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Profª Thamy Braga 
 
 Preparo e acondicionamento 
dos produtos de acordo com o 
processamento escolhido em 
invólucro compatível com o 
processo e com o próprio 
material. 
 Objetivo 
 Manter a esterilidade do produto 
no que se refere ao uso 
pretendido, à vida útil, às 
condições de funcionalidade, à 
proteção apropriada para 
transporte e armazenagem até 
utilização. 
 Lavar as mãos antes de iniciar 
 Inspecionar o produto, verificando limpeza, 
integridade e funcionalidade 
 Selecionar a embalagem de acordo com o 
processo, peso e o tamanho do item 
 Avaliar a necessidade de utilização de 
embalagens duplas 
 Realizar o ajuste perfeito de embalagens duplas. 
 Embalagem com: descrição do conteúdo, método 
de esterilização, controle do lote, data da 
esterilização, data de validade e nome do 
preparador 
 
As informações devem constar de uma fita ou 
de uma etiqueta adequada, não devendo ser 
anotadas diretamente no invólucro. 
Observar se a selagem está íntegra, pois 
falhas nesta etapa permitem entrada de 
microrganismos 
 Remover o ar do interior das embalagens 
Adotar técnica de empacotamento 
universalmente aceita 
Deve-se considerar a compatibilidade com o 
método de esterilização e garantia da 
esterilidade do produto. 
Deve permitir a entrada e saída do ar e do 
agente esterilizante e impedir a entrada de 
microrganismos. 
 Tem o objetivo de manter a esterilidade do 
artigo durante o transporte e 
armazenamento até o momento de sua 
utilização. 
NBR 14028 
NBR 13734 
NBR 13917 
 Especificações sobre tipo 
de tecido e gramatura. 
VANTAGENS 
 Apropriada ao método 
de esterilização por 
autoclave a vapor. 
 Resistente 
 Maleável 
 Inodora 
 Favorecer a 
transferência do 
conteúdo 
 Não possuir 
componentes tóxicos 
 
DESVANTAGENS 
 Incompatível com 
métodos químicos. 
(ETO/H2O2/ 
Formaldeído) 
 Não é repelente à 
líquidos 
 Difícil controle da 
forma e nº de 
Reprocessamento 
 Difícil visualização da 
quebra de barreira. 
 
 
VANTAGENS 
 Compatibilidade 
vapor, ETO, 
formaldeído, 
peróxido de 
hidrogênio 
 Eficiente filtragem 
microbiana (91-96%) 
 Resistente 
 Facilidade na 
manipulação 
 Impermeável 
 
DESVANTAGENS 
Não evidencia 
quebra de 
integridade. 
VANTAGENS 
Compatibilidade 
vapor, ETO, gás de 
formaldeído, 
radiação 
Baixo custo 
Disponibilidade em 
várias formas e 
tamanhos 
 
DESVANTAGENS 
 Incompatível: calor 
seco e plasma de 
peróxido de 
hidrogênio 
Artigos pesados e 
pontiagudos/ 
danificar 
embalagem. 
Papel permeável. 
 
VANTAGENS 
 Eficiência de 
filtragem 
microbiana (98-99%) 
 Compatibilidade 
com vapor, ETO, gás 
de formaldeído, 
radiação 
 Biodegradável 
 hidrorepelente 
 
DESVANTAGENS 
Menor resistência à 
tração 
 É composto de fibras 
finas de polipropileno 
de alta densidade 
formados pela ação do 
calor e pressão 
VANTAGENS 
 Compatibilidade ETO, 
gás de formaldeído, 
radiação, peróxido de 
hidrogênio 
 Superior resistência 
 Excelente barreira 
99% 
 Selagem resistente 
 Visualização do 
conteúdo interno 
(produto) 
 Disponível em várias 
formas e tamanhos 
DESVANTAGENS 
 Alto custo 
 Incompatível com 
calor seco 
 Incompatível com 
temperaturas 
superiores a 126ºC. 
 
