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Aula
05A IMPORTÂNCIA DO 
ARTIGO CIENTÍFICO
Estamos iniciando mais uma aula, na qual veremos a importância 
de se criar um artigo científico. Nesta aula aprenderemos passo a passo, mas 
para isso vocês precisam estar preparados (as), ou seja, as aulas anteriores 
devem estar muito bem entendidas, pois sem conhecimento não iremos a lugar 
algum. Mas acredito que todos (as) temos a capacidade para alcançarmos 
nossos objetivos.
 
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
• atuar inter e multiprofissionalmente, sempre que a compreensão 
dos processos e fenômenos envolvidos assim o recomendar;
• relacionar-se com o outro de modo a propiciar o desenvolvimento 
de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação profissional;
• saber buscar e usar o conhecimento científico necessário à atuação 
profissional, assim como gerar conhecimento a partir da prática profissional.
Seções de estudo
Seção 1 - Artigo científico
Seção 2 - Conhecimento
 2.1 Objetivo de um artigo científico
 2.2 Tipos de artigos publicados
Seção 3 - Formatação e diagramação do artigo científico
 3.1 Estrutura do artigo científico
 3.2 Desenvolvimento
Pesquisa e Linguagem Científi ca - Prof. Me. Fábio Henrique Cardoso Leite - UNIGRAN
63
SEÇÃO 1 - Artigo Científi co
 
O periódico científico16 uma grande fonte de informação para cientistas, 
pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação. O seu uso é muito 
difundido, principalmente por ser de fácil acesso e conter informações sobre temas 
atuais. Esses quesitos tornam o valor do periódico, para cientistas e pesquisadores, 
inestimável. A leitura de artigos científicos é um aspecto importante no estudo 
acadêmico, por isso a demanda de tempo gasto nessa atividade e os benefícios daí 
obtidos, valem a pena.
Desde o século passado até os dias atuais, os periódicos são considerados 
o mais importante recurso informacional e, por isso, amplamente lido. O que 
antigamente era feito por meio de artigos impressos e assinaturas de revistas, 
as quais, cada vez mais, estão se voltando para os meios eletrônicos, sendo os 
artigos, muitas vezes, disponibilizados, apenas, nas formas digitais.
Em média, os pesquisadores leem 130 artigos de periódicos científicos 
por ano. Em grande parte, essa leitura tem como objetivo a pesquisa científica, 
conhecimento de novas técnicas e informações para pesquisas em andamento. 
O grande volume de informações adquiridas pela leitura de artigos 
enriquece a qualidade da pesquisa e do ensino, ajudando pesquisadores e 
acadêmicos a desempenhar suas tarefas com maior desenvoltura, além do que, 
lhes economiza tempo e dinheiro. Os pesquisadores gastam em média 100 horas 
na leitura de artigos científicos por ano. Pode parecer muito para um acadêmico 
que está começando a sua carreira, mas a grande maioria dos profissionais da área 
sente necessidade de ler mais do que podem ler. O fator tempo e disposição é o 
Fonte: <http://www.artigo.blogger.com.br/artigo2.gif>.Acesso em: 30/09/2010.
Os cien stas com trabalho reconhecido leem mais, em média, do que os que 
nunca ob veram prêmio algum, demonstrando que o conhecimento faz a 
diferença na vida acadêmica.
Pesquisa e Linguagem Científi ca - Prof.Me. Fábio Henrique Cardoso Leite - UNIGRAN
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principal elemento que limita o número de leituras desses profissionais.
Apesar de muitos acadêmicos não acreditarem, na época de sua 
graduação, eles foram expostos a apenas uma fração do conhecimento de que 
necessitarão ao longo de suas carreiras. Durante a graduação, o aluno entra em 
contato com, aproximadamente, 20% do conhecimento que irá necessitar no seu 
futuro profissional. Os outros 80% surgirão de novos conhecimentos como os 
artigos, pesquisas e pós-graduações em sua área.
Apesar da importância do artigo científico, o número de artigos publicados 
por pesquisadores é de, apenas, um artigo para cada dez pesquisadores. O que 
leva-nos a concluir que o volume de publicações ainda é muito menor que o 
volume de assuntos pesquisados. Por isso, para facilitar a publicação de artigos, 
os periódicos eletrônicos, relacionados às mais diversas áreas, têm crescido muito.
Não só o número de revistas eletrônicas cresceu, mas também o número 
de acesos a esses periódicos eletrônicos, mostrando uma quase que imediata 
aceitação desse meio de propagação de informações, pois há muito mais cientistas 
leitores do que escritores.
O processo da atividade científica é dependente de comunicação eficaz 
e não existe ciência sem comunicação. As descobertas científicas devem ser de 
livre acesso ao seu público alvo, pois na era do conhecimento devemos valorizar 
a rapidez com a qual os resultados se tornam de conhecimento público.
Para um periódico conseguir respeito, reconhecimento e credibilidade no 
meio acadêmico, é necessário que os artigos publicados na sua revista passem por 
um criterioso processo de avaliação por pares que, no papel de árbitros, asseguram 
o rigor e a originalidade dos artigos submetidos à avaliação.
O prestígio do periódico está intimamente relacionado à qualidade dos 
artigos publicados em suas páginas, e constituem, por sua vez, os indicadores 
primários de qualidade de um periódico.
SEÇÃO 2 - Conhecimento
 
