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CEPED CURSOS CRISTINEIDE MENDES DA SILVA LIMA NEIDEMENDESLIMA@HOTMAIL.COM AS CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM do trabalho na SAÚDE DO TRABALHADOR E NA prevenção de doenças ocupacionais ALAGOINHAS 2020 CEPED CURSOS RESUMO Diante de um cenário de constantes mudanças, no atual mundo globalizado em que vivemos, as organizações vem sofrendo inúmeras transformações nos últimos anos, em ritmo acelerado, incorporando novas tecnologias, sem a devida investigação dos impactos na Saúde do Trabalhador. Aos poucos então a sociedade vem compreendendo que o cuidado com o trabalhador é uma necessidade, uma vez que é por meio de sua ação direta que se dá o crescimento e fortalecimento das organizações que se utilizam de sua mão de obra. Ressalte-se que o cuidado com a saúde e segurança nos contextos do trabalho implica atuação interdisciplinar de profissionais das áreas. Nesse contexto, a enfermagem do trabalho vem ganhando cada vez mais espaço nas organizações, passando a fazer parte direta de seus quadros de profissionais do trabalho, atuando diretamente de forma a contribuir não apenas para a qualidade de vida do trabalhador, mas principalmente atuando na orientação quanto à prevenção de riscos ocupacionais, visando seu bem-estar físico e mental, como também gerenciando a assistência, sendo o responsável técnico pelas ações e pela equipe de enfermagem. O presente artigo tem como objetivo: Analisar através de revisão bibliográfica, a relação entre as doenças ocupacionais e ações do enfermeiro do trabalho na prevenção dos riscos existentes no ambiente de trabalho. Palavras-chave: Doenças Ocupacionais, Saúde do trabalhador e Enfermagem do Trabalho. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 04 2. DESENVOLVIMENTO ......................................................................................... 06 2.1 Relações de Trabalho e Saúde............................................................................06 2.2 História da Enfermagem do Trabalho No Brasil...................................................07 2.3 O profissional da enfermagem do trabalho e suas principais atribuições e sua importância na Pandemia...........................................................................................08 3. CONCLUSÃO ...................................................................................................... 13 4. REFERÊNCIAS .................................................................................................... 14 1. INTRODUÇÃO Diante das transformações ocorridas na sociedade em geral, o universo profissional vem se expandindo cada vez mais, esta realidade tem exigido a atuação de determinados profissionais de diferentes áreas, visando garantir o bem-estar dos trabalhadores. A enfermagem do trabalho vem atuando cada vez mais de forma educativa na prevenção de acidentes, na conscientização do risco de doenças ocupacionais que causam afastamentos temporários ou permanentes nos mais diversos ambientes de trabalho, como também realiza um trabalho de orientação e faz um amplo acompanhamento daqueles que realmente necessitam de cuidados assistenciais voltados à saúde. A doença ocupacional, embora ainda sem esta denominação, é descrita desde tempos remotos. Esse campo, caracterizado por uma ação multi e interdisciplinar, passou a considerar além dos aspectos biológicos, os aspectos sociais e psicológicos do trabalhador (MARZIALE et al, 2010, MENDES; DIAS, 1991). No final do século XX, com a incorporação do trabalhador na compreensão e nas discussões do impacto do trabalho sobre o processo saúde doença, a Saúde Ocupacional passou a ser entendida como “Saúde do Trabalhador” (MARZIALE et al, 2010, MENDES; DIAS, 1991). A Constituição Federal Brasileira, em seus artigos 5º e 7º, assegura os direitos sociais e fundamentais dos trabalhadores, que têm direito à garantia de sua incolumidade física e mental (BRASIL, 1988). Segundo a legislação brasileira, todo e qualquer empregador, tem o legítimo dever de assegurar condições de trabalho em ambiente sadio. A lei exige inclusive que sejam realizados exames