Prévia do material em texto
CONCEITO E TERMINOLOGIA
Próteses parciais removíveis são apa-
relhos protéticos que visam substituir,
funcional e esteticamente, os dentes natu-
rais ausentes e que podem ser removi-
dos e recolocados na boca sem causar da-
nos em sua estrutura ou na dos dentes
pilares.
As próteses parciais removíveis são
também denominadas "pontes móveis,
aparelhos parciais móveis etc." Todavia,
levando em consideração os dentes pila-
res, estes aparelhos protéticos podem
não se apresentar, como veremos, apoia-
dos em dentes em ambos os extrerrros
(prótese parcial com extremidade livre).
Desta maneira, o termo "ponte" perde
o seu significado, por não existir a liga-
ção entre dois pontos fixos e extremos
(dentes pilares). O termo "móvel ", por
outro lado, implica em liberdade de mo-
vimentos. Como veremos, essas próteses
são fixadas e estabilizadas pelos dentcs
pilares, podendo, todavia, serem removi-
das e recolocadas na boca quando neccs-
sário. O termo "aparelho" seria melhor
empregado para designar dispositivos
utilizados durante um período de trata-
mento e, portanto, durante um espaço
de tempo limitado: aparelho ortodônti-
co, férula temporária, etc.
Entretanto, sendo esta denominação
de certo modo elucidativa para o disposi-
tivo proposto, excepcionalmente, por ne-
cessidade de expressão, será empregada
como sinônimo de prótese.
GEI{ERALIDADES
Assim, a terminologia por nós adota-
da para as próteses que visam reconsti-
tuir funcional e esteticanlente os pacien-
tes parcialmente dentados e que, ainda
podem ser removidas e recolocadas na
boca, será de Prótese Parcial Removír,el.
Ainda com respeito a este problenra,
por motivos didáticos e de comodidade,
usar-se-á a abreviação P.P.R.
PROBLEMÁTICN E CLASSIFICACÃO
DAS PROTESES RELACIONADAS
COM AS VIAS DE TRANSMISSÃO
DA FORCA MASTIGATORIA AO
OSSO ALVEOLAR
Vias de Transmissão da Forca
Mastigatória ao Osso Alveolar
As próteses, quer scjarn parciais ou
totais, dcvcrão receber a força mastieató-
ria e transmití-la ao osso alveolar. Ncs-
te particular, as vias de transmissão da
força ao osso alveolar é que se diÍêrcncia
e qu«l , basicamente, deterrnina a biome-
cânica dos vários tipos de próteses (fig.
I '.z).
As próteses parciais removíveis, dife-
rentemente das próteses parciais fixas e
totais, constituem-se como um grupo
particular de aparelhos protéticos que po-
de utilizar, como via de transmissão da
força mastigatória ao osso alveolar, so-
mente os dcntes pilares ou os dentes pila-
res e a mucosa do rebordo residual.
4
Occ
da força
proprlan
alveolar,
de Rebo
sim estabe
dentes e n,
ta que est,
meditírios
produz. C
do biologi
único sup,
sa futura
efetuado p
ticas parti
tal, segun
DE SUP
retamente,
ou pelas
portanto
pelas fib
q,
nosso entet
TE, os rt
de pressão
ainda que
Frc. 1.1 - C
MASTIGAT(
F - Fo'cz -Í - Fo.ca:-1' C^.-- -
S.R. DE FIORI
§
O conceito de vias de transmissão
da força mastigatória e de sustentáculo
propriamente dito desta força pelo osso
alveofar, é bastante claro na afirmativa
de Rebossiol2: "O conceito de suporte é as-
sim estabelecido por dois meios ou órgãos uiaos:
dentes e mucosa)' ainda que se deaa ter em con-
ta que estes elementos não são mais que inter-
mediários da ação de suporte, a cuio n{ael se
produz. O conceito de suporte deue ser entendi-
do biologicamente como SUPORTE OSSEO.
