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1 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
 
AULA 04 
Teoria e Questões: Contabilidade Geral 
Curso Genérico (2016) 
 
 
Prof. Igor Cintra 
 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
E aí pessoal, como passaram a semana? Muitos estudos? 
Tenho consciência de que as aulas iniciais foram um pouco chatas, pois foram 
extremamente básicas. Mas isso é necessário, pois agora tenho certeza de que todos 
alunos já estão nivelados e embalados na disciplina. 
Lembre-se da necessidade de revisar os pontos que você teve maior dificuldade na 
aula passada antes de iniciar a aula de hoje. Pegue seu controle de acertos e erros e 
refaça todas as questões que você sabe que tem dificuldade para acertar. 
Hoje vamos analisar o Ativo Circulante, Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação 
Duvidosa, Operações com Mercadorias, Sistemas de Inventários e aspectos básicos 
Instrumentos Financeiros. 
Importante mencionar que muitas bancas têm cobrado conceitos de Instrumentos 
Financeiros. Eu vou aprofundar a análise deste tema no curso de Contabilidade 
Avançada. No entanto, muitas destas questões pedem conceitos básicos relacionados 
aos instrumentos financeiros, de forma que você poderá acertá-las apenas com os 
conteúdos que serão vistos nesta aula! 
Vamos lá! 
 Prof. Igor Cintra 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
 
1. ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................... 4 
1.1 Disponibilidades .......................................................................................................................... 4 
1.1.1 Equivalente de Caixa ............................................................................................................... 6 
1.2 Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social Subsequente .................................................. 7 
1.3 Aplicações de Recursos em Despesa do Exercício Seguinte ....................................................... 8 
1.4 Ciclo Operacional ....................................................................................................................... 21 
2. PERDAS ESTIMADAS COM CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (PECLD) ............................ 26 
2.1 Baixa de Títulos considerados Incobráveis ................................................................................ 26 
2.2 Reversão do saldo remanescente; ............................................................................................ 27 
2.3 Complementação até o valor da nova estimativa de perdas .................................................... 27 
2.4 Perdas Registradas em Exercício Anterior ................................................................................. 28 
2.5 Perdas Registradas no Próprio Exercício ................................................................................... 28 
3. OPERAÇÕES COM MERCADORIAS ........................................................................................ 44 
3.1 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) .......................................................................... 78 
3.2 Frete e Seguro ........................................................................................................................... 82 
3.3 PIS e COFINS .............................................................................................................................. 83 
4. SISTEMAS DE INVENTÁRIOS ................................................................................................. 87 
4.1 Inventário Periódico .................................................................................................................. 87 
4.2 Inventário Periódico .................................................................................................................. 90 
4.2.1 MÉTODO PEPS ....................................................................................................................... 91 
4.2.2 MÉTODO UEPS ....................................................................................................................... 91 
4.2.3 MÉTODO DO CUSTO MÉDIO (MÓVEL) .................................................................................. 92 
4.2.4 MÉTODO DO CUSTO MÉDIO FIXO ......................................................................................... 94 
5 APLICAÇÕES EM INSTRUMENTOS FINANCEIROS ................................................................. 116 
5.1 Aplicações Destinadas à Negociação ....................................................................................... 117 
5.2 Aplicações Disponíveis para Venda ......................................................................................... 118 
5.3 Aplicações Mantidas até o Vencimento .................................................................................. 119 
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS ........................................................................................... 137 
GABARITO ................................................................................................................................ 191 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
1. ATIVO CIRCULANTE 
O ativo circulante compreende os bens e os direitos conversíveis em moeda 
(dinheiro) ao longo do exercício social subsequente ou do ciclo operacional, caso este 
tenha duração maior que o exercício social. 
 
Segundo o artigo 179 da Lei das Sociedades por Ações, são classificados no Ativo 
Circulante: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.1 Disponibilidades 
Pela sua grande liquidez, constituem o primeiro subgrupo do Ativo Circulante (lembre-
se que no Ativo as contas serão dispostas em ordem decrescente de liquidez). Incluem 
o dinheiro em caixa ou em banco, cheques sem restrição de uso imediato, além de 
aplicações financeiras de liquidez imediata. 
QUESTÃO 01 
 
(FGV – Técnico – COMPESA – 2014) Assinale a opção que indica, no Balanço 
Patrimonial, exemplos de disponibilidades. 
(A) As contas para pagamentos específicos e as contas especiais de cobrança. 
(B) Os depósitos bancários vinculados à liquidação de empréstimos e a conta corrente. 
DISPONIBILIDADES 
DIREITOS REALIZÁVEIS NO CURSO DO 
EXERCÍCIO SOCIAL SUBSEQUENTE 
APLICAÇÕES DE RECURSOS EM 
DESPESA DO EXERCÍCIO SEGUINTE 
ATIVO 
CIRCULANTE 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
(C) Os saldos de contas em bancos em liquidação e os cheques recebidos para depósito 
imediato. 
(D) As contas especiais de cobrança e os depósitos bancários vinculados à liquidação 
de empréstimos. 
(E) As contas para pagamentos específicos e os depósitos bloqueados. 
RESOLUÇÃO 
A intitulação Disponibilidades, dada pela Lei n° 6.404/76, é usada para designar 
dinheiro em caixa e em bancos, bem como valores equivalentes, como cheques em 
mãos e em trânsito que representam recursos com livre movimentação para aplicação 
nas operações da empresa e para os quais não haja restrições para uso imediato. 
O Caixa inclui dinheiro, bem como cheque em mãos recebidos e ainda não 
depositados. 
Os depósitos bancários à vista são representados por contas de livre 
movimentação que são mantidas pela entidade em bancos. Podem ser subdividias em 
conta movimento, contas especiais para pagamentos específicos (tais como 
contas para folha de pagamento do pessoal, dividendos a pagar etc), e contas 
especiais de cobrança. 
Cabe ressaltar que Depósitos Bancários Vinculados não integram as 
Disponibilidades, pois seus saldos não estão imediatamente disponíveis para os 
pagamentos normais da empresa. Da mesma forma, os depósitos bloqueados não 
fazem parte das Disponibilidades. 
As Contas em Bancos em Liquidação ousob intervenção devem ser classificados 
como Contas a Receber no Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo, dependendo 
da situação. 
Assim, resta a alternativa A como correta. 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 02 
 
(FGV – ISS-Recife – 2014) Em 31/12/2013, uma entidade possuía entre 
suas contas os seguintes saldos: 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
Caixa: R$ 20.000,00; 
Depósito vinculado para liquidação de contratos de câmbio: R$ 
10.000,00; 
Depósito com restrição de movimentação por força de cláusula contratual 
de financiamento: R$ 15.000,00; 
Numerário em trânsito: R$ 22.000,00. 
Com base nessas informações, o valor da conta Disponibilidades da 
Entidade, em 31/12/2013, era de 
(A) R$ 20.000,00. 
(B) R$ 42.000,00. 
(C) R$ 47.000,00. 
(D) R$ 52.000,00. 
(E) R$ 67.000,00. 
RESOLUÇÃO 
As Disponibilidades serão de: 
 Caixa R$ 20.000,00 
( + ) Numerário em Trânsito R$ 22.000,00 
( = ) Total Disponibilidades R$ 42.000,00 
As demais contas são classificadas como depósitos vinculados e não fazem parte das 
Disponibilidades. 
GABARITO: B 
1.1.1 Equivalente de Caixa 
Este é um conceito normalmente trazido pelas Normas Internacionais de 
Contabilidade. São aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são 
prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a 
um insignificante risco de mudança de valor. 
Deste modo, compõe o subgrupo Disponibilidades as seguintes contas: 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
 Caixa; 
 Bancos conta Movimento; 
 Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata; 
 Numerários em Trânsito 
1.2 Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social 
Subsequente 
Podem conter direitos realizáveis reais (bens) e direitos realizáveis pessoais 
(créditos). Constituem os direitos que se tornam realizáveis ao longo do exercício social 
seguinte ou do ciclo operacional da entidade, caso este seja maior que o exercício 
social. 
Os estoques de matérias primas, produtos em elaboração, produtos acabados, 
mercadorias são exemplos de direitos reais. 
Duplicatas a Receber, Adiantamento a Fornecedores, Títulos a Receber, ICMS a 
Recuperar, IPI a Recuperar são exemplos de direitos pessoais. 
Desta forma, são exemplos de contas típicas do subgrupo Direitos Realizáveis no Curso 
do Exercício Social Subsequente: 
 Clientes 
 Duplicatas a Receber 
 Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa (Conta Retificadora) 
 Ajuste a Valor Presente (Conta Retificadora) 
 Títulos a Receber 
 Dividendos a Receber 
 Juros a Receber 
 Adiantamento a Terceiros 
 Antecipação do 13° Salário 
 Antecipação de Férias 
 IPI a Recuperar 
 ICMS a Recuperar 
 Estoques 
 Produtos em Elaboração 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
1.3 Aplicações de Recursos em Despesa do Exercício 
Seguinte 
As aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte contemplam despesas 
que foram pagas antecipadamente, ou seja, cujos fatos geradores ocorrerão no 
futuro. Para respeitar o Regime da Competência essas despesas pagas 
antecipadamente são classificadas no Ativo. Com a realização futura dos fatos 
geradores é que as Despesas serão reconhecidas, tendo como contrapartida a 
diminuição de uma conta do Ativo. 
Então, por exemplo, se uma empresa paga três anos de aluguel antecipadamente, no 
valor de R$ 36.000,00, seria injusto que tal desembolso fosse registrado integralmente 
como despesa no ato do desembolso, não é? Afinal, o fato gerador da despesa de 
aluguel é mensal! 
Desta forma, na antecipação do pagamento será realizado o seguinte lançamento: 
D – Aluguéis a Vencer R$ 36.000,00 (Ativo) 
 C – Caixa R$ 36.000,00 (Ativo) 
Paulatinamente será realizado, mês a mês, o reconhecimento da despesa da seguinte 
forma: 
 D – Despesa com Aluguel R$ 1.000,00 (Despesa) 
 C – Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00 (Ativo) 
São exemplos de aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte: 
 Prêmio de Seguro a Apropriar (ou Seguros a Vencer) 
 Assinatura de Jornais e Revistas 
 Juros reconhecidos antecipadamente 
 Salários pagos antecipadamente 
 Aluguéis pagos antecipadamente (Aluguéis a Vencer) 
Vejam umas questões sobre o tema: 
QUESTÃO 03 
 
(FUNIVERSA – Técnico – SDF – 2015) No que se refere à natureza e ao 
funcionamento da conta de seguros a vencer, assinale a alternativa correta. 
a) É uma conta retificadora de ativo. 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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b) Registra a parcela dos seguros pagos antecipadamente. 
c) Pode ter saldo credor ou devedor. 
d) Deve ser utilizada exclusivamente por empresas seguradoras. 
e) Pode ser movimentada livremente a critério do administrador da empresa. 
RESOLUÇÃO 
Conforme acabamos de verificar, a conta Seguros a Vencer representa uma aplicação 
de recursos que serão apropriadas como despesas de seguros futuramente, como 
manda o Regime de Competência. Desta forma, são contabilizados no Ativo da 
entidade. 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 04 
 
(IADES – Analista – SEAP-DF – 2014) Assinale a alternativa que classifica 
corretamente o lançamento contábil em que se debitou a conta “prêmio de 
seguros a vencer” e creditou-se a conta “caixa” ou a conta “bancos”. 
a) Fato modificativo aumentativo; lançamento de terceira fórmula. 
b) Fato misto; lançamento de segunda fórmula. 
c) Fato permutativo; lançamento de primeira fórmula. 
d) Fato modificativo diminutivo; lançamento de primeira fórmula. 
e) Fato permutativo; lançamento de segunda fórmula. 
RESOLUÇÃO 
O lançamento do enunciado representa a contratação de um seguro com pagamento 
à vista. 
 D – Seguros a Vencer ( Ativo) 
 C – Caixa ou Bancos ( Ativo) 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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Veja que trata-se de um fato permutativo, pois não há alteração da situação líquida 
patrimonial. O lançamento é de primeira fórmula, já que houve apenas uma conta 
debitada e uma conta creditada. 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 05 
 
(UFSM – Analista – AOCP – 2014) No final do mês de janeiro/2014 a Cia 
Porche S/A procede a apropriação de 1/12 do Prêmio de Seguro a apropriar. 
Assinale a alternativa que apresenta o lançamento que corresponde a essa 
apropriação. 
a) D- Despesas com Prêmio de Seguros. 
 C- Caixa ou banco. 
b) D- Prêmio de Seguro a apropriar. 
C- Despesas com Prêmio de Seguros 
c) D- Despesas com Prêmio de Seguros. 
C- Prêmio de Seguro a apropriar 
d) D- Despesas com Prêmio de Seguros. 
C- Prêmio de Seguros a pagar. 
e) D- Prêmio de Seguro a apropriar. 
C- Prêmio de Seguros a pagar. 
RESOLUÇÃO 
Acabamos de verificar o lançamento da apropriação da despesa com seguros ao 
resultado do exercício, que ocorre mensalmente para respeitar o princípio da 
competência. 
Perceba que a banca mencionou chamou a conta “Seguros a vencer” de “Prêmio de 
Seguros a Apropriar”. São sinônimos, ok? 
Da mesma forma, a banca optou por chamar a conta “Despesa de Seguros” de 
“Despesa com Prêmio de Seguros”. São notações diferentes que podem cair em sua 
prova. 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 06 
 
(FCC – ISS-SP – 2007) Uma companhia contratou, em 01.09.2005, um 
seguro contra incêndio para sua fábrica, com prazo de três anos e vigência 
imediata, tendo pago, pela respectiva apólice, a importância de R$ 
115.200,00. Em 31.12.2005, deverá constar no grupo do Ativo Circulante, 
do Balanço Patrimonial da companhia, como despesa do exercício seguinte, 
a importância correspondente a, em R$: 
a) 38.400,00 
b) 32.000,00 
c) 25.600,00 
d) 19.200,00 
e) 12.800,00 
RESOLUÇÃO 
Vamos, primeiramente, calcular a despesa mensal que o seguro representa? 
Por trêsanos de contrato pagou-se R$ 115.200,00. Assim, o valor mensal ser de: 
𝑫𝒆𝒔𝒑𝒆𝒔𝒂 𝑴𝒆𝒏𝒔𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒎 𝑺𝒆𝒈𝒖𝒓𝒐𝒔 = 
𝑅$ 115.200,00
36 𝑚𝑒𝑠𝑒𝑠
= 𝑹$ 𝟑. 𝟐𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Vamos agora fazer o registro no ato da contratação, em 01/09/2005. 
D – Seguros a Vencer (AC) R$ 38.400,00 
 D – Seguros a Vencer (ANC – RLP) R$ 76.800,00 
 C – Bancos conta Movimento R$ 115.200,00 
Zé Curioso: “Professor, não entendi o motivo da separação da conta “Seguros a 
Vencer”. De onde vieram esses números quebrados?” 
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
Zé, sabemos que são classificados no Ativo Circulante as disponibilidades, os direitos 
realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em 
despesas do exercício seguinte. 
Sabemos também que são classificados no Ativo Não Circulante Realizável a Longo 
Prazo os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte. 
Eu quero que você perceba que o legislador da Lei n° 6.404/76 cometeu um deslize 
nesta redação, pois pode levar o leitor a seguinte classificação na data da contratação 
do seguro: 
 
Veja que classifiquei as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte 
(que termina em 31/12/2016) no Ativo Circulante (Curso Prazo). 
ISTO ESTÁ COMPLETAMENTE EQUIVOCADO! 
Você deve classificar no Ativo Circulante as aplicações de recursos em despesas 
dos próximos 12 meses! Ou seja, é como se o legislador estivesse escrevendo a 
redação em 31 de dezembro de 1964. Neste caso os próximos 12 meses coincidirão 
com o término do exercício seguinte! 
Então perceba que classifiquei no Ativo Circulante os próximos 12 meses de despesas 
a serem apropriadas (R$ 3.200,00 x 12 meses = R$ 38.400,00). O restante, de R$ 
76.800,00, será classificado no Realizável a Longo Prazo. 
Mas o enunciado deseja saber o valor da “despesa do exercício seguinte” que constará 
em 31.12.2005 no Ativo Circulante. Ora, em 31.12.2005 o valor da despesa do 
exercício seguinte coincide com os próximos 12 meses de 2006, ou seja: 
𝑫𝒆𝒔𝒑𝒆𝒔𝒂 𝒅𝒐 𝑬𝒙𝒆𝒓𝒄í𝒄𝒊𝒐 𝑺𝒆𝒈𝒖𝒊𝒏𝒕𝒆 = 12 × 𝑅$ 3.200,00 = 𝑹$ 𝟑𝟖. 𝟒𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
01.09.2005
Longo Prazo (ANC-RLP)
31.12.2005 31.12.2006
Exercício Social Subsequente
Curto Prazo (AC)
 
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AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
É claro que na sua prova você não irá demorar tanto para resolver esse tipo de 
questão, pois temos que ser objetivos já que o tempo é muito precioso. Veja outra 
questão semelhante: 
QUESTÃO 07 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRF – 2012) A Cia. Presidente Prudente de 
Moraes contratou, em 1° de abril de 2011, uma apólice de seguro contra 
incêndios de seus imóveis, com cobertura para o período de 1° de abril de 
2011 a 31 de março de 2013, pagando R$ 120.000,00 a título de prêmio. No 
Balanço Patrimonial encerrado em 31-12-2011, figurou como despesa 
antecipada classificada no Ativo Não Circulante a importância, em R$, de 
a) 15.000,00. 
b) 45.000,00. 
c) 20.000,00. 
d) 120.000,00. 
e) 40.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Vamos resolver de forma objetiva? 
 Custo do Seguro: R$ 120.000,00 
 Cobertura: 24 meses (01/04/2011 a 31/03/2013) 
 Custo Mensal = R$ 5.000,00 (R$ 120.000,00 / 24 meses) 
Com isso, considerando que a vigência do seguro é até 31/03/2013, em 31/12/2011 a 
entidade apresentará: 
Seguros a Vencer (AC) R$ 60.000,00 (próximos 12 meses) 
Seguros a Vencer (ANC) R$ 15.000,00 (01/2013 a 03/2013) 
GABARITO: A 
 
 
 
 
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AULA 04 
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QUESTÃO 08 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRF – 2014) A empresa Conceitual contratou e 
pagou, em 31/07/2013, um seguro contra incêndio no valor de R$ 
48.000,00. Esse seguro tem vigência de 01/08/2013 a 31/07/2014. Ao 
elaborar suas demonstrações contábeis, em 30/09/2013, a empresa 
Conceitual apresentou 
a) despesas acumuladas com seguros no valor de R$ 48.000,00, na DRE. 
b) despesas acumuladas com seguros no valor de R$ 8.000,00, na DRE. 
c) despesas acumuladas com seguros no valor de R$ 12.000,00, na DRE. 
d) seguros pagos antecipadamente de R$ 48.000,00, no Balanço Patrimonial. 
e) seguros pagos antecipadamente de R$ 44.000,00, no Balanço Patrimonial. 
RESOLUÇÃO 
Quando você se deparar com uma questão sobre pagamento de seguros fique atento 
ao prazo de vigência do contrato. No caso do exercício, o contrato possui duração de 
12 meses. Assim, a despesa com seguro será apropriada mensalmente no valor de R$ 
4.000,00 (valor pago total / prazo do seguro). 
Vamos verificar como são realizados os registros, iniciando com o lançamento efetuado 
em 31/07/2013. Data da contratação do seguro: 
 D – Seguros a Vencer R$ 48.000,00 (Ativo) 
 C – Caixa R$ 48.000,00 (Ativo) 
 Em 31/08/2013 a empresa deverá apropriar a despesa com seguros do mês da 
seguinte forma: 
 D – Despesa com Seguros R$ 4.000,00 (Despesa) 
 C – Seguros a Vencer R$ 4.000,00 (Ativo) 
Igualmente, em 30/09/2013 a empresa deverá apropriar a despesa com seguros do 
mês da seguinte forma: 
 D – Despesa com Seguros R$ 4.000,00 (Despesa) 
 C – Seguros a Vencer R$ 4.000,00 (Ativo) 
 
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Desta forma, em 30/09/2013, ao elaboras suas demonstrações contábeis, a empresa 
Conceitual apresentará um saldo de R$ 8.000,00 de “Despesa com Seguros” na DRE 
e um saldo na conta “Seguros a Vencer“ de R$ 40.000,00. 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 09 
 
(COPS UEL – Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012) A empresa W&K, que adota 
o regime de competência para a contabilização de seus atos e fatos, 
contratou alocação de um imóvel por 18 meses, a partir de 01/07/X1, 
pagando antecipadamente o valor do contrato correspondente a R$ 
18.000,00. 
O contador, no encerramento do exercício social de X1, deve registrar esse 
pagamento da seguinte forma: 
a) R$ 6.000,00 como Despesa e R$ 12.000,00 como Ativo Circulante. 
b) R$ 9.000,00 como Despesa e R$ 9.000,00 como Ativo Circulante. 
c) R$ 18.000,00 como Despesa. 
d) R$ 6.000,00 como Ativo Circulante e R$ 12.000,00 com Ativo de Longo Prazo. 
e) R$ 18.000,00 como Ativo Circulante. 
RESOLUÇÃO 
Na contratação, em 01/07/X1, o contador realizou o seguinte lançamento: 
D – Aluguéis a Vencer R$ 18.000,00 
C – Caixa R$ 18.000,00 
Após isso a empresa deverá contabilizar a “Despesa com Aluguel” mensalmente, da 
seguinte forma: 
D – Despesa com Aluguel R$ 1.000,00 
C – Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00 
Assim, no encerramento do exercício social de X1 terão se passado seis meses do 
pagamento antecipado, e o total de “Despesa com Aluguel” contabilizado será de R$ 
 
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6.000,00. O restante, de R$ 12.000,00, figurará como direito no Ativo Circulante 
(Aluguéis a Vencer), pois tratam-se de despesas antecipadas. 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 10 
 
(ESAF – ATRFB – 2009) Determinada empresa, cujo exercício social coincide 
com o ano-calendário, pagou a quantia de R$ 1.524,00 de prêmio de seguro 
contra incêndio no dia 30 de setembro de 2007. 
A apólice pertinente a essa transação cobre riscos durante o período de 
primeiro de outubro de 2007 a 30 de setembro de 2008. 
Considerando o princípio da competência de exercícios, o Contador da 
empresa registrou o pagamento dos gastos na conta Seguros a Vencer. 
No balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2007, após as apropriações 
de praxe, o saldo desta conta, "Seguros a Vencer", deverá ser de 
a) R$ 1.260,00. 
b) R$ 381,00. 
c) R$ 1.055,00. 
d) R$ 1.172,20. 
e) R$ 1.143,00. 
RESOLUÇÃO 
O seguro tem cobertura de 12 meses (10/2007 a 09/2008). Assim, no ato da 
contratação a empresa irá registrar: 
 D – Seguros a Vencer R$ 1.524,00 (Ativo) 
 C – Caixa R$ 1.524,00 (Ativo) 
Posteriormente a empresa apropriará mensalmente, no valor de R$ 127,00 (R$ 1.254 
/ 12 meses), a despesade seguros da seguinte forma: 
 D – Despesa com Seguros R$ 127,00 (Despesa) 
 C – Seguros a Vencer R$ 127,00 (Ativo) 
 
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Assim, em 31/12/2007 a empresa terá apropriado três meses de despesa (outubro a 
dezembro de 2007) e o valor da conta “Seguros a Vencer” apresentará um saldo de 
R$ 1.143,00. Veja como ficam os lançamentos nos razonetes! 
 
GABARITO: E 
 
QUESTÃO 11 
 
(ELETROBRAS – Profissional – BIO-RIO – 2014) A conta SEGUROS A VENCER 
representa: 
a) uma obrigação. 
b) um direito. 
c) uma despesa. 
d) uma receita. 
e) uma dívida. 
RESOLUÇÃO 
A conta Seguros a Vencer representa as despesas com seguros que foram pagas 
antecipadamente, e que, de acordo com o regime de competência, somente serão 
apropriadas ao resultado como despesa nos respectivos períodos. 
Com isso, inicialmente os seguros a vencer representam um direito a ser contabilizado 
no Ativo da entidade. 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
1.524,00R$ 127,00R$ 127,00R$ 
127,00R$ 127,00R$ 
127,00R$ 127,00R$ 
1.524,00R$ 381,00R$ 381,00R$ 
1.143,00R$ 
Seguros a Vencer Despesa com Seguros
out/07
nov/07
dez/07
 
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QUESTÃO 12 
 
(UFF – Técnico em Contabilidade – COSEAC – 2015) No dia 1° de agosto de 
X1, uma empresa adquiriu uma apólice de seguro anual, com duração até 
31 de julho de X2, no valor de R$ 2.400,00, a ser pago em três parcelas 
iguais, no último dia dos três meses seguintes, sendo a primeira parcela dia 
31 de agosto de X1. Pelo regime de competência, a despesa com o seguro 
deve ser contabilizada como despesa de: 
a) R$ 2.400,00 no mês de agosto de X1. 
b) R$ 800,00 nos meses de agosto, setembro e outubro. 
c) R$ 200,00 a ser contabilizada todo mês, de agosto de X1 até julho de X2. 
d) R$ 2.400,00 no mês de outubro. 
e) R$ 2.400,00 no mês de julho de X2. 
RESOLUÇÃO 
A apropriação no resultado da despesa de seguro deverá ocorrer no período a que se 
refere, ou seja, durante o prazo de vigência do contrato de seguro. No caso em tela o 
enunciado diz que o seguro é anual, com duração de agosto de X1 a julho de X2. 
Como o valor total do seguro é de R$ 2.400,00, conclui-se que a despesa mensal de 
seguros será de R$ 200,00. 
Com isso, mensalmente a entidade realizará o seguinte lançamento: 
 D – Despesa de Seguros R$ 200,00 ( Resultado) 
 C – Seguros a Vencer R$ 200,00 ( Ativo) 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 13 
 
(CESPE – Auditor – TCU – 2015) Situação hipotética: Em 30 de junho de 
2015, o livro diário de determinada empresa registrou a seguinte partida 
dobrada. 
 
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débito despesas com seguros R$ 2.000,00 
crédito prêmios de seguros a apropriar R$ 2.000,00 
 
Assertiva: Nesse caso, as informações se referem a um lançamento de 
ajuste — decorrente da aplicação do princípio da competência — para 
reconhecimento da despesa com o prêmio de seguros, que havia sido pago 
antecipadamente. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO 
Vamos aproveitar a oportunidade e lembrar os lançamentos realizados quando da 
contratação de um seguro com pagamento antecipado. No ato da contratação (e 
pagamento) a entidade deverá realizar o seguinte registro: 
 D – Seguros a Vencer ou Prêmios de Seguros a Apropriar ( Ativo) 
 C – Caixa ( Ativo) 
Perceba, portanto, que tal fato não provoca variação de imediato no resultado. Isso 
deve-se à aplicação do princípio da competência. Assim, a apropriação ao resultado 
será realizada paulatinamente, entre a data da contratação do seguro e seu fim através 
do seguinte lançamento: 
 D – Despesa com Seguros ( Resultado) 
 C – Seguros a Vencer ou Prêmios de Seguros a Apropriar ( Ativo) 
Assim, correta a assertiva. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 14 
 
(CESPE – Agente da Polícia Federal – 2014) No momento da apropriação 
mensal de um seguro contratado para doze meses, o crédito deverá ser feito 
na conta bancos ou na conta caixa. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO 
 
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O lançamento da contratação de seguro por um prazo de 12 meses é realizado da 
seguinte forma: 
 D – Seguros a Vencer 
 C – Caixa ou Bancos c/ Movimento 
No entanto, este não é o questionamento do enunciado, que quer saber qual conta é 
creditada no momento da apropriação do seguro como despesa no resultado do 
período. 
A apropriação mensal do seguro contratado é realizada pelo lançamento: 
 D – Despesas com Seguros 
 C – Seguros a Vencer 
Assim, incorreta a assertiva. 
GABARITO: E 
 
QUESTÃO 15 
 
(FUNDATEC – AFRE – SEFAZ-RS – 2014) A Companhia Industrial Rio Tucuruí 
possui um maquinário avaliado em R$ 240.000,00 e esse maquinário foi 
segurado em 1º de setembro de 2012. A companhia pagou um prêmio 
equivalente a 10% do valor de avaliação das máquinas, com vigência pelo 
prazo de um ano, a partir da assinatura do contrato. A partir desses dados, 
podemos concluir que o saldo da conta Seguros Pagos Antecipadamente, em 
31/dez/2012, é de: 
A) R$ 4.000,00. 
B) R$ 8.000,00. 
C) R$ 16.000,00. 
D) R$ 80.000,00. 
E) R$ 160.000,00. 
RESOLUÇÃO 
 
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O enunciado diz que a entidade pagou 10% do valor de maquinário a título de prêmio 
de seguros. Assim, o valor pago foi de R$ 24.000,00. Este pagamento é contabilizado 
da seguinte forma: 
 D – Seguros a Vencer R$ 24.000,00 (Ativo Circulante) 
 C – Caixa R$ 24.000,00 (Ativo Circulante) 
Como a vigência do seguro é de 12 meses, a companhia deverá apropriar mensalmente 
a despesa se seguros no valor de R$ 2.000,00 da seguinte forma: 
 D – Despesa de Seguros R$ 2.000,00 (Resultado) 
 C – Seguros a Vencer R$ 2.000,00 (Ativo Circulante) 
Conclui-se, portanto, que em 2012 haverá a apropriação de quatro parcelas de 
despesas de seguros, referente a setembro a dezembro, totalizando R$ 8.000,00. 
Assim, restará um saldo de R$ 16.000,00 na conta “Seguros a Vencer”, chamada no 
enunciado de “Seguros Pagos Antecipadamente”. 
GABARITO: C 
1.4 Ciclo Operacional 
É o tempo transcorrido entre a aquisição de ativos para processamento e sua 
realização em caixa ou seus equivalentes. Até agora consideramos que o ciclo 
operacional das empresas é de um ano ou 12 meses, não é? E na grande maioria das 
empresas realmente é assim que funciona! 
No entanto, o art. 179 da Lei das Sociedades Anônimas diz que “na companhia em 
que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a 
classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo”. 
Assim, em empresas de alta complexidade, como por exemplo, na construção de 
usinas nucleares ou de navios, o ciclo operacional pode ser maior que um ano. Desta 
maneira, o ciclo operacional da empresa é quem vai determinar a classificação de 
determinada conta no Ativo Circulante ou no Ativo Não Circulante. 
Então fique atento. Se a questão afirmar que o ciclo operacional de determinada 
entidade é de, por exemplo, dois anos, será este o prazo considerado na classificação 
dos direitos e obrigações de curto ou longo prazo. 
Vamos praticar? 
 
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QUESTÃO 16 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) Considere as seguintes informações: 
− A Cia. Gama produz equipamentos especiais para revenda, cujo prazo de 
produção é 18 meses. 
− A Cia. Beta adquiriu equipamentos para revenda, sendo que o prazo médio 
de estocagem até a venda é de 90 dias. 
− A Cia. Industrial adquiriu equipamentos para utilizá-los em seu processo 
produtivo. 
− A Cia. Alfa adquiriu o direito de usar a marca da Cia. Gama por 10 anos. 
Os equipamentos noBalanço Patrimonial da Cia. Gama, da Cia. Beta e da 
Cia. Industrial e o direito adquirido no Balanço Patrimonial da Cia. Alfa 
foram classificados, respectivamente, no ativo 
(A) não circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
(B) circulante, não circulante, não circulante e não circulante. 
(C) circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
(D) não circulante, circulante, não circulante e circulante. 
(E) circulante, circulante, não circulante e circulante. 
RESOLUÇÃO 
Questão que explora a classificação dos itens no Ativo Circulante ou Ativo Não 
Circulante. Segundo o artigo 179, I, da Lei n° 6.404/76, serão classificados no ativo 
circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social 
subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. 
O parágrafo único deste artigo diz que na companhia em que o ciclo operacional da 
empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante 
ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. 
Vamos analisar os itens! 
− A Cia. Gama produz equipamentos especiais para revenda, cujo prazo de 
produção é 18 meses. 
É o caso do parágrafo único do artigo 179 da Lei n° 6.404/76. Neste caso os 
equipamentos são estoques, que normalmente são classificados no Ativo Circulante. 
 
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− A Cia. Beta adquiriu equipamentos para revenda, sendo que o prazo médio de 
estocagem até a venda é de 90 dias. 
Equipamentos para revenda (estoques) cujo prazo médio de estocagem até a venda 
é de 90 dias devem ser classificados no Ativo Circulante. 
 
− A Cia. Industrial adquiriu equipamentos para utilizá-los em seu processo 
produtivo. 
Trata-se de Imobilizado, classificado no Ativo Não Circulante. 
 
− A Cia. Alfa adquiriu o direito de usar a marca da Cia. Gama por 10 anos. 
Trata-se de Intangível, classificado no Ativo Não Circulante. 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 17 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) Considere as seguintes informações: 
I. A Cia. Aeroplana S.A. produz aviões especiais, cujo ciclo operacional é 
de 20 meses. 
II. A Cia. Negociante adquiriu 80% das ações da Cia. A com a finalidade 
de assegurar o fornecimento de matéria-prima para seus produtos. 
III. A Cia. Voa Bem adquiriu um avião da Cia. Aeroplana para utilizar na 
prestação de seus serviços. 
IV. A Cia. Lucrativa adquiriu ações da Cia. A com a finalidade de negociá-
las a qualquer momento. 
Os ativos registrados nos itens I a IV devem ser classificados no Balanço 
Patrimonial das empresas Aeroplana S.A., Negociante, Voa Bem e Lucrativa, 
respectivamente, como 
a) circulante, não circulante, não circulante e circulante. 
b) não circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
 
 24 
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c) não circulante, não circulante, não circulante e circulante. 
d) circulante, circulante, não circulante e circulante. 
e) circulante, não circulante, circulante e circulante. 
RESOLUÇÃO 
Vamos analisar os itens apresentados no enunciado. 
I. Sabemos que são classificadas no Ativo Circulante as disponibilidades, os direitos 
realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos 
em despesas do exercício seguinte. Sabemos também que na companhia em que 
o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício 
social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse 
ciclo. Assim, os aviões especiais serão classificados no Ativo Circulante. 
 
II. Se a Cia Negociante adquiriu as ações com a finalidade de assegurar o 
fornecimento de matéria-prima para a Cia. A, conclui-se que trata-se de uma 
participação permanente, e como tal será classificada no Ativo Investimentos. 
Aliás, tal investimento será avaliado pelo Método da Equivalência Patrimonial, 
lembram? 
 
III. O avião será classificado, na Cia. Voa Bem, como um Ativo Imobilizado, já que 
é um bem corpóreo destinado à manutenção das atividades da companhia 
ou da empresa ou exercidos com essa finalidade. 
 
IV. Se a finalidade é negociar as ações a qualquer momento, a classificação será 
realizada no Ativo Circulante. 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 18 
 
(FCC – APOFP – SEFAZ-SP – 2010) Considere as seguintes situações: 
I. A empresa A adquiriu ações da empresa D com a finalidade de negociá-
las a qualquer momento. 
 
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II. A empresa B é uma indústria e comércio de máquinas especiais, as quais 
são produzidas e vendidas dentro do seu ciclo operacional de dois anos. 
III. A empresa C adquiriu um terreno para futura instalação de uma fábrica. 
Com base nas informações acima, as ações adquiridas por A, as máquinas 
produzidas por B e o terreno adquirido por C, serão, respectivamente, 
classificados no 
a) circulante, não circulante e não circulante. 
b) circulante, circulante e não circulante. 
c) não circulante, circulante e não circulante. 
d) não circulante, não circulante e não circulante. 
e) circulante, circulante e circulante. 
RESOLUÇÃO 
Vamos analisar os itens apresentados. 
I. Se há intenção de negociação a qualquer momento, tal bem será classificado no 
Ativo Circulante. 
 
II. Se os produtos são produzidos e vendidos dentro do seu ciclo operacional, 
de dois anos, serão classificados no Ativo Circulante. 
 
III. Fazem parte dos Investimentos os imóveis mantidos sem produção de renda 
e destinados a uso futuro, como no caso de terrenos adquiridos para futuras 
instalações. Assim, o terreno será classificado no Ativo Não Circulante – 
Investimentos. 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
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2. PERDAS ESTIMADAS COM CRÉDITOS DE 
LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (PECLD) 
Trata-se da antiga “Provisão para Devedores Duvidosos – PDD” e é uma conta 
retificadora do Ativo Circulante ou do Ativo Não Circulante – Realizável a Longo 
Prazo, de acordo com o prazo do recebimento do título. Desta forma, possui natureza 
credora. 
As empresas constituem as “Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa” 
de acordo com seu histórico, pois sabem que parte das vendas a prazo não serão 
recebidas. É o famoso “calote”. Desta forma, as empresas respeitam o Princípio da 
Prudência, pois em seu ativo estarão reconhecidos apenas os valores que realmente 
deverão ser recebidos pela empresa, já descontados os eventuais calotes. 
Por exemplo, o registro contábil de uma estimativa de perda de 3% das Duplicatas a 
Receber, no valor de R$ 100.000,00 é: 
 D – Devedores Duvidosos R$ 3 mil (Despesa) 
C – Perda Estimada com Créditos de Liquid. Duvidosa R$ 3 mil (Retificadora do Ativo) 
As empresas costumam adotar um percentual considerado normal para perdas, 
baseado em médias de perdas passadas (por exemplo, dos últimos três anos). 
Vamos analisar algumas situações envolvendo as “Perdas Estimadas com Créditos de 
Liquidação Duvidosa”. 
2.1 Baixa de Títulos considerados Incobráveis 
Esta situação ocorre quando a estimativa de perdas com créditos se confirma. No 
exemplo anterior a empresa estimou uma perda com créditos no valor de R$ 3 mil. 
Pois bem, se essa perda se confirmar, total ou parcialmente, dado que tais títulos 
foram considerados incobráveis, qual lançamento deve ser realizado pela empresa? 
Perda de exatamente R$ 3 mil: 
D – PECLD R$ 3 mil (pela baixa da provisão realizada anteriormente) 
C – Clientes R$ 3 mil (pela baixa do direito considerado incobrável) 
 
Perda menor que o estimado (por exemplo, R$ 2 mil): 
D – PECLD R$ 2 mil (pela baixa da provisão realizada anteriormente) 
C – Clientes R$ 2 mil (pela baixa do direito considerado incobrável) 
 
 27 
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Veja queneste caso a PECLD foi superestimada, pois a empresa constituiu uma PECLD 
de R$ 3 mil, mas posteriormente só R$ 2 mil foram considerados incobráveis. Neste 
caso existem duas alternativas para o saldo restante de R$ 1 mil: reversão ou 
complementação do saldo. 
2.2 Reversão do saldo remanescente; 
A reversão zera o saldo da conta “Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação 
Duvidosa”. Como o registro inicial da PECLD teve como contrapartida uma conta de 
despesa, na reversão a conta será de receita. 
D – PECLD R$ 1 mil (pela reversão da provisão não utilizada) 
C – Outras Receitas Operac. R$ 1 mil (Receita) 
2.3 Complementação até o valor da nova estimativa de 
perdas 
Neste caso a empresa irá complementar o valor que falta para chegar à nova 
estimativa de perdas. Por exemplo, imagine que a mesma empresa do exemplo 
anterior, no encerramento do exercício tenha R$ 150 mil em créditos. Utilizando os 
mesmos 3% de estimativa de perdas ela chegará ao valor de R$ 4.500,00 para a nova 
PECLD. Essa é a previsão de perdas dos créditos existentes. No entanto, a conta PECLD 
já possui um saldo de R$ 1 mil. Assim, ela irá complementar com o valor restante (R$ 
4.500,00 – R$ 1.000,00), ou seja; 
D – Devedores Duvidosos R$ 3.500,00 mil (Despesa) 
C – PECLD R$ 3.500,00 mil (Retificadora do Ativo) 
Zé Curioso: “Professor, e se a perda for maior que o previsto? Por exemplo, quando 
a empresa estima perder R$ 3 mil com seus créditos, mas acaba perdendo R$ 5 mil?” 
Ótima pergunta Zé! Caso ocorra insuficiência de ajuste, como no seu exemplo, a 
empresa deverá realizar o seguinte lançamento: 
D – PECLD R$ 3 mil (pela baixa da PECLD) 
D – Perdas com Clientes R$ 2 mil (excesso de perdas não estimado) 
C – Clientes R$ 5 mil (pela baixa dos direitos incobráveis ) 
O lançamento “Perdas com Clientes” será realizado como Despesa Operacional, tal 
como fora realizado quando da constituição da PECLD (Devedores Duvidosos). 
Zé Curioso: “Professor, e se depois de realizada a baixa do título, considerado 
incobrável, o cliente acaba pagando a empresa?” 
 
