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Introdução ao Sistema Endócrino
- Hormônios
· Mensageiros químicos secretados no sangue por células especializadas que vão até um alvo distante, onde exerce seu efeito em concentrações baixas.
· São responsáveis por diversas funções corporais consideradas contínuas de longo prazo: crescimento/desenvolvimento, metabolismo, regulação da homeostase e reprodução
· Agem nas células-alvo de três maneiras
· Controle das taxas enzimáticas
· Controle do transporte de íons pela membrana plasmática
· Controle da expressão gênica e síntese proteica
· Células Especializadas:
· Glândulas Endócrinas Clássicas: hormônios em geral
· Células Endócrinas Isoladas: hormônios do sistema endócrino difuso
· Células do Sistema Imune: citocinas
· Neurônios: neuro-hormônios
· Mecanismo Celular de Ação dos Hormônios: Ligam-se a receptores nas células-alvo e iniciam respostas bioquímicas. 
· Como circulam através do sangue, os efeitos podem variar de acordo com o tecido e o nos diferentes estágios de desenvolvimento.
· Se não houver receptores celulares específicos para o hormônio, ele não se liga à célula e não produz resposta
· São degradados em metabólitos inativos por enzimas encontradas principalmente no fígado (bile) e nos ríns (urina). São ingeridos pela célula por endocitose e digeridos por lisossomos ou sofrem ação de enzimas digestivas na membrana plasmática.
· Meia-Vida Hormonal: tempo necessário para a concentração do hormônio ser reduzida à metade na circulação		
- Classificação dos Hormônios		
· Hormônios Peptídeos: composto por um conjunto de aminoácidos (a partir de 3)
· Síntese, Armazenamento e Liberação de Hormônios Peptídeos: similar ao de qualquer proteína da célula (ribossomo, RE rugoso, C. de Golgi, Vesículas membranares, exocitose)
· Ribossomo: produz o pré-pró-hormônio
· Sequência Sinal: leva o pré-pró-hormônio do ribossomo pro RE e do RE pro complexo de Golgi
· Complexo de Golgi: produz o pró-hormônio a partir da inativação da sequência sinal
· Modificação Pós-Traducional: no complexo de Golgi o pró-hormônio é empacotado em vesículas, juntamente com enzimas proteoliticas, que vão ativar o hormônio
· Secreção Celular: as vesículas são atraídas ate a membrana plasmática, por ação do Ca, fundindo-se a ela no processo de exocitose.
· São hidrossolúveis, por isso, dissolvem facilmente no LEC e no LIC, mas têm dificuldade de penetrarem pela membrana celular, precisando ligar a receptores e iniciar um processo de transdução de sinal
· Possuem a meia-vida muito curta
· Hormônios Esteroides: todos são derivados do colesterol, são produzidos por poucos tecidos do corpo
· Síntese e Liberação de Esteroides: são lipossolúveis 
· São produzidos no RE liso e, por serem lipossolúveis, difundem-se facilmente através das membranas celulares (tanto da célula secretora, quanto da célula-alvo) e dispensam vesículas para serem transportados.
· À medida que a concentração de esteroides no citoplasma aumenta, ele difunde-se pela membrana por difusão simples, por isso, eles só são sintetizados de acordo com a necessidade fisiológica
· Transporte Sanguíneo de Esteróides:
· São hidrofóbicos, por isso não são solúveis no plasma, necessitando de ligação com proteínas carreadoras (ou do plasma – albumina) para o transporte sanguíneo. 
· Essas ligações, ao mesmo tempo que aumentam a solubilidade e meia-vida do esteroide no plasma, elas impossibilitam a entrada do hormônio na célula-alvo, uma vez que a proteína carreadora é lipofóbica.
· Os esteroides ligados e os não ligados permanecem em constante relação durante todo tempo, dessa forma, mesmo que a concentração de hormônio não ligado seja baixa, ja é o suficiente para penetrar na célula e gerar uma resposta
· O destino dos esteroides é o núcleo, onde eles agem como fatores de transcrição, ativando/inativando genes. EFEITO GENÔMICO NA CÉLULA-ALVO (lento e eficiente)
· Também pode gerar resposta nos receptores de membrana ligados à esteroides (resposta não genômica – rápida)
· Hormônios Derivados de um Único Aminoácido: pequenas moléculas produzidas a partir da tirosina ou do triptofano, com radicais de carga negativa
· Derivados da Tirosina
· Catecolaminas: neuro-hormônios que se ligam a receptores das membranas celulares – Adrenalina, Noradrenalina e Dopamina
· Hormônios da Tireóide: hormônios esteroides que reagem com receptores intracelulares que ativam genes – T3 e T4
- Controle da Liberação Hormonal 
· Via Reflexa: Estímulo + Sinal de Entrada + Integração de Sinais + Sinal de Saída + Resposta
· Via Reflexa Simples: a resposta atua como sinal para a retroalimentação negativa, ou seja, o produto de um estímulo ao receptor celular serve como sinal para a inativação desse receptor. A célula endócrina age como receptor e como integrador de sinais. Insulina
· Reflexos Endócrinos que Envolvem o SNC: muitos hormônios são liberados via neurônio eferente, além disso, neurônios especializados liberam neuro-hormônios e duas estruturas glandulares encontram-se no encéfalo: as glândulas pineal e hipófise
· Neuro-Hormônios: sinais químicos liberados no sangue por neurônios
1. Catecolaminas: produzidas por neurônios modificados na medula da glândula suprarrenal
2. Neuro-Hormônios Hipotalâmicos: secretados pela neuro-hipófise
3. Neuro-Hormônios Hipotalâmicos: controlam a liberação de hormônios da adeno-hipófise
4. Os neuro-hormônios hipotalâmicos são produzidos no hipotálamo e são levados até a neuro-hipófise através de projeções de neurônios o estímulo chega no hipotálamo e as vesículas são liberadas na neuro-hipófise
5. Hormônio Trófico: atua sobre outra célula endócrina. O sufixo TROFINA para hormônios diz que ele atua como hormônio trófico. Hormônios liberadores ou inibidores são tróficos.
· Glândula Hipófise: adeno-hipófise e neuro-hipófise
1. Hipófise Anterior: adeno-hipófise – é uma verdadeira glândula endócrina (secreta hormônios – secreções adenohipofisárias) libera prolactina (PRL), tireotropina (TSH), adenocorticotrofina (ACTH), hormônio do crescimento (GH), hormônio folículo estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH)
2. Hipófise Posterior: neuro-hipófise – extensão do tecido neural do cérebro que secreta neuro-hormônios produzidos pelo hipotálamo libera ocitocina e vasopressina (ADH)
· Sistema Porta: dois conjuntos de capilares unidos por vasos longos vantagem é a maior concentração de hormônios no local do sistema
- Interações Hormonais
· Hormônios Sinergistas: dois ou mais hormônios estão atuando na mesma célula-alvo de maneira semelhante, de forma que a combinação dos resultados de cada hormônio seja maior que a soma do resultado de cada hormônio separadamente. POTENCIALIZAÇÃO
· Hormônio Permissivo: permite a ação maxima de outro hormônio, apesar de que sozinho, não obtém resultado
· Hormônios Antagonistas: moléculas que atuam diminuindo a eficácia uma da outra
- Disfunções Endócrinas
· Hiperssecreção: secreção excessiva de hormônios
· Hipossecreção: secreção deficiente de hormônios
· Problemas no Receptor ou no Segundo Mensageiro
· Regulação para Baixo: quando a secreção de um hormônio é anormalmente alta durante um longo período de tempo, a célula reage dimunuindo a quantidade de receptores para esse hormônio
· Problamas genéticos nos receptores ou nos segundos mensageiros também podem afetar a eficácia de uma célula receber o estímulo.
· Disfunção Primária: quando o problema aparece na última glândula endócrina do reflexo
· Disfunção Secundária: ocorre nos tecidos que produzem os hormônios troficos
Neurônios: Propriedades Celulares e de Rede
- Organização do Sistema Nervoso
· Sistema Nervoso Central: encéfalo + medula espinhal
· Sistema Nervoso Periférico: nervos aferentes e eferentes
· O neurônio do SNC é o integrador do reflexo, onde recebe o estímulo de fibras aferentes (SNP) e integram esse estímulo à fibras eferentes (SNP)
· Neurônio Eferente
· Divisão Motora Somática: controla os músculos esqueléticos
· Divisão Autônoma: controla os músculos liso e cardíaco, glândulas exócrinas e algumas endócrinas, além do tecido adiposo
· NeurôniosAutônomos (SNP)
· Neurônios Simpáticos
· Neurônois Parassimpáticos
- Células do Sistema Nervoso
· Forma dos Neurônios
· Pseudounipolares: um único processo (axônio e dendríto fundidos)
· Bipolares: um axônio e um dendríto
· Multipolares: muitos dendrítos e axônios
· Anaxônicos: sem axônio identificável
· Classificação dos Neurônios
· Neurônios Aferentes Sensoriais: conduzem informações sobre estímulos externos ao corpo para o SNC (interneurônios)
· Interneurônios: neurônios que estão totalmente dentro do SNC e comunicam-se com vários outros neurônios
· Neurônios Eferentes (Motores Somáticos/Autônomos): possuem regiões no axônio denominadas varicosidades, que armazenam e liberam neurotransmissores
· Transporte Axonal: do corpo do neurônio até o axônio
· Transporte Axonal Lento: componentes que não são necessários de maneira rápida pela célula nervosa
· Transporte Axonal Rápido: utiliza microtúbulos para mover componentes imprescindíveis para a célula (vesículas de neurotransmissores e mitocôndria)
· Transporte Anterógrado: do corpo celular para o terminal axônico. 
· Transporte Retrógrado: do terminal axônico para o corpo celular, onde o material será reciclado.
· Células da Glia (Neuroglia): fornecem estabilidade estrutural ao neurônio
· Células de Shwann: formam a bainha de mielina (atua como isolante e acelera o impulso nervoso) no SNP
· Oligodendrócitos: formam a bainha de mielina no SNC
· Nós de Ranvier: entre as áreas isoladas por mielina, onde ainda existem canais, sendo muito importantes para a transmissão do impulso nervoso 
· Células Satélite: formam cápsulas ao redor de corpos de neurônio e não possuem mielina.
· Astrócitos: contituem 50% das células do encéfalo, formando uma rede de células que se comunicam por junções comunicantes.
· Fazem parte da barreira hematoencefálica
· Recolhem e liberam neurotransmissores na sinapse
· Micróglia: células imunitárias especializadas que residem no SNC que removem células danificadas ou invasores
· Células Ependimárias: células especializadas que criam uma camada de tecido epitelial seletivamente permeável, o epêndima.
· Epêndima: fonte de células-tronco neurais, capazes de se transformar em neurônios ou qualquer célula da glia.
- Sinais Elétricos nos Neurônios
· O potencial da membrana em repouso nas células humanas é determinado pelo gradiente de concentração do K e pela permeabilidade da membrana a Na, Cl e Ca.
· Hiperpolarização da Membrana: se a membrana subitamente torna-se mais permeável ao K (canais de K, por exemplo) ou ao Cl, a célula se torna mais negativa.
· O K sai e o Cl entra
· Despolarização da Membrana: se a membrana subitamente torna-se mais permeável ao Na ou ao Ca a célula torna-se mais positiva.
· Repolarização da Membrana: rebalanciamento das concentrações de K, Na, Cl e Ca nos meios intra e extracelular
· Canais Iônicos: os quatro íons possuem canais específicos para cada um, porém existem canais menos específicos que podem transitar mais de um íon.
· Condutância: facilidade com que os íons fluem pelos canais.
· Canais Iônicos Controlados por Voltagem: respondem à mudanças no potencial da membrana.
· Canais Iônicos Controlados por Ligante: respondem à ligantes como neurotransmissores e hormônios
· Canais Iônicos Controlados Mecanicamente: respondem à estímulos físicos
· Sinais Elétricos
· Potenciais Graduados: sinais (despolarização <excitatórios> ou hiperpolarização <inibitórios>) que percorrem distancias curtas e perdem força à medida que caminha pela célula
· Sua amplitude é proporcional ao tamanho do estímulo
· Fluxo de Corrente Local: onda de despolarização que conduz o estímulo 
· Potenciais de Ação: despolarizações muito breves que percorrem uma grande distância por um neurônio, sem perder força.
· Excitabilidade: capacidade de um neurônio responder rapidamente a um estímulo e disparar o potencial de ação.
· Fase Ascendente do Potencial de Ação: aumento subito e temporário da permeabilidade celular ao Na, despolarizando a célula
· Fase Descendente do Potencial de Ação: aumento súbito e temporário da permeabilidade celular ao K, repolarizando a célula. Como os canais de K são mais lentos, quando o potencial alcança o potencial de repouso, os canais ainda estão abertos, provocando uma hiperpolarização da membrana. Depois que eles se fecham, a manutenção do K intracelular e a saída do Na para o meio extracelular retornam o potencial para o repouso.
· Período Refratário: período entre um estímulo e outro 
1. Período Refratário Absoluto: tempo necessário para que os canais de Na retornem a sua posição de repouso
2. Período Refratário Relativo: a maioria dos portões dos canais de Na já retornaram a sua posição original e os canais de K ainda estão abertos.
· Poucos íons de Na e K fluem através da membrana no potencial de ação, não sendo o suficiente pra alteram a concentração iônica dentro e fora da célula.
· Os íons que fluiram pela membrana são rapidamente devolvidos ao seu local de origem(K dentro e Na fora da célula)pela bomba de K/Na
· Neurotoxinas: podem se ligar a canais de Na, inativando-os. Como consequência, a despolarização não é restaurada e o sinal vai perdendo força até chegar no terminal axônico, não sendo capaz de atingir o limiar para comunicação com o neurônio pós-sináptico.
· Hipercalemia: concentração alta de K no sangue – aproxima o limiar do potencial de repouso da membrana celular, fazendo com que um potencial graduado possa ser suficiente para liberar o potencial de ação
· Hipocalemia: concentração baixa de K no sangue – distancia o limiar do potencial de repouso da membrana celular, hiperpolarizando. Um estímulo que alcançaria o potencial de ação, não consegue alcança-lo mais.
- Comunicação Célula-Célula no Sistema Nervoso
· Sinapses: terminal axônico da célula pré-sináptica e membrana celular da célula pós-sináptica.
· Sinapses Elétricas: transferem sinal elétrico dos citoplasmas de uma célula a outra por junções comunicantes (CAM). Rápida sinalização e sincronismo na resposta das células adjacentes
· Sinapses Químicas: usam neurotransmissores para levar a informação de uma célula à outra. Inicia uma resposta elétrica (Canais) ou celular (proteina G)
· Os canais de Ca do axônio servem para que o Ca funcione como um ligante para proteínas carreadoras que vão levar a vesícula até a fenda sináptica.
- Integração da Transferência da Informação Neural
· Divergêcia: um único neurônio pré-sináptico se ramifica e faz sinapses com vários neurônios-alvo
· Convergência: um número maior de neurônios pré-sinápticos fornece informações a um número menor de neurônios pós-sinápticos.
· Plasticidade Sináptica: modulação (aumento ou diminuição) da atividade sináptica pela liberação de neuromoduladores pelos neurônios pós-sinápticos
Sistema Nervoso Central
- Propriedades Emergentes das Redes Neurais
· Bilhões de neurônios se conectam no encéfalo ou outra parte do SN, criando um número infinito de comunicações (vias) possíveis
· Os sinais dentro dessas vias criam o pensamento, a criatividade, a linguagem, o aprendizado, o sentimento e a memória 
· Plasticidade: capacidade de alterar as conexões dos circuitos em resposta a estímulos sensoriais e experiências anteriores
- Anatomia do Sistema Nervoso Central
· Desenvolvimento Embriológico
· Placa Neural: por volta do 23º dia de gestação as células da placa se fundem, dando origem ao tubo neural
· Tubo Neural: as células de revestimento se tornam epêndima e o lúmen do tubo neural se torna a cavidade central do SNC (ventrículos e canal central da medula), neurônios e células da glia
· A porção anterior começa a se especializar em 3 regiões
· Prosencéfalo: da origem ao telencéfalo e ao diencéfalo
· Mesencéfalo: não se modifica muito e mantém o nome
· Rombencéfalo: da origem à ponte e ao cerebelo
· Substância Branca: composta basicamente de axônios mielinizados (feixes de axônios mielinizados formam os tratos)
· Substância Cinzenta: corpo (agrupamentos de corpos são chamados de núcleos), dendrítos e axônios de neurônios amielínicos 
· Meninges:três camadas de tecido conjuntivo que revestem o encéfalo e a medula espinhal 
· Pia-máter: fina membrana que se adere ao encéfalo e medula espinhal. Relaciona-se às artérias do SNC
· Aracnóide: forma o espaço subaracnóide com a pia-máter
· Dura-máter: camada espessa que está relacionada às veias (seios) do SNC
· Meio Extracelular dos Neurônios: líquido cerebroespinhal (ventrículos e espaço subaracnóide) e líquido intersticial (no interior da pia-máter)
· Plexos Coroideos dos Ventrículos: região das paredes dos ventrículos que produzem o LCE
· O LCE flui dos plexos coroideos nos ventrículos para o espaço subaracnóideo
· Granulações (Vilosidades) da Aracnóide: reabsorvem o LCE para o sangue
· Barreira Hematoencefálica: a grande seletividade (impermeabilidade) dos capilares celulares isola o encéfalo do sangue e seus componentes possivelmente tóxicos. Essa barreira é criada por astrócitos (que abraçam os capilares) e por junções de oclusão entre as células
· Somente o sistema porta do hipotálamo/hipófise e centro do vômito no bulbo não possuem barreira hematoencefálica.
· Por isso, quando se ingere algo tóxico o impulso do vômito é automático. O sangue com metabólitos tóxicos difunde-se para o centro do vômito e ativa o reflexo.
· A única fonte de energia para o encéfalo é a glicose
· Motivo pelo qual a hipoglicemia provoca desmaios e até a morte
- Medula Espinhal
· Principal via para o fluxo bidirecional de informações do encéfalo para a pele/músculo/articulações e vice versa.
· É dividida em 4 regiões de acordo com as vértebras adjacentes, cada região é subdividida em segmentos. De cada segmento sai um par de nervos espinhais (raízes dorsal/sensitiva e ventral/motora)
· Possui a substância cinzenta central e a substância branca circundando.
· Corno Dorsal da Substância Cinzenta: os interneurônios fazem sinapse com as fibras sensoriais da raiz dorsal
· Dividido em núcleos somático e visceral
· Corno Ventral da Substância Cinzenta: os interneurônios fazem sinapse com as fibras motoras da raiz ventral 
· Tratos Axônicos da Substância Branca: conduzem os sinais motores e sensoriais pelos axônios.
· Ascendente: sensorial
· Descendente: motor
· A medula espinhal pode funcionar como um centro integrador de reflexos simples.
- Encéfalo
· Tronco Encefálico: originados a partir do mesencéfalo e rombencéfalos embrionários, é a transição entre o encéfalo e a medula espinhal. Onze pares de nervos partem dessa região e são denominados nervos cranianos (somente o N. Olfatório entra no prosencéfalo)
· Núcleos: grupo de corpos celulares relacionados a formação reticular (rede de comunicação de axônios cruzados no centro do encéfalo). São relacionados a funções específicas como sono/vigília, modulação da dor, coordenação da pressão sanguínea e da respiração e tônus muscular.
· Bulbo: transição da medula espinhal para a ponte
· Substância Branca: tratos somatossensoriais ascendentes e corticoespinhais descendentes
· Pirâmide: região do bulbo onde 90% das fibras corticoespinhais atravessam para o lado oposto. Motivo pelo qual cada hemisfério controla o lado oposto do corpo
· Substância Cinzenta: núcleos que controlam a pressão sanguínea, a respiração, a deglutição e o vômito.
· Ponte: transição entre bulbo e mesencéfalo
· Sua função primária é comunicar as informações do cerebelo e do cérebro
· Controla a respiração junto do bulbo
· Mesencéfalo: transição dentre a ponte e o diencéfalo
· Sua função primária é o controle do movimento dos olhos, mas também transmite sinais para os reflexos auditivo e visual 
· Cerebelo: processa informações sensoriais e coordena a execução dos movimentos. Comunica-se com a orelha interna e com o cérebro.