Fonte: <http://www.sempretops.com/cultura/viagem-do-conhecimento>.
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Não basta só gerar conhecimento; ele deve ser difundido para a 
comunidade científica, ampliando os conhecimentos desta comunidade. Portanto, 
como dizem Mendes e Marziale (2002), o produto do processo da atividade 
científica é dependente da comunicação deste conhecimento para os meios 
acadêmicos, pois não existe ciência sem comunicação.
O conhecimento ou a informação em si pode ser considerado uma 
“arma” ou um aparelho para o pesquisador. No entanto, o volume de informações 
e a velocidade de produção e divulgação do conhecimento têm atingido níveis 
que tornam impraticáveis a um pesquisador conseguir absorver e usar de toda a 
informação disponível nos meios de comunicação (MERCADANTE et al., 2000).
Por isso, os pesquisadores estão, cada vez mais, se especializando 
sobre determinado assunto, não só para dominá-lo, mas também porque não há 
possibilidade de se manterem a par de todas as descobertas científicas. Assim, 
como é importante nos aprofundarmos em determinados temas, não podemos 
deixar de entender que a visão do todo na ciência é também, fundamental para a 
compreensão das suas partes. E é este o grande questionamento: como conhecer, 
profundamente, um assunto sem perder a visão do todo?
É neste momento que entram as revistas científicas, pois delas podemos 
nos manter informados sobre assuntos específicos, mas também podemos obter 
informações sobre os assuntos que norteiam esse tema específico.
Como podemos obter essas informações? Segundo Moreno e Arellano 
(2005), a disseminação e transferência de informação dentro da comunidade 
científica dependem da rede de comunicação que se estabelece nessa comunidade, 
ou seja, de como se organiza o fluxo de informações entre os profissionais que 
integram a rede de informações. E a revista científica é a maneira mais fácil de 
organizar informações sobre temas específicos e de distribuir tais informações.
Entretanto, para as descobertas científicas obterem reconhecimento e 
credibilidade na comunidade científica, elas devem ser publicadas em revistas 
especializadas, o que pressupõe que passem por um processo de avaliação a fim 
de que possam alcançar esta meta e assegurar o rigor científico e a originalidade 
dos artigos enviados (MENDES; MARZIALE, 2002).
O periódico científico é a principal forma dos pesquisadores 
expressarem suas opiniões e hipóteses; de informarem sobre as descobertas de 
novos fenômenos biológicos, sobre novas técnicas laboratoriais, e de levantarem 
dúvidas sobre descobertas recentes ou de confirmarem-nas. É no periódico 
que encontramos o quehá de novo no meio científico, as pesquisas de ponta e 
as diretrizes para novas descobertas. Segundo Valério (2005), o periódico é a 
expressão máxima legitimadora da autoria das descobertas científicas, por meio 
do qual os pesquisadores tornam públicas as suas pesquisas, sendo parte essencial 
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do processo de investigação científica. A publicação em periódicos é tão vital 
quanto a própria pesquisa, pois só por meio da comunicação dos resultados a seus 
pares é que poderemos saber se será aceita ou não como ciência.
Para cumprirem o papel de canal de comunicação os artigos científicos 
foram estruturados de forma padronizada. Essa padronização permitiu um melhor 
controle das informações que eram passadas para a comunidade científica, pois 
com normas claras na hora de redigir o artigo, os pesquisadores podem descrever 
melhor as suas pesquisas, experimentos, e assim criando, dessa forma, um processo 
intelectual de fácil percepção e julgamento (MORENO; ARELLANO, 2005).
Via Eletrônica - Com o crescimento da produção científica, houve 
um aumento no volume de informação, o que traz consigo uma preocupação 
sobre o espaço para seu armazenamento, maneiras de difundir e compartilhar 
o conhecimento com outros cientistas (MORENO; ARELLANO, 2005). Várias 
pesquisas mostram que a publicação de artigos em periódicos impressos e 
pagos limitam a divulgação desses artigos; com isso, um número muito restrito 
de especialistas vão poder arcar com os custos da assinatura da revista. Para o 
estudante isso é pior, pois as condições financeiras são um ponto importante na 
vida do aluno (LAWRENCE, 2001).
Fonte: <http://blog.cancaonova.com/garotati/fi les/2009/10/computer_
nerd.jpeg>. Acesso em: 30/09/2010.
Com o surgimento da Internet, fi cou mais fácil a disseminação dessas informações 
técnico-cien fi cas. A facilidade de aceso e os baixos custos favoreceram o 
incremento desse po de divulgação. A produ vidade dos pesquisadores também 
tem maior visibilidade quando o acesso aos seus ar gos é aberto, pois o ciclo do 
conhecimento cien fi co compreende as etapas de produção, comunicação e a 
aplicação do conhecimento gerado (MORENO; ARELLANO, 2005).
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No entanto, é a qualidade do conteúdo do periódico que vai determinar 
seu mérito e, para avaliar a qualidade de um periódico, o autor deve levar em 
consideração aspectos como: qualidade dos artigos, qualidade do corpo editorial 
e dos consultores, critérios de arbitragem dos textos, natureza do órgão publicador 
(Universidades, Empresas ou Institutos de Pesquisa), abrangência quanto à origem 
dos trabalhos, difusão da revista e indexação. 
Dentre os principais problemas encontrados relacionados às publicações 
estão: a qualidade da informação divulgada por meio destes periódicos e a 
irregularidade na publicação; falta de normalização dos artigos científicos; problemas 
ligados à avaliação de conteúdo (FERREIRA; KRZYZANOWSKI, 2003).
É por isso que as publicações eletrônicas mantêm os elementos das 
publicações tradicionais impressas como: apresentação, estrutura e organização 
da informação. Mesmo sendo exibida apenas via internet, a qualidade das 
publicações eletrônicas mantém o rígido controle dos editores, dos leitores, das 
instituições de fomento, ensino e pesquisa que incentivam a produção científica 
(MORENO; ARELLANO, 2005).
Vantagens de Publicar Artigos - A grande vantagem de publicar um artigo 
é ter o reconhecimento do seu esforço intelectual, estabelecer uma reputação de 
pesquisador, garantir a continuidade das suas linhas de pesquisa e, também, contribuir 
para que se ampliem os horizontes da ciência. Muitas instituições usam o parâmetro da 
produção científica para a contratação de profissional em determinadas áreas, como 
critério para a concessão de recursos para pesquisas, como ferramenta de avaliação 
dos cursos de graduação e de pós-graduação e como meio para qualificar o corpo 
docente e equipe de pesquisa. (MONTEIRO et al., s.d.).
2. 1 - OBJETIVO DE UM ARTIGO CIENTÍFICO
 Um bom artigo deve apresentar certos conceitos como: 
Fonte: <http://cref14.org.br/indexs.php>.
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Objetividade - o autor deve ser objetivo no que quer passar para seus 
leitores; deve evitar critérios emocionais, ideológicos ou divagar na discussão dos 
seus resultados.
Inteligibilidade - o autor deve ser claro na explanação de suas ideias, e 
deve seguir uma linha de raciocínio, evitando os extremos da prolixidade ou da 
concisão. O uso indevido da regência verbal ou a colocação de vírgulas em locais 
equivocados podem comprometer a interpretação, deturpá-la ou tornar equivocada 
a ideia apresentada naquele parágrafo. O autor deve usar a norma padrão da 
língua, adotando uma gramática adequada, usando sempre a terminologia técnica 
específica da área, obedecendo às normas e padrões nas abreviaturas. Devem-
se evitar adjetivos e advérbios, bem como pronomes pessoais dispensáveis (eu 
observei, nós pesquisamos), não tente inovar.
Impessoalidade - o autor não deve tornar suas críticas pessoais; deve 
obedecer à ética da comunicação científica.
Reprodutibilidade - todas as experiências, realizadas pelo autor devem 
ser passíveis de serem repetidas. O autor não deve “esconder qualquer informação” 
para salvaguardar suas descobertas, pois, para ser considerado um evento biológico, 
o experimento deve ser repetido por outros pesquisadores. Caso isso não aconteça, 
o seu trabalho pode cair em descrédito (ROSA; CHACHAMOVICH, 2003).
2.2 - TIPOS DE ARTIGOS PUBLICADOS
Os periódicos científicos publicam, principalmente, artigos originais 
completos, com resultados de pesquisa científica que contribuam para o avanço 
do conhecimento em determinada área. O periódico deve ter mais de 50% de 
seu conteúdo com artigos originais completos, o restante pode ser composto por 
outras contribuições de caráter científico (VALÉRIO, 2005).
Imagem extraída em: <http://bafanaciencia.blog.br/wp-
content/capa1.jpg> Acesso em: 01/10/2010.
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Artigo Completo: São informativos cuja intenção é divulgar informações 
oriundas de uma pesquisa, da aplicação de nova técnica ou apresentar uma nova 
tecnologia baseada em teoria já existente. Esses artigos incluem trabalhos de 
iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso, monografias, dissertações 
de mestrado, teses de doutorado e servem ainda, para a comunicação prévia de 
descobertas importantes para a comunidade científica. A publicação de artigos 
também é feita para assegurar a propriedade intelectual do autor sobre um 
determinado assunto ou pela urgência daquele conhecimento para os pesquisadores 
da área. Cabe sempre lembrar que trabalho original refere-se a uma novidade, isto 
é, inédito, não publicado anteriormente (requisito quase universal das revistas) 
(ROSA; CHACHAMOVICH, 2003).
Relatos de casos: Artigo resultante da observação de casos clínicos 
específicos, com informações relevantes sobre aquele determinado assunto, 
apresentando conclusões com características peculiares, que contribuem para 
a literatura da área. A estrutura do artigo é semelhante à do artigo original, 
resultado de pesquisa, sem apresentar metodologia por amostragem. O relato de 
caso se atém a um único paciente ou a uma pequena amostragem de pacientes 
(VALÉRIO, 2005).
Comunicações Breves: Estas contribuições são conhecidas também 
como: letter, short communication ou notas técnicas. São uma forma breve ou 
prévia de publicar, rapidamente, alguma informação ou resultados importantes 
alcançados com a pesquisa, apenas para garantir a propriedade intelectual e, 
através do registro da informação, evitar que outro pesquisador explore o tema 
antes de você. São estruturas mais simples que nãoseguem todos os passos de um 
artigo completo. Posteriormente, é publicado o artigo completo, correspondente 
ao assunto (VALÉRIO, 2005).
Resenha Crítica - É uma análise crítica de um ou de vários autores 
(em média 3) sobre um determinado assunto, relacionado ao campo temático do 
periódico. São também estruturas mais simples que não seguem todos os passos 
de uma revisão de literatura.
Revisão de literatura - Artigos de revisão de literatura são extensas 
revisões bibliográficas sobre um determinado assunto, com a intenção de 
esgotar os conhecimentos, assim como revelar as principais linhas de pesquisa 
adotadas e com isso traça um quadro geral da literatura sobre este tema (ROSA; 
CHACHAMOVICH, 2003).
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A revisão de literatura, apesar de parecer ser mais fácil aos olhos dos 
alunos, necessita de uma vasta leitura sobre o assunto, assim como uma avaliação 
criteriosa do tema e dos artigos selecionados, pertinente à determinada área. A 
revisão necessita de uma reflexão sobre o tema e de uma pesquisa bibliográfica 
profunda, para refletir o estado da arte de determinada área do conhecimento ou 
subárea (VALÉRIO, 2005).
SEÇÃO 3 - Formatação e Diagramação do Texto do Artigo Científi co
 Baseado na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2005, 
NBR 15287 e NBR 14724) os principais aspectos de formatação do texto para o 
Trabalho Acadêmico (incluindo para o Artigo de Conclusão de Curso) são:
Papel: Papel branco, A4, tinta cor preta, com exceção das ilustrações.
Fonte: Times New Roman
Tamanho da fonte: 12 para o texto e 10 para o resumo, citações de 
mais de três linhas, notas de rodapé, legenda das ilustrações e tabelas. Para 
títulos, utilizar fonte tamanho 12, negrito e somente a primeira letra da sentença, 
maiúscula.
Ex.: Ação da insulina recombinante
Margens: Superior 3,0 cm
 Inferior 2,0 cm
 Esquerda 3,0 cm
 Direita 2,0 cm
Fonte: <http://twitter.com/#!/Texto_Legal>
3cm 
 