 Finalidades 
 Manter esterilidade durante o transporte; 
 Minimizar a contaminação do meio ambiente; 
 Economizar espaço no armazenamento; 
 Possibilitar a codificação dos materiais por placas 
coloridas; 
 Estocar materiais por várias semanas; 
 
VANTAGENS 
Compatibilidade 
c/vapor, ETO, gás 
de formaldeído, 
peróxido de 
hidrogênio, 
radiação 
Rígidos 
> tempo de 
validade 
 
DESVANTAGENS 
Adequação da 
autoclave para o 
processo de 
esterilização 
eficiente 
Alto custo 
 
A selagem é também considerada como um 
aspecto crítico para a conservação da 
esterilidade dos artigos. 
As seladoras devem possuir regulagem de 
temperatura e controle de solda, promover 
fechamento hermético da embalagem com 
garantia de integridade. 
 Recomendações: 10mm de largura, 3cm 
distante da borda, sem queimar ou enrugar. 
 
 
 Processo que elimina a maioria ou todos os 
microrganismos patogênicos, exceto os 
esporos bacterianos, em objetos inanimados. 
Objetivo 
 Garantir o manuseio e utilização segura do 
produto para saúde de um paciente a outro 
diminuindo os riscos de contaminação 
 Fatores que afetam a desinfecção 
 Limpeza prévia, presença de carga (in)orgânica, 
tipo e nível de contaminação microbiana, 
concentração e tempo de exposição ao 
germicida, configuração do produto, pH e dureza 
da água. 
 Relacionada com a ação germicida do 
processo. 
 
Desinfecção de alto nível 
 
Desinfecção de nível intermediário 
 
Desinfecção de baixo nível 
Desinfecção de baixo nível: elimina bactérias, 
vírus e fungos; não tem ação contra esporos, mas 
não elimina micobactérias e o bacilo da tuberculose; 
O composto mais comumente utilizado é álcool 
etílico, hipoclorito de sódio 0,025% - 30 minutos. 
EPI 
 
 Desinfecção de nível médio: elimina bactérias, a maioria dos 
vírus, fungos e micobactérias; não destrói esporos. 
Hipoclorito de sódio 1% - 30 minutos. EPI 
 
 Desinfecção de alto nível: destrói todas as bactérias, 
micobactérias, fungos, vírus e parte dos esporos. O enxágue 
deve ser feito com água estéril e a manipulação deve seguir o 
uso de técnicas assépticas. 
 
 
 
 
 Eliminar Mycobacterium 
tuberculosis e enterovirus e 
outras bactérias vegetativas, 
fungos e vírus pouco 
resistentes. 
 
 Aplicada em artigos 
semicríticos. 
 
 Agentes utilizados: 
glutaraldeído e ácido 
peracétidco. 
 
Glutaraldeído 2% (20 – 30 minutos). Portaria n0 3/2006. 
EPI ( Máscara de filtro químico, avental impermeável, óculos, 
luva de borracha cano longo, botas) – vapores: irritação nos 
olhos, nariz e garganta/ corrosivo para alguns artigos de 
metal. Validade 14 ou 28 dias. 
 
Ácido Peracético 0,2% - 10 minutos. (Atóxico e sem efeito 
residual) Não corrosivo/ EPI. Validade 30 dias. 
 
 
O método de desinfecção deve ser escolhido 
de acordo com as características do artigo. 
Desinfecção física 
 Compreende a exposição do artigo a agentes 
físicos, geralmente o calor úmido, numa 
temperatura entre 70 e 100°C por mais de 5 
minutos. 
 Pasteurização 
Desinfecção química 
 Utiliza produtos químico-desinfetantes cujos 
princípios ativos devem atender à legislação 
sanitária vigente. 
 
Esterilização é o processo pelo qual os micro-organismos 
são mortos a tal ponto que não seja mais possível detectá-los 
no meio de cultura padrão no qual previamente haviam 
proliferado. 
Um artigo é considerado estéril quando a probabilidade de 
sobrevivência dos micro-organismos que contaminam é 
menor do que 1:1.000.000 (GRAZIANO; SILVA; BIANCHI, 
2000) 
 
 
A atividade dos agentes esterilizantes depende de 
inúmeros fatores, alguns inerentes às qualidades 
intrínsecas do organismos e outros dependentes das 
qualidades físico-químicas do agente ou fatores 
externos do ambiente. 
 