· Diencéfalo: localiza-se entre o tronco encefálico e o cérebro. É composto pelo tálamo, hipotálamo, glândula hipófise e glândula pineal.
· Tálamo: recebe fibras sensoriais dos tratos óptico, auditivo e espinhal, bem como informações motoras do cerebelo e envia informações para o cérebro, onde elas serão processadas
· Hipotálamo: encontra-se abaixo do tálamo e coordena a homestase corporal (sede/fome). Envia seus comandos a partir do tálamo, para o resto do corpo.
· Hipófise: glândula que de divide em das porções neuro-hipófise (projeção do hipotálamo que produz neuro-hormônios) e adeno-hipófise (glândula endócrina controlada pelos neuro-hormônios produzidos nos núcleos hipotalâmicos)
· Sistema Porta Hipotálamo-Hipófise: por onde os neuro-hormônios atuam na hipófise
· Pineal: secreta o hormônio melatonina
· Cérebro: composto de dois hemisférios unidos pelo corpo caloso (axônios que cruzam de um lado para o outro no encéfalo). Cada hemisfério é dividido em quatro regiões
· A superfície é composta por giros e sulcos (que separam os giros) 
· Lobo Frontal
· Lobo Temporal
· Lobo Parietal 
· Lobo Occipital
· Substância Cinzenta do Cérebro: córtex cerebral + núcleos da base + sistema límbico
· Córtex Cerebral: camada mais externa do cérebro (giros e sulcos)
· Núcleos/Gânglios da Base: região central do cérebro, relacionados ao controle do movimento
· Sistema Límbico: circunda o tronco encefálico e possui como principais áreas o hipocampo (aprendizado/memória), amigdalóide e giro do cínguro (emoções/memória)
· Substância Branca do Cérebro: encontrada principalmente na região interna, permite que diferentes regiõe do cérebro e diferentes hemisférios se comuniquem (principalmente pelo corpo caloso)
- Funções do Encéfalo
· O encéfalo é dividido em três sistemas
· Sistema Sensorial: monitora os meios interno e externo e inicia as respostas reflexas
· Sistema Cognitivo: reside no córtex cerebral e é capaz de realizar respostas voluntárias
· Sistema Comportamental: também reside no encéfalo e controla os ciclos de sono e vigília e comportamentos intrínsecos.
· Efeitos da emoção da fisiologia normal (como palpitações) são um exemplo da interação entre os sistemas na resposta ao estímulo
· Córtex Cerebral
· Áreas Sensoriais: recebem estímulos sensoriais e os transformam em percepção (consciência) 
· Áreas Motoras: comandam os movimentos dos músculos esqueléticos
· Áreas de Associação: integram as informações das áreas motora e sensorial e podem comandar comportamentos voluntários
· Dominância Hemisférica: concentração de uma habilidade específica em algum dos hemisférios do cérebro
· Hemisfério Direito: habilidades espaciais
· Hemisfério Esquerdo: capacidade verbal e linguagem
· Córtex Sensorial Somático Primário: localizado no lobo parietal, recebe as vias sensitivas da pele, sistema musculoesquelético e das vísceras. Essas vias cruzam o plano mediano na medula ou no bulbo, por isso, uma lesão nessas áreas provoca manifestações clínicas do lado oposto
· Córtex Visual: localiza-se no lobo occipital e recebe informações do trato óptico sobre os olhos
· Córtex Auditivo: localiza-se no lobo temporal e recebe informações das orelhas
· Córtex Olfatório: localiza-se em uma pequena porção do lobo temporal, onde chegam aferencias dos quimiorreceptores do nariz
· Córtex Gustatório: localiza-se na borda do lobo frontal 
· Vias de Estímulo-Resposta Simples: possuem interneurônio (centro de integração) na medula espinhal ou no tronco encefálico reflexo patelar
· Córtex Motor Primário: localiza-se no lobo frontal e inicia os movimentos voluntários (sistema cognitivo). Recebe informações das áreas sensoriais, do cerebelo e dos núcleos da base. As vias eferentes motoras cruzam o plano mediano na medula ou no bulbo, por isso, uma lesão nessas áreas provoca manifestações clínicas do lado oposto.
· Sistemas Modulatorios Difusos: originam-se na formação reticular no tronco encefálico e mandam os axônios para várias áreas do encéfalo.
· Regulam as funções do encéfalo por influenciarem na atenção, motivação, vigília, memória, controle motor, humor e homeostase metabólica.
· Eletroencefalograma (EEG)
· Estado de Vigilia-Alerta: padrão rápido e irregular, sem predominio de nenhum tipo de onda.
· Estado de Vigilia-Repouso: ondas de baixa amplitude e alta frequência 
· Estado de Sono ou Coma: ondas de alta amplitudee baixa frequência
· Morte Cerebral: cessação das ondas
· Sono
· Sono de Ondas Lentas (Sono Profundo): ondas delta, com grande amplitude e baixa frequencia, onde o indivíduo faz movimentos inconscientes para ajeitar o corpo
· Sono de Ondas Rápidas (Sono REM): ondas de baixa amplitude e alta frequência. O corpo não possui função motora (exceto dos olhos e da respiração) e a função homeostática é deprimida
· Ciclo Circadiano: controle da atividade corporal, a partir dos ciclos de claro-escuro de 24hs, executado por um conjunto de neurônios localizados no núcleo supraquiasmático do hipotálamo. Corresponde ao período de sono-vigília
· Humor: sentimentos subjetivos relativamente estáveis, com longa duração, relacionados com a sensação de bem-estar da pessoa
· Depressão: relacionada à disponibilidade de neurotransmissores como a noradrenalina, a serotonina e a dopamina.
· Aprendizado
· Aprendizado Associativo: dois estímulos são associados como meio de absorver a informação de um deles (que é desconhecido)
· Aprendizado Não-Associativo: absorção da informação depois de exposições repetidas ao mesmo estímulo.
1. Habituação: quando um mesmo estímulo desinteressante é percebido varias vezes e ignorado pelo encéfalo.
2. Sensibilização: é o oposto da habituação 
· Memória: habilidade de reter e evocar informações. As vias de memória se distribuem por todo o córtex
· Memória de Curta-Duração: área de armazenamento limitada que apaga as informações desde que um estímulo para o aprendizado não seja realizado.
· Memória de Trabalho: conecta as informações das memórias de curta e longa duração para a realização de uma atividade
· Memória de Longa-Duração: área de armazenamento capaz de armazenar muita informação. A consolidação é o processamento da informação da memória de curta duração para a memória de longa duração.
1. Memória Não-Declarativa/Reflexiva: é automática e não requer consciencia para evocar informações. Envolve o corpo amigdaloide e o cerebelo memória de procedimentos (lobo frontal)
2. Memória Declarativa/Explícita: requer atenção consciente para ser evocada e está relacionada ao lobo temporal. Utiliza de senso crítico e outras atividades cognitivas superiores
· Doença de Alzheimer: doença neurodegenerativa caracterizada pela perde prograssiva da memória provocada (pelo que se sabe) pelo acúmulo das proteínas beta-amiloide e lau e associada ao deficit de acetilcolina.
· Linguagem: divide-se em linguagem falada e linguagem escrita
· A intregração das informações envolve as áreas de Broca (lobo frontal) e de Wernicke (lobo temporal). Da área de Broca a informação vai pro córtex motor e iniciam a resposta falada ou escrita. A área de Wernicke é responsável pela recepção e processamento da informação falada e escrita
· Lesão na Área de Wernicke: afasia receptiva (a pessoa não tem a capacidade de entender os estímulos sensoriais) 
· Lesão na Área de Broca: afasia expressiva (entendem os estímulos – palavras – mas são incapazes de reproduzí-las com sintaxe normal)
Fisiologia Sensorial
- Propriedades Gerais dos Sistemas Sensoriais
· Estímulo: na forma de energia física, sobre o receptor sensorial
· Receptor Sensorial: converte o estímulo em sinal intracelular (mudança no potencial da membrana)
· Receptores Simples: neurônio com terminações nervosas livres receptores somatossensoriais
· Receptores Neurais Complexos: neurônio com terminações nervosas envoltar por uma cápsula de tecido conjuntivo
· Receptores Sensoriais Especiais: células que liberam neurotransmissores em neurônios sensoriais, iniciando um potencial de ação. células pilosas
· No SNC, o sinal pode tomar dois caminhos: consciente e inconsciente
· Consciente: chegam ao córtex cerebral
· Inconsciente: não vão ao córtex 
· Tipos de Receptores
· Quimiorreceptores: respondem a ligantes químicos que se ligam a ele olfato e paladar
· Mecanorreceptores: respondem à várias formas de energia mecânica audição
· Termorreceptores: respondem à temperatura tato
· Fotorreceptores: respondem ao estímulo da luz visão
· Transdução: mecanismo pelo qual o receptor transforma um estímulo externo ao corpo em sinal elétrico Abertura de canais iônicos/ativação de segundos mensageiros pela proteina G
· Limiar: estímulo mínimo necessário para ativar um receptor
· Campo Receptivo: área do neurônio (sensorial primário) ou receptor que recebe determinado estímulo o estímulo é transmitido eletricamente para o neurônio sensorial secundário, no campo receptivo secundário
· Os neurônios sensoriais primários apresentam uma convergência em relação ao neurônio sensorial secundário
· Depois de entrar pela medula, a informação segue em sentido ascendente até o encéfalo (maioria no tronco encefálico/nervos cranianos), e em geral não chega à percepção consciente.
· Modalidade Sensorial: a modalidade de um estímulo é indicada por quais neurônios sensoriais são ativados e por onde terminam as vias no cérebro
· Localização do Estímulo: é codificada de acordo com quais campos receptivos são ativados
· Como o estímulo auditivo não possui um campo receptivo, não é possível localizar o som
· Intensidade do Estímulo: número de receptores ativados e a frequencia dos potenciais de ação de tais receptores determinam a intensidade do estímulo gerado
· Estímulos mais longos em geral possuem uma série mais longa de potenciais de ação no neurônio sensorial primário, entretanto, com o estímulo contínuo, alguns receptores se adaptam (ou deixam de responder).
· Receptores Tônicos: são de adaptação lenta. Depois da adaptação, disparam o estímulo de maneira rapida e depois mais lenta, porém contínua.
· Receptores Fásicos: são de adaptação rápida e disparam quando recebem o estímulo, mas param de disparar se a intensidade do estímulo permanecer constante olfato, tato
- Sensibilidade Somática
· Córtex Somatossensorial: parte do cérebro que reconhece de onde os tratos sensoriais ascendentes se originam
· Receptores de Temperatura: são terminações nervosas livres que terminam no tecido subcutâneo receptores de frio atuam em situações abaixo da temperatura corporal e receptores de calor na situação inversa
· Nocirreceptores: são terminações nervosas livres que respondem a estímulos nocivos ao corpo (químicos, mecânicos ou térmicos) que causam ou tem potencial de causar dano tecidual
· Provocam dor e prurido com mecanismo de defesa do corpo à situação de risco eminente
· A ativação do nocirreceptor é modulada pela liberação de K, histamina e prostaglandinas liberados pela célula danificada, serotinina liberada pelas plaquetas e substância P (peptídeo secretado por neurônios sensoriais primários) Dor Inflamatória
· Reflexo de Retirada: resposta inconsciente à estimulação de nocirreceptores. Os neurônios fazem sinapse com interneurônios da medula 
· Dor Referida: vários neurônios sensoriais primários de uma região convergem para um mesmo trato ascendente
· Dor do Membro Fantasma: neurônios sensoriais secundários ficam superexcitados.
- Quimiorrecepção: Olfato e Paladar
· Olfato
· Bulbo Olfatório: extensão do prosencéfalo que recebe estímulos de neurônios olfatórios primários (células receptoras olfatórias – cujos axônios formam os nervos olfatórios) e onde se localiza os neurônios olfatórios secundários
· Trato Olfatório: vai do bulbo olfatório até o córtex olfatório e é onde se localiza os neurônios olfatórios terciários
· Olfação: capacidade de sentir e distinguir odores
· As vias olfatórias levam informação ao sistema límbico (corpo amigdaloide e hipocampo – envolvidos com a emoção e a memória)
· Receptores Odorantes: são proteínas G que são ativadas pela ligação ao adorante, ativando o AMPc e abrindo os canais de cátions e despolarizando a célula.
· Paladar: está intimamente relacionado ao olfato
· Gosto Umami: associação de glutamato e alguns nucleotídeos que aumenta o sabor dos alimentos
· Gosto Azedo: desencadeado pela presença de H+
· Gosto Salgado: desencadeado pela presença de Na+
· Gosto Doce: relacionado a alimentos nutritivos (moléculas grandes)
· Gosto Amargo: relacionadoa produtos potencialmente tóxicos
· Botões Gustatórios: compostos por várias células receptoras gustatórias
· Para que uma substância seja degustada ela deve se dissolver na saliva e no muco que vão aumentar a aderrencia dos ligantes às células receptoras gustatórias
· Células Receptoras Gustatórias Tipo II: gostos amargo, doce e umami possuem receptores acoplados a proteína G (gustducina) que abrem canais de Ca e gera ATP, que serve de ativador da sensação do sabor
· Células Receptoras Gustatórias Tipo I: gostos azedo e salgado possuem canais transmembrana (de Na para salgado e de H para o azedo) que estimulam a liberação de serotonina que ativa a sensação do sabor
· A serotonina e o ATP ativam os neurônios gustatórios primários, que formam os nervos cranianos 7,9 e 10 e fazem sinapse no bulbo do tronco encefálico
- A Orelha: Audição
· Orelha Externa: aurícula + meato acústico externo
· Membrana Timpânica: separa a orelha externa da orelha média
· Orelha Média: cavidade cheia de ar que se comunica com a faringe pela tuba auditiva (equilíbrio da pressão) e que possui 3 ossículos que conduzem o estímulo sonoro sob forma de vibração: martelo, bigorna e estribo.
· Os ossículos estão conectados entre si por meio de articulações (o que amplifica as vibrações) e o martelo recebe a onda vibratória da membrana timpânica, transmite a vibração para a bigorna, que transmite para o estribo, que por sua vez dissipa essa onda na janela do vestíbulo para a orelha interna
· Orelha Interna: vestíbulo (+ canais semicirculares) + cóclea
· Cóclea: tubo membranoso que se enrola em formato de concha na cavidade óssea do osso temporal e possui receptores sensoriais para a audição. Possui duas membranas que se comunicam com a cavidade da orelha média: a janela do vestíbulo/oval (onde o estribo se comunica) e a janela coclear/redonda (onde a onda dissipa sua energia) forma o N. Coclear, que se une ao N. Vestibular para formar o 8º par craniano
· Rampas da Cóclea e do Vestíbulo: comunicam-se pelo helicotrema e conduzem perilinfa (composição similar ao LEC)
· Ducto Coclear (Rampa Média): conduz endolinfa (composição similar ao LIC) e possui o órgão espiral (composto por células pilosas), que fica sobre a membrana basilar e sob a membrana tectória e é conectado a ela (tectória) pelo cinocílio. Essa conexão permite o movimento dos cílios (e abertura de canais iônicos) em detrimento do movimento da placa tectória 
· Vestíbulo: transdutor sensorial para o equilíbrio, agindo em conjunto com os canais semicirculares
· Audição: percepção de energia carregada por ondas sonoras 
· Som: interpretação do cérebro para a frequência (tom do som – hertz), amplitude (intensidade sonora – decibéis) e duração das ondas sonoras
· Transdução do Som: vibração mecânica das ondas sonoras que passam pela membrana timpânica (1ª transdução) é transformada em ondas líquidas dentro da cóclea (2ª transdução) no momento da dissipação pelo estribo. O movimento das ondas líquidas na cóclea abre canais iônicos controlados mecanicamente nas células pilosas (receptores sensoriais da audição), o que gera um potencial iônico (fluxo de íons – 3ª transdução) que liberam neurotransmissores (4ª transdução) que induzirão a produção de um potencial de ação (5ª transdução) nos neurônios auditivos primários (N. Coclear)
· Os neurônios auditivos primários vão para o bulbo do tronco encefálico, e de la para 2 vias na ponte uma ipslateral e uma contralateral, dessa forma, a onda sonora percebida nas duas orelhas é percebida em cada hemisfério do cérebro. Da ponte, os tratos ascendentes fazem sinapse com os núcleos do mesencéfalo e do tálamo antes de chegarem ao córtex auditivo
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· Tipos de Perda Auditiva
· Perda Auditiva de Condução: o som não pode ser transmitido através da orelha externa ou da orelha média
· Perda Auditiva Central: dano das vias neurais entre a orelha interna e o córtex auditivo ou do córtex auditivo.
· Perda Auditiva Sensório-Neural: dano à estruturas da orelha interna, como as células pilosas (ciliadas) por exposição a fortes ruídos
- A Orelha: Equilíbrio
· Vestíbulo da Orelha Interna: sáculo + utrículo + canais semicirculares (3)
· É preenchido com endolinfa e possui células pilosas com a mesma composição das células pilosas da cóclea, porém com funções distintas
· Sáculo + Utrículo: informam sobre a aceleração linear e a posição da cabeça, possui as células ciliadas nas máculas
· Canais Semicirculares: informam sobre a aceleração rotacional da cabeça, possui as células ciliadas na ampola (crista)
· As células ciliares do vestíbulo são como as da cóclea, e liberam neurotransmissor nos neurônios sensoriais primários do N. Vestibular, que fazem sinapse nos núcleos vestibulares do bulbo ou sobem diretamente (sem fazer sinapse) até o cerebelo (local primário de processamento do equilíbrio)
- O Olho: Visão
· Visão: processo pelo qual a luz refletida nos objetos em nosso meio externo é transformada em uma imagem mental
· A luz entra no olho e é focalizada na retina pela lente (cristalino)
· Os fotorreceptores presentes na retina transduzem a energia luminosa em energia elétrica
· As vias neurais da retina até o cérebro processam os sinais elétricos em imagens visuais
· Órbita Ocular: cavidade óssea que protege o olho contra choques mecânicos, contém o olho, seis músculos extrínsecos do bulbo do olho, e os nervos cranianos Oculomotor (III), Troclear (IV) e Abducente (VI)
· Aparelho Lacrimal: sistema de glândula e ductos que conduz lágrima para a superficie exposta do olho (córnea) secreção estimulada por fibras parassimpaticas do N. Facial (VII)
· Disco Óptico: local na retina onde os neurônios da via visual formam o N. Óptico (II)
· Os Nn. Ópticos vão da órbita para o quiasma óptico, onde as fibras nervosas cruzam para o lado oposto do cérebro, fazem sinapse com o corpo geniculado lateral do tálamo e finalizam seu trajeto no córtex visual, no lobo occipital
· Mácula Lútea: localiza-se na fóvea central da retina e é o local mais acurado para a visão das imagens
· Fotorreceptores: neurônios que convertem energia luminosa em energia elétrica, localizam-se na ultima camada (exceto na fóvea central) do estrado nervoso da retina, em comunicação com o estrato pigmentoso cones (visão em cores) e bastonetes (visão noturna/preto e branco)
· Neurônios Bipolares: recebem o estímulo elétrico dos fotorreceptores e transmitem para as células ganglionares, cujos axônios formam o N. Óptico existe 2 tipos: ativadas pela luz ou inibidas pela luz (ativadas pelo glutamato (neurotransmissor)
· Atrás da camada sensível da retina há o estrato pigmentoso, responsável pelo isolamento do reflexo da luz, impedindo a distorção de imagens
· Reflexo Pupilar: a luz chega a retina e ativa o reflexo, levando os sinais do N. Óptico para o quiasma óptico, depois para o tálamo (corpo geniculado lateral) e dali para o mesencéfalo onde os neurônios eferentes do N. Oculomotor (parassimpatico) regulam o diâmetro da pupila
· Além disso, a pupila controla os focos das imagens, dando noção de profundidade à imagem formada no cérebro
· Ponto Focal: ponto comum na retina para onde convergem feixes paralelos (objetos a mais de 6m de distância) de luz que cruzam as lentes oculares.