 
 
 
 
 
 
 
3cm 2cm 
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Espaçamento entre linhas e entre parágrafos: o espaço entre linhas 
deve ser de 1,5. As citações de mais de 3 linhas, notas, referências, legendas, 
resumo, devem ser digitados em espaço simples (1,0).
Espaçamento entre títulos ou subtítulos: os títulos devem ser colocados 
de forma contínua ao texto e mantidos a um espaço de 1,5 do texto que os sucede.
Parágrafo: a primeira linha de cada parágrafo deve ter recuo à esquerda 
de 1,25 cm. 
Alinhamento do texto: justificado
Numeração das páginas: as páginas deverão ser contadas e numeradas 
a partir da primeira folha, no canto superior direito, em algarismos arábicos.
3.1 ESTRUTURA DO ARTIGO CIENTÍFICO
Capa (obrigatório)
Os elementos que devem constar na capa do trabalho são: nome da 
instituição, nome do autor, título do trabalho, cidade e ano. Devem ser apresentados 
na ordem em que foram citados.
Para a capa e folha de rosto, seguir os modelos abaixo. Lembrando que a capa 
e a folha de rosto devem ser conforme o modelo apresentado na página da 
UNIGRAN.
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 Folha de rosto (obrigatório)
A folha de rosto contém o nome do aluno, o título do trabalho, as 
informações referentes ao nível do trabalho (artigo de conclusão de curso, 
monografia, dissertação ou tese), a finalidade, o curso, o período e a turma, bem 
como o nome do (a) professor (a) orientador (a).
É obrigatória, no verso da folha de rosto, a colocação da ficha catalográfica, 
que deve ser requerida na biblioteca da Unigran (anexos O e P). A seguir, atente 
para o modelo de folha de rosto:
 
Errata (opcional)
Lista de erros de natureza tipográfica ou não, com as devidas correções, 
indicando-se as páginas e/ou linhas em que aparecem. Deve ser impressa em 
papel avulso encartado ou não e acrescido ao volume, depois de impresso. Ex.:
Página Parágrafo Onde se lê Leia-se
10 4° foi foram
15 2° direcao direção
29 3° 100 mg/L 100 mg/dL
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73
Folha de aprovação (obrigatório)
Contém data de aprovação, nome dos examinadores e local para as 
respectivas assinaturas, as quais devem estar simetricamente distribuídos. Nesta 
folha não é colocado título. A folha de aprovação para a versão final encadernada 
do TCC deverá conter os dados completos dos integrantes da banca.
Modelo de folha de aprovação:
 
