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Caderno de Questões
Português
Questão 200: VUNESP ­ Tec Lab (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Retratos de família
FOTOGRAFIAS: haverá coisa mais preciosa? Em tempos arcaicos, talvez. A minha avó costumava contar que o maior tesouro que trouxe da casa dos pais eram as fotos
de família. Álbuns com fotos em preto e branco, algumas coloridas (manualmente, claro) e impressas em cartão grosso. Todas elas insubstituíveis. Estranho tempo, esse,
em que os retratos valiam tanto como ouro.
Hoje vivemos o supremo paradoxo: nunca se tiraram tantas fotos; nunca elas tiveram tão pouco valor.
O jornal “Guardian” avisa que 2014 será o ano em que o mundo vai bater recordes no número de fotos tiradas: qualquer coisa como 3 trilhões. Esse excesso não pode
ser coisa boa: a facilidade com que hoje se tiram fotos é diretamente proporcional à facilidade com que nos esquecemos delas.
Uma amiga, aliás, contava­me há tempos uma história instrutiva: em três anos de maternidade, ela acumulara mais de mil fotos do primogênito. Até descobrir que não
tinha nenhuma para mostrar em papel ou em moldura – permaneciam todas na memória do laptop, ou na câmera, ou no celular. À espera de melhores dias.
Três trilhões de fotos para 2014, diz o “Guardian”. E, no fim de contas, é como se o mundo não tirasse uma única foto que realmente importe.
(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 07 de janeiro de 2014)
 
Leia o trecho reescrito a partir das ideias do texto.
Uma amiga mostrava­me as fotos do primogênito que ____________ e ___________ na memória do laptop até que _____________ melhores dias.
 
Em conformidade com a norma­padrão da língua portuguesa, o trecho alterado deve ser corretamente preenchido com:
 a) foi tirada … permanecia … houvesse
 b) foram tiradas … permaneciam … houvessem
 c) foram tiradas … permanecia … houvesse
 d) foram tiradas … permaneciam … houvesse
 e) foi tirada … permaneciam … houvessem
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 201: VUNESP ­ Del PC CE/PC CE/2015
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Luiz Felipe Pondé afirma não _____________ mais vovôs e vovós como antigamente, já que ____________ cada vez mais___________ em copiar seus netos.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas, de acordo com a norma­padrão da língua portuguesa.
 a) haverem … se encontra … empenhado
 b) haverem … encontram­se … empenhados
 c) haver … encontra­se … empenhado
 d) haver ... encontra­se … empenhados
 e) haver … se encontram … empenhados
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Questão 202: VUNESP ­ Ag SP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Grupo quer criar cooperativa de catadores de pelo
 
Catadores de pelo de cachorro. É a mais nova modalidade de cooperativa de reciclagem, que pretende recolher o material da tosa em pet shops* e transformá­lo em
roupas de animais.
 
O projeto de transformar pelo de poodle em tecido começou em uma escola do Senai em 2008 e ganhou legitimidade após pesquisa na USP demonstrar que o material é
similar ao da lã de carneiro e pode passar pelo processo de fiação.
 
“Um leigo não conseguiria diferenciar um do outro”, diz Renato Lobo, que realizou o estudo com pelo de poodle em seu mestrado. Segundo ele, há similaridade entre os
dois em relação à maciez, tingibilidade (capacidade de receber corante), alongamento, absorção de líquido e isolamento térmico.
 
Do ponto de vista técnico, Lobo explica que a única diferença entre o pelo do poodle e a lã do carneiro é o comprimento da fibra — mais curta no primeiro. Mas essa
diferença não altera o processo de fiação, porque há um maquinário próprio para fibras mais curtas.
 
Agora, a proposta é montar uma cooperativa de catadores de pelo seguindo o mesmo modelo das que hoje reciclam latinhas e papelão. Lobo diz que há negociações com
três dessas cooperativas para possível parceria.
 
Hoje, o pelo é descartado no lixo pelos pet shops. A ideia é que, após a coleta, limpeza e fiação, ele vire roupinhas para animais que serão vendidas também nas lojas.
“Estamos em contato com ONGs que produzem essas roupas para animais de estimação para apresentar o tecido feito de pelo.”
 
“A  procura  por  roupas  de  animais  é  grande,  principalmente  no  inverno.  Tenho  certeza  de  que  haverá  interesse,  porque  as  pessoas  adoram  uma  novidade”,  diz  o
veterinário Sergio Soares Júnior.
 
E roupas para humanos? Segundo Lobo, “Há viabilidade técnica para produzi­las, mas não sei se haveria aceitação. As pessoas usam casacos de couro, mas não sei se
aceitariam roupas de pelo de cão. De animal para animal, fica mais fácil.”
 
(Cláudia Collucci, Folha de S.Paulo, 20.07.2014. Adaptado)
 
* pet shops: lojas especializadas em serviços e artigos relativos a animais de estimação
 
Lobo diz que há negociações com três dessas cooperativas para possível parceria.
 
A forma verbal em destaque está substituída corretamente, de acordo com a norma­padrão da língua portuguesa, por
 a) existe.
 b) têm sido realizado.
 c) se realiza.
 d) têm ocorrido.
 e) acontece.
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Questão 203: VUNESP ­ Ag SP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Grupo quer criar cooperativa de catadores de pelo
 
Catadores de pelo de cachorro. É a mais nova modalidade de cooperativa de reciclagem, que pretende recolher o material da tosa em pet shops* e transformá­lo em
roupas de animais.
 
O projeto de transformar pelo de poodle em tecido começou em uma escola do Senai em 2008 e ganhou legitimidade após pesquisa na USP demonstrar que o material é
similar ao da lã de carneiro e pode passar pelo processo de fiação.
 
“Um leigo não conseguiria diferenciar um do outro”, diz Renato Lobo, que realizou o estudo com pelo de poodle em seu mestrado. Segundo ele, há similaridade entre os
dois em relação à maciez, tingibilidade (capacidade de receber corante), alongamento, absorção de líquido e isolamento térmico.
 
Do ponto de vista técnico, Lobo explica que a única diferença entre o pelo do poodle e a lã do carneiro é o comprimento da fibra — mais curta no primeiro. Mas essa
diferença não altera o processo de fiação, porque há um maquinário próprio para fibras mais curtas.
 
Agora, a proposta é montar uma cooperativa de catadores de pelo seguindo o mesmo modelo das que hoje reciclam latinhas e papelão. Lobo diz que há negociações com
três dessas cooperativas para possível parceria.
 
Hoje, o pelo é descartado no lixo pelos pet shops. A ideia é que, após a coleta, limpeza e fiação, ele vire roupinhas para animais que serão vendidas também nas lojas.
“Estamos em contato com ONGs que produzem essas roupas para animais de estimação para apresentar o tecido feito de pelo.”
 
“A  procura  por  roupas  de  animais  é  grande,  principalmente  no  inverno.  Tenho  certeza  de  que  haverá  interesse,  porque  as  pessoas  adoram  uma  novidade”,  diz  o
veterinário Sergio Soares Júnior.
 
E roupas para humanos? Segundo Lobo, “Há viabilidade técnica para produzi­las, mas não sei se haveria aceitação. As pessoas usam casacos de couro, mas não sei se
aceitariam roupas de pelo de cão. De animal para animal, fica mais fácil.”
 
(Cláudia Collucci, Folha de S.Paulo, 20.07.2014. Adaptado)
 
* pet shops: lojas especializadas em serviços e artigos relativos a animais de estimação
 
Considere a seguinte passagem do texto, à qual foram acrescidas lacunas:
 
As pessoas usam casacos              de couro, mas não sei se aceitariam roupas           de pelo de cão.
 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, de acordo com a norma­padrão da língua portuguesa.
 a) feito ... feito
 b) feito ... feita
 c) feito ... feitas
 d) feitos ... feitos
 e) feitos ... feitas
Esta questão possui comentário doprofessor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 204: VUNESP ­ Ag EVP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
No Cieja (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, não se registram advertências aos estudantes nem há período de recuperação. Alunos com
dificuldades nos colégios da região enxergam ali a possibilidade de um recomeço. “Outros colégios desistem de alguns alunos tidos como problemáticos e os encaminham
para um centro de ensino de jovens e adultos”, explica a coordenadora da escola, Cristina Sá.
 
Todos os 14 Ciejas de São Paulo reservam um dia para os professores fazerem planejamento. Êda, a diretora do Cieja Campo Limpo, usa as sextas­feiras para discutir
casos  específicos  dos  alunos  e  para  formar  os  educadores  na  filosofia  da  escola.  Neste  dia,  não  há  aula.  “É  um  trabalho  de  formiguinha”,  diz  a  diretora.  Vários
professores não se adaptaram e pediram transferência. “Tem gente que não acredita em um ensino que não impõe autoridade. Nós acreditamos”, afirma Cristina.
Num dos dias em que a Folha visitou a escola, um morador da mesma rua apareceu em frente à entrada, com um carrinho de sucata com o pneu furado, perguntando:
“Cadê a dona Êda? Preciso de ajuda para arrumar meu pneu”. A naturalidade do pedido mostra como a integração com a comunidade funciona.
(http://arte.folha.uol.com.br. 30.11.2014. Adaptado)
 
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
 a) No Cieja Campo Limpo, não há advertências aos estudantes nem se faz períodos de recuperação.
 b) No Cieja Campo Limpo, não se faz advertências aos estudantes nem se dedica períodos à recuperação.
 c) No Cieja Campo Limpo, não se fazem advertências aos estudantes nem existem períodos de recuperação.
 d) No Cieja Campo Limpo, não se fazem advertências aos estudantes nem existe períodos de recuperação.
 e) No Cieja Campo Limpo, não existe advertências aos estudantes nem se dedicam períodos à recuperação.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 205: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Texto III
Corrida contra o ebola
Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional, mas nada sugere que as medidas até agora adotadas
para refrear o avanço da doença tenham sido eficazes.
Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da
enfermidade. A escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia está fora de controle.
O  vírus  encontrou  ambiente  propício  para  se  propagar. De um  lado,  as  condições  sanitárias  e  econômicas  dos  países  afetados  são  as  piores  possíveis. De  outro,  a
Organização Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas localidades afetadas.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade vêm de contribuições compulsórias dos países­
membros – o restante é formado por doações voluntárias.
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área, e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para
comparação, o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6 bilhões.
Os  cortes  obrigaram a OMS a  fazer  escolhas  difíceis.  A  agência  passou  a  dar mais  ênfase  à  luta  contra  enfermidades  globais  crônicas,  como doenças  coronárias  e
diabetes. O departamento de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus cargos.
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram limitados e mal liderados.
O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais possível enfrentá­lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. Tornou­se crucial estabelecer um comando central
na África Ocidental, com representantes dos países afetados.
Espera­se também maior comprometimento das potências mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e
Guiné, respectivamente.
A comunidade internacional tem diante de si um desafio enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo
perdido conta a favor da doença.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104­ editorial­corrida­contra­o­ebola.shtml: Acesso em: 08/09/2014)
 
A concordância empregada, na primeira oração do texto “Já faz seis meses”, ocorre em função de uma característica linguística do verbo. Essa mesma característica pode
ser observada na seguinte opção:
 a) Organizaram­se reuniões periódicas na empresa.
 b) Há muitas questões pendentes ainda.
 c) O encontro ocorreu sem transtorno algum.
 d) Falhou o projeto e a experiência.
 e) Espera­se a ajuda do grupo.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 206: CESPE ­ APF (DEPEN)/DEPEN/Área 1/2015
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Os  condenados  no  Brasil  são  originários,  na  maioria  das  vezes,  das  classes  menos  favorecidas  da  sociedade.  Esses  indivíduos,  desde  a  mais  tenra  infância,  são
pressionados e oprimidos pela sociedade, vivem nas favelas, nos morros, nas regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio ao esgoto, à discriminação
social, à completa ausência de informações e de escolarização.
Sem o repertório de uma mínima formação educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um delinquente, já ocupa uma posição social inferior.
O regime penitenciário deve empregar os meios curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as formas de assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o
máximo possível as condições que enfraquecem o sentido de responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua pessoa e a sua capacidade de readaptação social.
Internet: <www.joaoluizpinaud.com> (com adaptações).
Julgue o próximo item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto.
 
A forma verbal “são” está no plural porque concorda com “Esses indivíduos”.
 Certo
 Errado
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Questão 207: CESPE ­ EAP (DEPEN)/DEPEN/Enfermagem/2015
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Educação prisional
No Brasil, a educação prisional está garantida por lei. Os mais de 500 mil detentos existentes no país têm direito a salas de aula dentro dos presídios e, a cada doze horas
de frequência escolar de qualquer nível (fundamental, médio, profissionalizante ou superior), o preso tem um dia de pena remido. Desde 2012, entre os projetos voltados
à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por meio da leitura.
O projeto transforma a leitura em uma extensão da produção de trabalho intelectual, que já caracterizava a remição de pena por dias de estudo. Os detentos têm acesso
a mais de cem livros comprados pelo governo e, a partir dessa seleção, eles têm de vinte e um a trinta dias para ler um livro e escrever uma resenha que, se adequada
aos parâmetros da lei, como circunscrição ao tema e estética, subtraem quatro dias da pena. Ao todo, os detentos podem remir até quarenta e oito dias apenas com as
leituras. Essa possibilidade, no entanto, ainda é restrita a penitenciárias federais de segurança máxima.
 
Após um ano de vigência da  lei que regulamentou o projeto, dados coletados pelo Departamento Penitenciário Nacional  (DEPEN) revelaram os hábitos de  leitura nos
presídios. Foram feitas 2.272 resenhas, sendo 1.967 aceitas, o que resultou em um total de 7.508 dias remidos. Entre os dez livros mais lidos e resenhadosestavam A
Menina que Roubava Livros, em primeiro lugar, e O Pequeno Príncipe, em décimo.
Na visão do coletivo de incentivo cultural Perifatividade, o projeto é uma oportunidade de os detentos ampliarem seu universo e perceberem novas dinâmicas de como
analisar o mundo, além de ser um incentivo à educação.
Internet: <www.revistaeducacao.uol.com.br> (com adaptações).
 
No que diz respeito aos aspectos linguísticos do texto Educação prisional, julgue o seguinte item.
 
Na linha 10, a forma verbal “Foram feitas” concorda em gênero e número com o termo seguinte, “2.272 resenhas”, que é o sujeito da oração em que se insere.
 Certo
 Errado
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Questão 208: FGV ­ AO (SSP AM)/SSP AM/2015
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Texto
 
“Num posto de atendimento público, alguém espera na fila. Antes do horário regulamentar para o término do expediente, verifica­se que o guichê está sendo fechado e o
atendimento do público, suspenso. Correndo para o responsável, essa pessoa ouve uma resposta insatisfatória, e fica sabendo que o expediente terminaria mais cedo por
ordem do chefe. Manda chamar o chefe e,  identificando­se como presidente do órgão em pauta, despede todo o grupo”.  (DaMatta, Roberto. Carnavais, malandros e
heróis. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990)
Os  termos  de  um  texto  podem manter  entre  si  relações  de  concordância  nominal  ou  verbal;  os  termos  abaixo  que  NÃO  estabelecem  entre  si  qualquer  relação  de
concordância são:
 a) resposta insatisfatória;
 b) atendimento público;
 c) alguém espera;
 d) horário regulamentar;
 e) mais cedo.
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Questão 209: IBFC ­ Ag Seg Soc (SEDS MG)/SEDS MG/2014
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Texto
Cidadão
(Zé Ramalho)
Compositor: Lúcio Barbosa
 
Tá vendo aquele edifício moço
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição, era quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
 
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
"Tu tá aí admirado?
Ou tá querendo roubar?"
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
"Pai vou me matricular"
Mas me diz um cidadão:
"Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar"
Essa dor doeu mais forte
Porque que é que eu deixei o norte?
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
Mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá foi que valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
"Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar"
 
Ao observar a concordância verbal em “Fui eu quem criou a terra”, conclui­se que:
 a)  o pronome relativo “quem” é sujeito do verbo “criou”.
 b)  os dois verbos estão flexionados na mesma pessoa gramatical.
 c)  se fosse usado “que” no lugar de “quem”, não haveria alteração na concordância.
 d)  o pronome “eu” é sujeito das duas orações.
 
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Questão 210: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Pontuação
Texto para o item
Em um momento  em  que  os  Estados­nação  se  dobram diante  das  forças  do mercado,  os  dirigentes  políticos  sonham  com  estabilidade. Ora,  as  formas  de  governo
utilizadas pelos impérios fascinam por sua resistência aos sobressaltos da história, sua plasticidade e sua capacidade de unir populações diferentes.
Por que nos interessar pela noção de império? Não vivemos hoje em um mundo de Estados­nação? São eles, por exemplo, que têm seus assentos na ONU, com suas
bandeiras,  seus  selos  postais  e  suas  instituições.  No  entanto,  o  estudo  dos  impérios,  antigos  ou  recentes,  permite  acessar  as  raízes  do  mundo  contemporâneo  e
aprofundar nossa compreensão das modalidades de organização do poder político, ontem, hoje e − por que não? − amanhã.
O conceito de Estado­nação baseia­se em uma ficção, a da homogeneidade: um povo, um território, um governo. Os impérios nascem da extensão do poder através do
espaço e se assentam na diversidade: eles governam de maneiras diferentes povos diferentes, sob uma dupla tensão. Por um lado, a vontade dos líderes políticos de
estender seu controle territorial, em um contexto em que os povos vivem realidades socioculturais variadas, alimenta o expansionismo. Por outro, o fato de o  império
absorver povos diferentes faz que alguns de seus componentes desejem destacar­se do conjunto. Isso explica por que os impérios perduram, racham, reconfiguram­se e
caem.
Pensar o império não significa ressuscitá­lo dos mundos passados. Trata­se de considerar a multiplicidade de formas de exercício do poder sobre um dado espaço. Se
pudermos considerar a história como algo diferente da  inexorável transição da forma império para a forma Estado­nação, talvez possamos apreender o futuro de um
ponto  de  vista mais  vasto.  E  considerar  outras  formas  de  soberania  que  respondam melhor  a  um mundo  caracterizado  ao mesmo  tempo  pela  desigualdade  e  pela
diversidade.
Jane Burbank e Frederick Cooper. De Roma a Constantinopla, pensar o império para entender o mundo. In: Le Monde Diplomatique. Brasil, 2011, ano 5, n.º 53, p. 24­5 (com adaptações).
Com relação às estruturas linguísticas e à pontuação do texto, julgue o item a seguir.
Caso se insira, antes de "caracterizado", o segmento que é, será necessário, para a manutenção da correção gramatical e do sentido do período, o emprego de vírgula
após "mundo".
 Certo
 Errado
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Questão 211: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Pontuação
Texto para o item
Em um momento  em que  os  Estados­nação  se  dobram diante  das  forças  do mercado,  os  dirigentes  políticos  sonham  com estabilidade. Ora,  as  formas  de  governo
utilizadas pelos impérios fascinam por sua resistência aos sobressaltos da história, sua plasticidade e sua capacidade de unir populações diferentes.
Por que nos interessar pela noção de império? Não vivemos hoje em um mundo de Estados­nação? São eles, por exemplo, que têm seus assentos na ONU, com suas
bandeiras,  seus  selos  postais  e  suas  instituições.  No  entanto,  o  estudo  dos  impérios,  antigos  ou  recentes,  permite  acessar  as  raízes  do  mundo  contemporâneo  e
aprofundar nossa compreensão das modalidades de organização do poder político, ontem, hoje e − por que não? − amanhã.
O conceito de Estado­nação baseia­se em uma ficção, a da homogeneidade: um povo, um território, um governo. Os impérios nascem da extensão do poder através do
espaço e se assentam na diversidade: eles governam de maneiras diferentes povos diferentes, sob uma dupla tensão. Por um lado, a vontade dos líderes políticos de
estender seu controle territorial, em um contexto em que os povos vivem realidades socioculturais variadas, alimenta o expansionismo. Por outro, o fato de o  império
absorver povos diferentes faz que alguns de seus componentes desejem destacar­se do conjunto. Isso explica por que os impérios perduram, racham, reconfiguram­se e
caem.
Pensar o império não significa ressuscitá­lo dos mundos passados. Trata­se de considerar a multiplicidade de formas de exercício do poder sobre um dado espaço. Se
pudermos considerar a história como algo diferente da  inexorável transição daforma império para a forma Estado­nação, talvez possamos apreender o futuro de um
ponto  de  vista mais  vasto.  E  considerar  outras  formas  de  soberania  que  respondam melhor  a  um mundo  caracterizado  ao mesmo  tempo  pela  desigualdade  e  pela
diversidade.
Jane Burbank e Frederick Cooper. De Roma a Constantinopla, pensar o império para entender o mundo. In: Le Monde Diplomatique. Brasil, 2011, ano 5, n.º 53, p. 24­5 (com adaptações).
Com relação às estruturas linguísticas e à pontuação do texto, julgue o item a seguir.
A vírgula após "Ora" pode ser suprimida sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido original do texto.
 Certo
 Errado
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Questão 212: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Pontuação
Texto para o item
Em um momento  em  que  os  Estados­nação  se  dobram diante  das  forças  do mercado,  os  dirigentes  políticos  sonham  com  estabilidade. Ora,  as  formas  de  governo
utilizadas pelos impérios fascinam por sua resistência aos sobressaltos da história, sua plasticidade e sua capacidade de unir populações diferentes.
Por que nos interessar pela noção de império? Não vivemos hoje em um mundo de Estados­nação? São eles, por exemplo, que têm seus assentos na ONU, com suas
bandeiras,  seus  selos  postais  e  suas  instituições.  No  entanto,  o  estudo  dos  impérios,  antigos  ou  recentes,  permite  acessar  as  raízes  do  mundo  contemporâneo  e
aprofundar nossa compreensão das modalidades de organização do poder político, ontem, hoje e − por que não? − amanhã.
O conceito de Estado­nação baseia­se em uma ficção, a da homogeneidade: um povo, um território, um governo. Os impérios nascem da extensão do poder através do
espaço e se assentam na diversidade: eles governam de maneiras diferentes povos diferentes, sob uma dupla tensão. Por um lado, a vontade dos líderes políticos de
estender seu controle territorial, em um contexto em que os povos vivem realidades socioculturais variadas, alimenta o expansionismo. Por outro, o fato de o  império
absorver povos diferentes faz que alguns de seus componentes desejem destacar­se do conjunto. Isso explica por que os impérios perduram, racham, reconfiguram­se e
caem.
Pensar o império não significa ressuscitá­lo dos mundos passados. Trata­se de considerar a multiplicidade de formas de exercício do poder sobre um dado espaço. Se
pudermos considerar a história como algo diferente da  inexorável transição da forma império para a forma Estado­nação, talvez possamos apreender o futuro de um
ponto  de  vista mais  vasto.  E  considerar  outras  formas  de  soberania  que  respondam melhor  a  um mundo  caracterizado  ao mesmo  tempo  pela  desigualdade  e  pela
diversidade.
Jane Burbank e Frederick Cooper. De Roma a Constantinopla, pensar o império para entender o mundo. In: Le Monde Diplomatique. Brasil, 2011, ano 5, n.º 53, p. 24­5 (com adaptações).
Com relação às estruturas linguísticas e à pontuação do texto, julgue o item a seguir.
Com os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas, o ponto após "passados" pode ser substituído por dois­pontos sem que haja prejuízo para a correção gramatical e o
sentido original do texto.
 Certo
 Errado
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Questão 213: CESPE ­ EPF/PF/2013
Assunto: Pontuação
O que  tanta gente  foi  fazer do  lado de  fora do  tribunal onde  foi  julgado um dos mais  famosos casais acusados de assassinato no país? Torcer pela  justiça,  sim: as
evidências permitiam uma  forte  convicção  sobre os  culpados, muito  antes do encerramento das  investigações. Contudo,  para  torcer  pela  justiça,  não era necessário
acampar na porta do  tribunal, de onde ninguém podia pressionar os jurados. Bastava  fazer abaixo­assinados via  Internet pela  condenação do pai  e da madrasta da
vítima. O que foram fazer lá, ao vivo? Penso que as pessoas não torceram apenas pela condenação dos principais suspeitos. Torceram também para que a versão que
inculpou o pai e a madrasta fosse verdadeira.
O relativo alívio que se sente ao saber que um assassinato se explica a partir do círculo de relações pessoais da vítima talvez tenha duas explicações. Primeiro, a fantasia
de que em nossas famílias isso nunca há de acontecer. Em geral temos mais controle sobre nossas relações íntimas que sobre o acaso dos maus encontros que podem
nos vitimar em uma cidade grande. Segundo, porque o crime familiar permite o  lenitivo da construção de uma narrativa. Se toda morte violenta, ou súbita, nos deixa
frente a frente com o real traumático, busca­se a possibilidade de inscrever o acontecido em uma narrativa, ainda que terrível, capaz de produzir sentido para o que não
tem tamanho nem nunca terá, o que não tem conserto nem nunca terá, o que não faz sentido.
 
Maria Rita Khel. A morte do sentido. Internet: <www.mariaritakehl.psc.br> (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item.
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto, a oração “que inculpou o pai e a madrasta” poderia ser isolada por vírgulas, sendo a opção pelo emprego
desse sinal de pontuação uma questão de estilo apenas.
 Certo
 Errado
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Questão 214: CESPE ­ Esc Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Pontuação
A democracia há muito deixou de dizer respeito às regras do jogo político para se transformar na força viva de construção de um mundo vasto e diferenciado, apto a
conjugar tempos passados e futuros, afinidades e diferenças, meios sociais imprescindíveis ao desenvolvimento da autenticidade e da individualidade de cada pessoa. O
espírito  democrático  desenvolve­se  na  diversidade  e  estabelece  o  diálogo  na  pluralidade.  Diversidade  é  a  semente  inesgotável  da  autenticidade  e  da  individualidade
humana, que se expressam na subjetividade da liberdade pessoal. Mas a condição de ser livre, ou seja, de desenvolver a autenticidade e a individualidade, pressupõe o
contexto  da  diversidade,  somente  atingível,  em  termos  políticos,  no  âmbito  do  espírito  democrático,  círculo  que  demonstra  a  intimidade  e  interdependência  entre
democracia e liberdades fundamentais. A liberdade deve ser entendida em duplo sentido: como o respeito e a aceitação das diferenças individuais e coletivas e como
dever  de  solidariedade e  compromisso  com as  condições para  a  liberdade de  todos,  o  que  implica  a  garantia  do direito  à não discriminação e do direito  a  políticas
afirmativas, como formas de manifestação do direito à diversidade, que representam novos padrões de proteção  jurídica, ensejadores da acessibilidade às condições
materiais, sociais, culturais e intelectivas, imprescindíveis à autodeterminação individual, denominadas direitos de acessibilidade, requisito primeiro para o pleno exercício
das liberdades de escolhas.
 
Idem, p. 97 (com adaptações).
 
Julgue o item que se segue, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto acima.
Estaria garantida a correção gramatical do texto caso fosse suprimida a vírgula empregada após “individualidade”, evitando­se a separação, por vírgula, do sujeito e do
predicado da oração.
 Certo
 Errado
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Questão 215: CESPE ­ Ag Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Pontuação
Balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) aponta redução de 39% nos casos de roubo com restrição de liberdade, o famoso
sequestro­relâmpago, ocorridos entre 1.º de janeiro e 31 de agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado — foram 520 ocorrências em 2012
e 316 em 2013.
 
Em agosto deste ano, foram registrados 39 casos de sequestro­relâmpago em todo o DF, o que representa redução de 32% do número de ocorrências dessa natureza
criminal em relação ao mesmo mês de 2012, período em que 57 casos foram registrados. Entre as 39 vítimas, 11 foram abordadas no PlanoPiloto, região que lidera a
classificação de casos, seguida pela região administrativa de Taguatinga, com oito ocorrências. Segundo a SSP, o cenário é diferente daquele do mês de julho, em que
Ceilândia e Gama tinham o maior número de casos. “38% dos crimes foram cometidos nos fins de semana, no período da noite, e quase 70% das vítimas eram do sexo
masculino, o que mostra que a escolha da vítima é baseada no princípio da oportunidade e aleatória, não em função do gênero.”
 
Ao todo, 82% das vítimas (32 pessoas) estavam sozinhas no momento da abordagem dos bandidos, por isso as forças de segurança recomendam que as pessoas tomem
alguns cuidados, entre os quais, não estacionar em  locais escuros e distantes, não  ficar dentro de carros estacionados e  redobrar a atenção ao sair de  residências,
centros comerciais e outros locais.
DF registra 316 ocorrências de sequestro­relâmpago nos primeiros oito meses deste ano. R7, 6/9/2013. Internet: <http://noticias.r7.com> (com adaptações).
 
Julgue o próximo item, relativo ao sentido e aos aspectos linguísticos do texto acima.
 
A expressão “o famoso sequestro­relâmpago”  está entre vírgulas porque explica, em termos populares, a expressão “roubo com restrição de liberdade” .
 Certo
 Errado
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Questão 216: CESPE ­ Ag Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Pontuação
Balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) aponta redução de 39% nos casos de roubo com restrição de liberdade, o famoso
sequestro­relâmpago, ocorridos entre 1.º de janeiro e 31 de agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado — foram 520 ocorrências em 2012
e 316 em 2013.
 
Em agosto deste ano, foram registrados 39 casos de sequestro­relâmpago em todo o DF, o que representa redução de 32% do número de ocorrências dessa natureza
criminal em relação ao mesmo mês de 2012, período em que 57 casos foram registrados. Entre as 39 vítimas, 11 foram abordadas no Plano Piloto, região que lidera a
classificação de casos, seguida pela região administrativa de Taguatinga, com oito ocorrências. Segundo a SSP, o cenário é diferente daquele do mês de julho, em que
Ceilândia e Gama tinham o maior número de casos. “38% dos crimes foram cometidos nos fins de semana, no período da noite, e quase 70% das vítimas eram do sexo
masculino, o que mostra que a escolha da vítima é baseada no princípio da oportunidade e aleatória, não em função do gênero.”
 
Ao todo, 82% das vítimas (32 pessoas) estavam sozinhas no momento da abordagem dos bandidos, por isso as forças de segurança recomendam que as pessoas tomem
alguns cuidados, entre os quais, não estacionar em  locais escuros e distantes, não  ficar dentro de  carros estacionados e  redobrar a atenção ao  sair de  residências,
centros comerciais e outros locais.
DF registra 316 ocorrências de sequestro­relâmpago nos primeiros oito meses deste ano. R7, 6/9/2013. Internet: <http://noticias.r7.com> (com adaptações).
 
Julgue o próximo item, relativo ao sentido e aos aspectos linguísticos do texto acima.
 
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso a vírgula imediatamente após o termo “quais” fosse substituída pelo sinal de dois­pontos.
 Certo
 Errado
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Questão 217: CESPE ­ Ag Adm (PF)/PF/2014
Assunto: Pontuação
Acho que, se eu não fosse tão covarde, o mundo seria um lugar melhor. Não que a melhora do mundo dependa de uma só pessoa, mas, se o medo não fosse constante,
as pessoas se uniriam mais e incendiariam de entusiasmo a humanidade. Mas o que vejo no espelho é um homem abatido diante das atrocidades que afetam os menos
favorecidos.
Se tivesse coragem, não aceitaria crianças passarem fome, frio e abandono. Elas nos assustam com armas nos semáforos, pedem esmolas, são amontoadas em escolas
que não ensinam, e, por mais que chorem, somos imunes a essas lágrimas.
Sou um covarde diante da violência contra a mulher, do homem contra o homem. E porque os índios estão tão longe da minha aldeia e suas flechas não atingem meus
olhos nem o coração, não me importa que tirem suas terras, sua alma. Analfabeto de solidariedade, não sei ler sinais de fumaça. Se tivesse um nome indígena, seria
“cachorro medroso”. Se fosse o tal ser humano forte que alardeio, não aceitaria famílias sem terem onde morar.
Sérgio Vaz. Antes que seja tarde. In: Caros Amigos, mai./2013, p. 8 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item seguinte.
A supressão das vírgulas que isolam a oração “se o medo não fosse constante” (l.1­2) não afetaria a correção gramatical do texto.
 Certo
 Errado
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Questão 218: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
A classe média vai ao inferno
Era uma vez o sonho de morar na grande cidade. O paraíso das oportunidades, do emprego bem remunerado, do hospital equipado e do acesso mais amplo aos serviços
públicos. O centro do lazer cultural e do bem­estar. A promessa da mobilidade social e funcional.
A metrópole virou megalópole e, hoje, São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram ambientes hostis ao cidadão de qualquer classe social que precise se deslocar da casa para
o trabalho. As “viagens” diárias dificultam conciliar família e profissão.
Hoje, mais da metade da população (54%) tem algum carro. O Brasil privilegiou a indústria automobilística, facilitou a compra de veículos, e a classe média aumentou em
tamanho e poder de consumo. Todos acreditaram que chegariam ao paraíso. Ficaram presos no congestionamento.
Quem mais fica engarrafada nas ruas é a classe média, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A pesquisa, com base em dados de 2012, revela que
os muito pobres e os muito ricos gastam menos tempo no deslocamento casa­trabalho do que a classe média. Os ricos, porque podem morar perto do trabalho – sem
contar os milionários, que andam de helicóptero. Os muito pobres, sem dinheiro para a passagem,  tendem a se restringir a  trabalhar bem perto de onde moram ou
acordam  às  4  horas  da  manhã  para  evitar  congestionamento.  Como  não  se  investiu  em  trem  e  metrô  –  muito  menos  em  sistemas  inteligentes  de  transporte  –,
estouramos os limites da civilidade. E que se lixem os impactos ambientais, a poluição e a rinite.
(Época, 28.10.2013. Adaptado)
 
 
No enunciado – As “viagens” diárias dificultam conciliar família e profissão. –, usam­se as aspas para
 a)  enfatizar que a ida ao trabalho favorece as relações familiares.
 b)  criticar as pessoas que desperdiçam muito tempo indo ao trabalho.
 c)  comparar a ida ao trabalho a um deslocamento breve.
 d)  mostrar que o deslocamento ao trabalho é demorado.
 e)  zombar de quem perde tempo para ir ao trabalho.
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Questão 219: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
A classe média vai ao inferno
Era uma vez o sonho de morar na grande cidade. O paraíso das oportunidades, do emprego bem remunerado, do hospital equipado e do acesso mais amplo aos serviços
públicos. O centro do lazer cultural e do bem­estar. A promessa da mobilidade social e funcional.
A metrópole virou megalópole e, hoje, São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram ambientes hostis ao cidadão de qualquer classe social que precise se deslocar da casa para
o trabalho. As “viagens” diárias dificultam conciliar família e profissão.
Hoje, mais da metade da população (54%) tem algum carro. O Brasil privilegiou a indústria automobilística, facilitou a compra de veículos, e a classe média aumentou em
tamanho e poder de consumo. Todos acreditaram que chegariam ao paraíso. Ficaram presos no congestionamento.
Quem mais fica engarrafada nas ruas é a classe média, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A pesquisa, combase em dados de 2012, revela que
os muito pobres e os muito ricos gastam menos tempo no deslocamento casa­trabalho do que a classe média. Os ricos, porque podem morar perto do trabalho – sem
contar os milionários, que andam de helicóptero. Os muito pobres, sem dinheiro para a passagem,  tendem a se restringir a  trabalhar bem perto de onde moram ou
acordam  às  4  horas  da  manhã  para  evitar  congestionamento.  Como  não  se  investiu  em  trem  e  metrô  –  muito  menos  em  sistemas  inteligentes  de  transporte  –,
estouramos os limites da civilidade. E que se lixem os impactos ambientais, a poluição e a rinite.
(Época, 28.10.2013. Adaptado)
 
 
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
 a)  A classe média, mora longe do trabalho, os ricos, e os pobres, perto. Essa diferença faz a classe média, ser a que mais fica engarrafada nas ruas.
 b)  A classe média mora longe do trabalho os ricos e os pobres perto. Essa diferença faz a classe média ser a que mais fica engarrafada nas ruas.
 c)  A classe média mora longe do trabalho, os ricos e os pobres, perto. Essa diferença faz a classe média ser a que mais fica engarrafada nas ruas.
 d)  A classe média, mora longe do trabalho, os ricos e os pobres perto. Essa diferença, faz a classe média ser a que mais fica engarrafada nas ruas.
 e)  A classe média mora longe do trabalho os ricos e os pobres, perto. Essa diferença, faz a classe média, ser a que mais fica engarrafada nas ruas.
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Questão 220: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não consegue se explicar com velocidade suficiente. Proliferam as denúncias e as suspeitas de espionagem eletrônica
contra governos de países com que os EUA têm relações cordiais. O episódio mais  recente ocorreu na Alemanha. Desde  junho,  já havia suspeitas de que o governo
alemão era alvo de espionagem americana, por causa de denúncias feitas por Edward Snowden, ex­consultor da Agência Nacional de Segurança dos EUA.
(Época, 28.10.2013. Adaptado)
 
No período – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não consegue se explicar com velocidade suficiente. – as vírgulas são usadas pelo mesmo motivo que no
seguinte enunciado:
 a)  Ao encontrar o novo diretor, disse­lhe: “Já lhe enviei, senhor diretor, o relatório”.
 b)  Curitiba, cidade modelo, tem uma das maiores relações habitante/árvore do Brasil.
 c)  Salvador, por ser uma cidade turística, está sempre bastante movimentada.
 d)  Trouxe­lhe os documentos, a saber, a procuração e as escrituras dos imóveis.
 e)  Todos sabiam que, embora tímido, ele morria de amor pela bela vizinha.
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Questão 221: VUNESP ­ At NP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
Ortotanásia e eutanásia
O que é a vida, afinal? É simplesmente um conjunto de reações bioquímicas? Ou algo maior, sagrado e eterno? A nossa perplexidade diante desse tema tão polêmico, que
é a eutanásia, advém das incertezas que cercam o sentido da existência humana.
 
Sou oncologista e imunologista. Faz 28 anos que busco mais vida com qualidade para os pacientes com câncer e portadores de Aids com câncer. Os pacientes que já na
primeira  consulta  me  dizem  que  querem  morrer  antes  de  tentar  os  tratamentos  são  exceções.  Mas  existem.  Todos  os  pacientes,  tanto  os  que  querem  enfrentar
tratamentos antes de morrer como os que não querem, têm um elemento comum, que é a falta de esperança, a depressão e o medo do sofrimento. Independentemente
das novas e eficientes técnicas de tratamento, há instantes em que se perde a batalha contra as doenças. É então que uma pergunta se faz necessária: até quando é
lícito prolongar com medidas artificiais a manutenção da vida vegetativa? Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia – ou boa morte. Uma é a eutanásia
ativa, na qual o médico ou alguém causa ativamente a morte do indivíduo. Ela é proibida por lei no Brasil, mas é prática regulamentada, em alguns outros países, como
Holanda e Dinamarca.
Em um outro extremo, há a distanásia que,  segundo o especialista em bioética padre Leo Pessini,  “é um procedimento médico que prolonga  inútil  e  sofridamente o
processo de morrer procurando distanciar a morte”. Sou contra a distanásia. E como seria a verdadeira boa morte? Creio que é aquela denominada morte assistida que
prefiro denominar de ortotanásia. É cuidar dos sintomas sem recorrer a medidas intervencionistas de suporte em quadros irreversíveis. É respeitar o descanso merecido
do corpo, o momento da limpeza da caixa preta de mágoas e rancores; é a hora de dizer coisas boas, os agradecimentos que não fizemos antes. É a hora da despedida e
da partida. Então, talvez possamos acreditar no escritor Jorge Luis Borges: “Morrer é como uma curva na estrada, é não ser visto”.
(Nise Hitomi Yamaguchi, doutora pela Faculdade de Medicina da USP. Folha de S.Paulo, Tendências/Debates, 26 de março de 2005. Adaptado)
 
Assinale a alternativa cuja frase tem a pontuação correta, de acordo com a norma­padrão da língua portuguesa.
 a)  A Dr.ª Nise oncologista e imunologista, procura, há 28 anos, dar mais qualidade de vida aos seus pacientes.
 b)  A Dr.ª Nise, oncologista e imunologista, procura, há 28 anos, dar mais qualidade de vida aos seus pacientes.
 c)  A Dr.ª Nise, oncologista e imunologista procura, há 28 anos dar mais qualidade de vida, aos seus pacientes.
 d)  A Dr.ª Nise oncologista e imunologista procura há 28 anos, dar mais qualidade de vida, aos seus pacientes.
 e)  A Dr.ª Nise oncologista, e imunologista, procura, há 28 anos, dar mais qualidade de vida, aos seus pacientes.
 
 
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Questão 222: VUNESP ­ Aux Nec (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Assinale a alternativa cuja frase está correta quanto à pontuação.
 a)  O médico, solidário e comovido, apertou minha mão e entendeu o pedido de minha mãe.
 b)  A diferença entre parada cardíaca e morte, não é ensinada, aos médicos nas faculdades.
 c)  Prof. Alvariz, chefe da clínica sabia qual a diferença entre, parada cardíaca e morte.
 d)  O aborto de fetos anencéfalos motivo de muita revolta, foi bastante contestado.
 e)  Iniciei assim que o velhinho teve uma parada cardíaca, os processos de reanimação.
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Questão 223: VUNESP ­ Aux Nec (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o poema para responder à questão.
À televisão
Teu boletim meteorológico
me diz aqui e agora
se chove ou se faz sol.
Para que ir lá fora?
 