· Para objetos mais próximos que 6m o cristalino precisa se acomodar para mudar sua conformação (engordar) e projetar a imagem com precisão no ponto focal
· O Cristalino fica fixado nas zônulas ciliares, que possuem os músculos ciliares, responsáveis pela acomodação da lente
· Erros de Produção de Imagens
· Plesbiopia: perda da flexibilidade do cristalino que impossibilita uma acomodação eficiente
· Miopia: o ponto focal incide na frente da retina, dificultando a visão de perto mudança na conformação do bulbo do olho ou da córnea
· Hipermetropia: o ponto focal incide atrás da retina, dificultando a visão de longe mudança na conformação do bulbo do olho ou da córnea
· Astigmatísmo: córnea com curvatura imperfeita que gera imagens distorcidas 
· Rodopsina: pigmento visual responsável pela distinção das coresnos cones e nos bastonetes, baseado na excitação distinta por vários comprimentos de ondas
· É composta de opsina (proteína que se fixa nos bastonetes/cones) e de retinal (derivado da vitamina A – retinol), que é a porção que absorve luz
· Células Ganglionares: recebem informação de uma parte específica da retina (campo visual) vindo de varios neurônios bipolares, que receberam estímulo de vários fotorreceptores Convergencia 
· Células M (magnocelulares): são grandes e sensíveis à informações sobre o movimento
· Células P (parvocelulares): são menores e sensíveis à forma e detalhes finos das imagens
Divisão Eferente: Controle Autonômico e Motor Somático
· O sistema nervoso periférico (SNP) é dividido em neurônios motores somáticos (músculos esqueléticos) e neurônios autonômicos (músculos liso e cardíaco, além de glândulas e tecido adiposo)
- Divisão Autônoma
· Também é denominada Sistema Nervoso Visceral e divide-se em Sistemas Nervosos Simpático (luta/fuga) e Parassimpático (descanso/digestão)
· As subdivisões simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo controlam a homeostase do corpo por 4 propriedades:
· Preservação do desempenho no meio interno 
· Regulação aumenta/diminui o controle tônico
· Controlam-se por antagonismo
· Músculo liso dos vasos sanguíneos e as glândulas sudoríparas são controlados só pela divisão simpática
· Sinais químicos com diferentes efeitos em diferentes tecidos
· Neurônio Pré-Ganglionar: origina-se no SNC e projeta-se para o gânglio autonômico (fora do SNC), onde faz sinapse com o neurônio pós-ganglionar (que possui o corpo celular no gânglio) que projeta seu axônio no tecido-alvo
· Vias Simpáticas: originam-se geralmente das regiões torácica e lombar da medula espinhal e possuem os gânglios simpáticos localizados ao longo dos lados da coluna vertebral
· Possuem nervos (axônios dos neurônios pós-ganglionares) longos que vão dos gânglios aos tecidos-alvo
· Vias Parassimpáticas: originam-se no tronco encefálico e deixam o encéfalo pelos nervos cranianos ou na medula cervical e sacral, onde inerva os órgão pélvicos. Seus gânglios são localizados próximos aos tecidos-alvo, por isso os axônios pós-ganglionares (nervos parassimpáticos) são curtos 
· Nervo Vago: é o principal trato parassimpático, carregando 75% das fibras parassimpáticas e levando e trazendo informações dos órgãos internos para o encéfalo a acetilcolina é produzida pelos neurônios parassimpáticos
· Diferenças Entre as Divisões Simpática e Parassimpática Quanto aos Receptores e Neurotransmissores
· O neurônio pré-ganglionares simpático e parassimpático liberam acetilcolina (ACh) em receptores colinérgicos nicotínicos situados nas células pós-ganglionares
· A maioria dos neurônios pós-ganglionares simpáticos secretam noradrenalina em receptores adrenérgicos situados nas células-alvo (junção neuroefetora)
· A maioria dos neurônios pós-ganglionares parassimpáticos secretam acetilcolina em receptores colinérgicos muscarínicos situados nas células-alvo
· Sinapse Autonômica: o neurotransmissor é liberado no LEC
· Desativação do Complexo Receptor-Neurotransmissor
· Neurotransmissor sofre difusão para longe da sinapse
· Neurotransmissor é metabolizado por enzimas no LEC
· Neurotransmissor é transportado ativamente para dentro das células próximas à sinapse para ser reutilizado
· Receptores Adrenérgicos: receptores acoplados à proteína G
· Receptores Adrenérgicos Alfa: afinidade alta à noradrenalina e baixa à adrenalina 
1. Alfa 1: Via da fosfolipase C – IP3/DAG
2. Alfa2: diminuição do AMPc – relaxamento dos mm e secreções
· Receptores Adrenérgicos Beta: possui três subtipos importantes Via do AMPc
1. Beta 1: respondem igualmente à noradrenalina e à adrenalina
2. Beta 2: afinidade maior à adrenalina que à noradrenalina
3. Beta 3: afinidade maior à noradrenalina que à adrenalina
· Glândula Suprarrenal: assim como a hipófise, divide-se em duas regiões funcionais e anatohistológicas: a medula (interna) é uma estrutura neurossecretora e o córtex (externo) é uma glândula endócrina (secreta hormônios esteróides)
· Medula da Suprarrenal: também conhecida como “gânglio simpático modificado”, uma vez que os neurônios pré-ganglionares projetam-se na medula, onde fazem sinapse com neurônios pós-ganglionares sem axônios que vão até o tecido-alvo e secretam adrenalina diretamente na corrente sanguínea (neuro-hormônio)
- Divisão Motora Somática
· Os corpos celulares dos neurônios motores somáticos encontra-se no corno anterior da medula espinhal ou no encéfalo com um único e longo axônio se projetando até o músculo esquelético-alvo onde se ramifica e alcança várias fibras musculares
· Junção Neuromuscular: sinapse entre o neurônio motor somático e a fibra muscular esquelética
· A chegada do potencial de ação na membrana abre os canais de Ca controlados por voltagem, fazendo com que o Ca flua para dentro da célula, desencadeando a liberação de acetilcolina (Ach) contida nas vesículas sinápticas que irão se associar aos receptores colinérgicos nicotínicos da membrana do músculo esquelético
Músculos
- Músculo Estriado Esquelético
· 40% do peso corporal total e maior parte da musculatura corporal
· Músculos Antagonistas: executam ações inversas em um mesmo local (extensor/flexor)
· Formado por um conjunto de fibras musculares multinucleadas que se organizam em grupos e formam os fascículos juntamente com tecido conjuntivo
· Miofibrilas
· Miosina: proteína motora com a capacidade de gerar movimento o conjunto enfileirado forma o filamento grosso
· Actina: proteína globular que forma o filamento fino e relacionam-se com as cabeças da miosina por pontes cruzadas
· O arranjo de filamentos finos e grossos em uma miofibrila gera um padrão repetido de bandas claras e escuras, que delimitam o sarcômero
· Tinina: liga o disco Z ao filamento fino e proporciona um alinhamento
· Nebulina: também se liga ao disco Z e da alinhamento, porém passa entre as fibras de actina
· Tropomiosina: expõe o sitio de ligação da actina na miosina
· Troponina: liga-se ao Ca e controla a posição da tropomiosina
· Tensão Muscular: força criada pela contração do músculo, quanto mais pontes cruzadas, maior a tensão. A contração é um processo que requer gasto de ATP
· Eventos da Contração Muscular
· Eventos da junção neuromuscular: ACh gera um PA que libera Ca
· Os potenciais de ação iniciam os sinais de Ca (Contração-Relexamento)
· Ciclo Contração-Relaxamento: teoria do deslizamento dos filamentos
· Estado de Rigidez: acontece em maior período de tempo quando a pessoa morre (rigor mortis), onde não há mais disponibilidade de ATP, fazendo com que a actina se ligue fortemente à miosina
· Fosfato de Creatina: molécula existente nos músculos esqueléticos que é convertido em creatina e ATP com a adição de ADP. A enzima responsável por esse processo é denominada creatina cinase (CK)
· Níveis aumentados de CK no sangue sugere dano no músculo esquelético ou cardíaco determinado de acordo com as diferentes isoenzimas
· Glicose: produz em média 30 ATP’s por ciclo de respiração aeróbica (glicólise + ciclo de Krebs + cadeia transportadora de elétrons) e 2 ATP’s por ciclo de respiração anaeróbica (glicólise anaeróbica)
· Fadiga
· Tipos de Fibras Musculares Esqueléticas
· Fibras de Contração Lenta: a contração é mais lenta porque o retículo sarcoplasmático demora mais para retirar Ca do citosol. São utilizadas para a manutenção da postura e exercícios prolongados
· Fibras Glicolítico-Oxidativas de Contração Rápida: utilizam o oxigênio (fosforilação oxidativa) para a produção de energia, por isso são mais resistentes à fadiga. Possuem a contração rápida graças a rápida retirada de Ca do citosol pela RS
· Fibras de Glicolíticas de Contração Rápida: utilizam a respiração anaeróbica para obter ATP, obtendo ácido como produto e provocando uma acidose local
· Mioglobina: facilita a entrada de oxigênio do sangue para dentro das fibras musculares as fibras oxidativas e de contração lenta possuem mais mioglobina e por esse motivo sãodenominadas fibras vermelhas. As fibras brancas são as fibras glicolíticas
· Unidade Motora: grupo de fibras musculares (do mesmo tipo) que atuam juntas, comandadas pelo mesmo neurônio motor somático que envia ramificações a partir do seu axônio
· A ativação de apenas algumas unidades motoras de um músculo faz com que ele se contraia menos (controle do movimento)
· Mecânica do Movimento Corporal 
· Tipos de Contração
· Isotônica: o músculo contrai, encurta e gera força suficiente para movimentar a carga
· Isométrica: o músculo contrai, mas não encurta, não tendo força suficiente para movimentar a carga
- Músculo Liso
· A contração/relaxamento ocorre mais lentamente e com um gasto energético bem menor que o músculo estriado, além de não necessitar de oxigênio
· A contração/relaxamento é controlada por hormônios, substâncias parácrinas e neurotransmissores
· O músculo liso possui muitas variações em sua composição, podendo ser mais contrátil ou mais elástico
· Vários sinalizadores podem influenciar um mesmo músculo liso ao mesmo tempo, induzindo o mesmo a seguir o estímulo mais forte
· Os neurotransmissores são liberados através de varicosidades proximos às fibras musculares
· O músculo liso unitário também é denominado músculo liso visceral, por fazer parte do revestimento dos órgãos ocos (vasos sanguíneos, tratos gastrointestinal e urogenital).
· O músculo liso possui filamentos de miosina e actina mais longos que os do músculo estriado, além disso, possui um isoforma de miosina diferente.
· Não são organizados em sarcômeros por não serem organizados em bandas e possuirem conformação oblíqua. A actina é bem mais numerosa que a miosina permitindo um deslocamento mais longo da actina pela miosina e a contração ritmica dos músculos
· Contração do Músculo Liso
· O aumento do Ca no citosol da início à contração. O Ca entra a partir do LEC ou do retículo sarcoplasmático
· O Ca se liga à calmodulina e ativa a cinase da cadeia leve da miosina (MLCK)
· A MLCK fosforila as cadeias leves na cabeça da miosina e aumenta a atividade ATPase da miosina, aumentando a tensão no músculo
· A enzima fosfatase da miosina coloca a miosina na posição inativada quando ocorre o efluxo de Ca 
· Os músculos lisos possuem canais de Ca controlados mecanicamente, por voltagem e por segundos mensageiros ativados por neurotransmissores autonômicos, hormônios e substâncias parácrinas (NO – fator de relaxamento derivado do endotélio – EDRF)
Fisiologia Integrada: Controle do Movimento Corporal
- Reflexos Neurais
· Classificações
· Quanto ao local de integração no SNC:
· Reflexos Medulares (Espinhais): os sinais são integrados na medula espinhal com ou sem modulação do encéfalo
· Reflexos Cranianos: reflexos integrados no encéfalo
· Quanto à forma de resposta eferente:
· Reflexos Somáticos: envolve músculos esqueléticos e neurônios motores somáticos
· Reflexos Autonômicos: controlados pelos neurônios autonômicos
· Quanto à natureza (inata/aprendida) do reflexo:
· Reflexos Inatos: nasce-se com eles reflexo patelar
· Reflexos Aprendidos (Condicionados): reflexos elaborados em resposta à alguma situação já vivenciada
· Quanto ao númedo de neurônios que participam da via reflexa:
· Reflexo Monossináptico: envolve apenas uma sinapse e dois neurônios (um aferente e um eferente)
· Reflexo Polissináptico: envolve mais de duas sinapses e mais de três neurônios e são mais complexos
- Reflexos Autonômicos
· Também são conhecidos como reflexos viscerais, por envolverem os órgãos 
· Podem ocorrer em resposta à medula espinhal (reflexo espinhal) mas a maioria dos estímulos são provenientes do hipotálamo, tálamo e tronco encefálico, que controlam a homeostase corporal
· Frequência cardíaca, pressão sanguínea, apetite, controle osmótico e manutenção da temperatura corporal
· O tronco encefálico tambem possui alguns centros integradores de resposta autonômica como os centros da vômito, salivação, tosse, deglutição e náusea
· Os reflexos autonômicos são sempre polissinápticos, uma vez que é necessario um neurônio aferente, um pré e um pós-sináptico para o reflexo ser completo
- Reflexos dos Músculos Esqueléticos
· Os músculos, articulações e tendões (propioceptores – receptores sensoriais que mandam sinais sobre a posição do corpo) mandam sinais ao SNC (neurônios sensoriais aferentes) sobre a contração muscular. Dependendo da necessidade, o SNC estimula ou inibe o neurônio motor somático (alfa), contraindo ou relaxando o músculo (fibras musculares extrafusais), respectivamente.
· O estímulo pode ser integrado usando uma rede de interneurônios excitatórios ou inibitórios, gerando uma resposta inconsciente ou pode ir ate o córtex cerebral e ser interpretado conscientemente
· Propioceptores: fusos musculares (músculos), órgão tendinoso de Golgi (tendões) e receptores articulares (articulações) 
· Fibras Musculares Intrafusais: inervada externamente pelo neurônio motor somático gama e internamente por terminações nervosas sensoriais que fazem sinapse na medula com o neurônio motor somático alfa. São sensiveis ao estiramento e contração
· Órgãos Tendinosos de Golgi: encontrados na junção de tendões e e fibras musculares, é relativamento insensível ao estiramento do músculo e é ativado (terminações nervosas livres) quando o tendão esta tencionado 
· Unidade Miotática: conjunto de vias que controlam uma só articulação. O reflexo mais comum é o monossináptico com integração na medula espinhal, onde também ocorre a inibição recíproca dos músculos antagonistas
· Reflexos de Flexão: vias reflexas polissinápticas em resposta à estímulos dolorosos ativa vias divergentes de interneurônios inibitórios recíprocos e excitatórios, aumentando a resposta (e rapidez) ao estímulo doloroso. Esse reflexo permite que mesmo com a alteração da posição das pernas, o equilibrio possa ser restaurado.
- Controle Integrado do Movimento Corporal
· Classificação do Movimento
· Movimentos Reflexos: são menos complexos e integrados pela medula espinhal. O encéfalo pode modular o reflexo
· Reflexos Posturais: ajudam a manter a posição do corpo e são integrados no tronco encefálico necessitam de estímulo continuo dos sistemas sensoriais visual, vestibular e proprioceptivo
· Movimentos Voluntários: necessitam da integração com o córtex cerebral para iniciar o movimento e não necessitam de um estímulo externo
· Movimentos Rítmicos: combinação de movimentos reflexo e voluntário. São iniciados e encerrados pelo córtex cerebral, mas uma vez ativados são comandados pelos geradores centrais padrão (CPG), uma rede de interneurônios do SNC
· Controle do Movimento no SNC
· Medula Espinhal: integra reflexos espinhais e possui geradores centrais de de padrão
· Tronco Encefálico e Cerebelo: controla reflexos posturais e o movimento dos olhos e das mãos o tronco conduz os reflexos e o cerebelo coordena os movimentos finos
· O cerebelo manda informações para o córtex cerebral (região sensitiva) para planejar o movimento
· Córtex Cerebral e Núcleos da Base: responsáveis pelo movimento voluntário
· Etapas do Controle do Movimento
· Tomada de decisão e planejamento (núcleos da base e córtex sensorial)
· Iniciação do movimento (córtex motor)
· Execução do movimento
Fisiologia Cardiovascular
- Visão Geral do Sistema Circulatório
· Constituição do Sistema Circulatório: coração + vasos sanguíneos + sangue
· Vasos Sanguíneos
· Artérias: levam sangue oxigenado do coração (ventrículos) para os tecidos e possuem a parede grossa, com capacidade de se contrair. 
· Veias: levam sangue rico em excretas (ou nutrientes) dos tecidos para o coração (átrios) e possuem paredes elásticas com valvas venosas (impedem o refluxo sanguíneo)
· Coração: atrio e ventrículo direito (sangue rico em CO2) + atrio e ventrículo esquerdo (sangue rico em O2)
· Sangue: transporta substâncias a partir do impulso do coração para os sistemas corporais
· Nutrientes, água e gases – entram no corpo a partir do meio externo pelo sistema gastrointestinal e respiratório, respectivamente
· Materiais que se movem entre as células– hormônios, nutrientes e substâncias necessárias ao metabolismo celular
· Resíduos eliminados pelas células – gases e metabólitos são eliminados através dos sistemas respiratório e excretor
· Circulação Pulmonar: vasos sanguíneos que saem do coração pelo ventrículo direito, vão aos pulmões, onde ocorre a hematose e retornam pelo átrio esquerdo
· Circulação Sistêmica: vasos sanguíneos que saem do coração pelo ventrículo esquedo (através da A. aorta), vão aos tecidos corporais, onde ocorre a oxigenação, distribuição de nutrientes e é recolhido as excretas e retornam pelo átrio direito através de duas veias: V. cava inferior (parte inferior do corpo) e V. cava superior (parte superior do corpo)
· O primeiro ramo que sai da A. aorta (Aa. Coronárias) nutre o próprio coração, que é drenado diretamente para o seio coronário (átrio direito) através das Vv. Cardíacas
· V. Porta Hepática: recebe o sangue proveniente do trato gastrointestinal (rico em nutrientes absorvidos) e o direciona ao fígado, onde os nutrientes serão processados para serem distribuidos pelo corpo 
- Pressão, Volume, Fluxo e Resistência
· Gradiente de Pressão: é a força capaz de mover o sangue do coração para os tecidos o sangue se move a favor do seu gradiente de pressão, uma vez que sai de uma região de alta pressão para outra de pressão menor
· O gradiente de pressão diminui a medida que o sangue se afasta do coração devido ao atrito gerado entre o sangue e as paredes dos vasos sanguíneos.
· Quanto maior o gradiente de pressão (diferença das pressões sistolicas e diastolicas), maior o fluxo de líquido (sangue)
· Pressão: força exercida pelo líquido (sangue) no seu recipiente (vasos). Quando o líquido não movimenta, essa força é chamada de pressão hidrostática
· A pressão maior ocorre na saída do ventrículo esquedo (na A. aorta) e a menor pressão ocorre na entrada do átrio direito (nas Vv. Cavas superior e inferior), isso ocorre porque a pressão é diminuida à medida que há atrito do sangue com os vasos sanguíneos
· Em um sistema em movimento, como os vasos sanguíneos, há dois componentes da pressão:
· Componente Dinâmico: representa a energia cinética do sistema
· Componente Lateral: representa a pressão hidrostatica (energia potencial) exercida nas paredes dos vasos sanguíneos
· Pressão Propulsora: pressão de ejeção exercida pelos ventrículos durante a contração (sístole) é a pressão dissipada pelos vasos sanguíneos 
· Resistência ao Fluxo: força contrária ao fluxo sanguíneo que é criada pelo atrito do sangue com as paredes dos vasos sanguíneos o fluxo é inversamente proporcional à resistência do vaso sanguíneo, que é determinada por: 
· Raio do Vaso Sanguíneo – vasodilatação/vasoconstrição
· Comprimento do Vaso sanguíneo
· Viscosidade do Sangue – conteúdo plasmático
· Taxa de Fluxo: volume de sangue que passa por um ponto do sistema por unidade de tempo
· Velocidade de Fluxo: distância que um dado volume de sangue percorre em um dado período de tempo
· Pressão Arterial Média: é diretamente proporcional ao débito cardíaco e à resistência vascular periférica
- Músculo Cardíaco e o Coração
· Coração
· Localiza-se na cavidade torácica, no mediastino, entre os pulmões, possui o ápice voltado para baixo/esquerda sobre o diafragma e a base voltada para cima, atrás do esterno
· Pericárdio: saco membranoso resistente que reveste o coração e conta com um líquido lubrificante (líquido pericárdico) que reduz o atrito dos batimentos 
· Miocárdio: compõe a maior parte da parede do coração, sendo mais espessa nos ventrículos que nos átrios.
