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METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA APRESENTAÇÃO. Atualmente, as instituições de ensino superior no Brasil para conceder aos seus alunos o título de bacharel, licenciado, especialista, mestre, doutor ou pós- doutor devem criar condições e exigir dos alunos que desenvolvam trabalhos voltados para a pesquisa científica, devendo o tema ser escolhido entre as matérias que tiveram nos cursos ou correlato às mesmas. Também é necessário que o tema seja do interesse da área analisada e/ou importante do ponto de vista social. O objetivo dessa exigência está relacionado à tentativa de desenvolver nos alunos a análise crítica e reflexiva sobre o mundo que o cerca, permitindo a ele detectar problemas que o afligem e aos demais indivíduos, dotando-o de ferramentas capazes de promover medidas que o ajudem a solucioná-los. Dessa forma, este trabalho procura fornecer as ferramentas necessárias para que o aluno possa conhecer melhor o que é um trabalho científico e quais os instrumentos disponíveis para realiza-lo, justificando a sua necessidade e importância, principalmente diante da dificuldade que eles apresentam de realizar esse tipo de trabalho. É muito comum os alunos, no final do curso superior, ficarem perdidos em relação à apresentação de artigo, de monografias e de relatório de estágio por não terem tido ou por não terem valorizado durante o curso a matéria de Metodologia Científica, desconhecendo as normas básicas para a elaboração de textos científicos. Não é pretensão do Instituto Cotemar esgotar o assunto nessa apostila, mas abordar as principais normas para a produção científica para alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação, fornecendo uma melhor compreensão sobre a natureza e objetivos do trabalho científico, almejando contribuir para o melhoria dos conhecimentos dos alunos e da qualidade das suas produções. SUMÁRIO INTRODUÇÃO.......................................................................................................................... 6 UNIDADE I - CIÊNCIA E CONHECIMENTO............................................................................ 7 1.1. CONHECIMENTO CIENTÍFICO.................................................................................... 7 1.1.1. A ciência..................................................................................................................... 8 1.1.2. Trabalho científico....................................................................................................... 9 TESTE DE CONHECIMENTOS................................................................................................ 10 UNIDADE II – A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS............................................. 13 2.1. MÉTODOS DE PESQUISA................................................................................................. 14 2.1.1. Métodos de pesquisa de abordagem........................................................................... 15 2.1.1.1. Método dedutivo............................................................................................................ 15 2.1.1.2. Método Indutivo............................................................................................................. 15 2.1.1.3. Método hipotético-dedutivo.......................................................................................... 16 2.1.1.4. Método dialético............................................................................................................ 16 2.1.1.5. Método fenomenológico................................................................................................ 17 2.1.2. Métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos adotados.............. 17 2.1.2.1. Método histórico........................................................................................................... 18 2.1.2.2. Método comparativo...................................................................................................... 18 2.1.2.3. Estudo de caso.......................................................................................................... 18 2.1.2.4. Método estatístico (método monográfico)................................................................. 19 2.2. TIPOS DE PESQUISA........................................................................................................ 19 2.2.1. Tipos de pesquisa quanto à natureza.......................................................................... 20 2.2.1.1. Pura (básica)................................................................................................................. 20 2.2.1.2. Aplicada........................................................................................................................ 20 2.2.2. Tipos de pesquisa quanto à forma de abordagem do problema.............................. 21 2.2.2.1. Pesquisa quantitativa................................................................................................... 22 2.2.2.2. Pesquisa qualitativa....................................................................................................... 22 2.2.3. Tipos de pesquisa em relação ao objetivo geral........................... 23 2.2.3.1. Pesquisa exploratória.................................................................................................... 23 2.2.3.2. Pesquisa descritiva........................................................................................................ 25 2.2.3.3. Pesquisa explicativa ou analítica................................................................................... 26 2.2.4. Tipos de pesquisa quanto aos procedimentos técnicos para coleta de dados (para elaborar fonte de dados)...................................................................................... 27 2.2.4.1. Pesquisa bibliográfica.................................................................................................... 27 2.2.4.2. Pesquisa documental.................................................................................................... 28 2.2.4.3. Pesquisa empírica ou experimental.............................................................................. 28 2.2.4.4. Pesquisa de levantamento............................................................................................ 29 2.2.4.5. Pesquisa de campo....................................................................................................... 29 2.2.4.6. Estudo de caso............................................................................................................. 30 2.2.4.7. Pesquisa-ação............................................................................................................... 30 2.2.4.8. Pesquisa ex-post facto.................................................................................................. 31 2.2.4.9. Estudo de coorte.......................................................................................................... 31 2.2.4.10. Pesquisa participante................................................................................................. 31 2.2.4.11. Pesquisa laboratorial.................................................................................................. 32 TESTE DE CONHECIMENTOS................................................................................................ 32 UNIDADE III – O PROJETO OU PLANO DE PESQUISA......................................................... 41 3.1. Etapas obrigatórias do projeto/plano de pesquisa........................................................ 42 3.1.1. Tema da pesquisa............................................................................................................ 42 3.1.2. Problema..........................................................................................................................43 3.1.3. Hipóteses.......................................................................................................................... 44 3.1.4. Objetivos.......................................................................................................................... 45 3.1.5. Justificativa....................................................................................................................... 46 3.1.6. Referencial teórico........................................................................................................... 48 3.1.7. Procedimentos metodológicos......................................................................................... 49 3.1.8. Cronograma de atividades............................................................................................... 51 3.1.9. Referências ..................................................................................................................... 52 3.2. Etapas do projeto/plano de pesquisa que dependem do tipo de projeto adotado..... 52 3.2.1. Público-alvo...................................................................................................................... 52 3.2.2. Responsáveis pela execução do projeto......................................................................... 52 3.2.3. Local de realização.......................................................................................................... 53 3.2.4. Local de implantação....................................................................................................... 54 3.2.5. Plano de ação................................................................................................................... 54 3.2.6. Recursos utilizados.......................................................................................................... 54 TESTE DE CONHECIMENTOS................................................................................................. 55 UNIDADE IV – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO.................................................... 61 4.1. Elaboração do artigo científico........................................................................................ 63 4.1.1. Normas básicas para elaboração do artigo científico...................................................... 64 4.2. Estrutura do artigo científico........................................................................................... 65 4.2.1. Título................................................................................................................................ 66 4.2.2. Identificação do(s) autor(es) e mini currículo................................................................... 66 4.2.3. Resumo/Abstract e palavras-chave................................................................................. 66 4.2.4. Introdução........................................................................................................................ 67 4.2.5. Desenvolvimento............................................................................................................. 67 4.2.6. Discussões e resultados.................................................................................................. 68 4.2.7. Conclusão e/ou recomendações...................................................................................... 68 4.2.8. Referências bibliográficas................................................................................................ 69 4.3. Representação gráfica do artigo científico..................................................................... 69 4.3.1. Capa................................................................................................................................. 69 4.3.2. Lombada.......................................................................................................................... 70 4.3.3. Folha de rosto................................................................................................................... 71 4.3.4. Folha de aprovação.......................................................................................................... 72 4.3.5. Resumo e palavras-chave na língua vernácula e estrangeira......................................... 74 4.3.6. Introdução......................................................................................................................... 75 4.3.7. Desenvolvimento.............................................................................................................. 75 4.3.8. Discussões e resultados................................................................................................... 76 4.3.9. Conclusões ou considerações finais................................................................................ 76 4.3.10. Referências.................................................................................................................... 77 4.3.11. Anexos............................................................................................................................ 77 4.4. Formatação do trabalho científico................................................................................... 78 4.4.1. Normas gerais para formatação de trabalhos científicos................................................. 78 4.4.2. Citações........................................................................................................................... 81 4.4.2.1. Citações diretas............................................................................................................. 81 4.4.2.2. Citações indiretas.......................................................................................................... 82 4.4.2.3. Várias citações de um mesmo autor............................................................................. 82 4.4.2.4. Citações de trabalho de dois ou três autores................................................................ 83 4.4.2.5. Citações com mais de três autores............................................................................... 83 4.4.2.6. Citação de documentos cujo autor é uma entidade coletiva......................................... 83 4.4.2.7. Citação de documentos de autoria de órgãos da administração pública direta............ 84 4.4.2.8. Citação de citação......................................................................................................... 84 4.4.2.9. Suprimir parte de uma citação...................................................................................... 85 4.4.2.10. Sistema de chamada de citação................................................................................. 85 4.4.2.10.1. Sistema numérico..................................................................................................... 85 4.4.2.10.2. Sistema alfabético................................................................................................... 86 4.4.3. Referências bibliográficas................................................................................................ 87 4.4.3.1. Citação de livro completo.............................................................................................. 87 4.4.3.2. Citação de capítulo de um livro..................................................................................... 88 4.4.3.3. Citação de trabalhos acadêmicos................................................................................. 89 4.4.3.4. Citação de artigos em periódicos com indicação de autoria......................................... 89 4.4.3.5. Citação de documentos jurídicos.................................................................................. 89 4.4.3.6. Citação de documentos eletrônicos.............................................................................. 89 TESTE DE CONHECIMENTOS.................................................................................................90 UNIDADE V – CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES........................................ 96 5.1. Normas básicas de condução da redação.......................................................................... 97 5.2. Expressões latinas utilizadas em artigos............................................................................. 98 5.3. Dicas gerais......................................................................................................................... 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................... 100 GABARITOS DOS TESTES DE CONHECIMENTO................................................................. 104 4 METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA INTRODUÇÃO. Está sempre sendo colocado em pauta, tanto por professores de Metodologia Científica como por orientadores de trabalhos acadêmicos, as dificuldades que os alunos das diversas áreas têm de escrever um texto, ainda mais quando se trata de texto científico que tem por critério seguir as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Quando se acrescenta que o trabalho é de conclusão de curso (artigo científico, monografia, dissertação, tese, etc.) e necessário para a obtenção do título desejado, as dificuldades e, também, reclamações dos alunos aumentam exponencialmente. A explicação para tanto rigor está na natureza do trabalho científico ou do relatório de pesquisa, o qual exige do redator a adoção de normas que são reconhecidas em todo o mundo e por profissionais das diversas áreas, tudo com o intuito de dar cientificidade e credibilidade ao texto. As normas utilizadas em trabalhos científicos fazem parte de um “conjunto de sinais e símbolos que compõem e complementam a linguagem da ciência” (ABNT, 2011), padronizando e tornando-a mais fácil de ser entendida. São exemplos desse conjunto as normas referentes ao tamanho e tipo da fonte, margens e espaços entre linhas e citações bibliográficas. Dessa forma, podemos afirmar que as normas científicas têm por finalidade torna a leitura do texto mais fácil e útil, mas, principalmente, dar credibilidade ao texto, pois os critérios científicos são baseados em métodos e procedimentos rigorosos, sem os quais perderia sua finalidade e o texto não poderia servir de referência para outros trabalhos. 5 NIDADE I: CIÊNCIA E CONHECIMENTO. Nesse capítulo a nossa atenção está voltada para analisar o conhecimento científico como um instrumento que nos ajuda a compreender e a explicar os fenômenos que ocorrem em nossa volta. Todo o conhecimento acumulado até hoje é resultado das experiências da ciência. À medida que descobrimos respostas para as indagações que nos inquietavam no passado, novos questionamentos vão surgindo e novas experiências vão ocorrendo. Exemplo disso são os mais variados tipos de remédios que existem no mercado e a cura de doenças que na década de 40 eram fatais. Se pensarmos no desenvolvimento da tecnologia na automação dos processos das empresas e dos computadores, confirmaremos ainda mais a evolução do conhecimento e a necessidade da cientificidade. 1.1. CONHECIMENTO CIENTÍFICO. A primeira perguntar a responder é como conseguimos adquirir conhecimento? Conhecer é adquirir um conceito novo sobre um fenômeno, fato ou situação, o qual pode nascer de experiências acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através da convivência com outras pessoas, ou através de leituras ou de outro meio qualquer. Assim, podemos encontrar os seguintes tipos de conhecimentos: i. Conhecimento empírico: é aquele que se origina do conhecimento vulgar ou do senso-comum, através da convivência familiar e social, e por meio de ações não planejadas, ou seja, ao acaso. Além disso, a informação que se tem do fato/objeto ou fenômeno é impregnada das percepções do indivíduo, sendo assistemática, pois não existe uma formulação geral que explique o fenômeno, como, por exemplo, a janela está emperrada, mas de tanto abrir e fechá-la, U 6 descobrimos que se levantarmos um pouquinho o lado direito ela fecha sem emperrar; ii. Conhecimento filosófico: é resultante da capacidade humana de raciocinar e refletir sobre fatos e fenômenos gerando conceitos subjetivos, os quais buscam dar sentido à vida e ao universo, ultrapassando os limites formais da ciência como, por exemplo, a frase de Shekespeare “Existe muito mais entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar”. Além disso, baseia-se em hipóteses que não são verificáveis (confirmada ou refutada) e nem observadas; iii. Conhecimento teológico: é aquele resultante da crença religiosa e da fé divina, o qual é resultante da formação moral e religiosa de cada um. Portanto, não se tem como confirmar ou negar esse tipo de conhecimento. Cita-se como exemplo a frase de Chico Xavier “Aqueles que amamos não morrem jamais, apenas partem antes de nós”. Esse tipo de conhecimento não é verificável, mas é infalível e indiscutível por basear-se na fé e sistemático, pois é organizado e obra do Criador; iv. Conhecimento científico: é o conhecimento que tem como características principais ser racional, objetivo, sistemático, aproximadamente exato, verificável, explicativo e falível, pois sua origem é baseada em métodos e técnicas científicas (GALLIANO, 1979). Podemos citar como exemplos o descobrimento da vacina antirrábica; o descobrimento do autor das Cartas Chilenas; as pesquisas e publicações sobre a história do descobrimento do Brasil; vacinas contra a aids; entre outras. 1.1.1. A ciência. Segundo Marconi e Lakatos (2008, p. 22) a ciência “é um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação”. Portanto, segundo os autores, se um dado fenômeno, objeto ou fato é analisado de forma sistemática, com instrumentos e técnicas conhecidas e aprovadas e é passível de verificação passa, então, a ter os requisitos necessários para fazer parte do universo da ciência. 7 Para que possamos compreender melhor a ciência, torna-se necessário descrever algumas de suas características (VIANETTO, 2011): i. Objetividade: descrição da realidade investigada independentemente dos desejos do pesquisador, de forma clara e precisa; ii. Racionalidade: a razão é utilizada durante todo o processo de pesquisa, desde o desenho do estudo, a coleta dos dados, até sua análise; iii. Sistematicidade: é o saber ordenado de forma lógica, construído através de sistema de ideias e teorias, portanto, não há espaço para conhecimentos desconexos; iv. Generalidade: O conhecimento gerado deve ser analisado sob a possibilidade de ser ou não aplicado a outros contextos, explicando os fenômenos em diferentes situações; v. Verificabilidade: quando as hipóteses são examinadas através da observação e experimentação para serem comprovadas ou refutadas; vi. Falibilidade: o conhecimento não é algo definitivo, absoluto ou final, podendo ser negado ou confirmado; vii. Conhecimento aproximadamente exato: porque novas proposições podem reformular uma teoria já existente. Nesse contexto, para que seu trabalho seja aceito como parte da ciência, você deverá informar o tema estudado, a metodologia utilizada, os resultados que alcançou e as conclusões a que chegou. Além disso, o trabalho deve estar bem fundamentado, pois poderá ser contestado ou confirmado por outros pesquisadores. 