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Universidade Estadual Paulista – UNESP Faculdade de Ciências e Tecnologia Campus de Presidente Prudente Relatório referente a disciplina de Laboratório de Física IV Prática 1: Osciloscópio Docente: Prof Dr Carlos Alberto Tello Saenz Discentes: Fernanda Bertaco da Silva Valdinei Liber de Faria Presidente Prudente Março/2018 SUMÁRIO RESUMO.........................................................................................................03 1. INTRODUÇÃO TEÓRICA................................................................................04 2. OBJETIVOS ....................................................................................................07 3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL...............................................................08 3.1. Parte 1......................................................................................................08 3.2. Parte 2......................................................................................................08 3.2. Parte 3......................................................................................................09 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................................................................10 5. CONCLUSÃO .................................................................................................14 ANEXO 1 ........................................................................................................15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................18 3 RESUMO O osciloscópio é um instrumento cuja finalidade é realizar medições de tensões contínuas, alternadas, períodos, frequências e defasagem. No display de um osciloscópio podem ser observadas funções formadas a partir do sinal de circuitos eletrônicos, portanto, podem ser observadas ondas senoidais, triangulares e quadráticas, além de ser possível realizar o calculo do erro relativo utilizando de observações do mesmo. Este instrumento é de suma importância, uma vez que o equipamento oferece dados importantes para determinação de parâmetros de onda. O osciloscópio possui também boa precisão, uma vez que a taxa de variação dos resultados apresenta baixíssima diferença. 4 1. INTRODUÇÃO Um osciloscópio é um instrumento de medida cujo objetivo é visualizar fenômenos elétricos, o que possibilita que sejam medidas tensões contínuas, alternadas, períodos, frequência e defasagem, possuindo elevado grau de precisão [3]. Pode-se ver abaixo, na figura 01, a esquematização de um osciloscópio: Figura 01 – Osciloscópio. No display (gerador de funções) de um osciloscópio podemos observar a formação de fenômenos transitórios e formas de onda dos sinais de circuitos eletrônicos em geral [2]. Geralmente, um gerador de funções possui a capacidade de gerar ondas senoidais, triangulares, quadráticas e dente-de-serra, com diversas frequências e amplitudes. Existem também diversos botões de ajustes acoplados ao painel, incluindo um frequencímetro, além de saídas de sinal [1]. O osciloscópio analógico dispõe de um tubo de raios catódicos (figura 02), sendo geralmente alimentado por uma fonte de energia [2]. Este tubo de raios catódicos possui uma espécie de canhão que emite um feixe de elétrons que, ao incidir na tela, produz um ponto luminoso. A partir de campos elétricos e magnéticos, pode-se deflexionar este feixe e com isso formar qualquer tipo de figura na tela do osciloscópio [2]. 