único suporte ou fundamento mecânico da nos-
sa futura prótese. Desta maneira, o suporte I
efetuado por duas aias diferentes clm caracterís-
ticas particulares... No chamado suporte den-
tal, segundo nosso entender, VIA DENTAL
DE SUPORTE, os dentes recebem cargas di-
retamente, ltor meios protéticos ligados a eles
ou pelas selas próximas a e\es...... (sendo
portanto transmitidas ao osso alveolar
pelas fibras periodontais destes dentes)
Quando o suporte é mucoso, se{undo
nosso entender, VIA MLICOSA DE SUPOR-
TE, os rehordos recebem a força, clmo carga
de pressão e assim a transmite a0 o.ç.t0 residual,'
ainda que com amortização diretamente propor-
cional à capacidade de dissipaçao que têm os
tecidos moles interpostos à essa .força.
Tomando por base o meio de trans-
missão da força mastigatória ao osso al-
veolar, as próteses parciais removíveis
podem ser classificadas em:
Prótese Parcial Remouíuel Dento Suporta-
da, ou segundo Rebossiol2, Prótese Par-
cial Removível de Carga por Via Den-
tal (fig. I.1).
Prótese Parcial Remoaíuel Dento-Muco Su-
portada ou segundo Rebossiol2, Prótese
Parcial Removível de Carsa por Via
Dental e Mucosa (fig. I.1).
Utilizamos, neste trabalho, a termino-
logia Dento Suportada e Dento-Muco Su-
portada, por ser mais acadêmica e difun-
dida entre os autores e também, por en-
tendermos que esta denominação repre-
senta perfeitamente o pensamento de
vias de transmissão das forças mastigató-
rias ao osso alveolar e, ainda, por facili-
tar o entendimento da problemática de
resolução bioprotética dos diferentes ti-
pos de próteses parciais removíveis (fig.
r. 1).
Fro. t.1 - CLASS|F|CAÇÃO OOS APARETHOS pROrÉrtCOS SEGUNDO A VrA DE TRANSMTSSÃO DA FORCA
MASTIGATÓRIA AO OSSO ALVEOLAR
FORCA
-ttl \/'t / \\
dente dente mucosa
P.T
dente
I
I
I
P.P.F
I
I
I
P, P. R,
d. s.
\
-rf,o.u
I
I
P. P. R,
d. m.s.
,J'
F - Força mastigatóriaÍ - Força transmitida ao rebordo residualÍ' - Força transmitida aos dentes pilares
osso alveolar
P.P.R. - dento-suportada
P.P.R. dento-mucosuportada
a) com extremo livre
b) de transicão
GENERALIDAI)ES 6
CLA:
REl!
Próteses Parciais Removíveis
Dento Suportadas
A prótese parcial removível é clento
suportàda, quándo a força mastigatória
neia atuante é transmitida ao osso alveo-
lar somente através dos dentes pilares.
Tomam parte nesta transmissão as Íihras
periodontais destes dentes.
Os dentes utilizados como suporte pa-
ra essas próteses são denominados Den-
tes Pilarês (frg. I.2)'
Frc r.2 - PROTESE PARCIAL neuovível
vrAs DE ÍRANsMlssÂo DA FoRÇA ruesrtcnrÓnte
F - Forca mastigatóriaÍ - Força transmitida aos dentes
pilares pelos apoios
Í' - Foica transmitida ao rebordo residual
pela sela
Próteses Parciais Removíveis
Dento-Muco SuPortadas
As próteses parciais removíveis são
dento-Áuco suportadas quanclo a força
mastigatória, nelas atuantes, são trans-
mitidãs ao osso alveolar peios dentes pila-
res e pela mucosa do rebordo residual.
A-transmissão da carga mastigatória
ao osso alveolar se realiza através de
duas vias, com características biológir:as
diferentes: Íibras periodontais dos dentes
pilares (força de iração sobre o osso .al-
veolar) e tecido fibro-mucoso, na reglao
desdentada (força de pressão sobre o os-
so alveolar residual) (frg. I.2).
Essas próteses, em sua grande maio-
ria, apresêntam-se como próteses de ex-
tremidade livre, daí utilizar esses termos
como sinônimo (fig. 1.3).
Frc. 1.3 - P.P.R. COM EXTREMIDADE LIVRE
bilateral (b)
F - Força mastigatóriaÍ - Força ttans.itida ao dente pilar pelo apoio oclusalÍ' - Foiça transmitida ad rebordo residual pela sela
unilateral (al
E
OS CA
rem(
t925
cam(
quat
doc
dual
uma
e, dt
blen
SOS (
l
tudz
inte
dos
Ker
todr
tie:
Ker
mar
zagt
sual
biol
uso
métr
acei
men
ções
parL
m0L
Pas.
