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MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO POLIAS E ROLDANAS Guilherme Medeiros Aula 05 Polias A polia, roldana, moitão é uma peça mecânica muito comum a diversas máquinas, utilizada para transferir força e energia cinética. Polias são máquinas simples utilizadas basicamente para elevar verticalmente um corpo por meio da aplicação de forças em cordas ou fios. São largamente utilizadas na construção civil para levantar materiais entre níveis diferentes. Dependendo da forma em que são associadas, as polias podem diminuir o esforço humano necessário para elevar objetos muito pesados. Por essa razão, esse instrumento representou uma evolução principalmente para o desenvolvimento do comércio, otimizando o trabalho de carga e descarga de navios. Polias Polias As polias podem ser fabricadas nos dois tipos: Fixas: Não movimentam-se com a movimentação da carga e possuem a função de mudar a direção dos órgão flexíveis. Móveis: Movimentam-se com o movimento da carga, normalmente usada para distribuir a carga nos órgãos flexíveis; Polias - Fixas Mudam a direção e/ou o sentido de atuação da força de tração Sua vantagem está em oferecer maior comodidade para executar uma tarefa Polias - Móveis Oferce ao operador uma vantagem mecânica, pois cada roldana móvel reduz pela metade a força que deve ser exercida na corda para sustentar o corpo Polias - Móvel Oferce ao operador uma vantagem mecânica, pois cada roldana móvel reduz pela metade a força que deve ser exercida na corda para sustentar o corpo Polias Fixas 𝜖 = Uma extremidade do cabo, que passa sobre a polia, é carregada com a carga Q e a outra tracionada com a carga Z. Desprezando-se a resistência na polia, a força de tração Z seria igual a Q. Porém, na realidade, Z>Q por causa das resistências na polia (resistência à flexão e resistência de atrito nos mancais). A relação Z/Q é chamada de resistência da polia: 𝑍 𝑄 𝜂 = Onde o inverso recebe o nome de rendimento da polia: 1 𝜖 Polias Fixas O fator de resistência da polia pode ser calculado pela seguinte equação empírica: 𝜖 = 1 + 0,1 𝑑 𝐷−10 + 𝜇 𝑑′ 𝑅 Onde: d - diâmetro do cabo (cm); D - diâmetro da polia (cm); d‘ - diâmetro do eixo da polia (cm); R - Raio da polia (cm); 𝜇 – Coeficiente de atrito da polia com o cabo. Resistência do cabo com a polia (flexão) Resistência do mancal da polia Um sistema de polia é uma combinação de várias polias ou roldanas fixas e móveis. Existem sistemas para um ganho em força e para um ganho em velocidade. Dispositivos de elevação empregam, predominantemente, talhas para ganho em força e, muito raramente, talhas para um ganho em velocidade. Sistemas de Polias Polias Móveis Essas polias tem eixos móveis, sobre os quais são aplicadas as cargas. Existem dois tipos de configuração de polias móveis: Para ganho em força: Nesta configuração a carga é acoplada em um gancho na polia e um motor traciona o cabo com uma tensão Z. Para ganho em velocidade: Nesta configuração a carga é erguida pelo cabo que passa pela polia e o motor ergue a polia com a carga Z. Ganho em força Ganho em veloc. Polias Móveis – Ganho de Força Neste caso a carga é erguida a uma velocidade duas vezes menor que a velocidade do cabo: Vcarga = Vcabo/2 Quanto a resistência da polia: Normalmente o rendimento da polia móvel é um pouco maior que o da polia fixa. Z0 Z-1 Rendimento para uma polia móvel Ex1: Para um sistema com ganho de velocidade. Q = 150N, resistência de 1,05, calcule o rendimento e a força exercida sobre a poia (Z). Polias Móveis – Ganho de Velocidade Neste caso a carga é erguida a uma velocidade duas vezes maior que a velocidade do cabo: Vcabo = Vcarga/2 Quanto a resistência da polia: Neste caso, o rendimento da polia móvel também é maior que o de uma polia fixa. Polias Móveis – Ganho de Velocidade Rendimento para uma polia móvel Ex2: Para um sistema com ganho de velocidade. Q = 100, resistência de 1,05, calcule o rendimento e a força exercida sobre a poia (Z). Polias Móveis – Ganho de Velocidade Sistema de polias para ganho de força: Estes sistemas podem ser das seguintes configurações: Com cabo saindo de polia fixa; Com cabo saindo de polia móvel. Sistemas de Polias Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia fixa: Se indicarmos por n o número de polias e Z a