A comida suculenta
que pões à minha frente
como­a toda com os olhos.
Aposentei os dentes.
Nos dramalhões que encenas
há tamanho poder
de vida que eu próprio
Nem me canso em viver.
Guerra, sexo, esporte
– me dás tudo, tudo.
Vou pregar minha porta:
já não preciso do mundo.
(José Paulo Paes, Prosas seguidas de Odes mínimas. Companhia das Letras, 1992)
 
Os dois­pontos empregados no penúltimo verso têm a função de introduzir um(a)
 a)  dúvida.
 b)  crítica.
 c)  explicação.
 d)  elogio.
 e)  solicitação.
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Questão 224: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
Os  turistas  que  visitarão  o  Brasil  neste  ano,  atraídos,  especialmente,  pela  Copa  do Mundo,  devem  injetar  US$  9,2  bilhões  na  economia  do  País,  estima  o  Instituto
Brasileiro de Turismo (Embratur). Em todo o ano de 2014, são esperados sete milhões de turistas estrangeiros no país, o que seria um recorde. Se for confirmada a
previsão, esse valor representará um crescimento de 38,5% sobre os US$ 6,64 bilhões que ingressaram no País, trazidos pelos turistas, em 2013.
“A presença de sete milhões de turistas significa, provavelmente, ageração de recursos superiores aos da indústria automobilística e aos da indústria de papel e celulose
no Brasil, mostrando a importância econômica do turismo e, portanto, a necessidade de haver investimentos públicos e privados, como vem ocorrendo na expansão da
rede hoteleira”, disse o presidente da Embratur, Flávio Dino.
Segundo Dino,  é  preciso  receber  bem  o  turista  estrangeiro  e,  para  isso,  é  necessário  ampliar  investimentos  em  infraestrutura  (como  aeroportos)  e  ensinar  línguas
estrangeiras a profissionais que têm contato com esses turistas. “Tenho muita confiança na necessidade de haver investimentos e competitividade, ou seja, haver políticas
públicas e ações privadas que garantam preços justos, para que esses turistas possam ser bem acolhidos e também economicamente estimulados a voltar ao Brasil”,
disse.
(Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo, 01.01.2014, http://zip.net/bmlZTY. Adaptado)
 
Leia o último parágrafo, para responder à questão.
Segundo Dino,  é  preciso  receber  bem  o  turista  estrangeiro  e,  para  isso,  é  necessário  ampliar  investimentos  em  infraestrutura  (como  aeroportos)  e  ensinar  línguas
estrangeiras a profissionais que têm contato com esses turistas. “Tenho muita confiança na necessidade de haver investimentos e competitividade, ou seja, haver políticas
públicas e ações privadas que garantam preços justos, para que esses turistas possam ser bem acolhidos e também economicamente estimulados a voltar ao Brasil”,
disse.
 
Na  passagem – Segundo Dino,  é  preciso  receber  bem o  turista  estrangeiro  e,  para  isso,  é  necessário  ampliar  investimentos  em  infraestrutura  (como aeroportos)  e
ensinar línguas estrangeiras a profissionais que têm contato com esses turistas. –, os parênteses são usados para
 a) isolar um comentário que contradiz a informação anterior.
 b) mostrar que o termo aeroportos equivale à informação central da passagem.
 c) intercalar uma expressão acessória, que tem o valor de uma exemplificação.
 d) indicar que a expressão como aeroportos é usada com sentido pejorativo.
 e) introduzir o primeiro elemento de uma sequência enumerativa apesentada.
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Questão 225: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia a tira para responder à questão.
 
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)
 
De acordo com a norma­padrão, no primeiro quadrinho, na fala de Hagar, deve ser utilizada uma vírgula, obrigatoriamente,
 a) antes da palavra “olho”.
 b) antes da palavra “e”.
 c) depois da palavra “evitar”.
 d) antes da palavra “evitar”.
 e) depois da palavra “e”.
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Questão 226: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
 
O  trânsito  brasileiro,  há  muito  tempo,  tem  sido  responsável  por  verdadeira  carnificina.  São  cerca  de  40  mil  mortes  a  cada  ano;  quase  metade  delas,  segundo
especialistas, está associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
 
Não é preciso mais do que esses dados para justificar a necessidade de combater a embriaguez ao volante. Promulgada em 2008, a chamada lei seca buscava alcançar
precisamente esse objetivo. Sua aplicação, porém, vinha sendo limitada pelos tribunais brasileiros.
 
O problema estava na própria legislação, segundo a qual era preciso comprovar “concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas” a fim de
punir o motorista bêbado.
 
Tal índice, contudo, só pode ser aferido com testes como bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o condutor que
recusasse os procedimentos dificilmente seria condenado.
 
Desde dezembro de 2012, isso mudou. Com nova redação, a lei seca passou a aceitar diversos outros meios de prova – como testes clínicos, vídeos e depoimentos. Além
disso, a multa para motoristas embriagados passou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40.
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014)
 
No texto, a passagem “concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas” está entre aspas porque se trata
 a) da fala de um especialista em trânsito brasileiro.
 b) de informação cuja verdade pode ser questionada.
 c) de transcrição de trecho da chamada lei seca.
 d) de informação essencial da nova lei seca.
 e) de fala comum da maior parte da população.
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Questão 227: VUNESP ­ Med Leg (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o seguinte trecho para responder à questão.
A pesquisa encontrou um dado curioso: homens com baixos níveis de testosterona tiveram uma resposta imunológica melhor a essa medida, similar ___________ .
 
Os dois­pontos empregados na frase apresentada têm a mesma função que em:
 a) A obra fala sobre o que é o ‘sal da vida’: não sentir culpa por se dar o direito ao descanso e de perceber os raros encantos simples da vida.
(ISTOÉ, 15 de janeiro de 2014)
 b) Um rapaz que foi pai muito jovem, e era um pai maravilhoso, certa vez se queixou sorrindo: – “Todo dia a mesma coisa,  levanta a tampa do vaso, escova os
dentes,...”
(Lya Luft)
 c) O repórter comentou a respeito de Nelson Ned: – “Sua especialidade eram as canções “estoura­peito”, isto é, boleros e baladas românticas...”
(Veja, 15 de janeiro de 2014. Adaptado)
 d) A gente precisa continuar acreditando que é preciso construir: a vida, o futuro, o caráter, a família, as amizades e os amores.
(Lya Luft. Adaptado)
 e) ... resolveu lançar­se (Françoise) em outra seara após receber um cartão­postal de um amigo em férias com a seguinte mensagem: “Uma semana roubada de
férias na Escócia.”
(ISTOÉ, 15 de janeiro de 2014)
 
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Questão 228: VUNESP ­ DTP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto, para responder à questão.
 
Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por sentimentos positivos e negativos quanto a essas
festas que para muitos são tormento.
 
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os que nos traíram, os que foram embora, os desejos
frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa, a situação do país, do mundo, de tudo.
 
Muitos acorrem aos consultórios de psicólogos e psiquiatras: haja curativo para nossa mágoa e autovitimização.
 
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado, a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais. Não é preciso encarar a juventude, os primeiros
sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
 
Em lugar de detestar estes dias, podemos  inventar e até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família. Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a
família, as amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a
vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
 
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes que vão nos endividar pelo ano  inteiro: basta algum gesto afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande
aquelas feridas da alma que sempre temos.
 
(Lya Luft, Um band­aid na alma. Veja, 01.01.2014)
 
Para responder a esta questão, observe o trecho destacado na passagem:
 
Não é preciso encarar a juventude, os primeiros sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
 
Assinale a alternativa que substitui esse trecho com pontuação e sentido adequados ao contexto.
 a) ... perda irremediável; portanto tudo...
 b) ... perda irremediável, pois tudo...
 c) ... perda irremediável, ora tudo...
 d) ... perda irremediável, onde tudo...
 e) ... perda irremediável;caso tudo...
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Questão 229: VUNESP ­ DTP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto, para responder à questão.
 
Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por sentimentos positivos e negativos quanto a essas
festas que para muitos são tormento.
 
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os que nos traíram, os que foram embora, os desejos
frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa, a situação do país, do mundo, de tudo.
 
Muitos acorrem aos consultórios de psicólogos e psiquiatras: haja curativo para nossa mágoa e autovitimização.
 
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado, a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais. Não é preciso encarar a juventude, os primeiros
sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
 
Em lugar de detestar estes dias, podemos  inventar e até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família. Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a
família, as amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a
vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
 
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes que vão nos endividar pelo ano  inteiro: basta algum gesto afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande
aquelas feridas da alma que sempre temos.
 
(Lya Luft, Um band­aid na alma. Veja, 01.01.2014)
 
Para responder a esta questão, observe a seguinte passagem:
 
Mas celebrar é vital – e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
 
Assinale a alternativa que dá a essa passagem nova pontuação, também de acordo com a norma­padrão.
 a) Mas celebrar é vital. E nada como algumas datas marcadas, para lembrar que a vida não é apenas, luta; é também: a possível alegria.
 b) Mas celebrar é vital, e nada como: algumas datas marcadas para lembrar que a vida, não é apenas luta; é também a possível alegria.
 c) Mas, celebrar, é vital; e nada como algumas datas marcadas para lembrar, que a vida, não é, apenas, luta; é, também, a possível alegria.
 d) Mas celebrar, é vital; e nada como algumas datas marcadas, para lembrar que: a vida não é apenas luta; é também, a possível alegria.
 e) Mas, celebrar é vital. E nada como algumas datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
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Questão 230: VUNESP ­ Of Admin (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia a tira para responder à questão.
 
 
(Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br. Acesso em 08.12.2013. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a reescrita da fala da menina presente no primeiro quadrinho está correta quanto ao uso da pontuação, de acordo com a norma­padrão da
língua portuguesa.
 a) Desta vez, nem tente copiar minhas respostas, Calvin, ou eu chamo a professora.
 b) Desta vez nem tente, copiar minhas respostas Calvin, ou eu chamo a professora.
 c) Desta vez, nem tente, copiar minhas respostas Calvin, ou eu chamo a professora.
 d) Desta vez, nem tente copiar, minhas respostas Calvin, ou eu chamo, a professora.
 e) Desta vez, nem tente, copiar minhas respostas Calvin ou eu chamo, a professora.
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Questão 231: VUNESP ­ PC (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
Minador do Negrão, no interior de Alagoas, está acostumada a conviver com o drama da seca. A recente estiagem secou os reservatórios de água, comeu o verde das
pastagens e dizimou 20% do gado. A planície avermelhada, pontuada por mandacarus e palmas, é a mesma de 50 anos atrás, quando o município serviu de cenário para
o longa­metragem Vidas Secas, inspirado no romance de Graciliano Ramos. Apesar da paisagem desoladora, o comércio local prospera como em nenhum outro momento
de sua história. Muitos moradores atribuem o feito ao Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal. “As pessoas aqui sobrevivem da agricultura.
Se não chove, não tem nada. Agora, a mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia”, afirma a prefeita. Os repasses federais contemplam
872 famílias na cidade, mais de dois terços da população. “Não fosse essa renda, muita gente teria morrido de fome”.
O programa atende atualmente 13,8 milhões de famílias brasileiras, o equivalente a um quarto da população. O valor médio do benefício é de 152 reais. Para 2013, o
orçamento previsto chega a 24 bilhões de reais. O elevado investimento tem retorno. Cada real transferido pelo governo gera 2,4 reais no consumo final das famílias,
segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no dia 15. O efeito multiplicador não para por aí. Cada real gasto pelo programa
resulta no  incremento de 1,78  real no PIB.  “Ao garantir uma  renda mínima aos mais pobres, há um aumento do consumo que  faz a economia prosperar”, afirma o
economista Marcelo Neri, presidente do Ipea.
(CartaCapital, 30.10.2013. Adaptado)
 
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
 a) A prefeita de Minador do Negrão afirma que: A mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia.
 b) A prefeita de Minador do Negrão, afirma. “A mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia”.
 c) A prefeita de Minador do Negrão afirma: “A mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia”.
 d) A prefeita, de Minador do Negrão, afirma que, a mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia.
 e) A prefeita de Minador do Negrão, afirma: A mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia.
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Questão 232: VUNESP ­ Tec Lab (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Pontuação
Assinale a alternativa em que a função dos dois­pontos na frase está corretamente indicada entre parênteses.
  a)  Escreve o  cientista:  “A  capacidade de  experimentar  sentimentos  significa  que os  cães  têm um nível  de  sensibilidade muito  grande.  (introduzir  uma  indicação
bibliográfica)
 b) Cláudio me respondeu: “Estamos estudando beleza com um filósofo francês”. (introduzir a fala de um interlocutor)
 c) Uma amiga, aliás, contava­me há tempos uma história instrutiva: em três anos de maternidade, ela acumulara mais de mil fotos do primogênito. (introduzir uma
enumeração)
 d) Esse excesso não pode ser coisa boa: a facilidade com que hoje se tiram fotos é diretamente proporcional à facilidade com que nos esquecemos delas. (introduzir
uma citação)
 e) ... o mundo vai bater recordes no número de fotos tiradas: qualquer coisa como 3 trilhões. (introduzir a citação de um autor)
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Questão 233: CESPE ­ APF/PF/2014
Assunto: Pontuação
O uso  indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e
culturais de todos os Estados e sociedades. Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro, e não são detidas por fronteiras: avançam por
todos os  cantos da  sociedade e por  todos os espaços geográficos, afetando homens e mulheres de diferentes grupos étnicos,  independentemente de classe  social  e
econômica ou mesmo de idade. Questão de relevância na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos
crimes conexos — geralmente de caráter transnacional — com a criminalidade e aviolência. Esses fatores ameaçam a soberania nacional e afetam a estrutura social e
econômica  interna,  devendo  o  governo  adotar  uma  postura  firme  de  combate  ao  tráfico  de  drogas,  articulando­se  internamente  e  com  a  sociedade,  de  forma  a
aperfeiçoar e otimizar seus mecanismos de prevenção e repressão e garantir o envolvimento e a aprovação dos cidadãos.
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.
No que se refere aos aspectos linguísticos do fragmento de texto acima, julgue o próximo item.
 
Caso  o  termo  “na  atualidade”  (l.1)  fosse  deslocado  para  imediatamente  após  “drogas”  (l.1),  e  fossem  feitos  os  devidos  ajustes  na  pontuação  do  texto,  a  correção
gramatical do texto seria mantida, mas haveria prejuízo para seu sentido original.
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Questão 234: CONSULPLAN ­ GMA (Natividade)/Pref Natividade/2014
Assunto: Pontuação
Texto
Acordo é melhor opção para briga entre vizinhos em condomínios
Falta de pagamento e vagas de garagem são motivos para brigas.
Animais de estimação também causam conflitos entre vizinhos.
Brigas entre vizinhos nos prédios de apartamentos são cada vez mais comuns. As causas mais comuns são a falta de pagamento do condomínio, os animais de estimação
e as vagas de garagem. Nesses casos, chegar a um acordo antes de recorrer à Justiça é sempre a melhor opção.
Um morador perdeu a cabeça, quebrou o limpador de para‐brisas, a antena e a maçaneta do carro de uma vizinha. Tudo porque ela estacionou na vaga dele. Em outro
caso, uma moradora foi agredida por três mulheres dentro do elevador. Ela teria arranhado o carro de uma delas na garagem e as moradoras acabaram brigando feio.
Muitos prédios têm mais carros do que vagas, o que resulta em motoristas ficando presos, sem poder sair. Outro motivo para brigas.
Os condomínios têm mais carros e mais cachorros também. Pesquisa da Associação de Petshops, metade das famílias brasileiras tem animais domésticos. Os síndicos
não podem proibir, mas é importante que os animais não incomodem a vizinhança. Em alguns prédios, por exemplo, os cachorros não podem circular na área de lazer e
só podem usar o elevador de serviço.
As  regras para garantir  a boa  convivência precisam ser aprovadas em assembleia por, pelo menos, dois  terços dos moradores. A  convenção do prédio pode definir
também multas para punir o condômino antissocial, como prevê o Código Civil.
Antes das multas e até mesmo da Justiça, o melhor caminho ainda é ter uma boa conversa.
A inadimplência das taxas de condomínio também é motivo de dor de cabeça. Quem paga em dia reclama. Os moradores de um prédio de Belo Horizonte conseguiram
acabar com a inadimplência, reduzindo os gastos. Eles mandaram construir um poço artesiano e uma subestação de tratamento de água e não usam mais a água da
companhia de abastecimento. Além disso, o gás passou a ser encanado. O resultado é uma economia de R$ 10 mil por mês.
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal‐hoje/noticia/2014/08/acordo
‐e‐melhor‐opcao‐para‐briga‐entre‐vizinhos‐em‐condominios.html. Adaptado.)
 
No trecho “Em alguns prédios, por exemplo, os cachorros não podem circular na área de lazer e só podem usar o elevador de serviço.” (3º§), as vírgulas foram utilizadas
para
 a) marcar o aposto.
 b) marcar enumerações.
 c) finalizar frase declarativa.
 d) isolar expressões explicativas.
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Questão 235: VUNESP ­ Insp PC CE/PC CE/2015
Assunto: Pontuação
Assinale a alternativa correta quanto ao uso da vírgula, considerando­se a norma­padrão da língua portuguesa.
 a) Os amigos, apesar de terem esquecido de nos avisar, que demoraria tanto, informaram­nos de que a gravidez, era algo demorado.
 b) Os amigos, apesar de, terem esquecido de nos avisar que demoraria tanto, informaram­nos de que a gravidez, era algo demorado.
 c) Os amigos, apesar de terem esquecido, de nos avisar que demoraria tanto, informaram­nos de que a gravidez era algo demorado.
 d) Os amigos, apesar de terem esquecido de nos avisar que demoraria tanto, informaram­nos de que a gravidez era algo demorado.
 e) Os amigos apesar de terem esquecido de nos avisar que, demoraria tanto, informaram­nos, de que a gravidez era algo demorado.
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Questão 236: FUNIVERSA ­ Ag SP (SAPeJUS GO)/SAPeJUS GO/2015
Assunto: Pontuação
Texto para responder à questão.
Considerando­se a  construção histórica do Direito Penal,  a  figura do  criminoso personifica­se na  figura do homem delinquente da Escola Positiva no  século 19. Essa
corrente  de  pensamento  trazia  para  o  centro  do  debate  a  figura  do  criminoso,  deixando  a  problemática  da  criminalidade  em  segundo  plano  e  invertendo  a  análise
realizada, até então, pela Escola Clássica, que não individualizava as causas do crime. Na análise do delito realizada pela Escola Clássica, o crime surgiria da livre vontade
do indivíduo, não de causas patológicas; por isso, do ponto de vista da liberdade e da responsabilidade moral pelas próprias ações, o delinquente não era diferente do
indivíduo normal. O que justificava essa inversão era o fato de o delinquente revelar uma personalidade perigosa, de modo que era necessário o uso de uma defesa social
apropriada,  com  uma  dupla  função:  proteger  a  sociedade  do  mal  produzido  por  ele  e  coibir  a  prática  de  delitos  latentes.  Buscava­se,  então,  entre  outras  coisas,
estabelecer uma divisão entre o “bom” e o “mau” cidadão, em uma concepção patológica sobre a criminalidade, que visava justificar a pena como meio de defesa social e
com fins socialmente úteis. Estabeleceu­se dessa forma uma  linha divisória entre o mundo da criminalidade — composto por uma minoria de sujeitos potencialmente
perigosos e anormais — e o mundo da normalidade — representado pela “maioria” na sociedade.
Ao longo do século 20, sobretudo a partir dos anos 60, observa­se a desconstrução desse paradigma etiológico com a introdução das teorias do labelling approach. O
paradigma positivo (etiológico) já vinha sofrendo uma revisão desde o início daquele século pela criminologia norte­americana, com influências da sociologia cultural e de
correntes de origem fenomenológicas, bem como por reflexões históricas e sociológicas sobre o fenômeno criminal. Como tese central, modelada pelo  interacionismo
simbólico  e  o  construtivismo  social,  o  labelling  approach  afirma  que  o  desvio —  e  a  criminalidade —  não  é  uma  qualidade  intrínseca  da  conduta  ou  uma  entidade
ontológica pré­constituída, mas uma qualidade (etiqueta) atribuída a determinados sujeitos através de complexos processos de interação social.
Arnaldo Xavier. A construção do conceito de criminoso na sociedade
capitalista: um debate para o Serviço Social. In: Revista Katálysis, vol. 11, n.º 2, Florianópolis, jul.­dez./2008 (com adaptações).
 
Acerca do emprego dos sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa correta.
 a) A supressão da vírgula empregada logo após “criminoso” (linha 2) não alteraria o sentido original do texto.
 b) A substituição do ponto final empregado logo após “normal” (linha 5) por vírgula manteria a correção gramatical do texto, caso o “O” que o segue fosse grafado
com minúscula.
 c) A substituição dos dois pontos empregados logo após “função” (linha 7) por travessão prejudicaria a correção gramatical do texto.
 d) Seria mantida a correção gramatical do texto caso os termos isolados por travessões fossem isolados por parênteses.
 e) As aspas foram empregadas nos termos “bom” (linha 8), “mau” (linha 8) e “maioria” (linha 10) para realçá­los ironicamente.
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Questão 237: FUNIVERSA ­ Per Cri (SPTC GO)/SPTC GO/2015
Assunto: Pontuação
Texto para responder à questão.
A utilização de técnicas específicas voltadas para a elucidação de crimes e para o indiciamentode criminosos remonta a épocas pré­científicas. Um exemplo do uso da
habilidade e  imaginação  individual  relacionado à resolução de crimes pode ser vislumbrado em Daniel:(a) no século VI a.C., Daniel, com grande perícia,  foi capaz de
provar ao rei da Babilônia(b), Ciro(b), o Persa, que as oferendas prestadas ao ídolo Bel eram, na verdade, consumidas pelos sacerdotes e seus familiares; para tanto,
Daniel  fez  que  espalhassem  cinzas  por  todo  o  piso  do  templo(c),  onde  eram  colocadas  diariamente  oferendas;  no  dia  posterior,  verificaram que,  apesar  de  a  porta
continuar lacrada, pegadas compatíveis com a dos sacerdotes eram observadas no chão e que as oferendas haviam sido consumidas. Já no século III a.C., há a clássica
história do Princípio de Arquimedes. Conta Vitrúvio(d) que o  rei Hierão de Siracusa mandou  fazer uma coroa de ouro. Entretanto, quando a coroa  foi entregue, o  rei
suspeitou que o ouro fora trocado por prata. Para solucionar tal dúvida, o rei pediu que Arquimedes  investigasse o fato. Arquimedes pegou uma vasilha com água e,
mergulhando pedaços de ouro e prata do mesmo peso da coroa, verificou que o ouro não fazia a água subir tanto quanto a prata. Por fim, inseriu a coroa, que, por sua
vez, elevou o nível da água até a altura intermediária, tendo constatado então que a coroa havia sido feita com uma mistura de ouro e prata. Assim, desvendou­se a
fraude  e  desmascarou­se  o  artesão. Outro  caso que  ilustra  a  fase pré­científica  da  criminalística  é  encontrado  em  informes da  antiga Roma descritos  por Tácito:(a)
Plantius Silvanus, sob suspeita de ter jogado sua mulher, Aprônia, de uma janela, foi levado à presença de César, que, por sua vez, foi examinar o quarto do suposto local
do evento e encontrou sinais certos de violência. O relato deixa claro que, desde a Antiguidade, foram desenvolvidos técnicas e exames(e) com o  intuito de solucionar
crimes.
Rodrigo Grazinoli Garrido e Alexandre Giovanelli. Criminalística: origem, evolução e descaminhos. In: Cadernos de Ciências Sociais Aplicadas, n.º 5/6, Vitória da Conquista: Bahia, 2009 (com
adaptações).
 
 
Em relação ao emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta.
 a)  Os dois pontos foram empregados no texto, em ambas as ocorrências, para introduzir os membros de uma enumeração.
 b)  O termo “Ciro” está empregado entre vírgulas por exercer a função de aposto de “Babilônia”.
 c)  Seria mantido o sentido original do texto, caso a vírgula empregada logo após “templo” fosse suprimida.
 d)  Seria mantida a correção gramatical do texto se fosse empregada vírgula logo após “Vitrúvio” e se o restante do período, iniciado por “que” viesse entre aspas, de
modo a indicar tratar­se de discurso indireto.
 e)  A inserção de vírgula logo após “exames” alteraria as relações sintáticas entre os termos da oração em que essa palavra se encontra.
 
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Questão 238: VUNESP ­ Ag SP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
 
Grupo quer criar cooperativa de catadores de pelo
 
Catadores de pelo de cachorro. É a mais nova modalidade de cooperativa de reciclagem, que pretende recolher o material da tosa em pet shops* e transformá­lo em
roupas de animais.
 
O projeto de transformar pelo de poodle em tecido começou em uma escola do Senai em 2008 e ganhou legitimidade após pesquisa na USP demonstrar que o material é
similar ao da lã de carneiro e pode passar pelo processo de fiação.
 
“Um leigo não conseguiria diferenciar um do outro”, diz Renato Lobo, que realizou o estudo com pelo de poodle em seu mestrado. Segundo ele, há similaridade entre os
dois em relação à maciez, tingibilidade (capacidade de receber corante), alongamento, absorção de líquido e isolamento térmico.
 
Do ponto de vista técnico, Lobo explica que a única diferença entre o pelo do poodle e a lã do carneiro é o comprimento da fibra — mais curta no primeiro. Mas essa
diferença não altera o processo de fiação, porque há um maquinário próprio para fibras mais curtas.
 
Agora, a proposta é montar uma cooperativa de catadores de pelo seguindo o mesmo modelo das que hoje reciclam latinhas e papelão. Lobo diz que há negociações com
três dessas cooperativas para possível parceria.
 
Hoje, o pelo é descartado no lixo pelos pet shops. A ideia é que, após a coleta, limpeza e fiação, ele vire roupinhas para animais que serão vendidas também nas lojas.
“Estamos em contato com ONGs que produzem essas roupas para animais de estimação para apresentar o tecido feito de pelo.”
 
“A  procura  por  roupas  de  animais  é  grande,  principalmente  no  inverno.  Tenho  certeza  de  que  haverá  interesse,  porque  as  pessoas  adoram  uma  novidade”,  diz  o
veterinário Sergio Soares Júnior.
 
E roupas para humanos? Segundo Lobo, “Há viabilidade técnica para produzi­las, mas não sei se haveria aceitação. As pessoas usam casacos de couro, mas não sei se
aceitariam roupas de pelo de cão. De animal para animal, fica mais fácil.”
 
(Cláudia Collucci, Folha de S.Paulo, 20.07.2014. Adaptado)
 
* pet shops: lojas especializadas em serviços e artigos relativos a animais de estimação
 
Considere o trecho: Segundo ele, há similaridade entre os dois em relação à maciez, tingibilidade (capacidade de receber corante), alongamento, absorção de líquido e
isolamento térmico.
 
No trecho, os parênteses são usados para apresentar
 a) uma dúvida quanto aos muitos sentidos de tingibilidade.
 b) um comentário à parte, sem relação com tingibilidade.
 c) uma exemplificação de produtos com tingibilidade.
 d) uma explicação sobre o significado de tingibilidade.
 e) uma enumeração de sinônimos para tingibilidade.
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Questão 239: VUNESP ­ Ag EVP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Pontuação
Leia o texto para responder à questão.
Ela tem alma de pomba
Que a  televisão prejudica o movimento da pracinha Jerônimo Monteiro, em todos os Cachoeiros de Itapemirim, não há dúvida. Sete horas da noite era hora de uma
pessoa acabar de jantar, dar uma volta pela praça para depois pegar uma sessão das 8 no cinema. Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela, depois outra
novela.
O futebol também pode ser prejudicado. Quem vai ver um jogo do Estrela do Norte F.C., se pode ficar tomando cervejinha e assistindo a um bom Fla­Flu, ou a um Inter x
Cruzeiro, ou qualquer coisa assim?
Que a televisão prejudica a leitura de livros, também não há dúvida. Eu mesmo confesso que lia mais quando não tinha televisão. Rádio, a gente pode ouvir baixinho,
enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível com livro – e tudo mais nesta vida, inclusive a boa conversa.
 
Também acho que a televisão paralisa a criança numa cadeira mais do que o desejável. O menino fica ali parado, vendo e ouvindo, em vez de sair por aí, chutar uma
bola, brincar de bandido, inventar uma besteira qualquer para fazer.
Só não acredito que televisão seja máquina de fazer doido. Até acho que é o contrário, ou quase o contrário: é máquina de amansar doido, distrair doido, acalmar, fazer
doido dormir.
(Rubem Braga, 200 Crônicas Escolhidas. Adaptado)
 
Para responder às questão, considere o período do terceiro parágrafo: Rádio, a gente pode ouvir baixinho, enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível com
livro...
 
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
 a) A gente, enquanto lê um livro pode ouvir rádio, baixinho, mas televisão é incompatível com livro.
 b) A gente enquanto lê um livro, pode ouvir rádio baixinho mas televisão é incompatível com livro.
 c) Enquanto lê um livro, a gente pode ouvir, rádio baixinho, mas televisão é incompatível com livro.
 d) Enquanto lê um livro, a gente pode ouvir rádio baixinho mas televisão é incompatível com livro.
 e) Enquanto lê um livro, a gente pode ouvir rádio baixinho, mas televisão é incompatível com livro.
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Assunto: Pontuação
Texto I
Notícia de Jornal
                               (Fernando Sabino)
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em
pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar
auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista
em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.
Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um
pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa ­ não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e
duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o
homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer
de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve­se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão
de  fome,  pedindo  providências  às  autoridades.  As  autoridades  nada mais  puderam  fazer  senão  remover  o  corpo  do  homem. Deviam  deixar  que  apodrecesse,  para
escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de  inanição,  tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro,   Estado da Guanabara, um
homem morreu de fome.
(Disponível em http://www.fotolog.com.br/spokesman_/70276847/: Acesso em 10/09/14)
 
Assinale a alternativa que melhor explica a função do travessão no fragmento transcrito a seguir:
“Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa ­ não é um homem.” (5º §)
 a) Separar a opinião do jornal da opinião do narrador, contrastando­as;
 b) Destacar a opinião do jornal, confirmando o vínculo com as notícias;
 c) Evidenciar uma postura crítica dividindo­a em duas partes: as críticas feitas sobre o homem e a negação de sua humanidade em função delas.
 d) Mostrar a opinião do narrador, que se influenciou pelo julgamento desumano dos passantes.
 e) Ratificar a opinião pública, na qual se incluem sociedade e autoridades, e com a qual o autor comunga.
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Questão 241: FUNCAB ­ AA (PRF)/PRF/2014
Assunto: Pontuação
Texto 1
A era do automóvel
E,  subitamente, é a era do Automóvel, O monstro  transformador  irrompeu, bufando, por entre os descombros da  cidade velha, e  como nas mágicas e na natureza,
aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações.[...]
 
[...] Ruas arrasaram­se, avenidas surgiram, os  impostos aduaneiros caíram, e  triunfal e desabrido o automóvel entrou,arrastando desvaíradamente uma catadupa de
automóveis, Agora, nós vivemos positivamente nos momentos do automóvel, em que o chauffeur é rei, é soberano, é tirano.
 
Vivemos  inteiramente presos ao Automóvel. O Automóvel  ritmiza a vida vertiginosa, a ânsia das velocidades, o desvario de chegar ao  fim, os nossos sentimentos de
moral, de estética, de prazer, de economia, de amor.
 
[...] Passamos como um raio, de óculos enfumaçados por causa da poeira. Não vemos as árvores. São as árvores que olham para nós com inveja. Assim o Automóvel
acabou com aquela modesta  felicidade nossa de bater palmas aos  trechos de  floresta,  [...] A natureza recolhe­se humilhada. Em compensação  temos palácios, altos
palácios nascidos do fumo de gasolina dos primeiros automóveis e a febre do grande devora­nos. Febre insopitável e benfazeja! Não se lhe pode resistir.[...]
 
João do Rio, In: GOMES, Renato Cordeiro (Org.) Rio de Janeiro: Agir, 2005 p. 57­60.
Vocabulário:
benfazejo: que é bem­vindo
catadupa: jorro, derramamento grande
desabrido: rude, violento
insopitável: incontrolável
 
Texto 2
 
Falta de educação e velocidade
Os anjos da morte estão cansados de nos recolher, a nós que nos matamos ou somos assassinados no tráfego das estradas, cidades, esquinas deste país. Os anjos da
morte estão exaustos de pegar restos de vidas botadas fora. [...] Os anjos da morte suspiram por todo esse desperdício.
 
[...]
 
Outro dia observei na televisão um motorista, apanhado a quase 200 por hora, sendo entrevistado ainda dentro do carro. Fiquei impressionada com seu sorriso idiota, o
arzinho arrogante, o jeito desafiador com que encarou a câmera num silêncio ofendido, quando perguntado sobre as razões da sua insanidade. Todo o seu ar era de
quem estava coberto de razão: a lei e a segurança dos outros e a dele próprio nada valiam diante da sua onipotência.
 
Atenção: os jovens são ­ em geral, mas não sempre ­ mais arrojados, mais imprudentes, têm menos experiência na direção. Portanto, são mais inclinados a acidentes,
bobos ou fatais, em que a gente mata e morre. Mas há um número, impressionante de adultos ­ mais homens do que mulheres, diga­se de passagem, porque talvez
sejam biologicamente mais agressivos ­ cometendo  loucuras ao dirigir, avançando o sinal, quase empurrando o veículo da frente com seu para­choque, não cedendo
passagem, ultrapassando em locais absurdos sem a menor segurança, bebendo antes de dirigir, enfim, usando o carro como um punhal hostil ou um falo frustrado.
 
[...]
 
Precisamos em quase tudo de autoridade e respeito, para que haja uma reforma generalizada, passando da desordem e do caos a algum tipo de segurança e bem­estar.
Os motoristas americanos e europeus impressionam pela educação. Não por serem bonzinhos ou melhores do que nós, mas porque temem a lei, a punição, a cassação
da carteira, a prisão, por coisas que aqui entre nós são consideradas apenas “normais", meros detalhes, “todo mundo faz assim".
 
Autoridade justa, mas muito rigorosa, é o que talvez nos deixe mais lúcidos e mais bem­educados: em casa, na escola, na rua, na estrada, no bar, no clube, dentro do
nosso carro. E os fatigados anjos da morte poderão, se não entrar em férias, ao menos relaxar um pouco.
 
(Lya Luft. Revista Veja, n° 2048, 20/02/2008.)
 
Uma nova pontuação de trechos, retirados dos textos 1 e 2, foram  feita de forma correta e sem alterar o sentido em:
 a) Outro dia, observei, na televisão, um motorista, apanhado a quase 200 por hora, sendo entrevistado ainda dentro do carro, (texto 2 ­§ 2 )
 b) Passamos como um raio de óculos, enfumaçados por causa da poeira, (texto 1 ­ § 4)
 c) Ruas, arrasaram­se avenidas, surgiram os impostos aduaneiros, caíram, e triunfal e desabrido o automóvel entrou, arrastando desvairadamente uma catadupa de
automóveis, (texto 1 ­ §2)
 d) E os fatigados anjos, da morte poderão, se não entrar em férias, ao menos relaxar um pouco, (texto 2 ­ § 5)
 e) Não, se lhe pode resistir, (texto 1 ­ §4)
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 242: CESPE ­ APF (DEPEN)/DEPEN/Área 1/2015
Assunto: Pontuação
É preciso compreender que o preso conserva os demais direitos (educação, integridade física, segurança, saúde, assistência jurídica, trabalho e outros) adquiridos como
cidadão, uma vez que a perda  temporária do direito de  liberdade em decorrência dos efeitos de sentença penalrefere­se  tão somente à  liberdade de  ir e vir.  Isso,
geralmente, não é o que ocorre.
O que se constata é que, na prática, o cidadão preso perde muito mais do que sua liberdade. Perde sua dignidade, é submetido a humilhação e acaba se sentindo um
nada.
Internet: <www.lfg.jusbrasil.com.br> (com adaptações).
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item que se segue.
 
No trecho entre parênteses no início do primeiro parágrafo, as vírgulas foram empregadas para isolar elementos de mesma função sintática em uma enumeração.
 Certo
 Errado
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Questão 243: CESPE ­ APF (DEPEN)/DEPEN/Área 1/2015
Assunto: Pontuação
Os  condenados  no  Brasil  são  originários,  na  maioria  das  vezes,  das  classes  menos  favorecidas  da  sociedade.  Esses  indivíduos,  desde  a  mais  tenra  infância,  são
pressionados e oprimidos pela sociedade, vivem nas favelas, nos morros, nas regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio ao esgoto, à discriminação
social, à completa ausência de informações e de escolarização.
Sem o repertório de uma mínima formação educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um delinquente, já ocupa uma posição social inferior.
O regime penitenciário deve empregar os meios curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as formas de assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o
máximo possível as condições que enfraquecem o sentido de responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua pessoa e a sua capacidade de readaptação social.
Internet: <www.joaoluizpinaud.com> (com adaptações).
Julgue o próximo item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto.
 
O segmento “na maioria das vezes” está entre vírgulas porque constitui expressão de natureza explicativa.
 Certo
 Errado
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Questão 244: FGV ­ AO (SSP AM)/SSP AM/2015
Assunto: Pontuação
Texto
 
Construímos no Brasil uma sociedade hierarquizada e arcaica, majoritariamente conservadora (que aqui se manifesta em regra de forma extremamente nefasta, posto
que dominada por crenças e valores equivocados), que se julga (em geral) no direito de desfrutar de alguns privilégios, incluindo­se o de não ser igual perante as leis
(nessa  suposta  “superioridade”  racial  ou  socioeconômica  também  vem  incluída  a  impunidade,  que  sempre  levou  um  forte  setor  das  elites  à  construção  de  uma
organização criminosa formada por uma troika maligna composta de políticos e outros agentes públicos + agentes econômicos + agentes financeiros, unidos em parceria
público­privada para a pilhagem do patrimônio do Estado). Continuamos (em pleno século XXI) a ser o país atrasado do “Você sabe com quem está falando?” (como bem
explica DaMatta, em várias de suas obras). Os da camada “de cima” (na nossa organização social) se julgam no direito (privilégio) de humilhar e desconsiderar as leis
assim como os “de baixo”. Se alguém questiona essa estrutura, vem o corporativismo e retroalimenta a chaga arcaica. De onde vem essa canhestra forma de organização
social? Por que somos o que somos?” (Luiz Flávio Gomes, JusBrasil)
 
No primeiro parágrafo do texto há um conjunto de termos colocados entre parênteses; a função predominante desse sinal gráfico, nesse texto, é a de:
 a) corrigir alguns erros anteriores;
 b) definir termos presentes no texto;
 c) repetir enfaticamente algumas observações;
 d) ampliar as informações dadas;
 e) destacar pontos importantes do texto.
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Questão 245: IBFC ­ Ag PJ (PC SE)/PC SE/2014
Assunto: Pontuação
Ética e moral: que significam?
 
(Leonardo Boff)
     
Face à crise generalizada de ética e de moral, importa   resgatar o sentido originário das palavras. Ética e moral é a   mesma coisa? É e não é.
1. O significado de ética
Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações  e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na  nossa própria humanidade. Que significa agir
humanamente?
 
O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de  regra de ouro, é esse: “não faças ao outro o que não queres que  te façam a ti". Ou positivamente: “faça ao
outro o que queres   que te façam a ti". Esse princípio áureo pode ser traduzido  também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as  religiões: “ama o próximo
como a ti mesmo". É o princípio do  amor universal e incondicional. Quem não quer ser amado?  Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou ser tratado  com fria
indiferença? Ninguém.
 
Outro princípio da humanidade essencial,  é o  cuidado.   Toda vida precisa de  cuidado. Um  recém­nascido deixado à    sua própria  sorte morre poucas horas após. O
cuidado é tão   essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem  acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com
cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos  também cuidamos.
 
A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos  do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as  condições que permitem o projeto planetário
humano. A própria  política é o cuidado para com o bem do povo.
 
Outro princípio reside da solidariedade universal. Se  nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos  e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para
falar de  tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas  coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato
precisa sempre  ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais  sofrem. A solidariedade se manifesta então como com­paixão.  Com­paixão quer dizer ter
a mesma paixão que o outro, alegrar­ se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só  em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos.
 
Pertence  também  à  humanidade  essencial  a  capacidade    e  a  vontade  de  perdoar.  Todos  somos  falíveis,  podemos  errar    involuntariamente  e  prejudicar  o  outro
conscientemente. Como   gostaríamos de ser perdoados, devemos  também nós perdoar.   Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio  tenham a   última palavra.
Perdoar é conceder uma chance ao outro para  que possa refazer as relações boas.
 
Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratá­lo  humanamente. Sem tais valores a vida se
torna impossível.
 
Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para
que  todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa  individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o  planeta Terra como casa comum. Eis,
pois, o que é a ética.  Vejamos agora o que é moral.
2. O significado de moral
A forma concreta como a ética é vivida, depende de cada cultura que é sempre diferente da outra. Um indígena, um chinês, um africano vivem do seu jeito o amor, o
cuidado, a  solidariedade e o perdão. Esse jeito diferente chamamos de  moral. Ética existe uma só para todos. Moral existem muitas, consoante as maneiras diferentes
como os seres humanos  organizam a vida. Vamos dar um exemplo. Importante é ter  uma casa(ética). O estilo e a maneira de construí­la pode variar  (moral). Pode ser
simples, rústica, moderna, colonial, gótica,  contanto que seja casa habitável. Assim é com a ética e a moral.
 
Hoje devemos construir juntos a Casa Comum para que  nela todos possam caber inclusive a natureza. Faz­se mister  uma ética comum, um consenso mínimo no qual
todos se possam encontrar. E ao mesmo tempo, respeitar as maneiras  diferentes como os povos organizam a ética, dando origem às várias morais, vale dizer, os vários
modos de organizar a  família, de cuidar das pessoas e da natureza, de estabelecer  os laços de solidariedade entre todos, os estilos de manifestaro perdão.
 