- Número e localização de microrganismos 
- Resistência inata dos microrganismos 
- Concentração e potência do agente germicida 
- Fatores físicos e químicos 
- Matéria orgânica 
- Duração da exposição 
 
PODE SER REALIZADA POR: 
 
 Processos físicos: 
–Vapor saturado sob pressão (autoclave) 
–Calor seco (estufa) 
–Radiação (raios gama - cobalto 60) 
 
 Processos químicos: 
–Grupo dos aldeídos (glutaraldeído e formaldeído) 
–Ácido peracético 
 
 Processos físico-químicos: 
–Óxido de etileno (ETO) 
–Plasma de peróxido de hidrogênio 
–Paraformoldeído (pastilhas) 
 
Calor seco (estufa) – Não recomendável 
Caiu em desuso, pois as pesquisas colocam em 
dúvida a sua efetividade. O processo de 
esterilização ocorre com o aquecimento dos 
artigos por irradiaçãodo calor das paredes 
laterais e base da estufa, com conseqüente 
destruição dos MO por desidratação das células. 
O calor seco tem baixo poder de penetração, 
pois se faz de forma irregular e vagarosa, 
necessitando de longos ciclos de exposição. 
 
Materiais: termo resistente, como: instrumentais, materiais 
inoxidáveis, óleos e pós. 
 
Embalagem: caixa de aço inoxidável de paredes finas ou de 
alumínio. Lacrar as caixas com fita de indicador químico. 
 
Temperatura e tempo de exposição: varia de acordo com 
o tipo de material e com a validação especifica. Para 
instrumentais recomenda-se 205° C por 120 min. e para 
óleos e pós 160° C por 120 min. 
 
Cuidados recomendados: evitar o centro da estufa (pontos 
frios), deixar espaço entre as caixas e não encostá-las na 
parede. 
 
É altamente eficiente pelo seu poder de penetração 
realizado por autoclaves. O vapor saturado, ou seja, 
de temperatura equivalente ao ponto de ebulição da 
água, na pressão atmosférica de 1 a 1.8, é o meio de 
esterilização mais econômico para materiais termo 
resistentes. 
 
• 
Processos físicos - Esterilização por vapor saturado 
sob pressão 
 
# Vapor: (esporos 
necessitam de calor 
e umidade), 
temperatura e 
pressão (121ºC a 
134ºC e o tempo 
(15 a 30 minutos) 
Mecanismo de ação: O processo baseia-se na 
transformação de água em vapor, sob a mesma 
temperatura. A atividade de esterilização tem como 
princípio de morte celular a termo coagulação das proteínas 
bacterianas, através do calor, de modo que o 
microorganismo perde suas funções vitais e morre. 
 
Embalagens: algodão cru, papel grau cirúrgico, papel 
crepado caixa metálica perfurada e Kraft. Dispor os 
pacotes de modo vertical, para facilitar a entrada, 
circulação do vapor, bem como a eliminação do ar. 
Temperatura indicada: 121 a 132° C 
 
Tempo de exposição: de acordo com a natureza do 
material (15 a 30 min.); 15 min. para materiais mais 
sensíveis ao calor como luvas, extensões de borracha, entre 
outros e 30 min. para materiais mais resistentes ao calor 
como instrumentais, vidros, roupas, entre outros. 
 
Gravitacional: A injeção do vapor na câmara força a 
saída do ar frio por meio de uma válvula localizada na 
parte inferior. 
 
Desvantagens: formação de bolhas de ar no interior do 
pacote e tempo mais longo para penetração do vapor 
 
