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Rev 001– Fev/2009 Março de 2010 TOXICOLOGIA Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Bibliografia Básica LARINI, L. Toxicologia. 3 ed. São Paulo: Manole, 20XX ZANINI, A. C.; OGA, S. Fundamentos de Toxicologia. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2003 Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Avaliação • Provas • Trabalhos em sala de aula • Seminário • Elaboração de artigo segundo normas ABNT Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Definição de Toxicologia Ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes das interações de substâncias químicas com o organismo (ZANINI, A; OGA, S; 2003). Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Introdução Órgãos Públicos Clientes Colaboradores Comunidade Fornecedores Acionistas ENTRADAS SAÍDAS Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Entradas e saídas MATÉRIAS-PRIMAS INSUMOS Produtos Intencionais Produtos não Intencionais PROCESSO Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Entradas e Saídas ENTRADAS SAÍDAS Intencionais Não intencionais ATIVIDADE MEIO AMBIENTE SAÚDE E SEGURANÇA Acidentes, Doenças ocupacionais Resíduos Resultados de ensaios; Resultados de calibrações; Etc Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Rio de Janeiro: em um terreno, a cerca de 50 metros da Linha Amarela - 180kg de cianeto de sódio. Duque de Caxias: em um terreno baldio junto à favela Paraobepa – 50kg de cianeto de sódio. Descarte Irresponsável Tecnologia em Gestão da Produção Industrial QUAL É O NOSSO PAPEL? Tecnologia em Gestão da Produção Industrial QUAL É O NOSSO PAPEL? Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Ambiente global Tecnologia em Gestão da Produção Industrial O Ambiente externo e a organização Mão de obra Tecnologia, Sistema financeiro, etc. Fornecedores ORGANIZAÇÃO Governo Sindicatos Comunidade Consumidores Concorrência Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Componentes de um negócio MEIO AMBIENTE QUALIDADE GESTÃO DO NEGÓCIO SAÚDE SEGURANÇA Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Paracelsus (1491 – 1541) “Todas as substâncias são venenosas, não há nenhuma que não seja veneno. A dose correta diferencia o veneno do remédio” Marco da Toxicologia Ocupacional: On the miner’s sickness and other diseases of miners. Neste trabalho foram apresentados sintomas, tratamento e prevenção de doenças. Philippus Aureolus Thephrastus Bombast von Hohenheim Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Princípios de Paracelsus • Todas as substâncias são venenosas • Não existem substâncias que não sejam perigosas • A quantidade ingerida é o vai diferenciar um veneno de um medicamento Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Álcool: Princípios de Paracelsus “O limite de ingestão seriam quinze doses por semana distribuídas em no máximo três por dia para homens e dez semanais com no máximo duas por dia para mulheres. Acima disso, é grande a chance de a pessoa estar sofrendo alguns dos efeitos negativos da bebida.... Na qual cada dose, equivale a uma lata de cerveja, um copo de vinho ou uma medida pequena de cachaça, uísque ou vodca (FORMIGONI, Maria; Psicobióloga)”. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Álcool: Princípios de Paracelsus Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Defesas do organismo Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Defesas do Organismo Tecnologia em Gestão da Produção Industrial O Corpo Humano Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Toxicologia e suas inter-relações TOXICOLOGIA Farmacologia Fisiologia Saúde Pública Imunologia Patologia Química Biologia Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Farmacologia X Toxicologia Substância química Sistema biológico Efeito Benéfico Efeito Maléfico Toxicologia Farmacologia • Farmacoterapia • Profilaxia • Diagnóstico • etc Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Áreas da toxicologia Toxicologia de alimentos Toxicologia ambiental Toxicologia de medicamentos Toxicologia ocupacional Toxicologia social Aspectos Clínico Analítico Legislação Investigação Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Fases da intoxicação Agente químico Ar Água Alimentos Outros Inalação Ingestão Absorção Cutânea Outros Plasma Órgão Alvo EFEITO TÓXICO Urina Fezes Expiração Bílis Outros Fase Toxicodinâmica Fase Clínica Fase Toxicocinética Distribuição e biotransformação Exposição Absorção Eliminação Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Símbolos e identificações de perigo segundo a Comunidade Européia (CE) Os criptogrmas de de perigo são utilizados segundo os critérios de classificação da Comunidade Européia (CE) - Bruxelas - 1993. São dez símbolos, utilizados com seus respectivos textos de identificação de perigo. Potêncial de