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Zé, você está afiadíssimo! Nesta situação há duas possibilidades: recebimento de 
perdas registradas em exercício anterior e recebimento de perdas registradas no 
próprio exercício. 
2.4 Perdas Registradas em Exercício Anterior 
Neste caso a conta a ser creditada representa uma Receita Operacional: 
D – Caixa 
C – Recuperação de Créditos Baixados (Outras Receitas Operacionais) 
2.5 Perdas Registradas no Próprio Exercício 
 Neste caso a conta creditada será a própria conta de Despesas anteriormente 
realizada, retificando-a. 
D – Caixa 
C – Perdas com Clientes (retificando o registro de Despesa realizado) 
Vamos praticar alguns exercícios para fixar o conteúdo? As bancas adoram este 
assunto! Mas antes dos exercícios, para facilitar o entendimento, veja o esquema 
abaixo! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FASE DA PECLD CONTRAPARTIDA 
CONSTITUIÇÃO 
DA PECLD 
Conta de DESPESA 
“CONSUMO” DA 
PECLD 
Baixa do Título 
Incobrável 
REVERSÃO DA 
PECLD 
Outras Receitas 
Operacionais 
 
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QUESTÃO 19 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) A Cia. Vende a Prazo S.A. apresentava 
em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013 os seguintes saldos relativos às 
suas vendas a prazo: 
− Duplicatas a Receber de Clientes: R$ 500.000,00 
− Estimativa para Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD): R$ 25.000,00 
Em fevereiro de 2014, a Cia. Vende a Prazo S.A. foi informada de que um 
importante cliente não tinha condições de saldar a sua dívida no valor de R$ 
20.000,00 que foi considerada incobrável. 
Ao reconhecer este evento, a Cia. Vende a Prazo S.A. 
(A) reduziu o saldo de Duplicatas a Receber de Clientes. 
(B) reduziu o saldo total do Ativo. 
(C) reconheceu uma Perda com Clientes no resultado do período. 
(D) creditou a conta EPCLD e debitou o Resultado do período. 
(E) reduziu o Patrimônio Líquido. 
RESOLUÇÃO 
Quando uma duplicata é considerada incobrável a previsão inicial de perda se 
confirmou, não é? Então a empresa deverá realizar a baixa do título considerado 
incobrável em contrapartida da utilização da estimativa de perda realizada 
anteriormente, veja: 
 D – EPCLD R$ 20.000,00 (utilização do saldo da EPCLD) 
 C – Duplicatas a Receber R$ 20.000,00 (baixa do título incobrável) 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 20 
 
(UFGD – Analista – AOCP – 2014) Quando uma empresa realiza vendas a 
prazo assume o risco referente a eventuais perdas decorrentes do não 
 
 30 
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recebimento dos seus créditos e, para tanto, deve constituir a conta de 
Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD). Assinale a 
alternativa INCORRETA sobre PECLD. 
a) A despesa gerada não é dedutível da base de cálculo do Imposto de Renda, 
tampouco da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
b) Quando é constituída a sua contrapartida é uma despesa que afetará o resultado 
em que for registrada 
c) É um ajuste constituído em respeito ao Princípio da Competência. 
d) Seu saldo reduz pelos débitos e aumenta pelos créditos. 
e) É uma conta de natureza credora que retifica o Ativo Circulante e/ou o Ativo Não 
Circulante (Ativo Realizável a Longo Prazo). 
RESOLUÇÃO 
Vamos analisar as afirmativas apresentadas. 
a) Correta. Não se preocupe com esta alternativa no momento, mas saiba que a 
despesa registrada pela entidade a título de Perdas Estimadas com Créditos de 
Liquidação Duvidosa não deve ser deduzida da base de cálculo do Imposto de 
Renda e da CSLL. 
 
b) Correta. Vimos que a constituição da EPCLD é realizada em contrapartida do 
reconhecimento de uma “Despesa com EPCLD” no resultado do exercício. 
 
c) Incorreta. Vimos que a constituição das Perdas Estimadas com Créditos de 
Liquidação Duvidosa é realizada em respeito ao Princípio da Prudência, que 
determina que a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior 
para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas 
para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. 
 
d) Correta. Por se tratar de uma conta retificadora do Ativo, seu saldo aumentará a 
crédito e reduzira a débito. 
 
e) Correta. Se a EPCLD se referir a créditos de curto prazo sua classificação deve 
retificar os direitos do Ativo Circulante. Caso se refira a créditos de longo prazo 
sua classificação deve retificar os direitos de longo prazo (Ativo Não Circulante – 
Realizável a Longo Prazo). 
 
 31 
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Com isso, incorreta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 21 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRF – 2014) Em 31/12/2012, a empresa Credora 
S.A. possuía R$ 150.000,00 em duplicatas a receber de clientes e uma 
estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor 
de R$ 7.500,00. Em fevereiro de 2013, o cliente Caloteiro, que devia R$ 
4.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a 
empresa Credora S.A. 
a) reduziu o total do Ativo. 
b) reconheceu um Passivo. 
c) reduziu o Patrimônio Líquido. 
d) reduziu o saldo da estimativa (EPCLD). 
e) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado. 
RESOLUÇÃO 
Questão interessante! Perceba que ao considerar o cliente Caloteiro como incobrável 
a empresa irá fazer jus à “Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa” 
constituída anteriormente. Ou seja, a previsão de confirmou e a empresa deverá, 
então, utilizar seu saldo existente. A contrapartida será a baixa do título considerado 
incobrável, conforme o lançamento: 
D – EPCLD R$ 4.000,00 ( Ativo) 
 C – Duplicatas a Receber R$ 4.000,00 ( Ativo) 
Assim, não houve variação do saldo do Ativomas houve redução do saldo da conta 
“Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa”, que passou de R$ 
7.000,00 para R$ 3.000,00. 
GABARITO: D 
 
 
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QUESTÃO 22 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) Determinada empresa comercial possuía em 
seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2011, R$ 350.000,00 em duplicatas a 
receber e uma estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa 
(EPCLD) no valor de R$ 10.500,00. Em janeiro de 2012, um cliente que devia 
R$ 5.000,00 foi considerado incobrável. Ao reconhecer este evento, a 
empresa debitou 
a) EPCLD e creditou Duplicatas a Receber. 
b) EPCLD e creditou Provisão no passivo. 
c) Despesa com EPCLD e creditou Disponível. 
d) Perdas com Clientes e creditou EPCLD. 
e) Perdas com Clientes e creditou Duplicatas a Receber. 
RESOLUÇÃO 
Vamos aproveitar a oportunidade e resolver a questão por inteiro, desde o registro da 
estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD). O registro das 
perdas é feito em contrapartida de conta de despesa: 
D – Devedores Duvidosos R$ 10.500,00 (Conta de Resultado) 
 C – EPCLD R$ 10.500,00 (Retificadora do Ativo) 
Em janeiro de 2012 um cliente, que devia R$ 5.000,00, foi considerado incobrável. 
Enfim vamos utilizar a estimativa inicial de perda, representada pela EPCLD, não é? 
Afinal, a previsão de perdas se confirmou! Então o lançamento será efetuado a débito 
na conta “EPCLD” em contrapartida do crédito (baixa) do Direito a Receber (Duplicatas 
a Receber ou Clientes). 
D – EPCLD R$ 5.000,00 
C – Duplicatas a Receber R$ 5.000,00 
GABARITO: A 
 
 
 
 
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QUESTÃO 23 
 
(FCC – Analista Judiciário – TRE – 2012) A reversão, no exercício corrente, 
de um saldo não utilizado de uma provisão constituída no exercício anterior 
tem como contrapartida uma conta 
a) patrimonial redutora do passivo. 
b) de receita. 
c) patrimonial redutora do ativo. 
d) de despesa diferida. 
e) de despesa. 
RESOLUÇÃO 
Vimos que a contrapartida da reversão de provisão é uma conta de receita (Outras 
Receitas Operacionais). 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 24 
 
(FCC – ACE – TCM-GO – 2015) As contas do Balanço Patrimonial de uma 
empresa, em 31/12/2013, apresentavam os seguintes saldos, em reais: 
Adiantamentos de Clientes 2.000 Estoques 10.000 
Máquinas e Equipamentos 40.000 Reservas de Lucros 3.500 
Veículos 20.000 Impostos a Pagar 2.000 
Fornecedores 6.000 Depreciação Acumulada 8.000 
Capital 70.000 Valores a Receber de Clientes 21.000 
Perdas Estimadas com Clientes 1.500 Caixa e Equivalentes de Caixa 2.000 
Os diversos eventos apresentados a seguir, relacionados com os Valores a 
Receber de Clientes existentes em 31/12/2013, ocorreram durante o ano 
de 2014, nesta ordem: 
− Créditos com clientes no valor total de R$ 2.000,00 foram considerados 
incobráveis pela empresa. 
 
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− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes, a empresa 
recebeu 90% em 2014 e o restante será recebido em 2015. 
− As vendas a prazo de 2014 que vencerão após 31/12/2014 totalizaram R$ 
20.100,00. 
− A empresa estimou as prováveis Perdas com Clientes aplicando o percentual de 
4% sobre o saldo da conta Valores a Receber de Clientes em 31/12/2014. 
No resultado de 2014, o valor total registrado de despesas relacionadas com 
a não realização de créditos sobre valores a receber de clientes, em reais, 
foi 
(A) 2.804,00. 
(B) 2.304,00. 
(C) 2.880,00. 
(D) 1.380,00. 
(E) 880,00. 
RESOLUÇÃO 
O enunciado quer saber qual o valor total registrado de despesas relacionadas com a 
não realização de créditos sobre valores a receber de clientes. Vamos, portanto, 
analisar os fatos sabendo que o saldo inicial das contas “Clientes” e “Perdas Estimadas 
com Créditos de Liquidação Duvidosa” é de: 
Clientes PECLD 
R$ 
21.000,00 
R$ 
1.500,00 
 
 
Vejamos as informações do enunciado: 
− Créditos com clientes no valor total de R$ 2.000,00 foram considerados 
incobráveis pela empresa. 
Veja que há apenas R$ 1.500,00 de saldo na conta “PECLD”. Com isso, parte da perda 
será contabilizada diretamente no resultado do período, como perdas com clientes 
incobráveis. Lançamento: 
 
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 D – PECLD R$ 1.500,00 (Retif. do Ativo) 
 D – Perda com Clientes Incobráveis R$ 500,00 (Resultado) 
 C – Clientes R$ 2.000,00 (Ativo) 
Após este lançamento veja como ficam os saldos dos razonetes envolvivos: 
Clientes PECLD Perdas com Clientes 
R$ 21.000,00 R$ 2.000,00 ① ① R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 ① R$ 500,00 
 
 
− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes, a empresa 
recebeu 90% em 2014 e o restante será recebido em 2015. 
Veja no razonete acima que o saldo remanescente da conta “Clientes” é de R$ 
19.000,00. Assim, conclui-se que foram recebidos R$ 17.100,00 (90% de R$ 
19.000,00). Então: 
Clientes 
R$ 21.000,00 R$ 2.000,00 
 R$ 17.100,00 
 
− As vendas a prazo de 2014 que vencerão após 31/12/2014 totalizaram R$ 
20.100,00. 
Vamos lançar as vendas a prazo, no valor de R$ 20.100,00, no razonete da conta 
“Clientes”. 
Clientes 
R$ 21.000,00 R$ 2.000,00 
R$ 20.100,00 R$ 17.100,00 
R$ 22.000,00 
 
− A empresa estimou as prováveis Perdas com Clientes aplicando o percentual de 
4% sobre o saldo da conta Valores a Receber de Clientes em 31/12/2014. 
Vimos acima que o saldo da conta “Clientes”, em 31/12/2014, é de R$ 22.000,00. 
Assim, as Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa serão de R$ 880,00 
(4% de R$ 22 mil). Lançamento: 
 D – Devedores Duvidosos R$ 880,00 (Resultado) 
 C – PECLD R$ 880,00 (Retif. do Ativo) 
 
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Com isso, conclui-se que todos estes fatos contábeis provocaram as seguintes 
despesas relacionadas com a não realização de créditos sobre valores a receber de 
clientes: 
 Perda com Clientes R$ 500,00 
 Constituição de PECLD R$ 880,00 
 TOTAL R$ 1.380,00 
Assim, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 25 
 
(FCC – Auditor Público Externo – TCE-RS – 2014) A empresa Egito & Lima 
S.A. estima as perdas com créditos de liquidação duvidosa com base no 
saldo a receber das vendas realizadas a prazo. Nos últimos cinco anos, o 
percentual aplicado sobre o saldo a receber foi de 8%. 
Os saldos de algumas contas em 31/12/2012 eram os seguintes: 
− Disponível: R$ 20.000,00 
− Clientes: R$ 200.000,00 
− Estimativa de Perdas com Créditos de Liq. Duvidosa (EPCLD): R$ 16.000,00 
− Estoques: R$ 950.000,00 
Durante o exercício de 2013, ocorreram os seguintes eventos: 
− A Dinamarca Ltda. decretou falência e sua dívida de R$ 40.000,00 teve de 
ser considerada incobrável. 
− O valor de R$ 24.000,00 devido por um cliente, que havia sido considerado 
incobrável há mais de três anos, foi recebido durante o ano. 
− Por um grave problema financeiro, a Suécia Ltda. teve de ser considerada 
incobrável. Sua dívida era de R$ 10.000,00. 
− As vendas totais em 2013 foram de R$ 400.000,00, das quais, 20% foram 
realizadas a prazo e o custo das mercadorias vendidas foi de R$ 150.000,00. 
− O saldo remanescente da conta Clientes existente em 31/12/2012 não foi 
recebido durante o ano. 
 
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Após essas operações, o saldo da conta EPCLD no balanço patrimonial de 
2013 será, em reais, 
(A) 18.400,00 
(B) 2.400,00 
(C) 20.320,00 
(D) 52.400,00 
(E) 34.000,00 
RESOLUÇÃO 
O enunciado deseja saber qual é o valor da conta EPCLD no balanço patrimonial de 
2013. Perceba que para calcularmos o valor da EPCLD devemos saber o saldo da conta 
“Clientes”, poiso próprio enunciado afirma que estimativa das perdas com créditos de 
liquidação duvidosa é realizada com base no saldo a receber das vendas realizadas a 
prazo. 
Para facilitar o entendimento vejamos os saldos iniciais dos razonetes. 
Clientes EPCLD 
200.000,00 16.000,00 
 
 
Sendo assim, vamos analisar os fatos. 
1. A Dinamarca Ltda. decretou falência e sua dívida de R$ 40.000,00 teve de ser 
considerada incobrável. 
Em razão da falência da Dinamarca Ltda, os créditos de R$ 40.000,00 que a Egito & 
Lima S.A. possuía foram considerados incobráveis. Veja que não há saldo suficiente 
para cobrir tal perda. Assim, parte dos créditos considerados incobráveis terá como 
contrapartida a conta de despesa “Perda com Créditos Incobráveis”. 
 D – EPCLD R$ 16.000,00 
 D – Perda com Créditos Incobráveis R$ 24.000,00 
 C – Clientes R$ 40.000,00 
 
2. O valor de R$ 24.000,00 devido por um cliente, que havia sido considerado incobrável há 
mais de três anos, foi recebido durante o ano. 
 
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Este fato contábil não afeta a conta EPCLD nem a conta Clientes. O lançamento é 
realizado a débito na conta Caixa e a crédito na conta “Recuperação de Créditos 
Baixados”, representativa de Outras Receitas Operacionais. 
D – Caixa R$ 24.000,00 
C – Recuperação de Créditos Baixados R$ 24.000,00 
3. Por um grave problema financeiro, a Suécia Ltda. teve de ser considerada incobrável. 
Sua dívida era de R$ 10.000,00. 
Conforme vimos no item 1, após o saldo da conta EPCLD zerar, qualquer crédito 
adicional considerado incobrável terá como contrapartida uma conta de despesa, 
chamada “Perda com Créditos Incobráveis”. 
 D – Perda com Créditos Incobráveis R$ 10.000,00 
 C – Clientes R$ 10.000,00 
4. As vendas totais em 2013 foram de R$ 400.000,00, das quais, 20% foram realizadas a 
prazo e o custo das mercadorias vendidas foi de R$ 150.000,00. 
O que nos interessa aqui são as vendas a prazo, no valor de R$ 80.000,00, pois serão 
contabilizadas na conta “Clientes”. Só para constar, o lançamento deste fato contábil 
será: 
D – Caixa R$ 320.000,00 
D – Clientes R$ 80.000,00 
D – CMV R$ 150.000,00 
C – Receita de Vendas R$ 400.000,00 
C – Estoques R$ 150.000,00 
5. O saldo remanescente da conta Clientes existente em 31/12/2012 não foi recebido 
durante o ano. 
 Como não houve o recebimento de Clientes, basta analisarmos os razonete 
desta conta para acharmos o valor da EPCLD. 
 Clientes EPCLD Perda com Clientes 
 200.000,00 16.000,00 ① ① 16.000,00 16.000,00 ① 24.000,00 
④ 80.000,00 24.000,00 ① ③ 10.000,00 
 10.000,00 ③ 
 280.000,00 50.000,00 
 230.000,00 
 
Assim, a nova estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa será de 8% 
x R$ 230.000,00 = R$ 18.400,00. 
GABARITO: A 
 
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QUESTÃO 26 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRT – 2014) O Balanço Patrimonial de uma 
empresa, em 31/12/2012, apresentava os seguintes valores: 
Nome da conta 
Saldo 
em R$ 
Nome da conta 
Saldo 
em R$ 
Veículos 4.000 Caixa e Equivalentes de Caixa 400 
Fornecedores 1.200 Valores a Receber de Clientes 3.500 
Depreciação Acumulada 1.600 Estoques 2.000 
Máquinas e Equipamentos 8.000 Estimativa de Perdas com Créditos 
de Liquidação Duvidosa 
300 
Adiantamentos de Clientes 400 Impostos a Pagar 400 
Capital 12.000 Reservas de Lucros 2.000 
 
Durante o ano de 2013, ocorreram os seguintes fatos relacionados com os 
Valores a Receber de Clientes existentes em 31/12/2012: 
− Créditos no valor total de R$ 400,00 foram considerados incobráveis pela 
empresa. 
− O saldo que não foi considerado incobrável da conta Valores a Receber de 
Clientes foi integralmente recebido em 2013. 
− As vendas a prazo de 2013 que serão recebidas após 31/12/2013 
totalizaram R$ 4.000,00. 
− A empresa estima as Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa 
aplicando o percentual de 3% do saldo da conta Valores a Receber de 
Clientes existentes em 31/12/2013. 
O impacto provocado pelas operações de crédito no resultado de 2013 foi, 
em reais, 
(A) 300,00. 
(B) 400,00. 
(C) 120,00. 
(D) 220,00. 
(E) 520,00. 
RESOLUÇÃO 
 
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A questão deseja saber qual o impacto provocado pelas operações de crédito no 
resultado de 2013. Vamos analisar os dados da questão! 
1. Créditos no valor total de R$ 400,00 foram considerados incobráveis pela empresa. 
A tabela fornece que o saldo da conta “Valores a receber de clientes” é de R$ 3.500,00, 
ao passo que o saldo da conta “Estimativa de Perdas com Créditos de Liquidação 
Duvidosa - EPCLD“ é de 300,00. Vejamos tais valores nos respectivos razonetes: 
Valores a Receber EPCLD 
3.500,00 300,00 
 
 
Ao considerar que créditos no valor de R$ 400,00 foram considerados incobráveis, a 
entidade irá consumir o saldo da conta “Estimativa de Perdas com Créditos de 
Liquidação Duvidosa - EPCLD“. No entanto, o saldo desta conta é de apenas R$ 300,00, 
ou seja, a previsão realizada anteriormente de perda é insuficiente para cobrir o valor 
dos créditos considerados incobráveis, de R$ 400,00. O excedente, de R$ 100,00, será 
lançado a débito em conta de resultado do período (Perdas com Clientes). Assim: 
Valores a Receber EPCLD Perdas com Clientes 
3.500,00 400,00 ① ① 300,00 300,00 ① 100,00 
 
 
Conclusão: houve um impacto de (R$ 100,00) no resultado do período. 
 
2. O saldo que não foi considerado incobrável da conta Valores a Receber de Clientes 
foi integralmente recebido em 2013. 
O saldo que não foi considerado incobrável, de R$ 3.100,00, conforme visto no 
razonete da conta “Valores a receber de clientes”, foi totalmente recebido. Vejamos 
como ficaria o razonete: 
 
Valores a Receber Caixa 
3.500,00 400,00 ② 3.100,00 
 3.100,00 ② 
 
3. As vendas a prazo de 2013 que serão recebidas após 31/12/2013 totalizaram R$ 
4.000,00. 
 
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Tais vendas serão registradas na conta “Valores a receber de clientes” em 
contrapartida da conta “Receita de Vendas”, no valor de R$ 4.000,00. Assim, o saldo 
final daquela conta será de: 
 Valores a Receber 
 3.500,00 400,00 ① 
③ 4.000,00 3.100,00 ② 
 7.500,00 3.500,00 
 4.000,00 
 
4. A empresa estima as Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa aplicando o 
percentual de 3% do saldo da conta Valores a Receber de Clientes existentes em 
31/12/2013. 
Vimos que o saldo da conta “Valores a receber de clientes” no final do período é de 
R$ 4.000,00. Como a empresa estima que as Perdas com Créditos de Liquidação 
Duvidosa é de 3% do saldo desta conta, o seguinte registro contábil será realizado: 
D – Despesa com EPCLD R$ 120,00 (Resultado) 
 C – EPCLD R$ 120,00 (Retificadora do Ativo) 
Conclusão: houve um impacto de (R$ 120,00) no resultado do período. 
Assim, o impacto total provocado pelas operações de crédito no resultado de 2013 foi 
de R$ 220,00 (R$ 100,00 do fato contábil n° 1 e R$ 120,00 do fato contábil n° 4). 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 27 
 
(ESAF – Analista Técnico administrativo – MF – 2013) A companhia 
empresária Hélvia & Pélvia Limitada costuma precaver-se de prejuízos no 
recebimento de seus créditos, provisionando as perdas prováveis. Em 2012, 
com créditos a receber no montante de R$ 400.000,00, ela mandou fazer 
provisão de R$ 12.000,00, mas, durante o exercício, contabilizou perdas de 
apenas R$ 7.000,00. Agora, no fim do exercício de 2013, a empresa 
pretende fazer provisão nos mesmos moldes anteriores. Por isto, como tem 
no balanço R$ 300.000,00 a receber, vai contabilizar em 2013 uma despesa 
com devedores duvidosos no valor de 
a) R$ 12.000,00. 
 
 42 
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b) R$ 9.000,00. 
c) R$ 7.000,00. 
d) R$ 5.250,00. 
e) R$ 4.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Primeiramente vamos calcular qual o percentual estimado para perdas que a Cia. 
utiliza. 
𝑬𝒔𝒕𝒊𝒎𝒂𝒕𝒊𝒗𝒂 𝒅𝒆 𝑷𝒆𝒓𝒅𝒂 = 
𝑃𝑟𝑜𝑣𝑖𝑠ã𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑃𝑟𝑜𝑣á𝑣𝑒𝑖𝑠
𝐶𝑟é𝑑𝑖𝑡𝑜𝑠 𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟
= 
12.000
400.000
= 𝟑% 
Vejam os razonetes: 
 
Durante o exercício contabilizou perdas de R$ 7.000,00. O lançamento será o seguinte 
①: 
D – Provisão p/ Perdas R$ 7.000,00 
 C – Créditos a Receber R$ 7.000,00 
 
O enunciado diz que a empresa tem R$ 300.000,00 de “Créditos a Receber” no fim do 
exercício de 2013, e que pretende fazer provisão aos mesmos moldes anteriores, ou 
seja, utilizando-se de um percentual de 3%. 
Assim a nova “Estimativa com Perdas” deve ser de R$ 9.000,00 (3% de R$ 
300.000,00). 
Como a “Estimativa com Perdas” possui um saldo de R$ 5.000,00, ela é 
complementada com R$ 4.000,00. Este será o valor da despesa com devedores 
duvidosos do período. 
GABARITO: E 
400.000,00R$ 12.000,00R$ 
Créditos a Receber Estimativa com Perdas
400.000,00R$ 7.000,00R$ ① ① 7.000,00R$ 12.000,00R$ 
5.000,00R$ 
Créditos a Receber Estimativa com Perdas
 
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QUESTÃO 28 
 
(ESAF – Contador – MF – 2012) A firma Pipiripaco S/A, prevendo prováveis 
perdas no recebimento de seus créditos que, no balanço de 2011, eram de 
R$ 85.000,00, mandou fazer provisão de 3% desse valor, mas, durante o 
exercício seguinte, contabilizou perdas de apenas R$ 1.300,00. Em 
dezembro de 2012, pretendendo fazer provisão nos mesmos moldes 
anteriores, para proteger o valor de R$ 100.000,00 que tem a receber, vai 
contabilizar uma despesa com devedores duvidosos no valor de 
a) R$ 3.000,00. 
b) R$ 2.550,00. 
c) R$ 1.750,00. 
d) R$ 1.300,00. 
e) R$ 1.250,00. 
RESOLUÇÃO 
Questão idêntica à anterior. Vamos ser mais objetivos desta vez. 
Em 2011 ela estimou perdas de R$ 2.550,00 (3% de R$ 85.000,00) e utilizou apenas 
R$ 1.300,00, restando um saldo de R$ 1.250,00. 
Para proteger o valor de R$ 100.000,00 a empresa deve estimar perdas no valor de 
R$ 3.000,00 (3%). Portanto, para chegar ao valor de R$ 3.000,00 basta contabilizar 
uma despesa com devedores duvidosos no valor de R$ 1.750,00. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 29 
 
(ESAF – Analista de Comércio Exterior – MDIC – 2012) A empresa "X", em 
31 de dezembro, tem créditos normais, sem garantias específicas de 
recebimento, no montante de R$ 60.000,00. Deve, portanto, constituir uma 
provisão para risco de crédito. 
No seu livro Razão há um saldo remanescente da Provisão para Devedores 
Duvidosos no valor de R$ 1.000,00. 
 
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A nova provisão deverá ser contabilizada à razão de 3% dos créditos sob 
risco, o que, neste balanço, fará a empresa suportar uma despesa no valor 
de 
a) R$ 770,00. 
b) R$ 800,00. 
c) R$ 1.770,00. 
d) R$ 1.800,00. 
e) R$ 2.800,00. 
RESOLUÇÃO 
Vamos resolver de forma simples e objetiva! 
1. Nova provisão: 3% de R$ 60.000,00 = R$ 1.800,00 
2. Provisão existente: R$ 1.000,00 
3. Despesa com Provisão do Exercício: R$ 800,00 (1 – 2) 
GABARITO: B 
Vamos passar para o estudo das Operações com Mercadorias. 
3. OPERAÇÕES COM MERCADORIAS 
Neste momento iremos aprender como as empresas lidam com seus estoques de 
mercadorias. Quando uma venda é realizada ocorre o surgimento de uma receita. Ao 
mesmo tempo devemos dar baixa no estoque vendido, que representa o custo dessas 
vendas. Mas qual o custo dessas vendas? Como deve-se mensurar os estoques? 
O art. 183 da Lei das Sociedades por Ações disciplina que “os direitos que tiverem por 
objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-
primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão avaliados pelo custo 
de aquisição ou de produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de 
mercado, quando este for inferior.” 
Aproveitando o ensejo, vamos analisar o CPC 16, que trata de Estoques, assunto que 
muito provavelmente estará em sua prova! 
Os estoques são ativos: 
 
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a) Mantidos para venda no curso normal dos negócios; 
b) Em processo de produção para essa venda; ou 
c) Na forma de materiais ou suprimentos, a serem consumidos ou 
transformados no processo de produção ou na prestação de serviços. 
De acordo com o CPC 16, quanto à mensuração dos estoques, estes devem ser 
mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o 
menor. 
Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios 
deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários 
para se concretizar a venda. 
É extremamente importante que você se lembre disso! 
 
 
 
 
 
Zé Curioso: “Ok Professor, entendi! Mas certamente preciso saber quais gastos 
compõem o custo do estoque...” 
O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de 
transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua 
condição e localização atuais. 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de 
importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os 
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição 
de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e 
outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
QUESTÃO 30 
 
(FCC – Analista – TRF – 2016) Um lote de mercadorias foi adquirido do 
exterior para comercialização no Brasil. A compra ocorreu em 15/10/2015 
e o preço pago ao fornecedor no exterior foi R$ 6.000.000,00, sendo que a 
ESTOQUE 
 MENOR 
VALOR 
ENTRE 
CUSTO 
Valor Realizável 
Líquido 
 
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empresa pagou, adicionalmente, os seguintes encargos para dispor das 
mercadorias em condições de venda: 
− R$ 600.000,00 de transporte aéreo para trazer a mercadoria do país de 
origem até o Brasil. 
− R$ 240.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso das 
mercadorias no Brasil. 
− R$ 100.000,00 para transporte da mercadoria do aeroporto até a sede da 
empresa. 
− R$ 150.000,00 correspondente aos seguintes impostos: 
− R$ 60.000,00 a título de imposto de importação não recuperável. 
− R$ 90.000,00 a título de outros impostos locais que podem ser 
compensados com os impostos incidentes no momento da venda das 
mercadorias. 
Sabe-se que não havia saldo de estoque antes desta compra e que, em 
dezembro de 2015, a empresa vendeu noventa por cento das mercadorias 
que foram importadas. O valor bruto das vendas foi R$ 8.500.000,00 e os 
impostos incidentes sobre estas vendas totalizaram R$ 1.275.000,00. O 
Resultado Bruto com Mercadorias apurado pela empresa no ano de 2015, 
exclusivamente em relação às mercadorias importadas e vendidas, foi, em 
reais, 
(A) 1.015.000,00. 
(B) 3.100.000,00. 
(C) 844.000,00. 
(D) 925.000,00. 
(E) 979.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Inicialmente vamos calcular o custo dos estoques adquiridos em 15/10/2015. 
 Preço de Aquisição R$ 6.000.000,00 
( + ) Frete (externo) R$ 600.000,00 
( + ) Taxas e Tarifas Alfandegárias R$ 240.000,00 
 
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( + ) Frete (interno) R$ 100.000,00 
( + ) Impostos (não recuperáveis) R$ 60.000,00 
( = ) Custo de Aquisição R$ 7.000.000,00 
Sabe-se que a empresa vendeu 90% das mercadorias adquiridas por R$ 8.500.000,00. 
Assim: 
 Receita Bruta de Vendas R$ 8.500.000,00 
( – ) Impostos sobre Vendas (R$ 1.275.000,00) 
( = ) Receita Líquida R$ 7.225.000,00 
( – ) CMV (R$ 6.300.000,00) → 90% x R$ 7 milhões 
( = ) Lucro Bruto R$925.000,00 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 31 
 
(FCC – Analista – TRE-AP – 2015) Uma empresa comercializa uma 
mercadoria importada e fez a aquisição de um único lote pagando ao 
fornecedor no exterior o valor correspondente a R$ 2.000.000,00. A 
empresa assumiu também os seguintes gastos para dispor da mercadoria 
em condições de venda e pagou: 
− R$ 200.000,00 de frete marítimo para trazer a mercadoria até um porto 
no Brasil. 
− R$ 80.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso da mercadoria 
no país. 
− R$ 20.000,00 de imposto de importação não recuperável. 
− R$ 50.000,00 para transporte da mercadoria do porto até a sede da 
empresa. 
− R$ 30.000,00 de impostos nacionais que serão compensáveis 
(recuperáveis) com os impostos que incidem no momento da venda. 
Sabe-se que a empresa não tinha saldo de estoque antes desta compra e 
que vendeu oitenta por cento (80%) do lote adquirido pelo valor líquido de 
 
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tributos de R$ 2.500.000,00. O Lucro Bruto apurado pela empresa, 
exclusivamente em relação à parcela do lote vendido, foi, em reais: 
(A) 900.000,00. 
(B) 596.000,00. 
(C) 620.000,00. 
(D) 636.000,00. 
(E) 796.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Questão praticamente idêntica à anterior, não é? Vamos calcular o custo de aquisição 
do estoque. 
 Preço de Aquisição R$ 2.000.000,00 
( + ) Frete R$ 250.000,00 
( + ) Taxas e Tarifas Alfandegárias R$ 80.000,00 
( + ) Imposto de Importação R$ 20.000,00 
( = ) Custo Total R$ 2.350.000,00 
Veja que o Frete, de R$ 250.000,00, refere-se ao frete marítimo e o transporte do 
porto até a empresa. 
Sabendo-se que a entidade vendeu 80% destas mercadorias por R$ 2.500.000,00, 
vamos calcular o Lucro Bruto desta operação. 
 Vendas R$ 2.500.000,00 
( – ) CMV (R$ 1.880.000,00) → CMV = 80% x R$ 2.350.000,00 
( = ) Lucro Bruto R$ 620.000,00 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 32 
 
(FCC – Contador – DPE-SP – 2015) Um lote de mercadorias foi adquirido de 
um fornecedor no exterior pelo valor correspondente a R$ 1.000.000,00. 
Adicionalmente a empresa pagou os seguintes valores para ter as 
mercadorias em condições de venda: 
 
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− R$ 125.000,00 de frete, incluindo o transporte marítimo para trazer a 
mercadoria do País de origem e também o transporte local até a empresa. 
− R$ 40.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso das 
mercadorias no País. 
− R$ 25.000,00 de impostos, sendo que deste total o valor de R$ 15.000,00 
corresponde a impostos compensáveis pela empresa na ocasião da venda 
da mercadoria. 
A empresa não tinha saldo de estoque antes desta compra e vendeu oitenta 
por cento (80%) do lote adquirido. O valor contabilizado como Custo das 
Mercadorias Vendidas no momento da venda, exclusivamente em relação à 
parcela deste lote vendida foi, em reais, 
(A) 800.000,00. 
(B) 952.000,00. 
(C) 940.000,00. 
(D) 932.000,00. 
(E) 852.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Vimos que o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os 
impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), 
bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente 
atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Com isso, o 
custo do estoque será de: 
 Preço de Aquisição R$ 1.000.000,00 
( + ) Frete R$ 125.000,00 
( + ) Taxas e Tarifas Alfandegárias R$ 40.000,00 
( + ) Impostos R$ 10.000,00 
( = ) Custo Total R$ 1.175.000,00 
Veja que retirei os impostos compensáveis (impostos recuperáveis) do custo de 
aquisição, pois são contabilizados a débito em seu ativo (como imposto a recuperar). 
Como a entidade vendeu 80% de seus estoques, conclui-se que o CMV será de: 
𝑪𝑴𝑽 = 80% × 𝑅$ 1.175.000,00 = 𝑹$ 𝟗𝟒𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
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QUESTÃO 33 
 
(FCC – Auditor – TCM-GO – 2015) A Cia. Comerciante S.A. adquiriu 
mercadorias para serem comercializadas e pagou os seguintes valores: 
Fornecedores de Mercadorias: R$ 390.000,00 
Frete para transporte até a empresa: R$ 17.000,00 
Seguro das mercadorias: R$ 7.000,00 
Nos valores pagos estavam incluídos tributos recuperáveis pela empresa no 
valor de R$ 48.000,00 e tributos não recuperáveis no valor de R$ 24.000,00. 
Com base nestas informações, o valor reconhecido como estoque referente 
às mercadorias adquiridas foi, em reais, 
(A) 320.000,00. 
(B) 342.000,00. 
(C) 344.000,00. 
(D) 366.000,00. 
(E) 414.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Segundo o CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os 
recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio 
e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e 
serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. Assim: 
 Preço de Aquisição R$ 390.000,00 
( – ) Tributos Recuperáveis (R$ 48.000,00) 
( + ) Frete R$ 17.000,00 
( + ) Tributos Recuperáveis R$ 7.000,00 
( = ) Custo de Aquisição R$ 366.000,00 
GABARITO: D 
 
 
 