S€.
Qe,
ac ei
üra.
deL
tau
dr'
rl Ir lr
dento-muco suPortada
S.R. DE
CLASS|FTCAÇÃO .DOS DTFERENTES
TIPOS DE PROTESES PARCIAIS
REMOVíVEIS E DE DESDENTADOS
PARCIAIS
Entre as várias classificações para
os casos de desdentados parciais, estuda-
remos a proposta por KennedyS, em
1925. Essa classificação distribui, classi-
camente, os desdentados parciais em
quatro grupos e três subgrupos: segun-
do o relacionamento do rebordo resi;
dual com os dentes remanescentes. E
uma classificação didática e anatômica,
e, de certo modo, preocupada com a pro-
blemática de resolução funcional dos ca-
sos que serão tratados.
Neste aspecto, Lundquist e col10, cs-
tudando diferentes métodos de registros
intermaxilares para os casos de desdenta-
dos parciais, propôs a classificação de
Kennedy como base para seleção do mé-
todo ideal de registro para os dil'erentes
tipos de prótese parciais removír'eis.
Segundo Fiset4, a classificação de
Kennedy,além de ser a quc apresenta
maior facilidade de ensino c de aprendi-
zagerD, é a que melhor determina a vi-
sualização da problentática de resolução
bioprotética para os casos em particular.
No que diz respeito à facilidade de
uso, Henderson6 afirma: "Atualmente o
método de Kennedy, é po.ssiuelmente o mais
aceito para a classiJicação dos arcos parcial-
mente desdentados... Ainda que as classifica'
ções na realidade seliam descritiaas dos arcos
parcialmente desdentados, a prótese parcial re-
moaíuel que restaura um orcl em porlicular,
passa a ser denominada comr.t prótese dessa clas-
se. Por exemplo, .falarnos de prrítete remouítel
Qe classe III ou clas.çe I. Na realidade i.çto i
aceitduel e praporciona uma etonomia de ltala-
aras. E mais simples dizer; "prótese parciaL
de classe II " do que "prrítese parcial qu€ res-
taura um maxilar parcialmente desdentado
de classe II".
FIORI
Pelo exposto, a classificação de Ken-
nedy além de ser a mais difundida, de-
monstra ser a mais acadêmica e a que
melhor se presta para o estudo da proble-
mática de resolução das próteses parciais
removíveis.
Ao se tentar determinar, pela classifi-
cação de Kennedy, os casos de desdenta-
dos parciais, deve-se ter em mente algu-
mas regras. Estas regras, em número
de B, foram criadas por Applegate2, co-
mo necessárias para evitar dúvidas ou er-
ros quando da determinação da classe a
que pertence a prótese ou o caso de par-
cialmente dentado em questão.
1 - A classificação deve ser poste-rior à preparação da boca (ou do planeja-
mento minucioso do caso), devido ao fa-
to de que extrações posteriores podem
modificá-la.
2 - Se o terceiro molar estiver au-sente, não se deve levar em consideração
essa região desdentada durante a classifi-
cação pelo fato de que esse dente nor-
malmente não é reposto proteticamente.
3 - Se o terceiro molar estiver Pre-sente e for prevista a sua utilização co-
mo dente pilar, deverá ser levado em
consideração ao se classificar o caso.
4 - O segundo molar, se ausente enão for prevista a sua reposição protéti-
ca, como por exemplo da ausência do
segundo molar antagonista, não deverá
sei levado em consideração ao se classifi-
car o caso.
5 - Quando existirem regiões desden-tadas adicionais na mesma arcada, a
ou as regiões mais posteriores (com exce-
ção dos terceiros molares), determinam
a classe a que pertence o caso.
6 - As regiões desdentadas adicio-nais que não participam na determina-
ção da classe de Kennedy, são denomina-
das modificações e designadas por nú-
mero. (p."".CLASSE I, modificação 2.)
7 - A determinação da modificaçãode certa CLASSE depende unicamente
do número de regiões desdentadas secun-
Classificação de Kennedy Regras de Applegate para
utilizacão da
Classificacão de Kennedy
___-rY
-*/'
:./
GENERALIDADES
CLASSE I
Modificação 1
Modificação 2
CLASSE II
Modificação 1
ModiÍicação 2
CLASSE III
Modificação 1
Modifrcação 2
CLASSES DE I(ENNEDY (Vide fig. I.a).