A ética e as morais devem servir à vida, à convivência  humana e à preservação da Casa Comum, a única que temos  que é o Planeta Terra.
(Disponível em:  http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/etic...Acesso em:07/10/2014)
 
Nota: Para resolver a questão, considere o primeiro parágrafo do texto como o trecho “Ética é um conjunto...”.
Assinale a opção em que se percebe um erro pela presença da vírgula.
 a) “Outro princípio da humanidade essencial, é o cuidado. “(3°§)
 b) “se não cuidarmos do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso” (4°§)
 c) “A solidariedade para existir de fato precisa sempre ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos” (5°§)
 d) “Eis, pois, o que é a ética.” (7°§)
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Questão 246: IBFC ­ Esc (PC SE)/PC SE/2014
Assunto: Pontuação
Eficiência militar
(Historieta Chinesa)
LI­HU ANG­PÔ, vice­rei de Cantão, Império da China, Celeste Império, Império do Meio, nome que lhe vai a calhar, notava que o seu exército provincial não apresentava
nem garbo marcial, nem tampouco, nas últimas manobras, tinha demonstrado grandes aptidões guerreiras.
Como toda a gente sabe, o vice­rei da província de Cantão, na China, tem atribuições quase soberanas. Ele governa a província como reino seu que houvesse herdado de
seus pais, tendo unicamente por lei a sua vontade.
Convém não esquecer que isto se passou, durante o antigo regime chinês, na vigência do qual, esse vice­rei tinha todos os poderes de monarca absoluto, obrigando­se
unicamente a contribuir com um avultado tributo anual, para o Erário do Filho do Céu, que vivia refestelado em Pequim, na misteriosa cidade imperial, invisível para o
grosso do seu povo e cercado por dezenas de mulheres e centenas de concubinas. Bem.
Verificado esse estado miserável do seu exército, o vice­ rei Li­Huang­Pô começou a meditar nos remédios que devia aplicar para levantar­lhe o moral e tirar de sua força
armada maior rendimento militar. Mandou dobrar a ração de arroz e carne de cachorro, que os soldados venciam. Isto, entretanto, aumentou em muito a despesa feita
com a força militar do vice­reinado; e, no intuito de fazer face a esse aumento, ele se lembrou, ou alguém lhe lembrou, o simples alvitre de duplicar os impostos que
pagavam os pescadores, os fabricantes de porcelana e os carregadores de adubo humano ­ tipo dos mais característicos daquela babilônica cidade de Cantão.
Ao fim de alguns meses, ele tratou de verificar os resultados do remédio que havia aplicado nos seus fiéis soldados, a fim de dar­lhes garbo, entusiasmo e vigor marcial.
Determinou que se realizassem manobras gerais, na próxima primavera, por ocasião de florirem as cerejeiras, e elas tivessem lugar na planície de Chu­Wei­Hu ­ o que
quer dizer na nossa língua: “planície dos dias felizes”. As suas ordens foram obedecidas e cerca de cinqüenta mil chineses, soldados das três armas, acamparam em Chu­
Wei­Hu, debaixo de barracas de seda. Na China, seda é como metim aqui.
Comandava em chefe esse portentoso exército, o general Fu­Shi­Tô que tinha começado a sua carreira militar como puxador de tílburi* em Hong­Kong. Fizera­se tão
destro nesse mister que o governador inglês o tomara para o seu serviço exclusivo.
Este fato deu­lhe um excepcional prestígio entre os seus patrícios, porque, embora os chineses detestem os estrangeiros, em geral, sobretudo os ingleses, não deixam,
entretanto,  de  ter  um  respeito  temeroso  por  eles,  de  sentir  o  prestígio  sobre   humano  dos  “diabos  vermelhos”,  como  os  chinas  chamam os  europeus  e  os  de  raça
europeia.
Deixando a famulagem do governador britânico de Hong­ Kong,Fu­Shi­Tô não podia ter outro cargo, na sua própria pátria, senão o de general no exército do vice­rei de
Cantão. E assim foi ele feito, mostrando­se desde logo um inovador, introduzindo melhoramentos na tropa e no material bélico, merecendo por isso ser condecorado, com
o dragão imperial de ouro maciço. Foi ele quem substituiu, na força armada cantonesa, os canhões de papelão, pelos do Krupp; e, com isto, ganhou de comissão alguns
bilhões de  taels* que repartiu com o vice­rei. Os  franceses do Canet queriam  lhe dar um pouco menos, por  isso ele  julgou mais perfeitos os canhões do Krupp, em
comparação com os do Canet. Entendia, a fundo, de artilharia, o ex­fâmulo do governador de Hong­Kong.
O exército de Li­Huang­Pô estava acampado havia um mês, nas “planícies dos dias felizes”, quando ele se resolveu a ir assistir­lhe as manobras, antes de passar­lhe a
revista final.
O vice­rei, acompanhado do seu séquito, do qual fazia parte o seu exímio cabeleireiro Pi­Nu, lá foi para a linda planície, esperando assistir a manobras de um verdadeiro
exército germânico. Antegozava isso como uma vítima sua e, também, como constituindo o penhor de sua eternidade no lugar rendoso de quase rei da rica província de
Cantão. Com um forte exército à mão, ninguém se atreveria a demiti­lo dele. Foi.
Assistiu às evoluções com curiosidade e atenção. A seu lado, Fu­Shi­Pô explicava os temas e os detalhes do respectivo desenvolvimento, com a abundância e o saber de
quem havia estudado Arte da Guerra entre os varais de um cabriolet*.
O vice­rei, porém, não parecia satisfeito. Notava hesitações, falta de élan na tropa, rapidez e exatidão nas evoluções e pouca obediência ao comando em chefe e aos
comandados particulares; enfim, pouca eficiência militar naquele exército que devia ser uma ameaça à China inteira, caso quisessem retirá­lo do cômodo e rendoso lugar
de vice­rei de Cantão. Comunicou isto ao general, que lhe respondeu:
­ É verdade o que Vossa Excelência Reverendíssima, Poderosíssima, Graciosíssima, Altíssima e Celestial diz; mas os defeitos são fáceis de remediar.
­ Como? perguntou o vice­rei.
­ É simples. O uniforme atual muito se parece com o alemão: mudemo­lo para uma imitação do francês e tudo estará sanado.
Li­Huang­Pô pôs­se a pensar, recordando a sua estadia em Berlim, as festas que os grandes dignatários da corte de Potsdam lhe fizeram, o acolhimento do Kaiser e,
sobretudo,  os  taels  que  recebeu  de  sociedade  com o  seu  general  Fu­ShiPô...  Seria  uma  ingratidão; mas...  Pensou  ainda  um pouco;  e,  por  fim,  num  repente,  disse
peremptoriamente:
­ Mudemos o uniforme; e já!
(Lima Barreto)
*tael:unidade monetária e de peso da China;
*cabriolet:tipo de carruagem;
*tílburi: carro de duas rodas e dois assentos comandados por um animal.
*famulagem:grupo de criados
Sobre a utilização das reticências, no penúltimo parágrafo, e o contexto em que elas aparecem pode­se afirmar que:
 a) sugerem que o vice­rei está decidido quanto à proposta do general visto que precisa manter seu privilégios.
 b) evidenciam hesitação por parte do vice­rei, que se relembra dos benefícios obtidos com a proximidade alemã.
 c) demonstram surpresa com a proposta do general, já que ambos foram amplamente beneficiados com a proximidade dos alemães.
 d) ratificam a afinidade ideológica com o exército francês, de quem pretendem copiar os uniformes e as táticas de guerra.
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Questão 247: IBFC ­ Ag Seg Soc (SEDS MG)/SEDS MG/2014
Assunto: Pontuação
Texto
Cidadão
(Zé Ramalho)
Compositor: Lúcio Barbosa
 
Tá vendo aquele edifício moço
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição, era quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
 
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
"Tu tá aí admirado?
Ou tá querendo roubar?"
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
"Pai vou me matricular"
Mas me diz um cidadão:
"Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar"
Essa dor doeu mais forte
Porque que é que eu deixei o norte?
Eume pus a me dizer
Lá a seca castigava
Mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá foi que valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
"Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar"
 
As aspas, na segunda estrofe, foram utilizadas para:
 a)  dar ênfase ao que se diz.
 b)  introduzir um discurso que não é do enunciador.
 c)  indicar que os termos estão empregados em sentido figurado.
 d)  marcar uma conotação irônica.
 
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Questão 248: CESPE ­ Ag Pol (PC PE)/PC PE/2016
Assunto: Pontuação
Texto CG1A01AAA
 
O crime organizado não é um fenômeno recente. Encontramos indícios dele nos grandes grupos contrabandistas do antigo regime na Europa, nas atividades dos piratas e
corsários e nas grandes redes de receptação da Inglaterra do século XVIII. A diferença dos nossos dias é que as organizações criminosas se tornaram mais precisas,
mais profissionais.
 
Um erro na análise do fenômeno é a suposição de que tudo é crime organizado. Mesmo quando se trata de uma pequena apreensão de crack em um local remoto(d),
alguns órgãos da imprensa falam em crime organizado. Em muitos casos(e), o varejo do tráfico é um dos crimes mais desorganizados que existe. É praticado por um
usuário que compra de alguém umas poucas pedras de crack e fuma a metade. Ele não tem chefe, parceiros, nem capital de giro. Possui apenas a necessidade de suprir
o vício. No outro extremo, fica o grande traficante(a), muitas vezes um indivíduo que nem mesmo vê a droga. Só utiliza seu dinheiro para financiar o tráfico ou seus
contatos  para  facilitar  as  transações.  A  organização  criminosa  envolvida  com  o  tráfico  de  drogas  fica,  na  maior  parte  das  vezes(b),  entre  esses  dois  extremos.  É
constituída de pequenos e médios traficantes e uns poucos traficantes de grande porte.
 
Nas  outras  atividades  criminosas,  a  situação  é  a mesma.  O  crime  pode  ser  praticado  por  um  indivíduo(c),  uma  quadrilha  ou  uma  organização.  Portanto,  não  é  a
modalidade do crime que identifica a existência de crime organizado.
 
Guaracy Mingardi. Inteligência policial e crime organizado. In: Renato Sérgio de Lima e Liana de Paula (Orgs.). Segurança pública e violência: o Estado está cumprindo seu papel? São Paulo: Contexto,
2006, p. 42 (com adaptações).
No texto CG1A01AAA, isola um trecho de natureza explicativa a vírgula empregada logo após
 a) “traficante”.
 b) “vezes”.
 c) “indivíduo”.
 d) “remoto”.
 e) “casos”.
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Questão 249: COPS UEL ­ Del Pol (PC PR)/PC PR/2013
Assunto: Pontuação
Leia o texto, a seguir, e responda à questão.
 
A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no
Rio de Janeiro, há algumas semanas, jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
 
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos, desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado”
em lojas, consultórios, bancos ou supermercados não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as divulgadas pelo Mapa da
Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que
aparentemente não enfrenta conflitos raciais.
 
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro  indicador  importante. De acordo com o Censo 2010,  realizado pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), entre os brasileiros com nível superior completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução ou que não
terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e 26,3 milhões de brancos.
 
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca
despertar o protagonismo em entidades sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
 
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas
relacionadas ao poder. “Quando chegam a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo­se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
 
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados,
acabaram nas periferias e favelas das cidades, impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
 
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de
reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se expressa no baixo
volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes
de preconceito, o que resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
 
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se
reconhece a necessidade de políticas públicas, se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas passam pela melhoria
no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
 
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
 
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)
 
Sobre o uso de aspas no texto, assinale a alternativa correta.
 a)  O uso de aspas duplas no segundo parágrafo pode ser substituído pelo uso de parênteses, sem prejuízo da compreensão e do sentido do trecho.
 b)  O uso de aspas duplas no início do quarto parágrafo deve­se à identificação do discurso direto, representando a fala do sociólogo.
 c)  O uso de aspas simples e duplas no quinto parágrafo decorre da ironia atribuída pela autora do texto às declarações do sociólogo.
 d)  O uso de aspas duplas no sexto parágrafo pode ser substituído pelo uso de dois pontos, sem prejuízo do sentido original do trecho.
 e)  O uso de aspas duplas no sétimo parágrafo deve­se à necessidade de dar ênfase à declaração do sociólogo.
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Questão 250: CESPE ­ APF/PF/2012
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Dizem que Karl Marx descobriu o inconsciente três décadas antes de Freud. Se a afirmação não é rigorosamente exata, não deixa de fazer sentido, uma vez que Marx,
em O Capital,  no  capítulo  sobre  o  fetiche  da mercadoria,  estabelece  dois  parâmetros  conceituais  imprescindíveis  para  explicar  a  transformação  que  o  capitalismo
produziu na subjetividade. São eles os conceitos de fetichismo e de  alienação, ambos tributários da descoberta da mais­valia − ou do inconsciente, como queiram.
A rigor, não há grande diferença entre o emprego dessas duas palavrasna psicanálise e no materialismo histórico. Em Freud, o fetiche organiza a gestão perversa do
desejo sexual e, de forma menos evidente, de todo desejo humano; já a alienação não passa de efeito da divisão do sujeito, ou seja, da existência do inconsciente. Em
Marx, o fetiche da mercadoria, fruto da expropriação alienada do trabalho, tem um papel decisivo na produção "inconsciente" da mais­valia. O sujeito das duas teorias é
um só: aquele que sofre e se  indaga sobre a origem inconsciente de seus sintomas é o mesmo que desconhece, por efeito dessa mesma inconsciência, que o poder
encantatório das mercadorias é condição não de sua riqueza, mas de sua miséria material e espiritual. Se a sociedade em que vivemos se diz "de mercado", é porque a
mercadoria é o grande organizador do laço social.
Maria Rita Kehl. 18 crônicas e mais algumas. São Paulo: Boitempo, 2011, p. 142 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto acima e a seus aspectos gramaticais, julgue o item subsequente.
A expressão "dessas duas palavras", como comprovam as  ideias desenvolvidas no parágrafo em que ela ocorre, remete não aos dois vocábulos que imediatamente a
precedem − "mais­valia" e "inconsciente" −, mas, sim, a "fetichismo" e "alienação".
 Certo
 Errado
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Questão 251: CESPE ­ APF/PF/2012
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Imagine que um poder absoluto ou um texto sagrado declarem que quem roubar ou assaltar será enforcado (ou terá a mão cortada). Nesse caso, puxar a corda, afiar a
faca ou assistir à execução seria simples, pois a responsabilidade moral do veredicto não estaria conosco. Nas sociedades tradicionais, em que a punição é decidida por
uma autoridade superior a todos, as execuções podem ser públicas: a coletividade festeja o soberano que se encarregou da justiça − que alívio!
A coisa é mais complicada na modernidade, em que os cidadãos comuns (como você e eu) são a fonte de toda autoridade jurídica e moral. Hoje, no mundo ocidental, se
alguém é executado, o braço que mata é, em última instância, o dos cidadãos − o nosso. Mesmo que o condenado seja indiscutivelmente culpado, pairam mil dúvidas.
Matar um condenado à morte não é mais uma festa, pois é difícil celebrar o triunfo de uma moral tecida de perplexidade. As execuções acontecem em lugares fechados,
diante de poucas testemunhas: há uma espécie de vergonha. Essa discrição é apresentada como um progresso: os povos civilizados não executam seus condenados nas
praças. Mas o dito progresso é, de fato, um corolário da incerteza ética de nossa cultura.
Reprimimos em nós desejos e  fantasias que nos parecem ameaçar o convívio social. Logo,  frustrados, zelamos pela prisão daqueles que não se  impõem as mesmas
renúncias. Mas a coisa muda quando a pena é radical, pois há o risco de que a morte do culpado sirva para nos dar a ilusão de liquidar, com ela, o que há de pior em
nós. Nesse caso, a execução do condenado é usada para limpar nossa alma. Em geral, a justiça sumária é isto: uma pressa em suprimir desejos inconfessáveis de quem
faz justiça. Como psicanalista, apenas gostaria que a morte dos culpados não servisse para exorcizar nossas piores fantasias − isso, sobretudo, porque o exorcismo seria
ilusório. Contudo é possível que haja crimes hediondos nos quais não reconhecemos nada de nossos desejos reprimidos.
Contardo Calligaris. Terra de ninguém − 101 crônicas. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 94­6 (com adaptações).
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item.
O termo "Essa discrição" refere­se apenas ao que está expresso na primeira oração do período que o antecede.
 Certo
 Errado
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Questão 252: CESPE ­ APF/PF/2012
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos
Ó grandes oportunistas,
sobre o papel debruçados,
que calculais mundo e vida
em contos, doblas, cruzados,
que traçais vastas rubricas
e sinais entrelaçados,
 com altas penas esguias
embebidas em pecados!
Ó personagens solenes
que arrastais os apelidos
como pavões auriverdes
seus rutilantes vestidos,
− todo esse poder que tendes
confunde os vossos sentidos:
a glória, que amais, é desses
que por vós são perseguidos.
Levantai­vos dessas mesas,
saí de vossas molduras,
vede que masmorras negras,
que fortalezas seguras,
que duro peso de algemas,
que profundas sepulturas
nascidas de vossas penas,
de vossas assinaturas!
Considerai no mistério
dos humanos desatinos,
e no polo sempre incerto
dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
pareceríeis divinos:
e hoje sois, no tempo eterno,
como ilustres assassinos.
Ó soberbos titulares,
tão desdenhosos e altivos!
Por fictícia autoridade,
vãs razões, falsos motivos,
inutilmente matastes:
− vossos mortos são mais vivos;
e, sobre vós, de longe, abrem
grandes olhos pensativos.
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267­8.
Com base no poema acima, julgue o item subsequente.
O  emprego  do  pronome  possessivo  em  "seus  rutilantes  vestidos"  (v.12)  evidencia  que  essa  expressão  corresponde  à  vestimenta  usada  por  autoridades  em  eventos
solenes.
 Certo
 Errado
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Questão 253: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto para o item
Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as
do capitalismo global e da cultura pós­moderna. Alguns pós­modernistas levam mais longe a argumentação, afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade
da civilização moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado nacional.
No coração histórico da sociedade moderna, a Comunidade Europeia  (CE)  supranacional parece dar especial  crédito à  tese de que a soberania político­nacional vem
fragmentando­se. Ali, tem­se às vezes anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais
adequada. O  cientista  político  Phillippe  Schmitter  argumentou que,  embora  a  situação  europeia  seja  singular,  seu  progresso  para  além do Estado nacional  tem uma
pertinência mais  genérica,  pois  "o  contexto  contemporâneo  favorece  sistematicamente  a  transformação  dos  Estados  em  confederatii,  condominii  ou  federatii,  numa
variedade de contextos".
É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos
obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados
regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar,
do cuidado com os filhos, do aborto e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, como o fumo, continua a crescer. A política estatal de proteção
ao consumidor e ao meio ambiente continua a proliferar. Tudo indica que o enfraquecimento do Estado nacional da Europa Ocidental é ligeiro, desigual e singular. Em
partes do mundo menos desenvolvido, alguns aspirantes a Estados nacionais também estão fraquejando, mas por razões diferentes, essencialmente "pré­modernas". Na
maior parte do mundo, os Estados nacionaiscontinuam a amadurecer ou, pelo menos, estão tentando fazê­lo. A Europa não é o futuro do mundo. Os Estados do mundo
são numerosos e continuam variados, tanto em suas estruturas atuais quanto em suas trajetórias.
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.).
Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311­4 (com adaptações).
Considerando as relações de sentido e as estruturas linguísticas do texto, julgue o seguinte item.
Na linha 3, "isso" refere­se ao fato de alguns dizerem que a soberania dos Estados nacionais, desde 1945, foi suplantada por redes transnacionais de poder.
 Certo
 Errado
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Questão 254: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto para o item
Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as
do capitalismo global e da cultura pós­moderna. Alguns pós­modernistas levam mais longe a argumentação, afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade
da civilização moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado nacional.
No coração histórico da sociedade moderna, a Comunidade Europeia  (CE)  supranacional parece dar especial  crédito à  tese de que a  soberania político­nacional  vem
fragmentando­se. Ali, tem­se às vezes anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais
adequada. O  cientista  político  Phillippe  Schmitter  argumentou que,  embora  a  situação  europeia  seja  singular,  seu  progresso  para  além do Estado nacional  tem uma
pertinência mais  genérica,  pois  "o  contexto  contemporâneo  favorece  sistematicamente  a  transformação  dos  Estados  em  confederatii,  condominii  ou  federatii,  numa
variedade de contextos".
É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos
obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados
regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar,
do cuidado com os filhos, do aborto e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, como o fumo, continua a crescer. A política estatal de proteção
ao consumidor e ao meio ambiente continua a proliferar. Tudo indica que o enfraquecimento do Estado nacional da Europa Ocidental é ligeiro, desigual e singular. Em
partes do mundo menos desenvolvido, alguns aspirantes a Estados nacionais também estão fraquejando, mas por razões diferentes, essencialmente "pré­modernas". Na
maior parte do mundo, os Estados nacionais continuam a amadurecer ou, pelo menos, estão tentando fazê­lo. A Europa não é o futuro do mundo. Os Estados do mundo
são numerosos e continuam variados, tanto em suas estruturas atuais quanto em suas trajetórias.
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.).
Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311­4 (com adaptações).
Com relação aos mecanismos de coesão do texto, julgue o item subsequente.
Na linha 5, "Ali" tem como referente "sociedade moderna".
 Certo
 Errado
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Questão 255: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto para o item
Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as
do capitalismo global e da cultura pós­moderna. Alguns pós­modernistas levam mais longe a argumentação, afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade
da civilização moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado nacional.
No coração histórico da sociedade moderna, a Comunidade Europeia  (CE)  supranacional parece dar especial  crédito à  tese de que a soberania político­nacional vem
fragmentando­se. Ali, tem­se às vezes anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais
adequada. O  cientista  político  Phillippe  Schmitter  argumentou que,  embora  a  situação  europeia  seja  singular,  seu  progresso  para  além do Estado nacional  tem uma
pertinência mais  genérica,  pois  "o  contexto  contemporâneo  favorece  sistematicamente  a  transformação  dos  Estados  em  confederatii,  condominii  ou  federatii,  numa
variedade de contextos".
É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos
obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados
regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar,
do cuidado com os filhos, do aborto e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, como o fumo, continua a crescer. A política estatal de proteção
ao consumidor e ao meio ambiente continua a proliferar. Tudo indica que o enfraquecimento do Estado nacional da Europa Ocidental é ligeiro, desigual e singular. Em
partes do mundo menos desenvolvido, alguns aspirantes a Estados nacionais também estão fraquejando, mas por razões diferentes, essencialmente "pré­modernas". Na
maior parte do mundo, os Estados nacionais continuam a amadurecer ou, pelo menos, estão tentando fazê­lo. A Europa não é o futuro do mundo. Os Estados do mundo
são numerosos e continuam variados, tanto em suas estruturas atuais quanto em suas trajetórias.
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.).
Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311­4 (com adaptações).
Com relação aos mecanismos de coesão do texto, julgue o item subsequente.
O  trecho  "Ao  longo desse mesmo período  recente"  retoma, por  coesão, a expressão  "nos últimos 25 anos",  cuja  referência  temporal exata depende de  informações
extratextuais, tais como a data de publicação do texto.
 Certo
 Errado
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Questão 256: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto para o item
Em um momento  em  que  os  Estados­nação  se  dobram diante  das  forças  do mercado,  os  dirigentes  políticos  sonham  com  estabilidade. Ora,  as  formas  de  governo
utilizadas pelos impérios fascinam por sua resistência aos sobressaltos da história, sua plasticidade e sua capacidade de unir populações diferentes.
Por que nos interessar pela noção de império? Não vivemos hoje em um mundo de Estados­nação? São eles, por exemplo, que têmseus assentos na ONU, com suas
bandeiras,  seus  selos  postais  e  suas  instituições.  No  entanto,  o  estudo  dos  impérios,  antigos  ou  recentes,  permite  acessar  as  raízes  do  mundo  contemporâneo  e
aprofundar nossa compreensão das modalidades de organização do poder político, ontem, hoje e − por que não? − amanhã.
O conceito de Estado­nação baseia­se em uma ficção, a da homogeneidade: um povo, um território, um governo. Os impérios nascem da extensão do poder através do
espaço e se assentam na diversidade: eles governam de maneiras diferentes povos diferentes, sob uma dupla tensão. Por um lado, a vontade dos líderes políticos de
estender seu controle territorial, em um contexto em que os povos vivem realidades socioculturais variadas, alimenta o expansionismo. Por outro, o fato de o  império
absorver povos diferentes faz que alguns de seus componentes desejem destacar­se do conjunto. Isso explica por que os impérios perduram, racham, reconfiguram­se e
caem.
Pensar o império não significa ressuscitá­lo dos mundos passados. Trata­se de considerar a multiplicidade de formas de exercício do poder sobre um dado espaço. Se
pudermos considerar a história como algo diferente da  inexorável transição da forma império para a forma Estado­nação, talvez possamos apreender o futuro de um
ponto  de  vista mais  vasto.  E  considerar  outras  formas  de  soberania  que  respondam melhor  a  um mundo  caracterizado  ao mesmo  tempo  pela  desigualdade  e  pela
diversidade.
Jane Burbank e Frederick Cooper. De Roma a Constantinopla, pensar o império para entender o mundo. In: Le Monde Diplomatique. Brasil, 2011, ano 5, n.º 53, p. 24­5 (com adaptações).
Com relação às estruturas linguísticas e à pontuação do texto, julgue o item a seguir.
Sem que haja prejuízo para o sentido original do texto, "Isso" pode ser corretamente substituído por o que, desde que se substitua o ponto que antecede esse pronome
por ponto e vírgula.
 Certo
 Errado
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Questão 257: CESPE ­ PRF/PRF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Todos nós, homens e mulheres, adultos e jovens, passamos boa parte da vida tendo de optar entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Na realidade, entre o que
consideramos bem e o que consideramos mal. Apesar da longa permanência da questão, o que se considera certo e o que se considera errado muda ao longo da história
e ao redor do globo terrestre.
Ainda hoje, em certos lugares, a previsão da pena de morte autoriza o Estado a matar em nome da justiça. Em outras sociedades, o direito à vida é inviolável e nem o
Estado nem ninguém tem o direito de tirar a vida alheia. Tempos atrás era tido como legítimo espancarem­se mulheres e crianças, escravizarem­se povos. Hoje em dia,
embora ainda se saiba de casos de espancamento de mulheres e crianças, de trabalho escravo, esses comportamentos são publicamente condenados na maior parte do
mundo.
Mas a opção entre o certo e o errado não se coloca apenas na esfera de temas polêmicos que atraem os holofotes da mídia. Muitas e muitas vezes é na solidão da
consciência de cada um de nós, homens e mulheres, pequenos e grandes, que certo e errado se enfrentam.
E a ética é o domínio desse enfrentamento.
Marisa Lajolo. Entre o bem e o mal. In: Histórias sobre a ética. 5.ª ed. São Paulo: Ática, 2008 (com adaptações).
A partir das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.
Dado o fato de que nem equivale a e não, a supressão da conjunção “e” empregada logo após “inviolável”, manteria a correção gramatical do texto.
 Certo
 Errado
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Questão 258: CESPE ­ EPF/PF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
O que  tanta gente  foi  fazer do  lado de  fora do  tribunal onde  foi  julgado um dos mais  famosos casais acusados de assassinato no país? Torcer pela  justiça,  sim: as
evidências permitiam uma  forte  convicção  sobre os  culpados, muito  antes do encerramento das  investigações. Contudo,  para  torcer  pela  justiça,  não era necessário
acampar na porta do  tribunal, de onde ninguém podia pressionar os jurados. Bastava  fazer abaixo­assinados via  Internet pela  condenação do pai  e da madrasta da
vítima. O que foram fazer lá, ao vivo? Penso que as pessoas não torceram apenas pela condenação dos principais suspeitos. Torceram também para que a versão que
inculpou o pai e a madrasta fosse verdadeira.
O relativo alívio que se sente ao saber que um assassinato se explica a partir do círculo de relações pessoais da vítima talvez tenha duas explicações. Primeiro, a fantasia
de que em nossas famílias isso nunca há de acontecer. Em geral temos mais controle sobre nossas relações íntimas que sobre o acaso dos maus encontros que podem
nos vitimar em uma cidade grande. Segundo, porque o crime familiar permite o  lenitivo da construção de uma narrativa. Se toda morte violenta, ou súbita, nos deixa
frente a frente com o real traumático, busca­se a possibilidade de inscrever o acontecido em uma narrativa, ainda que terrível, capaz de produzir sentido para o que não
tem tamanho nem nunca terá, o que não tem conserto nem nunca terá, o que não faz sentido.
 
Maria Rita Khel. A morte do sentido. Internet: <www.mariaritakehl.psc.br> (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item.
As expressões nominais “os culpados”, “os jurados”, “principais suspeitos” e o “o pai e a madrasta” formam uma cadeia coesiva, referindo­se a “um dos mais famosos
casais acusados de assassinato no país”.
 Certo
 Errado
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Questão 259: CESPE ­ EPF/PF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
O que  tanta gente  foi  fazer do  lado de  fora do  tribunal onde  foi  julgado um dos mais  famosos casais acusados de assassinato no país? Torcer pela  justiça,  sim: as
evidências permitiam uma  forte  convicção  sobre os  culpados, muito  antes do encerramento das  investigações. Contudo,  para  torcer  pela  justiça,  não era necessário
acampar na porta do  tribunal, de onde ninguém podia pressionar os jurados. Bastava  fazer abaixo­assinados via  Internet pela  condenação do pai  e da madrasta da
vítima. O que foram fazer lá, ao vivo? Penso que as pessoas não torceram apenas pela condenação dos principais suspeitos. Torceram também para que a versão que
inculpou o pai e a madrasta fosse verdadeira.
O relativo alívio que se sente ao saber que um assassinato se explica a partir do círculo de relações pessoais da vítima talvez tenha duas explicações. Primeiro, a fantasia
de que em nossas famílias isso nunca há de acontecer. Em geral temos mais controle sobre nossas relações íntimas que sobre o acaso dos maus encontros que podem
nos vitimar em uma cidade grande. Segundo, porque o crime familiar permite o  lenitivo da construção de uma narrativa. Se toda morte violenta, ou súbita, nos deixa
frente a frente com o real traumático, busca­se a possibilidade de inscrever o acontecido em uma narrativa, ainda que terrível, capaz de produzir sentido para o que não
tem tamanho nem nunca terá, o que não tem conserto nem nunca terá, o que não faz sentido.
 
Maria Rita Khel. A morte do sentido. Internet: <www.mariaritakehl.psc.br> (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item.
A substituição da expressão “ainda que terrível” por senão que terrível preservaria a correção gramatical e o sentido original do texto.
 Certo
 Errado
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Questão 260: CESPE ­ EPF/PF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
O que  tanta gente  foi  fazer do  lado de  fora do  tribunal onde  foi  julgado um dos mais  famosos casais acusados de assassinatono país? Torcer pela  justiça,  sim: as
evidências permitiam uma  forte  convicção  sobre os  culpados, muito  antes do encerramento das  investigações. Contudo,  para  torcer  pela  justiça,  não era necessário
acampar na porta do  tribunal, de onde ninguém podia pressionar os jurados. Bastava  fazer  abaixo­assinados  via  Internet pela  condenação do pai  e da madrasta da
vítima. O que foram fazer lá, ao vivo? Penso que as pessoas não torceram apenas pela condenação dos principais suspeitos. Torceram também para que a versão que
inculpou o pai e a madrasta fosse verdadeira.
O relativo alívio que se sente ao saber que um assassinato se explica a partir do círculo de relações pessoais da vítima talvez tenha duas explicações. Primeiro, a fantasia
de que em nossas famílias isso nunca há de acontecer. Em geral temos mais controle sobre nossas relações íntimas que sobre o acaso dos maus encontros que podem
nos vitimar em uma cidade grande. Segundo, porque o crime familiar permite o  lenitivo da construção de uma narrativa. Se toda morte violenta, ou súbita, nos deixa
frente a frente com o real traumático, busca­se a possibilidade de inscrever o acontecido em uma narrativa, ainda que terrível, capaz de produzir sentido para o que não
tem tamanho nem nunca terá, o que não tem conserto nem nunca terá, o que não faz sentido.
 
Maria Rita Khel. A morte do sentido. Internet: <www.mariaritakehl.psc.br> (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item.
O emprego dos elementos “onde” (l.1) e “de onde” (l.3), no texto, é próprio da linguagem oral informal, razão por que devem ser substituídos, respectivamente, por no
qual e da qual, em textos que requerem o emprego da norma padrão escrita.
 Certo
 Errado
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Questão 261: CESPE ­ EPF/PF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
A fim de solucionar o litígio, atos sucessivos e concatenados são praticados pelo escrivão. Entre eles, estão os atos de comunicação, os quais são indispensáveis para que
os sujeitos do processo tomem conhecimento dos atos acontecidos no correr do procedimento e se habilitem a exercer os direito que lhes cabem e a suportar os ônus
que a lei lhes impõe.
Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações).
No que se refere ao texto acima, julgue o item seguinte.
Na linha 1, a correção gramatical do texto seria mantida caso a expressão “os quais” fosse substituída por que ou fosse suprimida, desde que, nesse último caso, fosse
suprimida também a forma verbal “são”.
 Certo
 Errado
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Questão 262: FGV ­ AP (SEJAP MA)/SEJAP/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto a seguir:
 
Tendências para as cadeias no futuro?
 
Na Malásia, uma equipe de designers e arquitetos elaborou um conceito de centro de detenção bastante diferente. O projeto consiste em um complexo prisional suspenso
no ar, o que em teoria dificultaria as tentativas de fuga, devido à altura potencialmente fatal de uma queda e à visibilidade que o fugitivo teria aos olhos dos pedestres na
parte de baixo.
 
A cadeia ainda teria espaços para manter um campo de agricultura, onde os detentos poderiam trabalhar para se autossustentar e até distribuir o excesso de alimento
produzido para a sociedade. Fábricas e centros de reciclagem também serviriam a esse propósito.
 
Visando reduzir os custos necessários para manter dezenas de agentes carcerários, o teórico social Jeremy Betham projetou uma instituição que manteria todas as celas
em  um  local  circular,  de  forma  que  fiquem  expostas  simultaneamente.  Dessa  forma,  apenas  alguns  poucos  guardas  posicionados  na  torre  no  centro  do  prédio  já
conseguiriam manter a vigilância sobre todos os detentos. Embora um presídio nesse estilo tenha sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
 
Outra solução criativa foi pensada e realizada na Austrália, onde um centro de detenção foi elaborado a partir de containers de transporte de mercadorias em navios
modificados para servir como celas temporárias. Outra prisão na Nova Zelândia também passou a usar a mesma solução para resolver problemas de superlotação.
 
Entretanto, o conceito  tem causado muita polêmica, pois as condições das celas em containers seriam desumanas — o que  temos que  levar em consideração em se
tratando de um país tão quente. “Morar” em uma caixa de metal sob um sol de escaldar não deve ser nada agradável.
 
(Fernando Daquino, 04/11/2012 – Arquitetura)
 
O último parágrafo do texto, em relação a algo expresso anteriormente, introduz uma ideia de
 a) explicação.
 b) concessão.
 c) comparação.
 d) conclusão.
 e) oposição.
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Questão 263: FGV ­ AP (SEJAP MA)/SEJAP/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto a seguir:
 
Tendências para as cadeias no futuro?
 
Na Malásia, uma equipe de designers e arquitetos elaborou um conceito de centro de detenção bastante diferente. O projeto consiste em um complexo prisional suspenso
no ar, o que em teoria dificultaria as tentativas de fuga, devido à altura potencialmente fatal de uma queda e à visibilidade que o fugitivo teria aos olhos dos pedestres na
parte de baixo.
 
A cadeia ainda teria espaços para manter um campo de agricultura, onde os detentos poderiam trabalhar para se autossustentar e até distribuir o excesso de alimento
produzido para a sociedade. Fábricas e centros de reciclagem também serviriam a esse propósito.
 
Visando reduzir os custos necessários para manter dezenas de agentes carcerários, o teórico social Jeremy Betham projetou uma instituição que manteria todas as celas
em  um  local  circular,  de  forma  que  fiquem  expostas  simultaneamente.  Dessa  forma,  apenas  alguns  poucos  guardas  posicionados  na  torre  no  centro  do  prédio  já
conseguiriam manter a vigilância sobre todos os detentos. Embora um presídio nesse estilo tenha sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
 
Outra solução criativa foi pensada e realizada na Austrália, onde um centro de detenção foi elaborado a partir de containers de transporte de mercadorias em navios
modificados para servir como celas temporárias. Outra prisão na Nova Zelândia também passou a usar a mesma solução para resolver problemas de superlotação.
 
Entretanto, o conceito  tem causado muita polêmica, pois as condições das celas em containers seriam desumanas — o que  temos que  levar em consideração em se
tratando de um país tão quente. “Morar” em uma caixa de metal sob um sol de escaldar não deve ser nada agradável.
 
(Fernando Daquino, 04/11/2012 – Arquitetura)
 
“Embora um presídio nesse estilo tenha sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento”.
 
As alternativas a seguir apresentam formas de reescrever esse período do texto mantendo seu significado original, à exceção de uma. Assinale‐a.
 a) Ainda que um presídio nesse estilo tenha sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
 b) Em virtude de um presídio nesse estilo ter sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
 c) A despeito de um presídio nesse estilo ter sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
 d) Apesar de um presídio nesse estilo ter sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
 e) Não obstante um presídio nesse estilo ter sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
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Questão 264: FGV ­ AP (SEJAP MA)/SEJAP/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto a seguir:
 
Tendências para as cadeias no futuro?
 
Na Malásia, uma equipede designers e arquitetos elaborou um conceito de centro de detenção bastante diferente. O projeto consiste em um complexo prisional suspenso
no ar, o que em teoria dificultaria as tentativas de fuga, devido à altura potencialmente fatal de uma queda e à visibilidade que o fugitivo teria aos olhos dos pedestres na
parte de baixo.
 
A cadeia ainda teria espaços para manter um campo de agricultura, onde os detentos poderiam trabalhar para se autossustentar e até distribuir o excesso de alimento
produzido para a sociedade. Fábricas e centros de reciclagem também serviriam a esse propósito.
 
Visando reduzir os custos necessários para manter dezenas de agentes carcerários, o teórico social Jeremy Betham projetou uma instituição que manteria todas as celas
em  um  local  circular,  de  forma  que  fiquem  expostas  simultaneamente.  Dessa  forma,  apenas  alguns  poucos  guardas  posicionados  na  torre  no  centro  do  prédio  já
conseguiriam manter a vigilância sobre todos os detentos. Embora um presídio nesse estilo tenha sido construído em Cuba, ele nunca chegou a entrar em funcionamento.
 
Outra solução criativa foi pensada e realizada na Austrália, onde um centro de detenção foi elaborado a partir de containers de transporte de mercadorias em navios
modificados para servir como celas temporárias. Outra prisão na Nova Zelândia também passou a usar a mesma solução para resolver problemas de superlotação.
 
Entretanto, o conceito  tem causado muita polêmica, pois as condições das celas em containers seriam desumanas — o que  temos que  levar em consideração em se
tratando de um país tão quente. “Morar” em uma caixa de metal sob um sol de escaldar não deve ser nada agradável.
 
(Fernando Daquino, 04/11/2012 – Arquitetura)
 
Assinale a alternativa em que o pronome relativo sublinhado tem seu antecedente incorretamente indicado.
 a) “O projeto consiste em um complexo prisional suspenso no ar, o que em teoria dificultaria as tentativas de fuga...” / o.
 b) “... devido à altura potencialmente fatal de uma queda e à visibilidade que o fugitivo teria aos olhos dos pedestres na parte de baixo”. / queda.
 c) “A cadeia ainda teria espaços para manter um campo de agricultura, onde os detentos poderiam trabalhar...” / campo.
 d) “...o teórico social Jeremy Betham projetou uma instituição que manteria todas as celas em um local circular...” / instituição.
 e) “Outra solução criativa foi pensada e realizada na Austrália, onde um centro de detenção foi elaborado...” / Austrália.
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Questão 265: CESPE ­ Esc Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
O  problema  intercultural  não  se  resolve,  como  pretendem  os  multiculturalistas,  pelo  simples  reconhecimento  da  isonomia  axiológica  entre  culturas  distintas,  mas,
fundamentalmente, pelo diálogo interpessoal entre indivíduos de culturas diferentes e, mais ainda, pelo acesso individual à própria diversidade cultural, como condição
para o exercício da liberdade de pertencer a uma cultura, de assimilar novos valores culturais ou, simplesmente, de se reinventar culturalmente. Aliás, o reconhecimento
da  isonomia  axiológica  entre  culturas  é  importante  não  porque  limita  a  individualidade  a  uma  estrita  visão  antropológica  que  projeta  a  condição  humana  ao  círculo
concêntrico da cultura do agrupamento familiar e social a que pertence o indivíduo, mas porque o liberta, ao lhe dar amplitude de opção cultural, que, transcendendo a
esfera da identidade individual como simples parte de uma cultura, dimensiona a individualidade no campo da liberdade — da liberdade de criar a si mesmo. Por fim, a
passagem para a democracia não totalitária, ou seja, democracia na e para a diversidade, decorre,  justamente, da sensibilização do político e da democratização do
espaço pessoal, antes preso à teia  indizível do monismo cultural ocidental,  tornando­se papel do Estado o oferecimento das condições de acessibilidade à diversidade
cultural, ambiente imprescindível à autogestão da identidade pessoal.
Miguel Batista de Siqueira Filho. Democracia, direito e liberdade. Goiânia: Editora da PUC Goiás, 2011, p. 95­6 (com adaptações).
 
Em relação ao texto acima, julgue o seguinte item.
O segmento “Aliás, o reconhecimento (...) limita a individualidade” poderia ser reescrito, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto, da seguinte forma:
Contudo, reconhecer a isonomia axiológica entre culturas não é importante, vez que limita a individualidade.
 Certo
 Errado
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Questão 266: CESPE ­ Ag Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) aponta redução de 39% nos casos de roubo com restrição de liberdade, o famoso
sequestro­relâmpago, ocorridos entre 1.º de janeiro e 31 de agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado — foram 520 ocorrências em 2012
e 316 em 2013.
 
