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Questões de vestibulares sobre a obra Quarto de despejo: diário de uma favelada 
 
1 - (Unicamp, 2019) “...Nas ruas e casas comerciais já se vê as faixas indicando os nomes dos futuros deputados. Alguns 
nomes já são conhecidos. São reincidentes que já foram preteridos nas urnas. Mas o povo não está interessado nas 
eleições, que é o cavalo de Troia que aparece de quatro em quatro anos.” 
(Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2014, p. 43.) 
 
O trecho anterior faz parte das considerações políticas que aparecem repetidamente em Quarto de despejo, de 
Carolina Maria de Jesus. Considerando o conjunto dessas observações, indique a alternativa que resume de modo 
adequado a posição da autora sobre a lógica política das eleições. 
a) Por meio das eleições, políticos de determinados partidos acabam se perpetuando no exercício do poder. 
b) Os políticos se aproximam do povo e, depois das eleições, se esquecem dos compromissos assumidos. 
c) Os políticos preteridos são aqueles que acabam vencendo as eleições, por força de sua persistência. 
d) Graças ao desinteresse do povo, os políticos se apropriam do Estado, contrariando a própria democracia. 
 
2 - (Uema 2015) Na obra Quarto de despejo: diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus retrata, em uma dimensão 
sociológica e literária, suas impressões sobre o cotidiano dos moradores de uma favela. Para responder à questão, leia 
a seguir dois excertos, transcritos integralmente, da referida obra. 
 
TEXTO I 
20 DE MAIO 
(...) Quando cheguei do palácio que é a cidade os meus filhos vieram dizer-me que havia encontrado macarrão no 
lixo. E a comida era pouca, eu fiz um pouco do macarrão com feijão. E o meu filho João José disse-me: 
– Pois é. A senhora disse-me que não ia mais comer as coisas do lixo. 
Foi a primeira vez que vi a minha palavra falhar. (...) 
 
TEXTO II 
30 DE MAIO 
(...) Chegaram novas pessoas para a favela. Estão esfarrapadas, andar curvado e os olhos fitos no solo como se 
pensasse na sua desdita por residir num lugar sem atração. Um lugar que não se pode plantar uma flor para 
aspirar o seu perfume, para ouvir o zumbido das abelhas ou o colibri acariciando-a com seu frágil biquinho. O 
único perfume que exala na favela é a lama podre, os excrementos e a pinga. (...) 
Fonte: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: Diário de uma favelada. 9. ed. São Paulo: Ática, 2007. 
 
A noção de contexto e de repertório social sugerida pela narradora-personagem revela o(a) 
a) resistência de moradores ao novo ambiente. 
b) visão de contraste entre o lugar ideal e o real. 
c) impacto dos novos moradores a ambiente infértil. 
d) embate entre pessoas que residem em ambientes distintos. 
e) ambição de pessoas que residem em lugares insalubres. 
 
3 - (IFSULDEMINAS 2011) Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, tem como traço recorrente, EXCETO: 
a) denúncia contra o racismo 
b) crítica ao descaso do governo com a favela 
c) linguagem padrão 
d) repetição da rotina da autora 
 
4 - (UNIMONTES 2014) Sobre o livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, todas as afirmativas abaixo estão 
corretas, EXCETO: 
a) A autora – mulher, negra, mãe solteira – assinala a sua escrita com a consciência do que é estar 
no “quarto de despejo” da grande cidade de São Paulo. 
b) O ato cotidiano de recolher resíduos da sociedade paulistana é uma evasão de uma mulher que 
se sente marginalizada 
c) O diário Quarto de despejo é constituído de fragmentos de vida reunidos em cadernos 
encontrados nas ruas. 
d) Os relatos diários são marcados por um olhar de denúncias e pela descrição da rotina marginal 
de sua autora. 
 
5 – (Olimpíada de História) O texto a seguir é um trecho da obra autobiográfica “Quarto de Despejo – Diário de uma 
favelada” (1960), de Carolina Maria de Jesus, escritora negra que produziu nos anos 1950 e 1960. Ela era moradora da 
favela Canindé, em São Paulo. 
 
“(...) Chegaram novas pessoas para a favela. Estão esfarrapadas, andar curvado e os olhos fitos 
no solo como se pensasse na sua desdita por residir num lugar sem atração." 
 
Uma interpretação possível do texto de Carolina Maria de Jesus é: 
a) Descreve a chegada de novos moradores na favela do Canindé e a situação de precariedade social que os aguardava 
naquela vida, já conhecida pela escritora. 
B. As metáforas dos desempregados como corvos, dos pobres às margens e da cidade como sala de visitas dão o tom 
lírico ao texto e revelam uma estética também “marginal” criada pela escritora. 
C. O movimento da contracultura no Brasil foi responsável pelas poucas importância e circulação da obra de Carolina 
Maria de Jesus na década de 1960. 
D. A metáfora do quarto de despejo remete a um lugar que abriga os elementos indesejáveis que não se quer visíveis 
na sala de visitas, ou seja, na cidade

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