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QUESTÃO 34 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) Em 30/09/2012, uma empresa adquiriu 
mercadorias para revenda pelo valor de R$ 800.000,00. A empresa ficou 
responsável pela retirada das mercadorias no depósito do fornecedor e 
incorreu em gastos com frete no valor total de R$ 3.000,00 e também em 
gastos no valor de R$ 2.000,00 pela contratação de um seguro contra roubo 
das mercadorias durante o transporte do depósito do fornecedor até o seu 
depósito. 
Sabe-se que, em 20/11/2012, a empresa vendeu 90% do lote de 
mercadorias que havia comprado em 30/09/2012 pelo valor de R$ 
850.000,00. O valor do Estoque referente a este lote evidenciado no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2012 foi, em reais: 
(A) 85.000,00 
(B) 80.000,00 
(C) 80.300,00 
(D) 80.200,00 
(E) 80.500,00 
RESOLUÇÃO 
O custo das mercadorias compreenderá o preço de aquisição, frete e seguro. Assim: 
 Preço de Aquisição R$ 800.000,00 
( + ) Frete R$ 3.000,00 
( + ) Seguro R$ 2.000,00 
( = ) Custo de Aquisição R$ 805.000,00 
Como a empresa vendeu 90% destas mercadorias o valor do Estoque Final será de: 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 10% × 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐴𝑞𝑢𝑖𝑠𝑖çã𝑜 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 10% × 𝑅$ 805.000,00 = 𝑹$ 𝟖𝟎. 𝟓𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
GABARITO: E 
 
 
 
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QUESTÃO 35 
 
(FCC – ACE – TCE-CE – 2015) Um lote de determinada mercadoria foi 
adquirida por R$ 2.000.000,00 à vista. A empresa compradora retirou a 
mercadoria no depósito do fornecedor e gastou R$ 40.000,00 para fazer o 
transporte desta mercadoria até o seu depósito. A compra ocorreu em 
15/05/2014 e até 15/11/2014 a empresa vendeu 80% deste lote pelo valor 
de R$ 1.900.000,00. Sabendo-se que não há incidência de qualquer tributo 
na compra e na venda das mercadorias e que a empresa não tinha estoque 
anterior, a Demonstração do Resultado de 2014, em relação exclusivamente 
à compra e à venda das mercadorias descritas, evidenciará Resultado Bruto 
com Vendas no valor de 
(A) R$ 260.000,00. 
(B) R$ 268.000,00. 
(C) R$ 300.000,00. 
(D) R$ 300.000,00 e Despesa com frete no valor de R$ 40.000,00. 
(E) R$ 268.000,00 e Despesa com frete no valor de R$ 40.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Inicialmente temos que calcular qual é o custo de aquisição da mercadoria, que 
compreende seu preço de aquisição e o valor do frete. Assim: 
 Preço de Aquisição R$ 2.000.000,00 
( + ) Frete R$ 40.000,00 
( = ) Custo de Aquisição R$ 2.040.000,00 
O enunciadodiz que a empresa vendeu 80% destas mercadorias por R$ 1,9 milhão. 
Assim, o resultado bruto com tais vendas será de: 
 Receita de Vendas R$ 1.900.000,00 
( – ) Custo das Mercadorias Vendidas (R$ 1.632.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 268.000,00 
 Obs.: CMV = 80% x R$ 2.040.000,00 = R$ 1.632.000,00 
Assim, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
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QUESTÃO 36 
 
(FCC – Julgador – SEFAZ-PE – 2015) A empresa Verde & Azul S.A. adquiriu, 
em 01/12/2014, mercadorias para serem revendidas aos seus clientes. As 
mercadorias foram adquiridas à vista por R$ 200.000,00, sendo que neste 
valor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 30.000,00 e 
tributos não recuperáveis no valor de R$ 23.000,00. Adicionalmente, a 
empresa Verde & Azul S.A. contratou e pagou o valor de R$ 8.000,00 pelo 
transporte destas mercadorias adquiridas até o seu depósito, sendo que 
neste valor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 1.000,00. 
Em 30/12/2014, a empresa Verde & Azul S.A. revendeu todos estes 
produtos por R$ 420.000,00, à vista, e sobre o valor da venda houve 
incidência de impostos no valor de R$ 63.000,00. Com base nestas 
informações, o lucro bruto apurado pela empresa em dezembro de 2014 foi, 
em reais, 
(A) 180.000,00. 
(B) 203.000,00. 
(C) 220.000,00. 
(D) 357.000,00. 
(E) 157.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Inicialmente temos que calcular o Custo do Estoque adquirido em 01/12/2014. 
 Preço de Aquisição R$ 200.000,00 
( – ) Tributos Recuperáveis (R$ 30.000,00) 
( + ) Frete R$ 8.000,00 
( – ) Tributos Recuperáveis s/ Frete (R$ 1.000,00) 
( = ) Custo dos Estoques R$ 177.000,00 
Levando em consideração que todas mercadorias foram vendidas, temos que: 
 Receita Bruta de Venda R$ 420.000,00 
( – ) Tributos sobre Vendas (R$ 63.000,00) 
( = ) Receita Líquida R$ 357.000,00 
( – ) CMV (R$ 177.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 180.000,00 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
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QUESTÃO 37 
 
(FCC – Analista – CNMU – 2015) Durante o ano de 2013 uma empresa 
adquiriu mercadorias para revenda no valor total de R$ 600.000,00, 
efetuando o pagamento à vista. No valor total da compra estavam incluídos 
tributos recuperáveis no valor de R$ 90.000,00 e tributos não recuperáveis 
no valor de R$ 69.000,00. A empresa pagou também o valor total de R$ 
24.000,00 pelo transporte destas mercadorias até o seu depósito e neste 
valor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 3.000,00. A 
empresa vendeu todos estes produtos pelo valor bruto de R$1.260.000,00, 
à vista, e os impostos incidentes sobre a venda totalizaram R$ 189.000,00. 
Sabendo-se que a empresa não tinha estoques no início de 2013, o lucro 
bruto apurado em 2013 foi, em reais, 
(A) 471.000,00. 
(B) 561.000,00. 
(C) 540.000,00. 
(D) 660.000,00. 
(E) 447.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Questão praticamente idêntica à anterior! Inicialmente vamos calcular o valor do custo 
do estoque adquirido. 
 Preço de Aquisição R$ 600.000,00 
( – ) Tributos Recuperáveis (R$ 90.000,00) 
( + ) Frete R$ 24.000,00 
( – ) Tributos Recuperáveis s/ Frete (R$ 3.000,00) 
( = ) Custo dos Estoques R$ 531.000,00 
A partir disso vamos apurar o lucro bruto apurado em 2013. 
 Receita Bruta de Venda R$ 1.260.000,00 
( – ) Tributos sobre Vendas (R$ 189.000,00) 
( = ) Receita Líquida R$ 1.071.000,00 
( – ) CMV (R$ 531.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 540.000,00 
Assim, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
 
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QUESTÃO 38 
 
(FCC – Analista – TRT-MG – 2015) Em 01/05/2015, a Cia. Bom Preço, 
empresa comercial, adquiriu um lote de mercadorias pelo valor de R$ 
300.000,00 à vista, sendo que neste valor está incluído ICMS − Imposto 
sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações 
de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação 
− de R$ 54.000,00. Em 15/05/2015, a Cia. Bom Preço vendeu 50% deste 
lote de mercadorias, à vista, pelo valor líquido de tributos de R$ 270.000,00. 
A comissão sobre a venda foi R$ 5.200,00. No dia 18/05/2015, foi concedido 
um abatimento ao cliente no valor de R$ 10.000,00 porque alguns itens 
apresentaram problemas quanto à especificação. Com base nestas 
informações, o lucro bruto que a Cia. Bom Preço apurou com a venda de 
50% do lote de mercadorias foi, em reais, de 
(A) 110.000,00 
(B) 131.800,00 
(C) 137.000,00 
(D) 104.800,00 
(E) 147.000,00 
RESOLUÇÃO 
Inicialmente temos que calcular o valor das compras líquidas, ou seja, retirar o ICMS 
incidente sobre tal compra (já que é recuperável). Assim, o valor que deve ser 
reconhecido no estoque da entidade será de: 
 D – Estoques R$ 246.000,00 (AC) 
 D – ICMS a Recuperar R$ 54.000,00 (AC) 
 C – Caixa R$ 300.000,00 (AC) 
A partir disso, vamos calcular o Lucro Bruto da venda de 50% do lote adquirido. 
Perceba que há um dado importantíssimo no enunciado, dizendo que em 18/05/2015 
foi concedido um abatimento ao cliente no valor de R$ 10.000,00. Lembre-se que tal 
abatimento é uma dedução da receita bruta! O enunciado forneceu apenas o valor 
líquido de tributos! 
Assim, a Receita Líquida de Vendas será de R$ 260.000,00 (valor de venda líquido de 
tributos deduzido do abatimento). 
 
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 Receita Líquida de Vendas R$ 260.000,00 
( – ) CMV (R$ 123.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 137.000,00 
Com isso, correta a alternativa C. 
GABARITO: C 
Vamos prosseguir com mais algumas disposições do CPC 16 – Estoques. Segundo este 
Pronunciamento, o valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a 
entidade espera realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios. O 
valor justo reflete o preço pelo qual uma transação ordenada para a venda do mesmo 
estoque no mercado principal (ou mais vantajoso) para esse estoque ocorreria entre 
participantes do mercado na data de mensuração. O primeiro é um valor específico 
para a entidade, ao passo que o segundo já não é. Por isso, o valor realizável 
líquido dos estoques pode não ser equivalente ao valor justo deduzido dos gastos 
necessários para a respectiva venda. 
O custo dos estoques pode não ser recuperável se esses estoques estiverem 
danificados, se se tornarem total ou parcialmente obsoletos ou se os seus preços de 
venda tiverem diminuído. O custo dos estoques pode também não ser recuperável se 
os custos estimados de acabamento ou os custos estimados a serem incorridos para 
realizar a venda tiverem aumentado. A prática de reduzir o valor de custo dos 
estoques (write down) para o valor realizável líquido é consistente com o ponto 
de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas 
que se espera que sejam realizadas com a sua venda ou uso. 
É importante guardar os seguintes conceitos: 
 
 
 
 
 
 
Antes de prosseguirmos com a teoria vamos resolver um exercício! 
 
VALOR REALIZÁVEL 
LÍQUIDO 
É UM VALOR ESPECÍFICO 
PARA ENTIDADE 
VALOR JUSTO 
NÃO É UM VALOR 
ESPECÍFICO PARA ENTIDADE 
 
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QUESTÃO 39 
 
(ESAF – Inspetor – CVM – 2010) Assinale a opção que não corresponde à 
verdade. 
Entre as definições contidas nas resoluções do Conselho Federal de 
Contabilidade para o correto reconhecimento e mensuração de estoques 
encontramos a seguinte: 
a) Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios 
deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários 
para se concretizar a venda. 
b) Valor justo é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado 
entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com 
ausência de fatoresque pressionem para a liquidação da transação ou que 
caracterizem uma transação compulsória. 
c) O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera realizar 
com a venda do estoque no curso normal dos negócios. 
d) O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado entre 
compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso. 
e) O valor justo é um valor específico para a entidade, ao passo que o valor realizável 
líquido não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equivalente 
ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda. 
RESOLUÇÃO 
Todas alternativas, com exceção da “e”, são cópias fiéis dos mandamentos descritos 
no CPC 16 e reproduzidos na aula. 
Somente gostaria de alertá-lo que a alternativa “b” traz o conceito antigo de Valor 
Justo, e que foi alterado para: “Valor justo é o preço que seria recebido pela venda 
de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação 
não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração”. 
A alternativa “e” inverte os conceitos. O valor realizável líquido é um valor específico 
para a entidade, ao passo que o valor justo não é. 
GABARITO: E 
Segundo o CPC 16, os custos de transformação de estoques incluem os custos 
diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, 
 
 58 
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como pode ser o caso da mão-de-obra direta. Também incluem a alocação sistemática 
de custos indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos para 
transformar os materiais em produtos acabados. Os custos indiretos de produção fixos 
são aqueles que permanecem relativamente constantes independentemente do 
volume de produção, tais como a depreciação e a manutenção de edifícios e 
instalações fabris, máquinas e equipamentos e os custos de administração da fábrica. 
Os custos indiretos de produção variáveis são aqueles que variam diretamente, ou 
quase diretamente, com o volume de produção, tais como materiais indiretos e certos 
tipos de mão-de-obra indireta. 
A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades produzidas deve ser 
baseada na capacidade normal de produção. A capacidade normal é a produção 
média que se espera atingir ao longo de vários períodos em circunstâncias normais; 
com isso, leva-se em consideração, para a determinação dessa capacidade normal, a 
parcela da capacidade total não utilizada por causa de manutenção preventiva, de 
férias coletivas e de outros eventos semelhantes considerados normais para a 
entidade. O nível real de produção pode ser usado se aproximar-se da capacidade 
normal. Como consequência, o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida 
não pode ser aumentado por causa de um baixo volume de produção ou 
ociosidade. Os custos fixos não alocados aos produtos devem ser reconhecidos 
diretamente como despesa no período em que são incorridos. Em períodos de anormal 
alto volume de produção, o montante de custo fixo alocado a cada unidade produzida 
deve ser diminuído, de maneira que os estoques não são mensurados acima do custo. 
Os custos indiretos de produção variáveis devem ser alocados a cada unidade 
produzida com base no uso real dos insumos variáveis de produção, ou seja, na 
capacidade real utilizada. 
Outros custos que não de aquisição nem de transformação devem ser incluídos nos 
custos dos estoques somente na medida em que sejam incorridos para colocar os 
estoques no seu local e na sua condição atuais. Por exemplo, pode ser apropriado 
incluir no custo dos estoques gastos gerais que não sejam de produção ou os custos 
de desenho de produtos para clientes específicos. 
Exemplos de itens não incluídos no custo dos estoques e reconhecidos como 
despesa do período em que são incorridos: 
 valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de 
produção; 
 gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo produtivo 
entre uma e outra fase de produção; 
 
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 despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e 
condição atuais; e 
 despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos 
clientes. 
Temos que saber isso na ponta da língua! Então vamos lá... 
 
Você já pode resolver alguns exercícios com tais conhecimentos! 
QUESTÃO 40 
 
(CFC – Exame de Suficiência – Bacharelado – 2016) De acordo com a NBC 
TG 16 (R1) – Estoques, julgue os itens quanto à inclusão no custo dos 
estoques e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA. 
I. Despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao 
seu local e condição atuais. 
II. Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e 
serviços aos clientes. 
NÃO SÃO 
INCLUÍDOS NO 
CUSTO DOS 
ESTOQUES
Valor anormal de 
desperdício
Gastos com 
Armazenamento 
(exceção: caso necessário ao processo 
produtivo)
Despesas 
Administrativas 
(que não contribuem com o estoque)
Despesas de 
Comercialização 
 
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III. O preço de compra, os impostos de importação e outros tributos não 
recuperáveis. 
IV. Os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente 
atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. 
V. Valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros 
insumos de produção. 
NÃO estão incluídos no custo dos estoques, porém são reconhecidos no 
resultado do período os itens: 
a) II, IV e V, apenas. 
b) II, III e IV, apenas. 
c) I, III e IV, apenas. 
d) I, II e V, apenas. 
RESOLUÇÃO 
Vimos que são exemplos de itens não-incluídos no custo dos estoques e 
reconhecidos como despesa do período em que são incorridos: 
(a) valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos de 
produção; 
(b) gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo 
produtivo entre uma e outra fase de produção; 
(c) despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e 
condição atuais; e 
(d) despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços 
aos clientes. 
Por outro lado o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, 
os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), 
bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis 
à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
 
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QUESTÃO 41 
 
(CESPE – Analista – STJ – 2015) Valores anormais de desperdício de 
matéria-prima não são considerados custos de estoques e devem ser 
reconhecidos como despesas do período em que ocorreu o desperdício. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO 
Outros custos que não de aquisição nem de transformação devem ser incluídos nos 
custos dos estoques somente na medida em que sejam incorridos para colocar os 
estoques no seu local e na sua condição atuais. Por exemplo, pode ser apropriado 
incluir no custo dos estoques gastos gerais que não sejam de produção ou os custos 
de desenho de produtos para clientes específicos. 
Exemplos de itens não-incluídos no custo dos estoques e reconhecidos como 
despesa do período em que são incorridos: 
(a) valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros insumos 
de produção; 
(b) gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo 
produtivo entre uma e outra fase de produção; 
(c) despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e 
condição atuais; e 
(d) despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços 
aos clientes. 
Comisso, correta a afirmativa. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 42 
 
(FCC - AFR – SEFAZ-SP – 2013) Considere: 
I. O valor anormal de desperdício de materiais, mão de obra ou outros 
insumos de produção. 
 
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II. Gastos com armazenamento de produtos em fase de processo, 
aguardando próxima etapa. 
III. Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e 
serviços aos clientes. 
Deve compor os estoques das empresas o que consta em 
a) I, II e III. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I, apenas. 
e) II e III, apenas. 
Resolução 
Vamos analisar as afirmativas: 
I. Incorreta. O valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros 
insumos de produção são reconhecidos como despesa do período em que são 
incorridos. Portanto, não são incluídos no custo dos estoques. 
 
II. Correta. Não são incluídos no custo dos estoques os gastos com armazenamento, 
a menos que sejam necessários ao processo produtivo entre uma e outra 
fase de produção. 
 
III. Incorreta. Não são incluídas no custo dos estoques as despesas de 
comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes. 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 43 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) Determinada empresa adquiriu mercadorias 
para revenda, cujo valor total da nota fiscal foi R$ 123.000,00, estando 
incluso neste valor: 
 ICMS: R$ 20.000,00 
 
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 IPI: R$ 12.000,00 
 Frete: R$ 8.000,00 
 Seguro: R$ 3.000,00 
Sabendo que a empresa é contribuinte do ICMS, mas não contribuinte do 
IPI, o valor das mercadorias adquiridas reconhecido nos estoques foi, em 
reais, 
a) 123.000. 
b) 92.000. 
c) 103.000. 
d) 112.000. 
e) 80.000. 
RESOLUÇÃO 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de 
importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os 
custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à 
aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. 
 A questão nos informa que a empresa é contribuinte do ICMS, mas não do IPI. Desta 
forma, o ICMS não integrará o custo da mercadoria (será contabilizado como 
“ICMS a Recuperar”), diferentemente do IPI. 
Custo do Estoque = Valor Total da Nota Fiscal – ICMS 
Custo do Estoque = R$ 123.000,00 – R$ 20.00,00 = R$ 103.000,00 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 44 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) A Cia. Generosa efetuou as seguintes 
operações no mês de fevereiro de 2013: 
− Compra de mercadorias a prazo, no valor de R$ 50.000,00, obtendo um 
desconto comercial de 10% no ato da compra. 
 
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− Venda de todas as mercadorias, à vista, por R$ 97.000,00, concedendo 
um desconto comercial de R$ 8.000,00 no ato da venda. 
− Pagamento antecipado de uma duplicata, referente à compra a prazo, 
obtendo um desconto de R$ 3.000,00 sobre o valor da mesma. 
− O comprador das mercadorias vendidas pela Cia. Generosa reclamou que 
houve divergência no tipo de mercadoria entregue, fato que motivou a 
concessão de um abatimento de R$ 4.000,00 sobre o valor da venda, a fim 
de evitar uma devolução de mercadorias. 
Desconsiderando os impostos incidentes sobre compras e vendas e 
sabendo-se que não havia estoque inicial, o lucro bruto obtido pela Cia. 
Generosa em fevereiro de 2013 foi, em R$, 
a) 37.000,00. 
b) 40.000,00. 
c) 41.000,00. 
d) 44.000,00. 
e) 45.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Aprendemos que os descontos comerciais não integram o valor dos estoques. Assim, 
o valor dos estoques, líquido do desconto de 10%, será de R$ 45.000,00. 
Vamos agora para apuração do resultado. 
Vendas Brutas R$ 97.000,00 
( – ) Desconto Comercial R$ 8.000,00 
( – ) Abatimento R$ 4.000,00 
( = ) Vendas Líquidas R$ 85.000,00 
( – ) CMV R$ 45.000,00 
( = ) Lucro Bruto R$ 40.000,00 
Observe que o desconto obtido pelo pagamento antecipado de duplicatas não entra 
no cálculo do Lucro Bruto, pois representa uma Receita Financeira. 
GABARITO: B 
 
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O Pronunciamento Técnico CPC 20 - Custos de Empréstimos identifica as 
circunstâncias específicas em que os encargos financeiros de empréstimos obtidos são 
incluídos no custo do estoque. Não se preocupe agora com isso, pois veremos este 
Pronunciamento Técnico em aulas futuras! 
A entidade geralmente compra estoques com condição para pagamento a prazo. A 
negociação pode efetivamente conter um elemento de financiamento, como, por 
exemplo, uma diferença entre o preço de aquisição em condição normal de pagamento 
e o valor pago; essa diferença deve ser reconhecida como despesa de juros 
durante o período do financiamento. 
QUESTÃO 45 
 
(FCC – Auditor – TCM-RJ – 2015) Um lote de mercadorias para 
comercialização foi adquirido a prazo em 30/09/2014 pelo valor de R$ 
1.900.000,00, para pagamento em dezembro de 2015. Se a compra fosse 
realizada à vista, o preço de aquisição teria sido R$ 1.200.000,00. No mês 
de outubro de 2014 a empresa realizou a venda de 70% dessas mercadorias 
pelo valor de R$ 1.500.000,00, para recebimento em novembro de 2015. Se 
a venda das mercadorias tivesse sido feita à vista o preço de venda seria R$ 
1.000.000,00. Em 31/12/2014 o valor que a empresa deveria pagar para o 
fornecedor era R$ 1.250.000,00 e o valor que seria cobrado do cliente era 
R$ 1.300.000,00. Nesse caso, a empresa reconheceu, no resultado de 2014, 
Resultado Bruto com Vendas no valor de 
(A) R$ 160.000,00, apenas. 
(B) R$ 170.000,00. 
(C) R$ 660.000,00 e Despesa Financeira = R$ 50.000,00, apenas. 
(D) R$ 160.000,00; Receita Financeira = R$ 300.000,00 e Despesa Financeira = R$ 
50.000,00. 
(E) R$ 330.000,00 (prejuízo) e Receita Financeira = R$ 300.000,00, apenas. 
RESOLUÇÃO 
Questão muito semelhante à anterior! 
Vamos verificar o valor das compras líquidas, considerando o valor que seria pago caso 
a aquisição fosse à vista. 
 
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D – Estoques R$ 1.200.000,00 (AC) 
D – AVP de Fornecedores R$ 700.000,00 (Retificadora do PE) 
C – Fornecedores R$ 1.900.000,00 (PE) 
A partir disso, vamos calcular o Lucro Bruto da venda de 70% das mercadorias 
adquiridas. 
 Receita Líquida de Vendas R$ 1.000.000,00 
( – ) CMV (R$ 840.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 160.000,00 
Além disso, há que se reconhecer a despesa financeira referente à compra realizada a 
prazo e a receita financeira referente à venda a prazo. 
O enunciado diz que em 31/12/2014 o valor que a empresa deveria pagar para o 
fornecedor era R$ 1.250.000,00 (valor líquido da conta fornecedores, ou seja, 
deduzido do AVP de Fornecedores). Isso indica despesas financeiras de R$ 
50.000,00 (afinal o valor líquido reconhecido inicialmente foi de R$ 1.200.000,00). 
Por outro lado, se o valor que seria cobrado do cliente era R$ 1.300.000,00, isso indica 
que houve o reconhecimento de Receitas Financeiras de R$ 300.000,00 
(diferença entre o valor atual e o valor à vista). 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 46 
 
(FCC – Auditor – SEFAZ-PI – 2015) A Cia. Vende & Recompra adquiriu, em 
30/04/2014, mercadorias para serem comercializadas. Em função de sua 
situação financeira, a Cia. fez essa aquisição a prazo, para pagamento em 
30/06/2016. O valor a ser pago na data do vencimento é R$ 380.000,00, 
mas se a Cia. tivesse adquirido estas mercadorias à vista teria pagado R$ 
330.000,00. Em 20/05/2014, a Cia. Vende & Recompra vendeu 80% dessas 
mercadorias por R$ 820.000,00, para serem recebidos integralmente em 
15/07/2016. Se o cliente tivesse adquirido as mercadorias à vista teria 
pagado R$ 730.000,00. Com base nestas informações, é correto afirmar que 
o resultado bruto com vendas que a Cia. Vende & Recompra reconheceu, na 
data da venda, foi,em reais, 
(A) 426.000,00. 
 
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(B) 556.000,00. 
(C) 400.000,00. 
(D) 466.000,00. 
(E) 516.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Questão típica da Fundação Carlos Chagas. Segundo o CPC 12 – Ajuste a Valor 
Presente, numa operação comercial que se caracterize como de financiamento, como 
uma venda a prazo por valor superior ao valor de venda à vista, há que se retirar os 
juros embutidos nesta operação. Tal procedimento deve ocorrer tanto na aquisição 
quanto na operação de venda (a prazo). 
Então o lançamento da compra de mercadorias no valor de R$ 380.000,00 deve ser 
realizado da seguinte forma (pelo adquirente): 
 D – Estoques R$ 330.000,00 (Ativo Circulante) 
 D – Juros a Transcorrer R$ 50.000,00 (Retificadora do PNC) 
 C – Fornecedores R$ 380.000,00 (Passivo Não Circulante)
 
Obs.: veja que o valor de custo do estoque corresponde ao valor que seria pago à vista. 
Com o passar do tempo a diferença entre o valor presente das Duplicatas a Pagar (R$ 
330 mil) e o valor que será pago em 30/06/2016 (R$ 380 mil) é apropriada ao resultado 
do período como despesa financeira. 
A mesma situação ocorre com a venda ocorrida em 20/05/2014. A venda será 
reconhecida pelo valor à vista, com o seguinte lançamento (sem considerar a baixa do 
estoque vendido): 
 D – Clientes R$ 820.000,00 (Ativo Não Circulante) 
 D – AVP de Vendas R$ 90.000,00 (Resultado) 
 C – Receita de Vendas R$ 820.000,00 (Resultado) 
 C – Rec. Financeira a Apropriar R$ 90.000,00 (Retificadora do ANC)
 
Com o passar do tempo a diferença entre o valor presente das Duplicatas a Receber 
(R$ 730 mil) e o valor que será recebido em 15/07/2016 (R$ 820 mil) é apropriada ao 
resultado do período como receita financeira. 
Vamos, então, analisar qual foi o resultado bruto desta venda! 
 
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Receita Bruta de Vendas R$ 820.000,00 
( – ) AVP de Vendas (R$ 90.000,00) 
( = ) Receita Líquida de Vendas R$ 730.000,00 
( – ) Custo das Mercadorias Vendidas (R$ 264.000,00) 
( = ) Receita Líquida de Vendas R$ 466.000,00 
Obs.: CMV = 80% do Valor do Estoque = 80% x R$ 330 mil = R$ 264 mil 
Assim, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 47 
 
(FCC – Analista Judiciário – TRT – 2014) A Empresa Geral de Comércio S.A. 
adquiriu um estoque de mercadorias para revenda no valor de R$ 
300.000,00. A compra foi realizada no dia 30/12/2011, o prazo para 
pagamento concedido pelo fornecedor foi de 210 dias e sabe-se que o preço 
das mercadorias seria R$ 280.000,00 se a compra fosse efetuada com 
pagamento à vista. A Empresa Geral de Comércio S.A. ficou responsável pela 
retirada das mercadorias na fábrica da empresa vendedora e efetuou o 
pagamento do frete no valor de R$ 2.000,00. A empresa possui um estudo 
estatístico confiável e auditado por empresa independente e avalia, por este 
modelo, que as perdas de estoque, em função do seu processo de 
armazenagem e distribuição, representa 1% do valor total adquirido em 
cada compra. Os valores, em reais, apresentados pela empresa nas 
demonstrações contábeis de 2011, relativos às informações anteriores são: 
a) Estoque = 300.000; 
 Passivo = 300.000; 
 Despesa com Frete = 2.000. 
 
b) Estoque = 280.000; 
 Passivo = 300.000; 
 Despesa com Frete = 2.000; 
 Despesa Financeira = 20.000. 
c) Estoque = 277.180; 
 Passivo = 280.000; 
 Despesa com Frete = 2.000; 
 Despesa com Impairment = 2.820. 
 
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AULA 04 
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d) Estoque = 279.180; 
 Passivo = 280.000; 
 Despesa com Impairment = 2.820. 
 
e) Estoque = 297.000; 
 Passivo = 300.000; 
 Despesa com Frete = 2.000; 
 Despesa com Impairment = 3.000. 
 
RESOLUÇÃO 
Vamos iniciar a resolução sem considerar as perdas de estoque em função do seu 
processo de armazenagem e distribuição. Sabemos que custo de aquisição dos 
estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos 
(exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, 
manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais 
e serviços. Assim o estoque será inicialmente reconhecido pelo valor de R$ 282.000,00 
(preço da mercadoria à vista adicionado do frete). 
A diferença entre o valor a prazo e o valor à vista (R$ 20.000,00) deve ser reconhecido 
como despesa de juros durante o período do financiamento. Assim o registro contábil 
será: 
D – Estoques R$ 282.000,00 (Ativo) 
D – Despesas Financeiras a Transcorrer R$ 20.000,00 (Retif. do Passivo) 
C – Fornecedores R$ 300.000,00 (Passivo) 
C – Caixa R$ 2.000,00 (Ativo) 
O enunciado afirmou que as perdas com estoques decorrentes de armazenagem e 
distribuição representa 1% do valor total adquirido em cada compra. Assim o 
reconhecimento da perda será da seguinte forma: 
D – Despesa com Perdas R$ 2.820,00 (1% x R$ 282 mil) 
C – Estoques R$ 2.820,00 
O crédito acima na verdade pode ser realizado na conta “Perdas Estimadas em 
Estoques”, retificando o valor da conta “Estoques”. 
GABARITO: D 
 
 
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QUESTÃO 48 
 
(FCC – Analista de Gestão – SABESP – 2014) Uma empresa adquiriu um 
estoque de Mercadorias por R$ 850.000, pagando à vista. Em 31/10/2012 
efetuou a venda de metade desse estoque pelo valor de R$ 1.000.000 para 
ser recebido em 2014. Na data da venda o valor presente do valor da venda 
era R$ 890.000 e em 31/12/2012 este valor presente passou a ser de R$ 
910.000. De acordo com a regulamentação vigente, o efeito total no 
resultado da empresa em 2012, relacionado com a venda efetuada foi, em 
Reais, 
a) Resultado Bruto com Mercadorias = 575.000. 
b) Resultado Bruto com Mercadorias = 465.000 e Receita Financeira = 20.000. 
c) Resultado Bruto com Mercadorias = 485.000 e Receita Financeira = 20.000. 
d) Resultado Bruto com Mercadorias = 465.000 e Receita Financeira = 90.000. 
e) Resultado Bruto com Mercadorias = 485.000 e Receita Financeira = 90.000. 
RESOLUÇÃO 
No caso da questão a empresa vendedora, ao conceder prazo para o recebimento, 
está na verdade financiando seu cliente. Assim, a referência do valor presente desta 
transação é o valor de venda à vista. O vendedor irá, portanto, reconhecer uma Receita 
de Vendas de R$ 890.000,00. 
O CMV, por sua vez, será a metade do valor de compra, que foi realizado, à vista, por 
R$ 850.000,00. 
Desta maneira: 
 Receita de Vendas R$ 890.000,00 
( – ) Custo das Mercadorias Vendidas (R$ 425.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 465.000,00 
A Receita Financeira a ser reconhecida em 31/12/2012 corresponde a diferença entre 
o Valor Presente nesta data, de R$ 910.000,00, e o valor presente na data da venda 
(valor à vista), de R$ 890.000,00. Ou seja, a Receita Financeira a ser apropriada será 
de R$ 20.000,00! 
GABARITO: B 
 
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QUESTÃO 49 
 
(FCC – Analista – TRE-AP – 2015) No dia 01/12/2013 a empresa Comércio 
de Bugigangas S.A. realizou as seguintes vendas de mercadorias: 
− Venda para receber a longo prazo no valor nominal de R$ 394.435,53. 
− Venda à vista: R$ 400.000,00. 
Se a empresa tivesse realizado somente vendas à vista, o valor total das 
vendas seria R$ 750.000,00. 
Sabendo-se que a empresa utilizava a taxa de juros de 0,8% ao mês para 
as vendas a prazo, a Comércio de Bugigangas S.A. reconheceu na 
Demonstração do Resultado de 2013, especificamente com relação às 
vendas efetuadas em 01/12/2013, Receita de Vendas igual a 
(A) R$ 794.435,53, apenas. 
(B) R$ 750.000,00 e Receita Financeira = R$ 2.800,00. 
(C) R$ 750.000,00 e Receita Financeira = R$ 6.000,00. 
(D) R$ 750.000,00, apenas. 
(E) R$ 400.000,00 e Receita Financeira = R$ 44.435,53. 
RESOLUÇÃO 
Estamos calejados com este tipo de exercício, pois a entidade deverá considerar como 
receita de vendaso valor que seria praticado caso as vendas fossem realizadas à vista. 
Com isso, de plano consideramos uma Receita de Vendas no valor de R$ 750.000,00. 
Como a venda foi realizada em 01/12/2013, a entidade deverá apropriar em dezembro 
de 2013 uma parcela de Receita Financeira proveniente do financiamento que 
concedeu ao seu cliente. Para isso, devemos utilizar a taxa de juros fornecida (0,8% 
ao mês). Assim: 
𝑹𝒆𝒄𝒆𝒊𝒕𝒂 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒂 = 𝑅$ 350.000,00 × 8% = 𝑹$ 𝟐. 𝟖𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
Alguns alunos têm dificuldade em relação à base de cálculo da Receita Financeira, 
calculada no exercício anterior. Isso é matemática financeira pessoal! O enunciado 
 
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disse que se as vendas tivessem sido realizadas à vista o valor total seria de R$ 
750.000,00. Disse também que houve efetivamente vendas à vista pelo valor de R$ 
400.000,00. Com isso, chega-se ao valor presente (R$ 350.000,00) das vendas 
realizadas a prazo (R$ 394.435,53). É o valor presente que devemos utilizar para o 
cálculo da receita financeira mensal. 
Só por curiosidade, vou calcular para vocês cada parcela a ser reconhecida como 
receita financeira pelo vendedor, utilizando-se a taca de juros fornecida pelo 
enunciado. É evidente que você não deve calcular isso na hora da sua prova. 
Estou apenas demonstrando para que você, apaixonado por matemática financeira, 
entenda de uma vez por todas o funcionamento deste reconhecimento mensal da 
receita financeira! 
Período 
Base de 
Cálculo 
Receita Financeira 
dez/13 R$ 350.000,00 R$ 2.800,00 
jan/14 R$ 352.800,00 R$ 2.822,40 
fev/14 R$ 355.622,40 R$ 2.844,98 
mar/14 R$ 358.467,38 R$ 2.867,74 
abr/14 R$ 361.335,12 R$ 2.890,68 
mai/14 R$ 364.225,80 R$ 2.913,81 
jun/14 R$ 367.139,61 R$ 2.937,12 
jul/14 R$ 370.076,72 R$ 2.960,61 
ago/14 R$ 373.037,34 R$ 2.984,30 
set/14 R$ 376.021,63 R$ 3.008,17 
out/14 R$ 379.029,81 R$ 3.032,24 
nov/14 R$ 382.062,05 R$ 3.056,50 
dez/14 R$ 385.118,54 R$ 3.080,95 
jan/15 R$ 388.199,49 R$ 3.105,60 
fev/15 R$ 391.305,09 R$ 3.130,44 
 R$ 44.435,53 
 
Perceba que o valor total reconhecido como Receita Financeira (R$ 44.435,53) é 
exatamente a diferença entre o valor que seria praticado numa venda à vista (R$ 
350.000,0) e o valor efetivamente a receber pela venda a prazo (R$ 394.435,53). Mas 
repito, você não deve efetuar tais cálculos em sua prova! No entanto, é plenamente 
possível que a FCC pedisse “qual é o valor a ser reconhecido como Receita Financeira 
em janeiro de 2014?”. Neste caso você deveria saber calcular a base de cálculo nesta 
data! 
Voltando para o CPC 16, dentro dos critérios de valoração, temos que: 
 
 73 
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O custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de 
bens ou serviços produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído 
pelo uso da identificação específica dos seus custos individuais. 
A identificação específica do custo significa que são atribuídos custos específicos a 
itens identificados do estoque. Este é o tratamento apropriado para itens que sejam 
segregados para um projeto específico, independentemente de eles terem sido 
comprados ou produzidos. 
O custo dos estoques que não possa ser avaliado pelo valor específico, o custo dos 
estoques deve ser atribuído pelo uso do critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair 
(PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado. A entidade deve usar o mesmo 
critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes 
para a entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou uso, podem justificar-
se diferentes critérios de valoração. 
 
 Custo de estoque de prestador de serviços: 
Na medida em que os prestadores de serviços tenham estoques de serviços em 
andamento, devem mensurá-los pelos custos da sua produção. Esses custos consistem 
principalmente em mão-de-obra e outros custos com o pessoal diretamente envolvido 
na prestação dos serviços, incluindo o pessoal de supervisão, o material utilizado e os 
custos indiretos atribuíveis. Os salários e os outros gastos relacionados com as vendas 
e com o pessoal geral administrativo não devem ser incluídos no custo, mas 
reconhecidos como despesa do período em que são incorridos. O custo dos estoques 
de prestador de serviços não inclui as margens de lucro nem os gastos gerais não-
atribuíveis que são frequentemente incluídos nos preços cobrados pelos prestadores 
de serviços. 
 Reconhecimento como Despesa no Resultado: 
 
Quando os estoques são vendidos, o custo escriturado desses itens deve ser 
reconhecido como despesa do período em que a respectiva receita é 
reconhecida. A quantia de qualquer redução dos estoques para o valor realizável 
líquido e todas as perdas de estoques devem ser reconhecidas como despesa do 
período em que a redução ou a perda ocorrerem. A quantia de toda reversão de 
redução de estoques, proveniente de aumento no valor realizável líquido, deve ser 
registrada como redução do item em que for reconhecida a despesa ou a perda, no 
período em que a reversão ocorrer. 
 
