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Questões resolvidas

O princípio da função social da propriedade decorre de qual princípio embasador do Código Civil de 2002?

A função social se apresenta no Código Civil como uma cláusula geral. Qual o conceito de cláusula geral e qual sua finalidade?

De acordo com parcela da doutrina haveria espécies de cláusulas gerais, quais seriam e como se distinguiriam?

Poderíamos sustentar que seria lícito ao Poder Público determinar a suspensão do privilégio da patente, a fim de atender a demanda social pelo remédio fabricado pela indústria farmacêutica? Qual seria a justificativa da resposta?

Podemos dizer que: a) as duas afirmacoes são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. b) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. c) só a primeira afirmação é verdadeira. d) só a segunda afirmação é verdadeira.

a) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
b) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.

1) Os nomes da pessoa humana e da pessoa jurídica gozam de proteção legal? a) O Direito brasileiro não previu a proteção ao nome. b) Gozam de proteção legal, estando a mesma prevista em lei. c) Apenas o nome da pessoa humana goza de proteção legal. d) Apenas o nome da pessoa jurídica goza de proteção legal.

a) O Direito brasileiro não previu a proteção ao nome.
b) Gozam de proteção legal, estando a mesma prevista em lei.
c) Apenas o nome da pessoa humana goza de proteção legal.
d) Apenas o nome da pessoa jurídica goza de proteção legal.

2) No Direito brasileiro há previsão legal para a troca do nome? a) Apenas para a hipótese de nome que exponha ao ridículo. b) Somente para a hipótese de erro de grafia. c) Exclusivamente em razão da vontade do titular até um ano depois em que completar a maioridade. d) Para diversas hipóteses previstas na Lei 6.015/73.

a) Apenas para a hipótese de nome que exponha ao ridículo.
b) Somente para a hipótese de erro de grafia.
c) Exclusivamente em razão da vontade do titular até um ano depois em que completar a maioridade.
d) Para diversas hipóteses previstas na Lei 6.015/73.

3) Poderá ser realizada a troca do nome e do sexo junto ao Registro Civil no caso relatado? a) A jurisprudência é controvertida nesta hipótese. Alguns entendem ser possível com fundamento no princípio da dignidade da pessoa humana, e outros não acham possível em razão da ausência de previsão legal. b) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de denegar o pedido. c) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de autorizar o pedido. d) A alteração só poderá ser realizada se o pedido for feito pelo médico que realizou a cirurgia.

a) A jurisprudência é controvertida nesta hipótese. Alguns entendem ser possível com fundamento no princípio da dignidade da pessoa humana, e outros não acham possível em razão da ausência de previsão legal.
b) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de denegar o pedido.
c) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de autorizar o pedido.
d) A alteração só poderá ser realizada se o pedido for feito pelo médico que realizou a cirurgia.

1) “Para se saber o que é pressuposição, cumpre fixar aspectos do papel da vontade na formação dos negócios jurídicos. Os motivos subjetivos do agente são juridicamente irrelevantes, mas não se pode desconhecer que integram o conteúdo do ato, em certos casos, por serem a única ou principal causa determinante.” PORQUE “constituem, às vezes, o embrião de uma condição que não se desenvolveu. A pressuposição seria essa condição nascitura.” (Gomes, Orlando. Introdução ao Direito Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p.404.) Podemos dizer que:

a) as duas afirmacoes são falsas.
b) as duas afirmações são verdadeiras.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.

2) “A pressuposição pode ser manifestada expressa ou tacitamente, resultando, neste último caso, das circunstâncias, contanto que sejam de tal ordem que a outra parte possa conhecer as razões determinantes da declaração de vontade.” (Gomes, Orlando. Introdução ao Direito Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p.404.) A doutrina aponta alguns exemplos de pressuposição. Entre os enumerados abaixo, qual não se enquadraria na hipótese:

a) Caducidade do testamento, feito na convicção de não ter ou não poder ter filho o testador.
b) Rescisão de contrato de locação por descumprimento de cláusula contratual.
c) Rescisão da promessa de venda de um terreno, decorrente da impossibilidade ulterior de edificar, por proibição de autoridade.
d) Ineficácia de verba testamentária quando houve erro na causa expressa da disposição.

1) Assinalar a opção CORRETA quanto aos elementos acidentais: (baseada no 37º Concurso para o ingresso na Carreira do Ministério Público)

a) Cláusula que decorra necessariamente da natureza do direito a que acede não pode ser considerada condição.
b) O termo inicial suspende a aquisição e o exercício do direito.
c) Condição é a cláusula que subordina o ato jurídico a evento futuro e certo.
d) A condição resolutiva, quando implementada, suspende os efeitos do ato jurídico a que acede, durante o tempo expressamente previsto pelas partes.

2) Quanto à figura do encargo é CORRETO se afirmar que:

a) não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição resolutiva.
b) não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva.
c) suspende a aquisição e o exercício do direito.
d) só suspende o exercício do direito.

3) Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade. PORQUE em tal hipótese invalidará o negócio jurídico. Podemos dizer que:

a) as duas afirmações são falsas.
b) as duas afirmações são verdadeiras.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.

1) No estudo da figura do dolo, podemos afirmar que:

a) o silêncio, que em princípio não gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão culposa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.
b) o silêncio, que em princípio não gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.
c) o silêncio, que sempre gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.
d) o silêncio, que sempre gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão culposa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.

1) “O instituto da lesão justifica-se como forma de proteção ao contra- tante que se encontra em estado de inferioridade. PORQUE no contrato, mesmo naqueles paritários, ou seja, naqueles em que as partes discutem livremente suas cláusulas, em determinadas situações, pode um dos contratantes, por premências várias, ser colocado em situação de inferioridade.” (Venosa, Silvio de Salvo. In artigo publicado no Valor Econômico em 8/2/2002. p. E2) Podemos dizer que:

a) as duas afirmacoes são falsas
b) as duas afirmações são verdadeiras
c) só a primeira afirmação é verdadeira
d) só a segunda afirmação é verdadeira

2) Quanto ao instituto da lesão, assinale a resposta INCORRETA: (Venosa, Silvio de Salvo. In artigo publicado no Valor Econômico em 8/2/2002. p. E2)

a) O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, ao tratar das práticas abusivas por parte do fornecedor de bens ou serviços, veda a exigência de vantagens manifestamente excessivas em perfeita alusão ao vício da lesão.
b) Há, nesse defeito do negócio, elemento objetivo representado pela desproporção do preço, desproporção entre as prestações, mas há também elemento subjetivo representado pelo estado de necessidade, inexperiência ou leviandade de uma das partes.
c) Na figura da lesão basta que o agente se aproveite da situação de inferioridade em que é colocada a vítima, auferindo lucro desproporcional e anormal.
d) É relevante o fato de o lesado dispor de fortuna, pois a necessidade se configura na impossibilidade de evitar o contrato; a necessidade contratual, portanto, depende do poder econômico do lesado.

