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DESENHO ARQUITETÔNICO ENGENHARIA CIVIL 2020-1 DESENHO ARQUITETÔNICO FORMATOS DE PAPEL: Os formatos de papel para a execução dos desenhos técnicos são padronizados. Eles são agrupados em séries, das quais a mais utilizada é a série DIN A (Deutsch Industrien Normen A), originária da Alemanha. A base desta série é o formato A0, constituído por um retângulo com as dimensões 841 mm x 1189 mm, que corresponde a, aproximadamente, 1m². Os demais formatos são obtidos pela bipartição do Formato A0, conforme mostra a figura abaixo. DESENHO ARQUITETÔNICO Um formato é sempre delimitado por duas margens: a) Margem de refilamento, que corresponde ao limite do formato, ou seja, é a margem de corte da folha correspondente ao formato; b) Margem de desenho, que delimita a área útil do formato, onde é realizada a representação gráfica. A margem esquerda de qualquer formato é sempre de 25 mm, com o objetivo de facilitar o arquivamento de cópias do desenho. A demais margens podem variar, segundo o formato de papel, conforme mostra o quadro abaixo: DESENHO ARQUITETÔNICO Para arquivamento, o formato utilizado é o A4. Portanto, todo formato depois de dobrado deverá adotar as dimensões deste formato, conforme mostram os exemplos a seguir: DESENHO ARQUITETÔNICO Escala é a relação de proporcionalidade entre um objeto e sua representação gráfica, ou seja, o seu desenho. O tipo de escala numérica a ser adotada dependerá, principalmente: do tamanho do objeto real, a ser representado; da relação entre o tamanho do objeto real a ser representado e o espaço disponível para tal representação; se a representação do objeto real apresenta, de forma legível, todos os elementos necessários à perfeita leitura e interpretação do dito objeto, para o que se fizer necessário. DESENHO ARQUITETÔNICO As escalas são divididas em dois tipos: a) Escala Numérica É a escala expressa através de uma relação do tipo D/R=x/y, onde: “D”, representa as dimensões do desenho; “R”, representa as dimensões do objeto real. Escala Natural: onde uma unidade do desenho, corresponde a uma unidade do objeto real; Escala de Ampliação: onde uma unidade do desenho, corresponde a “y” unidades do objeto real; Escala de Redução: onde uma unidade do desenho, corresponde a “y” unidades do objeto real DESENHO ARQUITETÔNICO b) Escala Gráfica As escalas gráficas são obtidas a partir de uma escala numérica. Elas são representadas conforme desenho abaixo, com as respectivas subdivisões. O talão da escala gráfica será sempre desenhado à esquerda do corpo e corresponderá a uma fração do corpo da escala subdividida em dez partes iguais. Por sua vez, o corpo da escala gráfica será composto por tantas frações quanto forem necessárias. As escalas gráficas aparecem normalmente em mapas e visam facilitar a compreensão, por parte do leigo, de dimensões de elementos que sofreram grandes reduções, como neste caso. Toda escala gráfica sempre deverá estar acompanhada da escala numérica que lhe deu origem. DESENHO ARQUITETÔNICO O projeto arquitetônico – conjunto de desenhos, representações gráficas de uma edificação - é a base para a elaboração dos chamados projetos complementares (projeto estrutural, de instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e telefônicas), fundamentais para o processo de execução de uma obra. Possui basicamente os seguintes desenhos: Planta Baixa Cortes Verticais Fachadas Planta de Implantação/Situação/Locação Planta de Cobertura Quando necessário, seja por solicitação do cliente, seja pelo grau de complexidade do projeto ou, ainda, por cláusulas contratuais entre o cliente e o profissional, o projeto arquitetônico pode ser acrescido de outros desenhos como detalhes arquitetônicos e perspectivas. DESENHO ARQUITETÔNICO Etapas do projeto arquitetônico conforme a NBR-6492, normalmente são as mais comuns, pelas quais passam praticamente todos os grandes projetos, a seguir: . Estudo Preliminar Apresenta as diretrizes e os objetivos que pretende atingir com sua construção, a partir dos indicativos de um programa ou lista de