5 As placas defletoras constituem o sistema de deflexão do osciloscópio, movimentando por atração o feixe através de um campo elétrico, o que leva a formas a figura na tela [3]. Figura 02 – Tubo de raios catódicos. Dentro da tensão contínua (aquela que não muda sua polaridade) temos a tensão contínua constante e a tensão contínua variável. Enquanto a constante mantem seu valor em função do tempo, a variável varia seu valor sem que ocorra mudança de sua polaridade [3]. As ondas senoidais, quadráticas e triangulares são observáveis através de tensões contínuas variáveis. Essa tensão contínua variável pode ser repetitiva ou periódica. Para toda função periódica temos um período (T) que seria o tempo de duração de um ciclo completo e uma frequência (f) que seria o número de ciclos em um intervalo de tempo de 1 segundo [3]. Como uma é o inverso da outra, tem-se as seguintes equações: 𝑓 = 1 𝑇 Equação 01 - Frequência. 𝑇 = 1 𝑓 Equação 02 – Período. 6 Quando temos uma tensão que apresenta características periódicas é necessário estabelecer um valor que indique a componente DC da forma de onda. Este valor médio, ou valor DC, é uma relação entre a área da figura em um intervalo de tempo igual a um período. Este valor é medido por um voltímetro nas escalas VDC e pelo osciloscópio [3]. Sabe-se que uma função alternada muda de polaridade com o tempo [3]. Quando tempo uma tensão alternada fornecida através da rede elétrica, temos que ela obedece a seguinte função: 𝑉(𝑡) = 𝑉𝑚á𝑥. 𝑠𝑒𝑛(𝜔. 𝑡 + 𝜃) Equação 03 – Função de uma onda senoidal. 7 2. OBJETIVOS Utilizando o osciloscópio, verificar as formas de onda senoidal, triangular e quadrada, além de medir tensões alternadas, contínuas e frequências de modo a conseguir calcular o erro relativo do mesmo. 8 3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 3.1. Parte 1: Primeiramente, ligou-se o osciloscópio à fonte e, ajustou-se a mesma com uma voltagem especificada (2V, 5V, 8V, 10V e 15V), alterando, se necessário, a posição do atenuador do osciloscópio. Para 2V da fonte, a posição do atenuador do osciloscópio era de 2mV/divisão, visto que, para este valor de tensão fora contadas duas divisões. Para ajudar na identificação dessas divisões, uma grade chamada “graticule” ou “retículo” é desenhada na face da tela. Cada quadrado na graticule é conhecido como uma divisão, e cada divisão pode variar de acordo com os comandos fornecidos ao osciloscópio. Além da tensão de 2V, foram feitas as demais, alterando a posição do atenuador quando era necessário, pois, para as tensões de 8V, 10V e 15V, o atenuador foi recolocado em 5mV/div. Após contar-se o número de divisões entre os picos mostrados na graticule do osciloscópio, tínhamos que multiplicar o valor apontado pelo atenuador com o número de divisões entre esses picos. Assim, obtêm-se a tensão medida pelo osciloscópio (VmO). Posteriormente, com os resultados, calculou-se o desvio padrão de cada tensão medida pelo aparelho. 3.2. Parte 2: Na segunda parte do experimento, observou-se a interação do osciloscópio com uma fonte geradora de frequências específicas e diferentes tipos de ondas. No caso, ondas senoidais, triangulares e quadradas. Primeiramente, ajustou-se o gerador para um sinal específico, mudando, se necessário a posição de varredura do osciloscópio. Após isso, verificou-se o número 9 de divisões entre os picos das ondas que se estava analisando. E com isso, pôde-se calcular o período e a frequência aferida pelo osciloscópio. Por exemplo, regulou-se o mesmo em onda senoidal com 100Hz. A posição de varredura era de 2ms/div, verificou-se que havia 5 divisões entre os picos. Com isso, conseguiu-se calcular o período e a frequência medida pelo osciloscópio. O mesmo procedimento foi realizado tanto coma onda quadrada, tanto com a triangular. Posteriormente, com os resultados, calculou-se o desvio padrão de cada frequência medida pelo aparelho. 