3) No que se refere à lesão é CORRETO afirmar: (21º Concurso OAB RJ)

a) Lesão é a exagerada desproporção de valor entre as prestações de um contrato bilateral, concomitante à sua formação, resultado do aproveitamento, por parte do contratante beneficiado, de uma situação de inferioridade em que então se encontrava o prejudicado.
b) O negócio em que se aufere ganhos com a inexperiência ou a premente necessidade de contratar da contraparte, é necessariamente um negócio válido.
c) O momento em que a desproporção lesionária deve ser apreciada é o da extinção do contrato.
d) A premente necessidade configuradora da lesão tem um significado psíquico, refere-se à necessidade psicológica de contratar, como na compulsão ao consumo.

1) Quanto ao tema nulidade absoluta, é CORRETO dizer acerca dos atos jurídicos praticados com tal vício

a) que os efeitos da decisão transitada em julgado retroagem a data da citação do réu, vez que tais atos podem ser ratificados pelas partes.
b) que não pode ser reconhecido de ofício pelo juiz havendo necessidade de manifestação do interessado.
c) que os efeitos de sentença são ex tunc.
d) que ocorrem em razão de vícios do consentimento ou sociais, como o erro, a coação, a simulação e a fraude.

4) O ato jurídico válido para quem o pratica, que não gera efeitos para outras pessoas que dele não participaram, devido a algum impedimento externo extrínseco, é denominado: (Prova Juiz Minas Gerais / 2000)

a) nulo.
b) ilícito.
c) ineficaz.
d) inexistente.

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Questões resolvidas

O princípio da função social da propriedade decorre de qual princípio embasador do Código Civil de 2002?

A função social se apresenta no Código Civil como uma cláusula geral. Qual o conceito de cláusula geral e qual sua finalidade?

De acordo com parcela da doutrina haveria espécies de cláusulas gerais, quais seriam e como se distinguiriam?

Poderíamos sustentar que seria lícito ao Poder Público determinar a suspensão do privilégio da patente, a fim de atender a demanda social pelo remédio fabricado pela indústria farmacêutica? Qual seria a justificativa da resposta?

Podemos dizer que: a) as duas afirmacoes são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. b) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. c) só a primeira afirmação é verdadeira. d) só a segunda afirmação é verdadeira.

a) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
b) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.

1) Os nomes da pessoa humana e da pessoa jurídica gozam de proteção legal? a) O Direito brasileiro não previu a proteção ao nome. b) Gozam de proteção legal, estando a mesma prevista em lei. c) Apenas o nome da pessoa humana goza de proteção legal. d) Apenas o nome da pessoa jurídica goza de proteção legal.

a) O Direito brasileiro não previu a proteção ao nome.
b) Gozam de proteção legal, estando a mesma prevista em lei.
c) Apenas o nome da pessoa humana goza de proteção legal.
d) Apenas o nome da pessoa jurídica goza de proteção legal.

2) No Direito brasileiro há previsão legal para a troca do nome? a) Apenas para a hipótese de nome que exponha ao ridículo. b) Somente para a hipótese de erro de grafia. c) Exclusivamente em razão da vontade do titular até um ano depois em que completar a maioridade. d) Para diversas hipóteses previstas na Lei 6.015/73.

a) Apenas para a hipótese de nome que exponha ao ridículo.
b) Somente para a hipótese de erro de grafia.
c) Exclusivamente em razão da vontade do titular até um ano depois em que completar a maioridade.
d) Para diversas hipóteses previstas na Lei 6.015/73.

3) Poderá ser realizada a troca do nome e do sexo junto ao Registro Civil no caso relatado? a) A jurisprudência é controvertida nesta hipótese. Alguns entendem ser possível com fundamento no princípio da dignidade da pessoa humana, e outros não acham possível em razão da ausência de previsão legal. b) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de denegar o pedido. c) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de autorizar o pedido. d) A alteração só poderá ser realizada se o pedido for feito pelo médico que realizou a cirurgia.

a) A jurisprudência é controvertida nesta hipótese. Alguns entendem ser possível com fundamento no princípio da dignidade da pessoa humana, e outros não acham possível em razão da ausência de previsão legal.
b) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de denegar o pedido.
c) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de autorizar o pedido.
d) A alteração só poderá ser realizada se o pedido for feito pelo médico que realizou a cirurgia.

1) “Para se saber o que é pressuposição, cumpre fixar aspectos do papel da vontade na formação dos negócios jurídicos. Os motivos subjetivos do agente são juridicamente irrelevantes, mas não se pode desconhecer que integram o conteúdo do ato, em certos casos, por serem a única ou principal causa determinante.” PORQUE “constituem, às vezes, o embrião de uma condição que não se desenvolveu. A pressuposição seria essa condição nascitura.” (Gomes, Orlando. Introdução ao Direito Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p.404.) Podemos dizer que:

a) as duas afirmacoes são falsas.
b) as duas afirmações são verdadeiras.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.

2) “A pressuposição pode ser manifestada expressa ou tacitamente, resultando, neste último caso, das circunstâncias, contanto que sejam de tal ordem que a outra parte possa conhecer as razões determinantes da declaração de vontade.” (Gomes, Orlando. Introdução ao Direito Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p.404.) A doutrina aponta alguns exemplos de pressuposição. Entre os enumerados abaixo, qual não se enquadraria na hipótese:

a) Caducidade do testamento, feito na convicção de não ter ou não poder ter filho o testador.
b) Rescisão de contrato de locação por descumprimento de cláusula contratual.
c) Rescisão da promessa de venda de um terreno, decorrente da impossibilidade ulterior de edificar, por proibição de autoridade.
d) Ineficácia de verba testamentária quando houve erro na causa expressa da disposição.

1) Assinalar a opção CORRETA quanto aos elementos acidentais: (baseada no 37º Concurso para o ingresso na Carreira do Ministério Público)

a) Cláusula que decorra necessariamente da natureza do direito a que acede não pode ser considerada condição.
b) O termo inicial suspende a aquisição e o exercício do direito.
c) Condição é a cláusula que subordina o ato jurídico a evento futuro e certo.
d) A condição resolutiva, quando implementada, suspende os efeitos do ato jurídico a que acede, durante o tempo expressamente previsto pelas partes.

2) Quanto à figura do encargo é CORRETO se afirmar que:

a) não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição resolutiva.
b) não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva.
c) suspende a aquisição e o exercício do direito.
d) só suspende o exercício do direito.

3) Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade. PORQUE em tal hipótese invalidará o negócio jurídico. Podemos dizer que:

a) as duas afirmações são falsas.
b) as duas afirmações são verdadeiras.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.

1) No estudo da figura do dolo, podemos afirmar que:

a) o silêncio, que em princípio não gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão culposa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.
b) o silêncio, que em princípio não gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.
c) o silêncio, que sempre gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.
d) o silêncio, que sempre gera efeitos jurídicos, merece atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão culposa, provando-se que, sem ela, se não teria celebrado o contrato.

