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Conceitos de Gestão de Segurança Privada Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Profa. Esp. Isabel Souza Lima Revisão Textual: Profa. Dra. Selma Aparecida Cesarin Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada • Fundamentos de Gestão de Conflitos Internos • Plano de Contingência e de Gestão de Conflitos • Regulamentação da Segurança Privada • Prevenção, Organização e Métodos de Combate a Incêndio · Apresentar as formas de gestão de conflitos internos; · Demonstrar a importância de um plano de contigência e de gestão de conflitos; · Apresentar as principais normas que regulam a segurança privada; · Proporcionar ao aluno as formas de prevenção, organização e métodos de combate a incêndio. OBJETIVO DE APRENDIZADO Gestão de Confl itos e Regulamentação da Segurança Privada Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como o seu “momento do estudo”. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo. No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados. Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada Fundamentos de Gestão de Conflitos Internos Os conflitos existem desde que o homem passou a se organizar em grupos, interagindo, assim, com outras pessoas, em prol de um objetivo comum. A definição de conflito é a profunda falta de entendimento entre duas ou mais partes. O conflito organizacional é quando existe divergência de opiniões entre colegas de trabalho ou entre departamentos, clientes, fornecedores, ou qualquer parte envolvida no processo empresarial. Todos os tipos de empresas, de qualquer que seja o segmento ou, ainda, de qual- quer que seja o porte, possuem conflitos internos. Isso porque são formadas por pessoas e cada pessoa é diferente, com ideias diferentes e pontos de vista diferentes. Figura 1 Fonte: iStock/Getty Images Quando bem gerenciado, o conflito é um aliado da Empresa, permitindo a melhoria dos serviços e/ou dos produtos oferecidos, pois, a partir dele, trabalha- se na busca de novas soluções, ideias novas e avanço empresarial, ou seja, ele é necessário para a evolução da Organização. Entre os pontos positivos de conflito, é possível destacar as seguintes vantagens: • Estimula a produção de ideias e meios eficazes de realização das tarefas, bem como soluções criativas e inovadoras; • Estimula sentimentos de identidade e aumenta a empatia no grupo; • É um meio de chamar a atenção para problemas existentes e funciona como mecanismo de correção, evitando problemas mais sérios. 8 9 Figura 2 Fonte: iStock/Getty Images No entanto, quando o conflito é mal gerenciado, pode ser um fator motivacional para constantes discussões dentro da Empresa, brigas internas, atritos com os clientes/fornecedores, contribui para um péssimo clima organizacional e, até mesmo, para a demissão de pessoas de forma voluntária ou involuntária. É possível destacar, ainda, as seguintes desvantagens do conflito: • Apresenta consequências indesejáveis para o bom funcionamento da organização, pois indivíduos e grupos veem seus esforços bloqueados, desenvolvendo sentimentos de frustração, hostilidade e tensão. Isso prejudica tanto o bom desempenho das tarefas, quanto o bem-estar das pessoas; • Grande parte da energia criada pelo conflito é dirigida e gasta nele mesmo, prejudicando a energia que poderia ser utilizada no trabalho produtivo, pois ganhar o conflito passa a ser mais importante do que o próprio trabalho; • A cooperação passa a ser substituída por comportamentos que prejudicam o funcionamento da Organização e influenciam a natureza dos relacionamentos existentes entre pessoas e grupos. Nesse sentido, o conflito é necessário; porém, é preciso lidar de forma correta com ele, a fim de que o conflito seja um fator positivo na Empresa e não, necessariamente, algo negativo que deve ser contido e desencorajado. Existem três níveis de conflitos: 1. Confl ito percebido: ocorre quando as partes percebem e compreendem que o conflito existe porque sentem que seus objetivos são diferentes dos objetivos dos outros