 
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 Divulgação: 
A informação relativa a valores contábeis registrados nas diferentes classificações de 
estoques e a proporção de alterações nesses ativos é útil para os usuários das 
demonstrações contábeis. As classificações comuns de estoques são: mercadorias, 
bens de consumo de produção, materiais, produto em elaboração e produtos 
acabados. O prestador de serviços pode ter trabalhos em andamento 
classificáveis como estoque em elaboração. 
O valor do estoque baixado, reconhecido como despesa durante o período, o qual é 
denominado frequentemente como custo dos produtos, das mercadorias ou dos 
serviços vendidos, consiste nos custos que estavam incluídos na mensuração do 
estoque que agora é vendido. Os custos indiretos de produção eventualmente 
não-alocados aos produtos e os valores anormais de custos de produção devem 
ser reconhecidos como despesa do período em que ocorrem, sem transitar pelos 
estoques, dentro desse mesmo grupo, mas de forma identificada. As circunstâncias 
da entidade também podem admitir a inclusão de outros valores, tais como custos de 
distribuição. 
Vamos analisar mais algumas questões? 
QUESTÃO 50 
 
(FUNDATEC – Contador – CAGE-RS – 2014) De acordo com a Lei n° 
6.404/76, com redação dada pelas Leis n° 11.638/07 e n° 11.941/09, 
estabelece que, no balanço patrimonial, os elementos do ativo serão 
avaliados pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à 
negociação ou disponíveis para venda. Segundo a mesma legislação, o valor 
justo dos bens destinados à venda é 
A) o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado de livre 
concorrência. 
B) o preço líquido de realização, mediante venda no mercado, deduzidos os impostos 
e demais despesas necessárias para a venda e a margem de lucro. 
C) o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros fora da localidade da 
empresa, livre de custos de frete e impostos. 
D) o preço líquido de realização, mediante venda no mercado, deduzidos os impostos 
e demais despesas necessárias para a venda, dentro de um mercado de livre 
concorrência. 
 
 75 
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E) o preço líquido pelo qual possam ser alienados no mercado de eficiência forte, com 
a participação de vários clientes. 
RESOLUÇÃO 
De acordo com o § 1° do artigo 183 da Lei n° 6.404/76 considera-se valor justo: 
a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser 
repostos, mediantecompra no mercado; 
b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização 
mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas 
necessárias para a venda, e a margem de lucro; 
c) dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. 
d) dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo, 
decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na 
ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro: 
1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro 
instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; 
2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros 
de natureza, prazo e risco similares; ou 
3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de 
instrumentos financeiros. 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 51 
 
(FCC – Analista Judiciário – TRF – 2011) Em relação ao tratamento dos 
estoques, é correto afirmar que: 
a) todos os tipos de estoques, independentemente da forma ou uso, quando 
evidenciados no balanço, devem estar mensurados pelo valor realizável líquido. 
b) aos custos dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de 
bens ou serviços, produzidos e segregados para projetos específicos, devem ser 
atribuídos valores pelo método Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS). 
 
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c) a prática de reduzir o valor de custo dos estoques (write down) para o valor 
realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser 
escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com 
a sua venda ou uso. 
d) o custo dos estoques de prestador de serviços deve incluir as margens de lucro e 
os gastos gerais não atribuíveis que são frequentemente incluídos nos preços cobrados 
pelos prestadores de serviços. 
e) o custo de aquisição dos estoques, em conformidade com o estabelecido nas 
normas contábeis atuais, compreende o preço de compra, os impostos de importação, 
os tributos, recuperáveis ou não, demais gastos atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, os materiais e serviços, os descontos comerciais, os abatimentos e outros 
itens semelhantes inerentes ao processo de realização. 
RESOLUÇÃO 
a) Incorreta. Os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor 
realizável líquido, dos dois o menor. 
 
b) Incorreta. Vimos que o custo dos estoques de itens que não são normalmente 
intercambiáveis e de bens ou serviços produzidos e segregados para 
projetos específicos deve ser atribuído pelo uso da identificação específica 
dos seus custos individuais. 
 
c) Correta. Conforme visto, a prática de reduzir o valor de custo dos estoques (write 
down) para o valor realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os 
ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera 
que sejam realizadas com a sua venda ou uso. 
 
d) Incorreta. O custo dos estoques de prestador de serviços não inclui as margens 
de lucro nem os gastos gerais não atribuíveis que são frequentemente incluídos 
nos preços cobrados pelos prestadores de serviços. 
 
e) Incorreta. O custo de aquisição dos estoques não compreende os impostos 
recuperáveis junto ao fisco. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens 
semelhantes devem ser deduzidos na determinação odo custo de aquisição. 
GABARITO: C 
 
 
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QUESTÃO 52 
 
(FEMPERJ – Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012) A Cia. Tribunal 
Mendes SA realizou seu inventário periódico de mercadorias para o 
encerramento do exercício. O levantamento realizado é relativamente 
simples, haja vista que a empresa comercializa apenas 3 tipos de produto: 
GilFlex, GilPlus e GilMax. Para fins de mensuração dessas mercadorias, 
elaborou paralelamente o seguinte quadro de informações: 
 Produto Custo Preço de Venda Gastos com Venda 
GilFlex 500,00 700,00 210,00 
GilPlus 200,00 250,00 40,00 
GilMax 900,00 800,00 100,00 
 
Com base nessas informações, e sabendo que para cada produto havia uma 
unidade disponível, o saldo final da conta estoques deverá estar avaliada no 
Balanço Patrimonial por: 
a) 1.600; 
b) 1.500; 
c) 1.410; 
d) 1.400; 
e) 1.390. 
RESOLUÇÃO 
Sabemos que os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor 
realizável líquido, dos dois o menor. 
Valor Realizável Líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos 
negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos 
estimados necessários para se concretizar a venda. Assim, temos que comparar 
o “Custo” com o “Valor Realizável Líquido”, adotando o menor valor para os 
estoques. Veja a tabela abaixo: 
Produto Custo Preço de Venda Gastos com Venda Valor Realizável Líquido 
GilFlex 500,00 700,00 210,00 490,00 
GilPlus 200,00 250,00 40,00 210,00 
GilMax 900,00 800,00 100,00 700,00 
 
Assim, os estoques estarão avaliados em 1.390,00 (490 + 200 + 700). 
 
 78 
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Lembrando, apenas, que esse ajuste é realizado através da Provisão para Ajuste de 
Estoque ao Valor de Mercado. 
GABARITO: E 
Pela quantidade de exercícios que fizemos você percebeu a importância do tema para 
sua prova? Vamos analisar o IPI e suas consequências na mensuração do estoque. 
3.1 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) 
O IPI, diferentemente do ICMS, é um imposto calculado por fora, ou seja, seu valor 
não está embutido no valor da operação. A base de cálculo do IPI é o valor da operação 
de que decorrer a saída de produtos industrializados, incluindo os fretes e seguros 
efetuados por conta do fornecedor. 
Assim, se há a incidência de IPI com alíquota de 10% sobre mercadorias de R$ 100,00, 
a Nota Fiscal terá valor total de R$ 110,00. 
Mercadorias R$ 100,00 
 + IPI R$ 10,00 
 = Valor da Nota Fiscal R$ 110,00 (valor faturado) 
A grande dificuldade que poderá aparecer na sua prova é quando a venda está sujeita 
à incidência de IPI e ICMS. Neste caso teremos que saber a finalidade que o comprador 
dará às mercadorias adquiridas. 
Se a mercadoria destinar-se à comercialização ou à industrialização o IPI não 
fará parte da base de cálculo do ICMS. 
Se a mercadoria destinar-se ao ativo fixo ou uso e consumo do comprador, o IPI 
fará parte da base de cálculo do ICMS. Assim: 
 
 
 
 
 
 
 
COMERCIALIZAÇÃO OU 
INDUSTRIALIZAÇÃO 
IPI NÃO ENTRA NA BC DO ICMS 
ATIVO FIXO OU USO E 
CONSUMO 
IPI ENTRA NA BC DO ICMS 
 
 
 79 
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Você também pode decorar da seguinte forma: vai haver circulação da mercadoria 
para fora do estabelecimento do comprador? Se sim, o IPI não entra na BC do ICMS. 
Se não (ou seja, vou integrar a mercadoria no ativo fixo ou vou consumi-la) o IPI entra 
na BC do ICMS. Simples, não é? 
Só para garantir que você aprendeu este conceito vamos resolver alguns exercícios! 
QUESTÃO 53 
 
(FUNDATEC – Contador – CEEE-RS – 2010) Uma empresa comercial adquiriu 
mercadorias para revenda ao preço de R$ 320.000,00. Sobre essas 
mercadorias, há incidência de ICMS de 12% e de IPI de 10%. Depois disso, 
a empresa comprou outras mercadorias para revender, ao preço de R$ 
180.000,00, isentas de IPI e com alíquota de ICMS de 18%, sendo que esses 
tributos foram destacados corretamente nas notas fiscais das duas 
compras. Considerando que a empresa não goza de nenhum regime especial 
de tributação, conclui-se que o valor incorporado a sua conta de estoque de 
mercadorias foi de R$ 
A) 429.200,00. 
B) 461.200,00. 
C) 500.000,00. 
D) 532.000,00. 
E) 602.800,00. 
RESOLUÇÃO 
O IPI incide sobre o valor de R$ 320.000,00. Como não é um imposto recuperável para 
empresa comercial, integrará o custodo estoque. A Nota Fiscal da primeira compra 
terá a seguinte característica: 
Mercadorias R$ 320.000,00 
IPI R$ 32.000,00 
ICMS Destacado R$ 38.400,00 (12% x R$ 320.000,00) 
Valor Total da NF R$ 352.000,00 
A empresa contabilizará esta aquisição da seguinte forma: 
D – Estoques R$ 313.600,00 (Ativo) 
D – ICMS a Recuperar R$ 38.400,00 (Ativo) 
C – Caixa ou Fornecedores R$ 352.000,00 (Ativo ou Passivo Exigível) 
 
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Quanto à segunda compra, a Nota Fiscal terá a seguinte característica: 
Mercadorias R$ 180.000,00 
ICMS Destacado R$ 32.400,00 (18% x R$ 180.000,00) 
Valor Total da NF R$ 180.000,00 
A empresa contabilizará esta aquisição da seguinte forma: 
D – Estoques R$ 147.600,00 (Ativo) 
D – ICMS a Recuperar R$ 32.400,00 (Ativo) 
C – Caixa ou Fornecedores R$ 180.000,00 (Ativo ou Passivo Exigível) 
Assim, o valor total incorporado a conta estoques será de R$ 461.200,00 (R$ 
313.600,00 + R$ 147.600,00). 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 54 
 
(ESAF – ATRFB – 2012) Considere uma operação de compra de materiais 
para revender, constante de 300 unidades ao preço unitário de R$ 600,00, 
com incidência de ICMS a 12% e de IPI a 8%. 
Se a operação for realizada a prazo, vai gerar uma dívida, com fornecedores, 
no valor de 
a) R$ 172.800,00. 
b) R$ 180.000,00. 
c) R$ 194.400,00. 
d) R$ 201.600,00. 
e) R$ 216.000,00. 
RESOLUÇÃO 
A dívida com os fornecedores será contabilizada pelo valor da Nota Fiscal. Assim: 
Mercadorias R$ 180.000,00 (300 unid. x R$ 600,00) 
 + IPI R$ 14.400,00 (8% de R$ 180.000,00) 
 = Valor da Nota Fiscal R$ 194.400,00 
Para acertar a questão bastava isso. Muito simples, não é? 
 
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Mas vamos aproveitar a oportunidade e calcular o valor que foi contabilizado tais 
mercadorias nos estoques? 
Como a mercadoria é para revenda o IPI não integrará a base de cálculo do ICMS, 
assim: 
Valor da Nota Fiscal R$ 194.400,00 
 ( - ) ICMS sobre Compras (R$ 21.600,00) (12% de R$ 180.000,00) 
 = Valor para Estoques R$ 172.800,00 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 55 
 
(ESAF – ATA – Ministério da Fazenda – 2013) O Empório das Telhas Ltda. 
adquiriu uma partida de mercadorias constante de 3 milheiros, pagando à 
vista R$ 900,00 mais R$ 27,00 de IPI; sobre essa compra houve também 
incidência de ICMS a base de 18%. Quando o Empório vendeu dois terços 
dessa mercadoria, com ICMS no mesmo percentual, apurou um custo de 
vendas no valor de 
a) R$ 618,00. 
b) R$ 600,00. 
c) R$ 510,00. 
d) R$ 492,00. 
e) R$ 474,00 
RESOLUÇÃO 
Para apurar o custo da venda precisamos saber o valor que foi contabilizado nos 
estoques. Como a empresa não é contribuinte do IPI tal imposto não será recuperável, 
integrando o custo do estoque. 
É importante saber que o IPI não integrará a base de cálculo do ICMS, já que haverá 
circulação de mercadorias. Vamos calcular o valor dos estoques: 
Mercadorias R$ 900,00 
 IPI R$ 27,00 
 Valor da NF R$ 927,00 
 
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( - ) ICMS a Recuperar R$ 162,00 (18% de R$ 900,00) 
 = Valor p/ Estoques R$ 765,00 
Assim, o custo da venda de dois terços do estoque será de: 
CMV = 2/3 x R$ 765,00 = R$ 510,00 
GABARITO: C 
3.2 Frete e Seguro 
Caso o transporte e o seguro estejam incluídos no valor da Nota Fiscal, ou seja, seja 
por conta do fornecedor, tais valores integrarão a base de cálculo do IPI e do ICMS. 
Por outro lado, caso o transporte e o seguro sejam realizados por uma transportadora 
contratada pelo cliente (comprador), tais valores não integrarão a base de cálculo do 
IPI e do ICMS. 
Vale lembrar que quando o frete é responsabilidade do comprador tal valor irá compor 
o valor dos estoques. 
QUESTÃO 56 
 
(ESAF – AFRFB – 2012) Nas operações de mercadorias, o valor dos gastos 
com transportes, quando estes são feitos sob a responsabilidade do 
comprador, 
a) aumentam o valor das mercadorias compradas. 
b) são registrados a débito de uma conta de despesa. 
c) diminuem o valor dos estoques de mercadorias. 
d) não geram efeitos no custo das mercadorias vendidas quando estes são realizados. 
e) não afetam o valor dos estoques de mercadorias. 
RESOLUÇÃO 
Tanto o frete quanto o seguro integrarão o custo de aquisição das mercadorias, 
quando são de responsabilidade do comprador. 
GABARITO: A 
 
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3.3 PIS e COFINS 
Podem ser apurados pelo regime cumulativo ou não-cumulativo. 
O regime cumulativo é aquele onde os tributos não são recuperáveis, ou seja, 
seus valores serão integrados aos custos de aquisição de mercadorias. Regra geral, 
as alíquotas são a seguintes: 
 PIS: 0,65% 
 COFINS: 3,00% 
O regime não cumulativo é aquele onde os tributos são recuperáveis, ou seja, 
seus valores não serão integrados aos custos de aquisição de mercadorias. Regra 
geral, as alíquotas são a seguintes: 
 PIS: 1,65% 
 COFINS: 7,60% 
No regime não cumulativo o PIS e COFINS são recuperáveis desde que o destino das 
mercadorias seja o comércio ou indústria. Ou seja, se o destino for o consumo, o 
PIS/COFINS são não recuperáveis. 
Zé Curioso: “Professor, no cálculo do ICMS você falou de divergências na incidência 
ou não sobre o valor do IPI, de acordo com a destinação da mercadoria. Isso existe 
também com o PIS e COFINS?” 
Zé, infelizmente (ou felizmente para quem estuda) sim! E para complicar a regra é 
diferente da usada no ICMS. 
Se a aquisição for para consumo ou comércio, o IPI integrará a base de cálculo do 
PIS/COFINS. 
Se a aquisição for para indústria, o IPI não integra a BC do PIS/COFINS. Assim: 
 
 
 
 
 
 
CONSUMO OU 
COMÉRCIO 
IPI INTEGRA A BC 
DO PIS/COFINS 
INDÚSTRIA 
IPI NÃO INTEGRA A 
BC DO PIS/COFINS 
 
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No entanto, atualmente há grande dúvida em relação a inclusão, ou não, do IPI 
da base de cálculo do PIS e COFINS. Isso deveu-se a edição da Lei n° 12.973, de 
13 de maio de 2014, que altera a legislação tributária federal em diversos pontos. 
O Decreto-Lei n° 1.598/77 previa em seu art. 12 que a receita bruta das vendas e 
serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria e o 
preço dos serviços prestados. 
O § 1° do art. 12 destacava que a receita líquida de vendas e serviços será a receita 
bruta diminuída das vendas canceladas, dos descontos concedidos incondicionalmente 
e dos impostos incidentes sobre vendas. 
Ou seja, percebe-se claramente que os tributos incidentes sobre as vendas 
compunham a Receita Bruta e, consequentemente, a base de cálculo do PIS e COFINS. 
Pelo menos era este o posicionamento do fisco, já que não havia previsão expressa de 
exclusão destes valores da base cálculo das contribuições citadas. 
Haviam inúmeras discussões judiciais sobre este aspecto, havendo, inclusive, decisão 
do Supremo Tribunal Federal sobre a não inclusão do ICMS na base de cálculo da 
COFINS (decisão com efeito apenas inter partes). 
No entanto, a Lei n° 12.973/14, que entrou em vigor em 1 de janeiro de 2015, alterou 
o art. 12 do Decreto-Lei n° 1.598/77, que passou a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 12. A receita bruta compreende: 
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; 
II - o preço da prestação de serviços em geral; 
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; 
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas 
nos incisos I a III. 
(...) 
§ 4° Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, 
destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo 
prestador dos serviços na condição de mero depositário. 
§ 5° Na receita bruta incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores 
decorrentes do ajuste a valor presente,de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 
da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, das operações previstas no caput, 
observado o disposto no § 4°. 
 
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Percebe-se, portanto, que a nova redação prevê expressamente que incluem-se no 
conceito de receita bruta os tributos sobre ela incidentes. 
Muitos contribuintes alegam a inconstitucionalidade da inclusão do IPI, ICMS e ISS na 
base de cálculo do PIS e COFINS, pois fere o princípio da estrita legalidade previsto 
no artigo 150, I da CF/88, art. 97 do CTN, o artigo 195, I, "b" da CF/88 e o art. 110 
do CTN, porque receita e faturamento são conceitos de direito privado que não podem 
ser alterados, pois a Constituição Federal os utilizou expressamente para definir 
competência tributária. 
Mas como ressaltado anteriormente, este é um assunto que está longe de ser pacífico. 
Em pesquisa rápida na internet conseguimos visualizar diferentes posicionamentos do 
próprio judiciário. 
O STJ, por exemplo, considerou legítimo que o Imposto Sobre Serviços (ISS) faz parte 
da base de cálculo do PIS e da COFINS. Ou seja, para os ministros os valores pagos a 
título de ISS compõem a receita bruta. 
De qualquer forma, o importante é que na atualidade os tributos incidentes sobre a 
receita bruta integram a base de cálculo do PIS e COFINS. Com isso, resta saber como 
as bancas vão se portar nas provas futuras! 
Só para finalizar vamos resolver mais duas questões recentes envolvendo operações 
com mercadorias? 
QUESTÃO 57 
 
(FGV – Contador – DPE-MT – 2015) Em 31/12/2014 uma empresa 
apresentava os seguintes saldos: 
Vendas de Produtos: R$ 70.000,00; ICMS sobre vendas: 13.000; ICMS a 
recuperar R$ 6.000,00; Devoluções e abatimentos sobre vendas: R$ 8.000; 
COFINS sobre vendas: R$ 2.000,00; Contribuição social: 15.000. 
Considerando apenas esses fatos, o valor das vendas líquidas na 
Demonstração do Resultado do Exercício da empresa, em 31/12/2014, era 
de 
(A) R$ 38.000,00. 
(B) R$ 47.000,00. 
(C) R$ 49.000,00. 
 
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(D) R$ 53.000,00. 
(E) R$ 62.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Vamos calcular o valor das vendas líquidas! 
 Receita Bruta R$ 70.000,00 
( – ) ICMS s/ Vendas (R$ 13.000,00) 
( – ) COFINS s/ Vendas (R$ 2.000,00) 
( – ) Devoluções e Abatimentos (R$ 8.000,00) 
( = ) Receita Líquida R$ 47.000,00 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 58 
 
(FGV – ISS-Cuiabá – 2014) Em dezembro de 2008, uma empresa vendeu 
mercadorias por R$ 600.000 para recebimento em 90 dias. Na data da 
negociação, foi estabelecido um desconto comercial de 10% da venda e um 
desconto adicional de 5% caso o cliente pagasse na data acordada. O cliente 
costuma pagar no prazo correto, sendo muito provável que receba o 
desconto adicional. 
A empresa paga a seus vendedores comissão de 20% das vendas. Além 
disso, o custo da mercadoria vendida foi de R$ 200.000. 
Considerando que a empresa é isenta do pagamento do PIS e do COFINS, e 
que a alíquota incidente do ICMS é de 18%, a receita líquida, em 
31/12/2008, foi de 
(A) R$ 242.800,00. 
(B) R$ 418.200,00. 
(C) R$ 432.000,00. 
(D) R$ 442.800,00. 
(E) R$ 492.000,00. 
RESOLUÇÃO 
 
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Vamos calcular a Receita Líquida de vendas! 
 Receita Bruta de Vendas R$ 600.000,00 
( – ) Deduções 
 - Descontos Comerciais (R$ 60.000,00) → 10% x R$ 600 mil 
 - ICMS s/ Vendas (R$ 97.200,00) → 18% x R$ 540 mil 
( = ) Receita Líquida de Vendas R$ 442.800,00 
Os descontos condicionais obtidos de 5% são apropriados como Receita Financeira. 
As comissões de vendas são despesas operacionais (despesas com vendas). 
GABARITO: D 
Agora que já sabemos tudo sobre o tratamento contábil dado aos estoques vamos dar 
uma olhada nos Sistemas de Inventários. 
4. SISTEMAS DE INVENTÁRIOS 
Vejamos, agora, os sistemas e critérios utilizados pelas empresas no controle de seus 
estoques, bem como dos custos das mercadorias vendidas. 
4.1 Inventário Periódico 
Nesse sistema a empresa não controla seus estoques ao longo do período. Tal controle 
é realizado mediante levantamento físico ao final de cada período. Assim, o Custo 
das Mercadorias Vendidas será calculado da seguinte maneira: 
CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final 
Não é um sistema ideal para grandes empresas, dada a dificuldade da contagem de 
todo o estoque ao fim de cada período, que pode ser mensal, trimestral etc. Também 
não permite o controle do CMV após cada operação de venda. 
QUESTÃO 59 
 
(FUNDATEC – AFRE – SEFAZ-RS – 2014) A Vale D´ouro S.A. apresentou as 
seguintes informações contábeis: 
 Estoques de mercadorias para revenda em 31/dez/2013 de R$ 
25.000,00. 
 
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 Estoques de mercadorias para revenda em 31/dez/2014 de R$ 
45.000,00. 
 Receita Operacional Líquida no exercício social de 2014 de R$ 
90.000,00. 
 Lucro Bruto no exercício social de 2014 de R$ 45.000,00. 
A partir desses dados, é possível afirmar que: 
A) As compras foram de R$ 5.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 45.000,00. 
B) As compras foram de R$ 56.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 45.000,00. 
C) As compras foram de R$ 65.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 54.000,00. 
D) As compras foram de R$ 65.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 45.000,00. 
E) As compras foram de R$ 65.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 53.000,00. 
RESOLUÇÃO 
O enunciado informa que a Receita Líquida e o Lucro Bruto em 2014 foram 
respectivamente de R$ 90.000,00 e R$ 45.000,00. Assim: 
 Receita Líquida R$ 90.000,00 
( – ) CMV ( ? ) 
( = ) Lucro Bruto R$ 45.000,00 
Assim, conclui-se que o valor do CMV é de R$ 45.000,00. 
Isso torna as alternativas C e E incorretas. Vamos calcular o valor das compras através 
do estoque inicial e final de mercadorias e do CMV. Sabe-se que: 
CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final 
R$ 45.000,00 = R$ 25.000,00 + Compras – R$ 45.000,00 
Compras = R$ 65.000,00 
Assim, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
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QUESTÃO 60 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2009) Dos livros de uma empresa, foram retirados 
as contas e seus respectivos saldos: 
Conta Saldos (R$) 
Estoque inicial de 2008 1.200.000,00 
Estoque final de 2008 800.000,00 
Custo das Mercadorias Vendidas de 2008 1.400.000,00 
Custo das Mercadorias Vendidas de 2009 1.050.000,00 
Compras de 2009 300.000,00 
 
O valor das compras de 2008 é, em R$, 
a) 1.200.000,00 
b) 1.000.000,00 
c) 500.000,00 
d) 300.000,00 
e) 200.000,00 
RESOLUÇÃO 
Para achar o valor das compras de 2008 basta aplicarmos a fórmula: 
𝐶𝑀𝑉 2008 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 2008 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 2008 – 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 2008 
1.400.000,00 = 1.200.000,00 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 2008 – 800.000,00 
𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔𝟐𝟎𝟎𝟖 = 𝟏. 𝟎𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 61 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2009) Em relação à questão anterior, o valor do 
estoque final em 2009 é, em R$, 
a) 1.000.000,00 
 
 90 
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b) 800.000,00 
c) 500.000,00 
d) 150.000,00 
e) 50.000,00 
RESOLUÇÃO 
Da mesma forma, calcularemos o estoque final de 2009 da seguinte maneira: 
𝐶𝑀𝑉 2009 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 2009 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 2009 – 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 2009 
1.050.000,00 = 800.000,00 + 300.000 – 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 2009 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍𝟐𝟎𝟎𝟗 = 𝟓𝟎. 𝟎𝟎𝟎 
GABARITO: E 
4.2 Inventário Periódico 
É o sistema usado por grandes empresas, pois o controle dos estoques é contínuo, por 
meio de fichasde controle, o que possibilita o cálculo do resultado (lucro ou prejuízo) 
das vendas de mercadorias, já que sabemos de imediato o valor do custo das 
mercadorias vendidas. 
Vamos visualizar um exemplo para ficar mais claro! Imagine as seguintes operações, 
em dezembro de 2013, da Cia. Beleza: 
01/07/2014: Compra de Mercadorias (100 unidades) por R$ 1.000,00. 
15/07/2014: Compra de Mercadorias (100 unidades) por R$ 1.200,00. 
23/07/2014: Vendas de 130 unidades por R$ 2.000,00. 
Pergunto: Qual é o custo das 130 unidades vendidas? Perceba que as compras 
possuem custos unitários diferentes. Nas compras do dia 01 é de R$ 10,00 ao 
passo que nas compras do dia 15 é de R$ 12,00. E agora? 
Zé Curioso: ”Ahhh professor, faça do jeito que você quiser na hora e bola pra frente!” 
Zé, para isso existem os critérios de controle de estoques! Iremos estudar apenas os 
que são cobrados, com frequência, em concursos: 
 Método PEPS 
 
 91 
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 Método UEPS 
 Método do Custo Médio (Móvel) 
4.2.1 MÉTODO PEPS 
PEPS significa “Primeiro a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou FIFO – First In, First Out). 
Nesse método, numa eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída 
realizada refere-se às mercadorias mais antigas, ficando nos estoques as mais 
recentes. 
No exemplo dado, da Cia Beleza, o custo das 130 unidades vendidas será: 
 100 un. (dia 01) – R$ 1.000,00 
130 un. Custo Total = R$ 1.360,00 
 30 un. (dia 15) – R$ 360,00 
Assim, o Resultado com Mercadorias (RCM) será de: 
RCM = Vendas – CMV = R$ 2.000,00 – R$ 1.360,00 = R$ 640,00 
4.2.2 MÉTODO UEPS 
UEPS significa “Último a Entrar é o Primeiro a Sair” (ou LIFO – Last In, Last Out). 
Nesse método, numa eventual venda iremos considerar, e contabilizar, que a saída 
realizada refere-se às mercadorias mais recentes, ficando contabilizado nos estoques 
as mais antigas. 
No exemplo dado, da Cia Beleza, o custo das 130 unidades vendidas será: 
 100 un. (dia 15) – R$ 1.200,00 
130 un. Custo Total = R$ 1.500,00 
 30 un. (dia 01) – R$ 300,00 
Assim, o Resultado com Mercadorias (RCM) será de: 
RCM = Vendas – CMV = R$ 2.000,00 – R$ 1.500,00 = R$ 500,00 
Perceba que houve diferença no Resultado com Mercadorias. Isso é, portanto, 
importantíssimo, já que o Lucro do método PEPS foi maior que o Lucro do 
método UEPS. 
 
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Você acha que o Fisco proíbe qual método? É evidente que o fisco irá proibir o método 
que resulta em menor lucro, afinal qual é a base de cálculo do Imposto de Renda e da 
CSLL? É o lucro! E o leão morde forte! Quer o maior lucro possível! 
4.2.3 MÉTODO DO CUSTO MÉDIO (MÓVEL) 
No Custo Médio Móvel, ou Custo Médio Ponderado, o estoque é avaliado 
continuamente através da média dos custos. Ou seja, a cada nova compra uma nova 
média de custo é calculada. 
No exemplo dado, da Cia Beleza, primeiramente teremos que calcular o custo médio 
dos estoques: 
Data Custo Unitário Quantidade Total 
01/12 R$ 10,00 100 R$ 1.000,00 
15/12 R$ 12,00 100 R$ 1.200,00 
Total ? 200 R$ 2.200,00 
 
Se a “Cia Beleza” possui 200 mercadorias ao custo total de R$ 2.200,00, conclui-se 
que o Custo Médio é de R$ 11,00 por unidade. 
Então o CMV é de R$ 1.430,00 (130 un. x R$ 11,00). 
Assim, o Resultado com Mercadorias (RCM) será de: 
RCM = Vendas – CMV = R$ 2.000,00 – R$ 1.430,00 = R$ 570,00 
Veja que o Lucro no Método do Custo Médio (R$ 570,00) ficou entre o calculado no 
método PEPS (R$ 640,00) e UEPS (500,00). 
No entanto, consideramos um ambiente inflacionário, já que as compras unitárias 
do dia 15 (R$ 12,00) foram mais caras que as compras unitárias do dia 01 (R$ 10,00), 
não é? 
Desta forma, é importantíssimo você saber que: 
 
 
 
 
 
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Dica: Tente entender (ou decorar) apenas o ambiente inflacionário, que é o mais 
recorrente em concursos. O ambiente deflacionário terá comportamento oposto. 
No exemplo dado eram apenas duas compras e uma venda. No entanto, uma empresa 
lida diariamente com várias vendas e várias compras. Para facilitar o controle de 
estoques elaboramos uma tabela chamada Ficha Controle de Estoques onde são 
organizadas as compras, as vendas e o saldo. Abaixo segue um modelo. 
FICHA CONTROLE DE ESTOQUES 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 
02 
... 
31 
 
 Na coluna “ENTRADAS” serão registradas as compras de mercadorias de cada período 
(dia 01, por exemplo), discriminando a quantidade, o custo unitário e o total. 
Na coluna “SAÍDAS”, por sua vez, serão registradas as vendas de mercadorias, 
discriminando a quantidade vendida, o custo unitário da venda (e não o preço de 
venda, tenha cuidado!) e o custo total da venda. A coluna “SALDO” resume o novo 
saldo a cada compra ou venda realizada. 
AMBIENTE INFLACIONÁRIO 
EF PEPS EF CUSTO MÉDIO EF UEPS 
LUCRO PEPS LUCRO CUSTO 
 
LUCRO UEPS 
CMV PEPS CMV CUSTO MÉDIO CMV UEPS 
 
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4.2.4 MÉTODO DO CUSTO MÉDIO FIXO 
No Custo Médio Fixo o estoque também é avaliado pelo custo médio, mas seu cálculo 
não é realizado a cada aquisição, conforme acabamos de verificar no Custo Médio 
Móvel. 
Para se chegar ao custo médio devemos considerar todas as entradas do período de 
uma só vez. Ou seja, dividimos o custo total de aquisição pela quantidade de 
mercadorias adquiridas no período. Perceba que neste método o custo das 
mercadorias somente será valorado ao fim do período, após a entidade calcular o custo 
médio das unidades em estoque. 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑴é𝒅𝒊𝒐 𝑼𝒏𝒊𝒕á𝒓𝒊𝒐 =
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒐 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒓𝒂𝒔
𝑼𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝒅𝒐 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 + 𝑼𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝑨𝒅𝒒𝒖𝒊𝒓𝒊𝒅𝒂𝒔
 
O custo das mercadorias vendidas é encontrado pela multiplicação deste custo médio 
pela quantidade de unidades vendidas. Vamos praticar? 
Vamos praticar? 
QUESTÃO 62 
 
(CESPE – ACE – TC-DF – 2014) O saldo do estoque de mercadoria apurado 
pelo método da média ponderada móvel deve ser inferior ao apurado pelo 
método primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS) e superior ao apurado pelo 
método último a entrar, primeiro a sair (UEPS). 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO 
Afirmativa incorreta, pois depende do ambiente econômico (inflacionário ou 
deflacionário). Além disso, não haverá diferença entre os métodos caso o valor de 
aquisição das mercadorias seja constante. Ou seja, neste caso os valores do estoque 
final, do CMV e do Lucro serão exatamente iguais nos três métodos. 
Com isso, incorreta a afirmativa. 
GABARITO: E 
 
 
 
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QUESTÃO 63 
 
(FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) Uma loja vende apenas um 
tipo de cadeira. 
Em 31/12/2014, a loja possuía em seu estoque 20 cadeiras. O estoque total 
estava avaliado em R$ 2.000,00. 
Durante o primeiro trimestre de 2014, foram feitas as seguintes transações: 
 Compra de 50 cadeiras por R$ 120,00 cada. O frete de R$ 100,00 foi pago 
pelo comprador. 
 Venda de 30 cadeiras por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 90,00 foi pago 
pelo comprador. 
 Compra de 20 cadeiras por R$ 125,00 cada. O frete de R$ 50,00 foi pago 
pelo vendedor. 
 Venda de 40 cadeiras por R$ 135,00 cada. O cliente foi buscar as 
cadeiras na loja. 
 Compra de 10 unidades de cadeira por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 
50,00 foi pago pelo comprador. 
Com base nas informações acima, considerando que a empresa utiliza o 
método do custo médio ponderado fixo para avaliar os seus estoques, 
assinale a opçãoque indica o valor do custo das mercadorias vendidas no 
primeiro trimestre de 2014. 
(A) R$ 8.142,86. 
(B) R$ 8.223,81. 
(C) R$ 8.260,00. 
(D) R$ 8.365,00. 
(E) R$ 9.300,00. 
RESOLUÇÃO 
O método do custo médio ponderado fixo faz a baixa dos estoques vendidos ao custo 
médio ao final do mês, de forma distinta do custo médio ponderado móvel, onde a 
cada aquisição há que se calcular um novo valor unitário médio para os estoques. 
Com isso, o custo médio será de: 
 
 96 
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𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑜 =
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠
𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
 
 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑜 =
𝑅$ 2.000,00 + 𝑅$ 6.100,00 + 𝑅$ 2.500,00 + 𝑅$ 1.350,00
20 𝑢𝑛𝑖𝑑. +50 𝑢𝑛𝑖𝑑. +20 𝑢𝑛𝑖𝑑. +10 𝑢𝑛𝑖𝑑
 
 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑴𝒆𝒅𝒊𝒐 = 𝑹$ 𝟏𝟏𝟗, 𝟓𝟎 
Devemos usar o custo médio para mensurar o custo das 70 cadeiras vendidas. Assim: 
𝑪𝑴𝑽 = 70 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 × 𝑅 119,50 = 𝑹$ 𝟖. 𝟑𝟔𝟓, 𝟎𝟎 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 64 
 
(FGV – ISS-Niterói-RJ – 2015) Em 04/01/x1, a Agropecuária Zeta S.A. 
adquiriu 150.000 Kg da Ração Z, por um custo de R$ 1.500.000. Em 
13/01/x1, a companhia adquiriu mais 50.000 Kg, por R$ 560.000. Em 
16/01/x1, a companhia vendeu 120.000 Kg, por R$ 1.800.000. Em 
25/01/x1, foram adquiridos mais 40.000 Kg, por R$ 388.000. Em 30/01/x1, 
a companhia vendeu 70.000 Kg, por R$ 1.065.000. 
Como a companhia não possuía estoques iniciais desse produto, de acordo 
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, o resultado bruto da venda da 
Ração Z durante janeiro de x1 poderá ser apresentado por: 
(A) R$ 905.000 ou R$ 917.000; 
(B) R$ 905.000 ou R$ 922.000; 
(C) R$ 905.000 ou R$ 927.000; 
(D) R$ 917.000 ou R$ 922.000; 
(E) R$ 917.000 ou R$ 927.000. 
RESOLUÇÃO 
 
 97 
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No Brasil admite-se o controle do estoque pelo método PEPS e pelo Custo Médio (que 
pode ser móvel ou fixo). Assim, teremos que calcular o custo das mercadorias vendidas 
pelos três métodos para analisar os respectivos Custos das Mercadorias Vendidas e 
calcular o Resultado Bruto, considerando que a Receita de Vendas é de R$ 
2.865.000,00 (vendas nos dias 16 e 30 de janeiro). 
Vamos iniciar com a ficha controle de estoques pelo método PEPS. 
MÉTODO PEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
04/01 150.000 10,00 1.500.000 - - - 150.000 10,00 1.500.000 
13/01 50.000 11,20 560.000 - - - 
150.000 
50.000 
10,00 
11,20 
1.500.000 
560.000 
16/01 - - - 120.000 10,00 1.200.000 
30.000 
50.000 
10,00 
11,20 
300.000 
560.000 
25/01 40.000 9,70 388.000 - - - 
30.000 
50.000 
40.000 
10,00 
11,20 
9,70 
300.000 
560.000 
388.000 
30/01 - - - 
30.000 
40.000 
10,00 
11,20 
300.000 
448.000 
10.000 
40.000 
11,20 
9,70 
112.000 
388.000 
 CMV = 1.948.000,00 
Considerando que a Receita de Vendas é de R$ 2.865.000,00 (vendas nos dias 16 e 
30 de janeiro) chegamos ao seguinte Resultado Bruto de R$ 917.000,00. 
Vamos calcular o CMV pelo Custo Médio Móvel! 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO MÓVEL 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
04/01 150.000 10,00 1.500.000 - - - 150.000 10,00 1.500.000 
13/01 50.000 11,20 560.000 - - - 200.000 10,30 2.060.000 
16/01 - - - 120.000 10,30 1.236.000 80.000 10, 30 824.000 
25/01 40.000 9,70 388.000 - - - 120.000 10,10 1.212.000 
30/01 - - - 70.000 10,10 707.000 50.000 10,10 505.000 
 CMV = 1.943.000,00 
Com este CMV o Resultado Bruto será de R$ 922.000,00. 
Assim, correta a alternativa D. 
No entanto, a FGV acabou por anular esta questão, pois não fico claro que se o método 
do Custo Médio era móvel ou fixo. 
Vamos calcular o CMV pelo método do Custo Médio Fixo para ver o que acontece. 
Devemos considerar inicialmente todas as compras para achar o custo médio do mês. 
 
 98 
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Após isso basta multiplicar pela quantidade vendida no mês e chegamos no valor do 
CMV. Assim: 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑜 =
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠
𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
 
 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑜 =
1.500.000,00 + 𝑅$ 560.000,00 + 𝑅$ 388.000,00
150.000 𝑢𝑛𝑖𝑑. + 50.000 𝑢𝑛𝑖𝑑. +40.000 𝑢𝑛𝑖𝑑.
 
