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Características do direito Celta Celta é a designação dada a um conjunto de povos, organizados em múltiplas tribos e pertencentes à família linguística indo-europeia, que se espalhou pela maior parte do Oeste da Europa a partir do II milénio a.C. O direito, desses povos, encontra sustentação nos costumes imorais, por isso, não se encontra a sua normatização escrita. Os estudos mais aprofundados são baseados em relatos e prática dos hábitos de convívio. Devido a esse fato, o direito era aplicado somente pelos sacerdotes que eram escolhidos, treinados e educados para tal ofício. Os sacerdotes, dentro da cultura celta, tinham o dever e a autorização de indicar o sucessor para o ofício de legislar. Estes, não se preocupavam em escrever os ritos e práticas da legislação, pois mantinham o monopólio da interpretação das leis. Os Druidas, como eram chamados os sacerdotes, eram “juízes supremos e implacáveis” da época. Os sacerdotes, não confiavam a tradição da legislação aos escritos, visto que eram proibidos de fazê-lo desta forma. Somente, quando ocorreu o domínio do cristianismo, a tradição dos sacerdotes juízes acabou, e assim o direito celta sofreu uma profunda influência do direito canônico. Mesmo com tanto desprezo pela escrita, por parte dos Celtas, ainda existiram obras registradas referentes aos costumes e um pouco ao direito desses povos. Um exemplo disso seria o livro Irlandês Senchus Mór. Devido ao fato do povo Celta ter uma escrita de caráter embrionário, não se tem uma variedade de fontes para analisar por completo a condição da mulher na sociedade. Porém, o universo na qual essas mulheres encontravam – se inseridas, é bem distinto do modelo Greco – romano de organização social. As mulheres, na sociedade Celta, poderiam assumir diversas funções profissionais, podendo chegar até a função de legisladoras. Essas mulheres, possuíam seus direitos perante a sociedade, e eram tratadas de forma igual ao homem dentro da mesma. Nessa sociedade, a mulher não era um objeto pertencente ao homem, para os Celtas o casamento é apenas um contrato, onde ambos possuíam os mesmos direitos. Por isso, o adultério não era algo recorrente na sociedade.