geração total
do sistema como um " numero da geração desejada". Alêm disi
to, para aplicações em linha,o despacho ê realizado para u-
ma geração desejada igual à soma da geração real no siste
ma, mais o requisito da área,como ê ilustrado na equação
].800.
Despacho para a geração desejada:
N
DG = 7 PGA. + A.R. MW ( 1.800 )
±=i 1
Requisito da Ãrea:
AR = IE - KfAf MW ( 1.801 )
Erro de interconexão:
IE = Intercâmbio Líquido Programado - Intercâmbio
Real Líquido
= Distorção de Freqüência MW/0,1 Hz ( 1.802 )
Af = Freqüência Real - Freqüência Desejada
Para despachar a geração desejada empreguemos o modelo total
de carga requerida nas equações coordenadas, como ê ilustra
do na equação 1.803.
a
dl .. __1
3 dP.
3
+ X ( 1.803 )
O típico algoritmo de Despacho Econômico para apli
cações em linha ê ilustrado na figura 1.81. Uma técnica
discreta é ilustrada para correções estimativas para o cus
to incrementai sat ■ fazer a geração desejada. Sobre um
despacho dado no custo incrementai X, um novo despacho ê
feito em X + AX, onde AX é escolhido para dar um aumen
to na creração desejada com variação de 0,5% a 2%. Um modo
especialmente -simples ê manter a tabela de custa incremen
tai passado bem como de geração desejada. Entãp,o fator de
correção ê tomado como a razão da mudança na geração dese
jada dividida pela mudança no custo incrementai,como ilus
trado na figura 1.804.
"CORR" ê o termo de "sensibilidade" a ser utilizado como
feed-back multiplicador para o procedimento repetitivo.
Consideremos a freqüência com que os despachos econòimi
cos são requeridos nas aplicações em linha: Não é necessá
rio, em uma base de segundo em segundo,realizar continuamen
te despachos econômicos. É preferível que os despachos eco
nômicos sejam preparados cada 5 a 15 minutos de acordo com
o ponto base e fatores de participação econômica, e estes
fatores utilizados para projetar o despacho para : .ter o
sistema em primeira ordem na base de operação econômica.
Fatores de participação econômica podem ser determi
nados pela mesma técnica que a utilizada para corrigir o
custo incrementai para atender a geração desejada. Por exem
plo, um desvio no custo incrementai, correspondente a uma mudan
ça estimada na geração desejada de, digamos, dois por cento,
ê utilizado para desenvolver desvios de geração para todas
as unidades geradoras livres para participar:
CORR = ADG/AX ( 1.804 )
ÔX = 0,02 x DG/CORR ( 1.805 )
Despachos são formados por^reduções
X- = X - ôX ( 1.806 )
e aumentos
X = X + 6X
no custo incrementai*
( 1.807 )
i 1 (jura 1.81
Despacho econômico típico para aplicações em linha
Vamos considerar 6P. eD-
potência de saída individual
mudança no custo incrementai
respectivamente. Consideremos
ôPj+ como sendo os desvios na
do gerador correspondendo à
de X para X_ e de X para X+ ,
<5 DG_ = I<5P ■
L 3 " ( 1.808 )
6DG+ = £<SP .
L 1 + ( 1.809 )
Define-se fatores de participação econômica como a
proporção de mudança da unidade geradora com 6X em relação
à mudança total na geração desejada.
epfj_ = 6Pj _/6DG_ ( 1.810 )
e?fj+ = ÔPj+/ÔDG+ ( 1.811 )
Mudanças positivas e negativas nos fatores de partici
pação econômica são introduzidas para permitir o reconhecí
mento de tais efeitos como limites de carregamento da uni
dade geradora e mudanças na inclinação das curvas das taxas
incrementais de calor.
Vamos ver como o fator de participação econômica ê u-
tilizado. Suponhamos que, como resultado de um despacho e-
conômico,um conjunto de valores de geração ê encontrado e
tem uma soma igual à geração desejada, e satisfaz indiv.i
dualmente as equações coordenadas para um custo incrementai
especificado. Suponhamos que o calculo do despacho econômico
foi realizado com alguns minutos de antecedência. No tempo
atual, a geração total terá se desviado ou para cima ou pa
ra baixo dos valores desejados no momento do despacho econômico. Se o
desvio na geração desejada é pequeno, então, o desvio na geração indi
vidual da unidade pode ser previsto pela utilização dos fatores de par
ticipeição econômica. Isto ê, os delta P são dados na equa
ção 1.812. A nova geração,por unidade,desejada ê,então, a
soma dos desvios na geração, mais a antiga geração no ponto ba
se estabelecida pelo despacho econômico, como ê ilustrado
na equação 1.813.
AP . = 1
P . = 1
epf±_ ADG
epfi+ -ADG
Pi base + APi
(ADG< 0)
(ADG> 0) (1.812)
(1.813)
A figura 1.81 dã um resumo dos passos contidos
em um programa de despacho econômico em linha para alcançar
os pontos base e os fatores de participação econômica; notemos,
na parte superior do diagrama,que este programa é freqüen-
temente iniciado por um lapso de tempo ou por uma mudança
degeração, ou de acordo com as requisições do despachante.
0 primeiro passo ê retificar a geração histórica e possi
velmente as leituras em megawatt da interconexão, para for
mar valores aplicáveis ao pequeno intervalo de tempo adian
te. Produtos de termos de perda envolvendo valores fixos
de geração e de elos, que não se espera variarem no
próximo período, são então formados de uma sõ vez e colo
cados a parte. A geração desejada é formada e o custo incre
mental ê atualizado a partir do último valor obtido,no de_s
pacho econômico anterior. Então,os limites permitidos nas
mudanças do carregamento para a geração,com controle basea
do no intervalo de tempo aplicável, são estabelecidos. É im
portante reconhecer este ponto, tal que a geração por com
bustão de material fóssil, que sõ pode mover 1 a 3% por mi.
nuto, não seja convocada para mover nada além do permitido
durante o próximo intervalo de tempo, entre sucessivos d e s _
pachos econômicos. As equações coordenadas são agora resol
vidas para os pontos base de geração, para o custo incremen
tal especificado, pelos métodos de Gauss - Seidel. Esta i-
teração ê utilizada até que a previsão da geração não mude
sensivelmente de uma iteração de Gauss - Seidel para a prô
xima.
A seguir,o erro ou diferença entre a geração deter
minada para o custo incrementai dado e a geração desejada
é testado para verificar se um despacho satisfatório jãfoi
alcançado. Se isso não ocorrer,o custo incrementai ê ajus
tado baseado no fator de correção CORR e no erro existente.
Uma vez que o erro esteja dentro da tolerância, os valores
de geração determinados pelas equações coordenadas são as
sinalados como pontos base e os fatores de participação e-
conômica então são determinados para cada unidade sob con
trole .
Deve ser evidente que o total do calculo necessá
rio para determinar a geração unitária desejada para acom
panhar mudanças na carga, em uma base de segundo em segun
do, ê mais simples de realizar do que seria uma se
rie de despachos econômicos. A justificativa para esta
conclusão resulta da linearização das equações coordenadas
sobre um dado ponto base de operação. Assim, a técnica ê
restrita a relativamente pequenas mudanças na geração dese
jada, usualmente da ordem de 1 a 3%. Na seção 1.4 foi iluŝ
trado um exemplo em que o intervalo de aplicação de fatores
de participação cobria uma porção substancial do real in
tervalo de carregamento das unidades de geração. Isto ocor
re porque a curva de custo incrementai para cada unidade e
ra uma linha reta. Curvas segmentadas e limites de carrega
mento das unidades servem para encurtar o intervalo de apli_
cabilidade dos fatores de participação econômica.
Consideremos que o resultado de um despacho em linha
dos dois geradores, exemplificados na seção 1.7,ê como ê da
na tabela que vem a seguir •
GERADOR PMIN PMAX PG ÕTIMA
N9 (MW) (MW) (MW) CUSTO 1/PF
1 80,0 400,0 353,625 830,606 0,946864
2 60,0 300,0 158,292 467,216 0,968062
TOTAL = 511,917 MW. CUSTO INCREMENTAL DO SISTEMA=2,547746
Suponhamos,a seguir, que os despachos econômicos a-
dicionais foram feitos em A = 2,490 e X = 2,6 06 dõlares/MWh,
dando respectivamente
GERADOR PMIN PMAX PG ÕTIMA
N9 (MW) (MW) (MW) iCUSTO l/PF
1 80,0 4 00/0 356,159 836,788 0,946258
2 60,0 300,0 166,166 486,848 0,966970
TOTAL = 522,325 MW. CUSTO INCEEMENTAL DO SISTEMA= 2,606000
GERADOR PMIN PMAX PG ÕTIMA
N9 (MW) (MW) (MW) CUSTO - l/PF
1 80,0 400,00 351,110 924,605 0,947463
2 60,0 300,00 150,467 448,125 0,969142
TOTAL = 501,577 MW .CUSTO INCREMENTAL DO SISTEMA = 2,490000
Dos despachos adicionais temos os seguintes fatores de par
ticipaçao
ePfi+ = 0,24346 ePf!_ = 0,24323
epf2+ = 0,75653 ePf2- = 0,75676
Pbase-^= 353,625 MW
Pbase2= 158,292 MW
Agora, suponhamos a geração desejada do sistema
da da soma de Pbase^ + Pbase^ = 511,917 para 532,708
P1 = (0,24346) (20,791) + 353,625 = 358,687
P2 = (0,75653) (20,791) + 158,292 = 174,021
Um despacho econômico para esta geração desejada dà
ria
V 1 = 358,689
P2 = 174,019
Seção 1.9 - Resumo de Notação e Relações Oteis
Entrada - Saída:
Saída P MW
Entrada I(P) MBTU/h
Exemplo: Função Quadrãtica Simples
I(P) = Aq + AXP + \ A2 P2
Taxa de Calor:
HR = I(P)/ (1.10)
Exemplo: Função Quadrãtica Simples
HR = Aq/P + A1 + \ A2P
A
A Taxa de Calor, Mínima em = 0 = - —j + 1/2 A^ , desde
que o ponto de inclinação zero fique dentro do intervalo
de carregamento permitido.
Taxa Incrementai de Calor:
Taxa Incrementai de Calor = ^ ̂ (1.11)
dP
Exemplo: — = A, + A^P
dP
Custo de Produção:
F(P) = Preço do combustível x Taxa de Entrada
= a x I (P)
Exemplo: F(P)= Preço do Combustível x
x (A0 + AlP . i A 2 P Í
(1 . 12)
Custo Incrementai:
dF(P)
dPCusto Incrementai: ■■ = Preço do Combustível x
d K P ) =
x dP c
Exemplo: = a x (A^ + a 2P)
Custo Incrementai do Barramento: C
(1.14)
Equações Coordenadas sem Perdas de Transmissão:
Para unidades de geração livres para programação:
dF . (P .)— 3—— 3— = xdP.
3
(1.47)
Para unidades de geração bloqueadas no limite de carrega
mento superior
dF (P )
— %■■■ — < A : P = PmaxdP ' u uu
(1.48)
Para unidades de geração bloqueadas no limite de carrega
mento inferior
dEV EV
dP „ > A; P^ = Pmin£ (1.49)
Equações coordenadas com perdas de transmissão
Fator de penalidade com referência ao barramento s:
PFls ' V ( 1 - = 1/G.I S (1.508)
PL = Função das Perdas de Transmissão
Unidade de geração livre para programação
dF. (P.)
PFls T f - = Cs <1.50^)
Unidades de geração bloqueadas no limite superior
PF
dF (P ) u u
us dPu ^ Cs;
Pmax • u
Unidades de geração bloqueadas no limite inferior
dW
PF*s -aarf i cs'-p* Pmin^
Equações coordenadas com o método de formula de perda e a
presunção da carga conforme, oara distribuição de carga:
dF.íu
dP.íu
+ X Ü L8P.l
= X (1.608)
P . = Unidade no barramento gerador iíu ^
Pi = ^piu (1.609)
Unidade no barramento i
X = Custo incrementai no centro de carga hipo
têtico..
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APÊNDICE I
mStodo de lagrange para determinar um extremo oom restrições
Dado um custo de operação do sistema, S.O.C., como
a soma dos custos de operação C ^ P ^ d o s geradores comprome
tidos i = 1,2 -- NGEN:
NGEN
S.O.C. = l $/h
i—1
dada a restrição de demanda, que a carga mais perdas ê satis
feita pela soma das saídas dos geradores comprometidos
NGEN
l P± = Carga + PL
i=l
onde P ê a perda de transmissão considerada aqui como.sen-
do uma função da geração; então, a primeira condição neces
sária para que um despacho de geração seja o mais econômico,
sendo que o despacho satisfaz a restrição de demanda,ê que
exista um multiplicador X tal que a seguinte função denomi
nada Lagrangeana, ^ , seja estacionaria com relação às varia
ções nas variáveis independentes P^, — P^, — PNGEN:
NGEN NGEN
+ X Carga + P - £ P.
L i=l 1
i= 1,2 — NGEN
Isto leva à condição
i
para i— 1,2, — NGEN
De um ponto de vista geométrico, o multiplicador
X ê um fator de escala que relaciona a variação de custo de
usina ôP±.
Imaginemos o custo de operação do sistema como uma
superfície em um espaço multidimensional de dimensões NGEN+
+ 1. Enquanto cada despacho de (P^,— P^,— Pn GEN^ feito, o
custo de operação do sistema,resultante, definirá um ponto
na superfície.
Agora, no mesmo espaço multidimensional,imaginemos
uma área da geração menos as perdas para o despacho corres
poridente. Assim, também formar-se-ia uma superfície. Em
um nível na área correspondente à carga especificada como
"LOAD", o locus dos despachos que satisfazem a restrição de
demanda formaria uma "linha" no espaço. No despacho mais
ecônomico ao longo da "linha” de demanda,a direção do gra
diente da superfície de restrição da demanda deve ser para
leia ao gradiente da superfície de custo de operação do
sistema.
bida (1- ) 6P^ para uma mudança pequena no despachõ da
i
APÊNDICE II
DESENVOLVIMENTO ANALÍTICO DE UMA FÓRMULA DE PERDAS
Equações da Matriz para as Perdas do Sistema
Perdas em um ramo (liijKa)
Figura II-l
Se todas as correntes dos ramos (linhas) (I^em um sistema de
"b" ramos são conhecidas, as perdas ativas totais do sistema
são:
b 2
P = l (|l.| R.) (II.1)
^ i=l 1 1
onde "b" ê o número total de ramos. Perdas reativas são si
milarmente:
° L - ! 1 ' l I i | 2 (II.2)
As perdas complexas totais são,então:
SL = PL + ^QL V
Se AE^ e a tensão através do rarao i:
(II.3)
SL = PL +
b
= Ii=l
l± (sEl) (II.4)
As equações(II.1)ate(II.4)expressam as perdas em
termos de valores de ramo. Entretanto, as perdas da re
de podem ser expressadas também simplesmente em termos de
valores de barramento.
Figura II-2
Considere-se a rede de 6 barramentos na figuraII-
2. A caixa contêm todos os elementos em série da rede. As
sim, as perdas totais da rede serão a diferença entre a e
nergia suprida para a rede e a energia retirada da rede(ou
a energia líquida suprida para a rede).
Mas, desde que a soma de todas as correntes que
entram na rede é zero, uma corrente de barramento pode ser
eliminada como uma variável independente. Nõs vamos elimi
nar a corrente no barramento 1 e chamar esse barramento de
barramento referência(R),como mostra a figura II.2.Então:
rR = h = - (12 + I3 + :4 + r5 + V ' - J 2 (II-6)
ER * E1
As perdas da rede são,então:
6
Ii=2- PL + jQL =j , V V + < 1 ( I i" V
'i*'11! ' V (II-7>
Isto ê, as perdas da rede igualam a soma dos produtos da
corrente conjugada do barramento e do desvio da tensão do
barramento referência(a barra de - referência pode ser arbi
trariamente escolhida). A equação II.7 não inclui perdas
em qualquer dos elementos de derivação. A potência reativa
suprida pelo carregamento da linha ê levada em conta na re
presentação das linhas por seus equivalentes tt e tendo seus
efeitos incluídos na corrente de barramento 1^. A figura
II.3 mostra a composição da corrente de barramento em um
barramento- gerador típico. A 'corrente de barramento em um
barramento de carga contêm os mesmos elementos, com P + jQ
então representando as quantidades de carga.
COMPOStÇÃO-GA CORRENTE- OÇ: BARRA EM UMA., BARRA OE GERAÇÃO
I------
Composição da Corrente de Barramento em um Barramento Gerador
Corrente de barramento = I = - -E (Y_, + icoC)---------------------- E* sh
Onde: C ê um meio da soma das capacitâncias da linha pa
ra todas as linhas conectadas ao barramento.
Y ^ representa outra possível admitância de deri
vação.
A representação do sistema definido pelas figuras
II.2 e II.3 ê a utilizada na definição da matriz de barra
mento Z (mátriz de impedância nodal) descrita nos Capítu
los 1 e 10 do curso de Analise de Circuitos de Sistemas de Potência.
Para a rede na figura II.2, a matriz do barramento Z ê definida
como se segue:
—
E2 ‘ e r Z22 Z23 Z26
E3 - e r Z32 Z33 — Z36
E4 - e r = • ' ‘
E5 - e r • •
E6 - e r Z62 Z63 — Z 6 6J
I2
I3
I4
I5
I
(II.8)
ou simbolicamente:
[E ' E J -
Utilizando os símbolos matriciais da equação (II. 8a),a per
da complexa da potência da rede dada pela equação(II.7)pode
ser escrita de dois-modos:
(II.8a)
1. Forma Linear:
SL -■ O * ? [E - E.
2. Forma quadrãtica:
■ H * [z
(II.9)
(II.10)
A equação (II.10) ê o ponto inicial para a deriva
ção da fórmula de perda do coeficiente B. Um bom entendi
mento desta equação bãsica e dos fundamentos da representa
ção do sistema é requerido para comprender o restante des—
te capítulo. Para a rede da figura í.2,a equação expandi
da é:
7 22 Z23 — Z26
7 7 ---Z*32 33 *36
Z62 Z63 ' - Z66
I
I
2
3
I6
(II.10a)
Somente a porção real de ê de interesse no.despacho econômico.
PT = Re I* (II.11)
A Equação do Coeficiente - 3
Uma fórmula de perda pratica para a utilização no despa
cho econômico de preferência não deve conter outras variáveis indepen
dentes alêm da saída líquida de potência das usinas geradoras conside
radas no problema do despacho. Uma equação que satisfaz este critério
é a formula do coeficiente - B,
tPT = P B PL
Onde [p] ê o vetor coluna das potências dos geradores. Para um siste
ma de três geradores, a equação desenvolvida é
B, _ B B.^ ’P ’
- -1 11 12 13 1
PL = _PlP2P3j B21 B22 B23 P2
B31 B32 B33_ P3_
Esta equação dã uma expressão exata às perdas totais de
transmissão no estado específico do sistema base*,para o
qual os coeficientes B são computados, e ê util na estima
tiva das perdas durante os estados do sistema que diferem
moderadamente do estado base.
* - Um Estado do Sistema específico ê definido dando a magnitude da
tensão e. o ângulo em cada barramento no sistema. Isto, por sua vez,defi
ne um único fluxo de corrente no sistema resultando em um único conjun
to de fluxos de potência ativa e reativa em cada barramento. Em geral, um
estado de sistema pratico ê unicamente definido pela especificação em
cada barramento de duas das quatro quantidades | E |, ô (ângulo de tensão),
P e Q. Este ê o procedimento utilizado quando especifica-se os dados
de entrada para um programa de fluxo de carga. A solução do programa
de fluxo de carga (solução do sistema)ê uma descrição completa do es
tado do sistema.
A equação(II.12)pode também ser escrita(g geradores ):
(11.14;PT = l l P.B..P.
L 1=1 k=l 1 lk k
da qual as perdas incrementais oodem ser derivadas, pressu-
9Bikpondo coeficientes B constantes --- = 0)
3P ^
— - = 2 l B.,P, 3P . , b lk ki k=l
(11.15)
ou na forma matricial:
ÜLap.i
= 2 B. n B . 0 íl i2 B . , -- B.lk ig :iI.16)
As duas equações (II.11) e (11.12)
PT = ReJL
t
Pr = P B PL
(11.11)(11.12)
são de forma similar e (II.12)pode ser derivada defll.ll)
pela eliminação da lista de variáveis independentes:1)quan
tidades de carga, 2)potências reativas dos geradores e 3)
tensões do barramento. A eliminação das variáveis precisa
ser baseada em uma serie de presunções que vão estar impll^
citas na matriz B.
Os elementos da matriz B podem ser obtidos pela execu
cução de uma serie de transformações da matriz iniciando
com a equação de perda exata(II.11).
Conceito de Transformação da Matriz
Consideremos as três formas quadrãticas dadas em 11.17
que expressam o fasor da potência:
SL Z" I
(11.17 )
Consideremos que as quadrãticas devem todas igualar a mesma
quantidade, S^; isto ê,SL ê invariável com relação à esco
lha do conjunto das variáveis independentes 1,1* e I".
Vamos expressar a relação entre I e I* pela transformação
linear 11.18.
I* (11.18)
onde C ê uma matriz de constantes; então,vai ser mostra
do que
formação
Z 1
c*
esta relacionada a
t
pela regra de trans -
Uma segunda transformaçao, utili
zando a mesma regra de transformação, vai transformar^
em [z"] dada a transformação linear entre [ l e[i"J . As re
gras de transformação requeridas para transformar a matriz
Z - barra em matriz B (equações { II. 11) e (11.12) são
derivadas a seguir.
A descrição do sistema contêm três quantidades
básicas,E,I e Z, que estão relacionadas pela equação matri
cial:
(11.19)
Se representa as quantidades definidas do sistema( por
exemplo, corrente do barramento ), um novo vetor pode
ser definido pela equação
(II.20)
onde ê chamado matriz de transformação. Sob a restrição
da potência invariável, um novo conjunto de quantidades
r ie Z* pode ser derivado,tal que:
E'
r i r i r ■
|e ' = \z' i ' ( 11 . 21)
ft. restrição de invariância da potência requer que
a potência total do sistema(e perdas de potência) possam
ser computadas de ambos os conjuntos de variáveis, utili
zando equações da mesma forma:
T *
LE
= i'* t E*
_ L J _ _ _ (11. 22)
ou
Z E'
(11.23)
É necessário que as relações envolvendo as quanti_
dades transformadas E',Z' e I* sejam da mesma forma que
as relações correspondentes envolvendo as quantidades orí
ginais do sistema E,Z e I. Este requisito ê incorporadç no
par de equações (11.19) , (11.21) è nas equações (II.22)e(II.2 3)
As relações entre as quantidades transformadas e
originais são dadas pela matriz de transformação [cje pelas
regras de transformação para E->E*e Z - + Z 9 . Estas regras são
facilmente deduzidas:
De (2.406) [l*]t [e] = [l'*]t [e ’J
De (2.404)* [l*]t= [I’*]t [C*]t
* - Regra de reversão mais conjugação -»ver notas das matrizes
Então: Jj r ' [ c * ^ [ e = [ i '*]*1 [ E 'J
que dá a regra de transformação para E->-E'
(11.24)
Substituindo |eJ da equação (11.19):
[e -] = [c*Jfc [z 1
Substituindo [e '3 = [z'3 £l'J e [ij = [c] [ i '3 nos dá:
Assim/a regra de transformação para Z + Z1:
[ , ] . [ c f [.] (11.25)
Na seção seguinte,o uso repetitivo das equações(II
.20) (11.24) e (11.25) vai transformar a representação exa
ta da impedância de barra em um sistema reduzido onde so
mente as variáveis de interesse (potências dos barramentos
geradores) são retidas. A parte inteligente deste processo
envolve a determinação da matriz de transformação \c] para
cada passo, isto e, a presunção requerida para a elimina
ção das variáveis não desejadas.
Dedução da Matriz - B (Enfoque de Kron)*
A matriz B ê desenvolvida desprezando o efeito
de autotransformadores nominais - livres. Transformado
res nominais-livres podem ser considerados utilizando as
técnicas descritas por H.H.Happ**. Durante a leitura desta
seção,pode ser ütil uma referência ao apêndice III que dã
a solução numérica para um problema de amostra com 4 bar
ras de carga, e 2 barras de geração.
GERADORES CARGAS -
I
Referência para a Representação do Sistema Original
Figura II.4
* G.Kron, "Tensorial Analysis of Integrated Transmission Systems -
%parte I The Six Basic Reference Frames", AIEE Paper 51-22 5 ,
(1951)
** H.H.Happ, "Analysis of Netwòrks with Complex Autotransformers
parte II", IEEE Transactipns on Power £pparatus and Systems,
Novembro de 1963, paginas 958/965.
Na figura II.4,os barramentos 2 e 3 são barramen-
tos geradores e os barramentos 4,5 e 6 são barramentos de
carga. 0, barramento de referência pode ser qualquer barra-
mento no sistema de transmissão, mas para esta derivação ,
vai ser considerado o barramento gerador com a barra nume
ro 1.
Eliminação de Quantidades do Barramento de Carga
As quantidades do barramento de carga podem ser e
liminadas da equação do sistema por duas transformações se
qüenciais. A primeira transformação ê geralmente baseada
na seguinte suposição:
Suposição: Todas as correntes de carga permanecem
uma fração (complexa) constante da carga total do sistema.*
A matriz de transformação C-̂ pode, então, ser definida:
I* (II.26a)
- -
I2~ "l 0“ 0“ I2~ T2
h 0 1 0 h I3— —
i r "0 Cf £ fl l A I4 4 4 L
ir 0 0 £_ T ílrIT5 o L * 5 L
1̂ 0 0 £r 2. .16 6 6 L_ i -1
(II.26b)
* Cargas que não se ajustam razoavelmente com esta suposi
ção são as vezes denominadas "não conformes". Como mos -
traremos mais tarde, a formula de carga pode ser refina
da para melhor representar tais cargas não conformes.
onde: I é a corrente de carga total do sistema;L»
e são frações supostas da carga total
retiradas nos barramentos 4, 5 e 6.
(Notemos os colchetes' únicos verticais ( ] ) utilizados para
as submatrizes colunas. Este símbolo e o colchete corres -
pondente horizontal (»— » ) para as submatrizes linha vão ser
utilizados a seguir).
Para qualquer corrente de carga do sistema IT ,aLj
corrente de carga no barramento i ê:
*i = W V (I4 + X5 + V (11.27)
Consequentemente:
l i±= 1.0 (11.28)
todos os
barramentos de carga
O novo vetor de tensão E 1 pode ser computado de acordo com
a regra de transformação:
(II.29a)
[E']
— — — — —
p °1 P
0
° í V e r E2-ERL° d b 0 0 J
X
E3-ER
=
E3"ER
Io °i
*
l"4
*
*5
*
*6|
E4_ER
F -E
E -E L R
E5 R L —
E6_ER
■ h (E4 - V - *5 ®5 - ER> + h < V ER>
(II-29b)
onde: (11.30)
Utilizando (11.28):
-e e ■ % V
*
i r - E +
l 6 E6 ER
Todos os
barramentos de carga
(11.31)
A nova matriz do sistema Z'
[z-]
esta de acordo com a equação
Z C1
(11.25):
(11.32)
E 1,Z1eI1 define um sistema reduzido que em nosso exemplo
tem quatro barramentos, como ê mostrado na figura II.5.
A equação ampliada do sistema e
E
E
EL-ER
(11.33)
GERADORES
Figura II.5
Deve ser notado que a matriz Z' transformada não ê
simétrica.(0 apêndice I mostra que o componente diagonal
simétrico de [Z'Jê provocado pela ocorrência de elementos
complexos na matriz £cjde transformação). Deste modo,não
ê possível construir uma rede elétrica passiva que repre
sente propriamente o sistema transformado representado pe
la matriz Z *.
Com referência à figura II.5, ê aparente que I pode
ser eliminado como uma variável explícita pela movimenta
ção do ponto de referência para o barramento L. As quan -
tidades elétricas no barramento R vão então aparecer ex -
plicitamente na nova equação do sistema. Se o barramento
R(barramento 1) ê introduzido na equação do sistema (II. 33),
a matriz Z* vai ser expandida por uma linha e uma coluna
contendo sé zeros.
V e r
■ ° o o
i
°
!
XR
E2_ER 0 J2
E3'ER 0 Z * Z3
e iT e r 0 w JL
- -
(II.34a)
[E1] = [Z1] [l'J (II.34b)
A expansão da equação (11.33) não introduz nova informação e
os símbolos E1,Z*e I' vão ser utilizados também para as matrizes am
pliadas (11.34) como ê mostrado. 0 ponto de referência pode ser movi
do do barramento R para L por meio de uma segunda transformação na
relação física:
*1 - - ? / i - - (IR + *2 + Vl = l
(11.35)
A equação (11.35) pode ser incluída na matriz de
transformação que define um novo vetor 1,1",que inclueso-
mente correntes dos* barramentos geradores.
[ ! • ] - [C2] [ ! " ] (II.36a)
1 0 0
0 1 0
0 0 1
-1 -1 -li
As regras de transformação conduzem ao novo vetor de tensão:
(II.36b)[E"] = c! 1 [E-] (II.37a)
0"] =
—
1 0 0 -1 E E_-E_R R R L
0 1 0 -1 E2_ER =' E2-EL
0 0 1 -1 E ~-E_ e ,-e t3 R 3 L
- . -
E -E«L R
(II.37b)
e a matriz Z" transformada:
[Z“] - [c * ]t [Z ’] [ c 2] • [cá] 1 f[c i ] t w [ci ]
(11.38 )
onde, tanto £z'~] quanto [z] tem uma coluna e uma linha de
zeros representando o antigo ponto de referência R (barra-
mento 1). Apôs a segunda transformação,a equação do siste
ma ê :
[e "J = (II.39a)
e r ‘e l Z"RR ZR2 ZR3 XR
E2~EL = Z2R Z22 Z23 I2 (II • 39b)
E3~EL Z3R Z32 Z33 X3
Esta matriz Z" ê também não simétrica*. A figura 11.6 mos-
tra esquematicamente o sistema descrito por (11.39).
Referência do Sistema Após a Segunda Transformação
Figura II.6
* Apesar de conter somente elementos reais, a compo
nente diagonal simétrica de \z ’] conduz a [z"J .
Desde que as regras de transformação foram baseadas na
invariabilidade de potência(perdas), a perda total de potên
cia do sistema está nos símbolos da figura II.6
PL = Re [z"J [i"]} (II.40a)
PL j ii * j ii *2 3 Z"
> (II.40b)
III3
onde o barramento referência anterior ê referido como bar-
ramento 1.
A equação (11.40) dã as perdas de potência como uma
função das correntes do barramento gerador. Para encontrar
PL em termos de potência do barramento gerador, P, consi -
deremos a figura II.7
Diagrama Fasorial das Quantidades do Barramento Gerador
Figura II.7
A potência ativa P em um barramento gerador particular ê:
P 111 |e ( cos (11.41)
ou
Kl
I
p
E | cos (J)
Peja
E cos
(11.42)
Esta expressão para I pode,então,ser substituída na equa -
cão (11.40):
PT = Re<Li E
-ja
Pe
cos <j>
Peja
C O S (j)
►
(11.43)
jaonde (— — ----) representa o gerador "i" na matriz colu-
| E | cos <(>
i
na I". Se agora todas as variáveis em (11.42) exceto P estão in
cluídas em [z"] conduzindo à matriz Qz" , (11.43) pode
ser escrita:
PL = Re [Z--] [P] ^ (11.44)
O U
PL = [p] t [b] [p] (11.45)
onde [p] é o vetor coluna da potência do gerador e [b] ê a
matriz B desejada.
[Z"] pode ser decomposta em componentes simétricos (+) e
diagonais simétricos (-) , reais (RM) e imaginários (X") como
se segue:
[zB] = [r;]+ j [x;] + j p rj d i . 46) 6
6 mostrado no Apêndice V que somente o componente simé -
trico real (R̂ ) e o diagonal simétrico imaginário (X") con
tribuem para P . Denominando os elementos desses componen- L
tes da matriz como R" e X" ,os elementos (B )da matriz
ik+ ik- ik
B são: ( a dedução detalhada da equação (11.47) i dada no
Apêndice V)
ik
R" cos(a - a ) + X" sen(a -a )
ik+______ i k_____ ik-______ i k
IE. I x |e, I cos <f>. x cos <j>,1 K 1 K
(11.47)
A equação (11.47) mostra que a matriz B ê simétrica:
Xki- sen â]<i “ = (“X7k_) (-sen (a,.-ak ))= X?k_sen (0̂ - 01̂ )
A avaliação de e X" é oferecida no Apêndice VI.
Resumo da Fórmula de Perdas
As perdas ativas totais do sistema P como umai_i
função das potências do gerador [p] são:
PL = [pf [B] [P] (11.45)
onde os elementos da matriz B são:
B ., = ik
Rik+cos(ai_ak)+
E . E. COS <p . COS <j>. í .k 3. k
(11.47)
R1.', = R., + Hl., + Hl, . + Wik+ ik ik kl
onde:
g+Jl g+£
I Ii=g+l k=g+l» - 1 i - 'u i + i2i t2k»Rik
q+í. q+l
H1ik- " L , Rijtlj > H1ki= ‘^ * 1 = 3 “ jj=g+i
(VI.8)
(VI.5)
(VI.7)
xttik- - rj=g+l
(VI.16)
Explicação dos Símbolos:
[p] - vetor coluna das potências dos geradores
| E^ | - Magnitude de tensão do barramento
<J>̂ - Angulo de fase entre a tensão e a corrente
(ver figura II.7) no barramento i
a ^ ~ diferença de ângulo entre as correntes do
barramento 1^ e 1^ da figura II.7
a ., = a . ik 1 - a. - <i±-4i)- < V
= ô .. — (j) . t (j),ik Yi k
onde 6 ^ ê o ângulo de tensão
entre os barramentos i e k.
(ângulo de fase)
£l^ e £2^ - são os componentes reais e imaginários
das taxas complexas £^ da corrente de
carga no barramento i com relação à
corrente total de carga ̂̂ _ ^i^
1 IL
R ^ - o componente resistivo da impedância mútua
entre os barramentos i e' k na matriz de bar
ramento Z
Suposições Requeridas para uma Fõrmula Prática de Perdas
A fõrmula de perdas desenvolvida ê útil somente se os
coeficientes B p o d e m ser considerados constantes. Em con-
seqüência, a precisão da fõrmula de perdas durante as va -
riações nas potências dos geradores e na carga total do
sistema ê dependente da validade das seguintes suposições:
1 - A corrente de carga em cada barramento de carga
permanece uma fração complexa constante da corren
te total de carga do sistema = constante ).
2 - As magnitudes de tensão nos barramentos geradores
(| | ) permanecem constantes.
3 - 0 ângulo de fase entre as tensões dos barramentos
geradores (ô^) permanece constante.
4 - 0 ângulo de fase entre a tensão e a corren -
te em um barramento gerador permanece constante.
Esta suposição ê algumas vezes afirmada em termos
de um fator de potência constante ( cos <p ) ou uma
razão constante entre Q e P ( Q/P=arctan <j> ) .
A mais questionável das suposições ê geralmente a
numero 1 (conformidade de carga) e a numero 4 (potência rea
tiva) . A próxima seção descreve uma formula modificada dos
coeficientes B que facilita o uso de suposições mais ver
sáteis para a conformidade de carga e a potência reativa
do barramento gerador.
Resumo de Transformações Importantes na Dedução da Matriz B
1. Rede Atual
GERAÇÃO CARGA
2.1 Correntes de Carga Individual Eliminadas (Suposição)
3 Correntes de Carga Total Eliminadas (Exata)
I
H
z"
H R
II
Ponto de
Referência
PL = R. { [ I"*]t [Z"][‘ ‘] }
/T 7
4 . I = F (P) (Suposições)
P
Formula Mais Versátil de Perdas
0 procedimento delineado na seção anterior pode ser
utilizado para criar uma fórmula de perdas modificada que
facilite o uso de representações mais versáteis de potênci
as reativas do barramento de carga e do barramento gerador.
1 . Cargas (S = P + jQT) podem ser representadas pela
JLj Li L i
soma de um componente constante (PT_ + jQT/0.) e um
L iO JLiO
componente (P£ + jQ^) que varia com a carga conforme
total.
PL + « L - PL0 4 3q l o * PL + 3Qi III-48)
2 . As potências reativas do barramento gerador (Qç)podem
ser representadas pela soma de um componente constan
te (Q_.J / um componente que varia com a carga confor-
me (Q') e um componente que ê proporcional a potência G
do gerador (sPç).
°G * °G0 * - SPG U I -491
Agora vamos considerar um barramento "geral" tanto
com geração comò carga,como o mostrado na figura II.8 onde
a carga e a potência do gerador são definidas como positi
vas para dentro do sistema.
(a) (b)
Representação do Barramento Geral
Figura II.8
P + jQ = Pr. + jQr_ + PT. + jOT (11.50]
- P (! + js) + jQGQ + jQg + PL0 + 3Qlo+ Pl+ jQí,
Reorganizando, podemos dividir a potência total do barra -
mento em três partes:
P + jQ = p (1 +js) -(Potência variável do gerador)G
+ PT/~+j (QT_ + Q~,J ~( Potência fixa do gerador)
L iU J_iU G U
+ Pt +j(Qy + QA) -(Carga conforme)1* 1. G ( 11 . 51 )
Formalmente/ podemos também dividir o barramento em
três componentes, como ê mostrado na figura II.8b, Na repre
sentação inicial do sistema da figura II.4, cada barramento
geral vai, então,ser representado por: l)um barramento gera
dor de potência variável para ser despachada; 2) um barramento
gerador de potência constante que também representa uma parte
constante da carga; 3)um barramento de carga que está de
acordo com a carga conforme total e inclui o componente
conforme de carga da potência reativa do gerador. Com
estas representações ampliadas do sistema, o procedimento
delineado na Seção"Dedução da Matriz B (Enfoque de Kron)"
vai eliminar os barramentos de carga conforme,e resultar
em uma formula de perdas ampliada, do tipo:
+
mas a submatriz
PT = 3gg] [p gJ +2 [p o] [b o g_ _p g_ + _po_ _Boo] [po]
( 11.53 )
onde
ê o vetor coluna das potências dos geradores a serem
despachados.
ê o vetor coluna das potências fixas dos geradores
incluindo os componentes de carga constante.
ê idêntico à matriz B na Seção "Dedução da Matriz
B" .
incluem,no caso geral,tanto o barramento
geração quanto o de carga.
de
Desdeque os elementos de |~P0j são conhecidamente constan
te s 2
PL = [Pg] [BGg][PG
onde:
[b ’> e Bq é uma constante única.
Apesar de sua complexidade,a equação (11.54) ê fre-
qüentemente preferida em detrimento da simples fórmula qua-
drãtica ( 11.12 ). O esforço computacional ê freqüentemente
reduzido pela utilização das suposições mais gerais parasor
mente uns poucos barramentos. Por exemplo, o termo Q* da
VJ
suposição da potência reativa do gerador ê geralmente omi
tido.
A porção mais consumidora de tempo do desenvolvimen
to da fórmula ê a analise do sistema requerida para selecio
nar as melhores suposições de carga e de potência do gerador.
A suposição de potência reativa ê geralmente selecionada
com base em uma série de estudos do fluxo de carga conduzirr-
+2 + BO ( 11.54 )
do a Qg como uma função de PG
Perdas Incrementais
Considerando o, coeficiente B constante
3B.., ik
k3P.1
0)
as perdas incrementais sao:
Forma Quadrática Simples; ( II>12 )
3PL
3Pi
2 ! lr = B.,ik
(11.15)
Forma Gerais (11,54)
3PX
3P.l
= 2 Bik pk + 2 b ' ( 11.55)
k=l
A fórmula para PL pode se tornar exata no estado ba
se para a qual ê desenvolvida, e serve como uma boa aproxi
mação das perdas totais do sistema para estados moderadamen
te diferentes. As equações para as perdas incrementais con-
3B.,
sideram que — — = 0 , o qual implica que:
3P.í
1.
86,
8P.
= O Ângulos de tensão 6^ são considerados
independentes de P^
3 E
3 P . 1
= 0 Magnitudes de tensão são consideradas
independentes de P^
3.
9Pi
= 0 ou 3sk 80k— - 0 °nde * -
i k
Desde que nenhuma das três suposições estão estri
tamente corretas (ângulo de tensão, por exemplo, ê umafun
ção mais direta das potências do barramento), as perdas in
crementais dadas por ( II.15 ) e ( II.55 ) não são exatas
mesmo no estado base.
APÊNDICE III
EXEMPLO NUMÉRICO DO USO DA FÕRMULA DE PERDAS
Linha R X
1 - 2 0,014 0,14 0,150
1-3 0,007 0,07 0,075
3-4 0,007 0,07 0,075
4-5 0,014 0,14 0,150
5-6 0,007 0,07 0,075
2 - 6 0,007 0,07 0,075
230 KV - Base 100 MVA
Figura III-l
A matriz B do sistema mostrado na figura III-l
serã avaliada para o seguinte estado base do sistema (so
lução do fluxo de carga):
Quantidades de Barramento Definindo o Estado Base do Sistema
Potência Reativa *
Barramento 1 E 1 (graus) P Qc Q
1 1,05 0 . 2,1086 0,3846 0,136
2 1,05 2,028 3,0000 0,4818 0,234
3 1,023 -8,809 -1 , 0 0 0 0 0,1569 0 , 0 0 0
4 1,008 -14,003 -1,5000 -0,0214 -0,250
5 1 , 0 1 1 -12,707 -1 , 0 0 0 0 0,1300 -0 , 1 0 0
6 1,014 -8,094 -1,5000 -0,0458 -0 , 2 0 0
r Q ê a potência reativa fornecida â linha
̂Qc inclui o carregamento da linha
PL Estado de base
6
l P . = 0,1086 pu = 1 0 , 8 6 MW
1=1 1
A porção resistiva da matriz Z barra ê mostrada
abaixo (barramento 1 ê o barramento de referência):
1 2 3 4 5 6
1 0 0 0 0 0 0
2 0 0,0105 0,0018 0,0035 0,0070 0,0088
3 0 0,0018 0,0061 0,0053 0,0035 0,0026
4 0 0,0035 0,0053 0,0105 0,0070 0,0053
5 0 0,0070 0,0035 0,0070 0,0140 0,0105
6 0 0,0088 0,0026 0,0053 0,0105 0,0131
Para a formula de perda quadrãtica simples, os coefi
cientes de conformidade de carga podem ser tomados como
sendo idênticos âs relações das correntes das barras dfe
carga individuais 1 ̂para a corrente de carga total do
sistema:
I. P - jQ jô.1 J r* J i£i = ---- onde I. = — r=— i e
i i* 1 iEii
Note-se que, desde que a matriz Z-barra não contêm a
capacitância de Shunt equivalente da linha de transmissão,
a corrente de barra deve ser computada de Qc mais propria-
mentQ do que da potência reativa fornecida para o barra
mento. As razões l são:
Barramento 11 12
3 0,1983 0,0298
4 0,2998 -0,0335
5 0,2019 0 , 0 1 1 1
6 0,2999 -0,0074
Com base nos coef Ücientes i e [rJ , a constante W é compu
tada da equação ( VI. 5 ) f-
W = 0,00722
e a matriz da equação ( VI * 8 ):
0,00722
0,00179
0,00179
0,00685
De forma similar, da equação ( VI.16 ):
0 0,00005
-0,00005 0
Calculando
(11-47):
<j>. como arctan(Q /P) 1 c
[ » ]
0,00677
0,00166
a matriz
0,00166“
0,00638
B ê calculada de
As perdas totais para o estado base do sistema são,então:
PL =[P]t [B] [p] = 0,00677 x (2,1086) 2+ 2 x 0,00166 x
x 2,1086 x 3,0 + 0,00638 x (3,O) 2 = 0,1086 pu
o que concorda com a solução do fluxo de carga definindo
o estado do sistema.
As perdas incrementais para os geradores 1 e 2 são com
putadas da equação ( 1 1 . 1 2 ):
B12P2) = (0'0 0 677 x 2»1086 + 0,00166 x 3,0) x 2 =
= 0,03854
B22P2) = (0,0 0 1 6 6 x 2 '1 0 8 6 + 0,00638 x 3,0) x 2 =
= 0,04529
3P1 2(B11P1+
ÜI3P, ‘ 2 (B21P1+
APÊNDICE IV
COMPONENTES DA MATRIZ B
*Daremos os componentes contribuintes à matriz B=Ĉ . AC cano uma
função das propriedades simétricas complexas A e C. A e B são ma
trizes Quadradas. C ê uma matriz complexa geral.