 
𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝑴𝒆𝒅𝒊𝒐 = 𝑹$ 𝟏𝟎, 𝟐𝟎 
Devemos usar o custo médio para mensurar o custo das 190.000 unidades vendidas. 
Assim: 
𝑪𝑴𝑽 = 190.000 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 × 𝑅 10,20 = 𝑹$ 𝟏. 𝟗𝟑𝟖. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Com isso o Resultado Bruto do período é de R$ 927.000,00. Isso levaria ao candidato 
a assinalar a alternativa E. 
Perceba, portanto, que o aluno poderia ficar em dúvida em relação a qual custo médio 
o examinador está se referindo. 
GABARITO: ANULADA 
 
QUESTÃO 65 
 
(VUNESP – ISS-São José dos Campos – 2015) O estoque inicial da Cia. 
Comercial Estrela do Norte, em outubro de 2014, era constituído de 500 
unidades da mercadoria X, adquiridas ao custo unitário de R$ 100,00 (preço 
líquido de impostos recuperáveis). Durante o mês, ocorreram as seguintes 
movimentações na ficha de estoque dessa mercadoria, dispostas em ordem 
cronológica, sendo que todos os preços já estão líquidos dos impostos 
recuperáveis: 
1) Aquisição de 1.000 unidades, ao preço de R$ 120,00; 
2) Venda de 1.200 unidades, ao preço de R$ 300,00; 
3) Aquisição de 2.000 unidades, ao preço de R$ 125,00; 
 
 99 
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4) Venda de 1.500 unidades, ao preço de R$ 280,00. 
A companhia utiliza o método PEPS para avaliação de seus estoques. O 
estoque final dessa mercadoria no final do mês de outubro de 2014, a ser 
classificado no Ativo Circulante, correspondia, em R$, a 
(A) 96.000,00. 
(B) 80.000,00. 
(C) 100.000,00. 
(D) 115.000,00. 
(E) 126.000,00. 
RESOLUÇÃO 
Como a empresa adota o critério PEPS para avaliação de seus estoques, vamos calcular 
qual é o valor, em unidades, do estoque final! 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 500 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 + 3.000 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 − 2.700 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝟖𝟎𝟎 𝒖𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 
Ora, sabemos que no método PEPS as primeiras mercadorias adquiridas são vendidas. 
Com isso, conclui-se que as mercadorias que permanecem no estoque foram 
adquiridas mais recentemente. 
Conclui-se, portanto, que as 800 unidades em estoque foram compradas por um preço 
unitário de R$ 125,00 (relativo à última compra). Assim: 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 800 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 × 𝑅$ 125,00 = 𝑹$ 𝟏𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 66 
 
(FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) Uma loja, que vende 
vassouras, avalia o seu estoque pelo método PEPS. 
 
 100 
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Em 01/01/2014 havia cinco vassouras no estoque, que estava avaliado em 
R$ 50,00. Na data, a vassoura era vendida por R$ 20,00. 
No mês de janeiro aconteceram os seguintes fatos: 
 Compra de 10 vassouras por R$ 15,00 cada. 
 Venda de 12 vassouras por R$ 18,00 cada. 
 Compra de 15 vassouras a R$ 16,00 cada. 
 Venda de oito vassouras por R$ 15,00 cada. 
 Compra de três vassouras por R$ 22,00 cada. 
 Venda de oito vassouras por R$ 17,00. 
Em 31/01/2014 a vassoura passou a ser vendida a R$ 18,00. 
Assinale a opção que indica o saldo do estoque de vassouras em 
31/01/2014. 
(A) R$ 66,00. 
(B) R$ 86,00. 
(C) R$ 90,00. 
(D) R$ 98,00. 
(E) R$ 102,00. 
RESOLUÇÃO 
Questão interessante da FGV! 
Sabe-se que os estoques devem mensurados pelo valor de custo ou pelo valor 
realizável líquido, dos dois o menor. Vamos, portanto, verificar qual é a quantidade 
de mercadorias em estoque em 31/01/2014. 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐼𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 + 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑎𝑠 − 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 
𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝐹𝑖𝑛𝑎𝑙
= 5 𝑢𝑛𝑖𝑑. +(10 𝑢𝑛𝑖𝑑. +15 𝑢𝑛𝑖𝑑. + 3 𝑢𝑛𝑖𝑑. )
− (12 𝑢𝑛𝑖𝑑. + 8 𝑢𝑛𝑖𝑑. + 8 𝑢𝑛𝑖𝑑. ) 
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝟓 𝒖𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 
Para achar o custo destas mercadorias em estoque basta analisar qual foi o custo das 
últimas compras, afinal o método de avaliação dos estoques é o PEPS (Primeiro que 
 
 101 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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Entra, Primeiro que Sai). A última compra foi de 3 unidades por R$ 22,00 cada. Como 
esta compra não foi suficiente para cobrir as 5 unidades em estoque temos que buscar 
a compra anterior, que foi de 15 unidades a R$ 16,00 cada. 
Com isso, conclui-se que o estoque de 5 unidades possui mercadorias adquiridas nas 
duas últimas compras: 
3 unidades x R$ 22,00 = R$ 66,00 
2 unidades x R$ 16,00 = R$ 32,00 
Zé Curioso: “Professor, então quer dizer que o saldo em estoque em 31/01/2014 é 
de R$ 98,00?” 
Cuidado Zé! O enunciado disse que em 31/01/2014 a vassoura passou a ser vendida 
a R$ 18,00. Este é seu valor realizável líquido! Como os estoques devem ser 
mensurados pelo menor valor entre seu custo e seu valor realizável líquido, há que se 
constituir uma perda por redução ao valor realizável líquido dos estoques adquiridos 
por R$ 22,00. Assim, o valor final do estoque será de: 
3 unidades x R$ 18,00 = R$ 54,00 
2 unidades x R$ 16,00 = R$ 32,00 
TOTAL R$ 86,00 
Veja que as mercadorias adquiridas por um custo menor que o valor realizável líquido 
continuam mensuradas por R$ 16,00. Aquelas adquiridas por valor superior (R$ 22,00) 
estão mensuradas pelo próprio valor realizável líquido. 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 67 
 
(FGV – Contador – SMF Niterói-RJ – 2015) Em 02/01/x1, a Atacadista Iota 
S.A. adquiriu 100.000 unidades do Protetor Solar Y, por um custo unitário 
de R$ 10,00. Em 09/01/x1, a companhia adquiriu mais 30.000 unidades, 
por um custo unitário de R$ 11,30. Em 15/01/x1, a companhia vendeu 
40.000 unidades desse produto, por um preço de R$ 16,00 cada. Em 
23/01/x1, foram adquiridas mais 20.000 unidades, por um custo unitário 
de R$ 9,75. Em 30/01/x1, a companhia vendeu 60.000 unidades, por R$ 
15,50 cada. Como a companhia não possuía estoques iniciais desse produto, 
 
 102 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
a diferença entre os valores pelos quais o custo dos Protetores Solares Y 
vendidos durante janeiro de x1 poderá ser apresentado, de acordo com as 
práticas contábeis adotadas no Brasil, será de: 
(A) R$ 10.000; 
(B) R$ 10.600; 
(C) R$ 13.000; 
(D) R$ 24.000; 
(E) R$ 34.000. 
RESOLUÇÃO 
No Brasil admite-se o controle do estoque pelo método PEPS e pelo Custo Médio. 
Assim, teremos que calcular o custo das mercadorias vendidas pelos dois métodos 
para analisar eventuais diferenças. 
Vou aproveitar para elaborar a ficha controle de estoques pelos métodos PEPS, UEPS 
e Custo Médio! 
MÉTODO PEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
02 100.000 10,00 1.000.000 - - - 100.000 10,00 1.000.000 
09 30.000 11,30 339.000 - - - 
100.000 
30.000 
10,00 
11,30 
1.000.000 
339.000 
15 - - - 40.000 10,00 400.000 
60.000 
30.000 
10,00 
11,30 
600.000 
339.000 
23 20.000 9,75 195.000 - - - 
60.000 
30.000 
20.000 
10,00 
11,30 
9,75 
600.000 
339.000 
195.000 
30 - - - 60.000 10,00 600.000 
30.000 
20.000 
11,30 
9,75 
339.000 
195.000 
 CMV = 1.000.000,00 
 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
02 100.000 10,00 1.000.000 - - - 100.000 10,00 1.000.000 
09 30.000 11,30 339.000 - - - 130.000 10,30 1.339.000 
15 - - - 40.000 10,30 412.000 90.000 10,30 927.000 
23 20.000 9,75 195.000 - - - 110.000 10,20 1.122.000 
30 - - - 60.000 10,20 612.000 50.000 10,20 510.000 
 
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AULA 04 
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 CMV = 1.024.000,00 
Com isso, a diferença apurada no custo das mercadorias vendidas pelos dois métodos 
é de R$ 24.000,00. Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 68 
 
(FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) A Cia. Expec comercializa 
projetores multimídia e, no início do mês de janeiro de 20x4, tinha um 
estoque de 25 unidades ao custo unitário de R$1.100. Durante esse mês 
foram realizadas as seguintes movimentações: 
03/01 – Compra a prazo de seis unidades a R$1.180 cada uma; 
07/01 – Devolução de uma das unidades adquiridas na compra anterior, 
por defeito; 
09/01 – Venda à vista de treze unidades, pelo preço unitário de R$2.150; 
16/01 – Compra à vista de sete unidades pelo valor unitário de R$1.150; 
21/01 – Venda a prazo de dezesseis unidades, pelo preço unitário de 
R$2.100. 
Considerando apenas as informações apresentadas, após os registros no 
controle de estoque durante o mês de janeiro de 20x4 na Cia. Expec, é 
correto afirmar que: 
(A) o custo médio ponderado apresentou o menor custo das mercadorias vendidas; 
(B) o custo da venda do dia 09/01, pelo método UEPS, foi R$14.300; 
(C) pelo método PEPS, o custo da venda do dia 21/01 foi R$ 17.950; 
(D) a devolução da compra do dia 07/01 não afetou o custo médio dos estoques; 
(E) o uso do método UEPS implica menor valor do estoque final de mercadorias. 
RESOLUÇÃO 
Vou aproveitar para elaborar a ficha controle de estoques pelos métodos PEPS, UEPS 
e Custo Médio! 
 
 
 104 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
MÉTODO PEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 25 1.100 27.500 
03 6 1.180 7.080 - - - 
25 
6 
1.100 
1.180 
27.500 
7.080 
07 (1) (1.180) (1.180) - - - 
25 
5 
1.100 
1.180 
27.500 
5.900 
09 - - - 13 1.100,00 14.300,00 
12 
5 
1.100 
1.180 
13.200 
5.900 
16 7 1.150 8.050 - - - 
12 
5 
7 
1.100 
1.180 
1.150 
13.200 
5.900 
8.050 
21 - - - 
12 
4 
1.100 
1.180 
13.200 
4.720 
1 
7 
1.180 
1.150 
1.180 
8.050 
 CMV = 32.220,00 Estoque Final = 9.230,00 
 
MÉTODO UEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 25 1.100 27.500 
03 6 1.180 7.080 - - - 
25 
6 
1.100 
1.180 
27.500 
7.080 
07 (1) (1.180) (1.180) - - - 
25 
5 
1.100 
1.180 
27.500 
5.900 
09 - - - 
8 
5 
1.100 
1.180 
8.800 
5.900 
17 1.100 18.700 
16 7 1.150 8.050 - - - 
17 
7 
1.100 
1.150 
18.700 
8.050 
21 - - - 
9 
7 
1.100 
1.150 
9.900 
8.050 
8 1.100 8.800 
 CMV = 32.650,00 Estoque Final = 8.800,00 
 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 25 1.100 27.500 
03 6 1.180 7.080 - - - 31 1.115,48 34.580 
07 (1) (1.180) (1.180) - - - 30 1.113,33 33.400 
09 - - - 13 1.113,33 14.473,33 17 1.113,33 18.926,67 
16 7 1.150 8.050 - - - 24 1.124,03 26.976,67 
21 - - - 16 1.124,03 17.984,44 9 1.124,03 8.992,22 
 CMV = 32.457,77 Estoque Final = 8.992,22 
Com isso, correta a alternativa E. 
 
 105 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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GABARITO: E 
 
QUESTÃO 69 
 
(FCC – Controle interno – CNMU – 2015) Uma empresa comercializa um 
único produto e apresentava, em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013, 
o saldo de estoque para este produto no valor de R$ 300.000,00, que 
correspondia a 400 unidades disponíveis. 
Durante o mês de janeiro de 2014 a empresa realizou as seguintes 
transações relacionadas com a compra e venda do produto, em ordem 
cronológica: 
Dia Transação 
4 Compra de 200 unidades ao preço unitário de R$ 800,00. 
10 
Obtenção de um abatimento no valor total de R$ 4.000,00 na compra realizada 
no dia 04. 
15 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 830,00. 
18 
Venda de 50% das unidades disponíveis no estoque nesta data pelo preço 
unitário de R$ 900,00. 
31 Pagamento de frete no valor de R$ 4.500,00 da comprarealizada em 04/01. 
 
Sabendo que não há incidência de qualquer tributo na compra e na venda 
das mercadorias, que a empresa adota o Método da Média Ponderada Móvel 
para avaliação dos estoques e utiliza o Sistema de Inventário Permanente 
para controle, o saldo na conta de estoque evidenciado, no Balanço de 
31/01/2014, foi, em reais, 
(A) 271.500,00. 
(B) 269.500,00. 
(C) 274.000,00. 
(D) 276.000,00. 
(E) 271.750,00. 
RESOLUÇÃO 
 
 106 
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Segundo o CPC 16 – Estoques, o custo de aquisição dos estoques compreende o 
preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os 
recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio 
e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e 
serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser 
deduzidos na determinação do custo de aquisição. 
Então o custo dos estoques adquiridos no dia 04/01 é de: 
 Preço de Aquisição R$ 160.000,00 
( + ) Frete R$ 4.500,00 
( – ) Abatimento (R$ 4.000,00) 
( = ) Custo de Aquisição R$ 160.500,00 
A partir disso vamos resolver a questão com o auxílio da Ficha Controle de Estoques. 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01/01 - - - - - - 400 750,00 300.000,00 
04/01 200 802,50 160.500,00 - - - 600 ??? 460.500,00 
15/01 100 830,00 83.000,00 - - -- 700 ??? 543.500,00 
18/01 - - - 350 ??? 271.750,00 350 ??? 271,750,00 
 Estoque Final = 271.750,00 
Obs.: o abatimento, de R$ 4.000,00, e o frete, de R$ 4.500, foram considerados na compra no dia 04/01. 
Perceba que nem tive o trabalho de calcular o valor unitário dos estoques, afinal, não 
era necessário (CMV = 50% x R$ 543.500,00). 
Com isso, correta a alternativa E. 
No entanto, o gabarito definitivo da Fundação Carlos Chagas aponta a alternativa C 
como correta, fato com o qual eu não concordo. A FCC considerou que o frete pago 
dia 31 somente é considerado na coluna “ENTRADAS” a partir desta data. Com isso, a 
venda ocorrida em 18/01 não considera tal valor. Veja como fica a ficha controle de 
estoque neste caso: 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01/01 - - - - - - 400 750,00 300.000,00 
04/01 200 802,50 156.000,00 - - - 600 ??? 456.000,00 
15/01 100 830,00 83.000,00 - - -- 700 ??? 539.000,00 
18/01 - - - 350 ??? 259.500,00 350 ??? 269.500,00 
31/01 4.500 - - - 350 ??? 274.000,00 
 
 107 
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Entendo que esta resolução está totalmente equivocada, afinal, quando as 
mercadorias chegaram ao estabelecimento a entidade já sabia o valor cobrado pelo 
frete, de R$ 4.500,00. O que ocorreu é que o frete não foi pago à vista. Neste sentido, 
o lançamento inicial do custo do estoque deveria compreender tal valor (o que ocorre 
é que a contrapartida será realizada numa conta representativa de uma obrigação, tal 
qual “Fretes a Pagar”). 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 70 
 
(FCC – Analista – TRF – 2016) O saldo em estoque de um determinado 
produto em 30/11/2014 era R$ 600.000,00 e correspondia a 400 unidades 
disponíveis. A empresa comercializa somente este produto e durante o mês 
de dezembro de 2014 realizou, em ordem cronológica, as seguintes 
transações relacionadas com a compra e a venda do produto: 
Dia Transação 
07 Compra de 200 unidades ao preço unitário de R$ 1.600,00. 
12 
Obtenção de um abatimento no valor total de R$ 8.000,00 na compra realizada 
no dia 07. 
18 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 1.660,00. 
21 
Venda de 50% das unidades disponíveis no estoque nesta data pelo preço 
unitário de R$ 1.800,00. 
30 Pagamento de frete no valor de R$ 9.000,00 da compra realizada no dia 18. 
 
Sabendo-se que não há incidência de qualquer tributo na compra e na venda 
deste produto, que a empresa utiliza o critério da média ponderada móvel, 
o saldo da conta de estoque evidenciado no Balanço Patrimonial de 
31/12/2014 foi, em reais, 
(A) 457.000,00. 
(B) 548.000,00. 
(C) 539.000,00. 
(D) 543.000,00. 
(E) 552.000,00. 
 
 108 
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RESOLUÇÃO 
Vamos elaborar a ficha controle de estoques pelo método do custo médio! 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 400 1500,00 600.000,00 
07 200 1.560 312.000,00 - - - 600 1.520,00 912.000,00 
18 100 1.750 175.000,00 - - -- 700 1.552,86 1.087.000,00 
21 - - - 350 1.552,86 543.500,00 350 1.552,86 543.500,00 
 
Veja que neste caso não há alternativa correta! 
O gabarito definitivo da Fundação Carlos Chagas aponta a alternativa B como correta, 
fato com o qual eu não concordo. A FCC considerou que o frete pago dia 30 somente 
é considerado no custo do estoque. Com isso, a venda ocorrida em 18 não considera 
tal valor. Veja como fica a ficha controle de estoque neste caso: 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 400 1500,00 600.000,00 
07 200 1.560 312.000,00 - - - 600 1.520,00 912.000,00 
18 100 1.750 166.000,00 - - -- 700 1.540,00 1.078.000,00 
21 - - - 350 1.540,00 539.000,00 350 1.540,00 539.000,00 
31 9.000 - - - 350 ??? 548.000,00 
 
Novamente entendo que esta resolução está totalmente equivocada, afinal, quando as 
mercadorias chegaram ao estabelecimento a entidade já sabia o valor cobrado pelo 
frete, de R$ 9.000,00. 
Perceba, portanto, que em questões de sistemas de inventários da FCC você 
deve considerar que o frete só passa a integrar o custo do estoque quando 
do seu pagamento! 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 71 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) As transações de compra e venda de 
uma determinada mercadoria realizadas por uma empresa, durante o ano 
de 2013, são apresentadas, em ordem cronológica, no quadro a seguir: 
 
 109 
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Data Transação 
18/02 Compra de 100.000 unidades ao preço unitário de R$ 2,00. 
10/04 
Pagamento de frete pela compra efetuada em 18/02 no valor total de R$ 
20.000,00. 
20/06 Compra de 100.000 unidades ao preço unitário de R$ 2,40. 
30/07 Venda de 100.000 unidades pelo valor total de R$ 60.500,00. 
20/08 
Devolução de 10.000 unidades da compra efetuada em 18/02 por não 
atenderem às especificações. 
18/10 Concessão de um abatimento de R$ 500,00 na venda realizada em 30/07. 
 
Sabendo-se que a empresa não mantinha estoque da mercadoria no início 
do ano de 2013 e que adota o Método da Média Ponderada Móvel para a 
avaliação do estoque, o valor evidenciado para a conta Estoque no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2013 foi, em reais: 
(A) 209.500,00 
(B) 210.000,00 
(C) 220.000,00 
(D) 200.000,00 
(E) 230.000,00 
RESOLUÇÃO 
Vamos resolver a questão com o auxílio da Ficha Controle de Estoques. 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
18/02 100.000 2,20 220.000,00 - - - 100.000 2,20 220.000,00 
20/06 100.000 2,40 240.000,00 - - - 200.000 2,30 460.000,00 
30/07 - - - 100.000 2,30 230.000 100.000 2,30 230.000,00 
18/10 (10.000) 2,00 (20.000) - - - 90.000 2,33 210.000,00 
 Estoque Final = 210.000,00 
Obs.: perceba que o valor do frete, de R$ 20 mil, foi incluído na compra no dia 18/02. 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
 110 
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QUESTÃO 72 
 
(FCC – Auditor – SEFAZ-PI – 2015) Uma empresa comercial realizou, 
durante o ano de 2012, as seguintes transações de compra e venda de 
mercadorias, em ordem cronológica: 
Data Transação 
15/jan Compra de 10.000 unidades ao preço unitário de R$ 5,00. 
10/fev Pagamento de frete pela compra de 15/01 no valortotal de R$ 2.000,00. 
18/mai Compra de 10.000 unidades ao preço unitário de R$ 6,00. 
30/mai Venda de 10.000 unidades pelo valor total de R$ 60.500,00. 
20/jun 
Devolução de 1.000 unidades da compra de 15/01 por apresentarem defeitos 
de fabricação. 
18/set Concessão de um abatimento de R$ 500,00 na venda realizada em 30/05. 
 
A empresa adota o Método da Média Ponderada Móvel para a avaliação do 
estoque e início do ano de 2012 não mantinha estoque de mercadorias. 
Supondo que não há incidência de qualquer tributo na compra e venda das 
mercadorias, o valor evidenciado para a conta Estoque no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2012 e o Resultado Bruto com Vendas apresentado 
na Demonstração do Resultado de 2012 foram, respectivamente, em reais, 
(A) 51.000,00 e 4.000,00 
(B) 50.000,00 e 5.500,00. 
(C) 51.000,00 e 4.500,00. 
(D) 50.000,00 e 5.000,00. 
(E) 50.000,00 e 3.000,00. 
RESOLUÇÃO 
A Fundação Carlos Chagas adora trabalhar com o método do Custo Médio (móvel), 
pois é o que mais dá trabalho para se resolver na unha! Elaborar a Ficha Controle de 
Estoques. 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
15/01 10.000 5,20 52.000,00 - - - 10.000 5,20 52.000,00 
18/05 10.000 6,00 60.000,00 - - - 20.000 5,60 112.000,00 
 
 111 
AULA 04 
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30/05 - - - 10.000 5,60 56.000 10.000 5,60 56.000,00 
20/06 (1.000) 5,00 (5.000) - - - 9.000 5,67 51.000,00 
 CMV = 56.000,00 Estoque Final = 51.000,00 
Obs.: perceba que o valor do frete, de R$ 2 mil, foi incluído na compra no dia 15/01. 
Com isso podemos calcular o Resultado Bruto com Vendas! 
 Receita Bruta de Vendas R$ 60.500,00 
( – ) Abatimento (R$ 500,00) 
( = ) Receita Líquida de Vendas R$ 60.000,00 
( – ) CMV (R$ 56.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 4.000,00 
Assim, correta a alternativa A! 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 73 
 
(FGV – Contador – SEDUC-AM – 2014) Uma entidade vende somente o 
produto w, que é comprado de um único fornecedor. No contrato está 
estabelecido que quando a compra é de menos de 100 unidades, essa 
entidade deve pagar o frete. No entanto, quando a compra é de pelo menos 
100 unidades, o fornecedor fica responsável por pagar o frete. O valor do 
frete é fixo, no valor de R$ 110,00, independente do número de unidades 
compradas. 
Em janeiro de 2014 havia 50 unidades de w no estoque, que era avaliado 
em R$ 500,00. 
Em 07 de janeiro a entidade comprou 80 unidades de w, a R$ 12,00 cada. 
Já em 12 de janeiro, foram compradas 110 unidades, a R$ 15,00 cada. Por 
último, foram compradas 200 unidades, em 20 de janeiro, por R$ 18,00 
cada. 
Durante o mês de janeiro foram realizadas duas vendas, a primeira de 150 
unidades, a R$ 20,00 cada em 15 de janeiro e a segunda de 100 unidades, a 
R$ 23,00 cada em 30 de janeiro. 
 
 112 
AULA 04 
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Considerando que a entidade utiliza o método PEPS para avaliar seus 
estoques e com base nas informações acima, o valor do custo das unidades 
vendidas da mercadoria w, no mês de janeiro de 2014, era de 
(A) R$ 1.669,50. 
(B) R$ 3.290,00. 
(C) R$ 3.400,00. 
(D) R$ 3.515,50. 
(E) R$ 5.300,00. 
RESOLUÇÃO 
Vamos resolver esta questão com o auxílio da Ficha Controle de Estoques! 
MÉTODO PEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 50 10,00 500,00 
07 80 13,375 1.070,00 - - - 
50 
80 
10,00 
13,375 
500,00 
1.070,00 
12 110 15,00 1.650,00 - - - 
50 
80 
110 
10,00 
13,375 
15,00 
500,00 
1.070,00 
1.650,00 
15 - - - 
50 
80 
20 
10,00 
13,375 
15,00 
500,00 
1.070,00 
300,00 
90 15,00 1.350,00 
20 200 18,00 3.600,00 - - - 
90 
200 
15,00 
18,00 
1.350,00 
3.600,00 
30 - - - 
90 
10 
15,00 
18,00 
1.350,00 
180,00 
190 18,00 3.420,00 
 CMV = R$ 3.400,00 
Obs.: Perceba que o frete de R$ 110,00 entrou no custo de aquisição no dia 07 de janeiro, afinal a compra 
menor que 100 unidades e, segundo o enunciado, neste caso o frete é por conta do comprador. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 74 
 
(ESAF – ISS-SP – 2010) A firma Armazém Prá-lá-de-bom Ltda. controla seus 
estoques de forma permanente, com avaliação contábil pelo critério UEPS 
 
 113 
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e, no mês de abril, teve a seguinte movimentação com mercadorias, isentas 
de tributação e negociadas à vista: 
1 / estoque inicial de 35 unidades a R$ 10,00 cada uma; 
2 / entrada de 30 unidades a R$ 15,00 cada uma; 
3 / venda de 40 unidades a R$ 20,00 cada uma; 
4 / entrada de 25 unidades a R$ 18,00 cada uma; e, por último; 
5 / saída de 20 unidades a R$ 20,00 cada uma. 
No fim do período, ao ser computado o estoque, certamente, vamos 
encontrar o seu valor contábil avaliado em: 
a) R$ 300,00. 
b) R$ 340,00. 
c) R$ 454,80. 
d) R$ 500,00. 
e) R$ 525,00. 
RESOLUÇÃO 
Nesta questão a empresa avalia seus estoques pelo método UEPS. Vamos montar a 
ficha controle de estoques. Quando ocorrer uma venda foque nas últimas mercadorias 
que entraram, ok? 
MÉTODO UEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01 - - - - - - 35 10,00 350,00 
02 30 15,00 450,00 - - - 
35 
30 
10,00 
15,00 
350,00 
450,00 
03 - - - 
30 
10 
15,00 
10,00 
450,00 
100,00 
25 10,00 250,00 
04 25 18,00 450,00 - - - 
25 
25 
10,00 
18,00 
250,00 
450,00 
05 - - - 20 18,00 360,00 
25 
5 
10,00 
18,00 
250,00 
90,00 
 
O estoque final é de R$ 340,00 (25 unidades ao custo unitário de R$ 10,00 e 5 unidades 
ao custo unitário de R$ 18,00). 
 
 114 
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GABARITO: B 
 
QUESTÃO 75 
 
(FCC – Auditor Fiscal – SEFAZ-PE – 2014) A empresa Comércio de Bebidas 
Gasosas S.A. mensura seus estoques pelo critério da Média Ponderada 
Móvel e faz o controle pelo Sistema de Inventário Permanente. Durante o 
ano de 2011 realizou, em ordem cronológica, as seguintes transações: 
Data Operação 
02/03/2011 Compra de 500 unidades ao preço unitário de R$ 50,00 
06/04/2011 Venda de 200 unidades ao preço unitário de R$ 70,00 
08/04/2011 
Pagamento de frete correspondente à venda do dia 06/04, no valor total de R$ 
300,00 
21/07/2011 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 49,00 
22/07/2011 
Pagamento de frete correspondente à compra do dia 21/07, no valor total de R$ 
300,00 
21/08/2011 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 48,00 
20/09/2011 Compra de 500 unidades ao preço unitário de R$ 46,00 
25/09/2011 Venda de 600 unidades ao preço unitário de R$ 72,00 
 
Sabendo que a empresa Comercial de Bebidas Gasosas S.A. não apresentava 
estoque inicial, o valor do Custo das Mercadorias Vendidas apurado em 2011 
foi, em reais, 
(A) 38.800,00 
(B) 39.300,00 
(C) 19.200,00 
(D) 57.700,00 
(E) 57.900,00 
RESOLUÇÃO 
Mais uma questão semelhante ao do simulado! Para a resolução desta questão vamos 
lançar mão da Ficha Controle de Estoques! 
MÉTODO DO CUSTO MÉDIO 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
 
 115 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
02/03 - - - - - - 500 50,00 25.000,00 
06/04 - - - 200 50,00 10.000,00 300 50,00 15.000,00 
21/07 100 52,00 5.200,00 - - - 400 50,50 20.200,00 
21/08 100 48,00 4.800,00 - - - 500 50,00 25.000,00 
20/09 500 46,00 23.000,00 - - - 1.000 48,00 48.000,00 
25/09 - - - 600 48,00 28.800,00 400 48,00 19.200,00 
 
Assim, o Custo das Mercadorias Vendidas foi de R$ 38.800,00 (R$ 10.000,00 + R$ 
28.800,00). 
Observação: perceba que o valor do frete sobre as compras, no valor de R$ 300,00, 
faz parte do custo de aquisição do dia 21/07. 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 76 
 
(FCC – Auditor Público Externo – TCE-RS – 2014) A empresa Tabosada S.A. 
possuía em 01/01/2013 um estoque de R$ 160.000,00, o qual era composto 
por 100 unidadesadquiridas por R$ 1.600,00 cada. Durante o ano de 2013, 
a empresa realizou as seguintes operações: 
− Compra a prazo, em 11/04/2013, de 80 unidades no valor total de R$ 
160.000,00. 
− Venda a prazo, em 05/06/2013, de 90 unidades no valor total de R$ 
250.000,00. 
− Compra a prazo, em 09/06/2013, de 50 unidades no valor total de R$ 
90.000,00. 
− Venda a prazo, em 08/08/2013, de 140 unidades no valor total de R$ 
300.000,00. 
Sabendo-se que a empresa avalia seus estoques pelo método PEPS 
(Primeiro que Entra e Primeiro que Sai), o resultado bruto na venda obtido 
pela empresa no ano de 2013 foi, em reais, 
(A) 550.000,00 
(B) 0 (zero) 
(C) 250.000,00 
 
 116 
AULA 04 
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(D) 410.000,00 
(E) 140.000,00 
RESOLUÇÃO 
Para calcularmos o resultado bruto é necessário saber o valor do Custo das 
Mercadorias Vendidas. Para isso vamos elaborar a ficha controle de estoques. 
MÉTODO PEPS 
 ENTRADAS SAÍDAS SALDO 
Data Qtd. $/un Total Qtd. $/un. Total Qtd. $/un Total 
01/01 - - - - - - 100 1.600,00 160.000,00 
11/04 80 2.000,00 160.000,00 - - - 
100 
80 
1.600,00 
2.000,00 
160.000,00 
160.000,00 
05/06 - - - 90 1.600,00 144.000,00 
10 
80 
1.600,00 
2.000,00 
16.000,00 
160.000,00 
06/06 50 1.800,00 90.000,00 - - - 
10 
80 
50 
1.600,00 
2.000,00 
1.800,00 
16.000,00 
160.000,00 
90.000,00 
08/08 - - - 
10 
80 
50 
1.600,00 
2.000,00 
1.800,00 
16.000,00 
160.000,00 
90.000,00 
- - - 
 CMV = 410.000,00 
Enfim vamos calcular o valor do Lucro Bruto! 
 Receita de Vendas R$ 550.000,00 
( – ) CMV (R$ 410.000,00) 
( = ) Lucro Bruto R$ 140.000,00 
GABARITO: E 
Para finalizar a aula de hoje eu gostaria de falar sobre aplicações em instrumentos 
financeiros. 
5 APLICAÇÕES EM INSTRUMENTOS FINANCEIROS 
Instrumentos financeiros são contratos que originam ativos financeiros (caixa, contas 
a receber, ações, debêntures etc) para uma entidade e, em contrapartida, um passivo 
financeiro ou um título de patrimônio líquido (ação, bônus de subscrição etc) para 
outra entidade. 
 
 117 
AULA 04 
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Segundo o artigo 183 da Lei 6.404/76, “as aplicações em instrumentos 
financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, 
classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo serão avaliadas: 
 
a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou 
disponíveis para venda; e 
 
b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme 
disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando 
este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.2 Aplicações Destinadas à Negociação 
Os ativos derivativos destinados à negociação estão sujeitos a duas atualizações, 
sendo que a primeira reflete a atualização do título desde o instante da compra até 
o seu vencimento, pela taxa efetiva de rendimento, tendo como contrapartida o 
resultado do exercício, e a segunda decorrente do ajuste ao valor justo, sendo que 
a diferença entre as duas atualizações será registrada também na conta de resultado 
do exercício. 
Se você não entendeu direito tais conceitos aguarde os exercícios que ficarão claros! 
VALOR JUSTO 
DESTINADAS À NEGOCIAÇÃO 
DISPONÍVEIS PARA VENDA 
CUSTO DE 
AQUISIÇÃO 
DEMAIS APLICAÇÕES 
DIREITOS E TÍTULOS DE 
CRÉDITO 
Aplicações em Instrumentos 
Financeiros; Derivativos; Direitos e 
Títulos de Créditos. 
 