1.1.2. Trabalho científico. Em primeiro lugar, deve-se esclarecer que um trabalho científico deve estarem conformidade com as características da ciência, a fim de ser aceito como parte dela. Portanto, a partir dos conceitos dados, podemos caracterizar o que venha a ser um trabalho científico. Para ser classificado como científico, um trabalho depende essencialmente da forma como é elaborado e do cumprimento das exigências as quais deve se submeter, portanto deve estar embasado no raciocínio lógico e ter como ponto de partida um problema levantando em relação ao tema escolhido. 8 Assim, seguindo métodos e técnicas científicas e apoiadas na fundamentação teórica, a pesquisa segue em busca de solução ou resposta para o problema evidenciado. Desse modo, reafirmamos que um trabalho para ser considerado científico deverá seguir o rigor científico e a ética intelectual, independente do fato de ser um artigo ou uma tese de doutorado. Segundo Estrela e Sabino (2001), o trabalho científico deve ter a ciência como base, seguindo métodos e técnicas criteriosos na solução dos problemas levantados. Cada instituição de ensino tem a liberdade de escolher normas específicas para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), podendo, na graduação, ser um artigo científico, relatório de estágio, relatório de pesquisa ou monografia, o que vai determinar a escolha é a finalidade do trabalho e o nível de conhecimento exigido do autor. No mestrado é exigida a dissertação e no doutorado, a tese. No entanto, todas as instituições devem seguir as normas técnicas para a padronização de trabalhos científicos, determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e todos os trabalhos científicos devem ter um projeto que o norteie. TESTE DE CONHECIMENTO – UNIDADE I: 01) Entre as opções abaixo, marque a correta em relação a seguinte afirmativa: Conhecimento vulgar ou do senso-comum obtido através da convivência familiar e social e por meio de ações não planejadas, ou seja, ao acaso. a) Científico b) Filosófico c) Empírico d) Teológico e) Difuso. 02) A Ciência é um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação. Em relação a ela, marque a opção errada: 9 a) Os resultados das pesquisas científicas devem estar à disposição da comunidade científica e de grupos interessados para que esses possam ser comprovados. b) Os instrumentos e técnicas utilizados em uma pesquisa devem ser apropriados ao objeto a ser analisado. c) Os instrumentos e técnicas utilizados em uma pesquisa devem ser do conhecimento comum ou de um grupo de pesquisadores que, neste caso, deve ser colocado à disposição para que possa ser testado e verificado a sua utilidade. d) Não há necessidade de sistematização do conhecimento para que possa ser gerado conhecimento científico. e) O conhecimento científico é resultante de pesquisas realizadas com instrumentos apropriados e aprovados pela comunidade científica. 03) A Ciência possui todas as características abaixo, exceto: a) Racionalidade b) Objetividade c) Falibilidade. d) Certeza absoluta. e) Aplicabilidade 04) Para que um método e/ou técnica seja considerada científico é necessário que tenha, no mínimo, as seguintes características: a) Racional, sistemático, verificável e objetivo. b) Sistemático, objetivo e passível de verificação. c) Objetivo, sistemático, falível e explicativo. d) Objetivo, sistemático, discursivo, aplicável e explicativo. e) Racional, objetivo, sistemático, verificável, aplicável e falível. 05) Um trabalho só é aceito como científico se possuir as seguintes características, exceto: a) Deve seguir apenas as normas técnicas para padronização determinadas pela Instituição que oferta o curso. b) Deve estar de acordo com as características da ciência. 10 c) Deve respeitar a ética intelectual. d) Deve seguir as normas técnicas para padronização ditadas pela ABNT. e) Deve ter uma metodologia criteriosa. 06) Complete a sentença e marque a opção correta: O trabalho científico deve estar em conformidade com as características do(a) ______________, a fim de ser aceito como parte dela. Para ser classificado como científico, um trabalho deve estar embasado no _____________________ e ter como ponto de partida um(a) _______________ levantando(a) em relação ao tema escolhido. Assim, seguindo ____________ e ______________ científicas e apoiadas na fundamentação______________, a pesquisa segue em busca de solução ou resposta para o problema evidenciado. a) Metodologia, raciocínio lógico, metodologia, problema, técnica, teórica. b) Ciência, raciocínio lógico, problema, métodos, técnicas, teórica. c) Metodologia, ciência, raciocínio lógico, problema, técnica, pesquisa. d) Raciocínio lógico, metodologia, problema, métodos, técnicas, teórica. e) Ciência, raciocínio lógico, metodologia, problema, métodos, teórica. 07) Entre as opções abaixo, marque a correta em relação à seguinte afirmativa: Tipo de conhecimento que tem como características principais e necessárias: ser racional, objetivo, sistemático, aproximadamente exato, verificável, explicativo e falível. a) Científico b) Filosófico c) Empírico d) Teológico e) Cultural 11 NIDADE II: A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS. Na unidade II, buscaremos responder ao seguinte questionamento: o que é pesquisa? A pesquisa se constitui em um conjunto de ações que visam à descoberta de novos conhecimentos em uma determinada área. É um processo investigativo sistemático que tem por objetivo a construção do conhecimento (do saber – ciência), se constituindo em instrumento para ratificar, refutar, reproduzir, corroborar, ampliar e atualizar algum conhecimento pré-existente, relativo a fatos, teoremas, novas teorias, trabalhos de campo, experiências, projetos, entre outros. No ensino superior e nos cursos de pós-graduação, a pesquisa é a base para a produção de conhecimento para as diversas disciplinas, contribuindo para o desenvolvimento da ciência e da sociedade. Assim, entre as várias disciplinas ou temas estudados no curso de Pedagogia, por exemplo, escolho a que mais gostei (Didática) ou a que tive maior facilidade (Educação Inclusiva) e vou verificar as possibilidades de realizar uma pesquisa, aprofundando na carga de leitura sobre o assunto e, assim, identificar um problema, cuja resposta ou solução acrescente conhecimento novo ou traga alguma contribuição para a área. No entanto, para realizar uma pesquisa é necessário seguir um processo pré- determinado de investigação. Não basta ter em mente um tema e nele encontrar um questionamento ou problema, sendo necessário seguir procedimentos científicos (caminho padronizado) para encontrar resposta para esse questionamento ou problema. Além disso, é necessário avaliar a relevância do problema para a área pesquisada (educação, saúde, psicologia, entre outros) e se trará conhecimentos novos e relevantes para a sociedade. Esse processo de investigação nos leva a determinar (antecipadamente) os métodos e tipos de pesquisa existentes e quais serão utilizados por nós durante a elaboração do TCC, sendo que é através dessa escolha que iremos atingir o objetivo expresso no trabalho científico. Portanto, é muito importante conhecer e distinguir qual o tipo de método e de pesquisa que o objeto e o objetivo estabelecido por nós serão necessários para realizar o trabalho científico (TCC), ou seja, deve-se: U 12 Escolher seu tema/foco; Definir o problema a ser solucionado; Determinar o(s) objetivo(s); Escolhera pesquisa inicial, que normalmente é a bibliográfica (tipo de pesquisa), buscando conhecer mais intensamente o tema/foco; Verificar as necessidades e possibilidades para levantar dados, determinando a necessidade de adotar novo tipo e método de pesquisa. A pesquisa bibliográfica acompanha todo o processo; Trabalhar os dados (ordenar, codificar, tabular, entre outros modos de organização de dados), transformando-os em informações; Análise dos dados; Conclusões. Descrevemos a seguir os métodos de pesquisa disponíveis e, posteriormente, os tipos. 2.1. MÉTODOS DE PESQUISA: O método de pesquisa refere-se à forma como abordaremos o objeto de estudo e como escolheremos os procedimentos sistemáticos para obter a descrição e a explicação de fenômenos, sendo que a natureza do problema e seu nível de aprofundamento é que determinarão a escolha do método. No entender de Gil (1999, p. 30) a escolha de um método vai depender da característica do objeto de pesquisa; dos recursos materiais disponíveis; do nível de abrangência do estudo; e do interesse do pesquisador. O quadro abaixo sintetiza os métodos de pesquisa disponíveis. 13 PESQUISA CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE MÉTODO De Abordagem (Lógicos) Dedutivo Indutivo Hipotético-Dedutivo Dialético Fenomenológico De Procedimentos (Técnicos) Comparativo Histórico Estudo de Caso Estatístico Fonte: CANTINI, Adriana H. Elaboração de Projetos de Pesquisa. Disponível em www.slideshare.com.br. 2.1.1. Métodos de pesquisa de abordagem: 2.1.1.1. Método Dedutivo: Segundo Parra Filho e Santos (2000, p. 23), esse método é utilizado “quando se parte de uma situação ou posição geral e se particulariza conclusões”. É um método racionalista, pois considera que a razão é a única forma de alcançar o conhecimento verdadeiro, sendo o mais utilizado dos cinco métodos existentes. Utiliza o silogismo, ou seja, de duas premissas se conclui uma terceira como, por exemplo, quando falamos que os países tropicais são de clima quente. Exemplo1: O clima tropical é quente (premissa maior). O Brasil é um país tropical (premissa menor). Portanto, o clima no Brasil é quente (conclusão). Exemplo 2: Todo homem é mortal (premissa maior). Pedro é homem (premissa menor). Logo, Pedro é mortal (conclusão). 2.1.1.2. Método Indutivo: É o método onde o pesquisador, a partir de uma amostra da população, chega a conclusões aplicáveis a toda a população (PARRA FILHO & SANTOS, 2000), ou seja, considera que o conhecimento é baseado na experiência, sendo que 14 as generalizações são resultantes da observação de casos reais e concretos e elaborados a partir de casos individuais. É importante verificar se a amostra representa de fato o universo pesquisado (a população). Por exemplo, esse método é utilizado quando o IBOPE ouve cinco mil consumidores e projeta qual será o comportamento de cem milhões de pessoas. Comparado ao exemplo anterior ficaria assim: Pedro é mortal, João é mortal, José é mortal. Todos são homens, logo os homens (todos) são mortais. 2.1.1.3. Método Hipotético-dedutivo: Esse método consiste na construção de presunção baseada em hipóteses, ou seja, caso parte ou a totalidade das hipóteses sejam comprovadas como falsas, a presunção também o será. Para isso é necessário que as hipóteses sejam submetidas ao máximo possível de testes, à crítica, à comparação, à publicidade e ao confronto com os fatos, entre outras situações, para verificar quais as hipóteses que serão refutadas e, consequentemente, quais permaneceram como válidas. Esse método baseia-se na lógica e nos leva a deduzir que, se a certeza em relação à presunção for igual à certeza em relação às hipóteses iniciais, o conhecimento considerado como verdadeiro e demonstrável é dependente do grau de certeza das hipóteses, ou seja, se parte das hipóteses forem refutadas, o conhecimento resultante é falso. Segundo Gil (1994, p. 28) “[...] enquanto o método dedutivo procura confirmar a hipótese, o hipotético-dedutivo procura evidências empíricas para derrubá-las”. Esse método possui uma abordagem que busca a eliminação dos erros de uma hipótese, através da realização de teste. Faz isso a partir da ideia de testar a falsidade de uma proposição, ou seja, a partir de uma hipótese, estabelece-se que situação ou resultado experimental nega essa hipótese e tenta-se realizar experimentos para negá-la. Assim, a abordagem do método hipotético-dedutivo é a de buscar a verdade, eliminando tudo o que é falso. 2.1.1.4. Método dialético: De acordo com Diniz e Silva (2008), esse método é utilizado quando se faz uma investigação através da contraposição de elementos conflitantes, buscando compreender o papel desses elementos no fenômeno observado (dois grupos de autores com opiniões contrárias sobre um mesmo fenômeno como, por exemplo, um 15 grupo defende as avaliações tradicionais nas escolas e suas justificativas e o outro que querem exclui-la). Dessa forma, o pesquisador deve confrontar qualquer conceito tomado como verdadeiro com realidades diferentes, buscando novas conclusões ou uma nova teoria. Portanto, o método dialético não analisa um objeto ou fenômeno estático, pelo contrário, busca contextualizar o objeto ou fenômeno de acordo com a dinâmica histórica, cultural e social (contexto social). É empregado em pesquisas qualitativas. 2.1.1.5. Método fenomenológico: Esse método consiste na descrição direta de um fenômeno ou experiência tal como ele ocorre, não sendo, portanto, resultante de processos dedutivo ou indutivo. Busca-se fazer a descrição mais fidedigna possível do fato, não pressupondo nada, portanto, o pesquisador, ao explorar o dado, não se deixa influenciar por crenças, costumes e nem faz juízo de valor sobre o mesmo, buscando realizar uma descrição pura da realidade (GIL, 1999). 2.1.2. Métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos adotados: De acordo com Gil (1999), os métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos têm por função fornecer ao pesquisador os meios adequados para garantir que haja objetividade e precisão no estudo de temas relacionados à ciência sociais. É através desses métodos que se define como os dados serão coletados, ou seja, após a definição do tema, do objeto de estudo, do problema e de determinar os objetivos a serem alcançados, o pesquisador deve definir quais os instrumentos que irá utilizar para levantar as informações necessárias à resolução do problema levantado. Segundo Rodrigues (2005, p. 45), o pesquisador, portanto, deverá ter “uma definição antecipada do ambiente e das circunstâncias em que serão coletados os dados e as formas de controle de variáveis envolvidas no problema”. Os tipos de métodos de pesquisa em relação aos procedimentos técnicos são: 16 2.1.2.1. Método histórico. Através desse método ocorre o estudo dos fatos ocorridos no passado, os quais permitem realizar vários tipos de análises como, por exemplo, a identificação e explicação da influência de fatos que ocorreram no passado e suas influências no presente ou a análise de fatos ocorridos no passado, buscando identificar e explicar sua origem. Um exemplo seria a análise da cultura medieval com o objetivo de comparar os hábitos e costume da época com os do homem moderno ou a análise da evolução da Economia e seus momentos de ápice e crise e comparar com os problemas atuais da economia brasileira para evitar cometer os mesmos erros do passado. 2.1.2.2. Método comparativo.Esse método tem por objetivo estudar os indivíduos, classes e grupos sociais em relação aos fatos e fenômenos sociais que ocorrem ou ocorreram no ambiente onde estão inseridos, tendo por objetivo estabelecer leis e correlações entre eles, estabelecendo suas semelhanças e/ou diferenças. Para tanto, o pesquisador deve definir o número de grupos com os quais irá trabalhar e as variáveis que serão adotadas. Podemos citar como exemplo o estudo para determinar as diferenças e semelhanças socioeconômicas existentes entre a população cubana, a brasileira e a norte-americana. As variáveis adotadas seriam o poder aquisitivo, o PIB per capita, os direitos à liberdade, à educação e à saúde de cada um dos grupos. Após levantar os dados, os países (grupos) seriam classificados em desenvolvidos e em desenvolvimento. Outro exemplo seria a análise do desempenho de três turmas do ensino fundamental, nas quais estão sendo aplicadas metodologias de ensino diferenciadas, tendo por objetivo verificar qual (ou quais) delas está dando os melhores resultados e qual turma está se saindo melhor. 2.1.2.3. Estudo de caso (método monográfico). Nesse tipo de método se estuda casos específicos ou que envolvem pequenos grupos, buscando entender como determinados fatos ocorrem. Tem por princípio que o estudo de um caso em profundidade pode ser representativo de vários outros ou de todos os casos semelhantes. O objeto de estudo pode ser os indivíduos, comunidades, instituições, grupos, entre outros. Podemos citar como exemplo o estudo que deu origem a alguns manuais do Serviço Brasileiro de Apoio 17 às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae, como o Como Montar uma Padaria, onde seus técnicos analisaram um número reduzido de padarias e estabeleceram valores mínimos necessários em termos de infraestrutura, financeiros e humanos para que qualquer pessoa possa montar a sua. Também pode ser citado como exemplo o estudo que uma aluna do curso de Economia da Universidade de Itaúna fez na empresa em que trabalhava, buscando determinar as causas da alta rotatividade da mão-de-obra e as possíveis soluções para isso. 2.1.2.4. Método estatístico. Esse método apoia-se na teoria estatística da probabilidade, sendo bastante utilizado, pois permite ao pesquisador transformar uma quantidade grande de fatos e dados em um número menor, permitindo estabelecer relações e correlações entre eles e, consequentemente, as suas consequências, as quais possuem uma boa probabilidade de serem verdadeiras. Assim, esse método é utilizado quando o fato ou fenômeno analisado apresenta um grande número de ocorrências e complexidade, necessitando quantificá-lo para que se possa analisá-lo. Por exemplo, o estudo desenvolvido na Fundação João Pinheiro que tinha por objetivo verificar a efetividade do programa Saúde da Família e seus resultados nos municípios mineiros, adotando na análise os 853 municípios e três variáveis de saúde (mortalidade infantil, vacinação, prevalência de doenças infectocontagiosas), duas econômicas (PIB dos municípios e renda familiar) e três sociais (nível de analfabetismo, de escolaridade e a existência de canalização de água/esgoto). Como se pode observar, o número de variáveis é enorme e apenas um programa específico de estatística poderia rodar um banco de dados desse porte. Um exemplo mais simples seria realizar um levantamento das notas dos alunos de dada escola por série e estabelecer a média por turma, utilizando-a como parâmetro para classificar o desempenho dos alunos. 2.2. TIPOS DE PESQUISAS: O tipo de pesquisa refere-se à forma como procederemos na execução da pesquisa, ou seja, como vamos realizá-la. O quadro abaixo demonstra todos os tipos de pesquisa existentes. 18 PESQUISA CLASSIFICAÇÃO MODALIDADE TIPO Quanto à natureza Pura (Básica) Aplicada Quanto à forma de abordagem Quantitativa Qualitativa Quanto ao Objetivo Geral Exploratória Descritiva Explicativa Quanto aos procedimentos técnicos (esclarecem sobre as técnicas a serem adotadas) Bibliográfica Documental Experimental ou Empírica Levantamento Pesquisa de campo Estudo de caso Pesquisa-ação Ex-post-facto Estudo coorte Pesquisa participante Pesquisa laboratorial Fonte: CANTINI, Adriana H. Elaboração de Projetos de Pesquisa. Disponível em www.slideshare.com.br. 2.2.1. Tipos de pesquisa quanto à natureza: 2.2.1.1- Pura (Básica): Tem por objetivo a produção de novos conhecimentos, os quais envolvem verdades e interesses universais sem, no entanto, ter inicialmente uma aplicação prática para os resultados previstos. Cita-se como exemplo os artigos científicos desenvolvidos pela maioria dos alunos de graduação, os quais buscam contribuir para a divulgação de dado assunto e não tem pretensões práticas (aplicabilidade com fim específico). 2.2.1.2- Aplicada: Tem por objetivo a busca de novos conhecimentos, os quais envolvem verdades e interesses locais. Ao contrário da pesquisa pura, a aplicada busca a produção de conhecimento que tenha aplicação prática para resolver problemas ou 19 situações reais e específicas. Podemos citar como exemplo as pesquisas para a busca de vacina contra a AIDS, tuberculose, entre outras. 2.2.2. Tipos de pesquisa quanto à forma de abordagem: Existem dois tipos de pesquisa em relação à abordagem, o quantitativo e o qualitativo, os quais estão relacionados ao modo como o pesquisador irá determinar o método para levantar dados e obte informações, ou seja, para chegar às causas do problema. Por exemplo, suponha que deseja compreender o fenômeno da evasão escolar nas escolas públicas da cidade de Belo Horizonte/MG. Existem algumas formas de você obter resposta para esse fenômeno, o que pode ser feito através de: Verificação do total de alunos evadidos na região metropolitana de BH, através dos dados das Secretarias Estadual e Municipal de Educação; Determinar a evasão por região administrativa, relacionando-a ao fator sócio- econômico (evasão nas regiões mais ricas e nas mais pobres), através do Produto Interno Bruto por região metropolitana, fornecido pelo banco de dados da Fundação João Pinheiro (FJP); Determinar a evasão através da aplicação de um questionário, buscando as causas da evasão através das opiniões dos alunos (alunos não gostam: de estudar, da matéria, do professor, da escola; entre outras causas). Determinar a evasão através da aplicação de um questionário, buscando as causas da evasão através da análise da qualidade do ensino público em BH (ótimo, bom, ruim ou pessímo); ou análise das causas da falta de interesse dos alunos. Observe que o enfoque dado as duas primerias opções são diferentes das duas últimas. Portanto, partindo do problema levantado na pesquisa (evasão escolar), tem-se o método quantitativo e qualitativo para se levantar as causas desse fenômeno, o que determinará qual será utilizado é a forma como o pesquisador deseja conduzir o assunto. 