Pré-vácuo: por meio de uma bomba de vácuo contida 
no equipamento, o ar é removido do artigo e da câmara. 
Pode ser um pulso ou em três ciclos pulsáteis – favorece 
a penetração mais rápida do vapor. Após a esterilização, a 
bomba de vácuo faz a sucção do vapor e da umidade 
interna da água – para secagem mais rápida 
 Vantagens da esterilização por vapor 
saturado sob pressão 
 É adequada para todos os artigos críticos e 
semicríticos termorresistentes e de líquidos, 
desde que para esses não se realize a fase de 
secagem. 
 Possibilita utilização de todos os tipos de 
embalagens, com exceção de caixas de alumínio 
 É de fácil operação 
 Tem custo acessível 
 Possui ciclo rápido 
 Não é tóxica para o operador 
 Colocar 80% da capacidade – 
pacotes em posição vertical. 
 Fazer cargas separadas de roupas 
e de instrumentos. Se não for 
possível, colocar os pacotes de 
roupa na parte superior e os 
instrumentos na parte inferior 
 Evitar que os pacotes, 
principalmente os que contém 
borracha, encostem na parede da 
autoclave 
 Seguir as instruções de operação 
do equipamento 
Observar os registros físicos de tempo, 
temperatura e pressão emitidos pela 
impressora do equipamento em cada ciclo. 
Na ausência do registro pelo equipamento, 
realiza-los manualmente 
Usar luvas próprias (amianto) ao retirar da 
autoclave artigos em caixas metálicas e vidro 
refratário 
 Remover os pacotes esterilizados somente 
quando frio 
Desvantagens 
 Não é adequado para esterilizar pós, óleos e 
graxas. 
 Causa oxidação em determinados artigos de aço 
inoxidável. 
O contato do pacote recém esterilizado 
e ainda quente com superfícies frias 
(uma bancada) promove condensação 
do vapor em seu interior. A 
condensação leva à formação de 
umidade que favorece a passagem de 
microrganismos do meio externo para o 
meio interno do pacote. 
Tempo, temperatura e pressão – impressora ou manual 
 
Indicadores químicos – norma: ISO, 2005; 
 
Indicadores Químicos 
Classe I: Indicadores de processo: Tiras impregnadas com tinta termo-
química que muda de coloração quando exposto a temperatura. 
(fita zebrada) amarelo p/ marrom geralmente 
 Informa que passou pela esterilização 
 usados externamente em todos os pacotes 
 
 evidenciam a passagem do material pelo processo 
 
Indicadores Químicos 
Teste de BOWIE & DICK – Indicadores para uso em testes 
específicos - testa a eficácia do sistema de vácuo da autoclave 
pré-vácuo. 
Classe II: 
 
 verifica a eficiência da bomba de vácuo 
 espera-se mudança uniforme da cor do papel, em toda sua 
extensão 
 recomenda-se que seja feito no primeiro ciclo do dia, com 
equipamento pré-aquecido e com a câmara vazia. 
 caso não haja homogeneidade na revelação, efetuar revisão 
imediata do equipamento 
 
Teste OK Falha no teste 
Indicadores Químicos 
Indicador de parâmetro único Classe III: 
 controla um único parâmetro: a temperatura pré-estabelecida. 
Indicador multiparamétrico – dois ou mais parâmetros 
críticos 
Classe IV: 
 controla a temperatura e o tempo necessários para o processo 
Indicadores Químicos 
Integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do vapor. 
Reagem com todos os parâmetros 
Classe V: 
Classe VI: Indicadores de simulação: Integrador mais preciso por 
oferecer margem de segurança maior. Reage quando 95% do 
ciclo é concluído. 
Resumo : INDICADORES QUÍMICOS 
Classe 1: 
Classe 6: 
Classe 2: 
Classe 3: 
Classe 4: 
Classe 5: 
Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de coloração 
quando exposto a temperatura. 
Teste de Bowie & Dick testa a eficácia do sistema de vácuo da autoclave 
pré-vácuo. Uso diário no 1° ciclo, sem carga, a 134°C por 3,5 a 4 
minutos sem secagem. 
Controla um único parâmetro: a 
temperatura pré-estabelecida. 
Indicador multiparamétrico: 
controla a temperatura e o tempo 
necessário para o processo. 
Integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do 
vapor. 
Intervalo de confiança maior que classe 5. 
 Bowie & Dick Folha Sensor 
Indicadores Biológicos 
 Preparação padronizada de esporos bacterianos autocontidos, 
com suspensões de 106 esporos por unidade de papel filtro. 
Indicam se a esterilização foi efetiva 
Esporos Geobacillus stearothermophilus 
Primeira geração: tiras de papel com esporos microbianos, incubados em 
laboratório de microbiologia com leitura em 7 dias. 
 