Dedicatória(s) (opcional)
Constitui-se em uma página onde o autor presta uma homenagem ou 
dedica o seu trabalho. Deve ser inserida na parte inferior à direita da página. Esta 
página não tem título.
Agradecimento(s) (opcional)
Folha em que o (a) pesquisador (a) agradece àqueles que contribuíram 
Fonte: <http://www.velaportugal.org/SBREADNG.gif> 
Acesso em: 00/10/2010.
Artigo Científi co defendido e aprovado em __ de _____ de 200__ , pela 
banca examinadora:
_____________________________________________
 Professora Esp. ...................
 Orientador
_____________________________________________
 Professor Avaliador M. Sc. ............
_____________________________________________
 Professor Avaliador Dr. ............
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74
de maneira relevante ao seu trabalho, pode indicar também o apoio pessoal e 
financeiro recebido durante a confecção do trabalho.
Epígrafe (opcional)
Folha em que o (a) pesquisador (a) apresenta uma citação, com indicação 
de autoria, relacionada com a temática desenvolvida no trabalho apresentado. 
Insere-se na parte inferior à direita da página. Esta página não tem título.
Título
O título de um artigo deve ser conciso e atrativo para induzir à sua leitura. 
Utilizar os termos que melhor identifiquem o seu conteúdo, indicando o tema e 
a área do conhecimento em que o artigo está inserido é de grande importância. 
Recomenda-se não usar mais do que dez palavras em um título, pois isso pode 
tornar a leitura um fardo para o público-alvo. Sempre, após o título, na linha 
seguinte, deve vir o nome completo dos autores que participaram efetivamente na 
confecção do artigo (VALÉRIO, 2005).
Resumo (Resumo na língua vernácula - obrigatório)
O resumo deve ser redigido na língua vernácula e deve apresentar de 
forma concisa os pontos principais de sua pesquisa. Ele é a síntese do trabalho, 
portanto deve conter apenas os elementos de maior interesse e importância como: 
a intenção do estudo ou da investigação; os procedimentos básicos utilizados 
(seleção dos materiais ou animais de laboratórios; métodos de observação e 
análise); as principais descobertas do estudo (fornecer os dados específicos e o 
seu significado estatístico) e as principais conclusões obtidas com o estudo. São 
os resumos que levam os leitores a decidirem se continuarão a ler o trabalho ou 
não (FERREIRA; KRZYZANOWSKI, 2003).
Quanto ao estilo da redação do resumo, é recomendado o uso da terceira 
pessoa do singular e do verbo na voz ativa. Deve-se evitar o uso de parágrafos no 
meio do resumo, fórmulas, equações, diagramas e símbolos, optando-se, sempre 
que necessário, pela transcrição na forma extensa do seu conteúdo, em uma 
sequência coerente de frases concisas e não de uma enumeração de tópicos. Não 
se devem incluir citações bibliográficas no resumo (VOLPATO et al., 2003).
O resumo deve conter no máximo 250 palavras, deve ser escrito em 
Fonte: Times New Roman e o tamanho da fonte deve ser 10. Logo abaixo do 
resumo, devem ser colocadas as palavras-chave, que são palavras representativas 
do conteúdo do trabalho. Modelo de resumo:
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75
Palavras-chave (descritoresobrigatórios)
São termos, colocados abaixo do resumo, que servem como indicativos 
do conteúdo dos artigos e devem ser escolhidos, sempre que possível, utilizando-
se vocabulário controlado. São muito importantes para a indexação correta dos 
artigos em bases de dados e para a futura busca dos artigos por assunto. As 
palavras-chave devem ser no máximo cinco e acompanhar os resumos em 
português e os “abstracts”, resumos em outra língua estrangeira (FERREIRA; 
KRZYZANOWSKI, 2003).
Abstract (obrigatório)
O Abstract é a versão em inglês do resumo e deve ser revisado por um 
nativo da língua (revisor que tenha como língua materna o inglês). Ele deve ser 
fiel a sua versão em português. Algumas revistas também pedem que o título seja 
traduzido para o inglês, assim como as palavras-chave, Key-words no abstract 
(ROSA; CHACHAMOVICH, 2003).
RESUMO: A anemia na insufi ciência renal crônica pode ser causada: pela 
produção renal insufi ciente de eritropoe na (EPO), redução do tempo de meia 
vida das hemácias e hemólise. O obje vo é avaliar os índices hematólogicos dos 
pacientes subme dos a hemodiálises na clínica do Rim da cidade de Dourados. 
Foram analisados amostras de sangue de 70 pacientes divididos em seis grupos 
de acordo com o tempo de diálise (1,2,3,4,5 a 6 anos). Nas amostras sanguíneas 
avaliou-se o Hemograma Completo (ABX Micros 60) e no soro foi avaliado 
parâmetros bioquímicos (ferro e ferri na). A faixa etária dos pacientes variou de 
22 a 83 anos, com uma idade média de 51 anos, sendo 31.43% (n= 22) do sexo 
feminino e 68.57% (n= 48) do sexo masculino. Todos os pacientes faziam uso de 
eritropoe na como tratamento complementar a diálise. A hemoglobina dos 70 
pacientes analisados variou de 10.09 a 11,96 g/dL, o hematócrito oscilou entre 
30,39±1,56 a 35,32±0,94, portanto dentro dos valores esperados. Os pacientes 
u lizaram doses médias de eritropoe na de 6.738 UI/Kg/semana. Mesmo 
pacientes subme dos à diálise por mais de 6 anos, com o uso da eritropoe na, 
apresentaram valores de hemoglobina de 10,98 g/dL. A análise do ferro sérico 
indica que os grupos em diálise a 2 (095,7±13,4 mg/dL) e 4 anos (095,8±12,7 
mg/dL), apresentam médias inferiores aos valores recomendados. A ferri na 
variou de 385,2±126,3 a 773,6±231,0 ng/mL, o valor de referência é de 300 
a 800 ng/mL sendo que valores elevados estão relacionados com processos 
infl amatórios. Embora a anemia seja considerada uma sintomatologia comum na 
insufi ciência renal crônica, os resultados ob dos demonstraram que a u lização 
da eritropoe na em pacientes renais ajuda a manter os níveis de hemoglobina, 
melhorando a qualidade de vida destes pacientes.
PALAVRAS-CHAVES: insufi ciência renal crônica, eritropoe na, hemodiálise.
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3.2 - DESENVOLVIMENTO
 