Matriz C
Matriz A
Real
C = Cl
Complexa
C = Cl + jC2
Simétrica
Real
A - Al
B = BI B = BI + jB2_
(Hermitiana)
Diagonal Simétri
ca Real
A = Al_
B = Bl_ B = Bl_+ jB2+
Simétrica
Imaginaria
A = A2+
B = jB2+ B = Bl_+ jB2+
Diagonal Simétri
ca Imaginaria
A = A2_
B = j B2_ B = Bl++ j Bl_
Simétrica
Complexa
A = Al++ jA2+
B = Bl++ jB2+
B = Bl++ jB2+
> + Bl_+ jB2_Diagonal Simétri
ca Complexa
A = Al_+ jA2_
B = Bl_+ jB2_
APÊNDICE V
Dedução da equaçao quadrãtica complexa:*
P = Re (A*tBA) (V.l)
onde A ê uma matriz coluna e B ê uma matriz quadrãtica com
plexa. Os elementos são:
ja±
a.e = a. (cosa. + j sena.)i í í J í
P = Re
j3±k
bike = bik(coseik + => sen6 ik}
ll a.(cosai - j senai)b±k(cos6 ik + j sen6 ik)
ik
a^lcosa^. + j sena^) ( v . 2 ;
Remanejando e extraindo o componente real:
1 . P = H a . b ., a cosa . cosB . cosa
1 1 K K 1 1 K k
2- +n - aibikakcosaisenSiksenak
(V. 3)
3. +II+a • b ., a, sena . cos$ sena,1 1K K 1 ÍK K
* Neste apêndice,as letras maiusculas expressam matrizes,
e as letras minúsculas elementos de matrizes.
4. +Y Y+a . b .. a, sena . sen3 . , cosa,^ í ík k í ik k
ou
p =IIdlik + n<32ik +ilâ3 k + U á 4
ik 1K ik 1K ik 1 ik 1K
onde dl^' d^ik' ^^ik e ^ i k r e Pre s e n ta m os elementos sob
os duplos somatórios em (V.3).
A equação (V.3) pode ser simplificada baseando-se
no fato de que
yj d., = 0 s e d . . = 0 ed., = -d, . ̂ t -í i ir ir iik n ik ki
Se B e simétrica:
b., = b, .ik ki
ik pki
Então,para a soma de segunda mais a quarta somatória
d2.,+ d4.,= a . a, b ., sen 3 ., (-cosa . sena,+sena . cosa, )
l K I K 1 K l k l k 1 k 1 K
= aiakbiksenBi]tsen(ai-ak)
Neste caso:
d2 ..+ d4.. = 0 porque sen(a.-a. ) = 0li li ^ í í
d2 k±+ d 4 ki= aiakbkisen6kisen(ak - ai)= - (d2 ± k + ^
Portanto:
U â 2 ik ♦ Í[d4ij(.0
ik ik
As somas remanescentes 1 e 3 produzem
P+ ^ aiakbikCOsB ikcos (a ) ( V . 4 )
Correspondentemente, se B é diagonal simétrica:
b . . =
n
0
b — - b ,
í k k i
II•H
GQ
3 k i
Neste caso,o primeiro somatório mais o terceiro não contri
buem para p,e:
P. ^ aiakbikseneiksen (a . -a, ) 1 X ( V . 5 )
A matriz complexa geral B pode ser decomposta numa componen
te simétrica e numa componente diagonal-simêtrica, o que
resulta
B = B+ + B_
ou
p = n a 1ak (bikoo.6ik)+cos(«±-«k)
+ b̂iksen^ikL sen(ai"ot]c)
( V. 6
Observando que:
(b^^.cos3^^)+ = b l ^ + = componente real dos elemen
tos em B ,
<biksenBik>- = b.2 ̂ = componente imaginário dos e-
lementos em B
p pode ser reescrito
IIaiakblik+cos(ai“°:k)+b2 ik-sen(o,i“ok)
( V . 7 )
Observe-se que nem o componente imaginário de B+ nem o
componente real de B_ contribuem para p.
APÊNDICE VI
AVALIAÇÃO DE R" e
A avaliação de e X" provêm da equação 11.38, aqui repe
tida :
(II .38)
As deduções são grandemente simplificadas, reconhecendo-se
as propriedades gerais de uma matriz complexa do tipo
[bJ = [C ^[À] [c] como esta estabelecido no Apêndice IV.
Dedução de R^
Desde que [ĉ ] = [cjteremos ( Apêndice IV):
[< ] ' [C2] ' P ] [ C!]
K ] " <[<J‘ [VI [<=!]'> (VI»2a)
onde [r +] = Re { \_z\ } isto é, o componente resistivo da ma
triz Z barramento.
(Observanos que tanto a matriz Z como a matriz C-̂ contêm o
ponto de referência original (R)).
Equação ( VI-2a) desenvolvida:
(VI.2b)
Asdimensões das submatrizes estão indicadas aqui por subs
critos g e £, onde g é um numero de barramentos de gerador
e £ ê o numero de barramentos de carga.
Por exemplo:
M g l
ê uma matriz unitária g por g
e uma matriz toda de zeros g por £
l] ê a matriz coluna de £ taxas de corrente de carga
£ .1
I.1
Icarga
e contêm as proporções resistivas das aüto e mú
tuas impedâncias para os barramentos do gerador e de carga
respectivamente. £Rç-̂ j e £RLg] cont^m os componentes resiís-
tivos das impedâncias mútuas entre barramentos de geradores e
de carga. Desconsiderando os subscritos das submatrizes e
multiplicando:
(VI.3)
onde: Ll e o componente real de
W
g-Ht g+£
W = l l
i=g+l k=g+l
(,i. £1, +12 . 12. ) R.. k 1 k ík
(VI-4)
( VI.5 )
onde = £l^ + j 5,2̂ i a relação de corrente de carga esti
mada na barra "i".
Equação ( VI.1 ) é agora desenvolvida.
A matriz H1 indicada tem dimensão g por g. Os elementos
Hl., da linha i desta matriz são todos iguais: ík
CJ+ £
Hl., = - l R. • £1. (VI. 7)lk *JU-\ 1 3 ■ 3todos os k 3~^ x
Os elementos desejados de Tr^I,então, serão:
R£k ‘ Rik + " h k * H1ki + w (VI.8 )
Dedução de
O procedimento é similar ao anterior e é expres
so sem comentários por:
VI.9 )M - N M M
Do Apêndice IV:
*[xj = Im {[Cj x Re { } x jcj } (VI 10)
Este triplo-produto foi avaliado na fórmula VI-3.
= Im <
M [r g l x l J
" — 1
— 1 [RL gJL i ü l l [ r l l ] l]i
► (VI 11)
Desde que:
Im í h V i k + V A i 1 * 0
Im {i L [rll] e]>- (VI.12)
i
g+1 , g+ 1
- 1
- 1
M = [0] + [Rgl] L2j r l-l. . .-3- L2 [r l g ]
J - 1
[H2]
CH2]t
M = [H2] - M t
onde:
g+£
H2 = -7 R. . x 12.ík L D
todos os k j=<?+l
donde
g+£
XV, = - ) (R . . -R, . ) .lk- j=g+l ^ k=>
( VI.13 )
+ [0]
VI.14 )
VI.15 )
VI.16 )
CAPITULO 2
MODELOS PARA INTERCÂMBIO E
PARA DESPACHO MULTIÁREA
Seção 2.0 - Introdução
Este pequeno capítulo serve para introduzir o
assunto de modelagem de intercâmbios e despacho de ener -•
gia para ãcomodar o intercâmbio programado, e o despacho
de energia, em sistemas de ãreas múltiplas, tais como "po-
olsMde energia. De interesse específico são as técnicas dis
poníveis para representar a influência de intercâmbios e
desvios de geração sobre fluxos dos elos de ligação e so
bre perdas de transmissão. Estes efeitos vão ser conside
rados em termos de impacto sobre os custos de transferên
cia de energia e sobre o despacho.
Quando duas companhias elétricas interconecta -
das trocam energia, a influência do intercâmbio ê obser -
vada sobre as linhas (tanto linhas internas quanto linhas
dos elos de ligação) das partes ativas na troca, e também
das partes passivas tais como as outras companhias elétri
cas na mesma interconexão . Por exemplo, quando uma in-
tertroca de energia ocorre entre Hydro-Ontãrio e as com
panhias elétricas do Pool de Energia de Nova York, a in
fluência da intertroca ê observada nas linhas de ligação
entre Ontãrio e Michigan, assim como nas linhas de liga -
ção entre as companhias de Nova York e as companhias da
Pennsylvania. O total da influência ê dependente da dis
tribuição das mudanças de geração em Ontãrio e em Nova
York para acomodar a intertroca. Outro exemplo ilustran
do a extensão pela qual a influência pode ser distribuída
geograficamente tem relação com os fluxos nas linhas do
conselho de coordenação dos Sistemas do Oeste, WSCC, que
incluem o terço oeste dos Estados Unidos. O sistema de
transmissão no WSCC foi descrito como um toro com nevada
localizada no centro. Intertroca entre a costa noroeste
e a Califórnia influenciam os fluxos de linhas das compa
nhias em Idaho, Utah, Colorado e 1Arizona, assim como as
companhias em Washington, Oregon e Califórnia. Para intro
duzir o assunto, o capitulo considera primeiro a modelagem
do efeito do fluxo de energia nas linhas de ligação nas
perdas de transmissão. A seguir, modelos para a represen -
tação das mudanças no fluxo de ligação introduzidas pelos
desvios na geração e mudanças na exportação de ãrea são
considerados. A representação de equações coordenadas para
o despacho de área múltipla e para reconhecimento das mu
danças nos elos de ligação em despachos de ãrea são apre -
sentados. Finalmente, uma breve discussão dos aspectos do
custo de energia de transações de intercâmbio ê desenyòl -
vida para comprometimento fixo de geração das unidades ge
radoras, (transações econômicas Tipo A).
Seção 2.1 - Representação da Interconexão nas Fórmulas de
Perda
Transferência de energia nas interconexões pode
ser representada como fontes geradoras equivalentes para
a representação da fórmula de perdas. Por convenção,a e-
nergia saindo de um sistema via uma interconexão ê deno -
minada positiva,enquanto a entrada de energia em uma in -
terconexão ê negativa. Isto em contraste, naturalmente, à
convenção de sinais para salda de energia de um gerador
que ê considerada como positiva entrando no sistema.Assim,
a formação de uma matriz de perda com geração e interco -
nexões ou elos de ligações pode ser desenvolvida pelas
técnicas ilustradas no Capítulo correspondente, com uma
mudança no sinal necessário em todos os termos da fórmula
de perda mütuos, envolvendo um gerador e um barramento de
ligação. Por exemplo, consideremos o sistema ilustrado no
Apêndice III do Capítulo I. Vamos supor que a ligação ^ 1
estã conectada ao barramento 3 e a ligação ^ 2 esta conec
tada ao barramento 5. Utilizando as técnicas descritas nes
te Apêndice, uma nova fórmula de perda pode ser desenvol -
vida, fórmula em que as duas primeiras linhas ou colunas
representam os geradores no barramento 1 e 2 respectivamen
te, enquanto a terceira e quarta linhas e colunas represen
tam as ligações conectadas aos barramentos 3 e 5 respecti
vamente. A fórmula de perda ê ilustrada na próxima tabela.
PL =
[Bi j] [Bik]
MM
.Ps -2U L J ““ ík BikTkPi +£ 2 1K K 1 k i B*kTkT*
< 2 . 1 0 0 )
Geradores Ligações
Barra Barra Barra Barra
mento mento mento mento
1 2 3 5
0,00677 0,00166 0,00278 -0,00148
0,00166 0,00638 -0,00070 +0 , 0 0 0 0 2
+0,00278 -0,00070 0,00457 -0,00224
-0,00148 0 , 0 0 0 0 2 -0,00224 0,00361
Base 100 MW
Os coeficientes ilustrados nesta tabela são para
as mesmas condições de operação que as ilustradas no Capí
tulo 1, Apêndice III com exportação ou importação zero nas
ligações. A fórmula de perda pode ser dividida em três com
ponentes, uma geração, uma geração por ligação e um com
ponente de ligação como o ilustrado na equação 2.100. Os
coeficientes ilustrados na tabela de perda estão na base de
100 MW. Assim, a dimensão do elemento individual ê ( 100
megawatts )
Seção 2.2 - Perdas Incrementais - Interconexões
Vamos considerar que o sistema mostrado no Capí
tulo I, Apêndice III ê operado com os geradores ^ 1 e ^ 2,
com características comc sts descritas no Apêndice I deste
capítulo, conectados respectivamente aos barramentos ^ 1 e
^ 2. Um despacho para 500 MW esta para ser feito com flu
xo zero nas ligações. Tal despacho ê ilustrado na tabela
intitulada "Despacho Original",Notemos que este despacho ê
Despacho Original
Barra-
mento PM3N PMAX PG ÓTI 9PL apLN9 (MW) (MW) MA (MW) CUSTO 1/PF 3PG 3PT
Gera f 1 80,0 400,0 353,6 830,61. 0,9469 0,0531dores U 60,0 300,0 158,3 46?, 21 0,9681 0,0319
Liga P 0,0 0 , 0 0 0,9826 -0,0174
ções 15 0,0 0 , 0 0 1,0104 +0,0104
TOTAL = 511,9 m. P ESPECIFICADA ( EXPORTAÇÃO ) OOOII 1 MW
PERDAS DO SISTEMA = 11,923 MW. CUSTO INCREMEWTAL DO SISTEMA = 2,547745
precisamente o despacho obtido no exemplo na seção 1.7 e,
além disso, a formula de perda ilustrada contêm a fórmula
de perda utilizada na Seção 1.7 na matriz dois por dois do
lado superior esquerdo. Notemos que no despacho econômico as
perdas incrementais de transmissão estão no nível de 5% pa
ra o gerador ^ 1 e 3% para o gerador ^ 2. Notemos também que
as perdas incrementais são negativas para a ligação no bar-
ramento 3 e são positivas para a ligação no barramento 5. Para ver o
que isto significa, vamos olhar para a expressão analítica dasperdas
incrementais nas ligações, dada na formula de perda da equação 2 .2 0 0 .
= - 2 I B...p. + 2 y bí k i L TIk í ( 2. 200 )
Consideremos o significado da mudança na perda com mudança no
fluxo de salda da ligação. A derivada parcial na equação
2 . 2 0 0 implica que a entrada de toda a geração e a saída de
todas as ligações, com exceção da ligação K, sejam mantidas
constantes. Como, fisicamente, o fluxo pode ser modificado na
ligação K,quando toda a geração e todos os outros valores
de ligação são mantidos constantes? Somente se as mudanças
de carga do sistema se dão de um modo complementar às mu
danças em T^; isto e, a mudança na saída de fluxo de ener
gia de K ê compensada pelas mudanças proporcionais em ca
da barramento de carga, de acordo com a suposição de carga
conforme. Assim,a redução na carga do sistema âs expensas
de um .fluxo de saída do barramento 3 vai diminuir as per
das totais do sistema, enquanto que uma redução na carga do
sistema, com a correspondente excessão de um fluxo de saí
da sobre a ligação no barramento 5, vai resultar em um au
mento nas perdas do sistema, todos os outros valores de
geração e de ligação permanecendo constantes.
O requerimento de carga com interconexões é mais
convenientemgptfe. escrito separando a geração como valores
de P e os fluxos de ligação como valores de T, como ê ilus
trado na equação 2.201. A soma da geração no sistema deve
ser igual à soma da exportação sobre as
I P.= l T + L + PL ( 2.201 )
i i k K L
ligações, mais a carga do sistema,mais as perdas do sistema.
Devemos utilizar os termos "intercâmbio líquido" e expor -
tação ou PE,como ê mostrada na equação 2.203, para a repre
sentação do intercâmbio com outros sistemas. I
I T. = PE
k k
( 2.202 )
Seção 2.3 - Perdas Incrementais de Circulação e Custos____ de
Incrementos de Perda
Ê interessante perguntar qual ê o efeito da
mudança devida à potência e circulação através de um sistema 1
Alguma indicação do efeito sobre as perdas pode ser obtida
do simples exemplo mostrado na seção 2.2. Por meios analí
ticos, pode-se determinar o efeito de uma exportação de
-ôMW na ligação K e de uma exportação +ÔMW na ligação l
sobre as perdas dentro do sistema. A estimativa para pri
meira ordem da mudança na perda ê ilustrada nja equação
2.300.
9PL
ÔPL= 9T, (-6MW) +
X.PL
9T7 (+ 6MW) (2.300)
, 3PL
saída
9PL
3T ) 6MWentrada Circulado*
(2.301)
Assim,vemos que,se carregamos uma carga de rodízio
a partir do barramento k ate o l,a mudança de primeira or
dem na perda por megawatt trocado ê igual â diferença das
perdas incrementais com relação ao barramento no ponto de
entrega menos o valor no barramento no ponto de recepção
por megawatt de potência trocada. Por exemplo,vamos estimar
o efeito nas perdas do sistema ao circular um megawatt de
potência do barramento 3 para o barramento 5. Olhando na
tabela do despacho original,notamos que a perda incremen
tai para a ligação no barramento 3 ê -0,0174 e para a li
gação no barramento 5 é + 0,0104. Substituindo estes va
lores na equação 2.301, chegamos à equação 2.302 que indica
que um aumento vai ocorrer na!s perdas do sistema de
0,0278 megawatt por megawatt circulado-
ÔPL
6MW =0,0104-(-0,0174)=0,0278 MW perda/MW CirculadoCirculado (2.302)
As estimativas dos custos de circulação são dadas na
equação 2.303, novamente para primeira ordem,para mudanças
pequenas na potência de circulação.
Custo de circulação=X (||t— - «MWcirculado (2.303)
saída entrada
- 2-55<°-°278>-*'°71/™circulaao
Desde que o custo incrementai do sistema no ponto de
operação ê 2,55 dólares por megawatt-hora, a equação 2.303
calcula que os custos de circulação sejam de aproximadanen-
te 7,1 centavos por megawatt circulado devido ao aumento
nas perdas no sistema. As expressões dadas nas equações
2.302 ate 2.303 sõ são validas para mudanças muito peque
nas na potência de circulação. Para avaliar adequadamente
um desvio substancial, um novo despacho econômico vai ser
requerido, uma vez que ê provável que ocorrerão tanto u-
ma mudança de perda como um desvio na geração para acomo
darem a circulação.
Exemplo: Custo de circulação de 20 MW do barramento 3
para o barramento 5.
Antes da Circulação de 20 MW
Custo do Sistema = 1297,83 $/h
Perdas do Sistema •- 11,923 MW
Custo Incrementai do Sistema _ $2,5477/MW h
Custo Limítrofe do Barramento 3= ̂ 0,9826 x 2,5477 = $2,50/MW h
Custo Limítrofe do Barramento 5= 1,0104 x 2,5477 = $2,58/MW h
Circulação de 20 MW do Barramento 3 para o Barramento 5
Barra
mento PMIN PMAX pg Ót i dPL
N9 (MW) (MW) m a (MW) CUSTO l/PF 9Tk
1 80,0 400,0 353,6 830,54 0,9451 -
2 60,0 300,0 158,9 468,82 0,9683 -
3 Fluxo de salda sobre
a ligação 3 OoCN1 0,9798 -0 , 0 2 0 2
5 Fluxo de saída sobre
a ligação 5 +2 0 , 0 1,0127 +0,0127
TOTAL = 512,5 MW. P(EXPORTAÇÃO ESPECIFICADA)= 0,000 MW
PERDA DO SISTEMA = 12,550 MW.
CUSTO INCREMENTAL DO SISTEMA = 2,551780
Custo do Sistema = $ 1299,36/h
Custo do Despacho para a Circulação = 1299,36-1297,83=$ 1,53/h
Estimativa Linear do Custo de Circulação:
Custo Limítrofe Medio do Barramento 3 =
1 Antes Depois
= ^(0,9826 x 2,5477 + 0,9798 x 2,5518)*= $ 2,5014/MW h
Custo Limítrofe Medio do Barramento 5 =
Antes Depois
= -1(1,0104 x 2,5477 + 1,0127 x 2,5518) = $ 2,5767/MW h
Estimativa Linear do Custo de Circulação =
Barramento 3 Barramento 5
= (-20) (2,5014) + (+20) (2,5767) = $ 1,51/ h
Custo Liquido de Circulação =
= l (Fluxo de saída em MW causado pela circulação)
"tdusto Limítrofe)
* Para alcançar a avaliaçao do custo de uma troca e necessário integrar
o custo incrementai vezes o incremento adicional na potência. Uma apro
ximação linear da variação do custo incrementai ccm o aumento na potên
cia tem sido utilizada na preparação da estimativa linear do custo de
circulação. Assim, o custo incrementai médio para a transação (media de
antes e depois da transação) vezes a transação de potência mede o cus
to de transação.
Seção 2.4 - Modelos para Fluxos de Ligação
Freqüentemente, mais que uma ligação e envolvi
da em uma troca com um sistema vizinho, e mais que duas li
gações estão envolvidas na energia circulada. As represen
tações de situações tais como estas têm sido alcançadas u-
tilizando fatores de distribuição para predizer a divisão
da carga circulada ou a exportação pelas varias ligações
envolvidas. Fatores de distribuição têm sido tratados por
muitos autores - 1,2,3,4. Varias alternativas se apresentam
no uso dos fatores de distribuição. Primeiro, conjuntos de
fatores de distribuição podem ser determinados através de
fluxos de carga ou da linearização dos fluxos de carga,pa
ra tipos específicos de transferência de energia, como por
exemplo, para a circulação de uma companhia para outra ou
para exportar do seu prõprio sistema para sistemas vizinhos
específicos. Aproximações analíticas mais gerais são ofe
recidas na referência 4 e no Capitulo III.
A mudança no fluxo em um dado conjunto de li
gações conectando um conjunto de ãreas pode ser expressa
em termos da mudança na geração dentro de cada ãrea dada
com uma mudança compensadora no centro de carga equivalen
te de cada ãrea, e a mudança na exportação liquida em ca
da uma das ãreas com uma mudança compensadora no centro de
carga na ãrea referência. Um relacionamento ê referido co
mo uma "matriz-inter-ãrea". Consideremos o caso da intertroca de
potência mostrado na figura 2.41 para uma intertroca de
potência entre as ãreas C e A. A intertroca verdadeira po
de ser representada por uma exportação positiva da ãrea A
para a ãrea referência e uma exportação negativa da ÃreaC
para a ãrea referência. Mudanças no fluxo nas ligações,to
das as outras condições de geração permanecendo constantes,
são, então, representadas em forma geral na equação 2.400 e
especiaímente para este caso na 2.401:
3T = [ IAM ̂
3 PA
3 PB
3 PC
3 PR
3PEA
3PEB
3PEC
( 2.400 )
onde 3PA ê o vetor coluna de mudanças na potência do gera
dor na área A e 3PEA é a mudança na exportação da ãrea A.
3Te o vetor coluna de mudanças nos fluxos de ligação. 3 PA/
3PB# 3PC/ 3PR são tomados com mudanças de exportação zero.
Figura 2.41
8TkO elemento iam^j = deve ser avaliado em uma base espe
cifica ou condição de referência de fluxo de potência para
transferência incrementai especifica.
3T = £ IAM]
OPA).
( 2.401 )
A matriz inter-ãrea, IAM, ê determinada sob con
dições similares às suposições empregadas no capitulo I pa
ra desenvolver a formula de perda* Por exemplo, deixemos que
o efeito de uma variação de saída de 1 MW de um gerador es
pecífico em uma dada ãrea seja determinado com uma mudança
correspondente na carga tomada no centro de carga equiva -
lente. Elementos da £ IAM ]] correspondem à distribuição de
MW desta variação sobre os circuitos e ligações. Similar
mente, os elementos das colunas de exportação da £iamQ são
determinados a partir dos efeitos nas ligações de uma va
riação de 1 MW na exportação da ãrea provocada por uma in
jeção no centro de carga e com a exportação transmitida
para o centro de carga da ãrea em referência. Novamente ,
esta.é o mesmo centro de carga utilizado no capítulo 1 pa
ra o desenvolvimento da formula de perda. Assim, a matriz
inter-ãrea pode ser utilizada para sintetizar as mudanças
na distribuição do fluxo nas ligações para eventos especí
ficos, tais como exportação de uma ãrea para outra. Como
foi citado acima, uma exportação da ãrea A para a ãrea C,
como ê ilustrada na figura 2.41, ê atingida tomando-se 6PA
e 6PEA positivos para representar a elevação da geração
na ãrea A para a correspondente exportação, enquanto que
6PC e 6PEC vão ser negativos para corresponder a uma queda
na geração nas ãreas C e uma importação de potência para a
ãrea C; mudanças na geração das ãreas B e de referencia seri
am requeridas para acomodar a mudança de perda dentro da
ãrea B e da ãrea de referência causada por circulação.
Os modelos descritos conduzem a que a distribui -
ção de fluxo sobre as interconexões vai depender do modo
especifico de geração e exportação nas ãreas interconecta-
das. É importante notar que a variação do fluxo de ligação
com o desvio em geração e em exportação vai afetar as per
das incrementais previstas para cada barramento gerador e
cada barra de ligação. Este efeito ê ilustrado na equação
2.402 onde as derivações implícitas estão incluídas para
considerar a dependência do fluxo de ligação da distribui
ção da geração e da carga. Para a influência sobre as per
das da ãrea As
Derivações
Explicitas
Derivações
Implicitas
Devida ao
BarramentO'
gerador i s
3PL_A
P1 T Const
+£(iam
k
9PL7V___A
ki 3T. k
) (2.402)
Devido à
Exportação
na Ãrea J
3PL„A
3 PEJ
[iam
k kEJ
3PLa
9Tk
(2.403)
onde k e somado sobre as ligações da ãrea A.
As derivadas explicitas ilustradas no lado direi
to de 2.402 se referem aos termos contendo o gerador P^ ex-
pllcitamente, e não vão ser diferentes de zero somente se o barramen
to i for representado na ãrea A. A soma de termos no lado direi
to da equação 2.402 contêm as derivadas implícitas e pode
ser interpretada como se segue. Suponhamos que a geração em
uma usina ê modificada enquanto que as gerações em todas as
outras usinas e a exportação de cada ãrea são mantidas cons
tantes e mudanças complementares são feitas nas cargas de
ãrea. A distribuição desta mudança nos circuitos de trans
missão e ligações ê prevista pelos elementos apropriadosna
coluna da matriz inter-ãrea que envolve a usina. Uma rela
ção total das mudanças nas perdas do sistema com a geração
deve, portanto,incluir o efeito das conseqüentes mudançasda
ligação; fluxos de ligação podem ser considerados como va
riáveis dependentes em que a geração e a exportação são
considerados como variáveis independentes. A equação 2.403
mostra a influência de uma mudança na exportação da ãrea J
(para a ãrea de referência)sobre as perdas na ãrea A. O
efeito ê visto através da mudança nos fluxos de ligação cau
sados pela exportação. As equações de coordenação da multi-
ãrea são oferecidas na próxima seção.
Seção 2.5 - Equações de Coordenação de Ãrea Múltipla
Esta discussão considera vãrias ãreas operando
como um pool, sob um conceito de ligação de fluxo livre, em
que a geração vai ser despachada para minimizar o custo de
operação do pool e as economias vão ser compartilhadas pe
los membros do pool. Uma aproximação para a operação coorde
nada ê tratar o pool como uma ãrea única, para desenvolver
um modelo de perda para o pool como um todo, e para despa -
char o pool como um todo. Com a formula de perda descrita no
capítulo l,tal modelo possui duas desvantagens distintas.
Primeiro, uma suposição deve ser feita considerando a dis -
tribuição da 'carga através de todo o pool para permitir o
desenvolvimento da formula de perda. Segundo, a função de
controle do despacho da ãrea local precisa ser pré-esgotada
pelo controle de despacho do pool. Uma aproximação alterna-*
tiva, de ãrea múltipla, estã sendo utilizada pelo Pool de
Energia de Nova York e pela Interconexão Pennsylvania- Nova
Jersey- Maryland.
Nesta aproximação, uma formula de perda envol
vendo as energias de geração e de ligação ê utilizada para
cada ãrea, uma matriz "inter-ãrea" ê usada para medir os
desvios em todos fluxos de ligação de ãrea.com geração e
exportações de ãrea, e um custo incrementai equivalente ê
desenvolvido para um barramento referência em cada ãrea. O
método vai ser ilustrado para um pool de três ãreas.
Para cada ãrea, a carga mais a exportação precisa
ser satisfeita pela geração menos as perdas.
JA
0A - l PAj - PLft - PRa - PEa = 0
Para o pool, a soma das exportações de ãrea pre
cisa ser igual à intertroca desejada do pool, P .P
0P = PEa + PEb + PEC - PEp = 0 ( 2.501 )
A mudança no fluxo de ligação com a mudança na
geração e exportação ê dada pelos relacionamentos lineares
inter-ãrea
u A
l PB.
3 J
- PL„ - PFL, - PE„ = 0B B B
(2.500)
J C
I PC,
j
- PL - PR„ - PE„ = 0
(3T) = £ IAM ] ( U I ) ( 2.502 )
onde (3T) ê o vetor dos desvios de ligação e (8PE) repre -
senta o vetor dos desvios nas exportações de ãrea e (3PG)o
vetor das mudanças de geração. É necessário tomar os des -
vios de geração e de exportação com relação ao centro de
carga equivalente na ãrea dada. A exportação pode ser trans
mitida para um centre arbitrário, fora do pool.
Os custos da operação para o pool são a soma dos
custos de operação para as ãreas:
JA JB JC
CUSTO = y F (PA ) + l F, (PB,) + l F (PC ) (2.503). a a . d jd . c c
3 3 3
Um lagrangeâno,£, ê formado pela agregação das
condições laterais de 2.500 a 2.502 e as equações de coor
denação, deduzidas pela primeira condição necessária de que o
lagrangeano seja estacionário com relação ás variações ar
bitrárias de geração e exportação.
CUSTO - XA 0A - XB 0B - Ac 0C - Ap 0p (2.504)
Variando ̂ c o m relação à geração da área, alcançamos as e-
quações. de coordenação da área ô^/ôPA :
dF
dPA + I A
3PL, 3T,
K, A 3r PA- + I
dPLr 3T.KB
B 3T
B Kt
3 PA + lx(
aPL, 3TKc
3T 9PA
a pl
- XA (1 - (2.505)
a
e expressões similares para as ãreas B e C. Notemos que os
9Tkbtermos - - são os elementos da matriz inter-ãrea. Vari-d Ir Ad
ando í> com relação à exportação da área,chegamos ás" equa
ções de coordenação inter-ãrea" 6^/6PE^
aPL 8Tk 3pl 9Tk aPL 9TkX , V, ___A ___A y ___B ___B y ___C ___C = x
A L A 3T aPE / ÁB 3T 3PE / C 3T apE p
ka ka a k b k b a k c k c a
(2.506)
e equações similares para variações com relação a PE^ e
PE^. As três equações inter-áreas ilustradas por
2.506 expressam um relacionamento linear entre os três cus
tos incrementais de área nos centros de carga da ãrea res
pectivos. As relações dos custos incrementais vão ser vis
tas como sendo uma função dos termos de perda incrementai
pesados pelos elementos da matriz inter-ãrea expressando a
influência da exportação sobre a mudança no fluxo de liga
ção.
As equações de coordenação de ãrea 2.505 possuem ter
mos envolvendo custos de perdas incrementais para as outras
ãreas nopool; especificamente/custos de perdas incrementais
nas ãreas B e C aparecem nas equações de coordenação para a
ãrea A.
Em alguns casos ê razoável negligenciar todos os ter
mos de perda incrementai de transmissão em 2.505 da forma
9PLz 3Tr z
Xz 3 T - 3 P Ã - '• z = A 'B 'C Kz a
na base que,para uma rede composta de circuitos com razões
X/R iguais,os termos tendem a somar zero. Isto implica que
o éfeito líquido de incluir ou negligenciar o efeito de
carregar o desvio de geração sobre as ligações, com a mudan
ça concomitante nas perdas da ãrea ê equilibrado quando so
mada sobre o pool como um todo.^'^ Em outras palavras, uma
9Tk zequação de coordenação, em que os termos - são negligen -
ciados,ê equivalente à suposição de que os fluxos de liga
ção são constantes com um desvio de geração dentro de uma
ãrea dada. Se as perdas incrementais dentro da ãrea para
este modo de desvio de geração são equivalentes âs perdas incremen
tais dentro do pool, quando os fluxos de ligação podem par
ticipar do desvio de geração, então se justifica a suposi
ção. A suposição pode não ser justificada dependendo da topolo
gia da ãrea. Por exemplo, se os circuitos de transmissão da
ãrea estão efetivamente paralelos por circuitos de impedân-
cia por unidade mais baixa em uma ãrea adjacente, então, a
suposição torna-se fraca. No caso dos estudos relatados pe
lo pool de energia de Nova York,a suposição ê justificada.
Seção 2.6 - Negociações de Intercâmbio
O Capitulo 1 considerou as condições para intertroca
econômica de energia, baseado nos custos incrementais de
geração no próprio sistema versus o custo incrementai de
energia adquirida de fora. Com perdas,os custos incremen -
tais da energia recebida no centro de carga precisam ser
referidos aos custos limítrofes para a ãrea, para compara
ção adequada. Consideremos a recepção de uma potência incre
mentai de exportação no ponto de ligação " K ". Com refe
rência à equação 2.201 de requerimento de carga, a ligação
carrega uma pequena exportação de ôT̂ .* A mudança na ge
ração do centro de carga, ôP^, é dada tomando-se a vari
ação da equação 2.201 com uma mudança na ligação e ê
ilustrada na equação 2.600.
5P* ■ 5Tk + ü r STk
■ < 1 + Ifj ,STk MW (2.600)
Assim, o termo 1 + -̂7=— representa a mudança na geração no
kcentro de carga equivalente por unidade de exportação so
bre a ligação K. O custo desta exportação, 6T^, é dado na
equação 2.601,assumindo que o custo do centro de carga
equivalente ê À:
Custo de exportação = A(1
Para uma troca finita deve-se
na ligação com e sem troca. A
+ ÍTT)<6Tk)$/h ' X5PÍ
(2.601)
encontrar os custos limites
média dos custos limites in-
crementais vezes a troca liquida no limite nos dá a esti
mativa linearizada do custo da exportação.
Se varias ligações estão envolvidas na exportação ,
então,a distribuição da exportação sobre as ligações pre
cisa ser prevista. Os fatores de distribuição são uma
aproximação utilizada para esta previsão. Estes fatores
são os mesmos elementos da matriz inter-ãrea(Equação 2.401)
para a coluna de exportação. A estimativa da mudança no
fluxo de ligação ê dada na equação 2.602
6Tr = d^ô exportação (2.602)
onde
d, = iam - iamR
^Cia.Exportadora Cia. Importadora
Para cada ligação, K, o custo de exportação para inter -
troca ê
~ ~ 3PLCusto de exportação da ligação K = X (1 + *^-“) ôT^
(2.603)
Para desenvolver o custo limite para exportação <$, sanam-se os
custos de exportação para todas as ligações e então divide-se
o total pela exportação 6.
O custo de exportação ê dado pela soma na equação
2.603, e o custo de exportação incrementai médio (custo li
mite) ê definido nas equações 2.605 e 2.606.
~ r 3PL.‘.Custo de exportação = £ôTkX(l +
k k
= <5 Exportação l dkA(l+ 3PL,
3Tk
(2.604)
Custo de Exportação Incrementai Médio =
= (Custo de Exportação)/Exportação
(2.605)
apL
8Tk
(2.606)
Cada termo na soma de (2.606) representa o custo li
mite para uma dada ligação multiplicado pela fração de ex
portação que vai fluir sobre esta dada ligação. A estima
tiva do custo de exportação, então, pode ser obtida do custo
de exportação incrementai médio com e sem a intertroca ve
zes o valor de exportação em megawatts, como ê ilustrado na
equação 2.605. O exemplo seguinte, utilizando o problema
estudado na seção 2.3 vai ilustrar o caso. Aqui estamos
considerando que uma exportação a partir do sistema vai
ser dividida 40% na ligação ^ 1 no barramento 3, e 60% na
ligação /= 2 no barramento 5. Antes da troca,o custo limite
para o " despacho original ", ilustrado na seção 2.3, ê do
modo que se segue. Para a ligação / 1 no barramento 3, o
custo limite anterior à troca ê 2,50 $/MW h , enquanto pa
ra a ligação / 2 no barramento 5, o custo limite ê 2,58 $/
MW h . Para a divisão 40/60 considerada entre as ligações
/ 1 e /= 2 respectivamente, o custo de exportação incremen
tai inicial ê 2,546 $/MW h . Após a troca ter sido efetua
d a ^ custo incrementai do sistema se elevou para 2,84 $/MW
h ; assim,o novo custo de exportação incrementai ê 2,842$/
MW h . O custo da troca de 50 MW ê aproximadamente 134,69
$. Comparando os custos antes e depois da troca, baseado
no despacho total, vemos que após a troca o custo de ope
ração do sistema ê 1432,49 $, que precisa ser comparado ao
custo antes da troca de 1297,83 $/h . A diferença líquida
resultante é um aumento no custo de operação de 134,66 $/
MW h . A diferença entre nossa estimativa do custo de tro
ca e o custo total verdadeiro de troca representa o erro
inerente na aproximação média do custo incrementai antes e
depois da troca ( bastante pequeno neste exemplo). Em re
sumo, comparações para trocas econômicas de energia podem
ser baseadas nas estimativas dos custos limites para im
portação e exportação de energia, como ê dado nas equações
2.605 e 2.606.
Estes custos são prontamente desenvolvidos
a partir dos parâmetros desenvolvidos pelos cálculos do
despacho econômico. Estes parâmetros são o custo incrementai
do sistema e os termos de perda incrementai envolvendo a
exportação.
Exemplo: Custo de exportação de 50 MW, em que 20 MW
vão ser tomados do barramento 3 e 30 MW do
barramento 5.
Antes da Troca de 50 MW
Custo do Sistema = 1297,83 $/h
Perdas do Sistema= 11,923 MW
Custo Limite no Barramento 3 =
= (1 - 0,0174)2,5477 = 2,50 $/MW h
Custo Limite no Barramento 5 =
= (1 + 0,0104) 2,5477 = 2,58 $/MW h
Custo no Limite para Exportação Incrementai:
Custo Limite de Troca =
= 0,4 ( 2,50 ) + 0,6(2,58)= $ 2,546/MW h
Com a' Troca de 50 MW
BARRA
* 3PtMENTO PMIN PMAX PG ÓTI L
N9 (MW) (MW) MA (MW) CUSTO l/PF 3Tk
1 80,0 400,0 366,4 863,06 0,9441
Gerador
2 60,0 300,0 197,6 569,43 0,9624
3 -20,0 0,00 0,9829 -0,0171
Ligação
5 -30,0 0,00 1,0120 +0,0120
TOTAL = 564,0 MW. P(EXPORTAÇÃO) ESPECIFICADA = 50,000 MW
PERDA DO SISTEMA = 13,976 MW.
CUSTO INCREMENTAL DO SISTEMA = 2,840640
Custo do Sistema = 1432,49 $/h
Custo limite de troca =
= 0,4x0,9829x2,841+0,6x1,012x2,841 = $ 2,842/MW h
Estimativa linear do Custo de Troca de 50 MW:
Custo Estimado de 50 MW =
|(2,546 + 2,842)(50) = $ 134,69/h
Custo Real baseado nos despachos:
Custo de 50 MW =
= (1432,49 - 1297,83) = $ 134,66/h
Transações de intertroca, tais como as ilustra -
das aqui, são comumente denominadas transações em duas par
tes. No arranjar transações de duas partes,os custos incre
mentais são ajustados para perdas de linhas ao ponto li
mite entre as duas partes. É habitual deixar um pequenodi-
ferencial de preço "tampão" entre o acréscimo de custo do
vendedor e o decréscimo do comprador ajustado ao limite.
O tampão destina-se a cobrir tais itens como inconsistên
cias, omissões, e incertezas quanto à fixação do preçode
cada parte.
Os exemplos citados tratam somente do custo da e-
nergia para a transação. Dependendo do tipo de transação,o
custo de energia pode, ou não, ser tudo o que esta envolvi
do na transação. Por exemplo, se "Energia Econômica" é com
prada, isto ê, energia ê comprada da reserva operante do
vendedor, então,esteacordo pode ser cancelado a qualquer
momento, dependendo das necessidades no sistema do vendedor.
Por outro lado, um acordo pode ser feito para
comprar energia firme, isto ê, energia que não ê retirada
da reserva operante do vendedor. Neste caso, um custo adicio
nal é levado em conta para a capacidade adicional requeri
da no sistema do vendedor para cobrir a transação.
Nossa discussão tem sido restrita à estimativa do
custo de intertroca com comprometimento de unidade fixo.
Isto ê, a intertroca tem sido considerada como realizan
do-se fora das reservas girantes do sistema. Este tipo de
intertroca tem sido denominado Economia tipo A. Quando
a intertroca requer mudanças no comprometimento das uni
dades (Intertroca Econômica Tipo B), os custos da inter
troca devem incluir os custos das partidas das unidades e
as mudanças nos custos de operação associados com as dife
rentes unidades em linha. O conceito de custo medio de ex
portação definido na equação 2.605 ainda se mantêm, desde
que o custo de exportação inclua o custo de produção com
exportação menos o custo de produção sem exportação. Os
custos associados com as partidas das unidades precisamser
estabelecidos por MWh de exportação.
BIBLIOGRAFIA
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Superposition" AIEE Transactions Part III, Power
Apparatus and Systems Vol.80, August 1961,pp. 827-831.
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4. H.H. Happ, "The Inter-Area Matrix: A Tie Flow Modelfor
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5. L.K. Kirchmayer/ "Economic Control of Interconnected
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6. H.H. Happ, "Multicomputer Configurations and DiakoptiJcst
Dispatch of Real Power in Power Pools", IEEE Transac-
tions, Vol.PAS-88, May 1969/ pp. 764-772.
APÊNDICE I
AJUSTE DE CURVAS DE ENTRADA-SAlDA E DE CURVAS DA TAXA IN-
CREMENTAL DE CALOR NOS DADOS DO TESTE DE ENTRADA-SAÍDA
Consideremos uma tabulação dos resultados do tes
te de entrada em MBTU/h , I, para a salda correspondente
em MW, P. Seja cada ponto do teste (Ij,Pj) para j = l,2-- N
definido pelas coordenadas de um plano dos dados experi
mentais. Definimos uma operação diferença no lado direito,
A, como se segue:
AI.
3 •j+i i .D ( 1-1 )
AP. = P. . - P. ( 1-2 )D D+l D
A. Verificação de Primeira Ordem dos Dados
Formemos a razão AI./AP.; esta razão deve tender pa-
ra uma sequência monótona crescente com "j" aumentando se
a curva de entrada-salda for convexa. Se as primeiras di
ferenças do lado direito forem utilizadas como inclinações,
então, a estimativa da curva entrada-salda entre os pontos
do teste vai ser linear.
Acréscimo Acréscimo Acréscimo
Ponto do de de Taxa de
teste Entrada Saída Entrada Saída Calor
j I .3 P .3 AI.3 AP . 3 AI./APj
MBTU/h MW MBTU/h MW MBTU/MW h
Capítulo 1 Unidade
1 1188 100 774 100 7,74
2 1962 200 810 100 8,10
3 2772 300 846 100 8,46
4 3618 400 882 100 8,82
5 4500 500 454,5 50 9,09
6 4954, 5 550
Capítulo 4 3 Unidade 1
1 1040 80 148 20 7,4
2 1188 100 380 50 7,6
3 1568 150 400 50 8,0
4 1968 200 420 50 8,4
5 2388 250 440 50 8,8
* 6 2828 300 460 50 9,2
7 3288 350 260 25 10,4
8 3548 375 292 25 11,68
9 3840 400
Capítulo 4 3 Unidade 2
1 785 60 231 30 7,7
2 1016 90 474 60 7,9
3 1490 150 430 50 8,6
4 1920 200 465 50 9,3
5 2385 250 245 25 9,8
6 2630 275 265 25 10,6
7 2895 300
Nota-se que todos os três exemplos de curvas passam
no teste de primeira diferença para convexidade.Modelos li
neares segmentados de entrada-saída podem ser desenvolvi -
dos a partir destas tabelas de primeiras diferenças/ le
vando às relações de entrada-saída.
I = Ij + (P-Pj) Alj/AP^-Pj < P < Pj+1 (1-3)
B. Modelos de Segundo grau
Uma curva de segundo grau pode passar através de
três pontos j, j+1, j+2 com coeficientes
1 = Xj0+ Fjl(p-pj> + Ij2(p-pj)2 (I-4)
I
I
para P . < P < p . „ 3 - - j+2
- AIj/APjl/íiPj + APj+1)
11 > AIj/APj ' APjIjj
(1-5)
(1-6)
Ou alternativamente, uma curva de segundo grau com incli
nação inicial especificada,Sj,pode ser ajustada aos dois
pontos j, j+1
I - Ij0+ Sj(p-p.) + IjjIP-Pj)' (1-7)
Para P . < p < P ... 3 - - 3+1
I., = (AI./AP. - S.)/AP. (1-8)
J J J J
Notemos que a inclinação do final do segmento ê
Sj+1 = S. + 2I.2AP.