1) “O instituto da lesão justifica-se como forma de proteção ao contra- tante que se encontra em estado de inferioridade. PORQUE no contrato, mesmo naqueles paritários, ou seja, naqueles em que as partes discutem livremente suas cláusulas, em determinadas situações, pode um dos contratantes, por premências várias, ser colocado em situação de inferioridade.” (Venosa, Silvio de Salvo. In artigo publicado no Valor Econômico em 8/2/2002. p. E2) Podemos dizer que:

a) as duas afirmacoes são falsas
b) as duas afirmações são verdadeiras
c) só a primeira afirmação é verdadeira
d) só a segunda afirmação é verdadeira

2) Quanto ao instituto da lesão, assinale a resposta INCORRETA: (Venosa, Silvio de Salvo. In artigo publicado no Valor Econômico em 8/2/2002. p. E2)

a) O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, ao tratar das práticas abusivas por parte do fornecedor de bens ou serviços, veda a exigência de vantagens manifestamente excessivas em perfeita alusão ao vício da lesão.
b) Há, nesse defeito do negócio, elemento objetivo representado pela desproporção do preço, desproporção entre as prestações, mas há também elemento subjetivo representado pelo estado de necessidade, inexperiência ou leviandade de uma das partes.
c) Na figura da lesão basta que o agente se aproveite da situação de inferioridade em que é colocada a vítima, auferindo lucro desproporcional e anormal.
d) É relevante o fato de o lesado dispor de fortuna, pois a necessidade se configura na impossibilidade de evitar o contrato; a necessidade contratual, portanto, depende do poder econômico do lesado.

3) No que se refere à lesão é CORRETO afirmar: (21º Concurso OAB RJ)

a) Lesão é a exagerada desproporção de valor entre as prestações de um contrato bilateral, concomitante à sua formação, resultado do aproveitamento, por parte do contratante beneficiado, de uma situação de inferioridade em que então se encontrava o prejudicado.
b) O negócio em que se aufere ganhos com a inexperiência ou a premente necessidade de contratar da contraparte, é necessariamente um negócio válido.
c) O momento em que a desproporção lesionária deve ser apreciada é o da extinção do contrato.
d) A premente necessidade configuradora da lesão tem um significado psíquico, refere-se à necessidade psicológica de contratar, como na compulsão ao consumo.

1) Quanto ao tema nulidade absoluta, é CORRETO dizer acerca dos atos jurídicos praticados com tal vício

a) que os efeitos da decisão transitada em julgado retroagem a data da citação do réu, vez que tais atos podem ser ratificados pelas partes.
b) que não pode ser reconhecido de ofício pelo juiz havendo necessidade de manifestação do interessado.
c) que os efeitos de sentença são ex tunc.
d) que ocorrem em razão de vícios do consentimento ou sociais, como o erro, a coação, a simulação e a fraude.

4) O ato jurídico válido para quem o pratica, que não gera efeitos para outras pessoas que dele não participaram, devido a algum impedimento externo extrínseco, é denominado: (Prova Juiz Minas Gerais / 2000)

a) nulo.
b) ilícito.
c) ineficaz.
d) inexistente.