força que suportada por cada cabo, poderemos fazer as seguintes relações: Desprezando-se a resistência de atrito, a força em cada parte do cabo será: Considerando-se a resistência, teremos: 𝑍 = 𝑄 = 𝑄∙𝜖𝑛 𝜂𝑛∙𝑛 𝑛 Onde 𝜂𝑛 e 𝜖𝑛 são o rendimento e o fator de resistência do sistema de polias. Sistemas de Polias Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia fixa: Para um sistema de polias o rendimento e a carga suportada por cada trecho de cabo é dado por: Quanto a velocidade, no sistema de polias a relação será dada pela seguinte equação: Vcabo=nVcarga Sistemas de Polias / Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia móvel: Se indicarmos por n o número de polias e Z a força que suportada por cada cabo, poderemos fazer as seguintes relações: Desprezando-se a resistência de atrito, a força em cada parte do cabo será: Considerando-se a resistência, teremos: 𝑍 = = 𝑄 𝑄∙𝜖𝑛 𝜂𝑛∙(𝑛+1) (𝑛+1) Onde 𝜂𝑛 e 𝜖𝑛 são o rendimento e o fator de resistência do sistema de polias. Sistemas de Polias Sistema de polias para ganho de força – Cabo saindo de polia móvel: Para um sistema de polias o rendimento e a carga suportada por cada trecho de cabo é dado por: 𝜂 = 1 𝜖s+1−1 𝜖s(s+1) 𝜖−1 𝑍 = 𝑄𝜖𝑛 𝜖−1 𝜖(𝑛+1)−1 Sendo n = s+1 Quanto a velocidade, no sistema de polias a relação será dada pela seguinte equação: Vcabo=(n+1)Vcarga Sistemas de Polias / Com um fator de resistência 𝜖 = 1,05 a curva de rendimento, para vários números de polias, é mostrada pela gráfico. Sistemas de Polias Devido à suspensão direta das cargas nas extremidades dos cabos ou empregos de sistemas simples de polias, para um ganho em força, em órgãos de elevação, os seguintes problemas podem ser salientados: As partes do cabo estão num plano inclinado, e isso pode provocar balanço da carga; Grandes diâmetros de cabos; A carga elevada move-se na direção horizontal, porque o cabo, enrolando-se no tambor, move-se ao longo de seu comprimento. Sistemas Múltiplos de Polias A) Sistema múltiplo de polias com quatro partes usado para transportar cargas até 25t, seu rendimento é em torno de 0,94. B) Sistema múltiplo de polias com seis partes e rendimento em torno de 0,92. Sistemas Múltiplos de Polias C) Sistema múltiplo de polias com oito partes usado para transportar cargas até 75t, seu rendimento é em torno de 0,9. D) Sistema múltiplo de polias com dez partes usado para transportar cargas até 100t e rendimento em torno de 0,87. Sistemas Múltiplos de Polias Estes tipos de sistemas são utilizados, suas raramente aplicações elevadores restringem-se a hidráulicos e pneumáticos para moverem cargas mais rapidamente do que o movimento do pistão. A figura mostra um exemplo deste tipo de sistema. Sistemas de Polias Com Ganho de Velocidade Polias para Cabos As polias para cabos podem ser de construção fixa e móvel. Seus rendimentos variam entre 0,96 e 0,97, levando-se em conta o atrito nos mancais. O diâmetro das polias, para cabos de fibra, não devem ser menor que 10d, onde d é o diâmetro do cabo. Polias para Cabos Para cabos de aço, o diâmetro mínimo da polia é determinado por tabelas. Polias para Cabos O diâmetro das polias também podem ser calculado utilizando a equação abaixo: D>e1e2d Onde: d - diâmetro do cabo apresentados nas e1 e e2 são fatores tabelas. Polias para Cabos - dimensões As seções transversais dos aros das polias, para cabos, estão disponíveis em catálogos em tabelas conforme abaixo. O diâmetro primitivo da roldana deve ser determinado em função do cabo. O diâmetro nominal deve ser determinado em função do diâmetro primitivo,adotando-se o valor nominal padronizado equivalente imediatamente superior. Diâmetros nominais padronizados, em mm, são: 90; 100; 112; 125; 140; 160; 180; 200; 224; 250; 280; 315; 355; 400; 450; 500; 560; 630; 710; 800; 900; 1000; 1120; 1250; 1400; 1600; 1800 e 2000. Polias para Cabos - dimensões O ângulo de abertura do canal deve ser de 35°, 40° ou 45°, a critério do fabricante do equipamento. Polias para Cabos - dimensões Normas utilizadas NBR 10980 Roldanas para cabos NBR 9974/1987 Talha de Cabos com Acionamento Motorizado NBR 8400/1994 Cálculo de Equip. para Levan. e Mov. Roldanas para Cabos As roldanas podem ser: fixa, móvel e de compensação. Os materiais para fabricação podem ser: aço fundido (EB-125, grau AF-N4220); aço laminado (ASTM A-36, ABNT 