Em agosto deste ano, foram registrados 39 casos de sequestro­relâmpago em todo o DF, o que representa redução de 32% do número de ocorrências dessa natureza
criminal em relação ao mesmo mês de 2012, período em que 57 casos foram registrados. Entre as 39 vítimas, 11 foram abordadas no Plano Piloto, região que lidera a
classificação de casos, seguida pela região administrativa de Taguatinga, com oito ocorrências. Segundo a SSP, o cenário é diferente daquele do mês de julho, em que
Ceilândia e Gama tinham o maior número de casos. “38% dos crimes foram cometidos nos fins de semana, no período da noite, e quase 70% das vítimas eram do sexo
masculino, o que mostra que a escolha da vítima é baseada no princípio da oportunidade e aleatória, não em função do gênero.”
 
Ao todo, 82% das vítimas (32 pessoas) estavam sozinhas no momento da abordagem dos bandidos, por isso as forças de segurança recomendam que as pessoas tomem
alguns cuidados, entre os quais, não estacionar em  locais escuros e distantes, não  ficar dentro de carros estacionados e  redobrar a atenção ao  sair de  residências,
centros comerciais e outros locais.
DF registra 316 ocorrências de sequestro­relâmpago nos primeiros oito meses deste ano. R7, 6/9/2013. Internet: <http://noticias.r7.com> (com adaptações).
 
Julgue o próximo item, relativo ao sentido e aos aspectos linguísticos do texto acima.
 
O trecho “por isso as forças de segurança recomendam que as pessoas tomem alguns cuidados” expressa uma ideia de conclusão e poderia, mantendo­se a correção
gramatical e o sentido do texto, ser iniciado pelo termo porquanto em vez da expressão “por isso”.
 Certo
 Errado
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Questão 267: CESPE ­ Ag Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
A prisão, em vez de devolver à liberdade indivíduos corrigidos, espalha na população delinquentes perigosos. A prisão não pode deixar de fabricar delinquentes. Fabrica­
os pelo tipo de existência que faz os detentos levarem: que fiquem isolados nas celas, ou que lhes seja imposto um trabalho para o qual não encontrarão utilidade, é de
qualquer maneira não “pensar no homem em sociedade; é criar uma existência contra a natureza inútil e perigosa”; queremos que a prisão eduque os detentos, mas um
sistema de educação que se dirige ao homem pode ter razoavelmente como objetivo agir contra o desejo da natureza? A prisão fabrica também delinquentes impondo
aos detentos limitações violentas; ela se destina a aplicar as leis, a ensinar o respeito por elas; ora, todo o seu funcionamento se desenrola no sentido do abuso de poder.
A prisão torna possível, ou melhor, favorece a organização de um meio de delinquentes, solidários entre si, hierarquizados, prontos para todasas cumplicidades futuras.
 
Michel Foucault. Ilegalidade e delinquência. In: Michel Foucault. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 33.a ed. Petrópolis: Vozes, 1987, p. 221­2 (com adaptações).
 
O item seguinte apresenta proposta de reescritura de trechos do texto acima. Julgue­os quanto à correção gramatical e à manutenção do sentido original do texto.
 
“A prisão (...) delinquentes perigosos” : Conquanto devolva indivíduos corrigidos à liberdade, a prisão dissemina delinquentes perigosos na população.
 Certo
 Errado
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Questão 268: CESPE ­ Ag Adm (PF)/PF/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Embora não tivessem ficado claras as fontes geradoras de quebras da paz urbana, o fenômeno social marcado pelos movimentos populares que tomaram as ruas das
grandes cidades brasileiras, em 2013, parecia tendente a se agravar.
As vítimas das agressões pessoais viram desprotegidas a paz e a segurança, direitos sagrados da cidadania. Todos foram prejudicados.
Pôde­se constatar que, em outras partes do mundo, fenômenos sociais semelhantes também ocorreram. Lá como cá, diferentes  tipos de ação atingiram todo o grupo
social, gerando vítimas e danos materiais. Nem sempre a intervenção das forças do Estado foi suficiente para evitar prejuízos.
Do  ponto  de  vista  global,  notou­se  que  a  quebra  da  ordem  foi  provocada  em  situações  diversas  e  ora  tornou mais  graves  as  distorções  do  direito,  ora  espalhou  a
insegurança coletivamente. Em qualquer das hipóteses, a população dos vários locais atingidos viu­se envolvida em perdas crescentes.
Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).
 
Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item.
 
Os termos “Lá” e “cá” são utilizados como recursos para expressar circunstância de lugar, o primeiro referindo­se a “outras partes do mundo” e o segundo, ao Brasil.
 Certo
 Errado
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Questão 269: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Se a mera promulgação de novas leis fosse capaz de transformar a realidade, o Brasil não seria o país que é. Embora óbvia, a constatação é frequentemente ignorada
pelos legisladores.
 
O país assiste a uma verdadeira profusão de leis – muitas delas, a rigor, desnecessárias. São produzidas todos os dias pelos Legislativos federal, estadual e municipal,
sem falar na imensa quantidade de atos normativos, decretos, portarias, circulares...
 
O problema não se restringe à confusão que esse emaranhado costuma provocar. Às novas leis correspondem novas obrigações para o poder público, que deve monitorar
sua implementação, fiscalizar seu cumprimento e punir eventuais desvios.
 
Antes de promulgar  leis,  legisladores de países mais previdentes realizam estudos de  impacto e testes de custo/benefício para avaliar os efeitos das normas. Não no
Brasil, onde a regra é o voluntarismo.
O mais recente exemplo disso é o projeto de lei que regulamenta o peso a ser transportado por estudantes em suas mochilas – o texto foi aprovado pelo Senado e deve
seguir para avaliação da Câmara.
(Folha de S.Paulo, 23.11.2013)
 
Considere o período do primeiro parágrafo – Embora óbvia, a constatação é frequentemente ignorada pelos legisladores. –, para responder à questão.
 
A conjunção Embora expressa o mesmo sentido que a destacada em:
 a)  Todos tiveram tempo para se preparar, portanto não procedem as reclamações.
 b)  Falou tanto durante a palestra que acabou ficando rouca por uma semana.
 c)  Como diria o Velho Guerreiro, quem não se comunica se trumbica.
 d)  O acessório do carro foi trocado, pois apresentou defeito já no primeiro uso.
 e)  Não quis participar da solenidade, mesmo sendo um dos homenageados.
 
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Questão 270: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia a tira.
 
 
De acordo com a norma­padrão da língua portuguesa, a lacuna do primeiro quadrinho deve ser preenchida com:
 a)  onde o
 b)  que o
 c)  aonde o
 d)  cujo o
 e)  cujo
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Questão 271: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
A classe média vai ao inferno
Era uma vez o sonho de morar na grande cidade. O paraíso das oportunidades, do emprego bem remunerado, do hospital equipado e do acesso mais amplo aos serviços
públicos. O centro do lazer cultural e do bem­estar. A promessa da mobilidade social e funcional.
A metrópole virou megalópole e, hoje, São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram ambientes hostis ao cidadão de qualquer classe social que precise se deslocar da casa para
o trabalho. As “viagens” diárias dificultam conciliar família e profissão.
Hoje, mais da metade da população (54%) tem algum carro. O Brasil privilegiou a indústria automobilística, facilitou a compra de veículos, e a classe média aumentou em
tamanho e poder de consumo. Todos acreditaram que chegariam ao paraíso. Ficaram presos no congestionamento.
Quem mais fica engarrafada nas ruas é a classe média, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A pesquisa, com base em dados de 2012, revela que
os muito pobres e os muito ricos gastam menos tempo no deslocamento casa­trabalho do que a classe média. Os ricos, porque podem morar perto do trabalho – sem
contar os milionários, que andam de helicóptero. Os muito pobres, sem dinheiro para a passagem,  tendem a se restringir a  trabalhar bem perto de onde moram ou
acordam  às  4  horas  da  manhã  para  evitar  congestionamento.  Como  não  se  investiu  em  trem  e  metrô  –  muito  menos  em  sistemas  inteligentes  de  transporte  –,
estouramos os limites da civilidade. E que se lixem os impactos ambientais, a poluição e a rinite.
(Época, 28.10.2013. Adaptado)
 
 
Sem que haja mudança do sentido original, o  trecho – Como não se  investiu em trem e metrô, estouramos os  limites da civilidade. – pode ser  reescrito da seguinte
forma:
 a)  Estouramos os limites da civilidade, no entanto não se investiu em trem e metrô.
 b)  Estouramos os limites da civilidade, porque não se investiu em trem e metrô.
 c)  Estouramos os limites da civilidade, quando não se investiu em trem e metrô.
 d)  Estouramos os limites da civilidade, ainda que não se tenha investido em trem e metrô.
 e)  Estouramos os limites da civilidade, conforme não se investiu em trem e metrô.
 
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Questão 272: VUNESP ­ At NP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Ortotanásia e eutanásia
O que é a vida, afinal? É simplesmente um conjunto de reações bioquímicas? Ou algo maior, sagrado e eterno? A nossa perplexidade diante desse tema tão polêmico, que
é a eutanásia, advém das incertezas que cercam o sentido da existência humana.
 
Sou oncologista e imunologista. Faz 28 anos que busco mais vida com qualidade para os pacientes com câncer e portadores de Aids com câncer. Os pacientes que já na
primeira  consulta  me  dizem  que  querem  morrer  antes  de  tentar  os  tratamentos  são  exceções.  Mas  existem.  Todos  os  pacientes,  tanto  os  que  querem  enfrentar
tratamentos antes de morrer como os que não querem, têm um elemento comum, que é a falta de esperança, a depressão e o medo do sofrimento. Independentemente
das novas e eficientes técnicas de tratamento, há instantes em que se perde a batalha contra as doenças. É então que uma pergunta se faz necessária:até quando é
lícito prolongar com medidas artificiais a manutenção da vida vegetativa? Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia – ou boa morte. Uma é a eutanásia
ativa, na qual o médico ou alguém causa ativamente a morte do indivíduo. Ela é proibida por lei no Brasil, mas é prática regulamentada, em alguns outros países, como
Holanda e Dinamarca.
Em um outro extremo, há a distanásia que,  segundo o especialista em bioética padre Leo Pessini,  “é um procedimento médico que prolonga  inútil  e  sofridamente o
processo de morrer procurando distanciar a morte”. Sou contra a distanásia. E como seria a verdadeira boa morte? Creio que é aquela denominada morte assistida que
prefiro denominar de ortotanásia. É cuidar dos sintomas sem recorrer a medidas intervencionistas de suporte em quadros irreversíveis. É respeitar o descanso merecido
do corpo, o momento da limpeza da caixa preta de mágoas e rancores; é a hora de dizer coisas boas, os agradecimentos que não fizemos antes. É a hora da despedida e
da partida. Então, talvez possamos acreditar no escritor Jorge Luis Borges: “Morrer é como uma curva na estrada, é não ser visto”.
(Nise Hitomi Yamaguchi, doutora pela Faculdade de Medicina da USP. Folha de S.Paulo, Tendências/Debates, 26 de março de 2005. Adaptado)
 
Releia o seguinte trecho do texto.
Independentemente da diversidade de visões sobre a existência e também das novas e eficientes técnicas de tratamento, há instantes em que se perde a batalha
contra as doenças.
Mantendo­se o mesmo sentido do texto, é correta a substituição da expressão em destaque por:
 a)  Considerando­se a diversidade
 b)  Sem discriminar a diversidade
 c)  Relacionando­se a diversidade
 d)  Levando­se em consideração a diversidade
 e)  Sem levar em conta a diversidade
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Questão 273: VUNESP ­ At NP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Ortotanásia e eutanásia
O que é a vida, afinal? É simplesmente um conjunto de reações bioquímicas? Ou algo maior, sagrado e eterno? A nossa perplexidade diante desse tema tão polêmico, que
é a eutanásia, advém das incertezas que cercam o sentido da existência humana.
 
Sou oncologista e imunologista. Faz 28 anos que busco mais vida com qualidade para os pacientes com câncer e portadores de Aids com câncer. Os pacientes que já na
primeira  consulta  me  dizem  que  querem  morrer  antes  de  tentar  os  tratamentos  são  exceções.  Mas  existem.  Todos  os  pacientes,  tanto  os  que  querem  enfrentar
tratamentos antes de morrer como os que não querem, têm um elemento comum, que é a falta de esperança, a depressão e o medo do sofrimento. Independentemente
das novas e eficientes técnicas de tratamento, há instantes em que se perde a batalha contra as doenças. É então que uma pergunta se faz necessária: até quando é
lícito prolongar com medidas artificiais a manutenção da vida vegetativa? Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia – ou boa morte. Uma é a eutanásia
ativa, na qual o médico ou alguém causa ativamente a morte do indivíduo. Ela é proibida por lei no Brasil, mas é prática regulamentada, em alguns outros países, como
Holanda e Dinamarca.
Em um outro extremo, há a distanásia que,  segundo o especialista em bioética padre Leo Pessini,  “é um procedimento médico que prolonga  inútil  e  sofridamente o
processo de morrer procurando distanciar a morte”. Sou contra a distanásia. E como seria a verdadeira boa morte? Creio que é aquela denominada morte assistida que
prefiro denominar de ortotanásia. É cuidar dos sintomas sem recorrer a medidas intervencionistas de suporte em quadros irreversíveis. É respeitar o descanso merecido
do corpo, o momento da limpeza da caixa preta de mágoas e rancores; é a hora de dizer coisas boas, os agradecimentos que não fizemos antes. É a hora da despedida e
da partida. Então, talvez possamos acreditar no escritor Jorge Luis Borges: “Morrer é como uma curva na estrada, é não ser visto”.
(Nise Hitomi Yamaguchi, doutora pela Faculdade de Medicina da USP. Folha de S.Paulo, Tendências/Debates, 26 de março de 2005. Adaptado)
 
Em – Ela é proibida por lei no Brasil, mas é prática regulamentada, em alguns outros países,... – a conjunção em destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido
do texto, por:
 a)  porque.
 b)  isto é.
 c)  porém.
 d)  portanto.
 e)  pois.
 
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Questão 274: VUNESP ­ Aux Nec (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Condenados à vida
“Ele  tem dezesseis  anos,  um câncer de boca horroroso, mal  anda, mas o médico disse que  faz  a  remoção da mandíbula  e uma abertura no estômago para ele  se
alimentar. Eu queria que ele morresse logo, não tenho dinheiro.”
Tratava­se de um cão idoso, sofrendo e atormentando a vida da minha paciente.
O que aconteceu com a morte, que nem é mais permitida aos animais que sofrem, que dirá a nós humanos?
Ano de 1973, um dos meus pacientes era um velhinho com câncer de fígado que finalmente teve uma parada cardíaca na minha frente.
Iniciei logo os processos de reanimação (massagem cardíaca etc). Debalde. O chefe de clínica, meu hoje amigo Prof. Alvariz, me chamou: “Daudt, aquilo não se chama
parada cardíaca. Chama­se MORTE. É necessário saber a diferença”.
Parece que nós, médicos, em particular, e a sociedade, em geral, perdemos a noção dessa preciosa diferença, e estamos infligindo um tormento artificial a nós mesmos e
aos infelizes sob nossos cuidados.
Aos médicos, a diferença não é ensinada nas faculdades. Pelo contrário. A morte é vista como uma inimiga a ser combatida a quaisquer “custo$”, saídos dos nossos
bolsos.
E o inferno não atinge só os terminais. Ele se estende aos iniciais que não deveriam ter iniciado.
A mãe natureza vem expulsando embriões inviáveis desde sempre, em diversas fases da gestação. O aborto de fetos anencéfalos foi consentido a duras penas, e ainda
revolta muitos.
A compulsão de “salvar vidas” atinge prematuros malformados (outrora  inviáveis) ao ponto de vegetarem por meses ou anos, aprisionando e desgraçando  familiares
pobres.
Os médicos deste circo de horrores têm um lema sinistro: “No meu plantão, não!” E se desdobram em manobras heroicas para prolongar a existência daquele ser sem
perspectivas, com a crueldade adicional de dar esperança às famílias.
Até há pouco tempo, morria­se em casa, sabendo que se ia morrer, cercado de carinho da família, dizendo suas últimas palavras, num rito de despedida que incluía a
morte como parte da vida, e como um momento digno.
Hoje, varremos nossos moribundos para debaixo de uma UTI, que nos “poupa de assistir o horror”.
 
Pude proporcionar esse momento digno a minha mãe de 95 anos. Ela  já estava na maca para ser  levada à ambulância quando cheguei. “Podem voltar, que ela quer
morrer em casa”. O médico apertou minha mão, solidário e comovido.
Posta em sua cama, minha mãe disse: “Que bom, voltei ao meu cantinho”. E morreu como queria.
(Francisco Daudt. Folha de S.Paulo, 02 de abril de 2014. Adaptado)
 
Nos períodos – “Ele tem dezesseis anos, um câncer de boca horroroso, mal anda, mas o médico disse que faz a remoção da mandíbula...” (1.º parágrafo) – e – E morreu
como queria. (última frase do texto) – as conjunções em destaque estabelecem, correta e respectivamente, entre as orações, relações de
 a)  conformidade e comparação.
 b)  oposição e conformidade.
 c)  finalidade e comparação.
 d)  conclusão e consequência.
 e)  explicação e oposição.
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Questão 275: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Os produtos ecológicosestão dominando as prateleiras do comércio. Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora da compra. Isso acontece porque o custo
de tais itens é sempre mais elevado, em comparação com o das mercadorias tradicionais.
Com os temas ambientais cada vez mais em pauta, é normal que a consciência ecológica tenha aumentado entre os brasileiros. Se por um lado o consumidor deseja
investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, por outro ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal. É o que mostra uma
pesquisa realizada pela Proteste – Associação de Consumidores.
A análise  foi  feita a partir de um  levantamento realizado em 2012. De acordo com a Proteste, quase metade dos entrevistados afirmaram que deixaram de comprar
produtos devido às más condutas ambientais da companhia.
Dos  entrevistados,  72%  disseram  que,  na  última  compra,  levaram  em  consideração  o  comportamento  da  empresa,  em  especial,  sua  atitude  em  relação  ao  meio
ambiente. Ainda assim, 60% afirmam que raramente ou nunca têm informações sobre o impacto ambiental do produto ou do comportamento da empresa. Já 81% das
pessoas acreditam que o rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social é apenas uma estratégia de marketing das empresas.
(Ciclo vivo, 16.05.2013, http://zip.net/brl0k1. Adaptado)
 
O termo Isso, em destaque no primeiro parágrafo, refere­se ao fato de
 a) o consumidor demonstrar resistência na hora de comprar produtos ecológicos.
 b) os consumidores ficarem confusos com tantas opções de produtos ecológicos.
 c) os produtos ecológicos estarem dominando as prateleiras do comércio brasileiro.
 d) o custo dos produtos ecológicos ser sempre excessivamente elevado no Brasil.
 e) a oferta de produtos ecológicos ser maior em comparação com a de mercadorias tradicionais.
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Questão 276: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Os produtos ecológicos estão dominando as prateleiras do comércio. Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora da compra. Isso acontece porque o custo
de tais itens é sempre mais elevado, em comparação com o das mercadorias tradicionais.
Com os temas ambientais cada vez mais em pauta, é normal que a consciência ecológica tenha aumentado entre os brasileiros. Se por um lado o consumidor deseja
investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, por outro ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal. É o que mostra uma
pesquisa realizada pela Proteste – Associação de Consumidores.
A análise  foi  feita a partir de um  levantamento realizado em 2012. De acordo com a Proteste, quase metade dos entrevistados afirmaram que deixaram de comprar
produtos devido às más condutas ambientais da companhia.
Dos  entrevistados,  72%  disseram  que,  na  última  compra,  levaram  em  consideração  o  comportamento  da  empresa,  em  especial,  sua  atitude  em  relação  ao  meio
ambiente. Ainda assim, 60% afirmam que raramente ou nunca têm informações sobre o impacto ambiental do produto ou do comportamento da empresa. Já 81% das
pessoas acreditam que o rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social é apenas uma estratégia de marketing das empresas.
(Ciclo vivo, 16.05.2013, http://zip.net/brl0k1. Adaptado)
 
O texto – Se por um lado o consumidor deseja investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, por outro ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento
acima do valor normal. – está corretamente reescrito, sem alteração da informação, em:
O consumidor deseja investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, ...
 a) porque ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal.
 b) portanto, ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal.
 c) depois que ele não estiver disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal.
 d) tanto que ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal.
 e) embora ele não esteja disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal.
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Questão 277: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Os produtos ecológicos estão dominando as prateleiras do comércio. Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora da compra. Isso acontece porque o custo
de tais itens é sempre mais elevado, em comparação com o das mercadorias tradicionais.
Com os temas ambientais cada vez mais em pauta, é normal que a consciência ecológica tenha aumentado entre os brasileiros. Se por um lado o consumidor deseja
investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, por outro ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal. É o que mostra uma
pesquisa realizada pela Proteste – Associação de Consumidores.
A análise  foi  feita a partir de um  levantamento realizado em 2012. De acordo com a Proteste, quase metade dos entrevistados afirmaram que deixaram de comprar
produtos devido às más condutas ambientais da companhia.
Dos  entrevistados,  72%  disseram  que,  na  última  compra,  levaram  em  consideração  o  comportamento  da  empresa,  em  especial,  sua  atitude  em  relação  ao  meio
ambiente. Ainda assim, 60% afirmam que raramente ou nunca têm informações sobre o impacto ambiental do produto ou do comportamento da empresa. Já 81% das
pessoas acreditam que o rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social é apenas uma estratégia de marketing das empresas.
(Ciclo vivo, 16.05.2013, http://zip.net/brl0k1. Adaptado)
 
O  trecho  destacado  em  –  De  acordo  com  a  Proteste,  quase  metade  dos  entrevistados  afirmaram  que  deixaram  de  comprar  produtos  devido  às  más  condutas
ambientais da companhia. – expressa, com respeito à informação de que “deixaram de comprar produtos”, uma
 a) concessão.
 b) causa.
 c) contradição.
 d) dúvida.
 e) comparação.
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Questão 278: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia a tira para responder à questão.
 
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)
 
Na fala de Hagar, a oração “… e já ganho peso!” deve ser entendida como
 a) causa de olhar para a comida.
 b) finalidade de olhar para a comida.
 c) modo de olhar para a comida.
 d) consequência de olhar para a comida.
 e) oposição para olhar para a comida.
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Questão 279: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia a tira para responder à questão.
 
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)
 
De acordo com a norma­padrão da língua portuguesa, a lacuna na fala da mulher de Hagar, no último quadrinho, deve ser preenchida com:
 a) Onde
 b) Qual lugar
 c) De que lugar
 d) Que lugar
 e) Aonde
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Questão 280: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
O  trânsito  brasileiro,  há  muito  tempo,  tem  sido  responsável  por  verdadeira  carnificina.  São  cerca  de  40  mil  mortes  a  cada  ano;  quase  metade  delas,  segundo
especialistas, está associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
 
Não é preciso mais do que esses dados para justificar a necessidade de combater a embriaguez ao volante. Promulgada em 2008, a chamada lei seca buscava alcançar
precisamente esse objetivo. Sua aplicação, porém, vinha sendo limitadapelos tribunais brasileiros.
 
O problema estava na própria legislação, segundo a qual era preciso comprovar “concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas” a fim de
punir o motorista bêbado.
 
Tal índice, contudo, só pode ser aferido com testes como bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o condutor que
recusasse os procedimentos dificilmente seria condenado.
 
Desde dezembro de 2012, isso mudou. Com nova redação, a lei seca passou a aceitar diversos outros meios de prova – como testes clínicos, vídeos e depoimentos. Além
disso, a multa para motoristas embriagados passou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40.
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014)
 
Para responder à questão, considere o trecho: Tal índice, contudo, só pode ser aferido com testes como bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado a
produzir provas contra si mesmo, o condutor que recusasse os procedimentos dificilmente seria condenado.
 
A conjunção “Como”, no contexto em que está empregada, estabelece relação de sentido de
 a) comparação.
 b) causa.
 c) conclusão.
 d) explicação.
 e) conformidade.
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Questão 281: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Merece apoio a proposta da Anvisa            cigarros sejam vendidos em embalagens genéricas,           conste só o nome do produto e o fabricante – além, é claro, dos já
tradicionais alertas do Ministério da Saúde –, sem espaço para cores e outros elementos gráficos que possam caracterizar­se como mensagens publicitárias.
 
(Hélio Schwartsman, Cigarros genéricos. Folha de S.Paulo, 10.11.2013. Adaptado)
 
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
 a) de que … nas quais
 b) que … das quais
 c) de que … aonde
 d) que … do qual
 e) de que … do qual
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Questão 282: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia a tira para responder à questão.
 
 
(Folha de S.Paulo, 10.11.2013)
 
Na frase – … que os sonhos estão uma delícia… –, a palavra “que” pode ser substituída por
 a) mas.
 b) pois.
 c) portanto.
 d) se.
 e) quando.
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Questão 283: VUNESP ­ Med Leg (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Por que educação é importante?
Para  um  indivíduo  prosperar,  basta  que  ele  consiga  um  trabalho.  Mas,  para  a  sociedade  progredir,  é  preciso  que  as  pessoas  façam  seu  trabalho,  ou  seja,  que
efetivamente criem bens e serviços.
Essa diferença já era conhecida dos economistas clássicos. Frédéric Bastiat (1801­50), em seus impagáveis “Sofismas Econômicos”, imagina uma petição ao rei para que
todos os súditos sejam proibidos de usar a mão direita. A razão do pedido é explicada na  forma de silogismo: quanto mais uma pessoa trabalha, mais  rica ela  fica;
quanto mais dificuldades precisa superar, mais trabalha; logo, quanto mais dificuldades uma pessoa tem de superar, mais rica ela se torna.
Quando a coisa é colocada assim de forma escancarada, percebemos o ridículo da situação. O problema é que raciocínios muito parecidos com esse, quando vendidos
sob a palavra de ordem da preservação de empregos, ganham sólido apoio popular. Esse é, na opinião de Bryan Caplan, uma espécie de viés econômico que compromete
a noção de democracia.
Fazendo  coro  a  Bastiat  e  a  outros  economistas  ortodoxos,  Caplan  sustenta  que,  enquanto  a  população  vê  o  desemprego  como  “destruição  de  postos  de  trabalho”,
especialistas nele veem a “essência do crescimento econômico, a produção de mais com menos”. Um exemplo esclarecedor é o da evolução da mão de obra agrícola nos
EUA: “Em 1800, era preciso utilizar quase 95 de 100 americanos para alimentar o país. Em 1900, 40%. Hoje, 3% ... Os trabalhadores que deixaram de ser necessários
nas fazendas foram usados na produção de casas, móveis, roupas, cinema ...”.
E onde entra a educação nessa história? Uma força de trabalho intelectualmente preparada não apenas produz com maior eficiência como ainda pode ser mais facilmente
readaptada para outras funções, quando seus trabalhos se tornam obsoletos. Cada vez mais, a educação se torna matéria­prima do crescimento.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 08 de janeiro de 2014)
 
Os trechos destacados em : – A razão do pedido é explicada na forma de silogismo: quanto mais uma pessoa trabalha, mais rica ela fica; quanto mais dificuldades
precisa superar, mais trabalha; logo, quanto mais dificuldades uma pessoa tem de superar, mais rica ela se torna. – expressam, correta e respectivamente, ideia de
 a) comparação e conclusão.
 b) consequência e adversidade.
 c) proporcionalidade e conclusão.
 d) proporcionalidade e oposição.
 e) conformidade e condição.
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Questão 284: VUNESP ­ Foto TP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Calor faz indústria suar para elevar ganho
O calor recorde do início do ano transformou o que seria um início de ano morno em grandes oportunidades, sobretudo para fabricantes de produtos sazonais. Mas a
indústria foi pega de surpresa e só quem tinha alguma estratégia de emergência conseguiu aproveitar o aumento de demanda.
Os fabricantes de água atenderam aos pedidos extras com o esquema que prepararam para a Copa. O desempenho de janeiro elevou de 20% para 30% a previsão de
expansão de vendas no ano. “Até 45% de alta tudo bem. Se for mais do que isso, poderá ser o caos. Faltarão embalagem e caminhão para transporte”, diz Carlos Lancia,
presidente da Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral).
Entre os fabricantes de eletroeletrônicos, tem gente esperando uma trégua no calor para dar um respiro na produção de ventiladores. Na linha de produção da Qualitas,
em Itapira (SP), o volume de horas extras cresceu 40% e, ainda assim, o empresário Paulo Stivalli não consegue atender a todos os pedidos de ventiladores. “Cheguei ao
meu limite e estou com dificuldade para obter componentes”, diz o empresário, que estima vender neste verão o que havia planejado para o ano inteiro. “É uma tristeza
deixar de aproveitar a oportunidade, mas não há mais capacidade”.
(Mariana Marbosa, Ingrid Fagundes, Folha de S.Paulo, 16.02.2014. Adaptado)
 
A expressão destacada em – Na linha de produção da Qualitas, em Itapira (SP), o volume de horas extras cresceu 40% e, ainda assim, o empresário Paulo Stivalli não
consegue atender a todos os pedidos de ventiladores. – pode ser corretamente substituída, sem alteração de sentido, por:
 a) por isso
 b) a fim disso
 c) apesar disso
 d) com isso
 e) enquanto isso
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Questão 285: VUNESP ­ Foto TP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Calor faz indústria suar para elevar ganho
O calor recorde do início do ano transformou o que seria um início de ano morno em grandes oportunidades, sobretudo para fabricantes de produtos sazonais. Mas a
indústria foi pega de surpresa e só quem tinha alguma estratégia de emergência conseguiu aproveitar o aumento de demanda.
Os fabricantes de água atenderam aos pedidos extras com o esquema que prepararam para a Copa. O desempenho de janeiro elevou de 20% para 30% a previsão de
expansão de vendas no ano. “Até 45% de alta tudo bem. Se for mais do que isso, poderá ser o caos. Faltarão embalagem e caminhão paratransporte”, diz Carlos Lancia,
presidente da Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral).
Entre os fabricantes de eletroeletrônicos, tem gente esperando uma trégua no calor para dar um respiro na produção de ventiladores. Na linha de produção da Qualitas,
em Itapira (SP), o volume de horas extras cresceu 40% e, ainda assim, o empresário Paulo Stivalli não consegue atender a todos os pedidos de ventiladores. “Cheguei ao
meu limite e estou com dificuldade para obter componentes”, diz o empresário, que estima vender neste verão o que havia planejado para o ano inteiro. “É uma tristeza
deixar de aproveitar a oportunidade, mas não há mais capacidade”.
(Mariana Marbosa, Ingrid Fagundes, Folha de S.Paulo, 16.02.2014. Adaptado)
 
A passagem do texto em que se observam formas verbais no tempo futuro, expressando um raciocínio hipotético, é:
 a) O desempenho de janeiro elevou de 20% para 30% a previsão de expansão de vendas no ano. (segundo parágrafo)
 b) “É uma tristeza deixar de aproveitar a oportunidade, mas não há mais capacidade”. (terceiro parágrafo)
 c) “Cheguei ao meu limite e estou com dificuldade para obter componentes”... (terceiro parágrafo)
 d) Se for mais do que isso, poderá ser o caos. (segundo parágrafo)
 e) Os fabricantes de água atenderam aos pedidos extras com o esquema que prepararam para a Copa. (segundo parágrafo)
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Questão 286: VUNESP ­ Foto TP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Calor faz indústria suar para elevar ganho
O calor recorde do início do ano transformou o que seria um início de ano morno em grandes oportunidades, sobretudo para fabricantes de produtos sazonais. Mas a
indústria foi pega de surpresa e só quem tinha alguma estratégia de emergência conseguiu aproveitar o aumento de demanda.
Os fabricantes de água atenderam aos pedidos extras com o esquema que prepararam para a Copa. O desempenho de janeiro elevou de 20% para 30% a previsão de
expansão de vendas no ano. “Até 45% de alta tudo bem. Se for mais do que isso, poderá ser o caos. Faltarão embalagem e caminhão para transporte”, diz Carlos Lancia,
presidente da Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral).
Entre os fabricantes de eletroeletrônicos, tem gente esperando uma trégua no calor para dar um respiro na produção de ventiladores. Na linha de produção da Qualitas,
em Itapira (SP), o volume de horas extras cresceu 40% e, ainda assim, o empresário Paulo Stivalli não consegue atender a todos os pedidos de ventiladores. “Cheguei ao
meu limite e estou com dificuldade para obter componentes”, diz o empresário, que estima vender neste verão o que havia planejado para o ano inteiro. “É uma tristeza
deixar de aproveitar a oportunidade, mas não há mais capacidade”.
(Mariana Marbosa, Ingrid Fagundes, Folha de S.Paulo, 16.02.2014. Adaptado)
 
Considere as seguintes passagens do texto:
Mas a indústria foi pega de surpresa e só quem tinha alguma estratégia de emergência conseguiu aproveitar o aumento de demanda. (primeiro parágrafo)
Entre os fabricantes de eletroeletrônicos, tem gente esperando uma trégua no calor para dar um respiro na produção de ventiladores. (terceiro parágrafo)
Os termos só e para, em destaque, expressam, respectivamente, noções de
 a) restrição e finalidade.
 b) proporção e modo.
 c) condição e causa.
 d) inclusão e proximidade.
 e) comparação e lugar.
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Questão 287: VUNESP ­ Of Admin (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
“Geração do diploma” lota faculdades, mas decepciona empresários
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a
mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
“Mas, mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o
salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O desapontamento do mercado com o que já está sendo chamado de “geração do diploma” é confirmado por especialistas, organizações empresariais e consultores de
recursos humanos.
“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E, quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o
sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar­comum relatos de administradores recém­formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não
conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem. Isso significa que uma parte dos universitários no país até sabe ler
textos simples, mas é incapaz de interpretar e associar informações.
Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos
Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
É  claro  que,  em parte,  isso  se  deve  ao  aquecimento  do mercado  de  trabalho  brasileiro. Mas,  segundo  um estudo  divulgado  pelo  Instituto  de  Pesquisas  Econômicas
Aplicadas (Ipea), os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% do contingente de desempregados.
“Mesmo com a expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas
posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.
(Ruth Costas. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias
/2013/10/131004_ mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml. 09.10.2013. Adaptado)
 
Considere a frase:
De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
A expressão destacada pode ser corretamente substituída, mantendo­se inalterado o sentido do texto original e de acordo com a norma­padrão da língua portuguesa,
por:
 a) no qual.
 b) pelo qual.
 c) do qual.
 d) com o qual.
 e) em cujo o qual.
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Questão 288: VUNESP ­ PC (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia a tira para responder à questão.
 
 
(Folha de S.Paulo, 28.11.2013)
 
Considerando­se os sentidos expressos pelas frases no primeiro quadrinho, elas podem ser agrupadas corretamente em um único período com a seguinte redação:
 a) Estou cheio de contas, embora terei que comprar uma ração um pouco mais barata.
 b) Estou cheio de contas, porque terei que comprar uma ração um pouco mais barata.
 c) Estou cheio de contas, enquanto terei que comprar uma ração um pouco mais barata.
 d) Estou cheio de contas, portanto terei que comprar uma ração um pouco mais barata.
 e) Estou cheio de contas, entretanto terei que comprar uma ração um pouco mais barata.
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Questão 289: VUNESP ­ PC (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
Minador do Negrão, no interior de Alagoas, está acostumada a conviver com o drama da seca. A recente estiagem secou os reservatórios de água, comeu o verde das
pastagens e dizimou 20% do gado. A planície avermelhada, pontuada por mandacarus e palmas, é a mesma de 50 anos atrás,quando o município serviu de cenário para
o longa­metragem Vidas Secas, inspirado no romance de Graciliano Ramos. Apesar da paisagem desoladora, o comércio local prospera como em nenhum outro momento
de sua história. Muitos moradores atribuem o feito ao Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal. “As pessoas aqui sobrevivem da agricultura.
Se não chove, não tem nada. Agora, a mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia”, afirma a prefeita. Os repasses federais contemplam
872 famílias na cidade, mais de dois terços da população. “Não fosse essa renda, muita gente teria morrido de fome”.
O programa atende atualmente 13,8 milhões de famílias brasileiras, o equivalente a um quarto da população. O valor médio do benefício é de 152 reais. Para 2013, o
orçamento previsto chega a 24 bilhões de reais. O elevado investimento tem retorno. Cada real transferido pelo governo gera 2,4 reais no consumo final das famílias,
segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no dia 15. O efeito multiplicador não para por aí. Cada real gasto pelo programa
resulta no  incremento de 1,78  real no PIB.  “Ao garantir uma  renda mínima aos mais pobres, há um aumento do consumo que  faz a economia prosperar”, afirma o
economista Marcelo Neri, presidente do Ipea.
(CartaCapital, 30.10.2013. Adaptado)
 
Observe as passagens do texto:
A planície avermelhada, pontuada por mandacarus e palmas, é a mesma de 50 anos atrás, quando o município serviu de cenário para o longa­metragem Vidas Secas…
“Se não chove, não tem nada”.
 
Cada real transferido pelo governo gera 2,4 reais no consumo final das famílias, segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no
dia 15.
As conjunções em destaque nas passagens estabelecem entre as orações relações cujos sentidos são, respectivamente, de
 a) consequência, causa e conformidade.
 b) tempo, conclusão e comparação.
 c) causa, conclusão e comparação.
 d) conclusão, condição e finalidade.
 e) tempo, condição e conformidade.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 290: VUNESP ­ Tec Lab (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Retratos de família
FOTOGRAFIAS: haverá coisa mais preciosa? Em tempos arcaicos, talvez. A minha avó costumava contar que o maior tesouro que trouxe da casa dos pais eram as fotos
de família. Álbuns com fotos em preto e branco, algumas coloridas (manualmente, claro) e impressas em cartão grosso. Todas elas insubstituíveis. Estranho tempo, esse,
em que os retratos valiam tanto como ouro.
Hoje vivemos o supremo paradoxo: nunca se tiraram tantas fotos; nunca elas tiveram tão pouco valor.
O jornal “Guardian” avisa que 2014 será o ano em que o mundo vai bater recordes no número de fotos tiradas: qualquer coisa como 3 trilhões. Esse excesso não pode
ser coisa boa: a facilidade com que hoje se tiram fotos é diretamente proporcional à facilidade com que nos esquecemos delas.
Uma amiga, aliás, contava­me há tempos uma história instrutiva: em três anos de maternidade, ela acumulara mais de mil fotos do primogênito. Até descobrir que não
tinha nenhuma para mostrar em papel ou em moldura – permaneciam todas na memória do laptop, ou na câmera, ou no celular. À espera de melhores dias.
Três trilhões de fotos para 2014, diz o “Guardian”. E, no fim de contas, é como se o mundo não tirasse uma única foto que realmente importe.
(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 07 de janeiro de 2014)
 
Considere o trecho a seguir.
Esse excesso não pode ser coisa boa: a facilidade com que hoje se tiram fotos é diretamente proporcional à facilidade com que nos esquecemos delas.
Mantendo­se as relações de sentido do texto, os dois­pontos podem ser corretamente substituídos por
 a) mas.
 b) pois.
 c) embora.
 d) contudo.
 e) desde que.
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Questão 291: CONSULPLAN ­ Fisc (Cantagalo)/Pref Cantagalo/Obras/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto
Ceará, o berço do Pacto
Programa que inspirou o pacto nacional nasceu em Sobral e é criticado por ter material didático padronizado e estar baseado em avaliações.
Pacto  Nacional  pela  Alfabetização  na  Idade  Certa  é  uma  colcha  de  retalhos  que  articula  diversas  experiências  de  alfabetização  no  Brasil  aliadas  à  formação  de
professores, a exemplo do Pró­Letramento. Mas a principal inspiração e modelo essencial para o Pnaic é um programa do governo do Ceará. O programa que nasceu em
Sobral foi introduzido em 2004 para a erradicação do analfabetismo no município e batizado de Programa pela Alfabetização na Idade Certa (Paic).
Reflexo no Ideb
O Paic  surgiu da constatação de que apenas 15% dos alunos do 2º ano do ensino  fundamental do Ceará  liam e compreendiam um pequeno  texto, e  somente 42%
conseguiram produzir um pequeno texto (nenhum foi considerado ortográfico).
Com o auxílio da Undime e da Unicef, o Paic conseguiu capilaridade nos municípios, e se concentrou em cinco eixos: gestão da educação municipal, avaliação externa,
alfabetização, educação infantil, literatura infantil e formação do leitor. Desde então, o Ideb do estado para o 4º e 5º ano pulou de 3,2, em 2005, para 4,9 em 2011 (o
esperado era 4,0). Se em 2007 apenas 15 municípios, de um universo de 184,  tinham nível  considerado desejável de alfabetização  (um deles era Sobral), em 2011
praticamente todos os municípios alcançaram o mesmo patamar (com a exceção de cinco, que ficaram no nível “suficiente”, segundo mais alto).
 
Para Idevaldo Bodião, ex­professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará, ex­secretário de Educação e Assistência Social de Fortaleza e membro
do Comitê Ceará da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, os  rápidos  resultados da  iniciativa  foram o principal atrativo da atenção do MEC.  “Com a  troca de
ministros,  era  preciso  encontrar  um  programa  rápido  e  urgente  que  desse  resultados  imediatos.  E  não  é  fácil  propor,  gestar  e  criar  um  programa  para  aplicá­lo
nacionalmente e que tenha resultados em um ano ou dois no máximo. Então, a saída foi encontrar algo que já existia, e que pudesse ter visibilidade e capilaridade”,
analisa.
 
Diferenças no material
 
A principal diferença entre o Paic e o Pnaic está no modelo de material adotado nas formações de orientadores de estudo. Enquanto o Pacto reuniu pesquisadores do
Brasil  inteiro  para  elaborar  um  material  aberto  e  que  respeitasse  contextos  locais  e  desse  liberdade  para  o  professor  alfabetizador  embasar  sua  própria  prática
pedagógica, o Paic criou um material único para o estado que, apesar de sua boa qualidade, segundo Bodião, tolheu a autonomia do professor.
 