necessidades, fornecidos pelo cliente, e irá fixar o tempo que gastará para construir e o custo máximo para a obra. A partir da localização do terreno (lote, quadra e bairro), faz-se a consulta prévia na prefeitura. Após essa consulta o projeto vai tomando forma em esboços. O estudo preliminar, que envolve a análise das várias condicionantes do projeto, é um desenho mais livre, constituído por um traço sem a rigidez dos desenhos típicos das etapas posteriores. DESENHO ARQUITETÔNICO .Anteprojeto. Nesta etapa, com as várias características do projeto já definidas, (implantação, estrutura, elementos construtivos, organização funcional, partido, etc), o desenho já abrange um nível maior de rigor, sem no entanto, muito detalhamento para a construção. Em um projeto residencial, por exemplo, costuma-se trabalhar nas escalas 1:100 ou 1:200. Nesta etapa ainda são anexadas perspectivas internas e externas feitas à mão ou produzidas em ambiente gráfico-computacional, em cores ou preto e branco, com localização de mobílias, para permitir melhor compreensão do projeto. .Projeto legal. Discutido o anteprojeto junto com o cliente, e feito as modificações necessárias, parte-se para o desenho definitivo o projeto, que corresponde ao conjunto de desenhos que é encaminhado aos órgãos públicos de fiscalização de edifícios. Por este motivo, possui algumas regras próprias de apresentação, variando de cidade em cidade. Costuma-se trabalhar nas mesmas escalas do anteprojeto. DESENHO ARQUITETÔNICO .Projeto executivo. Esta etapa corresponde à confecção dos desenhos que são encaminhados à obra, sendo, portanto, a mais trabalhada. Devem ser desenhados todos os detalhes do edifício, com um nível de complexidade adequado à realização da construção. O projeto básico costuma ser trabalhado em escalas como 1:50 ou 1:100, assim como seu detalhamento é elaborado em escalas como 1:20, 1:10, 1:5 e eventualmente, 1:1. O projeto completo deve ser acompanhado de detalhes construtivos (portas, janelas, balcões, armários, e outros) e de especificações de materiais (piso , parede , forros , peças sanitárias , coberturas, ferragens ,etc. ) . Com estes dados preparam-se o orçamento de materiais, e os projetos complementares como: projetos estrutural, elétrico, telefônico, hidro-sanitário, prevenção contra incêndio e outros. Todos estes projetos, chamados de originais, chegam à construção sob forma de cópias, em geral feitas em papel sulfite (AUTOCAD). DESENHO ARQUITETÔNICO Planta é o desenho do objeto visto na sua projeção sobre o plano horizontal. A Planta Baixa é o corte horizontal feito acima do piso, a distância variável, sendo mais usual a representação a 1,50m do piso, a fim de mostrar no desenho, todos os componentes do pavimento, como paredes, vãos de portas e janelas, equipamentos fixos e móveis (opcionais), de modo a dar uma perfeita compreensão das divisões, circulação, iluminação e ventilação do pavimento, na escala adequada, devidamente cotada, com as dimensões dos ambientes, sua destinação e área, além da indicação dos níveis dos pisos. DESENHO ARQUITETÔNICO Para representação da planta devemos observar os seguintes itens: Representação das paredes (altas com traço grosso contínuo , e paredes baixas com traço médio continuo com a altura correspondente); Indicar os vãos, as portas e janelas com suas medidas correspondentes (base x altura X peitoril) de acordo com a simbologia adotada ; Representar todas as peças sanitárias , tanque , pia de cozinha (obrigatório); Representar o tipo de piso cerâmico ou similar com hachuras (linha fina) ; Indicar desníveis se houver ; Com linha pontilhada , indicar o beiral (linha invisível); Indicar a posição de todas as divisas do lote; Colocar todas as cotas necessárias a cada pavimento, telhado, dependências a construir, modificar ou sofrer acréscimo. Indicar os destinos e as áreas correspondentes de cada compartimento em m²;Indicar onde passam os cortes longitudinal e transversal (traço e ponto com linha grossa) e o sentido de observação , colocando letras ou números que correspondem aos cortes. DESENHO ARQUITETÔNICO A