· Base do Coração: por onde saem todos os vasos sanguíneos do coração. Essa caracteristica explica porque o ventrículo se contrai para cima
· Tronco Pulmonar: divide-se em Aa. Pulmonares direita e esquerda e direcionam sangue do coração (ventriculo direito) para os pulmões
· Artéria Aorta: divide-se em vários ramos e leva sangue do coração (ventrículo esquedo) para diversos tecidos do corpo 
· Veias Cavas Inferior e Superior: recebem tributárias das partes superior e inferior do corpo e direcionam o sangue dos tecidos para o coração (átrio direito)
· Veias Pulmonares: direcionam o sangue dos pulmões para o coração (átrio esquerdo)
· Septo Interventricular: separa os lados direito e esquerdo do coração, fazendo com que na sístole atrial (por exemplo) o sangue seja bombeado de ambos os lados simultaneamente sem se misturar
· Valvas Cardíacas: asseguram o fluxo unidirecional de sangue pelo coração e possuem aneis cartilaginosos que as circundam, servindo de fixação para o músculo cardíaco e de isolante elétrico entre o átrio e o ventrículo (fazendo a contração ocorrer em periodos distintos
Valvas Atrioventriculares (Bicúspede/Esquerda/Mitral e Tricúspede/Direita): localizadas entre os átrios e os ventrículos e fixadas pelos músculos papilares, através das cordas tendíneas que evitam o prolapso valvular
· Valvas Semilunares (Aórtica e Pulmonar): localizadas entre os ventrículos e o início das artérias, são formadas por três folhetos semilunares que se fecham após a ejeção sanguínea sem a necessidade de cordas tendíneas
· Sistema de Condução de Estímulos Miogênicos: o coração possui células cardíacas (células marcapasso/autoexcitáveis) especializadas na produção e condução de estímulos elétricos, que determinam a frequência de batimentos do coração as células autoexcitáveis possuem menos fibras contráteis e são menores que as células contráteis do coração, além de aparecerem um número 100x menor
· Características do Músculo Cardíaco
· Possui as fibras musculares muito menores que as fibras musculares esqueléticas e com apenas um núcleo
· As células adjacentes se comunicam através dos discos intercalares (membranas interdigitadas) compostos por junções comunicantes (comunicação elétrica) e desmossomos (união forte)
· Os túbulos T das células miocárdicas são maiores que os das células musculares esqueléticas e se ramificam
· O reticulo sarcoplasmático das células miocárdicas são menores que os das células esqueléticas, fazendo-se necessário a utilização de Ca extracelular
· Durante a contração, o Ca se liga a troponina, mudando a conformação da tropomiosina e expondo o sitio de ligação da miosina para a actina. Dessa forma, quanto maior a concentração de Ca no meio intracelular, mais pontes cruzadas são formadas entre a miosina e a actina, e maior é a força de contração
· Potencial de Ação Prolongado: o potencial de ação nas células contráteis cardíacas funciona semelhantemente ao dos neurônios e fibras musculares esqueléticas (despolarização com a entrada de Na e repolarização com a saida de K), porém é prolongado pela entrada contínua de Ca nas células
· Fase 4: potencial da membrana em repouso – (-90mV)
· Fase 0: despolarização pela entrada de Na – (+20mV)
· Fase 1: repolarização inicial pela saída de K
· Fase 2: platô – a repolarização é breve e diminuída pela redução da permeabilidade ao K e aumento da permeabilidade ao Ca o platô é responsável pelo prolongamento do potencial de ação
· Fase 3: repolarização rápida – os canais de Ca são fechados e a permeabilidade ao K é restaurada até que o potencial retorne ao repouso (-90mV – fase 4)
· Potencial Marcapasso: potencial de membrana instável das células autoexcitáveis que vai de -60mV até o limiar, onde o potencial de ação é ativado os canais dessas células (canal If) favorece o influxo de Na em detrimento do efluxo de K e são fechados à medida que a despolarização ocorre. Simultaneamente ao fechamento dos canais If, há a abertura dos canais de Ca, que acabam de executar a despolarização até o limiar do potencial de ação. Depois de alcançar o limiar, os canais de Ca adicionais se abrem, gerando uma despolarização rápida do potencial de ação (até o pico – onde ocorre a repolarização semelhante às células musculares esqueléticas)
· A velocidade de despolarização das células marcapasso determina a frequência com que o coração contrai (frequência cardíaca). Dessa forma, o aumento da permeabilidade ao Ca e ao Na favorece uma despolarização mais rápidae uma frequência cardíaca mais alta
· As cotecolaminas (adrenalina e noradrenalina) aumenta o fluxo pelos canais If e de Ca aumentam a frequência cardíaca ativando receptores beta-adrenérgicos nas células autoexcitáveis que ativam o segundo mensageiro AMPc (abre canais de Ca e If)
· A acetilcolina diminui o fluxo de Ca e aumenta o fluxo de K pelos canais Diminuem a frequência cardíaca ativando receptores colinérgicos muscarínicos que vão hiperpolarizar a célula, inibindo o potencial de ação
- O Coração Como Uma Bomba
· A comunicação elétrica do coração começa com o potencial de ação gerado pelas células auto-excitáveis. A despolarização ocorre rapidamente entre as células adjacentes (discos intercalares) e é seguida por uma onda de contração, primeiro nos átrios e depois nos ventrículos
· A despolarização começa no Nó Sinoatrial (principal célula marcapasso), no átrio direito, segue pelo trato internodal até o Nó Atrioventricular, no assoalho do átrio direito e de lá para o fascículo atrioventricular no septo interventricular, que irá se dividir em ramos direito e esquerdo, que vão inervar os ventrículos através das fibras de purkinge (ramos subendocárdicos)
· O nó atrioventricular é o unico caminho que o impulso elétrico tem para alcançar os ventriculos, uma vez que há um isolamento de tecido fibroso entre os atrios e os ventriculos. Isso faz com que o átrio se contraia e depois o ventriculo (retardo do Nó Atriventricular)
· Os ventrículos contraem simultaneamente de baixo para cima, permitindo que o sangue suba até a base e saia pelas grandes artérias
· Os nós SA (70bpm) e AV (50bpm) e as fibras de purkinge (35bpm) tem a capacidade de gerar um potencial, porém o potencial de ação do nó SA é maior, o que garante uma frequência cardíaca maior 
· Eletrocardiograma (ECG): eletrodos localizados na superficie corporal medem a atividade elétrica (graças à condutividade do LEC) das áreas específicas do coração registra a soma de potenciais elétricos registrados no coração
· Onda P: registra a despolarização atrial
· Complexo de Ondas QRS: representa a onda progressiva da despolarização ventricular a repolarização atrial está no intervalo QRS
· Onda T: representa a repolarização ventricular
· Contração Atrial: do declínio da onda P até o segmento PR
· Contração Ventricular: do fim da onda Q até a onda T
· Se o impulso elétrico for na direção do eletrodo positivo a deflexão da onda é positiva (para cima), se for na direção do eletrodo negativo, a deflexão é negativa
· 12 derivações do ECG: 3 eletrodos nos membros (nos dois pulsos e no pé esquerdo) e 9 eletrodos colocados no peito e no tronco, circundando a região do coração 
· Interpretação do ECG
· Pode-se medir a frequência cardíaca, através da distância entre duas ondas P
· Pode-se saber a regularidade dos batimentos cardíacos através da forma das ondas detecta arritmias
· Analisa-se cada onda (amplitude) e compara-se à situação normal de cada uma
· Observa-se a sequência depois da onda P, se o segmento QRS está de uma forma padrão e se o intervalo PR é constante para poder saber se não há um bloqueio no estímulo para os ventrículos
· Fases do Ciclo Cardíaco
· Coração em Repouso: Diástole Atrial e Ventricular
· Breve momento onde os átrios e os ventrículos estão relaxados
· Átrios: estão se enchendo de sangue vindo das veias
· Ventrículos: acabam de completar a contração (sístole)
· À medida que os ventrículos relaxam, as valvas atrioventriculares se abrem e o sangue flui dos átrios para os ventrículos pela ação da gravidade enchimentos ventriculares rápido e lento
· Término do Enchimento Ventricular: Sístole Atrial
· 20% do sangue do ventrículo é preenchido com a sístole atrial exceto em exercícios físicos, quando a contração atrial se torna mais importante no enchimento ventricular
· A sístole atrial ocorre depois da despolarização do átrio (onda P) no segmento PQ ou PR do ECG
· Volume Diatólico Final (VDF): fim do enchimento do ventrículo, quando ele está com o maior volume de sangue é determinado pelo retorno venoso (pelos átrios)
· Contração (Sístole) Ventrícular Inicial e o Primeiro Som Cardíaco
· Enquanto os átrios se contraem, a onda de despolarização se move lentamente pelas células condutoras do NAV, rapidamente seguem pelo fascículo atriventricular e para as fibras de purkinge (complexo QRS do ECG), até o ápice do coração 
· A sístole ventricular se inicia no ápice do coração, onde o sangue é empurrado em direção à base do coração O sangue bombeado em direção às valvas atrioventriculares provoca o fechamento delas, que representa o primeiro som cardíaco
· Contração Ventricular Isométrica: com as valvas atrioventriculares e semilunares fechadas, o sangue não tem para onde ir
· Coração Bombeando: Ejeção Ventricular
· Com a contração dos ventrículos, a pressão se torna suficiente para abrir as valvas semilunares. Essa pressão é a força que vai bombear sangue pelas artérias do corpo
· Nessa fase as valvas atrioventriculares permanecem fechadas, evitando o refluxo sanguíneo para os átrios
· Volume Sistólico Final (VSF): volume de sangue restante no ventrículo após a ejeção do sangue
· Volume Sistólico = VDF – VSF representa a força de contração
· Débito Cardíaco: volume de sangue ejatado pelo ventrículo por período de tempo. Pode ser calculado pela multiplicação do volume sistólico com a frequência cardíaca
· Relaxamento Ventricular e o Segundo Som Cardíaco
· Uma vez que a pressão nos ventrículos cai abaixo da pressão nas artérias, há um refluxo sanguíneo para o coração, forçando as valvas semilunares a se fechar (segundo som cardíaco)
· Quando a pressão ventricular se torna menor que a pressão atrial as valvas atrioventriculares se abrem e reiniciam o ciclo o período em que a pressão do ventrículo está em queda, mas o volume não está mudando é chamado de relaxamento ventricular isovolumétrico
· Retorno Venoso: sangue venoso que retorna pelos átrios atua contra a gravidade, por isso depende de:
· Bomba Músculo-Esquelética: comprime as veias através da contração muscular e auxilia no retorno venoso
· Bomba Respiratória: movimento do tórax durante a respiração (inspiração) diminui a pressão intratorácica (uma vez que aumenta o volume) e aumenta a pressão intra-abdominal (o diafragma vai em direção abdominal), o que faz com que o sangue seja empurrado de baixo para cima e passe livremente pelo tórax
· Inervação Simpática: faz com que as veias comprimam (vasocontrição)
· Pré-Carga: grau de estiramento do miocárdio antes do início da contração 
· Pós- Carga: carga combinada do VDF e da resistência arterial (pressão sanguínea) durante a contração ventricular
· Fração de Ejeção: volume diastólico dividido pelo volume diastólico final nos fornece a taxa de sangue ejetado em relação ao sangue que chegou aos ventrículos
· Agente Inotrópico: substância que provoca alguma alteração na contratilidade do coração (efeito inotrópico)
· O efeito inotrópico positivo aumenta a contratilidade (adrenalina/noradrenalina) e o negativo diminui (atropina/acetilcolina)
Fluxo Sanguíneo e Controle da Pressão Arterial
- Vasos Sanguíneos
· Constituição Básica: variando de um vaso para outro
· Endotélio: revestimento interno de todos os vasos sanguíneos Secretam substâncias parácrinas
· Músculo Liso Vascular: arranjados em camadas circulares ou espirais, de modo a realizarem vasoconstrição ou vasodilatação 
· O músculo liso vascular mantém um tônus a maior parte do tempo
· Tecido Conjuntivo Fibroso 
· Tecido Conjuntivo Elástico
· O endotélio e o tecido conjuntivo elástico formam a túnica íntima
· Artérias e Arteríolas
· As artérias possuem a parede rígida e elástica, uma vez que possuem uma grossa camada de músculo liso e uma grande quantidade de tecidos conjuntivos fibroso e elástico
· À medida que as artérias se ramificam, o conteúdo de tecido conjuntivo vai diminuindo, dando lugar ao tecido muscular.
· As arteríolas possuem varias camadas de tecido muscular, que contraem e ralaxam seguindo estímulos químicos
· Metarteríola: arteríolas que nãopossuem uma camada continua de músculo liso como revestimento, possuindo áreas nuas em musculatura elas possuem esfíncteres pré-capilares que liberam o fluxo de sangue para os capilares (caso esteja relaxado) ou diretamente para a circulação venosa (caso esteja contraído)
· Arteríola + Capilares + Vênulas = MICROCIRCULAÇÃO
· Capilares
· É onde ocorrem as trocas entre o sangue a o liquido intersticial (junto com as vênulas pós-capilares)
· Possui a camada mais fina de revestimento, sendo formada apenas pelo endotélio e pela membrana basal
· Pericitos: circundam os capilares, diminuindo sua permeabilidade (barreira hematoencefálica) e podem se diferenciar em tecido muscular ou endotélio induz a angiogênese
· Veias e Vênulas
· Vênulas: recebem o sangue dos capilares, tendo a constituição muito semelhante a deles, porém já possuem um certa quantidade de tecido conjuntivo
· O músculo liso começa a aparecer nas paredes das vênulas maiores, que se comunicam com as veias
· Veias: aumentam o diâmetro e o conteúdo tecidual à medida que se aproximam do coração
· São mais numerosas e possuem o diâmetro maior que o das artérias, por esse motivo podem armazenar mais da metade do sangue do sistema circulatória (reservatório de volume)
· Possuem menos tecido elástico e as paredes mais finas que as artérias, por esse motivo se esticam mais para acomodar o sangue
· Até a V. cava (ela ja não possui), as veias possuem válvas internas unidirecionais
- Pressão Sanguínea
· A pressão sanguínea é maior nas artérias e diminui à medida que segue pela circulação. Essa dimuinição ocorre graças à dissipação de energia que ocorre entre o fluxo sanguíneo e as paredes dos vasos
· A pressão exercida pelo sangue na A. aorta no momento da sístole ventricular é de 120mmHg (pressão sistólica) e 80mmHg na diástole ventricular (pressão diastólica)
· Apesar da pressão no ventriculo esquedo cair para proximo de 0mmHg, a pressão na A. aorta continua alta graças à sua capacidade elástica de armazenar a energia
· Pulso: é a onda de pressão gerada pela ejeção do ventriculo esquerdo. A pressão do pulso é calculada através da diferença entre as pressões sistólica e diastólica
· A pressão sanguínea arterial reflete a pressão de propulsão do sangue pelas artérias gerada pelo coração 
· A pressão arterial média (PAM) é calculada através da soma da pressão diastólica com diferença das pressões sistolica e diastólica dividido por três e é diretamente proporcional ao débito cardíaco e à resistência periférica
· Debito Cardíaco: fluxo sanguíneo para dentro da A. aorta é igual ao debito cardíaco do ventriculo esquerdo 
· Resistência Periférica: resistência ao fluxo oferecido pelas arteríolas
· Hipotensão: sangue tem dificuldade de vencer a gravidade, diminuindo o fluxo de sangue para o cérebro, provocando desmaios ou tontura
· Hipertensão: a alta tensão gerada entre o sangue e as paredes dos vasos pode danifica-las (aneurismas) e até rompê-las, quando há rompimento e hemorragia no encéfalo caracteriza-se um ataque vascular encefálico (AVE)
· À partir de 140mmHg de pressão sistólica e 90mmHg de pressão diastólica
· Acredita-se que se relaciona à resistência periférica
· Apesar de ser relativamente constante, o volume de sangue pode interferir na pressão arterial 
· Aumento do volume de sangue aumenta a pressão
· Redução do volume de sangue diminui a pressão
- Resistência nas Arteríolas 
· É diretamente proporcional ao comprimento do vaso e à viscosidade do sangue e inversamente proporcional ao raio do vaso 
· As arteríolas representam 60% da resistencia periférica total do sistema
· Autorregulação Miogênica: capacidade do músculo liso vascular de controlar sua própria contração por esse motivo as arteríolas controlam o diâmetro da sua luz (canais de Ca controlados mecanicamente)
· Regulação por substâncias parácrinas secretadas pelo endotélio vascular
· CO2: vasodilatação e estimulação da produção de NO
· O2: vasodilatação quando a concentração está baixa
· NO: vasodilatação mais significativa
· Adenosina: vasodilatação no coração
· Serotonina: vasoconstritor
· Hiperemia Ativa: aumento do fluxo sanguíneo acompanhado pelo aumento da taxa metabólica
· Hiperemia Reativa: aumento do fluxo sanguíneo no tecido após um período de baixa perfusão sanguínea
· Regulação por sinais neurais e hormonais
· Angiotensina II: vasoconstrição 
· A maioria das arteríolas são inervadas por neurônios simpáticos, a excessão é o pênis/clitóris, que só são controlados por NO Noradrenalina/Adrenalina (vasoconstrição – receptores alfa)
· Receptores alfa têm mais afinidade por adrenalina que por noradrenalina
· A adrenalina também pode se ligar em receptores beta 2 localizados nos músculos lisos vasculares do coração, fígado e músculos esqueléticos vasodilatação
- Distribuição de Sangue Para os Tecidos
· O sistema nervoso tem a capacidade de alterar o fluxo de sangue de um órgao para outro, de acordo com a necessidade no momento repouso/luta-fuga
- Trocas nos Capilares
· Uma vez que o sangue alcança os capilares, o plasma e as células adjacentes trocam material (por difusão) através da fina camada de endotélio sustentada por uma lâmina basal
· O diâmetro dos capilares é muito estreito, permitindo a passagem de eritrócitos enfileirados
· A densidade de capilares está diretamente relacionada à taxa metabólica do tecido
· Tipos de Capilares
· Capilares Contínuos: células endotelias unidas umas às outras por junções permeáveis Tecidos Muscular, Conjuntivo e Nervoso
· Capilares Fenestrados: tem poros grandes que permitem a passagem de um grande volume de líquido entre o plasma e líquido intersticial Rins e Intestinos (epitélios absorvitivos)
· Capilares Sinusoides: são até 5x mais largos que os outros capilares típicos e possuem fenestras largas que permitem a passagem de liquido e moléculas Medula Ossea, Fígado e Baço (epitélios permeáveis à células sanguíneas)
· O que determina o fluxo sanguíneo pelos capilares é a área de secção transversal total dos capilares a área formada pela secção transversal total dos capilares é maior que a das veias e artérias juntas, por isso, o fluxo sanguíneo é baixo
· Transporte Entre o Plasma e o Líquido Intersticial 
· Transporte Paracelular: movimento ocorre entre as células endoteliais
· Transporte Transendotelial: movimento ocorre pelas células endotelias
· Transporte Vesicular: transporta moléculas maiores através da membrana das células endoteliais (transcitose)
· Difusão: transporta moléculas pequenas como O2 e CO2
· Fluxo de Massa: assemelha-se à osmose, onde uma massa de líquido se move para dentro (absorção) ou para fora (filtração) dos capilares por ação da pressão osmótica e da pressão hidrostática
· Pressão Hidrostática: pressão lateral do fluxo sanguíneo que empurra o líquido para fora dos poros capilares diminui à medida que a energia é dissipada no trajeto
· Pressão Osmótica: pressão exercida pelo líquido em direção ao lado mais concentrado
 Pressão Coloidosmótica: o plasma possui uma concentração maior de proteínas que o líquido intersticial, gerando uma força de atração de líquido para os capilares
- Sistema Linfático
· Interação
· Sistema Circulatório: restitui os líquidos e proteínas filtrados para fora dos capilares sanguíneos
· Sistema Digestório: captura a gordura absorvida pela digestão e transfere para o sistema circulatório
· Sistema Imunitário: atua como filtro que ajuda a capturar e destruir potenciais patógenos
· Os vasos linfáticos possuem as paredes mais finas que os vasos sanguíneos, e os capilares linfáticos se localizam proximos aos capilares sanguíneos (exceto nos rins e no SN), permitindo a troca de liquido e moléculas
· Linfonodos: conjunto de células linfáticas (linfócitos) e macrófagos 
· Linfa: movimenta-se por todo corpo, passando pelos linfonodos e desembocando na circulação sanguínea no arco venoso (junção da V. subclávia com a V. jugular interna) através dos ductos linfáticos
· Inflamação: a histamina liberada na resposta inflamatória aumenta a permeabilidade dos capilares, permitindoque proteínas plasmáticas movam-se para o líquido intersticial. Esse desequilíbrio de proteínas plasmáticas provoca o movimento de líquido do plasma para o líquido intersticial, provocando o edema (inchaço) 
· Edema: sinal de que existe um desequilíbrio entre as trocas do plasma e do líquido intersticial. Ocorre por drenagem ineficiente de linfa ou sobreposição de filtração em relação à absorção capilar
· Fatores que afetam o equilíbrio entre a absorção e a filtração capilar
· Aumento da pressão hidrostática capilar
· É um indicativo de pressão venosa alta (insuficiência cardíaca)
· Diminuição na concentração de proteínas plasmáticas
· Aumento das proteínas intersticiais
- Regulação da Pressão Sanguínea
· O centro de controle da pressão arterial localiza-se no bulbo: centro de controle cardiovascular bulbar (CCCVB)
· A função básica desse centro é manter o fluxo sanguíneo contínuo para o coração e o encéfalo 
