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“A excêntrica família de Antônia” O objetivo do filme no que se percebe e as expressões da “questão social” e o papel que cada um das famílias, que fica desvinculada de qualquer tentativa de problematizar a ordem econômica estabelecida o que se percebe são as diferenças grotescas entre as famílias e os valores culturais, famílias que vivem em condições precárias por razão da ampla desigualdade social, não que a comunidade queria muito, mas o direito básico o direito de bem estar social civil políticas e social. O filme conta a história sobre a excêntrica família de Antônia o que se transmite no filme são os valores culturais; a comunidade e as relações estabelecidas da época; o fato central do filme e o envelhecimento; a morte eles relata a morte não como um fim mas sim como uma etapa do ciclo da vida Antônia queria viver bem a cada minuto da sua vida, ela uma mulher decidida em tudo que fazia, o filme inicia com Antônia se preparando para morrer. Antônia volta ao vilarejo ao receber a notícia que sua mãe está muito ruim logo após a segunda guerra mundial retorna para enterrar a sua mãe e logo fica na antiga casa da família. isso aconteceu após vinte anos que tinha saído da comunidade ela viúva e já com a sua filha Daniela , adolescente decide ficar na fazenda e tomar conta da fazenda o lugar onde ela cresceu com seu retorno ela percebe que não e bem recebida a população do vilarejo eram tradicionais e tinham pensamentos culturais rígidos, ela pelo fato de ter vivido em cidade maior mudou seu jeito de pensar o pequeno vilarejo era focado num círculo social patriarcal era um povo movido pela moral e vivia sob a doutrina da igreja católica ou seja no conservadorismo , a religião fechava os olhos das pessoas e faziam acreditar somente na sua crença e eram preconceituosos viviam sobre as regras e doutrina morais a qual ditava a conduta de cada pessoa e com isso ficavam horrorizados com a atitude de Antônia uma mulher determinada em tudo que fazia com o decorrer do filme, fica evidente o ambiente construído pela família de Antônia que ela queria viver bem cada dia de sua vida, pois sabia o dia da sua morte e o que importava era viver bem, a família de Antônia era composta por uma multidão de pessoas excluídas pela sociedade; de diferentes limitações , e forma de pensamento também diferentes, eram famílias , marcados por preconceito e por diversos tipos de exclusão, social. Antônia, recebe todos em sua casa e trata todos iguais e sem nenhuma diferença e nenhum preconceito. Ela sai pela comunidade para mostrar para a sua filha o pequeno vilarejo, o que fica claro e evidente e o relacionamento com cada indivíduo do vilarejo, isso foge do padrão da comunidade acolhem várias pessoas com problemas , uma pessoa com deficiência mental, uma adolescente que sofre abuso sexual cometido pelo irmão, um padre, que abandona a batina uma mulher grávida e com dois filhos pequenos, formando, assim, um verdadeiro núcleo familiar e passando por cima de todos os princípios daquela comunidade O filme relata as pessoas com vários problemas, inclusive psicológicos exemplos disso Dedo tordo e boca mole outro problema também e o machismo, onde as mulheres tinha que ser submissa. Antônia segue a vida dela ao contrário das pessoas daquela comunidade, e cada vez mais com indignação ela rompe barreiras um exemplo e quando Danielle resolve que quer ter um filho e resolve sair da cidade e deitar-se com um homem para engravidar, o padre fica indignado com tudo isso que segundo a doutrina da igreja teria sido gerada em pecado, mas o padre também não cumpria o que falava, ou seja Também era submisso a uma doutrina, mas ele decidiu abandonar a batina e viver sua vida amorosa com Leta e casam se. . Todos os dias reúnem se na sua casa para fazer suas refeições diárias, Daniela passeando pelo vilarejo vê Nike sendo estuprada e ela se revolta e lança uma ferro na mão do estuprador e sai correndo com Nike, outro sofrimento também relatado no filme e o sofrimento de Didi filha do fazendeiro local um pessoa importante naquele vilarejo todos na comunidade sabiam de tudo mas faziam vista grossa, por se tratar de uma pessoa de alta dominação a filha era abusada pelo pai e também pelo irmão, a única pessoa que moveu se de muita indignação foi Daniela não faz descriminação de ninguém trata todos iguais. Daniela dá a luz a Thèrese, uma superdotado que sabe tudo de matemática, Thèrese é estuprada por peti e sua avo vai atrás do mesmo embora ela estava furiosa com a situação, não se deixou levar por seus sentimentos de violência, anos depois ela dá a luz a Sarah Dedo torto escreve uma carta a qual falava que iria se suicidar até porque ele não acreditava em Deus e da dor que sentia e que tanto o afligiam. O artigo cita vários autores com pensamentos sobre a questão social. Segundo Yamamoto a expressão “questão social” “diz respeito ao conjunto das expressões das desigualdades sociais engendradas na sociedade capitalista madura, impensáveis sem a intermediação do Estado. Tem sua gênese no caráter coletivo da produção, contraposto à apropriação privada da própria atividade humana – o trabalho –, das condições necessárias à sua realização, assim como de seus frutos” (2001, p.10). Autores como Marilda Yamamoto (2001), José Paulo Netto (2001), Maria Carmelita Yazbek (2001), Potyara Pereira (2001), Alejandra Pastorini (2007), Marilda Yamamoto (2008) são categóricos em afirmar que não há uma nova “questão social”, já que se mantêm os traços essenciais da “questão social”, surgidos no século XIX, cujo fundamento é o trabalho. Eles não foram superados e permanecem até os dias atuais, só que em sua forma mais radical e alienada: na banalização do humano e invisibilidade do trabalho social. Pois, a “questão social” assume expressões particulares dependendo das peculiaridades de cada formação social e da forma de inserção de cada país na ordem capitalista. Para Netto, inexiste qualquer “nova questão social” e sim “a emergência de novas expressões da ‘questão social’ que é insuprimível sem a supressão da ordem do capital. A dinâmica societária específica dessa ordem não só põe e repõe os corolários da exploração que a constitui medularmente: a cada novo estágio de seu desenvolvimento, ela instaura expressões sócio humanas diferenciadas e mais complexas, correspondentes à intensificação da exploração que é a sua razão de ser” (2001, p.48). Segundo Pereira-Pereira, “No Brasil, país onde se costuma dizer que nunca existiu um Estado de Bem-Estar, por comparação a um suposto esquema coerente, consistente e generoso de bem-estar primeiro-mundista, a afirmação de que não há política de família ‘cai como uma luva’. Mas tal afirmação só teria cabimento se, de fato, houvesse uma verdadeira política de família nos países desenvolvidos. Como tal política está impregnada de particularidades culturais, é lícito falar de uma ‘política de família à brasileira’ e identificar os seus traços principais – até porque a não-ação governamental não deixa de ser uma atitude política” (2004, p.28)