20 2.2.2.1. Pesquisa quantitativa. Na pesquisa quantitativa se utiliza técnicas estatísticas para transformar dados em números e, posteriormente, em informações, analisando-as para tirar as devidas conclusões. Para desenvolver uma pesquisa baseada nesse método é necessário ter variáveis bem definidas e utilizar cálculos estatísticos e/ou inferenciais. Além disso, nela não há o envolvimento direto do pesquisador, ele apenas observa a situação e anota os dados, não havendo interação com o objeto da pesquisa. Esse método utiliza a estatística como base, portanto, requer o uso de recursos como percentagem, média, moda,mediana, variância, desvio padrão, coeficiente de correlação, entre outros. Um dos instrumentos de levantamento de dados mais utilizado nesse tipo de pesquisa é o questionário, normalmente com opções de escolha de resposta (raça: branca; parda; amarela; negra) ou faixa de variação (de 0 – 7 anos; 7 – 14 anos, etc.). Como exemplo desse tipo de pesquisa, podemos citar o Censo Brasileiro elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE), que possui um questionário estruturado com o qual o pesquisador vai até a sua casa e o preenche para você. No entanto, o pesquisador é apenas um anotador de dados e o entrevistado não emite opinião pessoal sobre as questões, apenas responde a elas. Posteriormente, o técnico do IBGE, levanta todos os questionários e, através do método estatístico, informa que o Brasil possui x% de população branca, % de parda, x% de negra e assim monta o Censo. 2.2.2.2. Pesquisa qualitativa. A pesquisa qualitativa é uma pesquisa descritiva, onde o entrevistado e sua opinião sobre dado fato ou realidade são indissociáveis, ou seja, explora as particularidades e os traços subjetivos (significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes) do entrevistado em relação a uma situação vivenciada por ele (MINAYO, 2001). Nessa pesquisa ocorrem classificações e análises dissertativas sobre certas situações ou fato, sem, no entanto, eliminar completamente os cálculos. Esse tipo de pesquisa tem o caráter exploratório, pois o entrevistado pode expressar-se livremente sobre o assunto tratado. Dessa forma, os dados não são precisos, pois cada um dos indivíduos entrevistado tem a sua opinião e tece seus comentários. Portanto, leva-se em consideração o que o entrevistado acha a 21 respeito de dada situação, fato ou realidade, sendo que as opiniões podem coincidir e também divergir. Por exemplo, suponhamos que vamos entrevistar pessoas para saber o grau de satisfação com o governo Dilma, sendo que as opções em um questionário são: péssimo, regular, bom, ótimo e excelente. Nessa questão, limitamos as opções para facilitar a resposta. Uma segunda opção seria deixar a questão aberta para as pessoas responderem, o que daria muito mais trabalho, mas verificaria melhor a opinião das pessoas. Depois de levantado os dados e as informações, podemos expor as opiniões através da estatística, em termos percentuais, por exemplo. Também, podemos observar que nesse processo, o pesquisador terá de observar o fenômeno mais de perto, ou seja, sua participação é mais efetiva (FRANÇA; VASCONCELOS, 2004). Por fim, deve-se estar atento ao fato de que, apesar dos tipos de pesquisa ter funções e objetivos diferentes, elas não são excludentes. 2.2.3. Tipo de pesquisa em relação ao objetivo geral: Antes de realizar essa classificação é necessário que o(s) objetivo(s) da pesquisa já esteja(m) definido(s). Assim, após essa definição podemos classificar a pesquisa em um dos três tipos de pesquisa: exploratória, descritiva ou explicativa. Essa classificação é que vai nos permitir escolher quais os procedimentos metodológicos que serão utilizados para que possamos chegar a uma definição ou resposta em relação àquilo que queremos pesquisar, ou seja, em relação à situação- problema que encontramos ou levantamos. Portanto, partindo do problema a ser pesquisado, essa classificação nos permitirá determinar quais os procedimentos que serão empregados na investigação científica, isto é, qual o caminho que iremos percorrer para alcançar os objetivos determinados (VERGARA, 2007). 2.2.3.1. Pesquisa exploratória: A pesquisa exploratória é utilizada quando um problema é pouco conhecido e suas hipóteses não estão ainda claras, o que necessita de um maior envolvimento do pesquisador com o objeto da pesquisa (tema), tendo por finalidade buscar informações sobre ele e, assim, poder delineá-lo melhor e torna-lo mais claro. 22 Normalmente é utilizado em estudos de casos, embasado por pesquisa bibliográfica, entrevistas com pessoas que possuem experiência prática com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão do assunto (GIL, 1999). Quando o problema levantando não permite visualizar os procedimentos a serem adotados, torna-se necessário que o pesquisador inicie uma investigação mais minuciosa, buscando um volume maior de informações sobre ele e, assim, construir hipóteses que lhe permita determinar o caminho a ser percorrido (OLIVEIRA NETTO, 2008). O objetivo da pesquisa exploratória é procurar ideias, hipóteses ou padrões em relação a um problema ou questão cujo tema, normalmente, não teve ou teve muito pouco estudo anterior a seu respeito, portanto, não se trata de testar ou confirmar uma determinada hipótese, mas de levantá-la. Assim, a pesquisa exploratória avaliará qual a teoria ou conceito que poderá ser aplicado ao problema levantado ou se deverá ser desenvolvidos novas teorias ou conceitos. Segundo Gil (1999), Um exemplo prático de tal modalidade pode estar relacionado ao objetivo de um determinado pesquisador, cuja intenção se manifesta pela busca de uma resposta acerca da queda (da demanda) de um determinado produto no mercado. Assim sendo, de modo a concretizar seu objetivo, o pesquisador terá de aprofundar suas especulações e encontrar as reais causas da ocorrência de tal fenômeno (1999, p. 51). De acordo com Gil (2007), quando o pesquisador defronta com uma situação ou assunto pouco familiarizado ou explorado ele utiliza a pesquisa exploratória para poder conhecê-lo melhor e, após esse aprofundamento no tema, formular suas hipóteses. Por exemplo, o conhecimento que se tem sobre o fundo do mar em altas profundidades é bastante restrito, mas já existem algumas publicações sobre o tema. Caso um biólogo tenha interesse em estudar o tema, deverá fazer um levantamento bibliográfico sobre o assunto, determinar a região onde desejará iniciar sua pesquisa, determinar o material necessário para pesquisar em altas profundidades, montar sua equipe de técnicos e cientistas, verificar as embarcações necessárias (barcos de meio porte e mini-submarinos), entre outras ações. Depois de conhecer a região, de fotografá-la, filmá-la, descrever suas observações sobre o ambiente, enfim, de levantar todos os dados e informações possíveis e que ele poderá criar as hipóteses de sua pesquisa (por exemplo: existem poucas espécies 23 que conseguem sobreviver na profundidade de X metros; o ser humano possui tecnologia para sobreviver apenas até x metros de profundidade). No entanto, devemos lembrar que não basta desenvolver hipóteses, pois no caso da pesquisa exploratória elas devem ser comprovadas pela pesquisa realizada. Outra forma de definir a pesquisa exploratória é dizer que essa classe de pesquisa estabelece critérios, métodos e técnicas para a elaboração de uma pesquisa, levantando o máximo de informações possíveis sobre o objeto de estudo e só depois desse levantamento é que se elaborarão as hipóteses. Esse tipo de pesquisa é responsável pela maioria das descobertas científicas, sendo que a maioria delas é originada pelo acaso, ou seja, em certo experimento em laboratório busca-se um dado produto, fenômeno, substância, entre outras atividades e durante o processo ou no seu final descobre-se outro produto, substância ou fenômeno. A pesquisa exploratória tem se tornado um diferencial competitivo na concorrência de grandes grupos empresariais, os quais investem vultosos recursos financeiros na busca de processos, produtos e serviços novos (invenções) ou que tragam inovações, garantindo aos inovadores e/ou empreendedores direito de exploraçãopor longos anos (patentes). 2.2.3.2. Pesquisa descritiva: A pesquisa é descritiva em relação aos objetivos pretendidos quando tem por finalidade descrever as características de uma população, de um dado fenômeno ou de uma experiência (GIL, 2007). O pesquisador, após encontrar um objeto ou fenômeno que desperte seu interesse, passa a descrevê-lo, classificá-lo e a observá-lo. A coleta de dados sobre o objeto ou fenômeno é feita através de técnicas padronizadas, como o questionário ou a observação sistemática. Como exemplo, podemos citar a pesquisa bibliográfica, a pesquisa de opinião e o estudo de caso (mais comum na pesquisa exploratória). Ainda no entender de Gil (1999), a pesquisa descritiva tem por finalidade observar, analisar e registrar um dado fenômeno sem que o pesquisador se envolva, de alguma forma, na mesma. Portanto, é proibido a ele emitir opinião, interferir na pesquisa, omitir ou alterar dados, entre outras atitudes que possam vir a alterar a situação, ou seja, não é permitido ao pesquisador entrar no mérito do conteúdo da pesquisa. 24 Dessa forma, a pesquisa descritiva busca estabelecer relações de dependência entre variáveis, tais como quantidade, classificação e/ou medida, as quais podem sofrer alterações de acordo com o processo realizado. Normalmente, nessa pesquisa busca-se determinar quais as características de determinado grupo (amostra) em relação ao sexo, faixa etária, renda familiar, nível de escolaridade, entre outras classificações. Após, busca-se confrontar os dados levantados com alguns indicadores (econômicos, por exemplo) ou com a opinião de peritos para a padronização de técnicas ou a validação de conteúdo (THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2012). Como exemplo, podemos citar as pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística (IBGE) para levantamento do senso brasileiro. Para realizá-lo, seus técnicos elaboram uma lista de perguntas (questionário padronizado) que seus pesquisadores fazem às famílias. No questionário, os pesquisadores apenas anotam as respostas que o cidadão dá. Esses questionários são repassados aos peritos do IBGE que apenas manipulam os dados e calculam (através de suas respectivas fórmulas), por exemplo, o nível de renda média por família, entre outros indicadores. Portanto, não há nenhum envolvimento do pesquisador com a situação ou fato. Um dos fatos que diferencia a pesquisa descritiva da exploratória é que na primeira o assunto já é conhecido, buscando-se apenas obter novas visões sobre ele, portanto, assume a forma de levantamento de dados e de informações. 2.2.3.3. Pesquisa explicativa ou analítica: É o tipo de pesquisa utilizada para descobrir o modo e as causas de dado fenômeno, ou seja, o que leva o fenômeno a ocorrer e quais são as suas causas. O método utilizado nessa pesquisa vai depende do campo onde está se realizando a pesquisa; por exemplo, nas ciências físicas e naturais usa-se o método experimental e nas sociais, o observacional (migração da população do nordeste brasileiro para outras regiões), buscando aprofundar o conhecimento de dada realidade. Devido as suas características, a pesquisa explicativa é bastante presente durante a realização de pesquisas experimentais, pois durante o experimento com variáveis, busca-se saber o porquê (causa) de dado resultado. Assim, de acordo com Marconi e Lakatos (2006), 25 Busca-se registrar os fatos, analisa-los, interpretá-los e identificar suas causas, com o intuito de ampliar generalizações, definir leis mais amplas, estruturar e definir modelos teóricos, relacionar hipóteses em uma visão mais unitária do universo ou âmbito produtivo em geral e gerar hipóteses ou ideias por força de dedução lógica (MARCONI; LAKATOS, 2006, p. 64). 2.2.4. Tipo de pesquisa quanto aos procedimentos técnicos para coleta de dados (para elaborar a fonte de dados). Após a escolha do objetivo da pesquisa, o qual é determinado através dos tipos de pesquisas descritas anteriormente, segue-se para a fase seguinte que é a de planejar como vamos desenvolver a pesquisa, ou seja, a fase de escolher os procedimentos técnicos ou metodológicos que iremos adotar para dar prosseguimento à pesquisa. Segundo Gil (2007), Basicamente, existem dois grandes grupos de delineamentos: o grupo que se vale de informações impressas (provenientes de livros, revistas, documentos impressos ou eletrônicos), e o grupo que utiliza informações obtidas por meio de pessoas ou experimentos. No primeiro grupo destaca- se a pesquisa bibliográfica e documental. No segundo grupo, temos a pesquisa experimental, a pesquisa ex-post facto, o levantamento, o estudo de caso, a pesquisa-ação e a pesquisa participante (GIL, 2007, p. 54). O autor faz uma classificação meramente baseada no tipo de fonte da informação e encaixa dentro de cada uma delas as que são realmente necessárias ao desenvolvimento da pesquisa e que devemos conhecer. São elas: 2.2.4.1. Pesquisa bibliográfica. A pesquisa bibliográfica tem por objetivo conhecer as diferentes contribuições científicas disponíveis sobre determinado tema (MARTINS, 2000). Envolve a leitura, análise e interpretação de livros, jornais e revistas acadêmicas, periódicos, manuscritos e sites científicos. De forma geral, qualquer informação publicada (impressa ou eletrônica) é passível de se tornar uma fonte de consulta. O primeiro passo a ser dado nesse tipo de pesquisa é selecionar, do material recolhido, o que tem importância real para o tema a ser desenvolvido, o que chamamos de triagem. Após, deve-se fazer a leitura sistemática do material selecionado, realizando anotações e fichamentos, os quais irão formar o banco de dados a ser utilizado na fundamentação teórica do estudo. 26 A realização sequencial desses passos é necessária para que o pesquisador vá conhecendo as contribuições que os diferentes autores deram ao tema escolhido. Além disso, é necessário para que ele possa ir selecionando durante a leitura de um livro o que, de fato, é importante para atingir seu objetivo e, posteriormente, através do fichamento, saber onde está determinada informação. Segundo França e Vasconcellos (2004), A pesquisa bibliográfica é utilizada para todos os outros tipos de pesquisa, dando suporte a elas e auxiliando na determinação do problema, objetivos, na construção de hipóteses, na fundamentação da justificativa da escolha do tema e na elaboração do relatório final (2004, p. 29). Dessa forma, podemos perceber que não existe pesquisa sem que a bibliográfica esteja envolvida, portanto, ela deve se tornar rotina entre os pesquisadores e estudantes. 2.2.4.2. Pesquisa documental. A pesquisa documental é bastante parecida com a bibliográfica, sendo que a diferença entre elas reside na natureza da fonte. A fonte da pesquisa documental são documentos conservados em arquivos de órgãos públicos e privados, sindicatos, igrejas, instituições e em acervos particulares, tais como fotografias, filmes, diários, memorandos, atas de reunião, boletins, cartas pessoais, relatórios, entre outros documentos. Cita-se como exemplo as Cartas Chilenas escritas em 1789, no período da Inconfidência Mineira – Vila Rica (atual Ouro Preto), onde o autor Critilo (Tomás Antônio Gonzaga) critica Fanfarrão Minésio (Luis da Cunha Meneses – governador das Minas Gerais até a Inconfidência Mineira). Essas cartas foram objeto de muita pesquisa cujo objetivo era descobrir sua autoria. Na pesquisa documental, a fonte pode já ter sido ou não utilizada em pesquisas anteriores. Caso já tenha sido analisada, normalmente, a pesquisa tem objetivo diferenciado e ter outras interpretações.Cita-se como exemplo a análise do Balanço Geral de uma empresa pela diretoria financeira e, posteriormete, pela auditoria interna e externa, gerando resultados diferenciados. 2.2.4.3. Pesquisa empírica ou experimental. O objetivo da pesquisa empírica é testar hipóteses que dizem respeitos a relações de causa e efeito (MARTINS, 2000), podendo ser realizada em qualquer 27 ambiente. Esse tipo de pesquisa envolve hipóteses que podem ser confirmadas ou não, em um processo de tentativa e erro. Para que se possa realizar esse tipo de pesquisa é necessário selecionar variáveis dependentes, estabelecer grupos de controle e a manipulação de variáveis independentes, tudo sobre o rigor de técnicas estatísticas e por amostragem, buscando verificar se o resultado obtido em um dado número de manipulação de variáveis pode ser generalizado. Esse tipo de pesquisa ocorre, por exemplo, quando se tenta descobrir se o tratamento de esgoto e de água, vacinação, alimentação, coleta de lixo, doença de chagas, educação e cultura, interesse político, entre outras variáveis tem influência na mortalidade infantil no Jequitinhonha/Mucuri e na região metropolitana de Belo Horizonte. As variáveis vacinação, alimentação, coleta de lixo, esgoto e água tratada são consideradas dependentes (influência direta) e as demais independentes (influência indireta) (CRESPO, 1997). Esse tipo de pesquisa é utilizado, normalmente, em laboratórios e em campo. 2.2.4.4. Pesquisa de levantamento: Esse tipo de pesquisa utiliza de um questionário para, de forma direta, levantar informações das pessoas acerca do problema estudado. Quando o levantamento envolve toda a população (universo) é chamado de censitário ou parametrizado, mas pode ser feito com apenas uma parte da população, sendo o levantamento chamado de amostragem ou estatístico, porém esta tem de ser representativa da população. Após o levantamento dos dados, estes são transformados em números e analisados através de métodos estatísticos, os quais gerarão informações que permitiram chegar a conclusões que serão generalizadas para toda a população. O levantamento é um método fácil de ser aplicado e seus resultados podem ser expostos através de tabelas, quadros e gráficos, sendo muito utilizado nas pesquisas exploratórias e descritivas. Porém, é um estudo mais superficial, pois não permite captar as características dinâmicas inerentes ao processo. 2.2.4.5. Pesquisa de campo. A pesquisa de campo está relacionada à observação de dado fato ou fenômeno, coletando dados sobre o mesmo da forma mais fiel possível e sem alterar nada do observado. Após, passa-se à análise e à interpretação desses dados com 28 base em uma fundamentação teórica (pesquisa bibliográfica) consistente, com o intuito de compreender e explicar o problema pesquisado. Nesse tipo de pesquisa, dependendo do tema, é necessário determinar técnicas de coleta de dados mais apropriadas à natureza do tema, definindo também técnicas para registro e análise, podendo ser utilizada a abordagem predominantemente qualitativa ou quantitativa. Nesta última, o pesquisador se limita a descrever os fatos, ignorando a complexidade da realidade social (MARTINS, 2000). A pesquisa de campo é comumente utilizada em estudo de indivíduos, grupos, comunidades e instituições tendo por objetivo entender os diferentes aspectos de uma dada realidade, portanto, é utilizada principalmente nas áreas da Sociologia, Pedagogia, Psicologia da Educação, Política, Serviço Social, entre outras. 2.2.4.6. Estudo de caso. Refere-se a um tipo de pesquisa bastante específica, pois consiste em um estudo profundo e exaustivo de um único objeto ou de poucos objetos, o que permite obter um conhecimento bastante aprofundado do mesmo, porém seus resultados não podem ser generalizados, atendo-se apenas ao caso em estudo (GIL, 2007). Entretanto, dependendo do objeto estudado e do nível de profundidade do estudo, seus resultados podem ser representativos de vários outros ou de todos os casos semelhantes. 2.2.4.7. Pesquisa-ação. Esse tipo de pesquisa gera bastante controvérsia, pois os pesquisadores e os participantes têm de agir em conjunto para resolver um problema em comum ou uma situação real (coletiva), portanto devem trabalhar de forma cooperativa ou participativa. No entanto, existe uma nítida divisão entre dirigentes e dirigidos. A pesquisa-ação é uma metodologia apropriada para o trabalho em equipe, onde o objeto de estudo é analisado por todos os participantes da equipe, o que favorece as discussões e a geração de conhecimentos sobre a realidade vivenciada. Quando a equipe é formada por profissionais de várias áreas, a gama de conhecimento sobre o objeto é mais diversificada e ampla ainda. 29 2.2.4.8. Pesquisa ex-post-facto (a partir do fato passado). De acordo com Gil (2007), nesse tipo de pesquisa os fatos já ocorreram, ou seja, estão no passado, o que impossibilita o pesquisador de ter qualquer tipo de controle ou de manipulação dos mesmos. Portanto, o seu objetivo é levantar e testar hipóteses que estão relacionadas à relação de causa e efeito, mas que devem ser comprovadas pelos fatos do passado. Um exemplo desse tipo de pesquisa é o processo utilizado pela polícia para desvendar crimes, cujos dados, informações e variáveis estão no passado, as quais devem ser levantadas e relacionadas, buscando levantar as causas e chegar à autoria do mesmo. 2.2.4.9. Estudo de coorte. Esse tipo de estudo é realizado com um grupo que possui entre si uma característica em comum, constituindo-se na amostra de um universo de pesquisa. Para se realizar essa pesquisa, esse grupo deve ser acompanhado durante certo período de tempo, observando o desenvolvimento da característica analisada e comparando com períodos anteriores de observação. A pesquisa de coorte é muito usada na área da saúde, mas também pode ser utilizado em pesquisa experimental ou em uma pesquisa ex-post facto. Pode-se citar como exemplo, a utilização da informática para enriquecimento das aulas. Para verificar a efetividade desse tipo de ensino, se determina as salas que irão participar dessa nova metodologia e as que não irão (grupo de controle). Após o período estabelecido para a análise, se verifica os resultados das participantes e das não participantes e compara os resultados, concluindo se a nova metodologia melhorou os resultados das turmas e se será aplicada a todas elas ou não. 2.2.4.10. Pesquisa participante. A pesquisa participante possui características bastante semelhantes às da pesquisa-ação, pois o pesquisador é um dos participantes da mesma. A diferença básica é que nesse tipo de pesquisa procura-se “minimizar a distinção entre dirigentes e dirigidos, fato que a torna ideal para as pesquisas de cunho social e/ou religiosa” (GIL, 2007, p. 53). 