3.3. Parte 3 Inicialmente, conectou-se em série o gerador de sinais juntamente com o multímetro e o osciloscópio. Ajustou-se o multímetro em tensão alternada (VAC) e o gerador em função senoidal com 60Hz. E, regulou-se o valor de tensão por divisões doosciloscópio conforme fosse necessário. A medida que se modificava o valor da amplitude no gerador de sinais, a mesma se alterava na graticule do osciloscópio. Regulou-se o valor da tensão no multímetro e, ajustou-se a amplitude da melhor maneira para se aferir o número de divisões presentes no osciloscópio. O valor de tensão por divisões multiplicado pelo número de divisões existentes até o pico representa o valor de pico (Vp). O valo de pico a pico (Vpp) é duas vezes o valor de pico. 10 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 4.1. Parte 1 A tabela 1 abaixo expõe os resultados obtidos da tensão medida pelo osciloscópio em relação a da fonte, juntamente com o desvio padrão. Tabela 1: Valores de tensão do osciloscópio Tensão (V) Posição do atenuador (mV) Número de divisões Tensão (VmO) medida no osciloscópio Desvio Padrão (DP) 2 2 1 2 0 5 2 2,5 5 0 8 5 1,8 9 0,125 10 5 2,2 11 0,1 15 5 3,2 16 0,07 Abaixo se encontra o cálculo do desvio padrão feito pelo valor da quinta medida de tensão. Para as outras medidas seguiu-se o mesmo princípio. 𝐷𝑃 = | 𝑉𝑒𝑓 − 𝑉 𝑉 | = | 16 − 15 15 | = 0,07 4.2. Parte 2 A tabela 2 abaixo apresenta os valores de frequência da onda senoidal obtidos pelo osciloscópio. Não se efetuou o cálculo do desvio padrão, pois os resultados eram os mesmos da fonte. 11 Tabela 2: Valores de frequência da onda senoidal pelo osciloscópio. Onda Senoidal Frequência do gerador (Hz) Posição de varredura (ms) Número de divisões Período (s) Frequência (Hz) Desvio Padrão (DP) 100Hz 2 5 1,0x10-2 100 0 5KkHz 0,2 1 2,0x10-4 5,0x103 0 A tabela 3 abaixo apresenta os valores de frequência para onda quadrada obtidos pelo osciloscópio, bem como o resultado do desvio padrão. Tabela 3: Valores de frequência da onda quadrada pelo osciloscópio. Onda Quadrada Frequência do gerador (Hz) Posição de varredura (ms) Número de divisões Período (s) Frequência (Hz) Desvio Padrão (DP) 250 0,5 8 4,0x10-3 250 0 1200 0,2 4 8,0x10-4 1250 0,04 Na primeira medida não houve erro relativo apresentado pela fonte. O cálculo abaixo mostra o erro para a segunda medida de frequência. 𝐷𝑃 = | 𝑉𝑒𝑓 − 𝑉 𝑉 | = | 1250 − 1200 1200 | = 0,04 A tabela 4 abaixo apresenta os valores de frequência obtidos pelo osciloscópio, bem como o resultado do desvio padrão que. 12 Tabela 4: Valores de frequência da onda triangular pelo osciloscópio. Onda Triangular Frequência do gerador (Hz) Posição de varredura (ms) Número de divisões Período (s) Frequência (Hz) Desvio Padrão (DP) 600 0,5 3,2 1,65x10-3 606,06 0,01 10kHz 50x10-6 2 1,0x10-4 1x104 0 O cálculo do desvio padrão para se saber o erro relativo da fonte geradora e verificar as discrepâncias está logo abaixo. Apenas na primeira análise que houve uma certa imprecisão no resultado. 