 118 
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4.3 Aplicações Disponíveis para Venda 
O título disponível para venda é avaliado pelo valor justo, estando, também, 
sujeito a duas atualizações. A primeira refere-se à atualização do título ao longo do 
tempo, do instante da compra até seu vencimento, tendo como contrapartida o 
resultado do exercício. A segunda atualização refere-se ao ajuste do título ao valor 
justo, sendo que a diferença entre as duas atualizações será registrada na conta de 
Ajuste de Avaliação Patrimonial (AAP), no patrimônio líquido, que só afetará o 
resultado quando esse título for colocado efetivamente em negociação. 
É importante entender a diferença no tratamento dado entre as duas aplicações: 
 
 
 
 
 
 
 
 
É muito importante que você saiba diferenciar o tratamento dado aos títulos destinados 
à negociação e disponíveis para venda. Se não souber irá errar a questão da FCC! 
Tente se apegar a algum detalhe para lembrar...seja lá o que for. 
Por exemplo, lembre-se que a contrapartida da avaliação a valor justo dos títulos: 
Disponíveis para VendA → Ajuste de Avaliação Patrimonial 
Lembrando-se deste tratamento contábil você saberá por exclusão o tratamento dos 
títulos Destinados a Negociação (resultado do exercício). 
Destinada à 
Negociação 
Resultado do Exercício 
Disponível 
para Venda 
Ajuste de Avaliação 
Patrimonial 
 
 119 
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4.4 Aplicações Mantidas até o Vencimento 
São ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis com 
vencimentos definidos para os quais a entidade tem a intenção positiva e a 
capacidade de manter até o vencimento. 
Para a maioria dos ativos financeiros, o valor justo é uma medida mais apropriada 
do que o custo amortizado. A classificação de mantido até o vencimento é uma 
exceção, mas apenas se a entidade tiver intenção positiva e capacidade de manter o 
investimento até o vencimento. 
Assim, os títulos ”Mantidos até o Vencimento” não devem ser ajustados pelo 
valor justo, a não ser que a perda de valor seja considerada permanente, quando a 
contabilização é realizada como despesa. 
Para finalizar a aula vamos dar uma olhada em algumas questões? Este assunto é de 
grande importância para provas futuras, pois tem sido cobrado com frequência pelas 
bancas! 
QUESTÃO 77 
 
(FGV – ISS-Osasco – 2014) Conforme a Lei nº 6.404/76, e suas alterações 
posteriores, as aplicações financeiras destinadas à negociação ou 
disponíveis para venda devem ser avaliadas pelo: 
(A) valor justo; 
(B) custo histórico; 
(C) valor presente; 
(D) valor corrigido; 
(E) valor bruto. 
RESOLUÇÃO 
Segundo o artigo 183, I, “a” os instrumentos financeiros destinados à negociação 
ou disponíveis para venda devem ser avaliados pelo valor justo. 
Com isso, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
 120 
AULA 04 
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QUESTÃO 78 
 
(CESPE – Analista – ANTAQ – 2014) Os derivativos disponíveis para venda 
classificados no ativo realizável a longo prazo devem ser avaliados pelo 
valor de custo de aquisição e ajustados pelo valor provável de realização 
caso este seja inferior ao valor de custo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO 
Segundo o artigo 183 da Lei n° 6.404/76, as aplicações em instrumentos financeiros, 
inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo 
circulante ou no realizável a longo prazo, serão avaliados pelo valor justo quando 
se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda. 
Assim, a afirmativa está errada. 
GABARITO: E 
 
QUESTÃO 79 
 
(FGV – Analista Judiciário – TJ-RO – 2015) Durante o exercício de 20x1, a 
Ni S.A. adquiriu instrumentos financeiros por R$ 1.000.000 e os designou 
como ativos financeiros disponíveis para venda. Em 31/12/20x1 a Ni S.A. 
ajustou esses instrumentos financeiros ao seu valor justo na data, que era 
de R$ 1.100.000, em contrapartida a seu patrimônio líquido. Sabendo que 
durante 20x2 a Ni S.A. alienou esses instrumentos financeiros por R$ 
1.090.000, e que o CPC 38: Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e 
Mensuração determina que o ganho ou a perda cumulativo anteriormente 
reconhecido com outros resultados abrangentes deve ser reconhecido no 
resultado quando umativo financeiro disponível para venda é 
desreconhecido, os efeitos desta alienação nas demonstrações financeiras 
da Ni S.A. relativas a 20x2, desconsiderando os tributos, serão: 
(A) nulos no resultado líquido do período e de uma perda de R$ 100.000 no resultado 
abrangente do período; 
(B) nulos no resultado líquido do período e de uma perda de R$ 10.000 no resultado 
abrangente do período; 
 
 121 
AULA 04 
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(C) uma perda de R$ 10.000 no resultado líquido e no resultado abrangente do 
período; 
(D) um ganho de R$ 90.000 no resultado líquido do período e uma perda de R$ 
100.000 no resultado abrangente do período; 
(E) um ganho de R$ 90.000 no resultado líquido do período e uma perda de R$ 10.000 
no resultado abrangente do período. 
RESOLUÇÃO 
Sabe-se que os títulos classificados pela entidade como Disponíveis para Venda são 
mensurados pelo seu valor justo. O ajuste a valor justo dos títulos classificados como 
Disponíveis para Venda é realizado diretamente no Patrimônio Líquido, na conta 
Ajustes de Avaliação Patrimonial (AAP). Com isso, no exercício de 20x1 a entidade irá 
reconhecer R$ 100.000,00 (diferença entre o valor justo e o custo) de ajuste a valor 
justo da seguinte forma: 
D – Títulos Disponíveis para Venda R$ 100.000,00 (ANC – Investimentos) 
C – Ajuste a Valor Justo R$ 100.000,00 (AAP) 
Perceba que este ganho, de R$ 100.000,00, é classificado como outros resultados 
abrangentes no período de 20x1. Ou seja, não impacta o resultado do período. 
Posteriormente, verifica-se que o valor justo do título passou para R$ 1.090.000,00. 
Com isso, a entidade deverá realizar o ajuste do valor de seus títulos da seguinte 
forma: 
D – Ajuste a Valor Justo R$ 10.000,00 (AAP) 
C – Títulos Disponíveis para Venda R$ 10.000,00 (ANC – Investimentos) 
Perceba, portanto, que esta perda, de R$ 10.000,00, será classificada em 20x2 como 
outros resultados abrangentes. 
Por fim, resta analisar a baixa os títulos pela venda. Há dois lançamentos a serem 
realizados: um da baixa do título e outro do ajuste de reclassificação dos valores “não 
realizados” integrantes da conta Ajustes de Avaliação Patrimonial para o resultado do 
período. 
Baixa do Título 
D – Caixa R$ 1.090.000,00 (Ativo Circulante) 
C – Títulos Disponíveis para Venda R$ 1.090.000,00 (ANC – Investimentos) 
 
 
 122 
AULA 04 
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Ajuste de Reclassificação 
D – Ajuste a Valor Justo R$ 90.000,00 (AAP) 
D – Ajuste a Valor Justo R$ 90.000,00 (Resultado) 
Com isso, conclui-se as transações ocorridas em 20x2 geraram efeitos de 
reclassificação no valor de R$ 90.000,00, impactando o resultado do período. Por outro 
lado, o resultado abrangente do período será impactado em R$ 10.000,00, referente 
ao ajuste a valor justo do título em momento anterior à sua venda. 
Importante verificar que o ganho (ou perda) referente ao ajuste de reclassificação não 
impacta o resultado abrangente do período, pois já foi considerado em exercício 
anterior, evitando que esse ganho (ou perda) seja reconhecido em duplicidade. 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
QUESTÃO 80 
 
(FGV – ACI – Recife-PE – 2014) Determinada empresa possuía, em 
31/12/2013, instrumentos financeiros avaliados em R$ 200.000,00 e 
classificados como disponíveis para a venda. Na data, foi verificado que o 
valor justo destes era de R$ 180.000,00. 
A variação deve ser reconhecida, contabilmente, como 
(A) ajuste no patrimônio líquido. 
(B) receita financeira. 
(C) receita a apropriar. 
(D) variação monetária. 
(E) despesa. 
RESOLUÇÃO 
Segundo o artigo 183, I, da Lei n° 6.404/76, as aplicações em instrumentos 
financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no 
ativo circulante ou no realizável a longo prazo serão avaliados pelo seu valor justo, 
 
 123 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para 
venda. 
No entanto, vimos que há diferença no reconhecimento da variação entre o valor 
contábil e o valor justo de tais aplicações financeiras. Enquanto que nas aplicações 
“Destinadas à Negociação” será realizada em conta de Resultado de Exercício, 
nas aplicações “Disponíveis para Venda” será registrada na conta de Ajuste de 
Avaliação Patrimonial (AAP), no patrimônio líquido. 
Assim, correta a alternativa A. 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 81 
 
(FCC – Analista – TRF – 2016) Uma empresa aplicou parte de seus recursos, 
no valor total de R$ 360.000,00, em diversos ativos financeiros. As 
aplicações foram realizadas no dia 01/12/2015 e as características de cada 
instrumento financeiro adquirido, bem como a classificação feita pela 
empresa quanto ao objetivo em relação a cada ativo, são apresentadas na 
tabela abaixo. 
Valor Aplicado 
(em reais) 
Data de 
vencimento 
dos títulos 
Classificação pela empresa 
Taxa de 
juros 
Valor Justo em 
31/12/2015 
(em reais) 
60.000,00 31/12/2018 Mantido até o vencimento 2%a.m. 63.000,00 
140.000,00 31/12/2019 Disponível para venda futura 1,6%a.m. 141.400,00 
160.000,00 31/12/2017 Destinados à venda imediata 1,3%a.m. 164.800,00 
 
O valor total que afetou o resultado da empresa em 2015, decorrente das 
três aplicações apresentadas na tabela anterior foi, em reais, 
(A) 1.200,00. 
(B) 8.240,00. 
(C) 7.320,00. 
(D) 9.200,00. 
(E) 5.520,00. 
RESOLUÇÃO 
 
 124 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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Todos os títulos devem ser atualizados pela taxa contratada, de acordo com o 
discriminado na tabela acima. Vamos calcular o valor dos juros apropriados ao 
resultado em 2015, de acordo com o regime da competência. 
Valor Aplicado 
(em reais) 
Classificação pela empresa 
Taxa de 
juros 
Juros 
Apropriado
s 
60.000,00 Mantido até o vencimento 2%a.m. 1.200,00 
140.000,00 Disponível para venda futura 1,6%a.m. 2.240,00 
160.000,00 Destinados à venda imediata 1,3%a.m. 2.080,00 
 
A apropriação destes juros tem como contrapartida os próprios títulos. Assim: 
D – Títulos Mantidos até o Vencimento R$ 1.200,00 (Ativo) 
D – Títulos Disponíveis para Venda R$ 2.240,00 (Ativo) 
D – Títulos Destinados à Negociação R$ 2.080,00 (Ativo) 
C – Juros Ativos R$ 5.520,00 (Ativo) 
Sabemos que os títulos Disponíveis para Venda e Destinados à Negociação 
devem ser mensurados pelo Valor Justo. Com isso, devemos comparar o valor 
atualizado destes títulos com seu valor justo em 3112/2015. 
Classificação 
pela empresa 
Valor Aplicado 
(em reais) 
Juros 
Apropriados 
Valor 
Atualizado 
Valor Justo 
Disponível para 
venda futura 
140.000,00 2.240,00 142.240,00 141.400,00 
Destinados à 
venda imediata 
160.000,00 2.080,00 162.080,00 164.800,00 
 
Portanto, para ambos os títulos há a necessidade de proceder ao Ajuste a Valor Justo 
(o primeiro ajuste será negativo e o outro positivo). É importante você lembrar que a 
contrapartida deste ajuste é diferente em relação aos dois títulos. 
D – Ajuste a Valor Justo R$ 840,00 (Ajuste de Avaliação Patrimonial) 
C – Títulos Disponíveis para Venda R$ 840,00 (Ativo) 
D – Títulos Destinados à Negociação R$ 2.720,00 (Ativo) 
C – Ajuste a Valor Justo R$ 2.720,00 (Resultado) 
Com isso, o valor total que afetou o resultado da empresa em 2015 será de R$ 
8.240,00 (R$ 5.520,00 de Juros Ativos e R$ 2.720,00 de Ajuste a Valor Justo). 
Com isso, correta a alternativa B. 
GABARITO: B 
 
 125 
AULA 04 
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QUESTÃO 82 
 
(FCC – Contador – DPE-SP – 2015) Uma empresa realizou no ano de 2013 
as aplicações financeiras cujas características são apresentadas na tabela 
abaixo. 
Data da 
aplicação 
Valor aplicado 
(R$) 
Taxa de 
juros 
Data de 
vencimento 
Classificação dos títulos pela 
empresa 
01/10/2013 500.000,00 1,0% a.m.01/12/2016 Mantidos até o vencimento 
01/11/2013 400.000,00 0,9% a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata 
01/12/2013 300.000,00 1,3% a.m. 01/12/2018 Destinados para venda futura 
 
Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2013, eram os seguintes: 
Classificação dos títulos pela empresa Valor Justo (R$) 
Mantidos até o vencimento 516.000,00 
Destinados para venda imediata 410.000,00 
Disponível para venda futura 302.000,00 
 
Todas as aplicações remuneram juros compostos por dia corrido. Adotando-
se que os meses são de 30 dias corridos, o valor total que impactou o 
resultado do ano de 2013, correspondente às três aplicações realizadas no 
ano, foi, em reais, 
(A) 28.000,00. 
(B) 26.282,90. 
(C) 27.132,40. 
(D) 27.150,50. 
(E) 29.050,50. 
RESOLUÇÃO 
Primeiramente é importante que você perceba que quando a Fundação Carlos Chagas 
mencionar títulos “Destinados para Venda Imediata” ela está se referindo aos títulos 
“Destinados à Negociação”. 
Vimos que os títulos Destinados à Negociação e os Disponíveis para Venda são 
avaliados pelo valor justo. Além disso, todos os títulos mencionados serão atualizados 
pela taxa de juros demonstrada na primeira tabela do enunciado. Com isso, vamos 
verificar inicialmente qual é o valor atualizado de cada título em 31/12/2013 
(lembrando que estamos trabalhando com juros compostos). 
 
 126 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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Classificação dos títulos pela 
empresa 
Data da 
aplicação 
Valor aplicado 
(R$) 
Taxa de 
juros 
Juros 
Reconhecidos 
(até 31/12/2013) 
Valor do Título 
Atualizado 
Mantidos até o vencimento 01/10/2013 500.000,00 1,0% a.m. R$ 15.150,50 R$ 515.150,50 
Destinados para venda imediata 01/11/2013 400.000,00 0,9% a.m. R$ 7.232,40 R$ 407.232,40 
Destinados para venda futura 01/12/2013 300.000,00 1,3% a.m. R$ 3.900,00 R$ 303.900,00 
 
Zé Curioso: “Professor, não entendi como você calculou os juros reconhecidos no 
período!” 
Zé, isso é matemática financeira pura! Vamos demonstrar como calculei s juros de 
cada título (lembre-se de que cada título possui diferentes datas de aplicações). 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝒎𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒐𝒔 𝒂𝒕é 𝒐 𝒗𝒆𝒏𝒄. = 𝑅$ 500.000,00 × (1,01
3 − 1) = 𝑹$ 𝟏𝟓. 𝟏𝟓𝟎, 𝟓𝟎 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝒅𝒆𝒔𝒕𝒊𝒏𝒂𝒅𝒐𝒔 à 𝒏𝒆𝒈𝒐𝒄𝒊𝒂çã𝒐 = 𝑅$ 400.000,00 × (1,009
2 − 1) = 𝑹$ 𝟕. 𝟐𝟑𝟐, 𝟒𝟎 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝒅𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏í𝒗𝒆𝒊𝒔 𝒑/ 𝒗𝒆𝒏𝒅𝒂. = 𝑅$ 300.000,00 × (1,013 − 1) = 𝑹$ 𝟑. 𝟗𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Importante observar que tais juros serão apropriados ao resultado como Receita 
Financeira, da seguinte forma: 
 D – Títulos Mantidos Até o Vencimento R$ 15.150,50 (Ativo) 
 C – Receita Financeira R$ 15.150,50 (Resultado) 
 D – Títulos Destinados à Negociação R$ 7.232,40 (Ativo) 
 C – Receita Financeira R$ 7.232,40 (Resultado) 
 D – Títulos Disponíveis para Venda R$ 3.900,00 (Ativo) 
 C – Receita Financeira R$ 3.900,00 (Resultado) 
A segunda tabela do enunciado fornece o valor justo dos títulos. Vimos que os títulos 
classificados pela empresa como “Destinados à Negociação” e “Disponíveis para 
Venda” são mensurados pelo valor justo. Assim, basta comparar este valor com o valor 
atualizado destes títulos. 
Classificação dos títulos pela 
empresa 
Valor Justo 
(R$) 
Valor do Título 
Atualizado 
Ajuste a Valor 
Justo 
Destinados para venda imediata 410.000,00 R$ 407.232,40 R$ 2.767,60 
Disponível para venda futura 302.000,00 R$ 303.900,00 (R$ 1.900,00) 
 
Aqui você deve ter muita atenção! A contrapartida do ajuste a valor justo é diferente 
para cada título. Enquanto que o ajuste dos títulos “Destinados à Negociação” é 
apropriado ao Resultado, o ajuste dos títulos “Disponíveis para Venda” é reconhecido 
no Patrimônio Líquido, na conta Ajustes de Avaliação Patrimonial. Assim: 
 
 127 
AULA 04 
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 D – Títulos Destinados à Negociação R$ 2.767,60 (Ativo) 
 C – Ajuste a Valor Justo R$ 2.767,60 (Resultado) 
 D – Ajuste a Valor Justo R$ 1.900,00 (Ajuste de Avaliação Patrimonial) 
 C – Títulos Disponíveis para Venda R$ 1.900,00 (Ativo) 
Enfim, com isso o impacto total sobre o resultado do período será a soma dos juros 
apropriados ao resultado mais o ajuste a valor justo dos títulos destinados à 
negociação. Assim: 
Juros – Títulos Mantidos até o Vencimento R$ 15.150,50 
Juros – Títulos Destinados à Negociação R$ 7.232,40 
Juros – Títulos Disponíveis para Venda R$ 3.900,00 
Ajuste a Valor Justo R$ 2.767,60 
TOTAL R$ 29.050,50 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
Não fiquem assustados com o tamanho da resolução. Com o passar dos exercícios 
iremos resolver de forma mais prática possível. Na verdade este tipo de exercício é 
muito mais fácil de resolver na pratica do que escrevendo sua resolução no papel. 
QUESTÃO 83 
 
(FCC – Analista – TRE-AP – 2015) Uma empresa realizou no dia 01/11/2013 
três aplicações financeiras com as características apresentadas na tabela a 
seguir: 
Valor aplicado 
(R$) 
Taxa de 
juros 
Data de vencimento 
Classificação dos títulos pela 
empresa 
400.000,00 0,9% a.m. 01/12/2016 Disponível para venda futura 
400.000,00 0,8% a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata 
400.000,00 1,0% a.m. 01/12/2018 Mantidos até o vencimento 
 
Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2013, eram os seguintes: 
Classificação dos títulos pela empresa Valor Justo (R$) 
Disponível para venda futura 408.000,00 
Destinados para venda imediata 402.000,00 
Mantidos até o vencimento 404.000,00 
 
Todas as aplicações remuneram juros compostos por dia corrido. Os valores 
em reais que deveriam ter sido evidenciados no Balanço Patrimonial, em 
 
 128 
AULA 04 
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31/12/2013, para os títulos disponíveis para venda futura, os destinados 
para venda imediata e os que serão mantidos até o vencimento são, 
respectivamente, em reais: 
(A) 408.000,00 − 402.000,00 − 404.000,00. 
(B) 407.232,40 − 406.425,60 − 408.040,00. 
(C) 407.232,40 − 406.425,60 − 404.000,00. 
(D) 400.000,00 − 400.000,00 − 408.040,00. 
(E) 408.000,00 − 402.000,00 − 408.040,00. 
RESOLUÇÃO 
Perceba que o foco desta questão é distinto em relação à anterior. O enunciado quer 
saber qual será o valor que os títulos estarão evidenciados no Balanço Patrimonial em 
31/12/2013. Ora, sabemos que os títulos “Disponíveis para Venda” e “Destinados à 
Negociação” são mensurados pelo valor justo. Com isso conclui-se de plano que 
estarão evidenciados por R$ 408.000,00 e R$ 402.000,00, respectivamente (vide 
o valor justo destes títulos na segunda tabela fornecida). 
Apenas com este raciocínio ficamos entre as alternativas A e E. 
Para saber o valor patrimonial dos títulos “Mantidos até o Vencimento” em 31/12/2013 
temos que atualizá-los pela taxa de juros contratada, ou seja, 1% ao mês. Lembre-se 
de que os títulos foram adquiridos em 01/11/2013. 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝒎𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒐𝒔 𝒂𝒕é 𝒐 𝒗𝒆𝒏𝒄. = 𝑅$ 400.000,00 × (1,01
2 − 1) = 𝑹$ 𝟖. 𝟎𝟒𝟎, 𝟎𝟎 
Com isso, em 31/12/2013 os títulos “Mantidos até o Vencimento” estarão 
contabilizados por R$ 408.040,00, o que torna a alternativa E correta. 
GABARITO: E 
Pessoal, perceberam que vocês devem ter foco no questionamento do examinador? 
Se ele pedir o valor dos títulos no Balanço Patrimonial você não precisa calcular os 
juros dos títulos “Disponíveis para Venda” e “Destinados à Negociação”, pois com toda 
certeza estarão avaliados pelo valor justo. 
Por outro lado, se pedir o valor apropriado ao resultado não há outra forma, pois 
teremos que apropriar os juros de todos os títulos ao resultado. Posteriormente ainda 
há que se verificar eventual ajuste a valor justo reconhecido ao resultado (no caso dos 
títulos Destinados à Negociação). 
 
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Enfim, vamos praticar mais questões! 
QUESTÃO 84 
 
(FCC – Analista – TRT-MG – 2015) Em 31/12/X1, a contabilidadeda Cia. 
Montanhas Rochosas faltava realizar os registros contábeis, quando 
necessários, referentes às seguintes transações ocorridas em dezembro de 
X1: 
− A empresa contratou uma aplicação financeira, em 01/12/X1, no valor de 
R$ 100.000,00 com taxa de juros contratuais de 2% ao mês. No final de 
dezembro, o valor justo da aplicação financeira era R$ 103.000,00 e a 
empresa a classificava como mantida até o vencimento. Nenhuma alteração 
havia sido reconhecida no valor desta aplicação financeira no mês de 
dezembro de X1. 
− A empresa realizou o teste de impairment de um ativo intangível com vida 
útil indefinida em 31/12/X1. Nesta data, o valor contábil era R$ 30.000,00, 
o valor justo líquido de despesa de venda R$ 29.000,00 e o valor em uso R$ 
31.000,00. 
− A empresa recebeu dividendos de uma empresa controlada no montante 
de R$ 2.500,00. 
− A empresa pagou antecipadamente, em 31/12/X1, uma assinatura de 
jornal por um período de seis meses no valor de R$ 900,00. 
Com base nestas informações, houve um aumento no lucro referente a 
dezembro de X1, em reais, de 
(A) 2.100,00 
(B) 3.000,00 
(C) 1.000,00 
(D) 4.500,00 
(E) 2.000,00 
RESOLUÇÃO 
Vamos analisar os itens apresentados! 
− A empresa contratou uma aplicação financeira, em 01/12/X1, no valor de R$ 
100.000,00 com taxa de juros contratuais de 2% ao mês. No final de dezembro, o 
 
 130 
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valor justo da aplicação financeira era R$ 103.000,00 e a empresa a classificava 
como mantida até o vencimento. Nenhuma alteração havia sido reconhecida no 
valor desta aplicação financeira no mês de dezembro de X1. 
Se a aplicação é classificada como mantida até o vencimento não há necessidade de 
analisar seu valor justo. No entanto, o título deve ser remunerado à taxa de juros 
contratada, de 2% ao mês. Com isso, o reconhecimento destes juros provocará um 
impacto no resultado de dezembro de R$ 2.000,00 (2% de R$ 100.000,00). 
 
− A empresa realizou o teste de impairment de um ativo intangível com vida útil 
indefinida em 31/12/X1. Nesta data, o valor contábil era R$ 30.000,00, o valor 
justo líquido de despesa de venda R$ 29.000,00 e o valor em uso R$ 31.000,00. 
Percebe-se que o valor recuperável do ativo intangível é de R$ 31.000,00 (maior valor 
entre o valor justo líquido de despesa de venda e seu valor em uso). Como o valor 
contábil é inferior ao valor recuperável, não há necessidade de reconhecimento de 
perda por desvalorização. 
 
− A empresa recebeu dividendos de uma empresa controlada no montante de R$ 
2.500,00. 
O reconhecimento de dividendos de empresas controladas, que são avaliadas pelo 
método de equivalência patrimonial, não impacta o resultado, pois é realizado de 
acordo com o seguinte lançamento: 
 D – Dividendos a Receber (AC) 
 C – Investimentos em Controladas (ANC) 
 
− A empresa pagou antecipadamente, em 31/12/X1, uma assinatura de jornal por 
um período de seis meses no valor de R$ 900,00. 
A assinatura do jornal, em 31/12/X1, não impacta o resultado do período. A despesa 
com tal assinatura será reconhecida nos próximos seis meses, ou seja, quando da 
efetiva entrega dos jornais. Assim, no momento da contratação da assinatura a 
entidade reconhecerá uma despesa antecipada em seu ativo circulante. 
Com isso, o único fato contábil que provoca alteração no resultado da entidade, em 
dezembro de X1, será o reconhecimento dos juros dos títulos mantidos até o 
vencimento. 
Com isso, correta a alternativa E. 
GABARITO: E 
 
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QUESTÃO 85 
 
(FCC – Auditor – TCM-RJ – 2015) A tabela a seguir apresenta as 
características de algumas aplicações financeiras que foram realizadas por 
uma empresa em 31/10/2014: 
Valor aplicado 
(R$) 
Taxa de 
juros 
Data de 
vencimento 
Classificação pela empresa 
2.000.000,00 0,9%a.m. 01/12/2016 Disponível para venda futura 
2.000.000,00 0,8%a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata 
2.000.000,00 1,0%a.m. 01/12/2018 Mantidos até o vencimento 
 
 Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2014, eram os seguintes: 
Classificação pela empresa Valor Justo (R$) 
Disponível para venda futura 2.040.000,00 
Destinados para venda imediata 2.010.000,00 
Mantidos até o vencimento 2.020.000,00 
 
Sabendo que todas as aplicações remuneram juros compostos, os valores 
evidenciados no Balanço Patrimonial de 31/12/2014 para os títulos 
disponíveis para venda futura, para os títulos destinados para venda 
imediata e para os títulos mantidos até o vencimento, foram, 
respectivamente, em reais, 
(A) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.040.200,00. 
(B) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.020.000,00. 
(C) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.040.200,00. 
(D) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.020.000,00. 
(E) 2.000.000,00; 2.000.000,00 e 2.040.200,00. 
RESOLUÇÃO 
Veja que o enunciado quer saber o valor que os títulos estão evidenciados no Balanço 
Patrimonial de 31122014. Sabemos que os títulos disponíveis para venda futura e os 
títulos destinados para venda imediata são mensurados pelo valor justo. Assim, serão 
evidenciados por R$ 2.040.000,00 e R$ 2.010.000,00, respectivamente. Com isso 
ficamos entre as alternativas A e B. 
Os títulos “Mantidos até o Vencimento” são atualizados pela taxa de juros contratada. 
Considerando que os títulos foram adquiridos em 31/10/2014, temos que: 
 
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𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝒎𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒐𝒔 𝒂𝒕é 𝒐 𝒗𝒆𝒏𝒄. = 𝑅$ 2.000.000,00 × (1,01
2 − 1) = 𝑹$ 𝟒𝟎. 𝟐𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Com isso, em 31/12/2014 os títulos “Mantidos até o Vencimento” estarão evidenciados 
por R$ 2.040.200,00, o que torna a alternativa A correta. 
GABARITO: A 
 
QUESTÃO 86 
 
(FCC – ACE – TCE-CE – 2015) Uma empresa apresentava, no dia 
01/12/2013, um excedente de caixa no valor total de R$ 3.000.000,00, e 
decidiu investi-los em ativos financeiros com as seguintes características: 
Classificação pela empresa Valor aplicado (R$) Taxa de juros Data de vencimento 
Destinados para venda imediata 1.500.000,00 1,0%a.m. 01/12/2015 
Mantidos até o vencimento 500.000,00 1,4%a.m. 01/12/2020 
Disponível para venda futura 1.000.000,00 1,2%a.m. 01/12/2018 
 
Na data da elaboração do Balanço Patrimonial de 31/12/2013, a empresa 
identificou que os valores justos para estes ativos eram os seguintes: 
Classificação pela empresa Valor Justo (R$) 
Destinados para venda imediata 1.510.000,00 
Mantidos até o vencimento 509.000,00 
Disponível para venda futura 1.014.000,00 
 
O valor total, a ser evidenciado na Demonstração do Resultado de 2014, 
correspondente às aplicações efetuadas pela empresa nos títulos acima é, 
em reais, 
(A) 7.000,00. 
(B) 32.000,00. 
(C) 33.000,00. 
(D) 29.000,00. 
(E) 31.000,00. 
RESOLUÇÃO 
 
 133 
AULA 04 
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O enunciado pede o valor total a ser evidenciado na DRE em relação aos títulos que a 
empresa possui. 
Sabe-se que todos os títulos serão remunerados a uma determinada taxa de juros 
(que é dada na primeira tabela), e que tal taxa é reconhecida mensalmente no 
resultado do exercício. Sabe-se também que os títulos Destinados a Venda Imediata 
(também chamados de títulos Destinados à Negociação) são mensurados a Valor 
Justo, sendo que o ajuste entre a diferença do valor do título atualizado e seu valor 
justo é reconhecido no resultado. 
Zé Curioso: “Professor, mas você esqueceu que os títulos Disponíveis para Venda 
Futura também devem ser avaliados pelo Valor Justo?” 
Zé, você tem razão. No entanto, não precisamos analisar eventuais ajustes a valor 
justos destes títulos, pois neste caso a contrapartida do ajuste é realizada na conta 
Ajustes de avaliação Patrimonial, ou seja, não impactam o resultado do exercício. 
Assim, vamos primeiramente analisar o impacto dos juros sobre o resultado do 
período. 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝑫𝒆𝒔𝒕𝒊𝒏𝒂𝒅𝒐𝒔à 𝑵𝒆𝒈𝒐𝒄𝒊𝒂çã𝒐 = 𝑅$ 1.500.000,00 × 1,0% = 𝑹$ 𝟏𝟓. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝑴𝒂𝒏𝒕𝒊𝒅𝒐𝒔 𝒂𝒕é 𝒐 𝑽𝒆𝒏𝒄𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 = 𝑅$ 500.000,00 × 1,4% = 𝑹$ 𝟕. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔𝑫𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏í𝒗𝒆𝒍 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 = 𝑅$ 1.000.000,00 × 1,2% = 𝑹$ 𝟏𝟐. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Então veja que apenas considerando os juros temos um impacto na DRE de R$ 
34.000,00. 
Resta analisar o valor atualizado dos títulos Destinado à Negociação com seu valor 
justo. 
Classificação pela empresa Valor aplicado (R$) Juros (R$) Valor Atualizado 
Destinados para venda imediata 1.500.000,00 15.000,00 R$ 1.515.000,00 
 
Veja na segunda tabela fornecida pelo enunciado que o Valor Justo destes títulos é de 
R$ 1.510.000,00. Assim, é necessário o reconhecimento de um Ajuste a Valor Justo 
no valor de R$ 5.000,00, através do seguinte lançamento: 
 D – Despesa com Ajuste a Valor Justo R$ 5.000,00 (Despesa) 
 C – Títulos Destinados à Negociação R$ 5.000,00 (Ativo) 
Com isso, o total evidenciado na DRE será de R$ 29.000,00, dos quais R$ 35.000,00 
referem-se aos juros ativos reconhecidos e R$ 5.000,00 a despesa com ajuste a valor 
 
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AULA 04 
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justo dos títulos Destinados à Negociação (que a FCC costuma chamar de títulos 
destinados para venda imediata). 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 87 
 
(FCC – Julgador – SEFAZ-PE – 2015) Em 01/12/2014, a Cia. Bull & Dog 
adquiriu 8 títulos no mercado financeiro para aplicar suas disponibilidades 
de caixa. O valor pago foi R$ 2.000,00 por título e a Cia. os classificou do 
seguinte modo: 3 títulos como ativo financeiro destinado para negociação 
imediata e 5 títulos como ativo financeiro mantido até o vencimento. 
Sabendo-se que a taxa de juros contratual de todos os títulos era 1% ao 
mês e que o valor justo de cada título, em 31/12/2014, era R$ 2.010,00, a 
Cia. Bull & Dog reconheceu, no mês de dezembro de 2014, receita relativa 
aos 8 títulos no valor, em reais, de 
(A) 110,00. 
(B) 160,00 e ajustes de avaliação patrimonial no valor de 80,00 (saldo devedor). 
(C) 160,00. 
(D) 130,00. 
(E) 80,00. 
RESOLUÇÃO 
Vamos organizar os dados na tabela abaixo. Todos os títulos sofrem a variação pela 
taxa de juros contratada, de 1% ao mês. No entanto, os títulos classificados como 
”Destinados à Negociação” devem ser avaliados a Valor Justo, sendo que a 
contrapartida deste ajuste deve ser realizada no resultado. 
Título Valor 
Juros 
(1%) 
Valor Total 
Ajuste a 
VJ 
Impacto no 
Resultado 
Destinado à Negociação R$ 2.000 R$ 20 R$ 2.020 (R$ 10) R$ 10,00 
Mantido até o Vencimento R$ 2.000 R$ 20 R$ 2.020 - R$ 20,00 
 
Assim, a receita financeira apropriada ao resultado do período será de: 
 Títulos Destinados à Negociação: R$ 10,00 x 3 = R$ 30,00 
 
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AULA 04 
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 Títulos Mantidos até o Vencimento: R$ 20,00 x 5 = R$ 100,00 
Com isso, correta a alternativa D. 
GABARITO: D 
 
QUESTÃO 88 
 
(FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) A Cia. Eta adquiriu, em 
01/07/x2, 10.000 Letras do Tesouro Nacional (LTN), a um custo de 
R$811,62 cada, com vencimento em 01/07/x4, quando o Tesouro Nacional 
pagará R$1.000,00 pelo resgate de cada uma. Esses títulos foram 
designados pela Cia. Eta como ativos financeiros disponíveis para venda. 
Sabendo que a taxa efetiva de juros desses títulos é de 11% a.a., que a 
companhia encerra seus exercícios sociais em 30/06, e que em 30/06/x3 
essas mesmas LTN estavam cotadas a R$910,00 cada, o impacto desses 
títulos no resultado da companhia durante o exercício encerrado em 
30/06/x3 será: 
(A) nulo; 
(B) de uma receita de R$811.620; 
(C) de uma receita de R$892.782; 
(D) de uma receita de R$973.944; 
(E) de uma receita de R$983.800. 
RESOLUÇÃO 
Se a entidade classifica os títulos como “Disponíveis para Venda”, sua mensuração 
será pelo valor justo. No entanto, a contrapartida do ajuste ao valor justo de tais títulos 
não impacta o resultado do exercício, e sim a conta Ajustes de Avaliação Patrimonial. 
Assim, conclui-se que apenas os juros contratados impactarão o resultado do exercício. 
Assim: 
𝑱𝒖𝒓𝒐𝒔 = 11% × (10.000 𝑡í𝑡𝑢𝑙𝑜𝑠 × 𝑅$ 811,62) = 𝑹$ 𝟖𝟗𝟐. 𝟕𝟖𝟐, 𝟎𝟎 
O lançamento contábil destes juros será realizado da seguinte forma: 
 
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AULA 04 
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D – Títulos Disponíveis para Venda R$ 892.782,00 (Ativo) 
C – Receita Financeira R$ 892.782,00 (Patrimônio Líquido) 
GABARITO: C 
Pessoal, por hoje é só! Acredito que aprendemos muitas coisas importantes na aula 
de hoje. Espero que tenham gostado! 
Não se esqueça de resolver novamente todas as questões que você errou! Isso é 
importantíssimo! Qualquer dúvida é só gritar! 
Um grande abraço e até a próxima! 
 Prof. Igor Cintra 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA 04 
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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS 
QUESTÃO 01 
 
(FGV – Técnico – COMPESA – 2014) Assinale a opção que indica, no Balanço 
Patrimonial, exemplos de disponibilidades. 
(A) As contas para pagamentos específicos e as contas especiais de cobrança. 
(B) Os depósitos bancários vinculados à liquidação de empréstimos e a conta corrente. 
(C) Os saldos de contas em bancos em liquidação e os cheques recebidos para depósito 
imediato. 
(D) As contas especiais de cobrança e os depósitos bancários vinculados à liquidação 
de empréstimos. 
(E) As contas para pagamentos específicos e os depósitos bloqueados. 
 
QUESTÃO 02 
 
(FGV – ISS-Recife – 2014) Em 31/12/2013, uma entidade possuía entre 
suas contas os seguintes saldos: 
Caixa: R$ 20.000,00; 
Depósito vinculado para liquidação de contratos de câmbio: R$ 
10.000,00; 
Depósito com restrição de movimentação por força de cláusula contratual 
de financiamento: R$ 15.000,00; 
Numerário em trânsito: R$ 22.000,00. 
Com base nessas informações, o valor da conta Disponibilidades da 
Entidade, em 31/12/2013, era de 
(A) R$ 20.000,00. 
(B) R$ 42.000,00. 
(C) R$ 47.000,00. 
 
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AULA 04 
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(D) R$ 52.000,00. 
(E) R$ 67.000,00. 
 
QUESTÃO 03 
 
(FUNIVERSA – Técnico – SDF – 2015) No que se refere à natureza e ao 
funcionamento da conta de seguros a vencer, assinale a alternativa correta. 
a) É uma conta retificadora de ativo. 
b) Registra a parcela dos seguros pagos antecipadamente. 
c) Pode ter saldo credor ou devedor. 
d) Deve ser utilizada exclusivamente por empresas seguradoras. 
e) Pode ser movimentada livremente a critério do administrador da empresa. 
 
QUESTÃO 04 
 
(IADES – Analista – SEAP-DF – 2014) Assinale a alternativa que classifica 
corretamente o lançamento contábil em que se debitou a conta “prêmio de 
seguros a vencer” e creditou-se a conta “caixa” ou a conta “bancos”. 
a) Fato modificativo aumentativo; lançamento de terceira fórmula. 
b) Fato misto; lançamento de segunda fórmula. 
c) Fato permutativo; lançamento de primeira fórmula. 
d) Fato modificativo diminutivo; lançamento de primeira fórmula. 
e) Fato permutativo; lançamento de segunda fórmula. 
 
QUESTÃO 05 
 
(UFSM – Analista – AOCP – 2014) No final do mês de janeiro/2014 a Cia 
Porche S/A procede a apropriação de 1/12 do Prêmio de Seguro a apropriar. 
 
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AULA 04 
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Assinale a alternativa que apresenta o lançamento que corresponde a essa 
apropriação. 
a) D- Despesas com Prêmio de Seguros. 
 C- Caixa ou banco. 
b) D- Prêmio de Seguro a apropriar. 
C- Despesas com Prêmio de Seguros 
c) D- Despesas com Prêmio de Seguros. 
C- Prêmio de Seguro a apropriar 
d) D- Despesas com Prêmio de Seguros. 
C- Prêmio de Seguros a pagar. 
e) D- Prêmio de Seguro a apropriar. 
C- Prêmio de Seguros a pagar. 
 
QUESTÃO 06 
 
(FCC – ISS-SP – 2007) Uma companhia contratou, em 01.09.2005, um 
segurocontra incêndio para sua fábrica, com prazo de três anos e vigência 
imediata, tendo pago, pela respectiva apólice, a importância de R$ 
115.200,00. Em 31.12.2005, deverá constar no grupo do Ativo Circulante, 
do Balanço Patrimonial da companhia, como despesa do exercício seguinte, 
a importância correspondente a, em R$: 
a) 38.400,00 
b) 32.000,00 
c) 25.600,00 
d) 19.200,00 
e) 12.800,00 
 
QUESTÃO 07 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRF – 2012) A Cia. Presidente Prudente de 
Moraes contratou, em 1° de abril de 2011, uma apólice de seguro contra 
incêndios de seus imóveis, com cobertura para o período de 1° de abril de 
 
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AULA 04 
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2011 a 31 de março de 2013, pagando R$ 120.000,00 a título de prêmio. No 
Balanço Patrimonial encerrado em 31-12-2011, figurou como despesa 
antecipada classificada no Ativo Não Circulante a importância, em R$, de 
a) 15.000,00. 
b) 45.000,00. 
c) 20.000,00. 
d) 120.000,00. 
e) 40.000,00. 
 
QUESTÃO 08 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRF – 2014) A empresa Conceitual contratou e 
pagou, em 31/07/2013, um seguro contra incêndio no valor de R$ 
48.000,00. Esse seguro tem vigência de 01/08/2013 a 31/07/2014. Ao 
elaborar suas demonstrações contábeis, em 30/09/2013, a empresa 
Conceitual apresentou 
a) despesas acumuladas com seguros no valor de R$ 48.000,00, na DRE. 
b) despesas acumuladas com seguros no valor de R$ 8.000,00, na DRE. 
c) despesas acumuladas com seguros no valor de R$ 12.000,00, na DRE. 
d) seguros pagos antecipadamente de R$ 48.000,00, no Balanço Patrimonial. 
e) seguros pagos antecipadamente de R$ 44.000,00, no Balanço Patrimonial. 
 
QUESTÃO 09 
 
(COPS UEL – Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012) A empresa W&K, que adota 
o regime de competência para a contabilização de seus atos e fatos, 
contratou alocação de um imóvel por 18 meses, a partir de 01/07/X1, 
pagando antecipadamente o valor do contrato correspondente a R$ 
18.000,00. 
O contador, no encerramento do exercício social de X1, deve registrar esse 
pagamento da seguinte forma: 
 
 141 
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a) R$ 6.000,00 como Despesa e R$ 12.000,00 como Ativo Circulante. 
b) R$ 9.000,00 como Despesa e R$ 9.000,00 como Ativo Circulante. 
c) R$ 18.000,00 como Despesa. 
d) R$ 6.000,00 como Ativo Circulante e R$ 12.000,00 com Ativo de Longo Prazo. 
e) R$ 18.000,00 como Ativo Circulante. 
 
QUESTÃO 10 
 
(ESAF – ATRFB – 2009) Determinada empresa, cujo exercício social coincide 
com o ano-calendário, pagou a quantia de R$ 1.524,00 de prêmio de seguro 
contra incêndio no dia 30 de setembro de 2007. 
A apólice pertinente a essa transação cobre riscos durante o período de 
primeiro de outubro de 2007 a 30 de setembro de 2008. 
Considerando o princípio da competência de exercícios, o Contador da 
empresa registrou o pagamento dos gastos na conta Seguros a Vencer. 
No balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2007, após as apropriações 
de praxe, o saldo desta conta, "Seguros a Vencer", deverá ser de 
a) R$ 1.260,00. 
b) R$ 381,00. 
c) R$ 1.055,00. 
d) R$ 1.172,20. 
e) R$ 1.143,00. 
 