O desenvolvimento do tema em um artigo é o núcleo do trabalho do 
autor, é onde ele expõe, explica e demonstra o assunto em todos os seus aspectos 
(VALÉRIO, 2005).
O texto de artigos científicos experimentais é habitualmente, mas não 
obrigatoriamente, dividido em seções intituladas: Introdução (onde entra a 
revisão bibliográfica), Material e Métodos, Resultados e Discussão, Conclusão 
e Referências Bibliográficas. Estes tópicos contemplam a apresentação ordenada 
e detalhada da pesquisa efetuada. Os artigos muito extensos podem precisar 
de subtítulos em algumas secções para facilitar o entendimento do artigo ou 
indicar mudança de assunto ou conceito abordado, especialmente nas secções 
de Resultados e Discussão (COMITÊ INTERNACIONAL DE EDITORES DE 
REVISTAS MÉDICAS, 2003).
A organização do texto será determinada pela natureza do trabalho e 
alguns capítulos poderão ser dispensados como, por exemplo, o item “Resultados”, 
que não consta em um trabalho de Revisão Bibliográfica. No desenvolvimento, 
devem estar presentes a exposição do assunto, no qual são analisados os fatos ou 
apresentadas as ideias; a argumentação, com a defesa da validade das ideias por 
meio dos argumentos, ou seja, do raciocínio lógico e das evidências obtidas; a 
discussão, que consiste na comparação das ideias, refutando-se ou confirmando-
se os argumentos apresentados, mediante o exercício de interpretação dos fatos e 
ideias demonstradas.
Introdução: A introdução deve esclarecer sobre a relevância do assunto, 
por meio de citações a trabalhos anteriormente publicados, a fim de situar o 
tema da pesquisa; a justificativa para o desenvolvimento da mesma e, por fim, 
os objetivos. A introdução deve, ainda, esclarecer qual tema do trabalho e o 
raciocínio a ser desenvolvido na sua elaboração.
A introdução é a parte inicial do texto, onde devem constar:
Fonte: <http://www.arcdeveloper.com/images/
desenvolvimento.jpg>. Acesso em: 01/10/2010.
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77
• o tema que será desenvolvido no texto, delimitando e contextualizando 
o assunto; apresentando o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado; o 
tema abordado, apresentar definições fundamentais, conceitos importantes para a 
compreensão do assunto, pontos de vista e abordagens utilizadas no artigo;
• as justificativas da escolha do tema, mostrando a relevância acadêmica, a 
relevância social, lacunas no conhecimento científico, o interesse pessoal em relação 
ao assunto, a viabilidade e as limitações em relação ao desenvolvimento do tema;
• os objetivos (Geral e Específico) da pesquisa, que devem ser colocados 
no final da introdução.
Devem ser citados, apenas, textos que tenham embasado o desenvolvimento 
do trabalho e que tenham cunho científico. É importante evitar sites da internet 
e textos de revistas não especializadas. A revisão de literatura citada deve ser 
apresentada, preferencialmente, em ordem cronológica, conforme evolução do 
assunto, em tópicos que apresentem afinidades, observando-se as normas para 
citação no texto. A introdução pode incluir a formulação de hipótese, delimitação 
do assunto e os objetivos propostos (VOLPATO et al., 2003; VALÉRIO, 2005).
Revisão de literatura (Colocar como título o assunto da pesquisa): Este 
item estará presente apenas em artigos de Revisão Bibliográfica. Na redação 
desse item, o acadêmico deve apresentar uma revisão de literatura, mostrando 
os trabalhos mais recentes produzidos na área da investigação, levantando 
questões, evidenciando tendências, percebendo, qual a razão de sua importância 
e os benefícios que o estudo poderá proporcionar para o conhecimento sobre o 
assunto. A revisão bibliográfica deve ser utilizada para definir o tema dentro do 
contexto científico, abrangendo os principais trabalhos e autores da área estudada, 
fornecendo os elementos essenciais para a compreensão da pesquisa realizada. 
Quando a revisão é extensa ela deve ser subdividida em tópicos para facilitar a 
compreensão do assunto.
Materiais e Métodos: No capítulo “Materiais e Métodos” são definidos 
os procedimentos metodológicos. Descreve-se, neste item, qual o tipo de estudo 
realizado; define-se o local da pesquisa, universo e amostras utilizados; descreve-
se “como” foi feita a pesquisa, quais foram os passos seguidos para alcançar os 
objetivos propostos e responder aos problemas ou confirmar as hipóteses; quais 
foram os materiais necessários para executar a pesquisa; qual foi o instrumento 
de coleta de dados e cita-se a análise estatística realizada na análise dos dados. 
Esse item deve ser bastante detalhado, de modo que quem o leia e/ou o avalie, 
possa identificar, claramente, “como”, “com que”, “onde”, e “quando” o trabalho 
foi desenvolvido. 
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78
Devem ser descritos de forma que outro pesquisador possa repetir o 
estudo com os dados fornecidos. É a base para que o estudo tenha valor científico, 
pois se não puder ser repetido não terá valor científico e sim será um evento 
do acaso. Muitos autores acham que não devemdescrever todos os aspectos 
da sua metodologia, escondendo o chamado “pulo do gato”; pois é justamente 
o contrário: a exclusão de um ponto importante da sua metodologia fará com 
que seu experimento não possa ser repetido e com isso perderá todo o crédito 
científico (VALÉRIO, 2005).
A metodologia deve ser apresentada em ordem cronológica em que 
o trabalho foi realizado. Marcas comerciais só devem ser incluídas se forem 
importantes para a compreensão e avaliação do trabalho. Caso não sejam o 
principio ativo ou sal do produto químico, deve ser citado de acordo com as 
normas internacionais de nomenclatura (VOLPATO et al., 2003). 
Análise Estatística: E o momento em que os métodos estatísticos (testes 
utilizados) são descritos com os pormenores suficientes, de modo a possibilitar que 
o leitor possa, com base nos dados originais, verificar se os resultados relatados são 
realmente confiáveis ou não. Tanto quanto possível, devem qualificar-se os dados 
apresentados, juntamente com indicadores apropriados de avaliação dos erros ou 
de incertezas do experimento (tal como intervalo de confiança, desvio padrão 
ou erro padrão) (COMITÊ INTERNACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS 
MÉDICAS, 2003). Para maiores esclarecimentos, consultar o capítulo 2 referente 
a Noções de Estatística.
Resultados e Discussão: Algumas revistas preferem separar esses 
tópicos, portanto, o estilo do seu artigo deve obedecer ao estilo adotado pela 
revista para a qual será enviado o artigo. Particularmente, sugere-se a associação 
de resultados e discussão, pois torna mais fácil a abordagem dos dados e evita a 
repetição de alguns deles na discussão facilitando-a. Os tópicos serão abordados 
separadamente para facilitar a interpretação por parte do aluno, cabendo a ele a 
escolha da revista e, consequentemente, o tipo de abordagem.
A organização do texto será determinada pela natureza do trabalho e 
alguns capítulos poderão ser dispensados. Exemplificando: em um trabalho que 
consta apenas de revisão bibliográfica, seções como “Resultados” podem ser 
suprimidas, até porque em trabalhos dessa natureza podem não existir coleta de 
dados e o respectivo tratamento estatístico. A discussão, no entanto, deve estar 
presente em pesquisas do tipo bibliográfica, sendo que esta discussão deverá ser 
feita comparando resultados de diferentes autores.
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79
Resultados: Os resultados devem ser apresentados em sequência lógica 
no texto, utilizando para tanto: tabelas, gráficos, quadros e figuras. Os dados 
incluídos nas tabelas ou figuras não devem ser repetidos em gráficos, salvo raras 
exceções em que o gráfico facilita a observação em relação à tabela, mas isso 
deve ser evitado. Os resultados devem apenas salientar ou resumir as observações 
mais importantes obtidas na pesquisa (VOLPATO et al., 2003; VALÉRIO, 2005).
Cada tabela, gráfico, quadro ou figura deve ser auto-explicativa e 
obedecer às normas da revista, mas em geral os resultados serão numerados 
consecutivamente e acompanhados de um breve título. As explicações necessárias 
para o entendimento do resultado devem vir em forma de nota no fim da tabela, 
gráfico, quadro ou figura. Todas as abreviaturas utilizadas nas tabelas, gráficos, 
quadros ou figuras devem ser explicadas nas respectivas notas. As chamadas nos 
resultados deverão ser assinaladas pelos seguintes símbolos, colocados nesta 
ordem: *, **, †, ††, ‡. As variações estatísticas tais como o Desvio Padrão devem 
ser devidamente identificadas. No texto, os resultados deverão ser citados pela 
ordem da sua numeração. Mas muita atenção: um número exagerado de tabelas, 
gráficos, quadros ou figuras em relação à extensão do texto pode dificultar a 
paginação, além do que muitas revistas restringem o número desses elementos, 
portanto os autores deverão consultar a revista na qual pretendem publicar o 
seus artigos, a fim de se inteirarem do número de tabelas, gráficos, quadros ou 
figuras. É considerado razoável para publicação, um quadro de resultados para 
cada mil palavras do artigo (COMITÊ INTERNACIONAL DE EDITORES DE 
REVISTAS MÉDICAS, 2003; VOLPATO et al., 2003).
Ilustrações: São considerados ilustrações: desenhos, esquemas, 
fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, retratos e 
outros. A identificação ou título deve ser indicado logo abaixo da ilustração, 
iniciando com a palavra “figura”, seguida pelo seu número em algarismos 
arábicos. No caso de se enviarem fotografias de pacientes estes não deverão estar 
identificáveis ou, então, a fotografia deverá ser acompanhada de um documento 
autorizando a sua publicação (VOLPATO et al., 2003).
Discussão: O autor deve realçar os principais resultados que podem ser 
encontrados no seu trabalho e as suas implicações para o meio acadêmico, sem 
repetir desnecessariamente as informações dadas na seção dos resultados, quando 
no artigo são separadas do discurso. 
As discussões da investigação deverão ser correlacionadas com os 
objetivos propostos, evitando as afirmações não diretamente baseadas no 
trabalho efetuado, sempre estabelecendo relações entre causa e efeito; deverão 
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80
deduzir as generalizações e princípios que tenham comprovação nas observações 
experimentais e fazer comparações dos resultados obtidos com aqueles 
apresentados por outros autores na revisão da literatura. Essa é a oportunidade 
de concordar ou discordar dos resultados obtidos pelos pesquisadores, sempre 
esclarecendo as modificações e contradições das hipóteses, teorias e princípios 
diretamente relacionados com o trabalho realizado. 
Por fim, é nessa hora também que o autor pode indicar as aplicações teóricas 
ou práticas dos resultados obtidos na sua pesquisa, bem como as suas limitações. A 
discussão pode ser associada aos resultados, formando um único capítulo, nesse caso, 
os resultados devem ser discutidos na medida em que são apresentados (COMITÊ 
EDITORIAL, 2003; VALÉRIO, 2005; VOLPATO et al., 2003).
Conclusão: A conclusão é a finalização coerente da proposta do tema 
abordado. É a parte final do trabalho e deve ser baseada nas evidências disponíveis 
e pertinentes ao estudo. As conclusões devem ser precisas, claramente expostas 
e fundamentadas nos objetos do estudo. Deve-se ressaltar a contribuição da 
pesquisa realizada e evidenciar o que foi alcançado com ele e pode-se sugerir o 
desenvolvimento de outros estudos que complementem a pesquisa (VALÉRIO, 
2005). Não se permite a inclusão de dados novos neste item, assim como citações 
bibliográficas (VOLPATO et al., 2003).
Agradecimentos: O agradecimento deve ser redigido em parágrafo único, 
separando os agradecimentos por contribuições intelectuais de pessoas, da colaboração 
das instituições de apoio que tenham participado com incentivo financeiro e/ou 
material utilizado na pesquisa. Pode ser esclarecido, nesse item, o tipo de apoio de cada 
instituição. Relações financeiras que poderão proporcionar um conflito de interesses 
não devem ser citadas (VALÉRIO, 2005). Não devem ser citadas nos agradecimentos 
pessoas que não estejam diretamente relacionadas com a pesquisa.
Referências Bibliográficas: É importantíssimo uniformizar a 
apresentação das referências, pois isso facilitará a identificação dos trabalhos 
referenciados. Para elaboração das referências as normas mais utilizadas são as da: 
International Standard Organization (ISO-690); Grupo de Vancouver (utilizadas 
pelas revistas internacionais da área biomédica, que adotam essas normas para a 
preparação de artigos) e as Normas da ABNT (FERREIRA; KRZYZANOWSKI, 
2003). A utilização de uma destas normas será especificada pela revista. A revista 
eletrônica Interbio, editada pela UNIGRAN, segue as normas da ABNT, que está 
amplamente difundida no nosso país.
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81
REFERÊNCIAS (ABNT, 2002, NBR– 6023)
 