30 2.2.4.11. Pesquisa laboratorial. A pesquisa laboratorial ocorre em situações controladas, utilizando-se de instrumentos específico e preciso. São realizadas em um ambiente adequado, previamente estabelecido e conforme o estudo a ser feito, podendo ocorrer em ambiente fechado ou não e em artificiais ou reais. Esse tipo de pesquisa é comumente confundido com a pesquisa experimental. Mesmo que a maioria das pesquisas laboratoriais seja experimental, o que a diferencia desta é o fato dela ocorrer em situações controladas, com a escolha dos estrumento a ser utilizados (específicos e precisos). Por exemplo, a manipulação de vírus e bactérias para a criação de antibióticos é feita com alto nível de controle por parte dos pesquisadores. Assim, elespossuem um ambiente totalmente apropriado a essa pesquisa e o máximo de controle possível para evitar que haja qualquer tipo de contaminação do ambiente e das pessoas. TESTE DE CONHECIMENTOS – UNIDADE II: 01) Em relação às várias formas de definir o que é pesquisa, marque a opção errada: a) Conjunto de ações que visam à descoberta de novos conhecimentos em uma determinada área. b) É um processo investigativo sistemático que tem por objetivo a construção do conhecimento. c) Reprodução de informações obtidas em obras de terceiros, sem a devida identificação dos mesmos e sem nada acrescentar às pesquisas já realizadas. d) Instrumento para ratificar, refutar, reproduzir, corroborar, ampliar e atualizar algum conhecimento pré-existente, relativo a fatos, teoremas, novas teorias, trabalhos de campo, experiências, projetos, entre outros. e) Conjunto de ações pré-definidas que permite realizar uma investigação sobre um dado tema, contribuindo para o conhecimento sobre o mesmo. 31 02) Complete a sentença e marque a opção correta: Para realizar uma pesquisa é necessário seguir um processo pré-determinado de investigação. Não basta ter em mente um(a) __________ e nele(a) encontrar um(a) _______________, sendo necessário seguir _________________ científicos para encontrar resposta para esse _______________. Além disso, é necessário avaliar a relevância do(a) ____________ para a área pesquisada e se irá trazer ___________________ novos e relevantes para a sociedade. a) Tema, investigação, problema, procedimentos, problema, conhecimentos. b) Investigação, problema, procedimentos, tema, problema, conhecimentos. c) Investigação, procedimentos, problema, problemas, conhecimentos, problemas. d) Problema, investigação, procedimentos, problema, problema, conhecimentos. e) Tema, problema, procedimentos, problema, problema, conhecimentos. 03) O tipo de pesquisa refere-se à forma como procederemos na execução da pesquisa, ou seja, de que forma iremos realizá-la, sendo sua tipologia baseada: a) Nos objetivos estabelecidos na pesquisa e nos procedimentos técnicos a serem adotados para desenvolvê-la. b) Apenas nos objetivos estabelecidos na pesquisa. c) Nos objetivos estabelecidos na pesquisa e na forma de abordagem do problema. d) Nos procedimentos técnicos a serem adotados para desenvolvê-la e forma de abordagem do problema. e) Apenas na forma de abordagem do problema. 04) Em relação aos objetivos estabelecidos na pesquisa, essa pode ser classificada em: a) Exploratória, argumentativa ou empírica. b) Descritiva, explicativa e exploratória. c) Descritiva, facultativa e argumentativa. d) Científica, descritiva e explicativa. e) Científica, empírica e exploratória. 32 05) Uma pesquisa pode ser classificada em relação aos procedimentos técnicos utilizados para desenvolvê-la, resultando nos seguintes tipos: a) Descritiva, bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesquisa participante. b) Documental, bibliográfica, empírica, explicativa, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesquisa participante. c) Experimental, levantamento, explicativa, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesquisa participante. d) Documental, exploratória, experimental, levantamento, descritiva, estudo de campo, estudo de caso e pesquisa participante. e) Bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação e pesquisa participante. 06) Existem dois métodos de pesquisa que estão relacionados à forma como o pesquisador abordará o problema. Esses métodos são: a) O método explicativo e o qualitativo. b) O método quantitativo e o exploratório. c) O método quantitativo e o qualitativo. d) O método descritivo e o explicativo. e) O método exploratório e o descritivo. 07) Em relação à pesquisa exploratória, marque a opção errada: a) A pesquisa exploratória é utilizada quando um problema é pouco conhecido e suas hipóteses não estão ainda claras, necessitando que o pesquisador intensifique sua busca de informações sobre o tema. b) Na pesquisa exploratória, quando o problema não permite identificar a metodologia a ser seguida, torna-se necessário obter um volume maior de informações e, baseando-se nelas, construir hipóteses que possibilite evidenciar um caminho a ser percorrido. c) A pesquisa exploratória, a partir do problema já bastante analisado, avaliará qual das teorias existentes sobre o assunto melhor descreve os objetivos que pretende alcançar. d) O objetivo da pesquisa exploratória é procurar ideias, hipóteses ou padrões em relação a um problema ou questão cujo tema, normalmente, não teve ou 33 teve muito pouco estudo anterior a seu respeito, portanto, não se trata de testar ou confirmar uma determinada hipótese, mas de levantá-la. e) A pesquisa exploratória avaliará qual a teoria ou conceito que poderá ser aplicado ao problema levantado ou se deverá ser desenvolvidos novas teorias ou conceitos. 08) Em relação à pesquisa descritiva marque a opção errada: a) A pesquisa é descritiva quando tem por finalidade descrever, analisar e registrar as características de uma população, de um dado fenômeno ou de uma experiência, sem que o pesquisador se envolva, de alguma forma, na mesma. b) A coleta de dados sobre o objeto ou fenômeno é feita através de técnicas padronizadas, como o questionário ou a observação sistemática. c) A pesquisa descritiva tem por finalidade observar, analisar e registrar um dado fenômeno, permitindo ao pesquisador interferir na pesquisa, omitindo ou alterando dados e resultados. d) A pesquisa descritiva busca estabelecer relações de dependência entre variáveis, tais como quantidade, classificação e/ou medida, as quais podem sofrer alterações de acordo com o processo realizado. e) Na pesquisa descritiva busca-se determinar quais as características de determinado grupo (amostra) em relação ao sexo, faixa etária, renda familiar, entre outras variáveis. 09) Em relação à pesquisa explicativa, marque a opção errada: a) A pesquisa explicativa é utilizada para descobrir o modo e as causas de dado fenômeno, ou seja, o que leva o fenômeno a ocorrer e quais são as suas causas. b) O método utilizado na pesquisa explicativa vai depende do campo onde está se realizando a pesquisa, buscando aprofundar o conhecimento de dada realidade. c) Na pesquisa explicativa busca-se registrar os fatos, analisa-los, interpretá-los e identificar suas causas, com o intuito de ampliar o conhecimento sobre o mesmo. 34 d) A pesquisa explicativa busca definir leis mais amplas, estruturar e definir modelos teóricos, gerar e relacionar hipóteses ou ideias por força de dedução lógica. e) A pesquisa explicativa está focada nos resultados e não nas causas de dado fenômeno. 10) Baseando-se nas afirmativas a seguir, marque (V) se forem verdadeiras e (F) se falsas: i. ( ) Após a escolha do(s) objetivo(s) da pesquisa, parte-se para a fase em que vamos decidir quais os procedimentos técnicos ou metodológicos que iremos adotar para dar continuidade à mesma. ii. ( ) As fontes de informações podem ser divididas em dois tipos: o das informações impressas e o das informações obtidas através de pessoas ou experimentos. iii. ( ) Entre as informações impressas estão as informações obtidas em revistas não científicas e as obtidas em livros de romances. iv. ( ) As informações obtidas através das pessoas podem ser coletadasatravés de entrevistas estruturadas e de questionários padronizados aplicáveis à elas. v. ( ) Todas as informações obtidas pela internet são consideradas científicas. Marque a opção correta: a) F, F, F, V, F b) V, V, F, V, F c) F, V, V, F, F d) V, F, F, F, V e) F, F, V, V, V 11) Em relação aos procedimentos técnicos para coletar dados, a pesquisa pode ser classificada em: 1. Bibliográfica 2. Documental 3. Empírica ou experimental 4. Levantamento 5. Campo 6. Estudo de caso 7. Pesquisa-ação 8. Ex-post facto 9. Estudo de coorte 10. Participante 11. Laboratorial 35 Relacione o tipo de pesquisa ao seu respectivo conceito: ( ) Nesse tipo de pesquisa utiliza-se de um questionário para, de forma direta, levantar informações das pessoas acerca do problema estudado. Após, os dados são transformados em números e analisados através de métodos estatísticos. ( ) Tipo de pesquisa bastante específica, pois consiste em um estudo profundo e exaustivo de um único objeto ou de poucos objetos, o que permite obter um conhecimento bastante aprofundado do mesmo, porém seus resultados não podem ser generalizados, atendo-se apenas ao caso em estudo. ( ) Envolve a leitura, análise e interpretação de livros, revistas e periódicos acadêmicos e textos em sites científicos. É utilizada em todos os outros tipos de pesquisas. ( ) Essa pesquisa ocorre em situações controladas e ambiente adequado, utilizando-se de instrumentos específico e preciso, podendo ocorrer em ambiente fechado ou não e em artificiais ou reais. ( ) A pesquisa está relacionada à observação de dado fato ou fenômeno, coletando dados sobre o mesmo da forma mais fiel possível e sem alterar nada do observado. ( )Tipo de pesquisa onde os pesquisadores e os participantes têm de agir em conjunto para resolver um problema em comum ou uma situação real (coletiva), portanto devem trabalhar de forma cooperativa ou participativa. ( ) O objetivo dessa pesquisa é testar hipóteses que dizem respeitos a relações de causa e efeito, podendo ser realizada em qualquer ambiente. Esse tipo de pesquisa envolve hipóteses que podem ser confirmadas ou não, em um processo de tentativa e erro. ( ) Esse tipo de estudo é realizado com um grupo que possui entre si uma característica em comum, constituindo-se na amostra de um universo de pesquisa. Para se realizar essa pesquisa, esse grupo deve ser acompanhado durante certo período de tempo, observando o desenvolvimento da característica analisada e comparando com períodos anteriores de observação. ( ) Sua fonte de pesquisa são documentos conservados em arquivos de órgãos públicos e privados, sindicatos, igrejas, instituições e em acervos particulares. ( ) Nesse tipo de pesquisa o pesquisador é um dos participantes da mesma, havendo uma divisão mínima entre dirigentes e dirigidos, fato que a torna ideal para as pesquisas de cunho social e/ou religiosa. 36 ( ) Nesse tipo de pesquisa os fatos já ocorreram, ou seja, estão no passado, o que impossibilita o pesquisador de ter qualquer tipo de controle ou de manipulação dos mesmos. Portanto, o seu objetivo é levantar e testar hipóteses que estão relacionadas à relação de causa e efeito, mas que devem ser comprovadas pelos fatos do passado. 12) Complete a afirmativa: O método de pesquisa diz respeito à maneira como será abordado o _________ da pesquisa. É a _____________ de _____________ sistemáticos para obter a ___________________ e a __________________ de fenômenos, sendo que a natureza do ______________ e seu nível de aprofundamento é que determinarão a escolha do _________________. a) Objeto, natureza, procedimentos, descrição, explicação, problema, método. b) Objeto, escolha, procedimentos, descrição, explicação, problema, método. c) Método, escolha, descrição, procedimentos, explicação, método, problema. d) Natureza, pesquisa, modo, descrição, problema, processo, procedimento. e) Método, técnica, procedimentos, problema, descrição, fenômeno, problema. 13) Os métodos de pesquisa que estão relacionados ao modo ou forma como o pesquisador irá fazer a abordagem do objeto da pesquisa são: a) Analítico e exploratório. b) Descritivo e qualitativo. c) Qualitativo e quantitativo. d) Quantitativo e exploratório. e) Analítico e descritivo. 14) Um dos métodos utilizados em pesquisas adota técnicas estatísticas para transformar dados em números e em informações, sendo que para desenvolver uma pesquisa baseada nesse método é necessário ter variáveis bem definidas, utilizar cálculos estatísticos e/ou inferenciais, não há interação do pesquisador com o objeto da pesquisa e um dos instrumentos utilizados para levantar dados é o questionário com múltipla escolha. Esse método de pesquisa se denomina: a) Analítico. b) Laboratorial. 37 c) Qualitativo. d) Descritivo. e) Quantitativo. 15) Em relação à pesquisa qualitativa, marque a opção errada. a) É uma pesquisa descritiva, onde o entrevistado e sua opinião sobre dado fato ou realidade são indissociáveis, ou seja, explora as particularidades e os traços subjetivos (significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes) do entrevistado em relação a uma situação vivenciada por ele. b) Nessa pesquisa ocorrem classificações e análises dissertativas sobre certas situações ou fato, eliminando completamente os cálculos. c) Esse tipo de pesquisa tem o caráter exploratório, sendo que os dados não são precisos, pois cada um dos indivíduos entrevistado tem a sua opinião e tece seus comentários. d) Leva-se em consideração o que o entrevistado acha a respeito de dada situação, fato ou realidade, sendo que as opiniões podem coincidir e também divergir. e) Depois de levantado os dados e as informações, podemos expor as opiniões através da estatística, em termos percentuais, por exemplo. 16) Qual é o método que é utilizado quando se parte de uma situação geral e se particulariza conclusões? a) Indutivo. b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo e) Hipotético-dedutivo. 17) Método onde o pesquisador, a partir de uma amostra da população, chega a conclusões aplicáveis a toda a população. Considera ainda que o conhecimento é baseado na experiência, sendo que a generalizações são resultantes da observação de casos reais e concretos e elaborados a partir de casos individuais. a) Indutivo. 38 b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo e) Hipotético-dedutivo. 18) A abordagem desse método é a busca da verdade através da eliminação de tudo que é falso, ou seja, busca testar uma hipótese através da realização de experimentos que busquem negá-la. a) Indutivo b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo. e) Hipotético-dedutivo. 19) O ponto de partida para se utilizar esse método na pesquisa é a análise crítica do objeto a ser pesquisado, o que significa encontrar as determinações que o fazem ser o que é. Uma das características desse método é a contextualização do problema a ser pesquisado. a) Indutivo. b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo. e) Hipotético-dedutivo. 20) Método que busca fazer a descrição mais fidedigna possível do fato, não pressupondo nada, portanto, o pesquisador, ao explorar o dado, não se deixa influenciar por crenças, costumes e nem faz juízo de valor sobre o mesmo, buscando realizar uma descrição pura da realidade. a) Indutivo. b) Fenomenológico. c) Dialético. d) Dedutivo. e) Hipotético-dedutivo. 39 NIDADE III: O PROJETO/PLANODE PESQUISA. Para darmos o passo inicial rumo à ciência é necessário que saibamos desenvolver um projeto (ou plano) de pesquisa (NBR 15.287/2011), o que nos dará um norte para escrevermos qualquer tipo de trabalho científico, seja um artigo, uma dissertação ou uma tese. Segundo Vianetto (2011), a elaboração de um projeto contempla três fases, a seguir descritas: a) Fase decisória: é fase em que o tema e o problema são definidos; b) Fase construtiva: refere-se à construção e a execução do projeto de pesquisa; c) Fase redacional: relativa à análise dos dados e à organização das ideias. Essas fases devem ser bem planejadas, desenvolvendo-se um estudo analítico e crítico sobre o tema escolhido e o problema levantado. O projeto também é composto por duas partes: a externa (capa e lombada) e a interna (elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais) conforme estabelecido pela NBR 15.287/2011, sendo que a sua estrutura consiste em: A) PARTE EXTERNA. 1. CAPA (obrigatório) 2. LOMBADA (opcional – ABNT/NBR 12225) B) PARTE INTERNA. B.1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS: 3. FOLHA DE ROSTO (obrigatório) 4. FOLHA DE APROVAÇÃO (obrigatório) 5. LISTA DE ILUSTRAÇÕES (opcional) 6. LISTA DE TABELAS (opcional) 7. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (opcional) 8. LISTA DE SÍMBOLOS (opcional) 9. SUMÁRIO (obrigatório – ABNT/NBR 6027)) B.2. ELEMENTOS TEXTUAIS: 10. TEMA E PROBLEMA DE PESQUISA (obrigatório) 11. HIPÓTESES (obrigatório) 12. OBJETIVOS: gerais e específicos (obrigatório) 13. JUSTIFICATIVAS (obrigatório) 14. REFERENCIAL TEÓRICO (obrigatório) 15. METODOLOGIA (obrigatório) 16. CRONOGRAMA (obrigatório) U 40 B.3. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS: 17. REFERÊNCIAS (obrigatório – ABNT/NBR 6023) 18. GLOSSÁRIO (opcional) 19. APÊNDICE (opcional) 20. ANEXO (opcional) 21. ÍNDICE (opcional – ABNT/NBR 6034) Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2011. Nos subitens seguintes, falaremos apenas sobre a parte interna – elementos textuais e pós-textuais. Os demais serão explicados e exemplificados no próximo capítulo. 3.1. ETAPAS OBRIGATÓRIAS DO PROJETO/PLANO DE PESQUISA ACADÊMICA. O projeto ou plano de pesquisa tem por objetivo servir de roteiro para a elaboração do trabalho científico. É através dele que organizamos o pensamento, escolhendo o tema, levantando o(s) problema(s) a ser(em) resolvido(s) ou elucidado(s), verificamos o tipo de pesquisa que necessitamos adotar, os materiais necessários para realizá-la, realizamos pesquisa bibliográfica para aprofundar no assunto, o tempo que gastaremos com cada etapa do projeto, entre outras necessidades. Como podemos perceber, o plano de pesquisa é o roteiro necessário para que possamos posteriormente escrever o trabalho científico. Dessa forma, descreveremos a seguir cada etapa que um projeto de pesquisa deve obrigatoriamente ter: 3.1.1. Tema da pesquisa (elemento textual obrigatório). É o princípio de todo o processo e é muito importante ser bastante criterioso em relação ao tema, pois o sucesso do trabalho dependerá da importância que ele tem para a sociedade ou para dada área de trabalho. Na escolha do tema deve-se levar em consideração a vivência acadêmica, baseando-se nas matérias que mais gostou ou que mais achou interessante ou naquelas que gostaria de aprofundar o conhecimento. A ideia inicial também pode 41 partir da sua atividade profissional, o que pode possibilitar o desenvolvimento de um projeto relacionado à empresa e um reconhecimento enquanto profissional. É importante lembrar que todo trabalho científico deve acrescentar algo ao conhecimento já existente sobre o tema selecionado (critério de relevância). Deve-se levar em conta também a facilidade ou não de se ter acesso aos dados necessários para o desenvolvimento do projeto, portanto, é imprescindível realizar um levantamento das possibilidades de encontrar fontes de dados/informações antes de definir o tema, além de levar em consideração o tempo disponível para realizar o trabalho (critério da exequibilidade). Por exemplo, se for escolher o tema “Vida em Marte”, deve-se estar preparado para a falta de dados e informações disponíveis, pois tudo que se conhece sobre o tema já foi descrito e a literatura a respeito é bastante restrita (DEMO, 1985). Segundo Lakatos e Marconi (1991), o tema deve ser específico, pois é muito difícil o pesquisador conseguir dominar todo o assunto e também realizar o trabalho em tempo hábil. Assim, a especialização permitiria ao pesquisador aprofundar em uma parte da ciência, obtendo deduções concretas, método adequado e melhorar a viabilidade de encontrar bibliografia relativa ao tema específico. 3.1.2. Problema (elemento textual obrigatório). Em relação à formulação do problema, este deve ser apresentado na forma de interrogação e estar relacionado ao tema, devendo ser objetivo, claro, compreensível, explícito e operacional (passível de aplicabilidade), evitando formulações genéricas. A formulação do problema é de extrema importância, ele é a questão não resolvida e para a qual o pesquisador irá buscar respostas através da sua pesquisa. Portanto, é o motivo de ser do seu trabalho acadêmico, podendo ser levantado em relação à sustentação de uma afirmativa geralmente aceita; ou à necessidade de contestar uma suposição, colocando-a a prova; ou à necessidade de compreender e explicar uma situação nova ou do dia-a-dia; ou alguma lacuna (falha, irregularidade ou brecha) metodológica ou do grau de certeza do conhecimento cientifico na área estudada; ou em relação a uma afirmativa geralmente aceita, mas que a sua sustentação cria incertezas quanto a sua veracidade (VERGARA, 2007). 42 Segundo Barros e Lehfeld (2006), a escolha do problema é influenciada por fatores internos relacionados ao pesquisador (experiência, filosofia, imaginação e curiosidade) e por fatores externos, o contexto onde ele está inserido, a realidade por ele percebida, ou pela Instituição onde trabalha ou a qual se filiou. Assim, após escolher o tema e pesquisar bastante sobre o assunto, o próximo passo é determinar o problema para o qual buscará solução. O exemplo apresentado por Parra Filho e Santos (2000) é bastante interessante e serve ao nosso propósito para elucidar essa relação entre tema e problema. Posteriormente o utilizaremos para continuar exemplificando as demais partes de um projeto. Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações? 3.1.3. Hipóteses (elemento textual obrigatório): A hipótese é uma pressuposição que se faz em relação ao(s) problema(s) levantado(s), uma suposta resposta a ele, cuja veracidade deverá ser comprovada no final da pesquisa, ou seja, a pressuposição é provisória e deverá ser testada para verificar a sua validade. A pesquisa é que vai demonstrar se ela é verdadeira ou não. Portanto, ao realizar o projeto de pesquisa, supõe-se que as hipóteses enumeradas sejam verdadeiras, mas somente quando realizar a pesquisa é que será comprovada a sua veracidade ou não e quando o pesquisador escrever o texto ou relatório científico (artigo, relatório de estágio, monografia, dissertação ou tese) é que essa comprovação será colocada à disposição da comunidade científica. Segundo Gil (1991), as hipóteses tem origem na observação eventual dos fatos ou fenômenos, nas teorias já descritas, na intuição ou nos resultados de outras pesquisas, sendo que sua função principal é propor explicações para os fatos observados. Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações?Hipóteses: 43 a) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se desestruturando. b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de terceiros (empregados, escolas, entre outros). c) O mercado e o marketing trazem influências negativas nos jovens e adolescentes, tornando o desejo de se adquirir bens materiais superior aos valores éticos e morais. As hipóteses levantadas devem ser no máximo três e todas devem estar direcionadas ao tema e problema descritos e entre si. Por exemplo, a primeira e segunda hipóteses estão bem relacionadas, sendo que a segunda pode ser até consequência da primeira, enquanto que a terceira foge ao âmbito das outras, pois posso ter uma família bem harmônica e estruturada e ser influenciada pelo consumismo. 3.1.4. Objetivos (elemento textual obrigatório). O objetivo tem o mesmo significado de fim e de meta, portanto indica onde o pesquisador pretende chegar com a realização do trabalho acadêmico (monografia, artigo, dissertação e tese). O objetivo pode se dividido em duas categorias, geral(is) e específico(s), porém não há obrigatoriedade dessa divisão. O objetivo geral é o que esclarece e define onde o pesquisador pretende chegar com a sua pesquisa, enquanto que o específico determina cada uma das etapas necessárias para se atingir o objetivo geral. Outro fator importante é identificar claramente o problema e apresentar sua delimitação. Também, deve-se lembrar de que os objetivos devem começar a ser descritos com o verbo no infinitivo, o que nos ajudar a demonstrar se a pesquisa é exploratória (conhecer, averiguar, identificar, levantar, descobrir, entre outros), descritiva (caracterizar, descrever, traçar, determinar etc.) ou explicativa (analisar, verificar, avaliar, esclarecer, explicar, comprovar, entre outros) como, por exemplo: O artigo busca esclarecer a relação existente entre a escolaridade do indivíduo e as oportunidades existentes no mercado de trabalho. O trabalho procura averiguar a existência de vida em Marte. O artigo tem por fim analisar o texto de Apolo em relação à sua afirmativa de ser Zeus um ser egocêntrico. 44 O trabalho tem por intuito comprovar que Deus é brasileiro. O artigo tem por objetivo descrever a evolução da educação no Brasil e comprovar que a inclusão escolar no país não conseguiu atingir os fins determinados na Lei X. Enfim, o objetivo geral busca demonstrar o que se pretende com o projeto (para quê realizar o projeto e para quem?), enquanto que o específico está relacionado às ações desenvolvidas pelo projeto. Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações? Hipóteses: a) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se desestruturando. b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de terceiros (empregados, escolas, entre outros). Objetivos: Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor infrator. Específicos: a) Levantar as características comportamentais do menor infrator; b) Verificar a relação que prevalece entre o menor e sua família; c) Enumerar as características observadas; d) Construir o perfil do menor infrator. 3.1.5. Justificativa (elemento textual obrigatório). A justificativa se refere a um texto onde o pesquisador explica o porquê da sua pesquisa e deve ser composta pelos seguintes itens: i. Enumerar os motivos que o levaram a escolher o tema, a fim de convencer o leitor da importância do mesmo; ii. Apresentar os fatores que ratifiquem a sua relevância, tais como descrever o contexto onde o tema se insere; a importância do tema, as contribuições de ordem prática e as oportunidades e prováveis vantagens e benefícios da sua investigação; iii. Apresentar os motivos pessoais, profissionais, científicos, sociais e/ou acadêmicos que o levaram à escolha do tema. 45 Além disso, a justificativa deve ser elaborada em dois ou três parágrafos no máximo, ser escrito em terceira pessoa e alicerçada por citações diretas e indiretas de autores da área pesquisada, o que demonstra que você pesquisou o assunto. Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações? Hipóteses: c) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se desestruturando. d) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de terceiros (empregados, escolas, entre outros). Objetivos: Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor infrator. Específicos: e) Levantar as características comportamentais do menor infrator; f) Verificar a relação que prevalece entre o menor e sua família; g) Enumerar as características observadas; h) Construir o perfil do menor infrator. Justificativa: Os crimes e violências praticados por menores têm aumentado consideravelmente nos últimos anos (BRASIL/PF, 2013) 1 , abrangendo jovens e adolescente de todos os níveis sociais, inclusive da classe social de maior poder aquisitivo, os que supostamente não teriam motivos para praticá- los. Portanto, pesquisar e descrever as causas que levam esses jovens e adolescentes a entrar para o mundo do crime e elaborar seu perfil é contribuir para que se possa compreender melhor esse processo e, assim, buscar soluções que venham a minimizar a situação, o que por si só justifica a realização desse artigo. Quando da elaboração da justificativa, deve-se lembrar de que os argumentos utilizados devem ser feitos de acordo com a profundidade da pesquisa, ou seja, se está realizando uma pesquisa bibliográfica, que é baseada em pesquisas de outras pessoas (autores), não se deve justificar dizendo que a mesma é essencial para a solução do problema ou que solucionará o mesmo. Deve-se ser humilde e dizer que pretende contribuir, trazer esclarecimento ou disseminar conhecimento sobre o assunto. No entanto, se a sua pesquisa é a primeira na área ou abrange um assunto 1 Dados fictícios, utilizados apenas para ilustração. 46 novo na área ou algo que ninguém ainda pesquisou você poderá dizer que busca sanar o problema ou que a pesquisa é essencial para a área. 3.1.6. Referencial teórico (elemento textual obrigatório). Segundo Lakatos e Marconi (2003), o referencial teórico possibilita a busca de fundamentação para o projeto de pesquisa, conduzindo a pesquisa e demonstrando que o pesquisador tem conhecimento suficiente sobre os textos e autores que se dedicaram ao estudo do mesmo tema. A pesquisa bibliográfica é feita através de livros, artigos, revistas, enciclopédias, monografias, dissertações, teses, mídias eletrônicas, filmes, entre outros materiais classificados como científicos e, portanto, confiáveis. O problema é saber se as fontes consultadas são ou não confiáveis, sendo necessário para isso verificar se a publicação impressa ou por meio eletrônico tem o Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas (International Standard Book Number – ISSN), ou o Número Padrão Internacional de Livro (International Standard Book Number – ISBN) ou o Padrão para Identificação de Documentos em Redes de Computadores (Digital Object Identifier – DOI)2, o que ratifica a autenticidade e confiabilidade do texto. Além dos problemas com a confiabilidade e qualidade das publicações, o pesquisador deve tomar cuidado com a cópia de ideias. Quando realizar citações2 O ISSN é o identificador de publicações seriadas (jornais, revistas, anuários etc.) em qualquer tipo de suporte (impresso, meio eletrônico, CD-ROM, entre outros), sendo aceitos internacionalmente e definidos pela Norma Técnica ISSO 3297:2007. Possibilita a identificação e controle de publicações seriadas nas mais diversas atividades e instituições. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) é quem representa o ISSN. O ISBN é o sistema identificador único para livros e publicações não periódicas. Consiste em identificar numericamente um livro segundo seu título, autor, país (ou código de idioma) e a editora, individualizando inclusive edições diferentes. O sistema ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, sediada em Berlim/Alemanha, que orienta, coordena e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país, sendo que a agência brasileira é a Fundação Biblioteca Nacional. Já o DOI é o padrão para identificação de documentos em redes de computadores, como a Internet. Foi desenvolvido recentemente pela Associação de Publicadores Americanos (AAP) com a finalidade de autenticar a base administrativa de conteúdo digital. Disponível em: www.bibliotecanacional.org.br. Acessado em: 26 out. 2014. 47 diretas é imprescindível colocar o nome do autor, o ano e a página de onde a tirou, porém, aconselha-se que analise e entenda o que o autor está dizendo e trasncreva para o artigo com suas próprias palavras (citação indireta), enriquecendo e valorizando seu trabalho. Também, um artigo repleto de citações, mesmo que dentro das normas, demonstra ter mais opiniões de outros autores do que do próprio pesquisador, dando a entender que ele não absorveu muito conhecimento das leituras realizadas. 3.1.7. Procedimentos metodológicos/metodologia (elemento textual obrigatório). Na metodologia, o aluno deverá explicar o caminho que irá percorrer para desenvolver sua pesquisa, o que deverá ser feito de forma detalhada, exata e rigorosa. Deve conter explicação sobre o tipo de pesquisa adotada, os instrumentos que serão utilizados, o tempo previsto para desenvolver cada ação, os membros da equipe e função de cada um (quando necessitar de mais pessoas, além do pesquisador), a forma como os dados serão trabalhados (tabulação e tratamento) e de tudo o mais que se faça necessário ao desenvolvimento da pesquisa (VERGARA, 2007). O procedimento metodológico adotado está diretamente relacionado ao objeto da pesquisa e às hipóteses estabelecidas, buscando descrever as ações que serão adotadas para se alcançar os resultados desejados, ou seja, como os dados serão levantados, tabulados, analisados e expostos, gerando informações confiáveis que nos permitirão confirmar ou refutar as hipóteses. De acordo com o tipo de pesquisa, a metodologia assume algumas caraterísticas diferenciadas: i. Pesquisa bibliográfica: nesse tipo de pesquisa a metodologia está relacionada à descrição das fontes de pesquisa adotadas, aos critérios adotados para a seleção de autores; e a determinação de como será feita a análise do material adotado, se de forma crítica, analítica, seletiva, descrita, entre outras. ii. Pesquisa documental: nesse tipo de pesquisa é necessária a delimitação e a descrição dos instrumentos e fontes escolhidas para o levantamento de dados, ou seja, se será feito através de questionário, entrevista, formulário, entre outros instrumentos; 48 iii. Pesquisa experimental: nesse tipo deve-se indicar o procedimento utilizado para a coleta de dados e para testar as variáveis, descrevendo seu funcionamento; iv. Pesquisa descritiva: nesse tipo de pesquisa é necessário explicar o procedimento que será utilizado para observar o fato ou fenômeno, ou seja, se é levantado os dados através de questionário, análise documental, entrevista, entre outros. De forma bem simples, podemos definir a metodologia como a descrição dos passos que vamos dar e da forma como esses passos serão dados. Assim, também de forma clara e objetiva, a metodologia deve seguir os seguintes passos: i. Definir o tipo de pesquisa; ii. Definir os dados a serem levantados; iii. Definir a forma de levantamento dos dados; iv. Definir população e amostra (quando for o caso); v. Definir como será feito o tratamento e análise dos dados; Exemplo: Tema: O perfil do menor infrator. Problema: O que leva o menor a praticar infrações? Hipóteses: a) O menor pratica inflações porque o núcleo familiar está se desestruturando. b) Os pais não têm mais tempo para conduzir a educação dos filhos, deixando-a a cargo de terceiros (empregados, escolas, entre outros). Objetivos: Geral: O artigo tem por objetivo geral levantar e descrever o perfil do menor infrator. Específicos: c) Levantar as características comportamentais do menor infrator; d) Verificar a relação que prevalece entre o menor e sua família; e) Enumerar as características observadas; f) Construir o perfil do menor infrator. Justificativa: Os crimes e violências praticados por menores têm aumentado consideravelmente nos últimos anos (BRASIL/PF, 2013) 3 , abrangendo jovens e adolescente de todos os níveis sociais, inclusive 3 Dados fictícios, utilizados apenas para ilustração. 49 da classe social de maior poder aquisitivo, os que supostamente não teriam motivos para praticá- los. Portanto, pesquisar e descrever as causas que levam esses jovens e adolescentes a entrar para o mundo do crime e elaborar seu perfil é contribuir para que se possa compreender melhor esse processo e, assim, buscar soluções que venham a minimizar a situação, o que por si só justifica a realização desse artigo. Metodologia: a) Para uma pesquisa apenas bibliográfica: Para a elaboração desse artigo foi feita uma pesquisa bibliográfica baseada principalmente em livros de diversos autores da área de Educação, Sociologia e da Psicologia como, por exemplo, Z (2013), Y (2011), X (2009), W (2008), entre outros. Foi feito também levantamento de informações sobre o tema em revistas, artigos, documentários, relatórios, periódicos, entre outras fontes de dados. Além disso, foi realizado pesquisa em sites como o da Agência Brasil, Associação Brasileira de Psiquiatria, Secretaria de Direitos Humanos e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Âmbito Jurídico, entre outros. b) Para a pesquisa descritiva: (O citado acima para a bibliográfica). Foi realizada uma pesquisa com professores (120), pedagogos (10) e boa parte dos pais de alunos (360) em todas as escolas do município de Delta/MT, obtendo uma amostra de 490 pessoas. O questionário aplicado (ANEXO I) contém 12 questões relacionadas ao tema. Após o levantamento dos dados, utilizou-se de ferramentas estatísticas para obter as informações necessárias à conclusão, o que está descrito no subitem Resultados e Discussões. 3.1.8. Cronograma de atividades (elemento textual obrigatório): No cronograma deve-se estabelecer o tempo que irá gastar com cada uma das ações previstas, que, normalmente, é dividido pelos meses do ano. O cronograma possibilita ao pesquisador organizar e distribuir as ações pelo tempo disponível para a execução da pesquisa. É muito importante distribuir o trabalho a ser realizado levando-se em conta a disponibilidade de tempo do pesquisador e a dificuldade que ele possui em certas partes necessárias à realização do trabalho como, por exemplo, levantar dados, realizar a pesquisa bibliográfica, escrever o texto, utilizar ferramentas estatísticas, entre outras. Portanto, aodividir o tempo entre as atividades é melhor distribuir uma carga horária maior para aquelas etapas em que, normalmente, tenha maiores dificuldades. 50 Exemplo: Atividades. Fevereiro Março Abril Maio Levantamento da literatura Montagem do projeto Leitura Coleta de dados Tratamento dos dados Elaboração do relatório Digitação e normalização Revisão do texto Apresentação do projeto 3.1.9. Referências (elemento pós-textual obrigatório). As normas para a elaboração das referências bibliográficas são as mesmas para o plano de pesquisa e para o texto científico (artigo científico, monografia, dissertação e tese) e serão explicitadas no capítulo seguinte. Essas normas estão fundamentadas na ABNT NBR 6023 de 2011. 3.2. ETAPAS DO PROJETO/PLANO DE PESQUISA QUE DEPENDEM DO TIPO DE PROJETO ADOTADO. O projeto ainda pode conter alguns itens que não são comuns a todos eles e que depende do tipo de pesquisa a ser realizada e do fato de ter a possibilidade de ser implantado em dada empresa ou instituição. Esses itens não estão expressos no quadro da página 29, porém dependendo do projeto (empresarial, laboratorial, entre outros) poderão ser necessários. 3.2.1. Público-alvo (elemento textual facultativo). O público-alvo diz respeito às pessoas que estariam mais diretamente interessadas no tema e foco escolhidos. Cada área de estudo possui o seu público, sendo que alguns temas englobam pessoas de outras áreas ou é do interesse geral. Os exemplos citados abaixo explicam bem a abrangência da pesquisa: i. Um aluno de Medicina vai buscar um tema na sua área (saúde) e seus leitores estarão, principalmente, entre os médicos e futuros profissionais. 51 Pode ser, conforme o tema, que leitores das áreas correlatas se interessaram pelo trabalho, tais como os odontólogos, fisioterapeutas, professores, entre outros, os quais serão poucos e estarão acostumados à linguagem específica (técnica e simbólica) da área como, por exemplo, uma pesquisa bibliográfica, cujo texto explica o funcionamento dos hormônios no corpo humano, o que interessa a médicos, professores, psicólogos, pais, entre outros; ii. Um aluno de Pedagogia deve ter uma preocupação a mais, a de escrever pensando que qualquer um poderá ler o seu trabalho, portanto deve adequar a sua escrita a esse fato, ou seja, elaborar um texto que tenha uma linguagem clara e de fácil compreensão como, por exemplo, uma pesquisa bibliográfica cujo texto fala sobre a importância dos jogos e brincadeiras na educação de crianças, o quer interessa a todos os pais; iii. Um estagiário de turismo busca desenvolver um projeto para a agência onde estagia. O projeto de turismo está relacionado ao lazer para o grupo da terceira idade. Portanto, o público-alvo é bem específico. Quando o projeto exigir a definição do público-alvo, este subitem deve vir logo após a definição do tema e do problema. 3.2.2. Responsável pela execução do projeto (elemento textual facultativo). Deve ser descrito nessa parte quem executará o projeto, se pessoas, escola, órgãos ou instituições. Esse item só aparecerá em determinados tipos de projetos, ou seja, naqueles voltados para mudanças nos processos ou na maneira de executar uma atividade, enfim, nos projetos que serão implantados. Cita-se como exemplo, um projeto de um aluno de administração cujo objetivo é a mudança do layout da empresa. 3.2.3. Local de realização da pesquisa (elemento textual facultativo). A coleta de dados será feita na empresa X, localizada na cidade de (Belo Horizonte)/(Estado). Esse item também só é aplicável em certos projetos e pelos mesmos motivos citados no subitem 3.2.2. 52 3.2.4. Local de implantação (elemento textual facultativo). Nesse item deve constar o nome do local, endereço e telefone. Esse item também só é aplicável em certos projetos e pelos mesmos motivos citados no subitem 3.2.2. 3.2.5. Plano de ação (elemento textual facultativo). É no plano de ação que devem ser descritas, de forma estruturada, todas as ações a serem realizadas para que o projeto se concretize, incluindo principalmente os procedimentos, as atividades e as tarefas a realizar e os recursos necessários. Para todas as ações enumeradas deve-se deixar bem claro o(s) responsável(is) pela sua realização, o prazo inicial e final da realização da ação e o(s) recursos financeiros necessários. Exemplo: Ações Início/término Responsável Recursos (R$) Prazo 3.2.6. Recursos utilizados (elemento textual facultativo). É nessa parte do projeto que se deve descrever de forma detalhada os equipamentos, materiais e espaços físicos necessários ao desenvolvimento das ações descritas no plano de ação. Exemplo: Materiais de Consumo Materiais Permanentes Papel A4 Computador Canetas esferográficas Data show Pastas com elástico Filmadora Pincel atômico Câmara digital Copos descartáveis Ar condicionado 53 TESTE DE CONHECIMENTOS – UNIDADE III: 01) Em relação ao projeto/plano de pesquisa, marque a opção errada: a) É um roteiro necessário para que possamos posteriormente escrever o trabalho científico. b) O Projeto/plano de pesquisa nos dá base para desenvolver com maior facilidade o TCC. c) Tem por objetivo substituir o trabalho científico. d) Tem por objetivo facilitar a identificação e construção do tema, dos objetivos e da metodologia a ser utilizada no TCC. e) É uma forma de tornar o trabalho científico mais fácil de ser concluído, pois serve de norte para o mesmo. 02) Um projeto é constituido por duas partes. Entre as opções abaixo, marque aquela que corresponde a essas partes: a) Parte superior e inferior. b) Parte interna e externa. c) Parte superior e interna. d) Parte inferior e externa. e) Nenhuma das opções acima. 03) Um projeto de pesquisa acadêmica deve ser iniciado: a) Pela capa e lombada. b) Pela definição do problema. c) Pela definição do tema. d) Pela definição dos materiais necessários. e) Pela definição do cronograma. 04) Tanto a parte externa como a interna do plano de trabalho contém elementos que são obrigatórios e facultativos. Na parte interna e pré-textual, os elementos obrigatórios são: 54 a) Capa e lombada. b) Introdução e referencial teórico. c) Metodologia e bibliografia d) Folha de rosto e sumário e) Apêndices e índices. 5) Tanto a parte externa como a interna do plano de trabalho contém elementos que são obrigatórios e facultativos. Na parte interna e textual, os elementos obrigatórios são, exceto: a) Introdução b) Referencial teórico. c) Metodologia. d) Cronograma e) Referências bibliográficas. 06) Tanto a parte externa como a interna do plano de trabalho contém elementos que são obrigatórios e facultativos. Na parte interna e pós-textual, o elemento obrigatório é: a) Glossários. b) Apêndices c) Índices d) Referências bibliográficas. e) Anexos 07) É o motivo de ser do trabalho acadêmico, podendo ser levantado em relação à sustentação de uma afirmativa geralmente aceita; ou para contestar uma suposição; ou à necessidade de compreender e explicar uma situação nova ou do dia-a-dia; ou alguma lacuna metodológica ou do grau de certeza do conhecimento cientifico na área estudada; ou em relação a uma afirmativa geralmente aceita, mas que a sua sustentação cria incertezas quanto a sua veracidade. Essa afirmativa diz respeito a qual etapa do projeto: a) A buscado tema. b) A definição da metodologia. c) A definição do problema. 55 d) A determinação das hipóteses. e) A elaboração do cronograma. 08) É uma pressuposição que se faz em relação ao(s) problema(s) levantado(s), uma suposta resposta a ele, cuja veracidade deverá ser comprovada no final da pesquisa, ou seja, a pressuposição é provisória e deverá ser testada para verificar a sua validade. Essa afirmativa diz respeito: a) Ao foco. b) Ao problema. c) À metodologia. d) Ao tema. e) À hipótese. 09) O objetivo tem o mesmo significado de fim e de meta, portanto indica onde o pesquisador pretende chegar com a realização do trabalho acadêmico. Quais são as suas categorias? a) Objetivo abstrato e concreto. b) Objetivo geral e específico. c) Objetivo direto e indireto. d) Objetivo comum e individual e) Objetivo geral e individual. 10) Objetivo que tem por função esclarecer e definir onde o pesquisador pretende chegar com a sua pesquisa, buscando demonstrar o que pretende com o projeto (para quê realizar o projeto e para quem?). a) Comum. b) Específico. c) Individual. d) Geral. e) Grupal. 