= 2AIj/APj - Sj
(1-9)
Por escolha cuidadosa de podemos construir uma
curva de taxa incrementai de calor razoável para a unida
de. Exemplos vão ser desenvolvidos para o Capitulo 3, uni
dades 1 e 2. Notemos que o problema ê trivial para os dados da
unidade do Capitulo 1.
Aqui há um modo que tem funcionado com razoável con
sistência para o escritor, considerando que os dados te
nham sido ajustados e tenham sido testados para a convexi
dade :
Passo 1 - Ajustar uma parábola através dos primeiros
três pontos:
Unidade 1 Pt AP . 3 AI./AP. 3 : I12 Z11 S2
1 20 7,4 0,002857 7,3429 7,457
2 50 7,6
Passo 2 - Ajustar parábolas com inclinações adequadas
através dos pontos restantes utilizando a
formula S . , , = 2AI./AP.-S.D+l 3 3 3
Notamos que os Sj são valores tabulares das taxas
incrementais de calor nos pontos de saída de potência cor
respondentes, P j.
Pt p . 3 AI./AP. 3 3 s . 3 i—1 + •r-i
CO
1 80 7,4 7,3429 7,4571
2 100 7,6 7,4571 7,7429
3 150 00 o 7,7429 8,2571
4 200 00 8,2571 8,5429
5 250 CO00 8,5429 9,0571
6 300 9,2 9,0571 9,3429
7 350 10,4 9,3429 11,4571
8 375 ' 11,68 11,4571 11,9029
9 400 11,9029
Procedendo do mesmo modo para a Unidade 2
iiCMCMH (7,9 - 7 V0 O II O ,002222
S1 = A21 = 7/7 ” 0/002222 x 30 = 7,6333
pt P .D AI./AP. 3 3 s .D sj+i
1 60 7,7 7,6333 7,7667
2 90 7,9 7,7667 8,0333
3 150 8,6 8,0333 9,1667
4 200 9,3 9,1667 9,4333
5 250 9,8 9,4333 10,1667
6 275 10,6 10,1667 11,0333
7 300 11,0333
Os traçados da taxa incrementai de calor para estas duas
unidades geradoras são oferecidos na figura 1,71.
CAPITULO 3
TÓPICOS SOBRE A SEGURANÇA DA OPERAÇÃO
Seção 3.0 - Introdução
A finalidade deste capítulo ê de proporcionar um
breve resumo não só dos fatores que afetam a segurança da
operação, mas também das técnicas de estimativa de adequação
das condições de operação de qualquer sistema de potência
particular. Os tópicos tratados neste capítulo incluem os
limites de segurança, tais como os limites térmicos para as
linhas aéreas de transmissão, os cabos, o transformador, o
interruptor e barramento, e os geradores, bem como os li
mites de tensão do equipamento e os limites de transferên
cia da rede, para manter uma operação estável. Os métodos
de avaliação do desempenho da rede nas condições de con
tingência são considerados em termos de reserva de linha,
devida à perda da linha e perda do gerador, bem ccmo em termos da res
posta de tensão da rede, devida aos mesmos tipos de perdas.
Discutir-se-ã, em poucas palavras, as facilidades para a
avaliação de saídas programadas ou de contingências, tais
como fluxos de carga operadores.
Seção 3.1 - Regimes de Operação das Partes Componentes do
Sistema
Nesta discussão serão distinguidos os regimes dos
componentes e do sistema. Dois fatores significantes afetam
os regimes dos componentes. Um fator ê o limite térmico de
operação para os componentes,e o segundo ê o limite da ten
são de operação. Quando considerados como parte de um sis
tema , certos componentes, como as linhas, trazem restrições
adicionais aos regimes, tais como os limites de transferên
cia de operação para proteger a rede contra a instabilidade
e defeitos em cascata, na presença de distúrbios do sistema
Enquanto os limites de estabilidade, ou os limites de trans
ferência, são uma função do sistema, os limites térmicos são,
de costume, identificáveis com os componentes separados. A
determinação de regimes de operaçãopara os componentes de
ve levar em consideração quatro amplos aspectos:
a) a circunvizinhança, tal como a temperatura ambiente
e a velocidade do vento;
b) o mecanismo de transferência do calor que afeta a
elevação de temperatura como uma função da carga e
do tempo físico: a armazenagem do calor, a radiação,
a convexão, a condução;
c) a temperatura mãxima aceitável nas. condições nor
mais e nas emergências; e
d) a perda aceitável da durabilidade previsível do com
ponente para as condições de emergência, conforme ê
afetada pela freqüência e pela duração da emergência.
A natureza das condições de emergência relaciona-se
com as causas e com as medidas restaurativas ou remediáveis
disponíveis. Por exemplo, os circuitos de transmissão podem
alcançar, em alguns casos, um regime de emergência de 15 mi
nutos, ou de 24 horas e um regime normal ou continuo iden
tificado tanto para as condições do ambiente de verão como
de inverno. O regime de 15 minutos relaciona-se às açõespos
slveis nas estações de geração e nas subestações tripuladas
e na ligação remotamente controlada por supervisor;os re
gimes de emergência de 24 horas relacionam-se aos procedi -
mentos de restauração, tais como de subestação por intermé
dio de transformador movei, conserto da linha, etc. Os re
paros do transformador podem ser de uma duração muito dife-
rente daqueles citados para os circuitos aéreos. Por exem
plo, 'um conserto maior de transformador pode resultar numa
duração de emergência de seis meses, enquanto a substitui
ção de um grande transformador de transmissão por um sobres-
salente, pode ser na- ordem de um mês;o conserto de um defei
to de uma torre de transmissão pode precisar de uma semana;
uma contingência de perda com gerador, linha de transmissão
ou barramento, pode estender-se por um dia, enquanto uma e-
mergência,que envolve a perda de uma secção do barramento,
pode alcançar de duas a dez horas. Dois fatores entram em
consideração para o rigor de uma emergência. São eles: a) a
relação da duração da emergência com as maiores constantes
térmicas de tempo, visto que essas afetam as elevações de
temperatura no componente durante o período de sobrecarga,
e b) o risco associado com a emergência e com as tempera
turas mantidas acima do normal. Um condutor aéreo reage de
duas maneiras ao excesso de temperatura. Em primeiro lugar
hã uma expansão térmica normal que resulta numa maior fie -
cha entre os pontos de suspensão, reduzindo, assim, o espa
ço para os outros objetos e, em segundo lugar, hã um reco-
simento, ou alteração nas propriedades de resistência do
condutor, assim que acontece uma deformação suplementar
que leva a uma deformação residual e uma flecha residual na
sua volta às temperaturas normais. Por exemplo, o livro de
Referência de Transmissão de Distribuição Elétrica, publica
do pela Westinghouse, sugere que, para fins de projeto, tan
to para o condutor de cobre como' para o de ACSR, os limites
normais nas temperaturas totais sejam usualmente tomados co
mo sendo de 75°C; o uso deste valor tem dado uma boa per
formance ao condutor, do ponto de vista de recozimento,sen
do o limite de aproximadamente 100°Ç, pois, nessa tempera -
tura, o alumínio eo cobre começam a recozer. Em alguns ca
sos, as companhias elétricas projetaram para curtos perío
dos de emergência, tomando uma temperatura de mais de 125°C.
Se a duração for suficientemente curta, a exposição à alta
temperatura não alcança um grau prejudicial de cozimento e
de deformação. Uma lista de referências para projetos com
condutores aéreos ê oferecida na tabela 3.1 .
As temperaturas máximas permisslveis para desconec
tar chaves para emergências que duram 24 horas, ou menos,
foram fixadas em 110°C para as juntas mecânicas condutoras
e em 90°C para todas as peças nos comutadores fabricados pa
ra elevação de 30°C. Esses números excedem por 20°C as tempe
raturas máximas permisslveis normais. Mais uma vez, a ques
tão de recozimento e de deformação ocupam o primeiro lugar
na consideração de uma temperatura máxima permisslvel.
No caso dos sistemas de isolamento à base de óleo,
ou papel com oleo, ao estabelecer-se os limites de tempera
tura para a operação normal e a de emergência, devem ser le
vadas em consideração a cura (envelhecimento) térmica e a
decomposição química. Os sistemas de isolamento com papel
oleado passam pelas mudanças de envelhecimento e químicas,
cujo grau depende da temperatura de operação. Um modo prã -
tico, seguidamente citado, ê que a taxa de envelhecimento ,
acima de 95°C, dobra a cada 8°C de aumento de temperatura.
Depois da cura, o isolamento de papel perde a resistência
mecânica. Nos sistemas fechados, os produtos de decomposi -
ção, isto ê, a ãgua, o monóxido de carbono e certos hidro-
carbonetos, também podem provocar um aumento no fator de po
tência do isolamento. A deterioração da resistência mecâni
ca do papel foi estudada hã muito tempo e chegou-se à con
clusão de que a mesma obedece à lei de proporção de reação
química de Arrhenius, assim, pode-se fazer prediçoes razoá
veis da perda de resistência mecânica com a historia de tem-
peratura-tempo conhecida. Na base da perda de resistência
mecânica conhecida, foram desenvolvidas regras de carrega
mento para os transformadores de potência que permitem ci -
cios de carregamento com picos que excedem o regime nominal
da placa indicadora do transformador, dependendo da carga
média, da temperatura ambiente e do grau de perda da dura
bilidade permitidos pelo ciclo de carregamento. Os métodos
de classificação e de determinação do desempenho do trans
formador constam no Guia para Carregamento de Transformado
res de Potência, Guia USASI C57.92 para transformadores mer
gulhados em óleo, elevação media de enrolamento de 55°C, e
no Guia NEMA para carregamento dos transformadores com ele
vação media de enrolamento de 65°C, Deve-se notar que ambos
os guias baseiam-se na teoria da taxa de reação química de
Arrhenius e que o USASI C57.92 para os transformadores de
elevação media do enrolamento de 55°C são bem conservadores
comparando com o Guia NEMA para os transformadores de ele
vação media do enrolamento de 65°C. Consultar as figuras 3.
11, 3.12 e a tabela 3.11.
As temperaturas máximas projetadas de carregamento
e de emergência, para os cabos sólidos, impregnados de óleo,
isolados com papel e com cobertura de chumbo são especifica
das no Guia AEIC n9 1-68. Por exemplos A temperatura máxima
do condutor, ou ponto quente do condutor, ê limitada para
95°Ç, para o condutor múltiplo blindado e para o cabo de condutor
simples com tensão nominal de 9kV de fase-a-fase, ou menos.
Uma operação de emergência para curtos períodos de tempo ê
permitida, a 115°C. Esses valores aplicam-se nas seguintes
condições: - Para as cargas normais, "essas temperaturas má
ximas (sempre na parte real mais quente da linha ou do cir
cuito) podem ser usadas nos cálculos de ampacidade, quando
for conhecida uma informação adequada sobre as característi
cas térmicas gerais dos arredores do cabo, de modo a asse
gurar que essas temperaturas não serão excedidas. Na ausên
cia dessa informação, as temperaturas permisslveis do con
dutor devem ser reduzidas de 10°C, ou de acordo com os da
dos disponíveis". - Para a operação de emergência, "as tem
peraturas de emergência" são baseadas nas seguintes suposi
ções: a sua aplicação não excederá um máximo de 3 períodos de emergên
cia em quaisquer 12 meses consecutivos, nem um máximo de um período de
emergência por ano, tomado por media sobre a vida útil do cabo; a du
ração máxima de cada período de emergência não excederá 36 horas.
Deste modo, resumindo, a ampacidade ou a capabili-
dade em MVA dos componentes, sejam eles uma linha aérea, um
equipamento terminal, um cabo, transformadores ou equipamen
to interruptor de circuito, dependem geralmente de tempera-
turas de operação seguras, as quais, em circunstâncias nor
mais, resultarão num desempenho satisfatóriodo equipamentcy
durante longo período de tempo (30 a 40 anos). Junto aos re
gimes normais, geralmente estão vários regimes de emergên
cia, ou um procedimento de carga, no caso de aparelhos mais
complexos, tais como transformadores. 0 procedimento de
carga reflete a história do carregamento, recentemente pas
sada, as condições de temperatura ambiente e as constantes
térmicas de tempo para o equipamento. O estabelecimento de
regimes de emergência leva, geralmente, em consideração:
a) A resposta de temperatura do equipamento à sobre
carga- tempo
b) O risco de ocorrência de uma dada condição de so
brecarga
c) A duração provável da condição de emergência que
causa a sobrecarga.
Em consideração ativa em algumas aplicações, esta
a medição das temperaturas do ponto mais quente do oomponen-
te para o uso no carregamento e na ação de controle de car-
• ga. Por exemplo, dá-se uma séria importância ao controle de
temperaturas do transformadores de transmissão, mais impor
tantes ou mais destacados, bem como ao controle dos cabos
subterrâneos de transmissão mais importantes para uso no es
tabelecimento de procedimentos de operação, que reflitam
os ambientes imediato e de operação para o componente. Por
exemplo: leva-se em consideração a medição da corrente de
carga do transformador e a temperatura máxima de óleo do cu
me do transformador.
De posse dessas informações, cuidadosamente exami
nadas em base periódica, pode-se predizer a tençeratura do ponto
quente do enrolamento, quando a elevação do ponto quente do enrola-
mento sobre o óleo do cume ê conhecida em alguma condição particular
de carga, tal cano a carga nominal constante da chapa indicadora.A e-
levação do ponto quente acima da temperatura ambiente na carga"k" por
unidade, ê igual â sana da temperatura do óleo do axne mais a e-
levação da bobina acima do óleo do cume, A elevação da bobina ê
uma função da perda i^R elevada a um expoente "n". (î R)n
j— PERDA DE DURABILIDADE EM % POR HORA
CURVAS DE PERDA DE DURABILIDADE DO ISOLAMENTO
MODELO DE TEMPERATURA DO ENROLAMENTO DO
TRANSFORMADOR DE POTÊNCIA
O ponto mais quente de enrolamento, 0^g
o. „ = 0 + 0 + ehs a o g
0 = temperatura ambientedi
Qo = eleva9ao da temperatura do óleo de cume, sobre o ambiente
9o * (V V 11 - e'tA) + «i
0^ = Temperatura do õleo do cume em t = o
0u = Limite de temperatura mãxima de õleo do cume para a da
da carga e ambiente
0U = 0fl[(K2R+l)/(R+l)]n
0 = Elevação do ponto quente do enrolamento sobre o õleo
do cume
0g = ©g(f1)K2n
K: unidade de carga
j,
2 "R: 1 ^ Rf q/ Perda sem carga
~0,8 autoarrefecido, OA
n:
'1,0 FOA
x constante térmica de tempo
_ rLimite de mudança de armazenagem de calor y
T ^Mudança nas perdas totais
Em aditamento aos limites térmicos nos componentes
há, naturalmente, limitações práticas na operação dos equi
pamentos em condições anormais. Os exemplos incluem a ope
ração em sub ou sobrefreqüência, operação com carga dese
quilibrada e a operação além dos limites de tensão. Deixan
do de lado as limitações obvias de isolamento na tensão de
operação dos componentes, também deve-se levar em conside -
ração o impacto que a operação, fora dos limites da tensão,
terá nas perdas e nas temperaturas resultantes para o equi
pamento elétrico. Por exemplo, ê normal que se fixe o limi
te da tensão de operação, na freqüência nominal para os
transformadores de potência, nos 110% de tensão nominal no
enrolamento primário com cargas de fator de potência retar
dado. Além da excitação de 110% poderá haver um aumento mar
cante nas exigências da corrente excitadora para o transfor
mador e um aumento substancial no campo excitador resultan
do em aumentos de perdas de dispersão em várias estruturas
de aperto e de suporte nas bobinas e no núcleo do transfor
mador. Essas perdas de dispersão podem causar o aquecimento
excessivo de certas partes do isolamento e da estrutura de
suporte das bobinas do transformador. Um exemplo desse ti
po surge com o prê-aquecimento do gerador, ou com a prê-fa-
diga durante a operação da partida. Por exemplo: se o equi
pamento de regulagera for deixado na tensão normal ou nomi
nal > quando o gerador estiver girando mais lentamente do que
a velocidade nominal, a exigência real de fluxo no transfor
mador de elevação da voltagem do gerador, será bem maior do
que o fluxo de crista nominal. Essa condição de operação
provoca a elevação das perdas de dispersão e de superaquecjL
mento, e resulta em falha de isolamento em certos transfor
madores de elevação da voltagem do gerador. Da mesma forma,
as tensões de operação excessivas no equipamento de prote
ção, tais como pára-raios, podem resultar na falha do com
ponente, devido à inabilidade de suportar a sobretensão que
segue as supressões. Por outro lado, a operação com ten
são reduzida pode causar dificuldades para a tração indus
trial e, naturalmente, pode reduzir os limites na capabili-
dade de transferência.
Em aditamento aos limites nas cargas de componen -
tes, existem, freqüentemente, limites de transferência nas
combinações de circuitos. Estes limites são postos para man
ter a estabilidade do sistema nas condições de transferên
cia de potência em condições de distúrbio, tais como nas
falhas do sistema ou na perda de geração. Nesse caso,os li
mites de transferência nos grupos de circuitos podem ser
postos abaixo dos limites térmicos de carregamento,para pro
teger o sistema durante as possíveis condições de distúrbio
Assim sendo, costuma-se prover monitores de carre
gamento como uma parte de operações de despacho e, particu
larmente, nos centros de controle de energia, para prevenir
a operação com carga, perto dos limites térmicos ou perto
dos limites de segurança de transferência. É um habito co
mum prevenir-se quando a carga, num circuito ou componente
particular, chegar dentro de 85 a 90% do seu limite, jã quê
para preservar a segurança do sistema, deve-se proceder às
alterações do despacho ou a outras ações de controle de carga. E-
xemplos de funções do tipo monitor são a "segurança do sis
tema" e o "monitor de megawatt" usados tanto pelo Pool de E-
nergia de Nova York como pelo Centro de Controle de Inter
ligações PJM.. As funções do monitor de megawatt são ilustra
das nas tabelas 3.2 e 3.3. Mais sobre os programas de segu
rança serã revelado na próxima seção, referente â analise da
contingência para avaliar a capabilidade de reserva, tanto
na capabilidade de transferência como na capabilidade de
pick-up de carga nas unidades geradoras.
TABELA 3.1
ARTIGOS SOBRE A PERDA DE RESISTÊNCIA DO CONDUTOR E O EFEITO
DE DEFORMAÇÃO GRADUAL
1. The Aluminum Association, Aluminum Electrical Conductor
Handbook.
2. F.M. Fullerton, R. Sheridan, E.S. Zobel, "Evaluation of
Conductor to Ground Clearances for Normal and Emergency
Operations at Elevated Temperatures", IEEE Paper 71CP169-
-PWR .
3. G.A. Davidson, P.R.H. Landrieu, T.E.Donoho, R .T .McElhaney
and J.H. Saeger, "Short-Time Thermal Ratings for Bare
Overhead Conductors", IEEE Paper 68TP69-PWR.
4. G.M. Beers, H.W. Lis, S.R. Gilligan and J.M. Schamberger,
"Transmission Conductor Ratings1', IEEE Trans. Power Appa-
ratus and Systems Vol. 82, pp. 767-772.
5. J.R. Harvey, "Effect of Elevated Temperature Operation on
the Strength of Aluminum Conductors", IEEE Paper T72 189-4.
6. J.R. Harvey and R.E. Larson, "Creep Equations of Conduc
tors for Sag-Tension Calculations", presented at IEEE
Winter Power Meeting, New York City, february 1972.
7. W.B. Howitt and T.E. Simpkins, "Effect of Elevated Tem
perature on the Performance of Conductor Accessories",
presented at IEEE Winter Power Meeting, New York City,
february 1972.
8. J. Endrenyi and N.J. McMurtrie, "Determination of Con
ductor Ampacity by Digital Simulation of Load, Weather
and Ageing History", CIGRE Paper N9 23-04.
9. J.R. Harvey, "Creep of Transmission Line Conductors",
IEEE Trans. Power Apparatus and Systems Vol. 87, pp.281-
286, abril 1969.
10. J. R. Harveyand R.E. Larson, "Use of Elevated Tempera
ture Creep Data in Sag-Tension Calculations", IEEE Trans.
Power Apparatus and Systems, Vol. 88, pp. 380-386, march
1970.
11. Alcoa Conductor Engineering Handbook, Section 8, 1961.
Capítulo 3 Tópicos Sobre a Segurança da Operação
TABELA 3.2
SEGURANÇA DQ SISTEMA
Sistemas de monitores para:
- Desvios de freqüência
- Desvios de freqüência do programa
- Desvios da linha de interconexão do programa
- Mudança significativa na produção da estação
Para desvios excedendo os limites:
- Aciona o alarme
- Examina as linhas de transmissão com monitor pa
ra sobrecarga
- Reporta a condição do sistema ao despachante
- Analisa o sistema para formação de ilhas
- Registra os dados do sistema.
TABELA 3.3
MONITOR MEGAWATT
Sistema de monitores para:
- Linhas de transmissão excedendo os limites
- Sub-ãreas excedendo os limites de transferência
- Condições de reserva instantânea
- Erros dos dados de entrada
Simula:
- As contingências da linha e do gerador e detecta
as linhas excedendo os limites
Para cargas excedendo limites:
- Aciona o alarme
- Analisa o sistema para mudanças de geração que
aliviarão as sobrecargas
- Transmite as condições do sistema e as mudanças
de geração ao despachante
- Registra os dados do sistema
Seção 3.2 - Fatores de Distribuição - Mudança de Geração
Freqtientemente deseja-se saber como a corrente da
rede de transmissão e o fluxo de potência podem mudar em
conseqílência de mudanças de geração, mudanças na posição de
derivação do transformador, ou em conseqüência da remoção ou
inserção de um ramo ou de um elemento de derivação na rede.
0 método do fator de distribuição tem sido usado durante mui
to tempo para fornecer estimativas a respeito de tais raudan-
ças^ Evidentemente, o método mais preciso e mais direto pa
ra determinar estas mudanças ê o que utiliza a analise do
fluxo de potência (fluxo da carga). Pela comparação dos ca
sos de base e de mudança, o impacto de uma mudança pode ser
acuradamente avaliado, pelo menos, tanto quanto as condições
do caso base se adaptam ao problema presente e uma vez que
o caso da mudança represente as condições mudadas. Cedo foi
usado o fluxo de carga para formar os fatores de distribui
ção GKL_g ^ue meãiam a mudança no fluxo do circuito KL,de
vida a uma mudança na geração da barra de referência à bar
ra, de gerador "g", como estã ilustrado na figura 3.21.
A19
Para condições normais de tensão d^ rede elétrica,
os fluxos var da linha são de importância secundaria, con-
seqüentemente, as constatações do fluxo da linha eram fre-
qüentemente dedicadas ao fluxo de potência da linha,e os fa-
tores de distribuição da mudança de geração eram desenvol
vidos para as condições do caso base, expressando a mudança
por unidade pela mudança de geração, a partir da barra de
referência ate a barra de geração especifica:
JKl-g
APKL
AP. (3.201)
Tais fatores de distribuição da mudança de geração
podem ser determinados por meio de pequenas e decrescen
tes mudanças através do uso do modelo de barra Z da rede e-
lêtrica. As tensões E da barra do caso base e as correntes
de injeção I são representadas por
(Ê - ÊR) = [Z] í (3.202)
onde
[Z] = [Y]_1 , (3.203)
[y ] ê a matriz de admitância da barra e ê o fasor de ten
são da barra de referência. Se uma mudança na injeção da
corrente A í for impressa sobre a rede, então, uma mudança
na tensão da barra A Ê deve aparecer orientada por uma re
lação similar
AE = [Z]AI
Para a barra K, a influência de uma mudança
na barra g aparece como segue, supondo que todas as
correntes de carga e de gerador são constantes.
AÍgoutras
AEK = ZKgAIg (3.204)
onde z ê o elemento de [z] na fileira K, coluna g.
De modo semelhante para a barra L,
AEt = ZT AI L Lg g (3.205)
Como uma nota ao pê da pagina, podemos dizer que a
hipótese de injeções de barras constantes pode ser mudada
por admitâncias de derivação de barras equivalentes e cons
tantes. Somente em analogias de fluxo de tensão "d.c." ou
linear pode a potência constante ser preservada.
A mudança de corrente no ramal da serie KL, AÍKL
ê dada por
a*kl â r k “ a®l ̂ ^ zk-l (3.206)
onde Z ê a impedância em serie do ramal que liga K a L . K—L
Substituindo os valores para AÊV , AÊT de 3.204 e 3.205 emJ\ 1j
3.206, resulta
Aí = (Zr9 " Zl2- Aí
KL ZK-L ^
(3.207)
O fator complexo de distribuição da corrente ÍGKL_g ê sim
plesmente
IG.KL-g
AÍKL = ZKg~ZLg
AI. K-L
(3.208)
Desta forma, a mudança na corrente do ramal KL sobre um ca
so de referência ê dada pela adição fasorial complexa.
Nova I = base Í__T + (IGVT ) (Aí )KL KL KL-g g (3.209)
As expressões 3.206 e 3.207 são exatas para inje -
ções arbitrarias de corrente AÍ^ e o fator complexo de dis
tribuição de corrente ÍGKL_^ depende somente da configura -
ção da rede, das impedancias e da seleção da barra de referên
cia. Os fatores de distribuição ÍG não são influenciados
pelas condições do fluxo de potência da base. Desta manei -♦ ~ra, dado um estado "on line", os fatores de distribuição de
corrente podem ser usados para prever os efeitos da mudança
de geração.
Exemplo 1
Determinar a distribuição da corrente devida â in
jeção de corrente, na barra 2, na seguinte rede de três bar
ras:
BARRA 2 E2
BARRA 1
*1 El
/
N ro
II <—
. 0
__
__
1
» J ° > 2
Z 2 . 3 = j ° , 0 5
1 3
/
‘ | ______
BARRA 3 E3
Notemos que a rede não tem nenhum elemento de deri
vação ligado ao solo (foram cortados e substituídos por in
jeções de corrente fixas equivalentes). Tomando a barra 1
como ponto de referência a aplicando a injeção de corrente,
as relações de tensão de barra são como segue:
xi = ^ e f " - (I3+I2>
12 = ( E ^ E ^ / Z ^ + (E2-E3)/Z2_3
13 = (e 3-e 1)/z3_1 + (e 3-e 2)/z2_3
O U
-j30 + j20
+j20 - j25
Resolvendo para E, em termos de I
/ w
M U 3 -E1
E2"El\
E3-ElJ
Para estabelecer o efeito de uma mudança ém injeção
de corrente da barra de referência para uma das outras bar
ras, consideremos uma injeção AI2 de 1 amp na barra 2 e -1
amp na referência. Primeiramente, encontrar o efeito desta
injeção nas tensões de barra. Sendo AE2 a mudança na tensão
de barra 2 relativa à barra da referência
A E 2 = Z22AI2 = ^14 X 1
Da mesma forma
AE3 = z 3 2 A I 2 = ^ 3 5 X 1
Em segundo lugar, encontrar o efeito desta injeção
sobre as correntes do ramo. Sendo ^ 2 - 3 0 efeito de AI2 so”
bre o fluxo do ramal 2-3
AI2-3 = (AE2-AE3)/Z2-3
(Z22~Z32)AI2^Z2-3
= 2/7 AI2 = 2/7
onde, com base na figura, a impedância do ramal ^2 - 3 = j0,05.
De modo semelhante,
Al2-1 “ AE2/Z2-1 Z22/Z2-l AI2
= 5/7 AI2 = 5/7
ai3_1 AE3/Z3_1 Z32^Z3-1 AI3 2//?
Notemos que a relação da corrente no ramo, para in
jeção de corrente na barra, define um fator de distribui
ção da corrente, IG;
IG23-2 =(z22-Z32)/Z2-3= 2^
onde I&23-2 a a fraÇao da corrente de injeção da barra . 2
que flui no ramal 2-3. De modo semelhante,
e
IG21-2 = (z22) /Z2_1 = 5/7
IG31-2 Z32/Z3-1 * 2/7
Antes do advento do estimador do estado de fluxo
de potência, o fluxo de carga em linha e/ou as medidas do
ângulo da fase da barra em linha, havia a necessidade de pro
videnciar meios escalares para predizer o impacto das mudan
ças de geração. Isso era feito predizendo a mudança na po
tência real do circuito com mudança na geração, como ficou
ilustrado em 3.201 . Meios analíticos para avaliar estes fa
tores de influência ou fatores de distribuição da mudança de
geração, têm sido empregados com sucesso dentro dos limites
de aproximação utilizados. O método procede diretamente dos
fatores, analiticamente exatos, de distribuição de corrente:
-i-** j w y ̂ n-'
dada por
§g = (Êr + V V (3'210)
onde í * ê o complexo conjugado do fasor da corrente de in
jeção da barra I . De modo semelhante, o fasor complexo da
potência, que entra no ramal serie KL em K, é
KL * <Er + V I * KL (3.211)
onde
KL r (Sk i > (3.212)
Agora, considerando a pequena injeção de corrente
AIg: para a primeira ordem, a mudança no fasor da potência
injetada na barra g ê
ASg a (Êr+ Êg) Alg* (3.213)
e, de modo semelhante, para a primeira ordem no ramal sé
rie KL
ASKL (Êr + V AlKL* (3.214)
Dal, de 3.212, 3.213 e 3.208
SG ASKL Er+EK -. = — — = (— — - ) (ig* )
KL“9 AS fi +fi KL“9)g r g
(3.215)
Notemos que, estritamente falando,a relação da mu
dança de potência no ramal KL, para a potência injetada na
barra g, não ê a parte real de Sg,,t , mas ê mais ou menosI\1j—ÇJ
. , r (aSk l > , « H V g K)as*K W )Alq*)
KL"9 R(ü5 ) R((Ê +E ) 41 *)9 r y y
(3.216)
Costuma-se selecionar AÍg de tal forma que a magnitude de
Êr+Èg permaneça constante. Isso significa que, geralmente ,
não é possível simplesmente mudar a potência do gerador sem
uma mudança compensatória na excitação do gerador(injeção
var) para manter a tensão.
Uma técnica padrão para manter constante a tensão
da barra ê requerer que, para pequenas mudanças na potência
do gerador,AP, a mudança nos vars do gerador seja -jsAP, de
tal forma que
AIg (1-js) AP/(ĝ *+ (3.217)
O coeficiente s ê escolhido para adequar AQ/^p pa
ra magnitude constante da tensão da barra. Admitindo que
Aotg seja o avanço da fase de AÍ^, com respeito a Êr + ,
admitamos que e ò sejam os ângulos da fase das tensões
& 9das barras "g" e "K", respectivamente, e que seja o ân -
guio na forma polar do fator de distribuição da corrente com
plexa, 3.208.
Então, 3.216 se reduz â expressão
E + Ej
‘W r - n r - r , 'igkl|e +1 r
[COS((̂ K ~ ^ + gKL~Aaq}
Cos (Aag)
(3.218)
Ora, normalmente, a relação das- tensões da barra não di
fere da unidade por mais de + 10%. Alêm disso, para as re
lações de ramo X/R de 3 ou mais $KL * 0 ou n . Se a diferen
ça da fase da barra <í>K-<f>g for pequena, então, justifica-se
a utilização dos fatores de distribuição de corrente para
fazer uma estimativa dos fatores de distribuição da mudança
de geração. Esta ê uma hipótese comumente empregada para os
2modelos de mudança de geraçao com objetivos de despachos .
Um paralelo muito semelhante pode ser feito com as
aproximações "d-c” ou aproximação dos ângulos-potência usa
das para modelar os fluxos de potência da rede.
Por exemplo, consideremos a forma que a fórmula
3.211 assume, se for admitido
a) pequenas diferenças de ângulo entre as barras 0 -0 < .2K L
b) r k-l/z k-l -* 01
c)* lêr + êk I = 1, 0 pu
Notemos ^ue *KL “ (êK% - ê l > ' V l
então, SKL = (fir ♦ ÊK> (SK-ÊL»* / ZK-L
Mas, Ê + r ÊK = 1 *1 + j$K
e ÊK - fiL" j t»K- * L >
também ZR_L « jXR_L
Portanto, PRL = R(SRL)
= R((l+j$R)($r -$l )/Xr_l)
A injeção de potência da barra K, PR ê
PK = ^PKL
L/K
$K bKK + bLK
L^K
onde bRR = J]l/XL_R
L^K
e LK ■ W w
na forma matricial
(P) = [B] ($)
onde (P) e ($) são os vetores de colunas das injeções de po
tência e dos ângulos da fase da barra, respectivamente, e
[b ] ê a matriz dos termos de suscetância bLR.
Notemos que ê costume apagar a injeção de potên
cia na barra de referência e o ângulo de fase da mesma bar
ra dos vetores de coluna, desde que o ângulo de fase da bar
ra de referência seja fixo e geralmente marcado com o valor
zero. Dessa forma, numa rede de N barras, [b ] êdimensionado
(N-l) x (N-l).
Fator de distribuição da mudança de geração - Exemplo 2
Consideremos a seguinte aproximação para uma rede
de transmissão de extra-alta tensão, como estã demonstrado
na seguinte figura:
A figura acima mostra um sistema puro de 345 kV re
presentado pelas reatâncias da linha. (Os efeitos do carre
gamento da linha sobre as tendões da barra podem ser acura
damente incluídos nas computações, mas aqui foram excluídos
para simplificar). As cargas ativas e reativas, e a geração
de potência ativa programada são indicadas. A solução do
fluxo de potência para esse caso estã ilustrada na tabela
3.21 com a barra 1 como referência. Notemos, nesse exemplo
simplificado, que os elementos em derivação da rede foram
substituídos por injeções de corrente equivalentes. A matriz
de admitância da barra [y ] e a matriz de impedância da bar
ra [z] são ilustradas nas tabelas 3.22 e 3.23, com a barra
1 como barra de equilíbrio,e o solo como referência.
SAÍDA DA SOLUÇÃO ITERATIVA DO FLUXO DE CARGA
TABELA 3.21
F R 0 M M A G . A N G . T 0 M A G . A N G . P Q
B U S V V B U S I I
1 1 . 0 0 0 0 . 2 2 . 2 1 8 - 2 8 * 9 1 * 9 4 3 1 . 0 7 1
3 1 . 2 1 5 - 2 9 * 6 1 * 0 5 7 0 . 6 0 0
2 0 . 9 4 3 - 7 . 1 0 1 1 2 . 2 1 8 1 5 1 . 1 - 1 . 9 4 3 - 0 . 7 7 6
3 0 . 8 8 1 - 3 0 . 2 0 . 7 6 4 0 . 3 2 6
4 0 . 9 7 7 - 2 9 . 2 0 . 8 5 4 0 . 3 4 6
5 1 . 8 7 0 - 2 9 . 9 - 1 . 6 2 5 0 . 6 8 3
3 0 . 8 9 3 - 1 6 . 5 0 2 1 1 . 2 1 5 1 5 0 . 4 - 1 . 0 5 7 - 0 . 2 4 6
2 0 . 8 8 1 1 4 9 . 8 - 0 . 7 6 4 - 0 . 1 8 6
4 0 . 5 8 5 - 2 0 . 0 0 . 5 2 1 0 . 0 3 2
4 0 . 8 9 2 - 1 7 . 6 2 7 2 0 . 9 7 7 1 5 0 . 8 - 0 . 8 5 4 - 0 . 1 7 4
3 0 . 5 8 5 1 6 0 . 0 - 0 . 5 2 1 - 0 . 0 2 2
5 0 . 2 0 3 - 3 2 . 5 0 . 1 7 5 0 - 0 4 6
5 0 . 8 8 1 - 2 0 . 6 8 6 2 1 . 8 7 0 1 5 0 . 1 - 1 . 6 2 5 - 0 . 2 6 3
4 0 . 2 0 3 1 A 7 . 5 - 0 . 1 7 5 - 0 . 0 3 7
TABELA 3.22
[ Y ] =
Barra
2
3
4
5
-j36,llll
j 5,555
j 5,555
j 8,333
j 5,555
-j43,055
j33,333
0
j 5 , 5 5 5
-j33,333
j 8,333
0
j 4,166
Matriz de Admitância da Barra
-j43,055
j 4,166 -j12,4999
TABELA 3.23
Barra Z MATRIZ
1 0 0 0 0 0
2 0 j0,05057 jO,03774 jO,04031 jO,04016
3 0 j0,03774 j0,08918 j0,07889 j0,05145
4 0 jO,04031 j0,0789 jO,09518 jO,05859
5 0 jO,04716 j0,05145 jO,05858 jO,13103
Matriz de Impedância da Barra
Uma tabela dos fatores de distribuição da corren
te (equação 3.208), para injeções na barra 2, ê oferecida na
tabela 3.24. Os elementos da matriz de impedância da barra
são obtidos da tabela 3.23.
TABELA 3.24
Injeção
da Barra De Para
Elementos da Ma
triz de Impedân-
cia da Barra
Impedância
do Ramo
Fator de Dis
tribuição da
Corrente
g K 1 ZKg Z-,ig ZK-1 IGKl-g
2 2 1 j0,0506 - j0,06 + 0,843
2 2 3 j0,0506 j0,0377 j0,18 0,072
2 2 4 j0,0506 j0,0403 j0,18 0,057
2 2 5 j0,0506 j0,0471 j0,12 0,029
2 3 1 j0,0377 - j0,24 0,157
2 3 4 j0,0377 j0,0403 j0,03 - 0,086
2 4 5 j0,0403 j0,0471 1,24 - 0,028
Construção de Fatores de Distribuição
de Mudança de Geração
Exemplo 3 - Tratamento dos Elementos em Derivação de Impe-
dância Fixa
^Consideremos o exemplo numérico apresentado na fi
gura III-Í, do Apêndice III, do Capitulo 1 "Conceitos de 0-
peração Econômica”. Neste exemplo, o carregamento da linha
forma o elemento em derivação fixo para ilustrar os pontos
de interesse. Escolhendo a terra como referência,pode-se ex
pressar a relação entre o fasor das tensões de barra e as
correntes de injeção, como:
(I) = [Y] (E)
onde (I) e (E) agora são vetores de coluna 6x1 ,e Y ê umama-
triz complexa 6x6, cujas partes reais e imaginarias, G+jB ,
são mostradas nas tabelas 3.25 e 3.26, respectivamente.
A relação inversa, envolvendo Z
na seguinte expressão, na qual X]3arra e R
tabelas 3.27 e 3.28, respectivamente.
barra'
barra
ê mostrada
são dadas nas
(E) Jbarra (I)
A próxima tarefa ê investigar o impacto de uma in
jeção de corrente AIg na barra g, com uma mudança comple
mentar na barra 1. Seguiremos o mesmo procedimento dos dois
primeiros exemplos desta seção. O impacto sobre a tensão da
barra 2 ê:
= zLg AIg + ZL1 (_AIg)
= (z_ - zT1) AILg LI g
e para a barra 1:
^ 1 = (zlg - zll) AIg
Notemos que o potencial da barra 1 muda com as in
jeções em g e em 1. Agora, a corrente no ramo K-L, devido à
injeção AÎ . em g e -AÎ . em 1, torna-se:
AIKL = ((zKg “ ZK1) “ (ZLg” ZL1)}* AIg/ZL-K
Entãot o fator de distribuição da corrente é
*GKL-g *zKg“ “Kl - zLg + ZLl>'Zr.-L-K
e percebe-se que essa expressão difere de 3.208 pelo apare
cimento de elementos de impedância mutua entre as barras K
e L e a barra de referência (1).
Encontra-se o fator de distribuição da corrente
para a linha 4-5, ocasionado por uma injeção na barra gera
dora 2: K=4, L=5, g=2
* * I45-2 (Z42 " Z41 " Z52 + Z51)/Z4-5
Da figura III-l
z4«5 = 01014 + j 0 #14
Das tabelas 3.28 e 3.27
r42 = -0/00241 x,~ = 0/80872 42
r41 = ~°'00077 X/ll = 0/82565 41
r52 = -0/00077 X52 =
r51 = -0/00241 xcl = 0/80872 51
Conseqüentemente,z,0 - z A1 - zco + zc1 = -0/00328 + j0/03386 42 41 52 51 J
Portanto/ .
I45-2 = “ (°/°0328 + j0,03386)/(0,014 + jO,14) =-0,242
Ignorando a corrente da carga, teríamos esperado
I45_2 = “I/4'# conseqüentemente, neste exemplo, o efeito da
corrente de carga ê relativamente menor.
Podemos definir uma nova impedância
Z.^ = Z, " z, T Kg kg kl
formada pela subtração da primeira coluna de [z] de todas
as outras colunas de Z. O resultado dessa subtração esta i-
lustrado na tabela 3,29 para r ^ e 3,30 para . Agora, o
fator de distribuição da corrente aparece assim:
ÍGKL-g = (zKg) ~ ZLg))//ZL-K
Cuidado: não ê matriz da impedância da barra, formada
com a barra k como referência. Notemos que a tensão da bar
ra 1 muda com a corrente injetada nas barras 2 a 6.
G MfiTRIX 2.12100 -0.70700 -1.41400 fi.00000 Õ.00000 0.00000 0.000
-0.707O0 2.12100 3.00000 6.00000 0.00000 -1.41400 -l.klk
-1.41400 0.00000 2.32006 -1.41400 0.0OOÔ0 0.00000 0.000
0.00000 0.00000 -1.4140Õ 2.12100 -0.70700 0.00000 0.000
0.00000 0.00000 0.00000 -0.70700 2.12160 -1.414O0 -l.hlk
0.00000 ,-1.41400 0.00000 0.00000 -1.41400 2.82860 2.828
TABELA 3.25
B MfiTRIX -21.43560 7.07600 14.14000 0.00000 3.00000 0.00603
7.07060 -21,43500 0.06000 Ü.00000 0.00000 14.14000
14.14000 0.00000 -23.43006 14.14000 0.00000 0.00000
0.00000 0.00000 14.14000 -21.43506 7.07000 0.00000
0.90060 0.00000 0.00000 7.07000 -21.43506 14.14000
0.00000 14.14000 0.00000 0.00000 14.14006 -23.43600
X MflTRIX
0.S7749 0.82583 0.34712 0.32565 0.80372 0.81308
0.82533 0.87749 O.31300 8.30872 0.32565 0.84712
0.34-12 0.81300 0.37753 0.34712 0.813Õ0 0.80876
0.32565 0.8G372 0.84712 0.37749 0.82533 0 . S I 300
0.30372 Õ.32565 0.313Ü0 0.32583 0.87749 0.84712
0.813Ô0 0.34712 0.3Õ376 y.81300 0.84712 0.87753
TABELA 3.27
R MfiTF.IX
0.G0435 -0.00074 0.00134 -0.00077 -0.0O241 -0.0Õ199
-0.60374 0.00435 -0.00199 -0.00241 -8.0C077 0.80134
0.0O134 -0.00199 C .00435 0.0O134 -0.O0199 -0.00240
-0.03077 -0.00241 0.00134 0.00435 -0.0G074 -0.00199
-0.00241 -0.O0077 -O.00199 -0.00074 0.00435 0.00134
-0.80199 O.00134 -0.0024O -0.03199 0.O0134 O.0O435
TABELA 3.28
BUS 1 hS REFEPENCE
NEW R íífiTRIX
0.00000 -0.00508 -0.00301 -0.00512 -0.00675 -0 .00633
0.00000 0.005OS -0.00125 -0.00167N -0.00003 0.00207
0.00000 -0.00332 0.00302 0.00000 -0.00332 -0.00374
0.00000 -0.00164 0.00211 0.00512 . 0.00003 -0.Õ0122
Ô.00000 0.00164 0.00042 0.00167 0 . 0 0 6 ^ 0.08374
0.00000 0.00332 -0.00041 0.00000 0.GO333 0.ÕO634
TABELA 3.29
KEIfí X rfiTRIX
0.00000 -0.05167 -0.03037 -3.05134 *0.06377 -Õ.06449
0.00000 0.05167 -0.01232 -3.01710 -0.00017 0.Õ2130
0.00000 -0.03412 0.03840 0.00000 -O.03412 -0.O3337
0.00000 -0.O1693 0.02147 Õ.05134 0.00017 -C.01265
0.08800 0.O1693 0.O0428 0.01713 0.06877 0.O384O
6.00000 0,034:2 -0.08425 0.Ô8080 Õ.03412 0.06453
Seção 3>3 - Fatores de Distribuição - Salda de Ramo
A redistribuição de fluxos, devida à perda de um
circuito, pode ser predita pela superposição. Nòvamente, o
método ê exato para redistribuição da corrente e aproximado
para a redistribuição da potência. Vamos ilustrar, agora, a
perda de um circuito no interior da rede. Presume-se que o
circuito particular não fornece carga radialmente conectada
nem geração radialmente conectada. Notemos que tais aconte
cimentos que causam a redistribuição de geração ou de carga
requerem um modelo de distribuição de mudança de geração,pa
ra representar as condições que seguem a perda do circuito.