Nesse sentido, a formação seria mais um treinamento para aplicar as apostilas do que fundamentos para o educador refletir e elaborar suas próprias práticas. “Minha
preocupação é que se amanhã tirarmos o material desse professor, como ele dará aula? Ele fica absolutamente órfão.” E uma dependência como essa do material exigiria
uma formação continuada permanente, o que não acontece. Dessa forma, a iniciativa estaria fadada a ser extinta tão logo não houvesse mais o material, deixando os
educadores reféns de uma política que pode ser alterada com uma mudança de governo.
Maria do Rosário Longo Mordatti, professora titular da Unesp­Marília e presidente da Associação Brasileira de Alfabetização faz ressalvas a materiais prontos. “Todos os
materiais previamente elaborados têm em princípio um problema: sua possibilidade de utilização é bem genérica e ampla para todas as situações”, afirma. “O que ocorre
na sala de aula e faz o aluno aprender é a relação que se estabelece entre professor e aluno.”
Segundo Maria do Socorro Nunes Macedo, professora daUniversidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e coordenadora do GT de Alfabetização, Leitura e Escrita da
Anped, o Pnaic busca driblar justamente essa questão do material da experiência do Ceará, em vez de elaborar um conteúdo único, instrumentalizando o professor para
fazer um trabalho a partir do contexto em que está inserido.
Leitura do mundo
Outra preocupação expressada por Bodião em relação ao Paic é com a valorização quase que absoluta de conteúdos de língua portuguesa, deixando de lado a leitura do
mundo citada por Paulo Freire (“A leitura do mundo precede a leitura da palavra”, dizia o educador). Para Bodião, o processo de alfabetização deveria auxiliar os alunos a
entenderem o mundo a partir da palavra escrita, e não simplesmente a aplicarem conteúdos disciplinares.
 
A avaliação é um dos alicerces do Paic, e o seu modelo  inspirou o Pacto Nacional. Isso  leva ao questionamento, segundo Bodião, sobre o que a avaliação realmente
avalia. “Ela avalia se o professor está cumprindo as diretrizes na formatação do Paic. Então qualquer outro professor que tenha um processo de alfabetização diferente
não vai bem na avaliação, e isso não quer dizer que ele ensina errado, mas que ele não ensina como no material do Paic”, argumenta.
 
Os resultados rápidos permitidos pela avaliação são o maior atrativo de programas como o Paic e o Pnaic. O modelo adotado pelas iniciativas, diz Bodião, é capaz de
mudar mapas de alfabetização no curto prazo, em cerca de dois anos. Isso seria ideal, se houvesse um legado deixado pelas experiências. O especialista teme, dessa
forma, que em dez anos nada reste desses programas. “Parece que só sobrevivem enquanto existe o treinamento para a aplicação do material que está pronto. Não se
investe na compreensão autônoma dos próprios professores. E isso é um complicador que não tem sido tratado.”
 
(Carmen Guerreiro. Ceará, o berço do Pacto. Educação, São Paulo, Ano 17, n. 193, p. 72­74. Maio/2013.)
 
Assinale a alternativa que expressa ideia de oposição.
 a)  Nesse sentido, a formação seria mais um treinamento para aplicar às apostilas.
 b)  A avaliação é um dos alicerces do Paic, e o seu modelo inspirou o Pacto Nacional.
 c)  Então, a saída foi encontrar algo que já existia, e que pudesse ter visibilidade e capilaridade, analisa.
 d)  A principal diferença entre o Paic e o Pnaic está no modelo de material adotado nas formações de orientadores de estudo.
 e)  Pode ser utilizado um material premiado, mas para que a criança aprenda a ler e a escrever não existe uma técnica padronizada.
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Questão 292: CESPE ­ APF/PF/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Migrar e  trabalhar. Quando esses verbos  se  conjugam da pior  forma possível,  acontece o  chamado  tráfico de  seres humanos. O  tráfico de pessoas para exploração
econômica e sexual está relacionado ao modelo de desenvolvimento que o mundo adota. Esse modelo é baseado em um entendimento de competitividade que pressiona
por uma redução constante nos custos do trabalho.
No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torna populações vulneráveis garante oferta de mão de obra para o tráfico
— ao passo que a demanda por essa força de trabalho sustenta o comércio de pessoas. Esse ciclo atrai intermediários, como os gatos (contratadores que aliciam pessoas
para serem exploradas em fazendas e carvoarias), os coiotes (especializados em transportar pessoas pela fronteira entre o México e os Estados Unidos da América) e
outros animais, que  lucram sobre os que buscam uma vida mais digna. Muitas vezes, é a  iniciativa privada uma das principais geradoras do  tráfico de pessoas e do
trabalho escravo, ao forçar o deslocamento de homens, mulheres e crianças para reduzir custos e lucrar. Na pecuária brasileira, na produção de cacau de Gana, nas
tecelagens ou fábricas de tijolos do Paquistão.
O  tráfico  de  pessoas  e  as  formas  contemporâneas  de  trabalho  escravo  não  são  uma  doença,  e  sim  uma  febre  que  indica  que  o  corpo  está  doente.  Por  isso,  sua
erradicação não virá apenas com a  libertação de  trabalhadores, equivalente a um antitérmico — necessário, mas paliativo. O  fim do  tráfico passa por uma mudança
profunda, que altere o modelo de desenvolvimento predatório do meio ambiente e dos trabalhadores. A escravidão contemporânea não é um resquício de antigas práticas
que vão desaparecer com o avanço do
capital, mas um instrumento utilizado pelo capitalismo para se expandir.
Leonardo Sakamoto. O tráfico de seres humanos hoje.
In: História viva. Internet: <www2.uol.com.br> (com adaptações).
Julgue o item subsequente, acerca de ideias e estruturas linguísticas do texto acima.
 
No texto, as expressões “esses verbos” (l.1) e “Esse ciclo” (l.5) têm a mesma finalidade: retomar termos ou ideias expressos anteriormente.
 Certo
 Errado
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Questão 293: CESPE ­ APF/PF/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
O uso  indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e
culturais de todos os Estados e sociedades. Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro, e não são detidas por fronteiras: avançam por
todos os  cantos da  sociedade e por  todos os espaços geográficos, afetando homens e mulheres de diferentes grupos étnicos,  independentemente de classe  social  e
econômica ou mesmo de idade. Questão de relevância na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos
crimes conexos — geralmente de caráter transnacional — com a criminalidade e a violência. Esses fatores ameaçam a soberania nacional e afetam a estrutura social e
econômica  interna,  devendo  o  governo  adotar  uma  postura  firme  de  combate  ao  tráfico  de  drogas,  articulando­se  internamente  e  com  a  sociedade,  de  forma  a
aperfeiçoar e otimizar seus mecanismos de prevenção e repressão e garantir o envolvimento e a aprovação dos cidadãos.
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.
No que se refere aos aspectos linguísticos do fragmento de texto acima, julgue o próximo item.
 
O pronome possessivo “Suas” (l.2) refere­se a “de todos os Estados e sociedades” (l.2).
 Certo
 Errado
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Questão 294: CONSULPLAN ­ GMA (Natividade)/Pref Natividade/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto
Acordo é melhor opção para briga entre vizinhos em condomínios
Falta de pagamento e vagas de garagem são motivos para brigas.
Animais de estimação também causam conflitos entre vizinhos.
Brigas entre vizinhos nos prédios de apartamentos são cada vez mais comuns. As causas mais comuns são a falta de pagamento do condomínio, os animais de estimação
e as vagas de garagem. Nesses casos, chegar a um acordo antes de recorrer à Justiça é sempre a melhor opção.
Um morador perdeu a cabeça, quebrou o limpador de para‐brisas, a antena e a maçaneta do carro de uma vizinha. Tudo porque ela estacionou na vaga dele. Em outro
caso, uma moradora foi agredida por três mulheres dentro do elevador. Ela teria arranhado o carro de uma delas na garagem e as moradoras acabaram brigando feio.
Muitos prédios têm mais carros do que vagas, o que resulta em motoristas ficando presos, sem poder sair. Outro motivo para brigas.
Os condomínios têm mais carros e mais cachorros também. Pesquisa da Associação de Petshops, metade das famílias brasileiras tem animais domésticos. Os síndicos
não podem proibir, mas é importante que os animais não incomodem a vizinhança. Em alguns prédios, por exemplo, os cachorros não podem circular na área de lazer e
só podem usaro elevador de serviço.
As  regras para garantir  a boa  convivência precisam ser aprovadas em assembleia por, pelo menos, dois  terços dos moradores. A  convenção do prédio pode definir
também multas para punir o condômino antissocial, como prevê o Código Civil.
Antes das multas e até mesmo da Justiça, o melhor caminho ainda é ter uma boa conversa.
A inadimplência das taxas de condomínio também é motivo de dor de cabeça. Quem paga em dia reclama. Os moradores de um prédio de Belo Horizonte conseguiram
acabar com a inadimplência, reduzindo os gastos. Eles mandaram construir um poço artesiano e uma subestação de tratamento de água e não usam mais a água da
companhia de abastecimento. Além disso, o gás passou a ser encanado. O resultado é uma economia de R$ 10 mil por mês.
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal‐hoje/noticia/2014/08/acordo
‐e‐melhor‐opcao‐para‐briga‐entre‐vizinhos‐em‐condominios.html. Adaptado.)
 
De acordo com o contexto, no trecho “Ela teria arranhado o carro de uma delas na garagem e as moradoras acabaram brigando feio.” (2º§), a palavra destacada se
refere à
 a) Justiça.
 b) moradora.
 c) convenção do prédio.
 d) Pesquisa da Associação de Petshops.
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Questão 295: CONSULPLAN ­ GMA (Natividade)/Pref Natividade/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto
Acordo é melhor opção para briga entre vizinhos em condomínios
Falta de pagamento e vagas de garagem são motivos para brigas.
Animais de estimação também causam conflitos entre vizinhos.
Brigas entre vizinhos nos prédios de apartamentos são cada vez mais comuns. As causas mais comuns são a falta de pagamento do condomínio, os animais de estimação
e as vagas de garagem. Nesses casos, chegar a um acordo antes de recorrer à Justiça é sempre a melhor opção.
Um morador perdeu a cabeça, quebrou o limpador de para‐brisas, a antena e a maçaneta do carro de uma vizinha. Tudo porque ela estacionou na vaga dele. Em outro
caso, uma moradora foi agredida por três mulheres dentro do elevador. Ela teria arranhado o carro de uma delas na garagem e as moradoras acabaram brigando feio.
Muitos prédios têm mais carros do que vagas, o que resulta em motoristas ficando presos, sem poder sair. Outro motivo para brigas.
Os condomínios têm mais carros e mais cachorros também. Pesquisa da Associação de Petshops, metade das famílias brasileiras tem animais domésticos. Os síndicos
não podem proibir, mas é importante que os animais não incomodem a vizinhança. Em alguns prédios, por exemplo, os cachorros não podem circular na área de lazer e
só podem usar o elevador de serviço.
As  regras para garantir  a boa  convivência precisam ser aprovadas em assembleia por, pelo menos, dois  terços dos moradores. A  convenção do prédio pode definir
também multas para punir o condômino antissocial, como prevê o Código Civil.
Antes das multas e até mesmo da Justiça, o melhor caminho ainda é ter uma boa conversa.
A inadimplência das taxas de condomínio também é motivo de dor de cabeça. Quem paga em dia reclama. Os moradores de um prédio de Belo Horizonte conseguiram
acabar com a inadimplência, reduzindo os gastos. Eles mandaram construir um poço artesiano e uma subestação de tratamento de água e não usam mais a água da
companhia de abastecimento. Além disso, o gás passou a ser encanado. O resultado é uma economia de R$ 10 mil por mês.
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal‐hoje/noticia/2014/08/acordo
‐e‐melhor‐opcao‐para‐briga‐entre‐vizinhos‐em‐condominios.html. Adaptado.)
 
Em “Os síndicos não podem proibir, mas é importante que os animais não incomodem a vizinhança.” (3º§), a palavra destacada expressa ideia de
 a) objetivo.
 b) oposição.
 c) concessão.
 d) consequência.
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Questão 296: VUNESP ­ Insp PC CE/PC CE/2015
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
Os amigos haviam nos alertado: “A gravidez dura nove meses mais um século” – só esqueceram de nos avisar que esse século demorava tanto. A espera é angustiante,
mas compreensível: produzir um ser humano inteirinho, do zero, com braços, pernas, neurônios, vesícula, cílios, um coração e, muito em breve, infinitas opiniões sobre o
mundo, é um troço tão complexo que não seria despropositado se toda a existência do universo fosse consumida na formação de um único bebê.
 
(Antonio Prata. Sobe o pano. Disponível em: folha.uol.com.br. 07.07.2013. Adaptado)
 
Ao se substituir o termo em destaque na frase – A espera é angustiante, mas compreensível... –, sua reescrita estará correta, de acordo com a norma­padrão da língua
portuguesa, e conservando o sentido inalterado, em:
 a) A espera é angustiante, desde que compreensível...
 b) A espera é angustiante, entretanto compreensível...
 c) A espera é angustiante, por conseguinte compreensível...
 d) A espera é angustiante, por isso compreensível...
 e) A espera é angustiante, logo compreensível...
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Questão 297: VUNESP ­ Ag SP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
Desmantelo só quer começo
 
Onze controles remotos, eis o surpreendente saldo da minha faxina: 11 controles remotos que há muito já não controlavam, mesmo que remotamente, coisa alguma.
 
Ao longo dos anos, as TVs, aparelhos de som, DVDs e videocassetes a que serviram foram partindo e deixando­os para trás: órfãos, sem ocupação ou residência fixa,
vagavam pela casa ao sabor do acaso. Terminada a arrumação, meti todos eles numa sacolinha plástica e joguei na lixeira.
 
Imagino que jogar controles remotos no lixo fira gravemente alguma regra ecológica, mas a visão daqueles defuntos eletrônicos me trouxe um sentimento de urgência:
eram eles ou eu.
 
Meu finado tio­avô costumava dizer que “Desmantelo só quer começo”. O cronista Humberto Werneck, atento à grandeza que o miúdo esconde, escreveu uma vez sobre
a traiçoeira contribuição dos copos de requeijão para o fim de um casamento.
 
Aos poucos, esses intrusos vão cavando espaço no armário da cozinha, empurrando lá pro fundo as taças que, no início do namoro, assistiam da primeira fila aos beijos e
abraços — é a vulgaridade galgando o terreno da paixão.
 
Até que um belo dia você acorda e descobre que o vinho do amor virou água da bica num copo da Itambé — “Desmantelo só quer começo”.
 
Tenho medo: numa casa em que 11 finados controles remotos permanecem insepultos por anos a fio, o desmantelo já começou faz tempo, já criou raízes, frutos, lançou
esporos. Minha cozinha é cheia de copos de requeijão.
 
Digo a mim mesmo, enquanto vejo o caminhão de lixo deglutir os expurgos da minha faxina: este é o início de uma nova fase, a partir de agora serei um exemplo de
organização.
 
Entro  em casa de queixo erguido,  peito  estufado e meu ânimo dura quatro  segundos:  só até  ver minha mulher  com as mãos enfiadas entre  as  almofadas do  sofá,
perguntando se por acaso eu não vi, em algum lugar, o controle da televisão.
 
(Antonio Prata, Folha de S.Paulo, 04.05.2014. Adaptado)
 
Imagino que jogar controles remotos no lixo fira gravemente alguma regra ecológica, mas a visão daqueles defuntos eletrônicos me trouxe um sentimento de urgência:
eram eles ou eu.
 
O termo mas, em destaque, tem valor
 a) adversativo, equivalendo a porém.
 b) explicativo, equivalendo a porque.
 c) conclusivo, equivalendo a portanto.
 d) alternativo, equivalendo a ora.
 e) aditivo, equivalendo a também.
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Questão 298: IBFC ­ Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto I
 
Lágrimas e testosterona
Ele vivia furioso com a mulher.Por, achava ele, boas razões. Ela era relaxada com a casa, deixava faltar comida na geladeira, não cuidava bem das crianças, gastava
demais. Cada vez, porém, que queria repreendê­la por uma dessas coisas, ela começava a chorar. E aí, pronto: ele simplesmente perdia o ânimo, derretia. Acabava
desistindo da briga, o que o deixava furioso: afinal, se ele não chamasse a mulher à razão, quem o faria? Mais que isso, não entendia o seu próprio comportamento.
Considerava­se um cara durão, detestava gente chorona.
 
Por que o pranto da mulher o comovia tanto? E comovia­o à distância, inclusive. Muitas vezes ela se trancava no quarto para chorar sozinha, longe dele. E mesmo assim
ele se comovia de uma maneira absurda.
 
Foi então que  leu sobre a relação entre  lágrimas de mulher e a testosterona, o hormônio masculino. Foi uma verdadeira revelação. Finalmente tinha uma explicação
lógica,  científica,  sobre o que estava acontecendo. As  lágrimas diminuíam a  testosterona em seu organismo, privando­o da natural agressividade do sexo masculino,
transformando­o num cordeirinho,
 
Uma ideia lhe ocorreu: e se tomasse injeções de testosterona? Era  que o seu irmão mais velho fazia, mas por carência do hormônio. Com ele conseguiu duas ampolas
do hormônio. Seu plano era muito simples: fazer a injeção, esperar alguns dias para que o nível da substância aumentasse em seu organismo e então chamar a esposa à
razão.
 
Decido, foi à farmácia e pediu ao encarregado que lhe aplicasse a testosterona, mentindo que depois traria a receita. Enquanto isso era feito, ele, de repente, caiu no
choro, um choro tão convulso que o homem se assustou: alguma coisa estava acontecendo?
 
É que eu tenho medo de injeção, ele disse, entre soluços. Pediu desculpas e saiu precipitadamente. Estava voltando para casa. Para a esposa e sua lágrimas.
 
(Moacyr Scliar)
 
Texto II
 
Atenção, mulheres, está demonstrado pela ciência: chorar é golpe baixo. As lágrimas femininas liberam substâncias, descobriram os cientistas, que abaixam na hora do
nível de testosterona do homem que estiver por perto deixando o sujeito menos agressivo.
 
Os cientistas queriam ter certeza de que isso acontece em função de alguma molécula liberada ­ e não, digamos, pela cara de sofrimento feminina, com sua reputação de
derrubar até o mais insensível dos durões. Por isso, evitaram que os homens pudessem ver as mulheres chorando. Os cientistas molharam pequenos pedaços de papel
em lágrimas de mulher e deixaram que fossem cheirados pelos homens. O contato com as lágrimas fez a concentração da testosterona deles cair quase 15%, em certo
sentido, deixando­os menos machões.
 
(Publicado no caderno Ciência, da Folha de São Paulo, em 7 de janeiro de 2011) Textos disponíveis em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2802201105.htm,;acesso dia 16/07/2013)
 
Um texto não é um conglomerado de ideias soltas. As frases articulam­se interna e externamente, formando uma espécie de teia de significados que compõem um todo
articulado  e  significativo  ­  a  isso  chamamos  coesão.  Sendo  assim,  assinale,  dentre  as  alternativas  abaixo,  aquela  que  apresenta  o  elemento  coesivo  implícito mais
adequado para relacionar os períodos a seguir:
 
" Foi então que leu sobre a relação entre lágrimas de mulher e a testosterona, o  hormônio masculino. Foi uma verdadeira revelação." (Texto I ­ 3 º parágrafo)
 
 a)  Aquele
 b)  Esse
 c)  Isto
 d)  Isso
 e)  Aquilo
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Questão 299: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto I
Notícia de Jornal
                               (Fernando Sabino)
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em
pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar
auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista
em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.
Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um
pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa ­ não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e
duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o
homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer
de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve­se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão
de  fome,  pedindo  providências  às  autoridades.  As  autoridades  nada mais  puderam  fazer  senão  remover  o  corpo  do  homem. Deviam  deixar  que  apodrecesse,  para
escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de  inanição,  tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro,   Estado da Guanabara, um
homem morreu de fome.
(Disponível em http://www.fotolog.com.br/spokesman_/70276847/: Acesso em 10/09/14)
 
No primeiro parágrafo da crônica, há uma espécie de resumo do fato narrado, que depois, ao longo dos demais, será ampliado, com a revelação de circunstâncias mais
específicas sobre a morte do homem. Sendo assim, em linhas gerais, podemos inferir que, entre o primeiro parágrafo do texto e os demais, há uma relação que poderia
ser sintetizada como:
 a) Hipótese – Confirmação
 b) Fato – Causa
 c) Condição – Fato
 d) Síntese – Conclusão
 e) Consequência – Conclusão
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Questão 300: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto III
Corrida contra o ebola
Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional, mas nada sugere que as medidas até agora adotadas
para refrear o avanço da doença tenham sido eficazes.
Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da
enfermidade. A escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia está fora de controle.
O  vírus  encontrou  ambiente  propício  para  se  propagar. De um  lado,  as  condições  sanitárias  e  econômicas  dos  países  afetados  são  as  piores  possíveis. De  outro,  a
Organização Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas localidades afetadas.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade vêm de contribuições compulsórias dos países­
membros – o restante é formado por doações voluntárias.
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área, e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para
comparação, o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cercade US$ 6 bilhões.
Os  cortes  obrigaram a OMS a  fazer  escolhas  difíceis.  A  agência  passou  a  dar mais  ênfase  à  luta  contra  enfermidades  globais  crônicas,  como doenças  coronárias  e
diabetes. O departamento de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus cargos.
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram limitados e mal liderados.
O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais possível enfrentá­lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. Tornou­se crucial estabelecer um comando central
na África Ocidental, com representantes dos países afetados.
Espera­se também maior comprometimento das potências mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e
Guiné, respectivamente.
A comunidade internacional tem diante de si um desafio enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo
perdido conta a favor da doença.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104­ editorial­corrida­contra­o­ebola.shtml: Acesso em: 08/09/2014)
 
Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o referente do termo em destaque.
 a) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) – organização
 b) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS
 c) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS
 d) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – gravidade da situação
 e) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade internacional
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 301: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Emoções mapeadas
Estudo mostra quais regiões do corpo são ‘ativadas’ por
sentimentos como raiva e felicidade e conclui que sensações
têm caráter universal
(Monique Oliveira)
Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente. Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção?
A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região do cérebro
que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico.
 
Faltava saber exatamente onde essas mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por elas.
 
No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de Aalto em parceria com a Universidade de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que
indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações quando sentiam uma determinada emoção.
 
Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem ­ dor e calor, por exemplo.
 
Com os dados, um software montou um único circuito para cada emoção ­ raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa (chamadas de básicas) e ansiedade,
amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas).
 
“Tanto  o  computador  como  outras  pessoas  reconheceram  as  emoções  descritas,  o  que  denota  o  seu  aspecto  universal”,  disse  à  Folha  Riitta  Hari,  professora  da
Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”.
Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram associadas com ativações e calor dos membros superiores.
Já as emoções que indicam estado depressivo ou de tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés.
Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro.
O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre distinguíveis, como tristeza e desgosto. [...]
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/151651­emocoes­mapeadas.shtml. Acesso em: 11/02/2014)
 
Em “Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção?“, o pronome em destaque cumpre papel coesivo no texto uma vez que:
 a)  faz referência a uma ideia já apresentada.
 b)  antecipa uma informação ainda não mencionada.
 c)  estabelece uma comparação entre informações distintas.
 d)  aponta para algo que está próximo ao enunciador.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 302: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Emoções mapeadas
Estudo mostra quais regiões do corpo são ‘ativadas’ por
sentimentos como raiva e felicidade e conclui que sensações
têm caráter universal
(Monique Oliveira)
Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente. Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção?
A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região do cérebro
que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico.
 
Faltava saber exatamente onde essas mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por elas.
 
No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de Aalto em parceria com a Universidade de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que
indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações quando sentiam uma determinada emoção.
 
Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem ­ dor e calor, por exemplo.
 
Com os dados, um software montou um único circuito para cada emoção ­ raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa (chamadas de básicas) e ansiedade,
amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas).
 
“Tanto  o  computador  como  outras  pessoas  reconheceram  as  emoções  descritas,  o  que  denota  o  seu  aspecto  universal”,  disse  à  Folha  Riitta  Hari,  professora  da
Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”.
Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram associadas com ativações e calor dos membros superiores.
Já as emoções que indicam estado depressivo ou de tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés.
Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro.
O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre distinguíveis, como tristeza e desgosto. [...]
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/151651­emocoes­mapeadas.shtml. Acesso em: 11/02/2014)
 
No segundo parágrafo, o fragmento “[região do cérebro que a processa]” corresponde a um comentário acessório no qual o pronome “a” resgata o seguinte termo:
 a)  “afeta”
 b)  “emoção”
 c)  “sistema límbico”
 d)  “região”
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Questão 303: FUNCAB ­ AA (PRF)/PRF/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
O jovem policial
 
Eu estava botando gasolina no tanque do meu carro e do meu lado estavam dois carros da Brigada Militar. Dois policiais falavam  com alguém do posto. Um terceiro, bem
junto da minha janela, de costas para mim, portava uma arma grande, que na minha  ignorância acho que poderia ser um fuzil ou uma metralhadora. Estava ali, sozinho,
e comecei a observá­lo sem que me notasse. Tenso, alerta, consciente de sua missão, olhava para os lados empunhando a sua arma com o cano voltado para baixo. Seu
rosto era jovem, tão jovem que me comovi. Podia ser meu filho.  Mais: podia ser meu neto. Estava tão concentrado no seu devertão alerta na sua posição, que fiquei
imaginando  se, ou quando   ele poderia  levar um  tiro de algum bandido. Poderia  ficar  lesado   gravemente. Poderia morrer.  Por mim, por  você, por um de nós    em
qualquer parte do Brasil, não importa que nome se dê a sua  corporação, nem se é da guarda estadual, municipal ou federal . Esses jovens se expõem por nós. Morrem
por nós. Tentam, num país tão confuso, proteger o cidadão. A gente realmente pensa nisso? Uma vez ao dia, uma vez por semana, uma vez ao mês?
[...]
 
(Lya Luft.Revista Veia, n° 2044, 23/01/2008. Fragmento.)
 
 
Ao perguntar “A gente realmente pensa NISSO?”, a autora, por meio da forma pronominal destacada, refere­se:
 a) a dois policiais que falavam com alguém do posto.
 b) à tensão consciente, provocada pela missão dos jovens policiais.
 c) ao fato de que os jovens policiais morrem por nós e tentam proteger o cidadão.
 d) ao fato de um terceiro policial que estava bem junto da janela, de costas, portar uma arma grande.
 e) à ideia de que aquele jovem poderia ser seu neto
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Questão 304: FGV ­ TNS (SSP AM)/SSP AM/2015
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto – Os bebés e a TV
 
Os bebés têm uma necessidade muito grande de interação. É esta que permite um saudável desenvolvimento. Como as cores, os movimentos animados e os sons da
televisão captam facilmente a atenção dos bebés, muitas vezes os pais (ou até educadoras nas creches ­ cerca de 73% das crianças vê televisão na creche, segundo a
Deco) usam­nas como “babysitters”.
 
A utilização excessiva da televisão pode comprometer a capacidade do bebé em explorar o ambiente, comunicar, aprender a distrair­se sozinho, acalmar­se de forma
autónoma, e aprender a brincar – o que mais tarde pode comprometer o desenvolvimento da capacidade simbólica, fundamental para a saúde mental da criança.
 
A  televisão é uma  fonte de hiperestimulação desajustada para os bebés, não só por alguns conteúdos mas principalmente pelos seus  ritmos bem mais acelerados e
estimulantes que o ritmo da vida real. O seu uso pode deixar o bebé agitado pela quantidade de informação que o seu cérebro terá de processar (pois cada imagem
televisiva é constituída por um conjunto de centenas de pontos luminosos). Um bebé pequeno não consegue acompanhar a velocidade da sequência de imagens, nem os
cortes  constantes de  luz  e de  som,  sendo estes  ansiogénicos. Os bebés  avaliam a  sua  segurança através dos  ritmos,  das  rotinas,  da  tranquilidade,  assim, qualquer
presença disrítmica, como a da televisão, será geradora de ansiedade, aumentando o choro e dificultando o sono. (CAROLINA Albino, Sapolifestyle)
 
“Os bebés têm uma necessidade muito grande de interação. É esta que permite um saudável desenvolvimento. Como as cores, os movimentos animados e os sons da
televisão captam facilmente a atenção dos bebés, muitas vezes os pais (ou até educadoras nas creches ­ cerca de 73% das crianças vê televisão na creche, segundo a
Deco) usam­nas como “babysitters”.”
 
Esse segmento do texto mostra uma série de elementos coesivos; a opção em que o termo anteriormente referido está indicado INADEQUADAMENTE é:
 a) esta / necessidade de interação;
 b) que / esta necessidade de interação;
 c) crianças / bebés;
 d) creche / creches;
 e) nas / crianças.
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Questão 305: IBFC ­ Esc (PC SE)/PC SE/2014
Assunto: Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores ­ Pronomes relativos, Conjunções etc)
Eficiência militar
(Historieta Chinesa)
LI­HU ANG­PÔ, vice­rei de Cantão, Império da China, Celeste Império, Império do Meio, nome que lhe vai a calhar, notava que o seu exército provincial não apresentava
nem garbo marcial, nem tampouco, nas últimas manobras, tinha demonstrado grandes aptidões guerreiras.
Como toda a gente sabe, o vice­rei da província de Cantão, na China, tem atribuições quase soberanas. Ele governa a província como reino seu que houvesse herdado de
seus pais, tendo unicamente por lei a sua vontade.
Convém não esquecer que isto se passou, durante o antigo regime chinês, na vigência do qual, esse vice­rei tinha todos os poderes de monarca absoluto, obrigando­se
unicamente a contribuir com um avultado tributo anual, para o Erário do Filho do Céu, que vivia refestelado em Pequim, na misteriosa cidade imperial, invisível para o
grosso do seu povo e cercado por dezenas de mulheres e centenas de concubinas. Bem.
Verificado esse estado miserável do seu exército, o vice­ rei Li­Huang­Pô começou a meditar nos remédios que devia aplicar para levantar­lhe o moral e tirar de sua força
armada maior rendimento militar. Mandou dobrar a ração de arroz e carne de cachorro, que os soldados venciam. Isto, entretanto, aumentou em muito a despesa feita
com a força militar do vice­reinado; e, no intuito de fazer face a esse aumento, ele se lembrou, ou alguém lhe lembrou, o simples alvitre de duplicar os impostos que
pagavam os pescadores, os fabricantes de porcelana e os carregadores de adubo humano ­ tipo dos mais característicos daquela babilônica cidade de Cantão.
Ao fim de alguns meses, ele tratou de verificar os resultados do remédio que havia aplicado nos seus fiéis soldados, a fim de dar­lhes garbo, entusiasmo e vigor marcial.
Determinou que se realizassem manobras gerais, na próxima primavera, por ocasião de florirem as cerejeiras, e elas tivessem lugar na planície de Chu­Wei­Hu ­ o que
quer dizer na nossa língua: “planície dos dias felizes”. As suas ordens foram obedecidas e cerca de cinqüenta mil chineses, soldados das três armas, acamparam em Chu­
Wei­Hu, debaixo de barracas de seda. Na China, seda é como metim aqui.
Comandava em chefe esse portentoso exército, o general Fu­Shi­Tô que tinha começado a sua carreira militar como puxador de tílburi* em Hong­Kong. Fizera­se tão
destro nesse mister que o governador inglês o tomara para o seu serviço exclusivo.
Este fato deu­lhe um excepcional prestígio entre os seus patrícios, porque, embora os chineses detestem os estrangeiros, em geral, sobretudo os ingleses, não deixam,
entretanto,  de  ter  um  respeito  temeroso  por  eles,  de  sentir  o  prestígio  sobre   humano  dos  “diabos  vermelhos”,  como  os  chinas  chamam os  europeus  e  os  de  raça
europeia.
Deixando a famulagem do governador britânico de Hong­ Kong,Fu­Shi­Tô não podia ter outro cargo, na sua própria pátria, senão o de general no exército do vice­rei de
Cantão. E assim foi ele feito, mostrando­se desde logo um inovador, introduzindo melhoramentos na tropa e no material bélico, merecendo por isso ser condecorado, com
o dragão imperial de ouro maciço. Foi ele quem substituiu, na força armada cantonesa, os canhões de papelão, pelos do Krupp; e, com isto, ganhou de comissão alguns
bilhões de  taels* que repartiu com o vice­rei. Os  franceses do Canet queriam  lhe dar um pouco menos, por  isso ele  julgou mais perfeitos os canhões do Krupp, em
comparação com os do Canet. Entendia, a fundo, de artilharia, o ex­fâmulo do governador de Hong­Kong.
O exército de Li­Huang­Pô estava acampado havia um mês, nas “planícies dos dias felizes”, quando ele se resolveu a ir assistir­lhe as manobras, antes de passar­lhe a
revista final.
O vice­rei, acompanhado do seu séquito, do qual fazia parte o seu exímio cabeleireiro Pi­Nu, lá foi para a linda planície, esperando assistir a manobras de um verdadeiro
exército germânico. Antegozava isso como uma vítima sua e, também, como constituindo o penhor de sua eternidade no lugar rendoso de quase rei da rica província de
Cantão. Com um forte exército à mão, ninguém se atreveria a demiti­lo dele. Foi.
Assistiu às evoluções com curiosidade e atenção. A seu lado, Fu­Shi­Pô explicava os temas e os detalhes do respectivo desenvolvimento, com a abundância e o saber de
quem havia estudado Arte da Guerra entre os varais de um cabriolet*.
O vice­rei, porém, não parecia satisfeito. Notavahesitações, falta de élan na tropa, rapidez e exatidão nas evoluções e pouca obediência ao comando em chefe e aos
comandados particulares; enfim, pouca eficiência militar naquele exército que devia ser uma ameaça à China inteira, caso quisessem retirá­lo do cômodo e rendoso lugar
de vice­rei de Cantão. Comunicou isto ao general, que lhe respondeu:
­ É verdade o que Vossa Excelência Reverendíssima, Poderosíssima, Graciosíssima, Altíssima e Celestial diz; mas os defeitos são fáceis de remediar.
­ Como? perguntou o vice­rei.
­ É simples. O uniforme atual muito se parece com o alemão: mudemo­lo para uma imitação do francês e tudo estará sanado.
Li­Huang­Pô pôs­se a pensar, recordando a sua estadia em Berlim, as festas que os grandes dignatários da corte de Potsdam lhe fizeram, o acolhimento do Kaiser e,
sobretudo,  os  taels  que  recebeu  de  sociedade  com o  seu  general  Fu­ShiPô...  Seria  uma  ingratidão; mas...  Pensou  ainda  um pouco;  e,  por  fim,  num  repente,  disse
peremptoriamente:
­ Mudemos o uniforme; e já!
(Lima Barreto)
*tael:unidade monetária e de peso da China;
*cabriolet:tipo de carruagem;
*tílburi: carro de duas rodas e dois assentos comandados por um animal.
*famulagem:grupo de criados
O trecho abaixo transcrito revela a insatisfação de LI­HU ANG­PÔ, vice­rei de Cantão, com o seu exército. Utilize­o para responder à questão.
“O vice­rei, porém, não parecia satisfeito. Notava hesitações, falta de élan na tropa, rapidez e exatidão nas evoluções e pouca obediência ao comando em chefe e aos
comandados particulares; enfim, pouca eficiência militar naquele exército que devia ser uma ameaça à China inteira, caso quisessem retirá­lo do cômodo e rendoso lugar
de vice­rei de Cantão.
 
Comunicou isto ao general, que lhe respondeu:
 
­ É verdade o que Vossa Excelência Reverendíssima, Poderosíssima, Graciosíssima, Altíssima e Celestial diz; mas os defeitos são fáceis de remediar.”
A oração “que lhe respondeu” tem sua correta classificação sintática indicada em:
 a) Oração subordinada adjetiva explicativa
 b) Oração coordenada sindética explicativa
 c) Oração subordinada substantiva apositiva
 d) Oração subordinada adjetiva restritiva
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Questão 306: CESPE ­ Deleg (PC BA)/PC BA/2013
Assunto: Semântica
No Brasil, duas grandes concepções de segurança pública opõem­se desde a reabertura democrática até o presente: uma centrada na ideia de combate, outra, na de
prestação de serviço público.
A primeira concebe a missão institucional das polícias em termos bélicos, atribuindo­lhes o papel de combater os criminosos, que são convertidos em inimigos internos. A
política de segurança é, então, formulada como estratégia de guerra, e, na guerra, medidas excepcionais se justificam. Instaura­se, adotando­se essa concepção, uma
política de segurança de emergência e um direito penal do inimigo. Esse modelo é reminiscente do regime militar e, há décadas, tem sido naturalizado, não obstante sua
incompatibilidade  com a ordem constitucional  brasileira. Nesses  anos,  o  inimigo  interno  anterior — o  comunista —  foi  substituído pelo  traficante,  como elemento de
justificação do recrudescimento das estratégias bélicas de controle social.
A segunda concepção está centrada na ideia de que a segurança é um serviço público a ser prestado pelo Estado e cujo destinatário é o cidadão. Não há, nesse caso,
mais  inimigo a combater, mas cidadão para servir. A polícia democrática não discrimina, não faz distinções arbitrárias:  trata os barracos nas  favelas como domicílios
invioláveis,  respeita os direitos  individuais,  independentemente de classe, etnia e orientação sexual, não só se atendo aos  limites  inerentes ao estado democrático de
direito,  mas  entendendo  que  seu  principal  papel  é  promovê­lo.  A  concepção  democrática  estimula  a  participação  popular  na  gestão  da  segurança  pública,  valoriza
arranjos participativos e incrementa a transparência das instituições policiais. O combate militar é, então, substituído pela prevenção, pela integração com políticas sociais,
por medidas  administrativas  de  redução dos  riscos  e  pela  ênfase na  investigação  criminal.  A  decisão de usar  a  força  passa por  considerar  não  apenas  os  objetivos
específicos a serem alcançados pelas ações policiais, mas também, e fundamentalmente, a segurança e o bem­estar da população envolvida.
Cláudio Pereira de Souza Neto. A segurança pública na Constituição Federal de 1988: conceituação constitucionalmente adequada, competências federativas e órgãos de
execução das políticas. Internet: <www.oab.org.br> (com adaptações).
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item.
Dada  a  argumentação  desenvolvida  no  texto,  o  adjetivo  “arbitrárias”  pode  ser  interpretado  tanto  como em  desacordo  com  as  regras  ou  normas  quanto  como
abusivas.
 Certo
 Errado
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Questão 307: CESPE ­ Escr (PC BA)/PC BA/2013
Assunto: Semântica
Texto para o item
O respeito às diferentes manifestações culturais é fundamental, ainda mais em um país como o Brasil, que apresenta tradições e costumes muito variados em todo o seu
território. Essa diversidade é valorizada e preservada por ações da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID), criada em 2003 e ligada ao Ministério da
Cultura.
Cidadãos de áreas rurais que estejam ligados a atividades culturais e estudantes universitários de todas as regiões do Brasil, por exemplo, são beneficiados por um dos
projetos da SID: as Redes Culturais. Essas redes abrangem associações e grupos culturais para divulgar e preservar suas manifestações de cunho artístico. O projeto é
guiado por parcerias entre órgãos representativos do Estado brasileiro e as entidades culturais.
A Rede Cultural da Terra realiza oficinas de capacitação, cultura digital e atividades ligadas às artes plásticas, cênicas e visuais, à literatura, à música e ao artesanato.
Além disso, mapeia a memória cultural dos trabalhadores do campo. A Rede Cultural dos Estudantes promove eventos e mostras culturais e artísticas e apoia a criação de
Centros Universitários de Cultura e Arte.
Culturas populares e indígenas são outro foco de atenção das políticas de diversidade, havendo editais públicos de premiação de atividades realizadas ou em andamento,
o que democratiza o acesso a recursos públicos.
O papel da cultura na humanização do tratamento psiquiátrico no Brasil é discutido em seminários da SID. Além disso, iniciativas artísticas inovadoras nesse segmento
são premiadas com recursos do Edital Loucos pela Diversidade. Tais ações contribuem para a inclusão e socializam o direito à criação e à produção cultural.
A participação de toda a sociedade civil na discussão de qualquer política cultural se dá em reuniões da SID com grupos de trabalho e em seminários, oficinas e fóruns,
nos quais são apresentadas as demandas da população. Com base nesses encontros é que podem ser planejadas e desenvolvidas ações que permitam o acesso dos
cidadãos à cultura e a promoção de suas manifestações, independentemente de cor, sexo, idade, etnia e orientação sexual.
 
Identidade e diversidade. Internet: <www.brasil.gov.br/sobre/cultura/> (com adaptações).
Considerando as ideias e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.
A substituição do segmento “de toda a” por da não causaria prejuízo semântico ao texto.
 Certo
 Errado
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Questão 308: CESPE ­ EPF/PF/2013
Assunto: Semântica
O que  tanta gente  foi  fazer do  lado de  fora do  tribunal onde  foi  julgado um dos mais  famosos casais acusados de assassinato no país? Torcer pela  justiça,  sim:  as
evidências permitiam uma  forte  convicção  sobre os  culpados, muito  antes do encerramento das  investigações. Contudo,  para  torcer  pela  justiça,  não era necessário
acampar naporta do  tribunal, de onde ninguém podia pressionar os  jurados. Bastava  fazer abaixo­assinados via  Internet pela  condenação do pai e da madrasta da
vítima. O que foram fazer lá, ao vivo? Penso que as pessoas não torceram apenas pela condenação dos principais suspeitos. Torceram também para que a versão que
inculpou o pai e a madrasta fosse verdadeira.
O relativo alívio que se sente ao saber que um assassinato se explica a partir do círculo de relações pessoais da vítima talvez tenha duas explicações. Primeiro, a fantasia
de que em nossas famílias isso nunca há de acontecer. Em geral temos mais controle sobre nossas relações íntimas que sobre o acaso dos maus encontros que podem
nos vitimar em uma cidade grande. Segundo, porque o crime familiar permite o  lenitivo da construção de uma narrativa. Se toda morte violenta, ou súbita, nos deixa
frente a frente com o real traumático, busca­se a possibilidade de inscrever o acontecido em uma narrativa, ainda que terrível, capaz de produzir sentido para o que não
tem tamanho nem nunca terá, o que não tem conserto nem nunca terá, o que não faz sentido.
 