Indicadores Biológicos 
Segunda geração: autocontidos com leitura em 24 a 
48 horas pela mudança de cor decorrente da 
mudança de pH do meio. Incubação na própria 
CME 
Terceira geração: autocontidos com leitura em 1 a 
3 horas a 560C. Interação de uma enzima associada 
ao esporo bacteriano com um substrato no meio de 
cultura. Ausência de fluorescência: esporo 
destruído 
 
 Esterilização por óxido de etileno (ETO) 
 Gás incolor, explosivo e inflamável 
 Termossensíveis 
 Portaria Interministerial n0482/1999 
 
 Parâmetros: temperatura (500C a 650C), 
concentração do gás (450 a 1200mg/L) umidade 
(45 a 85%), tempo de exposição e aeração (2 a 5 
horas respectivamente) e pressão interna da 
câmara. 
Alta penetração, difusibilidade – esteriliza artigos 
estreitos, longos (até 2 metros). 
 
Objetivo: saída do ETO residual 
• Etilenocloridrina - produto derivado da reação do 
óxido de etileno com o cloro. 
• Etilenoglicol - produto derivado da reação do óxido de 
etileno com água.Termossensíveis 
Autoclave de peróxido de 
hidrogênio - STERRAD® 
 
Gera plasma por meio do substrato de peróxido de 
hidrogênio bombardeado por ondas de radiofreqüência 
( cada ampola 1,8 ml H2O2) 
 
Curto de 51 min/ Longo de 72 min (lúmens longos > 1m até 2 metros – 
cateteres, extensor de micronubulizador, circuitos respiratórios – Inter 
V) 
Diâmetro interno ≥ 1mm 
No caso > 1m ciclo longo com Difusor/Adaptador (cateteres, 
endoscópios, colonoscópios) – se metal: comprimento 40-50 cm 
 Imersão dos artigos em germicida químico 
Utilizar produtos autorizados e registrados na ANVISA 
Ácido Peracético 
Mistura entre ácido acético, peróxido de hidrogênio 
e água; 
Rápida ação contra todas as formas de 
microorganismos, incluindo esporos microbianos, 
mesmo em baixas concentrações (0,001% a 0,2%) - 
60 minutos; 
Pode ser aplicado em artigos termossensíveis; 
Cuidado: componentes metálicos que não sejam de 
ácido inoxidável. 
DESINFECÇÃO POR ÁCIDO DESINFECÇÃO POR ÁCIDO 
 PERACÉTICO A 0,2% PERACÉTICO A 0,2%
VANTAGENS DESVANTAGENS
• rápido: 10 minutos
• monitoração da [ ]
• enxágüe fácil
• baixa toxicidade
• remove sujidade 
 residual
• rápido: 10 minutos
• monitoração da [ ]
• enxágüe fácil
• baixa toxicidade
• remove sujidade 
 residual
• processo manual
• incompatível com aço
 bronze, latão e ferro 
 galvanizado 
• custo ?
• odor avinagrado
 
• processo manual
• incompatível com aço
 bronze, latão e ferro 
 galvanizado 
• custo ?
• odor avinagrado
 
Tempo de 10 a 12 horas de imersão do artigo na solução 
Para esterilização a frio de artigos críticos termossensíveis, 
como cateteres, drenos, tubos. E para artigos termoresistentes 
como pinças, instrumentos metálicos endoscópios, 
laparoscópicos. 
Não é recomendado: 
 - Monitoramento da concentração, 
 - Manipulação incorreta (contaminação bacteriana – 
infecções pós cirúrgicas), 
 - Limpeza incorreta, 
 - Tempo de imersão por período inferior ao recomendado, 
resistência microbiana ao produto, 
 - Diluição do produto durante a sua utilização ao longo do 
tempo 
 
DESINFECÇÃO POR GLUTARALDEÍDODESINFECÇÃO POR GLUTARALDEÍDO
VANTAGENS DESVANTAGENS
• rápido: 20 - 30 min 
• monitoração da [ ] e ph
• compatibilidade com
 uma grande gama de
 materiais
• custo aceitával
• rápido: 20 - 30 min 
• monitoração da [ ] e ph
• compatibilidade com
 uma grande gama de
 materiais
• custo aceitával
• processo manual
• enxágüe difícil
• toxicidade (inalação)
• fixa sujidade residual
•odor pungente
• processo manual
• enxágüe difícil
• toxicidade (inalação)
• fixa sujidade residual
•odor pungente
ARMAZENAGEM 
 
“Todo material processado deve possuir local adequado 
para armazenagem de forma que não haja risco de 
recontaminação e que facilite a distribuição.” 
 