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DIREITO CIVIL I
?
2005
1º Semestre
EXPEDIENTE
CURSO DE DIREITO – CADERNOS DE EXERCÍCIOS
Coordenação Geral do Curso de Direito da Universidade Estácio de Sá
Prof. Sérgio Cavalieri Filho
Prof. André Cleofas Uchôa Cavalcanti
Coordenação Executiva: Márcia Sleiman
COORDENAÇÃO DO PROJETO
Comissão de Qualificação e Apoio Didático-pedagógico
Presidência: Prof. Laerson Mauro
Coordenação: Prof.ª Tereza Moura
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO
Prof.ª Thelma Araújo Esteves Fraga
APRESENTAÇÃO
A metodologia de ensino aplicada no Curso de Direito da Universidade
Estácio de Sá é centrada na articulação entre a teoria e a prática, com
vistas a desenvolver o raciocínio jurídico do aluno. Essa metodologia
abarca o estudo interdisciplinar dos vários ramos do Direito, permitindo
o exercício constante da pesquisa, bem como a análise de conceitos e a
discussão de suas aplicações. Nesta perspectiva, foi criada a Coleção
Cadernos de Exercícios, que contempla uma série de casos práticos e
interdisciplinares para serem desenvolvidos em aula, simulando casos
concretos de provável ocorrência na vida profissional. O objetivo desta
coleção é possibilitar aos alunos o acesso ao material didático que propi-
cie um aprender fazendo.
Os pontos relevantes para o estudo dos casos devem ser objeto de
pesquisa prévia pelos alunos, envolvendo a legislação pertinente, a dou-
trina e a jurisprudência, de forma a prepará-los para as discussões reali-
zadas em aula.
Esperamos, com estes cadernos, criar condições para a realização de
aulas mais interativas e propiciar a melhoria constante da qualidade do
ensino do nosso Curso de Direito.
Coordenação Geral do Curso de Direito
SUMÁRIO
AULA 1
O Código Civil Brasileiro. A Constitucionalização do Direito Civil.
Despatrimonialização do Direito Civil à luz do texto consti-
tucional. ..................................................................................... 7
AULA 2
Direitos da personalidade. Afirmação como categoria autônoma de
direito subjetivo. Análise dos artigos 11 a 21 do Código Civil e 5º, IV,
V, IX e X da Constituição da República Federativa do Brasil. Conceito.
Formas de tutela. Características. Modalidades. ........................ 9
AULA 3
Fatos jurídicos e sua classificação. Teorias. Ato-fato. ............... 12
AULA 4
Ato jurídico e negócio jurídico: os planos da existência, da validade
e da eficácia. Ato jurídico stricto sensu. ..................................... 13
AULA 5
Negócios jurídicos. Classificação dos negócios jurídicos. Forma. In-
terpretação. Motivo e causa. A cooperação na conclusão dos
negócios jurídicos. Pressuposição. ............................................ 15
AULA 6
Elementos acidentais. Condição. Conceitos, modalidades, proibições
e efeitos. Retroatividade das condições. Termo. Prazo de Direito
material. Efeitos do termo. Encargo. Conceito e efeitos. Modo e
condição: distinção. .................................................................... 17
AULA 7
Defeitos dos negócios jurídicos. Teorias da declaração, da
vontade e da confiança. Erro, dolo, coação. Conceito, requisitos
e espécies. ................................................................................. 19
AULA 8
Continuação de defeitos dos negócios jurídicos: Lesão. Estado de
perigo e fraude contra credores. Conceito, requisitos, efeitos e
diferenças entre figuras jurídicas semelhantes. .......................... 21
AULA 9
Invalidade dos negócios jurídicos. Teoria da inexistência jurídica. Ine-
ficácia e invalidade. Nulidade. Anulabilidade. Conversão. Simulação.
Conceito, requisitos e efeitos. Simulação objetiva e subjetiva. Absoluta
e relativa. .................................................................................... 23
AULA 10
Prescrição e direitos subjetivos. Decadência e direitos potestativos.
Prescrição. Regras gerais. Prazos de prescrição e decadência. .. 25
AULA 11
Impedimento, suspensão e interrupção da prescrição. .............. 27
AULA 12
Atos ilícitos. Generalidades. Elementos. Culpa. Teoria objetiva. Con-
seqüência do ato ilícito. Dano. Atos contrários ao Direito que não
são ilícitos. Relação de causalidade. Teorias. Causas excludentes do
dever de indenizar. Abuso de direito. ......................................... 28
7
AULA 1
O Código Civil Brasileiro. A Constitucionalização do Direito Civil.
Despatrimonialização do Direito Civil à luz do texto constitucional.
Casos concretos
CASO 1
Vanessa, Antônio e Ricardo são sublocatários do mesmo imóvel
residencial na Vila do Sapê. O imóvel é dividido em três quartos, com uma
sala comum, sendo o banheiro localizado do lado de fora. Valentim, dono
da referida casa, resolve vendê-la por um valor bem acessível e pagamen-
to em muitas parcelas. Todos se interessam. Antônio é o sublocatário
mais velho. Todas as sublocações se iniciaram na mesma data. A Lei
8.245/91 (Lei de Locações) em seu artigo 30, fixa como critério de desem-
pate, para o exercício do direito de preferência, a idade mais avançada, na
hipótese de múltiplos sublocatários, com contratos de locação iniciados
na mesma data.
Analise o caso concreto a partir dos seguintes tópicos:
1) Em razão da Lei de Locações 8.245/91 ser uma lei especial que versa
sobre matéria cível, mas de conteúdo específico – locações – poderá ser
interpretada através da Constituição?
2) O que significa a constitucionalização do Direito Civil?
3) O disposto no artigo 30 da Lei de Locações (8.245/91) viola o princí-
pio constitucional da igualdade?
4) Poder-se-ia afirmar que na hipótese houve discriminação arbitrária por
parte do legislador?
CASO 2
A Indústria Farmacêutica XYZ coloca no mercado eficaz remédio, recen-
temente descoberto pelos seus químicos, que neutraliza os efeitos da
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, conhecida como AIDS. O va-
lor do medicamento inviabiliza a compra pela maior parte dos que sofrem
da doença. A Lei 9.279/96, nos artigos 40 e 42 dispõe que o prazo será de
8
20 (vinte) anos para vigência da patente, ou seja, poderá o titular (indús-
tria farmacêutica), durante este tempo, usar, gozar, dispor e impedir ter-
ceiro de reproduzir a fórmula. A Constituição Federal (art. 5º, XXIII) e o
Código Civil, artigo 1.228, § 1º reconhecem para o ordenamento pátrio o
princípio da função social da propriedade, que tem natureza de cláusula
geral.
Pergunta-se:
a) O princípio da função social da propriedade decorre de qual princípio
embasador do Código Civil de 2002?
b) A função social se apresenta no Código Civil como uma cláusula geral.
Qual o conceito de cláusula geral e qual sua finalidade?
c) De acordo com parcela da doutrina haveria espécies de cláusulas
gerais, quais seriam e como se distinguiriam?
d) Poderíamos sustentar que seria lícito ao Poder Público determinar a
suspensão do privilégio da patente, a fim de atender a demanda social
pelo remédio fabricado pela indústria farmacêutica? Qual seria a justifi-
cativa da resposta?
Questões objetivas
1) “O Código Civil, na contemporaneidade, não tem mais por paradigma
a estrutura que, geometricamente desenhada como um modelo fechado
pelos sábios iluministas, encontrou a mais completa tradução na
codificação oitocentista”.
PORQUE
“Hoje a sua inspiração, mesmo do ponto de vista da técnica legislativa,
vem da Constituição, farta em modelos jurídicos abertos. Sua linguagem,
à diferença do que ocorre com os códigos penais, não está cingida à
rígida descrição de fattispecies cerradas, à técnica da casuística. Um
Código não-totalitário tem janelas abertas para a mobilidade da vida,
pontes que o ligam a outros corpos normativos – mesmo os extrajurídicos
– e avenidas, bem trilhadas, que o vinculam, dialeticamente, aos princípi-