11) A justificativa tem por finalidade, exceto: a) Enumerar os motivos que levaram o pesquisador a escolher o tema, a fim de convencer o leitor da importância do mesmo. 56 b) Demonstrar a importância da pesquisa e sua essencialidade para a solução do problema levantado. c) Descrever o contexto onde o tema se insere e a importância do tema. d) As contribuições de ordem prática e as oportunidades e prováveis vantagens e benefícios da sua investigação. e) Apresentar os motivos pessoais, profissionais, científicos, sociais e/ou acadêmicos que levaram o pesquisador à escolha do tema. 12) O referencial teórico possibilita a busca de fundamentação para o projeto de pesquisa, conduzindo a pesquisa e demonstrando que o pesquisador tem conhecimento suficiente sobre os textos e autores que se dedicaram ao estudo do mesmo tema. Em relação ao referencial teórico, marque a opção errada. a) A pesquisa bibliográfica é feita através de livros, artigos, revistas, enciclopédias, monografias, dissertações, teses, mídias eletrônicas, filmes, entre outros materiais classificados como científicos e, portanto, confiáveis. b) Deve-se verificar se as fontes consultadas são ou não confiáveis, sendo necessário para isso verificar se a publicação impressa ou por meio eletrônico tem o ISSN, o ISBN ou o DOI, os quais confirmam a autenticidade e confiabilidade do texto. c) Quando realizar citações diretas é imprescindível colocar o nome do autor, o ano e a página de onde a tirou. d) É aconselhando ao pesquisador faça citaçãoes indiretas, ou seja, que entenda o que o autor está dizendo e trasncreva para o artigo com suas próprias palavras, enriquecendo e valorizando seu trabalho. e) Um artigo repleto de citações, as quais devem estar dentro das normas ABNT e da Instituição, induz a pensar que o pesquisador adquiriu bastante conhecimento em suas leituras. 13) Na metodologia, o pesquisador deve explicar, exceto. a) O caminho que irá percorrer para desenvolver sua pesquisa, o que deverá ser feito de forma detalhada, exata e rigorosa. b) Deve explicar o tipo de pesquisa adotada, os instrumentos que serão utilizados e o tempo previsto para desenvolver cada ação. 57 c) Em relação aos recursos humanos, quando necessitar de mais pessoas para desenvolver a pesquisa, deve listar os membros da equipe e função de cada um. d) Os motivos que levaram o pesquisador a adotar o tema e seu foco. e) Deve explicar a forma como os dados serão trabalhados (tabulação e tratamento). 14) Complete a seguinte afirmativa: O procedimento metodológico adotado está diretamente relacionado ao (a) _____________ da pesquisa e às ______________ estabelecidas, buscando descrever como os (as) ___________ serão levantados (as), tabulados (as), analisados (as) e expostos (as), gerando _____________ confiáveis que nos permitirão confirmar ou refutar as (os) _________________. a) Objeto, hipóteses, dados, informações, hipóteses. b) Problema, hipóteses, dados, informações, hipóteses. c) Hipóteses, problemas, dados, informações, problema. d) Hipótese, problemas, informações, dados, problema. e) Dados, informações, problemas, informações, problemas. 15) Relacione o tipo de pesquisa com a metodologia adotada em cada uma delas. 1 – Pesquisa bibliográfica. 2 – Pesquisa documental. 3 – Pesquisa experimental. 4 – Pesquisa descritiva. a) ( ) Nesse tipo de pesquisa é necessária a delimitação e a descrição dos instrumentos e fontes escolhidas para o levantamento de dados, ou seja, se será feito através de questionário, entrevista, formulário, entre outros instrumentos. b) ( ) Nesse tipo de pesquisa a metodologia está relacionada à descrição das fontes de pesquisa adotadas, aos critérios adotados para a seleção de autores; e a determinação de como será feita a análise do material adotado, se de forma crítica, analítica, seletiva, descrita, entre outras. c) ( ) Nesse tipo de pesquisa é necessário explicar o procedimento que será utilizado para observar o fato ou fenômeno, ou seja, se é levantado os dados através de questionário, análise documental, entrevista, entre outros. d) ( ) Nesse tipo deve-se indicar o procedimento utilizado para a coleta de dados e para testar as variáveis, descrevendo seu funcionamento. 58 16) Ao elaborar o cronograma, o pesquisador deve: a) Calcular o tempo que irá gastar com cada uma das atividades previstas. b) Organizar e distribuir as ações pelo tempo disponível que tem para a execução da pesquisa. c) Levar em conta o tempo total disponível que possui para realizar a pesquisa e a dificuldade que possui em cada uma das etapas necessárias à realização do trabalho. d) Distribuir uma carga horária maior para aquelas etapas em que, normalmente, tenha maiores dificuldades em realizar. e) Todas as alternativas anteriores estão corretas. 17) Todo projeto possui elementos em comum, mas alguns possuem uma estrutura mais detalhada, o que depende do tipo de pesquisa a ser realizada e do fato de ter a possibilidade de ser implantado em dada empresa ou instituição. Todos os elementos citados abaixo fazem parte de um projeto mais elaborado, exceto: a) Responsável pela execução do projeto. b) Público-alvo. c) Local de realização e de implantação da pesquisa. d) Plano de ação, discriminando os recursos utilizados. e) Objetivo. 59 NIDADE IV: O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO. Nesse capítulo a nossa atenção está voltada para desvendar o que venha a ser um trabalho científico, qual é o seu objetivo, sua tipologia, como é estruturado, entre outros questionamentos. A primeira perguntar a responder é como conseguimos adquirir conhecimento? Conhecer é adquirir um conceito novo sobre um fenômeno, fato ou situação, o qual pode nascer de experiências acumuladas no nosso dia-a-dia, ou através da convivência com outras pessoas, ou através de leituras, ou de outro meio qualquer. Assim, podemos encontrar os seguintes tipos de conhecimentos: i. Conhecimento empírico: é aquele que se origina do conhecimento vulgar ou do senso-comum, o qual é obtido através de ações não planejadas, ou seja, ao acaso como, por exemplo, a janela está emperrada, mas de tanto abrir e fechá- la, descobrimos que se levantarmos um pouquinho o lado direito ela fecha sem emperrar; ii. Conhecimento filosófico: é resultante da capacidade humana de raciocinar erefletir sobre fatos e fenômenos gerando conceitos subjetivos, os quais buscam dar sentido à vida e ao universo, ultrapassando os limites formais da ciência como, por exemplo, a frase de Shekespeare “Existe muito mais entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar”; iii. Conhecimento teológico: é aquele resultante da crença religiosa e da fé divina, o qual é resultante da formação moral e religiosa de cada um. Portanto, não se tem como confirmar ou negar esse tipo de conhecimento. Cita-se como exemplo a frase de Chico Xavier “Aqueles que amamos não morrem jamais, apenas partem antes de nós”; iv. Conhecimento científico: é o conhecimento que tem como características principais ser racional, objetivo, sistemático, exato, verificável e explicativo, pois sua origem é baseada em métodos e técnicas científicas (GALLIANO, 1979). Podemos citar como exemplos o descobrimento da vacina antirrábica; o autor das Cartas Chilenas; as pesquisas e publicações sobre a história do descobrimento do Brasil; entre outras. U 60 A partir desses conceitos, podemos caracterizar o que venha a ser um trabalho científico. Para ser classificado como científico, um trabalho depende essencialmente da forma como é elaborado e do cumprimento das exigências as quais deve se submeter. Em primeiro lugar, deve ser embasado no raciocínio lógico e ter como ponto de partida um problema levantando em relação ao tema escolhido. Assim, seguindo métodos e técnicas científicos e apoiados na fundamentação teórica, a pesquisa segue em busca de solução ou resposta para o problema evidenciado. Desse modo, reafirmamos que um trabalho para ser considerado científico deverá seguir o rigor científico e a ética intelectual, independente do fato de ser apenas um artigo ou uma tese de doutorado. Segundo Estrela e Sabino (2001, p. 12) “O trabalho científico deve ser realizado com metodologia criteriosa, procurando solucionar problemas, mas embasado na ciência”. As normas ABNT para utilização em trabalhos científicos são as que tratam das Referências Bibliográficas (NBR 6023, 2002), das Citações (NBR 10520, 2002), da Numeração Sucessiva (NBR 6024, 2003), do Resumo (NBR 6028, 2003), dos Títulos de Lombada (NBR 12225, 2004) e do Preparo e Apresentação (NBR 14724, 2006). O TCC é um texto científico elaborado pelo aluno ao término do seu curso e sob a orientação de um professor especialista, mestre ou doutor na área relacionada ao tema escolhido por ele. Pelo fato do TCC ser considerado um trabalho de iniciação científica é um dos instrumentos de avaliação de conclusão de curso e, portanto, o título de graduado (licenciatura ou bacharel) ou pós-graduado (especialista, mestre, doutor ou pós-doutor) está condicionada à aprovação do TCC. Cada instituição de ensino tem a liberdade de escolher normas específicas para a elaboração do trabalho de conclusão de curso (TCC), podendo na graduação e na especialização ser um artigo científico, relatório de estágio, relatório de pesquisa ou monografia, sendo que a escolha vai ser determinada pela finalidade do trabalho e pelo nível de conhecimento exigido do autor. Na especialização pode ser o artigo científico ou a monografia, no mestrado é exigida a dissertação e no doutorado, a tese. No entanto, todas as instituições devem seguir as normas técnicas para a padronização de trabalhos científicos, as quais são determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Como já falado, existem alguns tipos de TCC. No entanto, nessa apostila descreveremos as etapas para a elaboração do artigo científico por ser ele a opção 61 do Instituto Cotemar para o processo de avaliação final dos cursos oferecidos por ele. No entanto, as normas citadas aqui servem de norte para todos os tipos de TCC, sendo que a diferença principal entre eles está no aprofundamento do tema, no tipo de pesquisa realizada e no número de páginas de cada um deles. 4.1. ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO. O artigo científico, segundo a ABNT (NBR 6022, 2003, p. 2) é um texto que “apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”, portanto é o resultado final de uma investigação ou estudo sobre determinado tema e de um ou mais questionamentos a respeito do mesmo. Dessa forma, o artigo científico pode versar sobre um estudo de um fato, situação ou fenômeno; uma descoberta e suas causas ou consequências; dar uma nova versão sobre um dado assunto; difundir ideias novas; buscar soluções para questões controversas; entre outras. A finalidade do artigo é divulgar e tornar conhecido o estudo realizado, a problemática pesquisada, sua base teórica, a metodologia utilizada e os seus resultados. Não existe uma norma nacional sobre o número de página que um trabalho científico deva ter, pois isso irá depender do tema pesquisado e da profundidade da pesquisa realizada. No entanto, é muito difícil obter um trabalho de qualidade em oito ou nove páginas apenas. Dessa forma, a instituição tem liberdade para estipular o número de páginas apropriado, mas normalmente é estabelecido entre doze e vinte e cinco páginas. Inclusive, de praxe, o artigo científico deve ser menor do que a monografia (em torno de 70 páginas), do que a dissertação (em média 150 páginas) e do que a tese (de 150 a 300 páginas). Segundo Lakatos & Marconi (2001), o tipo de abordagem adotada no artigo pode ser: i. Teórica: ocorre quando a abordagem apresenta argumentação favorável ou desfavorável a uma dada opinião, objetivando comprová-la ou refutá-la; ii. Classificatória: ocorre quando a abordagem parte da classificação dos aspectos de um dado assunto e explica suas partes; 62 iii. Analítica: ocorre quando a abordagem está voltada para a priorização de cada elemento que compõe o assunto e de sua relação com o todo. 4.1.1. Normas básicas para elaboração do artigo científico. Para que o artigo tenha um mínimo de qualidade e de cientificidade é necessário na sua construção observar certas regras, que são (Azevedo, 2001; Pádua, 2001): i. Impessoalidade: o artigo deve ser redigido na terceira pessoa do singular; ii. Objetividade: a linguagem deve ser objetiva, portanto não se usa expressões pessoais, tais como “eu penso”, “acredito”, “parece-me”, entre outras, que dão margem a interpretações sem valor científico; iii. Cientificidade: a linguagem científica é racional, informativa e baseada em dados concretos, portanto, a argumentação subjetiva só pode ser apresentada se for acompanhada de fundamentação científica; iv. Clareza: o leitor deve ter noção clara do que pretende pesquisar, quais os métodos que irá utilizar para atingir seus objetivos e analisar os resultados almejados para posteriormente expô-los de forma clara e objetiva ao escrever o artigo; v. Precisão: todos os dados e informações apresentados no texto devem ser verdadeiros e os conceitos universalmente aceitos; vi. Originalidade: devem-se evitar modismos linguísticos, palavras rebuscadas, frases feitas, entre outras; vii. Concisão: o assunto deve ser exposto através de frases curtas e parágrafos breves. No entanto, os parágrafos não devem ter menos de quatro linhas; viii. Encadeamento: no desenvolvimento de um texto é obrigatório encadear as idéias para que elas sejam compreendidas pelo leitor, ou seja, deve-se manter a disposição e a ligação de assuntos da mesma natureza ou que tenha entre si certas relações, mantendo a coesão e a coerência para que haja uma sucessão natural das ideias; ix. Correção: após finalizar o artigo, este deve passar por uma avaliação gramatical para verificara redação e seguir as normas da redação científica; 63 x. Fidelidade: quando o autor for expor ideias que não sejam sua, deve fazê-lo citando as fontes, zelando pela ética; xi. Vocabulário técnico: no artigo deve-se usar uma linguagem clara, precisa e do conhecimento comum, mas quando o tema é de uma área específica não se tem como fugir do uso de certos termos técnicos; xii. Criatividade: tornar o texto criativo faz com que sua leitura seja mais agradável. Dessa forma, para que o pesquisador consiga atingir essas exigências é necessário que tenha um dado nível de conhecimento sobre o tema abordado, motivo suficiente para que aprofunde na pesquisa bibliográfica. 4.2. ESTRUTURA DO ARTIGO CIENTÍFICO. De acordo com a NBR 14724/2011, o artigo científico deve ser estruturado da seguinte forma: A) PARTE EXTERNA. 1. CAPA DURA (obrigatório) 2. LOMBADA (opcional) B) PARTE INTERNA. B.1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS: 3. FOLHA DE ROSTO (obrigatório) 4. ERRATA (opcional) 5. FOLHA DE APROVAÇÃO (obrigatório) 6. DEDICATÓRIA (opcional). 7. AGRADECIMENTOS (opcional) 8. RESUMO E PALAVRAS-CHAVE NA LINGUA VERNÁCULA (obrigatório) 9. RESUMO EM LINGUA ESTRANGEIRA (opcional) 10. LISTA DE ILUSTRAÇÕES (opcional) 11. LISTA DE TABELAS (opcional) 12. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (opcional) 13. LISTA DE SÍMBOLOS (opcional) 14. SUMÁRIO (obrigatório) B.2. ELEMENTOS TEXTUAIS: 15. INTRODUÇÃO (obrigatório) 16. DESENVOLVIMENTO (obrigatório) 17. DISCUSSÕES E RESULTADOS (obrigatório, mas depende do tipo de pesquisa) 18. CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS (obrigatório) B.3. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS: 64 19. REFERÊNCIAS (obrigatório) 20. GLOSSÁRIO (opcional) 21. APÊNDICE (opcional) 22. ANEXO (opcional) 23. ÍNDICE (opcional) Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2011. O quadro acima nos mostra todos os elementos, obrigatórios e facultativos, que compõem um artigo científico. A seguir explicaremos as partes principais e após ilustraremos um artigo com a maioria dos seus componentes (os itens obrigatórios). 4.2.1. Título: Deve estar relacionado ao conteúdo do trabalho ou ao tipo de informação que os autores pretendem repassar. Não se deve confundir tema com título, pois o tema é mais abrangente, enquanto que o título é bem mais específico. Devemos lembrar também que o título não é o resumo do trabalho, devendo ser objetivo e esclarecedor da natureza do trabalho. Exemplo: Tema: Educação. Título: Inclusão escolar. 4.2.2. Identificação do(s) autor(es) e mini currículo: O nome do autor deve vir depois do título e antes do resumo, localizado à esquerda, enquanto que as suas credenciais devem vir em nota de rodapé, constando o nome completo do(s) autor(es), a qualificação acadêmica e profissional, a vinculação institucional ou a instituição onde o trabalho foi realizado e o endereço do autor principal. 4.2.3. Resumo/Abstract e palavras-chave (NBR 6028/2003): É uma síntese dos pontos relevantes do trabalho, contendo no máximo 250 palavras e deve vir em um único bloco, ou seja, sem parágrafo. Deve ser uma 65 síntese clara, concisa e direta da pesquisa, contendo o(s) objetivo(s), o referencial teórico, a metodologia utilizada para solucionar o problema, a justificativa e os resultados alcançados, cujo intuito é permitir aos leitores ter uma prévia do tema tratado sem necessitar de ler todo o texto. Algumas instituições exigem o resumo na língua inglesa (Abstract), com o objetivo de ampliar a sua divulgação, sendo que alguns periódicos o aceita em outra língua. As palavras-chave (Keysword) são as palavras que caracterizam o tema e servem para indexar o artigo, ou seja, aquelas palavras que remetem ao texto. 4.2.4. Introdução: Nessa parte, deve-se fazer uma exposição clara e sucinta do tema, apresentando-o de forma global, esclarecendo sobre as delimitações estabelecidas na abordagem do assunto. Também, deve conter os objetivos, a justificativa do autor para realizar a pesquisa, apontar as questões para qual o autor buscará as respostas e a metodologia utilizada. Portanto, a Introdução deve conter o problema estudado (o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodologia utilizada (como os objetivos foram atingidos), devendo ser redigida em três páginas no máximo (PATACO et al, 2007). Na Introdução não deve ser dividida em itens. 4.2.5. Desenvolvimento: É a parte principal do trabalho, onde o autor expõe, explica e demonstra o assunto abordado, ou seja, o autor deve fazer uma exposição do assunto baseada na bibliografia escolhida, expondo e discutindo as teorias adotadas para a resolução do problema levantado, apresentando os argumentos teóricos e, caso haja, os que são resultantes da base de dados coletados e que dão sustentação ao seu posicionamento perante o problema (quando a pesquisa levantar dados sobre certo fenômeno ou fato, esses devem ser explicados na argumentação teórica, respondendo a alguns questionamentos como, por exemplo: defini-los conceitualmente e quantitativamente, se for o caso da pesquisa quantitativa; descrever como influenciam o fenômeno ou fato; demonstrar como afetam o fenômeno ou fato; demonstrar as possíveis ou comprovadas consequências do seu 66 uso (exigido normalmente nas pesquisas laboratoriais); entre outras explicações necessárias. Uma das formas de tornar essa parte mais fácil de ser redigida é adotar subtítulos, dividindo o texto conforme o assunto lido, primando para não perder o foco. 4.2.6. Discussões e Resultados: O item Discussões e Resultados não aparecem em todo o tipo de artigo, sendo típico daqueles que realizam pesquisa onde ocorre o levantamento de dados (entrevista, questionário, pesquisa observacional, de laboratório, entre outras), o seu tratamento (métodos estatísticos, análise química, exposição à radiação, entre outros) e a sua exposição. Nessa parte deve ser descritos os métodos utilizados para a coleta, registro e avaliação dos dados e para a obtenção das informações. Além disso, deve-se descrever o tipo e a quantidade de variáveis/observações adotadas (por exemplo: um questionário composto de 20 questões e aplicado a uma amostra de 300 professores da rede de ensino municipal) e também os métodos empregados na sua coleta, registro e avaliação, o que deverá ser feito de forma organizada e sistemática. Assim, quando se trabalha com variáveis/observações, os resultados são mais bem interpretados através da análise estatística. Por exemplo, em um estudo da população em relação aos níveis de renda e educação (variáveis), constatou-se que x% da população é de alto poder aquisitivo e de nível superior; que x% da população é de baixo poder aquisitivo e não possui o ensino fundamental completo, etc. À medida que for expondo os dados, vai-se discutindo o assunto e comparando ou se apoiando nas observações e opiniões dos autores adotados. 4.2.7. Conclusão e/ou recomendações: Nessa parte deve vir a resposta para o problema levantado na pesquisa e a confirmação ou não das hipóteses enumeradas e dos objetivos do estudo. O texto deve ser claro e conciso e o autor, unicamente aqui, pode expor sua opinião, porém baseada nos resultados que avaliou e interpretou. Além disso, devemos lembrar que 67 se os resultados não foram totalmente conclusivos, isso deve ser esclarecido e, também, que nessa parte não é permitido a inclusão de novos dados ou citação de autores, pois isso indica o reinício da discussão. 4.2.8. Referências bibliográficas: É a enumeração, de acordo com a NBR 6023/2002da ABNT, de toda a bibliografia utilizada na preparação e elaboração do trabalho, ou seja, é uma listagem dos livros, artigos e outros trabalhos utilizados no artigo e que pertencem a outros autores. As referências devem ser apresentadas em ordem alfabéticas, independente do fato de se tratar de livro, artigos, jornais, periódicos, etc. Um trabalho científico deve ser apoiado, principalmente, por autores que tiveram seu trabalho publicado (livros). É permitindo também citar artigos e jornais científicos e publicações de sites acadêmicos, porém o aluno deve estar ciente que não se deve usar dados ou informações que não tenham sido confirmadas pelo ISSN, ISBN ou pelo DOI. Após aprovado pela faculdade ou Instituto onde estude, o seu trabalho terá o identificador ISSN, passando a ser considerado fonte segura de pesquisa, portanto, reportagem de jornais, revistas e outros que não possuem o cunho científico devem ser utilizados de forma bastante criteriosa em trabalhos científicos. 4.3. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO ARTIGO CIENTÍFICO. 4.3.1. Capa (obrigatório): normalmente a capa dura (encadernação) e a capa do trabalho (primeira página) são iguais. 