admissionais e demissionais para que o trabalhador retorne ao mercado com a certeza e garantia de que sua saúde não foi de forma alguma prejudicada (BRASIL, 1996). O profissional enfermeiro do trabalho, especialista em saúde ocupacional e que presta assistência de enfermagem aos trabalhadores, promove e zela pela saúde do trabalhador contra os riscos ocupacionais. Ele atua ainda no atendimento aos doentes e acidentados, visando seu bem-estar físico e mental, também gerenciando a assistência, sendo o responsável técnico pelas ações e pela equipe de enfermagem (CASTRO, SOUSA E SANTOS, 2010). O enfermeiro do trabalho vem conquistando cada vez mais espaço nas empresas, passando a fazer parte do respectivo corpo de funcionários atuando diretamente na orientação e prevenção de doenças ocupacionais e contribuindo, portanto, na melhoria da qualidade de vida do trabalhador. (LIMA, LIMA, 2009). Diante desse fato, este trabalho busca contribuir abordando as contribuições da enfermagem do trabalho, tanto no cuidado ao trabalhador quanto na prevenção de doenças ocupacionais para promoção da saúde no local de trabalho. Nesse sentido foi elaborado um breve histórico sobre as relações de trabalho e saúde, a enfermagem do trabalho no Brasil por meio de revisão bibliográfica focando o profissional de enfermagem do trabalho, sua formação, qualificação, atribuições e o seu papel na prevenção de doenças ocupacionais. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 Relações de Trabalho e Saúde A relação entre o trabalho e a saúde/ doença surgiu na antiguidade, mas tornou-se um foco de atenção a partir da Revolução Industrial. Afinal, no trabalho escravo ou no regime servil, inexistia a preocupação em preservar a saúde dos que eram submetidos ao trabalho. Os trabalhadores eram equiparados a animais e ferramentas. Com a Revolução Industrial, o trabalhador passou a vender sua força de trabalho tornando-se presa da máquina e da produção rápida para acumulação de capital. As jornadas eram excessivas, em ambientes extremamente desfavoráveis à saúde, aos quais se submetiam também mulheres e crianças. Esses ambientes inadequados propiciavam a acelerada proliferação de doenças infecto- contagiosas, ao mesmo tempo em que a periculosidade das máquinas era responsável por mutilações e mortes. Através dos tempos, o Estado passou a intervir no espaço do trabalho baseando-se no estudo da causalidade das doenças. Assim, toma figura o médico do trabalho que vai refletir na propensão a isolar riscos específicos e, dessa forma, atuar sobre suas consequências, medicando em função de sintomas e sinais ou, quando muito, associando-os a uma doença legalmente reconhecida. No Brasil, a legislação trabalhista compõe-se de Normas Regulamentadoras, Normas Regulamentadoras Rurais e outras leis complementares, como portarias, decretos e convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, e no Brasil a Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, em seu artigo 164, já prescrevia a existência do SESMT nas empresas. Posteriormente, a legislação sobre a temática foi resgatada na Carta Constitucional de 1988 e regulamentada pela Lei 8080/90, a Lei Orgânica da Saúde, especialmente em seu artigo 6º, aqui já tratada como "saúde do trabalhador", e não mais "medicina do trabalho”. Apesar dos avanços significativos no campo conceitual, ainda era necessário um novo enfoque e novas práticas para lidar com a relação trabalho-saúde, consolidados sob esta nova denominação. Por Saúde do Trabalhador compreende-se um corpo de práticas teóricas interdisciplinares – técnicas, sociais, humanas – e interinstitucionais desenvolvidas por diversos atores, informados por uma perspectiva comum. A Saúde do Trabalhador constitui uma área da Saúde Pública que tem como objeto de estudo e intervenção as relações entre o trabalho e a saúde.Tem como objetivos a promoção e a proteção da saúde do trabalhador, por meio do desenvolvimento de ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes e condições de trabalho, dos agravos à saúde do trabalhador e a organização e prestação da assistência aos trabalhadores, compreendendo procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação de forma integrada, no SUS. Assim, o propósito central do exercício da saúde no trabalho é a prevenção primária dos acidentes do trabalho e das doenças relacionadas ao trabalho. Segundo o Código Internacional de ética para os Profissionais de Saúde no Trabalho, isto deveria acontecer dentro do contexto organizacional no sentido de assegurar que estas atividades são relevantes, baseadas no conhecimento, corretas do ponto de vista científico, ético e técnico, e estão adequadas às condições de risco ocupacional na empresa e às necessidades da população trabalhadora em questão. Para alcançar este propósito adequadamente, não é necessário apenas realizar as avaliações de saúde e prover serviços, mas sim cuidar da saúde dos trabalhadores e de sua capacidade de trabalho. 2.2 História da Enfermagem do Trabalho No Brasil Carvalho (2001) define enfermagem do trabalho como a ciência e a prática especializada que promove e presta serviços de saúde aos trabalhadores, incidindo na proteção, na promoção e na recuperação da saúde do trabalhador, e contribuindo para um local de trabalho saudável e seguro. Dessa forma, a enfermagem do trabalho é parte da ciência da enfermagem em saúde pública e, como tal, utiliza os mesmos procedimentos e técnicas empregados por esta, como: promoção da saúde do trabalhador; proteção contra agentes químicos, físicos, biológicos, mecânicos, ergonômicos e psicossociais; proteção contra os riscos decorrentes de suas atividades laborais; manutenção da saúde do mais alto grau de bem estar físico e mental; recuperação de lesões, de doenças ocupacionais, visando a reabilitação para o trabalho (BULHOES, 1986). Consiste ainda, na aplicação dos princípios e procedimentos de enfermagem com a finalidade de promover, conservar e restaurar a saúde do trabalhador e grupos nos seus locais de trabalho, contribuindo assim, para o seu bem estar e ótimo desempenho (ANTUNES, 2009). A enfermagem do trabalho surgiu quando as primeiras leis de acidente do trabalho se originaram na Alemanha, em 1884, estendendo-se logo a vários países da Europa. Essas leis chegaram ao Brasil por meio do decreto legislativo nº 3.724 de 15 de janeiro de 1919, que dava parâmetros legais de proteção aos trabalhadores expostos aos riscos do dia a dia (BULHOES, 1986). Em meados do século XX, surgiu na sociedade a preocupação por medidas e soluções que minimizassem os riscos de adoecimento e de morte dos trabalhadores em decorrência de atividades laborativas. Tal preocupação gerou a busca pelo conhecimento da relação entre saúde, trabalho e doença, e de tantos outros fatores que afetavam a saúde do trabalhador. Essas medidas sugeriram o aparecimento de outras ciências, além das ciências tradicionais, tais como: a higiene industrial, a segurança do trabalho, a medicina do trabalho, a saúde ocupacional e a enfermagem do trabalho (CARVALHO, 2001). A primeira escola de enfermagem no Brasil foi criada em 1890 no hospício de Pedro 2º, que nos dias de hoje é o Uni-Rio. Em 1931, foi regulamentado no Brasil o exercício de enfermagem. Já em 1955 foi aprovada a lei do exercício Profissional de Enfermagem no Brasil. Apesar de muitas enfermeiras trabalharem em indústrias desde 1940, no contexto da Medicina Industrial e Ocupacional, a enfermagem brasileira não tinha envolvimento legal na proteção dos trabalhadores até 1959, quando a Organização Internacional do Trabalho, através da Resolução 112, estipulou a obrigatoriedade dos serviços de saúde ocupacional nas empresas (MARZIALE, 2005 apud MARZIALE, 2010, pg 42). De fato, a história da enfermagem do trabalho no Brasil é bastante atual. A assistência de enfermagem do trabalho era vista mais como um atendimento emergencial na empresa, o que não a valorizava. Entretanto, o espaço para a atuação profissional, principalmente do enfermeiro do trabalho, foi se ampliando, seja na assistência direta aos trabalhadores e a seus familiares, ou no desempenho de funções administrativas, educacionais, de integração ou de pesquisa, entre as décadas de 50 e 70. (LIMA; LIMA, 2009). Em 1972, o auxiliar de enfermagem do trabalho foi incluído na equipe