_ -. Compreende os casos de desdentados posteriores bilaterais.'Q""ldg é desdentado posterior bilateràl e apresenta uma farha in-
tercalada no segmento anterior.
Quandg é desdentado posterior bilateral e apresenta duas farhas
intercaladas no segmento anterior.
Compreende os casos de desdentados posteriores unilaterais.
Quando é desdentado posterior unilatêral com uma falha interca-
lada nos outros segmentos.
Quando é desdentado posterior unilateral com duas falhas interca-
ladas nos outros segmentos.
compreende os casos de desdentados unilaterais posteriores, que
apresentam dentes pilares posteriores.
Quando é desdentado unilateral posterior com pilares posteriores
lque apresenta uma falha intercalada nos outros segmentos.
Quando é desdentado unilateral posterior com pilares posteriores
e que apresenta duas falhas intercaladas nos outios segmentos-
CLASSE IV - Desdentado na região anterior.
Esta classe não apresenta modificações.
As classes I, II e III podem apresentar ainda modificações do tipo 3, 4, etc.,
sendo mais raras e de pouco interesse.
Frc. r.4 - CLASSTFICAÇÃO Oe xerurueoy
diárias
sas reg
sentes,
B_
dificaç
posteri
se pass
cipal n
"..9y.
,
CISIVOS
de Ken
bém os
sentes
1enãr
ELEM
PRO"I
As
basicar
elemen
e corpc
tores (r
Os
COS TE
(
(
d=a
I iãii
-ü
S.R. DE FIORI
Lra in-
lalhas
S
lte rc a-
rierca-
i a| tF
::l:rfeq
'I-ir:lfeS
,: S-
diárias. Independe pois, da extensão des-
sas regiões, ou do número de dentes au-
sentes.
B - A CLASSE IV não aceita mo-dificações. Qualquer espaço protético
posterior, que possa modificar esta clas-
se passa a ser a região desdentada prin_
cipal na determinação da classe de kc.,-
"..9y Assim, quando da ausência dos in-crsrvos superiores, teríamos classe IV
de Kennedy. Se, além destes déntes, ram-
bém os pré-molares direitos estiverem au-
sentes termos classe III - modificação1 e não classe IV modificada.
ELEMENTOS CONSTITUINTES DAS
PROTESES PARCIAIS REMOVíVTIS
As próteses parciais removíveis são
basicamente constituídas pelos seguintes
elementos: retentores (apoio, gá-po,
e corpo), selas, dentes artificiais; conec-
tores (maior e menor) (fig. I.5).
Retentores
Os retentores são elementos mecâni-
cos responsáveis pela retenção, suporte
e e.stabilidade da prótese parcial removí-
ye^I.em relação aoi dentei pilares3,lr (fig.
I.6).
.. Retêm e suportam a prótese, impe-dindo que esta se desloque no sentido
FIc. I.5 _ ELEMENToS CoNSTITUINTES DAs pnÓre.
SES PARCtAtS nertíOVíVrtS
1a - Apoio
1b - Grampos
1 c - Corpo do retentor
2 - Selas
3 - Dentes artiÍiciais
4a - Conector maior
4b - Conector menor
GENERALIDADES
gêngivo-oclusal e ocluso-gengival respec-
iivamente. Estabiiizam a prótese, evitan-
do que se desloque lateralmente duran-
te oi movimentos mandibulares funcio-
nais e habituais do pacientell.
Para que os retentores cümPram es-
sas funçõés, sua distribuição e número
são estudados em função de princípios
bioprotéticos. 11
Esses princípios definem que a próte-
se parcial removível, estabilizada e.su-
porlada pelos dentes pilares, não deve
ãtru. de modo que produza forças late-
rais patológicas, em relação ao periodon-
to déstes dentes. Os dentes pilares devem
ter sua estabilidade aumentada pelo uso
da prótese. Há pois uma reciprocidade
estabilizadora, entre a prótese e os den-
tes pilares.
Quanto à função elocahzaçáo, os re-
tentoies são classificados em retentores di-
retos e retentores indiretos. Estes ainda po-
dem ser do tipo intracorontírio e extracoronti-
rio, dependendo da sua situaçãoem.rela-
ção à ôotou dos dentes pilaresl'3'5'11't:'
Retentores Diretos e lndiretos
Retentnres diretos - são os que se loca-lizam crn dentcs pilares vizinhos ao espa-
ço protético (fig. I.6).