os e regras constitucionais”. (Retirado do artigo de Judith Hofmeister
9
Martins Costa. “O Direito Privado como um ‘sistema em construção’; as
cláusulas geraisno Projeto do Código Civil brasileiro”. Disponível no
site www.direitovivo.com.br)
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
b) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a
primeira.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.
2) “O princípio da socialidade, reflete-se na nova codificação, especificamen-
te na prevalência dos valores coletivos em detrimento dos individuais”.
PORQUE
redimensiona “os conceitos dos cinco principais personagens do Direi-
to Privado: o proprietário, o contratante, o empresário, o pai de família e
o testador”. (Retirado do artigo “Os princípios informadores do novo
Código Civil e os princípios constitucionais fundamentais. Lineamentos
de um conflito hermenêutico no ordenamento jurídico brasileiro”, de Má-
rio Lúcio Quintão Soares, professor da PUC-MG, mestre e doutor em
Direito pela UFMG, e Lucas Abreu Barroso, professor da PUC-MG, mes-
tre em Direito pela UFG, doutorando em Direito pela PUC-SP. Disponível
no site www.jus.com.br).
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
b) as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a
primeira.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.
10
AULA 2
Direitos da personalidade. Afirmação como categoria autônoma de direi-
to subjetivo. Análise dos artigos 11 a 21 do Código Civil e 5º, IV, V, IX e X
da Constituição da República Federativa do Brasil. Conceito. Formas de
tutela. Características. Modalidades.
Casos concretos
CASO 1
Famosa atriz vai a uma praia badalada na localidade de Búzios, no fim de
semana e resolve retirar a parte de cima do biquíni, fazendo topless. No
local encontrava-se um fotógrafo da revista Famosos que tirou uma foto
daquela, publicando-a na referida revista semanal. Ingressa a atriz com
um pedido de indenização por dano moral, argumentando ter havido
dano à sua imagem com lesão ao direito da personalidade.
Responda as seguintes questões:
a) Qual o conceito de direito da personalidade?
b) Quando os direitos da personalidade colidem com direitos patrimoniais
qual a solução jurídica para o conflito?
c) Para serem reconhecidos pelo ordenamento necessitam de expressa
previsão legal?
d) Poderíamos afirmar que na hipótese do caso concreto houve viola-
ção do direito da personalidade em razão da divulgação da foto da atriz
na revista? Em caso de positivo, qual teria sido?
e) A proteção ao direito à privacidade é compatível com a prática pelo
titular da imagem de indevida exposição pública?
Questões objetivas
Vinicius Sampaio se submeteu à cirurgia para mudança de sexo, como
forma eficaz de tratamento da síndrome transexual, adequando seu sexo
11
biológico ao psicológico. Após a realização da cirurgia formula pedido
de retificação de assentamento no Registro Civil, pretendendo a altera-
ção de seu prenome para Valéria da Silva e da referência ao sexo para a
forma "feminino".
Pergunta-se:
1) Os nomes da pessoa humana e da pessoa jurídica gozam de proteção
legal?
a) O Direito brasileiro não previu a proteção ao nome.
b) Gozam de proteção legal, estando a mesma prevista em lei.
c) Apenas o nome da pessoa humana goza de proteção legal.
d) Apenas o nome da pessoa jurídica goza de proteção legal.
2) No Direito brasileiro há previsão legal para a troca do nome?
a) Apenas para a hipótese de nome que exponha ao ridículo.
b) Somente para a hipótese de erro de grafia.
c) Exclusivamente em razão da vontade do titular até um ano depois
em que completar a maioridade.
d) Para diversas hipóteses previstas na Lei 6.015/73.
3) Poderá ser realizada a troca do nome e do sexo junto ao Registro Civil
no caso relatado?
a) A jurisprudência é controvertida nesta hipótese. Alguns enten-
dem ser possível com fundamento no princípio da dignidade da
pessoa humana, e outros não acham possível em razão da ausên-
cia de previsão legal.
b) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de denegar o
pedido.
c) A posição da jurisprudência é unânime no sentido de autorizar o
pedido.
d) A alteração só poderá ser realizada se o pedido for feito pelo médi-
co que realizou a cirurgia.
12
AULA 3
Fatos jurídicos e sua classificação. Teorias. Ato-fato.
Casos concretos
CASO 1
Sílvia, menor impúbere, com onze (11) anos de idade, dirige-se sozinha à
escola, por meio de transporte Municipal, e também sozinha adquire
livros educacionais e o lanche escolar.
a) Há no caso a prática por Sílvia de negócios jurídicos válidos?
b) Como justificar, do ponto de vista jurídico, os atos praticados por
Silvia?
CASO 2
Melquíades e Marcelo, maiores e capazes, desejavam muito ter uma bici-
cleta. Marcelo trabalhou o ano inteiro e conseguiu economizar o sufici-
ente para comprá-la na loja de Alberto. Melquíades não conseguiu eco-
nomizar o valor e, à noite, entrou sorrateiramente naquele estabelecimen-
to tendo subtraído uma bicicleta preta.
a) Qual a natureza jurídica dos atos praticados por Marcelo e Melquíades?
b) À luz do Novo Código Civil brasileiro, o ato ilícito poderia ser conside-
rado ato jurídico?
Questões objetivas
1) Classifique, à luz da teoria dos fatos jurídicos, as situações descritas
nos itens I a VI, a partir das seguintes opções:
a) Fato jurídico natural d) Ato ilícito
b) Fato jurídico stricto sensu e) Ato-fato
c) Negócio jurídico
13
I ) Destruição de um automóvel por um raio que cai durante um
 temporal.
II ) Cláudia estabelece um contrato em que promete vender um
apartamento para João.
III ) Juliana, alienada mental, faz um pote de barro.
IV ) Sindcler ficou impossibilitado de cobrar a dívida de Austre-
gésilo, por ter se passado mais de 10 anos do vencimento.
V ) Geovan reconhece, judicialmente, ser pai de Naida Navinda
Navolta.
VI ) Intencionalmente, Fredina destrói o automóvel de Sinfrônia.
AULA 4
Ato jurídico e negócio jurídico: os planos da existência, da validade e da
eficácia. Ato jurídico stricto sensu.
Caso concreto
Carla Fontes, esposa de um rico industrial, adquire uma nova mesa para
a sala de jantar de sua fazenda e resolve abandonar a mesa antiga no lixão
da pequena cidade. Belmiro Mendes, morador de rua, encontra no lixo a
referida mesa e se serve dela como seu abrigo para chuva.
a) Qual a natureza jurídica dos atos praticados por Carla e Belmiro?
b) Faça a distinção entre negócio jurídico e ato jurídico em sentido estrito.
c) O ato praticado por Belmiro possui expressa previsão legal? Em caso
positivo identifique-o no ordenamento jurídico vigente.
Questões objetivas
1) Assinale a alternativa INCORRETA no que se refere ao silêncio nos
contratos: (21º Concurso OAB RJ)
a) O silêncio no sentido jurídico pode ser conceituado como aquela
situação quando uma pessoa não manifestou sua vontade em
14
relação a um negócio jurídico, nem por uma ação especial neces-
sária a este efeito (vontade expressa), nem por uma ação da qual
se possa deduzir sua vontade (vontade tácita).
b) Se alguém me apresenta um contrato e manifesta que tomará meu
silêncio como aquiescência, eu não me obrigo, porque ninguém
tem o direito, quando eu não consinto, de forçar-me a uma contra-
dição positiva.
c) O silêncio só produz efeitos jurídicos quando, devido às circuns-
tâncias ou condições de fato que o cercam, a falta de resposta à
interpelação, ato ou fatos alheios, ou seja, a abstenção, a atitude
omissiva e voluntária de quem silencia induz a outra parte, como a
qualquer pessoa normal induziria, à crença legítima de haver o silente
revelado, desse modo, uma vontade seguramente identificada.
d) O silêncio importará em anuência do contrato todas as vezes que
se estiver diante de contratos de adesão, houver prazo obrigató-
rio assinalado para manifestação da parte, sob pena de não o fa-zendo considerar a contraparte que houve aquiescência e a par-
