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Gustavo Henrique Ferreira da Silva RA20109323146 Diversas empresas, em específico a Unilever, vem reajustando seu posicionamento no mercado a partir dos estudos arquétipos – padrões que definem o comportamento humano. De acordo com a "teoria dos arquétipos" do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, esses padrões se firmam no inconsciente e dão origem tanto às fantasias individuais quanto às mitologias de um povo. O termo “arquétipo” tem suas origens na Grécia antiga, as palavras raiz são archein que significa “original ou velho” e typos que significa “padrão, modelo ou tipo”, o significado combinado é “padrão original” do qual todas as outras pessoas similares, objetos ou conceitos são derivados, copiados, modelados, ou emulados. O psicólogo Carl Gustav Jung usou o conceito de arquétipo em sua teoria da psique humana, ele acreditava que arquétipos de míticos personagens universais residiam no interior do inconsciente coletivo das pessoas em todo o mundo, arquétipos representam motivos humanos fundamentais de nossa experiência como nós evoluímos consequentemente eles evocam emoções profundas. A concepção da psicologia analítica sobre os arquétipos surgem com as contribuições de Jung. Para ele, que foi um dos psiquiatras mais importantes de sua época, este termo serve para explicar as estruturas inatas. Essas, por sua vez, servem como protótipos para a expressão e desenvolvimento da psique. O estudioso cria, portanto, a ideia de conjunto de “imagens primordiais”, que são inventadas e alimentadas como verdade de uma geração para outra. Por exemplo, as ideias que as pessoas possuem de herói, ladrão, morte etc., são praticamente as mesmas. Essas ideologias existem e se assemelham mesmo em lugares diferentes, com culturas, religiões e crenças divergentes. Atualmente, além da filosofia, narratologia e psicologia, esse termo também pode ser aplicado na publicidade, filmes e outros meios ao redor da sociedade. Criada na década de 20 e presente a 85 anos na vida dos brasileiros, a Unilever é uma empresa global de produtos com giro rápido. Seu propósito é tornar a vida saudável algo comum, com marcas que transformam comportamentos e até hoje tem lugar cativo em nossa memória afetiva - e em nossa casa. A cinquentenária marca de sabão em pó Omo sempre assumiu uma postura assertiva, adotando slogans como "o branco cada vez mais branco", "o branco total radiante", "o branco exclusivo". Até que, nos últimos três anos, ciente da mudança de comportamento da consumidora, decidiu deixar a racionalidade de lado para valorizar as relações humanas, o estar junto e a liberdade com prazer. Em suma, abandonou o arquétipo de "Zeus", o deus dos deuses, todo autoconfiante, para ficar entre "Hera", a deusa mãe, e "Afrodite", a divindade do amor e do prazer. Sai de cena a dona de casa incansável na busca pelo branco, para dar espaço à profissional que deseja aproveitar cada momento ao lado dos filhos, sem se preocupar com manchas na roupa. Nasce o bordão "porque se sujar faz bem". Segundo a TNS, a maior empresa de pesquisa de mercado customizada do mundo, quando corretamente empregados, os arquétipos podem suscitar um forte desejo de consumo. No Brasil, onde a metodologia foi adotada há cinco anos, a TNS atende marcas da Unilever, como Omo, Dove e mais recentemente Hellmann's. O posicionamento da tradicional marca de maionese, por sinal, está sendo revisto para adotar uma postura cada vez mais jovem e saudável, a exemplo do arquétipo de "Afrodite". Outros grandes anunciantes, como Johnson & Johnson e GlaxoSmithKline (com o antiácido Eno), também contrataram a TNS com pretensões semelhantes. Qual o sentido que empregamos ao ato de beber uma cerveja? Muito se fala que esse produto serve para “matar a sede”. Mas também, para satisfazer a necessidade de estar num determinado grupo, uma vez que, ao consumir a bebida alcoólica o indivíduo, normalmente, fica rodeado por um grupo, seja ele de amigos, colegas ou familiares. Ele se insere no contexto. As duas respostas podem justificar o ato de beber cerveja. São justificativas criadas, aceitas e reproduzidas para as gerações mais novas. Portanto, são arquétipos utilizados para influenciar pensamentos e desencadear reações favoráveis a determinadas situações, no caso citado, a beber com os amigos. Assim, pode-se dizer que essa expressão se refere a algo que tem uma marca desde o princípio, ou seja, que arquétipo é o mesmo que antigas impressões sobre determinadas coisas. Levando em consideração a teoria de Jung e os exemplos apresentados, entendemos que com o programa “Senhor Estagiário” a Unilever quer que os estudantes seniores através de suas experiências e vivências, influenciem os mais jovens, possibilitando o melhor reconhecimento da marca entre si. Referências: https://www.abras.com.br/clipping.php?area=7&clipping=6847 https://www.estudopratico.com.br/entenda-o-que-sao-os-arquetipos-e-como-se-aplicam/ https://www.psicanaliseclinica.com/teoria-junguiana/ https://www.psicologiasdobrasil.com.br/carl-gustav-jung-os-doze-arquetipos-comuns/ https://www.unilever.com.br/ 1