𝐷𝑃 = | 𝑉𝑒𝑓 − 𝑉 𝑉 | = | 606,06 − 600 600 | = 0,01 4.3. Parte 3 Pode-se observar que, os valores eficazes (Vef) calculados apresentam uma diferença sutil do valor da tensão aferida pelo multímetro. Tabela 5: Resultados obtidos pelo osciloscópio dos valores eficazes Tensão (V) multímetro Valor de pico (Vp) Valor de pico a pico (Vpp) Vef calculado (V) Desvio Padrão (DP) 1 1,0 . 1,5 = 1,5 3,0 1,06 0,06 3 0,8 . 5 = 4 8,0 2,83 0,06 5 1,4 . 5 = 7 14,0 4,95 0,01 O cálculo do desvio padrão para se saber o erro relativo da fonte geradora e verificar as discrepâncias está logo abaixo. 13 𝐷𝑃 = | 𝑉𝑒𝑓 − 𝑉 𝑉 | = | 1,06 − 1 1 | = 0,06 O mesmo foi realizado para os outros resultados dos valores eficazes obtidos no ensaio. Os resultados obtidos apresentaram pequena variação, ou seja, proximidade entre o valor medido e a voltagem gerada no osciloscópio, o que mostra que o osciloscópio estava bem calibrado. Nem todos os valores de frequência encontrados foram precisos, porém isso pode ser devido a falta de marcador no equipamento. Ao realizarmos os cálculos visando medir o valor de Vef, através do osciloscópio, utilizando a equação 𝑉𝑝 √2 e comparando seu resultado com o dado pelo multímetro, obteve-se valores próximos do medido, apresentando baixíssima diferença. 14 5. CONCLUSÃO Conclui-se, através deste experimento, que o instrumento de medida fornecido (osciloscópio) é um instrumento que pode ser utilizado para medição de voltagem, tanto para corrente contínua, no qual apresenta um gráfico em linha reta, quanto para corrente alternada, que apresenta gráficos de ondas senoidais, triangulares e quadráticas, podendo assim perceber suas particularidades. Pode-se, ainda, concluir que os valores de voltagem, período e frequência observados estão de acordo com o real, uma vez que a taxa de variação foi baixa. Portanto, é notável a importância do experimento, uma vez que o equipamento oferece dados importantes para determinação de parâmetros de onda. 15 ANEXO 1 Abaixo estão as resoluções das questões propostas em sala. 1) Vef Voltímetro Vp Vpp Vef Calculado 1 1,5 3,0 1,06 3 4,0 8,0 2,83 5 7,0 14,0 4,95 Vp: 1 -> 1,0.1,5 = 1,5 3 -> 0,8.5,0 = 4,0 5 -> 1,4.5,0 = 7,0 𝑉𝑒𝑓 = 𝑉𝑝 √2 1 -> 1,5/√2 = 1,06 3 -> 4,0/√2 = 2,83 5 -> 7,0/√2 = 4,95 2) a) T= (6,5.10-3s) – (0,5.10-3s) = 6.10-3s 𝑓 = 1 𝑇 = 1 6. 10−3 = 166,67 𝐻𝑧 b) Sendo Vp=10V, Vpp=20V, então: 𝑉𝑒𝑓 = 𝑉𝑝 √2 = 10 √2 = 7,07𝑉 16 c) Para se obter a equação de V(t), primeiramente obteve-se o ângulo de defasagem inicial (Φ). O gráfico abaixo mostra como se obtém esse valor. 𝛷 = sin−1 𝑉0 𝑉𝑝 = 30° = 𝜋 6 Com este resultado, pode-se obter também o valor da frequência angular (ω) 𝜔 = 2𝜋𝑓 = 2𝜋(166,67𝐻𝑧) = 1,05𝑥103𝑟𝑎𝑑/𝑠 E assim, a equação de V(t) fica: 𝑉(𝑡) = 𝑉𝑚á𝑥. 𝑠𝑒𝑛 (𝜔. 𝑡 + 𝜃) 𝑉(𝑡) = 10𝑠𝑒𝑛 [(1,05. 103)𝑡 + ( 𝜋 6 )] d) • t=15 ms 𝑉(15𝑚𝑠) = 10𝑠𝑒𝑛 [(1,05. 103). (15. 103𝑠) + ( 𝜋 6 )] 𝑉(15𝑚𝑠) = −5,36𝑉 • t=22 ms 𝑉(22𝑚𝑠) = 10𝑠𝑒𝑛 [(1,05. 103). (22. 103𝑠) + ( 𝜋 6 )] 𝑉(22𝑚𝑠) = −9,98𝑉 17 3) T=3,0ms => T=3,0.10-3s 𝑓 = 1 𝑇 = 1 3. 10−3 = 333,3𝐻𝑧 𝑉𝐷𝐶 = 9(2 − 0). 10−3 3. 10−3 = 6𝑉 4) T=10.10-6s.5 => T=250.10-6s 𝑓 = 1 𝑇 = 1 250. 10−6 = 4. 103𝐻𝑧 18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] MEDIDAS DE TENSÃO E FREQUÊNCIA COM O OSCILOSCÓPIO. Faculdade Estácio de Curitiba. Disponível em: < https://pt.scribd.com/doc/259720134/Lab- Medidas-de-Tensao-e-Frequencia-com-o-Osciloscopio>. Acesso em: 20 mar. 2018. [2] NEWTON, C. B., FUNDAMENTOS DO OSCILOSCÓPIO. Disponível em: <http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/instrumentacao/108-artigos- diversos/10697-fundamentos-do-osciloscopio-ins261>. Acesso em: 20 mar. 2018. [3] OSCILOSCÓPIO. Roteiro referente ao Laboratório de Eletricidade e Eletrônica. Física IV, experiência 24.