te tiver tido ampla oportunidade de tomar conhecimento de todos
os termos e cláusulas do contrato.
2) Assinalar (V) para verdadeiro e (F) para falso, bem como justificar,
tendo em vista a seguinte proposição: Acerca dos planos da existência,
validade e eficácia jurídica, pode-se afirmar que o ato jurídico é ineficaz
stricto sensu quando:
( ) nele constar uma condição suspensiva, cujo evento ainda não se
implementou.
( ) faltar um dos elementos de existência, tal como a declaração de
vontade.
( ) for anulável em razão de defeito.
( ) tiver objeto ilícito.
( ) houver incapacidade absoluta.
( ) quando, na prática, o ato jurídico não traz vantagens para as partes.
15
AULA 5
Negócios jurídicos. Classificação dos negócios jurídicos. Forma. Inter-
pretação. Motivo e causa. A cooperação na conclusão dos negócios
jurídicos. Pressuposição.
Caso concreto
César Menezes, nas festas de fim de ano, após ter sido salvo por Péricles
de um afogamento, toma diversas deliberações importantes na sua vida,
com o desejo de mudar o rumo de tudo que vinha vivendo, sendo elas:
• doação de uma casa a Péricles, em contemplação ao fato de ter sido
salvo;
• elaboração de um testamento, dispondo sobre sua parte disponível, em
benefício de um de seus melhores amigos que sofrera um grave acidente,
que o deixou inválido;
• reconhecer o filho que teve de uma relação extraconjugal com Camila;
• celebrar um contrato de locação com Matheus de um imóvel bem con-
fortável para a moradia de Camila e seu filho Breno;
• estabelecer um contrato de sociedade com Michel e Edmar para explo-
ração de produtos alimentícios.
a) Como você classificaria cada um dos negócios realizados por César,
atentando para os seguintes critérios:
• as partes (unilaterais e bilaterais);
• integração (simples e complexos);
• conteúdo (gratuitos e onerosos);
• momento da produção de efeitos (causa mortis e inter vivos);
• a forma (solene e não solene);
• a causa (causais ou abstratos).
16
Questões objetivas
1) “Para se saber o que é pressuposição, cumpre fixar aspectos do papel
da vontade na formação dos negócios jurídicos. Os motivos subjetivos
do agente são juridicamente irrelevantes, mas não se pode desconhecer
que integram o conteúdo do ato, em certos casos, por serem a única ou
principal causa determinante.”
PORQUE
“constituem, às vezes, o embrião de uma condição que não se desenvol-
veu. A pressuposição seria essa condição nascitura.” (Gomes, Orlando.
Introdução ao Direito Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p.404.)
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são falsas.
b) as duas afirmações são verdadeiras.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.
2) “A pressuposição pode ser manifestada expressa ou tacitamente, re-
sultando, neste último caso, das circunstâncias, contanto que sejam de
tal ordem que a outra parte possa conhecer as razões determinantes da
declaração de vontade.” (Gomes, Orlando. Introdução ao Direito Civil.
Rio de Janeiro: Forense, 2003, p.404.)
A doutrina aponta alguns exemplos de pressuposição. Entre os enume-
rados abaixo, qual não se enquadraria na hipótese:
a) Caducidade do testamento, feito na convicção de não ter ou não
poder ter filho o testador.
b) Rescisão de contrato de locação por descumprimento de cláusula
contratual.
c) Rescisão da promessa de venda de um terreno, decorrente da
impossibilidade ulterior de edificar, por proibição de autoridade.
d) Ineficácia de verba testamentária quando houve erro na causa
expressa da disposição.
17
AULA 6
Elementos acidentais. Condição. Conceitos, modalidades, proibições e efei-
tos. Retroatividade das condições. Termo. Prazo de Direito material. Efei-
tos do termo. Encargo. Conceito e efeitos. Modo e condição: distinção.
Casos concretos
CASO 1
No livro Memorial do Convento, de José Saramago, D. João V se vê com-
pelido a doar à Ordem Franciscana, certa soma de dinheiro, para constru-
ção de um convento caso sua esposa ficasse grávida de um herdeiro. O
fato, entretanto, é que sua mulher, em conluio com o frade que lhe retira
esta promessa de fé e compromisso na construção, já conhecia, à época da
referida promessa, o fato da rainha encontrar-se grávida, o que há muito
tempo vinha o ingênuo esperando, sem sucesso.
Pergunta-se:
Há no caso o elemento acidental denominado de condição? Por quê?
CASO 2
Fernando firma um contrato de locação com Rosane, cujo término ocor-
rerá em 31.12.2005. Rosane é usufrutuária do referido imóvel cujo usufru-
to foi estabelecido em seu favor de forma vitalícia.
Identifique no caso se há negócios jurídicos sob termo e, em caso posi-
tivo, de que natureza são os termos.
Questões objetivas
1) Assinalar a opção CORRETA quanto aos elementos acidentais: (base-
ada no 37º Concurso para o ingresso na Carreira do Ministério Público)
a) Cláusula que decorra necessariamente da natureza do direito a
que acede não pode ser considerada condição.
b) O termo inicial suspende a aquisição e o exercício do direito.
18
c) Condição é a cláusula que subordina o ato jurídico a evento futu-
ro e certo.
d) A condição resolutiva, quando implementada, suspende os efei-
tos do ato jurídico a que acede, durante o tempo expressamente
previsto pelas partes.
2) Quanto à figura do encargo é CORRETO se afirmar que:
a) não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quan-
do expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente,
como condição resolutiva.
b) não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quan-
do expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente,
como condição suspensiva.
c) suspende a aquisição e o exercício do direito.
d) só suspende o exercício do direito.
3) Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se
constituir o motivo determinante da liberalidade.
PORQUE
em tal hipótese invalidará o negócio jurídico.
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são falsas
b) as duas afirmações são verdadeiras
c) só a primeira afirmação é verdadeira
d) só a segunda afirmação é verdadeira
AULA 7
Defeitos dos negócios jurídicos. Teorias da declaração, da vontade e da
confiança. Erro, dolo, coação. Conceito, requisitos e espécies.
19
Casos concretos
CASO 1
Daniel quando foi fazer seu mestrado em Lisboa, procurou uma instituição
financeira para que pudesse receber seu dinheiro no estrangeiro. Desco-
nhecia Daniel a norma do BACEN que o beneficiava quanto ao envio de
numerário sem pagamento de qualquer taxa, no limite de U$$ 2.000 (dois mil
dólares) em razão da natureza e motivo da viagem. O Banco lhe apresentou
um contrato, que Daniel acabou por firmar, em que eram cobrados valores
altos para tal prestação de serviços.
1) Houve no caso a figura do erro? Em caso afirmativo, de que natureza?
Justifique sua resposta.
2) O Código Civil de 1916 contemplava a figura do erro de direito e em-
prestava a tal figura reflexos no campo das nulidades?
CASO 2
Gilmar, famoso traficante, ingressa na mercearia de Rubens e exige que o
mesmo lhe venda seu pequeno comércio, sob pena de destruição total
do estabelecimento. Rubens já desejava vender seu comércio para poder
voltar a sua terra natal. Gilmar paga o valor de mercado.
Podemos afirmar que houve a figura da coação moral na hipótese? Justi-
fique doutrinariamente sua resposta.
Questões objetivas
1) No estudo da figura do dolo, podemos afirmar que:
a) o silêncio, que em princípio não gera efeitos jurídicos, merece
atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil
estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencio-
nal de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra
parte haja ignorado, constitui omissão culposa, provando-se que,
sem ela, se não teria celebrado o contrato.b) o silêncio, que em princípio não gera efeitos jurídicos, merece