representação final da Planta Baixa é realizada com todos os elementos prescritos pela norma de representação gráfica (NBR 6492). Alguns destes elementos, aqueles mais importantes serão abordados a seguir. Simbologia recomendada para a representação gráfica em projetos de arquitetura (Anexo da NBR 6492/94): Firmes, definidas, com espessura igual ou inferior à linha de eixo ou coordenadas, conforme exemplo à esquerda. . Linhas de representação DESENHO ARQUITETÔNICO DESENHO ARQUITETÔNICO DESENHO ARQUITETÔNICO A sequência de desenho de todos os elementos do projeto deve ser bem ordenada. Esta ordenação influirá diretamente na qualidade final do desenho. Para o desenho da Planta Baixa, recomenda-se a seguinte sequência: DESENHO ARQUITETÔNICO Os cortes são obtidos pela passagem de planos verticais pela edificação, posicionados em função do interesse do projetista em mostrar o maior número possíveis dos elementos mais importantes localizados no interior da edificação, segundo as suas larguras, ou os seus comprimentos, e alturas, já que esta última dimensão não é mostrada na projeção referente à planta baixa. Assim como na planta baixa, os cortes devem conter todos os elementos que melhor os caracterizem, tais como: 1. Fundações, representadas pelas sapatas abaixo de cada parede ou elemento que dela necessite. As fundações são secionadas em corte, já que a sua profundidade será determinada a partir do cálculo estrutural. 2. Laje de piso e de cobertura. 3. Paredes, tanto em vista, quanto em corte, impermeabilizadas ou não. 4.Revestimento impermeabilizante (azulejo) com dimensionamento a critério da escolha feita pelo projetista, com base na disponibilidade do mercado. 5. Portas e janelas, em vista ou em corte. Observar que, diferentemente da representação em planta, onde portas são desenhadas abertas, em corte, as portas desenhadas em vista são representadas fechadas. 6. Telhado, com todos os elementos, segundo a posição do plano de seção. 7. Cotas verticais, exceto a do beiral. 8. Cotas dos níveis dos pisos. DESENHO ARQUITETÔNICO DESENHO ARQUITETÔNICO DESENHO ARQUITETÔNICO ESCADA E RAMPA Função: vencer os desníveis entre pavimentos ou níveis diferentes. Conceito: São meios não mecânicos e mecânicos que permitem a ligação entre planos de níveis diferentes. • meios não mecânicos – escadas e rampas. • meios mecânicos - elevadores, escadas rolantes, esteiras rolantes, planos inclinados etc. DESENHO ARQUITETÔNICO Nas escadas, a altura e o comprimento dos degraus devem ser proporcionais para acomodação do movimento do corpo. Se o degrau tiver mais que 18 centímetros de espelho, a escada se torna cansativa; Se o piso do degrau for menor do que 25 cm, o pé não encontra apoio e a escada pode provocar quedas, ou no mínimo, pode-se arranhar o calcanhar no espelho ao descer; Se os espelhos de uma escada forem variáveis quebra-se o ritmo dos passos e a possibilidade de quedas é grande. Há uma relação que indica as proporções ideais de espelho e base/piso dos degraus, segundo a FÓRMULA DE BLONDELL: 2e+b = 63 ou 64cm Sendo e= espelho do degrau (máximo 19cm) b=base/piso do degrau (mínimo 25cm) DESENHO ARQUITETÔNICO Para o cálculo de rampas: I. largura livre mínima recomendavel de 1,50m, sendo o mínimo admissivel de 1,20m; II. quando não houver paredes laterais as rampas devem possuir guias de balizamento com largura mínima de 0,05m, construidas ou instaladas nos limites da largura da rampa e na projecão do guarda corpo ou corrimão; III. previsao de corrimaos com largura entre 3,0cm e 4,5cm, preferencialmente de secao circular, nos dois lados das rampas; DESENHO ARQUITETÔNICO DESENHO ARQUITETÔNICO i (%) = H (altura do desnível) / D (Distância horizontal) i(%) = 0,16 m / 2,0 m = 0,08 I = 8 % Rampas de Garagem podem ter uma inclinação máxima de 20% para PBH DESENHO ARQUITETÔNICO DESENHO ARQUITETÔNICO EXERCÍCIO – 10PTS: FAZER A PLANTA DE UMA ESCADA EM LANCE ÚNICO E DEPOIS O CORTE AA PLOTAR EM PDF PARA ENTREGA NO DIA 29/06/20, PELO PORTAL ESCALA 1/50 – FORMATO A4 650 800 25 25 10 25 P1 J2 J1 LEGENDA: P1 = 70x210 J1 = 200x140x110 J2 = 105x140x110