· Barorreceptores: são receptores sensíveis ao estiramento que monitoram a pressão sanguínea para o encéfalo e o resto do corpo. Recebem e disparam estímulos a todo momento, sendo que com a pressão sanguínea mais elevada, a frequência de disparos é maior
· Os estímulos captados pelos barorreceptores vão ao CCCVB através de neurônios sensoriais
· Os estímulos interpretados no CCCVB são conduzidos via neurônios autonômicos simpáticos e parassimpáticos, onde vão atuar na resistencia vascular periférica e no débito cardíaco (frequência cardíaca)
· Quimiorreceptores: são receptores ativados por alterações na concentração de substâncias químicas. Controlam a frequência cardíaca de acordo com a concentração de O2
· O aumento da frequência respiratória é acompanhado pelo aumento do débito cardíaco
· O hipotálamo promove respostas de luta e fuga e envolvidas na manutenção da temperatura corporal 
· O córtex cerebral comanda as respostas emocionais (rubor e desmaios) e aprendidas que são expressas pelo sistema circulatório
· Hipotensão Ortostática: quando se está deitado, o sangue esta distribuído uniformemente pelo corpo, assim que a pessoa levanta, por ação gravitacional, o sangue se acumula nos membros inferiores, diminuindo o débito cardíaco (que pode passar de 5L/min para 3L/min) e, consequentemente, a pressão arterial, provocando uma sensação de tontura pela falta de suprimento sanguíneo ao encéfalo
· O reflexo barorreceptor corrige essa alteração
- Doença Cardiovascular
· Aterosclerose: formação de placas de ateroma (gordura/colesterol) que enrigecem as artérias, aumentando a chance de rompê-las Provoca AVE e DAC (doença arterial coronariana)
· HDL: lipoproteínas de alta densidade possuem mais proteínas que lipídeos, dessa forma é mais solúvel no plasma, formando menos placas de ateroma
· LDL: lipoproteínas de baixa densidade possuem mais lipídeos que proteínas, dessa forma são menos solúveis no plasma, associando-se às paredes dos vasos
· Liga-se à proteína apoB e leva o colesterol para dentro da célula 
· Hipertensão: em 90% dos casos é causada pelo aumento da resistência periférica. Há uma adaptação dos barorreceptores vasculares, que passam a entender a pressão alta como normal
· É um fator de risco para a aterosclerose, uma vez que a diminuição do diâmetro das arteríolas provoca mais lesões no endotélio, estimulando a formação de placas de ateroma
· Se a resistência periférica continuar alta, o coração hipertrofia até um certo ponto, quando a contração no ventrículo esquerdo se torna insuficiente (insuficiencia cardíaca congestiva) gerando uma diferença entre os débitos cardíacos dos ventrículos direito e esquedo que provoca um acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar)
Sangue
- Plasma e Elementos Celulares do Sangue
· O sangue constitui ¼ do líquido extracelular (LEC), sendo que a quantidade média de sangue circulante é 5L. Desses, 2L é composto por células sanguíneas e os 3L restantes composto por plasma
· Plasma: porção líquida do sangue que conduz as células sanguíneas e o conteúdo sólido do sangue 92% água, 7% proteínas plasmáticas e 1% moléculas orgânicas dissolvidas, íons e gases
· Proteínas Plasmáticas: são produzidas pelo fígado (maioria) ou pelas próprias células sanguíneas e tornam a pressão osmótica (coloidosmótica) maior no plasma que no líquido intersticial
· Elementos Celulares
· Leucócitos: são as únicas células funcionais da circulação, uma vez que possuem núcleo e atividade celular
· Linfócitos – imunócitos
· Monócitos se penetra no tecido passa a se chamar macrófago – fagócitos
· Neutrófilos – fagocitos/granulócito
· Basófilos se penetra no tecido passa a se chamar mastócito – granulócito 
· Eosinófilos – granulócito
- Produção de Células Sanguíneas
· Célula-Tronco Pluripotente Hematopoética: precursora comum de todas as células sanguíneas, é encontrada na medula óssea vermelha (presença de hemoglobina)
· Elas se tornam células-tronco não comprometidas e depois células progenitoras (comprometidas com algum tipo de célula)
· As células progenitoras se diferenciam em linfócito, outros leucócitos ou megacariocito (dão origem às plaquetas)
· Fatores Estimuladores de Colônias (CSF): são citocinas que estimulam o crescimento de leucócitos, produzidas na medula óssea vermelha, no endotélio vascular, nos fibroblastos e nos próprios leucócitos
· Trombopoetina: controla o crescimento dos megacariócitos e liberação de plaquetas no plasma, é produzida no fígado e nos ríns
· Eritropoetina: controla a eritropoese de acordo com os níveis de oxigênio do plasma, é produzida nos ríns
- Eritrócitos
· São as células mais abundantes do plasma sanguíneo e possuem a função de transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos e o gás carbônico dos tecidos para os pulmões
· Hematócrito: proporção entre os eritrócitos e o plasma esse exame fornece a porcentagem de eritrócitos pelo volume total de sangue
· São células bicôncavas anucleadas, uma vez que o eritoblasto (célula nucleada) perde seu núcleo, que é fagocitado pelos macrófagos da medula óssea, e as suas organelas membranares, se transformando em reticulócito, que entra na circulação sanguínea e em 24hs se transforma em eritrócito
· Por não possuírem mitocondrias, os eritrócitos não possuem a capacidade de realizar respiração aerobica (por isso a glicose é a principal fonte de ATP)
· Por não possuírem núcleo e retículo endoplasmático, os eritrócitos não podem realizar síntese proteica de suas enzimas motivo pelo qual a célula possui um curto tempo de vida
· O formato bicôncavo do eritrocito permite uma certa adaptação à variações osmóticas
· Hemoglobina: 4 cadeias de proteínas globulares (globinas) unidas ao redor de um grupo heme contendo ferro, formando um tetrâmero
· O ferro é absorvido na dieta através do intestino delgado, é transportado no sangue por uma proteína carreadora chamada tranferritina, os eritrócitos em desenvolvimento na medula utilizam o Fe para formar o grupo heme
· O excesso de ferro no corpo é armazenado na ferritina, proteína hepática 
· Quando o eritrócito fica velho (4 meses), ele é metabolizado pelo baço, onde a hemoglobina é transformada em bilirrubina
· A bilirrubina produzida no baço é direcionada ao fígado, onde é metabolizada e excretada na forma de bile
· Os metabólitos são eliminados do corpo pelas fezes (pela bile) ou pela urina (da a cor amarelada à urina)
· Como os eritrócitos realizam o transporte de gases, uma carência dessas células provoca um quadro chamado anemia, onde a oxigenação dos tecidos pelo sangue é ineficiente
· Anemias Hemolíticas: a taxa de eliminação de eritrócitos supera a taxa de produção
· Anemias Falciformes: o formato dos eritrócitos promove a cristalização (formato de foice) da célula sanguínea quando ela libera o oxigênio 
· Anemias por Deficiência de Ferro: sem o ferro, a produção de hemoglobina é deficitária, diminuindo tambem o número de eritrócitos circulantes
· Policitemia Vera: efeito contrário ao da anemia, onde a quantidade de eritrócitos (hematócrito) é mais alta que os valores de referencia, causando o aumento da viscosidade do sangue e diminuição dofluxo sanguíneo
· Policitemia Relativa: semelhante à policitemia vera, porém o hematócrito não aumenta pelo número exacerbado de eritrócitos e sim pelo volume baixo de plasma desidratação
- Plaquetas e Coagulação Sanguínea
· Megacariócito: células gigantes residentes na medula óssea vermelha que sofrem várias mitoses (7) sem ocorrer divisão plasmática ou nuclear, assumindo um formato poliploide com núcleo lobulado
· As bordas externas da membrana plasmática do megacariócito se estendem através do endotélio vascular, para dentro do lúmen dos seios sanguíneos da medula. Lá a membrana começa a se fragmentar, formando as plaquetas.
· As plaquetas possuem o citoplasma repleto de proteínas coagulatórias e citocinas
· Hemostasia: processo de manutenção do sangue dentro de um vaso sanguíneo danificado é o oposto de hemorragia
· Ocorre vasocontrição por isso se aperta o orifício em casos de hemorragia
· Bloqueio da ruptura por um tampão plaquetário as plaquetas se aderem ao colágeno exposto (adesão plaquetária) do tecido lesionado, sendo ativadas e liberando citocinas (serotina, ADP e fator de agregação plaquetária) que induzirão uma maior aderencia plaquetária (agregação plaquetária) no local
· Formação de um coágulo sanguíneo que veda o orifício até que ele cicatrize cascata de coagulação é ativada, transformando o fibrinogênio circulante em fibrina (pela enzima trombina), uma proteína fibrosa que forma uma rede de estabilização do tampão através da formação do coágulo
· Quando o vaso danificado é reparado, a proteína plasmina começa a dissolver o coágulo, retornando o fluxo normal no local
· O desequilíbrio da hemostasia pode tanto formar trombos (coagulo em uma parede não danificada), quando em excesso, quanto hemorragia excessiva quando em deficiencia 
· Prostaciclina e NO: moléculas produzidas pelo endotélio vascular sadio que impedem a adesão plaquetária atuam no controle da retroalimentação positiva da coagulação
· Anticoagulantes
· Heparina e Antitrombina III: atuam juntas bloqueando os fatores de coagulação IX, X, XI e XII
· Proteína C: inibe os fatores de coagulação V e VIII
· Cumadina (medicamento): inibe os fatores de coagulação II, VII, IX e X, bloqueando a ação da vitamina K (cofator)
· Ácido Acetilsalicílico (aspirina): inibe as enzimas COX, que promovem a produção de tromboxana A2, ativador plaquetário
Mecânica da Respiração
· Funções Primárias do Sistema Respiratório 
· Troca de gases entre a atmosfera e o sangue 
· Regulação homeostática do pH do corpo retendo ou excretando CO2
· Proteção contra patógenos e substâncias irritantes inaladas
· Vocalização o ar que flui pelas cordas vocais sai dos pulmões
· Fluxo de Ar Pelos Pulmões
· O ar flui de uma área de maior pressão, para uma área de menor pressão seguindo a regra do fluxo de massa
· O gradiente de pressão é gerado pela bomba muscular (músculos torácicos) 
· A resistência ao fluxo de ar é influenciada principalmente pelo diâmetros dos tubos pelos quais o ar flui
· A diferença entre o fluxo de ar e o fluxo de sangue é que o sangue não é compressível e é viscoso, enquanto o ar é compressível 
- Sistema Respiratório
· Respiração Celular: reação intracelular do oxigênio com moléculas orgânicas, para produzir dióxido de carbôno, água e energia na forma de ATP
· Respiração Externa: movimento de gases entre o meio externo e e as células do corpo. Divide-se em 4 processos integrados
· Troca de ar entre a atmosfera e os pulmões Ventilação (inspiração + expiração)
· Troca de O2 e CO2 entre o sangue e os pulmões
· Transporte de O2 e CO2 pelo sangue
· Troca de gases entre o sangue e as células dos tecidos
· Constituição do Sistema Respiratório
· Vias aéreas superiores e inferiores
· Via Aérea Superior: boca, cavidade nasal, faringe e laringe (pregas vocais – fonação)
· Via Aérea Inferior: traquéia, brônquios, bronquíolos (M. Liso) e suas ramificações
· Alvéolos: superfície de troca de gases composto por apenas uma camada de células epiteliais
· Célula Alveolar Tipo I: ocupam cerca de 95% da área do alvéolo e são muito finas
· Célula Alveolar Tipo II: ocupam os 5% restantes, são menores, mais espessas e secretam surfactante
· Os capilares sanguíneos preenchem de 80 a 90% da área dos alvéolos
· Ossos e músculos do tórax e abdomen que auxiliam a ventilação
· Caixa Torácica: formada pelos ossos da coluna, esterno e costelas lateral, anterior, posterior e superiormente a caixa torácica é fechada inferiormente pelo M. Diafragma (músculo da inspiração), e entre as costelas há os músculos intercostais (externo, interno e íntimo)
· Músculos Adicionais da Caixa Torácica: os músculos ECM e escaleno partem da cabeça e do pescoço e se estendem até as primeiras costelas
· Sacos Pleurais do Tórax: são 3 sacos membranosos, formados por camadas de tecido conjuntivo elástico separadas por líquido pleural e contendo numerosos capilares. Um saco pericárdico que envolve o coração e dois sacos pleurais envolvendo os pulmões
· Funções das Vias Aéreas
· Aquece o ar até a temperatura corporal (37ºC) Via aérea superior
· Umidifica o ar até uma umidade de 100%, não permitindo o ressecamento do epitélio úmido de troca Via aérea superior
· Filtra o material estranho e possivelmente nocivo traquéia e brônquios (muco + cílios)
· Movimento mucociliar: movimento do muco em direção às vias aéreas superiores, direcionados pelos cílios das células caliciformes quando o muco alcança a faringe ele pode ser expectorado ou deglutido
· O Tronco pulmonar sai do coração pelo ventrículo direito, divide-se em Aa. Pulmonares direitas e esquerdas, que levam sangue desoxigenado para os pulmões
· O sangue oxigenado dos pulmões retorna ao coração através das Vv. Pulmonares, onde passarão para a circulação sistêmica
· A circulação pulmonar possui apenas 10% de todo volume sanguíneo, porém, em um mesmo minuto, a mesma quantidade de sangue que circula pelos sistemas, circula pelos pulmões ou seja, a taxa de fluxo sanguíneo nos pulmões é 10x maior
· A pressão nos pulmões é de 25/8mmHg, bem menor que a da circulação sistêmica que é 120/80mmHg
- Lei dos Gases
· Lei de Dalton: a soma total das pressões exercidas por um gás é a soma da pressão (parcial) individual de cada gás P1 + P2 + Pz = Ptotal
· Pressão Parcial: multiplica-se a pressão atmosférica pela contribuição relativa (% na atmosfera) do gás em questão
· É independente do tamanho ou massa molecular do gás
· O vapor de H2O contribui para a pressão total, por isso deve ser levado em conta como pressão parcial
· Os gases seguem de uma área de maior pressão para uma área de menor pressão, assim como o sangue. Assim como o coração bombeia o sangue e cria um gradiente de pressão, o M. Diafragma (70%), intercostais externos e escalenos (respiração em repouso), quando contrai, aumenta a área da caixa torácica, diminuindo a pressão interna (assim o ar entra nos pulmões de uma área de maior pressão para uma área de menor pressão). Quando esse músculo relaxa, o volume da caixa torácica diminui, aumentando a pressão interna e induzindo que o ar se mova em direção ao meio externo
· Lei de Boyle: P1 x V1 = P2 x V2
- Ventilação
· Teste de Função Pulmonar: usa o espirômetro – instrumento que mede o volume de gás que entra nos pulmões durante cada ventilação (inspiração + expiração) e a ausculta pulmonar
· Volumes Pulmonares
· Volume Corrente: “respiração normal” – volume de ar que se move durante uma inspiração e uma expiração espontânea 500ml volume médio
· Volume de Reserva Inspiratório: “inspire o máximo de ar que conseguir” – volume adicional inspirado além do volume corrente 3000ml volume médio
· Volume de Reserva Expiratório: “expire o máximo de ar que conseguir” – volume adicional expirado além do volume da expiração espontânea 1100ml 
· Volume Residual: volume de ar presente nos pulmões após a expiração máxima 1200ml volume médio
· Capacidades Pulmonares: é a soma de dois ou mais volumes pulmonares
· Capacidade Vital (CV): Volume de reserva inspiratório + volume corrente + volume de reserva expiratório é a quantidadede ar que se move pelos pulmões durante uma ventilação
· Capacidade Pulmonar Total (CPT): capacidade vital + volume residual
· Capacidade Inspiratória (CI): volume corrente + volume de reserva inspiratório
· Capacidade Residual Funcional (CRF): volume de reserva expiratório + volume residual
· Ventilação 
· Tempo 0: a pressão nos alvéolos é igual à pressão atmosférica (0mmHg – toma-se a pressão atm nesse valor)
· Tempo 0 a 2s: inspiração – os músculos da inspiração contraem e a pressão alveolar diminui 1mmHg em relação à atmosférica
· Termino da inspiração: volume pulmonar máximo
· Tempo 2 a 4s: expiração – os músculos da inspiração relaxam e a pressão alveolar aumenta 1mmHg em relação à atmosférica
· Tempo 4s: fim da expiração, quando a pressão alveolar volta a se igualar com a atmosférica
· Expiração Ativa (forçada): utiliza os músculos intercostais internos e os músculos abdominais para expelir mais ar que normalmente a expiração normal não possui ação de músculos
· Pneumotórax: retira-se o ar e fecha-se o orifício sem som de fluxo de ar na ausculta pulmonar
· Complacência: capacidade do pulmão de se estirar
· Doenças pulmonares restritivas: diminuição da complacência faz com que seja necessário mais energia para estirar os pulmões produção inadequada de surfactante
· Doenças pulmonares obstrutivas: diminuição do calibre das vias aéreas (bronquioconstrição) asma, bronquite, apneia e enfisema
· Elasticidade: habilidade de retornar à posição de repouso após o estiramento
· Enfisema pulmonar: fibras de elastina são destruidas
· Fonte Primária da Resistência ao Estiramento: tensão superficial entre os alvéolos e o ar
· Surfactante: reduz a pressão superficial entre o alvéolo e o ar e assim diminui a resistência do pulmão ao estiramento
· Secretados por células alveolares tipo II
· Produzidos em quantidade sufiente a partir da 34ª semana de gravidez
· Resistência das Vias Aéreas: influenciada pela comprimento e raio da via e pela viscosidade do fluido comprimento x viscosidade / raio elevado a 4 (90% traquéia e bronquios)
· Os bronquíolos podem tornar-se significativos caso realizem bronquiocontrição, aumentando a resistencia das vias aéreas
· Bronquiodilatação: influenciada pela concentração de CO2 (substância parácrina)
· Histamina: bronquiocontritor – ataque anafilático
· Volume-Minuto (Ventilação Pulmonar Total): frequência respiratória x volume corrente – 6L/min
· Espaço Morto Anatômico: como a traquéia e os brônquios não trocam gases com o meio externo, eles recebem essa denominação corresponde a 150ml, volume de gas que permanece no pulmão durante as trocas gasosas
· Hiperventilação: pressão de O2 é maior que a pressão de CO2
· Hipoventilação: Pressão de CO2 é maior que a pressão de O2
Trocas e Transporte de Gases
- Difusão e Solubilidade dos Gases
· Lei da Difusão de Fick: área da superfície x gradiente de concentração x permeabilidade da membrana / espessura da membrana
· A distância também influencia a difusão á mais rápida em curtas distâncias
· O gradiente de concentração é o fator preponderante, e é representado pela pressão parcial do gás 
· Gradiente de Pressão: quanto maior a pressão, mais choques ocorrem entre as moléculas de gás e a superfície de troca, aumentando a taxa de difusão
· Temperatura: quanto mais alta a temperatura, mais alta é a solubilidade
· Solubilidade: facilidade com que um gás se dissolve no sangue
- Troca de Gases nos Pulmões e Tecidos
· A pressão pacial de O2 nos alvéolos e no sangue que deixa o pulmão (oxigenado) é de 100mmHg e a pressão parcial de O2 no sangue venoso é 40mmHg o sangue segue o gradiente de concentração de O2
· PO2 intracelular: 40mmHg
· Inversamente, a pressão parcial de CO2 é maior nos tecidos que nos pulmões, ja que é produzido pelo metabolismo celular
· Sangue Venoso: PCO2 46mmHg
· Alvéolo: PCO2 40mmHg
· Hipóxia e Hipercapneia: diminuição do nível de O2 e aumento do nível de CO2 no sangue Acidose sanguínea
· Quantidade inadequada de O2 chega aos alvéolos (vias aéreas)
· Problemas com as trocas gasosas entre os alvéolos e os capilares pulmonares
· Transporte inadequado de O2 no sangue
· Composição da mistura de gases no meio externo
- Transporte de Gases pelo Sangue
· Hemoglobina: proteína ligadora dos eritrócitos que se liga reversivelmente ao oxigênio e transporta 98% do oxigênio do sangue (197ml de O2/L de sangue)
· O plasma carrega os 2% restantes dissolvidos
· Cada hemoglobina possui 4 moléculas de Fe, uma em cada grupo heme. Cada molécula de Fe pode se ligar a uma molécula de O2, ou seja, cada hemoglobina é capaz de se ligar a 4 moléculas de oxigênio
· A quantidade de ligações da hemoglobina com o O2 (oxiemoglobina) depende da concentração desse gás no plasma proximo ao eritrócito
· HbA: maior parte da hemoglibina encontrada nos adultos – 2 cadeias alfa e 2 cadeias beta de globinas
· HbA2: 2,5% da hemoglobina encontrada nos adultos – 2 cadeias alfa e 2 cadeias delta de globinas
· HbF: hemoglobina fetal que possui mais afinidade pelo O2, atraindo pra placenta – 2 cadeias alfa e 2 cadeias gama
· Efeito Bohr: deslocamento na curva de saturação que resulta de uma variação do pH aumento de H+ no sangue pelo aumento da PCO2 diminui a afinidade da hemoglobina pelo O2
· Hipóxia Crônica: a hemoglobina produz 2,3-BGP (ou DGP), molécula que diminui a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio Anemia/altitude
· Transporte de Gás Carbônico: muito solúvel no plasma, porém a concentração é alta demais para comportar todo o CO2, por isso apenas 7%. Os 93% restantes difundem-se para eritrócitos, onde 70% é convertido em íon bicarbonato e 23% se liga à hemoglobina (carbaminoemoglobina)
· Hipercapnia: concentração elevada de CO2 que provoca acidose sanguínea
· Íons Bicarbonato: funciona como um tampão contra ácidos metabólicos e é um meio adicional de transporte de CO2
· Anidrase Carbônica: enzima do eritrócito que transforma CO2 em HCO3 na presença de H2O, liberando um íon H
· Desvio de Cloreto: troca de um íon Cl por um íon HCO3, liberando bicarbonato no plasma sanguíneo (transportador antiporte)
· A hemoglobina se liga ao íon H para neutralizar o citoplasma do eritrócito
· Acidose Respiratória: acúmulo de H no plasma sanguíneo por aumento da concentração de CO2
· Eliminação de CO2 nos Pulmões: quando o sangue venoso chega aos alvéolos, a pCO2 nos alvéolos é menos que no plasma sanguíneo, fazendo com que o CO2 se difunda para o trato respiratório.