Essa condição serã discutida na seção 3.4 com a aplicação de
fatores de distribuição.
Aqui estã uma ilustração do impacto da remoção de
uma ramificação em serie, no interior de uma rede. Conside
remos o esboço, figura 3.31, no qual a ramificação em serie
r, s foi identificada para remoção. Vamos admitir que, se
guindo a remoção da ramificação, as correntes de injeção da
barra do gerador permanecem constantes. Como no caso da mu
dança de geração, varias opções são possíveis. Uma possibi
lidade ê manter constantes as injeções da barra da carga.
Outra possibilidade ê manter constante a impedância da car
ga. Para esta discussão, admitiremos que tanto as injeções
da geração como as da carga permaneçam constantes. Esta hi
pótese ê consistente com o modelo da "analogia d.c.", como
visto na seção 3.2.
Com ramificação r-s no lugar
3rs ■ (Er - V /Zr-s (3-301)
Antes da remoção da ramificação, a simulação dos
fluxos básicos, com a rede reduzida dentro do retângulo es
boçado na figura 3.31, exigira, uma injeção de -í no bar
ramento r e uma injeção de +í no barramento s. Agora, va-
mos achar as alterações de tensão do barramento, AE causa -
das pelas injeções iguais e opostas +í no barramento "r"r s
e -I no barramento "s"; Aí rs —
AE = Z' AI (3.302)
ê a matriz da impedância do barramento sem a rami-
r-s.
A mudança no fluxo, na ramificação K-L, devida à
AI, ê dada por:
AÍrl = (AÊr - Aê l )/zK-l (3.303)
A expressão explicita para AÉR na 3.3(jf2 ê
onde Z'
ficação
injeção
4 g K ‘ z ' K r ( + A W +
= (z\, - z' ) AIKr Ks rs (3.304)
portanto,
AlKL AÍrs(z'Kr “ 2'Ks 2'Ir + 2'l s )/ZK-L
Deixando o ILT,TKL-rs
ção da ramificação:
(3.305)
ser o fator de distribuição da interrup-
ZLKL-rs AI.
A lKL z 'K r “ Z ' k s Z , L r + ■z ' l s
rs K-L
(3.306)
3Stagg e El-Abiad mostram na tabela 4.1 que, se a
"impedância negativa" -Z for adicionada em paralelo âim-37“" S
pedância existente +Zr_g podem ser usadas formulas de adi
ção de linha para determinar os elementos da matriz da im
pedância do barramenta para a matriz reduzida, diretamente
dos elementos de impedância na matriz original ou não modi
ficada. Quando for feito isso, o fator de distribuição tor-
nar-se-ã:
■^KL-rs
Z r zT, - zT, - z-, + z..r-s Kr Ks Ir ls______
L T z - z -z + z -Z K-L L rr rs sr ss r-s
(3.307)
Exemplo: A alteração de circulação da linha 5-4 devidoàin
terrupção da ramificação 3-4.
Usando a equação 3.307 e a tabela 3.23 para os
elementos da matriz para a impedância do barramento, resulta em:
r = 3, s = 4, K = 5, L = 4
Z!
Zr-s = Z3-4 = j0'03
"K-L Z5-4 j0,24
ZKr _ ZKs “ ZLr + = 3(0,0514 - 0,0586 - 0,0789 + 0,0951)
= j0,0090
z — z — z + z -Z = rr rs sr ss r-s
= j(0,0891 - 0,0789 - 0,0789 + 0,0951 -0,03) =
= j0,0036
t t , = - x = + 0 313^54-34 j0,24 X -j0,0036
Como com^ os fatores da distribuição de deslocamen -
to de geração, os fatores da distribuição da interrupção da
ramificação podem ser normalizados para relacionar a alte
ração da circulação de potência na ramificação "K-L" devida
à perda da ramificação "r-s". A normalização deve ser feita
ao redor de um caso bãsico, e as aproximações referentes às
pequenas alterações nos ângulos de fase, no barramento, de
vem ser invocadas. Especialmente, deve-se notar que os fa
tores de distribuição da interrupção do ramal, dados pelas
equações 3.306 e 3.307, são idênticos aos fatores que são
revelados pela analogia da corrente continua (P = [y]<5), com
a condição de que as proporções da ramificação X/R sejam al
tas (3 ou mais) e de que as diferenças de ângulos fãsicos do
barramento, através das ramificações da rede, sejam peque -
nas, mantendo válida a aproximação sen Aó = Aô- A aproxi -
mação comum, feita para relacionar a alteração do fluxo de
potência devido à interrupção da linha, ê:
KL-rs = R [l£KL-rs ] (3.308)
AP KL LKL-rsPrs
depois
da inter
rupção r-s
(3.309)
antes da
interrup
ção r-s
O método de desenvolver os fatores de distribui -
ção da interrupção do ramal, pelo método da matriz de impe-
~ 4dancia do barramento, foi generalizado por H. E. Brown .
Brown nota que o efeito duma contingência, tal como a in
terrupção de uma ramificação, pode ser modelado pela super
posição das soluções de tensão da rede, que surgem de duas
injeções de corrente equivalente . O seu método ê o seguin
te:
Suponha-se que todas as cargas são substituídas
por impedâncias constantes. Deixa-se que uma corrente,1 por
unidade, seja injetada no barramento "r" e removida na bar
ra de referência. Em tais condições, a circulação na rami
ficação"rs", na rede original ou básica, serã
rs = 1 (zrr ' zsr)/Zr-s (3.310)
Suponhamos, nas condições básicas, que a circulação no ra
mal "rs", í^rs f ê vezes o valor predito -pela equação 3.
310
K, = I /í' b r3x rs (3.311)
Agora, uma corrente igual a K, ê injetada no bar-
ramento "r", o que resulta numa corrente Io / na ramifica
ção "rs". No ramal KL, a corrente resultante da injeção
seria
i<dKl = gb (ZKr ZLr)//ZK-L (3.312)
A seguir imprime-se a mesma corrente na rede modificada, is
to ê, na rede, com a ramificação removida:
4 2> ‘ *b (Z 'Kr - Z ' l r > /ZK-L (3.313)
A diferença nas correntes, I (D - I ( 2 )‘KL "KL e a alteraçao
corrente do ramal K, devido â abertura do ramo "rs"
na
AIK = Kb (2Kr - z - z ’Kr + z1Lr )/zK_K-L (3.314)
De acordo com isso, o método de Brown dá o fator de distri
buição da corrente da ramificação interrompida, como:
ILKl-rs
5 ( 1 = ^ (ZKf ~ ZLr - Z>Kr + Z'lc)
ZK-L Zrr “ zsr
(3.315)
e, pelos métodos de Stagg e El Abiad, ref. 3, página 90, Z' ,JsT
Z ’Lr pode ser eliminado, dando:
“ KL-:rs
r-s
K-L
z — z — z + z Kr Ks Lr Ls________
(z + z -z - z -Z ) rr ss sr rs r-s
(3.316)
Agora, a 3.316 vai ser encarada como idêntica à
3.307, provando assim a equivalência dos métodos.
O método de Brown pode ser generalizado para tra-
tar da remoção de ramificações em serie e em derivação dos
equivalentes tt de circuitos e transformadores, tendo a ter
ra como referência. Para formar a rede modificada, o método
exige a remoção tanto da ramificação em serie como dos ele
mentos de derivação. Recomenda-se que a modificação da rede
seja feita, em primeiro lugar, modificando a matriz de ad-
mitância de barra e depois, se for necessário, formando so
mente aquelas colunas da matriz de impedância do barramen-
to, que são exigidas para determinar os fatores de distri -
buição.
Métodos eficientes para formar colunas simples da
matriz de impedância do barramento são disponíveis utilizan
do os métodos de fatoração triangular sobre a matriz espar
sa de admitância do barramento. Deve-se dar ênfaseâespar-
sidade da matriz do barramento "Y". Por ordenação quase õtima, os fa
tores triangulares do barramento ”Y" são da mesma forma es
parsos, permitindo uma armazenagem eficiente e um calculo
rápido das colunas individuais do barramento "Z". Por exem-
pio: Suponhamos que a r. coluna do barramento "Z" ê deseja
da e que MY" ê disponível na forma fatorada.
L [DUj = [Y]
onde "L" ê a matriz triangular inferior com ."uns" na diago
nal, "D" ê a matriz diagonal e "U" ê a matriz triangular su
perior com "uns" na diagonal.
Para calcular a "K^" coluna do barramento "Z"in
jeta-se uma corrente de 1 por unidade no"K9" barramento(ze
ros em todas as outras injeções de barramento) e os resul
tantes fasores das tensões de barramento [e ]k são iguais âs
impedâncias na "K^" coluna do barramento "Z":
[l]K = (0, 0, 0 - -, IR = 1, 0 - - - 0)
Resolver:
M k = Y M k = M [do] [e]k
Passo 1 : Pela substituição em avanço (começando com a solu
ção para a^ = I ̂na fila 1) , resolver para [a]
W k = L W
Passo 2 : Pela substituição em retrocesso (começando com a solu
ção para En = an/d na ultima fila), resolver para
M k
[a] - [DO] [E]K
Seção 3.4 - Aplicação dos Fatores de Distribuição
Ate aqui, a discussão era referente à formação de
formas fundamentais dos fatores de distribuição: os deslo
camentos de geração para, e a partir de, um barramento de re
ferência, e a redistribuição do fluxo da linha devida às in
terrupções dos ramais. A discussão volta agora para o uso
destes fatores fundamentais de distribuição em certas apli
cações praticas. Consideram-se três aplicações:
a) Falha do gerador
b) Interrupção do circuito
c) Interrupção do transformador
a) Falha do Gerador
Considerando o efeito de uma falha do gerador,pre1-
cisam ser identificados três períodos de tempo, na discussão
do impacto. O primeiro período de tempo ê o instante que se
gue a falha ou a perda da unidade. Neste instante, presume-
-se que os encadeamentos do fluxo e a velocidade do rotor ou
a velocidade angular do campo sejam constantes. Um equiva
lente comum ê a tensão interna constante atras da reatância
"subtransitôria". O impacto no fasor da tensão terminal do
gerador ê quase instantâneo e propaga-se através da rede e-
lêtrica interligada. Ê mantido o equilíbrio da potência ele-
trica entre a salda da geração elétrica e a carga. Uma vez
que a entrada da potência mecânica ao sistema tenha mudado
pela perda do dado gerador de turbina, e desde que a salda
da potência elétrica de um gerador seja afetada pela alte
ração do fasor da tensão terminal, haverá uma mã combinação
entre a entrada de potência mecânica da turbina e a salda de
potência elétrica do gerador. Ademais, desde que o impacto
na tensão do terminal do gerador seja mantido através de to
da a rede elétrica interligada, a resultante distribuição de
potência serã afetada fora das fronteiras da ãrea de contro
le, dentro da qual ocorreu a perda do gerador. Para a repre
sentação da distribuição inicial de potência, torna-se ne
cessário providenciar nas estimativas dos fluxos sobre as
linhas de união que ligam a ãrea de controle com o resto da
rede interligada, bem como as alterações de salda elétrica,
em cada gerador sincronizado dentro da ãrea de controle.Is
to quer dizer que a alteração da circulação num circuito,
devida â interrupção do gerador, exigirã a especificação da
distribuição daquela perda de potência entre os geradores na
ãrea de controle, bem como a especificação da circulação de
potência que virã pelas uniões das unidades geradoras, no
resto da rede interligada.
Um segundo período de tempo persiste do instante
inicial, através de vários segundos, atê o tempo quando o
declínio da velocidade ou da freqüência sincrônica do sis
tema for detido pela ação de regulador na rede interligada.
A primeira,,oscilação" durante este segundo perío
do é, de costume,a mais severa se o sistema interligado for
estável para as condições de distúrbio. A grandeza da osci
lação relaciona-se com a distribuição dos primeiros dese
quilíbrios de potência do gerador (diferença entre a salda
elétrica e a entrada mecânica). A circulação oscilante da
potência sobre as linhas de união ê afetada pela rigidez da
rede e pelas relativas inêrcias dos geradores dentro e fora da
ãrea de controle. Cedo, neste período, cada gerador aparece
como uma magnitude de voltagem constante atrãs da sua rea-
tância transitória. O desequilíbrio da potência do sistema
impele a freqüência do sistema a declinar ate que as carac
terísticas de regulação de velocidade do regulador de tur
bina e a capabilidade de reação de tempo reduzido do for
necimento de energia equilibrem a carga. Desta forma,os mo
delos devem reconhecer a importação de potência para as ã-
reas deficientes pelas linhas de união, bem como a distri
buição do restante entre os geradores sincronizados dentro
daquela ãrea de controle deficiente.
O terceiro período cobre o tempo alêm do período
de poucos segundos atê o período de 1 a 5 minutos, durante
o qual o sistema do controle automático de geração dirige as
unidades geradoras para aumentar a carga e a velocidade, a
fim de corrigir o déficit pela realocação da carga entre os
geradores dentro da ãrea de controle deficiente. Neste pon
to supõe-se que a redistribuição da geração ocorre dentro da
ãrea de controle, de modo que a transferência líquida sobre
os elos de interligação ê retornada ao valor programado.
Em resumo, devem ser considerados dois tipos de
modelos. 0 primeiro modelo inclui a distribuição da defici
ência, em parte, para as unidades geradoras de fora da ãrea
de controle e, em parte, para as unidades internas dessa ã-
rea, de tal modo que os fluxos resultantes no circuito re
flitam tanto o desvio do intercâmbio, relativo â programa -
ção, como também a mudança da geração dentro da ãrea de con
trole. Esta redistribuição tem sido feita, em certos casos*
pela alocação proporcionalentre as unidades geradoras den
tro da ãrea e as linhas de união da interligação, ou os bar-
ramentos equivalentes fora da ãrea de controle, conforme ê
mostrado na equação 3.401, na qual a alocação ao gerador"G",
dentro da ãrea de controle, ê proporcional a vezes a per-
da de potência, e a alocação ao elo ê proporcional a aT ve
zes a perda de geração.
ÕP
ÔT
G
T
aGPPerda
= ~»TPperda
(3.401)
£ctG + JaT = 1 (3.401)
Ger Uniões
Supondo que os fatores de distribuição para os
deslocamentos da geração de cada barramento do gerador e de
cada barramento de união de interligação foram determinados
para deslocamentos relativos à referência, o efeito liqui
do do deslocamento composto sobre um dado circuito ê forma
do somando o fator de distribuição de geração ponderado, para
cada injeção do barramento, conforme ilustrado em 3.402.
^^LK-g perdida"” ^LK-g perdida"1" ^ aGGLK-G+ ̂ a*TGLK-T
° 1 (3.402)
Outra vez, a estimativa da distribuição da gera
ção sobre as ãreas externas e sobre as linhas de união da
interligação deve ser feita da simulação dinâmica das con
dições de disparo e de recuperação do gerador. Numa interli
gação grande, a deficiência causada pela perda de uma uni
dade geradora individual, numa ãrea de controle relativamen
te pequena, serã removida principalmente pelas unidades ge
radoras nos sistemas interligados fora da ãrea de controle.
Seguindo a reação corretiva pelo sistema de con
trole automático de geração, para fazer o intercâmbio retor
nar ao programa, a distribuição de geração serã uma função
da capabilidade de reação das unidades, dentro da ãrea de
controle. Neste caso, o deslocamento na carga, no circuito
KL, serã dado na expressão 3.403.
^LK ~ GLK-g perdido^ ^ g perdidô . + ^ GLK-g ^ g (3.403)y
Y AP •= AP ...“ g g perdrdo
B. Interrupção do Circuito
Na seção 3.3 foram determinados os fatores de dis-
tribuição da salda do ramal para a rede em serie, sem ter
mos de derivação. Este modelo ê suficiente para a analogia
de corrente continua para os modelos do fator de distribui
ção de potência real. Para o modelo de corrente ê necessã -
rio reconhecer os termos do circuito de derivação, confor
me ilustrado na figura 3.41.
Figura 3.41
Claramente, se o I que deixa o barramento "r",e2T S
I que deixa o barramento Ms" são conhecidos, então, o im
pacto sobre a rede reduzida com a remoção dos elementos em
serie ou em paralelo do circuito "rs" pode ser determinado,
conforme ê ilustrado na equação 3.404.
AÊ = [Z1] Aí (3.404)
0 impacto no fasor tensão do barramento "K", devido à remo
ção de "rs", ê ilustrado na equação 3.405.
“ * * * ' » • * r s + z ' k s ( 3 - 4 0 5 )
A alteração na corrente no ramal "K" ê dada pela equação
3.406, a qual ê análoga à equação 3.405 para a rede sem os
termos de derivação.
A*KL ( ( Z 'Kr- Z 'Ltr) * r s + (Z ' ks “ Z ' l s ) * s r )//ZK-L
(3.406)
Deve ser notado que, a não ser que as correntes
sejam medidas em ambas as extremidades do circuito a ser re
movido, ou a não ser que uma estimativa do estado da rede
permita os cálculos das tensões do fasor de barramento,ou que
exista um fluxo de carga no caso base, definindo as tensões
do fasor de barramento, a expressão 3.406 não poderã ser a-
plicada. Esta situação ê evitada com a analogia de corrente
continua, tanto mais que as grandezas de tensão são supos
tas neste modelo e somente os termos da ramificação em se
rie são preservados.
C. Interrupção do Transformador
As saldas de transformador devem ser tratadas de
maneira semelhante às interrupções de circuito, para refle
tir os elementos de d,erivação no equivalente II para o trans
formador. Um esboço do equivalente II de transformador ê o-
ferecido na figura 3.42. A admitância de oposição serie, de
enrolamento para enrolamento, ê Ŷ _. A proporção complexa de
espiras por unidade ã provoca o surgimento de admitâncias e
impedâncias assimétricas de seqüência positiva. Portanto, a
matriz de admitância do barramento e a matriz de impedância
do barramento, na presença do transformador de deslocamento
da fase, tornam-se assimétricas. Uma aplicação interessante
do enfoque do fator de distribuição ocorre com a represen
tação dos transformadores de deslocamento de fase com a al
teração da derivação sob capabilidade de carga. Por exemplo:
Consideremos o. transformador com deslocamentos de fase pu -
ros, no qual a relação de espiras permanece constante na
grandeza da unidade, enquanto o ângulo da fase desloca-se. Consi
deremos uma mudança de derivação que resulte num desloca
mento da relação de transformação de 1/0 para 1/g .
Sob as condições iniciais, a taxa de deslocamento
de fase do transformador estã em 1/0 e as tensões iniciais
do barramento são Er e Eg . Sob as condições de mudanças
de derivação, a relação de° transformação do transformador
estã em 1/g e as novas tensões de barras são Êr e Eg , re-
sultando, pois, em uma variação de AÊ^ = - etc.
Figura 3.42
As correntes iniciais que afluem ao deslocador de
fase I e I sao para a = 1/0:rs_ sr s ^ L—o o
I = (E - E ) Y, rs r s to o o
(3.407)
í = (Ê - Ê ) Y, sr s^ r to o o
As correntes finais que afluem ao deslocador da fase devem sa
tisfazer para ã = 1/3 :
i rs - (®r - Ese:ie) Yt ' (3 .408)
*sr ' (Es - Sre'j6> Yt
As aparentes alterações da corrente que fluem para fora dos
barramentos "r" e "s", devido à mudança de derivação, são:
Alrs = ’ Jrs = (AÊr " } Yt (3*409)o o
AÍsr = 1 Sr ~ 1sr = (AÊs ' +jeÊr } Yt O o
onde foi invocada a suposição para o ângulo pequeno e*^~l+j3 .
Porem, uma mudança de injeção age reciprocamente com a rede,
para causar uma alteração da tensão do barramento:
AE = -AI r rs rr -AIsr rs (3.410)
AE = -AI s rs sr - AIsr ss
onde as apóstrofes dos elementos de autoimpedância e de irrpe-
dância mutua do barramento referem-se â rede reduzida sem
transformador de deslocamento da fase.
Portanto, se AÉr , AÊg forem eliminados de 3.409
pela 3.410, os efeitos mútuos farão nascer o sistema de equa
ções, mostrado na 3.411.
(1+Yt (z'rr~z'sr)) Alrs+Yt ^ ' r s ^ W &1sr = "j^ Et s
(3.411)
Y. (z1 - z'rr) AI +Y (1+Y, (z1 -z* ) AI = jBY Et sr rs r t ss rs' sr JP t ro
Resolvendo simultaneamente as equações 3.411, resulta em:
4 1 -Ss d « t <z'ss- * W > + (2'ss-z'rs> rtrs o o
jgY. 1+Y. (z' +z' -z' -z1 )t rr ss rs sr (3.412)
~ -E (z' -z' )-Y.+E (1+Y. (z' -z* ))AI s rr sr t r t rr srsr _ o_______.________ o_________________
l+Y^z' + z' - z' - z’ )tv rr ss rs sr
ou nos termos das correntes iniciais, as tensões
AErs
-E + I (z1 - z' )s^ rs_ ss rso o
jgYHt 1 + y. (z1 + z* - z' - z* )Jt rr ss rs sr
0.413)
AI E + I (z' - z' )sr rr srsr ______o_____o__________________
*^Yt 1 + Y (z1 + z' - z1 - z' )t rr ss rs sr
O impacto duma mudança de derivação de + jg , no ângulo da
fase, então, ê dado pors
^ ‘ - 4lrs z 'k t - t ísr z*Ks l3' 414>
0 ponto importante a ser enfatizado ê que a predição do
efeito duma mudança de derivação sobre a distribuição do flu
xo da rede exige suficientes medições do estado da rede,is
to ê, das tensões do fasor terminal.
Na sua publicação "Operação em Linha dos Desloca-
dores de Fase, Usando os Computadores do Centro de Controle
de Energia", submetida à apresentação no Encontro de Inver
no em Sistemas de Potência, IEEE, os Srs. Thanikachalan, Sul-
zberger, Van Olinda e Wrubel prepararam um método aproxima
do para predizer o deslocamento nos fluxos de potência do
circuito, devido a uma mudança no ângulo da fase.
A analogia de corrente continua ê empregada com
a reatância em serie de cada circuito retida no modelo.Pre
sume-se que as tensões terminais dos deslocadores de fase ,
ficarão em 1 pu, e que o efeito da mudança de derivação re
sultarã num deslocamento de fase puro, e*3 .̂
O modelo usado pelos autores ê o mostrado no es
boço que segue:
Vamos deixar que X'eq = a reatância equivalente
do resto do sistema, observado dos barramentos rs. X ’ =eq ^
=X' + x' -X' -X' , , onde os elementos, com apôs-rr ss rs sr
trofe, de reatância são para a rede sem os ramais"r,s".
Deixemos que X = a reatância total no transfor- rs
mador e nos circuitos r,s. O transformador liga-se ao bar-
ramento "r".
Se p deslocador de fase for aumentado por um pe
queno ângulo 3, a mudança na corrente, no circuito "rs" ,
AI , serã dada primeiro porrs *
AIrs * * /(X'eq + Xrs> (3‘415)
Vamos deixar que S.,, „ seja o fator de distribui-j\x , r s
ção do deslocador de fase, medindo a mudança na corrente no
circuito Kl, por unidade de alteração no ângulo do desloca
dor de fase em "r,s" :
AI.rs
rs,rs " 1/(X'eq + w (3.416)
Ademais, os fatores de distribuição do deslocador de fase são
relacionados por:
SKl,rs Srs,rs **1 ,rs (3.417)
onde é o fator de distribuição da interrupção de li-JaX f r s
nha dado na 3.308.
Os autores notam que, se a corrente +1 pu for in
jetada no barramento "r", e a -1 pu for injetada no barra-
mento "s", o fluxo no circuito "rs", AI , será
JT s
rs Ĝrs,r ~ Grs,ŝ (3.418)
onde G ê definido na 3.218. Notemos que G foi defi- rs,r rsfr
nido com elementos de impedância passiva, isto ê, com qual
quer diferença de tensão do deslocador de fase, j6 , corta
da.
Para o modelo no esboço,, a corrente AI' é dada por
“ 'rs * xW <X'eq + W (3.419)
portanto,
G - G = X'_/(X' + X )rs,r rs,s eq eq r-s (3.420)
- + W
e, se (X1 + X ) da 3.420 for substituído em 3.416, resul-eq rs
tarã:
Srs,rs ^ " G + G rs,r rs,s)/\.s (3.421)
Os seguintes algarismos e tabelas ilustram os pas
sos e os dados exigidos para a implementação de um progra -
ma de análise de contingência em linha.
AVALIAÇÃO DA CONTINGÊNCIA
FONTES DE DADOS
Telemedidos
Casos de fluxo de carga
Entrada manual
Arquivos de dados acumulados
MODELO DE INTERRUPÇÃO DE LINHA
EXIGÊNCIAS
Serie de contingências
Serie de linhas de interesse
Fatores de distribuição: LRL rg
Fluxos da linha antes da contingência (interrup
ção de hne, rs)
Geração antes da contingência
Regimes da linha
6Plinha K,L ILKL,rs Plinha rŝ
^KLi-rs
r-s
K-L
ZKr ~ ZKs ~ ZLr + ZLs
Ẑrr + zss zsr zrs zr-ŝ
Z - elemento da linha i
z - elemento da matriz do barramento [z]
SAÍDA
Descrição da contingência
Fluxos da linha antes da contingência
Fluxos da linha depois da contingência
Regimes excedidos
SEGURANÇA
MODELOS DE GERAÇÃO - RESERVA
Capabilidade de resposta
Exemplo: Cobrem a perda da unidade, arrastando a
maior carga em 5 minutos.
Cobrem a perda de duas unidades mais car
regadas em 30 minutos.
Categorias
1. Reserva girante: 5 min/30 min
2. Hidroreserva programada
3. Turbina de combustão e diesel programadas
4. Reserva quente de vapor gerado com combustível
fóssil
5. Carga interrompível
6. Reserva fria
Ações reciprocas da rede: Engarrafamento de reserva
Mudanças no fluxo de linhas, devidas ao deslocamento de
geração:
K1 - GKX. - 96P9
GKL-g (ZKL~ ZLg^ K-L
AVALIAÇÃO DE CONTINGÊNCIA - MÉTODO DE ESTÜDO
- O operador invoca o programa
- Provê uma habilidade para estudar as contingências, sepa
radamente do programa automático
- Usa os dados do sistema, presentes ou futuros
- Utiliza os fatores de distribuição pafea determinar p flu
xo contingente em cada uma das lirih#&
- Testa os fluxos calculados da linhà, contra os regi
mes de emergência das facilidades
AVALIAÇÃO DA CONTINGÊNCIA
Seção 3,5 - Estimativas de VAR/VOLTS com Algoritmos de New-
ton
As estimativas de Volt-Araperes reativos e de tensão,
nas condições de contingência, são naturalmente executadas
da melhor forma possível com os algoritmos de fluxo de po
tência. Em certos casos podem ser obtidos resultados üteis
com a forma de algoritmos de fluxos de potência de Newton ,
com uma ou duas iterações. Foram propostos para esta fina-
5 4lidade os algoritmos de Newton e os algoritmos de Newton
desacoplados. Os algoritmos de Newton e os algoritmos de
Newton desacoplados são considerados abaixo:
Algoritmos de fluxo de potência
Newton 1
> w __
__
_1
h k n k A9K+1
1--
-
> 0 w 1 _
_
JK lk_ _avk+1/vií .
eK+1 . 0K + A0Ktl
vK+1 . vK + avk+1
Desacoplados
APK > H K A8K+1
aqk = lk avK + V.K
(3.501)
(3.502)
Os lados da esquerda da 3.501 e 3.502 representam
as mudanças necessárias na potência de barramento e nas in
jeções de Volt-Amperes reativos para equilibrar as cargas de
barramento derivadas para constante P,Q e para as cargas de
admitância constante. As equações são ilustradas para a pro
jeção A0 , AV, para a iteração K+l^ . Os elementos da Ma
triz Jacobiana em 3.501 são definidos como segue, onde o mo
delo de admitância aparece na figura 3.50.
Figura 3.50
d?
H = = V V (B Cos(0 - 0 J - G Sen(0 - 0 ))rs 30 r s rs r s rs r s s
H = - 7 H rr u rs
s*r
ap
Nrs = 3^ = -VrVs(+Brs ’ 0s} + Grs ' 0s»
Nrr = I n + 2V 2 ( I G +GS)u j - s * • v y~ r a t*rs
sfr s^r (3.503)
9Qr
Jrs 30 V V (+B Sen(0 - 0 ) + G Cos(0 - 0 ))r s rs r s rs v r s = - Nrs
j = - y jrr u rs
s^r
3QrL = V -5^- = - V V (B Cos(0 - 0 ) - G Sen(0 - 0 )) = H rs s 3Vg r s rs r s rs r s rs
L = - F L - 2V 2 ( F B + BS ) rr u rs r u rs r
00COoo
Figura 3.51
ITERAÇÃO
Figura 3.52
- teste de 28 barrasSistema
Uma ilustração do algoritmo de Newton desacoplado
ê oferecida no exemplo seguinte:
As condições de fluxo de potência para um sistema
de ERT de teste com 28 barras, são ilustradas na figura 3.51.
A convergência do caso bãsico ê ilustrada na fi
gura 3.52 com os pontos ligados por linha cheia. A interrup
ção da linha A ê ilustrada na figura 3.52, com a convergên
cia marcada por linhas pontilhadas, para duas iterações can-
pletas P-ô , V-Q. Notemos que aparecem duas iterações ga
rantidas, conforme indicado pelos desequilíbrios de VAR e
de potência do barramento.
O algoritmo desacoplado de Newton funciona bem,
quando os elementos das matrizes J, N são pequenos,indican
do um fraco acoplamento Q-ô, P-V. Altas taxas X/D assegurais.
rão esta condição, o mesmo acontecendo para iguais taxas X/R,
an todos os ramais. O acoplamento forte tem resultado em con
vergência precária para o método desacoplado.
Seçao 3.6 - Fluxos de Carga do Operador
O fluxo de carga ê um instrumento poderoso para os
estudos de despacho e de programação. Em contraste com o es
tudo de Engenharia, os programas de fluxo de carga do tipo
em massa, o fluxo de carga do operador ê projetado para sim
plificar o preparo de dados de entrada e providenciar for
matos simplificados de saída, para avaliação rãpida pelo
pessoal da programação e do despacho. Os fluxos de carga do o-
perador têm, de costume, as seguintes características:
1. Arquivo de casos básicos
2. Lógica simplificada, interrogativa para estabele
cer casos de mudança
3. Lógica de alocação de carga
4. Lógica de alocação de geração
5. Arranjos opcionais de saída
Uma ilustração de um fluxo de carga do despachan-
te foi provida no ensaio de Ularill, Denison e Hayward,nDis-
patchers Load Flow for the REMVEC Dispatch Center" - Paper
IEEE 69 CP 660 - PWR.
APÊNDICE
MfiTODÒ PARA DETERMINAR O DESLOCAMENTO DE GERAÇÃO RE MEDI APOR
PARA A CORREÇÃO DA SOBRECARGA DA LINHA
Este memorandum delineia um método para determi
nar o deslocamento de geração remediador, usando o método
de projeção do gradiente. A aproximação ê geral, em que va
rias linhas com sobrecarga podem ser tratadas simultânea -
mente e que muitos geradores podem ser reprogramados com ca
da projeção. A reprogramação ê uma medida remediadora dis
ponível para aliviar as sobrecargas existentes, ou para a-
liviar as sobrecargas que possam ocorrer nas contingências
postuladas. A reprogramação deve ser feita dentro dos limi
tes de operação das unidades, nas usinas dentro de uma ãrea
de controle, enquanto satisfaz o intercâmbio líquido exis
tente na ãrea.
Os fatores de distribuição do deslocamento da ge
ração devem ser calculados, usando os elementos da matriz de
impedância do barramento. Estes fatores permitem a estima
tiva dos efeitos de mudança do despacho de geração,nos flu
xos da linha. Conseqüentemente, os fatores proporcionam os
meios para formar um redespacho para descarregar as linhas
para as quais existem sobrecarga, ou para as quaisas so
brecargas são preditas para as dadas contingências. 0 méto
do de projeção do gradiente permite o desenvolvimento deste
redespacho de uma maneira que aloca a mudança para aquelas
usinas que terão a maior influência sobre as mudanças no
fluxo da linha, e permite fazê-lo duma maneira que satisfa
ça tanto o intercâmbio líquido como as limitações nas ou
tras linhas.da rede.
Consideremos o despacho para cada usina, como um
eixo geométrico em um espaço multidimensional. Os fatores
de distribuição do deslocamento da geração podem ser consi
derados como uma série de coeficientes de influência que me
dem o efeito de um deslocamento nas- gerações em uma usina,
no fluxo do circuito específico. Na forma do modelo, o ca
minho de volta para esta mudança específica de geração apa
rece no barramento de referência.
A condição do intercâmbio líquido constante pode
ser vista como um plano no espaço para o qual cada dimensão
ou variável ê medida pelo despacho de uma usina geradora es
pecífica; assim sendo, um despacho praticável deve estar
neste plano de cargas. O objetivo do procedimento da proje
ção do gradiente é, então, o de determinar a melhor direção
para mover de um ponto existente no plano de carga,para des
carregar de maneira mais eficiente possível, uma linha de
transmissão sobrecarregada, ou uma série de linhas de trans
missão sobrecarregadas. Se algumas das linhas estiverem nos
limites de operação e se os deslocamentos na geração, para
descarregar outras linhas, forçarem as primeiras a uma viola
ção adicional dos limites operacionais, então, o plano,nes-
te"espaço de despacho" que representa o fluxo limite nas li
nhas de transmissão, torna-se uma restrição adicional para
qualquer despacho permissível. A interseção deste planoedo
plano de carga descreve, então, a direção admissível que o
despacho pode tomar. Deste conceito foi selecionado o termo
"projeção do gradiente": a direção que reduz a sobrecarga ,
o mais eficientemente possível, ê projetada sobre os planos
restritivos para produzir um gradiente reduzido, cujo com
ponente esteja unicamente dentro dos planos restritivos.
Os métodos para aplicar a projeção do gradiente
estão delineados numa série de passos que seguem:
Exemplo: Deslocamento da geração
Para a rede ilustrada no exemplo 2, pagina 148f su
ponhamos que o regime normal para todos os circuitos seja
de 1,7 por unidade. Pela tabela 3.21 nota-se que o circuito
2-1 esta sobrecarregado e que o circuito 2-5 esta operando
perto do regime .
Ramal
K-L
P
p.u.
Regime
p.u. GKL-2
2-1 -1,943 i,7 + 0,843
2-3 0,764 i,7 0,072
2-4 0,854 0,057
2-5 1,625 0,029
3-1 -1,057 0,157
3-4 0,521 - 0,086
4-5 0,175 >f - 0,028
Ademais, suponhamos que as usinas 1 e 2 são limi
tadas a 4,0 p.u. Agora, a sobrecarga no ramal 2-1 ê -1,943-
(-1,7) = -0,243 p.u. Designamos zero â sobrecarga em todos
os outros ramais, visto que as suas cargas estão dentro do
regime . A inspeção dos fatores de distribuição do desloca
mento da geração revela que um aumento de 1,0 p.u., no bar-
ramento do gerador 2, aumentara o fluxo do ramal 2-1 por
+0,843 p.u. Como queremos impelir a sobrecarga do ramal 2-1
para zero, "aumenta-se"o fluxo no ramal 2-1, no sentido po
sitivo, por +0,243 p.u. Isto pode ser feito escolhendo um
AP2 suficientemente grande:
G21-2 = +0' 243
AP2 = 0,243/0,843 = + 0,288 p.u.
Nova P-̂ = 3,0 - 0,288 = 2,712 p.u.
Nova P^ = 1/3 + 0,288 = 1,588 p.u.
Mas, ê preciso verificar o impacto deste deslocamen
to sobre os regimens das unidades geradoras e sobre os re-
gimens dos ramais. Em primeiro lugar cuidamos para que os
regimens das unidades geradoras de 4,0 p.u. não sejam exce
didos. Logo depois precisamos olhar para o impacto deste des
locamento nas cargas e nos regimens dos ramais. Notemos que
o ramal 2-5 serã adversamente afetado pelo deslocamento:
Nova r- = velha P~ c + G0 c APn 2-5 2-5 2-5_2 2
= 1,625 + (0,029) (0,288)
= 1,633 p.u. , .*. ok
Neste caso, pode ser achado um deslocamento
ticãvel, e a sobrecarga do ramal pode ser aliviada.
Segue a descrição de um algoritmo, usando-se
métodos de gradientes.
pra-
os
ALGORITMO DE ALlVIO DE SOBRECARGA DE TRANSMISSÃO
0 conjunto de circuitos {£} estã sobrecarregado
(seja uma condição de corrente, ou como uma predição de uma
contingência). Devem ser determinados deslocamentos de gera
ção praticáveis, para preservar o intercâmbio liquido e pa
ra aliviar as sobrecargas. O conjunto de circuitos {C^} con-
preendendo n^ circuitos, estão bloqueados dentro de uma to
lerância especificada dos seus limites de carga.
OL^o : sobrecarga no circuito £-0
Passo 1
G£o-g: Fator de distribuição do deslocamento do
barramento da geraçao ôP, - G*o-g4i>g
Formar o fator de peso Wl = OL
Formar o índice de desempenho ôF = X wo<5P,
<5P,
np1
= X
geíp'}GíoV P9
ÔF = rge{p' }g
ôp
% ~ l G«o-g
£oe{£}
{P'}-é o conjunto de barramentos das usinas li
vres para programação
np' é o número de barramentos da usina, livres
para a programação
Passo 2
Formar um gradiente reduzido experimental, presu
mindo que todas as usinas que não estão no {P'} estão blo
queadas e todos os circuitos no ÍC^} são restritivos. Se
n^, > 1 + n^,prosseguir, caso contrário, parar a cóntingên-
cia não resolvida.
Formar a matriz B e o vetor coluna A.
A_ = — l *ageíp’} 9
A ± " ’ geL'}*9 G u ' 9
i— ; íeíC^}
Boo np '
B l° “ g s fp ' } 0* 1' 9
i=l,n f ie{Cb}
Bij =gEL . , Gíi-g G«-g i'Í“1fno ! 3E,Cb>
Resolver*para os coeficientes , para remover os gradien—
tes das restrições bloqueadas do gradiente de F:
BA = A
Passo 3
Formar a projeção experimental
Test = -(g + A + Y A. Gn. ) g Mg o ** 1 £i-g
Para todos os circuitos bloqueados {C^} e para toa
dos os barramentos da usina bloqueados, verificar:
Passo* 4
a) Qualquer usina para a qual o "Test " esta na
a
carga de barramento livre de limite. Selecio
nar para a experiência aquela "usina bloqueadd*
direção de umâ mudança no P que iria mover
com g - .^proxi^o
"Test ".g
com o maior valor absoluto do
b) Verificar o sinal dos coeficientes A., i=l,n ;í c
se alguns forem negativos seleciona-se o maior
proximo negativo.
c) Se o 'cr - .Aproximo de nenhuma usina ou o"iproximo
de nenhum circuito houver sido escolhido, pas
sa-se para o 49 passo. Do contrario, selecio -
na-se o maior de |Test Aproximo I'Aproximo
para anulação dos respectivos conjuntos bloque
ados e repete-se o 29 passo.
Selecionar o circuito com a maior sobrecarga,"£-max".
Para um coeficiente de projeção, ,,escaie" como
ETest = 7 - Test *Gn
g e p ' 9 * * * * *
Se |ETest|<ETOLER, pãra-se com contingência não resolvida ,
do contrário coloca-se
escale = OL/ETest
Passo 5
Formar uma projeção experimenal:
ôP = e , *Test g^ scale g
Formar um despacho experimental:
P = P + ôP
9t * gt
P. . = P. . + y G. . *ôP = P. . + ÔP. . 11 iD “ g 1D iDt
Verificar o redespacho experimental quanto às vi
olações de carga:
Para qualquer P fora dos limites, coloca-se:
ÔPscaleD - Min [ 9 pagiss^vel ; 0j
Para qualquer , onde ij não estava no {£}, que
violou um limite de carga,^coloca-se:
scaie , mi„ [^í , 0]
c ij
Selecionar o menor valor de "scale " e"scale." e guar-P tdar em "scale". Se o "scale" estiver dentro da pequena to
lerância do zero, pãra-se com a contingência não resolvida,
do contrario coloca-se:
e n = e , * scalescale scale
Formar a projeção ôP = scale * <5P e o novo
* gt
despacho
P
gnovo
Pg + ÔPg
p.. = p + 7 g .. ôp
1-)novo c g 13"g g
Passo 6
Verificar se sobrou qualquer sobrecarga de circui
to. Se não, passa-se para o 7<?passo. Do contrário, reforma -
-se o conjunto de circuitos sobrecarregados {£.}, o conjunto
de circuitos bloqueados {C^} e o conjunto de usinas livres
de limites de carga ÍP'} , e volta-se ao passo 1.
Passo 7
Expor os resultados de alivio de contingência/so-
brecarga.
Notemos que este procedimento foi desenvolvido,
programado e depurado. A experiência tem mostrado que o
procedimento termina com um número limitado de passos e que
as exigências de computação são pequenas.BIBLIOGRAFIA
1. C.A. MacArthur, "Transmission Limitations Computed by
Superposition" AIEE Transactions Part III, Vol. PAS-80,
August, 1961, pp. 827-831.
2. H. D. Limmer, "Techniques and Application of Security
Calculations Applied to Dispatch Computers" Third Power
Systems Computation Conferênce, Rome, 1969.
3. G. Stagg and A. El-Abiad, "Computer Methods in Power
System Analysis" McGraw Hill Book Company, N. Y. 1968.
4. H.E. Brown, "Contingencies Evaluated by a Z Matrix Me-
thod" IEEE Transactions, Vol. PAS-88, april 1969, pp.
409-412.
5. N.M. Peterson, W.P. Tinney and D.W. Bree, "Iterative Li
near AC Power Flow Solution for Fast Approximate Outage
Studies" IEEE Transactions, Vol. PAS-91, N9 5, pp.2048-
2056.
6. B. Stott, "Decoupled Newton Load Flow" IEEE Transactions^
Vol. PAS-91, N9 5, pp. 1955-1959.
7. J.M. ündrill, O.J. Denison, D. Hayward, "Dispatchers
Load Flow for the REMVEC Dispatch Center" - IEEE Paper
69 CP 660 - PWR.
CAPÍTULO 4
MODELAGEM DE RECURSOS ENERGÉTICOS E
COORDENAÇÃO HIDROTÉRMICA
Seção 4.0 - Introdução
O capitulo 4 trata dos problemas associados com a
operação dos projetos hidroelétricos e a sua coordenação ccm
a geração por combustível de origem fóssil. O capítulo
começa com uma discussão sobre os modelos de entrada/saída,
sobre os modelos de continuidade desenvolvidos por Hilde-
brand\ nos quais o efeito da continuidade do fluxo, retar
do até o fluxo atingir os reservatórios rio abaixo, e tam
bém os modelos de conversão de potência e de energia são dis
cutidos. A primeira seção continua com a consideração dos
programas de simulação para os projetos hidroelétricos com
plexos e extensivos. A seção termina com a discussão sobre
as técnicas de modelar a conversão da energia e sobre a va
riabilidade dos recursos hídricos que ocorrem de modo natu
ral. Leva-se em consideração a questão do valor da ãgua ar
mazenada e as técnicas usadas para estabelecer curvas guias
para a operação de armazenagem do reservatório para longo
prazo, e a curva de não transbordamento. A segunda seção do
capitulo trata das questões envolvidas na modelação de car
gas, no preparo das previsões de carga, e na formação de
curvas de duração de carga e de curvas de energia e carga
para uso na alocação de recursos. A terceira seção refere-
-se âs técnicas para a coordenação de geração hídrica e tér
mica. Na seção final ê apresentado um exemplo detalhado pa
ra o desenvolvimento de uma programação para a coordenação
a curto prazo de um projeto de usina reversível com um sis
tema térmico. São oferecidos apêndices que discutem deta
lhadamente varias técnicas utilizadas no desenvolvimento da
programação para projetos hidroelétricos.
