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MESOPOTÂMIA As civilizações que se desenvolveram na região da Mesopotâmia (hoje é onde fica o Iraque) se desenvolveram provavelmente a partir de 4.000 a.C. As datas, por óbvio, são imprecisas. Não há como estabelecer com extrema precisão acontecimentos históricos que nem mesmo utilizavam um calendário como o nosso. Mesopotâmia é uma palavra grega que significa “entre rios”. A região da Mesopotâmia compreende os terrenos compreendidos entre o rio Tigre e o rio Eufrates, chamado de Crescente Fértil. A revolução agrícola da qual falamos na primeira aula se deu nessa região. As pessoas que ocupavam essa área, muito seca e árida, desenvolveram técnicas de irrigação que fazia bom uso das épocas de cheias, sendo possível manter relativamente estável sua produção agrícola. É nesse local em que se encontram vestígios das primeiras cidades conhecidas pelo homem. Essas cidades se desenvolviam em torno de um templo – que exercia inúmeras funções: decidia a respeito da produção agrícola, estocava alimentos e promoviam o comércio em suas grandes feiras. Os camponeses produziam cevada, trigo, gergelim, palmeiras, verduras e frutas em terras arrendadas (emprestadas/alugadas) e pagavam por elas repassando parte de sua produção agrícola ao templo (que estocava, fazia trocas, comércio e redistribuição em épocas de seca). Também se criavam porcos, bois, aves, cabras, ovelhas e cavalos. Foi uma época de muita produção artesanal de cerâmica, tecidos, ouro, bronze, cobre e prata. É também nessa época que se encontram os registros das primeiras moedas: primeiramente a cevada e, mais a frente, o uso de metais preciosos. Também é dessa época que datam os vestígios arqueológicos da escrita mais antiga que temos conhecimento, a escrita cuneiforme. A escrita cuneiforme data de, aproximadamente 3.500 anos a.C. Foram encontradas tábuas de argila com as inscrições que fazem referência à administração dos bens do templo (estoque de comida, compradores, devedores, empréstimos e etc). O CÓDIGO DE HAMURABI O Código de Hamurabi é o mais antigo código de leis de que se tem conhecimento. Hamurabi foi um rei que governou o Império Babilônico entre 1792 e 1750 a.C. A famosa expressão “olho por olho, dente por dente” ou “Lei do Talião” tem sua origem no Código de Hamurabi. O conjunto de leis é um importante documento para se entender a respeito do funcionamento das sociedades na época do Império Babilônico. A ORGANIZAÇÃO SOCIAL NA MESOPOTÂMIA A organização social na Mesopotâmia se depreende facilmente do código de Hamurabi, que estabelece as divisões sociais, punições para o cometimento de crimes, as espécies de impostos ou tributos pagos por cada parte da população e as formas de comércio estabelecidas. Os escravos, em geral mulheres, provinham do exterior e eram obtidos por meio da guerra, da pirataria ou do comércio. Há documentos que indicam que crianças abandonadas podiam ser escravizadas. Em épocas de crise era algo comum pessoas venderem-se a si mesmas ou membros de sua família como escravos. Havia uma massa de camponeses livres cujo trabalho era apropriado na forma de tributos pagos ao estado ou Templos. Os escravos podiam pertencer aos estados ou aos templos e eram utilizados nas obras de irrigação, armazenamento e distribuição de excedentes agrícolas. Havia também escravos urbanos e domésticos que pertenciam a particulares. A BIBLIOTECA DE ASSURBANIPAL Nas ruínas da antiga cidade assíria Ninive, no norte da Mesopotâmia, foi encontrado um conjunto de textos literários e eruditos que formam o que pode ser considerada a primeira biblioteca da história. A Biblioteca pertencia ao rei Assurbanipal, governante do Império Assírio (séculos IX e VII a.C.). Nessa biblioteca foram encontrados textos gravados em tabuletas de argila, como versões do célebre poema Epopéia, de Gilgamesh, composto nos séculos do Segundo Milênio a.C. RELIGIÃO E CIÊNCIA Diferentemente do mundo moderno, os povos antigos, como os babilônicos, não separavam o conhecimento e a religião. Os Zigurates eram grandes templos mesopotâmicos que eram erguidos para fazer uma ligação entre o céu e a terra, bem como o cosmos. Dentro do Zigurate havia um trono dedicado ao deus que habitava o templo. As festas e comemorações anuais eram realizadas em homenagem a esse deus. A CIVILIZAÇÃO DO NILO – EGITO A civilização egípcia nascerá nas margens do rio Nilo, um dos maiores rios do mundo. Esse rio se tornou essencial para o desenvolvimento social na área, já que estava localizado em meio ao deserto do Saara. Compreendendo a dinâmica de cheias e secas da região, a população pôde tirar proveito das possibilidades de plantio e cresceram em número de habitantes. No período em que as cheias ocorriam, entre julho e setembro, os habitantes procuravam realizar obras de engenharia civil, como a construção de templos e canais de irrigação. Quando as águas diminuíam, a plantação e criação se animais se tornava foco. Assim, um ciclo de produção foi desenvolvido, ditando a rotina daquela sociedade. • Política O sistema político vigente era a teocracia, ou seja, fundamentado em normas de um sistema religioso. Nele, o faraó era considerado uma encarnação do deus do céu na Terra, sendo a principal figura política do Antigo Egito. A sociedade era hierarquizada, com faraó e sua família sendo a classe dominante. Abaixo deles, sacerdotes e funcionários de Estado. Outros grupos que formavam a sociedade: artesãos, comerciantes; abaixo, camponeses; por fim, na classe mais baixa, os escravos, em maioria estrangeiros e prisioneiros de guerra. • Escrita: A escrita hieroglífica foi desenvolvida, em um sistema de símbolos que representavam palavras, há 3 mil anos a.C.. • Religião Politeísta, formada por mais de um deus. Os egípcios acreditavam que seus deuses geriam todos os fatos cotidianos, como a natureza e seus ciclos. Os deuses eram representados de três formas: antropomórfica (características humanas), zoomórfica (forma animal) e ou em uma mistura entre humano e animal. Alguns deuses: Rá, deus sol; Anúbis, deus dos mortos; Set, deus da violência. A crença na vida após a morte dominava as noções culturais da sociedade, que desenvolveu os processos de mumificação, para preservação do corpo. Dessa forma, as pirâmides eram construídas como tumbas funerárias para faraós, e não como suas casas, como é de conhecimento comum.