Veja modelos de elaboração de referências bibliográficas no Anexo E. 
Deve ser utilizado o sistema autor-data, em ordem alfabética, na lista de referências 
(já explicado anteriormente), mesmo para os autores citados de maneira numérica, 
em notas de rodapé.
As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto 
e de forma a se identificar, individualmente, cada documento. A lista deve ser 
organizada em ordem alfabética, usando-se espaço simples nas entrelinhas 
e dois espaços simples para separar as obras contidas na bibliografia. O título 
“REFERÊNCIAS” deve aparecer em caixa alta (letras maiúsculas), negritadas, 
tamanho 12, centralizado na linha, a três centímetros da borda superior (incluídos 
os 3 cm da formatação).
A entrada – expressão ou palavra que encabeça uma informação 
bibliográfica (sobrenome do (s) autor (es), primeira palavra de um título, entidade 
coletiva, título de periódico, nomes geográficos etc.) – deve ser apresentada em 
letras maiúsculas.
O recurso tipográfico a ser utilizado nas referências para aqueles termos 
que devem ser destacados deve ser o negrito. 
Há uma sequência para a colocação dos elementos essenciais e 
Fonte: <http://www.cartunista.com.br/inferno8bibliogr.gif> Acesso em: 01/10/2010.
Elaborar esse item consiste em apresentar, em forma de referência, o conjunto 
de publicações (livros, revistas, teses, dissertações e outras fontes) u lizado 
para a elaboração do trabalho. 
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complementares que compõem a referência, e que se aplicam a todos os tipos 
de documentos. Os elementos essenciais são as informações indispensáveis à 
identificação do documento e variam conforme o tipo de documento. Os elementos 
complementares são informações que permitem uma melhor caracterização dos 
documentos, ao serem acrescentados aos elementos essenciais. (esse ponto é 
discutido, anteriormente, no item 6.1).
Ilustrações: As ilustrações devem ser apresentadas de forma clara e 
legível, com títulos e legendas que contribuam para a nitidez do texto. As ilustrações 
devem ser autoexplicativas. Qualquer ilustração, com exceção de tabelas e quadros, 
é designada por figura. As ilustrações devem ser centradas na página e impressas 
em local tão próximo quanto possível do trecho onde são mencionadas no texto. 
Numeram-se as ilustrações, no decorrer do texto, com algarismos arábicos, em 
uma sequência própria. A legenda é um texto ilustrativo que acompanha a figura e 
deverá ser escrita em fonte Times New Roman, tamanho 10, abaixo da ilustração 
e justificado. Toda ilustração deve ser mencionada no texto e possuir um título, 
colocado abaixo da mesma, com exceção da tabela e do quadro, nos quais o título 
vai acima. Toda ilustração que já tenha sido publicada anteriormente deve conter, 
abaixo da legenda, dados sobre a fonte (autor, data, página) de onde foi extraída.
Gráfico: Segundo a ABNT (2005 – NBR 14724), gráficos, diagramas, 
fotografias, desenhos, fluxogramas, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos, 
ilustração ou qualquer imagem utilizada como apoio ao texto, devem ser designados 
por Figura. O título da figura é colocado abaixo dela. Devem ser numeradas com 
números arábicos. A palavra “figura” deve ser colocada em citações no texto, 
designada por “Figura x” e, no título, como “Figura x”, seguida de hífen e título. 
Ex.:
a) Gráfico de Pizza
15%
85%
 Realizou Pré-Natal
 Não Realizou Pré-Natal
 