de saúde ocupacional, pela portaria nº 3.237 do Ministério do Trabalho. Em 1973, a partir da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), foram criados os órgãos de regulamentação do exercício da enfermagem no Brasil: o COFEN, elaborado e aprovado pela lei 7.498/86, e os conselhos regionais de enfermagem. Em 1974, ocorreu o primeiro curso de especialização em enfermagem do trabalho no estado do Rio de Janeiro. Porém, a inclusão do enfermeiro do trabalho na equipe de saúde ocupacional ocorreu por meio da Portaria nº 3.460 do Ministério do Trabalho, em 1975, após uma manifestação da Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ANENT, 2008). 2. 3 O profissional da enfermagem do trabalho e suas principais atribuições e sua importância na Pandemia Segundo diferentes autores a equipe de Enfermagem do trabalho tem um papel muito importante na prevenção das doenças, das incapacidades e promoção da saúde dos trabalhadores nas empresas. (Bulhões,1986;Carvalho 2014). Conforme afirma Bulhões (1986, p. 204): O processo de enfermagem dentro da saúde do trabalhador consiste em promoção de cuidados e proteção aos trabalhadores, torná-los conscientes dos riscos a que estão expostos e fazer com que participem do seu autocuidado. Com isso pretende- se minimizar os riscos ocupacionais. É sabido que o papel da enfermagem do trabalho é mais do que essencial na qualidade de vida e consequentemente na saúde do trabalhador (LIMA,LIMA, 2009). O enfermeiro do trabalho é o profissional que além da graduação em enfermagem, possui a Especialização em Saúde Ocupacional, na qual visa à evolução de sua atividade atuando no contato direto ao trabalhador e na administração do Ambulatório, ampliando suas ações através de pesquisas e métodos de trabalho, permitindo uma mão de obra produtiva, sadia e rentável às empresas, através dos processos de avaliação da saúde, determinando o bem-estar do trabalhador (CARVALHO, 2014). Em relação à educação e formação profissional de Enfermagem em Saúde Ocupacional (ESO). Os Conselhos Regional e Federal de Enfermagem são responsáveis por determinar e supervisionar as funções de todos os profissionais envolvidos na prática de enfermagem no Brasil (MARZIALE, 2010). A demanda pela Enfermagem em Saúde Ocupacional no Brasil tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, devido ao crescimento do número de indústrias no país e em decorrência de mudanças na legislação específica dessa área, como ocorrido com as normas que estabelecem que hospitais com mais de 501 trabalhadores, empresas de transporte com mais de 751 trabalhadores (Norma Regulamentadora 29) e companhias agrícolas com mais de 500 trabalhadores (Norma Regulamentadora 31) são obrigados a ter pelo menos um enfermeiro especialista em Saúde Ocupacional (MARZIALI, 2010). De acordo com a Associação Nacional dos Enfermeiros do Trabalho (ANENT, 2016), os Enfermeiros de Saúde Ocupacional (ESO), no Brasil, desempenham atividades relacionadas à higiene ocupacional, segurança e medicina, e integram grupos de estudo de proteção da saúde e segurança do trabalhador. As responsabilidades de ESO, de acordo com a ANENT (2016), incluem tarefas variadas, relacionadas à prevenção de doenças e acidentes de trabalho e à promoção da saúde no trabalho. Dentre as principais atribuições que o enfermeiro do trabalho possui podem ser destacadas: atuação no campo da higiene ocupacional e segurança do trabalho, elaboração e execução de programas de proteção à saúde dos trabalhadores, identificação das causas de absenteísmo, de doenças profissionais e lesões traumáticas(Lima, Lima 2009; Castro et al, 2010; Oliveira e André, 2010, Barbosa et al, 2008, Marziale, 2010,COREN, 2007 ). Tais atribuições são: · Organizar e executar o processo de trabalho da equipe de enfermagem do trabalho definindo procedimentos de rotina e ou específicos da área; · Planejar, organizar e executar atividades em conjunto com outros profissionais do SESMET (Serviço Médico Especializado em Engenharia e Medicina do Trabalho) (diagnósticos de problemas e proposta de intervenções), incluindo trabalho integrado com a CIPA (BRASIL, 1978); · Organizar prontuários