Apresentam como funções principais
a retenção e o suporte da prótese. Secun-
dariamente, quando analisados em con-
junto com os retentores indiretos, estabi-
lizarn a prótese5.
Retentores indiretos - também chama-dos "estabilizadores" são os que se loca-
lizam em dentes pilares distantes do es-
paço protéticos.
Retentores lntracoronários
Attachments
Tàmbém chamados "attachments",
são constituídos por uma associação ma-
cho-fêmea em que a fêmea normalmen-
te é colocada internamente em uma pró-
tese fixa unitária, e o macho é soldado
à prótese parcial removívell'5'11.
Fre. 1.6 - RETENTORES
- Íetentores indiretos
- retentoÍes diretos
A retenção é dada pela fricção que
se estabelece entre o macho e a Íêmea, e
por dispositivos de mola localizados inter-
namente na fêmea. Epte tipo de retentor
dispensa o uso de grampos, principal-
mente no vestibular, característica estéti-
ca fundamental em casos de pilares ante-
rioress (fig. I. 7).
De rnodo geral, os "attachments" po-
dem ser do tipo de precisão e de semi-
precisão.
Os ' 'attachments' ' de precisão são in-
dustrializados e apresentam grande juste-
za entre suas peças.
Os "attachments" de semiprecisão
são trabalhados no próprio laboratório
de prótese, pelo protótico ou pelo cirur-
gião dentista. Apresentam menor juste-
za entre o macho e a fêmea e são tam-
bém conhecidos por "encaixes fresados".Retentores Extracoronários
São os retentores mais simples, eco-
nômicos e quando bem indicados cum-
p
I
e
e
10 S.R. DE
plem perfeitamente suas funçõesl,,, (frg.
I.8 e I.9). Sua maior contra indicação
em casos de pilares anteriores é o fator
estética.
FIORI
Este retentor situa-se externamente
ao dente pilar e utiliza como meio de re-
tenção, os grampos que abraçam o den-
te pilar. A retenção é dada pela flexibili-
dade do grampo retentivo que ao trans-
Frc. t.7 _ RETENTOR INTRACORONÁRIO (ETTACXMENTS)
a - Coroas métalo-cerâmicas soldadas entre si e cimentadas sobre os pré-molares
b - Componente Íêmea do encaixe inserido e soldado na Íace distal da coroa correspondente ao segundo pré-molar
c - Componente macho do encaixe, soldado na armação metálica.
d - Armação metálica da P.P.R. com attachment posicionada sobre os dentes pilares.
Fre. 1.8 - RETENTOR EXTRACORONÁRIO (circunÍerenciat)
a-b - equador protético.
1 - grampo circunferencial de retencão
2 - grampo circunÍerencial de estabilizacão
3 - apoio4 - corpo do retentor
§t3i_;
/,
GENERALIDADES
I
i
Fra. 1.9 - RETENTOR EXTRACORONÁR|O (circunÍerencial modiíicadol
a-
b-
c-
d-
e-
por o "equador protético", alcança re-
giões retentivas dos dentes pilares.
Os retentores extracoronários, cle mo-
do geral, são constituídos de: apoio,
grarnpos e corpo.
Frc. 1.10 - RETENTOR CIRCUNFERENCIAL (apoio)
est
mé
12
o(
pré
gaç
prc
da
qu,
brt
pil
fuI
pr(
et
Fre
Coroas métalo-cerâmicas isoladas e cimentadas sobre os dentes pilares
Nichos
Armação metálica da P.P.R.
Retentor extracoronário a grampo
Armacão metálica instalada sobre os dentes pilares
Apoio - é o elemento do retentorque se "aloja" na região das cristas
marginais dos dentes pilaresl (fig. I.10).