atenção, no estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil
20
estatui que, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencio-
nal de uma das partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra
parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que,
sem ela, se não teria celebrado o contrato.
c) o silêncio, que sempre gera efeitos jurídicos, merece atenção, no
estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos
negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das
partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja
ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que, sem ela, se
não teria celebrado o contrato.
d) o silêncio, que sempre gera efeitos jurídicos, merece atenção, no
estudo do dolo, porque o art. 147 do Código Civil estatui que, nos
negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das
partes, a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ig-
norado, constitui omissão culposa, provando-se que, sem ela, se
não teria celebrado o contrato.
AULA 8
Continuação de defeitos dos negócios jurídicos: Lesão. Estado de peri-
go e fraude contra credores. Conceito, requisitos, efeitos e diferenças
entre figuras jurídicas semelhantes.
Caso concreto
Antunes deve a Belizário uma determinada quantia mas está insolvente.
Antunes tem apenas um imóvel comercial e aborrecido pela iminência de
perde-lo resolve dispor do bem em favor de seu único amigo, Celso, fazen-
do-lhe uma proposta irrecusável, abaixo do valor de mercado. Celso sabia
da existência da dívida com Belizário, mas fica muito feliz com o ato de
Antunes e realiza o negócio.
Esclareça se na hipótese houve algum defeito no negócio jurídico e em
caso positivo, identifique qual.
21
Questões objetivas
1) “O instituto da lesão justifica-se como forma de proteção ao contra-
tante que se encontra em estado de inferioridade.
PORQUE
no contrato, mesmo naqueles paritários, ou seja, naqueles em que as
partes discutem livremente suas cláusulas, em determinadas situações,
pode um dos contratantes, por premências várias, ser colocado em situa-
ção de inferioridade.” (Venosa, Silvio de Salvo. In artigo publicado no
Valor Econômico em 8/2/2002. p. E2)
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são falsas
b) as duas afirmações são verdadeiras
c) só a primeira afirmação é verdadeira
d) só a segunda afirmação é verdadeira
2) Quanto ao instituto da lesão, assinale a resposta INCORRETA: (Veno-
sa, Silvio de Salvo. In artigo publicado no Valor Econômico em 8/2/2002.
p. E2)
a) O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, ao tratar das
práticas abusivas por parte do fornecedor de bens ou serviços,
veda a exigência de vantagens manifestamente excessivas em
perfeita alusão ao vício da lesão.
b) Há, nesse defeito do negócio, elemento objetivo representado
pela desproporção do preço, desproporção entre as prestações,
mas há também elemento subjetivo representado pelo estado de
necessidade, inexperiência ou leviandade de uma das partes.
c) Na figura da lesão basta que o agente se aproveite da situação de
inferioridade em que é colocada a vítima, auferindo lucro despro-
porcional e anormal.
d) É relevante o fato de o lesado dispor de fortuna, pois a necessidade
se configura na impossibilidade de evitar o contrato; a necessidade
contratual, portanto, depende do poder econômico do lesado.
22
3) No que se refere à lesão é CORRETO afirmar: (21º Concurso OAB RJ)
a) Lesão é a exagerada desproporção de valor entre as prestações de
um contrato bilateral, concomitante à sua formação, resultado do
aproveitamento, por parte do contratante beneficiado, de uma si-
tuação de inferioridade em que então se encontrava o prejudicado.
b) O negócio em que se aufere ganhos com a inexperiência ou a
premente necessidade de contratar da contraparte, é necessaria-
mente um negócio válido.
c) O momento em que a desproporção lesionária deve ser apreciada
é o da extinção do contrato.
d) A premente necessidade configuradora da lesão tem um significa-
do psíquico, refere-se à necessidade psicológica de contratar, como
na compulsão ao consumo.
4) No que se refere ao estado de perigo, assinale a alternativa INCORRE-
TA: (21º Concurso OAB RJ)
a) O perigo deve ser de natureza grave. Avalia-se a gravidade do
perigo em função das circunstâncias do caso concreto e das con-
dições físicas e psíquicas da vítima.
b) O perigo pode dizer respeito tanto à vida como à saúde, integridade
física ou mesmo a honra do declarante ou membro de sua família.
c) O estado de perigo futuro também é passível de levar, desde logo,
à anulação do negócio jurídico pela vítima.
d) Obrigação excessivamente onerosa no que concerne à configura-
ção do estado de perigo é aquela que decorre de condições iní-
quas, com grande sacrifício econômico para uma das partes.
23
AULA 9
Invalidade dos negócios jurídicos. Teoria da inexistência jurídica. Ineficá-
cia e invalidade. Nulidade. Anulabilidade. Conversão. Simulação. Concei-
to, requisitos e efeitos. Simulação objetiva e subjetiva. Absoluta e relativa.
Caso concreto
Josias é casado em comunhão universal com Cibele e quer separar-se,
sem que tenha que dividir seu patrimônio. Combina com um amigo, o
seguinte: após obter a concordância de Cibele, “venderá” o patrimônio
imobiliário ao mesmo e dirá a esposa ter investido em ações e depois
informará ter perdido tudo em péssimas aplicações. Após a separação, o
amigo devolverá os bens adquiridos naquela situação.
a) Qual a figura jurídica verificada na hipótese e quais os efeitos de
tal ato perante o ordenamento pátrio?
b) Qual a diferença entre a simulação de natureza absoluta e a de
natureza relativa, a objetiva e a subjetiva?
Questões objetivas
1) Quanto ao tema nulidade absoluta, é CORRETO dizer acerca dos atos
jurídicos praticados com tal vício
a) que os efeitos da decisão transitada em julgado retroagem a data
da citação do réu, vez que tais atos podem ser ratificados pelas
partes.
b) que não pode ser reconhecido de ofício pelo juiz havendo necessi-
dade de manifestação do interessado.
c) que os efeitos de sentença são ex tunc.
d) que ocorrem em razão de vícios do consentimento ou sociais,
como o erro, a coação, a simulação e a fraude.
24
2) Verificando no processo a existência de uma cláusula abusiva inserta
em um contrato de consumo, o juiz: (80º Concurso para ingresso na
Carreira do Ministério Público de São Paulo)
a) deverá declarar a nulidade da cláusula, quer a requerimento do in-
teressado, do Ministério Público, ou mesmo ex officio, por se tra-
tar de matéria de ordem pública.
b) poderá reconhecer e declarar a nulidade da cláusula desde que
provocado pelo consumidor prejudicado, mas não podendo agir
ex officio.
c) não poderá decretar a nulidade da cláusula, se esta estiver bem re-
digida, em termos claros, em obediência ao princípio pacta sunt
servanda.
d) não poderá decretar a nulidade da cláusula, em homenagem ao
princípio da liberdade contratual.
3) A anulabilidade se destina a:
a) proteger o interesse público.
b) impor a observância da lei.
c) aniquilar o ato jurídico.
d) tutelar a vontade do agente contra vícios que a podem desviar.
4) O ato jurídico válido para quem o pratica, que não gera efeitos para
outras pessoas que dele não participaram, devido a algum impedimento
externo extrínseco, é denominado: (Prova Juiz Minas Gerais / 2000)
a) nulo.
b) ilícito.
c) ineficaz.
d) inexistente.
25
AULA 10
Prescrição e direitos subjetivos. Decadência e direitos potestativos. Pres-
crição. Regras gerais. Prazos de prescrição e decadência.
Caso concreto
Péricles deve a Sophia R$ 3.000,00 (três mil reais) e não efetua o paga-
mento. Sophia não ingressa em juízo. Depois da ocorrência do fenômeno
prescritivo, Péricles encontraa credora e propõe o pagamento da dívida