e registros dos funcionários, bem como documentos da empresa ligados ao setor (ex: Programa de Proteção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), entre outros (BRASIL;1994a e BRASIL; 1994b); · Treinamento da equipe de enfermagem do trabalho de todos os processos de trabalho do setor. · Desenvolvimento de estratégias de educação em saúde do trabalhador com base na problematização dos riscos ocupacionais e nos dados de morbidade, promovendo proteção da saúde e prevenção de doenças e agravos ocupacionais · Desenvolver treinamento e capacitação com membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes- CIPA sobre assuntos pertinentes a saúde do trabalhador para que os mesmos possam se empoderar na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Com a pandemia do novo coronavírus em evolução, quem trabalha na Saúde está na linha de frente no combate, ressalta- se a importância da área e como ela é decisiva nas medidas de contenção e na preservação da saúde. Para o enfrentamento da covid-19, o Cofen constituiu um Comitê Gestor de Crise (CGC), o qual trabalhará diretamente com as unidades regionais para gerenciar possíveis crises relacionadas ao novo vírus. Em nota oficial sobre a pandemia, esse órgão destaca a atuação dos enfermeiros durante a pandemia. Ressaltando que eles, além de atuar diretamente na detecção e avaliação dos casos suspeitos, também são aqueles que estão durante 24 horas ao lado do paciente. O Cofen também enfatiza que Enfermagem é a área que constitui o maior número de profissionais atuantes na Saúde e a sua pluralidade de formação coloca-os como protagonistas no combate à transmissão do novo coronavírus. A presença desses profissionais no combate ao novo coronavírus deve ser preponderante, principalmente no que se refere à prevenção. “É fundamental a participação do profissional de enfermagem nesse momento. É um trabalhador indispensável num cenário como esse, assim como outros trabalhadores da área de saúde. A enfermagem atua desde a promoção à saúde, no que se refere a evitar e orientar como se evita a doença. No campo dos cuidados ao paciente, está na linha de frente nos três níveis de atenção”. 3. CONCLUSÃO O objetivo desse estudo foi verificar através da pesquisa bibliográfica as atribuições da enfermagem do trabalho na saúde do trabalhador. Verificou-se que o profissional de enfermagem do trabalho elabora, desenvolve e realizam planos e programas de proteção à saúde de todos os empregados, realizando inclusive inquéritos sanitários, estudando as causas de absenteísmo, levantando doenças profissionais e lesões traumáticas, procedendo a estudos epidemiológicos, coletando dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores, investigando e analisando possíveis relações com as atividades funcionais. Esse profissional também avalia e desenvolve programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais divulgando conhecimentos e sempre estimulando e orientando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças ocupacionais. A enfermagem do trabalho busca sempre aprofundar e desenvolver conhecimentos ampliando seu papel junto a saúde do trabalhador. Conclui-se que o enfermeiro tem como particularidade em seu papel relativo aos riscos ocupacionais e às medidas preventivas a capacidade de estudar e realizar as condições de segurança e periculosidade do órgão ou da empresa, promovendo observações nos locais de trabalho e analisando-as em equipe, para identificar as necessidades relativas ao campo da segurança, higiene e toda e qualquer melhoria do trabalho. A presença desses profissionais no combate ao novo coronavírus deve ser preponderante, principalmente no que se refere à prevenção. “É fundamental a participação do profissional de enfermagem nesse momento. É um trabalhador indispensável num cenário como esse, assim como outros trabalhadores da área de saúde. A enfermagem atua desde a promoção à saúde, no que se refere a evitar e orientar como se evita a doença. 4. REFERÊNCIAS ANTUNES, RJCC. Enfermagem do Trabalho – Contributo do Enfermeiro para a Saúde no Trabalho. 2009. 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