Seção 41 - Modelos Hidráulicos
O ponto de vista a ser expresso neste capitulo
refere-se à capabilidade de conversão de energia dos proje
tos hidroelétricos e evita o tratamento da irrigação,da na
vegação, recreação, controle da inundação e aspectos da pes
ca que freqüentemente são encontrados como sendo uma parte
de um projeto hidroelétrico para muitas finalidades. Enca
rado do ponto de vista da conversão de energia, estas outras
exigências tornam-se restrições ao uso livre ou à liberação
da agua para a produção da potência elétrica..
0 estudo da complexa relação entre a produção de
energia, a satisfação das exigências da navegação,o contro
le de inundação, exigências da pesca e da irrigação, como
pode ser encontrado em muitas e importantes vertentes de ã-
gua, necessita do uso de modelos hidráulicos em escala e
de modelos matemáticos para estudar ou simular os efeitos
das mudanças na operação e das mudanças nas estruturas. Por
exemplo, o cuidado recente com as temperaturas d*agua de ar
refecimento condensado não circulatório das usinas geradoras
acionadas por turbinas a vapor, nucleares ou a carvão, ne
cessita do uso de modelos escalonados hidraulicamente, pa
ra estudar os padrões de temperatura do escoadouro do refri
gerante condensado, para assegurar que os padrões de fluxo e
as temperaturas irão cumprir os requisitos regulamentares,es
taduais e federais. Da mesma forma, foram usados modelos es
calonados para estudar os padrões de fluxo visando assegurar
que os tratamentos das margens do rio sejam efetivos no con
trole da erosão.
Foram amplamente usados modelos matemáticos no es
tudo de efeitos principais, tais como o estudo da propaga
ção da enchente, abaixo de uma vertente d 1agua, e mesmo ain
da mais amplamente, da operação de dia a dia, de muitos re
servatórios em grandes lençóis d'agua, tais como, por exem
plo, o sistema do rio Columbia, ou o sistema do rio Colora
do, ou os sistemas do rio Tennessee. A discussão propria
mente dita diz respeito, em primeiro lugar, aos tipos de mo
delos úteis em predizer as mudanças nas armazenagens de re
servatório que ocorrem como um resultado dos influxos, das
descargas dos geradores de potência, das descargas de irri
gação e dos transbordamentos. Tais modelos são úteis numa
base de hora a hora, de dia a dia, para o estudo dos siste
mas de rios e são tipificados pelo modelo descrito por Hil
debrand1, para o rio Columbia. Hildebrand descreve a conti
nuidade do fluxo em um rio, como o transporte de ãgua de um
reservatório para o outro. O modelo para cada reservatório
ê uma equação diferencial de primeira ordem que descreve a
taxa de mudança da armazenagem, como uma função do influxo
menos o defluxo, conforme ilustrado na equação 4.100.
Taxa de mudança da armazenagem = influxo - defluxo
Para modelar o retardo do fluxo em canais abertos do rio ,
Hildebrand propos o uso de "reservatórios incrementais",nos
quais a liberação do reservatório ê controlada pela quanti
dade de armazenagem no reservatório, conforme ilustrado na
equação 4.101*.
* No caso linear: S(V) = KrV, o retardo medio do fluxo ê da
do por 1/Kr .
(4.100)
Uma ilustração deste modelo vê-se na figura 4.11
(4.101)
Na equação 4.101, uma liberação de não-potência S(V) esta
indicada como uma função da armazenagem, para mostrar a re
lação entre a liberação e a equivalente armazenagem. Desta
forma, a equivalente armazenagem de agua, num canal aberto
do rio, ê representada pela armazenagem no reservatório in
crementai; colocando um.numero apropriado destes reservató
rios incrementais rio abaixo, ê possível representar o efei
to da demora do trânsito, quando o efeito da liberação da
agua de um reservatório rio acima ê observado em um reserva
tório rio abaixo.
= R - Q(P,V) - S(V)
P = MW da usina
Q = Descarga da usina
V = Armazenagem do reservatório
S = Livramento de não-potência (derramamento)
y = Valor incrementai da agua
Figura 4.11
Modelo básico do reservatório e da usina hidráulica
C
A
P
A
C
ID
A
D
E
D
A
U
S
IN
A
RESERVATÓRIOS INCREM ENTAIS
Figura 4.12
Com um tal modelo e com modelos apropriados para
as liberações de potência, pode ser executada uma simulação da
operação de um curso inteiro d'ãgua, muito satisfatoriaman-
te. Tais modelos foram aplicados numa base horária, para o
- 15estudo da programaçao da geraçao de potência e foram apli
cados em uma base mensal,para o estudo da programação de e-
nergia e do planejamento de recursos a longo prazo. Por e-
xemplo, foram realizados estudos de muitos anos de duração
com tais modelos, em extensivos cursos de agua, tais como a
Bacia do Rio Colorado, utilizando registros histõricos dos
recursos energéticos.
Para a discussão neste capitulo, incluiremos na
liberação de não-potência S, na equação 4.100, todos aqueles
livramentos para a navegação, exigências para peixes direi
tos ribeirinhos, enchente, irrigação e percolação*, isto ê,
todos aqueles termos que podem ser uma função do estado de
armazenagem corrente, ou especificados como uma função do
tempo, que não passam pela turbina. O livramento gerador de
potência serã designado como Q. O influxo para o reservató
rio, R, incluira todo o influxo natural no rio, entre o da
do reservatório e o reservatório mais próximo rio acima,mais
o livramentocontrolado do reservatório rio acima. Se o da
do reservatório encontra-se abaixo da confluência de dois
cursos de agua, então, o seu influxo, R, inclui os influxos
naturais dos dois cursos de agua entre os reservatórios do
rio acima e o reservatório especifico, mais os livramentos
dos reservatórios do rio acima nos dois cursos de agua.
' Seguidamente, o fluxo ê especificado em pés cúbi
cos por segundo e assim, as unidades de armazenagem,nos ter
mos de CFSH ou pês cúbicos por segundo fluindo por uma hora,
e CFSD ou pês cúbicos por segundo fluindo por um dia, foram
desenvolvidas e estão em uso comum na parte oriental dos Es
tados Unidos e do Canada. Um CFS dia abrange 86.400 pês cú-
----------- !------- ~* A evaporação foi incluída pela dedução do influxo do re
servatório.
bicos de ãgua, ou bem perto de dois acres-pês (cobrindo um
acre com uma profundidade de um pê). Outras nações têm pa
dronizado o metro cúbico como unidade de medida e expressam
os fluxos em metros cúbicos por segundo.
Com referência â figura 4.12 que mostra um esboço
de hidrousinas, a altura bruta que age na usina de potência
é expressa, em geral, como a elevação a montante menos a e-
levação a jusante, conforme mostrado na equação 4.102.
Altura de carga bruta = Elevação a montante - Elevação a jusante
GH = FE - AE (.4.102)
Oi = Altura bruta
EE - Elevação a montante
AE = Elevação a jusante
A altura de carga real que age sobre a turbina ê
chamada altura de carga liquida e ê a altura bruta menos as
perdas na. tomada, na tubulação forçada e no difusor.
Altura liquida = Altura bruta - (Perdas na tomada,tubulação força
da e no difusor)
NH = GH - FLO.LOS (4.103)
NH = Altura liquida
GH = Altura bruta
FLO.LOS = Perdas
O potencial de potência para um projeto hídrico ,
o produto da altura de carga liquida, vezes o fluxo, vezes
a eficiência de conversão, ê ilustrado na equação 4.104*.
* Seguidamente, a relação ê expressa em termos de energia e-
lêtrica (KW-h )por unidade de volume de livramento (acre-
pê). Também o consumo especifico E=?acre-pê/KWh é segui
damente utilizado na modelagem de hidrousinas.
P = (NH) (Q) (Eff) (4.104)
= K . Q (4.105)
Esta expressão ê abreviada na forma mostrada na
4.105, na qual a conversão de fluxo para potência ê dadanos
termos de um simples coeficiente K, onde deve-se reconhecer
que K seria uma função do fluxo e da altura de carga, bem
como da eficiência do gerador e da turbina. A forma da e-
quação 4.105 ê freqüentemente utilizada em estudos de longo
prazo, como o meio de estimativa da energia numa quantidade
especificada de ãgua. Baseado na operação de dia a dia, um
coeficiente de conversão media, K, ê seguidamente usado, o
qual reflete as varias condições de operação, tanto na cota de
montante como no fluxo, de modo que o coeficiente de conversão,
na realidade, expressa a conversão da ãgua armazenada para
energia elétrica em megawatts-horas. Hildebrand sugere usar
os valores de K, que variem com a altura a montante ou com
a armazenagem do reservatório, que variem lentamente e que
dependam ligeiramente do fluxo refletindo as perdas na ad
missão, na tubulação e no difusor, bem como a elevação na
1"altura de montante devida ao fluxo
O grau de influência das perdas de fluxo, confor
me ilustrado na equação 4.103, ê amplamente variável depen
dendo do tipo e do comprimento da tubulação forçada,do com
primento do difusor, da forma do canal que parte do difusor,
do numero de turbinas e da configuração do verteaor. Vamos
considerar o que fazem estes efeitos. Para as usinas com al_
tura de carga relativamente baixa, por exemplo, alcançando
de 50 a 100 pês de altura bruta, uma elevação de poucos pês
na altura a jusante pode ter um efeito mensurável sobre a
capabilidade de potência da usina. A capabilidade de salda
de uma usina ê afetada durante os tpmpos, quando o fluxo do
rio excede a capabilidade de engolimento da usina, de modo
que deve ocorrer um transbordamento. Em usinas com pouca al
tura de carga, quando o fluxo ê muito alto, ocorre uma sé
ria redução da capacidade normal. Um esboço deste efeito ê
ilustrado na figura 4.13. As usinas com grandes alturas de
carga, em geral,não são afetadas pela elevação de altura a
jusante, ou pelas perdas no difusor, mas podem ter elevadas
perdas na tubulação forçada, se a usina for localizada a cer
ta distância, longe do reservatório.
Os resultados compostos, típicos para as usinas de
grande altura de carga (400-440 pês), são ilustrados na fi
gura 4.14. As "taxas de âgua" incrementais, expressas em a-
cre-pê por megawatt-hora, foram planejadas e ajustadas com
curvas, usando a técnica ilustrada no Apêndice I do Capitu
lo 3 . A usina de Flaming Gorge tem três geradores movidos a
turbina e a usina de Glen Canyon tem oito,. As curvas com
postas para a múltipla operação das unidades em cada usina
deve refletir os efeitos mútuos das perdas hidráulicas e da
elevação na altura a jusante, com a descarga da usina. Uma
elevação da taxa de agua incrementai, com a crescente pro
dução da usina.,, resulta da elevação na altura a jusante com
o fluxo aumentado.
Atê este ponto, a discussão sobre os modelos pre
sumiu que o influxo ou o fluxo natural no curso de agua fos
se uma quantidade conhecida. O conhecimento relativo da ta
xa de fluxo do recurso, em algum tempo futuro, tende a. di
minuir com o aumento do tempo da previsão. Alêm disso,o tem
po da maior disponibilidade de recurso não coincide, neces
sariamente, com os períodos de maior demanda. Os reservató
rios de armazenagem são construídos para represar o recur
so e permitir seu livramento nos tempos mais favoráveis pa
ra atender a demanda. Desta forma, as decisões sobre a ope
ração de armazenamento ou de represamento para os recursos
hidráulicos devem depender das previsões das futuras deman
das e das previsões de reposição do recurso, pelos futuros
afluxos.
Os modelos da variabilidade dos recursos hídricos
são desenvolvidos dos dados históricos sobre os fluxos.
TA
X
A
DE
A'
O
UA
IN
C
R
E
M
E
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L
DA
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ID
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A
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PÉ
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h
AC
RE
PÉ
"/
M
W
h
.SAÍDA DA UNIDADE - MW
Figura 4.14
FLUXOS MÉDIOS ANUAIS SINTETIZADOS DO TRONCO PRINCIPAL DO RIO COLORADO, PARA O
COMPACT P O IN T , PERTO DE LEES FERRY EM ARIZONA
Figura 4.15
O
peração E
conôm
ica e Plan
ejam
en
to
A figura 4.15 ilustra os dados para a "Estação de
Medição" de Compact Point no Rio Colorado, para 37 anos. A
correlação de fluxos da primavera e do verão com a neve flu
tuante do inverno, e a correlação dos fluxos nos cursos de
agua, durante o período de verão, devidos â queda pluvial
anteriormente medida, foram usadas para auxiliar na progra
mação dos livramentos de agua dos reservatórios de regula
rização anual. Para estudos a longo prazo, são utilizados
"anos de agua" históricos para proporcionar uma simulação
das políticas de geração de potência, na presença de fluxos
variáveis com os modelos, tais como foram descritos por Hil-
debrand\ Podem ser feitos testes de eficiência de políticas
de operação peculiares. 0 comportamento de uma política de
operação, numa serie histórica de anos de fluxos de agua,
proporciona um meio de testar a adequação. Por exemplo, a
história do fluxo d*agua, digamos de 37 anos, de 1914 ate 1950,
ê registrada; na ausência de qualquer tendência no clima,
terreno ou cobertura do solo, pode-se presumir que os flu
xos observados durante este período de 37 anos representam
uma boa amostra dos fluxos a serem provavelmente encontra
dos no futuro. Com tal suposição (que ê encontrada mais tar
de como a suposição fundamental em que esta baseado o proces
so estatístico), os fluxos registrados, para cada ano his
tórico, tornam-se igualmente prováveis com todos os outros
anos. Pode-se dizer que a história do fluxo que ocorreu du
rante o período de 1949 e 1950 tem uma oportunidade, igual
menteprovável, de ocorrer outra vez como os fluxos que o-
correram no ano 1929-30. Dentro do período de 37 anos,al
gum ano representa o ano mais seco a algum ano é o de maior
enchente. Os anos mais secos e os anos das maiores enchen -
tes formam os limites dos testes que seguidamente são usa -
dos para os modelos de simulação para ver se os planos de
ação da geração protegerão satisfatoriamente contra as con
dições de enchente excessiva e providenciarão a energia e-
xigida para tender os compromissos futuros de fornecimento
â carga. Desta forma, o ünico ano critico para a Autori
dade do Vale de Tennessee e o período critico de três anos
para a bacia do rio Columbia foram selecionados entre os a-
nos mais secos registrados para formar a base para estabe -
lecer a carga firme que pode ser suprida pelas usinas hi-
- - 4droeletricas nos dados lençóis de agua. Alem disso, a o-
peração de armazenagem nos projetos hidroelétricos ê compe
lida a prover o volume de armazenagem para controlar um ni-
vel especificado de enchentes durante dadas estações do ano."
Finalmente, a operação de armazenagem, conforme foi discuti
do na seção 3, procura utilizar o influxo da maneira mais e-
ficiente, para evitar a necessidade de desperdiçar o poten- ̂ 4ciai hidroelétrico através do transbordamento .
Em aditamento à técnica do ano histórico para a
modelagem de recursos de cursos de ãgua, têm sido aplicadas
técnicas que utilizam os modelos de Markov. A modelagem do
processo estocãstico de disponibilidade do recurso,numa ba
se de intervalo a intervalo, por exemplo, de mês a mês,to
mou a forma de um processo aleatório composto, utilizando
um processo aleatório de curto prazo, para refletir a influ
ência recente de condições atmosféricas e de precipitações,
e um processo de longo prazo ou estacionai, para Represen
tar a acumulação da estação de neve r de receita e de salda
de agua da estação. Por exemplo, Arvenitidis e Rosing, nas
referências 20 e 21, propuseram o uso do modelo de Massê pa
ra a seqüência estocãstica para os fluxos naturais do rio.
Neste modelo, o influxo mensal subseqüente depende somente do
precedente. Este modelo de curto prazo ê combinado com um
modelo de longo prazo de disponibilidade anual de recurso ,
que depende de uma variável tal como a neve flutuante em re
giões montanhosas. Assim, com este modelo, a descrição do
potencial de recurso para um reservatório serã determinada
por três variáveis, assim chamadas de "estado": a armazena
gem real em um ponto no tempo, o influxo do mês precedente
e uma medida da neve flutuante da estação passada.
O uso ponderado dos recursos de ãgua que envolvem
a produção de potência com um dos objetivos, requer a melhor
previsão possível da disponibilidade de recursos e a previ-
são da demanda de potência. Os modelos de demanda de potên
cia serão levantados na seção seguinte.
Seção 4.2 - Modelos de Carga para Analise de Recursos xCarga
Esta seção descreve os três modelos largamente usados
para representar a carga nos estudos de alocação de recur
sos para as cargas. Eles constituem a previsão de cargas que
ocorrem cronologicamente, a previsão de duração da carga e
2 3a previsão da carga x energia ' .
Um exemplo da previsão cronológica da carga para
um projeto de armazenagem de rio, em 1975, para os Estados
Unidos, ê ilustrado na figura 4.21 para um período de carga
de inverno. Esta curva representava uma previsão para dez
anos, no futuro, no tempo quando foi preparada. A forma da
curva foi baseada em experiência na região, no tempo da pre
visão, e inclui o crescimento esperado para as cargas da ã-
rea para o período de inverno de 1975. A figura 4.21 ilus
tra um modelo típico para a carga de um dia de semana. Com
binando cinco destes modelos de dias üteis com um modelo de
fim de semana, formar-se-ã um modelo apropriado para o es
tudo das semanas. Os modelos foram preparados baseados nas
experiências das estações do ano, para cada uma das 52 sema
nas do ano. Costuma-se, conforme ê ilustrado na figura 4.21,
prever a carga horária integrada, isto ê, os megawatts hora
de energia, dentro do período de uma hora.
Previsões cronológicas de cargas integradas hora-
riamente são utilizadas no planejamento a curto prazo, tais
como no comprometimento da geração para atender a demanda e
na distribuição horária de carga entre varias usinas. Pre
visões de cargas cronológicas são usadas onde a seqüência de
tempo ê importante. Previsões cronológicas de carga são e-
xigidas se o objetivo for a determinação dos tempos de parti
da e de parada para a geração com turbina de um lado, e são
também exigidas quando deve ser estudada a variação da al
tura de montante, devida à operação da acumulação de proje
tos hidroelétricos. Os dados cronológicos de carga e de e-
nergia serão sempre usados quando o efeito integrado das a-
locações de um projeto hidroelétrico for significante. O e-
feito surge, por exemplo, quando as limitações na operação
dos níveis de montante afetam o procedimento da alocação.
As curvas da duração de carga podem ser usadas pa
ra períodos de tempo onde a alocação integrada de recursos
não estiver sensivelmente afetada pelas limitações na acu
mulação de recursos. Uma curva de duração de carga ê ilus
trada na figura 4.22 para os dados cronológicos de cargare-
velados na figura 4.21. As curvas de duração de carga são
feitas, arranjando todas as cargas integradas hor ar iamente ,
durante um período de tempo, neste caso, de um dia, na or
dem decrescente da carga e somando as horas, para formar u-
ma duração cie carga acuruulativa. Isto ê, a curva prossegue
da carga mãxima com mais curta duração, à mínima carga,
a qual ê sempre igualada ou excedida. Por exemplo, na figu
ra 4.22, a carga mãxima de 1260 megawatts ocorre por uma ho
ra, durante o dia. A carga ê igual a, ou maior do que,o va
lor mínimo de 460 megawatts por 24 horas do dia. As curvas
de duração de carga podem ser preparadas para qualquer pe
ríodo de tempo, tal como um ano, um mês, uma semana, a me
tade de um dia, como for necessário.
A curva de duração de carga delineia as horas cu
mulativas de operação com uma carga dada, ou mais alta, du
rante o período de tempo especificado. Ê um traçado muito
util na determinação da quantidade do tempo de operação pa
ra atender um nivel de carga especificado. Por exemplo, se
100 megawatts de geração de ponta devessem suprir os 100 MW
mais altos da curva, na figura 4.22, aquele equipamento se
ria requisitado para operar pelo menos durante quatro horas.
Um terceiro traçado util,que achou uma considerável
aplicação na alocação de hidroenergia, ê a curva de carga-
-energia, conforme ê ilustrada na figura 4.23, para a his-
2rória da carga derivada da figura 4.21 .
Fi
gu
ra
C
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CURVA ENERGIA - CARGA
Figura 4.23
TABELA 4.21
PREVISÃO DE CARGA
Carga Horas de Duraçao Energia
MW Cumulativa Cumulativa MWh
1260 i 20990
1250 2 20980
1240 3 20960
1170 4 20750
1100 6 20470
1060 7 20230
1040 3 20090
1020 9 19930
1000 10 19750
960 13 19310
940 14 19050
860 15 17930
850 16 17780 •
690 17 15220
620 18 14030
550 19 12770
480 20 11440
460 24 11040
A curva de carga-energia indica o valor da ener
gia sob a curva de carga, neste nível de carga ou menos.Co
mo tal, ela ê a ãrea, sob a curva da duração de carga, que
se encontra abaixo da linha de carga especificada. O valor
de energia dada no traçado da curva de carga-energia ê a
quantidade de megawatts-horas que deveriam ser fornecidos
para atender o dado ciclo de carga, na carga especifiçada ou
menos. A curva da energia proporciona um meio rãpido para
achar a energia requerida para servir um nivel especificado
de carga. Por exemplo/ a geração de ponta, III1,tem que for
necer a ultima centena de megawatts do ciclo diário de car
ga, ilustrado na tabela 4.21. A energia exigida para a ge
ração de ponta ê a complementação da energia no nível de
cargade 1160 MW. A complementação ê formada subtraindo a
energia abaixo do nível de 1160 MW da energia abaixo do ní
vel máximo. A diferença na energia ê de 20.990 menos 20.710,
ou 280 megawatts-horas. Reciprocamente, 280 MW horas da e-
nergia de ponta reduzirão a exigência de capacidade,no res
to da geração, por 110 MW.
Conforme serã mostrado mais tarde, a energia hi
droelétrica ê freqüentemente usada para a geração de ponta
num sistema elétrico combinado hidrotêrmico. Ê seguidamente
encontrado o caso em que a hidroenergia disponível para a
usina hidroelétrica ê menor do que a quantidade de energia
que a usina poderia converter, operando com fator de capaci
dade de 100% (operando a toda a capacidade na plena duração).
A curva de carga-energia fornece um meio conveniente para
determinar, para o caso de energia limitada, qual seria a
capabilidade de ponta efetiva para um projeto hidroelétrica
Por exemplo, suponhamos que, para suprir a ponta do dia,se
jam disponíveis 1240 megawatts-horas de energia hidroelétrica,
ilustrado na figura 4.21. Se esta energia fosse alocada pa
ra servir às cargas de ponta, conforme ilustrado na figura
4.23, poder-se-ia usar a hidroenergia para fornecer todas as
cargas excedendo 1000 megawatts. Portanto, a carga resultan
te, apresentada para os restantes recursos de geração, não
iria exceder 1000 megawatts. A capabilidade hídrica efetiva
da ponta, para esta quantidade de hidroenergia, ê,portanto,
de 260 megawatts. A hidrocapabilidade efetiva ê,naturalmen~
te, limitada ao menor valor entre a capabilidade efetiva dè ponta e
a capacidade real da placa da usina. Portanto, a curva da
carga-energia serã destinada a oferecer um meio conveniente
de determinar a capabilidade efetiva de energia das instala
ções hidroelétricas limitadas pela energia, e de executar a
alocação de recursos^'^.
A modelação de carga e a previsão de carga envol
vem um amplo grau de habilidade e de bem senso apoiados , em
um grau modesto, pela técnica cientifica. Felizmente,a car
ga revela eficazes padrões cíclicos diários, mensais e de
estação do ano, bem como mudanças correlacionãveis com os
parâmetros de condição atmosférica para permitir uma preci
são razoável na previsão de ciclos de carga de curto prazo
ou diários. Uma pratica comum na modelagem e na previsão de
curto prazo, para as cargas integradas de hora em hora, ê a
de utilizar a historia recente para formar os padrões diá
rios de carga; por exemplo, certas companhias usam padrões
de carga com características de inverno, de primavera,de ve
rão e de outono. Para aplicar os padrões na previsão de car
ga são usados fatores de escala para refletir a experiên
cia recente. Por exemplo, o ciclo de carga, conforme ilus
trado na figura 4.21, representa uma série de 24 previsões
de carga integradas em cada hora. Este padrão de carga de um
dia de semana de inverno pode ser ajustado por fatores a-
propriados de escalação, para ajustar ou escalar o padrão
de carga â experiência corrente. Muitas companhias usam vá
rios tipos de dias; por exemplo, um modelo de segunda-feira,
um modelo de terça a quinta-feira, um modelo de sexta-feira,
bem como modelos de sábado e de domingo, para refletir os
diferentes padrões cíclicos do uso da energia durante a se
mana. Cada tipo de dia tem uma tabela de 24 estimativas de
carga integradas em cada hora e escaladas a algum valor nor
mal. Assim, sendo, uma previsão de ciclo diário de carga po
de ser composta selecionando, do arquivo prõprio de tipos de
dia e de estação, os 24 valores de carga horária integra
da e escalando-os para representar a experiência recente.
Os fatores não cíclicos, tais como o impacto da
demanda sensível âs condições do tempo, receberam, recente
mente, muita atenção. Foi desenvolvida uma série de téc
nicas, usando os métodos de regressão estacionaria e os mé
todos de analise de séries temporais, para formar tanto os
modelos como as predições de demanda sensível às condições
atmosféricas. Um exemplo da preparação de um modelo sensí
vel às condições atmosféricas e a sua aplicação ê descrito
no Apêndice IV deste capitulo. A aplicação especifica na pre
visão diária de carga máxima da Virginia Electric and Power
Company ê discutida no ensaio contido no apêndice. Aplica
ções dos modelos com componentes sensíveis às condições do
tempo necessitam da preparação de dois componentes horários,
do componente básico ou insensível às condições do tempo e
de um componente sensível às condições do tempo. Isto ê,
para um modelo de carga diária haveriam 24 componentes
básicos junto com 24 fatores refrigerantes da demanda. En
tão, o componente de condições de tempo da carga ê forma
do pelo produto do fator refrigerante de demanda e do com
ponente de condições de tempo previsto. Os principais fato
res de condições do tempo, na variável de condições atmos
féricas para o tempo de verão, são a temperatura ponderada
de bulbo seco e a umidade, conforme ilustrado na figura 4 do
ensaio. No tempo de inverno, os componentes principais são
a temperatura ponderada de bulbo seco e a velocidade do vento.
Os métodos de ajustamento de funções e os métodos
de analise de séries de tempo foram propostos para melhorar
a estimativa dos parâmetros para os modelos de carga e para
fornecer as previsões baseadas nas presentes condições do
tempo e nas informações de carga. '
Seção 4.3 - Conceitos de Coordenação Hidrotérmica
Aproximando-se dos conceitos de coordenação hídri
ca e térmica, antes, olha-se os sistemas nos quais os pro
jetos hídricos devem ser coordenados com a geração térmica
aquecida a combustível fõssil. Presume-se que a geração térmi
ca tem uma característica de enti^ada/salda, que ê convexa.
Além disso, presume-se que o projecto hídrico tem uma quan
tidade especificada de acumulação de agua disponível num pe
ríodo de tempo especificado. Isto ê, as armazenagens dos
pontos de começo e de fim para o hidroprojeto são especifi-
cadasi
Devemos ter um motivo para usar a propriedade das
funções convexas. O custo medio para vários niveis de ope
ração de potência ê sempre maior do que, ou igual, ao custo
da operação no nível medio de potência. Por exemplo, o cus
to de operação de duas horas de 950 megawatts serã sempre
menor ou igual à soma dos custos de operação de uma hora
com 900 e de uma hora com 1000 megawatts, respectivamente,
numa usina com uma função convexa de entrada-salda e com um
alcance de operação que abranje de 900 a 1000 megawatts.Es
te simples exemplo serve para ilustrar o fato de que sempre
que for usada energia hidroelétrica para deslocar a energia
elétrica gerada termicamente, o melhor custo de operação pos
sível ê realizado quando a geração térmica ê "nivelada" pa
ra o período do compromisso de geração térmica. Sob tais cir
cunstâncias, a geração hídrica serve como geração de ponta.
Agora serão considerados vários casos de coordenação hidro
e térmica.
Caso 1 - Sistema de Duas Usinas (Figura 4.31A)
P = MW da usina
Q = Descarga da üsina
V = Acumulação do reservatório
y = Valor incrementai da agua
Figura 4.31A
Modelo elementar do sistema hidrotêrmico
Presumindo que o sistema seja predominantemente
hídrico, deduzimos que a capacidade hídrica ê sempre maior
do que a potência máxima do sistema, mas que a energia hí
drica disponível ê menor do que a exigência integrada do
sistema. Vamos supor que a hidrogeração opera, essencialmen-
te, com eficiência constante, sobre uma extensão de cargas
que correspondem a qualquer carga exigida pelo sistema.Pre
suma-se que o objetivo de operação ê de minimizar os custos
de operação do sistema, por um período de tempo especifica
do. Nesse caso, os custos de operação do sistema, para o pe
ríodo de tempo especificado, são uma função da alocação de
âgua e são iguais à soma dos custos do combustível para mo
ver a usina térmica mais os custos de mão de obra para ope
rar ambas as usinas, isto ê, a térmica e a hídrica.
<oz
Figura 4.31B
Caso 1-Operação da AcumulaçãoVamos presumir que o custo da mão de obra esteja
fixo, de modo que o objetivo ê de minimizar os custos tér
micos, para cobrir o déficit de energia entre as demandas
de carga do sistema e a energia disponível do recurso hídri
co. Para esse caso restritivo não ê difícil de mostrar que
o custo mais baixo de operação do sistema, durante o perío
do de tempo, ocorre quando a usinà térmica ê movida, no seu
ponto de melhor eficiência, durante o numero de horas neces
sárias para fornecer os megawatts-horas requeridos pela car
ga, menos os megawatts-horas de capabilidade hídrica, natu
ralmente sob a condição de que o tempo resultante seja me
nor do que a duração do período para a programação. O modo
de operar para esse caso ê ilustrado na figura 4.31B.
Se esse período de tempo for bem longo,ou se a dis
ponibilidade do recurso hídrico contiver uma notável incer
teza, então, a prudência dita que a usina térmica seja aci
onada durante o começo do período de tempo, e parada quando
for razoavemente estabelecido qüe sobra hidroenergia sufi-4ciente para atender o compromisso. A prova para esse modo
de operação estã um tanto evidente. Para esse caso,ê ne
cessário que seja fornecido um numero especificado de mega
watts-horas pela usina térmica. Até que a capabilidade da
usina for suficiente, esses megawatts-horas são fornecidos
de maneira mais eficiente, operando a usina no seu melhor
desempenho.
Caso 2 - Operação de Nivelamento da Carga
Neste caso, suponhamos que a capabilidade da hi-
drousina é menor do que a ponta do sistema e, ainda mais,
que a hidroenergia ê insuficiente para operar a hidrousina
no fator de plena capacidade. Vamos presumir, alêm disso,que
ê necessário acionar a usina térmica, em todo o tempo duran
te todo o período de programação. Em tais circunstâncias, a
operação mais eficiente para o sistema ê de usar a hidroe
nergia para nivelar as exigências térmicas. Temos presumido
a exigência de que o sistema térmico esteja em funcionamento
durante todo o tempo. Portanto, o melhor modo de operação
ocorre quando as exigências térmicas, conforme ilustrado na
figura 4.32, estiverem niveladas.
Isso ê análogo, como jã foi ‘citado anteriormente,
a achar a programação da hidrousina, para usar a energia
de tal modo que a hidrocapabilidade efetiva seja levada ao
máximo. A prova para esse tipo de operação baseia-se na pro
priedade convexa presumida para a função de entraaa-saida da
usina térmica. Notemos que, nesse caso, a exigência térmica
nivelada não deve, necessariamente, resultar num carregamento
térmico na melhor eficiência, mas que os custos térmicos in
tegrados para o período sejam mínimos. A exigência térmica ni
velada implica um custo incrementai, com o qual a hidroe-
nergia devera ser alocada. Em tais casos, o valor da hidro
ê igual ao preço marginal no hidrobarramento, o qual supri
ra o centro de carga ao custo incrementai correspondente à
"linha de nivelamento" ou à exigência térmica nivelada.Essa
técnica foi usada nos sistemas práticos de despacho na li
nha; por exemplo, a Philadelphia Electric Company tem usado
este método no despacho do reservatório Conowingo, para o-
perações diárias de ponta com essa usina. Baseado na dispo
nibilidade de hidroenergia, a usina opera quando o custo in
crementai do sistema excede um nível especificado e se car
rega para tentar manter o custo incrementai no valor especi
ficado.
Quando ê disponível a hidroenergia suficiente,en
tão, ê possível que a .operação de aplanamento de ponta re
sulte em algumas horas de operação da hidrousina, com a má
xima capabilidade; este caso ê mostrado na curva mais bai
xa, ou na curva de carga "B", na figura 4.32. Aqui, a exi
gência térmica eleva-se acima do valor nivelado somente pa
ra aquelas horas nas quais a hidrousina esta com a sua ca
pacidade mãxima. O custo incrementai para despachar a hidro
ainda corresponde à porção nivelada da exigência térmica. 0
compromisso de hidrounidades de pequena capacidade em car
regamento na melhor eficiência, geralmente otimiza o valor
da hidroenergia para a ponta.
Ponta de Hidro
Caso 3 - Coordenação de Altura Fixa, das Usinas Hídricas e
Térmicas
Suponhamos que um sistema ê composto dê uma hi-
drousina e de uma usina térmica, como na figura 4.31A. Os
modelos de transmissão e de carga serão conforme ilustrado
no Capitulo 3, Seção 1. Suponhamos que queremos preparar u-
ma programação diãria para a operação da usina hídrica e da
usina térmica, dado que uma quantidade especificada de hi-
droarmazenagem pode ser tomada durante o período de 24 ho
ras. 0 problema ê, então, determinar a melhor programação de
operação das usinas hídrica e térmica, de maneira que a quan
tidade de armazenagem seja removida e a quantidade de com
bustível consumido na usina térmica seja minimizada. A es
pecificação da retirada de ãgua cumulativa para a produção
de potência na hidrousina fornece um elo entre as decisões
de despacho para todas as 24 horas na programação.Agora se
rão preparadas as equações de coordenação para satisfazer as
exigências de ãgua e para minimizar a quantidade de combus
tível usado durante as 24 horas. Devemos usar o método de
Lagrange para desenvolver as equações de coordenação e co
locarmos a exigência de uso de ãgua como uma condição adi
cional lateral no problema. Para iniciar a discussão, a ad
missão de combustível â usina aquecida por carvão de pedra
serã dada pela equação 4.300, na qual presume-se que a ad
missão do combustível seja uma função convexa da salda da u-
sina térmica. Permitiremos que o subscrito j indique as con
dições para a hora j. Da mesma forma, suporemos que o flu
xo d 1 ãgua, através da turbina, seja uma função convexa da
salda da hidrousina, conforme mostra a equação 4.301. Note
mos que a extensão do problema, para tratar de casos de al-
tura variavel, foi incluída no Apendice I.
Fj = F (PTj) (4.3Q0)
Qj = Q (PHj) (4.301)
A exigência de carga para a hora j ê ilustrada na
equação 4.302, na qual a carga mais as perdas são supri
das pela salda da usina térmica e da hidrousina.
PTj + PHj = Lj + PLj j=l, — 24 (4.302)
Agora, as exigências referentes aos livramentos da
hidrousina são que eles somem a uma retirada total W, con
forme ilustrado na equação 4.303.
24
w = X Qj (4.303)
j=l
O objetivo da operação eficiente do sistema ê mi
nimizar o custo de operação do sistema S.C., conforme ilus
trado na equação 4.304,
24
S.C. = X F(PT.) (4.304)
j=l 3
na qual os custos de operação horários são somados para o
periodo de 24 horas.
Evidentemente, se os custos do sistema, para o pe
ríodo de 24 horas, devem ser o iriinimo, então, a alocação da
hidroenergia deve ser de tal forma que mantenha os custos
térmicos horários tão baixos quanto possível dentro da con
dição lateral da quantidade de agua usada. Para resolveres-
se problema de minimização restringida, torna-se necessário
introduzir 25 condições laterais na equação 4.304. Ha 24 e-
quações individuais de exigência de carga para as 24 horas,
conforme mostra a equação 4.302. A 25^ condição ê dada pe
la equação 4.303, na qual o livramento total dè agua, para
a produção de potência, deve ser igual â retirada W. Ê for
mada uma Lagrangeana usando os multiplicadores para cada uma
das 25 condições laterais, como mostra a equação 4.305.
24
£ = X ÍF(PT.) - X . (PT. + PH. j=l 3 3 3 3
24
-YÍW- Z Q(PH.)>
j=l 3
(4.305)
a exigência de carga da hora j e que um multiplicador y foi
usado na restrição de uso d 1agua. Para uma programação es
tacionaria ê necessário que a primeira variação da Lagran
geana, dada na 4.305, seja estacionaria, isto ê, zero, com
respeito âs variações arbitrarias da salda da usina térmica
ou da hidrousina para qualquer hora j. Tomemos a primei
ra variação ou derivada parcial da Lagrangeana com respeito
à salda térmica de j? hora. A variação referente a PT^ ê
mostrada na equação 4.306. O resultado da diferenciação ê a
equação de coordenação familiar, para uma usina aquecida acarvão de pedra.
hora. A seguir tomemos a derivada parcial da Lagrangeana ocm
respeito à salda da hidrousina. Una vez que a Lagrangeana de
ve ser estacionaria para as variações arbitrarias na salda
da hidrousina, a resultante equação 4.307- dã a equação de
coordenação equivalente para a hidrousina.
mica. Elas são idênticas quando se designa ao multiplicador
gama (y) um preço por unidade de armazenagem de agua, exa
tamente como c e o preço de unidade de combustível que,mul
(4.306)
Haverã 24 equações de coordenação, uma para cada
(4.307)
Agora comparemos a equação de coordenação para a
hidrousina, com a equação de coordenação para a usina têr-
tiplicado pela taxa do calor incrementai, dã o custo incre
mentai para a usina térmica. Correspondentemente,o preço da
unidade de agua, gama, vezes a taxa de agua incrementai,dQ/
dPH, dã o custo incrementai no barramento da hidrousina.Po
rém, como determinaremos o valor para a agua, gama? No con
texto deste problema, o valor da agua ê exatamente aquele
valor que substituira a geração térmica, hora por hora, de
tal modo que a descarga integrada da hidrousina seja igual
ao valor W. Meios de computação são sugeridos pelas equações
4.306 e 4.307. Suponhamos que seja arbitrado um valor incre
mentai para a ãgua e seja elaborada uma série de 24 despa
chos, usando as equações de coordenação 4.306 e 4.307. Os
despachos resultantes serão "ótimos" para este valor de ã-
gua incrementai. Podemos, agora, verificar para ver se os 24
despachos horários da hidrousina usaram ãgua demais ou ã-
gua de menos. Se foi usado demais, então o preço da ãgua foi
estabelecido baixo demais. Se, ao contrário, foi usadp de
menos, o preço da ãgua foi estabelecido alto demais. Ajus
tando o valor incrementai da ãgua, e tentanto outra vez, ê
possível resolver tanto o despacho como o valor da ãgua in
crementai que irã utilizar a retirada especifica do reser
vatório no período de 24 horas. Assim, um programa para cal
cular o despacho para um sistema hidrotérmico irã tomar a
forma de um programa iterativo de 4 laços,ilustrado na fi
gura 4.32. 0 laço mais interno para o programa serã a solu
ção de Gauss-Seidèl das equações 4.306 e 4.307, para as ho
ras especificadas e para os valores especificados lambda e
gama. O segundo laço irã variar o custo incrementai,lambda,
para a hora especifica, para determinar o despacho horário.
0 terceiro laço serã o laço da hora para estender-se pelas
24 horas, para o despacho do dia. O quarto laço irã verifi
car o uso de ãgua e variar o valor de ãgua incrementai,gama,
para utilizar satisfatoriamente a acumulação de ãgua. O
gráfico de operação para essa computação ê ilustrado na fi
gura 4.32A. Esta técnica tem sido aplicada a vãrios hidropro-
jetos relativamente grandes^. Foi utilizada para o sistema
da Southern Califórnia Edison e para o sistema da TVA.
MÉTODO DE ITERAÇÃO DE LIMITE
Inicializar os Contadores
Figura 4.32A
A discussão da aplicação da Southern Califórnia
serâ encontrada no Apêndice I. Naquela ocasião foram encon
tradas dificuldades de computação com o método. O ajustamen
to de valores de agua incrementais para um sistema de multi-
usinas requer um grande cuidado. Ademais, a presença de res
trições referentes à quantidade de vazão , tais coto as res
trições quanto ao mínimo e ao máximo da altura de montante,
requerem uma atenção cuidadosa. Foi usada uma série de mé
todos para tratar dos problemas numéricos associados com o
problema de coordenação hídrica e térmica. Entre esses es
tavam a programação dinâmica com aproximações sucessivas^ ,
- 7os métodos gradientes , e os métodos gradientes variacio-
8 9nais ' . O método gradiente variacional e usado pela inter-
conexão Pennsylvania-New Jersey-Maryland para a programação
do sistema de quatro usinas no Rio Susquehanna, compreenden
do os reservatórios de Safe Harbor, Holtwood e Conowingo,
14juntos com a instalaçao de armazenagem bombeada de Muddy Run .
Esses quatro reservatórios e usinas formam um sistema com
forte acoplamento hidráulico. Nessas circunstâncias, hã for
tes ações reciprocas entre os programas de cada usina com os
programas das outras usinas. Breves discussões sobre a pro
gramação dinâmica, com o método de aproximação sucessiva,são
oferecidas no Apêndice III, e o método gradiente variacio
nal ê descrito no Apêndice II.
Seção 4,4 - Modelos para a Programação de Armazenagem com
Bombeamento
As usinas com armazenagem por bombas representam
um tipo de banco de energia disponível para os sistemas de
potência. Bombeando agua de um reservatório mais baixo para
um mais alto, por intermédio de uma bomba movida a motor, ê
possível livrar a ãgua mais tarde, num tempo mais favorável,
para acionar um turbo-gerador para devolver a energia elé
trica. As antigas instalações européias utilizaram turbo-ge-
radores e unidades de bomba movidas a motor, separadas para
as funções de geração e de bombeamento.
Nos anos de 1950 foram desenvolvidas turbinas-bom
bas reversíveis que possuiam eficiência suficiente, tanto
nos usos da bomba como nos da turbina, para garantir a ins
talação de unidades simples reversíveis de turbina-bomba.As
instalações de armazenagem bombeada têm, agora, uma ampla
aplicação com o desenho da turbina-bomba reversível. No de
senvolvimento dum modelo para a unidade de turbina-bcxnba,es
tende-se o modelo usado para a hidrousina, mantendo a po
tência gerada como positiva, e a descarga através da turbi
na como positiva. Desse modo, a relação entre a potência ge
rada e a descarga através da turbina ê conforme ilustrado
na primeira das equações 4.400, para o Q positivo. A apli
cabilidade da equação 4.400 seria, num entorno perto da me
lhor eficiência, para cada unidade na usina.
PH=
KpQ
Q>0
Q<0
(4.400)
Ke = KG/Kp (4.401)
No modo de gerar hã um intervalo de geração rela
tivamente grande,para a qual a relação que assume o coefi
ciente de conversão constante e a eficiência ê uma boa a-
proximação. Quando o eixo ê invertido e o gerador ê usado
como o acionamento de motor síncrono, aplica-se a segunda e-
quação 4.400, para o Q, agora negativo, e ê necessária para
a usina potência negativa ou motriz. Para relacionar a en
trada da potência do motor com a descarga da bomba, ê neces
sário um coeficiente de conversão diferente. A proporção dos
coeficientes de conversão K para K ê definida como a efi-_ 9 Pciência de conversão para a usina*. Isso pode ser visto da
seguinte maneira: cada megawatt-hora de admissão de bombea-
mento armazena 1/K unidades de armazenagem no reservatório
* Seguidamente denominada eficiência de ciclo de usina com
armazenagem bombeada.
superior. Correspondentemente, cada megawatt-hora de geração
exige 1/K de unidades de armazenagem. Assim sendo, um mega- y ^
watt-hora de admissão bombeada resultará em K dividido por9K megawatts-horas de geraçao. A proporção de entraia à saldar
para a usina de armazenagem bombeada ê, então, a eficiência
de conversão. Com as unidades de turbina-bomba são possíveis
as eficiências de conversão totais de 75 a 80%. Quando tam
bém são incluídas as perdas de transmissão, e o efeito da
unidade de bombeamento é referido ao centro da carga, são,
normalmente, encontradas eficiências de conversão na ordem
de 2/3 a 3/4. As relações de armazenagem e de fluxo, para o
reservatório superior de uma usina de armazenagem bombeada,
são dadas na equação 4.402, na forma discreta para um sistema
sem influxo natural.
