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Antifúngico Química Farmacêutica Aluna :Ana Cláudia Almeida Histórico - Antifúngicos O primeiro antifúngico descoberto foi a anfotericina B em 1955. Esse medicamento foi amplamente utilizado no tratamento de infecções graves, porém apresenta alta toxidade prejudicando o funcionamento renal do paciente. Assim se fez a necessidade de criar novas formulas a partir da anfotericina B. Derivados Azólicos Os azóis constituem um grupo de agentes fungistáticos sintéticos, com amplo espectro de atividade. É divido em dois grupo. Os principais fármacos disponíveis incluem: IMIDAZÓIS: 2N2 : Cetoconazol, Clotrimazol, Econazol, Isoconazol, Miconazol, Oxiconazol, Sertaconazol, Tioconazol . TRIAZÓIS: 3N2: Fluconazol, Itraconazol, Voriconazol, Posaconazol, Ravuconazol, Albaconazol Estrutura Química Fluconazol Os fármacos imidazólicos, exemplo o cetoconazol contém dois átomos de nitrogênio no anel azólico, já a classe dos fármacos triazólicos contém três átomos de nitrogênio no anel. Uma grande importante diferença é a maior afinidade que os triazóis pela enzima dos fungos. Cetoconazol Fluconazol Sua descoberta foi resultado de um programa de pesquisa dirigido ao desenvolvimento de um agente antifúngico de amplo espectro de ação, sendo o representante mais importante da primeira geração de triazóis devido a sua maior hidrossolubilidade, boa biodisponibilidade oral, maior tempo de vida, bom perfil de segurança e eficácia. Fluconazol Sintetizado pela primeira vez em 1990, o fluconazol é um antifúngico que pertence à classe dos compostos triazólicos, sendo utilizado para tratar infecções cutâneas. Disponível em http://bvs.sld.cu/revistas/far/vol39_2_05/far12205.htm Relação Estrutura-atividade Alteração da molécula de imidazol para o fluconazol. O Fluconazol é um derivado triazólico planejado a partir dos imidazóis de 1º geração. Uma modificação importante no desenvolvimento do fluconazol foi a substituição do anel imidazol pelo anel triazólico no sítio S1 produzindo substancias metabolicamente mais estáveis. Essa maior estabilidade se deve a resistência do anel triazólico à oxidação metabólica, aumentando sua eficácia e o tempo de meia vida. O grupo lateral do sitio S4 foi substituído pelo anel triazólico, eliminando o centro esterogênico, tornando a síntese mais simples. O grupo difluorofenila no sitio S3, aumentando a atividade e om tempo de meia vida impedindo uma possível hidroxilação aromática, o que poderia aumentar a toxicidade do composto; O grupo éter foi substituído pelo grupo álcool no sitio S2, minimizando um possível impedimento estérico. Relação Estrutura-atividade do Fluconazol A atividade farmacocinética e farmacodinâmica superior do fluconazol com relação aos antifúngicos com anel imidazol é a atribuída a modificações em sua estrutura química: • A substituição do anel aromatico de dois atomos de cloro por dois átomos de flúor, aumentando a atividade biológica e aumentando assim a absorção, pois sendo polar aumenta a afinidade pelos líquidos corporais. Interação entre o Fluconazol e enzima CYP 51 Os azóis são inibidores da biossíntese do ergosterol, agindo na enzima esterol 14 alfa desmetilase (CYP51). Esses inibidores interagem por coordenação de um átomo de nitrogênio do anel azólico com o átomo de ferro do grupo heme da enzima, bloqueando a ligação do oxigênio, onde ocorre uma ruptura na estrutura normal e função da membrana celular inibindo o crescimento celular. Referências ANVISA. Resolução – RE nº 899, de 29 de maio de 2003. Guia para validação de métodos analíticos e bioanalíticos. Disponível em www.anvisa.org.br. Acesso em: 30/04/07. MARQUES, L. Farmacologia dos antifúngicos. Disponível em: https:biomedicinbrasil.com/2018/01/farmacologia-dos-antifungicos.html AZEVEDO, A. DROGAS ANTIFÚNGICAS. Disponível em: https:www.ufjf.br/microbiologia/files/2013/05/drogas-antifungicas