C) apoio suporta e estabiliza a próte-
se no sentido ocluso-geneival, evitando
a-
b-
C_
Betentor isolado
Retentor posicionado no dente pilar
Apoio
11
12 \ s.R. DE FrORr
o esmagamento dos tecidos gengivais, Nichos - são áreas côncavas ou ca-próximo ao d,ente pilar, duranté a "mastij
"id"d;;p;paradas em blocos metálicos,gaçã6r'5't:. E elemento importante na (coroasr;i;i., parciais, MoD, etc.), res_proteção da gengiva marginal proximar iaurações de amálgama, ou no próprioda impacção aliment ar73 .- esmarie do dente pilar, com a finarida-Sua^localização e fo1ma, deve ser tal a. à. àfr;á. os upoio. (fie. I.11)
t:^":_g:1111!isatoriu gy9 incide so- No cÀo d; ;;,;;i..";,;;;á; no es_Dre a protese, se.Ia transmitida ao dente malte do dente pilar, li."é;ã; .;p;;çã"pilar segundo o ieu longo. eixo5'13. da dentina, o preparo deve ser aproÍün-E também elementõ.,importante na dado e,"áinàaápr;;;;ã. r.r,u."r_estabilização do dente pilar, no sentido tauraçaolo.---
-éT.^-*tl.1l . *ji*,".o-ôclusal. O nicho deve ter profundidade sufi_rara que os aporos cumpram essas ciente para que.o upoio apresente espes_Íünções devem ser localizados em regiões sura e resisténcra, sem provocar contac-previamente. preparadas no dente lilar to prematuro ou interferência oclusale denominadás Nichos5.9. ' .orn os dentes antagonistas.
Frc. 1.11 - NICHO
1-
.)
Nicho 1a) preparado no dente pilar.
Retentor circunferencial posicionado no dente pilar com o apoio (b) alojado no nicho.
Grampos - são os elementos do re-tentor responsáveis pela estabilização e
r_etcnÇão da prótese aos dentes pilares1,11 .
Rctêm a prótese na posiçãci correta e es-
tabilizam-na, impedindo, inclusive, quc
se instituam movimentos laterais ou
^cle
báscula.
-
A atuação dos srampos de retenção
e de oposição sobre os dêntes pilares de-
ve ser passiv23,5,9,13. Dessa forma, quan_
do do posicionamento correto da pütese
na boca c quando <la sua inst.rçãr,r e reri-
rada, os grampos não devem exerccr for-
ças iaterais sobre os dentes pilares. Estas
forças quando existentes, dávem ser anu-
ladas pela atuação recíproca clos gram-
pos de rerenção e oposição (ng. I. i2).
Esses elementos constituem dois grupos:
grampos de retenção ou retentivos é gram-
pos de oposição, de reciprocidade õ.,
"r-tabilizadores.
Os grampos de retenção ou retenti-
vos são aqueles que apresentanr uma
parte inicial rígida e uma parte final fle-
xível. A parte rígida pode ou não conta-
tar com o dente pilar e neste caso, sem-
pre sltua-se para oclusal do equador pro_
tético do dente pilar (fig. I.13). Sua par-
te flexível sempre se contata com o den-
te prlar, srtuando-se gengivalmente ao
seu equador protético.
. 'Iem por principal função a retenção,
impedindo que a prótese se deslóque
no sentido gêngivo-oclusal. Secundaria-
, GENERALIDADES
Fto. 1.12 - RETENTOR CIRCUNFERENCIAL - (gramposl
1+
ou
mar
ciai
dev
do
sati
tica
ren
dos
sen
ma
ef
cal
ca,
m(
1-
2-
Prótese posiclonada na boca.
Retentor circunferencial isolado.
a - grampo de retenÇão
b - grampo de estabilização ou de oposição
na(
tici
aur
O corpo do retentor constitui o ele-
mento que une o apoio e os grampos en-
tre si e ao conector menor da prótese.
Sela
É o elemento da prótese parcial remo-
vível que preenche os espaços desdenta-
dos fixando os dentes artificiais e remo-
delando os tecidos gengivais ausentes
(fig. I-1a). Deve ajustar-se ao rebordo re-
sidual na região desdentada, podendo
FIO. 1.13 _ RETENTOR CTRCUNFERENCIAT GEMINADO
mente contribui para a estabilização da
prótese e do dente pilar.
Os grampos de oposição ou estabiliza-
dores são rígidos, contatando em toda
a sua extenção com o dente pilar e situan-
do-se ligeiramente acima clo seu equa-
dor protético.
Esse tipo de grampo é o principal
responsável pela estabilização da próte-
se e do dente pilar. NeuÍralizam as for-
ças geradas pelos grampos de retenção,
evitando que se desenvolvam forças so-
bre os dentes pilares (fig. I.13).
FrG. 1.14 - CONECTORES
1 - grampo de retenção (geralmente no vestibular).
