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Anatomia dos animais de produção I

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do canal vertebral. 
4. Processo espinhoso – é a parte do arco ósseo que se situa medianamente sobre o arco, acima 
do forame vertebral. Dirige-se para cima sob a forma de uma longa espinha. 
5. Processo transverso – são dois prolongamentos laterais que se projetam transversalmente. 
6. Processos articulares – divididos em craniais e caudais. 
 
REGIÃO CERVICAL 
 Apresenta sete vértebras na maioria das espécies domésticas (exceto nas aves com 14 
vértebras cervicais). As vértebras desta região não apresentam todos os elementos característicos. 
As características desta região são o corpo, o arco e a cabeça articular desenvolvidas. A 1ª e a 2ª 
são modificadas devido à função especial de suportar e movimentar a cabeça. Com exceção da 
1ª são cubóides e maciças e mais longas que as vértebras das outras regiões. 
- Atlas: é a primeira vértebra. É formado por um arco dorsal, um arco ventral e um par de asas. 
As asas são expansões laterais que emergem de cada lado dos arcos. O atlas se articula 
cranialmente com os côndilos do occipital (articulação da nuca, movimento de afirmação) e 
caudalmente com o axis (movimento de negação). Apresenta 3 pares de orifícios: vertebral, alar 
e transverso. No bovino o último está ausente. 
- Axis: é a segunda vértebra. Cranialmente ao corpo encontra-se o processo odontóide e 
dorsalmente o processo espinhoso dorsal, em forma de crista. 
- a 3ª, 4ª e 5ª cervicais processo transverso com duas pontas (bicúspides) e uma crista ventral; 
- a 6ª vértebra cervical processo transverso com três pontas (tricúspide); 
- a 7ª vértebra cervical processo transverso com uma ponta (unicúspide), facetas articulares que 
juntamente com as facetas articulares da extremidade cranial da 1ª vértebra torácica, formam 
uma cavidade articular, destinada a cabeça do primeiro par de costelas. 
 
REGIÃO TORÁCICA 
 A principal característica desta região é o comprimento do processo espinhoso, 
apresentando ainda, na extremidade cranial e caudal do corpo, facetas articulares para a cabeça 
das costelas. Na face ventral dos processos transversos apresenta facetas articulares para o 
tubérculo das costelas. 
 
REGIÃO LOMBAR 
 A principal característica desta região é o comprimento dos processos transversos. No 
eqüino temos a articulação entre os processos transversos de L5 e L6, além de L6 com a região 
sacral, nas demais espécies isso não ocorre. 
 
REGIÃO SACRAL 
 Formada por vértebras falsas ou imóveis. Durante a vida fetal as vértebras da região 
sacral são móveis. Logo após o nascimento, essas vértebras fusionam-se entre si formando o 
osso sacro. O sacro cranialmente apresenta um par de asas, que serve para articular-se com o 
osso do quadril (ílio). Projetando-se caudalmente as asas, temos o corpo. Encontramos 
dorsalmente os forames sacrais dorsais e ventralmente, os ventrais, além de 5 processos 
espinhosos . A junção da extremidade cranial do sacro com a face ventral forma um “lábio”, 
 26
denominado de promontório, sendo ele utilizado como ponto de referência em obstetrícia. Nos 
bovinos o osso sacro é mais encurvado, os forames são maiores e os processos espinhosos são 
unidos dorsalmente, formando uma crista dorsal. 
 
REGIÃO CAUDAL 
 No inicio da série apresentam-se com todos os elementos perfeitamente evidenciados. A 
partir da 3ª ou 4ª vértebra, vão desaparecendo as características gerais de vértebra típica, sendo 
que do meio para o fim da série, apresentam somente corpo. 
 
Fórmula Vertebral: é a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de 
vértebras das diversas regiões. O número é constante dentro de uma espécie, variando apenas a 
região caudal. Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta. 
 
 
Equino C 7 T 18 L 6 S 5 Ca 15-21
Bovino C 7 T 13 L 6 S 5 Ca 18-20
Ovino C 7 T 13 L 6 S 4 Ca 16-18
Suino C 7 T 14-15 L 6-7 S 4 Ca 20-23
 
 
 
 
cervical 
torácica lombar sacral 
caudal 
 
Atlas 
Axis 
Eqüino 
 27
 
 
 
 
Região lombar eqüino Região lombar bovino 
 
5.3 COSTELA E ESTERNO 
 
OSTEOLOGIA 
 
COSTELA 
 São ossos curvos, alongados, dispostos aos pares e que formam a parede lateral do tórax. 
Cada costela articula-se entre duas vértebras, dorsalmente, e se continua ventralmente, pelas 
cartilagens costais. O número de vértebras torácicas corresponde ao número de costelas. 
Apresentam-se divididas em três grupos: 
Costelas esternais ou verdadeiras: são aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular 
com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. Geralmente são os primeiros pares. 
Costelas asternais ou falsas: são aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre 
si, por meio das suas cartilagens costais. Constituem o arco costal. São todas aquelas que não 
são verdadeiras. 
Costelas flutuantes: são as que sua extremidade ventral termina livremente, não aderida a uma 
cartilagem adjacente. Encontrada no homem e suíno. 
 Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas. 
 Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: figura A. 
Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada. 1 
Extremidade dorsal ou vertebral: apresenta cabeça, colo e tubérculo: 
- Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas 
vértebras adjacentes. 2 
- Colo: é a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo. 3 
- Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da 
vértebra de igual número de série. 4 
Extremidade ventral: apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e 
denomina-se cartilagem costal. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com 
outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar arco costal (costelas 
asternais). 5 
 
ESTERNO 
 É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica 
e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais. Consta de 6-8 segmentos 
ósseos (esternébras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens. É conhecido 
vulgarmente como o osso do peito. Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no 
animal vivo. 
 28
- Manúbrio: extremidade mais cranial. A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve 
para articulação do primeiro par de costelas. Encontramos a cartilagem do manúbrio ou 
cariniforme (somente no cavalo). Serve de inserção para músculos do peito e pescoço. 
- Apêndice Xifóide: é uma cartilagem que se projeta caudalmente e serve para inserção de 
músculos. 
 
** TORAX 
 O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas, lateralmente 
pelas costelas e cartilagens costais e, ventralmente pelo osso esterno. Apresenta uma forma de 
cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades. O ápice é a abertura cranial e a 
base a abertura caudal. O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. Entrada do tórax: é a 
mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica, primeiro par de costelas e pelo 
manúbrio. Saída do tórax: é a mais ampla e está formada pela última vértebra torácica, último 
par de costelas, arco costal, última esternébra e cartilagem xifóide. 
 
 
 
 
 
4 2 
3 
 
Eqüino 
1 
 
Esternos com cartilagens costais articuladas e parte do corpo da 
costela cortado, vista lateral. 
 
A 
Bovino 5 
 
 29
 
 
 
 
 
 
 
 
Legenda: 1- última vértebra cervical C7; 2 – segunda vértebra torácica; 3 – terceira 
costela; 4 – cartilagem costal da quarta costela; 5 – corpo das vértebras torácicas; 6 – 
processo espinhoso das vértebras torácicas; 7 – processo transverso das vértebras 
torácicas; 8 – forame intervertebral (passagem do vasos e nervos); 9 – cabeça da 
costela; 10 – tubérculo