QUESTÃO 11 
 
(ELETROBRAS – Profissional – BIO-RIO – 2014) A conta SEGUROS A VENCER 
representa: 
a) uma obrigação. 
 
 142 
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b) um direito. 
c) uma despesa. 
d) uma receita. 
e) uma dívida. 
 
QUESTÃO 12 
 
(UFF – Técnico em Contabilidade – COSEAC – 2015) No dia 1° de agosto de 
X1, uma empresa adquiriu uma apólice de seguro anual, com duração até 
31 de julho de X2, no valor de R$ 2.400,00, a ser pago em três parcelas 
iguais, no último dia dos três meses seguintes, sendo a primeira parcela dia 
31 de agosto de X1. Pelo regime de competência, a despesa com o seguro 
deve ser contabilizada como despesa de: 
a) R$ 2.400,00 no mês de agosto de X1. 
b) R$ 800,00 nos meses de agosto, setembro e outubro. 
c) R$ 200,00 a ser contabilizada todo mês, de agosto de X1 até julho de X2. 
d) R$ 2.400,00 no mês de outubro. 
e) R$ 2.400,00 no mês de julho de X2. 
 
QUESTÃO 13 
 
(CESPE – Auditor – TCU – 2015) Situação hipotética: Em 30 de junho de 
2015, o livro diário de determinada empresa registrou a seguinte partida 
dobrada. 
débito despesas com seguros R$ 2.000,00 
crédito prêmios de seguros a apropriar R$ 2.000,00 
 
Assertiva: Nesse caso, as informações se referem a um lançamento de 
ajuste — decorrente da aplicação do princípio da competência — para 
reconhecimento da despesa com o prêmio de seguros, que havia sido pago 
antecipadamente. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 143 
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QUESTÃO 14 
 
(CESPE – Agente da Polícia Federal – 2014) No momento da apropriação 
mensal de um seguro contratado para doze meses, o crédito deverá ser feito 
na conta bancos ou na conta caixa. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
QUESTÃO 15 
 
(FUNDATEC – AFRE – SEFAZ-RS – 2014) A Companhia Industrial Rio Tucuruí 
possui um maquinário avaliado em R$ 240.000,00 e esse maquinário foi 
segurado em 1º de setembro de 2012. A companhia pagou um prêmio 
equivalente a 10% do valor de avaliação das máquinas, com vigência pelo 
prazo de um ano, a partir da assinatura do contrato. A partir desses dados, 
podemos concluir que o saldo da conta Seguros Pagos Antecipadamente, em 
31/dez/2012, é de: 
A) R$ 4.000,00. 
B) R$ 8.000,00. 
C) R$ 16.000,00. 
D) R$ 80.000,00. 
E) R$ 160.000,00. 
 
QUESTÃO 16 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) Considere as seguintes informações: 
− A Cia. Gama produz equipamentos especiais para revenda, cujo prazo de 
produção é 18 meses. 
− A Cia. Beta adquiriu equipamentos para revenda, sendo que o prazo médio 
de estocagem até a venda é de 90 dias. 
− A Cia. Industrial adquiriu equipamentos para utilizá-los em seu processo 
produtivo. 
 
 144 
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− A Cia. Alfa adquiriu o direito de usar a marca da Cia. Gama por 10 anos. 
Os equipamentos no Balanço Patrimonial da Cia. Gama, da Cia. Beta e da 
Cia. Industrial e o direito adquirido no Balanço Patrimonial da Cia. Alfa 
foram classificados, respectivamente, no ativo 
(A) não circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
(B) circulante, não circulante, não circulante e não circulante. 
(C) circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
(D) não circulante, circulante, não circulante e circulante. 
(E) circulante, circulante, não circulante e circulante. 
 
QUESTÃO 17 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) Considere as seguintes informações: 
I. A Cia. Aeroplana S.A. produz aviões especiais, cujo ciclo operacional é 
de 20 meses. 
II. A Cia. Negociante adquiriu 80% das ações da Cia. A com a finalidade 
de assegurar o fornecimento de matéria-prima para seus produtos. 
III. A Cia. Voa Bem adquiriu um avião da Cia. Aeroplana para utilizar na 
prestação de seus serviços. 
IV. A Cia. Lucrativa adquiriu ações da Cia. A com a finalidade de negociá-
las a qualquer momento. 
Os ativos registrados nos itens I a IV devem ser classificados no Balanço 
Patrimonial das empresas Aeroplana S.A., Negociante, Voa Bem e Lucrativa, 
respectivamente, como 
a) circulante, não circulante, não circulante e circulante. 
b) não circulante, circulante, não circulante e não circulante. 
c) não circulante, não circulante, não circulante e circulante. 
d) circulante, circulante, não circulante e circulante. 
e) circulante, não circulante, circulante e circulante. 
 
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QUESTÃO 18 
 
(FCC – APOFP – SEFAZ-SP – 2010) Considere as seguintes situações: 
I. A empresa A adquiriu ações da empresa D com a finalidade de negociá-
las a qualquer momento. 
II. A empresa B é uma indústria e comércio de máquinas especiais, as quais 
são produzidas e vendidas dentro do seu ciclo operacionalde dois anos. 
III. A empresa C adquiriu um terreno para futura instalação de uma fábrica. 
Com base nas informações acima, as ações adquiridas por A, as máquinas 
produzidas por B e o terreno adquirido por C, serão, respectivamente, 
classificados no 
a) circulante, não circulante e não circulante. 
b) circulante, circulante e não circulante. 
c) não circulante, circulante e não circulante. 
d) não circulante, não circulante e não circulante. 
e) circulante, circulante e circulante. 
 
QUESTÃO 19 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) A Cia. Vende a Prazo S.A. apresentava 
em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013 os seguintes saldos relativos às 
suas vendas a prazo: 
− Duplicatas a Receber de Clientes: R$ 500.000,00 
− Estimativa para Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosa (EPCLD): R$ 25.000,00 
Em fevereiro de 2014, a Cia. Vende a Prazo S.A. foi informada de que um 
importante cliente não tinha condições de saldar a sua dívida no valor de R$ 
20.000,00 que foi considerada incobrável. 
Ao reconhecer este evento, a Cia. Vende a Prazo S.A. 
(A) reduziu o saldo de Duplicatas a Receber de Clientes. 
 
 146 
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(B) reduziu o saldo total do Ativo. 
(C) reconheceu uma Perda com Clientes no resultado do período. 
(D) creditou a conta EPCLD e debitou o Resultado do período. 
(E) reduziu o Patrimônio Líquido. 
 
QUESTÃO 20 
 
(UFGD – Analista – AOCP – 2014) Quando uma empresa realiza vendas a 
prazo assume o risco referente a eventuais perdas decorrentes do não 
recebimento dos seus créditos e, para tanto, deve constituir a conta de 
Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD). Assinale a 
alternativa INCORRETA sobre PECLD. 
a) A despesa gerada não é dedutível da base de cálculo do Imposto de Renda, 
tampouco da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
b) Quando é constituída a sua contrapartida é uma despesa que afetará o resultado 
em que for registrada 
c) É um ajuste constituído em respeito ao Princípio da Competência. 
d) Seu saldo reduz pelos débitos e aumenta pelos créditos. 
e) É uma conta de natureza credora que retifica o Ativo Circulante e/ou o Ativo Não 
Circulante (Ativo Realizável a Longo Prazo). 
 
QUESTÃO 21 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRF – 2014) Em 31/12/2012, a empresa Credora 
S.A. possuía R$ 150.000,00 em duplicatas a receber de clientes e uma 
estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa (EPCLD) no valor 
de R$ 7.500,00. Em fevereiro de 2013, o cliente Caloteiro, que devia R$ 
4.000,00, se tornou incobrável. Ao registrar este evento na contabilidade, a 
empresa Credora S.A. 
a) reduziu o total do Ativo. 
b) reconheceu um Passivo. 
 
 147 
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c) reduziu o Patrimônio Líquido. 
d) reduziu o saldo da estimativa (EPCLD). 
e) reconheceu uma Perda com Clientes, no resultado. 
 
QUESTÃO 22 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) Determinada empresa comercial possuía em 
seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2011, R$ 350.000,00 em duplicatas a 
receber e uma estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa 
(EPCLD) no valor de R$ 10.500,00. Em janeiro de 2012, um cliente que devia 
R$ 5.000,00 foi considerado incobrável. Ao reconhecer este evento, a 
empresa debitou 
a) EPCLD e creditou Duplicatas a Receber. 
b) EPCLD e creditou Provisão no passivo. 
c) Despesa com EPCLD e creditou Disponível. 
d) Perdas com Clientes e creditou EPCLD. 
e) Perdas com Clientes e creditou Duplicatas a Receber. 
 
QUESTÃO 23 
 
(FCC – Analista Judiciário – TRE – 2012) A reversão, no exercício corrente, 
de um saldo não utilizado de uma provisão constituída no exercício anterior 
tem como contrapartida uma conta 
a) patrimonial redutora do passivo. 
b) de receita. 
c) patrimonial redutora do ativo. 
d) de despesa diferida. 
e) de despesa. 
 
 
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QUESTÃO 24 
 
(FCC – ACE – TCM-GO – 2015) As contas do Balanço Patrimonial de uma 
empresa, em 31/12/2013, apresentavam os seguintes saldos, em reais: 
Adiantamentos de Clientes 2.000 Estoques 10.000 
Máquinas e Equipamentos 40.000 Reservas de Lucros 3.500 
Veículos 20.000 Impostos a Pagar 2.000 
Fornecedores 6.000 Depreciação Acumulada 8.000 
Capital 70.000 Valores a Receber de Clientes 21.000 
Perdas Estimadas com Clientes 1.500 Caixa e Equivalentes de Caixa 2.000 
Os diversos eventos apresentados a seguir, relacionados com os Valores a 
Receber de Clientes existentes em 31/12/2013, ocorreram durante o ano 
de 2014, nesta ordem: 
− Créditos com clientes no valor total de R$ 2.000,00 foram considerados 
incobráveis pela empresa. 
− Do saldo remanescente da conta Valores a Receber de Clientes, a empresa 
recebeu 90% em 2014 e o restante será recebido em 2015. 
− As vendas a prazo de 2014 que vencerão após 31/12/2014 totalizaram R$ 
20.100,00. 
− A empresa estimou as prováveis Perdas com Clientes aplicando o percentual de 
4% sobre o saldo da conta Valores a Receber de Clientes em 31/12/2014. 
No resultado de 2014, o valor total registrado de despesas relacionadas com 
a não realização de créditos sobre valores a receber de clientes, em reais, 
foi 
(A) 2.804,00. 
(B) 2.304,00. 
(C) 2.880,00. 
(D) 1.380,00. 
(E) 880,00. 
 
 
 
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QUESTÃO 25 
 
(FCC – Auditor Público Externo – TCE-RS – 2014) A empresa Egito & Lima 
S.A. estima as perdas com créditos de liquidação duvidosa com base no 
saldo a receber das vendas realizadas a prazo. Nos últimos cinco anos, o 
percentual aplicado sobre o saldo a receber foi de 8%. 
Os saldos de algumas contas em 31/12/2012 eram os seguintes: 
− Disponível: R$ 20.000,00 
− Clientes: R$ 200.000,00 
− Estimativa de Perdas com Créditos de Liq. Duvidosa (EPCLD): R$ 16.000,00 
− Estoques: R$ 950.000,00 
Durante o exercício de 2013, ocorreram os seguintes eventos: 
− A Dinamarca Ltda. decretou falência e sua dívida de R$ 40.000,00 teve de 
ser considerada incobrável. 
− O valor de R$ 24.000,00 devido por um cliente, que havia sido considerado 
incobrável há mais de três anos, foi recebido durante o ano. 
− Por um grave problema financeiro, a Suécia Ltda. teve de ser considerada 
incobrável. Sua dívida era de R$ 10.000,00. 
− As vendas totais em 2013 foram de R$ 400.000,00, das quais, 20% foram 
realizadas a prazo e o custo das mercadorias vendidas foi de R$ 150.000,00. 
− O saldo remanescente da conta Clientes existente em 31/12/2012 não foi 
recebido durante o ano. 
Após essas operações, o saldo da conta EPCLD no balanço patrimonial de 
2013 será, em reais, 
(A) 18.400,00 
(B) 2.400,00 
(C) 20.320,00 
(D) 52.400,00 
(E) 34.000,00 
 
 
 
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QUESTÃO 26 
 
(FCC – Técnico Judiciário – TRT – 2014) O Balanço Patrimonial de uma 
empresa, em 31/12/2012, apresentava os seguintes valores: 
Nome da conta 
Saldo 
em R$ 
Nome da conta 
Saldo 
em R$ 
Veículos 4.000 Caixa e Equivalentes de Caixa 400 
Fornecedores 1.200 Valores a Receber de Clientes 3.500 
Depreciação Acumulada 1.600 Estoques 2.000 
Máquinas e Equipamentos 8.000 Estimativa de Perdas com Créditos 
de Liquidação Duvidosa 
300 
Adiantamentos de Clientes 400 Impostos a Pagar 400 
Capital 12.000 Reservas de Lucros 2.000 
 
Durante o ano de 2013, ocorreram os seguintes fatos relacionados com os 
Valores a Receber de Clientes existentes em 31/12/2012: 
− Créditos no valor total de R$ 400,00 foram considerados incobráveis pela 
empresa. 
− O saldo que não foi considerado incobrável da conta Valores a Receber de 
Clientes foi integralmente recebido em 2013. 
− As vendas a prazo de 2013 que serão recebidas após 31/12/2013 
totalizaram R$ 4.000,00. 
− A empresa estima as Perdas com Créditos de Liquidação Duvidosaaplicando o percentual de 3% do saldo da conta Valores a Receber de 
Clientes existentes em 31/12/2013. 
O impacto provocado pelas operações de crédito no resultado de 2013 foi, 
em reais, 
(A) 300,00. 
(B) 400,00. 
(C) 120,00. 
(D) 220,00. 
(E) 520,00. 
 
 
 151 
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QUESTÃO 27 
 
(ESAF – Analista Técnico administrativo – MF – 2013) A companhia 
empresária Hélvia & Pélvia Limitada costuma precaver-se de prejuízos no 
recebimento de seus créditos, provisionando as perdas prováveis. Em 2012, 
com créditos a receber no montante de R$ 400.000,00, ela mandou fazer 
provisão de R$ 12.000,00, mas, durante o exercício, contabilizou perdas de 
apenas R$ 7.000,00. Agora, no fim do exercício de 2013, a empresa 
pretende fazer provisão nos mesmos moldes anteriores. Por isto, como tem 
no balanço R$ 300.000,00 a receber, vai contabilizar em 2013 uma despesa 
com devedores duvidosos no valor de 
a) R$ 12.000,00. 
b) R$ 9.000,00. 
c) R$ 7.000,00. 
d) R$ 5.250,00. 
e) R$ 4.000,00. 
 
QUESTÃO 28 
 
(ESAF – Contador – MF – 2012) A firma Pipiripaco S/A, prevendo prováveis 
perdas no recebimento de seus créditos que, no balanço de 2011, eram de 
R$ 85.000,00, mandou fazer provisão de 3% desse valor, mas, durante o 
exercício seguinte, contabilizou perdas de apenas R$ 1.300,00. Em 
dezembro de 2012, pretendendo fazer provisão nos mesmos moldes 
anteriores, para proteger o valor de R$ 100.000,00 que tem a receber, vai 
contabilizar uma despesa com devedores duvidosos no valor de 
a) R$ 3.000,00. 
b) R$ 2.550,00. 
c) R$ 1.750,00. 
d) R$ 1.300,00. 
e) R$ 1.250,00. 
 
 
 152 
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QUESTÃO 29 
 
(ESAF – Analista de Comércio Exterior – MDIC – 2012) A empresa "X", em 
31 de dezembro, tem créditos normais, sem garantias específicas de 
recebimento, no montante de R$ 60.000,00. Deve, portanto, constituir uma 
provisão para risco de crédito. 
No seu livro Razão há um saldo remanescente da Provisão para Devedores 
Duvidosos no valor de R$ 1.000,00. 
A nova provisão deverá ser contabilizada à razão de 3% dos créditos sob 
risco, o que, neste balanço, fará a empresa suportar uma despesa no valor 
de 
a) R$ 770,00. 
b) R$ 800,00. 
c) R$ 1.770,00. 
d) R$ 1.800,00. 
e) R$ 2.800,00. 
 
QUESTÃO 30 
 
(FCC – Analista – TRF – 2016) Um lote de mercadorias foi adquirido do 
exterior para comercialização no Brasil. A compra ocorreu em 15/10/2015 
e o preço pago ao fornecedor no exterior foi R$ 6.000.000,00, sendo que a 
empresa pagou, adicionalmente, os seguintes encargos para dispor das 
mercadorias em condições de venda: 
− R$ 600.000,00 de transporte aéreo para trazer a mercadoria do país de 
origem até o Brasil. 
− R$ 240.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso das 
mercadorias no Brasil. 
− R$ 100.000,00 para transporte da mercadoria do aeroporto até a sede da 
empresa. 
− R$ 150.000,00 correspondente aos seguintes impostos: 
 
 153 
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− R$ 60.000,00 a título de imposto de importação não recuperável. 
− R$ 90.000,00 a título de outros impostos locais que podem ser 
compensados com os impostos incidentes no momento da venda das 
mercadorias. 
Sabe-se que não havia saldo de estoque antes desta compra e que, em 
dezembro de 2015, a empresa vendeu noventa por cento das mercadorias 
que foram importadas. O valor bruto das vendas foi R$ 8.500.000,00 e os 
impostos incidentes sobre estas vendas totalizaram R$ 1.275.000,00. O 
Resultado Bruto com Mercadorias apurado pela empresa no ano de 2015, 
exclusivamente em relação às mercadorias importadas e vendidas, foi, em 
reais, 
(A) 1.015.000,00. 
(B) 3.100.000,00. 
(C) 844.000,00. 
(D) 925.000,00. 
(E) 979.000,00. 
 
QUESTÃO 31 
 
(FCC – Analista – TRE-AP – 2015) Uma empresa comercializa uma 
mercadoria importada e fez a aquisição de um único lote pagando ao 
fornecedor no exterior o valor correspondente a R$ 2.000.000,00. A 
empresa assumiu também os seguintes gastos para dispor da mercadoria 
em condições de venda e pagou: 
− R$ 200.000,00 de frete marítimo para trazer a mercadoria até um porto 
no Brasil. 
− R$ 80.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso da mercadoria 
no país. 
− R$ 20.000,00 de imposto de importação não recuperável. 
− R$ 50.000,00 para transporte da mercadoria do porto até a sede da 
empresa. 
 
 154 
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− R$ 30.000,00 de impostos nacionais que serão compensáveis 
(recuperáveis) com os impostos que incidem no momento da venda. 
Sabe-se que a empresa não tinha saldo de estoque antes desta compra e 
que vendeu oitenta por cento (80%) do lote adquirido pelo valor líquido de 
tributos de R$ 2.500.000,00. O Lucro Bruto apurado pela empresa, 
exclusivamente em relação à parcela do lote vendido, foi, em reais: 
(A) 900.000,00. 
(B) 596.000,00. 
(C) 620.000,00. 
(D) 636.000,00. 
(E) 796.000,00. 
 
QUESTÃO 32 
 
(FCC – Contador – DPE-SP – 2015) Um lote de mercadorias foi adquirido de 
um fornecedor no exterior pelo valor correspondente a R$ 1.000.000,00. 
Adicionalmente a empresa pagou os seguintes valores para ter as 
mercadorias em condições de venda: 
− R$ 125.000,00 de frete, incluindo o transporte marítimo para trazer a 
mercadoria do País de origem e também o transporte local até a empresa. 
− R$ 40.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso das 
mercadorias no País. 
− R$ 25.000,00 de impostos, sendo que deste total o valor de R$ 15.000,00 
corresponde a impostos compensáveis pela empresa na ocasião da venda 
da mercadoria. 
A empresa não tinha saldo de estoque antes desta compra e vendeu oitenta 
por cento (80%) do lote adquirido. O valor contabilizado como Custo das 
Mercadorias Vendidas no momento da venda, exclusivamente em relação à 
parcela deste lote vendida foi, em reais, 
(A) 800.000,00. 
(B) 952.000,00. 
(C) 940.000,00. 
 
 155 
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(D) 932.000,00. 
(E) 852.000,00. 
 
QUESTÃO 33 
 
(FCC – Auditor – TCM-GO – 2015) A Cia. Comerciante S.A. adquiriu 
mercadorias para serem comercializadas e pagou os seguintes valores: 
Fornecedores de Mercadorias: R$ 390.000,00 
Frete para transporte até a empresa: R$ 17.000,00 
Seguro das mercadorias: R$ 7.000,00 
Nos valores pagos estavam incluídos tributos recuperáveis pela empresa no 
valor de R$ 48.000,00 e tributos não recuperáveis no valor de R$ 24.000,00. 
Com base nestas informações, o valor reconhecido como estoque referente 
às mercadorias adquiridas foi, em reais, 
(A) 320.000,00. 
(B) 342.000,00. 
(C) 344.000,00. 
(D) 366.000,00. 
(E) 414.000,00. 
 
QUESTÃO 34 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) Em 30/09/2012, uma empresa adquiriu 
mercadorias para revenda pelo valor de R$ 800.000,00. A empresa ficou 
responsável pela retirada das mercadorias no depósito do fornecedor e 
incorreu em gastos com frete no valor total de R$ 3.000,00 e também em 
gastos no valor de R$ 2.000,00 pela contratação de um seguro contra roubo 
das mercadorias durante o transporte do depósito do fornecedor até o seu 
depósito. 
Sabe-se que, em 20/11/2012, a empresa vendeu 90% do lote de 
mercadorias que havia comprado em 30/09/2012 pelo valor de R$ 
 
 156 
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850.000,00. O valor do Estoque referente a este lote evidenciado no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2012 foi, em reais: 
(A) 85.000,00 
(B) 80.000,00 
(C) 80.300,00 
(D) 80.200,00 
(E) 80.500,00 
 
QUESTÃO 35 
 
(FCC – ACE – TCE-CE – 2015) Um lote de determinada mercadoria foi 
adquirida por R$ 2.000.000,00 à vista. A empresa compradora retirou a 
mercadoria no depósito do fornecedor e gastou R$ 40.000,00 para fazer o 
transporte desta mercadoria até o seu depósito. A compra ocorreu em 
15/05/2014e até 15/11/2014 a empresa vendeu 80% deste lote pelo valor 
de R$ 1.900.000,00. Sabendo-se que não há incidência de qualquer tributo 
na compra e na venda das mercadorias e que a empresa não tinha estoque 
anterior, a Demonstração do Resultado de 2014, em relação exclusivamente 
à compra e à venda das mercadorias descritas, evidenciará Resultado Bruto 
com Vendas no valor de 
(A) R$ 260.000,00. 
(B) R$ 268.000,00. 
(C) R$ 300.000,00. 
(D) R$ 300.000,00 e Despesa com frete no valor de R$ 40.000,00. 
(E) R$ 268.000,00 e Despesa com frete no valor de R$ 40.000,00. 
 
QUESTÃO 36 
 
(FCC – Julgador – SEFAZ-PE – 2015) A empresa Verde & Azul S.A. adquiriu, 
em 01/12/2014, mercadorias para serem revendidas aos seus clientes. As 
mercadorias foram adquiridas à vista por R$ 200.000,00, sendo que neste 
 
 157 
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valor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 30.000,00 e 
tributos não recuperáveis no valor de R$ 23.000,00. Adicionalmente, a 
empresa Verde & Azul S.A. contratou e pagou o valor de R$ 8.000,00 pelo 
transporte destas mercadorias adquiridas até o seu depósito, sendo que 
neste valor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 1.000,00. 
Em 30/12/2014, a empresa Verde & Azul S.A. revendeu todos estes 
produtos por R$ 420.000,00, à vista, e sobre o valor da venda houve 
incidência de impostos no valor de R$ 63.000,00. Com base nestas 
informações, o lucro bruto apurado pela empresa em dezembro de 2014 foi, 
em reais, 
(A) 180.000,00. 
(B) 203.000,00. 
(C) 220.000,00. 
(D) 357.000,00. 
(E) 157.000,00. 
 
QUESTÃO 37 
 
(FCC – Analista – CNMU – 2015) Durante o ano de 2013 uma empresa 
adquiriu mercadorias para revenda no valor total de R$ 600.000,00, 
efetuando o pagamento à vista. No valor total da compra estavam incluídos 
tributos recuperáveis no valor de R$ 90.000,00 e tributos não recuperáveis 
no valor de R$ 69.000,00. A empresa pagou também o valor total de R$ 
24.000,00 pelo transporte destas mercadorias até o seu depósito e neste 
valor estavam incluídos tributos recuperáveis no valor de R$ 3.000,00. A 
empresa vendeu todos estes produtos pelo valor bruto de R$1.260.000,00, 
à vista, e os impostos incidentes sobre a venda totalizaram R$ 189.000,00. 
Sabendo-se que a empresa não tinha estoques no início de 2013, o lucro 
bruto apurado em 2013 foi, em reais, 
(A) 471.000,00. 
(B) 561.000,00. 
(C) 540.000,00. 
(D) 660.000,00. 
(E) 447.000,00. 
 
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QUESTÃO 38 
 
(FCC – Analista – TRT-MG – 2015) Em 01/05/2015, a Cia. Bom Preço, 
empresa comercial, adquiriu um lote de mercadorias pelo valor de R$ 
300.000,00 à vista, sendo que neste valor está incluído ICMS − Imposto 
sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações 
de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação 
− de R$ 54.000,00. Em 15/05/2015, a Cia. Bom Preço vendeu 50% deste 
lote de mercadorias, à vista, pelo valor líquido de tributos de R$ 270.000,00. 
A comissão sobre a venda foi R$ 5.200,00. No dia 18/05/2015, foi concedido 
um abatimento ao cliente no valor de R$ 10.000,00 porque alguns itens 
apresentaram problemas quanto à especificação. Com base nestas 
informações, o lucro bruto que a Cia. Bom Preço apurou com a venda de 
50% do lote de mercadorias foi, em reais, de 
(A) 110.000,00 
(B) 131.800,00 
(C) 137.000,00 
(D) 104.800,00 
(E) 147.000,00 
 
QUESTÃO 39 
 
(ESAF – Inspetor – CVM – 2010) Assinale a opção que não corresponde à 
verdade. 
Entre as definições contidas nas resoluções do Conselho Federal de 
Contabilidade para o correto reconhecimento e mensuração de estoques 
encontramos a seguinte: 
a) Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios 
deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários 
para se concretizar a venda. 
b) Valor justo é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado 
entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com 
ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que 
caracterizem uma transação compulsória. 
 
 159 
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c) O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera realizar 
com a venda do estoque no curso normal dos negócios. 
d) O valor justo reflete a quantia pela qual o mesmo estoque pode ser trocado entre 
compradores e vendedores conhecedores e dispostos a isso. 
e) O valor justo é um valor específico para a entidade, ao passo que o valor realizável 
líquido não é. Por isso, o valor realizável líquido dos estoques pode não ser equivalente 
ao valor justo deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda. 
 
QUESTÃO 40 
 
(CFC – Exame de Suficiência – Bacharelado – 2016) De acordo com a NBC 
TG 16 (R1) – Estoques, julgue os itens quanto à inclusão no custo dos 
estoques e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA. 
I. Despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao 
seu local e condição atuais. 
II. Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e 
serviços aos clientes. 
III. O preço de compra, os impostos de importação e outros tributos não 
recuperáveis. 
IV. Os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente 
atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. 
V. Valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros 
insumos de produção. 
NÃO estão incluídos no custo dos estoques, porém são reconhecidos no 
resultado do período os itens: 
a) II, IV e V, apenas. 
b) II, III e IV, apenas. 
c) I, III e IV, apenas. 
d) I, II e V, apenas. 
 
 
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QUESTÃO 41 
 
(CESPE – Analista – STJ – 2015) Valores anormais de desperdício de 
matéria-prima não são considerados custos de estoques e devem ser 
reconhecidos como despesas do período em que ocorreu o desperdício. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
QUESTÃO 42 
 
(FCC - AFR – SEFAZ-SP – 2013) Considere: 
I. O valor anormal de desperdício de materiais, mão de obra ou outros 
insumos de produção. 
II. Gastos com armazenamento de produtos em fase de processo, 
aguardando próxima etapa. 
III. Despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e 
serviços aos clientes. 
Deve compor os estoques das empresas o que consta em 
a) I, II e III. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I, apenas. 
e) II e III, apenas. 
 
QUESTÃO 43 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) Determinada empresa adquiriu mercadorias 
para revenda, cujo valor total da nota fiscal foi R$ 123.000,00, estando 
incluso neste valor: 
 ICMS: R$ 20.000,00 
 IPI: R$ 12.000,00 
 
 161 
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 Frete: R$ 8.000,00 
 Seguro: R$ 3.000,00 
Sabendo que a empresa é contribuinte do ICMS, mas não contribuinte do 
IPI, o valor das mercadorias adquiridas reconhecido nos estoques foi, em 
reais, 
a) 123.000. 
b) 92.000. 
c) 103.000. 
d) 112.000. 
e) 80.000. 
 
QUESTÃO 44 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2013) A Cia. Generosa efetuou as seguintes 
operações no mês de fevereiro de 2013: 
− Compra de mercadorias a prazo, no valor de R$ 50.000,00, obtendo um 
desconto comercial de 10% no ato da compra. 
− Venda de todas as mercadorias, à vista, por R$ 97.000,00, concedendo 
um desconto comercial de R$ 8.000,00 no ato da venda. 
− Pagamento antecipado de uma duplicata, referente à compra a prazo, 
obtendo um desconto de R$ 3.000,00 sobre o valor da mesma. 
− O comprador das mercadorias vendidas pela Cia. Generosa reclamou que 
houve divergência no tipo de mercadoria entregue, fato que motivou a 
concessão de um abatimento de R$ 4.000,00 sobre o valor da venda, a fim 
de evitar uma devolução de mercadorias.Desconsiderando os impostos incidentes sobre compras e vendas e 
sabendo-se que não havia estoque inicial, o lucro bruto obtido pela Cia. 
Generosa em fevereiro de 2013 foi, em R$, 
a) 37.000,00. 
b) 40.000,00. 
 
 162 
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c) 41.000,00. 
d) 44.000,00. 
e) 45.000,00. 
 
QUESTÃO 45 
 
(FCC – Auditor – TCM-RJ – 2015) Um lote de mercadorias para 
comercialização foi adquirido a prazo em 30/09/2014 pelo valor de R$ 
1.900.000,00, para pagamento em dezembro de 2015. Se a compra fosse 
realizada à vista, o preço de aquisição teria sido R$ 1.200.000,00. No mês 
de outubro de 2014 a empresa realizou a venda de 70% dessas mercadorias 
pelo valor de R$ 1.500.000,00, para recebimento em novembro de 2015. Se 
a venda das mercadorias tivesse sido feita à vista o preço de venda seria R$ 
1.000.000,00. Em 31/12/2014 o valor que a empresa deveria pagar para o 
fornecedor era R$ 1.250.000,00 e o valor que seria cobrado do cliente era 
R$ 1.300.000,00. Nesse caso, a empresa reconheceu, no resultado de 2014, 
Resultado Bruto com Vendas no valor de 
(A) R$ 160.000,00, apenas. 
(B) R$ 170.000,00. 
(C) R$ 660.000,00 e Despesa Financeira = R$ 50.000,00, apenas. 
(D) R$ 160.000,00; Receita Financeira = R$ 300.000,00 e Despesa Financeira = R$ 
50.000,00. 
(E) R$ 330.000,00 (prejuízo) e Receita Financeira = R$ 300.000,00, apenas. 
 
QUESTÃO 46 
 
(FCC – Auditor – SEFAZ-PI – 2015) A Cia. Vende & Recompra adquiriu, em 
30/04/2014, mercadorias para serem comercializadas. Em função de sua 
situação financeira, a Cia. fez essa aquisição a prazo, para pagamento em 
30/06/2016. O valor a ser pago na data do vencimento é R$ 380.000,00, 
mas se a Cia. tivesse adquirido estas mercadorias à vista teria pagado R$ 
330.000,00. Em 20/05/2014, a Cia. Vende & Recompra vendeu 80% dessas 
mercadorias por R$ 820.000,00, para serem recebidos integralmente em 
 
 163 
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15/07/2016. Se o cliente tivesse adquirido as mercadorias à vista teria 
pagado R$ 730.000,00. Com base nestas informações, é correto afirmar que 
o resultado bruto com vendas que a Cia. Vende & Recompra reconheceu, na 
data da venda, foi, em reais, 
(A) 426.000,00. 
(B) 556.000,00. 
(C) 400.000,00. 
(D) 466.000,00. 
(E) 516.000,00. 
 
QUESTÃO 47 
 
(FCC – Analista Judiciário – TRT – 2014) A Empresa Geral de Comércio S.A. 
adquiriu um estoque de mercadorias para revenda no valor de R$ 
300.000,00. A compra foi realizada no dia 30/12/2011, o prazo para 
pagamento concedido pelo fornecedor foi de 210 dias e sabe-se que o preço 
das mercadorias seria R$ 280.000,00 se a compra fosse efetuada com 
pagamento à vista. A Empresa Geral de Comércio S.A. ficou responsável pela 
retirada das mercadorias na fábrica da empresa vendedora e efetuou o 
pagamento do frete no valor de R$ 2.000,00. A empresa possui um estudo 
estatístico confiável e auditado por empresa independente e avalia, por este 
modelo, que as perdas de estoque, em função do seu processo de 
armazenagem e distribuição, representa 1% do valor total adquirido em 
cada compra. Os valores, em reais, apresentados pela empresa nas 
demonstrações contábeis de 2011, relativos às informações anteriores são: 
a) Estoque = 300.000; 
 Passivo = 300.000; 
 Despesa com Frete = 2.000. 
 
b) Estoque = 280.000; 
 Passivo = 300.000; 
 Despesa com Frete = 2.000; 
 Despesa Financeira = 20.000. 
c) Estoque = 277.180; 
 Passivo = 280.000; 
 
 164 
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 Despesa com Frete = 2.000; 
 Despesa com Impairment = 2.820. 
 
d) Estoque = 279.180; 
 Passivo = 280.000; 
 Despesa com Impairment = 2.820. 
 
e) Estoque = 297.000; 
 Passivo = 300.000; 
 Despesa com Frete = 2.000; 
 Despesa com Impairment = 3.000. 
 
QUESTÃO 48 
 
(FCC – Analista de Gestão – SABESP – 2014) Uma empresa adquiriu um 
estoque de Mercadorias por R$ 850.000, pagando à vista. Em 31/10/2012 
efetuou a venda de metade desse estoque pelo valor de R$ 1.000.000 para 
ser recebido em 2014. Na data da venda o valor presente do valor da venda 
era R$ 890.000 e em 31/12/2012 este valor presente passou a ser de R$ 
910.000. De acordo com a regulamentação vigente, o efeito total no 
resultado da empresa em 2012, relacionado com a venda efetuada foi, em 
Reais, 
a) Resultado Bruto com Mercadorias = 575.000. 
b) Resultado Bruto com Mercadorias = 465.000 e Receita Financeira = 20.000. 
c) Resultado Bruto com Mercadorias = 485.000 e Receita Financeira = 20.000. 
d) Resultado Bruto com Mercadorias = 465.000 e Receita Financeira = 90.000. 
e) Resultado Bruto com Mercadorias = 485.000 e Receita Financeira = 90.000. 
 
QUESTÃO 49 
 
(FCC – Analista – TRE-AP – 2015) No dia 01/12/2013 a empresa Comércio 
de Bugigangas S.A. realizou as seguintes vendas de mercadorias: 
− Venda para receber a longo prazo no valor nominal de R$ 394.435,53. 
− Venda à vista: R$ 400.000,00. 
 
 165 
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Se a empresa tivesse realizado somente vendas à vista, o valor total das 
vendas seria R$ 750.000,00. 
Sabendo-se que a empresa utilizava a taxa de juros de 0,8% ao mês para 
as vendas a prazo, a Comércio de Bugigangas S.A. reconheceu na 
Demonstração do Resultado de 2013, especificamente com relação às 
vendas efetuadas em 01/12/2013, Receita de Vendas igual a 
(A) R$ 794.435,53, apenas. 
(B) R$ 750.000,00 e Receita Financeira = R$ 2.800,00. 
(C) R$ 750.000,00 e Receita Financeira = R$ 6.000,00. 
(D) R$ 750.000,00, apenas. 
(E) R$ 400.000,00 e Receita Financeira = R$ 44.435,53. 
 
QUESTÃO 50 
 
(FUNDATEC – Contador – CAGE-RS – 2014) De acordo com a Lei n° 
6.404/76, com redação dada pelas Leis n° 11.638/07 e n° 11.941/09, 
estabelece que, no balanço patrimonial, os elementos do ativo serão 
avaliados pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à 
negociação ou disponíveis para venda. Segundo a mesma legislação, o valor 
justo dos bens destinados à venda é 
A) o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado de livre 
concorrência. 
B) o preço líquido de realização, mediante venda no mercado, deduzidos os impostos 
e demais despesas necessárias para a venda e a margem de lucro. 
C) o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros fora da localidade da 
empresa, livre de custos de frete e impostos. 
D) o preço líquido de realização, mediante venda no mercado, deduzidos os impostos 
e demais despesas necessárias para a venda, dentro de um mercado de livre 
concorrência. 
E) o preço líquido pelo qual possam ser alienados no mercado de eficiência forte, com 
a participação de vários clientes. 
 
 166 
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QUESTÃO 51 
 
(FCC – Analista Judiciário – TRF – 2011) Em relação ao tratamento dos 
estoques, é correto afirmar que: 
a) todos os tipos de estoques, independentemente da forma ou uso, quando 
evidenciados no balanço, devem estar mensurados pelo valor realizável líquido. 
b) aos custos dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de 
bens ou serviços, produzidos e segregados para projetos específicos, devem ser 
atribuídos valores pelo método Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS). 
c) a prática de reduzir o valor de custo dos estoques (write down) para o valor 
realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser 
escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com 
a sua venda ou uso. 
d) o custo dos estoques de prestador de serviços deve incluir as margens de lucro e 
os gastos gerais não atribuíveis que são frequentemente incluídos nos preços cobrados 
pelos prestadores de serviços. 
e) o custo de aquisição dos estoques, em conformidade com o estabelecido nas 
normas contábeis atuais, compreende o preço de compra, os impostos de importação, 
os tributos,recuperáveis ou não, demais gastos atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, os materiais e serviços, os descontos comerciais, os abatimentos e outros 
itens semelhantes inerentes ao processo de realização. 
 