Vj+1 = Vj - QAT (4.402)
Seguidamente ê conveniente expressar a armazena
gem no reservatório superior dum projeto de armazenagem bom
beada em termos de megawatts-horas de geração que a armaze
nagem representa. Nesse caso, o coeficiente de conversão
ê posto igual a 1 e o coeficiente de conversão K ê posto ̂ Pigual ao recíproco da eficiência de conversão 1/K^. Tanto a
capabilidade de armazenagem, como a de potência duma usina
de armazenagem bombeada, são limitadas. A limitação da ar
mazenagem ê mostrada na equação 4.403 e aslimitações na car
ga de bombeamento mais negativa e na capabilidade mãxima de
geração são ilustradas na equação 4.404.
V . < V < Vm m ~ ~ max (4.403)
Bombeamento Mínimo < PH < Geração Mãxima (4.404)
Os projetos de armazenagem bombeada servem tanto
como reservas econômicas como reservas de emergência.A esse
respeito ocorre freqüentemente que a limitação na descar
ga para a programação econômica ê instituída para proteger o
sistema, isto ê, obrigar a programação a deixar uma certa
quantidade mínima dè armazenagem para permitir que a ope
ração cubra baixas imprevistas de outros equipamentos. As
programações de operação para os projetos de armazenagem
bombeada variam conforme o tamanho do reservatório superi
or. Alguns projetos são bastante grandes para permitir a pro
gramação estacionai, para outros são permitidas programações
semanais para seguir o ciclo de carga semanal, ao passo que
em outros, a operação nos ciclos diários ê indispensável,de
modo que tudo o que foi gerado durante o dia deve ser repos
to na noite seguinte.
Começaremos com a ilustração de um projeto para o
qual se estabeleceu a armazenagem entre um ponto inicial e
um ponto final durante um dia. Quer dizer, seja qual for a
geração econômica determinada para um dado dia, acima e alem
do permitido pela mudança da armazenagem, deve ser reposta
durante o período de carga baixa do próximo anoitecer.
Para ilustrar a programação de um projeto de ar
mazenagem bombeada com um sistema aquecido a carvão de pe
dra, consideremos um modelo de carga de pique de um dia da
semana, semelhante ao modelo ilustrado na tabela 4.41 e na
figura 4.41. Presumimos que uma programação de compromisso
para a geração térmica corresponde aos custos incrementais,
conforme ilustrado na Tabela 4.42.e na figura 4.42. As ca
racterísticas para a usina são modeladas-aproximadamente se
gundo o projeto de Niãgara Falis, envolvendo uma bomba-tur-
bina reversível no progeto de armazenagem bombeada de Tus-
carora, que tem uma altura de carga relativamente baixa e
que coordena com a altura de carga mais alta da hidrogera-
ção de Robert Moses. A altura de carga mais baixa para o bom-
beamento, combinada com a equivalente altura de carga alta
para o livramento, isto ê, através dos turbo-geradorek de
Tuscarora e Robert Moses, em série, dâ um ciclo combinado
coh uma eficiência equivalente de perto de 93%«Consideremos*
para a programação, um período de tempo das 08:00 h do dia de
pique da semana, até as 08:00 h do próximo’dia da semana.
TABELA 4.41
Programação da Carga do Sistema e da Hidrousina
Tempo Sabado Domingo
Carga Liquida Carga Liquida
MW MW
24 1609,13 1345,89
2 1211,06 1005,61
4 1095,49 735,95
6 1493,56 1005,61
8 1714,23 1339,48
10 1982,05 1641,23
12 1795,85 1714,23
14 1714,17 1422,93
16 1969,21 1714,23
18 2425,06 1879,32
20 2104,04 1714,23
22 1714,23 1666,91
Ponta em dia da semana Dia útil de semana, medio
24 1634,82 1621,97
2 1243,16 i 1281,684 1211,06 1230,32
6 1770,17 1714,23
8 3054,27 2880,92
r 10 3349,61 3163,43
12 3060,70 2874,50
14 2932,29 2733,24
16 3054,27 2874,50
18 3439,50 3182,68
20 2900,18 2701,14
22 2014,15 1905,00
Curva de Custo Incrementai do Sistema Térmico
Figura 4.42
TABELA 4.42
Custo do Combustível do Sistema Térmico
Exemplo 1 - Hidrousina com armazenagem bombeada
DIA NÚMERO 1
CARGA
3439,500
3349/610
3060,700
3054,270
2932,290
2900,000
2014,150
1714,230
1621,970
1281,680
1230,320
CUSTO INCREMENTAL
5.229
5.229
4,089
4,086
4,035
4,021
3,604
3,446
3,397
3,038
2,965
O custo incrementai do combustível varia linearmente
os pontos sucessivos na tabela.
entre
TABELA 4.43
Características
da usina com armazenagem bombeada
Coeficiente de conversão de agua K_ = 1,0 MWh/MWh
V j
Eficiência da conversão da usina reversível Kg = 0,93
Limites de armazenamento do reservatório 0 < V < 16.600 MWh
Regime da usina Entrada maxima da banba = 1088 MW (Equivalente
à capabilidade de 2 usinas)
Saída maxima geração = 1055 MW (Equivalente
à capabilidade de 2 usinas)
Armazenagem inicial 8,00 h 16.400 MWh
Armazenagem final 8,00 h 14.503,44 MWh
Retirada durante o período de 24 horas 1896,56 MWh
TABELA 4.44
Tabela de duração-cárga máxima em dia de
Classe Hora
Carga
MW
X
$/MWh
1 18-20 3439,5 5,229
2 10-12 3349,61 5,229
3 12-14 3060,70 4,089
4 8-10 3054,27 4,086
5 16-18 3054,27 4,086
6 14-16 2932,29 4,035
7 20-22 2900,18 4,021
8 22-24 2014,15 3,604
9 6-8 1714,23 3,446
10 24-2 1621,97 3,397
11 2-4 1281,68 3,038
12 4-6 1230,32 2,965
semana
Energia
MWh
59306.06
59126,28
57970,64
57932.06
56712,26
56326,94
43922,80
39124,08
37463,40
30657,60
29527,68
Notamos que o período de carga mais baixa, durante a noite
que segue, ocorre entre as 04:00 h e 06:00 h, com 1230 me-
gawatts. Os custos incrementais do combustível de admissão,
com esta carga, pela Tabela 4.42, para o sistema térmico, ê
um pouco superior a $ 2,94 por megawatt-hora. A carga máxi
ma para o dia da semana de maior carga mãxima, ê 3439 mega-
watts. O custo incrementai para o sistema térmico ê cerca
de $ 5,23 por megawatt-hora. Se for gerado um megawatt-hora
de energia na ponta, vamos deslocar $ 5,23 de custos de ge
ração térmica. Agora, comparando as armazenagens, p.or este
período, vemos que 1896,56 MW-hora de armazenamento podem
ser usados em geração, durante este período. Mãxima econo
mia resultará se esta geração for aplicada a horas de maior
custo incrementai operacional. A curva de duração de carga
para esse dia ê dada na tabela 4.44. Se distribuirmos essa
geração às dez horas correspondentes às cargas 1-4 na tabe
la ordenada, podemos nivelar a carga mãxima em 3002,015 MW.
O custo incrementai a esse nível de carga seria aproximada
mente 4,0642/MWh. Referindo-nos à Tabela 4.44, que mostra
os gráficos de carga-energia e de duração - carga, notamos
que, baixando 1899 MWh, o gráfico de energia de carga cor
responde a uma carga de aproximadamente 3000 MW. o programa
resultante ê mostrado na Figura 4.41 como linha A-A*. Este
programa satisfaz as exigências do armazenamento do reserva
tório para o período das 8 h às 8 h. Serã ele necessaria
mente o melhor, ou o programa de menor custo que se poderia
obter?
Para examinar este ponto e ilustrar um algoritmo
para encontrar um programa melhor, devemos prosseguir passo
a passo, através do procedimento de exame e de uma técnica
para mudar para um esquema melhor se possível.
Primeiro, um esquema melhor pode ser encontrado?
Comparemos o maior e o menor custo incrementai no dia, para
o programa dado.
O maior custo incrementai ê $ 4,0642/hW h «— 3002,015 MW
O menor custo incrementai ê $ 2,9646/MW h ♦— 1230,32 flW
Agora, 1 MWh de energia bombeadora, a um nivel de
carga de 1230,32 MW (4 às 6 horas) , custaria $ 2,9646. üm
MWh de energia bombeadora aumentaria o armazenamento de â-
gua no reservatório superior, por uma quantidade equivalen
te a 0,93 MWh de geração (isto ê, a energia bombeadora ve
zes a eficiência de conversão da usina). Mas, 1 MWh de pro
dução pela usina reversível pode deslocar geração térmica
com uma economia de $ 4,0642; conseqüentemente, 0,93 MWh de
produção podem deslocar $ 3,7797 de produção térmica. Por
esta razão, pelo menos incrementalmente, uma economia de $
3,7797 - $ 2,9646 ou $ 0,8151 serã atingida para cada MWh
de bombeanj/ento e 0,93 MW hora de geração. O bombeamento e
a produção deveriam ser aumentados, enquanto houvessem tem
pos para os quais a proporção de custo incrementai, do mais
baixo para o mais alto valor, fosse menor que a eficiência
de conversão do projeto:
Teste
V g > XP
V g - -P- A
V g < x
Banba/ação geradora a tonar
Aumentar a ação (Suboperada)
Programação estacionária atingida
Reduzir a ação (Sobreoperada)
Por isso, os programas de bombeamento e produção
deveriam ser ampliados. Uma maneira conveniente de escolher
os incrementos ê permitir que os programas de geração e bom
beamento mudem até que o nível de produção ou o de bombea -
mento atinja o próximo passo da cargana tabela carga/dura-
ção (interpolação linear para energias pode ser feita entre
os passos de carga).
Por exemplo, 51,36 Mí de bombeamento, das 4 h às 6
h, levantaria a exigência da produção térmica para um nível
igual ao carregamento das 2 h às 4 h. Dal, devemos verificar
se seria vantajoso bombear por duas horas para armazenar 2 x
51,36 x 0,93 = 95,53 MWh equivalentes em geração. Para re
alizar o exame devemos distribuir energia para diminuir a
exigência da maior produção térmica (isto ê , distribuir os
95,53 MWh entre os períodos de 8» h âs 14 h e 16 h às 20 h ,
dez horas no total) para reduzir o nivel a 3002,015-9,553
ou 2992,462 MW. A esse nível, o custo incrementai do siste
ma térmico seria $4,0101/MWh. Mas, ao nivel da carga entre 2h e 4h, o
custo incrementai do sistema térmico é de $3,0382/MWh, claramente 0,93
x 4,0601 > 3,0392: 3,7759 > 3,0382. Assim, a ação da bcxnba/produção
deveria ser aumentada mais no período das 2h às 6h e, possivelmente
mais ainda. Portanto, estabeleçamos o novo requisito termioo para o pe
ríodo das 2h às 6h, no nível do carregamento das 2h às 4h e verifique
mos o aumento na ação bcmbeadora que estabeleça a exigência térmica mí
nima igual ao nível de carregamento das 24h às 2h (1621,97 MW). A ener
gia bombeadora no bloco das 2h às 6h seria (4 horas) (1621,97-1281,68)ou
1361,16 MW horas. Este ê um armazenamento equivalente a 0,93
x 1361,16 ou 1265,88 MW horas de geração, o que ê bem sig
nificativo. Cónseqüentemente, seria feito um teste do efei
to sobre a exigência térmica maior, para ver se um nivel de
carregamento seria ultrapassado, prejudicando a interpolaçaò
linear no armazenamento. A exigência térmica era 2992,462 MW
no último passo e compreendeu dez horas.
Distribuindo 1265,88 MW horas entre dez horas,di-
minuiria a exigência térmica dessas horas de 126,588 MW;sua
exigência térmica cairia abaixo de 2932,29 MW;o proximo pas
so na curva de duração de carga, cónseqüentemente, tenta dis
tribuir 10 x (2992,462 - 2932,29) MW horas ou 601,72 MW ho
ras entre as dez horas, e os restantes 664,16 MW horas, no
período de doze horas. A exigência térmica seria reduzida
por 664,16/12 ou 55,34 MW, mas isto baixaria a exigência tér
mica abaixo do nível de carga das 20 h às 22 h, então, dis
tribui-se um adicional (.2932,29-2900,18) x 12 ou 385,32 MW
horas, deixando 664,12-385,32 ou 278,80 MW horas para ser
distribuída sobre o período de 14 horas, das 8 h às 22 horas.
A exigência de produção térmica resultante torna-se 2900,18
- 278,80/14 ou 2880,27 MW para o período das 8 h às 22 horas.
Agora devemos examinar para ter certeza de que a distribui
ção foi apropriada, comparando os custos incrementais da pro
dução térmica.
A 2880,27 MW, o custo incrementai ê $ 4,0124/MWh
A 1621,97 MW, o custo incrementai ê $ 3,397/MWh
Comparando, 0,93 x 4,0124 >3,397: 3,7315 >3,397
Conseqüentemente, a troca ê boa e a ação geradora
da bomba pode ser aumentada. A continuação deste processo
conduz a um programa final, com uma exigência térmica máxi
ma de 2636,861 MW, a um custo incrementai de $ 3,897/MWh, e
uma exigência térmica mínima de 2057,288 MW, a um custo in
crementai de $3,624/MWh. Comparando o com A_ ,.D Va r
0,93 (3,897) = 3,624
encontra-se igualdade essencial indicando que o programa a—
tingiu um ponto de custo estacionário com respeito a peque
nas perturbações da ação bomba/produção. A exigência térmi
ca foi nivelada e aparece nas linhas G-G' e P-P1 na figura
4.41.
Este simples exemplo serviu para ilustrar um al
goritmo eficiente para esboçar programas de reservatôrio-
bomba. O exemplo não ilustrou dois fenômenos que deveriam
ser mencionados. Primeiro, os limites da capacidade das u-
sinas eram suficientemente grandes, tais que nem os limites
da geração, nem os limites do bombeamento elétrico foram al
cançados. A adição dessas limitações ê prontamente feita,
simplesmente limitando o bombeamento horário, ou a geração,
ao menor valor escolhido entre o limite elétrico bomba/gera
dor e a diferença entre o bombeamento/produção necessário
para nivelar a exigência térmica, e a carga horária inte
grada. Segundo, os limites de armazenamento do reservatório
eram suficientemente grandes e não afetavam a operação da
usina. Quando um limite de reservatório ê alcançado, o in
tervalo de programação deve ser parado nesse ponto e novos
intervalos estabelecidos, com o ponto do limite do reserva
tório colocado ccmo um ponto de limite entre os dois intervalos.
V MAX
-------- INTERVALO 1
TEMPO •
INTERVALO 2
VALOR D*AGUA
INTERVALO 1 >
VALOR D'A6UA
INTERVALO 2
Figura 4.43
Efeito da Restrição de Armazenagem
C
A
R
G
A
HORAS
X p 2
1------------------1
1 1
Ák
1 Tp 1
r i
!
1 1
<
CD
2
O M
W
1 1
i X p - i
CD
^PAVG. ^
ÁGUA ARMAZENADA = MW BOMBA X Tp / Kp
MWh EQUIVALENTES DE GERAÇÃO = KE X MW BOMBA X Tp
Figura 4.44
Carga Discreta de Bomba
Um exemplo desse fenômeno ê oferecido nas figuras
4.41-3, nas quais a produção permisslvel foi limitada a 3000
MW horas para um período diãrio. Notemos que a exigência de
produção térmica máxima aumentou para 2898,506 MW (linha
S-S*).
Finalmente,a técnica ilustrada nesta seção pode
ser expandida para cobrir uma exigência pratica adicional :
níveis de bombeamento discretos. Como um aspecto pratico ,
cargas de bombeamento são limitadas a um intervalo estreite*
devido âs limitações hidráulicas e â eficiência. Para lidar
com este tipo de operação, medem-se mudanças discretas na
carga de bombeamento e determina-se o custo médio incremen
tai para a operação da bomba. Compara-se o custo médio in
crementai com o custo incrementai da geração deslocada, ve
zes a eficiência de conversão da usina. Ajustamentos Vernier
nos MW horas da bomba são feitos trocando os tempos de ini
cio e parada para a bomba. Olhemos a figura 4.44, para uma
ilustração do modelo com níveis discretos de bombeamento.
Seção 4.5 - Critérios para Sistemas Totalmente Hidroelétricos
Programas ótimos para sistemas hidrotêrmicos fo
ram tratados na Seção 4.3 para modelos hidráulicos de altu
ra de carga fixa e para modelos hidráulicos de altura vari
ável, nos Apêndices I, II e III. A programação para fonte
hidráulica foi facilitada pelo uso de um valor incrementai
equivalente para a agua armazenada. Em sistemas hidrotêrmi
cos, o valor incrementai da agua ê o valor da futura subs
tituição de combustível por unidade de agua armazenada. Com
retirada especifica do reservatório, o valor incrementai de
agua ê colocado igual àquele valor que substituira a produ
ção térmica, na medida em que a descarga integrada da usina
hidráulica ê igual à liberação do reservatório, desejada pa
ra o período do intervalo do programa. Assim, o valor incre
mentai da agua assume o papel de um "custo unitário de subs
tituição de combustível" para a usina hidráulica.
Num sistema todo hidráulico, o critério para a
programação õtima deve, e claro, ser modificado para refle
tir a forma da operação do sistema hídrico. Consideremos,no
vamente, um intervalo fixo de programação [0,T] / sobre o
qual um conjunto de cargas ê conhecido e no qual um conjun
to de fluxos locais para os reservatórios são igualmente co
nhecidos. Dos muitos modos de operação possíveis, dois se
rão considerados nessa discussão: 19 Caso, todas as exigên
cias de energia são fornecidas de dentro do sistema, com um
uso mínimo da fonte; 29 Caso, exigências de energia do sis
tema a serem satisfeitas com um mínimo de compras, de fora
do sistema.
0 Caso n9 1 considera o suprimento da carga,a par
tir do reservatório e do fluxo local, para os reservatórios
dentro do sistema; este modelo foi investigado pelo escritor
para o projeto do reservatório do Rio Colorado*^. Para o in
tervalo especificado na programação, desejava-se atender a
uma carga horária especifica para o sistema, mais uma ex
portação especifica para uma retirada total fixa dos reser
vatórios 1, 2 e 3, como ilustrado na figura 4.51. O crité
rio para operação era atendera exportação horária mais a
carga, de maneira a maximizar o armazenamento restante no
reservatório 4, no fim do intervalo T; o reservatório 4: tor
na-se um "reservatório de equilíbrio" nesse modelo. O pro -
blema foi resolvido utilizando o método do Gradiente des
crito no Apêndice II desse capitulo. O valor incrementai da
agua, para o reservatório 4, foi especificado em T.Os va
lores incrementais de agua, para os reservatórios 1, 2 e 3,
foram determinados com relação ao valor incrementai da agua
no reservatório 4 em T, tal que as saldas desejadas do ar
mazenamento para os reservatórios 1, 2 e 3 foram atingidas.
As equações de coordenação de potência para cada usina es
tão ilustradas na figura 4.51. Notemos que a diferença en
tre os valores incrementais da ãgua, rio acima e rio abaixcy
aparece nas equações de coordenação da usina.
Maximize J = V̂ (T) (Ponto final da armazenagem no reservatório 4)
Todas as armazenagens dos reservatórios especificadas no t=Q; retira
das da armazenagem para t=T, especificadas para os reservatórios 1,2,3;
afluxo local especificado para todos os reservatórios; carga horária
PR mais o intercâmbio programado PE especificados.
4
T P. = P_. + PT + P„ cada hora
J K I j
Vl(t) = V^fc-lJ+ÍRj-Sj-Q^) (At=l); V2 (t)=V2 (t-l) + (R2-S2-Q2) (At=l)
V2(t) = V3 (t-l)+(R3-K22+S2-Q3-S2 )(At=l)
V4 (t) = V4 (t-l) + (R4-K33+S3-KJ1+S1-Q4-S4) (At=l)
Equações de coordenação das usinas para a altura fixa:
. 3Qj _ W 1 3PL .
Ayj ãPj " A ( 1 - 3P7 }
Ay4 = Y4-0; Ay3 = Y3-Y4 ; Ay2 = Y2"Y3 ' aYx = Y1~Y4
Figura 4.51
Coordenação de altura fixa para a hidroarmazenagem do sistema
Isto aparece devido ao valor da liberação, por e-
xemplo, do reservatório 2, em termos de produção de energia,
quando a ãgua ê liberada sucessivamente através dos reserva
tôrios 3 e 4. Assim, o valor de uma unidade de volume de â-
gua na represa 2 ê medido em termos de sua habilidade de
produzir energia elétrica nas usinas 2, 3 e 4 sucessivamen
te. Pois o reservatório 4 específico do sistema, reservatório rio abai
xo, tem a capabilidade de acumulação muitas vezes maior que a capabili-
dade combinada dos reservatórios 1, 2 e 3. Num caso mais típico, por e-
xemplo, na operação de uma fonte particular de ãgua, ê mais comum que
o reservatório superior da represa seja o maior e sirva cano acumulação
para a bacia inferior e usinas a fio d'ãgua. Neste exemplo, pareceria
melhor selecionar o reservatório superior, ou o reservatório de maior
armazenamento, como a "represa de balanço" e operar o sistema para a-
tender a carga, de modo tal que o armazenamento final ou o inventário
da represa de balanço seja minimizado, enquanto os armazenamentos fi
nais nas outras represas são especificados. Esta operação tende a re
sultar em retirada mínima do armazenamento a longo prazo para atender a
uma operação a curto prazo, para um intervalo de 0 a T.
Voltando às expressões ilustradas na figura 4.51,
a atenção dirige-se ao aspecto variável, com tempo dos va
lores incrementais da ãgua. 0 valor incrementai da ãgua po
de mudar com o tempo, devido a duas causas. Primeiro, se o
período do tempo for bastante longo, o efeito da variação do
consumo específico com o reservatório de montante poderia
causar um decréscimo significante do valor incrementai da
ãgua, com tempo para o intervalo de previsão 0 a T. As ex
pressões para a variação do valor incrementai da ãgua com o
tempo são ilustradas nos Apêndices I e II. A segunda causa
para a variação do valor incrementai da ãgua surge dos efei
tos das restrições no mãximo e no mínimo do reservatório de
montante. Este efeito foi discutido superficialmente na se
ção 4.4 e estã sendo discutido mais detalhadamente no Apên
dice III.
No Caso n9 2, o segundo modelo de programaçao,le
vado em consideração nesta seção, diz respeito à determina^
ção da compra e da venda õtimas de energia e da capacidade
firme. Um sistema inteiramente hidro, que ê interligado com
outros sistemas, pode escolher entre fornecer uma porção es
pecificada das exigências de energia para um intervalo es
pecificado, 0 a T, com os recursos hídricos dentro do sis
tema, e comprar de outros sistemas a capacidade e a energia
restantes para atender a carga. Dependendo dos arranjos de
interligação, podem ser realizadas as compras de capacidade
firme D, bem como a compra e venda de energia, de hora em
hora. Em certos casos, a compra e a venda de energia são mo
deladas como intercâmbios econômicos, nos quais o custo in
crementai e uma função do tamanho da venda ou da compra e
do tempo de ocorrência durante o dia ou o fim de semana.Su
ponhamos que o custo esteja associado com uma importação,P^,
e o retorno esteja associado com uma venda Pg, e um custo
de demanda associado com uma compra de capacidade firme, D,
da qual pode ser exigido P^, a qualquer instante, para com
pletar a exigência da carga do sistema. O objetivo nesse ca
so, ê o de selecionar um nível de compra de capacidade firme,
D, para o intervalo de tempo, 0 a T, referido âs descargas
especificadas do reservatório durante este intervalo, que
reduzira ao mínimo os custos de compra da capacidade e de
energia para a operação. Na figura 4.52 ê ilustrado um es
boço do diagrama de blocos para os cálculos a serem feitos
para avaliar as variações na compra de capacidade firme. O
procedimento ilustrado na figura emprega um método gradien
te para determinar a direção da variação de um valor arbi
trado de compra, de capacidade firme, D, para melhorar o
custo de operação do sistema. A cada compra especificada de
capacidade firme, são distribuídos os recursos hídricos do
sistema para levar ao mínimo os gastos provenientes da com
pra de energia suplementar.
0 procedimento ilustrado começa com uma programa
ção hídrica especificada experimental, e com uma compra es
pecificada de capacidade firme, D, conforme ilustrado no
primeiro bloco, no alto da figura. Uma programação de compras
e vendas de capacidade é ilustrada no bloco 2, com a restrição de que
Figura 4.52
(continuação)
a venda de potência não possa ocorrer simultaneamente com a
compra de potência firme e que a importação de energia su
plementar não poderã ter lugar se a compra de capacidade fir
me não estiver sendo totalmente utilizada. Dada a compra de
capacidade firme, o recurso hídrico do sistema ê redistri
buído para reduzir ao mínimo os custos com as compras dè po
tência suplementar, menos as vendas. Executando a distribui
ção para dois valores de compra de capacidade firme, ê pos
sível desenvolver um gradiente do custo dó sistema,com res
peito à compra de capacidade firme, conforme ilustrado no
bloco 3. Dado o gradiente dos custos de operação do sistema,
referente a determinada compra de capacidade firme, podemos
desenvolver um procedimento, conforme ilustrado na lógi
ca entre os blocos 3 e 4, para determinar a direção e a mag
nitude da correção desejada para a compra de capacidade fir
me. A determinação de uma nova compra experimental de capa
cidade firme ê ilustrada no bloco 4. O procedimento da com
putação termina quando não se pode obter um melhoramento ra
zoável no custo de operação do sistema, ou em qualquer pon
to onde a compra de capacidade firme ê limitada por restri
ções de importação ou exportação. Uma aplicação deste enfo
que,para determinar o mínimo de compra de capacidade firme
que evite um déficit de energia do sistema, ê descrito na
referência 17. Na aplicação particular, o valor mínimo de D,
que reduzira a soma de Pj a zero, para as vendas zero do sis
tema, foi determinado por um procedimento de gradienteefoi
utilizado um recurso "pseudo" para suprir o déficit re
presentado por Pj.
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APÊNDICE I
A FORMULAÇÃO VARIACIQNAL
Desenvolvimento da Teoria
Para fins ilustrativos, o problema serã inicial
mente fraseado na sua mais simples forma quanto â otimiza
ção do programa para uma usina de geração de força hidroe
létrica, e para outra usina termoelêtrica. Torna-se neces
sário baixar ao mínimo o custo de combustível gasto para a
geração térmica, aF(Pg), durante o período de tempo 0 < t < T,
sujeito â restrição devida ao fato de que a demanda de po
tência L deve ser atendida continuamente pela geração tér
mica PT e pela hidrogeração PH.
A relação entre a potência gerada e a recebida é
dada como:
L = PT + PH - PL (4.500)
PL ê a perda de transmissão e ê uma função quadrãtica da po
tência gerada PH, PT.
O reservatório age como um integrador; o regime
de mudança do armazenamento dV/dt é igual ao afluxo r menos
a soma do escoamento q, descarregado pelas turbinas hidráu
licas e pelo vertimento S que não gera potência. S pode ser
um livramento planejado ou controlado, ou ele pode ser uma
função da acumulação de montante, tal como o derramamento
que pode ocorrer quando a acumulação de montante sobrepuja
a crista do reservatório.
A equação diferencial que regula o estado do re
servatório ê dada como:
dV _
dt r - Q - S (4.501)
O problema de programação hidrotêrmica de curto
prazo ê geralmente fraseado como a pesquisa para obter a
função de descarga Q*(t), que resulta num valor estaciona -
rio para a integral dos custos de combustível, durante ope-
ribdo de otimização,
±
= Min ^ F (PT) dt (4.502)
sujeita â equação algébrica de restrição (4.500) e à equa
ção diferencial de restrição (4.501). Essas duas relações de
restrição podem ser introduzidas diretamente na integral
(4.502), pelo uso de dois multiplicadores de Lagrange, va
riáveis com o tempo X e y . O novo funcional, a ser reduzi
do ao mínimo, aparece agora como:
J =
l
{ F(P) + X (L + PL - PT - PH) +
Y (gç - r + Q + S) } dt (4.503)
Da primeira variação de (4.503) desenvolve-se o conjunto de e-
quações Euler-Lagrange:
Variações referentes a
PT: 3F _ 3PT ~ (1 -
3PL
3PT ) = 0 (4.504)
* O livramento Q deve ser tomado como uma função da armaze
nagem e da salda liquida de potência, Q(V, PH) .
PH** — X (1 — ) + y aQ -s o
e U 3PH ' Y 3PH 0
V ! * - 5 t + t£v (0 + s) - 0
(4.505)
(4.506)
com a equação diferencial associada (4.501) e a equação al
gébrica (4.500).
A condição adicional de limites, imposta a esse
problema, ê que os pontos extremos do reservatório estão es
pecificados. Desse modo, o problema ê do tipo do valor de
limite de dois pontos. Naturalmente, a implicação ê que o
valor do multiplicador Lagrange y em t=T ê de não zero.
Existem, naturalmente, certas restrições de ope
ração nos intervalos das variáveis PT, Q, V nos problemas
práticos. Essas freqüentemente podem ser colocadas na for
ma
^min (t) < PT lt) < S T ^ (t)
Snin (t) < o (t> ‘ (t) (4.507)
Vmin (t) < v <« < (t)
O multiplicador de Lagrange Y torna-se uma cons
tante no tempo para o problema no qual a potência de salda
hidroelétrica depende sô fracamente da armazenagem do reser
vatório, sendo que a variação de S com V. ê desconsiderada.
Problema Ilustrativo do Sistema
Um tal problema foi resolvido por computador di-5gital para o Southern Califórnia Edison System , que envol
ve sete reservatórios hídricos e duas usinas a vapor equi
valentes. As facilidades hídricas tratadas incluíam a par
te do projeto Big Creek mostrada na figura 4.1.1, e a usina
Hoover-Edison.
LA60 HUNTINGTON
Perfil esquemãtico de parte do projeto Big
Creek (Southern Califórnia Edison Company)
As equações Euler-Lagrange, para esse caso, to
mam a forma de equações simultâneas não lineares:
dF
dP
dQ
n = x d - >3 PTn
__j. = . n 3PL .
Yj dP Â 1 3PH. ’
(4.508)
(4.509)
onde
cUF\
= custo incrementai de produção para a usina térmica n
n
3PL
9PT = perda incrementai de transmissão para a usina térmica nn
= taxa incrementai de agua para a hidrousina j
3PL
aPHj = perda incrementai de transmissão para a hidrousina j
X = custo incrementai da potência recebida
Y . = coeficiente de conversão da taxa d1 agua para hidrousi-
na j
Um diagrama lõgico simplifiçado, para a solução
dessas equações, e dado na figura 4.32A. No laço de potên
cia, as equações (4,508) e (4,509) são resolvidas pelo mé
todo de iteração de Gauss-Seidel para os valores experimen
tais X e yj• O laço X(lambda) assegura que a carga rece
bida seja servida a uma tolerância desejada. O laço de ho
ras provê o programa de índices, pelo numero de horas dese
jado que, neste caso, ê 24. Em seguida, as retiradas obtidas
são comparadas com os valores desejados. Se não for alcan
çado um acordo satisfatório, especifica-se simultaneamente
novos valores y (gama), pela solução de equações simultâ
neas, que relacionam as mudanças nas retiradas, com a mudan
ça nos valores gama.
Tratamento das Restrições
As relações de restrições dividem-se, naturalmen
te, em duas classes. A primeira, ou asrestrições de igual
dade, foram tratadas pelo uso dos multiplicadores Lagrange
X e y . A outra classe trata das restrições do tipo de sa
turação, representadas pela equação (4.507). Essas restri
ções acontecem devido à características praticas de opera -
dão, ou âs características físicas das usinas. As restri
ções na geração PT, PH e na descarga Q não representam um
problema serio. Essas restrições podem ser tratadas pelomê-
13todo de Valentine que, de fato, estabelece limites na es
colha permissível para a variãvel.
A ultima das restrições (4.507)na armazenagem,que
nesse caso, ê a variãvel de estado, apresenta uma questão
difícil na implantação da solução das equações de Euler-La-
grange. Para essa classe de restrições do tipo ponto ou do
tipo saturação, o multiplicador Lagrange y tem uma descon-
tinuidade de salto, pois a trajetória de v deixa o limite
V . ou o V . Para uma demonstração numérica desse fenô-
meno, ver o Apêndice III. 0 tratamento das restrições de ar
mazenamento requer uma mudança no método de computação que
foi acabado de ser apresentado (a iteração de gama tende a
desenvolver uma instabilidade numérica com a entrada/saída
da usina e/ou as penalidades de operação que variam com a
armazenagem). Um método que pode manusear com as restrições
de armazenagem ê tratado mais adiante no Apêndice II.
APÊNDICE II
MÉTODOS GRADIENTE VARIACIONAIS
Teoria
Os métodos gradientes variacionais oferecem meios
para produzir algoritmos computacionalmente estáveis para a
programação hidrotêrmica. Podemos declarar, sem provas, que
os processos estáveis para o estado do sistema (armazenagem)
representado pela equação de processo (4.501) tendem a for
necer equações instáveis para as variáveis de coestado y .
Isto ê, se a (4.501) for fortemente amortecida no tempo de
avanço, então, a (4.506) , serã fortemente não amortecida no
tempo de avanço. Era tais circunstâncias, a (4.506) seria for
temente amortecida no tempo de retrocesso.Isso levou ao pro
cedimento de integrar a (4.506) de retrocesso, do firndo in
tervalo de programação T, para trâs, até 0. As equações de
processo (4.5U1) são integradas em avanço no tempo. O mé
todo gera, sucessivamente, programações r^elhoradas, como se
gue:
Partir com qualquer previsão praticável para as
usinas térmicas e hidrousinas, que satisfaça a carga(4.500)
e as restrições (4.507). Integrar a (4.501) das condições
iniciais de armazenagem no tempo zero, até o tempo final T.
Agora, para esse conjunto de valores de armazenagem recém
determinados da (4.501), integrar a (4.506) de um valor "i-
nicial', presumido em T, para trâs até o tempo zero. Com
esses valores do y (t), determinar novos valores de PT, PH,
que satisfaçam as (4.500), (4.504), (4,505) (visto que uma
pequena projeção ê tudo do que se necessita, selecionamos a
projeção para PT e PH para estar na direção de satisfazer
(4.504) e (4.505), mas devemos estar certos de que a proje-
ção satisfaça a (4.500)).
Verificar os livramentos integrados, Q, para a no
va programação, para assegurar a satisfação da armazenagem
desejada de ponto extremo, e ajustar o valor incrementai d*
agua y(t), para forçar a satisfação. Com os valores de PT,
PH, verificar que a nova programação resulte num valor
mais baixo para (4.502). Se a nova programação não for me -
lhorada, devemos escalar, proporcionalmente, a projeção do
antigo programa, isto ê, reduzir a projeção, pois ê possí
vel que tenha havido um deslocamento longe demais, na dire
ção certa. Quando for achada uma projeção que reduza os cus
tos operacionais, então, a programação resultante serã to
mada como o ponto de partida para uma nova projeção. O mé
todo serã continuado até que não seja obtida uma melhora sen
sível de custo, com outra projeção.
Algoritmo da Hidroprogramação Otima
O algoritmo de "gradiente variacional" ê ilustra
do na figura 4.II.1. Notemos que o algoritmo emprega duas o-
perações distintas; a primeira ê a simulação física e eco
nômica do sistema e a segunda, a simulação do "co-sistema"
ou do multiplicador e do despacho. A ultima compreende a de
terminação do valor da futura substituição de combustível da
hidroenergia, â determinação da diferença de coordenação da
programação de geração hidrotêrmica dada, e, a partir desta
diferença, a determinação da mudança apropriada na progra
mação da geração. Notemos que esse método começa com qual
quer programação praticável de geração, isto é, com uma que
satisfaça as necessidades de carga e não viole os regimes
da usina. Ê desejável, mas não necessário, que as exigênci
as de armazenagem dos pontos terminais do reservatório se
jam satisfeitas pela píiroÇramação inicial. Para satisfazer as
exigências de armazenagem, o algoritmo mudará o programa de geração.
Figura 4.II.1
ROTINA AUTOMÃTICA DE HIDROPROGRAMAÇÃO
Em cada iteração, o novo programa de geração ê
sempre mantido viãvel. Na simulação física e econômica do
sistema ê feita uma comparação direta entre os custos do novo
programa e do velho. Se o custo for melhorado, o controle do
programa ê transferido para a simulação de co-sistema, se
guindo uma verificação no numero das iterações completadas.
Se o custo não for melhorado por uma importância prê-esta-
belecida, a projeção da geração ê escalada a uma fração da
quantidade inicial, sendo repetidos a simulação e o calculo
do preço de custo. Se, depois de uma serie de escalagens, a
melhora do custo não atingir o padrão, os cálculos são ter
minados .
A experiência mostrou que esse é um critério sa
tisfatório de parada, para esse programa. A investigação dos
valores dos limites mais baixos ao valor extremo do custo
de combustível térmico, mais a penalidade da restrição do
reservatório, pelo uso de um problema dual, verificou que
esse critério de convergência resulta num erro de custo in
significante"^ .
Um outro laço lógico aparece na parte de co-sis-
tema do programa. Depois de ter sido determinada uma comple
ta projeção do programa, é feita uma verificação do predito
ponto final da armazenagem do reservatório para esta nova
programação. Se o novo ponto final cair dentro de um inter
valo especificado em volta do desejado ponto final da arma
zenagem, o controle do programa ê transferido para a simu
lação do sistema, física e econômica. Se o predito ponto fi
nal transgredir a tolerância, os valores incrementais da ã-
gua do ponto final são regulados ou ajustados, usando um fa
tor de pesagem linear proveniente da projeção de geração, e
o laço do coestado ê repetido. Como anteriormente, em cada
iteração ê permitido somente um numero máximo especificado
de ajustes (20-100). A experiência mostrou ser o numero, em
média, entre dois e três por iteração- O leitor notará que,
assim, o programa pode corrigir uma dada programação expe
rimental que contém uma retirada incorreta de armazenagem,
porém, com perda de tempo de computação.
Os métodos gradientes variacionais foram aplica
dos com êxito na programação das usinas do Rio. Susquehanna,
14e das usinas do Upper Colorado River Storage Project
Em certos casos práticos, tais como o sistema hi
droelétrico com armazenagem bombeada, as descargas permi
tidas Q são limitadas a certos valores discretos, antes do
que a uma extensão continua limitada. Nesse caso, o proble
ma deve ser reformulado, ou no formato do Teste de .Weiers-
trass, ou no Princípio Máximo , ou no Princípio de otima-
lidade de Bellman
Referente ao formato do problema dado no Apêndice
* *I, este teste exige que a escolha otima PH, PT, que satis -
faz a (4.500), deve resultar num mínimo da função.
H (PH, PT) = F (PT) + y (Q (PH, V) +• S-r)
Assim,
* *H (PH, *PT)= Min
PH, PT
H (PH,PT)
sujeito à (4.500).
APÊNDICE III
FORMULAÇÃO DE PROGRAMAÇÃO DINÂMICA
Desenvolvimento da Teoria
A programação dinâmica^ apresenta um meio para
determinar o programa de descarga ótima, tratando o caso co~
mo uma seqüência de problemas de alocação horária d'água.
Para fins de discussão, voltamos novamenteao sistema de u-
ma usina térmica e uma usina hidráulica.
Na forma discreta, a equação diferencial, que re-
ge o estado do reservatório, ê dada por
Vn+1 - Vn + rn "n - S (V (4.701)
Vn = <Vn + Vn+1 )
onde Vn = a armazenagem do reservatório, no inicio do n—
intervalo, e d r n , qn são o influxo e a descarga durante o
n— intervalo. A redução ao mínimo deve ser levada sobre a
soma discreta:
E .
3 VN+1J • MinV Q
N
£ F (PTn)
n=j
(4.702)
sujeito ãs equações de processo (4.500) e (4.501) e às e-
quações de restrição (4.507). Assim, as escolhas admissíveis
qn devem estar na região Q, a qual satisfaz as equações
(4.507). Visto que VN+ ̂ ê considerada como um valor termi
nal fixo, o mínimo esperado do custo do combustível serã u-
ma função da armazenagem do reservatório no início do in
tervalo.
Formando uma seqüência de problemas de determina
ção da distribuição ótima de descarga, para intervalos de
tempo sucessivamente maiores, e gerada a programação ótima
para qualquer intervalo desejado. Pelas técnicas de progra
mação dinâmica ê desenvolvida uma relação recursiva entre os
intervalos sucessivos:
E .(V.) = Min D J
qj£ Q
N
F (PT.) + Min Y F(PT )
3 “
( 4 . 7 0 3 )
= Min
<3j£ Q
P|PV + e3+1 ‘V i ’
mas, pela (11) V j + 1 é dependente da escolha . Assim,
E. (V.) = Min 3 3 qjtQ
F (PTj) + Ej+1 (Vj+rj-q-fS (Vj) ( 4 . 7 0 4 )
Para E^, naturalmente, a escolha é restringida pa
ra satisfazer o valor limite VN+1* Uma série de valores (V)j
ê suposta para cada intervalo de partida j, com base no que
a escolha ótima (q)^, para cada um dos V^, é determinada.
A extensão direta desse método, para um maior nú
mero de reservatórios, incorre em dificuldades de cálculo e
de memória, visto que o custo do combustível esperado, E ,
torna-se uma função do estado de cada reservatório. Assim ,
se forem consideradas K alternativas para cada reservatório
e se houver R reservatórios, devem ser determinadas, para
cada intervalo K , as combinações ótimas. Salvo para K mui
to pequeno, os sistemas de R=3, ou maiores, são impraticã-
veis. Um enfoque alternativo e o uso de aproximações suces
sivas , nas quais a investigação ê aplicada sucessivamente
nas armazenagens em um reservatório, enquanto os valores de
armazenagem, nos outros reservatórios, são fixos. Dessa for
ma são achadas programações melhoradas para cada reservató
rio, sucessivamente.
Problema Ilustrativo do Sistema
0 método de programação dinâmica tem sido aplica
do nos dois reservatórios ligados em série no Rio Susqueha-
nna. São consideradas as restrições de fluxo e de armazena
gem, bem como os efeitos da altura variável e os efeitos de
alocação das unidades.
Um diagrama de blocos simplificado ê dado na fi
gura 4.III. 1.0 programa começa com uma programação inicial pra
ticável, mas não ótima para as descargas da usina como fun
ções do tempo, e executa uma busca de programação melhorada
em cada usina, sucessivamente.
A busca começa no ultimo período de tempo e move-
-se para trãs no tempo, comparando as descargas alternati -
vas que resultam num custo mínimo do combustível para o res
tante do período otimizado. Em cada período de tempo ê se
lecionado um conjunto de armazenagens de reservatório e ê
determinada a descarga ótima para cada armazenagem corres
pondente, V, mais o custo do combustível associado, E, para
o restante do período otimizado, T.
Então, esses valores são usados para desenvolver
uma série semelhante de dados para o período de tempo mais
cedo. A investigação continua até ficar incluído o período
inteiro de operação. A nova programação de descarga de cus
to de combustível mais baixo ê, então, determinada para a
usina particular. A investigação passa, então, para a outra
usina e o processo ê repetido. A investigação continua até
a melhoria de custo ser menor do que o valor prê-fixado,se
guindo a conclusão de uma iteração.
Programação dinâmica-aproximações sucessivas
PP&L Safe Harbor e Holtwood
Otimização de Programas de Hidrousinas
Entrar com os estados inicial e final do reservatório,
a estimativa para a programação de agua do reservató
rio; ccm o fluxo previsto do rio, a previsão de carga
e o tamanho do passo da tabela.
— .. . iEstabelecer a estimativa do reservatório, com
patível com o tamanho de passo da tabela.
— ... .....- , iCanal 1 - Iteração na usina de Safe Harbor - Construir tabelas de
armazenagens, potências, fluxos, alturas de carga, custos para ca
da hora que resultem em operação de custo mínimo, a partir de cada
estado do reservatório especificado desde o início da hora ate o
fim do período de estudo (fim da semana). Começar no fim da semana
e trabalhar para trás._______ _______________________________
_________________ i__________________Ler as tabelas, começando com os estados
iniciais de reservatório, para elaborar
uma programação melhorada._____________
Canal II - Iteração na usina de Holtwood - ( o
mesmo que no cõĵ al I). ____________________
Ler as tabelas para elaborar
uma programação melhorada.
Verificar se o custo acumulado desta iteração ê menor do que
0,9999 do ultimo custo.
Não, chamar a entrada
Figura 4.III.1
Diagrama lógico de fluxos para
a solução da programação dinâmica.
A identificação de turbinas individuais causa que
a função de custo de combustível E seja multimodal. Para
tais funções, o método de aproximações sucessivas corre o
risco de convergir para um mínimo relativo. Os resultados
numéricos, obtidos para esse estudo, demonstraram que o er
ro causado* pela convergência, para um mínimo relativo, foi
inconseqüente.
