A FACULTATIVIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
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A FACULTATIVIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL


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FACULDADE FACI | WYDEN 
CURSO DE DIREITO 
 
 
 
 
 
 
 
DEIVAN CRÍSTIAN RODRIGUES DE SOUSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A FACULTATIVIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL: Uma análise 
dos reflexos à luz da garantia do Direito Fundamental à Liberdade 
Sindical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM-PA 
2018 
 
DEIVAN CRISTIAN RODRIGUES DE SOUSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A FACULTATIVIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL: Uma análise 
dos reflexos à luz da garantia do Direito Fundamental à Liberdade 
Sindical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Artigo apresentado ao curso de graduação em 
Direito da Faculdade Faci | Wyden, para a 
obtenção de nota parcial na disciplina Ordem 
Trabalhista, sob a orientação da Prof.ª Ms. 
Gláucia Kelly Cuesta da Silva. 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM-PA 
2018 
 
A FACULTATIVIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL: Uma análise 
dos reflexos à luz da garantia do Direito Fundamental à Liberdade 
Sindical. 
 
Deivan Cristian Rodrigues de Sousa\uf02a 
 
 
 
RESUMO 
Fruto das inquietações sobre a mudança na contribuição sindical trazida pela 
reforma trabalhista, este artigo com o tema: A facultatividade da contribuição 
sindical: uma análise dos reflexos à luz da garantia do direito fundamental à 
liberdade sindical, tem como objetivo principal, analisar a reforma trabalhista no 
que diz respeito a facultatividade da contribuição sindical, na perspectiva de saber 
quais os possíveis impactos e/ou reflexos para a organização sindical e sua 
liberdade enquanto direito fundamental. Para o alcance desse objetivo, utilizou-se 
como metodologia a pesquisa bibliográfica com leitura de artigos, revistas e demais 
referencias sobre o tema. O trabalho discute a origem, definição e destinação da 
contribuição sindical, o direito fundamental à liberdade sindical e analisa os 
possíveis reflexos da facultatividade da contribuição sindical, tendo como principais 
conclusões os principais reflexos levantados no decorer do trabalho. 
 
 
Palavras-chave: Contribuição sindical, facultatividade, reflexos, liberdade, 
direito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
\uf02a Discente do sétimo semestre do curso de Direto da Faculdade Faci|Wyden; Servidor Público da Universidade 
Federal do Pará-UFPA no cargo de Assistente em Administração, lotado no Instituto de Ciências Jurídicas - 
ICJ. 
 
ABSTRACT 
As a result of the concerns about the change in the union contribution brought by 
the labor reform, this article with the theme: The facultativity of the union 
contribution: an analysis of the reflexes in light of the guarantee of the fundamental 
right to freedom of association, has as main objective, to analyze the labor reform 
with regard to the faculties of the union contribution, with a view to knowing the 
possible impacts and / or consequences for the trade union organization and its 
freedom as a fundamental right. In order to achieve this objective, the 
bibliographical research was used as a methodology with reading of articles, 
journals and other references on the subject. The paper discusses the origin, 
definition and destination of the union contribution, the fundamental right to freedom 
of association and analyzes the possible effects of the faculties of the union 
contribution, having as main conclusions the main reflections raised in the course of 
the work. 
 
Keywords: Union contribution, faculties, reflexes, freedom, right 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
A trajetória do ser humano nas sociedades é indissociável do conceito de 
trabalho e está no cerne do desenvolvimento das relações sociais. A contar da 
antiguidade quando o homem primitivo utilizava-se do trabalho como meio de 
satisfazer suas necessidades na luta pela sobrevivência, até a percepção das 
relações de trabalho contemporâneas com suas contradições, incoerências e 
injustiças. 
No Brasil historicamente de raiz escravocrata, até o início da década de 
1930 as legislações que tutelavam garantias ao trabalhador eram praticamente 
inexistentes. Após a chamada República Velha e a ascensão da dinâmica 
econômica da agricultura cafeeira de São Paulo e do gado leiteiro de Minas Gerais, 
o controle político se concentrava nas oligarquias, sobrepujando o interesse das 
classes dominantes frente à classe trabalhadora, o sentido de trabalho estava na 
busca da produtividade decorrente de uma Revolução Industrial atrasada, mediante 
jornadas de trabalho exaustivas, entre outras condições extremas de 
vulnerabilidade do trabalhador no ambiente laboral. 
É nesse contexto que a organização sindical passa a surgir, com a 
responsabilidade de defender os interesses de uma classe explorada e sem 
perspectivas de direitos assegurados. O direito sindical, portanto, surgiu 
historicamente em momentos de extrema exploração do capital sobre o trabalho, 
como resposta ao alto grau exploratório, lutando e exigindo melhorias nas 
condições de trabalho. Por isso, a história do sindicalismo está diretamente 
atrelada a própria história do surgimento e desenvolvimento do direito do trabalho, 
o que por si só justifica a sua importância nas relações laborais. 
Assim, não há como se duvidar da importância dos movimentos sindicais, 
pois esta vai muito além de suas funções típicas como, celebração de acordos e 
convenções coletivas, estas organizações representam de forma ampla os 
interesses e direitos da categoria representada. Também, é um importante 
instrumento de tutela e proteção dos trabalhadores, e exercem considerável 
influência na atuação legislativa, contribuindo para as fontes materiais do direito. 
Acredita-se que somente por meio de um ser coletivo e organizado é possível 
proteger e reivindicar direitos da classe trabalhadora. 
Contudo, é importante destacar que, apesar do reconhecimento da sua 
importância, em uma breve perspectiva histórica, constata-se que o processo de 
construção e desenvolvimento dos sindicatos não ocorrem de forma tranquila, 
uniforme e pacífica. Proibições, repressões e criminalizações, fazem parte da 
história dos sindicatos, que, só conquistaram reconhecimento do direito de 
coalização e livre organização, na segunda metade do século XIX. Como um 
processo evolutivo, os sindicatos proliferam e se fortalecem. No Brasil constituiu-se 
preponderantemente no século XX. 
Hoje, com um perceptível avanço na conquista de direitos e atuação, as 
organizações sindicais passam por momentos de incertezas sobre suas conquistas 
históricas, frente as determinações expressas na LEI 13.467/2017, que trata da 
reforma trabalhista. Dentre os tantos pontos polêmicos que merecem discussão e 
análise, um que certamente merece ser analisado é o que trata da facultatividade 
da contribuição sindical, que implica na transformação da contribuição sindical de 
valor obrigatório em facultativo, dependente de autorização expressa e prévia 
do destinatário. 
A opção nesse trabalho pelo tema a Facultatividade da contribuição sindical: 
uma análise dos reflexos à luz da garantia do direito fundamental à liberdade 
sindical, se deu em razão da necessidade em aprofundar o entendimento sobre a 
questão e principalmente identificar quais os possíveis reflexos dessa mudança em 
relação a garantia do direito fundamental a liberdade sindical. 
Com essa problemática a ser estudada, o objetivo principal do presente 
artigo é analisar a reforma trabalhista no que diz respeito a facultatividade da 
contribuição sindical, na perspectiva de saber quais os impactos e/ou reflexos para 
a liberdade sindical enquanto direito fundamental, pois superando o debate em 
torno de ser contra ou favor, é necessário que se investigue analiticamente os 
reflexos dessa mudança à luz do processo no qual a reforma foi elaborada, 
Para que tal objetivo pudesse ser alcançado, utilizou-se como metodologia a 
pesquisa bibliográfica com leitura de artigos, revistas e demais referencias sobre o 
tema. A organização deste estudo se deu a partir de pontos