· Com a eliminação do CO2 e diminuição a pCO2 no plasma o equilíbrio da reação CO2-HCO3 é deslocado no sentido da produção de mais CO2
- Regulação da Ventilação
· Os músculos da respiração são controlados por neurônios motores localizados no tronco encefálico (neurônios marcapasso), que disparam estímulos espontâneamente, de acordo com o equilíbrio O2-CO2 e pH, mas que podem ser controlados até certo ponto
· Quimiorreceptores Periféricos: localizados nos glomos carótidos e para-aórticos
· Células Glomais: células do glomo carótido e para-aórtico ativadas por baixa pO2 e alta pCO2, que desencadeiam o aumento da ventilação
· Não são dessensibilizaveis
· Quimiorreceptores Centrais: localizados da superfície anterior do bulbo
· O CO2 cruza a barreira hematoencefálica e ativa esses receptores, que vão aumentar a ventilação
· Monitoram o pH do LCE (liquido cerebroespinhal)
· Alterações do pH plasmático não ativam os quimiorreceptores centrais diretamente (primeiro os periféricos)
· O estímulo contínuo dos quimiorreceptores centrais pode dessensibiliza-los
· Reflexo Protetor do Pulmão: Receptores de irritação (bronquioconstrição), tosse e espirro 
Ríns
- Funções dos Ríns
· Regulação do volume do LEC (plasma) e da pressão sanguínea
· Regulação da osmolaridade: controle da sede e micção
· Manutenção do Equilíbrio Iônico: controle de Na, K, Cl e Ca
· Regulação homeostática do pH: removem H ou HCO3 de acordo com a necessidade
· Excreção de resíduos
· Produção de hormônios: eritropoetina (regula a sintese de eritrócitos) e renina (balanço de Na)
- Anatomia do Sistema Urinário
· Consiste dosRíns, Ureteres, Bexiga e Uretra
· Ríns: o conteúdo líquido e solutos do plasma sanguíneo penetram no néfron (tubo oco) e saem dos ríns pelos ureteres
· Recebem 25% do débito cardíaco, através da A. e V renais (A. aorta e V. Cava Inferior)
· Néfron: 80% no córtex renal (néfrons corticais) e 20% na medula renal (nefrons justamedulares)
· Elementos Vasculares: A. renal – arteríola aferente – glomérulo (rede capilar) – arteríola eferente – capilares peritubulares (vasos retos) – V. renal 
· Elementos Tubulares: capsula glomerular (de Bowman) – túbulo proximal – alça de Henle (ascendente/fino e descendente/grosso) – túbulo distal – ducto coletor – pelve renal (urina) – ureter 
· Corpúsculo Renal: glomérulo + capsula glomerular
· Néfron Distal: túbulo distal + ducto coletor
· Aparelho Justaglomerular: importante autorregulação dos ríns (proximidade dos vasos sanguíneos)
· Ureter: conduz a urina recém formada até a bexiga
· Bexiga: a bexiga se enche até um certo ponto, onde ativa o reflexo para ser esvaziada
· Uretra: a urina sai da bexiga e é eliminada para fora do corpo
- Visão Geral da Função Renal
· 180L de plasma passam pelos néfrons por dia, sendo que 99% é reabsorvido, restando 1,5L (que é excretado)
· Filtração: movimento de líquido do sangue para o lúmen (meio externo do corpo) do néfron (corpúsculo renal)
· Reabsorção: reabsorção de substâncias do filtrado pelos capilares peritubulares, de volta a corrente sanguínea
· Secreção: remove substâncias específicas do sangue e as adiciona ao filtrado, no lúmen do túbulo (proteínas de membrana)
· Néfron – 180L 
· Túbulo Proximal: reabsorção de 70% de líquido (isosmótico) – 54L
· Transporte ativo de solutos e osmose de líquidos 
· Alça de Henle: maior reabsorção de solutos que de água (hiposmótico) – 18L
· Túbulo Distal e Ducto Coletor: regulação fina da concentração de sais da urina – 1,5L 
- Filtração
· Barreiras (3)
· Endotélio dos Capilares Fenestrados Glomerulares: possui poros que permitem a passagem de um grande fluxo de massa, contendo, entretanto, proteínas plasmáticas e células sanguíneas são impedidas
· Células Mesangiais: ao redor dos capilares glomerulares, alterando o fluxo sanguíneo deles e secretando citocinas inflamatórias
· Lâmina Basal: separa o endotélio capilar do epitélio de revestimento da cápsula de Bowman – exclui a maioria das proteínas plasmáticas
· Epitélio da Cápsula de Bowman: 
· Podócitos: epitélio da capsula de Bowman que circunda os capilares glomerulares – forma entrelaçados de capilares com uma fenda de filtração (semiporosa) que contém nefrina e podocina
· Pressão nos Capilares
· Pressão Capilar Hidrostática: força o líquido atraves do endotélio permeável
· Pressão Capilar Coloidosmótica: é maior nos capilares (proteínas plasmáticas) que no líquido da cápsula de Bowman
· Pressão Hidrostática do Líquido Capsular: se opõe ao movimento do líquido para dentro da cápsula
· Taxa de Filtração Glomerular (TFG): volume de líquido filtrado na cápsula de Bowman por unidade de tempo – é constante em uma ampla faixa de pressão sanguínea 
· Depende da Pressão de Filtração Resultante: determinado pelo fluxo sanguíneo renal e pela pressão arterial 
· Depende do Coeficiente de Filtração: área de superficie dos capilares e permealidade entre o capilar e a cápsula de Bowman
· Resposta Miogênica: habilidade intrínseca do musculo liso vascular de responder à mudanças de pressão
· Retroalimentação Tubuloglomerular: sinalização parácrina para manter o TFG constante
· Aparelho Justaglomerular: região de contato entre as paredes arteriolar e o túbulo (mácula densa)
· Célula Justaglomerular: células musculares lisas das paredes das arteríolas aferentes que secretam renina
· Sistema Nervoso Autônomo: os receptores alfa (adrenérgicos) provocam vasoconstrição em momento que necessitam conservar o conteúdo liquido do corpo
· Prostaglandinas e Angiotensina II: possuem efeitos antagônicos, sendo que as prostaglandinas são vasodilatadores
- Reabsorção
· Grande Importância na Eliminação de Substâncias Exógenas (rapidamente) e Reabsorção de Íons (homeostase)
· Transporte Ativo de Na
· Proteínas transportadoras (simporte, antiporte e canais)
· Tubulo Proximal: bomba Na-H
· Transporte Ativo Secundário de Na
· Transportador Simporte Na-Glicose
· Transportador Antiporte Na-K
· Reabsorção Passiva de Ureia: com a variação de concentração de Na, o conteúdo liquido do tubulo é reabsorvido, causando uma descompensação da concentração de ureia.
· Do lúmen para o LEC (sangue)
· Transcitose de Proteínas Plasmáticas: as proteínas que penetram no tubulo proximal são reabsorvidas por um processo de endocitose mediada por receptores (megalina)
· Saturação, Especificidade e Competição são propriedades dos transportadores
· Pressão nos Capilares Periglobulares: favorece a absorção de líquidos e solutos 
- Secreção
· Transferencia de moléculas do LEC para o lúmen do néfron dependente de transportadores de membrana. Aumenta a excreção
· Secreção de K e H são importantissimos para manter a homeostase. Além disso, são secretados metabólitos corporais
- Excreção 
· Excreção = Filtração + Secreção – Reabsorção
· Depuração/Clearence: forma não invasiva de media a TFG através da taxa na qual o soluto é excretado 
· Quando uma substância possui depuração de 100%, quer dizer que 100% da substância foi filtrada do plasma. Nesse caso a depuração é igual a TFG
· Depuração (ml/min) = Taxa de Excreção (mg/min) / Concentração Plasmática (mg/ml) 
· Creatinina: produto da degradação do fosfato de creatina, que é muito utilizado para se determinar a TFG através da sua depuração
- Micção 
· Dos ductos coletores para a pelve renal, o conteúdo a ser eliminado já é chamado de urina.
· Da pelve renal a urina flui para o ureter, onde é conduzido até a bexiga através de contrações rítmicas de músculo liso
· A bexiga comporta até 500ml de urina e elimina a urina através de contração de músculo liso. O colo da bexiga é a comunicação entre a bexiga e a uretra (tubo muscular que conduz a urina para o meio externo).
· A micção é controlada por dois esfíncteres: um interno (involuntário) e um externo (voluntário)
Sistema Digestório
- Funções e Processos Digestórios
· Transporta nutrientes, água e eletrólitos do meio externo para o meio interno do corpo
· Faz parte do meio externo, pelo fato de seu lúmen possuir abertura superior e inferior para o meio externo
· A comida que ingerimos é, na maior parte das vezes, sob forma da macromoléculas (proteínas, carboidratos) 
· O trato gastrointestinal secreta enzimas que digerem essas macromoléculas em moléculas capazes de serem absorvidas
· Líquidos Corporais
· 2l de água são absorvidos por dia através da ingestão
· 7l de de água, eletrólitos, muco e enzimas são liberados por dia no TGI
· 1/6 do líquido corporal total (42l)
· + de 2x o volume de plasma (3l)
· 3,5l são secretados por glândulas acessórias (salivares, pâncreas e fígado)
· 3,5l são secretados pelo epitélio intestinal
· Tecido Linfático Associado ao Intestino (GALT): acredita-se que 80% dos linfócitos são encontrados no intestino delgado, sendo uma importantíssima barreira imunológica
· Processos do Sistema Digestório
· Digestão: degradação química e mecânica dos alimentos em unidades menores que podem ser absorvidas
· Absorção: transferência ativa ou passiva de substâncias do lúmen do TGI para o LEC
· Motilidade: movimento do material do TGI induzido pela contração de músculos lisos
· Secreção: liberação de substâncias e transferência transepitelial de água e íons do LEC para o lúmen do TGI
- Anatomia do Sistema Digestório
· Cavidade Oral: receptáculo da comida (mastigação e saliva)
· Glândulas Salivares: parótida, subligual e submandibular
· Faringe: direciona o conteúdo alimentar (bolo alimentar) para o esôfago
· Esôfago: possui o 1/3 superior de músculo estriado e os 2/3 inferiores de músculo liso. Atravessa o tórax e termina no abdomen, logo abaixo do diafragma, onde se comunica com o estômago
· Estômago: comporta até 2l de conteúdo gástrico
· Fundo: parte superior do estômagoque fica em contato com o diafragma e é a parte mais operada em casos de cirurgia bariátrica 
· Corpo: parte central e maior do estômago
· Antro Pilórico: possui o piloro (comunicação entre o estômago e o intestino) que é fechado pela valva pilórica e que controla a passagem de quimo para o ID
· Intestino Delgado: onde ocorre a maior parte da absorção, sendo dividido em 3 partes: duodeno, jejuno e íleo
· A digestão ocorre através da secreção de enzimas intestinais e de glândulas acessórias (fígado e pâncreas)
· Secreção controlada pela ampola hepatopancreática (esfíncter) 
· Intestino Grosso: onde ocorre a reabsorção de líquidos e formação das fezes semi-sólidas a partir do quimo 
· Termina no ânus, que possui o esfíncter interno involuntário e o esfícter externo voluntário (capaz de controlar o reflexo da defecação)
- Camadas do Trato Gastrointestinal
· Mucosa: revestimento interno do TGI, sendo composta por 3 sub-camadas: células epiteliais (mucosa/serosa) – lâmina própria (vasos, nervos e GALT) – muscular da mucosa
· No Estômago: rugas + glândulas gástricas
· No Intestino: pregas circulares e vilosidades + criptas
· Membrana Mucosa: secretam muco, substâncias parácrinas e enzimas no lúmen
· Membrana Serosa: secretam hormônios e substâncias parácrinas para o 
Sangue
· Submucosa: composta pelo plexo submucoso (sistema nervoso entérico) e vasos maiores
· Muscular Externa: 2 camadas de músculo liso, uma circular interna e uma longitudinal externa
· Plexo Mioentérico: entre as duas camades de músculo liso
· Serosa: continuação do peritônio
- Motilidade
· A maior parte do TGI é composta por músculo liso unitário, com grupos de células eletricamente conectadas por junções comunicantes
· Contrações Tônicas: são mantidas por minutos ou horas – porção proximal do estômago e esfíncteres de músculo liso
· Contrações Fásicas: contração-relaxamento dura segundos
· Potenciais de Ondas Lentas: ciclos espontâneos de contração-relaxamento de músculo liso – possuem uma frequência bem menor que os potenciais das células marcapasso
· Quando o limiar do potencial de onda lenta é alcançado, canais de Ca dependentes de voltagem são abertos, o Ca entra na célula e dispara um novo potencial de ação (despolarização) e a contração
· Células Intersticiais de Cajal: células musculares lisas diferenciadas localizadas entre as camadas de músculo liso e plexo intrinseco, que inicial o potencial de ação das ondas lentas
· Complexo Motor Migratório: série de contrações que partem do estômago e funcionam como uma limpeza para os restos de bolo alimentar e bactérias do TGI quando há ausência (ou insuficiencia) de alimentos
· Peristalse: ondas progressivas de contrações atrás de um bolo alimentar, direcionando-o – contração dos musculos circulares 
· Contrações Segmentares: ondas de contrações alternadas que misturam o bolo alimentar – contração dos musculos circulares e relaxamento dos musculos longitudinais
- Secreção
· Composição do Líquido Secretado pelo Trato Gastrointestinal
· Água e íons, como HCO3, H+, Cl-, Na+ e K+: movem-se de acordo com o gradiente de pressão com o auxílio de transportadores de membrana
· Secreção Ácida
· Células Parietais: localizam-se nas glândulas gástricas e secretam HCl no lúmen do estômago
· Secreção de Bicarbonato: neutraliza o ácido proveniente do estômago. Produzido pelas células epiteliais duodenais e pâncreas
· Pâncreas
1. Células Acinares: secretam enzimas digestivas
2. Ilhotas Pancreáticas: secretam hormônios
3. Células Ductais: secretam NaHCO3
· Secreção de NaCl: secretado pelo intestino delgado e colon’s, ajuda a lubrificar o conteúdo intestinal e diluir o muco
· Enzimas Digestórias: secretadas pelas glândulas exócrinas (salivares e pâncreas) ou pelo epitélio do estômago e intestino delgado
· São sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso e são empacotadas em vesículas pelo complexo de golgi
· Essas vesículas ficam armazenadas até que se faça necessário sua liberação por essas células
· Enzimas intestinais ficam ancoradas no epitélio, sem ficarem livres no lúmen intestinal
· Zimogênios (pró-enzimas): a forma inativa permite que a célula armazene a enzima sem danifica-la
· Células Mucosas (estômago) e Caliciformes (intestino): secreção viscosa composta por mucinas (glicoproteínas) que forma uma camada protetora e lubrificante no TGI
· Saliva: líquido hiposmótico (pH entre 6 e 7) secretado pelas glândulas salivares na cavidade oral 
1. As glândulas salivares consistem em ácinos que se abrem em ductos
2. À medida que percorre os ductos, o líquido tem o Na reabsorvido e o K secretado até que a concentração iônica da saliva esteja similar ao líquido intracelular 
3. A secreção salivar é controlada pelo sistema nervoso autônomo (parassimpático)
· Fígado: os hepatócitos produzem a bile, uma secreção não enzimática que possui 3 componentes e secreta o conteúdo através dos ductos hepáticos direito e esquerdo
a) Dos ductos hepáticos, a bile é armazenada na vesícula biliar e, no momento da secreção, é liberada pelo ducto colédoco na ampola hepatopancreática, junto com a secreção pancreática
1. Sais Biliares: emulsificação das gorduras (micelas)
2. Pigmentos Biliares: subprodutos da degradação da hemoglobina (bilirrubina)
3. Colesterol: excretados nas fezes
- Regulação da Função Gastrointestinal
· Reflexos Longos Integrados no SNC
· Reflexos Cefálicos: reflexos antecipatórios e emocionais originados externamente ao TGI
· Reflexos Antecipatórios: se iniciam com estímulos como cheiro, som, visão e pensamento no alimento
· Reflexos Emocionais: variam desde constipação intestinal (SNPS) à diarréia (SNS), explicitando o controle do sistema nervoso autônomo no TGI
· Reflexos Curtos Integrados no Sistema Nervoso Entérico (SNE)
· O plexo nervoso entérico localiza-se na parede do TGI e permite que os reflexos sejam percebidos, integrados e respondidos diretamente no TGI (reflexos curtos)
· Neurônios Intrínsecos: situam-se completamente dentro da parede do TGI
1. Neurotransmissores e Neuromoduladores: serotonina, NO e peptídeo intestinal vasoativo
2. Os capilares que circundam os gânglios do SNE não são muito permeáveis, criando uma barreira como a BHC
· Neurônios Extrínsecos: neurônios autônomos que levam informação ao SNC
· Controlam o músculo liso e as glândulas/secreção da região
· Reflexos Envolvendo Peptídeos Gastrointestinais
· Esses peptídeos secretados pelas células do TGI podem atuar como hormônios (sangue) ou como substâncias parácrinas
· Família da Gastrina: gastrina e colecistocinina (CCK)
· Família da Secretina: secretina, peptídeo intestinal vasoativo (VIP), peptídeo inibidor gástrico (GIP – estimula a liberação de insulina) e peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1)
· Família da Motilina: estimula o complexo motor
· Podem atuar estimulando ou inibindo a motilidade e a secreção gastrointestinal
· Hormônio Gastrointestinal Colecistocinina (CCK): aumenta a saciedade
· Hormônio Grelina: secretado pelo estômago, aumenta a ingestão alimentar (fome)
- Digestão e Absorção
· Carboidratos
· Somente monossacarídeos podem ser absorvidos: glicose, galactose e frutose
· Enzimas Amilase: quebram os polímeros de glicose em maltose ou glicose salivar e pancreática
· Enzimas Dissacaridases: quebram os dissacarídeos (lactose, maltose e sacarose) em monossacarídeos
· Como a celulose não é digerida pelas células humanas, elas formam o que chamam de fibras 
· Sucralose: adoçante que não pode ser absorvido pelo corpo, atuando como fibra 
· Transportadores de Monossacarídeos (absorção)
· Transportador Apical Simporte Glicose-Na SGLT: galactose e glicose
· Transportador Basolateral GLUT2: galactose, glicose e frutose
· Transportador Apical GLUT5: frutose
· Proteínas
· 30-60% das proteínas encontradas no lúmen intestinal são provenientes de células mortas, enzimas e muco
· A proteína do ovo é a mais bem absorvida pela dieta (80-90%), enquanto as proteínas vegetais são as menos absorvidas