Figura 1: Porcentagem de mulheres que realizaram o pré-natal antes do parto na cidade de Dourados. 
Fonte: Próprio autor.
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 b) Gráfico de Linha
 No gráfico de linha podemos utilizar a análise de regressão simples 
que descreve, através de um modelo matemático (função), a relação entre duas 
variáveis (Equação do primeiro grau, y = A + Bx).
c) Gráfico de Linhas Múltiplas
0 3 6 9 12 15 18 21 24
120
140
160
180
200
220
240
260
280
 Média da Glicemia
 y = 234 - 9x
G
lic
em
ia
 (m
g/
dL
)
Dias de Medição
Figura 2: Níveis de glicemia do paciente durante o tratamento com glibenclamida (equação da reta y = 
234 - 9x). Fonte: Próprio autor
0 1 2 3 4 5 6
0
20
40
60
80
100
c
c
a
b
b
c
b
a
a
a
a
aa
H
em
ól
ise
 (%
)
Tempo (horas)
 AAPH 2,5mM
 AAPH 5,0mM
 AAPH 10,0mM
a
Figura 3 - Curva de hemólise de hemácias submetidas a estresse oxidativo por AAPH. A suspensão 
de hemácias 1% foi incubada com AAPH em diferentes concentrações por até 6 horas em banho-
maria 37ºC, ao abrigo da luz e com agitação constante. Médias seguidas por letras distintas diferem 
signifi cativamente entre si em nível de p<0,05 (teste de Tukey). Fonte: Próprio autor
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 d) Gráfico de Coluna
 e) Gráfico de Barras Horizontais ou Verticais
 
Não Infartado Infartado
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
 
Tr
op
on
ina
 (n
g/m
L)
*
Figura 4 – Comparação entre os resultados da troponina dos pacientes não infartados com os 
pacientes infartados; médias ± erro-padrão. Valores de referência da troponina I: até 0.5 ng/ml; * p<0,05.
Fonte: Próprio autor
2 a 4 ANOS
5 a 7 ANOS
8 a 10 ANOS
0 2 4 6 8 10 12 14 16
HEMOGLOBINA (g/dL)
 
 
FAIXA ETÁRIA
*
Figura 5 - Níveis de hemoglobina dos pacientes do sexo feminino. Médias ± Erro Padrão. * p<0,05. 
Fonte: Próprio autor
Controle Exercício Exercício + Vit. C
0
100
200
300
400
500
CP
K 
(U
I/L
)
Grupos
*
Figura 6 – Avaliação da atividade da creatinafosfoquinase (CPK) no soro de atletas submetidos ao 
exercício físico intenso. * p<0,05. Fonte: Próprio autor
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85
f) Gráfico de Box
 
g) Gráfico de Correlação
h) Fotografias
0
100
200
300
400
500
600
700
800
Exercícios + Vit.C
CP
K 
(U
I/L
)
Grupos
*
Controle Exercícios
Figura 7 – Avaliação da atividade da creatinafosfoquinase (CPK) no soro de atletas submetidos ao 
exercício físico intenso. Médias ± Erro Padrão. * p<0,05. Fonte: Próprio autor
Figura 8 – Correlação da glicemia sanguínea com a hemoglobina glicada dos pacientes diabéticos; r = 
0,6222 (Correlação de Pearson). Fonte: Próprio autor
Figura 9 - Representação da úlcera teste desde a primeira medida (esquerda), até o fi m do tratamento 
(direita). Fonte: Próprio autor
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i) Esquemas
Tabelas e Quadros: As tabelas, geralmente, são utilizadas para passar 
informações numéricas e caracterizam-se por apresentarem as laterais abertas, já 
os quadros normalmente, contêm dados verbais e apresentam as laterais fechadas. 
No texto, a referência se fará pela indicação “Tabela x” ou “Quadro 
x”. Deve-se iniciar o título com a palavra Tabela x ou Quadro x, seguida por 
hífen, e, em seguida, o título. As tabelas e quadros devem ser dotados de um 
título claro e conciso, sem abreviações e localizados acima deles. São numerados 
sequencialmente em todo o trabalho, com algarismos arábicos.
O título das tabelas deve ser objetivo. A inclusão do ano e do local 
no título da tabela não é obrigatória e só deve ser feita quando for necessária à 
compreensão dos dados tabulados. Na tabela não devem ser usadas linhas verticais 
e as linhas horizontais devem se limitar ao cabeçalho e ao rodapé da tabela. É 
obrigatória a indicação da fonte quando a tabela não for elaborada pelo autor.
Caso algum valor tabulado mereça explicação, esta poderá ser salientada 
por um asterisco abaixo da tabela (colocar o mesmo símbolo ao lado direito e 
acima do valor em destaque). Quando uma tabela ocupar mais de uma página, 
não será delimitada na parte inferior repetindo-se o cabeçalho na página seguinte. 
Ex.:
Tabela 1 – Características clínicas e parâmetros bioquímicos dos 
pacientes não infartados
 