Maria Rita Khel. A morte do sentido. Internet: <www.mariaritakehl.psc.br> (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item.
Sem prejuízo do sentido original do texto, os dois­pontos empregados logo após “sim” (l.2) poderiam ser substituídos por vírgula, seguida de dado que ou uma vez que.
 Certo
 Errado
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Questão 309: CESPE ­ Ag Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Semântica
Pavio do destino
   Sérgio Sampaio
O bandido e o mocinho
São os dois do mesmo ninho
Correm nos estreitos trilhos
Lá no morro dos aflitos
Na Favela do Esqueleto
São filhos do primo pobre
A parcela do silêncio
Que encobre todos os gritos
E vão caminhando juntos
O mocinho e o bandido
De revólver de brinquedo
Porque ainda são meninos
 
Quem viu o pavio aceso do destino?
Com um pouco mais de idade
E já não são como antes
Depois que uma autoridade
Inventou­lhes um flagrante
Quanto mais escapa o tempo
Dos falsos educandários
Mais a dor é o documento
Que os agride e os separa
Não são mais dois inocentes
Não se falam cara a cara
Quem pode escapar ileso
Do medo e do desatino
 
Quem viu o pavio aceso do destino?
O tempo é pai de tudo
E surpresa não tem dia
Pode ser que haja no mundo
Outra maior ironia
O bandido veste a farda
Da suprema segurança
O mocinho agora amarga
Um bando, uma quadrilha
São os dois da mesma safra
Os dois são da mesma ilha
Dois meninos pelo avesso
Dois perdidos Valentinos
 
Quem viu o pavio aceso do destino?
 
A respeito dos sentidos do texto de Sérgio Sampaio, que constitui a letra de uma música, julgue o item seguinte.
 
O termo “ileso” está empregado como sinônimo de incólume.
 Certo
 Errado
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Questão 310: CESPE ­ Ag Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Semântica
A prisão, em vez de devolver à liberdade indivíduos corrigidos, espalha na população delinquentes perigosos. A prisão não pode deixar de fabricar delinquentes. Fabrica­
os pelo tipo de existência que faz os detentos levarem: que fiquem isolados nas celas, ou que lhes seja imposto um trabalho para o qual não encontrarão utilidade, é de
qualquer maneira não “pensar no homem em sociedade; é criar uma existência contra a natureza inútil e perigosa”; queremos que a prisão eduque os detentos, mas um
sistema de educação que se dirige ao homem pode ter razoavelmente como objetivo agir contra o desejo da natureza? A prisão fabrica também delinquentes impondo
aos detentos limitações violentas; ela se destina a aplicar as leis, a ensinar o respeito por elas; ora, todo o seu funcionamento se desenrola no sentido do abuso de poder.
A prisão torna possível, ou melhor, favorece a organização de um meio de delinquentes, solidários entre si, hierarquizados, prontos para todas as cumplicidades futuras.
 
Michel Foucault. Ilegalidade e delinquência. In: Michel Foucault. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 33.a ed. Petrópolis: Vozes, 1987, p. 221­2 (com adaptações).
 
O item seguinte apresenta proposta de reescritura de trechos do texto acima. Julgue­os quanto à correção gramatical e à manutenção do sentido original do texto.
 
“A prisão (...) fabricar delinquentes” : Não é permitido que a prisão deixe de forjar delinquentes.
 Certo
 Errado
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Questão 311: CESPE ­ Ag Adm (PF)/PF/2014
Assunto: Semântica
Embora não tivessem ficado claras as fontes geradoras de quebras da paz urbana, o fenômeno social marcado pelos movimentos populares que tomaram as ruas das
grandes cidades brasileiras, em 2013, parecia tendente a se agravar.
As vítimas das agressões pessoais viram desprotegidas a paz e a segurança, direitos sagrados da cidadania. Todos foram prejudicados.
Pôde­se constatar que, em outras partes do mundo, fenômenos sociais semelhantes também ocorreram. Lá como cá, diferentes tipos de ação atingiram todo o grupo
social, gerando vítimas e danos materiais. Nem sempre a intervenção das forças do Estado foi suficiente para evitar prejuízos.
Do  ponto  de  vista  global,  notou­se  que  a  quebra  da  ordem  foi  provocada  em  situações  diversas  e  ora  tornou mais  graves  as  distorções  do  direito,  ora  espalhou  a
insegurança coletivamente. Em qualquer das hipóteses, a população dos vários locais atingidos viu­se envolvida em perdas crescentes.
Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).
 
Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item.
 
A correção gramatical bem como as informações originais do texto seriam mantidas caso o período “As vítimas das agressões pessoais viram desprotegidas a paz e a
segurança,  direitos  sagrados  da  cidadania.”  (l.3)  fosse  reescrito  da  seguinte  forma:  As  pessoas  agredidas  viram­se  desprotegidas  em  sua  paz  e  segurança  —
prerrogativas legais consagradas da cidadania.
 Certo
 Errado
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Questão 312: VUNESP ­ Aux Nec (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Condenados à vida
“Ele  tem dezesseis  anos,  um câncer de boca horroroso, mal  anda, mas o médico disse que  faz  a  remoção da mandíbula  e uma abertura no estômago para ele  se
alimentar. Eu queria que ele morresse logo, não tenho dinheiro.”
Tratava­se de um cão idoso, sofrendo e atormentando a vida da minha paciente.
O que aconteceu com a morte, que nem é mais permitida aos animais que sofrem, que dirá a nós humanos?
Ano de 1973, um dos meus pacientes era um velhinho com câncer de fígado que finalmente teve uma parada cardíaca na minha frente.
Iniciei logo os processos de reanimação (massagem cardíaca etc). Debalde. O chefe de clínica, meu hoje amigo Prof. Alvariz, me chamou: “Daudt, aquilo não se chama
parada cardíaca. Chama­se MORTE. É necessário saber a diferença”.
Parece que nós, médicos, em particular, e a sociedade, em geral, perdemos a noção dessa preciosa diferença, e estamos infligindo um tormento artificial a nós mesmos e
aos infelizes sob nossos cuidados.
Aos médicos, a diferença não é ensinada nas faculdades. Pelo contrário. A morte é vista como uma inimiga a ser combatida a quaisquer “custo$”, saídos dos nossos
bolsos.
E o inferno não atinge só os terminais. Ele se estende aos iniciais que não deveriam ter iniciado.
A mãe natureza vem expulsando embriões inviáveis desde sempre, em diversas fases da gestação. O aborto de fetos anencéfalos foi consentido a duras penas, e ainda
revolta muitos.
A compulsão de “salvar vidas” atinge prematuros malformados (outrora  inviáveis) ao ponto de vegetarem por meses ou anos, aprisionando e desgraçando  familiares
pobres.
Os médicos deste circo de horrores têm um lema sinistro: “No meu plantão, não!” E se desdobram em manobras heroicas para prolongar a existência daquele ser sem
perspectivas, com a crueldade adicional dedar esperança às famílias.
Até há pouco tempo, morria­se em casa, sabendo que se ia morrer, cercado de carinho da família, dizendo suas últimas palavras, num rito de despedida que incluía a
morte como parte da vida, e como um momento digno.
Hoje, varremos nossos moribundos para debaixo de uma UTI, que nos “poupa de assistir o horror”.
 
Pude proporcionar esse momento digno a minha mãe de 95 anos. Ela  já estava na maca para ser  levada à ambulância quando cheguei. “Podem voltar, que ela quer
morrer em casa”. O médico apertou minha mão, solidário e comovido.
Posta em sua cama, minha mãe disse: “Que bom, voltei ao meu cantinho”. E morreu como queria.
(Francisco Daudt. Folha de S.Paulo, 02 de abril de 2014. Adaptado)
 
 
Releia as frases do texto.
... perdemos a noção dessa preciosa diferença, e estamos infligindo um tormento artificial a nós mesmos e aos infelizes sob nossos cuidados. (6.º parágrafo)
A mãe natureza vem expulsando embriões inviáveis desde sempre, ... (9.º parágrafo)
Considerando o contexto em que foram utilizadas, as palavras em destaque podem ser substituídas, correta e respectivamente, sem alteração de sentido, por:
 a)  ameaçando; executáveis
 b)  infringindo; duradouros
 c)  transgredindo; irrealizáveis
 d)  violando; invencíveis
 e)  impondo; impossíveis
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Questão 313: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Os produtos ecológicos estão dominando as prateleiras do comércio. Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora da compra. Isso acontece porque o custo
de tais itens é sempre mais elevado, em comparação com o das mercadorias tradicionais.
Com os temas ambientais cada vez mais em pauta, é normal que a consciência ecológica tenha aumentado entre os brasileiros. Se por um lado o consumidor deseja
investir em produtos menos agressivos ao meio ambiente, por outro ele não está disposto a pagar mais de cinco por cento acima do valor normal. É o que mostra uma
pesquisa realizada pela Proteste – Associação de Consumidores.
A análise  foi  feita a partir de um  levantamento realizado em 2012. De acordo com a Proteste, quase metade dos entrevistados afirmaram que deixaram de comprar
produtos devido às más condutas ambientais da companhia.
Dos  entrevistados,  72%  disseram  que,  na  última  compra,  levaram  em  consideração  o  comportamento  da  empresa,  em  especial,  sua  atitude  em  relação  ao  meio
ambiente. Ainda assim, 60% afirmam que raramente ou nunca têm informações sobre o impacto ambiental do produto ou do comportamento da empresa. Já 81% das
pessoas acreditam que o rótulo de sustentabilidade e responsabilidade social é apenas uma estratégia de marketing das empresas.
(Ciclo vivo, 16.05.2013, http://zip.net/brl0k1. Adaptado)
 
O termo destacado na passagem do primeiro parágrafo – Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora da compra. – tem sentido equivalente a
 a) impetuosidade.
 b) empatia.
 c) relutância.
 d) consentimento.
 e) segurança.
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Questão 314: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia a tira de Alves para responder à questão.
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014, http://zip.net/bblZ7P)
 
Em ambas as falas do personagem, o termo para apresenta a noção de
 a) conformidade.
 b) proporção.
 c) alternância.
 d) finalidade.
 e) quantidade.
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Questão 315: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Sob ordens da chefia
Ah, os  chefes! Chefões,  chefinhos, mestres,  gerentes,  diretores,  quantos ao  longo da vida, não? Muitos passam em brancas nuvens, perdem­se em suas próprias  e
pequenas histórias. Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem nítidas na memória: são aqueles donos de qualidades incomuns.
Por exemplo, o meu primeiro chefe,  lá no finalzinho dos anos 50: cinco para as oito da noite, e eu começava a ficar aflito, pois o  locutor do horário ainda não havia
aparecido. A rádio da pequena cidade do interior, que funcionava em três horários, precisava abrir às oito e como  fazer? Bem, o fato é que eu era o técnico de som do
horário, precisava “passar” a  transmissão  lá para a câmara, e o  locutor não chegava para os  textos de abertura, publicidade, chamadas. Meu chefe, de  lá,  tomou a
iniciativa: – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá pro estúdio e ponha a rádio no ar. Vamos lá, firme, coragem! – foi a minha primeira experiência: fiz tudo
como mandava e ele pôde, assim, transmitir tudo sem problemas.
No dia seguinte, muita apreensão logo de manhã, aguardando o homem. Será que tinha alguma crítica? Mas eis que ele chega, simpático e sorridente como sempre, e
me abraça.
– Muito bem! Você está aprovado. Quer começar amanhã na locução?
Alguns meses antes do seu falecimento, reencontrei­o num lançamento de livro: era o mesmo de cinquenta e tantos anos atrás: magrinho, calva luzidia, falante, sempre
cheio de planos para o futuro.
E o chefe das pestanas brancas, anos depois: estremecíamos quando ele nos chamava para qualquer coisa,  fazendo­nos entrar na sua sala  imensa,  já suando frio e
atentos às suas finas e cortantes palavras. Olhar frio, imperturbável, postura ereta, ágil, sempre trajando ternos impecáveis. Suas atitudes? Dinâmicas, surpreendentes.
Uma vez, precisando de algumas instruções, perguntei a sua secretária se poderia “entrar”.
– Não vai dar. – Respondeu­me ela. – Está ocupadíssimo, em reunião. Mas volte aqui um pouco mais tarde. Vamos ver!
Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e quase não acreditei no que ouvi: – Sinto muito, o chefe está viajando para a Alemanha.
Era bem diferente daquele outro da mesma empresa, descontraído, amigão de todos: não era somente um chefe, era um líder, bem conhecido entre os revendedores.
Todos sentíamos prazer em trabalhar com ele, e para ele. Até quando o serviço  resultava numa sonora bronca – sempre  justificada, é claro.  Jeitão simples, de  fino
humor, tratava tudo com o tempero da sua criatividade nata. “Punha para frente” até quem precisava demitir: intercedia lá fora em seu favor, o que víamos com nossos
próprios olhos.
Não chamava ninguém do seu pessoal a toda hora, a não ser que o assunto fosse sério mesmo: se tinha algo a tratar no dia a dia, chegava pessoalmente, numa boa, às
vezes até sentava numa de nossas mesas para expor o assunto. Aliás, era o único chefe que se  lembrava de me dar um abraço e dizer  “parabéns” no dia do meu
aniversário.
(Gustavo Mazzola, Correio Popular, 04.09.2013, http://zip.net/brl0k3. Adaptado)
 
Segundo o autor, o primeiro chefe era um homem que
 a) era comedido para falar.
 b) era circunspecto e cauteloso.
 c) não gostava de correr riscos.
 d) parecia sempre melancólico.
 e) tinha muitos projetos.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 316: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Sob ordens da chefia
Ah, os  chefes! Chefões,  chefinhos, mestres,  gerentes,  diretores,  quantos ao  longo da vida, não? Muitos passam em brancas nuvens, perdem­se em suas próprias  e
pequenas histórias. Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem nítidas na memória: são aqueles donos de qualidades incomuns.
Por exemplo, o meu primeiro chefe,  lá no finalzinho dos anos 50: cinco para as oito da noite, e eu começava a ficar aflito, pois o  locutor do horário ainda não havia
aparecido. A rádio da pequena cidade do interior, que funcionava em três horários, precisava abrir às oito e como  fazer? Bem, o fato é que eu era o técnico de som do
horário, precisava “passar” a  transmissão  lá para a câmara, e o  locutor não chegava para os  textos de abertura, publicidade, chamadas. Meu chefe, de  lá,  tomou a
iniciativa: – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue issoaí, vá pro estúdio e ponha a rádio no ar. Vamos lá, firme, coragem! – foi a minha primeira experiência: fiz tudo
como mandava e ele pôde, assim, transmitir tudo sem problemas.
No dia seguinte, muita apreensão logo de manhã, aguardando o homem. Será que tinha alguma crítica? Mas eis que ele chega, simpático e sorridente como sempre, e
me abraça.
– Muito bem! Você está aprovado. Quer começar amanhã na locução?
Alguns meses antes do seu falecimento, reencontrei­o num lançamento de livro: era o mesmo de cinquenta e tantos anos atrás: magrinho, calva luzidia, falante, sempre
cheio de planos para o futuro.
E o chefe das pestanas brancas, anos depois: estremecíamos quando ele nos chamava para qualquer coisa,  fazendo­nos entrar na sua sala  imensa,  já suando frio e
atentos às suas finas e cortantes palavras. Olhar frio, imperturbável, postura ereta, ágil, sempre trajando ternos impecáveis. Suas atitudes? Dinâmicas, surpreendentes.
Uma vez, precisando de algumas instruções, perguntei a sua secretária se poderia “entrar”.
– Não vai dar. – Respondeu­me ela. – Está ocupadíssimo, em reunião. Mas volte aqui um pouco mais tarde. Vamos ver!
Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e quase não acreditei no que ouvi: – Sinto muito, o chefe está viajando para a Alemanha.
Era bem diferente daquele outro da mesma empresa, descontraído, amigão de todos: não era somente um chefe, era um líder, bem conhecido entre os revendedores.
Todos sentíamos prazer em trabalhar com ele, e para ele. Até quando o serviço  resultava numa sonora bronca – sempre  justificada, é claro.  Jeitão simples, de  fino
humor, tratava tudo com o tempero da sua criatividade nata. “Punha para frente” até quem precisava demitir: intercedia lá fora em seu favor, o que víamos com nossos
próprios olhos.
Não chamava ninguém do seu pessoal a toda hora, a não ser que o assunto fosse sério mesmo: se tinha algo a tratar no dia a dia, chegava pessoalmente, numa boa, às
vezes até sentava numa de nossas mesas para expor o assunto. Aliás, era o único chefe que se  lembrava de me dar um abraço e dizer  “parabéns” no dia do meu
aniversário.
(Gustavo Mazzola, Correio Popular, 04.09.2013, http://zip.net/brl0k3. Adaptado)
 
Considere o termo destacado nas seguintes passagens do texto:
Por exemplo, o meu primeiro chefe, lá no finalzinho dos anos 50... (segundo parágrafo)
... precisava “passar” a transmissão lá para a câmara... (segundo parágrafo)
... intercedia lá fora em seu favor... (penúltimo parágrafo)
O termo lá expressa, respectivamente, noção de
 a) tempo, lugar e modo.
 b) causa, modo e lugar.
 c) lugar, lugar e modo.
 d) causa, modo e tempo.
 e) tempo, lugar e lugar.
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Questão 317: VUNESP ­ Foto TP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Sondagem
O carteiro, conversador amável, não gosta de  livros. Tornam pesada a carga matinal, que, na sua opinião, devia constituir­se apenas de cartas. – No máximo algum
jornalzinho leve, mas esses pacotes e mais pacotes que o senhor recebe, ler tudo isso deve ser de morte!
 
Explico­lhe que não é preciso ler tudo isso, e ele muito se admira:
– Então o senhor guarda sem ler? E como é que sabe o que tem no miolo?
Esclareço que não leio de ponta a ponta, mas sempre leio algumas páginas.
– Com o devido respeito, mas quem lhe mandou o livro desejava que o senhor lesse tudinho.
– Bem, Teodorico, faz­se o possível, mas...
– Eu sei, eu sei. O senhor não tem tempo.
– É.
– Mas quem escreveu, coitado! Esse perdeu o seu latim, como se diz.
– Será que perdeu? Teve satisfação em escrever, esvaziou a alma.
A ideia de que escrever é esvaziar a alma perturbou meu carteiro, tanto quanto percebo em seu rosto magro e sulcado.
– Não leva a mal?
– Não levo a mal o quê?
– Eu  lhe dizer que nesse caso carece prestar mais atenção ainda nos  livros, muito mais! Se um cidadão vem à sua casa e pede  licença para contar um desgosto de
família, uma dor forte, dor­de­cotovelo, vamos dizer assim, será que o senhor não escutava o lacrimal dele?
– Teodorico, nem  todo  livro  representa uma confissão do autor. E depois, no caso de  ter uma dor moral,  escrevendo o  livro o  camarada desabafa, entende? Pouco
importa que seja lido ou não, isso é outra coisa.
Ficou pensativo; à procura de argumento? Enquanto isso, eu meditava a curiosidade de um carteiro que se queixa de carregar muitos livros e ao mesmo tempo reprova
que outros não os leiam integralmente.
– Tem razão. Não adianta mesmo escrever.
– Como não adianta? Lava o espírito.
– No meu fraco raciocínio, uma coisa nunca acontece sozinha nem acaba sozinha. Se a pessoa, vamos dizer, eu, só para armar um exemplo, se eu escrevo um livro, deve
existir um outro – o senhor, numa hipótese – para receber e ler esse livro. Mas se o senhor não liga a mínima, foi besteira eu fazer esse esforço.
– Teodorico! você... escreveu um livro?
Virou o rosto.
– De poesia, mas agora não adianta eu lhe oferecer um exemplar. Até segunda, bom domingo para o senhor.
– Escute aqui, Teodorico...
– Bem, já que o senhor insiste, aqui está o seu volume, não repare os defeitos, ouviu? Esvaziei bastante a alma, tudo não era possível!
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. 1959. Adaptado)
 
O termo lacrimal, destacado em – Se um cidadão vem à sua casa e pede licença para contar um desgosto de família, uma dor forte, dor­de­cotovelo, vamos dizer assim,
será que o senhor não escutava o lacrimal dele? –, expressa ideia de
 a) prognóstico.
 b) subterfúgio.
 c) retaliação.
 d) lamentação.
 e) exortação.
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Questão 318: VUNESP ­ Foto TP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Sondagem
O carteiro, conversador amável, não gosta de  livros. Tornam pesada a carga matinal, que, na sua opinião, devia constituir­se apenas de cartas. – No máximo algum
jornalzinho leve, mas esses pacotes e mais pacotes que o senhor recebe, ler tudo isso deve ser de morte!
 
Explico­lhe que não é preciso ler tudo isso, e ele muito se admira:
– Então o senhor guarda sem ler? E como é que sabe o que tem no miolo?
Esclareço que não leio de ponta a ponta, mas sempre leio algumas páginas.
– Com o devido respeito, mas quem lhe mandou o livro desejava que o senhor lesse tudinho.
– Bem, Teodorico, faz­se o possível, mas...
– Eu sei, eu sei. O senhor não tem tempo.
– É.
– Mas quem escreveu, coitado! Esse perdeu o seu latim, como se diz.
– Será que perdeu? Teve satisfação em escrever, esvaziou a alma.
A ideia de que escrever é esvaziar a alma perturbou meu carteiro, tanto quanto percebo em seu rosto magro e sulcado.
– Não leva a mal?
– Não levo a mal o quê?
– Eu  lhe dizer que nesse caso carece prestar mais atenção ainda nos  livros, muito mais! Se um cidadão vem à sua casa e pede  licença para contar um desgosto de
família, uma dor forte, dor­de­cotovelo, vamos dizer assim, será que o senhor não escutava o lacrimal dele?
– Teodorico, nem  todo  livro  representa uma confissão do autor. E depois, no caso de  ter uma dor moral,  escrevendo o  livro o  camarada desabafa, entende? Pouco
importa que seja lido ou não, isso é outra coisa.
Ficou pensativo; à procura de argumento? Enquanto isso, eu meditava a curiosidade de um carteiro que se queixa de carregar muitos livros e ao mesmo tempo reprova
que outros não os leiam integralmente.
– Tem razão. Não adianta mesmo escrever.
– Como não adianta? Lava o espírito.
– No meu fraco raciocínio, uma coisa nunca acontece sozinha nem acaba sozinha. Se a pessoa, vamos dizer, eu, só para armar um exemplo, se eu escrevo um livro, deve
existir um outro – o senhor, numa hipótese – para receber e ler esse livro. Mas se o senhor não liga a mínima, foi besteira eu fazer esse esforço.
– Teodorico! você... escreveu um livro?
Virou o rosto.
– De poesia, mas agora não adianta eu lhe oferecer um exemplar. Até segunda, bom domingo para o senhor.
– Escuteaqui, Teodorico...
– Bem, já que o senhor insiste, aqui está o seu volume, não repare os defeitos, ouviu? Esvaziei bastante a alma, tudo não era possível!
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. 1959. Adaptado)
 
Considere a seguinte fala do narrador:
– Teodorico! você... escreveu um livro?
É correto afirmar que, no contexto, os sinais de exclamação (!), reticências (...) e interrogação (?) contribuem para expressar uma reação de
 a) agressividade.
 b) reprovação.
 c) escárnio.
 d) indiferença.
 e) surpresa.
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Questão 319: VUNESP ­ DTP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto, para responder à questão.
 
Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por sentimentos positivos e negativos quanto a essas
festas que para muitos são tormento.
 
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os que nos traíram, os que foram embora, os desejos
frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa, a situação do país, do mundo, de tudo.
 
Muitos acorrem aos consultórios de psicólogos e psiquiatras: haja curativo para nossa mágoa e autovitimização.
 
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado, a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais. Não é preciso encarar a juventude, os primeiros
sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
 
Em lugar de detestar estes dias, podemos  inventar e até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família. Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a
família, as amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a
vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
 
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes que vão nos endividar pelo ano  inteiro: basta algum gesto afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande
aquelas feridas da alma que sempre temos.
 
(Lya Luft, Um band­aid na alma. Veja, 01.01.2014)
 
Assinale a alternativa contendo sinônimos, respectivamente, das palavras destacadas no trecho – Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os
que nos traíram, os que foram embora, os desejos frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada.
 a) morte; arruinada.
 b) tristeza; esbanjada.
 c) reflexão; corroída.
 d) transformações; ganha.
 e) depressão; compartilhada.
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Questão 320: VUNESP ­ DTP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto, para responder à questão.
 
Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por sentimentos positivos e negativos quanto a essas
festas que para muitos são tormento.
 
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os que nos traíram, os que foram embora, os desejos
frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa, a situação do país, do mundo, de tudo.
 
Muitos acorrem aos consultórios de psicólogos e psiquiatras: haja curativo para nossa mágoa e autovitimização.
 
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado, a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais. Não é preciso encarar a juventude, os primeiros
sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
 
Em lugar de detestar estes dias, podemos  inventar e até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família. Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a
família, as amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a
vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
 
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes que vão nos endividar pelo ano  inteiro: basta algum gesto afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande
aquelas feridas da alma que sempre temos.
 
(Lya Luft, Um band­aid na alma. Veja, 01.01.2014)
 
Observe as expressões destacadas nas frases:
 
... mas às vezes acontece...
... a família pouco amorosa...
 
Essas expressões inserem nas frases, correta e respectivamente, informações com sentido de
 a) intensidade e finalidade.
 b) causa e conformidade.
 c) tempo e intensidade.
 d) tempo e finalidade.
 e) causa e tempo.
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Questão 321: VUNESP ­ DTP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto, para responder à questão.
 
Dez quilômetros ao norte do centro de Paris há um tesouro geralmente ignorado pelos milhões de turistas que todos os anos invadem a capital francesa. É a basílica de
São Denis, monumento gótico do século 7 localizado nas proximidades do Estádio da França, no qual a seleção brasileira de futebol perdeu de forma humilhante a final da
Copa do Mundo de 1998. No subterrâneo dessa catedral, existem duas grandes caixas de pedra escondidas em um corredor mal  iluminado e cobertas por  lápides de
mármore nas quais estão gravadas dezenas de nomes e datas. Elas guardam os ossos dos reis da França e são um testemunho assustador da tempestade política que
varreu o mundo nas décadas que precederam a Independência do Brasil.
 
Padroeiro de Paris, São Denis é personagem de uma história insólita. Segundo a tradição, ele saiu da Itália no ano 250 depois de Cristo na companhia de outros seis
missionários com o objetivo de evangelizar a Gália, região habitada pelos gauleses. Perseguido pelas autoridades locais, acabou decapitado na colina de Montmartre, hoje
local de outra igreja famosa, a do Sacre Coeur, mas seu martírio teve um desenlace inesperado. Mal o carrasco desferiu o golpe mortal, o santo levantou­se, pegou a
própria cabeça que, separada do pescoço, se esvaía em sangue no chão e com ela entre as mãos caminhou cerca de seis quilômetros até um antigo cemitério galo­
romano, onde finalmente tombou e foi sepultado. Sobre seu túmulo, transformado em centro de peregrinação na Idade Média, o rei Dagoberto I mandou erguer uma
catedral destinada a ser a necrópole real da França. Ali seriam enterrados durante mil anos todos os reis franceses, com exceção de apenas três.
 
(Laurentino Gomes, 1822, p. 43­44. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas estão empregadas em sentido figurado.
 a) É a basílica de São Denis, monumento gótico do século 7...
 b) ... caminhou cerca de seis quilômetros até um antigo cemitério galo­romano...
 c) ... cobertas por lápides de mármore nas quais estão gravadas dezenas de nomes e datas.
 d) ... são um testemunho assustador da tempestade política que varreu o mundo...
 e) Mal o carrasco desferiu o golpe mortal, o santo levantou­se...
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Questão 322: VUNESP ­ Of Admin (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
“Geração do diploma” lota faculdades, mas decepciona empresários
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a
mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
“Mas, mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o
salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O desapontamento do mercado com o que já está sendo chamado de “geração do diploma” é confirmado por especialistas, organizações empresariais e consultores de
recursoshumanos.
“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E, quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o
sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar­comum relatos de administradores recém­formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não
conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem. Isso significa que uma parte dos universitários no país até sabe ler
textos simples, mas é incapaz de interpretar e associar informações.
Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos
Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
É  claro  que,  em parte,  isso  se  deve  ao  aquecimento  do mercado  de  trabalho  brasileiro. Mas,  segundo  um estudo  divulgado  pelo  Instituto  de  Pesquisas  Econômicas
Aplicadas (Ipea), os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% do contingente de desempregados.
“Mesmo com a expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas
posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.
(Ruth Costas. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias
/2013/10/131004_ mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml. 09.10.2013. Adaptado)
 
Considere os trechos:
“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas”…
Entre empresários, já são lugar­comum relatos de administradores recém­formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento...
Mantendo­se inalterado o sentido dos trechos, os termos em destaque podem ser substituídos, correta e respectivamente, por:
 a) sobre; após.
 b) sob; em.
 c) por; com.
 d) para; a respeito de.
 e) perante; entre.
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Questão 323: VUNESP ­ Of Admin (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Assinale a alternativa em que a palavra/expressão destacada tem sentido equivalente ao do termo destacado no trecho:
Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
 a) Os novos profissionais podem atender às necessidades do mercado, desde que se proponham a continuar adquirindo conhecimento.
 b) Alguns profissionais recém­formados têm dificuldades para associar informações, de acordo com os empresários.
 c) Os empresários buscam os profissionais mais qualificados, uma vez que há muitos recém­formados em busca de trabalho.
 d) Os novos profissionais querem ser reconhecidos e valorizados, embora tenham dificuldades para desempenhar suas funções.
 e) Profissionais recém­formados têm pressa para entrar no mercado de trabalho, ainda que não estejam realmente preparados.
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Questão 324: VUNESP ­ PC (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
A Copa do Mundo começa em 12 de junho. Está _______ apenas seis meses de distância. As obras em muitos dos estádios da Copa estão muito atrasadas. E os custos
de acomodação e viagem para os torcedores que irão ________ Copa já são previstos como astronômicos. A Copa do Mundo é um dos poucos eventos internacionais que
atrai pessoas em todo o planeta. E em junho o mundo todo estará observando o Brasil.
(Kenneth Maxwell, O ano que
nos aguarda. Folha de S.Paulo, 28.11.2013. Adaptado)
 
No trecho – As obras em muitos dos estádios da Copa estão muito atrasadas. –, o termo atrasadas é sinônimo de
 a) prematuras.
 b) antecipadas.
 c) demoradas.
 d) antepostas.
 e) concomitantes.
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Questão 325: VUNESP ­ PC (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Minador do Negrão, no interior de Alagoas, está acostumada a conviver com o drama da seca. A recente estiagem secou os reservatórios de água, comeu o verde das
pastagens e dizimou 20% do gado. A planície avermelhada, pontuada por mandacarus e palmas, é a mesma de 50 anos atrás, quando o município serviu de cenário para
o longa­metragem Vidas Secas, inspirado no romance de Graciliano Ramos. Apesar da paisagem desoladora, o comércio local prospera como em nenhum outro momento
de sua história. Muitos moradores atribuem o feito ao Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal. “As pessoas aqui sobrevivem da agricultura.
Se não chove, não tem nada. Agora, a mulher recebe o benefício, faz uma feirinha na cidade e alimenta a economia”, afirma a prefeita. Os repasses federais contemplam
872 famílias na cidade, mais de dois terços da população. “Não fosse essa renda, muita gente teria morrido de fome”.
O programa atende atualmente 13,8 milhões de famílias brasileiras, o equivalente a um quarto da população. O valor médio do benefício é de 152 reais. Para 2013, o
orçamento previsto chega a 24 bilhões de reais. O elevado investimento tem retorno. Cada real transferido pelo governo gera 2,4 reais no consumo final das famílias,
segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no dia 15. O efeito multiplicador não para por aí. Cada real gasto pelo programa
resulta no  incremento de 1,78  real no PIB.  “Ao garantir uma  renda mínima aos mais pobres, há um aumento do consumo que  faz a economia prosperar”, afirma o
economista Marcelo Neri, presidente do Ipea.
(CartaCapital, 30.10.2013. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o termo em destaque está empregado em sentido figurado.
 a) A recente estiagem secou os reservatórios de água, comeu o verde das pastagens…
 b) … quando o município serviu de cenário para o longa­metragem Vidas Secas…
 c) … o comércio local prospera como em nenhum outro momento de sua história.
 d) Cada real transferido pelo governo gera 2,4 reais no consumo final das famílias…
 e) Cada real gasto pelo programa resulta no incremento de 1,78 real no PIB.
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Questão 326: VUNESP ­ Tec Lab (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Semântica
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Retratos de família
FOTOGRAFIAS: haverá coisa mais preciosa? Em tempos arcaicos, talvez. A minha avó costumava contar que o maior tesouro que trouxe da casa dos pais eram as fotos
de família. Álbuns com fotos em preto e branco, algumas coloridas (manualmente, claro) e impressas em cartão grosso. Todas elas insubstituíveis. Estranho tempo, esse,
em que os retratos valiam tanto como ouro.
Hoje vivemos o supremo paradoxo: nunca se tiraram tantas fotos; nunca elas tiveram tão pouco valor.
O jornal “Guardian” avisa que 2014 será o ano em que o mundo vai bater recordes no número de fotos tiradas: qualquer coisa como 3 trilhões. Esse excesso não pode
ser coisa boa: a facilidade com que hoje se tiram fotos é diretamente proporcional à facilidade com que nos esquecemos delas.
Uma amiga, aliás, contava­me há tempos uma história instrutiva: em três anos de maternidade, ela acumulara mais de mil fotos do primogênito. Até descobrir que não
tinha nenhuma para mostrar em papel ou em moldura – permaneciam todas na memória do laptop, ou na câmera, ou no celular. À espera de melhores dias.
Três trilhões de fotos para 2014, diz o “Guardian”. E, no fim de contas, é como se o mundo não tirasse uma única foto que realmente importe.
(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 07 de janeiro de 2014)
 
Na frase – Hoje vivemos o supremo paradoxo: nunca se tiraram tantas fotos; nunca elas tiveram tão pouco valor. –, a palavra paradoxo expressa ideia de
 a) contradição.
 b) padronização.
 c) igualdade.
 d) modéstia.
 e)descontentamento.
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Questão 327: CONSULPLAN ­ Fisc (Cantagalo)/Pref Cantagalo/Obras/2013
Assunto: Semântica
Texto
Ceará, o berço do Pacto
Programa que inspirou o pacto nacional nasceu em Sobral e é criticado por ter material didático padronizado e estar baseado em avaliações.
Pacto  Nacional  pela  Alfabetização  na  Idade  Certa  é  uma  colcha  de  retalhos  que  articula  diversas  experiências  de  alfabetização  no  Brasil  aliadas  à  formação  de
professores, a exemplo do Pró­Letramento. Mas a principal inspiração e modelo essencial para o Pnaic é um programa do governo do Ceará. O programa que nasceu em
Sobral foi introduzido em 2004 para a erradicação do analfabetismo no município e batizado de Programa pela Alfabetização na Idade Certa (Paic).
Reflexo no Ideb
O Paic  surgiu da constatação de que apenas 15% dos alunos do 2º ano do ensino  fundamental do Ceará  liam e compreendiam um pequeno  texto, e  somente 42%
conseguiram produzir um pequeno texto (nenhum foi considerado ortográfico).
Com o auxílio da Undime e da Unicef, o Paic conseguiu capilaridade nos municípios, e se concentrou em cinco eixos: gestão da educação municipal, avaliação externa,
alfabetização, educação infantil, literatura infantil e formação do leitor. Desde então, o Ideb do estado para o 4º e 5º ano pulou de 3,2, em 2005, para 4,9 em 2011 (o
esperado era 4,0). Se em 2007 apenas 15 municípios, de um universo de 184,  tinham nível  considerado desejável de alfabetização  (um deles era Sobral), em 2011
praticamente todos os municípios alcançaram o mesmo patamar (com a exceção de cinco, que ficaram no nível “suficiente”, segundo mais alto).
 
Para Idevaldo Bodião, ex­professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará, ex­secretário de Educação e Assistência Social de Fortaleza e membro
do Comitê Ceará da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, os  rápidos  resultados da  iniciativa  foram o principal atrativo da atenção do MEC.  “Com a  troca de
ministros,  era  preciso  encontrar  um  programa  rápido  e  urgente  que  desse  resultados  imediatos.  E  não  é  fácil  propor,  gestar  e  criar  um  programa  para  aplicá­lo
nacionalmente e que tenha resultados em um ano ou dois no máximo. Então, a saída foi encontrar algo que já existia, e que pudesse ter visibilidade e capilaridade”,
analisa.
 
Diferenças no material
 
A principal diferença entre o Paic e o Pnaic está no modelo de material adotado nas formações de orientadores de estudo. Enquanto o Pacto reuniu pesquisadores do
Brasil  inteiro  para  elaborar  um  material  aberto  e  que  respeitasse  contextos  locais  e  desse  liberdade  para  o  professor  alfabetizador  embasar  sua  própria  prática
pedagógica, o Paic criou um material único para o estado que, apesar de sua boa qualidade, segundo Bodião, tolheu a autonomia do professor.
 
Nesse sentido, a formação seria mais um treinamento para aplicar as apostilas do que fundamentos para o educador refletir e elaborar suas próprias práticas. “Minha
preocupação é que se amanhã tirarmos o material desse professor, como ele dará aula? Ele fica absolutamente órfão.” E uma dependência como essa do material exigiria
uma formação continuada permanente, o que não acontece. Dessa forma, a iniciativa estaria fadada a ser extinta tão logo não houvesse mais o material, deixando os
educadores reféns de uma política que pode ser alterada com uma mudança de governo.
Maria do Rosário Longo Mordatti, professora titular da Unesp­Marília e presidente da Associação Brasileira de Alfabetização faz ressalvas a materiais prontos. “Todos os
materiais previamente elaborados têm em princípio um problema: sua possibilidade de utilização é bem genérica e ampla para todas as situações”, afirma. “O que ocorre
na sala de aula e faz o aluno aprender é a relação que se estabelece entre professor e aluno.”
Segundo Maria do Socorro Nunes Macedo, professora da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e coordenadora do GT de Alfabetização, Leitura e Escrita da
Anped, o Pnaic busca driblar justamente essa questão do material da experiência do Ceará, em vez de elaborar um conteúdo único, instrumentalizando o professor para
fazer um trabalho a partir do contexto em que está inserido.
Leitura do mundo
Outra preocupação expressada por Bodião em relação ao Paic é com a valorização quase que absoluta de conteúdos de língua portuguesa, deixando de lado a leitura do
mundo citada por Paulo Freire (“A leitura do mundo precede a leitura da palavra”, dizia o educador). Para Bodião, o processo de alfabetização deveria auxiliar os alunos a
entenderem o mundo a partir da palavra escrita, e não simplesmente a aplicarem conteúdos disciplinares.
 
A avaliação é um dos alicerces do Paic, e o seu modelo  inspirou o Pacto Nacional. Isso  leva ao questionamento, segundo Bodião, sobre o que a avaliação realmente
avalia. “Ela avalia se o professor está cumprindo as diretrizes na formatação do Paic. Então qualquer outro professor que tenha um processo de alfabetização diferente
não vai bem na avaliação, e isso não quer dizer que ele ensina errado, mas que ele não ensina como no material do Paic”, argumenta.
 
Os resultados rápidos permitidos pela avaliação são o maior atrativo de programas como o Paic e o Pnaic. O modelo adotado pelas iniciativas, diz Bodião, é capaz de
mudar mapas de alfabetização no curto prazo, em cerca de dois anos. Isso seria ideal, se houvesse um legado deixado pelas experiências. O especialista teme, dessa
forma, que em dez anos nada reste desses programas. “Parece que só sobrevivem enquanto existe o treinamento para a aplicação do material que está pronto. Não se
investe na compreensão autônoma dos próprios professores. E isso é um complicador que não tem sido tratado.”
 
(Carmen Guerreiro. Ceará, o berço do Pacto. Educação, São Paulo, Ano 17, n. 193, p. 72­74. Maio/2013.)
 
Na passagem “O especialista teme, dessa forma, que em dez anos nada reste desses programas.”, os termos sublinhados expressam a ideia de
 a)  tempo.
 b)  ordem.
 c)  exclusão.
 d)  condição.
 e)  afirmação.
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Questão 328: CESPE ­ APF/PF/2014
Assunto: Semântica
O uso  indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e
culturais de todos os Estados e sociedades. Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro, e não são detidas por fronteiras: avançam por
todos os  cantos da  sociedade e por  todos os espaços geográficos, afetando homens e mulheres de diferentes grupos étnicos,  independentemente de classe  social  e
econômica ou mesmo de idade. Questão de relevância na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos
crimes conexos — geralmente de caráter transnacional — com a criminalidade e a violência. Esses fatores ameaçam a soberania nacional e afetam a estrutura social e
econômica  interna,  devendo  o  governo  adotar  uma  postura  firme  de  combate  ao  tráfico  de  drogas,  articulando­se  internamente  e  com  a  sociedade,  de  forma  a
aperfeiçoar e otimizar seus mecanismos de prevenção e repressão e garantir o envolvimento e a aprovação dos cidadãos.
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.
No que se refere aos aspectos linguísticos do fragmento de texto acima, julgue o próximo item.
 