e que existem oportunidades para interferência ou bloqueio. É o chamado confl ito latente, que as partes percebem que existe potencialmente; 9 UNIDADE Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada 2. Conflito experienciado: quando o conflito provoca sentimentos de hostilidade, raiva, medo e descrédito entre uma parte e outra. É o chamado conflito velado, quando é dissimulado, oculto e não manifestado externamente com clareza; 3. Conflito manifestado: quando o conflito é expresso por comportamentos de interferência ativa ou passiva por pelo menos uma das partes. É o chamado conflito aberto, que se manifesta sem dissimulação. Muitos são os motivos que geram conflitos. Alguns exemplos clássicos são: • Diferenças culturais; • Luta pelo “poder” ou necessidade de status; • Forçar autonomia; • Necessidades não atendidas, sejam elas individuais ou do grupo; • Falta de bom senso; • Mudanças no ambiente de trabalho; • Falta de informação; • Metas altas; • Escassez de recursos (humanos, tecnológicos ou financeiros); • Expectativas nas promessas atendidas ou não cumpridas; • Novos serviços ou produtos; • Novas tecnologias inseridas; • Falta de treinamento; • Preconceitos/julgamentos antecipados; • Falta de análise de situações; • Outros. Plano de Contingência e de Gestão de Conflitos Algumas técnicas são utilizadas para a gestão de conflitos: • Dê valor ao funcionário e aos seus colegas criando, dessa forma, atmosfera afetiva – As pessoas precisam ser reconhecidas pelo que desenvolvem e é necessário dar a devida importância ao papel de cada um dentro da Organização, lembrando-se de que todos são importantes e fazem parte do Sistema Empresarial; 10 11 • Ouça todos os envolvidos no conflito de forma empática e imparcial; conheça todos os lados da história e as considerações de todos os envolvidos para, a partir daí, ter visão ampla e real dimensão do impacto que o conflito está causando; • Procure soluções e pontos de divergência. Não perca tempo procurando um culpado, e sim, foque energia na resolução do problema diagnosticado, o impacto que ele causa, o prejuízo que ocasiona e trabalhe na resolução; • Focalize necessidades individuais e compartilhadas; leve em consideração todas as pessoas envolvidas. Às vezes, uma situaçãopoderá impactar o trabalho de apenas um membro da equipe; no entanto, em outras situações, irá atingir a produtividade de um departamento inteiro ou da Empresa como um todo; • Construa um poder positivo e compartilhado. Incentive a troca de ideias, estimule a participação de todos; • Melhore a argumentação. Para as ideias que forem descartadas, explique o motivo do descarte; tenha argumentação. Ou seja, simplesmente não diga que “tal coisa não foi aprovada pelo simples fato de não ter sido aprovada”. Esse comportamento poderá gerar novos conflitos e estimular os conflitos pessoais entre as pessoas envolvidas; • Desenvolva um plano de ação. Faça um plano de ação e/ou um cronograma para o desenvolvimento da estratégia de solução escolhida. Faça o acompanhamento constante e, caso seja necessário, reavalie; • Estabeleça acordos de benefícios mútuos; é relação de ganhos múltiplos. Aponte os benefícios que todos os envolvidos terão com a estratégia de resolução de conflitos. Chiavenato (2009) define que o conflito é inevitável; o administrador precisa conhecer suas possíveis soluções ou resoluções. A solução de um conflito passa quase sempre pelo exame das condições que o provocaram. Regulamentação da Segurança Privada A regulamentação da profissão de Segurança Privada é estabelecida pela Portaria nº. 3.233/2012 – DG, DPF, de 10 de dezembro de 2012. Essa Portaria estabelece requisitos, direitos e deveres para o exercício da profissão de vigilante no Brasil. Todos os artigos dela são importantes, é claro. Mas, nesse momento, vamos destacar o Artigo 1, que define a atividade de segurança privada. 