 Faixa Etária Idade Sexo CK-MB Mioglobina TroponinaI
 (anos) (anos) M/F (ng/mL) (ng/mL) (ng/mL)
Figura 10: Vias de sinalização intracelular e ativação dos linfócitos T. Fonte: Abbas, Lichtman, Pober 
(1998, p.170).
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25 - 40 (7) 35,3±1,8 6/1 1,46±0,46 67,4±19,9 0,07±0,04
41 - 56 (9) 47,1±1,7 6/3 1,03±0,02 82,8±15,2 0,06±0,01
57 - 72 (18) 65,3±1,2 14/4 3,26±0,61 141,8±38,2* 0,25±0,11
73 - 88 (10) 80,3±1,8 5/5 1,39±0,33 116,5±43,5* 0,23±0,14
Todos (44) 60,2±2,5 31/13 2,09±0,31 112,1±19,1* 0,18±0,06
( ) = número de pacientes por grupo; médias ± erro-padrão; * resultados acima 
dos valores de referência. Valores de referência: mioglobina: até 107ng/mL, CK-
MB: até 4.3 ng/mL, troponina I: até 0.5 ng/mL
Fonte: Próprio autor
Tabela 2 - Relação de frequências entre as dosagens de glicemia de 
jejum e de hemoglobina glicada dos pacientes diabéticos do Tipo II.
 
Glicemia Glicemia TOTAL
 Normal Alta 
HbA1c 37 252 289
 Alta 
HbA1c 46 25 71
Normal 
TOTAL 83 277 360
Teste de qui-quadrado (χ2 = 86,5) com um p<0,001.
Fonte: Próprio autor
Tabela utilizando o Teste de Qui-quadrado (χ2) que é um teste que 
compara as possíveis diferenças que podem ocorrer entre as frequências 
observadas e esperadas de determinados resultados. 
Quadro 1 - Estágios das úlceras de pressão
Estágio Sinais e Sintomas Avaliação
I Temperatura; tecido endurecido 
ou amolecido; hiperemia; prurido 
e dor;
Comprimento e largura;
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II Perda parcial da pele (epiderme 
e/ou derme), hiperemia e 
infl amação;
Comprimento, largura e 
profundidade (< a 0,1 cm);
III Perda total da pele (necrose do 
tecido subcutâneo). Não atinge 
outros tecidos;
Comprimento, largura, 
profundidade e presença de 
túneis;
IV Perda total da pele, perda total 
ou parcial de músculos, ossos, 
tendões e cápsulas;
Comprimento, largura, 
profundidade, presença de túneis, 
estruturas de suporte visíveis;
Fonte: Knobel, 1999; Benfati, 2001; Hess, 2002; Irion, 2005; Pianucci, 2005.
OBS: Não esqueçam! Em caso de dúvidas, acessem as ferramentas 
“fórum” ou “quadro de avisos”.
Retomando a Conversa Inicial
SEÇÃO 1 - Artigo Científi co
Vimos a importância da complementação entre leitura e conhecimento. 
Verificamos a necessidade de sabermos o que e para que, existe a ciência e o melhor 
como podemos “seduzi-la” para que o artigo se torne cada vez mais eficiente.
SEÇÃO 2 - Desenvolvimento
Vimos nas aulas anteriores o que vem a ser e como procede o conhecimento, 
neste vimos a construção mais prática (porque conhecemos), toda a estrutura do 
como conhecer, partimos do intelecto para a construção das coisa racionalmente.
SEÇÃO 3 - Formatação e Diagramação do Artigo Científi co
A ABNT, é uma associação muito séria, é por isso que devemos conhecer 
profundamente as qualificações da ABNT, por meio da formatação do texto 
(trabalho), é que teremos a segurança, para a publicação ou a entrega na universidade.
Vamos dar con nuidade ao conhecimento. Vimos qual é a 
importância da Metodologia em nosso dia a dia, devemos 
ter um esforço constante para entendermos e explicitar 
esse conhecimento. Vamos recapitular...
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89
GLOSSÁRIO
• artigo: quando relativo a publicações, refere-se a uma matéria escrita 
sobre algum tema específico, na qual, geralmente, o autor expressa sua opinião 
sobre o tema ou o resultado de estudos ou pesquisas que tenha feito sobre ele.
• conhecimento: é o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma 
coisa, como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato (obter 
informação); conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se 
declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal.
• organização: é o modo como se organiza um sistema. É a forma 
escolhida para arranjar, dispor ou classificar objetos, documentos e informações.
Sugestões de Leituras, Sites e Filmes
A guerra do fogo: 1981, França/Canadá – Filme que aborda o processo 
de hominização (surgimento em certos primatas de características próprias do 
homem) e os primórdios da humanidade. 
Blade Runner, o caçador de andróides: 1982 – EUA – Ficção sobre a 
vida na terra no séc. XXI. A semelhança entre os homens e os androides coloca a 
questão sobre o que é ser humano. 
O Clube do Imperador: Baseado no texto The Palace Thief, de Ethan 
Canin, O Clube do Imperador conta a história de William Hundert, um professor 
apaixonado pelo trabalho que tem sua vida pacata e controlada totalmente 
mudada quando um novo estudante, Sedgewick Bell, chega à escola. Porém, o 
que começa como uma terrível guerra de egos acaba se transformando em uma 
profunda amizade entre professor e aluno, a qual terá reflexos na vida de ambos 
nos próximos anos.
Monty: é um estudante de Harvard prestes a se formar. Quando seu 
computador quebra, ele fica apenas com uma cópia impressa de seu trabalho de 
graduação e corre pra tirar uma cópia, mas tropeça e o calhamaço cai no porão 
de um prédio. Ali se abriga o mendigo Simon, que pega o trabalho e chantageia 
Monty: para cada página do trabalho, ele quer um dia de casa e comida. E assim 
Monty e seus companheiros de república são forçados a conviver com Simon, 
um relacionamento que aos poucos se transforma em amizade. O mendigo está 
doente, teme morrer logo e começa a rever os erros de sua vida. E pode não ser 
culto, mas é capaz de ensinar algumas coisas sobre a vida para estes estudantes 
de Harvard.
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