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Análise de fontes: exemplos concretos sobre as mudanças e permanências do pensamento liberal na sociedade atual O governador Moysés Lupion, no seu primeiro mandato, entre os anos de 1947 e 1951, conforme dados do Instituto de Terras Cartografia e Geociências do Paraná, (ITCG) emitiu 9.564 títulos de propriedade no Estado. Em se segundo mandato, de 1956 a 1961 o número foi ainda maior, com um total de 26.084 titulações. Este processo teve continuidade nos governos de Ney Braga que entre 1961 e 1965 titulou 8.880 propriedades. Entre 1979 e 1982, quando do seu segundo mandato como governador, foram expedidos 3.366 títulos (SPIES, Irene Adamy, Formação e organização política da classe dominante agrária: a sociedade Rural do Oeste do Paraná, 2010, p. 52)”. Quais são os discursos hoje acerca da produção? E da propriedade? Qual a natureza desses discursos? Concepção de Estado e Sociedade a partir de Hobbes, Locke e Rosseau Autores jusnaturalistas ou contratualistas referente ao Estado e ao poder: polaridade entre natureza e civilização. Ideia de Contrato entre o Estado e a Sociedade: a base do contrato seria a justiça e a natureza. E o direito natural é o ponto de partida dos contratualistas. Concepção de Estado e Sociedade para Hobbes Hobbes: o homem é egoísta por natureza. O homem é o lobo do homem. Diante da insegurança e pela preservação da vida, seria melhor evitar a barbárie através de um acordo: contrato social. Por ele, cada qual transferiria seu poder, a soberania para tomar decisões para um terceiro absoluto (Leviatã/Estado). No ato da abdicação da liberdade de tomar decisões por conta própria e segundo os interesses individuais, cada qual, em troca teria a vantagem de garantir a autopresevação. A soberania passava a ser exclusiva do magistrado na paz ou na guerra (em caso de necessidade aplicava-se o uso da força como um exemplo pedagógico para os demais). O Estado nesse sentido deveria amedontrar. O contrato cria um ente, um sujeito acima dos indivíduos que castigaria aquele que rompesse o contrato. Esse contrato se materializa nas leis disciplinando a conduta dos indivíduos. Cabe ao Estado fazer uso das leis. Mas quem elabora as leis ? Concepção de Estado e Sociedade para Locke Base contratualista.Lei do direito natural, Estado de natureza. Ideia de propriedade como um direito natural (à vida, à liberdade e aos bens) fundado no trabalho livre. Unidade de análise: o indivíduo. A desigualdade seria algo imposto por Deus ou pela natureza. O direito à propriedade seria algo independente da lei civil e da lei posta pelo Estado. A única garantia para Locke seria a garantia dos direitos naturais. Trabalho sobre o liberalismo/individualismo. Concepção de que o Estado também é um contrato (dimensão da sociedade política e da sociedade civil) Para o autor o que fundamenta a propriedade privada, a base que a legitima é o trabalho. Tratar da política é tratar da economia. Mudanças no conceito de trabalho:No mundo grego liberdade era estar livre do trabalho Concepção de Estado e Sociedade para Locke Ideia de que Deus nos deu a posse comum sobre todos os bens materiais para a sobrevivência, mas que esse processo exige a intervenção humana. Está excluída a hipótese de que a apropriação dos frutos de trabalho dependa do consentimento coletivo. Para o autor a apropriação contínua de terra é legitimada pelo trabalho constante. Isso não causa violação desta norma tendo em vista que pelo trabalho se multiplica o produto da terra. Assim é preciso segurança em relação à propriedade privada como direito natural, como condição dos meios de subsistência (ideia de mercado). A estabilidade é condição da produção. Para Locke os indivíduos precisam vigiar o Estado, ao contrário de Hobbes em que o Estado é quem vigia e puni. Mas o que é/quem é o indivíduo sendo a base da liberdade e da política a propriedade? Concepção de Estado e Sociedade para Rousseau Crítica à Hobbes: Estado como mal necessário. A lei não é boa, mas é preciso tê-la, senão, não há civilização. O que é ser civilizado? Aquele que tem Estado? Segundo Rousseau o contrato produz perda: os indivíduos não podem agir por vontade própria. No entanto, ganha no sentido de ter garantida à propriedade. Ex: ocupação. O latifundiário não pode matar, a lei não permite. Mas permite que ele reivindique a intervenção do Estado para resolver a situação. Origem da desigualdade entre os homens: propriedade privada. Para ele o homem não é egoísta por natureza (essa seria uma condição biológica). É uma questão que existe na sociedade. A propriedade é geradora do egoísmo de todos os males existentes em sociedade. O contrato não gera igualdade social mas é necessário. Para ele haveria a necessidade de um outro contrato. Concepção de Estado e Sociedade para Rousseau O contrato fundado na desigualdade ou na força não resulta num bem – estar. Não produz legitimidade nem ao governo nem a economia política e muito menos dá direito de domínio ao governo. Na sua visão o contrato teria a forma republicana e democrática, pois a soberania (origem do poder e a função do legislador) permaneceria com o povo, cabendo ao governo a administração e a economia política.Seria então necessário criar um novo contrato e educar o cidadão. Embora Rosseau aponte limites do Estado liberal (ideia de que todos deveriam ser proprietários), sua crítica ao egoísmo redimensiona a relação entre indivíduo e sociedade. Ou seja, em sua concepção o Estado precisa ser pensado em uma sociedade civilizada. A barbárie (força/violência) não constrói contrato nem igualdade. Rousseau defende a igualdade natural entre os homens, uma vez que as desigualdades são de ordem social, portanto, históricas. Atribui à sociedade civil o poder de mudança, devido o poder de voto.