Embora a produção direta do método de programação
dinâmica seja a programação õtima de descargas para condi
ções particulares iniciais e finais do estado de reservató
rio, hã informações adicionais disponíveis, tais como a de
terminação direta do valor incrementai da agua, a partir da
taxa de variação do custo esperado de combustível E, com a armazenagem
do reservatório, V. Como o intervalo de tempo para cada pe
ríodo ê reduzido, verifica-se rapidamente que, no limite,
a derivada - ® precisamente o multiplicador y de La-
grange da formulação de Euler-Lagrange. As programações de
desempenho típicas são apresentadas nas tabelas I e II. As
tabulações de AE/AV são relacionadas para os dois reserva -
tõrios na tabela II.
A tabela I apresenta o afluxo, descargas, as al
turas, elevações de montante e armazenagens para os dois re
servatórios. As colunas 2 a 7 são associadas com o reserva
tório superior ou de Safe Harbor. As colunas 8—13 referem-
-se à usina Holtwood. As unidades de descarga, de armazena-
+3gens e dos afluxos estão no CFS-HS x 10
A tabela II apresenta a geração hidroelétrica e os
valores incrementais d'agua, AE/AV, e o custo incrementalda
geração térmica. Outros dados disponíveis da saída do com
putador são a geração a vapor e o comprometimento unitário
das turbinas hidráulicas.
Um resultado secundário interessante dessa inves
tigação ê a corroboração numérica, em forma discreta,do te
orema, na referencia 12, da posição no tempo da descontinuida
de do valor incrementai da agua AE/AV, devido à junção da
trajetória com um limite do espaço de fase.
PA. BG+E. SHCO ESTUDO HÍDRICO
PROGRAMA DE OPERAÇÃO DAS HIDROUSINAS DE SAFE HARBOR E DE HOLTWOOD
Código
do dia e
da hora
N9 de identificação do estudo 25162,N9 de iteração 21,Data deste trabalho no computador 32062
Altura
de carga
da usina
Influxo
em Safe
Harbor
Computações de Montante em Safe Harbor Computações de montante em Holtwood
Elevação
de
montante
Retirada
da arma
zenagem
Retirada
maxima
permisslvel
Descarga
da
usina
Altura
de carga
da usina
Elevação
de
montante
Retirada
da arma
zenagem
Retirada
maxima
permisslvel
Descarga
da
usina
Derrame
ou
vertimento
415 25,000 226,238 47,500 281,000 25,250 55,879 168,942 24,844 205,500 29,206 0,044 50,990416 25/000 226,514 34,375 281,000 11,875 57,047 168,367 42,094 205,500 29,125 0, 50,675417 25,000 226,671 26,750 281,000 17,375 57,109 167,96953,844 205,500 29,125 0, 50,189418 25,000 226,289 45,125 281,000 43,375 54,863 168,426 40,344 205,500 29,875 0, 49,860419 25,000 225,791 68,000 281,000 47,875 54,048 169,008 22,844 205,500 30,374 0,001 50,140420 25,000 225,492 81,250 281,000 38,250 54,306 169,254 15,344 205,500 30,308 0,442 50,586421 25,000 2 2 £ r3 ê ê r 86t 750 281,00(T 30,500 54,641' 169,250 15,469 205,500 29,756 0,869 50,972422 25,000 225,226 92,750 281,000 31,000 54,469 169,291 14,219 205,500 28,762 0,988 51,463423 25,000 225,243 92,000 281,000 24,250 54,882 169,152 18,469 205,500 27,768 0,732 51,879424 25,000 225,272 90,750 281,000 23,750 54,971 169,070 20,969 205,500 26,039 0,211 52,582501 25,000 225,426 84,125 281,000 18,375 55,438 168,988 23,469 205,500 20,836 0,039 54,740502 25,000 225,732 70,825 281,000 11,500 56,147 168,756 30,469 205,500 18,500 0, 55,537503 25,000 226,158 51,250 281,000 5,625 57,048 168,329 43,219 205,500 18,375 0, 55,257504 25,000 226,563 32,000 281,000 5,750 57,752 167,977 53,594 205,500 16,125 0, 55,748505 25,000 226,947 13,000 281,000 6,000 58,418 167,556 65,844 205,500 18,250 0, 54,531506 25,000 227,198 0,125 281,000 12,125 58,403 167,335 72,219 205,500 18,500 0, 54,110507 25,000 227,200 0, 281,000 24,875 57,298 167,465 68,469 205,500 21,125 0, 52,991508 25,000 227,200 0, 281-rOOO 25,000 57,275 167,422 69,719 205,500 26,250 0, 50,799509 25,000 227,200 0, 2ol,00Ò 25,000 57,295 167,317 72,719 205,500 28,000' 0, 49,919510 25,000 226,833 18,750 281,000 43,750 55,434 167,836 57,719 205,500 28,750 0, 49>775511 25,000 226,368 41,375 281,000 47,625 54,680 168,460 39,344 205,500 29,250 o, 50,109512 25,000 225,894 63,375 281,000 47,000 54,197 169,041 21,844 205,500 29,486 0,014 50,599
513 25,000 226,012 58,000 281,000 19,625 56,017 168,731 31,219 205,500 28,986 0,014 50>973514 25,000 225,741 70,250 281,000 37,250 54,647 168,996 23,219 205,500 29,250 0, 50,825
TABELA IFtef. 6
2
6
4
O
peração E
conôm
ica e Plan
ejam
en
to
PA, BG+E, SHCO ESTUDO HÍDRICO
PROGRAMA DE OPERAÇÃO DAS HIDROUSINAS DE SAFE HARBOR E DE HOLTWOOD
N9 de identificação do estudo 25162, N9 da iteração 21, Data deste trabalho no computador 32062
(Jnidades MW de Hidrogeração Valor incrementai da água
Código Safe
do dia e Safe Holt- Safe Holt- Safe Holt- Incrementai
da hora Harbor Wood Harbor Wood Harbor Wood térmico
415 4, 10, 102,702416 2, 10, 49,357417 3, 10, 72,269418 7, 10, 173,097419 7, 10, 187,495420 6, 10, 150,973421 5, 10, 121,203422 5, 10, 122,782423 4, 10, 96,810424 4, 10, 94,954501 3, 8, 74,137502 2, 7, 46,980503 1, 7, 23,352504 1, 6, 24,195505 1, 7, 25,568506 2/ 7, 51,658507 4, 8, 103,879508 4, 10, 104,353509 4, 10, 104,391510 7, 10, 176,488511 7, 10, 188,863512 7, 10, 184,794513 3, 10, 79,961514 6, 10, 148,042
97,635 27,500 7,500 4>958996,791 27,250 7,625 4,722695,808 27,250 7,375 4,715796,879 27,250 6,500 5,606498 521 26,875 6,250 6,114899,346 26,125 5,875 5,530298,938 25,750 6,125 4,934097,412 24,375 7,125 4,338695,329 23,250 7,500 3,800390,805 23,000 8,875 3,436475,638 22,750 9,875 3,252168,156 22,625 9,875 3,044567,346 22,500 9,750 2,989359,641 22,375 9,625 2,969366,003 22,375 9,625 2,968466,414 22,125 9,500 3,036174,276 22,375 9,500 3,212088,506 23,625 9,375 3,599092,304 27,750 9,250 4,699994,035 29,125 9,125 5,370495,953 28,750 8,750 5,817197,526 28,250 8,375 5,835297,033 27,875 8,125 4,964597,409 27,625 8,125 5,2262
Referência 6 TABELA II
K>Ou*
C
apítulo 4
A
pên
dice III
Neste estudo foi limitada a extensão permissível
da armazenagem do reservatório de Safe Harbor. Notemos que,
durante as horas 507 a 509, a trajetória para o armazena
mento estava no limite. Notemos ainda, a mudança nos valo
res incrementais da agua AE/AV, para a usina de Safe Harbor.
0 programa do computador para o estudo dos dois reservatõ -
rios foi escrito em FORTRAN e compilado para o sistema de
monitor IBM 7ü90. O tempo de computação foi de 1,3 minutos
por iteração em ambos os reservatórios, para um período o-
timizado de 168 horas. O alcance de investigação para esse
tempo de computação foi de dez retiradas alternadas do ar
mazenamento, em adição ao valor inicial para cada hora.
A representação funcional das duas hidrousinas,i-
lustrada neste exemplo, ê a seguinte:
FB = elevação do reservatório de montante, pes
W = retirada da armazenagem cheia, mcfs-horas (mil pes cú
bicos por segundo, durante uma hora)
M — elevação efetiva do canal de fuga, pes
U = numero de turbinas em operação
q = descarga da usina, mcfs-horas
H = altura líquida de carga da usina (P-M)
PH = geração em MWh/h
S = vertimento sobre a represa Holtwood
h^ = altura líquida do vertimento em Holtvood
H2REF = elevação da montante, em pes, na qual ocorre o verti
mento
scon() = coeficiente da equação do vertimento
board = ponto de quebra na curva do vertimento
Equações de Safe Harbor:
FB-ĵ = 227,2 - 0,00832S1 - 0,00001328W12; 227,2 > FB̂ >. 215,0
= 169,15 + 0,01914^ + 0,001522q2 - 0,00001393 q3 -
- (16,38 - 0,000573P2 ) Fíq^
F(qx) = 5,0 - 0,2^. + 0,0022222q2 ; 1 < q1 < 40 ; = 0,8665 -
- 0,007775q1 ; qx > 40
H1 = FB1 -
= 0,7166 + 0,00106061^ + 0,1515^-!^
(Truncar); 1 < < 10
ux = 0,65 + 0,000263^ + (0,149738 + 1,7816 x 10-4H1)q1
(Truncar); q2 > 10; 0 < u1 < u1may
= £-2,6603 + 0,01427^ + (0,07384961^ + 0,30633)q1/u]L -
- 7,03067 x K f 6 W 6] u1, - Í.OUj^
Equações de Holtwood:
FB2 = 169,75 - 0,03202S2 - 0,00001972S22; P2 > 163
jŷ = 107,135 + 0,2704q2 + 0,0035q2
H2 = ̂ 2 - “2
CW = u2maxa '34 + °'038H2)
u2 = 1,52 + 0,3334q2 - Ó,012H2 (Truncar); 1 < q2 < 5
u2 = 0,66334 - 0,00094742H2 + (0,47631 - 0,0019217H2)q2
(Truncar); q2 > 5
PH2 = £-5,2095 + 0,04601H2 + 4,8530 (q^u^ + (0,0183938H2 -
- 1,01166) (q^u^2 - 1,4786^03 x IO-3 (q^u^4J u2
= - Montante de referência
S = (soon(l) + (soon(2) + soonPJh^h^ x ĥ ; 0 < h2 < board
S = scon(4) + (soon(5) + sconíejh^h^ > board
APÊNDICE IV
Programação Hidrotérmica
Na simulação da operação do hidrosistema completo
(armazenagem convencional e bombeada) o objetivo ê de redu
zir ao mínimo os custos de operação do sistema durante o pe
ríodo de uma semana. Executando a simulação, ê necessário
observar várias restrições de operação como as seguintes:
- as restrições do reservatório não devem ser violadas;
- quando usar a geração, cada usina operará em um ponto
de "melhor" eficiência, salvo para condições especiais ,
operação de geração parcial não será permitida;
- quando usar a bomba, cada usina operará Ma toda bomba
ou absolutamente não operará.
Para levar a cabo a simulação do hidrosistema,fo
ram feitas várias suposições, como as seguintes:
- a geração térmica tem uma característica de entrada /
saída convexa;
- foi especificado o livramento horário da Stewart Moun-
tain (ultimo reservatório rio abaixo);
- são especificados os pontos inicial e final das arma
zenagens, para cada reservatório;
- cada lugar de hidrogeração tem uma característica de
entrada/saída convexa;
- é possível livrar a água, sem passar pelas turbinas;
- altura de carga fixa.
Hidroconvencional
A figura 4.IV.1 é um diagrama geral lõgico da rotina
de programação da hidroconvencional, com base de uma semana
O método usado ê baseado no mais alto declive, na técnica
gradiente com restrições, onde cada passo ê dado para obter
a maior economia praticável do custo de combustível, para
o menor livramento de agua.
O programa aceita como entrada o seguinte:
- descrição das unidades térmicas disponíveis para fun
cionar por uma semana - custo de combustível sob pro
dução mínima e mãxima em $/hora, e produção mínima e
mãxima;
- cargas cronológicas bi-horãrias em MW a serem servidas
pelos sistemas hidro e térmicos;
- para cada lugar hidro, as características de entrada /
salda na forma de fluxo d*agua (AF/H versus geração
MW/h);
- para cada reservatório:
armazenagem mínima e mãxima em acre-pês
pontos inicial e final da armazenagem em acre-pês.
Como um primeiro passo, o programa deaenvolye uma
característica de entrada/saída convexa. Isso ê realizado
colocando as unidades em linha em ordemcrescente de custo
a plena carga em $/MWh.. As unidades que "devem funcionar"
podem ser especificadas.
Em cada hidrolugar, a ordem de carregamento das
hidrounidades ê especificada pela entrada dos dados. O pro
grama controla para estar certo de que a curva de uso d'ãgua
incrementai para cada usina, proveniente das característi -
cas dos dados de entrada, seja convexa. Quando se acha que
a curva não ê convexa, a lógica do programa força, arbitra
riamente a curva de uso d'agua incrementai a ser convexa.Na
programaçao da hidroconvencional, o programa tentara operar
cada lugar hidro em um dos seus pontos de potência dados.
PARAR
A lógica da hidro convencional
Para quando for constatado que a restrição do reserva
tório vai ser violada, foi feita a provisão para abandonar o
ponto de geração desejada. Como último passo da solução, a
hidro também terá a permissão de operar em um ponto de po
tência diferente daqueles que foram dados na entrada.
O programa tem uma provisão para livrar a água,
sem passar pelas turbinas. Isto só pode acontecer quando o
livramento de água exigido, em qualquer local, for maior do
que o possível de obter, se as turbinas tivessem que operar
toda a semana com pleno rendimento.
Para o projeto de Salt River, a descarga em qual
quer represa, exceto na de Stewart Mountain, i uma função da
descarga na Stewart Mountain e da mudança líquida, durante
o período de uma semana, de todos os precedentes reservató
rios ao longo do rio.
Hidroarmazenagem bombeada
A figura 4.IV.2 é um diagrama lógico geral da rotina
para programação da hidroarmazenagem bombeada. A técnica u-
sada ê extensão direta do método de programação da hidro-
convencional. Como com a hidroconvencional, o intervalo de
programação ê de uma semana embora a lógica do programa
possa separar a semana em mais do que um ciclo de operação,
se as condições assim o mandarem. O programa aceita o se
guinte, da entrada do programa de hidroconvencional:
- característica convexa de entrada/saída térmica;
- cargas cronológicas bi-horãrias em MW, modificadas pe
lo sistema hidroconvencional;
- para cada local hidro, característica convexa de en
trada/saída da hidrogeração;
- para cada local hidro, programação de hidrogeração con
vencional;
- para cada reservatório:
armazenagem mínima e máxima,
pontos inicial e final de armazenagem em acre-pés,
padrão de armazenagem de reservatório em acre-pés;
PARAR
lógica da hidroarmazenagem bombeada
- característica de entrada/saída, na forma de fluxo d 1
agua (AF/H) versus potência da bomba (MW/h).
Nesta técnica da simulação foi admitido que qual
quer capabilidade de geração não usada num hidrolocal pode
ser usada no ciclo de geração da operação. A lógica não per
mitira bombeamento outro que não aquele discreto. Embora o
programa tente operar os geradores num dos pontos de potên
cia dados, isto não serã sempre o caso. No mãximo, uma fai
xa bi-horária de tempo para cada movimento de bomba pode não
estar em um ponto discreto.
Quando for atingido um limite de armazenamento, o
intervalo de programação, inicialmente uma semana, deve pa
rar neste ponto e devem ser estabelecidos novos intervalos,
com o pontd limitador de armazenagem colocado como um pon
to de limite entre os dois intervalos.
CAPITULO S
PROGRAMAÇÃO DA GERAÇÃO
Seção 5.0 - Introdução
Este capitulo destina-se às questões relacionadas
com a seleção das unidades, ou a programação da geração. O
primeiro tõpico diz respeito aos modelos de reserva e às e-
xigências de reserva. As definições são dadas para as re
servas de operação, de programação e as reservas girantes,e
uma discussão e feita sobre as praticas de reservas. A se
gunda seção considera os custos de transitórios de partida
para a geração a vapor, baseada a carvão de pedra,enquan
to a terceira seção refere-se aos problemas de preparo de clas
sificação de prioridade e de listas de prioridades para os
compromissos das unidades. São discutidas, também, as técnicas para com
prometer usinas limitadas em energia. A quarta seção descreve um algo -
ritmo recursivo para determinar a programação de partida/pa -
rada para uma unidade geradora simples e discute como po
demos usá-lo para melhorar as programações experimentais de
comprometimento de unidades.
Os apêndices destinam-se a cobrir dois algoritmos
adicionais (logico e de gradiente) para melhorar as progra
mações, tentativas de compromisso das unidades.
Seção 5.1 - Modelos de Reserva de Geração e as Exigências
As operações de programação envolvem uma seqílência
de decisões que conduzem à temporização do arranque e da pa-
rada das unidades geradoras, para assegurar uma quantidade
de capacidade geradora adequada, mas não excessiva, sincro
nizada para atender as demandas. Um passo de primeira impor
tância na programação ê o preparo da previsão de demanda.
Essa previsão geralmente assume a forma de serie tenporal de
previsões de demandas integradas a cada hora, para um perío
do de tempo que abrange de 24 a 168 horas. 0 período mais
longo é freqüentemente utilizado para estudar a coordenação
de recursos hidroelétricos com geração movida a vapor, para
reconhecer as demandas mais baixas durante os períodos de
fim de semana, para facilitar as decisões de arranque e de
parada da geração movida a vapyÀr do tipo de reaquecimento e
para acomodar a remoção do equipamento em paradas de manu
tenção, e paradas não previstas ou não planejadas ou pa
radas forçadas. Uma discussão muito curta das formas de pre
visão de carga foi feita no capitulo 4, seção 2. Métodos pa
ra o desenvolvimento de previsões serão tratados em uma u-
ma unidade posterior, na seção que trata dos métodos de pro
babilidade e de estatística.
Ê costume planejar-se uma capacidade adicional ou
sincronizada da demanda, ou pronta para ser sincronizadaden
tro de um curto período. A capabilidade em excesso aquela
exigida para atender a carga do sistema ê definida como re
servai" A reserva instalada ê aquela capabilidade de reser
va instalada num sistema e e geralmente medida com relação
à carga máxima anual. Este termo e usado no planejamento da
capacidade. Para a programação de operação costuma-se usar
o termo "reserva de operação". A reserva de operação e a-
quela que estã acima da carga firme do sistema, exigida pa
ra prover:
1 . regulação dentro duma hòra, para cobrir as va
riações de minuto em minuto;
2 . desvio d~a carga em relação à previsão;
3. perda de equipamento não planejada;
4. proteção da ãrea local.
A reserva de operação consiste da reserva girante e da re-
serva programada ou não girante.
A reserva programada ou não girante ê aquela por
ção da reserva de operação que ê capaz de ser sincronizada
com o barramento e carregada dentro de um período de tempo
especificado.Uma ilustração de reservas de operação é dada
na figura 5.11.
CAPACIDADE INSTALADA
CAPACIDADE EM
SAÍDA PROGRAMADA
CAPACIDADE EM
SAÍDA FORÇADA
RESERVAS FRIAS
RESERVAS <
cr
PROGRAMADAS £
O
RESERVAS
GIR ANTES
ui
>crUJtoUJ
“ f _
r
F
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CARGA £
PRESENTE £
z
(D
TEMPO 5 MIN. 30MIN. 4h.
PRESENTE Á PARTIR DO TEMPO PRESENTE
Ilustração da Reserva de Operação e da Capabilidade dè Carga
Se as previsões de demanda forem feitas na base
de carga integrada por hora, então, o primeiro termo, regu
lação, deve cobrir tanto as oscilações dinâmicas, minuto a
minuto na carga, como as tendências da carga, como por e-
xemplo, no período de alto crescimento de carga antes do pi
co da manhã, da tarde ou da noite. Assim, a reserva girante
exigida durante um período de rápida variação de carga,par
ticularmente durante o crescimento da carga, pode ser maior
do que a reserva girante exigida no tempo do pico do siste
ma. Ê interessante notar o que outros acham da reserva gi
rante .
2Miller expressou que a reserva girante adequa -
da ê, provavelmente, o fator primário da segurança na ope
ração do sistema de potência. Ele notou que a quantidade de
reserva girante que um sistemacarrega ê uma decisão de po
lítica baseada nos riscos e na economia.
Reservas maiores (excessivas) resultam em custos
de operação mais altos, devido a um numero maior de unida
des que devem ser carregadas nos pontos de operação mínimos,
ou quase mínimos. Os custos médios insatisfatórios de ope
ração para as unidades, em $/MWh, resultam geralmente de
uma operação com carga mínima, ou quase mínima.
Miller também notou que a pratica de determinar a
reserva girante, como uma porcentagem de carga máxima,ê fa
lha por não levar em consideração os riscos reais que exis
tem num sistema. Miller registrou tais fatores como o tempo
necessário para pôr em serviço o equipamento térmico de ge
ração, o desvio da carga em relação à previsão, a carga na
unidade mais pesadamente carregada, ou quantidade da potên
cia importada sobre as interligações e a consideração dos
arranjos do sistema normais ou anormais.
As regras da reserva girante devem ser sensíveis
aos fatores citados. Miller citou exemplos de reserva gir^n-
te de 2-3 por cento cada uma, para a divergência de carga
em relação à previsão e para o erro de regulação. Provisões
de contingências foram incluídas para cobrir arranjos anor
mais do sistema, devido âs perdas das facilidades de trans
missão, previstas ou forçadas. Em alguns casos, as exigên -
cias de reservas girantes são estabelecidas sobre uma base
de área, devido ao tamanho do sistema e à distribuição da ge
ração e da carga. Por exemplo, são exigidas reservas num
centro de carga, para cobrir a geração da boca da mina, ou
a hidrogeração que pode localizar-se longe do centro de car
ga. A distribuição das reservas girantes relativas aos cen
tros de carga e entre as unidadesê muito importante.Os tes
tes na reserva girante de ãrea auxiliam a obtenção de uma
distribuição apropriada.
A capabilidade de aumento de carga das unidades
varia amplamente dependendo do tipo da unidade. Por exem
plo, as usinas hidroelétricas de baixa altura, com a tubu
lação forçada curta, podem ser sincronizadas e carregadas
muito rapidamente. As usinas de grande altura, com a tubu
lação forçada longa, são limitadas, no aumento de carga,pe
la taxa de aceleração da agua na tubulação forçada; entre-
̂ *tanto, o tempo e ainda bem curto. Por exemplo, as unidades
na usina de Glen Canyon, as quais são de mais de cem mega-
watts numa altura de carga de aproximadamente 440 pês, fo
ram adaptadas para serem carregadas em 30% da plena capaci
dade por minuto. A geração Diesel na ordem de 5000 kilowatts
pode ser posta em marcha e carregada até a carga plena em
menos de um minuto. A geração térmica com vapor reaquecido,
por outro lado, ê geralmente, limitada ao crescimento de
carga persistente, na ordem de 1 a 3% do regime nominal da
unidade por minuto. Tal geração pode manejar um crescimento
de carga repentino, na ordem de 1 0 % de regime nominal da u
* Para os hidro-reguladores, ê adicionado um declínio tran
sitório â regulação de velocidade,R, para proporcionar a-
mortecimento no movimento dos distribuidores.
0 declínio transitório ê providenciado por meio de um Ha-
mortecedor a êmbolo", o qual,por sua vez, coloca um equi
valente da rede de retardamento adicional na função detrans
ferência do regulador. Desacelerando o movimento do distribuidor, os
efeitos indesejáveis, instabilizadores da inércia da tubulação for
çada, são suavizados.
nidade numa base não persistente, isto ê, por períodos cur
tos tais como 10 a 15 segundos, ou menos. Assim, a reserva
girante ou a capabilidade de absorção da carga, com a qual
uma unidade contribui para um sistema, ê marcadamente de
pendente das características do projeto da unidade, do tipo
do combustível usado, da carga presente na unidade e da du
ração do tempo, no qual a capabilidade de absorção deve ser
realizada. Os períodos de tempo usados pelos grupos de pro
gramação variam conforme está ilustrado nas Tabelas I e II.
Esta informação foi tirada do recente levantamento das"Pra
ticas que afetam aJoonfiabilidade de fornecimento de potên
cia em blocos"'*. Notemos a pratica ECAR relacionada na Ta
bela I: dois componentes da reserva girante são expressos em
termos de porcentagem da carga prognosticada para a hora de
pico, mais um terceiro componente que reflete os riscos de
perda imprevista do equipamento gerador. A carga interrompí-
vel e a reserva de partida rãpida podem ser contadas no com
ponente 2 , visto que o componente 3 pode incluir a capaci
dade que pode ser posta em marcha carregando, pelo menos,
parte de carga dentro de dez minutos.
O enfoque ECAR pode ser contrastado com o enfoque
MAAC, e particularmente o enfoque PJM, que usa as exigências
de reserva, baseado nos cálculos de probabilidade, reconhe
cendo o risco de perda forçada das unidades e o risco da di
vergência da carga com relação à previsão. A exigência de
reserva da operação para PJM, então, ê convertida em níveis
de megawatts, que são sensíveis aos tipos de unidades em li
nha, bem como à hora do dia que reflete o grau de precisão
da previsão.
NPCC coloca os níveis de reserva na base da pri
meira e da segunda contingência. As ãreas de coordenação
MAIN e SWPP tendem a se basear em porcentagens da carga do
sistema como ê ilustrado na Tabela II.
As praticas de operação de emergência,para preser
var a capabilidade do fornecimento de blocos de potência in
cluem o seguinte: redução da tensão, interrupção da carga e
derrame da carga.
PRÁTICAS DE RESERVA GIRANTE
ECAR
Quantidade Mínima
Componente 1, 3% do máximo pique horário prognosticado
por dia, mais:
Componente 2, 1% do máximo pique horário prognosticado
por dia, mais:
Componente 3, uma porcentagem especificada do máximo
pique horário prognosticado para um ano civil e
baseado na expectativa da media ponderada da in
terrupção forçada.
Composição
Componente 1, capacidade em linha.
Componente 2, capacidade em linha, carga interrompível,
reserva de partida rápida.
Componente 3, 0-100% da capacidade na linha, 0-100% da
carga interrompível ou da capacidade de partida rá
pida aplicável num minuto, 0-50% da carga interrom -
pível ou da capacidade de partida rápida aplicável
em 1 0 minutos.
MACC
Quantidade Mínima
O critêjrio seguido pelo sistema PJM ê:
Determinado pelo cálculo de probabilidade baseado
na perda de carga num dia em dez anos, numero e
tamanho das unidades em serviço, taxa de interrup
ção forçada e nível de carga.
Exigência de reserva girante de aproximadamente
1200 MW no presente.
Composição
Capacidade em linha apta a ser carregada em 10 minutos.
A capacidade fora de linha pode ser usada como reserva
planejada se a mesma puder ser carregada em 30 minutos.
NPCC
New York
Quantidade jllnima
A maior perda simples de contingência tem que es
tar disponível em 5 minutos. A reserva programada
para cobrir uma segunda perda de contingência de
ve estar disponível dentro de 30 minutos.
New England
Quantidade Mínima
Deve estar disponível em 5 minutos um valor de 1,5
vezes a carga na unidade mais pesadamente carre -
gada.
Composição
A reserva não sincronizada não pode exceder 33
1/3% da reserva da ãrea.
PRÁTICAS DE RESERVA GIRANTE
MAIN (Dividida em três ãreas separadas, como segue)
Companhia Commonwealth Edison
Quantidade Mínima
Geração Bruta
6000 ou menos
6000 — 7000
7000 ou menos
Composição
Capacidade em linha.
Area Illinois-Missouri
Quantidade Mínimà
Metade da maior unidade em operação, mais 15% da
carga mãxima de CILCO.
Composição
Capacidade em linha.
Area dos Sistemas de Wisconsin- Alto Michigan
Quantidade Mínima
A maior unidade em operação (presentemente 315 MW)
Composição
50% da capacidade em linha capaz de ser carregada
dentro de 3 minutos. O equilíbrio pode ser não gi-
rante, se disponível dentro de 5 minutos.
Reserva Girante
200
250
300
SWPP
Quantidade Mínima
6 % do pico anual prognosticado.
Composição
3 % de reserva girante e proveniente da ação do re
gulador com não mais de 16,7% numa máquina simples.
3 % nãogirante e disponível dentro de 1 0 minutos.
Capacidade no barramento excedendo 16,7% nas uni
dades individuais, turbinas hidráulicas ou de com
bustão, entregas de energia que podem ser recupe
radas, capacidade sob contrato pelos sistemas vi
zinhos acima das suas exigências de reserva, ca
pacidade disponível pelo aumento de pressão da
caldeira ou pelo corte dos aquecedores-de água de
alimentação.
NOTAS SOBRE A VERIFICAÇÃO DO "ENGARRAFAMENTO" DE RESERVA
Verificações escalares da capacidade
A. Testes: Pode um excedente regional ser despachado
sobre, as interligações?
Excedente regional = CAPR - CARGAR
Necessidade da região = -MIN |Õ, CAP^ - CARGA^ - C^_-C^_l***
= Maior unidade em R
= A segunda maior unidade em R
Exigência de interligação = MIN jExcedente regional, necessi
dade da região]
Teste:
Exigência de V Capabilidade
interligação - / de interligaçãôR K
Nota: A capabilidade de interligaçãoR ê a composi
ção de todas as maiores interligações entre a
região R e a região R, baseada nos estudos do
fluxo de carga estática e transitória.* ** ***
B. Testes: Pode um déficit regional ser sustentado pe
lo resto do "pool"?
Déficit regional = -MIN CAP.. - CARGAn - C. - CL
^ 2rJ
* Pode ser um teste redundante, uma vez que o excedente regional de
ve ser > necessidade da região
** A capabilidade da interligação deve refletir a Capacidade tonada
para apermuta esperada de economia.
*** A região, (R) representa o complemento da região (R).
Excedente de
sustento = MIN CAPg - CARGftg capacidade de inter- ligaçãoR
Déficit regio- < ExceãentB de sustento nal ~
Procedimento de verificação:
1. Verificar cada área (o "pool" a ser dividido em re
giões que reflitam a geração/carga)
2. Começar com a extremidade ocidental do "pool",for
mar "nova área " de duas ãreas contíguas do extre
mo oeste.^Vçrificar a nova ãrea em face do resto
do "pool".
3. Adicionar a ãrea contígua para formar a "próxima
ãrea nova" e verificar em face do resto do "pool".
4. Repetir; o resto do "pool", fora as 3 unidades, ê
a "ãrea do extremo leste".
É de interesse citar o levantamento sobre as pra
ticas que afetam a confiabilidade do fornecimento de blocos
de potência. Na pagina 62, referente à redução da tensão, o
relatório diz o seguinte:
11A habilidade de instituir procedimentos para a redução de
tensão varia consideravelmente entre um sistema e outro.
Tais procedimentos são instituídos mais fãcil e mais efe
tivamente em ãreas geográficas limitadas e de alta densi
dade de carga. Na maioria dos casos, a redução de tensão
pode ser efetuada apenas enviando o pessoal para as subes
tações para bloquear a regulação ou para reajustar o pon
to de regulagem dos transformadores com troca de deriva
ção sob carga e dos reguladores. Este procedimento pode
exigir varias horas para ser completado. Entretanto, vá
rios sistemas têm reduzido o tempo necessário para concre
tizar tal ação, instalando um equipamento de controle do
tipo supervisor.
Uma analise dos dados indica que os procedimentos
de redução de tensão foram utilizados por sistemas em va
rias regiões de coordenação. Algumas destas regiões são
aquelas que experimentaram reservas instaladas menores do
que as normais causadas pela localização da usina e pelas
dificuldades de direitos de passagem das linhas de trans
missão. Foi relatado que as medidas para redução de ten
são foram somente instituídas quando a combinação das con
dições de operação dentro de um sistema ou de uma região
era incomum. Estas condições incluíam as perdas múl
tiplas de capacidade de geração, as limitações de capabi-
lidade de transmissão e a demanda maior do que a normal ,
devido ãs cargas sensíveis ao calor,quer durante as con
dições de tempo quente, quer durante as condições de frio
rigoroso. Geralmente os níveis de tensão foram reduzidos
de 3% a 5% mas, em alguns casos) foi usada uma redução de
tensão de 8%.
*É difícil determinar o efeito total das medidas de
redução de tensão. Durante os meses de verão foram rela
tadas reduções de carga 1/ 2 % a 1 %, para uma redução de
tensão de 1%. Durante os meses de inverno foram realiza
das reduções de carga de 3/4% a 1^% ".
Em alguns casos, a carga desligãvel foi incluída
como parte da reserva girante. Embora tal carga seja certa
mente uma componente razoável da reserva, as companhias de
utilidade publica tem sido relutantes em adotar um curto a-
viso de interrupção aos clientes que as contrataram para es
se tipo de serviço. Os usuários de energia industrial fe
charam contratos com as companhias de utilidade publica e
com as autoridades governamentais para o suprimento de car
gas interrompíveis com energia secundaria. Por exemplo, as
companhias de alumínio do noroeste do Pacífico têm comprado
energia secundaria; os laminadores de aço no Vale do Ohio
têm comprado potência com uma cláusula de interrupção no
contrato; companhias químicas têm comprado energia, com o
contrato rezando que a potência ê abastecida pela reserva
girante do sistema.
Foram feitas sugestões para que se considere as
cargas bombeadas, nos projetos de armazenagem bombeada, co
mo cargas "interrompíveis" para fins de reserva?
Quando os planos correntes forem implantados,cer
ca de 89% dos sistemas relacionados na Pesquisa de confia
bilidade consentirão em aplicar, na prática, o princípio de
derrame de carga automático^. O derrame de carga ê um des
ligamento seletivo dos blocos da carga do sistema, baseado
no desvio da freqüência do sistema relativo ao valor dese
jado. Derrames de carga em degraus, ou blocos de 6 a 10% na
carga do sistema, ê o mais comum. A magnitude total do der
rame de carga, utilizando os planos de três degraus, geral
mente varia entre 25% e 35%. Vãriõs sistemas relataram uma
capabilidade de derramar ou ejetar carga em quantidades con
sideravelmente maiores. Nos sistemas predominantemente de
hidrogeração, os blocos de derrame de carga em pontos de fi
xação de freqüência mais alta são menores do que nos siste
mas de geração a vapor, e maiores blocos de carga são der
ramados em pontos de fixação de freqüência mais baixa pelos
hidrossistemas? Um derrame de carga típico efetua uma que
da de carga de cerca de 1 1 % para cada um porcento de desvio
~ 4na freqüencia do sistema , em relaçao ao valor desejado.
Como aponta Miller, a distribuição da reserva gi-
rante e um fator muito importante para preservar a capabi-
lidade do sistema de responder rapidamente às mudanças de-
2sejadas . A capabilidade de resposta e adversamente afeta
da quando a maior parte, ou toda reserva é carregada em pou
cas unidades marginais, ou numa só grande unidade. Quando a
reserva ê dividida entre tantas unidades quantas possíveis,
então, cada uma pode contribuir com a sua parte na restau
ração das condições do sistema ao normal e para suavisar os
riscos de uma possível instabilidade,de desligamento dos e-
los de interligação, das sobrecargas da linha e do equipa -
mento, os quais podem ocorrer devido às perdas não progra
madas dos circuitos e da geração no dado sistema, ou no sis
tema interligado. Quando as reservas estão esparsas numa
região extensa, como ê o caso da PJM Interconnection ou do
New York Power Pool, costuma-se verificar a capabilidade de
reserva dentro de regiões específicas das empresas do,,pool,.,
As verificações são feitas da capabilidade das reservas gi-
rantes e,programadas dentro de cada região, e são feitas ve
rificações da capabilidade de importação/exportação dos cir
cuitos que conectam a região. Uma ilustração de verificações
de reservas por regiões e dada na Tabela III, que oferece
técnicas para fazer verificações de "estrangulamentos de re
serva". Os efeitos das contingências de geração e de cir
cuito podem ser obtidos com auxílio dos fatores de distri
buição da variação da geração, para testar a suficiência
tanto da geração como da transmissão para manejar as varias
contingências.
Seção 5.2 - Modelos de Custos de Operação e de Partida
Modelos deentrada-saída para cargas estáveis fo
ram discutidos e desenvolvidos no primeiro capítulo desta
serie. Embora se reconheça que o carregamento transitório,
necessário para seguir as variações de segundo em segundo
na demanda do sistema, pode resultar em custos operacionais
mais altos do que os prognosticados pelo uso de curvas de
entrada-saída de carga estável, este fato não foi amplamen-
te investigado e não está incluído nas decisões referentes
ao despacho econômico. Na programação,o efeito transitório
de pôr em funcionamento uma unidade, ê reconhecido no caso
de uma geração a vapor à base de carvão de pedra.
Muitos trabalhos científicos têm descrito as téc
nicas de modelagem para os custos transitórios associados
com a partida da unidade, como uma função do tempo durante
o qual a unidade estava parada. 5*6/7*8,15 Q de Bald-
win, Dale, Dittrich fornece um bom exemplo de modelo para
o custo de partida. 0 custo de partida ê modelado como uma
função de um "custo de turbina", K, que não depende do nú
mero de horas em que a unidade esteve parada, um custo de
partida de caldeira fria, B, que representa o limite supe
rior de custos de partida de um estado de parada frio, um
custo de caldeiras em reserva, B', como o custo por hora pa
ra manter a temperatura de uma caldeira em reserva e uma
constante de tempo de esfriamento da caldeira, a. Se "t"for
o tempo de parada em horas, o modelo proposto por Baldwin,
Dale e Dittrich aparece na equação 5.200 para uma partida
a frio, e na equação 5.201 para uma partida sob condições
de reserva (banked).
Custo de partida:
Partida resfriada ou fria = K+B(l-e ^ ) (5.200)
Partida sob reserva = K+B1 (t-1) (5.201)
Dado o trabalho para controlar a estação, a sele
ção das condições de partida a frio, ou de partida sob re
serva, seria feita de acordo com o menor dos dois custos.
Um exemplo é ilustrado na figura 5.21.
Modelo de custo de partida
Figura 5.21
A linha de baixo representaria as decisões de des-
pacho mais favoráveis para esta unidade hipotética. As ca
racterísticas selecionadas são tais que uma decisão deveria
ser feita na base de tempo de parada, seja ele maior ou me
nor de 12 horas. Para os tempos de parada mais curtos do que
1 2 horas, seria mais econômico colocar sob reserva as cal
deiras, para manter a temperatura. Para os tempo de parada
que excedem 1 2 horas, seria mais econômico fazer parar e
permitir um resfriamento normal da caldeira.
Neste modelo presume-se que uma hora ê o tempo ne
cessário para o arranqu^/e, por isso, a quantidade (t-1 ) e
o tempo que a caldeira leva para esfriar.
Os custos de arranque exponencialmente variáveis
foram descritos nas referencias 5 e 6 , enquanto que o custo
de arranque em linha reta, com o mínimo diferente de zero e
com um máximo de saturação, e descrito na referência 7. Ca
da um destes modelos ê uma representação do modelo ilustra
do na figura 5.21. Deve-se frisar que se uma unidade for
desejada para capacidade em uma hora especificada, tendo es
tado parada por um tempo de "t" horas atrás, então, por es
te modelo, uma hora antes do tempo em que ê desejada a ca
pacidade, torna-se necessário que a unidade esteja com a
temperatura e pressão corretas, pronta para ser sincroniza
da durante a hora.
Seção 5.3 - Métodos de Ordenação
A seleção de unidades que satisfazem uma seqüen-
cia prevista de carga foi várias vezes aludida como "compro -_ 9misso da unidade", "programaçao economica" e "pre-despacho" .
"Esta finalidade do prê-despacho ê a de selecionar
a combinação das fontes e das unidades que supri
rão as necessidades esperadas de um sistema, em
um período de tempo de futuro imediato, a um cus
to total mínimo e que proporcionarão uma margem
específica de reserva de operação. Isto requer a
consideração dos custos de arranque e de parada
de unidade (às vezes aludidos como custos cícli
cos) , regras de operação, tais como o tempo míni
mo de trabalho e o tempo mínimo de parada, e re
gras de trabalho". O estudo científico continua:
"O tempo mínimo de trabalho e o tempo mínimo de
parada de uma unidade são,em grande parte, um as
sunto subjetivo e destinam-se a proporcionar tem
po para a equalização de temperatura dentro da u-
nidade de turbina para, assim, manter as tensões
devidas aos diferenciais de temperatura dentro
dos limites seguros. As "regras de trabalho" são
um assunto de política da empresa. Assim, se a po
lítica ê a de manter uma turma completa de traba -
lho somente até, por exemplo, às dez horas da noi
te, então, podem ocorrer custos adicionais de tra
balho, possivelmente com taxas de horas-extras,se
a unidade for mantida em serviço durante todas as
horas da noite e, possivelmente, mesmo se ela tra-Qbalhar somente ate às onze horas da noite" .
A seleção de um conjunto de unidades para satis
fazer uma carga especificada e umá questão interessante e
complexa quando se tenta levar em conta as restrições de o-
peração e de segurança, mais os custos de arranque, mais as
características de carregamento da unidade para alcançar u-
ma operação mais econômica possível. O problema foi simpli
ficado em vários graus e, talvez, o enfoque mais simples se
ja o de elaborar uma lista prioritária e selecionar um nu
mero suficiente de unidades em seqüência da lista ordenada, de
modo que a soma de capacidade selecionada iguale ou exceda
a carga mais as exigências de reserva. Por exemplo, as uni
dades que iriam desempenhar uma função base de carga,seriam
melhor,escolhidas de uma lista ordenada à base dos custos o-
peracionais em dólares por megawatt-hora, no ponto de ope
ração de melhor eficiência. Uma tal lista seria baseada na
suposição de que os custos de arranque não seriam conside -
rados e de que as unidades com mais favorável custo opera
cional de melhor eficiência seriam carregadas nos pontos
ou quase nos pontos de sua melhor eficiência de operação .In-
felizmente, dependendo dos tamanhos das unidades na lista e
da quantidade de reserva exigida, não seria possível carre
gar todas as unidades nos seus pontos de melhor eficiência
de operação para satisfazer a carga especificada. Pelo me
nos uma unidade terá uma curva de custo incrementai mais
baixa em comparação com as outras, e pelo menos uma outra
unidade terá a curv^de custo incrementai mais alta.Assim,
alguma unidade ou algumas unidades serão unidades marginais
para este compromisso particular e serão carregadas em um
ponto de eficiência mais baixa do que a melhor. Consequen
temente, isto não quer dizer que a seléção de unidades de
tal lista garantirá a mais econômica escolha do compromisso.
A seleção de unidades para a operação mais econô
mica, desconsiderando os custos de arranque, pode ser feita
por métodos de programação dinâmica, conforme ilustrado nas
referências 10 e 11. Entretanto, os enfoques descritos nes
tas duas referências não incluem os custos de arranque.Por
tanto, a formulação do problema de compromisso da unidade e
mais complicada e requer um modelo mais sofisticado. Um bom
exemplo de um modelo que reflete a maioria dos parâmetros e
12oferecido no trabalho de Anstine , no qual as unidades sao
selecionadas de três listas. A primeira lista inclui aquer
las unidades que estão em uma categoria de "deve funcionar,”
para o bloco de tempo dado. Com "deve funcionar" entende-se
aquelas unidades que devem operar para satisfazer as exigên
cias *de reserya de área, as exigências de tensão ou var de
área e as unidades já operando, as quais, devido às regras
de tempo mínimo de parada, devem continuar a operar. A se
gunda lista inclui uma ordenação de unidades baseada nos
custos de funcionamento de melhor eficiência em $/MWh. A
terceira tabela contêm uma lista de unidades classificadas
por "custos de capacidade". O "custo de capacidade" estima-
-se pela soma dos custos de arranque, divididos pelo mínimo
de horas de funcionamento, mais o custo de funcionamento
com carga mínima. O custo de capacidade ê ordenado na base
decusto por MW nominal. Este custo ê uma medida mais da pro
visão de capacidade do que de energia e reflete a operação
da unidades marginais em um despacho econômico com a capa
cidade comprometida igual à carga mais as exigências de re
serva.
