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Disciplina de Metodologias e Conteúdos Básicos de Matemática/ UNIDADEII FUNDAMENTOS DA MATEMÁTICA COMO A ESTIMULAÇÃO DO CONHECIMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO ACONTECE NA EDUCAÇÃO INFANTIL? Na Educação Infantil, a criança já começa a reconhecer formas e tamanhos. Passa a compreender conceitos espaciais como em cima, embaixo, dentro, fora. Relaciona pequenas quantidades e percebe diferenças entre dois ou mais objetos. Nesse contexto, as habilidades operatórias precisam ser exploradas e desenvolvidas. A INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA Os cinco primeiros anos de vida de um ser humano são fundamentais para o desenvolvimento de suas inteligências. [...] nos primeiros anos de vida o cérebro sai dos 400 gramas quando do nascimento, para chegar perto de um quilo e meio quando adulto, crescendo e pesando mais em função das múltiplas conexões entre os neurônios que formam uma rede de informações diversificada. Essa rede se apresenta em pontos diferentes do cérebro e, ao que tudo indica, possui especificações que diferenciam uma inteligência da outra. Essa área do organismo não nasce pronta, isso vai acontecendo progressivamente, sobretudo entre os cinco e dez anos de idade, quando em seu respectivo hemisfério se plugarem as terminações nervosas responsáveis pela fala, visão, tato, percepção lógica, linguística, sonora e outras. Como trabalhar a inteligência lógico-matemática com os alunos? Por meio de jogos, brincadeiras, situações cotidianas (como arrumar os brinquedos numa caixa ou estante, amarrar o cadarço, abotoar uma blusa) e, principalmente estimulando-a a pensar. Não responda para uma criança algo que ela mesma possa descobrir sozinha, pois dar respostas prontas não estimula o pensamento. AJUDANDO A CRIANÇA A PENSAR Ensine a criança a administrar seu tempo! Ensine-lhe habilidades do raciocínio em suas atividades diárias em casa e na escola. Ajude-a a encontrar as ideias principais em tudo quanto lê ou vê. Ao trazer uma informação, solicite que ela a "compare" com outras que já sabe. Peça sempre que estabeleça encadeamentos de suas novas descobertas com ideias já conhecidas. Ensine-a a estabelecer "metas" para seus projetos. Estimule seu raciocínio crítico. Mostre os passos da abordagem de um problema: identificar o que sabe sobre o problema; estabelecer um plano; colocar o plano em ação; avaliar o resultado. Ensine-a a orientar-se sobre a planta de uma cidade. Proponha ideias criativas, como fazer uma trova, substituir a letra de uma música que gosta por outra inventada, construindo paródia. Experimente fazê-la expressar suas ideias através de "outras linguagens". Sugira que sempre busque o "porquê" dos fatos apreendidos. Ensine-lhe o que é intuição. Explore sua capacidade em deduzir. A contagem livre pode até ser memorizada pela criança, muitos professores até incentivam isso, na oralidade, leitura ou escrita, porém, conforme Kamii (1990, p. 40), “é muito mais importante que ela construa a estrutura mental de número. Se a criança tiver construído esta estrutura terá maior facilidade em assimilar os signos a ela”. Crianças adoram contar. Contam os brinquedos, contam os dedinhos, contam os talheres à mesa, contam tudo o que encontram pela frente. Além de saber contar até 10, a criança precisa perceber a relação entre cada número com a quantidade que ele representa, em objetos, por exemplo: se pedirmos para ela buscar cinco objetos, ela deverá buscar corretamente, os cinco. • Os números podem ser apresentados de diferentes formas e em diferentes contextos para a criança, de acordo com a informação que trará, ou seja, o mesmo número pode nos trazer diferentes informações, por exemplo: “[...] o número 3 pode significar R$3,00 (valor monetário), 3 camisas (quantidade) ou 3 metros (distância)”. • Cabe a nós, professores, elaborarmos momentos de aprendizagem em que as crianças sejam provocadas a perceber estas diferenças, apresentando situações em que os mesmos números apareçam com significados variados. O sistema de numeração decimal, conforme o próprio nome já diz, é um sistema que agrupa os números de 10 em 10. Este sistema, foi criado dessa forma, de 10 em 10, por causa da quantidade de dedos que temos nas mãos, facilitando a nossa contagem. Quanto mais a criança compreender o sistema de numeração decimal, mais fácil ela lidará com a resolução de contas e problemas matemáticos. Ela precisa entender que numa soma, a frase popular “vai um” significa na verdade, “vai uma” - uma dezena ou uma centena a mais - dependendo do valor posicional do número. Para trabalhar estas situações, sugerimos a utilização de material concreto. O material dourado, criado pela médica e educadora italiana Maria Montessori é uma excelente sugestão. O trabalho com o uso do material dourado busca desenvolver as relações abstratas e tende a ter uma imagem mais concreta, facilitando a compreensão dos algoritmos, viabilizando assim um aprendizado significativo e mais estimulante. Uma das maiores reclamações na sala dos professores refere-se a questão da interpretação, ou melhor, da falta dela, por parte da maioria dos alunos, em todas as áreas do conhecimento. Nenhum aluno aprenderá a interpretar problemas ou mesmo enunciados de questões apenas no dia da avaliação, já que esta prática tem que ser uma constante, em todas as disciplinas. Ensina-se a interpretar, provocando situações em que a interpretação seja fundamental para a resolução de um desafio. Enquanto uma criança procura diferentes caminhos para resolver um problema, ela está usando sua capacidade máxima de raciocínio. Você precisa desmistificar a matemática...