“O prazo de validade de esterilização está diretamente 
relacionado à qualidade da embalagem e condições de 
armazenagem.” 
 
O local adjacente à área de esterilização, distantes de fonte 
de água, janelas abertas, portas, tubulações expostas e 
drenos 
Trânsito limitado de pessoas, manipulação mínima e 
cuidadosa 
Cuidados com os Artigos Esterilizados 
Condições de estocagem do artigos esterilizados 
 
• Quanto ao ambiente: deve ser limpo; arejado e seco; 
deve ser restrito à equipe do setor. 
 
• Quanto ao artigo: após o processo de esterilização, não 
colocá-lo em superfície fria (pedra ou aço inoxidável ), 
utilizar cestos ou recipientes vazados até que esfriem; 
 
• invólucro (tecido de algodão cru, tecido não tecido, 
papel grau cirúrgico, papel crepado, papel com filme, 
tyvec ou caixas metálicas perfuradas) deve permanecer 
íntegro e ser pouco manuseado para evitar que os 
pacotes rasguem ou solte o lacre; 
 
Cuidados com os Artigos Esterilizados 
Condições de estocagem do artigos esterilizados 
 
 
• ser estocado em armários fechados com prateleiras; 
 
• prateleiras identificadas de modo a facilitar a retirada do 
material; 
 
• material deve ser estocado de acordo com a data de 
vencimento da esterilização para facilitar a distribuição 
e não ficar material vencido no estoque; 
 
• estocar separadamente dos não estéreis para reduzir o 
nível de contaminantes externos. 
 
Tempo de validade de esterilização 
de artigos 
• A validade de esterilização vincula-se ao risco de 
recontaminação, tipo e configuração do material de 
embalagem, número de vezes que é manipulado antes do 
uso. 
• Estocagem em prateleira aberta ou fechada, condições 
ambientais na área de estocagem (limpeza, temperatura e 
umidade). 
• Atualmente é um contra-senso estabelecer prazos genéricos 
por que os fatores contaminantes do ambiente variam entre 
um serviço e outro. 
• Devido às diferenças tanto em tipos de invólucros quanto 
em características de estocagem é impossível recomendar 
tempos de estocagem para itens estéreis que possam ser 
aplicados universalmente (AORN) 
Validação das embalagens-Vida 
de prateleira 
depende dos eventos relacionados 
 
Houve algum evento que agrediu a embalagem? Caiu no 
chão? 
Foi “apalpado”? 
Foi aberto e fechado novamente? 
Foi carregado debaixo dos braços? 
Foi colocado elásticos, barbante? 
Foi “amassado” colocando pesos ou 
 guardados em gavetas apertadas? 
Indefinido tempo de esterilização ? 
 Manual de rotina e procedimentos; 
 Padronização dos processos adotados, 
limpeza,desinfecção e esterilização; 
 Registro diário do processamento de artigos; 
 Programa de manutenção preventiva dos equipamentos; 
 Manual de funcionamento do equipamento; 
 Utilização de indicadores adequados ao processo 
empregado; 
 Barreira fixa até o teto da área suja e limpa.(Consultórios 
e Clinicas); 
 Bancada adequadas para o preparo do material; 
 Local de guarda dos material esterilizado (limpo e 
fechado); 
 Fluxo racional de operacionalização, sem cruzamento de 
artigo contaminado e artigo limpo. 
Aspectos a serem observados: 
 
 Baldes plásticos para desinfecção, enxágue. 
 Recipientes com as soluções ativadas rotulados. 
 Pias específicas para o material e lavagens das mãos com 
sabão liquido e papel toalha. 
 Local separado para o material de limpeza. 
 Pisos, paredes laváveis. 
 Equipamentos (autoclave e estufa)em perfeitas condições 
de funcionamento (registro de manutenção e testes 
químicos e biológicos) – (para artigos não pode autoclave 
vertical). 
 Cronograma de limpeza dos equipamentos (água e sabão) 
 Verificar a existência dos EPIs.

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