68 Modelo 1 - Capa INSTITUTO COTEMAR NOME DO ALUNO (limite da margem superior, centralizado, fonte arial ou times new roman 12, CAIXA ALTA, sem negrito). TÍTULO E SUBTÍTULO (título: fonte 12, em negrito, CAIXA ALTA. se houver subtítulo, este deve ser precedido de dois pontos (:), fonte 12, sem negrito, CAIXA ALTA. LOCAL/ESTADO ANO (limite da margem inferior, fonte 12, CAIXA ALTA) 4.3.2. Lombada: (NBR 12225, 2004). Usada somente para encadernação em capa dura e é opcional. A instituição de ensino é que irá determinar se é necessário ou não ter lombada no TCC. 69 Modelo 2: Lombada AUTOR (arial ou times new roman, fonte 14, negrito e maiúsculo) TÍTULO DO TCC (idem) INSTITUIÇÃO E ANO (idem) 4.3.3. Folha de rosto (obrigatório): O exemplo demostra todos os elementos que compõe a folha de rosto, sendo que ela segue todas as normas citadas para a capa, exceto a nota de apresentação, que deve vir à esquerda do texto, em fonte 10 e espaço entre linhas 1 e deve variar de acordo com a natureza (artigo científico, monografia, dissertação ou tese) e do programa ou área de concentração como exemplificado a seguir: a) Para a licenciatura plena deve vir os seguintes dizeres: Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresentado ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão de Curso do Curso de Pedagogia, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de licenciado. b) Para a obtenção de título de pós-graduação deve vir do seguinte modo: Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresentado ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão 70 de Curso do Curso de Pós Graduação Lato Sensu do curso de Especialização em Supervisão Escolar, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de especialista. c) Programa especial de formação docente (R2) ou complementação pedagógica. Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresentado ao Programa especial de formação de docentes do Instituto Cotemar, em cumprimento às exigências para a obtenção do certificado e registro profissional equivalentes à licenciatura plena na área de (NOME DO SEU CURSO.) Modelo 3: Folha de rosto. Nota de Apresentação. 4.3.4. Folha de aprovação (obrigatório): apesar da ABNT exigir sua inclusão na sequência demonstrada, algumas instituições a colocam no final do trabalho. O INSTITUTO COTEMAR NOME DO ALUNO (normas iguais as da capa) TÍTULO E SUBTÍTULO Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico, apresentado ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão de Curso do Curso de Pedagogia do Instituto Cotemar, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de licenciado. (fonte 10, à esquerda da página, justificado, sem negrito e espaço 1). LOCAL/ESTADO ANO (idem normas da capa) 71 modelo de folha de avaliação varia conforme as necessidades da instituição. A seguir demonstramos um modelo básico. Modelo 4: Folha de aprovação AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO Relatório de Avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. Aluno (a):_______________________________________________________________ Titulo:__________________________________________________________________ Curso:______________________________________ Pólo:_______________________ Critérios de avaliação Nota – 0 a 10 Tema Nível de Textualidade Nível de Correção Linguística Sequência Lógica dos Fatos Aprofundamento Teórico Formatação e Estrutura Estética Linguagem Técnica - Pedagógica Conteúdo Adequado Desenvolvimento do Conteúdo Rigor Científico Comentários do Professor Orientador: ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ Com base na avaliação acima o trabalho está: ______Aprovado com nota _________ ______Exige reformulação. __________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ Professor (a) ________________________________________________________________ Critérios de avaliação Nota – de 0 a 10. 72 4.3.5. Resumo e palavras-chave na língua vernácula (obrigatório) e na língua estrangeira (opcional): Modelo 5: Resumo e Abstract. TÍTULO DO TRABALHO (centralizado, CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) Nome do autor (sem negrito, minúscula, inserir nota de rodapé com as credenciais do autor) RESUMO (O título RESUMO deve ser centralizado, CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) O texto do Resumo deve vir em fonte 10, justificado, espaço 1, sem parágrafo. Deve conter uma síntese do artigo. Palavras-chave (fonte 10, negrito, minúscula): Metodologia. ABNT. Artigo científico. (As palavras devem vir em fonte 10, espaço simples, justificado, sem negrito, minúscula, sem paragrafação, bloco único, no mínimo três e no máximo cinco palavras, separadas por ponto final. ABSTRACT (O título ABSTRACT deve ser centralizado, CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) O texto do Abstract deve vir em fonte 10, justificado, espaço 1, sem parágrafo. Deve ser o Resumo escrito na língua inglesa. Keyswords (fonte 10, negrito): Methodology. ABNT. Scientific Article. (As palavras devem vir em fonte 10, espaço simples, justificado, sem negrito, minúscula, sem paragrafação, bloco único, no mínimo três e no máximo cinco palavras, separadas por ponto final).73 4.3.6. Introdução (obrigatório): Modelo 6: Introdução. 1. INTRODUÇÃO. (CAIXA ALTA, negrito, antecedida do número 1, fonte 12). O texto deve ter fonte 12, espaço 1,5, justificado, com paragrafação em 1,25 cm.. 4.3.7. Desenvolvimento (obrigatório): Modelo 7: Desenvolvimento. 2. DESENVOLVIMENTO. (CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragrafação e espaço 1,5. 2.1. Políticas nacionais sobre a inclusão escolar. (Subtítulo vem em negrito, minúscula, fonte 12). O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragrafação e espaço 1,5. 2.2. Dificuldades relacionadas à inclusão escolar. (idem a 1.2) 2.2.1. Estrutura das escolas. 2.2.2. Posicionamento dos professores. 2.2.3. Posicionamento dos pais. (Subdivisões do subitem devem vir em minúscula, fonte 12, sem negrito). 2.3. Mudanças necessárias para a efetivação da inclusão escolar. (idem a 1.2). 74 4.3.8. Discussões e resultados (obrigatório, mas depende do tipo de pesquisa): Modelo 8: Discussões e Resultados: 3. DISCUSSÕES E RESULTADOS: (CAIXA ALTA, negrito, fonte 12) O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragrafação e espaço 1,5. 4.3.9. Conclusões ou considerações finais (obrigatório): caso não tenha o item 3 – Discussões e Resultados no artigo, a conclusão deve vir com a numeração 3. Modelo 9: Conclusão. 4. CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS. (CAIXA ALTA, negrito, fonte 12). O texto deve vir em fonte 12, sem negrito, justificado, com paragrafação e espaço 1,5. 75 4.3.10. Referências (obrigatório). REFERÊNCIAS. (CAIXA ALTA, negrito, sem numeração, fonte 12). PEREIRA, Marluci Moraes. Manual de Metodologia Científica. Itaúna: Instituto Cotemar, 2014. Alencar, José de. A Moreninha. 20º ed. São Paulo: ed. Atlas, 1989. (fonte 12, espaço 1, justificado, 1 espaço entre as citações). Segundo a fonte e autoria, as citações possuem regras específicas e que serão abordadas no capítulo seguinte. 4.3.11. Anexo (opcional): ANEXO A – título. (A palavra anexo deve vir em fonte 12 e CAIXA ALTA e o título em fonte 12, letra minúscula. Anexo e título são separados por travessão. 76 4.4. FORMATAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS. Todo trabalho científico tem algumas normas a seguir para a realização de sua formatação, as quais, na sua maioria, são determinadas pela ABNT ou convencionadas entre as instituições de ensino superior. 4.4.1. Normas gerais para formatação de trabalhos científicos. ITEM: NORMALIZAÇÃO: Cor do texto Preta Cor das Ilustrações A que preferir (ater-se a cores mais sóbrias). Papel Branco A4 (21cm x 29,7cm). Texto Justificado. Margens Superior e esquerda: 3 cm. Inferior e direita: 2 cm. Parágrafos Há duas opções de parágrafos: a) Tradicional: distante 1,25 cm da margem esquerda, sem deixar espaço duplo entre um parágrafo e outro; b) Moderno: todo o texto alinhado à margem esquerda e o parágrafo marcado por dois espaços entre eles. Fonte (arial ou times new roman) Tamanho 12 para todo o texto, exceto citação com mais de três linhas; notas de rodapé, legendas e fontes das ilustrações e das tabelas. As exceções devem vir em fonte tamanho 10. Espaçamento Todo o texto deve ter espaçamento 1,5 entre as linhas, exceto para as citação com mais de três linhas, notas de rodapé, nota de apresentação, legendas e fontes das ilustrações e das tabelas. Títulos (sessão primária) Subtítulos (sessão secundária) Subtítulos (sessão terciária) Subtítulo (sessão quaternária) Deve figurar em página nova, fonte 12, alinhados à esquerda, algarismo arábico, caixa alta (maiúscula) e em negrito; Fonte 12, alinhados à esquerda, algarismo arábico, caixa baixa (minúscula) e em negrito. Fonte 12, alinhado à esquerda, algarismo arábico, caixa baixa, negrito e itálico. Fonte 12, alinhado á esquerda, algarismo arábico, caixa baixa, sem negrito. 77 Exemplo: 1. INTRODUÇÃO (sessão primária) 1.1. O legado do tempo. (sessão secundária) 1.2. Folclore e lendas. (sessão secundária). 1.2.1. Mula sem-cabeça (sessão terciária). 1.2.1.1. A crendice popular (sessão quaternária) Referências bibliográficas Separadas por um espaço simples em branco. Paginação Todas as páginas são contadas a partir da folha de rosto, mas só são numeradas a partir da primeira página dos elementos textuais (Introdução), ou seja, os elementos pré-textuais são contados, mas não numerados; As páginas são numeradas no canto superior direito, sequencialmente, em algarismos arábicos; Elementos pré-textuais São centralizados, em caixa alta, negrito, fonte 12, mas não são numerados (errata, folha de aprovação, epígrafe, dedicatória, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista de abreviaturas e siglas, resumo e sumário). Folha de aprovação As instituições normalmente colocam o título no alto da página, em arial ou times new romam 12, centralizado e em negrito: AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO. Folha de dedicatória e epígrafe (pensamento) Não aparece a numeração e não possuem o título, Devem aparecer abaixo da metade da página e à direita da página, justificada. Notas de rodapé Fornecem informações adicionais ou esclarecimentos, que não devem ser incluídos no texto; São colocadas na parte inferior da página, iniciando-se com o número sobrescrito recebido em texto e sem parágrafo; São alinhadas à esquerda e separadas do texto por um traço contínuo de três cm, espaço simples, fonte 10 e não devem ocupar mais que 50% do espaço total da página. Exemplo: ¹Trabalho apresentado na X FENATEC, 2010. ²PEREIRA, 1989, p.55-74. 78 Horas. Usar sempre o número cardinal. Exemplo: 12h e 25 min. Dias do mês. Para o primeiro dia do mês, usa-se sempre o número ordinal e para os demais, os números cardinais. Exemplo: Exemplo: primeiro de abril; em 14 de maio. Unidades padronizadas. É obrigatório o número cardinal; Exemplo: 20 ml; 100 g Indicar quantidades. Adota-se a forma por extenso. Indicar figuras, gráficos, tabelas. Sempre utilizar algarismos arábicos. Exemplo: Tabela 1 Ilustrações. A identificação de ilustrações aparece na parte superior, precedida da palavra esquema, mapa, gráfico, fluxograma, fotografia, organograma, planta, quadro, retrato, figura, imagem, entre outros, seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, travessão e título. Na parte inferior, indicar a fonte consultada, legenda, notas e outras informações necessárias. A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere. Tabelas e quadros: Não devem ser fechados lateralmente e nem se colocam traços horizontais separando os dados numéricos. Tabelas apresentam dados estatísticos. Quadros apresentam informações de texto agrupadas em colunas. Apêndices. Considerado material suplementar e elaborado pelo próprio autor do trabalho, porém não fazem parte do trabalho, mas é material adicional para ilustrá-lo e/ou acrescentar alguma outra informação. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, seguidas de um hífen e o respectivo título. Exemplo: APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Anexo. São elementos opcionais e de suporte ao texto. Considera-se anexo quando o material NÃO for elaborado pelo próprio autor. Devemser citados no texto para facilitar uma ligação entre as informações adicionais. Os anexos são identificação por letras maiúsculas e não com números, seguida de hífen e o título. Exemplo: ANEXO A – Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa do Cotemar. Fonte: Elaborado pela autora com base em Gil (2007), Vergara (2007), Eco (2001), Santos (2007) e Estrela & Sabino (2001). 79 4.4.2. Citações. As citações aparecem no texto e servem de embasamento para o autor do trabalho. Inclusive, o trabalho não é considerado científico se não as tiver, seja em sua forma direta ou indireta. 4.4.2.1. Citação direta. Segundo Estrela & Sabino (2001), a citação direta é a transcrição literal do texto consultado e que é reproduzido conforme redação original. Nesse tipo de citação é obrigatório citar o ano da publicação e a página da onde foi retirada. Exemplo: Quando incluso no texto: Pereira (1989, p. 26). Quando no final da citação direta: (PEREIRA, 2002, p. 45). As citações diretas se dividem em curtas ou longas. O primeiro tipo ocorre quando a transcrição não for superior a três linhas, devendo vir entre aspas, ter o sobrenome do autor, ano e página. Exemplo: Como diz Vygotsky (1998, p. 67) “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade”. Educar ludicamente adolescentes e adultos “significa criar condições de restauração do passado, vivendo bem o presente e construindo o futuro” (FARIAS, 2010, p. 102). As citações diretas longas possuem mais de três linhas, devendo ser transcritas em um parágrafo independente, recuado a 4 cm da margem esquerda, sem aspas, fonte 10 e espaço simples entre linhas. Deve ainda conter autor, ano e página. Exemplo: Outro aspecto importante e que fundamenta a Educação como um Direito Humano diz respeito ao fato de que o acesso à educação é em si base para a realização dos outros Direitos. Isso quer dizer que o sujeito que passa por processos educativos, em particular pelo sistema escolar, é normalmente um cidadão que tem melhores condições de realizar e 80 defender os outros direitos humanos (saúde, habitação, meio ambiente, participação política etc.). A educação é base constitutiva na formação do ser humano, bem como na defesa e constituição dos outros direitos econômicos, sociais e culturais (HADDAD, 2003, p.12). 4.4.2.2. Citação indireta. Nas citações indiretas se expressa as ideias contidas em dado texto, mas sem transcrever literalmente as palavras do autor. Elas são expressas da seguinte forma: a) Quando o nome do autor (ou autores) integra o texto do parágrafo, no seu início ou meio, coloca-se o sobrenome do autor em letras maiúscula, ano da publicação entre parênteses, não tendo necessidade de colocar a página. Exemplo: Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), podemos perceber a importância do brincar para a aprendizagem infantil. b) Quando o nome do autor (ou autores) constar no fim do parágrafo, deve vir em letra maiúscula, entre parênteses e conter o ano da publicação. Exemplo: O professor deve descobrir a importância do brincar no processo ensino-aprendizado, para isso deve utilizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 2009). 4.4.2.3. Várias citações de um mesmo autor: Quando um autor tem várias obras realizadas em um mesmo ano, faz-se a citação pelo sobrenome, ano e acrescenta ao ano as letras do alfabeto, minúscula, em ordem alfabética e sem espaçamento. Exemplo: Mira (1997a); Mira (1997b); Mira (1997c). 81 4.4.2.4. Citação de trabalhos de dois ou três autores: Se a citação for aparecer no início ou meio do parágrafo devem ser ligadas pela letra “e”, seguido do ano. Exemplos: Dois autores: Pereira e Silva (2004). Três autores: Pereira, Silva e Souza (2004). Se a citação vier no final do parágrafo, deve vir os nomes dos autores em letra maiúscula e separados por ponto-e-vírgula e o ano da publicação. Exemplo: As características mais comuns nas crianças superdotadas, na idade pré-escolar, são: o alto grau de curiosidade, boa memória, atenção concentrada, entre outras (CLINE; SCHWARTZ, 1999, p. 121). 4.4.2.5. Citação com mais de três autores: Nesse caso, é necessário citar apenas o sobrenome do primeiro autor seguido da expressão et al (ou et alli). Exemplo: Ferreira et al. (2009) ou (FERREIRA et al., 2009). 4.4.2.6. Citação de documentos cujo autor é uma entidade coletiva. Quando o autor é uma entidade coletiva, o nome da mesma deve vir por extenso. Exemplo: (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 2010). 82 4.4.2.7. Citação de documentos de autoria de órgãos da administração pública direta: Nesse caso, a citação deve ser feita na seguinte ordem: nome do país, do estado ou do município, data. Exemplo: BRASIL (2008) MINAS GERAIS, 2009. ITAÚNA, 2014. 4.4.2.8. Citação de citação: Trata-se da reprodução de informação citada por outro autor e que só deve ser utilizada em último caso, sendo que o ideal é ir direto à fonte desejada. Pode ser expressa como citação direta ou indireta. Para deixar claro quem é o proprietário da ideia original, utiliza-se a expressão apud, que significa “citado por”. Existem duas formas para fazer a citação: a) Colocando a informação sobre o autor original em nota de rodapé: Exemplo: No entender de Peréz¹ (2002 apud FLEITH, 2006, p. 99), a educação [...]. __________________ ¹PÉREZ, Suzana Graciela. Gasparzinho vai à escola: um estudo sobre as características do aluno com altas habilidades - produtor criativo. Porto Alegre, 2004. b) Quando não colocar a informação sobre o autor original na nota de rodapé: deve- se fazer as duas citações nas referências bibliográficas, a da obra do autor original e a autor consultado. Exemplo: REFERÊNCIAS. FLEITH, Denise de Sousa. Educação Infantil. Saberes e Práticas da Inclusão. Altas Habilidades /Superdotação. Brasília/ 2006. MEC, Ministério da Educação Secretaria de educação 83 Especial. PÉREZ, Suzana Graciela. Gasparzinho vai à escola: um estudo sobre as características do aluno com altas habilidades - produtor criativo. Porto Alegre, 2004. 4.4.2.9 Suprimir parte de uma citação. Para se suprimir partes de uma citação, deve-se usar reticências entre colchetes. Exemplo: No entender de Peréz¹ (2002 apud FLEITH, 2006, p. 99), [...] a educação é fundamental para o pleno desenvolvimento do indivíduo [...]. 4.4.2.10. Sistema de chamada de citações. As citações podem ser expressas através do sistema numérico ou do alfabético (autor e data). A instituição é que deverá determinar qual dos dois será adotado em seus trabalhos de conclusão de curso. 4.4.2.10.1. Sistema numérico: Nesse sistema a numeração é única e sequencial, podendo o indicador ser usado entre parênteses, sem qualquer sinal ou sobrescrito. Este último é o mais usado. Exemplos: “Baseando nos estudos realizados podemos perceber a importância da avaliação de aprendizagem como indicadora de resultados e meio de mudanças.” ¹ OU “Baseando nos estudos realizados podemos perceber a importância da avaliação de aprendizagem como indicadora de resultantes e meio de mudanças.”1 OU “Baseando nos estudos realizados podemos perceber a importância da avaliação de aprendizagem como indicadora de resultados e meio de mudanças.” (1) 84 __________________¹ LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 16. ed. São Paulo: Cortez, 2009. 4.4.2.10.2. Sistema alfabético (autor-data): É o sistema em que figura no texto o sobrenome do autor principal, seguido do ano da publicação. Aparece no meio (sobrenome do autor só com a inicial em maiúscula, data) e no fim (sobrenome em letra maiúscula, data da publicação e entre parênteses) da citação, sendo o sistema mais usado. Caso seja citação direta, deve constar a página de onde foi tirada. Exemplo: Baseando nos estudos realizados por Freire (2009), podemos perceber a importância do brincar para a aprendizagem infantil. O professor deve descobrir a importância do brincar no processo ensino-aprendizado, para isso deve utilizar os jogos na elaboração de sua aula (FREIRE, 2009). Na citação curta: Segundo Freire (2009, p. 76), “os jogos e brincadeiras trazem o lúdico para o processo de ensino- aprendizagem”. Na citação longa: Outro aspecto importante e que fundamenta a Educação como um Direito Humano diz respeito ao fato de que o acesso à educação é em si base para a realização dos outros Direitos. Isso quer dizer que o sujeito que passa por processos educativos, em particular pelo sistema escolar, é normalmente um cidadão que tem melhores condições de realizar e defender os outros direitos humanos (saúde, habitação, meio ambiente, participação política etc.). A educação é base constitutiva na formação do ser humano, bem como na defesa e constituição dos outros direitos econômicos, sociais e culturais (HADDAD, 2003, p.12). 85 4.4.3. Referências bibliográficas (NBR 6023, 2000). As referências bibliográficas devem conter todas as informações sobre as obras citadas na fundamentação do artigo. Dizem respeito a uma listagem dos livros, artigos, periódicos, revistas acadêmicas, entre outros materiais utilizados pelo aluno durante a realização do TCC e que permitem a identificação dos mesmos. Devem vir em espaço simples e separadas umas das outras por um espaço livre. A seguir descrevemos as principais orientações sobre as referências (as citações bibliográficas não vêm dentro de retângulos, foram usadas são apenas para destacar o exemplo): 4.4.3.1. Citação de livro completo (leu todo o livro): a) Modelo utilizado quando há um só autor: Modelo utilizado quando há dois autores: b) Modelo utilizado quando há dois autores: c) Modelo utilizado quando há três autores: AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. 2. ed. Niterói: EdUFF,1998. 169 p. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. LAKATOS, E. M; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005. 21p. AUTOR. AUTOR. AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. SILVA, A. M; PINHEIRO, M. S. de F; FRANÇA. M. N. Guia para normalização de trabalhos técnicos-científicos: Projetos de pesquisa, trabalho de conclusão de cursos, dissertação e teses. 5. ed . Uberlândia: UFU, 2005.144p. 86 d) Modelo utilizado quando há mais de três autores: e) Modelo utilizado quando há vários autores com responsabilidade diferenciada (organizador, coordenador, etc.): 4.4.3.2. Citação de capítulo de um livro: a) Modelo para capítulo de livro com autoria própria: b) Modelo utilizado quando há vários autores com responsabilidade diferenciada (organizador, coordenador, revisão técnica, etc.): AUTOR et al (ou et alli). Título. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. CALDEIRA, J. et al. História do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.365 p. Autor; Autor; Autor (ORG.). Título. Edição. Local de publicação. Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. PINHO, C. B; VASCONCELLOS, M. S. de. (ORG.). Manual de economia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. 606 p. AUTOR. Titulo do capitulo. In Título do livro. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Número das páginas inicial-final. SILVA, A. M. Pinheiro; FRANÇA, M. N. Referências. In TOLEDO, J. Guia para normalização de trabalhos técnico-científicos: Projetos de pesquisa - trabalho de conclusão de cursos, dissertações e teses. 5 ed. Uberlândia: Edufu, 2005. p. 51-106. AUTOR DO CAPÍTULO. Titulo do capítulo. In AUTOR DO LIVRO (Org.). Titulo do livro. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Números de páginas ou volume. MONTORO FILHO, André Franco et al; PINHO, Diva Benevides (Coord); VASCONCELLOS, Antônio S. (Revisor Técnico). Manual de Economia da USP. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 1988. 87 4.4.3.3. Citação de trabalhos acadêmicos (artigos, dissertações e teses): 4.4.3.4. Citação de artigos em periódicos com indicação de autoria: 4.4.3.5. Citação de documentos jurídicos: 4.4.3.6. Citação de documentos eletrônicos – artigos de revistas on-line: AUTOR. Titulo. Ano. Números de folhas. Finalidade (grau pretendido). Curso. Instituição. Cidade. Ano. PEREIRA, Marluci M. Evolução dos Gastos Públicos no Brasil. 1985. 78f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharel em Ciências Econômicas) Faculdade de Ciências Econômicas. Universidade de Itaúna. Itaúna/MG, 1985. AUTOR. Título do artigo. Título do periódico. Local de publicação. Volume. Número. Páginas inicial – final. Mês de publicação (abreviatura). Ano de publicação. BORGES, V.D.S. Modelo sustentável de vida urbana: uma reflexão. UEG em revista. Goiânia, v.1, n.2. p. 81-97, jan./dez. 2005. JURISDIÇÃO (ou nome da entidade coletiva, no caso de se tratar de normas). Título, numeração e data. Ementa e dados da publicação que transcreveu a legislação. Notas informativas relativas a outros dados necessários a identificar o trabalho. BRASIL. Secretaria de educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos parâmetros Curriculares Nacionais/Secretaria de Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF. 1997,126p. AUTOR. Título do artigo. Título da Revista, local de publicação, volume, número, páginas inicial-final, mês (abreviado) e ano de publicação. Data. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia/mês/ano. NETO, M. F. de S. O ofício, a oficina e a profissão: reflexões sobre o lugar social do professor. Cadernos Cedes, Campinas, v. 25, n°. 66, p. 1-7, mai./ago. de 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em 24/11/2014. 88 TESTE DE CONHECIMENTOS – UNIDADE IV: 01) Em relação aos tipos de conhecimentos, analise a afirmativa a seguir e marque a resposta correta: Conhecimento que é racional, sistemático, objetivo, verificável, exato e explicativo, cujo levantamento é baseado em métodos e técnicas. a) Filosófico. b) Teológico. c) Cientifico. d) Empírico. e) Experiencial. 02) Entre as características citadas, marque a que não corresponde às necessárias para que um trabalho seja considerado científico. a) O trabalho científico deve seguir um padrão pré-determinado e cumprir as exigências as quais deve se submeter. b) As instituições de ensino não podem determinar normas para a elaboração do trabalho de conclusão de curso (TCC). c) Deve serembasado no raciocínio lógico e ter como ponto de partida um problema levantando em relação ao tema escolhido. d) Deve seguir métodos e técnicas científicas, apoiados na fundamentação teórica. e) Um trabalho para ser considerado científico deverá seguir o rigor científico e a ética intelectual 03) Complete a sentença: O TCC é um texto _______________ elaborado pelo aluno ao término do seu curso e sob a _______________ de um professor especialista, mestre ou doutor na área relacionada ao tema escolhido por ele. Pelo fato do TCC ser considerado um trabalho de _____________ científica é um dos instrumentos de _____________ de conclusão de curso e, portanto, o título de graduado (licenciatura ou bacharel) ou de pós-graduado (especialista, mestre, doutor ou pós-doutor) está condicionado à sua _________________. a) Científico, observação, cunho, avaliação, realização. b) Acadêmico, observação, iniciação, avaliação, aprovação. 89 c) Acadêmico, orientação, cunho, aprovação, realização. d) Científico, orientação, iniciação, avaliação, aprovação. e) Científico, orientação, iniciação, avaliação, aprovação. 04) As normas da ABNT para serem utilizadas em trabalhos científicos são as que tratam: a) Das referências bibliográficas, das citações, da quantidade de páginas necessárias, da conclusão, dos títulos de lombada, do preparo e apresentação. b) Das referências bibliográficas, do tema, das citações, da numeração sucessiva, do resumo, da justificativa, do preparo e apresentação. c) Das referências bibliográficas, do tema, da numeração sucessiva, do resumo, dos títulos de lombada, do preparo e apresentação. d) Das referências bibliográficas, das citações, da numeração sucessiva, do resumo, dos títulos de lombada, do preparo e apresentação. e) Das referências bibliográficas, do tema, dos objetivos, da numeração sucessiva, do resumo, dos títulos de lombada, do preparo e apresentação. 05) Segundo a ABNT, o artigo científico é um texto que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento. Em relação ao artigo científico, marque a opção correta: a) O artigo científico é o resultado final de uma investigação ou estudo sobre determinado tema e de um ou mais questionamentos a respeito do mesmo. b) O artigo científico pode versar sobre o estudo de um fato, situação ou fenômeno; uma descoberta e suas causas ou consequências; dar uma nova versão sobre um dado assunto; difundir ideias novas; buscar soluções para questões controversas; entre outras. c) A finalidade do artigo é divulgar e tornar conhecido o estudo realizado, a problemática pesquisada, sua base teórica, a metodologia utilizada e os seus resultados. d) Não existe uma norma nacional sobre o número de página que um trabalho científico deva ter, pois isso irá depender do tema pesquisado e da profundidade da pesquisa realizada. No entanto, é muito difícil obter um trabalho de qualidade em oito ou nove páginas apenas. 90 e) Todas as alternativas anteriores estão corretas. 06) Segundo Lakatos & Marconi (2001), o tipo de abordagem adotada no artigo pode ser: a) Teórica, Classificatória e Analítica. b) Teórica, Metódica e Analítica. c) Teórica, Classificatória e Explicativa. d) Dissertativa, Classificatória e Analítica. e) Dissertativa, Explicativa e Analítica. 07) Para que o artigo tenha um mínimo de qualidade e de cientificidade é necessário na sua construção observar certas regras, que são (Azevedo, 2001), exceto: a) Impessoalidade, objetividade, cientificidade. b) Concisão, descrição e análise. c) Clareza, precisão, originalidade. d) Concisão, encadeamento, correção gramatical. e) Fidelidade, vocabulário técnico e criatividade. 08) Os elementos obrigatórios de um artigo científico são: a) Título; identificação do autor e minicurrículo; resumo e palavras-chave; introdução; desenvolvimento; discussões e resultados (quando necessário); e conclusão. b) Título; identificação do autor e mini currículo; resumo e palavras-chave; introdução; desenvolvimento; conclusão, cronograma e referências bibliográficas. c) Título; identificação do autor e mini currículo; resumo e palavras-chave; introdução; desenvolvimento; discussões e resultados (quando necessário); conclusão e referências bibliográficas. d) Título; mini currículo; resumo; introdução; desenvolvimento; conclusão e referências bibliográficas. e) Título; identificação do autor e mini currículo; resumo; introdução; desenvolvimento; local onde a pesquisa será implantada, conclusão e referências bibliográficas. 91 09) Em relação aos elementos do TCC, marque a opção errada: a) O título deve estar relacionado ao conteúdo do trabalho que os autores pretendem repassar. b) Não se deve confundir tema com título, pois o tema é mais abrangente, enquanto que o título é bem mais específico. c) O título não é o resumo do trabalho. d) O título deve ser objetivo e esclarecedor da natureza do trabalho. e) Não é necessário que o título esteja diretamente relacionado ao tipo de informação a ser repassada, podendo ser mais abrangente. 10) As normas para o Resumo são, exceto: a) Deve conter no máximo 250 palavras. b) Deve vir também, obrigatoriamente, na língua inglesa (Abstract), tendo o objetivo de ampliar a sua divulgação. c) Deve vir em um único bloco, ou seja, sem parágrafo. d) Deve ser uma síntese clara, concisa e direta da pesquisa. e) Deve conter a síntese do(s) objetivo(s), do referencial teórico, da metodologia utilizada para solucionar o problema, da justificativa e dos resultados alcançados. 11) A Introdução é uma das partes do trabalho científico que deve conter todos os itens citados abaixo, exceto: a) Uma exposição clara e sucinta do tema, apresentando-o de forma global. b) As delimitações estabelecidas na abordagem do assunto. c) Os objetivos e a justificativa do autor para realizar a pesquisa, apontar as questões para qual o autor buscará as respostas e a metodologia utilizada. d) Deve ser redigida em até cinco páginas, englobando itens e subitens. e) Deve constar o problema estudado (o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodologia utilizada (como os objetivos foram atingidos). 12) O Desenvolvimento é a parte principal do trabalho científico, sendo que ele deve conter, exceto: a) A exposição do assunto baseada na bibliografia escolhida. 92 b) A exposição e discussão das teorias adotadas para a resolução do problema levantado. c) A apresentação dos argumentos teóricos que dão sustentação ao seu posicionamento perante o problema. d) A opinião pessoal do pesquisador sobre os estudos do tema feito pelos autores citados. e) A explicação de argumentos teóricos sobre o fenômeno ou fato que a pesquisa relata. 13) Em relação ao elemento componente do trabalho científico Discussões e Resultados, marque a opção errada: a) Deve constar de todo o trabalho científico, pois é parte componente obrigatória. b) Nessa parte deve ser descritos os métodos utilizados para a coleta, registro e avaliação dos dados e para a obtenção das informações. c) Deve conter a descrição do tipo e a quantidade de variáveis ou observações adotadas. d) É típico dos trabalhos que realizam pesquisa onde ocorre o levantamento de dados, o seu tratamento e a sua exposição. e) Deve conter os métodos empregados na coleta de dados, o seu registro e a avaliação dos mesmos. 14) Em relação à parte do trabalho científico Conclusão, marque a opção errada a) Essa parte deve conter a resposta para oproblema levantado na pesquisa e a confirmação ou não das hipóteses enumeradas e dos objetivos do estudo. b) O texto deve ser claro e conciso, porém baseado nos resultados que a pesquisa apresentou. c) Nessa parte, o autor não poderá emitir sua opinião, apenas transcrever os resultados alcançados com a pesquisa. d) Se os resultados não foram totalmente conclusivos, isso deve ser esclarecido. e) Não é permitido que na Conclusão seja incluído novos dados ou citações de autores, pois isso indica o reinício da discussão. 93 15) Em relação ás Referência Bibliográficas, marque a opção errada: a) É a enumeração de toda a bibliografia utilizada na preparação e elaboração do trabalho. b) É uma listagem dos livros, artigos e outros trabalhos científicos utilizados no artigo e que pertencem a outros autores. c) As referências devem ser apresentadas em ordem alfabéticas, independente do fato de se tratar de livro, artigos, jornais, periódicos, entre outros. d) Um trabalho científico deve ser apoiado, principalmente, por autores que tiveram seu trabalho publicado (livros). e) Não é permitindo, em hipótese alguma, citar jornais e revistas não científicos e publicações de sites não acadêmicos. 94 NIDADE V: CUIDADOS PARA PESQUISADORES INICIANTES. Todas as normas citadas anteriormente contêm as regras principais para que um texto possa ser considerado científico. No entanto, é fácil perceber através dos TCC que boa parte dos alunos não lê os manuais de normalização do TCC das faculdades ou os recomendados por ela. Lembramos que se o texto não estiver dentro das padronizações necessárias, não é considerado científico, o que impede a obtenção da aprovação. Outro fator a ser realçado é a dificuldade que boa parte dos alunos possui de escrever um texto científico com ideias claras, concisas e dentro de um padrão científico mínimo. O que se percebe no TCC é a utilizada demasiada de citações diretas, o que torna o texto muito mais de terceiros (autores) do que do próprio aluno, como já falado. Recomenda-se que o aluno leia o que o autor está dizendo, analise e transcreva as ideias com suas palavras, ou seja, que faça uma citação indireta. Também, o plágio é uma ação comum entre os alunos, o que pode ter consequências graves quando comprovado, tais como o cancelamento do diploma e até implicações jurídicas (direitos autorais). Atualmente é muito fácil comprová-lo, pois existem softwares que verifica para o professor da banca4 a autenticidade do texto, sendo que em caso de plágio a reprovação é sumária. Os comentários acima foram feitos na intenção de alertar os alunos do Instituto Cotemar sobre as implicações da não leitura do manual de trabalhos científicos e da displicência em realizar o TCC. Portanto, as normas para a realização do mesmo não são contornáveis, mas sim uma exigência do IBICT, da Fundação Biblioteca Nacional, da ABNT, do MEC e da sua Faculdade ou Universidade, que devem ser obrigatoriamente respeitadas e seguidas. 4 Banca de TCC: uma banca é composta, normalmente, por dois professores convidados (especialista, mestre ou doutores na área do tema) e o orientador do aluno (defesa do mesmo). As funções dos professores convidados é ler seu TCC, ver se estão dentro das normas ABNT, se é um trabalho de cunho científico, levantar os erros e dar recomendações, enfim, aprovar, aprovar com restrições a serem corrigidas ou não aprovar o aluno. U C 95 Nesse subitem iremos enumerar algumas normas básicas e dicas que ajudem o pesquisador iniciante a conduzir sua pesquisa. 5.1. NORMAS BÁSICAS DE CONDUÇÃO DA REDAÇÃO: i. Ser exato; ii. Escrever com simplicidade, mas aplicando as regras gramaticais; iii. Ter clareza e objetividade, apresentando as ideias de forma lógica e coerente, evitando alongar demasiadamente o texto; iv. Escrever de forma impessoal, evitando verbos na primeira pessoa do singular (eu); v. Utilizar linguagem objetiva e direta; vi. Dar fluidez ao texto, articulando os parágrafos e o encadeamento do texto; vii. Cuidado com os termos nunca, sempre, totalmente, entre outros, pois eles generalizam uma situação ou fato, o que nem sempre é verdade como, por exemplo, “a inclusão escolar irá solucionar os problemas enfrentados pelos portadores de necessidades especiais”, o que não é verdade. O correto seria “a inclusão escolar pode contribuir para diminuir os problemas enfrentados pelos portadores de necessidades especiais”; viii. Evitar expressões chulas, gírias, jargões, pouco científicas ou que reflitam o senso comum; ix. As frases/períodos não devem ser muito longas, pois tende a dificultam a compreensão. Portanto, tente dividi-la utilizando o ponto, mas fique atento ao sentido. Também, não se devem construir frases ou períodos muito curtos (duas ou três linhas), pois denotam pouco conhecimento ou dão ao texto uma aparência de uma história infantil; x. A linguagem científica prima pelo equilíbrio, portanto evite exageros de expressão ou de adjetivos como, por exemplo, dizer que houve uma “profunda” mudança na empresa (ocorreu de fato?) ou o artigo permitirá “sanar totalmente” o problema da inclusão escolar, entre outros; 96 xi. O uso de termos técnicos deve ser bastante criterioso, pois poderá tornar o texto incompreensível. Lembre-se que o artigo pode ser lido por muitas pessoas, especialistas e leigos, e todos devem ter, no mínimo, uma noção do que ele diz; xii. Qualquer tipo de texto deve ter uma qualidade ortográfica e gramatical mínima, sendo necessário que o autor utilize de forma correta a pontuação (vírgula, dois pontos e ponto final, principalmente), a concordância verbal, a acentuação (acento agudo, circunflexo, til e crase, principalmente). Caso tenha dificuldades, recomenda-se que procure um professor de português que faça a revisão gramatical e ortográfica por ele, o que é permitido. 5.2. EXPRESSÕES LATINAS UTILIZADAS EM ARTIGOS. É comum ver citações latinas em trabalhos científicos. No entanto, o aluno deve saber o significado delas para não emprega-las de forma errada, como é comum. Dentre as expressões latinas, mas mais usadas são: i. in: significa "em". ii. et al. (et alli): significa "e outros". A expressão é utilizada quando a obra possui muitos autores como, por exemplo, em uma obra escrita por Maria Teresa Montoan, L. A. Martins Azevedo, Paulo Freire e Mário Cortella, cita-se da seguinte forma: MONTOAN, Maria Teresa et al; iii. apud: significa citado por, conforme ou segundo. É utilizada para informar que a frase que foi transcrita de uma obra de um determinado autor (Moraes) na verdade pertence a outro (Pereira). Ex.: (PEREIRA apud MORAES, 2010, p. 100), ou seja, Pereira “citado por" Moraes. Deve-se atentar para quem cita quem, pois é muito comum os alunos inverterem os autores; iv. idem ou id: significa "igual a anterior"; v. ibid ou ibdem: significa "na mesma obra"; vi. sic (assim) ou ipsis litteris (literalmente) ou ipsis verbis (verbalmente): expressa que o texto foi transcrito com fidelidade, mesmo que possa parecer estranho ou que possua erros de linguagem; vii. opus citatum ou op. cit.: significa "obra citada"; 97 viii. passim: significa "aqui e ali". É utilizada quando a citação se repete em mais de um trecho da obra; ix. supra: significa "acima", referindo-se a nota imediatamente anterior como, por exemplo: [...] na obra supra citada. 5.3. DICAS GERAIS: i. Livrossão normalmente mais confiáveis do que qualquer outro tipo de texto, pois há exigências rígidas para que possam ser publicados, o que evita que contenham dados errados ou imprecisos; ii. Reportagens de jornais não possuem o cunho científico, portanto, deve-se ser muito criterioso ao usá-las em trabalhos científicos; iii. Verificar os tempos verbais. Primeiro foi feito a investigação bibliográfica e vivenciado o momento de levantamento de dados ou observação de certo fato para depois escrever o artigo. Assim, fala-se: o artigo tem por objetivo (tempo presente); observou-se (tempo passado) através dos dados levantados (passado); espera-se que venha (futuro) a trazer contribuições, etc.; iv. Para saber se um texto é bom, se deve analisar as fontes bibliográficas citadas pelo autor, o que permitirá ter ideia da qualidade do mesmo; v. Evite citar autores que foram citados por outro autor como, por exemplo: Martins (2009) in Azevedo (2011, p. 45). O melhor é ler o livro ou capítulo do livro do Martins; vi. Como qualquer um pode publicar textos na internet, recomenda-se saber mais a respeito do autor e sua obra; vii. O aluno deve preparar-se para a apresentação oral e distribuir o trabalho na seguinte sequência: Objetivo, Introdução, Metodologia, Resultados e discussões e Conclusões. Não é obrigatório conter o Resumo e as Referências, mas é melhor apresenta-las também. Também é de bom tom que esteja adequadamente trajado; xiii. Os trabalhos sem referências bibliográficas ou até mesmo com duas ou três não são considerados de cunho científico e correm o risco de serem vistos como obras de ficção, pois não possuem sustentação teórica. Recomenda-se 98 a citação e leitura de, no mínimo, quinze (15) obras, sendo a maioria delas livros (60%); xiv. Evite dar opiniões pessoais (permitido apenas na Conclusão), principalmente as quais não podem ser comprovadas pelos resultados do trabalho; xv. Defina as abreviaturas na primeira vez em que forem citadas como, por exemplo: Ministério da Educação – MEC. A partir dessa primeira citação, no restante do texto pode aparecer apenas a abreviatura; xvi. Use subtítulos para separar os componentes do trabalho. Capítulos são usados em trabalhos maiores como a monografia, a dissertação e a tese; xvii. Não se deve repetir palavras, especialmente verbos e substantivos. Deve-se usar sinônimos; xviii. Evite usar muitas citações diretas, preferindo as indiretas, ou seja, opte por interpretar as ideias do autor, tornando seu trabalho mais rico e apreciável. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002. ______. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. Rio de Janeiro, 2012. ______. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro, 2012. ______. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. ______. NBR 6029: apresentação de livros e folhetos. Rio de Janeiro, 2006. ______. NBR 10520: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 99 ______. NBR 10719: apresentação de relatório técnico-científicos. Rio de Janeiro, 2011. ______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011. ______. NBR 15287: informação e documentação: projeto de pesquisa: apresentação. Rio de Janeiro, 2011. ______. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007. ______. Métodos e técnicas da pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999. ______. Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2006. ALMEIDA, Maurício B. Noções básicas sobre metodologia de pesquisa científica. Belo Horizonte: DTGI-ECI/UFMG. Disponível em: <www.eci.ufmg.br/mba. Acessado em: 17 dez./2014. AZEVEDO, Israel Belo. O prazer da produção científica: descubra como é fácil e agradável elaborar trabalhos acadêmicos. 10. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. BARBA, Clarides Henrich. Orientações básicas na elaboração do artigo científico. 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UNIDADE I – CIÊNCIA E CONHECIMENTO. 1- c 2- d 3- d 4- e 5- a 1- b 2- a UNIDADE II - A PESQUISA E OS NOVOS CONHECIMENTOS. 1- c 2- e 3- a 4- b 5- e 6- c 7- c 8- c 9- e 10- b 11- (4, 6, 1, 11, 5, 7, 3, 9, 2, 10, 8). 12- b 13- c 14- e 15- b 16- d 17- a 18- e 19- c 20- b UNIDADE III - O PROJETO/PLANO DE PESQUISA. 1- c 2- b 3- c 4- d 5- e 6- d 7- c 8- e 9- b 10- d 11- b 12- e 13- d 14- a 15- 2, 1, 4 e 3 16- e 17- e UNIDADE IV - O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO. 1- c 2-b 3- e 4- d 5- e 6- a 7- b 8- c 9- e 10- b 11- d 12- d 13- a 14- c 15- e