· Enzimas Endopeptidases (Proteases)
· Quebram as ligações peptídicas, formando peptídeos menores
· São pró-enzimas(zimogênios) ativadas no lúmen do TGI pepsina (estômago), tripsina e quimiotripsina (pâncreas)
· Enzimas Exopeptidases
· Liberam aminoácidos a partir dos peptídeos, clivando a partir das extremidades, um a um
· Carboxipeptidades (pâncreas) e Aminopeptidades (intestino delgado) quebram os peptídeos em aminoácidos ou di/tripeptídeos
· Dipeptídeos e Tripeptídeos são absorvidos através do transportador simporte de oligopeptídeos e H (PepT1) ou através da transcitose (alergias) e digeridos intracelularmente pelas peptidases citoplasmáticas
· Gorduras
· Sais Biliares: emulsificam as gorduras e atuam como um detergente, formando unidades menores de gordura circundada pelos sais, as micelas aumentam a superfície de absorção 
· Enzimas Lipases: removem 2 ácidos graxos do triacilglicerol, formando 2 cadeias de ácidos graxos e 1 monoacilglicerol
· É incapaz de penetrar nos sais biliares
· Enzima Fosfolipase (pâncreas): digere os fosfolipídeos
· Cofator Colipase: auxilia a penetração da lipase nos sais biliares
· O colesterol e moléculas digeridas de gordura podem ser reabsorvidos livremente (difusão simples)
· Dentro das células os monoacilglicerois e ácidos graxos movem-se para o retículo endoplasmático liso e se recombinam em triacilglicerois
· Os triacilglicerois se combinam com proteínas e colesterol, formando os quilomícrons
· Os quilomícrons são empacotados em vesículas pelo complexo de golgi e deixam a célula por exocitose para os ductos lactíferos (vasos linfáticos das vilosidades), uma vez que os capilares são impermeáveis à gordura
· Do sistema linfático os quilomícrons atingem o sistema circulatório (venoso)
· Ácidos Nucleicos 
· São digeridos em bases nitrogenadas e monossacarídeos por enzimas pancreáticas e intestinais
· Vitaminas e Minerais
· As vitaminas lipossolúveis são digeridas junto aos lipídeos da dieta (K, A, D e E) por transporte passivo
· As vitaminas hidrossolúveis são digeridas por transporte ativo (C e B’s)
· Vitamina B12: é a excessão a regra, que só é absorvida associada à fator intrínseco 
· Ferro: é ingerido como ferro-heme a partir da carne e como Fe2+ através de vegetais
· O Fe-heme entra na célula através de endocitose e é convertido em Fe2+
· O Fe2+ entra na célula através do transportador simporte divalente de metal 1 (DMT1)
· O Fe2+ deixa a célula pelo transportador ferroportina
· Hepcidina: hormônio que controla a captação de Fe se ligando à ferroportina quando a concentração de Fe é alta
· Íons e Água
· A maior parte da absorção de água ocorre no intestino delgado
· Utilização de vários transportadores e cotransportadores
- Fase Cefálica
· Estímulos antecipatórios e estímulos do alimento na cavidade oral ativam neurônios no bulbo, o qual, por sua vez, manda sinais eferentes pelos neurônios autonômicos para as glândulas salivares e pelo N.vago para o SNE
· Os estímulos provocam um aumento na secreção do estômago, intestino e os órgãos glandulares acessórios
· Boca – Esôfago 
· Saliva: secreção controlada pelo SNA
· Função Mecânica: amolecem, lubrificam e dissolvem o alimento de modo a facilitar a deglutição e aumentarem o sabor do alimento 
· Função Química
1. Amilase Salivar: quebra o amido em maltose e é ativada pelo Cl na saliva
2. Lipase Salivar
3. Lisozima: enzima salivar antibacteriana
4. Imunoglobulinas Salivares: inativam bactérias e vírus 
· Mastigação: lábios, língua e dentes contribuem para a mastigação dos alimentos, criando uma massa amolecida e umidecida (bolo alimentar) que pode ser facilmente deglutido
· Deglutição: ação reflexa que empurra o alimento ou o líquido para o esôfago
· A epiglote se dobra para baixo sobre o ádito da laringe, fechando a abertura das vias aéreas
· A respiração é inibida
· O esfíncter esofágico superior vai relaxando à medida que o bolo alimentar entra no esôfago
· Ondas peristálticas empurram o bolo alimentar em direção ao estômago com o auxílio gravitacional
· Esfíncter Esofágico Inferior: separa o esôfago do estômago 
1. Se o esfíncter esofágico inferior não permanecer contraído, o HCl e a pepsina podem subir pelo esôfago, provocando uma irritação do resvestimento interno que causa a dor em queimação da azia (pirose)
- Fase Gástrica
· Estômago
· Funções
· Armazenamento: a parte proximal controla a liberação de quimo para o intestino delgado, possibilitando a máxima absorção sem esse armazenamento correto, o paciente tem diarréia (bariátrica)
· Digestão: a parte distal realiza digestão química e mecânica – quimo 
· Proteção: contra agentes estranhos e acidez
· Secreção Ácida: o HCl é produzido pelas células parietais das glândulas gástricas (tambem produzem fator intrínseco – absorção de vitamina B12)
· Funções do HCl
1) Desnatura proteínas
2) Inativa a amilase salivar 
3) Ativa o pepsinogênio em pepsina
4) Protege contra agentes externos
· Secreção Enzimática: as células principais das glândulas gástricas secretam o pepsinogênio que é ativado em pepsina por ação do HCl. A lipase gástrica também é secretada 
· Secreção Parácrina
· células semelhantes à enterocromafins (ECL) secretam histamina que estimula a secreção ácida pelo estômago
· células D secretam somatostatina que é o sinal de retroalimentação negativa para a secreção ácida e de pepsinogênio
· células G secretam gastrina (promove a motilidade intestinal), mediadas pelo peptídeo liberador de gastrina (resposta neural), pela distensão estomacal e pela presença de aminoácidos
1) Gastrina no sangue (peptídeo liberador de gastrina) ou reflexo curto (distensão estomacal e presença de aminoácidos)
2) A gastrina ou a ACh (SNE) aumenta a secreção de HCl, que, por sua vez, aumenta a secreção de histamina pelas ECL’s
3) A histamina estimula a secreção ácida pelas células parietais combinando-se com receptores H2
4) O aumento do H+ do estômago induz a liberação de pepsinogênio pelas células principais e ativa o pepsinogênio em pepsina
5) O aumento do H+ também induz a secreção de somatostatina pelas células D, que vai atuar na retroalimentação negativa de todo o processo
· Células mucosas produzem muco, que forma uma barreira física contra o HCl, e bicarbonato, que neutraliza o ácido na região próxima à célula
- Fase Intestinal
· Retroalimentação para o Estômago
· O quimo no intestino ativa o SNE, que reduz a motilidade e a secreção gástrica
· Secretina: liberada na presença do quimo ácido, ela inibe a motilidade e secreção gástricas, além de produzir HCO3 pancreático (neutraliza o suco gástrico)
· Colecistocinina (CCK): liberada na presença de gorduras, ela inibe a motilidade e secreção gástricas e aumenta a motilidade intestinal
· Peptídeo Inibidor Gástrico (GIP) e Peptídeo Semelhante ao Glucagon 1 (GLP1): liberados na presença de carboidratos, eles atuam inibindo a motilidade e secreção gástricas, além de promover a antecipação da liberação de insulina
· Intestino Delgado 9l por dia passam pelo lúmen (3,5l de secreções)
· Bicarbonato: liberado em resposta à estímulos neurais (SNA) e à secretina, a maior parte é proveniente do pâncreas
· Muco: produzido pelas células caliciformes, tendo a função protetora e lubrificante
· Bile: a CCK estimula a contração da vesícula biliar, sendo que a bile é reabsorvida no íleo, voltando à circulação e ao fígado somente a bilirrubina é eliminada
· Enzimas Digestórias: produzidas pelo epitélio intestinal e pelas células acinares do pâncreas exócrino
· Enteropeptidases: são ancoradas na membrana luminal intestinal e varridas após a propulsão do quimo proteases, peptidades, dissacaridases
· Enzimas Pancreáticas: entram no intestino com zimogênios, sendo ativados pela enteropeptidases
· O transporte de nutrientes e sais minerais acontece majoritariamente no duodeno e jejuno, sendo que essa absorção cria um gradiente osmótico para a reabsorção de água
· O conteúdo absorvido é encaminhado ao fígado 
· Citocromo p450: enzima hepática que digere fármacos e xenobióticos
· Intestino Grosso recebe cerca de 1,5l de quimo
· O quimo entra no intestino grosso pelo óstio ileal (valva ileocecal) relaxa a cada onda peristaltica e com o esvaziamentogástrico (reflexo gastroileal)
· Tênias do Colo: as contrações desses músculos longitudinais forma as saculações ou haustros (bolsas salientes)
· Motilidade
· Reflexo Gastrocólico: movimento de massa que diminui o diâmetro do lúmen dos colons e aumenta a distenção do reto início do reflexo da defecação
· Reflexo da Defecação: reflexo espinal desencadeado pela distensão das paredes do reto, promove o relaxamento do esfíncter anal interno (involuntário) e o possível relaxamento do esfíncter anal externo (voluntário) supositório de glicerina (umidifica as fezes por atração da água)
· Digestão: as bactérias intestinais produzem vitamina K e gases intestinais (flatos) como o sulfeto de hidrogênio a partir do metabolismo de alimentos ricos em amido
· Diarréia Osmótica: provocada pela falta da lactase (e absorção da lactose) pelo uso de adoçantes e óleos vegetais
· Diarréia Secretória: provocada por infecções intestinais (E. coli e V. cholerae), que promovem o aumento da liberação de Cl no lúmen e, consequentemente, de água
- Funções Imunitárias do TGI
· Células M: são células que ficam sobre as placas de peyer (GALT) e atuam como apresentadoras de antígenos (no lúmen intestinal) para os macrófagos e linfócitos
· Vômito: expulsão forçada do conteúdo gástrico e duodenal pela boca
· O reflexo se inicia com receptores sensoriais que captam produtos ou situações potencialmente nocivas ao TGI
· Os estímulos são integrados no bulbo (centro do vômito)
· Sinais eferentes do centro do vômito disparam ondas peristalticas retrógradas (ID – estômago – esôfago)
· A respiração é inibida no momento do vômito
Metabolismo e Equilíbrio Energético
- Apetite e Saciedade
· Centros Hipotalâmicos
· Centro da Fome: é tonicamente ativo (só fica inativo quando é inibido)
· Centro da Saciedade: interrompe a ingestão alimentar inibindo o centro da fome
· São influenciados pelo sistema límbico, sinais corticais e químicos
· Sinais Químicos
I. Hormônios Intestino-Encéfalo: secretados pelo epitélio intestinal
II. Adipocitocinas: secretados pele tecido adiposo
· Teoria Glicostática: diz que o metabolismo da glicose pelos centros hipotalâmicos regula a ingestão alimentar
· Quando a concentração de glicose no sangue diminui, o centro da saciedade é inibido e o centro da fome se torna dominante
· Quando a concentração de glicose no sangue está alta, o centro da saciedade é dominante e inibe o centro da fome
· Teoria Lipostática: propõe um sinal dos estoques de gordura para o encéfalo, que modula o comportamento alimentar de forma que a manter determinado peso. Obesidade quebra o ciclo
· Leptina: hormônio peptídeo sintetizado pelos adipócitos que induz a retroalimentação negativa do centro da fome pelo aumento do estoque de gordura 
· Obesos possuem altos níveis de leptina (maioria)
· Neuropeptídeo Y: neurotransmissor encefálico que estimula a ingestão alimentar e possui uma relação de retroalimentação com a leptina
· Grelina: secretada pelo estômago, aumenta a fome e controla a liberação do hormônio do crescimento 
- Equilíbrio Energético
· 1ª Lei da Termodinâmica: a quantidade de energia do universo é constante
· Energia do Corpo = Entrada de Energia – Saída de Energia
· Entrada de Energia: alimentação
· Saída de Energia: trabalho e calor
· Trabalho
· Trabalho do Transporte: gasto energético dos transportadores de membrana
· Trabalho Mecânico: contração dos músculos (esquelético, cardíaco e lisos)
· Trabalho Químico: gasto energético na síntese e armazenamento de compostos energéticos (ATP)
· Calorimetria: mede o conteúdo energético dos alimentos
· Direta: mede-se a energia dos alimentos através da combustão
· Indireta: mede-se a energia dos alimentos através do consumo de oxigênio- taxa metabólica
· Quociente Respiratório/Razão de Troca Respiratória: CO2 produzido/O2 consumido
· Taxa Metabólica: mede a quantidade de energia gasta em um dia
· Taxa Metabólica Basal: menor taxa metabólica de um indivíduo – sono – Kcal/dia
· Taxa Metabólica em Repouso: após 12hs de jejum e em repouso – Kcal/dia
· Fatores que influenciam a taxa metabólica
I. Idade: quanto maior a idade, menor a taxa
II. Sexo: homens possuem a taxa metabólica maior (mulheres possuem mais gordura)
III. Massa Muscular Magra: músculo possui uma taxa metabólica maior que gorduras, mesmo em repouso
IV. Atividade: a contração muscular aumenta a taxa metabólica
V. Dieta: termogênese induzida pela dieta - aumento da taxa metabólica para realizar a digestão
VI. Hormônios: a TM aumenta com os hormônios tireóideos e as catecolaminas
VII. Genética
· Armazenamento de Energia
· A maior parte da energia é armazenada na forma de gorduras de alta energia (9Kcal/g), apesar de uma parte ser armazenada na forma de glicogênio hepático (100g) e muscular (200g)
- Metabolismo
· Conceito
· Soma de todas as reações químicas do corpo
· Extrai energia dos nutrientes, gasta na forma de trabalho e armazena o excesso para ser utilizado posteriormente
· Rotas Anabólicas: sintetizam moléculas grandes a partir de moléculas pequenas
· Rotas Catabólicas: quebram moléculas grandes em moléculas menores
· Estado Alimentado (Absortivo): período que se segue à refeição, onde está ocorrendo a absorção
· Anabólico
· Estado de Jejum (Pós-Absortivo): nutrientes encontram-se na corrente sanguínea
· Catabólico: produção de glicose a partir do glicogênio ou lipídeos
· Destinos das Biomoléculas: depende da natureza (lipideo, carboidrato, proteína)
· Energia: metabolismo imediato que produz como produto moléculas energéticas (ATP, fosfato de creatina) 30% da glicose ingerida é metabolizada (outros 70% ficam no sangue)
· Energia pode ser utilizada no trabalho mecânico
I. Glicogenólise: quebra do glicogênio em glicose para o sangue
· Síntese: pode ser utilizadas como componentes das estruturas celulares e teciduais
· Armazenamento: o excesso da energia ingerida é transmitida à ligações químicas com o glicogênio e as gorduras a excreção só ocorre quando o limiar renal de reabsorção da glicose é superado
· Carboidratos
I. Glicogênese: formação do glicogênio hepático e muscular (limitada)
II. Lipogênese: excesso de carboidratos
· Proteínas
I. Síntese Proteica: o fígado produz lipoproteínas e proteínas plasmáticas, os aa não captados pelo fígado são utilizados para a estrutura das células 
II. Gliconeogênese: conversão de aa em glicose quando a disponibilidade é baixa
III. Lipogênese: excesso de aminoácidos
· Lipídeos
I. Gliconeogênese: conversão de glicerol em glicose quando a disponibilidade é baixa
II. Glicogenólise: fornecimento de glicose a partir das reservas de gordura
III. Quilomícron: colesterol, triacilglicerol, fosfolipídeos e apoproteínas (proteínas ligadoras de lipídeos)
a. Lipase quebra os lipídeos e deixa quilomícrons remanescentes
b. Esses quilomícrons são captados pelo fígado e são ligados a lipoproteínas
c. Essas moléculas retornam ao sangue com níveis variados de lipídeos
- VLDL: lipoproteína de densidade muito baixa
- C-LDL: lipoproteína de densidade baixa – ligada ao colesterol
 Apo-B: combina-se com o receptor que leva as C-LDL para a maioria das células
- C-HDL: lipoproteína de densidade alta – ligada ao colesterol
 Apo-A: facilita a captação do colesterol pelo fígado e outros tecidos
- Controle Homeostático do Metabolismo
· Pâncreas
· Ilhotas de Langerhans: 2% da massa do pâncreas que corresponde à parte endócrina do órgão
· 75% são células beta: produzem insulina e amilina
· 20% são células alfa: produzem glucagon
· 5% são células D: produzem somatostatina
· Estado Alimentado: insulina predomina e o corpo está em anabolismo líquido
· Estado de Jejum: glucagon predomina, mantendo os níveis de glicose (evita a hipoglicemia) no sangue e deixando o corpo em estado de catabolismo – aminoácidos induzem a secreção de insulina e glucagon (absorvem tambem glicose)
· Estado de Jejum Noturno: glicose plasmática cai aos seus níveis mais baixos, a secreção de insulina diminui - 75% da glicose de glicogenólise e 25% de gliconeogênese 
· A concentração de glucagon permanece constante 24hs por dia: o quedetermina a direção do metabolismo é a razão insulina/glucagon
· Fatores que Influenciam a Secreção de Insulina
· Aumento da Concentração de Glicose Plasmática (maior que 100mg/dl)
I. Mais glicose disponível: produção de ATP aumenta e os canais de K controlados por voltagem se fecham 
II. A célula despolariza
III. Os canais de Ca controlados por voltagem se abrem, e o Ca induz a liberação das vesículas de insulina nas células beta
· Aumento da Concentração de Aminoácidos Plasmáticos: induz a secreção de insulina
· Efeitos Antecipatórios dos Hormônios Gastrointestinais
I. Hormônio Peptídeo Semelhante ao Glucagon 1 (GLP-1): incretina liberada com a ingestão de nutrientes (antes mesmo da absorção)
II. Hormônio Peptídeo Inibidor Gástrico (GIP): incretina liberada com a ingestão de nutrientes (antes mesmo da absorção)
III. Hormônio Colecistocinina (CCK): amplificam a liberação de insulina
IV. Hormônio Gastrina: amplificam a liberação de insulina
· Atividade Parassimpática: aumenta a secreção de insulina
· Atividade Simpática: inibem a secreção de insulina
· Tecidos-alvo da Insulina: fígado, tecido adiposo e músculo esquelético
· Alguns tecidos (como encéfalo e epitelios renais e intestinais) não necessitam da insulina 
· Ação da Insulina
· Tecido Adiposo e Muscular Esquelético (em repouso)