Risco Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Comportamento das substâncias E Explosivos O Oxidantes Comburentes F+ Extremamente Inflamável F Facilmente Inflamável T+ Muito Tóxico T Tóxico Xn Nocivo Xi Irritante N Perigosos ao Meio Ambiente C Corrosivo Tecnologia em Gestão da Produção Industrial GHS Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Explosivo G.Inflamável L. Inflamável Subs. Oxidantes Sub Tóxicas Sub Infectantes Radioativo Corrosivos Sub Perigosas Diversas Sol. Inflamável Transporte: resolução 420 ANTT-MT NBR 7500 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Diagrama de Hommel: NFPA RISCO À SAÚDE INFLAMABILIDADE PERICULOSIDADE ESPECÍFICA OX = Oxidante ACID = Ácido CORR = Corrosivo A = Não misture com água = Radioativa REATIVIDADE 1 3 0 A Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Uso de substâncias químicas Perguntas básicas antes de se utilizar um produto químico Quem o produz? O que é a substância? Pode ser prejudicial a saúde? O produto é perigoso? Como nos protegemos? Como manuseamos? Como procedemos em caso de emergência? Onde obter mais informações? Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Informações MSDS: Material Safety Data Sheet Ou FISPQ: Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos NBR 14725: 2009 ATENÇÃO FISPQ ≠ Ficha de Emergência Tecnologia em Gestão da Produção Industrial FISPQ’s como ferramentas http://www.cetesb.sp.gov.br/Emergencia/produtos/produto_consulta_com pleta.asp Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Substâncias que causam Irritações Substâncias que causam câncer e alterações nas células Substâncias que causam asfixia Formaldeido Benzeno Monóxido de carbono, metano Substâncias que causam reações alérgicas Hidróxido de amôneo, ozônio Substâncias que contaminam o organismo (sangue, fígado, nervos, rins, etc) Mercúrio, clorofórmio Reconhecendo perigos e riscos Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Reconhecer Perigos/Riscos Medi-lo Como controlá-lo? Resposta em emergências Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Alterações celulares Substâncias mutagênicas* São substâncias que induzem mudanças no material genético das células (cromossomos) que podem ser transmitidas durante a divisão celular. Exemplo.: Fluoreto de cádmio, cloreto de cádmio. Substâncias carcinogênicas São substâncias que produzem câncer em animais de laboratório e nos seres humanos. Exemplo.: Benzeno, cloreto de vinilina, etc. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Alterações celulares Substâncias teratógenas São substâncias que possuem a capacidade de desenvolver um malformação no embrião(feto). Exemplos.: mercúrio, chumbo, monóxido de carbono, talidomida. Órgão Fase da Gestação (dias) Cérebro 15 - 25 Olho 24 - 40 Coração 24 - 40 Membros Superiores 24 - 36 Membros Inferiores 24 - 36 Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Classificação segundo a IARC Grupo 1: Substâncias reconhecidamente cancerígenas para seres humanos. Grupo 2A: Substâncias reconhecidamente como provavelmente cancerígenas para os seres humanos . Grupo 2B: Substâncias possivelmente cancerígenas para os seres humanos. http://www.iarc.fr/ http://www.iarc.fr/ http://www.iarc.fr/ Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Grupo 3: Não há evidências de ser carcinogênico para o homem. Grupo 4: Não classificado como cancerígeno para humanos Classificação segundo a IARC http://www.iarc.fr/ Tecnologia em Gestão da Produção Industrial • Asbestos • Benzeno • Benzidina • Cromo e certos compostos • Óleos minerais • 2-Naftilamina • Cloreto de vinila Grupo 1: IARC http://www.iarc.fr/ Tecnologia em Gestão da Produção Industrial • Acrilonitrila • Benzopireno • Berílio e seus compostos • Cádmio e seus compostos • Sulfato de dimetila • Silica Grupo 2A: IARC http://www.iarc.fr/ Tecnologia em Gestão da Produção Industrial • Acetaldeído • Acrilamida • 1, 3 butadieno • Clorofenóis • 2,4 diaminotolueno • 1, 4 dioxano • Hexaclorobenzeno • Tetracloroetileno Grupo 2B: IARC http://www.iarc.fr/ Tecnologia em Gestão da Produção Industrial CABEÇA Tonturas Dor de cabeça NARIZ E GARGANTA Espirros, tosse, dor de garganta PELE Inflamação, ressecamento, câncer de pele ESTÔMAGO Nâuseas, vômitos e dor de estômago PULMÕES Tosse, falta de ar, câncer pulmonar SISTEMA NERVOSO Nervosismo, irritabilidade, insônia e tremores SISTEMA REPRODUTIVO Baixo número de espermatozóides Dano ao esperma Menstruações irregulares, abortos espontâneos, danos ao óvulo e ao feto OLHOS Irritação, lacrimejamento Efeitos no corpo Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Dor de cabeça Tonturas Falta de ar Dor de Garganta Náuseas e vômitos Lacrimejamento Cansaço Irritações Principais efeitos agudos Tecnologia em Gestão da Produção Industrial • Esterilidade • Leucemia • Insuficiência renal • Insuficiência hepática • Deficiência auditiva • Câncer Principais efeitos