11 UNIDADE Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada Figura 3 Fonte: iStock/Getty Images O Artigo 1º dessa Portaria estabelece a disciplina das atividades de segurança privada, armada, desenvolvida pelas empresas especializadas, pelas empresas que possuem serviço orgânico de segurança e pelos profissionais que nelas atuam, bem como regula a fiscalização dos planos de segurança dos estabelecimentos financeiros. Esse Artigo deixa claro que a atividade da segurança privada deve ser feita por uma empresa especializada, com profissionais especializados. Para se tornar um profissional de vigilância privada, é preciso ter Certificação, e nenhuma Empresa pode contratar uma vigilância que não possua essa certificação básica. Avançando, ainda, no Artigo 1º, o primeiro parágrafo deixa claro que o órgão responsável pela Segurança Privada é a Polícia Federal e que se trata de uma extensão da segurança pública. Já o parágrafo 2º determina os objetivos da segurança privada, que são: I. Dignidade da pessoa humana; II. Segurança dos cidadãos; III. Prevenção dos danos e diminuição dos seus efeitos; IV. Aprimoramento técnico dos profissionais de segurança privada; V. Estímulo ao crescimento das empresas que atuam no setor. O parágrafo 3º delimita o trabalho da segurança privada, ou seja, ele determina qual será a área de atuação e as atividades em que a segurança privada poderá estar envolvida, que são a segurança patrimonial, o transporte de valores, a escola armada, a segurança pessoal e a profissionalização dos vigilantes: 12 13 § 3º. São consideradas atividades de segurança privada: I - vigilância patrimonial: atividade exercida em eventos sociais e dentro de estabelecimentos, urbanos ou rurais, públicos ou privados, com a finalidade de garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio; II - transporte de valores: atividade de transporte de numerário, bens ou valores, mediante a utilização de veículos, comuns ou especiais; III - escolta armada: atividade que visa garantir o transporte de qualquer tipo de carga ou de valor, incluindo o retorno da equipe com o respectivo armamento e demais equipamentos, com os pernoites estritamente necessários; IV - segurança pessoal: atividade de vigilância exercida com a finalidade de garantir a incolumidade física de pessoas, incluindo o retorno do vigilante com o respectivo armamento e demais equipamentos, com os pernoites estritamente necessários; e V - curso de formação: atividade de formação, extensão e reciclagem de vigilantes (Portaria nº. 3.233/2012, Art. 1º Parágrafo 3). Essa Portaria é de fundamental conhecimento para o Gestor de Segurança Privada. É determinante para um bom gestor o conhecimento das principais regras da atividade que ele lidera. A Portaria é bastante completa, trabalha com temas desde a definição e a delimitação da atividade, até as questões como o controle e a fiscalização, como uma Empresa pode conseguir a autorização para iniciar as atividades de segurança privada no país, especificação de segurança dos veículos, uniformes dos vigilantes, determina o processo de aquisição de armas, munições, coletes e cães adestrados na segurança privada, entre outros temas extremamente relevantes dessa área. Portaria nº. 3.233 / 2012 – DG, DPF, de 10 de dezembro de 2012. Pode ser acessada em: https://goo.gl/3O7xLmEx pl or Prevenção, Organização e Métodos de Combate a Incêndio O objetivo principal da prevenção de combate a incêndios é propor medidas que têm como finalidade impedir o aparecimento do fogo ou dificultar sua propagação. No entanto, para que essa prevenção seja possível, é necessário ter conhecimento sobre como conter o fogo em seu estágio inicial, saber quais ações tomar, quais equipamentos que podem ser utilizados e, por último, como e quando utilizar tais equipamentos de combate ao fogo. 13 UNIDADE Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada Figura 4 Fonte: iStock/Getty Images Todo profissional de vigilância privada deve fazer um treinamento de Prevenção, Organização e Métodos de Combate a Incêndio, em caráter obrigatório para o profissional. Mas, ainda assim, vale ressaltar algumas regras básicas que todo profissional deve conhecer para a obtenção de sucesso no combate ao fogo: • Normas de procedimentos gerais da Empresa, em caso de incêndio; • Instruções referentes à conduta da área na qual trabalha; • Planta do local com as saídas de emergência; • Localização dos extintores e de outros equipamentos de combate ao fogo; • Manter os espaços livres e conservados ao redor dos equipamentos de combate ao fogo, para que o acesso a eles seja fácil; • Nunca fazer a utilização do equipamento de combate ao fogo para qualquer outra finalidade; • Conhecer bem o funcionamento de cada tipo de extintor para saber de imediato qual deve ser usado em determinada situação. Cartilha de Orientações Básicas - Corpo de Bombeiro: https://goo.gl/zX3yE3 Ex pl or Triângulo do Fogo O triângulo de fogo é formado por calor (energia de ativação), combustível e comburente. Para existir fogo, é necessário ter os três elementos em quantidades suficientes e em condições propícias, sendo que: 14 15 • Combustível é tudo o que queima; é o elemento que alimenta o fogo e pelo qual o fogo se propaga. Os combustíveis são encontrados na natureza nos três estados físicos da matéria: sólido, líquido e gasoso; • Comburente é o oxigênio encontrado no ar que respiramos; é o elemento que dá vida ao fogo. Quanto maior a concentração de oxigênio, mais intenso será o fogo; • Fonte de ignição/ativação (calor) é o elemento que dá início ao processo de combustão; nada se queima sem antes se aquecer. Regras básicas para evitar um incêndio: • O lixo não deve ser acumulado em locais inadequados; • Os líquidos infl amáveis não devem ser armazenados em locais de risco; • O chamado Gás Liquefeito de Petróleo (G.L.P.), também conhecido como gás de cozinha, não deve ser estocado em ambientes fechados e sem ventilação; • As instalações elétricas não devem ser sobrecarregadas; não se deve conectar vários aparelhos em uma mesma tomada; • Materiais de fácil combustão, como álcool, velas e fósforos, devem ser mantidos e armazenados fora do alcance de crianças; • Os extintores, os hidrantes e as saídas de emergência precisam ter acesso liberadoe devem ser mantidos desobstruídos; • Deve-se manter sempre uma brigada de incêndio, ou seja, um grupo de pessoas que tenham recebido treinamento prévio e que estejam capacitadas para combater incêndios. As principais causas de incêndio são: a) Natural: é aquela provocada por um agente da natureza. Por exemplo, raio, terremoto, vulcão, queda de meteoro etc.; b) Acidental: é aquela provocada pelo homem, por negligência, imprudência ou imperícia (sem intenção). Por exemplo, brincadeira de criança com fósforos, bituca de cigarro jogada em cesto de lixo, curto- circuito, acidente de trânsito etc.; c) Criminosa: é aquela provocada com intenção pelo homem; ele tem vontade de provocar danos. Por exemplo, sabotagem, ato incendiário, bomba-relógio etc. Métodos de Extinção de Fogo a) Resfriamento: diminuir a temperatura do combustível que queima, até que ela fique abaixo do seu ponto de fulgor (ponto de inflamação), de forma que não mais desprenda gases inflamáveis; 15 UNIDADE Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada b) Abafamento: consiste em diminuir ou retirar o oxigênio presente no material que queima, visto que, se a concentração de oxigênio for menor que 16%, a combustão nos corpos sólidos será apenas em brasa, e nos líquidos e gases inflamáveis, o fogo será completamente extinto; c) Isolamento: retira-se o material combustível que está sendo queimado da proximidade daqueles que não estão. Da mesma forma, retira-se o material que não está queimando da proximidade dos que estão, para não propagar e aumentar o incêndio. Corpo de Bombeiros/ Polícia Militar do Estado de SP: https://goo.gl/Gq5qUE Ex pl or Tipos de Extintores • Extintor de água pressurizada: utilizado em incêndios de Classe A. A pressão interna expele a água quando o gatilho é acionado. Ele tem alcance médio de 10 metros; TIPO A Madeira, papel, telas de algodão etc.A TIPO B Gasolina, pinturas, solventes etc.B TIPO C Todo tipo de eletronicoC TIPO C Metal, sódio, magnésio etc.D Tipos de Extintores Figura 5 16 17 • Extintor de pó químico seco: utilizado em incêndios de Classes B e C. O pó sob pressão é expelido quando o gatilho é acionado. O extintor tem alcance médio de 5 metros; • Extintor de gás carbônico: utilizado em incêndios de Classes B e C. O gás é armazenado sob pressão e liberado quando o gatilho é acionado; • Extintor de espuma mecânica: utilizado em incêndios de Classes A e B. A espuma age, primeiramente, por abafamento e, secundariamente, por resfriamento. Classe A Classe B Classe C Classe D Combate: papel, madeira, tecidos etc. Combate: óleo diesel, gasolina, graxa, álcool etc. Combate: eletrônicos, tais como, televisão, computadores etc. Combate: alumínio, magnésio etc. Sistema Hidráulico – Prevenção de Incêndios • Reservatório: caracteriza-se como uma fonte de água que é utilizada para suprir o consumo em casos de incêndio; • Canalização: são redes de canos e tubulações responsáveis por conduzirem a água da fonte até as proximidades dos locais que precisam ser protegidos de possível incêndio; • Hidrantes: são os dispositivos que oferecem água para alimentar as mangueiras dos bombeiros; • Abrigos: são locais que guardam e protegem os hidrantes, mangueiras e esguichos (casas); • Mangueira: é um condutor de água flexível que pode ser confeccionado em lona, fibras sintéticas ou algodão e é revestido internamente com borracha. Já as mangueiras de jardim são feitas de PVC (cloreto de polivinila), podendo ou não ser reforçadas com borracha. Providências e Orientações em Situações de Emergência • Manter a calma; • Identificar e localizar o que está acontecendo; • Avaliar rapidamente a situação e o que fazer; • Se houver indício de incêndio, acionar o alarme de incêndio; • Andar, e não correr; • Não tentar salvar objetos; • Nunca subir; tentar sempre descer; • Não usar o elevador; usar sempre a escada de emergência; • Não retirar as roupas do corpo; 17 UNIDADE Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada • Colocar um lenço molhado no nariz e tentar caminhar o mais próximo ao chão (agachado); • Não se trancar em compartimentos confinados e/ou fechados; • Antes de tentar abrir portas, verificar se elas estão frias; • Controlar as pessoas que estiverem desorientadas e em pânico. Providências e Orientações em Casos de Ameaças de Bomba • Sempre acreditar que a ameaça é verdadeira, mesmo que haja dúvida; • Comunicar o fato ao superior imediato ou ao responsável local; Figura 6 Fonte: iStock/Getty Images • Não tocar em qualquer objeto, seja estranho ou comum ao local, pois, em se tratando de ameaça, todo objeto passa a ser suspeito; • Acionar as autoridades competentes; entre eles, o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), por meio do número 190; • Evacuar o local de maneira rápida e discreta, para não provocar alarde e, consequentemente, pânico; • Isolar a área, afastando grupos de curiosos. 18 19 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Sites EXAME.COM 5 Maneiras de Lidar com Confl itos na sua Empresa. Por Camila Lam. https://goo.gl/sIVoY8 RHPORTAL Gestão de Confl itos. Por Irani Cavagnoli. https://goo.gl/xYkugR Vídeos Aprenda a gerenciar os conflitos no trabalho https://youtu.be/Q1yY3laiKBo NR 23 Prevenção Contra Incêndio https://youtu.be/JK2uPjThBtY 19 UNIDADE Gestão de Conflitos e Regulamentação da Segurança Privada Referências CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. 9.ed. São Paulo: Elsevier, 2009. MINISTÉRIO da Justiça. Departamento de Polícia Federal. Portaria nº. 3.233, de 10 de dezembro de 2012. Dispõe sobre as normas relacionadas às atividades de Segurança Privada. Disponível em: <http://www.pf.gov.br/servicos-pf/seguranca- privada/legislacao-normas-e-orientacoes/portarias/Portaria%20n3233.12.DG- DPF.pdf/view>. Acesso em: 10 mar. 2017. Site Visitado POLÍCIA Militar Federal. Cartilha de Orientações Básicas. Noções de Prevenção Contra Incêndio. Dicas de Segurança. Disponível em: <http://www. ccb.policiamilitar.sp.gov.br/icb/wp-content/uploads/2017/02/Cartilha_de_ Orientacao.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2017. 20