QUESTÃO 52 
 
(FEMPERJ – Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012) A Cia. Tribunal 
Mendes SA realizou seu inventário periódico de mercadorias para o 
encerramento do exercício. O levantamento realizado é relativamente 
simples, haja vista que a empresa comercializa apenas 3 tipos de produto: 
GilFlex, GilPlus e GilMax. Para fins de mensuração dessas mercadorias, 
elaborou paralelamente o seguinte quadro de informações: 
 Produto Custo Preço de Venda Gastos com Venda 
GilFlex 500,00 700,00 210,00 
GilPlus 200,00 250,00 40,00 
GilMax 900,00 800,00 100,00 
 
 167 
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Com base nessas informações, e sabendo que para cada produto havia uma 
unidade disponível, o saldo final da conta estoques deverá estar avaliada no 
Balanço Patrimonial por: 
a) 1.600; 
b) 1.500; 
c) 1.410; 
d) 1.400; 
e) 1.390. 
 
QUESTÃO 53 
 
(FUNDATEC – Contador – CEEE-RS – 2010) Uma empresa comercial adquiriu 
mercadorias para revenda ao preço de R$ 320.000,00. Sobre essas 
mercadorias, há incidência de ICMS de 12% e de IPI de 10%. Depois disso, 
a empresa comprou outras mercadorias para revender, ao preço de R$ 
180.000,00, isentas de IPI e com alíquota de ICMS de 18%, sendo que esses 
tributos foram destacados corretamente nas notas fiscais das duas 
compras. Considerando que a empresa não goza de nenhum regime especial 
de tributação, conclui-se que o valor incorporado a sua conta de estoque de 
mercadorias foi de R$ 
A) 429.200,00. 
B) 461.200,00. 
C) 500.000,00. 
D) 532.000,00. 
E) 602.800,00. 
 
QUESTÃO 54 
 
(ESAF – ATRFB – 2012) Considere uma operação de compra de materiais 
para revender, constante de 300 unidades ao preço unitário de R$ 600,00, 
com incidência de ICMS a 12% e de IPI a 8%. 
 
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Se a operação for realizada a prazo, vai gerar uma dívida, com fornecedores, 
no valor de 
a) R$ 172.800,00. 
b) R$ 180.000,00. 
c) R$ 194.400,00. 
d) R$ 201.600,00. 
e) R$ 216.000,00. 
 
QUESTÃO 55 
 
(ESAF – ATA – Ministério da Fazenda – 2013) O Empório das Telhas Ltda. 
adquiriu uma partida de mercadorias constante de 3 milheiros, pagando à 
vista R$ 900,00 mais R$ 27,00 de IPI; sobre essa compra houve também 
incidência de ICMS a base de 18%. Quando o Empório vendeu dois terços 
dessa mercadoria, com ICMS no mesmo percentual, apurou um custo de 
vendas no valor de 
a) R$ 618,00. 
b) R$ 600,00. 
c) R$ 510,00. 
d) R$ 492,00. 
e) R$ 474,00 
 
QUESTÃO 56 
 
(ESAF – AFRFB – 2012) Nas operações de mercadorias, o valor dos gastos 
com transportes, quando estes são feitos sob a responsabilidade do 
comprador, 
a) aumentam o valor das mercadorias compradas. 
b) são registrados a débito de uma conta de despesa. 
 
 169 
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c) diminuem o valor dos estoques de mercadorias. 
d) não geram efeitos no custo das mercadorias vendidas quando estes são realizados. 
e) não afetam o valor dos estoques de mercadorias. 
 
QUESTÃO 57 
 
(FGV – Contador – DPE-MT – 2015) Em 31/12/2014 uma empresa 
apresentava os seguintes saldos: 
Vendas de Produtos: R$ 70.000,00; ICMS sobre vendas: 13.000; ICMS a 
recuperar R$ 6.000,00; Devoluções e abatimentos sobre vendas: R$ 8.000; 
COFINS sobre vendas: R$ 2.000,00; Contribuição social: 15.000. 
Considerando apenas esses fatos, o valor das vendas líquidas na 
Demonstração do Resultado do Exercício da empresa, em 31/12/2014, era 
de 
(A) R$ 38.000,00. 
(B) R$ 47.000,00. 
(C) R$ 49.000,00. 
(D) R$ 53.000,00. 
(E) R$ 62.000,00. 
 
QUESTÃO 58 
 
(FGV – ISS-Cuiabá – 2014) Em dezembro de 2008, uma empresa vendeu 
mercadorias por R$ 600.000 para recebimento em 90 dias. Na data da 
negociação, foi estabelecido um desconto comercial de 10% da venda e um 
desconto adicional de 5% caso o cliente pagasse na data acordada. O cliente 
costuma pagar no prazo correto, sendo muito provável que receba o 
desconto adicional. 
A empresa paga a seus vendedores comissão de 20% das vendas. Além 
disso, o custo da mercadoria vendida foi de R$ 200.000. 
 
 170 
AULA 04 
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Considerando que a empresa é isenta do pagamento do PIS e do COFINS, e 
que a alíquota incidente do ICMS é de 18%, a receita líquida, em 
31/12/2008, foi de 
(A) R$ 242.800,00. 
(B) R$ 418.200,00. 
(C) R$ 432.000,00. 
(D) R$ 442.800,00. 
(E) R$ 492.000,00. 
 
QUESTÃO 59 
 
(FUNDATEC – AFRE – SEFAZ-RS – 2014) A Vale D´ouro S.A. apresentou as 
seguintes informações contábeis: 
 Estoques de mercadorias para revenda em 31/dez/2013 de R$ 
25.000,00. 
 Estoques de mercadorias para revenda em 31/dez/2014 de R$ 
45.000,00. 
 Receita Operacional Líquida no exercício social de 2014 de R$ 
90.000,00. 
 Lucro Bruto no exercício social de 2014 de R$ 45.000,00. 
A partir desses dados, é possível afirmar que: 
A) As compras foram de R$ 5.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 45.000,00. 
B) As compras foram de R$ 56.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 45.000,00. 
C) As compras foram de R$ 65.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 54.000,00. 
D) As compras foram de R$ 65.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 45.000,00. 
 
 171 
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E) As compras foram de R$ 65.000,00 e o Custo das Mercadorias Vendidas do ano de 
2014 foi de R$ 53.000,00. 
 
QUESTÃO 60 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2009) Dos livros de uma empresa, foram retirados 
as contas e seus respectivos saldos: 
Conta Saldos (R$) 
Estoque inicial de 2008 1.200.000,00 
Estoque final de 2008 800.000,00 
Custo das Mercadorias Vendidas de 2008 1.400.000,00 
Custo das Mercadorias Vendidas de 2009 1.050.000,00 
Compras de 2009 300.000,00 
 
O valor das compras de 2008 é, em R$, 
a) 1.200.000,00 
b) 1.000.000,00 
c) 500.000,00 
d) 300.000,00 
e) 200.000,00 
 
QUESTÃO 61 
 
(FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2009) Em relação à questão anterior, o valor do 
estoque final em 2009 é, em R$, 
a) 1.000.000,00 
b) 800.000,00 
c) 500.000,00 
d) 150.000,00 
e) 50.000,00 
 
 172 
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QUESTÃO 62 
 
(CESPE – ACE – TC-DF – 2014) O saldo do estoque de mercadoria apurado 
pelo método da média ponderada móvel deve ser inferior ao apurado pelo 
método primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS) e superior ao apurado pelo 
método último a entrar, primeiro a sair (UEPS). 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
QUESTÃO 63 
 
(FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) Uma loja vende apenas um 
tipo de cadeira. 
Em 31/12/2014, a loja possuía em seu estoque 20 cadeiras. O estoque total 
estava avaliado em R$ 2.000,00. 
Durante o primeiro trimestre de 2014, foram feitas as seguintes transações: 
 Compra de 50 cadeiras por R$ 120,00 cada. O frete de R$ 100,00 foi pago 
pelo comprador. 
 Venda de 30 cadeiras por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 90,00 foi pago 
pelo comprador. 
 Compra de 20 cadeiras por R$ 125,00 cada. O frete de R$ 50,00 foi pago 
pelo vendedor. 
 Venda de 40 cadeiras por R$ 135,00 cada. O cliente foi buscar as 
cadeiras na loja. 
 Compra de 10 unidades de cadeira por R$ 130,00 cada. O frete de R$ 
50,00 foi pago pelo comprador. 
Com base nas informações acima, considerando que a empresa utiliza o 
método do custo médio ponderado fixo para avaliar os seus estoques, 
assinale a opção que indica o valor do custo das mercadorias vendidas no 
primeiro trimestre de 2014. 
(A) R$ 8.142,86. 
(B) R$ 8.223,81. 
(C) R$ 8.260,00. 
 
 173 
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(D) R$ 8.365,00. 
(E) R$ 9.300,00. 
 
QUESTÃO 64 
 
(FGV – ISS-Niterói-RJ – 2015) Em 04/01/x1, a Agropecuária Zeta S.A. 
adquiriu 150.000 Kg da Ração Z, por um custo de R$ 1.500.000. Em 
13/01/x1, a companhia adquiriu mais 50.000 Kg, por R$ 560.000. Em 
16/01/x1, a companhia vendeu 120.000 Kg, por R$ 1.800.000. Em 
25/01/x1, foram adquiridos mais 40.000 Kg, por R$ 388.000. Em 30/01/x1, 
a companhia vendeu 70.000 Kg, por R$ 1.065.000. 
Como a companhia não possuía estoques iniciais desse produto, de acordo 
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, o resultado bruto da venda da 
Ração Z durante janeiro de x1 poderá ser apresentado por: 
(A) R$ 905.000 ou R$ 917.000; 
(B) R$ 905.000 ou R$ 922.000; 
(C) R$ 905.000 ou R$ 927.000; 
(D) R$ 917.000 ou R$ 922.000; 
(E) R$ 917.000 ou R$ 927.000. 
 
QUESTÃO 65 
 
(VUNESP – ISS-São José dos Campos – 2015) O estoque inicial da Cia. 
Comercial Estrela do Norte, em outubro de 2014, era constituído de 500 
unidades da mercadoria X, adquiridas ao custo unitário de R$ 100,00 (preço 
líquido de impostos recuperáveis). Durante o mês, ocorreram as seguintes 
movimentações na ficha de estoque dessa mercadoria, dispostas em ordem 
cronológica, sendo que todos os preços já estão líquidos dos impostos 
recuperáveis: 
1) Aquisição de 1.000 unidades, ao preço de R$ 120,00; 
2) Venda de 1.200 unidades, ao preço de R$ 300,00; 
 
 174 
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3) Aquisição de 2.000 unidades, ao preço de R$ 125,00; 
4) Venda de 1.500 unidades, ao preço de R$ 280,00. 
A companhia utiliza o método PEPS para avaliação de seus estoques. O 
estoque final dessa mercadoria no final do mês de outubro de 2014, a ser 
classificado no Ativo Circulante, correspondia, em R$, a 
(A) 96.000,00. 
(B) 80.000,00. 
(C) 100.000,00. 
(D) 115.000,00. 
(E) 126.000,00. 
 
QUESTÃO 66 
 
(FGV – Técnico Contábil – Cuiabá-MT – 2015) Uma loja, que vende 
vassouras, avalia o seu estoque pelo método PEPS. 
Em 01/01/2014 havia cinco vassouras no estoque, que estava avaliado em 
R$ 50,00. Na data, a vassoura era vendida por R$ 20,00. 
No mês de janeiro aconteceram os seguintes fatos: 
 Compra de 10 vassouras por R$ 15,00 cada. 
 Venda de 12 vassouras por R$ 18,00 cada. 
 Compra de 15 vassouras a R$ 16,00 cada. 
 Venda de oito vassouras por R$ 15,00 cada. 
 Compra de três vassouras por R$ 22,00 cada. 
 Venda de oito vassouras por R$ 17,00. 
Em 31/01/2014 a vassoura passou a ser vendida a R$ 18,00. 
Assinale a opção que indica o saldo do estoque de vassouras em 
31/01/2014. 
(A) R$ 66,00. 
(B) R$ 86,00. 
 
 175 
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(C) R$ 90,00. 
(D) R$ 98,00. 
(E) R$ 102,00. 
 
QUESTÃO 67 
 
(FGV – Contador – SMF Niterói-RJ – 2015) Em 02/01/x1, a Atacadista Iota 
S.A. adquiriu 100.000 unidades do Protetor Solar Y, por um custo unitário 
de R$ 10,00. Em 09/01/x1, a companhia adquiriu mais 30.000 unidades, 
por um custo unitário de R$ 11,30. Em 15/01/x1, a companhia vendeu 
40.000 unidades desse produto, por um preço de R$ 16,00 cada. Em 
23/01/x1, foram adquiridas mais 20.000 unidades, por um custo unitário 
de R$ 9,75. Em 30/01/x1, a companhia vendeu 60.000 unidades, por R$ 
15,50 cada. Como a companhia não possuía estoques iniciais desse produto, 
a diferença entre os valores pelos quais o custo dos Protetores Solares Y 
vendidos durante janeiro de x1 poderá ser apresentado, de acordo com as 
práticas contábeis adotadas no Brasil, será de: 
(A) R$ 10.000; 
(B) R$ 10.600; 
(C) R$ 13.000; 
(D) R$ 24.000; 
(E) R$ 34.000. 
 
QUESTÃO 68 
 
(FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) A Cia. Expec comercializa 
projetores multimídia e, no início do mês de janeiro de 20x4, tinha um 
estoque de 25 unidades ao custo unitário de R$1.100. Durante esse mês 
foram realizadas as seguintes movimentações: 
03/01 – Compra a prazo de seis unidades a R$1.180 cada uma; 
07/01 – Devolução de uma das unidades adquiridas na compra anterior, 
por defeito; 
 
 176 
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09/01 – Venda à vista de treze unidades, pelo preço unitário de R$2.150; 
16/01 – Compra à vista de sete unidades pelo valor unitário de R$1.150; 
21/01 – Venda a prazo de dezesseis unidades, pelo preço unitário de 
R$2.100. 
Considerando apenas as informações apresentadas, após os registros no 
controle de estoque durante o mês de janeiro de 20x4 na Cia. Expec, é 
correto afirmar que: 
(A) o custo médio ponderado apresentou o menor custo das mercadorias vendidas; 
(B) o custo da venda do dia 09/01, pelo método UEPS, foi R$14.300; 
(C) pelo método PEPS, o custo da venda do dia 21/01 foi R$ 17.950; 
(D) a devolução da compra do dia 07/01 não afetou o custo médio dos estoques; 
(E) o uso do método UEPS implica menor valor do estoque final de mercadorias. 
 
QUESTÃO 69 
 
(FCC – Controle interno – CNMU – 2015) Uma empresa comercializa um 
único produto e apresentava, em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013, 
o saldo de estoque para este produto no valor de R$ 300.000,00, que 
correspondia a 400 unidades disponíveis. 
Durante o mês de janeiro de 2014 a empresa realizou as seguintes 
transações relacionadas com a compra e venda do produto, em ordem 
cronológica: 
Dia Transação 
4 Compra de 200 unidades ao preço unitário de R$ 800,00. 
10 
Obtenção de um abatimento no valor total de R$ 4.000,00 na compra realizada 
no dia 04. 
15 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 830,00. 
18 
Venda de 50% das unidades disponíveis no estoque nesta data pelo preço 
unitário de R$ 900,00. 
31 Pagamento de frete no valor de R$ 4.500,00 da compra realizada em 04/01. 
 
Sabendo que não há incidência de qualquer tributo na compra e na venda 
das mercadorias, que a empresa adota o Método da Média Ponderada Móvel 
 
 177 
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para avaliação dos estoques e utiliza o Sistema de Inventário Permanente 
para controle, o saldo na conta de estoque evidenciado, no Balanço de 
31/01/2014, foi, em reais, 
(A) 271.500,00. 
(B) 269.500,00. 
(C) 274.000,00. 
(D) 276.000,00. 
(E) 271.750,00. 
 
QUESTÃO 70 
 
(FCC – Analista – TRF – 2016) O saldo em estoque de um determinado 
produto em 30/11/2014 era R$ 600.000,00 e correspondia a 400 unidades 
disponíveis. A empresa comercializa somente este produto e durante o mês 
de dezembro de 2014 realizou, em ordem cronológica, as seguintes 
transações relacionadas com a compra e a venda do produto: 
Dia Transação 
07 Compra de 200 unidades ao preço unitário de R$ 1.600,00. 
12 
Obtenção de um abatimento no valor total de R$ 8.000,00 na compra realizada 
no dia 07. 
18 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 1.660,00. 
21 
Venda de 50% das unidades disponíveis no estoque nesta data pelo preço 
unitário de R$ 1.800,00. 
30 Pagamento de frete no valor de R$ 9.000,00 da compra realizada no dia 18. 
 
Sabendo-se que não há incidência de qualquer tributo na compra e na venda 
deste produto, que a empresa utiliza o critério da média ponderada móvel, 
o saldo da conta de estoque evidenciado no Balanço Patrimonial de 
31/12/2014 foi, em reais, 
(A) 457.000,00. 
(B) 548.000,00. 
(C) 539.000,00. 
(D) 543.000,00. 
 
 178 
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(E) 552.000,00. 
 
QUESTÃO 71 
 
(FCC – Analista – SEFAZ-PI – 2015) As transações de compra e venda de 
uma determinada mercadoria realizadas por uma empresa, durante o ano 
de 2013, são apresentadas, em ordem cronológica, no quadro a seguir: 
Data Transação 
18/02 Compra de 100.000 unidades ao preço unitário de R$ 2,00. 
10/04 
Pagamento de frete pela compra efetuada em 18/02 no valor total de R$ 
20.000,00. 
20/06 Compra de 100.000 unidades ao preço unitário de R$ 2,40. 
30/07 Venda de 100.000 unidades pelo valor total deR$ 60.500,00. 
20/08 
Devolução de 10.000 unidades da compra efetuada em 18/02 por não 
atenderem às especificações. 
18/10 Concessão de um abatimento de R$ 500,00 na venda realizada em 30/07. 
 
Sabendo-se que a empresa não mantinha estoque da mercadoria no início 
do ano de 2013 e que adota o Método da Média Ponderada Móvel para a 
avaliação do estoque, o valor evidenciado para a conta Estoque no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2013 foi, em reais: 
(A) 209.500,00 
(B) 210.000,00 
(C) 220.000,00 
(D) 200.000,00 
(E) 230.000,00 
 
QUESTÃO 72 
 
(FCC – Auditor – SEFAZ-PI – 2015) Uma empresa comercial realizou, 
durante o ano de 2012, as seguintes transações de compra e venda de 
mercadorias, em ordem cronológica: 
 
 179 
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Data Transação 
15/jan Compra de 10.000 unidades ao preço unitário de R$ 5,00. 
10/fev Pagamento de frete pela compra de 15/01 no valor total de R$ 2.000,00. 
18/mai Compra de 10.000 unidades ao preço unitário de R$ 6,00. 
30/mai Venda de 10.000 unidades pelo valor total de R$ 60.500,00. 
20/jun 
Devolução de 1.000 unidades da compra de 15/01 por apresentarem defeitos 
de fabricação. 
18/set Concessão de um abatimento de R$ 500,00 na venda realizada em 30/05. 
 
A empresa adota o Método da Média Ponderada Móvel para a avaliação do 
estoque e início do ano de 2012 não mantinha estoque de mercadorias. 
Supondo que não há incidência de qualquer tributo na compra e venda das 
mercadorias, o valor evidenciado para a conta Estoque no Balanço 
Patrimonial de 31/12/2012 e o Resultado Bruto com Vendas apresentado 
na Demonstração do Resultado de 2012 foram, respectivamente, em reais, 
(A) 51.000,00 e 4.000,00 
(B) 50.000,00 e 5.500,00. 
(C) 51.000,00 e 4.500,00. 
(D) 50.000,00 e 5.000,00. 
(E) 50.000,00 e 3.000,00. 
 
QUESTÃO 73 
 
(FGV – Contador – SEDUC-AM – 2014) Uma entidade vende somente o 
produto w, que é comprado de um único fornecedor. No contrato está 
estabelecido que quando a compra é de menos de 100 unidades, essa 
entidade deve pagar o frete. No entanto, quando a compra é de pelo menos 
100 unidades, o fornecedor fica responsável por pagar o frete. O valor do 
frete é fixo, no valor de R$ 110,00, independente do número de unidades 
compradas. 
Em janeiro de 2014 havia 50 unidades de w no estoque, que era avaliado 
em R$ 500,00. 
Em 07 de janeiro a entidade comprou 80 unidades de w, a R$ 12,00 cada. 
Já em 12 de janeiro, foram compradas 110 unidades, a R$ 15,00 cada. Por 
 
 180 
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último, foram compradas 200 unidades, em 20 de janeiro, por R$ 18,00 
cada. 
Durante o mês de janeiro foram realizadas duas vendas, a primeira de 150 
unidades, a R$ 20,00 cada em 15 de janeiro e a segunda de 100 unidades, a 
R$ 23,00 cada em 30 de janeiro. 
Considerando que a entidade utiliza o método PEPS para avaliar seus 
estoques e com base nas informações acima, o valor do custo das unidades 
vendidas da mercadoria w, no mês de janeiro de 2014, era de 
(A) R$ 1.669,50. 
(B) R$ 3.290,00. 
(C) R$ 3.400,00. 
(D) R$ 3.515,50. 
(E) R$ 5.300,00. 
 
QUESTÃO 74 
 
(ESAF – ISS-SP – 2010) A firma Armazém Prá-lá-de-bom Ltda. controla seus 
estoques de forma permanente, com avaliação contábil pelo critério UEPS 
e, no mês de abril, teve a seguinte movimentação com mercadorias, isentas 
de tributação e negociadas à vista: 
1 / estoque inicial de 35 unidades a R$ 10,00 cada uma; 
2 / entrada de 30 unidades a R$ 15,00 cada uma; 
3 / venda de 40 unidades a R$ 20,00 cada uma; 
4 / entrada de 25 unidades a R$ 18,00 cada uma; e, por último; 
5 / saída de 20 unidades a R$ 20,00 cada uma. 
No fim do período, ao ser computado o estoque, certamente, vamos 
encontrar o seu valor contábil avaliado em: 
a) R$ 300,00. 
b) R$ 340,00. 
 
 181 
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c) R$ 454,80. 
d) R$ 500,00. 
e) R$ 525,00. 
 
QUESTÃO 75 
 
(FCC – Auditor Fiscal – SEFAZ-PE – 2014) A empresa Comércio de Bebidas 
Gasosas S.A. mensura seus estoques pelo critério da Média Ponderada 
Móvel e faz o controle pelo Sistema de Inventário Permanente. Durante o 
ano de 2011 realizou, em ordem cronológica, as seguintes transações: 
Data Operação 
02/03/2011 Compra de 500 unidades ao preço unitário de R$ 50,00 
06/04/2011 Venda de 200 unidades ao preço unitário de R$ 70,00 
08/04/2011 
Pagamento de frete correspondente à venda do dia 06/04, no valor total de R$ 
300,00 
21/07/2011 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 49,00 
22/07/2011 
Pagamento de frete correspondente à compra do dia 21/07, no valor total de R$ 
300,00 
21/08/2011 Compra de 100 unidades ao preço unitário de R$ 48,00 
20/09/2011 Compra de 500 unidades ao preço unitário de R$ 46,00 
25/09/2011 Venda de 600 unidades ao preço unitário de R$ 72,00 
 
Sabendo que a empresa Comercial de Bebidas Gasosas S.A. não apresentava 
estoque inicial, o valor do Custo das Mercadorias Vendidas apurado em 2011 
foi, em reais, 
(A) 38.800,00 
(B) 39.300,00 
(C) 19.200,00 
(D) 57.700,00 
(E) 57.900,00 
 
 
 
 182 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
QUESTÃO 76 
 
(FCC – Auditor Público Externo – TCE-RS – 2014) A empresa Tabosada S.A. 
possuía em 01/01/2013 um estoque de R$ 160.000,00, o qual era composto 
por 100 unidades adquiridas por R$ 1.600,00 cada. Durante o ano de 2013, 
a empresa realizou as seguintes operações: 
− Compra a prazo, em 11/04/2013, de 80 unidades no valor total de R$ 
160.000,00. 
− Venda a prazo, em 05/06/2013, de 90 unidades no valor total de R$ 
250.000,00. 
− Compra a prazo, em 09/06/2013, de 50 unidades no valor total de R$ 
90.000,00. 
− Venda a prazo, em 08/08/2013, de 140 unidades no valor total de R$ 
300.000,00. 
Sabendo-se que a empresa avalia seus estoques pelo método PEPS 
(Primeiro que Entra e Primeiro que Sai), o resultado bruto na venda obtido 
pela empresa no ano de 2013 foi, em reais, 
(A) 550.000,00 
(B) 0 (zero) 
(C) 250.000,00 
(D) 410.000,00 
(E) 140.000,00 
 
QUESTÃO 77 
 
(FGV – ISS-Osasco – 2014) Conforme a Lei nº 6.404/76, e suas alterações 
posteriores, as aplicações financeiras destinadas à negociação ou 
disponíveis para venda devem ser avaliadas pelo: 
(A) valor justo; 
(B) custo histórico; 
 
 183 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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(C) valor presente; 
(D) valor corrigido; 
(E) valor bruto. 
 
QUESTÃO 78 
 
(CESPE – Analista – ANTAQ – 2014) Os derivativos disponíveis para venda 
classificados no ativo realizável a longo prazo devem ser avaliados pelo 
valor de custo de aquisição e ajustados pelo valor provável de realização 
caso este seja inferior ao valor de custo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
QUESTÃO 79 
 
(FGV – Analista Judiciário – TJ-RO – 2015) Durante o exercício de 20x1, a 
Ni S.A. adquiriu instrumentos financeiros por R$ 1.000.000 e os designou 
como ativos financeiros disponíveis para venda. Em 31/12/20x1 a Ni S.A. 
ajustou esses instrumentos financeiros ao seu valor justo na data, que era 
de R$ 1.100.000, em contrapartida a seu patrimônio líquido. Sabendo que 
durante 20x2 a Ni S.A. alienou esses instrumentos financeiros por R$ 
1.090.000, e que o CPC 38: Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e 
Mensuração determina que o ganho ou a perda cumulativo anteriormente 
reconhecido com outros resultados abrangentes deve ser reconhecido no 
resultado quando um ativo financeiro disponível para venda é 
desreconhecido, os efeitos desta alienação nas demonstrações financeiras 
da Ni S.A. relativas a 20x2, desconsiderando os tributos, serão: 
(A) nulos no resultado líquido do período e de uma perda de R$ 100.000 no resultado 
abrangente do período; 
(B) nulos no resultado líquido do período e de uma perda de R$ 10.000 no resultado 
abrangente do período; 
(C) uma perda de R$ 10.000 no resultado líquido e no resultado abrangentedo 
período; 
 
 184 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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(D) um ganho de R$ 90.000 no resultado líquido do período e uma perda de R$ 
100.000 no resultado abrangente do período; 
(E) um ganho de R$ 90.000 no resultado líquido do período e uma perda de R$ 10.000 
no resultado abrangente do período. 
 
QUESTÃO 80 
 
(FGV – ACI – Recife-PE – 2014) Determinada empresa possuía, em 
31/12/2013, instrumentos financeiros avaliados em R$ 200.000,00 e 
classificados como disponíveis para a venda. Na data, foi verificado que o 
valor justo destes era de R$ 180.000,00. 
A variação deve ser reconhecida, contabilmente, como 
(A) ajuste no patrimônio líquido. 
(B) receita financeira. 
(C) receita a apropriar. 
(D) variação monetária. 
(E) despesa. 
 
QUESTÃO 81 
 
(FCC – Analista – TRF – 2016) Uma empresa aplicou parte de seus recursos, 
no valor total de R$ 360.000,00, em diversos ativos financeiros. As 
aplicações foram realizadas no dia 01/12/2015 e as características de cada 
instrumento financeiro adquirido, bem como a classificação feita pela 
empresa quanto ao objetivo em relação a cada ativo, são apresentadas na 
tabela abaixo. 
Valor Aplicado 
(em reais) 
Data de 
vencimento 
dos títulos 
Classificação pela empresa 
Taxa de 
juros 
Valor Justo em 
31/12/2015 
(em reais) 
60.000,00 31/12/2018 Mantido até o vencimento 2%a.m. 63.000,00 
140.000,00 31/12/2019 Disponível para venda futura 1,6%a.m. 141.400,00 
160.000,00 31/12/2017 Destinados à venda imediata 1,3%a.m. 164.800,00 
 
 
 185 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
O valor total que afetou o resultado da empresa em 2015, decorrente das 
três aplicações apresentadas na tabela anterior foi, em reais, 
(A) 1.200,00. 
(B) 8.240,00. 
(C) 7.320,00. 
(D) 9.200,00. 
(E) 5.520,00. 
 
QUESTÃO 82 
 
(FCC – Contador – DPE-SP – 2015) Uma empresa realizou no ano de 2013 
as aplicações financeiras cujas características são apresentadas na tabela 
abaixo. 
Data da 
aplicação 
Valor aplicado 
(R$) 
Taxa de 
juros 
Data de 
vencimento 
Classificação dos títulos pela 
empresa 
01/10/2013 500.000,00 1,0% a.m. 01/12/2016 Mantidos até o vencimento 
01/11/2013 400.000,00 0,9% a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata 
01/12/2013 300.000,00 1,3% a.m. 01/12/2018 Destinados para venda futura 
 
Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2013, eram os seguintes: 
Classificação dos títulos pela empresa Valor Justo (R$) 
Mantidos até o vencimento 516.000,00 
Destinados para venda imediata 410.000,00 
Disponível para venda futura 302.000,00 
 
Todas as aplicações remuneram juros compostos por dia corrido. Adotando-
se que os meses são de 30 dias corridos, o valor total que impactou o 
resultado do ano de 2013, correspondente às três aplicações realizadas no 
ano, foi, em reais, 
(A) 28.000,00. 
(B) 26.282,90. 
(C) 27.132,40. 
(D) 27.150,50. 
(E) 29.050,50. 
 
 186 
AULA 04 
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QUESTÃO 83 
 
(FCC – Analista – TRE-AP – 2015) Uma empresa realizou no dia 01/11/2013 
três aplicações financeiras com as características apresentadas na tabela a 
seguir: 
Valor aplicado 
(R$) 
Taxa de 
juros 
Data de vencimento 
Classificação dos títulos pela 
empresa 
400.000,00 0,9% a.m. 01/12/2016 Disponível para venda futura 
400.000,00 0,8% a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata 
400.000,00 1,0% a.m. 01/12/2018 Mantidos até o vencimento 
 
Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2013, eram os seguintes: 
Classificação dos títulos pela empresa Valor Justo (R$) 
Disponível para venda futura 408.000,00 
Destinados para venda imediata 402.000,00 
Mantidos até o vencimento 404.000,00 
 
Todas as aplicações remuneram juros compostos por dia corrido. Os valores 
em reais que deveriam ter sido evidenciados no Balanço Patrimonial, em 
31/12/2013, para os títulos disponíveis para venda futura, os destinados 
para venda imediata e os que serão mantidos até o vencimento são, 
respectivamente, em reais: 
(A) 408.000,00 − 402.000,00 − 404.000,00. 
(B) 407.232,40 − 406.425,60 − 408.040,00. 
(C) 407.232,40 − 406.425,60 − 404.000,00. 
(D) 400.000,00 − 400.000,00 − 408.040,00. 
(E) 408.000,00 − 402.000,00 − 408.040,00. 
 
QUESTÃO 84 
 
(FCC – Analista – TRT-MG – 2015) Em 31/12/X1, a contabilidade da Cia. 
Montanhas Rochosas faltava realizar os registros contábeis, quando 
necessários, referentes às seguintes transações ocorridas em dezembro de 
X1: 
 
 187 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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− A empresa contratou uma aplicação financeira, em 01/12/X1, no valor de 
R$ 100.000,00 com taxa de juros contratuais de 2% ao mês. No final de 
dezembro, o valor justo da aplicação financeira era R$ 103.000,00 e a 
empresa a classificava como mantida até o vencimento. Nenhuma alteração 
havia sido reconhecida no valor desta aplicação financeira no mês de 
dezembro de X1. 
− A empresa realizou o teste de impairment de um ativo intangível com vida 
útil indefinida em 31/12/X1. Nesta data, o valor contábil era R$ 30.000,00, 
o valor justo líquido de despesa de venda R$ 29.000,00 e o valor em uso R$ 
31.000,00. 
− A empresa recebeu dividendos de uma empresa controlada no montante 
de R$ 2.500,00. 
− A empresa pagou antecipadamente, em 31/12/X1, uma assinatura de 
jornal por um período de seis meses no valor de R$ 900,00. 
Com base nestas informações, houve um aumento no lucro referente a 
dezembro de X1, em reais, de 
(A) 2.100,00 
(B) 3.000,00 
(C) 1.000,00 
(D) 4.500,00 
(E) 2.000,00 
 
QUESTÃO 85 
 
(FCC – Auditor – TCM-RJ – 2015) A tabela a seguir apresenta as 
características de algumas aplicações financeiras que foram realizadas por 
uma empresa em 31/10/2014: 
Valor aplicado 
(R$) 
Taxa de 
juros 
Data de 
vencimento 
Classificação pela empresa 
2.000.000,00 0,9%a.m. 01/12/2016 Disponível para venda futura 
2.000.000,00 0,8%a.m. 01/12/2018 Destinados para venda imediata 
2.000.000,00 1,0%a.m. 01/12/2018 Mantidos até o vencimento 
 
 Os valores justos destas aplicações, em 31/12/2014, eram os seguintes: 
 
 188 
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Classificação pela empresa Valor Justo (R$) 
Disponível para venda futura 2.040.000,00 
Destinados para venda imediata 2.010.000,00 
Mantidos até o vencimento 2.020.000,00 
 
Sabendo que todas as aplicações remuneram juros compostos, os valores 
evidenciados no Balanço Patrimonial de 31/12/2014 para os títulos 
disponíveis para venda futura, para os títulos destinados para venda 
imediata e para os títulos mantidos até o vencimento, foram, 
respectivamente, em reais, 
(A) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.040.200,00. 
(B) 2.040.000,00; 2.010.000,00 e 2.020.000,00. 
(C) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.040.200,00. 
(D) 2.036.162,00; 2.032.128,00 e 2.020.000,00. 
(E) 2.000.000,00; 2.000.000,00 e 2.040.200,00. 
 
QUESTÃO 86 
 
(FCC – ACE – TCE-CE – 2015) Uma empresa apresentava, no dia 
01/12/2013, um excedente de caixa no valor total de R$ 3.000.000,00, e 
decidiu investi-los em ativos financeiros com as seguintes características: 
Classificação pela empresa Valor aplicado (R$) Taxa de juros Data de vencimento 
Destinados para venda imediata 1.500.000,00 1,0%a.m. 01/12/2015 
Mantidos até o vencimento 500.000,00 1,4%a.m. 01/12/2020 
Disponível para venda futura 1.000.000,00 1,2%a.m. 01/12/2018 
 
Na data da elaboração do Balanço Patrimonial de 31/12/2013, a empresa 
identificou que os valores justos para estes ativos eram os seguintes: 
Classificação pela empresa Valor Justo (R$) 
Destinados para venda imediata 1.510.000,00 
Mantidos até o vencimento 509.000,00 
Disponível para venda futura 1.014.000,00 
 
 
 189 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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O valor total, a ser evidenciado na Demonstração do Resultado de 2014, 
correspondenteàs aplicações efetuadas pela empresa nos títulos acima é, 
em reais, 
(A) 7.000,00. 
(B) 32.000,00. 
(C) 33.000,00. 
(D) 29.000,00. 
(E) 31.000,00. 
 
QUESTÃO 87 
 
(FCC – Julgador – SEFAZ-PE – 2015) Em 01/12/2014, a Cia. Bull & Dog 
adquiriu 8 títulos no mercado financeiro para aplicar suas disponibilidades 
de caixa. O valor pago foi R$ 2.000,00 por título e a Cia. os classificou do 
seguinte modo: 3 títulos como ativo financeiro destinado para negociação 
imediata e 5 títulos como ativo financeiro mantido até o vencimento. 
Sabendo-se que a taxa de juros contratual de todos os títulos era 1% ao 
mês e que o valor justo de cada título, em 31/12/2014, era R$ 2.010,00, a 
Cia. Bull & Dog reconheceu, no mês de dezembro de 2014, receita relativa 
aos 8 títulos no valor, em reais, de 
(A) 110,00. 
(B) 160,00 e ajustes de avaliação patrimonial no valor de 80,00 (saldo devedor). 
(C) 160,00. 
(D) 130,00. 
(E) 80,00. 
 
QUESTÃO 88 
 
(FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) A Cia. Eta adquiriu, em 
01/07/x2, 10.000 Letras do Tesouro Nacional (LTN), a um custo de 
R$811,62 cada, com vencimento em 01/07/x4, quando o Tesouro Nacional 
 
 190 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
Prof. Igor Cintra 
pagará R$1.000,00 pelo resgate de cada uma. Esses títulos foram 
designados pela Cia. Eta como ativos financeiros disponíveis para venda. 
Sabendo que a taxa efetiva de juros desses títulos é de 11% a.a., que a 
companhia encerra seus exercícios sociais em 30/06, e que em 30/06/x3 
essas mesmas LTN estavam cotadas a R$910,00 cada, o impacto desses 
títulos no resultado da companhia durante o exercício encerrado em 
30/06/x3 será: 
(A) nulo; 
(B) de uma receita de R$811.620; 
(C) de uma receita de R$892.782; 
(D) de uma receita de R$973.944; 
(E) de uma receita de R$983.800. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 191 
AULA 04 
Contabilidade Geral – Curso Genérico/2016 
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GABARITO 
 
01 – A 09 – A 17 – A 25 – A 33 – D 41 – C 49 – B 57 – B 65 – C 73 – C 81 – B 
02 – B 10 – E 18 – B 26 – D 34 – E 42 – B 50 – B 58 – D 66 – B 74 – B 82 – E 
03 – B 11 – B 19 – A 27 – E 35 – B 43 – C 51 – C 59 – D 67 – D 75 – A 83 – E 
04 – C 12 – C 20 – C 28 – C 36 – A 44 – B 52 – E 60 – B 68 – E 76 – E 84 – E 
05 – C 13 – C 21 – D 29 – B 37 – C 45 – D 53 – B 61 – E 69 – C 77 – A 85 – A 
06 – A 14 – E 22 – A 30 – D 38 – C 46 – D 54 – C 62 – E 70 – B 78 – E 86 – D 
07 – A 15 – C 23 – B 31 – C 39 – E 47 – D 55 – C 63 – D 71 – B 79 – E 87 – D 
08 – B 16 – C 24 – D 32 – C 40 – D 48 – B 56 – A 64 – * 72 – A 80 – A 88 – C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 192 
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