Desta forma, um procedimento para estabelecer uma
tabela de prioridade pode apresentar-se da seguinte maneira 2
Todas as unidades da tabela de "deve funcionar" seriam co
locadas como as primeiras na linha, depois, um numero sufi
ciente de unidades seriam selecionadas da tabela de "melhor
eficiência" para satisfazer a carga mínima mais as necessi
dades de reserva durante o dado intervalo de compromisso, en
tão, seria selecionada a capacidade suficiente da "tabela
de capacidade" para satisfazer a carga mais as necessidades
de reserva girante, para a maior carga no intervalo de com
promisso. A lista resultante torna-se uma lista experimental
de prioridade para o compromisso da unidade. Conforme serã
descrito mais tarde, serão selecionadas unidades adicionais
da tabela de melhor eficiência, cujos custos da melhor efi
ciência em dólares por megawatt-hora sejam menores do que o
custo incrementai com carga máxima para a lista experimen -
tal de prioridade. Então, estas unidades formam a base do
teste para a seleção da lista final de prioridades. Este tó
pico serã abordado mais detalhadamente na discussão refe
rente à seleção de unidades que seguira na seção 5.4.
O compromisso de unidades selecionado na base de
uma lista de prioridade tem tido uma ampla aplicação, üm e-
xemplo de uma lista de prioridade usada em um dos estudos
de planejamento realizado pela "Consolidated Edison Campany"
ê ilustrado na Tabela IV. 0 numero da unidade na lista de
prioridade é ilustrado na coluna 1. A carga mínima e o cus
to de operação para cada unidade elstão relacionados nas co
lunas 2 e 3 e os custos de operação de capabilidade mãxima
e da carga mãxima estão indicados nas colunas 4 e 5. O de
clive da linha reta que liga o custo de carga mínima com o
custo de carga mãxima e dado na coluna 6 e ê o custo incre-
mental constante equivalente para a aproximação da linha re
ta â curva de custo de entrada-salda da unidade. A coluna 7
dã a proporção do custo máximo para o regimen máximo da u-
nidade. Devido à suposição de uma linha reta do custo de en
trada-salda, compreende-se que o ponto de operação de melhor
eficiência para cada unidade ocorre no seu regimen máximo.
Assim, a coluna 1 mede o custo de operação em $/MWh na me
lhor eficiência. Notemos que as três primeiras unidades
têm os maiores cuátos de operação, na melhor eficiência, de
todas as unidades na tabela. Estas unidades aparecem primei
ro na lista, já que são "unidades que devem funcionar". As
unidades 4, 5 e 6 têm o custo operacional mais baixo,na me
lhor eficiência, enquanto as unidades 7 a 16 ilustram cus
tos de operação da melhor eficiência crescentes. A carga mí
nima, aplicada nesta lista de unidades para os .estudos, foi
de 2700 MW. Assim sendo, o compromisso mínimo das unidades,
para este estudo, inclui as unidades 1 a 6 . Todas as deci
sões referentes ã operação das unidades adicionais, então,
necessitariam de um estudo de custo de operação e de parti
da. Para ps estudos particulares empreendidos, foram a car
ga mais a exigência de reserva que determinaram o numero de
unidades necessárias na linha.
As estimativas dos custos de operação para o sis
tema podem ser feitas desenvolvendo-se uma curva de entrada
-salda do custo do sistema formada por segmentos de linha
reta entre as acumulações sucessivas nos pontos de operação
máxima das unidades. Esta curva de custo ê ilustrada nas co
lunas 8 e 9 da tabela IV. A coluna 8 relaciona a soma de
saldas máximas da unidade para as unidades neste nível de
prioridades, ou menos, e a coluna 9 -relaciona a soma corres
pondente dos custos de operação de carga máxima. Esta Tabe
la foi esboçada na figura 5.31. Notemos que, para todos os
níveis de carga acima da carga mínima marcada no diagrama ,
a curva particular ê convexa*. Conseqüentemente, esta curva
poderia ser usada como uma unidade equivalente no despacho
e na coordenação hidrotêrmica. Notemos que a curva de custo
incrementai de operação seria uma serie de degraus para este modelo.
TABELA IV
CUSTOS DE OPERAÇÃO DO SISTEMA PARA
(1 ) (2 ) (3) (4) (5)
N9 de ordem
da unidade
PminMW
C . m m
$/h
Pmax
MW
Cmax
$/h
1 1 0 47,745 27 165,436
2 94 579,735 314 1876,415
3 15 105,84 92 455,42
4 2 0 0 512,474 1033 2213,46
5 2 0 0 512,474 1033 2213,46
6 262 686,34 1115 2301,069
7 58 194,97 240 589,91
8 58 194,97 240 589,91
9 125 484,614 260 933,624
1 0 2 0 0 857,70 472 1945,428
1 1 150 637,29 376 1558,240
1 2 150 637,29 376 1558,240
13 150 667,485 345 1462,50
14 225 1136,655 800 3414,805
15 350 1633,77 930 4000,170
16 96 485,01 400 1720,77
(6 )
dc
dp
$/MWh
(7)
ACmax
APmax
6,293 6,127
5,894 5,976
4,540 4,950
2,042 2,143
2,042 2,143
1,893 2,064
2,170 2,458
2,170 2,458
3,326 3,591
3,999 4,122
4,075 4,144
4,075 4,144
4,077 4,239
3,962 4,269
4,080 4,301
4,065 4,302
(8 ) (9)
Vp
L max MW .
XcL max
MW
27 165,436
341 2041,851
433 2497,271
1466 4710,731
2499 6924,191
3614 9225,26
3854 9815,17
4094 10405,08
4354 11338,704
4826 13284,132
5202 14842,372
5578 16400,612
5923 17863,112
6723 21277,917
7653 25278,087
8053 26998,857
Figura 5.31
Modelo de custo do sistema
Felizmente, neste exemplo particular temos evita
do a situação que ocorre seguidamente, na qual aparecem, na
ordem de prioridade, unidades adicionais que "devem funcio
nar", fato este que faz a curva de custo operacional não ser
convexa. Notemos que, abaixo da carga mínima, a curva ê de
finitivamente não convexa e que tal curva seria inapropria-
da para o uso com métodos de despacho utilizando termos in
crementais de custo. Isto não quer dizer que não hã métodos
disponíveis que poderiam usar tal curva. A programação di
nâmica e os métodos diretos de investigação podem ser usa
dos com curvas de entrada-saída não convexas. O importante
ê destacar que as curvas não convexas não podem ser usadas
com os métodos incrementais, tais como aquele das equações
de coordenação.
Infelizmente, é bem alta a freqüência com a qual
as curvas não convexas são encontradas quando se tenta esta
belecer o compromisso das unidades. Para tais casos hã duas
alternativas disponíveis. Primeira, a curva pode ser ajus
tada por uma forma convexa para, assim, permitir o uso de
métodos incrementais de programação e de despacho. Segundo,
se o ajuste não for aceitável, então, o método de investi -
gação deve mudar de um algoritmo incrementai para uma forma
discreta, na qual as mudanças no compromisso são avaliadas
pela alteração real do custo de funcionamento do sistema.
Tal enfoque requer a aplicação de cálculos de despacho eco
nômico para cada condição de operação proposta.
Vamos agora voltar para as questões referentes ao
compromisso das unidades de recursos limitados e/ou à dis
tribuição de recursos limitados nas usinas de combustível
múltiplo, tais como a aplicação de uma quantidade especifi
cada de gãs natural em usina ou em usinas no sistema para o
qual pode-se usar oleo residual para, assim, atender as ne
cessidades do balanço de energia. Este problema esta próxi
mo dos casos relacionados no capítulo 4, referente à progra
mação hidroelétrica. São oferecidas duas técnicas para o
tratamento deste problema. A discussão descrevera o compro
misso de pequena capacidade hidroelétrica, mas as técnicas
a serem descritas aplicam-se/ da mesma forma, para qualquer
distribuição de recursos limitados. Vale a pena enfatizar
que o valor dos recursos limitados deve ser medido nos ter
mos do seu valor de "substituição do combustível", em lugar
do seu custo ou valor anterior. O valor da distribuição tor-
na-se um preço imaginado (Shadow Price), ou um pseudopreço,
medido pelo valof^do recurso substituído.
Vamos supor que o recurso deve ser utilizado; pof
isso, as considerações dos custos de partida não podemafe
tar a questão de se a usina funciona ou não funciona, mas
pode afetar o número de partidas durante um dado período de
carga mãxima, digamos de um dia. Uma tal suposição ê razoá
vel para usinas hidroelétricas e também para usinas de com
bustível múltiplo, onde os custos de transferência proveni
entes da mudança de um combustível para um outro são descon
siderados. Esse procedimento será aplicado numa curva de car
ga unimodal, isto e, com único pico durante o período em
questão. Uma extensão das técnicas para as curvas de carga
multimodais, ou de picos múltiplos com restrição no número
de partidas, pode ser feita de uma maneira relativamente di
reta, usando as técnicas lógicas, conforme esta descrito na
referencia 1 2 .
Vamos considerar uma técnica para o compromisso de
hidrogeração para um caso de uma usina hidroelétrica cuja
capacidade ê pequena em comparação com a carga do sistema e
â qual, devido âs considerações de eficiência e de operaçãc*
seria imposto que operasse na, ou próxima da, regulagem de
melhor eficiência para qualquer compromisso das unidades que
for desejado. Tais unidades, em geral, não são controladas
de acordo com a carga, mas são operadas sob programação pre
determinada. Presumamos que a nossa tarefa seja a de achar
tal programação de compromisso. Suponhamos que a quantidade
do recurso disponível esteja limitada, de tal modo que a u-
sina não possa funcionar com carga plena durante todo o pe
ríodo de programação. Vamos, ainda, supor que a usina tenha
três geradores de turbinas hidroelétricas idênticos e que a
pratica de operação seja a de operar na regulagem de melhor
eficiência para 1, 2 ou 3 geradores em funcionamento. Isto
ê, hã somente três níveis discretos de carga (mais a parada)
permitidos, conforme é ilustrado na Tabela V-a, onde os ní
veis de salda de Pl, P2 e P3 correspondem ao numero de uni
dades comprometidas. Devido aos efeitos de acoplamento,tais
como a elevação da ãgua de montante ou da ãgua a jusante ,
devida à produção da usina, a taxa incrementai de recurso
por unidade de salda da energia aumenta com o crescente ní
vel de compromisso de potência da unidade. Isto ê, (AR/AP)^
ê menor do que (AR/AP)^ e assim por diante.
TABELA V-a
Distribuição de Recursos com Níveis
Discretos de Potência da Usina
Horas nesta salda para Taxa incrementai
Nível de salda utilizar os recursos de recurso
MW Horas Recurso/MWh
H 1 (AR/AP) 3
2 H 2 (AR/AP) 2
3 H3 (AR/AP) 3
Suponhamos que, pela quantidade de recurso dispo-^
nível, a usina possa funcionar H1 horas com uma unidade na
linha; alêm disso, se tivéssemos que fazer a usina funcio
nar com duas unidades na linha, ela poderia funcionar duran
te H2 horas; com três unidades na linha hã bastante recurso
para fazer a usina funcionar H3 horas. Pergunta-se, como de
veriamos operar a usina para melhor aproveitar o recurso,
permitindo que a usina funcione com 1, 2 ou 3 unidades na
linha, na posição do regulador na melhor eficiência? Se ti
véssemos que fazer a usina funcionar H1 horas com saída
Pl, obteríamos o maior numero de MWhoras do recurso, visto
que a altura de carga líquida seria a mais alta e,presumin
do uma semelhante velocidade do fluxo de ãgua sem ca:çga,por
unidade, a eficiência de conversão seria a maior.
Mas os maiores MWh resultariam no custo míniirto de
operação do sistema, ou na maximização do valor do recuso?
Provavelmente não. A resposta dependeria da variação do cus
to com o tempo e com os MW exigidos para que a outra fonte
de energia fosse deslocada pela hidroelétrica. Se o custo
incrementai de substituição X^ fosse constante, então a o-
peração de uma unidade sõ, durante H1 horas, iria maximizar
o valor da reposição da fonte hidráulica em:
Ym = Xr/(AR/AP)1 > Xr/(AR/AP)2 > Ar/(AR/AP)3 (5.300)
Notemos que no custo incrementai constante, Àr ,o
valor do recurso deslocado seria de X P,H1. O montante uti-
- AR ^lizado de hidroenergia ê P^ (*̂ p) ̂ Hl ' Por isso* com uma uni
dade comprometida, o valor de cada unidade de armazenagem
hídrica ê Ar/(AR/AP)^. Agora, consideremos o caso para o
qual o custo incrementai do recurso a ser deslocado pelo hi-
dro-recurso tem um custo incrementai que não ê constante,
nem no tempo nem com o nível da exigência de recurso. Con
sideremos a curva de carga de pico ünico, conforme ilustra
do na figura 5.32. Presumamos também que o recurso a ser des
locado pela ãgua ê a geração térmica por turbina a vapor,a-
limentada com carvão de pedra. Presumimos, devido â carga
ser a maior na hora J, que ê provável que o custo incremen
tai para sustentar o nível de carga J pelo sistema térmico,
seja o maior. Distribuiremos, agora, o recurso hídrico, de
tal forma quê, ao mesmo tempo, ele eleve ao mãximo o valor
do recurso hídrico em termos do deslocamento de combustível
térmico do sistema e baixa ao mínimo a soma dos custos ho
rários de combustível térmico do sistema, para satisfazer
as exigências da carga.
Fi
yu
rd
ò
.
J>
2
Suponhamos que o recurso hídrico ê suficiente pa
ra operar a usina hidroelétrica com uma ou mais usinas com
prometidas para uma operação de várias horas. Para determi
nar um procedimento de distribuição, testa-se, em primeiro
lugar, a distribuição com uma unidade comprometida na usina
hidroelétrica, em cada um dos períodos horários de I a L,
conforme ilustrado na figura 4.32. Para cada hora testada,a
exigência térmica do sistema seria reduzida do nível de car
ga para ^/hora, a um valor P^ menor do que o nível de carga.
Por exemplo, para a hora I, a exigência térmica do sistema
iria cair de para L^-P^. Deixemos que o custo incrementai
médio, associado com esta redução na exigência térmica seja
representado por . 0 custo térmico deslocado pela água
durante esta hora seria x P^ x X ^ . De forma semelhante,
a aplicação dessa água âs horas J, K è L iria resultar em
valores diferentes para os custos de geração térmica deslo
cada pela hidrogeração. Vamos determinar, para cada hora, o
valor de recurso hídrico nos termos das exigências de com
bustível térmico deslocado. Por exemplo, o valor do recurso
na hora I seria o custo do deslocamento térmico dividido pe
lo montante do hidro-recurso usado. Na hora I o montante do
hidro-recurso usado para uma unidade comprometida seria o
produto de x (Ar/Ap )^ x H.. O valor de deslocamento desse
recurso, então, seria a proporção do custo deslocado para o
recurso usadc e seria X ^ dividido por (AR/AP)^. Da mesma
forma podem ser comparados os valores da água aplicados à
hora I, hora J, hora K e hora L. Suponhamos, agora, que o
valor da água para uma unidade comprometida, durante a hora
J, seja o maior e, então, comprometa um hidrogerador a esta
hora. Isto iria consumir P1 x (AR/AP)1 x Hj unidades de re
cursos hídricos. Isto deve ser deduzido do recurso hídrico
total a ser distribuído e, agora, o resto do recurso hídri
co deve ser aplicado da mesma forma para elevar ao máximo o
valor de cada unidade de distribuição. Tendo comprometido
uma unidade ã hora J, podemos, agora, formar o valor da pró
xima unidade de hidrogeração distribuída durante a hora J .
Neste caso, seria a alocação do segundo gerador
de turbina para a hora; somente agora, o resultante custo
incrementai da potência térmica deslocada do sistema, seria
/ e o valor desta reposição seria (P2“P^) x ^2j x Hj• 0
valor da agua distribuída para a segunda unidade comprome
tida seria de X2j dividido por (AR/AP)2. Agora, a pergunta
ê: serã que este ê o melhor lugar para colocar a segunda u-
nidade de recurso hídrico? Para decidir isso, podemos com
parar o valor da alocação da segunda unidade na hora J
contra o compromisso da primeira unidade durante a hora I,
a hora K e a hora L. Vamos supor que neste caso particular
o valor mais alto a ser recebido para o recurso hídrico o-
correria pelo comprometimento de uma unidade durante a hora
K. O recurso necessário, durante a hora K, ê, então, dedu
zido do montante total do recurso disponível e a procura e
continuadapara achar a hora seguinte do melhor valor hídri
co. Novamente, comparemos o comprometimento de uma unidade
durante a hora I, de duas unidades durante a hora J, de duas
unidades durante a hora K e de uma unidade durante a horaL.
Vamos supor que a posição mais favorável seria a de compro
meter uma unidade durante a hora I. Essa quantidade de re
curso, então,ê deduzida do recurso liquido disponível e a
investigação procede novamente. Suponhamos desta vez que a
posição mais favorável para a próxima alocação do recurso
seria a de comprometer a segunda unidade â hora J. A procu
ra e a alocação procedem, ate que o recurso hídrico seja to
talmente utilizado. A decisão em cada passo de aloca
ção ê a de aplicar um recurso em bloco àquela hora que ma
ximizará o valor do recurso em termos do custo de desloca
mento do sistema térmico. O procedimento de distribuição
continua até que a distribuição final deva ser igual a, ou
menor que uma hora de duração. Devemos notar que não segue
que a derradeira exigência térmica do sistema esteja abso
lutamente nivelada. Isso acontece, naturalmente, porque es
tamos limitados a operar a usina hidroelétrica em níveis de
carga discretos. O resultado liquido ê que a necessidade ter
mica do sistema tende a ser nivelada dentro da quantifica
ção dos níveis discretos do compromisso hídrico. Se a carga
hídrica variasse continuamente, então, a operação resulta
ria num valor de recurso hídrico verdadeiramente nivelado ,
ou uniforme para todas as horas. Todas as horas tenderão a
mover-se para o ponto, no qual a razão entre o resultante
custo incrementai térmico do sistema e a taxa incrementai do
sistema de recurso Jiídrico, À/(dR/dP), ê a mesma durante o
compromisso. Naturalmente, com a saída da usina hidroelé
trica bloqueada em zero, ou bloqueada no máximo, a estima
tiva do valor incrementai hídrico não ê aplicável. Particu
larmente, a razão entre X e a taxa incrementai do recurso
seria baixa demais para as horas que a usina hidroelétrica
fosse bloqueada na saída zero, e seria alta demais para as
horas que a usina hidroelétrica fosse bloqueada na saída má
xima.
Seção 5.4 - Procedimentos de Melhoria da Seleção
Nesta seção será feita uma breve nota sobre algu
mas técnicas que estão sendo usadas para procurar as melho
res programações de comprometimento. Também inclui-se nesta
seção uma ilustração de um método de procura. Usaremos a lis
ta de prioridade como ponto de referência na discussão so
bre algumas técnicas de procura relatadas. Conforme notamos
na seção 5.3, o complexo compromisso entre os custos de par
tida das unidades e os custos de funcionamento, mais a re
serva hora a hora e as exigências da área não se prestam pron
tamente para a formação de um problema convexo na programa
ção matemática. Conseqüentemente, a maioria dos enfoques de
solução do problema de comprometimento da unidade tendem a
usar os métodos de procura.
Um enfoque lõgico â procura da programação do com
promisso econômico da unidade é o de examinar as economias
em potencial que iriam resultar das mudanças na programação
de uma unidade específica. Um exemplo de um tal enfoque lõ-
gico ê descrito na Referência n9 12 e um outro é dado na Re
ferência n9 8. Guy, na Referência n9 16, inicia a programa
ção comprometendo todas as unidades disponíveis. Ê determi
nada a economia mãxima que se pode alcançar fazendo parar
uma unidade em parte do período de tempo, sujeita a varias
restrições e exigências. Isso se repete para cada unidade
individual, e a unidade que tiver como resultado a maior e-
conomia terã a sua programação implementada. Neste ponto, a
programação de compromisso das unidades não tem mais de uma
parada de unidade em qualquer ponto do período de tempo. A
procura continua para achar a parada de uma segunda unidade
que rendera a maior economia, e a procura procede até que
nenhuma unidade mais possa ser parada. Por isso, a investi
gação produz uma seqüência de programações com custo total
decrescente, üm outro enfoque que estã sendo usado para pro
curar programações de compromissos da unidade mais econômi
cos ê o de considerar uma mudança na partida e/ou na parada
de uma unidade específica de cada vez. A mudança serã im
plementada quando ela produzir uma economia no custo total.
Referimo-nos a este método como sendo um "Método Heurístico "
e ele ê descrito nas Referências n9 7 e n9 8. Estão apresen
tadas no Apêndice II algumas notas que descrevem o uso de um
Método Gradiente para determinar a economia incrementai nos
custos em uma pequena mudança no tempo de partida ou parada
de uma unidade.
Os autorès das Referências n9s 14 e 16 propuseram
um modelo que formula a programação das unidades como um
problema de programação linear inteira. Esse enfoque asse
gura a localização do custo de operação de mínimo absoluto
para o problema proposto. Entretanto, hã duas limitações
maiores no uso do modelo proposto e elas são inter-relacio-
nadas. Em primeiro lugar, os custos de operação e de parti
da da unidade devem ser representados respectivamente, por
custos incrementais de operação em bloco e por degraus de
custo de partida de bloco, como uma função do tempo de pa-
ralização da unidade. Se os modelos são usados para repre
sentar o custo de partida dependendo do tempo de paraliza-
ção, ou o custo incrementai que varia com a saída de potên
cia, então, o numero de variáveis necessárias para descre
ver o problema aumentará muito. Entretanto, o método ê exa
to dentro do contexto do modelo e pode ser estendido para
cobrir quase qualquer exigência de restrição prática.Em se
gundo lugar, o método sofre com as grandes dimensões das ma
trizes requeridas para"descrever as restrições.
Tais características limitam a implementação prá
tica do "modelo de programação linear inteira" e, por isso,
outros métodos têm sido explorados e implantados.
A referência n9 18 apresenta um método que deter
mina as programações econômicas de compromisso de unidade ,
sujeitas a certas restrições de segurança. Há três passos
envolvidos neste método. O primeiro passo determina uma pro
gramação ótima para cada intervalo no período de tempo, pe
lo procedimento dado na referência n9 11. Este passo presu
me que os intervalos são independentes e não dá consideração
alguma aos custos da partida e às restrições,,tais como o
tempo máximo e/ou mínimo de paralização ou de funcionamneto
da unidade. No segundo passo, a programação obtida ê modi
ficada para satisfazer as restrições de segurança especifi
cadas. Em geral, isso requer que mais unidades sejam postas
na linha. O ultimo passo, basicamente, verifica se resulta
rá numa economia a ação de colocar em reserva aquelas uni
dades quV- estão paradas.
O uso de programação dinâmica para determinar as
programações econômicas de comprometimento da unidade, de
modo a satisfazer a carga em dado período de tempo, foi in-
vestigado por uma série de autores ' ' . Essencialmente,
a técnica é recursiva, isto é, a procura de programações e-
conômicas para o compromisso de unidade ê feita, intervalo
por intervalo, até cobrir todo o período de tempo. Este mé
todo de procura ê exaustivo e, para um conjunto finito de
combinações possíveis de programações, a técnica acha amais
econômica entre todas as programações possíveis.
Um exemplo pratico no uso de procura recursiva pa
ra obter programações econômicas serã dado abaixo:
O seguinte esboço mostra como o método de busca
recursiva foi implementado em um programa de compromisso de
unidade para uma companhia de utilidade publica. O método
recursivo usado é geralmente conhecido como " programação di
nâmica de avanço", como o oposto da "programação dinâmica
em recuo”. O primeiro procede do intervalo de tempo inicial
ao intervalo final, enquanto o último procede na ordem in
versa. O programa de comprometimento da unidade é adaptado
para procurar as programações mais econômicas e vi
áveis de tempos de partida e de parada para as unidadestér
micas da companhia de utilidade acima mencionada. Uma pro
gramação viável ê aquela para a qual a carga prevista para
um dado período de* tempo, os objetivos de reserva girante
e as varias restrições de operação são todos satisfeitos.
Antes de descrever o procedimento no programa de
finem-se os seguintes termos:
Combinação:
Estado:
Uma combinação ê qualquer sub-conjunto de um dado
conjunto de unidades. Dado um jogo de cinco u-
nidades (todas não idênticas) hã um conjunto de
2^-1 = 31 diferentes combinações de unidades.
Um estado define a condição das unidades indi
viduais em um sistema. Um estado pode ser re
presentado por um arranjo no qual o i9 elemen
to, s^, designa o seguinte:
(i) quando si > 0, = número de horas nas
quais a i? unidade esteve funcionando;
(ii)quando s^ < 0, = numero de horas nas
Estratégia:
quais a i£ unidade esteve parada.
Uma estratégia designa a transição de uma com
binação, em uma hora dada, para uma combinação
na próxima hora. Nos problemas de compromisso
da unidade, tal transmissão pode necessitar do
arranque ou da parada de certas unidades.
Programação: Uma programação e uma seqüência de estratégias
que começam da combinação na hora iniciale vão
até uma combinação na hora final.
O programa de compromisso da unidade pode ser di
vidido em duas partes principais. A primeira envolve a for
mação de uma.lista de seleção de unidade, que ê usada para
limitar o numero de combinações de unidades que devem ser
examinadas a cada hora. A outra parte consiste de um proce
dimento de procura recursiva que determina as programações
viáveis ótimas ou quase õtimas (custo mínimo) para um dado
período de estudo. Um diagrama de blocos simplificado do
programa ê dado na figura 5.41.
A finalidade de ter uma lista de seleção de uni
dades ê a de limitar o numero de combinações de unidades que
precisam ser examinadas em cada hora. Sem qualquer li-
̂ Nmitaçao, um sistema com N unidades resultara em 2 -1 com
binações possíveis de unidade em cada hora. Por exemplo, um
sistema que tem 10 unidades iria produzir (21^-1) =1023 pos
sibilidades. Este numero cresce exponencialmente com o nú
mero de unidades em um sistema. Podemos ver que para fins
práticos ê necessário restringir o numero de combinações de
unidades.
Um enfoque para limitar o número de possíveis com
binações de unidades a serem estudadas cada hora ê o de ela
borar uma lista de seleção de unidades, que leva em conside
ração várias situações de operação de unidade. O método u-
sado no programa ê baseado na lista de prioridade de todas
as unidades no sistema. O critério para colocar as unidades
individuais nos vários níveis de prioridade poderia ser o do
custo incrementai de produção. 0 procedimento geral adotado
para fazer a lista de seleção de unidades ê bem parecido com
aquele dado na seção 5.3.
Para ilustrar a formação da lista de seleção de
unidades, suponhamos que haja quatro unidades que devem es
tar na linha, em uma hora dada.
Feito
Figura 5.41
Diagrama de blocos simplificado do algoritmo de
compromisso de unidade
Estas unidades que "devem funcionar", formarão as
quatro primeiras unidades da lista de seleção. As unidades
"não disponíveis',1 ou que "devem cair fora", são riscadas, e
as unidades restantes são adicionadas na lista de seleção em
uma ordem prê-especifiçada de prioridade. Sem perda de ge
neralidade, numeremos as unidades de lista, 1, 2, ... , 13,
como mostra a figura 5.42A.
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
UNIDADES EM
ORDEM DE PRIORIDADE
DEVEM
FUNC IO NA R
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
> UNIDADES
EM EXCESSO
>. INTERVALO
DE PESQUISA
UNIDADES QUE
DEVEM FUNCIONAR
( A ) ( B )
Figura 5.42
Exemplo de uma lista de seleção
de unidades
Agora determinemos o número mínimo de unidades,na
ordem da lista de seleção, que devem estar na linha para sa
tisfazer a carga mais as necessidades de reserva girante to
tal do sistema. Suponhamos que este número seja oito, então,
a extensão de procura ê formada ao redor da unidade 8,de mo
do que possam ser incluídas algumas unidades acima eabaixo.
Esta extensão de procura poderia ser definida pela especi
ficação do número de unidades abaixo da unidade 8 e o núme
ro de unidades na extensão da procura. Se o primeiro número
for um e o último for quatro, então serã especificada uma
extensão de procura entre a unidade 7 e a unidade 10.Em tal
situação, as unidades 5 e 6 tornam-se unidades que "devem
funcionar". As unidades alêm da unidade 10 formam o que po
de ser chamado de um conjunto de unidades em excesso; (ver
figura 5.42B).
Para o exemplo da figura 5.42 hã, ao todo, quatro4unidades na extensão da procura que dao 2 -1 = 15 cotnbinaçpes
de unidades a serem examinadas. Juntamente com as seis uni
dades que "devem funcionar", algumas das combinações teriam
capacidade suficiente para satisfazer as exigências da carga
e da reserva girante, ao passo que as outras não a teriam.
Para aquelas que falham, incluem-se unidades adicionais ti
radas do conjunto de unidades excedentes, na ordem de prio
ridade, até que seja atingida uma capacidade suficiente. Ê
possível que, apesar da inclusão, algumas destas combinações
ainda não tenham uma capacidade adequada. Tais casos seriam
inaceitáveis e eles são descartados. Cada combinação de u-
nidades, na extensão da procura junto com as unidades que
"devem funcionar" e, se for necessário, com algumas unida
des excedentes, formam as unidades que devem estar na linh^,
enquanto as restantes estão paradas.
Uma vez que todas as combinações são diferentes, pode-se
ver que todos os conjuntos correspondentes de unidades na li
nha também são diferentes. Assim, dentro do contexto do pro
blema, uma combinação pode ser definida como um conjunto de
unidades que devem estar na linha. Deve-se frisar, nesta al
tura, que não hã correspondência de um para um, entre uma
combinação e um estado. Uma combinação, para uma hora dada,
somente destaca estas unidades que estão na linha, daquelas
que estão fora, naquela hora. Um estado, por outro lado, i-
dentifica a história imediata de cada unidade, a saber, por
quanto tempo uma unidade esteve funcionando ou esteve para
da.
Variando a extensão da procura, poderiamos contro
lar a extensão de procura das programações de coirpromisso econômicas e
praticáveis da unidade. Tendo definido a extensão da procu
ra e as combinações prováveis para cada hora no período de
estudo, o próximo passo ê o de determinar as programações
econômicas e viáveis de compromisso de unidade. Um método
possível e direto para determinar a melhor provisão ou a
programação ótima é o de examinar todas as programações pos
síveis. Entretanto, o numero de programações possíveis po
der ia ser enorme por ser ele igual ao produto do numero de
combinações prováveis em cada hora. Isto pode exigir dema
siado tempo de cálculo em computador, para ser de uso prá
tico. O programa de compromisso de unidade usa um procedi
mento de procura recursiva que supera a limitação acima men
cionada. 0 método de procura recursiva usado no programa ê
geralmente conhecido como de programação dinâmica em avan
ço. A característica atrativa de tal enfoque ê que o proce
dimento de procura ê efetuado hora por hora. Deixemos C0MB
(J,K) designar a K? combinação de unidade na hora J. Quando
C0MB (J,K) resultar em um despacho praticável, deixemos PC0ST
(J ,K) ser o custo de produção para satisfazer a carga na ho
ra J.Um despacho viável ê aquele que satisfaz todas as exi
gências de reserva girante. Se um despacho praticável não pu
der ser obtido, então, a combinação ê inaceitável e deve ser
descartada. A transição de C0MB (J-1,L) para C0MB (J,K) ê e-
xaminada, e isto pode necessitar de uma alteração do compro
misso da unidade, possivelmente a partida e/ou a parada de
certas unidades. Com estas alterações podemos incorrer em
custos e deixar esta despesa de transição ser SC0ST(J-1,L:J,K).
Se o custo cumulativo total mínimo incorrido parachegar a
C0MB (J-1,L) for FC0ST (J-l,L) ,, então, o custo cumulativo
total mínimo necessário para chegar a C0MB (J,K),através de
C0MB (J-1,L), ê igual â soma de FC0ST(J-l,L), PC0ST (J,K) e
SC0ST(J-1,L,K). Por isso, examinando esta soma para cada com
binação na hora J-l, o custo cumulativo total mínimo, FC0ST
(J,K), necessário para atingir C0MB (J,K), pode ser achado.
A equação para a determinação do FC0ST(J,K) ê dada abaixo:
FC0ST (J,K) = min {PO0ST (J,K) + SC0ST(J-1,L:J,K) + FC0ST(J-1,L) }
L
Assim, a combinação Lê , na hora J-l, que resulta no cus
to cumulativo total mínimo para C0MB(J,K), define a melhor
estratégia para C0MB (J,K).
Depois de ter sido achado o custo cumulativo to
tal mínimo para cada combinação na hora J, a procura conti
nua com as combinações na prõxima hora. O procedimento de
procura termina na hora final do período de estudo. A pro
gramação mais econômica de compromisso de unidade, deter
minada pela procura, ê obtida seguindo a trilha de retorno,
desde a combinação na hora final, com o custo mínimo acumu
lado, ate a hora inicial.
A admissibilidade de transição de uma combinação
a uma certa hora, para uma combinação na próxima hora,ê re
gulada por várias restrições de operação. 0 programa de com
promisso de unidade reconhece as restrições no tempo mínimo
de funcionamento e no tempo mínimo de paralização das uni
dades. As restrições de pessoal (turmas de serviço) em cer
tas usinas também são consideradas. Estas restrições proí
bem as partidas e/ou paradas simultâneas de duas ou mais u-
nidades na mesma usina, e certa demora torna-se necessária,
até que uma outra unidade, na mesma usina, possa mudar o seu
estado.
A figura 5.43 ilustra o resultado de uma procura
em redor da hora J. As flechas identificam as melhores es
tratégias para as combinações individuais em cada hora.
HORA
Combinação não aceitável: Não existe despacho que possa,
satisfazer a carga mais as exigências de reserva girante
Combinação não admissível: Existe um despacho viável,po
rem não hã transição admissível de qualquer combinação
aceitável na hora previa.
aj Combinação aceitável: Existe uma programação econômica
viável que parte da combinação na hora inicial e que ter
mina na combinação para uma hora dada. 0 numero "a" de
signa a melhor estratégia para a combinação; a saber, a
transição da combinação "A" na hora prévia resulta no
mínimo custo cumulativo total.
Figura 5.43
Resultados de uma procura em
redor da hora J
Deve-se frisar que as estratégias somente indicam
a direção de retrocesso. Um exemplo típico ê a combinação C
na hora J. Neste exemplo, a melhor estratégia para chegar a
esta combinação ê pela combinação A na hora J-l. Entretantcy
não hã instrução que indique qual ê a direção de avanço da
combinação C na hora J, que resultará na mais econômica
programação.
Uma vez achada a estratégia para cada combinação,
ê especificada a estória de todas as unidades, desde a hora
inicial até atingir cada combinação. Assim, um estado ê de
finido em correspondência com uma combinação e sua estraté
gia específica.
Isto ê, dentro do contexto das estratégias esta
belecidas, existe uma relação de um-para-um entre as combi
nações e os estados. Para testar a admissibilidade de uma
estratégia, deve ser conhecido o estado correspondente â
combinação na hora anterior.
O método acima tende a tornar-se limitado em com
binações, se o numero de unidades na extensão de procura,
para cada hora, for aumentado para muito além de seis.Assim,
ele se limita aos sistemas de geração que não têm um numero
muito grande de unidades.
Ê apresentado o sumário de um exemplo numérico do
uso do programa acima destacado. Havia 17 unidades térmicas
no sistema modelo, e estas unidades estavam instaladas em
seis usinas diferentes. Duas usinas estavam em uma região
e o resto estava em uma outra região. Foi executado um pe
ríodo de estudo de três horas, e a extensão de procura, pa
ra cada hora, consistia de três unidades; assim que, em ca
da hora, havia sete combinações de unidades a serem exami
nadas. As listas de seleção de unidades e as combinações en
contradas na procura são dadas nas tabelas V e VI.
As estratégias, como foram determinadas pela in
vestigação, são mostradas na figura 5.44, e os resultados da in
vestigação para a hora 3 são dados na Tabela VII.
TABELA V
LISTA DE SELEÇÃO DE UNIDADE PARA V&RIAS HORAS
Lista de seleção
Hora Unidades que
"devem funcionar"
Extensão de
procura
Unidades em
excesso
1 2, 4, 5,
15, 17
7, *00 6, 12, 16 10
2 5, 6, 7, 9, 15 2, 4, 17 1, 8, 10, 12, 16
3 5, 6, 7, 9, 15 2, 13, 17 1, 4, 8, 10, 12,16
COMBINAÇÃO DE UNIDADES EM VÃRIAS HORAS *
Unidades*
Hora Ccmbinação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1112 13 14 15 16 17
i 1 0 1 0 i 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1
2 0 1 0 i 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1
3 0 1 0 i 1 0 1 1 1 0 0 1 0 0 1 0 1
4 0 1 0 i 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1
5 0 1 0 i 1 0 1 1 1 0 0 1 0 0 1 1 1
6 0 1 0 i 1 1 1 1 1 0 0 1 0 0 1 0 1
7 0 1 0 i 1 1 1 1 1 0 0 1 0 Q 1 1 1
2 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 1
2 1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 0
3 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 0
4 0 1 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1
5 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1
6 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0
7 0 1 0 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1
3 1 0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0
2 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1
3 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0
4 0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1
5 0 1 0 0 1 1 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0
6 0 1 0 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1
7 0 1 Q 0 1 1 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1
* 1: unidade na linha; 0: unidade estã desligada
Figura 5,44
Estratégias determinadas pela investigação
(Para maiores explicações consultar a figura 5.43)
Resultados da investigação para a Hora 3
Combinações na Hora 2
fd
uo
táC
c/)
Q)10Ord£
gOu
4 5 6 7
VCC VCC VCC VCC
Unidades 16, 17 Unidades 16, 17 Unidades 2, 4 Unidades 2, 4
VMDT Custo VMDT VMDT
Unidade 4 $15590 Unidade 16 Unidade 8
VMDT VMDT Custo VMDT
Unidade 4 Unidade 2 $15580 Unidade 8
Custo Custo VCC VCC
$16460 $16460 Unidades 2, 4 Unidades 2, 4
VCC VMDT Custo Custo
Unidades 16, 17 Unidade 2 $16470 $16430
VMDT VMDT VMDT Custo
Unidade 4 Unidade 2 Unidade 17 $15520
Custo VMDT VMDT Custo
$16530 Unidade 2 Unidade 17 $16480
VCC: Viola as restrições de pessoal
VMDT: Viola o tempo mínimo de parada da unidade
Custo: Mostra o custo cumulativo total na Hora 3
Com referência â figura 5.44, as combinações 1, 3
e 5, na hora 1, e a combinação 1, na hora 2, foram todas i-
naceitãveis, pela capacidade do sistema disponível ser in
suficiente. Embora os despachos econômicos viáveis fossem a-
chados para as combinações 2 e 3, na hora 2, e para a com
binação 1, na hora 3, estas combinações éram inaceitáveis
por não ter havido uma estratégia admissível que conduzisse
destas combinações aceitáveis na hora prévia.Particularmen
te, as razões pelas quais não se achou uma estratégia ad
missível para a combinação 1, na hora 3, são mostradas na
primeira linha da Tabela VII. Por exemplo, a transição da
combinação 4, na hora 2, para a combinação 1, na hora 3, i-
ria envolver a parada das unidades 16 e 17 no começo da ho
ra 3. Entretanto, estas duas unidades estavam nà mesma usi
na que tinha restrições de pessoal que proibiam a parada de
mais de uma unidade dentro da mesma hora. Um exemplo de uma
outra causa de transição inadmissível ê a da combinação 4 ,
na hora 2, para a combinação 2 na hora 3;(ver a segunda li
nha da Tabela VII). Esta transição particular necessitaria
do arranque da unidade 4 na hora 3, mas isto não ê permissí-
vel, visto a unidade 4 ter estado parada somente por uma ho
ra antes da hora 3, e o tempo mínimo de parada para esta u-
nidade ser de onze horas.
Das seis combinações aceitáveis na hora final,is
to ê, a hora 3, a combinação 6 tinha o custo cumulativo to
tal mais baixo. Assim sendo, retroagindo desta combinação
através das estratégias especificadas até a hora inicial*ob-
tém-se a mais econômica programação de compromisso da uni
dade. Isso ê mostrado pelas linhasem negrito na figura 5.44.
A Tabela VIII mostra as duas programações mais econômicas
obtidas. Neste exemplo, o custo de transição inclui somente
o custo de partida da unidade, que dependia do tempo de pa
rada anterior da unidade. O custo total acumulativo para a
melhor programação era de $ 15.516,10, a programação menos
econômica tinha um custo cumulativo total de $ 16.478,54, que
ê aproximadamente 6% maior do que aquela da programação mais
econômica.
PROGRAMAÇÕES DE COMPROMISSO DE DUAS UNIDADES
SCHEDULE 1
UNITS
HR 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1 3 1 4 1 5 1 6 1 7
1 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1
2 0 1 0 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1
3 0 1 0 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1
T0TAL CUMMULATI VE C0ST $ = 1 551 6.10
T0TAL 0PERATING C0ST $ = 14049.55
T0TAL TRAM S IT I 0MAL C0ST s = 1466.55
SCHEDULE 2
UWITS
HR I 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 1 7
1 0 1 0 1 i 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1
2 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0
3 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0
TPTAL CUMMULATI VE C0ST $ = 15 5S2 •79
TOTAL CPERATIiJG C 0ST $ = 14116. 24
T0TAL TRANSITI0MAL C0ST $ = 1466. 55
TABELA IX
Passos essenciais na programação do compromisso de unidade
1. Fazer a previsão de carga
2. Fazer a tabela de disponibilidade de unidades
3. Fazer a lista de prioridade de unidades
4. Fazer uma lista de experiência ou de seleção de unidades
5. Procurar uma programação melhorada
6. Fazer a programação de produção
Devemos lembrar que uma programação mais econômi
ca poderia ser achada se fosse usada uma extensão de procu
ra maior. Naturalmente, uma investigação mais extensa exi-
giria maior esforço.
Concluindo, a determinação de uma programação e-
conômica de compromisso de unidade envolve uma serie de pas
sos. A maioria dos passos essenciais são dados na Tabela IX.
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APÊNDICE I
MÉTODOS LÕGICOS DE PESQUISA PARA DETERMINAR 0 MELHOR DESPA
CHO PARA UMA UNIDADE SIMPLES
12Anstine et al descreve um procedimento logico
para determinar a melhor programação, isto é, a programação
de custo mínimo para a investigação de uma unidade de cada
vez. A rotina presume que todas as outras unidades estão em
programações de operação prê-fixadas. Os passos envolvidos
com o método logico de procuras são destacados abaixo.
19 Passo
Verificar as "horas em que deve funcionar" para
satisfazer as exigências de reserva girante.Impor
uma grande penalidade pelo fato da unidade ter pa
rado durante cada uma das "horas em que deve fun
cionar" .
29 Passo
Achar a melhor programação de operação para cada
"hora em que deve funcionar": Verificar o mínimo
de tempo de funcionamento e adicionar as melhores
horas adjacentes ao período de funcionamento para
satisfazer a exigência do tenpo mínimo de funcionamento.
Acumular ,na"tabela de período em que deve funcionar", os
tempos de partida e de parada da unidade e "as economias
de custo de operação" devidos â operação da unidade sobre
a não-operação da unidade. Este custo não deve incluir
os ganhos, por ter evitado o custo das penalidades tipo
"devem funcionar".
39 Passo
Fazer uma investigação para as horas de melhor e-
conomia, fora dos períodos de "deve funcionar".
Isto será realizado prontamente, atribuindo gran
des economias negativas âs horas dentro dos perío
dos de "deve funcionar" e, depois, procurando a
melhor hora seguinte. Se as "economias das melho
res horas", forem positivas, prosseguir para for
mar o período econômico de operação. Se, por ou
tro lado, a economia for negativa, omitir qualquer
investigação referente a um período econômico de
operação em redor desta hora. Para formar perío
dos econômicos de operação, seguir os procedimen-
12tos apontados na obra de Anstine et al , pagina
318, coluna 1. Depois de completar a procura, a-
cumular os tempos de partida e de parada da uni
dade e as economias de custo de operação na "ta
bela de operação econômica". Suprimir as econo
mias de custo de operação neste período e proceder
a procura das próximas economias horárias mais po
sitivas para formar o próximo período e operação
econômica, e assim por diante.
49 Passo
Verificar o primeiro período de operação nas ta
belas de "deve funcionar" e de "operação econômi
ca". Se o período econômico ocorrer primeiro, de
duzir o custo de partida das economias e verifi
car as economias de operação menos o custo de par
tida. Se a economia de operação, menos o custo de
partida for negativo, omitir este período de ope
ração econômica e prosseguir para o próximo. pe
ríodo. Se o resultado for positivo, incluir este
período de operação na programação experimental.
Se um "deve funcionar" ocorrer primeiro, incluí
d o na programação de partida e deduzir o custo
de partida