A  forma  verbal  “infligem”  (l.2)  está  empregada  no  texto  com  o mesmo  sentido  que  está  empregada  na  seguinte  frase: Os  agentes  de  trânsito  infligem multas  aos
infratores.
 Certo
 Errado
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Questão 329: CONSULPLAN ­ GMA (Natividade)/Pref Natividade/2014
Assunto: Semântica
Texto
Acordo é melhor opção para briga entre vizinhos em condomínios
Falta de pagamento e vagas de garagem são motivos parabrigas.
Animais de estimação também causam conflitos entre vizinhos.
Brigas entre vizinhos nos prédios de apartamentos são cada vez mais comuns. As causas mais comuns são a falta de pagamento do condomínio, os animais de estimação
e as vagas de garagem. Nesses casos, chegar a um acordo antes de recorrer à Justiça é sempre a melhor opção.
Um morador perdeu a cabeça, quebrou o limpador de para‐brisas, a antena e a maçaneta do carro de uma vizinha. Tudo porque ela estacionou na vaga dele. Em outro
caso, uma moradora foi agredida por três mulheres dentro do elevador. Ela teria arranhado o carro de uma delas na garagem e as moradoras acabaram brigando feio.
Muitos prédios têm mais carros do que vagas, o que resulta em motoristas ficando presos, sem poder sair. Outro motivo para brigas.
Os condomínios têm mais carros e mais cachorros também. Pesquisa da Associação de Petshops, metade das famílias brasileiras tem animais domésticos. Os síndicos
não podem proibir, mas é importante que os animais não incomodem a vizinhança. Em alguns prédios, por exemplo, os cachorros não podem circular na área de lazer e
só podem usar o elevador de serviço.
As  regras para garantir  a boa  convivência precisam ser aprovadas em assembleia por, pelo menos, dois  terços dos moradores. A  convenção do prédio pode definir
também multas para punir o condômino antissocial, como prevê o Código Civil.
Antes das multas e até mesmo da Justiça, o melhor caminho ainda é ter uma boa conversa.
A inadimplência das taxas de condomínio também é motivo de dor de cabeça. Quem paga em dia reclama. Os moradores de um prédio de Belo Horizonte conseguiram
acabar com a inadimplência, reduzindo os gastos. Eles mandaram construir um poço artesiano e uma subestação de tratamento de água e não usam mais a água da
companhia de abastecimento. Além disso, o gás passou a ser encanado. O resultado é uma economia de R$ 10 mil por mês.
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal‐hoje/noticia/2014/08/acordo
‐e‐melhor‐opcao‐para‐briga‐entre‐vizinhos‐em‐condominios.html. Adaptado.)
 
No trecho “As regras para garantir a boa convivência precisam ser aprovadas em assembleia por, pelo menos, dois terços dos moradores.” (4º§), a palavra destacada
apresenta como significado correto:
 a) Punir.
 b) Recorrer. 
 c) Assegurar.
 d) Conseguir.
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Questão 330: VUNESP ­ Ag SP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Semântica
 
 
(Bill Watterson, Calvin & Haroldo, http://depositodocalvin.blogspot.com.br/search/label/Bicicleta)
 
Os termos já (segundo quadrinho) e ainda (quarto quadrinho) exprimem circunstâncias de
 a) modo.
 b) tempo.
 c) dúvida.
 d) causa.
 e) intensidade.
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Questão 331: VUNESP ­ Ag EVP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Semântica
Leia a charge.
 
 
(Pancho. Gazeta do Povo, 28.09.2014)
Ao dizer que o papo “não tem pé nem cabeça”, a personagem sugere que a conversa do amigo está sendo
 a) articulada.
 b) engraçada.
 c) concisa.
 d) incoerente.
 e) inteligente.
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Questão 332: VUNESP ­ Ag EVP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
No Cieja (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, não se registram advertências aos estudantes nem há período de recuperação. Alunos com
dificuldades nos colégios da região enxergam ali a possibilidade de um recomeço. “Outros colégios desistem de alguns alunos tidos como problemáticos e os encaminham
para um centro de ensino de jovens e adultos”, explica a coordenadora da escola, Cristina Sá.
 
Todos os 14 Ciejas de São Paulo reservam um dia para os professores fazerem planejamento. Êda, a diretora do Cieja Campo Limpo, usa as sextas­feiras para discutir
casos  específicos  dos  alunos  e  para  formar  os  educadores  na  filosofia  da  escola.  Neste  dia,  não  há  aula.  “É  um  trabalho  de  formiguinha”,  diz  a  diretora.  Vários
professores não se adaptaram e pediram transferência. “Tem gente que não acredita em um ensino que não impõe autoridade. Nós acreditamos”, afirma Cristina.
Num dos dias em que a Folha visitou a escola, um morador da mesma rua apareceu em frente à entrada, com um carrinho de sucata com o pneu furado, perguntando:
“Cadê a dona Êda? Preciso de ajuda para arrumar meu pneu”. A naturalidade do pedido mostra como a integração com a comunidade funciona.
(http://arte.folha.uol.com.br. 30.11.2014. Adaptado)
 
A diretora do Cieja afirma que faz um “trabalho de formiguinha”, portanto um trabalho muito
 a) dispendioso.
 b) cuidadoso.
 c) improvisado.
 d) negligente.
 e) superficial.
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Questão 333: VUNESP ­ Ag EVP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Ela tem alma de pomba
Que a  televisão prejudica o movimento da pracinha Jerônimo Monteiro, em todos os Cachoeiros de Itapemirim, não há dúvida. Sete horas da noite era hora de uma
pessoa acabar de jantar, dar uma volta pela praça para depois pegar uma sessão das 8 no cinema. Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela, depois outra
novela.
O futebol também pode ser prejudicado. Quem vai ver um jogo do Estrela do Norte F.C., se pode ficar tomando cervejinha e assistindo a um bom Fla­Flu, ou a um Inter x
Cruzeiro, ou qualquer coisa assim?
Que a televisão prejudica a leitura de livros, também não há dúvida. Eu mesmo confesso que lia mais quando não tinha televisão. Rádio, a gente pode ouvir baixinho,
enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível com livro – e tudo mais nesta vida, inclusive a boa conversa.
 
Também acho que a televisão paralisa a criança numa cadeira mais do que o desejável. O menino fica ali parado, vendo e ouvindo, em vez de sair por aí, chutar uma
bola, brincar de bandido, inventar uma besteira qualquer para fazer.
Só não acredito que televisão seja máquina de fazer doido. Até acho que é o contrário, ou quase o contrário: é máquina de amansar doido, distrair doido, acalmar, fazer
doido dormir.
(Rubem Braga, 200 Crônicas Escolhidas. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a preposição em destaque inicia uma expressão indicativa de lugar.
 a) Sete horas da noite era hora de uma pessoa acabar de jantar...
 b) ... inventar uma besteira qualquer para fazer.
 c) Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela...
 d) ... que televisão seja máquina de fazer doido.
 e) ... para depois pegar uma sessão das 8 no cinema.
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Questão 334: IBFC ­ Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Assunto: Semântica
TEXTO
 
 
A representação da Monalisa identificada como "after" mantém com a obra fonte, uma relação de:
 a)  paráfrase
 b)  literalidade
 c)  complementariedade
 d)  hiperonímia
 e)  paródia
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Questão 335: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2014
Assunto: Semântica
Emoções mapeadas
Estudo mostra quais regiões do corpo são ‘ativadas’ por
sentimentos como raiva e felicidade e conclui que sensações
têm caráter universal
(Monique Oliveira)
Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente. Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção?
A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região do cérebro
que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico.
 
Faltava saber exatamente onde essas mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por elas.
 
No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de Aalto em parceria com a Universidade de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que
indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações quando sentiam uma determinada emoção.
 
Paraincitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem ­ dor e calor, por exemplo.
 
Com os dados, um software montou um único circuito para cada emoção ­ raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa (chamadas de básicas) e ansiedade,
amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas).
 
“Tanto  o  computador  como  outras  pessoas  reconheceram  as  emoções  descritas,  o  que  denota  o  seu  aspecto  universal”,  disse  à  Folha  Riitta  Hari,  professora  da
Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”.
Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram associadas com ativações e calor dos membros superiores.
Já as emoções que indicam estado depressivo ou de tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés.
Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro.
O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre distinguíveis, como tristeza e desgosto. [...]
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/151651­emocoes­mapeadas.shtml. Acesso em: 11/02/2014)
 
O uso do Presente do Indicativo em “A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas.” é, semanticamente, melhor justificado por:
 a)  expressar uma ação que era habitual no passado.
 b)  fazer referência a um fato passado de modo mais dinâmico.
 c)  apontar para uma ação que ocorre no momento em que se lê.
 d)  expressar uma ação de caráter “atemporal”.
 
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Questão 336: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2014
Assunto: Semântica
Emoções mapeadas
Estudo mostra quais regiões do corpo são ‘ativadas’ por
sentimentos como raiva e felicidade e conclui que sensações
têm caráter universal
(Monique Oliveira)
Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente. Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção?
A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região do cérebro
que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico.
 
Faltava saber exatamente onde essas mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por elas.
 
No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de Aalto em parceria com a Universidade de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que
indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações quando sentiam uma determinada emoção.
 
Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem ­ dor e calor, por exemplo.
 
Com os dados, um software montou um único circuito para cada emoção ­ raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa (chamadas de básicas) e ansiedade,
amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas).
 
“Tanto  o  computador  como  outras  pessoas  reconheceram  as  emoções  descritas,  o  que  denota  o  seu  aspecto  universal”,  disse  à  Folha  Riitta  Hari,  professora  da
Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”.
Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram associadas com ativações e calor dos membros superiores.
Já as emoções que indicam estado depressivo ou de tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés.
Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro.
O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre distinguíveis, como tristeza e desgosto. [...]
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/151651­emocoes­mapeadas.shtml. Acesso em: 11/02/2014)
 
O emprego do vocábulo “adormecimento”, no texto, aponta para um sentido que pode ser mais bem entendido como:
 a)  dormência
 b)  sonolência
 c)  relaxamento
 d)  contração
 
 
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Questão 337: FUNCAB ­ AA (PRF)/PRF/2014
Assunto: Semântica
Texto
A era do automóvel
E,  subitamente, é a era do Automóvel, O monstro  transformador  irrompeu, bufando, por entre os descombros da  cidade velha, e  como nas mágicas e na natureza,
aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações.[...]
 
[...] Ruas arrasaram­se, avenidas surgiram, os  impostos aduaneiros caíram, e  triunfal e desabrido o automóvel entrou,arrastando desvaíradamente uma catadupa de
automóveis, Agora, nós vivemos positivamente nos momentos do automóvel, em que o chauffeur é rei, é soberano, é tirano.
 
Vivemos  inteiramente presos ao Automóvel. O Automóvel  ritmiza a vida vertiginosa, a ânsia das velocidades, o desvario de chegar ao  fim, os nossos sentimentos de
moral, de estética, de prazer, de economia, de amor.
 
[...] Passamos como um raio, de óculos enfumaçados por causa da poeira. Não vemos as árvores. São as árvores que olham para nós com inveja. Assim o Automóvel
acabou com aquela modesta  felicidade nossa de bater palmas aos  trechos de  floresta,  [...] A natureza recolhe­se humilhada. Em compensação  temos palácios, altos
palácios nascidos do fumo de gasolina dos primeiros automóveis e a febre do grande devora­nos. Febre insopitável e benfazeja! Não se lhe pode resistir.[...]
 
João do Rio, In: GOMES, Renato Cordeiro (Org.) Rio de Janeiro: Agir, 2005 p. 57­60.
Vocabulário:
benfazejo: que é bem­vindo
catadupa: jorro, derramamento grande
desabrido: rude, violento
insopitável: incontrolável
 
 
À época em que a crônica foi escrita, o flâneur transitava pelas ruas e flanava.
“FLANAR,  v.  int.  Passear  ociosamente:  vagabundear".  Charles  Baudelaire  desenvolveu  um  significado  para  flâneur de  “uma  pessoa  que  anda  pela  cidade  a  fim  de
experimentá­ia". Portanto flanar pela cidade significava transitar prestando atenção em detalhes, minúcias, que só um verdadeira flâneur consegue perceber.
Uma passagem do texto que contraria esse conceito é:
 a) “Ruas arrasaram­se, avenidas surgiram, os impostos aduaneiros caíram, e triunfal e desabrido o automóvel entrou, arrastando desvaíradamente uma catadupa de
automóveis.’ (§ 2)
 b) “Passamos como um raio, de óculos enfumaçados por causa da poeira. Não vemos as árvores. São as árvores que olham para nós com inveja." (§ 4)
  c)  “O  monstro  transformador  irrompeu,  bufando,  por  entre  os  descombros  da  cidade  velha,  e  como  nas  mágicas  e  na  natureza,  aspérrima  educadora,  tudo
transformou com aparências novas e novas aspirações." (§ 1)
 d) “Agora, nós vivemos positivamente nos momentos do automóvel, em que o chauffeur é rei, é soberano, é tirano.' (§ 2)
 e) “Em compensação temos palácios, altos palácios nascidos do fumo de gasolina dos primeiros automóveis e a febre do grande devora­nos.” {§ 4)
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Questão 338: COPS UEL ­ Del Pol (PC PR)/PC PR/2013
Assunto: Semântica
Leia o texto, a seguir, e responda à questão.
 
A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no
Rio de Janeiro, há algumas semanas, jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
 
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos, desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado”
em lojas, consultórios, bancos ou supermercados não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as divulgadas pelo Mapa da
Violência2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que
aparentemente não enfrenta conflitos raciais.
 
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro  indicador  importante. De acordo com o Censo 2010,  realizado pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), entre os brasileiros com nível superior completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução ou que não
terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e 26,3 milhões de brancos.
 
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca
despertar o protagonismo em entidades sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
 
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas
relacionadas ao poder. “Quando chegam a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo­se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
 
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados,
acabaram nas periferias e favelas das cidades, impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
 
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de
reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se expressa no baixo
volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes
de preconceito, o que resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
 
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se
reconhece a necessidade de políticas públicas, se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas passam pela melhoria
no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
 
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
 
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)
 
O título da reportagem traz duas qualificações para o termo “preconceito”. No 2º parágrafo do texto, há uma terceira qualificação.
 
Assinale a alternativa que correlaciona, corretamente, essas qualificações.
 a)  Preconceito assumido é o contrário de preconceito velado.
 b)  Preconceito velado é o contrário de preconceito devastador.
 c)  Preconceito assumido e preconceito velado são sinônimos.
 d)  Preconceito assumido e preconceito devastador são sinônimos.
 e)  Preconceito velado e preconceito devastador são sinônimos.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 339: COPS UEL ­ Del Pol (PC PR)/PC PR/2013
Assunto: Semântica
Leia o texto, a seguir, e responda à questão.
 
A repercussão sobre o tratamento ofensivo dispensado a um menino negro de 7 anos que acompanhava os pais adotivos em uma concessionária de carros importados no
Rio de Janeiro, há algumas semanas, jogou luz sobre uma discussão que permeia a história do Brasil: afinal, somos um país racista?
 
Apesar de não haver preconceito assumido, o relato dos negros brasileiros que denunciam olhares tortos, desconfiança, apelidos maldosos e tratamento “diferenciado”
em lojas, consultórios, bancos ou supermercados não deixa dúvidas de que são discriminados em função do tom da pele. Estatísticas como as divulgadas pelo Mapa da
Violência 2012, que detectou 75% de negros entre os jovens vitimados por homicídios no Brasil em 2010, totalizando 34.983 mortes, chamam a atenção em um país que
aparentemente não enfrenta conflitos raciais.
 
A disparidade entre o nível de escolaridade é outro  indicador  importante. De acordo com o Censo 2010,  realizado pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), entre os brasileiros com nível superior completo há 9,8 milhões de brancos e 3,3 milhões de pardos e pretos. Já entre a população sem instrução ou que não
terminou o Ensino Fundamental os números se invertem: são 40 milhões de pretos e pardos e 26,3 milhões de brancos.
 
“O racismo no Brasil é subjetivo, mas as consequências dele são bem objetivas”, afirma o sociólogo Renato Munhoz, educador da Colmeia, uma organização que busca
despertar o protagonismo em entidades sociais, incluindo instituições ligadas à promoção da igualdade racial.
 
Ele enfatiza que os negros, vitimizados pela discriminação em função da cor da pele, são minoria nas universidades, na política, em cargos de gerência e outras esferas
relacionadas ao poder. “Quando chegam a essas posições, causam ‘euforia”’, analisa, referindo­se, na história contemporânea, ao ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Joaquim Barbosa e ao presidente dos EUA, Barack Obama.
 
Munhoz acrescenta que o racismo tem raiz histórica. “Remete ao sequestro de um povo de sua terra para trabalhar no Brasil. Quando foram supostamente libertados,
acabaram nas periferias e favelas das cidades, impedidos de frequentar outros locais”, afirma.
 
Esse contexto, para ele, tem sido perpetuado através dos tempos, apesar da existência da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define como crime passível de
reclusão os preconceitos de raça ou de cor. “A não aceitação de negros em alguns espaços é evidente”, reforça. A subjetividade do racismo também se expressa no baixo
volume de denúncias nas delegacias. No Paraná, de acordo com dados do Boletim de Ocorrência Unificado da Polícia Civil, de 2007 a 2012 foram registrados 520 crimes
de preconceito, o que resulta em uma média de apenas 86 registros por ano.
 
Por todas essas evidências, Munhoz defende a transformação da questão racial em políticas públicas, a exemplo das cotas para negros nas universidades. “Quando se
reconhece a necessidade de políticas públicas, se reconhece também que há racismo”, diz. Ele acrescenta, ainda, que os desafios dessas políticas passam pela melhoria
no atendimento em saúde à população negra e no combate à intolerância religiosa.
 
“Não reconhecer as religiões de matriz africana é outro indicador de racismo”.
 
(Adaptado de: AVANSINI, C. Preconceito velado, mas devastador. Folha de Londrina. 3 fev. 2013, p.9.)
 
 
Sobre a locução prepositiva “Apesar de”, no 2º parágrafo, assinale a alternativa correta.
 a)  A locução tem a finalidade de introduzir um obstáculo hipotético que impede parcialmente a concretização dos acontecimentos descritos no restante da frase.
 b)  A locução tem o propósito de enunciar uma situação que reduzirá o impacto do conteúdo dos relatos e das denúncias dos negros brasileiros, exposto no restante
da frase.
 c)  A posição da locução logo no início da frase é estratégica para estabelecer o contraste entre as ideias expressas no primeiro parágrafo e o conteúdo exposto na
frase inicial do segundo.
 d)  A situação introduzida pela locução tem sua relevância diminuída diante da apresentação das demais ideias expressas – as denúncias.
 e)  Há uma relação de equilíbrio, no que se refere à relevância, entre as ideias introduzidas pela locução – a inexistência de preconceito assumido – e o restante da
frase: as denúncias e os relatos dos negros.
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Questão 340: CESPE ­ Ag Pol (PC DF)/PC DF/2013
Assunto: Denotação e Conotação
Pavio do destino
   Sérgio Sampaio
O bandido e o mocinho
São os dois do mesmoninho
Correm nos estreitos trilhos
Lá no morro dos aflitos
Na Favela do Esqueleto
São filhos do primo pobre
A parcela do silêncio
Que encobre todos os gritos
E vão caminhando juntos
O mocinho e o bandido
De revólver de brinquedo
Porque ainda são meninos
 
Quem viu o pavio aceso do destino?
Com um pouco mais de idade
E já não são como antes
Depois que uma autoridade
Inventou­lhes um flagrante
Quanto mais escapa o tempo
Dos falsos educandários
Mais a dor é o documento
Que os agride e os separa
Não são mais dois inocentes
Não se falam cara a cara
Quem pode escapar ileso
Do medo e do desatino
 
Quem viu o pavio aceso do destino?
O tempo é pai de tudo
E surpresa não tem dia
Pode ser que haja no mundo
Outra maior ironia
O bandido veste a farda
Da suprema segurança
O mocinho agora amarga
Um bando, uma quadrilha
São os dois da mesma safra
Os dois são da mesma ilha
Dois meninos pelo avesso
Dois perdidos Valentinos
 
Quem viu o pavio aceso do destino?
 
A respeito dos sentidos do texto de Sérgio Sampaio, que constitui a letra de uma música, julgue o item seguinte.
 
Os termos “ninho” e “safra” foram empregados em sentido denotativo e correspondem, respectivamente, ao local e à época de nascimento dos meninos.
 Certo
 Errado
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Questão 341: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Denotação e Conotação
Leia o texto para responder à questão.
A classe média vai ao inferno
Era uma vez o sonho de morar na grande cidade. O paraíso das oportunidades, do emprego bem remunerado, do hospital equipado e do acesso mais amplo aos serviços
públicos. O centro do lazer cultural e do bem­estar. A promessa da mobilidade social e funcional.
A metrópole virou megalópole e, hoje, São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram ambientes hostis ao cidadão de qualquer classe social que precise se deslocar da casa para
o trabalho. As “viagens” diárias dificultam conciliar família e profissão.
Hoje, mais da metade da população (54%) tem algum carro. O Brasil privilegiou a indústria automobilística, facilitou a compra de veículos, e a classe média aumentou em
tamanho e poder de consumo. Todos acreditaram que chegariam ao paraíso. Ficaram presos no congestionamento.
Quem mais fica engarrafada nas ruas é a classe média, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A pesquisa, com base em dados de 2012, revela que
os muito pobres e os muito ricos gastam menos tempo no deslocamento casa­trabalho do que a classe média. Os ricos, porque podem morar perto do trabalho – sem
contar os milionários, que andam de helicóptero. Os muito pobres, sem dinheiro para a passagem,  tendem a se restringir a  trabalhar bem perto de onde moram ou
acordam  às  4  horas  da  manhã  para  evitar  congestionamento.  Como  não  se  investiu  em  trem  e  metrô  –  muito  menos  em  sistemas  inteligentes  de  transporte  –,
estouramos os limites da civilidade. E que se lixem os impactos ambientais, a poluição e a rinite.
(Época, 28.10.2013. Adaptado)
 
 
Considere as frases:
– A classe média vai ao inferno. (título)
– Todos acreditaram que chegariam ao paraíso. (terceiro parágrafo)
Os termos destacados nos enunciados estão empregados em sentido
 a)  próprio, estabelecendo­se entre eles uma relação de comparação.
 b)  figurado, estabelecendo­se entre eles uma relação de equivalência.
 c)  próprio, estabelecendo­se entre eles uma relação de consequência.
 d)  próprio, estabelecendo­se entre eles uma relação de causa.
 e)  figurado, estabelecendo­se entre eles uma relação de oposição.
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Questão 342: VUNESP ­ At NP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Denotação e Conotação
Leia o texto para responder à questão.
Ortotanásia e eutanásia
O que é a vida, afinal? É simplesmente um conjunto de reações bioquímicas? Ou algo maior, sagrado e eterno? A nossa perplexidade diante desse tema tão polêmico, que
é a eutanásia, advém das incertezas que cercam o sentido da existência humana.
 
Sou oncologista e imunologista. Faz 28 anos que busco mais vida com qualidade para os pacientes com câncer e portadores de Aids com câncer. Os pacientes que já na
primeira  consulta  me  dizem  que  querem  morrer  antes  de  tentar  os  tratamentos  são  exceções.  Mas  existem.  Todos  os  pacientes,  tanto  os  que  querem  enfrentar
tratamentos antes de morrer como os que não querem, têm um elemento comum, que é a falta de esperança, a depressão e o medo do sofrimento. Independentemente
das novas e eficientes técnicas de tratamento, há instantes em que se perde a batalha contra as doenças. É então que uma pergunta se faz necessária: até quando é
lícito prolongar com medidas artificiais a manutenção da vida vegetativa? Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia – ou boa morte. Uma é a eutanásia
ativa, na qual o médico ou alguém causa ativamente a morte do indivíduo. Ela é proibida por lei no Brasil, mas é prática regulamentada, em alguns outros países, como
Holanda e Dinamarca.
Em um outro extremo, há a distanásia que,  segundo o especialista em bioética padre Leo Pessini,  “é um procedimento médico que prolonga  inútil  e  sofridamente o
processo de morrer procurando distanciar a morte”. Sou contra a distanásia. E como seria a verdadeira boa morte? Creio que é aquela denominada morte assistida que
prefiro denominar de ortotanásia. É cuidar dos sintomas sem recorrer a medidas intervencionistas de suporte em quadros irreversíveis. É respeitar o descanso merecido
do corpo, o momento da limpeza da caixa preta de mágoas e rancores; é a hora de dizer coisas boas, os agradecimentos que não fizemos antes. É a hora da despedida e
da partida. Então, talvez possamos acreditar no escritor Jorge Luis Borges: “Morrer é como uma curva na estrada, é não ser visto”.
(Nise Hitomi Yamaguchi, doutora pela Faculdade de Medicina da USP. Folha de S.Paulo, Tendências/Debates, 26 de março de 2005. Adaptado)
 
Releia o trecho: É respeitar o descanso merecido do corpo, o momento da limpeza da caixa preta de mágoas e rancores; ... (último parágrafo).
A expressão “caixa preta” é uma referência a um dispositivo que há nos aviões, onde é registrado tudo o que acontece em uma viagem.
No contexto em que foi empregada, a expressão em destaque – limpeza da caixa preta – significa
 a)  proporcionar ao corpo o repouso físico.
 b)  limpar cuidadosamente o corpo.
 c)  registrar na mente os dissabores da vida.
 d)  libertar os sentimentos impuros guardados.
 e)  guardar para si os desentendimentos.
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Questão 343: VUNESP ­ Of Admin (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Denotação e Conotação
Leia o texto para responder à questão.
“Geração do diploma” lota faculdades, mas decepciona empresários
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a
mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
“Mas, mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o
salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O desapontamento do mercado com o que já está sendo chamado de “geração do diploma” é confirmado por especialistas, organizações empresariais e consultores de
recursos humanos.
“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E, quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o
sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar­comum relatos de administradores recém­formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não
conseguem resolver equações simples ou estagiáriosque ignoram as regras básicas da linguagem. Isso significa que uma parte dos universitários no país até sabe ler
textos simples, mas é incapaz de interpretar e associar informações.
Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos
Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
É  claro  que,  em parte,  isso  se  deve  ao  aquecimento  do mercado  de  trabalho  brasileiro. Mas,  segundo  um estudo  divulgado  pelo  Instituto  de  Pesquisas  Econômicas
Aplicadas (Ipea), os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% do contingente de desempregados.
“Mesmo com a expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas
posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.
(Ruth Costas. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias
/2013/10/131004_ mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml. 09.10.2013. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado, no contexto, em sentido figurado.
 a) Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou.
 b) “… na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012”…
 c) Entre empresários, já são lugar­comum relatos de administradores recém­formados que não sabem escrever…
 d) Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma…
 e) “Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas.
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Questão 344: VUNESP ­ Insp PC CE/PC CE/2015
Assunto: Denotação e Conotação
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Ficção universitária
 
Os dados do Ranking Universitário publicados em setembro de 2013 trazem elementos para que tentemos desfazer o mito, que consta da Constituição, de que pesquisa e
ensino são indissociáveis.
 
É claro que universidades que fazem pesquisa tendem a reunir a nata dos especialistas, produzir mais inovação e atrair os alunos mais qualificados, tornando­se assim
instituições que se destacam também no ensino. O Ranking Universitário mostra essa correlação de forma cristalina: das 20 universidades mais bem avaliadas em termos
de ensino,  15  lideram no quesito  pesquisa  (e  as demais  estão  relativamente bem posicionadas). Das 20 que  saem à  frente  em  inovação,  15 encabeçam  também a
pesquisa.
 
Daí não decorre que só quem pesquisa, atividade estupidamente cara, seja capaz de ensinar. O gasto médio anual por aluno numa das  três universidades estaduais
paulistas, aí embutidas todas as despesas que contribuem direta e indiretamente para a boa pesquisa, incluindo inativos e aportes de Fapesp, CNPq e Capes, é de R$ 46
mil (dados de 2008). Ora, um aluno do ProUni custa ao governo algo em torno de R$ 1.000 por ano em renúncias fiscais.
 
Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber que o país não dispõe de recursos para colocar os quase sete milhões de universitários em instituições com o
padrão de investimento das estaduais paulistas.
 
E o Brasil precisa aumentar rapidamente sua população universitária. Nossa taxa bruta de escolarização no nível superior beira os 30%, contra 59% do Chile e 63% do
Uruguai. Isso para não mencionar países desenvolvidos como EUA (89%) e Finlândia (92%).
 
Em vez  de  insistir  na  ficção  constitucional  de  que  todas  as  universidades  do país  precisam dedicar­se  à  pesquisa,  faria mais  sentido  aceitar  o mundo  como ele  é  e
distinguir entre instituições de elite voltadas para a produção de conhecimento e as que se destinam a difundi­lo. O Brasil tem necessidade de ambas.
 
(Hélio Schwartsman. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br, 10.09.2013. Adaptado)
 
 
Assinale a alternativa em que a expressão destacada é empregada em sentido figurado.
 a) ... todas as despesas que contribuem direta e indiretamente para a boa pesquisa...
 b) ... das 20 universidades mais bem avaliadas em termos de ensino...
 c) ... universidades que fazem pesquisa tendem a reunir a nata dos especialistas...
 d) Os dados do Ranking Universitário publicados em setembro de 2013...
 e) Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber que o país não dispõe de recursos...
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Questão 345: VUNESP ­ Del PC CE/PC CE/2015
Assunto: Denotação e Conotação
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A morte do narrador
Recentemente recebi um e­mail de uma leitora perguntando a razão de eu ter, segundo ela, uma visão tão dura para com os idosos. O motivo da sua pergunta era eu ter
dito, em uma de minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais vovôs e vovós, porque estavam todos na academia querendo parecer com seus netos.
Claro, minha  leitora me  entendeu mal.  Mas  o  fato  de  ela  ter me  entendido mal,  o  que  acontece  com  frequência  quando  se  discute  o  tema  da  velhice,  é  comum,
principalmente porque o próprio termo “velhice” já pede sinônimos politicamente corretos, como “terceira idade”, “melhor idade”, “maturidade”, entre outros.
Uma característica do politicamente correto é que, quando ele se manifesta num uso linguístico específico, é porque esse uso se refere a um conceito já considerado
como algo ruim. A marca essencial do politicamente correto é a hipocrisia articulada como gesto falso, ideias bem comportadas.
Voltando à velhice. Minha leitora entendeu que eu dizia que idosos devem se afundar na doença, na solidão e no abandono, e não procurar ser felizes. Mas, quando eu
dizia que eles estão fugindo da condição de avós, usava isso como metáfora da mentira (politicamente correta) quanto ao medo que temos de afundar na doença, antes
de tudo psicológica, devido ao abandono e à solidão, típicos do mundo contemporâneo. Minha crítica era à nossa cultura, e não às vítimas dela. Ela cultua a juventude
como padrão de vida e está intimamente associada ao medo do envelhecimento, da dor e da morte. Sua opção é pela “negação”, traço de um dos sintomas neuróticos
descritos por Freud.
Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia que na modernidade o narrador da vida desapareceu. Isso quer dizer que as pessoas encarregadas, antigamente,
de narrar a vida e propor sentido para ela perderam esse lugar. Hoje os mais velhos querem “aprender” com os mais jovens (aprender a amar, se relacionar, comprar,
vestir, viajar, estar nas redes sociais). Esse fenômeno, além de cruel com o envelhecimento, é também desorganizador da própria juventude. Ouço cotidianamente, na
sala de aula, os alunos demonstrarem seu desprezo por pais e mães que querem aprender a viver com eles.
Alguns elementos do mundo moderno não ajudam a combater essa desvalorização dos mais velhos. As ferramentas de informação, normalmente mais acessíveis aos
jovens,  aumentam  a  percepção  negativa  dos  mais  velhos  diante  do  acúmulo  de  conhecimento  posto  a  serviço  dos  consumidores,  que  questionam  as  “verdades
constituídas do passado”. A própria estrutura sobre a qual se funda a experiência moderna – ciência, técnica, superação de tradição – agrava a invisibilidade dos mais
velhos. Em termos humanos, o passado (que “nada” serve ao mundo do progresso) tem um nome: idoso. Enfim, resta aos vovôs e vovós ir para a academia ou para as
redes sociais.
(Luiz Felipe Pondé, Somma, agosto 2014, p. 31. Adaptado)
 
 
O termo empregado com sentido figurado está em destaque na seguinte passagem do texto:
 a) Minha leitora entendeu que eu dizia que idosos devem se afundar na doença, na solidão e no abandono… (quarto parágrafo).
 b) Mas o fato de ela ter me entendido mal, o que acontece com frequência quando se discute o tema da velhice… (segundo parágrafo).
 c) A própria estruturasobre a qual se funda a experiência moderna – ciência, técnica, superação de tradição – agrava a invisibilidade dos mais velhos. (último
parágrafo).
 d) O motivo da sua pergunta era eu ter dito, em uma de minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais vovôs e vovós… (primeiro parágrafo).
 e) Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia que na modernidade o narrador da vida desapareceu. (penúltimo parágrafo).
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Questão 346: IBFC ­ Ag PJ (PC SE)/PC SE/2014
Assunto: Denotação e Conotação
Ética e moral: que significam?
 
(Leonardo Boff)
     
Face à crise generalizada de ética e de moral, importa   resgatar o sentido originário das palavras. Ética e moral é a   mesma coisa? É e não é.
1. O significado de ética
Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações  e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na  nossa própria humanidade. Que significa agir
humanamente?
 
O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de  regra de ouro, é esse: “não faças ao outro o que não queres que  te façam a ti". Ou positivamente: “faça ao
outro o que queres   que te façam a ti". Esse princípio áureo pode ser traduzido  também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as  religiões: “ama o próximo
como a ti mesmo". É o princípio do  amor universal e incondicional. Quem não quer ser amado?  Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou ser tratado  com fria
indiferença? Ninguém.
 
Outro princípio da humanidade essencial,  é o  cuidado.   Toda vida precisa de  cuidado. Um  recém­nascido deixado à    sua própria  sorte morre poucas horas após. O
cuidado é tão   essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem  acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com
cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos  também cuidamos.
 
A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos  do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as  condições que permitem o projeto planetário
humano. A própria  política é o cuidado para com o bem do povo.
 
Outro princípio reside da solidariedade universal. Se  nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos  e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para
falar de  tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas  coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato
precisa sempre  ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais  sofrem. A solidariedade se manifesta então como com­paixão.  Com­paixão quer dizer ter
a mesma paixão que o outro, alegrar­ se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só  em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos.
 
Pertence  também  à  humanidade  essencial  a  capacidade    e  a  vontade  de  perdoar.  Todos  somos  falíveis,  podemos  errar    involuntariamente  e  prejudicar  o  outro
conscientemente. Como   gostaríamos de ser perdoados, devemos  também nós perdoar.   Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio  tenham a   última palavra.
Perdoar é conceder uma chance ao outro para  que possa refazer as relações boas.
 
Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratá­lo  humanamente. Sem tais valores a vida se
torna impossível.
 
Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para
que  todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa  individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o  planeta Terra como casa comum. Eis,
pois, o que é a ética.  Vejamos agora o que é moral.
2. O significado de moral
A forma concreta como a ética é vivida, depende de cada cultura que é sempre diferente da outra. Um indígena, um chinês, um africano vivem do seu jeito o amor, o
cuidado, a  solidariedade e o perdão. Esse jeito diferente chamamos de  moral. Ética existe uma só para todos. Moral existem muitas, consoante as maneiras diferentes
como os seres humanos  organizam a vida. Vamos dar um exemplo. Importante é ter  uma casa(ética). O estilo e a maneira de construí­la pode variar  (moral). Pode ser
simples, rústica, moderna, colonial, gótica,  contanto que seja casa habitável. Assim é com a ética e a moral.
 
Hoje devemos construir juntos a Casa Comum para que  nela todos possam caber inclusive a natureza. Faz­se mister  uma ética comum, um consenso mínimo no qual
todos se possam encontrar. E ao mesmo tempo, respeitar as maneiras  diferentes como os povos organizam a ética, dando origem às várias morais, vale dizer, os vários
modos de organizar a  família, de cuidar das pessoas e da natureza, de estabelecer  os laços de solidariedade entre todos, os estilos de manifestar   o perdão.
 
A ética e as morais devem servir à vida, à convivência  humana e à preservação da Casa Comum, a única que temos  que é o Planeta Terra.
(Disponível em:  http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/etic...Acesso em:07/10/2014)
 
Nota: Para resolver a questão, considere o primeiro parágrafo do texto como o trecho “Ética é um conjunto...”..
A interpretação de Planeta Terra como “Casa Comum”, pretendida pelo autor, é possível por meio de uma ferramenta lingüística denominada:
 a) Homonímia
 b) Polissemia
 c) Conotação
 d) Denotação
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Questão 347: CESPE ­ AA (PRF)/PRF/2012
Assunto: Sinônimos e Antônimos
O novo regime automotivo anunciado pelo governo federal incorpora algumas boas práticas de política industrial, como o incentivo à inovação, à eficiência energética e ao
fortalecimento  da  cadeia  de  produção  local  —  mas  com  a  clara  intenção  de  não  privilegiar  acintosamente  a  indústria  nacional,  para  evitar  questionamentos  na
Organização Mundial do Comércio.
A nova política condiciona a  isenção da alíquota adicional de 30% no  imposto sobre produtos  industrializados a contrapartidas mensuráveis das empresas. Para obter
benefícios maiores, será obrigatório cumprir metas múltiplas. Exige­se, por exemplo, investimento crescente em pesquisa e desenvolvimento, até atingir 0,5% da receita
líquida entre 2015 e 2017, além de 1% para engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores.
Não se fala mais em percentual mínimo de conteúdo nacional, mas as montadoras terão de realizar no Brasil ao menos seis de doze etapas fabris já em 2013. Outro
requisito fundamental é a economia de combustível, com o objetivo de alinhar a produção às exigências de  países líderes, como os da Europa. A marca de 17,3 km/L
para os automóveis novos — uma redução de 12% do consumo atual — precisará ser atingida até 2017.
Editorial, Folha de S. Paulo, 5/10/2012 (com adaptações).
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.
Conforme os sentidos do texto, a palavra “acintosamente” está sendo empregada com o sentido de atenuadamente.
 Certo
 Errado
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Questão 348: CESPE ­ Ag Adm (PF)/PF/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Acho que, se eu não fosse tão covarde, o mundo seria um lugar melhor. Não que a melhora do mundo dependa de uma só pessoa, mas, se o medo não fosse constante,
as pessoas se uniriam mais e incendiariam de entusiasmo a humanidade. Mas o que vejo no espelho é um homem abatido diante das atrocidades que afetam os menos
favorecidos.
Se tivesse coragem, não aceitaria crianças passarem fome, frio e abandono. Elas nos assustam com armas nos semáforos, pedem esmolas, são amontoadas em escolas
que não ensinam, e, por mais que chorem, somos imunes a essas lágrimas.
Sou um covarde diante da violência contra a mulher, do homem contra o homem. E porque os índios estão tão longe da minha aldeia e suas flechas não atingem meus
olhos nem o coração, não me importa que tirem suas terras, sua alma.Analfabeto de solidariedade, não sei ler sinais de fumaça. Se tivesse um nome indígena, seria
“cachorro medroso”. Se fosse o tal ser humano forte que alardeio, não aceitaria famílias sem terem onde morar.
Sérgio Vaz. Antes que seja tarde. In: Caros Amigos, mai./2013, p. 8 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item seguinte.
 
O verbo alardear, em “Se fosse o tal ser humano forte que alardeio” (l.8), está empregado no sentido de vangloriar­se, gabar­se.
 Certo
 Errado
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Questão 349: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
Se a mera promulgação de novas leis fosse capaz de transformar a realidade, o Brasil não seria o país que é. Embora óbvia, a constatação é frequentemente ignorada
pelos legisladores.
 
O país assiste a uma verdadeira profusão de leis – muitas delas, a rigor, desnecessárias. São produzidas todos os dias pelos Legislativos federal, estadual e municipal,
sem falar na imensa quantidade de atos normativos, decretos, portarias, circulares...
 
O problema não se restringe à confusão que esse emaranhado costuma provocar. Às novas leis correspondem novas obrigações para o poder público, que deve monitorar
sua implementação, fiscalizar seu cumprimento e punir eventuais desvios.
 
Antes de promulgar  leis,  legisladores de países mais previdentes realizam estudos de  impacto e testes de custo/benefício para avaliar os efeitos das normas. Não no
Brasil, onde a regra é o voluntarismo.
O mais recente exemplo disso é o projeto de lei que regulamenta o peso a ser transportado por estudantes em suas mochilas – o texto foi aprovado pelo Senado e deve
seguir para avaliação da Câmara.
(Folha de S.Paulo, 23.11.2013)
 
No segundo parágrafo do texto, o substantivo profusão, em destaque, é antônimo de
 a)  concentração.
 b)  escassez.
 c)  magnitude.
 d)  aumento.
 e)  efusão.
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Questão 350: VUNESP ­ Exec Pub (SAP SP)/SAP SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não consegue se explicar com velocidade suficiente. ______ as denúncias e as suspeitas de espionagem eletrônica
contra governos de países com que os EUA ______ relações cordiais. O episódio mais recente ocorreu na Alemanha. Desde junho, já _______ suspeitas de que o governo
alemão era alvo de espionagem americana, por causa de denúncias feitas por Edward Snowden, ex­consultor da Agência Nacional de Segurança dos EUA.
(Época, 28.10.2013. Adaptado)
 
Segundo o texto, Barack Obama “não consegue se explicar com velocidade suficiente”. Isso significa que, para responder às denúncias e às suspeitas de espionagem, o
presidente dos Estados Unidos está sendo
 a)  intrépido.
 b)  negligente.
 c)  rápido.
 d)  diligente.
 e)  intempestivo.
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Questão 351: VUNESP ­ At NP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
Ortotanásia e eutanásia
O que é a vida, afinal? É simplesmente um conjunto de reações bioquímicas? Ou algo maior, sagrado e eterno? A nossa perplexidade diante desse tema tão polêmico, que
é a eutanásia, advém das incertezas que cercam o sentido da existência humana.
 