crônicos Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Benzidina, naftilamina Formaldeído Arsênio, cloreto de vinila Arsênio, asbestos, compostos de cromo, berílio sílica. Cavidade nasal Faringe Pulmão Formaldeído Bexiga Fígado Asbestos Laringe Câncer devido a exposição ocupacional Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Medidas Preventiva Prevenção Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos Devidos Fumaça Aerossol (partículas sólidas ou líquidas dispersas no ar) constituído por partículas resultantes da combustão incompleta de materiais orgânicos. Fumos Partículas sólidas geradas pela condensação de compostos metálicos após volatilização. Neblina (< 0,5 micra) / Névoa (> 0,5 micra) Partículas líquidas em suspensão no ar, formadas pela passagem rápida de ar nos líquidos ou pela condensação de umidade atmosférica. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos Devidos Poeiras Partículas sólidas em suspensão no ar, geradas a partir de materiais orgânicos ou inorgânicos, como rochas, madeira, metais, produzidos por desintegração, trituração, pulverização, etc. Vapores Formas gasosas das substâncias que estão normalmente em fase líquida ou sólida na temperatura ambiente, Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos Agente tóxico ou toxicante Substância química capaz de causar dano a um sistema biológico, alterando seriamente suas funções. Toxicidade Capacidade inerente e potencial do agente tóxico de provocar efeitos nocivos em organismos vivos. Órgão-alvo Órgão pelo qual o agente tóxico tem afinidade e com o qual ela interage. Exemplo: cerébro, rim, medula óssea. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos Ação Tóxica: É o meio pelo qual um agente tóxico exerce sua atividade sobre as estruturas teciduais. Intoxicação: Processo patológico causado por substâncias endógenas ou exógenas e caracterizado por desequilíbrio fisiológico, em conseqüência das alterações bioquímicas no organismo. Xenobiótico Termo usado para designar substâncias químicas estranhas ao organismo. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Fatores que contribuem para intoxicação • Potencial tóxico da substância; • Quantidade (concentração) da substância; • Tempo de exposição; • Vias de entrada no organismo; • Fatores inerentes a cada indivíduo: Sexo Idade Massa corporal etc Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Fatores inerentes a cada indivíduo Suscetibilidade ou sensibilidade Característica específica de um indivíduo em apresentar uma resposta na presença de um determinado agente. Hipersensibilidade ou hipersuscetibilidade É um aumento da reatividade individual a agentes exógenos. Alguns organismos desenvolvem reações e lesões a determinadas substâncias químicas mesmo em baixas concentrações. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos associados a pré-disposição Efeito reversível e irreversível A reversibilidade ou irreversibilidade de um efeito tóxico é determinado pela cpacidade que um órgão tem de ser regenerar. • Exemplo: Fígado – possui grande capacidade de regeneração. • Exemplo: sistema nervoso – constituído por células diferenciadas que não se dividem e não se regeneram, lesões a este sistema são irreversíveis. • Exemplo: Efeitos cancerígenos são irreversíveis. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Absorção Passagem da substância do local de contato para a circulação sangüínea: Absorção pela pele e mucosas Absorção pela via respiratória Absorção pelo trato digestivo Absorção por outras vias* * Via parenteral (intramuscular, intravenosa e subcutânea) Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Distribuição Os xenobióticos são transportados pelo sangue e pela linfa para os diversos tecidos; A distribuição depende do fluxo sangüíneo e linfático nos diferentes órgãos; A distribuição é influenciada pelos seguintes fatores: Fixação a moléculas protéicas pH Coeficiente de partição óleo/água de cada substância Rápido equilíbrio em órgãos altamente irrigados Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Fatores que modificam a distribuição • Propriedades físico-químicas • Complexação de agentes tóxicos com proteínas • Barreiras biológicas Barreira hematoencefálica Barreira placentária • Volume de distribuição Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Sistemas do Corpo Humano Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Sistemas do Corpo Humano Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Sistemas do Corpo Humano Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Sistemas do Corpo Humano Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Biotransformação Os xenobióticos que penetram no organismos são posteriormente excretados através da (o): Urina Bile Fezes Expiração Leite Suor Outras Secreções Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Biotransformação dos