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2 BRUNO ALMEIDA DE OLIVEIRA EXEMPLO COMUM DE CONTROLE COERCITIVO Trabalho apresentado ao curso de Graduação em Psicologia do Centro Universitário Católico de Vitória, como requisito parcial para aprovação na disciplina de Teoria Comportamental. Orientador Prof.: Alexandre Gomes Brito VITÓRIA 2020 De acordo com SIDMAN (2003) toda contingência em que estiver operando alguma forma de evento aversivo será chamada de contingência coercitiva[endnoteRef:1]. [1: Sidman, M. (2003). Coerção e suas implicações. Campinas, SP: Livro Pleno.] No relacionamento familiar é muito presente o fato de que relacionamentos tendem a convergir em contingências coercitivas desordenadas. A punição exagerada encontra-se muito presente da relação de pais e filhos. Há uma cultura de excesso de punição em que pais ou pessoas que exercem posição de autoridade abusam de seu papel, trazendo ações coercitivas “exageradas” em resposta a estímulos que não representariam, em hipótese alguma, respostas tão agressivas e desastrosas. Um exemplo de contingência coercitiva seria uma criança que gosta de falar e de brincar. Todas as vezes que o pai chega em casa do trabalho, a criança quer falar. Ao tentar assistir o noticiário o pai se zanga ao não conseguir ouvir. Imediatamente ele levanta a voz e manda que a criança fique calada, combinando uma série de gritos, xingamentos e chineladas. Toda vez que ele tenta assistir ao telejornal, no mesmo horário, a criança quer falar e brincar e o pai repete a mesma resposta. A criança após repetida exposição de controle punitivo, coercitivo verbal e físico, poderá desenvolver gagueira, ou tato verbal desordenado, ou aversão a pessoa do pai e ainda intolerância até com a vinheta de abertura do telejornal. No futuro a pessoa poderá ter dificuldades nas relações interpessoais e perda de oportunidades no mercado de trabalho e vida amorosa.