2 - grampo de estabilização (geralmente por lingual).
3 - apoio geminado
1-
2-
3-
Sela e dentes artificiais
Conectores menores.
Conector maior.
A
iii
ll
li
S.R. DE FIORI
ou não auxiliar na transmissão da força
mastigatória ao osso alveolarl,s,11.
Entre suas funções principais temos:
7 - Preenchimento - nas pióteses par-ciais removíveis dento supoitadas a sela
deve justapor-se perfeitamente ao rebor-
do residual, fixar os dentes artificiais e
satisfazer os requisitos de estética e foné-
t1ca.
2 - Suporte - nas próteses parciaisremovíveis dento-muco suportadàs além
dos requisitos citados, a selá, ainda, apre-
senta a função de transmissão da fôrça
mastigatória ao rebordo residual.
Dentes ArtiÍiciais
São os elementos artificiais confeccio-
nados com o propósito de substituir esté-
tica e funcionalmente os dentes naturais
ausentes.
Os dentes artificiais são suportados
e fixados à prótese pela sela.
Entre suas funções principais desta-
cam-se: preencher os requisitos de estéti-
ca, auxiliar ou melhorar a fonação e au-
mentar a eficiência mastieatória.
Devolvem ao arco dental a normali-
7açá9 de suas curvas funcionais e, o que
é mais importante, estabilizam essas har-
monias funcionais pelo maior tempo pos-
sívels,1r, (fig. I.1a).
Conectores
São barras metálicas rígidas que
unem bilateralmente os retentores e as
selas entre si1,3,5,7,11 ,13. Dividem_se em
dois grupos: conectores maiores e.conectt_tres
menores. (fig. I.1a).
Conector maior - também nomeadobarra tangencial, é constituído por uma
barra metálica rígida qr. ,.r", através
dos conectores menores, os retentores e
as selas bilateralmsn1ss,7,13. Nas próte-
ses inferiores são também chamadàs bar-
ras linguais.
Sua principal função é estabilizar bi-
Iateralmente a prótese7.13.
Conector menor - é constituído poruma barra metálica rígida que une o re-
tentor à sela ou ao conector maiorlt,13.
Juntamente com os conectores maiores
apresentam a função de estabilizar a pró-
tese.
BIBLIOGRAFIA
1. Applegate, O.C.: Elementos de prótesis de
dentaduras parciais removibles, Buenos Ai-
res, 1959, Edit. Bibiiográfica Argentina,
págs.46-87.
Idem - Ibidcm, pág. 4-8.Dykema, R.W., Cunningham, D.M.. y.fohn-
ston, J.F.: Ejercícios modernos de la próte-
sis parcial removiblc. Buenos Aircs,1970,
Edit. Mundi.
4. Fiset,J.: A classification utilized in rhe treat-
ment o[ excptional terminal <ientitions., .].
Prosther. Dent., 30: 526-532. orr. 1973.
5. Henderson, D., y Steffel, V.:prtitesis par-
cial removible segun McCrackcn. Bucnos
Aires, 1974, Edit. Mundi.
Idem - Ibidcm, pág. 14Hederson, D.: Conectores principalcs uni-
dos se sosticne. Clínicas Odontológicas dc
Norteamcrica. Octubre 1973. páes. 659-675.
B. Kennedy, E.: Partial Denture Construtiont
Dent. Itens Interest, 49: 42 59, 1927
9. Krol, A.J.: Retcnedor de gancho DpI (clcs-
canso, placa proximal. barrall v srrs mocliíl-
caciones. Clínicas Odontológicas dc Norrca_
merica Octubre , 1973. páes; 631-6+i
10. Lundquist, D.O., and Ficbiscr, G.E.: Re-
gistrations lor relatine the mandibular casr
to Íhe maxillary cast bascd on Kenncclv's
classification system. .f . prosthct. Dtnt., á5:
371-375, april, 1976.
11 . Rebossio, A.D.: Próte sis parcial rcrno.,.iblc.
Bucnos Aircs, 1963, Edit. Mundi.
Idcm - Ibidcm, pág. 124.Weinberg, L.A.: Atlas of removible partial
dcnturc prosthodontics. Edit. Thc C.V.
\{osby Company. Sant Louis, 1969. páus.
54-72.
2.
3.
6.
7.
12.
13.