Sou oncologista e imunologista. Faz 28 anos que busco mais vida com qualidade para os pacientes com câncer e portadores de Aids com câncer. Os pacientes que já na
primeira  consulta  me  dizem  que  querem  morrer  antes  de  tentar  os  tratamentos  são  exceções.  Mas  existem.  Todos  os  pacientes,  tanto  os  que  querem  enfrentar
tratamentos antes de morrer como os que não querem, têm um elemento comum, que é a falta de esperança, a depressão e o medo do sofrimento. Independentemente
das novas e eficientes técnicas de tratamento, há instantes em que se perde a batalha contra as doenças. É então que uma pergunta se faz necessária: até quando é
lícito prolongar com medidas artificiais a manutenção da vida vegetativa? Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia – ou boa morte. Uma é a eutanásia
ativa, na qual o médico ou alguém causa ativamente a morte do indivíduo. Ela é proibida por lei no Brasil, mas é prática regulamentada, em alguns outros países, como
Holanda e Dinamarca.
Em um outro extremo, há a distanásia que,  segundo o especialista em bioética padre Leo Pessini,  “é um procedimento médico que prolonga  inútil  e  sofridamente o
processo de morrer procurando distanciar a morte”. Sou contra a distanásia. E como seria a verdadeira boa morte? Creio que é aquela denominada morte assistida que
prefiro denominar de ortotanásia. É cuidar dos sintomas sem recorrer a medidas intervencionistas de suporte em quadros irreversíveis. É respeitar o descanso merecido
do corpo, o momento da limpeza da caixa preta de mágoas e rancores; é a hora de dizer coisas boas, os agradecimentos que não fizemos antes. É a hora da despedida e
da partida. Então, talvez possamos acreditar no escritor Jorge Luis Borges: “Morrer é como uma curva na estrada, é não ser visto”.
(Nise Hitomi Yamaguchi, doutora pela Faculdade de Medicina da USP. Folha de S.Paulo, Tendências/Debates, 26 de março de 2005. Adaptado)
 
 
No contexto em que ocorre, a palavra em destaque na frase – Ou algo maior, sagrado e eterno. (1.º parágrafo) – tem como antônimo (sentido contrário):
 a)  durável.
 b)  definitivo.
 c)  constante.
 d)  duradouro.
 e)  efêmero.
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Questão 352: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
Os  turistas  que  visitarão  o  Brasil  neste  ano,  atraídos,  especialmente,  pela  Copa  do Mundo,  devem  injetar  US$  9,2  bilhões  na  economia  do  País,  estima  o  Instituto
Brasileiro de Turismo (Embratur). Em todo o ano de 2014, são esperados sete milhões de turistas estrangeiros no país, o que seria um recorde. Se for confirmada a
previsão, esse valor representará um crescimento de 38,5% sobre os US$ 6,64 bilhões que ingressaram no País, trazidos pelos turistas, em 2013.
“A presença de sete milhões de turistas significa, provavelmente, a geração de recursos superiores aos da indústria automobilística e aos da indústria de papel e celulose
no Brasil, mostrando a importância econômica do turismo e, portanto, a necessidade de haver investimentos públicos e privados, como vem ocorrendo na expansão da
rede hoteleira”, disse o presidente da Embratur, Flávio Dino.
Segundo Dino,  é  preciso  receber  bem  o  turista  estrangeiro  e,  para  isso,  é  necessário  ampliar  investimentos  em  infraestrutura  (como  aeroportos)  e  ensinar  línguas
estrangeiras a profissionais que têm contato com esses turistas. “Tenho muita confiança na necessidade de haver investimentos e competitividade, ou seja, haver políticas
públicas e ações privadas que garantam preços justos, para que esses turistas possam ser bem acolhidos e também economicamente estimulados a voltar ao Brasil”,
disse.
(Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo, 01.01.2014, http://zip.net/bmlZTY. Adaptado)
 
Leia o último parágrafo, para responder à questão.
Segundo Dino,  é  preciso  receber  bem  o  turista  estrangeiro  e,  para  isso,  é  necessário  ampliar  investimentos  em  infraestrutura  (como  aeroportos)  e  ensinar  línguas
estrangeiras a profissionais que têm contato com esses turistas. “Tenho muita confiança na necessidade de haver investimentos e competitividade, ou seja, haver políticas
públicas e ações privadas que garantam preços justos, para que esses turistas possam ser bem acolhidos e também economicamente estimulados a voltar ao Brasil”,
disse.
 
Um antônimo para o termo estimulados, em destaque, é
 a) persuadidos.
 b) desmotivados.
 c) compelidos.
 d) incitados.
 e) coagidos.
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Questão 353: VUNESP ­ Esc Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
Sob ordens da chefia
Ah, os  chefes! Chefões,  chefinhos, mestres,  gerentes,  diretores,  quantos ao  longo da vida, não? Muitos passam em brancas nuvens, perdem­se em suas próprias  e
pequenas histórias. Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem nítidas na memória: são aqueles donos de qualidades incomuns.
Por exemplo, o meu primeiro chefe,  lá no finalzinho dos anos 50: cinco para as oito da noite, e eu começava a ficar aflito, pois o  locutor do horário ainda não havia
aparecido. A rádio da pequena cidade do interior, que funcionava em três horários, precisava abrir às oito e como  fazer? Bem, o fato é que eu era o técnico de som do
horário, precisava “passar” a  transmissão  lá para a câmara, e o  locutor não chegava para os  textos de abertura, publicidade, chamadas. Meu chefe, de  lá,  tomou a
iniciativa: – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá pro estúdio e ponha a rádio no ar. Vamos lá, firme, coragem! – foi a minha primeira experiência: fiz tudo
como mandava e ele pôde, assim, transmitir tudo sem problemas.
No dia seguinte, muita apreensão logo de manhã, aguardando o homem. Será que tinha alguma crítica? Mas eis que ele chega, simpático e sorridente como sempre, e
me abraça.
– Muito bem! Você está aprovado. Quer começar amanhã na locução?
Alguns meses antes do seu falecimento, reencontrei­o num lançamento de livro: era o mesmo de cinquenta e tantos anos atrás: magrinho, calva luzidia, falante, sempre
cheio de planos para o futuro.
E o chefe das pestanas brancas, anos depois: estremecíamos quando ele nos chamava para qualquer coisa,  fazendo­nos entrar na sua sala  imensa,  já suando frio e
atentos às suas finas e cortantes palavras. Olhar frio, imperturbável, postura ereta, ágil, sempre trajando ternos impecáveis. Suas atitudes? Dinâmicas, surpreendentes.
Uma vez, precisando de algumas instruções, perguntei a sua secretária se poderia “entrar”.
– Não vai dar. – Respondeu­me ela. – Está ocupadíssimo, em reunião. Mas volte aqui um pouco mais tarde. Vamos ver!
Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e quase não acreditei no que ouvi: – Sinto muito, o chefe está viajando para a Alemanha.
Era bem diferente daquele outro da mesma empresa, descontraído, amigão de todos: não era somente um chefe, era um líder, bem conhecido entre os revendedores.
Todos sentíamos prazer em trabalhar com ele, e para ele. Até quando o serviço  resultava numa sonora bronca – sempre  justificada, é claro.  Jeitão simples, de  fino
humor, tratava tudo com o tempero da sua criatividade nata. “Punha para frente” até quem precisava demitir: intercedia lá fora em seu favor, o que víamos com nossos
próprios olhos.
Não chamava ninguém do seu pessoal a toda hora, a não ser que o assunto fosse sério mesmo: se tinha algo a tratar no dia a dia, chegava pessoalmente, numa boa, às
vezes até sentava numa de nossas mesas para expor o assunto. Aliás, era o único chefe que se  lembrava de me dar um abraço e dizer  “parabéns” no dia do meu
aniversário.
(Gustavo Mazzola, Correio Popular, 04.09.2013, http://zip.net/brl0k3. Adaptado)
 
O termo destacado na passagem do último parágrafo – Não chamava ninguém do seu pessoal a toda hora, a não ser que o assunto fosse sério mesmo... – tem sentido
equivalente a
 a) igualmente.
 b) realmente.
 c) tampouco.
 d) talvez.
 e) dificilmente.
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Questão 354: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
 
O  trânsito  brasileiro,  há  muito  tempo,  tem  sido  responsável  por  verdadeira  carnificina.  São  cerca  de  40  mil  mortes  a  cada  ano;  quase  metade  delas,  segundo
especialistas, está associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
 
Não é preciso mais do que esses dados para justificar a necessidade de combater a embriaguez ao volante. Promulgada em 2008, a chamada lei seca buscava alcançar
precisamente esse objetivo. Sua aplicação, porém, vinha sendo limitada pelos tribunais brasileiros.
 
O problema estava na própria legislação, segundo a qual era preciso comprovar “concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas” a fim de
punir o motorista bêbado.
 
Tal índice, contudo, só pode ser aferido com testes como bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o condutor que
recusasse os procedimentos dificilmente seria condenado.
 
Desde dezembro de 2012, isso mudou. Com nova redação, a lei seca passou a aceitar diversos outros meios de prova – como testes clínicos, vídeos e depoimentos. Além
disso, a multa para motoristas embriagados passou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40.
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014)
 
Na primeira frase do texto, o termo carnificina significa
 a) conflito.
 b) imposição.
 c) confusão.
 d) matança.
 e) tortura.
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Questão 355: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
 
O  trânsito  brasileiro,  há  muito  tempo,  tem  sido  responsável  por  verdadeira  carnificina.  São  cerca  de  40  mil  mortes  a  cada  ano;  quase  metade  delas,  segundo
especialistas, está associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
 
Não é preciso mais do que esses dados para justificar a necessidade de combater a embriaguez ao volante. Promulgada em 2008, a chamada lei seca buscava alcançar
precisamente esse objetivo. Sua aplicação, porém, vinha sendo limitada pelos tribunais brasileiros.
 
O problema estava na própria legislação, segundo a qual era preciso comprovar “concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas” a fim de
punir o motorista bêbado.
 
Tal índice, contudo, só pode ser aferido com testes como bafômetro ou exame de sangue. Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o condutor que
recusasse os procedimentos dificilmente seria condenado.
 
Desde dezembro de 2012, isso mudou. Com nova redação, a lei seca passou a aceitar diversos outros meios de prova – como testes clínicos, vídeos e depoimentos. Além
disso, a multa para motoristas embriagados passou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40.
 
(Folha de S.Paulo, 03.01.2014)
 
Sem prejuízo de sentido ao texto, na oração – … a chamada lei seca buscava alcançar precisamente esse objetivo. –, o advérbio “precisamente” pode ser substituído por
 a) exatamente.
 b) provavelmente.
 c) definidamente.
 d) raramente.
 e) possivelmente.
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Questão 356: VUNESP ­ Inv Pol (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia a tira para responder à questão.
 
 
(Folha de S.Paulo, 10.11.2013)
 
Se a personagem trabalhasse com palestras motivacionais, como lhe perguntou seu interlocutor no primeiro quadrinho, a palavra “sonhos” significaria
 a) caprichos.
 b) especulações.
 c) tormentos.
 d) desilusões.
 e) aspirações.
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Questão 357: VUNESP ­ Med Leg (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o poema de Cecília Meireles para responder à questão.
“Encostei­me a ti, sabendo bem que eras somente onda. Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti. Como sabia bem tudo isso, e dei­me ao teu destino
frágil, Fiquei sem poder chorar, quando caí.”
 
Nos versos, os termos em destaque – depus e frágil – são, respectivamente, sinônimo e antônimo de
 a) abandonei e transitório.
 b) renunciei e efêmero.
 c) neguei e irresistível.
 d) despojei e débil.
 e) depositei e vigoroso.
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Questão 358: VUNESP ­ Foto TP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Considere a charge.
 
(Duke, O Tempo, 10.01.2014. http://zip.net/bkmF66)É correto afirmar que, para os personagens, o carteiro agiu de maneira
 a) convencional.
 b) previsível.
 c) atípica.
 d) habitual.
 e) corriqueira.
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Questão 359: VUNESP ­ DTP (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto, para responder à questão.
 
Dez quilômetros ao norte do centro de Paris há um tesouro geralmente ignorado pelos milhões de turistas que todos os anos invadem a capital francesa. É a basílica de
São Denis, monumento gótico do século 7 localizado nas proximidades do Estádio da França, no qual a seleção brasileira de futebol perdeu de forma humilhante a final da
Copa do Mundo de 1998. No subterrâneo dessa catedral, existem duas grandes caixas de pedra escondidas em um corredor mal  iluminado e cobertas por  lápides de
mármore nas quais estão gravadas dezenas de nomes e datas. Elas guardam os ossos dos reis da França e são um testemunho assustador da tempestade política que
varreu o mundo nas décadas que precederam a Independência do Brasil.
 
Padroeiro de Paris, São Denis é personagem de uma história insólita. Segundo a tradição, ele saiu da Itália no ano 250 depois de Cristo na companhia de outros seis
missionários com o objetivo de evangelizar a Gália, região habitada pelos gauleses. Perseguido pelas autoridades locais, acabou decapitado na colina de Montmartre, hoje
local de outra igreja famosa, a do Sacre Coeur, mas seu martírio teve um desenlace inesperado. Mal o carrasco desferiu o golpe mortal, o santo levantou­se, pegou a
própria cabeça que, separada do pescoço, se esvaía em sangue no chão e com ela entre as mãos caminhou cerca de seis quilômetros até um antigo cemitério galo­
romano, onde finalmente tombou e foi sepultado. Sobre seu túmulo, transformado em centro de peregrinação na Idade Média, o rei Dagoberto I mandou erguer uma
catedral destinada a ser a necrópole real da França. Ali seriam enterrados durante mil anos todos os reis franceses, com exceção de apenas três.
 
(Laurentino Gomes, 1822, p. 43­44. Adaptado)
 
A palavra inesperado (2.º parágrafo – ... seu martírio teve um desenlace inesperado.) tem como antônimo:
 a) difícil.
 b) fatal.
 c) previsível.
 d) indescritível.
 e) assustador.
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Questão 360: VUNESP ­ Of Admin (PC SP)/PC SP/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
“Geração do diploma” lota faculdades, mas decepciona empresários
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a
mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
“Mas, mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o
salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O desapontamento do mercado com o que já está sendo chamado de “geração do diploma” é confirmado por especialistas, organizações empresariais e consultores de
recursos humanos.
“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E, quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o
sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar­comum relatos de administradores recém­formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não
conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem. Isso significa que uma parte dos universitários no país até sabe ler
textos simples, mas é incapaz de interpretar e associar informações.
Um exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos
Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
É  claro  que,  em parte,  isso  se  deve  ao  aquecimento  do mercado  de  trabalho  brasileiro. Mas,  segundo  um estudo  divulgado  pelo  Instituto  de  Pesquisas  Econômicas
Aplicadas (Ipea), os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% do contingente de desempregados.
“Mesmo com a expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas
posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.
(Ruth Costas. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias
/2013/10/131004_ mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml. 09.10.2013. Adaptado)
 
Releia os seguintes trechos do texto:
 
“Mas, mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012”…
“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar  respostas e de apreender  coisas novas. E, quando  testam  isso nos  candidatos,  rejeitam  a
maioria”…
Os termos destacados nos trechos têm sentidos contrários expressos, respectivamente, por:
 a) retração; aprovam.
 b) normalização; recusam.
 c) impulsão; preservam.
 d) regularização; destacam.
 e) extensão; favorecem.
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Questão 361: CONSULPLAN ­ Fisc (Cantagalo)/Pref Cantagalo/Obras/2013
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Texto
Ceará, o berço do Pacto
Programa que inspirou o pacto nacional nasceu em Sobral e é criticado por ter material didático padronizado e estar baseado em avaliações.
Pacto  Nacional  pela  Alfabetização  na  Idade  Certa  é  uma  colcha  de  retalhos  que  articula  diversas  experiências  de  alfabetização  no  Brasil  aliadas  à  formação  de
professores, a exemplo do Pró­Letramento. Mas a principal inspiração e modelo essencial para o Pnaic é um programa do governo do Ceará. O programa que nasceu em
Sobral foi introduzido em 2004 para a erradicação do analfabetismo no município e batizado de Programa pela Alfabetização na Idade Certa (Paic).
Reflexo no Ideb
O Paic  surgiu da constatação de que apenas 15% dos alunos do 2º ano do ensino  fundamental do Ceará  liam e compreendiam um pequeno  texto, e  somente 42%
conseguiram produzir um pequeno texto (nenhum foi considerado ortográfico).
Com o auxílio da Undime e da Unicef, o Paic conseguiu capilaridade nos municípios, e se concentrou em cinco eixos: gestão da educação municipal, avaliação externa,
alfabetização, educação infantil, literatura infantil e formação do leitor. Desde então, o Ideb do estado para o 4º e 5º ano pulou de 3,2, em 2005, para 4,9 em 2011 (o
esperado era 4,0). Se em 2007 apenas 15 municípios, de um universo de 184,  tinham nível  considerado desejável de alfabetização  (um deles era Sobral), em 2011
praticamente todos os municípios alcançaram o mesmo patamar (com a exceção de cinco, que ficaram no nível “suficiente”, segundo mais alto).
 
Para Idevaldo Bodião, ex­professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará, ex­secretário de Educação e Assistência Social de Fortaleza e membro
do Comitê Ceará da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, os  rápidos  resultados da  iniciativa  foram o principal atrativo da atenção do MEC.  “Com a  troca de
ministros,  era  preciso  encontrar  um  programa  rápido  e  urgente  que  desse  resultados  imediatos.  E  não  é  fácil  propor,  gestar  e  criar  um  programa  para  aplicá­lo
nacionalmente e que tenha resultados em um ano ou dois no máximo. Então, a saída foi encontrar algo que já existia, e que pudesse ter visibilidade e capilaridade”,
analisa.
 
Diferenças no material
 
A principal diferença entre o Paic e o Pnaic está no modelo de material adotado nas formações de orientadores de estudo. Enquanto o Pacto reuniu pesquisadores doBrasil  inteiro  para  elaborar  um  material  aberto  e  que  respeitasse  contextos  locais  e  desse  liberdade  para  o  professor  alfabetizador  embasar  sua  própria  prática
pedagógica, o Paic criou um material único para o estado que, apesar de sua boa qualidade, segundo Bodião, tolheu a autonomia do professor.
 
Nesse sentido, a formação seria mais um treinamento para aplicar as apostilas do que fundamentos para o educador refletir e elaborar suas próprias práticas. “Minha
preocupação é que se amanhã tirarmos o material desse professor, como ele dará aula? Ele fica absolutamente órfão.” E uma dependência como essa do material exigiria
uma formação continuada permanente, o que não acontece. Dessa forma, a iniciativa estaria fadada a ser extinta tão logo não houvesse mais o material, deixando os
educadores reféns de uma política que pode ser alterada com uma mudança de governo.
Maria do Rosário Longo Mordatti, professora titular da Unesp­Marília e presidente da Associação Brasileira de Alfabetização faz ressalvas a materiais prontos. “Todos os
materiais previamente elaborados têm em princípio um problema: sua possibilidade de utilização é bem genérica e ampla para todas as situações”, afirma. “O que ocorre
na sala de aula e faz o aluno aprender é a relação que se estabelece entre professor e aluno.”
Segundo Maria do Socorro Nunes Macedo, professora da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e coordenadora do GT de Alfabetização, Leitura e Escrita da
Anped, o Pnaic busca driblar justamente essa questão do material da experiência do Ceará, em vez de elaborar um conteúdo único, instrumentalizando o professor para
fazer um trabalho a partir do contexto em que está inserido.
Leitura do mundo
Outra preocupação expressada por Bodião em relação ao Paic é com a valorização quase que absoluta de conteúdos de língua portuguesa, deixando de lado a leitura do
mundo citada por Paulo Freire (“A leitura do mundo precede a leitura da palavra”, dizia o educador). Para Bodião, o processo de alfabetização deveria auxiliar os alunos a
entenderem o mundo a partir da palavra escrita, e não simplesmente a aplicarem conteúdos disciplinares.
 
A avaliação é um dos alicerces do Paic, e o seu modelo  inspirou o Pacto Nacional. Isso  leva ao questionamento, segundo Bodião, sobre o que a avaliação realmente
avalia. “Ela avalia se o professor está cumprindo as diretrizes na formatação do Paic. Então qualquer outro professor que tenha um processo de alfabetização diferente
não vai bem na avaliação, e isso não quer dizer que ele ensina errado, mas que ele não ensina como no material do Paic”, argumenta.
 
Os resultados rápidos permitidos pela avaliação são o maior atrativo de programas como o Paic e o Pnaic. O modelo adotado pelas iniciativas, diz Bodião, é capaz de
mudar mapas de alfabetização no curto prazo, em cerca de dois anos. Isso seria ideal, se houvesse um legado deixado pelas experiências. O especialista teme, dessa
forma, que em dez anos nada reste desses programas. “Parece que só sobrevivem enquanto existe o treinamento para a aplicação do material que está pronto. Não se
investe na compreensão autônoma dos próprios professores. E isso é um complicador que não tem sido tratado.”
 
(Carmen Guerreiro. Ceará, o berço do Pacto. Educação, São Paulo, Ano 17, n. 193, p. 72­74. Maio/2013.)
 
Assinale a alternativa em que o sinônimo da palavra sublinhada está corretamente indicado conforme o seu uso no texto.
 a)  “... tolheu a autonomia do professor.” – promoveu
 b)  “... o Pnaic busca driblar justamente essa questão...” – ajudar
 c)  “E isso é um complicador que não tem sido tratado.” – auxiliador
 d)  “... introduzido em 2004 para a erradicação do analfabetismo...” – ampliação
 e)  “... para o professor alfabetizador embasar sua própria prática...” – fundamentar
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Questão 362: VUNESP ­ Ag EVP (SAP SP)/SAP SP/2015
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Leia o texto para responder à questão.
Ela tem alma de pomba
Que a  televisão prejudica o movimento da pracinha Jerônimo Monteiro, em todos os Cachoeiros de Itapemirim, não há dúvida. Sete horas da noite era hora de uma
pessoa acabar de jantar, dar uma volta pela praça para depois pegar uma sessão das 8 no cinema. Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela, depois outra
novela.
O futebol também pode ser prejudicado. Quem vai ver um jogo do Estrela do Norte F.C., se pode ficar tomando cervejinha e assistindo a um bom Fla­Flu, ou a um Inter x
Cruzeiro, ou qualquer coisa assim?
Que a televisão prejudica a leitura de livros, também não há dúvida. Eu mesmo confesso que lia mais quando não tinha televisão. Rádio, a gente pode ouvir baixinho,
enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível com livro – e tudo mais nesta vida, inclusive a boa conversa.
 
Também acho que a televisão paralisa a criança numa cadeira mais do que o desejável. O menino fica ali parado, vendo e ouvindo, em vez de sair por aí, chutar uma
bola, brincar de bandido, inventar uma besteira qualquer para fazer.
Só não acredito que televisão seja máquina de fazer doido. Até acho que é o contrário, ou quase o contrário: é máquina de amansar doido, distrair doido, acalmar, fazer
doido dormir.
(Rubem Braga, 200 Crônicas Escolhidas. Adaptado)
 
No trecho do último parágrafo… – é máquina de amansar doido… –, o termo em destaque é antônimo de
 a) domar.
 b) abrandar.
 c) enfraquecer.
 d) combater.
 e) enfurecer.
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Questão 363: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Texto I
Notícia de Jornal
                               (Fernando Sabino)
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em
pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar
auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista
em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.
Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um
pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa ­ não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e
duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o
homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer
de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve­se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão
de  fome,  pedindo  providências  às  autoridades.  As  autoridades  nada mais  puderam  fazer  senão  remover  o  corpo  do  homem. Deviam  deixar  que  apodrecesse,  para
escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de  inanição,  tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro,   Estado da Guanabara, um
homem morreu de fome.
(Disponível em http://www.fotolog.com.br/spokesman_/70276847/: Acesso em 10/09/14)
 
No  fragmento  “Não  é  da  alçada  do  comissário,nem  do  hospital,  nem  da  radiopatrulha,  (...)“  (6º  §),  o  termo  em  destaque  poderia  ser  substituído,  mantendo  a
equivalência de sentido, por todas as palavras abaixo, com EXCEÇÃO de:
 a) Foro
 b) Jurisdição
 c) Domínio
 d) Atribuição
 e) Representação
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Questão 364: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Texto III
Corrida contra o ebola
Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional, mas nada sugere que as medidas até agora adotadas
para refrear o avanço da doença tenham sido eficazes.
Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da
enfermidade. A escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia está fora de controle.
O  vírus  encontrou  ambiente  propício  para  se  propagar. De um  lado,  as  condições  sanitárias  e  econômicas  dos  países  afetados  são  as  piores  possíveis. De  outro,  a
Organização Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas localidades afetadas.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade vêm de contribuições compulsórias dos países­
membros – o restante é formado por doações voluntárias.
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área, e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para
comparação, o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6 bilhões.
Os  cortes  obrigaram a OMS a  fazer  escolhas  difíceis.  A  agência  passou  a  dar mais  ênfase  à  luta  contra  enfermidades  globais  crônicas,  como doenças  coronárias  e
diabetes. O departamento de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus cargos.
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram limitados e mal liderados.
O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais possível enfrentá­lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. Tornou­se crucial estabelecer um comando central
na África Ocidental, com representantes dos países afetados.
Espera­se também maior comprometimento das potências mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e
Guiné, respectivamente.
A comunidade internacional tem diante de si um desafio enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo
perdido conta a favor da doença.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104­ editorial­corrida­contra­o­ebola.shtml: Acesso em: 08/09/2014)
 
O  vocábulo  destacado  em  “a Organização Mundial  da  Saúde  foi  incapaz  de mobilizar  com  celeridade  um  contingente  expressivo  de  profissionais”  (3°§)  tem  como
sinônimo:
 a) rapidez
 b) generosidade
 c) inteligência
 d) responsabilidade
 e) cautela
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Questão 365: FGV ­ AO (SSP AM)/SSP AM/2015
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Texto
 
“Numa esquina perigosa, conhecida por sua má sinalização e pelas batidas que  lá ocorrem, há um acidente de automóvel. Como o motorista de um dos carros está
visivelmente errado, o guarda a ele se dirige propondo abertamente esquecer o caso por uma boa propina. O homem fica indignado e, usando o “Você sabe com quem
está falando?”, identifica­se como promotor público, prendendo o guarda”. (DaMatta, Roberto. Carnavais, malandros e heróis. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990)
 
“Numa esquina perigosa, conhecida por sua má sinalização e pelas batidas que  lá ocorrem, há um acidente de automóvel. Como o motorista de um dos carros está
visivelmente errado, o guarda a ele se dirige propondo abertamente esquecer o caso por uma boa propina.”
 
Nesse segmento do texto os termos sublinhados NÃO podem ser considerados antônimos; o mesmo ocorre na frase abaixo:
 a) Uma boa fiscalização reprime a má conduta de motoristas.
 b) Uma má sinalização não indica uma boa administração.
 c) Uma má conduta é sempre seguida de uma boa repreensão.
 d) Um bom motorista não dá maus exemplos.
 e) Um bom automóvel não pode ter maus freios.
 
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Questão 366: IBFC ­ Ag PJ (PC SE)/PC SE/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Ética e moral: que significam?
 
(Leonardo Boff)
     
Face à crise generalizada de ética e de moral, importa   resgatar o sentido originário das palavras. Ética e moral é a   mesma coisa? É e não é.
1. O significado de ética
Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações  e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na  nossa própria humanidade. Que significa agir
humanamente?
 
O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de  regra de ouro, é esse: “não faças ao outro o que não queres que  te façam a ti". Ou positivamente: “faça ao
outro o que queres   que te façam a ti". Esse princípio áureo pode ser traduzido  também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as  religiões: “ama o próximo
como a ti mesmo". É o princípio do  amor universal e incondicional. Quem não quer ser amado?  Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou ser tratado  com fria
indiferença? Ninguém.
 
Outro princípio da humanidade essencial,  é o  cuidado.   Toda vida precisa de  cuidado. Um  recém­nascido deixado à    sua própria  sorte morre poucas horas após. O
cuidado é tão   essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem  acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com
cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos  também cuidamos.
 
A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos  do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as  condições que permitem o projeto planetário
humano. A própria  política é o cuidado para com o bem do povo.
 
Outro princípio reside da solidariedade universal. Se  nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos  e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para
falar de  tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas  coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato
precisa sempre  ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais  sofrem. A solidariedade se manifesta então como com­paixão.  Com­paixão quer dizer ter
a mesma paixão que o outro, alegrar­ se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só  em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos.
 
Pertence  também  à  humanidade  essencial  a  capacidade    e  a  vontade  de  perdoar.  Todos  somos  falíveis,  podemos  errar    involuntariamente  e  prejudicar  o  outro
conscientemente. Como   gostaríamos de ser perdoados, devemos  também nós perdoar.   Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio  tenham a   última palavra.
Perdoar é conceder uma chance ao outro para  que possa refazer as relações boas.
 
Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratá­lo  humanamente. Sem tais valores a vida se
torna impossível.
 
Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para
que  todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa  individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o  planeta Terra como casa comum. Eis,
pois, o que é a ética.  Vejamos agora o que é moral.
2. O significado de moral
A forma concreta como a ética é vivida, depende de cada cultura que é sempre diferenteda outra. Um indígena, um chinês, um africano vivem do seu jeito o amor, o
cuidado, a  solidariedade e o perdão. Esse jeito diferente chamamos de  moral. Ética existe uma só para todos. Moral existem muitas, consoante as maneiras diferentes
como os seres humanos  organizam a vida. Vamos dar um exemplo. Importante é ter  uma casa(ética). O estilo e a maneira de construí­la pode variar  (moral). Pode ser
simples, rústica, moderna, colonial, gótica,  contanto que seja casa habitável. Assim é com a ética e a moral.
 
Hoje devemos construir juntos a Casa Comum para que  nela todos possam caber inclusive a natureza. Faz­se mister  uma ética comum, um consenso mínimo no qual
todos se possam encontrar. E ao mesmo tempo, respeitar as maneiras  diferentes como os povos organizam a ética, dando origem às várias morais, vale dizer, os vários
modos de organizar a  família, de cuidar das pessoas e da natureza, de estabelecer  os laços de solidariedade entre todos, os estilos de manifestar   o perdão.
 
A ética e as morais devem servir à vida, à convivência  humana e à preservação da Casa Comum, a única que temos  que é o Planeta Terra.
(Disponível em:  http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/etic...Acesso em:07/10/2014)
 
Nota: Para resolver a questão, considere o primeiro parágrafo do texto como o trecho “Ética é um conjunto...”..
É possível inferir o sentido do vocábulo destacado em “Faz­se mister uma ética comum” (9°§). Desse modo, assinale a opção que apresenta um antônimo para ele.
 a) Necessário
 b) Consolidável
 c) Incoerente
 d) Dispensável
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Questão 367: IBFC ­ Esc (PC SE)/PC SE/2014
Assunto: Sinônimos e Antônimos
Eficiência militar
(Historieta Chinesa)
LI­HU ANG­PÔ, vice­rei de Cantão, Império da China, Celeste Império, Império do Meio, nome que lhe vai a calhar, notava que o seu exército provincial não apresentava
nem garbo marcial, nem tampouco, nas últimas manobras, tinha demonstrado grandes aptidões guerreiras.
Como toda a gente sabe, o vice­rei da província de Cantão, na China, tem atribuições quase soberanas. Ele governa a província como reino seu que houvesse herdado de
seus pais, tendo unicamente por lei a sua vontade.
Convém não esquecer que isto se passou, durante o antigo regime chinês, na vigência do qual, esse vice­rei tinha todos os poderes de monarca absoluto, obrigando­se
unicamente a contribuir com um avultado tributo anual, para o Erário do Filho do Céu, que vivia refestelado em Pequim, na misteriosa cidade imperial, invisível para o
grosso do seu povo e cercado por dezenas de mulheres e centenas de concubinas. Bem.
Verificado esse estado miserável do seu exército, o vice­ rei Li­Huang­Pô começou a meditar nos remédios que devia aplicar para levantar­lhe o moral e tirar de sua força
armada maior rendimento militar. Mandou dobrar a ração de arroz e carne de cachorro, que os soldados venciam. Isto, entretanto, aumentou em muito a despesa feita
com a força militar do vice­reinado; e, no intuito de fazer face a esse aumento, ele se lembrou, ou alguém lhe lembrou, o simples alvitre de duplicar os impostos que
pagavam os pescadores, os fabricantes de porcelana e os carregadores de adubo humano ­ tipo dos mais característicos daquela babilônica cidade de Cantão.
Ao fim de alguns meses, ele tratou de verificar os resultados do remédio que havia aplicado nos seus fiéis soldados, a fim de dar­lhes garbo, entusiasmo e vigor marcial.
Determinou que se realizassem manobras gerais, na próxima primavera, por ocasião de florirem as cerejeiras, e elas tivessem lugar na planície de Chu­Wei­Hu ­ o que
quer dizer na nossa língua: “planície dos dias felizes”. As suas ordens foram obedecidas e cerca de cinqüenta mil chineses, soldados das três armas, acamparam em Chu­
Wei­Hu, debaixo de barracas de seda. Na China, seda é como metim aqui.
Comandava em chefe esse portentoso exército, o general Fu­Shi­Tô que tinha começado a sua carreira militar como puxador de tílburi* em Hong­Kong. Fizera­se tão
destro nesse mister que o governador inglês o tomara para o seu serviço exclusivo.
Este fato deu­lhe um excepcional prestígio entre os seus patrícios, porque, embora os chineses detestem os estrangeiros, em geral, sobretudo os ingleses, não deixam,
entretanto,  de  ter  um  respeito  temeroso  por  eles,  de  sentir  o  prestígio  sobre   humano  dos  “diabos  vermelhos”,  como  os  chinas  chamam os  europeus  e  os  de  raça
europeia.
Deixando a famulagem do governador britânico de Hong­ Kong,Fu­Shi­Tô não podia ter outro cargo, na sua própria pátria, senão o de general no exército do vice­rei de
Cantão. E assim foi ele feito, mostrando­se desde logo um inovador, introduzindo melhoramentos na tropa e no material bélico, merecendo por isso ser condecorado, com
o dragão imperial de ouro maciço. Foi ele quem substituiu, na força armada cantonesa, os canhões de papelão, pelos do Krupp; e, com isto, ganhou de comissão alguns
bilhões de  taels* que repartiu com o vice­rei. Os  franceses do Canet queriam  lhe dar um pouco menos, por  isso ele  julgou mais perfeitos os canhões do Krupp, em
comparação com os do Canet. Entendia, a fundo, de artilharia, o ex­fâmulo do governador de Hong­Kong.
O exército de Li­Huang­Pô estava acampado havia um mês, nas “planícies dos dias felizes”, quando ele se resolveu a ir assistir­lhe as manobras, antes de passar­lhe a
revista final.
O vice­rei, acompanhado do seu séquito, do qual fazia parte o seu exímio cabeleireiro Pi­Nu, lá foi para a linda planície, esperando assistir a manobras de um verdadeiro
exército germânico. Antegozava isso como uma vítima sua e, também, como constituindo o penhor de sua eternidade no lugar rendoso de quase rei da rica província de
Cantão. Com um forte exército à mão, ninguém se atreveria a demiti­lo dele. Foi.
Assistiu às evoluções com curiosidade e atenção. A seu lado, Fu­Shi­Pô explicava os temas e os detalhes do respectivo desenvolvimento, com a abundância e o saber de
quem havia estudado Arte da Guerra entre os varais de um cabriolet*.
O vice­rei, porém, não parecia satisfeito. Notava hesitações, falta de élan na tropa, rapidez e exatidão nas evoluções e pouca obediência ao comando em chefe e aos
comandados particulares; enfim, pouca eficiência militar naquele exército que devia ser uma ameaça à China inteira, caso quisessem retirá­lo do cômodo e rendoso lugar
de vice­rei de Cantão. Comunicou isto ao general, que lhe respondeu:
­ É verdade o que Vossa Excelência Reverendíssima, Poderosíssima, Graciosíssima, Altíssima e Celestial diz; mas os defeitos são fáceis de remediar.
­ Como? perguntou o vice­rei.
­ É simples. O uniforme atual muito se parece com o alemão: mudemo­lo para uma imitação do francês e tudo estará sanado.
Li­Huang­Pô pôs­se a pensar, recordando a sua estadia em Berlim, as festas que os grandes dignatários da corte de Potsdam lhe fizeram, o acolhimento do Kaiser e,
sobretudo,  os  taels  que  recebeu  de  sociedade  com o  seu  general  Fu­ShiPô...  Seria  uma  ingratidão; mas...  Pensou  ainda  um pouco;  e,  por  fim,  num  repente,  disse
peremptoriamente:
­ Mudemos o uniforme; e já!
(Lima Barreto)
*tael:unidade monetária e de peso da China;
*cabriolet:tipo de carruagem;
*tílburi: carro de duas rodas e dois assentos comandados por um animal.
*famulagem:grupo de criados
O vocábulo “peremptoriamente”, no penúltimo parágrafo, poderia ser substituído, sem prejuízo do sentido, por:
 a) Instintivamente
 b) Grosseiramente
 c) Definitivamente
 d) Bravamente
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Questão 368: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Sentidos
Texto para o item
Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as
do capitalismo global e da cultura pós­moderna. Alguns pós­modernistas levam mais longe a argumentação, afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidadeda civilização moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado nacional.
No coração histórico da sociedade moderna, a Comunidade Europeia  (CE) supranacional parece dar especial  crédito à  tese de que a  soberania político­nacional  vem
fragmentando­se. Ali, tem­se às vezes anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais
adequada. O  cientista  político  Phillippe  Schmitter  argumentou que,  embora  a  situação  europeia  seja  singular,  seu  progresso  para  além do Estado nacional  tem uma
pertinência mais  genérica,  pois  "o  contexto  contemporâneo  favorece  sistematicamente  a  transformação  dos  Estados  em  confederatii,  condominii  ou  federatii,  numa
variedade de contextos".
É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos
obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados
regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar,
do cuidado com os filhos, do aborto e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, como o fumo, continua a crescer. A política estatal de proteção
ao consumidor e ao meio ambiente continua a proliferar. Tudo indica que o enfraquecimento do Estado nacional da Europa Ocidental é ligeiro, desigual e singular. Em
partes do mundo menos desenvolvido, alguns aspirantes a Estados nacionais também estão fraquejando, mas por razões diferentes, essencialmente "pré­modernas". Na
maior parte do mundo, os Estados nacionais continuam a amadurecer ou, pelo menos, estão tentando fazê­lo. A Europa não é o futuro do mundo. Os Estados do mundo
são numerosos e continuam variados, tanto em suas estruturas atuais quanto em suas trajetórias.
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.).
Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311­4 (com adaptações).
Considerando as relações de sentido e as estruturas linguísticas do texto, julgue o seguinte item.
Os substantivos "velhice" e "tese" estão empregados no texto de forma indefinida e com sentido genérico.
 Certo
 Errado
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Questão 369: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Sentidos
Texto para o item
Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as
do capitalismo global e da cultura pós­moderna. Alguns pós­modernistas levam mais longe a argumentação, afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade
da civilização moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado nacional.
No coração histórico da sociedade moderna, a Comunidade Europeia  (CE)  supranacional parece dar especial  crédito à  tese de que a soberania político­nacional vem
fragmentando­se. Ali, tem­se às vezes anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais
adequada. O  cientista  político  Phillippe  Schmitter  argumentou que,  embora  a  situação  europeia  seja  singular,  seu  progresso  para  além do Estado nacional  tem uma
pertinência mais  genérica,  pois  "o  contexto  contemporâneo  favorece  sistematicamente  a  transformação  dos  Estados  em  confederatii,  condominii  ou  federatii,  numa
variedade de contextos".
É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos
obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados
regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar,
do cuidado com os filhos, do aborto e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, como o fumo, continua a crescer. A política estatal de proteção
ao consumidor e ao meio ambiente continua a proliferar. Tudo indica que o enfraquecimento do Estado nacional da Europa Ocidental é ligeiro, desigual e singular. Em
partes do mundo menos desenvolvido, alguns aspirantes a Estados nacionais também estão fraquejando, mas por razões diferentes, essencialmente "pré­modernas". Na
maior parte do mundo, os Estados nacionais continuam a amadurecer ou, pelo menos, estão tentando fazê­lo. A Europa não é o futuro do mundo. Os Estados do mundo
são numerosos e continuam variados, tanto em suas estruturas atuais quanto em suas trajetórias.
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.).
Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311­4 (com adaptações).
Considerando as relações de sentido e as estruturas linguísticas do texto, julgue o seguinte item.
Não haveria prejuízo para o sentido do texto se a forma verbal "dizem" fosse substituída por dizemos.
 Certo
 Errado
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 370: CESPE ­ Insp PC CE/PC CE/2012
Assunto: Sentidos
Texto para o item
Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as
do capitalismo global e da cultura pós­moderna. Alguns pós­modernistas levam mais longe a argumentação, afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade
da civilização moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado nacional.
No coração histórico da sociedade moderna, a Comunidade Europeia  (CE) supranacional parece dar especial  crédito à  tese de que a soberania político­nacional  vem
fragmentando­se. Ali, tem­se às vezes anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais
adequada. O  cientista  político  Phillippe  Schmitter  argumentou que,  embora  a  situação  europeia  seja  singular,  seu  progresso  para  além do Estado nacional  tem uma
pertinência mais  genérica,  pois  "o  contexto  contemporâneo  favorece  sistematicamente  a  transformação  dos  Estados  em  confederatii,  condominii  ou  federatii,  numa
variedade de contextos".
É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos
obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e
transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados
regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar,
do cuidado com os filhos, do aborto e de hábitos pessoais

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