em três parcelas iguais, assinando uma confissão de dívida neste senti-
do, pois não tinha conhecimento da prescrição que havia se operado em
seu favor.
Qual o reflexo jurídico da atitude de Péricles perante o ordenamento
brasileiro?
Questões objetivas
1) Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Código Civil (Lei
10.406/2002).
a) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das
partes.
b) O juiz não pode suprir, de ofício, a alegação de prescrição, salvo
se favorecer a absolutamente incapaz.
c) A prescrição ocorre em vinte anos, quando a lei não lhe haja fixa-
do prazo menor.
d) A prescrição iniciada contra uma pessoa não continua a correr
contra o seu sucessor.
2) Assinale a alternatica INCORRETA. São requisitos do fenômeno
prescritivo: I) existência de um direito subjetivo; II) violação deste direi-
to; III) pretensão exercitável; IV) conduta impeditiva do titular do direito.
a) I e II
b) III e IV
c) I e IV
d) I e III
26
3) Assinale a alternativa CORRETA. Grande parcela dos juristas brasi-
leiros adota o pensamento de que se encontram acolhidas no sistema
pátrio duas espécies de prescrição, a saber:
a) Prescrição Extintiva ou Liberatória e Prescrição Aquisitiva.
b) Prescrição Modificativa e Prescrição Exterminativa.
c) Prescrição Liberatória e Prescrição Reveladora.
d) Prescrição Extintiva ou Liberatória e Prescrição Mediadora.
4) “Incabível a renúncia ao prazo decadencial se for este previsto por
força de lei, sendo, todavia, possível, se for o mesmo previsto em negó-
cio jurídico cujas partes sejam capazes”.
PORQUE
O Código Civil não elenca como causa de nulidade a renúncia ao prazo
de decadência fixado em lei (artigo 209), bem como, prevê expressamente
que se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita poderá
alegá-la em qualquer grau de jurisdição (artigo 211).
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são falsas
b) as duas afirmações são verdadeiras
c) só a primeira afirmação é verdadeira
d) só a segunda afirmação é verdadeira
AULA 11
Impedimento, suspensão e interrupção da prescrição.
Caso concreto
Quando do advento do Código de 2002, Meirelles tinha dois credores,
Antunes e Rogério. O prazo prescricional para o exercício da pretensão
de ambos teria sido diminuído de 20 para 6 anos. Antunes já teria deixado
fluir 12 anos e Rogério 3 anos.
a) Houve alteração de prazos prescricionais no novo Código?
27
b) Há alguma regra disciplinadora das hipóteses transitórias?
c) Qual será a solução jurídica prevista na lei para a contagem do prazo na
hipótese?
Questões objetivas
1) Assinale a alternativa INCORRETA. São causas de impedimento/sus-
pensão do prazo prescricional os relacionados às pretensões:
a) que nasçam entre cônjuges na constância do casamento e entre
ascendentes e descendentes durante o poder familiar, cujo funda-
mento é o de preservação dos laços de afeto.
b) entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, du-
rante a tutela ou curatela, cujo fundamento é a dificuldade de exer-
cer a pretensão por interesses conflitantes.
c) que atuem contrariamente aos incapazes de que trata o art. 3º,
cujo fundamento é de interesse público justificado pela proteção
ao incapaz.
d) cuja parte prejudicada não esteja ausente do País em serviço pú-
blico da União.
2) “Apresenta o novo Código uma outra alteração de conseqüências
ainda não avaliadas, prevista no caput do artigo 202, que dispõe: “A
interrupção da prescrição somente poderá ocorrer uma vez (...)”.
PORQUE
“Tal regra existia em nosso ordenamento só em relação à Fazenda Públi-
ca, sendo vista como um privilégio em razão da sua especial qualidade,
justificada pelo interesse público”.
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são falsas.
b) as duas afirmações são verdadeiras.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.
28
3) O prazo decadencial não se sujeita a impedimento, a interrupção nem a
suspensão, esta é a regra geral (artigo 207), todavia o ordenamento jurí-
dico admite exceções.
PORQUE
As exceções não se encontram previstas em lei.
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são falsas
b) as duas afirmações são verdadeiras
c) só a primeira afirmação é verdadeira
d) só a segunda afirmação é verdadeira
AULA 12
Atos ilícitos. Generalidades. Elementos. Culpa. Teoria objetiva. Conse-
qüência do ato ilícito. Dano. Atos contrários ao Direito que não são
ilícitos. Relação de causalidade. Teorias. Causas excludentes do dever
de indenizar. Abuso de direito.
Caso concreto
Alex, vendedor de uma empresa usava o carro desta para visitar clientes.
A ordem da empresa era a de que o veículo deveria ser recolhido à gara-
gem do estabelecimento diariamente. Alex em algumas oportunidades
levava o veículo para casa, ainda que não tivesse uma autorização ex-
pressa. Em um determinado final de semana vai a uma festa com o carro
da empresa e oferece carona a duas pessoas. Sofre um acidente por ter
ingressado em uma curva em alta velocidade. O veículo cai em uma riban-
ceira, tendo por conseqüência a morte de Alex e lesões graves nas duas
passageiras.
1) O acidente pode ser considerado fato anômalo, desvinculado da ativi-
dade da empresa?
2) Há presunção de culpa por parte do empregador?
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3) Poderá ser alegado, com sucesso, pela empresa sua exclusão do dever
de indenizar? Sob que fundamento?
4) Estaria caracterizada na hipótese a culpa in vigilando da empresa pela
não fiscalização da devolução do veículo?
Questões objetivas
1) Assinale a alternativa INCORRETA. Para a caracterização do dever de
indenizar devem estar presentes os requisitos clássicos:
a) ação ou omissão voluntária.
b) relação de causalidade ou nexo causal.
c) dano.
d) transcurso do tempo.
2) Há importante inovação no novo Código Civil, presente no parágrafo
único do artigo 927.
PORQUE
nesse dispositivo, a responsabilidade objetiva aplica-se, além dos casos
descritos em lei, também "quando a atividade normalmente desenvolvi-
da pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de
outrem".
Podemos dizer que:
a) as duas afirmações são falsas.
b) as duas afirmações são verdadeiras.
c) só a primeira afirmação é verdadeira.
d) só a segunda afirmação é verdadeira.
3) Com base no que determina a lei, é INCORRETO afirmar que:
a) a responsabilidade civil é independente da criminal.
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b) o credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida,
fora dos casos em que a lei o permita, ficará obrigado a esperar
o tempo que faltava para o vencimento, a descontar os juros
correspondentes, embora estipulados, e a pagar as custas em
dobro.
c) o dono do edifício ou construção responde pelos danos que re-
sultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparo, cuja ne-
cessidade fosse manifesta.
d) o dono ou detentor do animal, em qualquer hipótese, ressarcirá
sempre o dano por este causado.
4) Acerca do tema responsabilidade civil, julgue a seguinte afirmação:
A vítima de acidente de trabalho terá direito à indenização fundada em
responsabilidade civil, se comprovado que o empregador concorreu para
o acidente em razão de sua omissão no tocante à fiscalização das condi-
ções e da segurança do trabalho.
a) É incorreta, em razão da impossibilidade de cumulação de duas ver-
bas indenizatórias, vedada no Direito brasileiro.
b) Está correta, pois, a natureza das responsabilidades é diversa ten-
do o empregador agido com culpa.
c) A fiscalização cabe aos órgãos públicos e em havendo falha no
sistema de segurança deverá ser responsabilizado o Estado.
d) A fixação das duas indenizações é correta, todavia, deverá a víti-
ma optar por uma, notadamente a de maior valor.
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