1040); aço forjado (ASTM A-668, classe B); ferro fundido (EB-126). O rendimento das roldanas é de: 0.98 p/ mancais de rolamento; 0.96 p/ mancais de deslizamento. Especificação das Roldanas As roldanas são designadas conforme o seu diâmetro nominal, o diâmetro do cabo de aço para o qual se destinam, o material da roldana, e o ângulo do canal. O material é indicado pelas suas iniciais: aço fundido-AF; ferro fundido FF; aço laminado-AL;aço forjado-AJ. A designação das roldanas deve gravada de forma permanente na parte lateral do aro. Roldana – 500 – 19 – AF – 35 Roldanas para Cabos As polias móveis são montadas nos moitões ou muflas com seu eixo suporte coincidindo ou não com o eixo do gancho. No primeiro caso, são ditos moitões ou muflas curtas, no outro caso, moitões ou muflas longas. Moitões ou Muflas Curtas Moitões ou Muflas Longa Moitões ou Muflas Longas Polia e Rodas para correntes POLIA CORRENTE SOLDADA RODA CORRENTE SOLDADA RODA CORRENTE DE ROLOS Essas polias, do tipo móvel ou fixa, são usadas, principalmente, em talhas e guinchos de acionamento manual, embora, algumas possam ser empregadas em aparelhos acionados a motor. O diâmetro de uma polia, para mecanismos de acionamento manual, é selecionado pela relação D≥20d, onde d é o diâmetro do fio da corrente. Para polias acionadas por motor D≥30d. Polia para Correntes Soldadas Polia para Correntes Soldadas O rendimento de polias de corrente é em torno de 0,95. A resistência à flexão (W) oferecida pelas correntes soldadas, passando por polias, é comumente determinada pela formula: Sendo: R – Raio da polia; 𝜇 - Coeficiente de atrito nas articulações (0,1 a 0,2); Q – Força de tração na corrente. São usadas como rodas de correntes de acionamento de talhas e guinchos, operados manualmente. A roda dentada apanha a corrente que entra e os elos assentam-se nas cavidades, evitando, assim, o escorregamento da corrente no aro. Observa-se uma considerável resistência de atrito quando a corrente passa sobre a roda dentada. Portanto, a corrente e a roda dentada devem ser regularmente engraxadas. O rendimento das rodas dentadas são em torno de 0,93. Roda dentada para Correntes Soldadas A resistência da corrente à flexão (W), é determinada da mesma maneira que a das polias de corrente: 𝑑 𝑅 𝑊 = 𝑄 𝜇 O diâmetro da roda dentada pode ser encontrado com a seguinte equação: 𝐷 = 𝑙 90° sin 𝑛 + 𝑑 90° cos 𝑛 2 2 Onde: 𝑙 − comprimento interno do elo; d – diâmetro do fio da corrente e n é o número de dentes (mínimo de 4). Roda dentada para Correntes Soldadas Se o número de dentes for grande (n >9) e o diâmetro da barra da corrente for suficientemente pequeno (d=16mm), o segundo termo da formula anterior pode ser desprezado e o diâmetro da roda pode ser determinado da seguinte forma: 𝐷 = 𝑙 90° sin 𝑛 Roda dentada para Correntes Soldadas Essas rodas dentadas são usadas como rodas de correntes de acionamento de talhas e guinchos. O rendimento é em torno de 0,95. A resistência à flexão (W) de uma corrente de rolos é determinada pala formula: 𝛿 𝑅 𝑊 = 𝑄 𝜇 Onde: 𝛿 é o diâmetro do pino do rolo, 𝜇 o coeficiente de atrito (0,08 a 0,1) e R o raio da roda dentada. Roda dentada para Correntes de rolos Designando por n o número de dentes e por t o passo da corrente, então o diâmetro da circunferência primitiva da roda pode ser determinado como segue: 𝐷 = 𝑡 sin 180° 𝑛 O número mínimo de dentes é frequentemente 8. Para segurança de operação as rodas dentadas para correntes de rolos, são às vezes, fechadas em uma caixa, que serve como guia e evita que a corrente escorregue fora da roda. Roda dentada para Correntes de rolos MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO REVISÃOPROVA Guilherme Medeiros Revisão prova 1 - Um motor de indução de gaiola de esquilo de 18,65 kW a 700 rpm deve acionar uma bomba alternativa de dois cilindros, em área externa sob um abrigo. Um fator de serviço de 1,5 e um fator de projeto de 1,1 são apropriados. A velocidade da bomba é de 140 rpm. Selecione uma corrente adequada (número, distância entre centros e comprimento) e os tamanhos das rodas dentadas. Dado que a relação C/p = 20. Fator de correção de dente K1 Table 17–22 Fator de fileiras multiplas K2 Table 17–23 Capacidade designada da corrente de rolete de fileira única Dimensões de correntes de roletes padrão americano Table 17–19