I. Sem insulina ligada ao receptor os GLUT4 ficam em vesículas intracelulares
II. Com insulina ligada ao receptor, as vesículas com GLUT4 se movem para a exocitose (difusão facilitada)
· Tecido Muscular Esquelético (em atividade)
I. Quando os músculos contraem, os GLUT4 vão para a membrana mesmo sem a presença de insulina, aumentando a captação de glicose
· Fígado
I. Possuem o GLUT2, que ativa a hexocinase na presença de insulina, que vai fosforilar as glicoses (diminui a concentração de glicose disponivel na célula) e permitir um gradiente de fluxo contínuo de glicose através do GLUT2
II. Como o GLUT2 sempre fica na membrana, ele equilibra a relação glicogênese/glicogenólise
· A insulina estimula a glicogênese, a síntese proteica e a lipogênese
· A insulina inibe a gliconeogênese, a glicogenólise, a lise proteica e a lipólise
· Diabetes Mellitus: hiperglicemia por desregulação do equilibrio insulina/glucagon
· Diabetes Mellitus Tipo 1: deficiencia de insulina decorrente da destruição das células beta-pancreática
I. Metabolismo de Proteínas: sem glicose para energia e aminoácidos para a síntese proteica, os músculos degradam suas proteínas para fornecer energia 
II. Metabolismo de Gorduras: em jejum o corpo uma os ácidos graxos para fazer beta oxidação e produzir corpos cetônicos (ATP no cérebro e músculos)
III. Metabolismo de Glicose: na ausencia da insulina, ocorre hiperglicemia, o figado é incapaz de captar e metabolizar essa glicose circulante, fazendo glicogenólise e gliconeogênese, piorando ainda mais a hiperglicemia
IV. Metabolismo do Encéfalo: o metabolismo continua normalmente, uma vez que é independente da insulina. A exceção é o centro da saciedade, que é dependente de insulina. Como a insulina não entra nas células, o centro da fome não é inibido (polifagia)
V. Diurese Osmótica e Poliúria: se a hiperglicemia do diabetes ultrapassa o limiar renal para a glicose, a glicose não é totalmente reabsorvida, sendo excretada na urina. A Diurese osmótica é e excreção maior de líquido, devido ao aumento da concentração do filtrado. A Poliúria é a eliminação de um grande volume de urina
VI. Desidratação: decorrente da diurese osmótica, leva à redução do volume de sangue e da pressão sanguinea. Para regular a pressão sanguínea, há um aumento da secreção de vasopressina (ADH) e aumento da sede (polidipsia) 
VII. Acidose Metabólica: ocorre graças ao metabolismo anaeróbico e à produção de corpos cetônicos, com lactato no sangue. Provoca um aumento da ventilação, acidificação da urina e hipercalemia
· Diabetes Mellitus Tipo 2: resistência à insulina manifestada por multiplos fatores (genético)
I. Possui altos níveis de glicose, insulina (não necessariamente) e glucagon (por causa da insulina)
II. Ocorre um metabolismo anormal de carboidratos e gorduras: aterosclerose, insuficiencia renal, alterações neurológicas e cegueira (por retinopatia diabetica)
· Teste de Tolerância à Glicose: mede-se os níveis de glicose em jejum e depois após a ingestão periodicamento, tomando-se por base um indivíduo normal
· Sindrome Metabólica (3 dos 5 critérios): obesidade, hipertensão, diabetes, dislipidemia e baixo HDL
- Regulação da Temperatura Corporal
· Zona Termoneutra: faixa de temperatura (27,8o - 30oC) que consegue manter a temperatura corporal constante no metabolismo normal
· Variando o metabolismo, o ser humano consegue manter a temperatura corporal de 10o – 55oC de temperatura externa
· Hipotálamo Anterior: possui termorreceptores (assim como na pele) que funcionando como termostatos e induzem à respostas que coordenam a temperatura corporal
· Perda de Calor: dilatação dos vasos sanguíneos superficiais e sudorese
· Ganho de Calor: termogênese (com ou sem tremor)
· Pirógenos: substâncias produzidas como resposta a toxinas poduzidas por bactérias e outros patógenos. Reajustam o termostato hipotalâmico em um ponto superior, dessa forma o paciente sente frio e treme (para produzir calor)
· Hipertermia
I. Exaustão por Calor: grave desidratação e temperatura corporal de 37,5 – 39ºC observada em idosos e pessoas acostumadas com temperaturas mais baixas
II. Choque por Calor: temperatura corporal superior a 39ºC (41º ja desnatura proteina), com pele ruborizada e seca mortalidade de 50%
III. Hipertermia Maligna: condição genetica onde a temperatura corporal “normal” é muito elevada 
· Hipotermia: condição em que a temperatura do corpo cai anormalmente, diminuindo o metabolismo e provocando uma condição de acidose por baixo consumo de O2
Controle Endócrino do Crescimento e do Metabolismo
- Revisão de Princípios Endócrinos
· Sistema de Controle Hipotalâmico-Hipofisário: possui hormônios tróficos que controlam vários outros hormônios
· Padrões de Retroalimentação: interrompe (negativa) ou aumenta (positiva) a resposta ao estímulo
· Receptores Hormonais: podem estar na superficie ou no interior da célula
· Resposta Celular: as células-alvo respondem aos hormônios produzindo novas proteínas ou alterando proteínas existentes
· Modulação da Resposta Celular: o númedo de hormônios e receptores disponíveis para a ligação determinam a intensidade da resposta celular
· Disfunções Endócrinas
· Excesso de secreção hormonal
· Deficiencia de secreção hormonal 
· Resposta anormal da célula-alvo ao hormônio
- Glicocorticoides Suprarrenais (Adrenais)
· Glândula Suprarrenal
· Medula Suprarrenal: compõe ¼ da massa interna e é um gânglio nervoso simpático modificado que produz catecolaminas (principalmente adrenaina)
· Córtex Suprarrenal: compõe ¾ da massa interna e secreta hormônios esteróides
· Zona Glomorulosa: secreta aldosterona (meneralocorticoide – age nos sais minerais)
· Zona Fasciculada: secreta glicocorticoides (cortisol)
1) Eixo Hipotálamo-Hipófise-Suprarrenal (HPA)
a. Hormônio Liberador de Corticotrofina (CRH) – hipotálamo 
b. Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH) – adeno-hipófise 
c. Cortisol – suprarrenal 
2) Globulina Ligadora de Costicosteroides (Transcortina): proteína que transporta o cortisol
· Zona Reticular: secreta androgênios (hormônios sexuais dominantes no homem) e hormônios dominantes nas mulheres (estrógeno e progesterona)
· Cortisol
· Protege o corpo da hipoglicemia, induzindo o fígado a realizar gliconeogênese, liberando uma parcela de glicose no sangue e armazenando outra parte na forma de glicogênio
· Degrada proteínas do músculo esquelético para servir de substrato para a gliconeogênese
· Aumenta a lipólise pelo mesmo motivo
· Inibe o sistema imune
· Balanço negativo de Ca: o cortisol diminui a absorção intestinal de Ca e aumenta a excreção, fazendo-se necessário degradar a matriz óssea para obter Ca (risco de lesão)
· Função cerebral: o cortisol em excesso promove alterações de humor, na capacidade de aprendizadoe memória
· Como medicamento: suprime o sistema imune evitando a liberação de citocinas e produção de anticorpos pelos leucócitos (usado em transplantes), além de inibir a resposta inflamatória, evitando a migração dos leucócitos a administração exógena pode desequilibrar o eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HPA) – interrupção gradual
· Hipercortisolismo: excesso de cortisol (sindrome de Cushing)
I. Excesso de gliconeogênese provoca hiperglicemia (diabetes)
II. A degradação excessiva de musculo e gordura 
III. Deposição de gordura na face e tronco
IV. Motivos
A. Hipercortisolismo Primário: tumor na suprarrenal, que secreta cortisol independete do eixo HPA
B. Hipercortisolismo Secundário: tumor na hipófise, que secreta ACTH independente do eixo HPA
C. Hipercortisolismo Iatrogênico: por uso de corticoides
· Hipocortisolismo: deficiencia em cortisol (doença de Addison) – destruição autoimune do córtex da suprarrenal
· Hormônio Liberador de Corticotrofina (CRH): atua na adeno-hipófise e é liberado pelo hipotálamo
· Envolvido na inflamação e resposta imune
· O excesso diminui a ingestão alimentar
· Sinais para o início do parto 
· Associado à depressão, ansiedade e outros transtornos de humor
· Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH): atua na suprarrenal e é liberado pela adeno-hipófise
 Sintetizado a partir da pró-opiomelanocortina (POMC): também sintetiza a beta-endorfina e hormônio estimulador de melanócitos (MSH – inibe a fome e estimula os melanócitos)
- Hormônios da Tireóide
· Tipos de Células da Glândula Tireóide
· Células C: secretam calcitonina
· Células Foliculares: secretam T3 e T4
· Hormônios da Tireóide: são aminas derivadas do aminoácido tirosina e que possuem iodo
· São produzidos nos folículos (uma camada de células foliculares em forma de ácino), que possuem o centro preenchido por um coloide
· T3 é mais ativo que T4: estimulam o desenvolvimento e crescimento
· A globulina ligadora de tiroxina (TBG) transporta os hormônios T3 e T4 no plasma, uma vez que eles são lipofílicos
· Hipertireoidismo: secreção em excesso dos hormônios da tireóide
· Aumenta o consumo de O2
· Aumenta o metabolismo e a produção de calor
· Degradação muscular 
· Excitação mental 
· Exoftalmia: deposição de mucopolissacarídeos atrás do olho
· Regulação para cima dos receptores beta1-adrenergicos do coração, provocando aumento do inotropismo e cronotropismo
· Hipotireoidismo: secreção deficiente dos hormônios da tireóide
· Diminui o consumo de O2
· Diminui o metabolismo e a produção de calor
· Diminuição da síntese proteica
· Acúmulo de mucupolissacarídeos sob a pele: provoca acumulo de agua no corpo (mixedema)
· Em crianças provoca retardo no crescimento ósseo e dos tecidos (baixa estatura)
· Cretinismo: pessoa com a capacidade mental diminuida (pouca pacienca, lentidão)
· Bradicardia: regulação para baixo dos receptores beta1-adrenergicos
· Hormônio Liberador de Tireotrofina (TRH): proveniente do hipotálamo, estimula a liberação de tireotrofina (TSH – hormônio estimulador da tireoide) pela adeno-hipófise
· Hormônio Estimulador da Tireóide (TSH): atua na tireóide aumentando a sintese hormonal 
· Os hormônios atuam como sinal para a retroalimentação negativa
· Niveis elevados de TSH provoca hipertrofia da glândula tireóide (bócio)
- Hormônio do Crescimento
· Processo de Crescimento
· Hormônio do Crescimento e Outros Hormônios
· Crianças: sem o hormônio do crescimento a criança não cresce
· Adolescentes: hormônios da tireóide, insulina e hormônios sexuais, além do hormônio do crescimento influenciam no desenvolvimento normal
· Dieta Adequada
· Ausência de Estresse Crônico: para evitar a produção exacerbada de cortisol (degrada proteínas)
· Genética
· Hormônio do Crescimento (GH – Somatotrofina) 
· Possui maior papel na infância, embora seu pico seja na fase da adolescência
· Hipotálamo: secreta o hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) e o hormônio inibidor do crescimento (somatostatina) no eixo hipotálamo-hipófise
· Adeno-Hipófise: secreta GH em resposta ao GHRH (que é ligado no sangue com a proteína ligadora do hormônio do crescimento) ou deixa de secretar em resposta à somatostatina
· O GH atua como hormônios tróficos para estimular a secreção dos fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGF – somatomedina) pelo fígado e outros tecidos 
· O IGF atua na adeno-hipófise e hipotálamo na retroalimentação negativa da secreção de GH
· O IGF é responsável pelo crescimento das cartilagens
· O GH aumenta a gliconeogênese e a lipólise, aumentando a concentração plasmática de glicose
· Nanismo
· Redução da síntese de GH ou receptores de GH anormais em crianças (fase de desenvolvimento)
· Gigantismo
· Aumento da síntese e secreção de GH em crianças (fase de desenvolvimento)
· Acromegalia
· Adultos com aumento da secreção de GH/IGF que desenvolve o crescimento anormal de ossos e cartilagens
- Crescimento dos Tecidos e Ossos Peso e Estatura
· Crescimento dos Tecidos Moles
· Exige quantidades adequadas de GH, insulina e hormônios da tireóide
· IGF e GH: podem provocar hiperplasia (aumento da quantidade de células) ou hipertrofia (aumento do tamanho celular)
· Hormônios da Tireóide: desempenham um papel permissivo no crescimento, uma vez que a deficiência dos hormônios pode retardar ou impedir o crescimento na infância/adolescencia
· Insulina: estimula a síntese proteica e aumenta a disponibilidade de glicose (energia) para o crescimento 
· Crescimento Ósseo 
· O osso possui uma matriz extracelular calcificada, formada quando os cristais de fosfato de calcio (hidroxiapatita) precipitam e se fixam a uma rede de suporte constituída por colágeno
· O osso possui 2 camadas
· Osso Compacto (Denso): camada externa – fornece força para a sustentação
· Osso Esponjoso (Trabecular): camada interna – menos resistêntes, possuem células entre as trabéculas
· Tipos Celulares
· Osteoblastos: células formadoras de ossos que produzem enzimas e osteóide (mistura de colágeno e outras proteínas as quais a hidroxiapatita se liga)
I. Osteocalcina e Osteonectina: ajudam na deposição de matriz calcificada
II. Placa Epifisária: encontradas na diáfise dos ossos, se estendendo até as epífises, formando colunas de condrócitos, qua aos poucos vão se convertendo em osteoblastos, gerando o crescimento do osso em tamanho 
III. Osteócitos: tomam o lugar dos osteoblastos e possuem função constitutiva no osso, cessando o crescimento
· Osteoclastos: células degradadoras da matriz óssea calcificada – dissolve o calcio da hidroxiapatita, liberando na corrente sanguínea de acordo com a necessidade
- Equilíbrio do Cálcio
· Cálcio: a maior parte do cálcio se encontra nos ossos
· Importante molécula sinalizadora
· Exocitose de vesículas citoplasmáticas
· Contração das fibras musculares
· Alteração de enzimas e transportadores
· Mantém as células unidas e atua com cemento nas junções oclusivas
· É cofator para a cascata de coagulação
· Afeta a excitabilidade dos neurônios
· Hipocalcemia: a permeabilidade neuronal ao Na aumenta, os neurônios despolarizam e ficam hiperexcitados pode provocar tetania dos musculos respiratórios (asfixia)
· Hipercalcemia: a permeabilidade neuronal ao Na diminui, os neurônios hiperpolarizam e a atividade neuronal diminui
· Cálcio Total do Corpo
· Líquido Extracelular (LEC): na forma de Ca2+, no plasma apresenta-se ligado à proteínas plasmáticas ou livre (pode difundir pelos canais de Ca2+)
· Cálcio Intracelular: concentra-se nas mitocôndrias e/ou retículo sarcoplasmático. Possui uma concentração menor que o LEC
· Matriz Extracelular (osso): a maioria do Ca corporal se encontra na forma de hidroxiapatita
I. Osteoblasto: aumenta a deposição de Ca2+ nos ossos (hidroxiapatita)
II. Osteoclasto: aumenta a concentração plasmática de Ca2+ (dissolve a hidroxiapatita)
· Cálcio Exógeno (Ingerido): absorvido no intestino delgado (apenas 1/3 do Ca ingerido) 
· Cálcio Excretado: a excreção ocorre primariamente pelos ríns, com certa quantidade nas fezes
· A reabsorção ocorre no néfron distal de acordo com a secreção hormonal
·Glândulas Paratireóides: 4 glândulas encontradas na face posterior da glândula tireóide
· Paratormônio (PTH): hormônio produzido pela glândula, responsável pelo aumento da concentração plasmática de Ca2+
· Aumenta a reabsorção óssea pelos osteoclastos, indiretamente, induzindo a produção de substâncias parácrinas (osteoprotegerina – OPG – e RANKL)
· Aumenta a reabsorção renal de Ca no néfron distal – o excesso de calcio (fosfato de calcio) aumenta a incidencia de formação de cálculos renais
· Aumenta, indiretamente, a absorção intestinal (vitamina D3)
· Vitamina D3: tambem conhecida como calcitriol, que é obtido a partir da vitamina D 
· Calcitonina: peptídeo produzido pelas células C da tireóide, que possui ações opostas ao do paratormônio (inibição)
Fisiologia do Exercício
- Metabolismo e Exercício
· O exercício começa com a contração do músculo esquelético, processo que consome energia na forma de ATP
· Fosfato de Creatina: transfere a energia da sua ligação de alta energia pelo fosfato ao ADP, repondo os ATP para o músculo
· Em um bom suprimento de O2: ocorre fosforilação oxidativa de carboidratos e lipídeos
· Em um suprimento ineficiente de O2: ocorre metabolismo anaeróbico (glicolítico) da glicose (lactato)
· As concentrações plasmáticas de glucagon, cortisol, catecolaminas e GH são aumentadas durante o exercício, enquanto a concentração de insulina (poupando a glicose para os músculos) é diminuida 
- Respostas Ventilatórias ao Exercício
· Hiperventilação ou Hiperpneia do Exercício
· Aumento da frequência e amplitude da respiração, resultando no aumento da ventilação alveolar
- Respostas Cardiovasculares ao Exercício
· Aumento do débito cardíaco: aumenta mais em pessoas treinadas
· Débito Cardíaco = (freq. do nó sinoatrial + SNA) X (retorno venoso + força de contração)
· Aumenta a atividade da bomba musculovenosa: retorno venoso
· Aumenta a atividade do SNS: SNA, força de contração e frequencia do no sinoatrial
· Pressão Arterial Média = Débito cardíaco X Resistência Periférica
· Ocorre vasodilatação para o suprimento sanguíneo, reduzindo a RVP
· Entretanto, o aumento do débito cardíaco supera a redução da RVP, como consequência, a PAM aumenta em exercício
- Regulação da Temperatura Durante o Exercício
· O aumento da temperatura corporal em exercício ativa mecanismos
· Sudorese: resfriamento por evaporação 
· Conservação renal da água
· Sede
· Aumento do fluxo sanguíneo cutâneo: perda de calor por convecção
· Se opõe ao estímulo simpático do exercício físico
- Exercício e Saúde
· Diminui os riscos de doenças cardiovasculares
· Melhora os sintomas do Diabetes Mellitus Tipo 2
· Diminuição dos níveis de estresse 
· Reforço do sistema imune
Reprodução e Desenvolvimento
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