xenobióticos Toda alteração que ocorre na estrutura química da substância, no organismo, é mediante a atuação de enzimas* inespecíficas. Substância IBE Tolueno Ácido hipúrico Xileno Ácido metilipúrico Hexano 2,5 hexanodiona Anilina p-aminofenol *Proteínas secretadas por células que atuam como catalisador para induzir alterações químicas em outras substâncias.Exemplo citocromo P 450 (hemoproteína) Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Exemplo de reação enzimática: oxidação Oxidação Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Exemplo de reação enzimática: redução Redução Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Exemplo de reação enzimática: hidrólise Hidrólise Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Biotransformação: Tipos de reações Reações hepáticas Reações extra-hepáticas Pulmões Rins Intestino Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Excreção • Excreção pelos rins • Excreção pelo trato digestivo • Excreção pelos pulmões • Excreção por outras vias Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Dica de site http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/sumario.html http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/sumario.html http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/sumario.html http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/sumario.html Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Outros efeitos: Estruturas da pele Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Outros efeitos: Tipos de Queimaduras Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Superfície Queimada Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Pressão de vapor É a pressão exercida por um vapor quando este está em equilíbrio com o líquido que lhe deu origem. A pressão de vapor é uma medida da tendência de evaporação de um líquido. Quanto maior a sua pressão de vapor maior é essa tendência e mais volátil é o líquido. Conceitos http://pt.wikipedia.org/wiki/Press%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Vapor http://pt.wikipedia.org/wiki/Equil%C3%ADbrio http://pt.wikipedia.org/wiki/Volatilidade_%28qu%C3%ADmica%29 Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Exemplos: pressão de vapor Pressão de vapor baixa Ácido Sulfúrico: 0,001 mmHg Pressão de vapor Média Etileno Glicol dietil éter: 9,4 mmHg Pressão de vapor Alta Acetona: 180 mm Benzeno: 75 mm Hg Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Exemplo: equilíbrio líquido-vapor O aumento da temperatura aumenta a taxa de vaporização, mas, enquanto a pressão parcial exercida pelo vapor da água for menor do que a pressão total, a taxa de condensação aumenta de forma compensatória, de maneira que se reestabelecer o equilíbrio dinâmico. Quando a temperatura atinge 100 ºC (temperatura de ebulição da água no nível do mar), a taxa de vaporização vence a taxa de condensação: ocorre assim a mudança de fase da água. http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Press%C3%A3o_de_vapor.gif Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos Densidade de Vapor É a massa de um volume de vapor ou gás comparado com a massa de igual volume de ar seco nas mesmas condições de temperatura e pressão. • Uma densidade de vapor menor que 1 (um) indica que o vapor é mais leve que o ar. Uma densidade de vapor maior que 1 (um) indica que o vapor é mais pesado que o ar. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Exemplo: densidade de vapor Vapores leves Vapores pesados “perigosos” Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Ponto de fulgor: É a menor temperatura na qual um liquido libera vapor ou gás em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável. Por mistura inflamável, para fins de apuração do ponto de fulgor, entenda-se a quantidade de gás ou vapor misturada com o ar atmosférico suficiente para iniciar uma inflamação em contato com uma chama (isto é, a queima abrupta do gás ou vapor), sem que haja a combustão do líquido emitente. • Informação importante para classificação dos produtos combustíveis, em especial no que tange à segurança e aos riscos de transporte, armazenamento e manuseio Conceitos http://pt.wikipedia.org/wiki/Temperatura http://pt.wikipedia.org/wiki/Vapor http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A1s http://pt.wikipedia.org/wiki/Ar http://pt.wikipedia.org/wiki/Ar http://pt.wikipedia.org/wiki/Ar http://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADveis Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Critérios para Inflamabilidade Líquido combustível: toda substância que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70oC e inferior a 93,3oC. Liquido Inflamável: toda substância que possua ponto de fulgor inferior a 70oC. NBR 175051) NR 20 Liquido Inflamável: toda substância que possua ponto de fulgor inferior a 37,8oC NR 20 Liquido Inflamável: toda substância que possua ponto de fulgor inferior a 60,5 oC (vaso fechado) ou 65,5 ºC(vaso aberto). Lei 96044 Líquidos Inflamáveis 1 Disponível em http://www.abnt.org.br/ Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Ponto de fulgor ASTM D93 (vaso fechado) Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Ponto de fulgor ASTM D92 (vaso aberto) Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Classificação da Toxicidade Segundo CE1) • Muito Tóxica: Substâncias com DL50 para ratos menor do que 25 mg/kg. • Tóxicas: Substâncias com DL50 para ratos entre 25 e 200 mg/kg. • Nociva: substâncias com DL50 para ratos entre 200 e 2000 mg/kg. • 1) Apenas qualitativa Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos DOSE Quantidade de uma substância geralmente expressa em mg, g, kg ou mL de massa corporal, cujas vias de introdução na corrente sanguínea são: oral, cutânea, dérmica ou intramuscular • Respiratória: concentração (mg/m3 ou ppm DL50: Dose (quantidade) de uma substância, em mg/kg, necessária para provocar a morte de 50% dos animais expostos (experimentos laboratoriais). Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Conceitos CL50 Concentração de uma substância, em mg/m3 de ou ppm, capaz de provocar a morte de 50% dos animais expostos por 8 horas. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Perigo (Hazard) Perigo X Risco Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Probabilidade de efeitos nocivos ou que algum evento prejudicial venha a ocorrer. Risco = perigo x exposição Risco (Risk) Perigo X Risco Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Perigo X Risco Perigo Capacidade da substância causar efeito adverso Risco Probabilidade de ocorrência de perigo sob condições específicas de exposição Avaliação do Risco Processo pelo qual o perigo, a exposição e o risco são determinados Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Perigo X Risco Manejo do risco Processo através do qual são avaliadas as opções administrativas e selecionada a medida regulatória mais apropriada com base nos resultados da avaliação do risco e nos interesses sociais, econômicos e legais. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Dose X Exposição Exposição (origina-se pelo contato) Dose (realmente absorvida) A exposição é a quantidade de uma substância disponível para a Absorção. A dose é a quantidade de uma substância realmente absorvida pelo corpo. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Dose Resposta a um efeito específico Resposta (%) 0 100 50 Porcentagem da população que manifesta um determinado efeito frente a uma variação de doses. A curva é a representação visual das diferenças entre membros do grupo teste (variação biológica). Avaliação da Toxicidade: curva dose-efeito Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Avaliação da Toxicidade: curva dose-efeito Dose Grau do efeito Primeiro efeito observável Primeiro efeito adverso observável NOEL NOAEL LOEL LOAEL Efeitos observáveis Manifestação da ação de uma substância ao modificar algum mecanismo bioquímico ou função biológica. Relaciona a dose ao efeito produzido. Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Perigo X RiscoNOEL (“no-observed-effect-level”): Dose/nível onde não se observa efeito; NOAEL (“no-observed-adverse-effect-level”): nível onde não se observa efeito adverso; LOEL (“lowest-observed-effect-level”): mínima dose/nível onde se observa efeito; LOAEL(“lowest-observed-adverse-effect-level”): mínima dose/nível onde se observa efeito adverso; Tecnologia em Gestão da Produção Industrial Perigo X Risco Tecnologia em Gestão da Produção Industrial A exposição simultânea a várias substâncias pode alterar uma série de fatores (absorção, ligação protéica, metabolização e excreção)que influem na toxicidade de cada uma delas em separado. Assim, a resposta final pode ter: •Efeito Aditivo - efeito final igual à soma dos efeitos de cada um dos agentes envolvidos; •Efeito Sinérgico - efeito maior que a soma dos efeitos de cada agente em separado; •Potencialização - o efeito de um agente é aumentado quando em combinação com outro agente; •Antagonismo - o efeito de um agente é diminuído, inativado ou eliminado quando se combina com outro agente. Interações entre as substâncias Tecnologia em Gestão da Produção Industrial 1. Alterações cardiovasculares e respiratórias; 2. Alterações do sistema nervoso; 3. Lesões orgânicas: ototoxicidade, hepatotoxicidade, nefrotoxicidade, etc; 4. Lesões carcinogênicas / tumorigênicas; 5. Lesões teratogênicas (malformações do feto); 6. Alterações genéticas Aneuploidização: ganho ou perda de um cromossomo inteiro. Clastogênese - aberrações cromossômicas com adições, falhas, re-arranjos de partes de cromossomos. Mutagênese - alterações hereditárias produzidas na informação genética armazenada no DNA (ex. radiações ionizantes). Principais Efeitos Deletérios