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Língua Portuguesa | Sidney Martins Que e Quem www.focusconcursos.com.br | 1 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Verbal: Pronome Relativo Videoaula: Prof. Sidney Martins Língua Portuguesa | Sidney Martins Que e Quem www.focusconcursos.com.br | 2 Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. Veja o exemplo abaixo: Nesta aula vamos estudar uma parte da concordância verbal bem interessantes. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Apresentação ........................................................................... Erro! Indicador não definido. Que e Quem ...................................................................................................................... 3 Parecer + Infinitivo ............................................................................................................ 5 Aposto Resumitivo ............................................................................................................ 6 Ter e Vir ............................................................................................................................ 6 EXERCÍCIOS ....................................................................................................................... 8 Língua Portuguesa | Sidney Martins Que e Quem www.focusconcursos.com.br | 3 QUE E QUEM Quando pegamos os pronomes relativos “que” e “quem”, temos uma peculiaridade, o verbo “que” vem do pronome e vai fazer uma concordância com antecedente independentemente da forma como vem se apresentar. Já quando temos o “quem”, este “quem” vai promover dois tipos de concordância. Então o “quem”, pode ter uma concordância também com antecedentes ou ficar na terceira pessoa do singular. Que = Concorda com o antecedente. Quem = Concorda com o antecedente ou fica na terceira pessoa do singular. Exemplo: Fui eu que fiz o trabalho. Este “que” ninguém estranha, mas vamos entender como está funcionando o processo. Este “que” faz referência ao termo “eu” e o verbo vai concordar com o antecedente deste “que”, que neste caso é o “eu”. Tanto que podemos dizer “eu fiz”. E neste momento, este “que” é o sujeito sintático desta oração, mas o sujeito semântico é o “eu”, por isso, que tem a concordância com ele. Vamos ver no plural como é que isso funciona. Fomos nós que fizemos o trabalho. Neste momento, quem é um antecedente deste “que”? É o “nós”. Pode dizer “nós fizemos”? Pode. Então mais uma vez o verbo concordo com antecedentes do “que”. Fui eu quem fiz o trabalho. Fui eu quem fez o trabalho. Neste momento, temos dois processos diferentes, utilizado a estrutura no singular, no entanto, as concordâncias foram diferenciadas. Repare que quando vem a regra, o verbo pode concordar com antecedentes ou fica na terceira pessoa do singular. Então esse “ou” denota uma escolha, ou seja, significa que é uma concordância facultativa. Língua Portuguesa | Sidney Martins Que e Quem www.focusconcursos.com.br | 4 Por tanto, quando diz “fui eu quem fiz o trabalho ou fui eu quem fez o trabalho”, ambas estão corretas para o padrão culto da língua e não fazem nenhuma diferença de extinção de semântica. A distinção neste caso é que apenas em relação a concordância. Então, na primeira, é óbvio que o “eu” é o antecedente nos dois casos, mas nessa primeira o verbo concorda com o antecedente, “Fui eu quem fiz o trabalho”. Só que existe a possibilidade de colocar o verbo na terceira pessoa do singular. E quando diz “Fui eu quem fiz o trabalho”, essa concordância foi com quem? Com antecedentes e quando digo “fui eu quem fez o trabalho”, essa concordância foi com quem? Foi com ninguém, é uma permissão de ficar na terceira pessoa do singular. Mas no singular ninguém estranha muito, o problema é quando vai para o plural. 1. Fomos nós quem fizemos o trabalho. 2. Fomos nós quem fez o trabalho. Neste momento, na primeira frase o verbo concordou com o antecedente e na segunda é óbvio que o “nós” é um antecedente do “quem”, só que o verbo ficou na terceira pessoa do singular. Colocar a segunda frase, causa ou não causa estranheza? Óbvio que causa, mas todas as frases acima estão certas. Detalhe, quando você encontra questões nesse estilo onde coloca dentre as opções aquele verbo que pode ficar tanto no simular, quanto no plural, existem algumas possibilidades para poder trabalhar. Você já viu o verbo com núcleo coletivo e neste momento, você tem uma expressão partitiva ou coletivo, como a maioria, a minoria ou um grupo. Quando isso acontece, na hora da especificação você sabe que o verbo pode concordar com o núcleo coletivo ou com o especificador. Esse especificador, se apresentar no plural pode ficar no plural. O sujeito composto, quando faz a inversão na ordem direta, só faz a concordância gramatical, tanto que o verbo fica sempre no plural, mas quando tem sujeito composto e inverte, pode ter a concordância gramatical e a concordância atrativa. Então veja, pode acabar ficando no plural, mas também pode acabar ficando no singular. Língua Portuguesa | Sidney Martins Parecer + Infinitivo www.focusconcursos.com.br | 5 Agora no caso em que estamos trabalhando, tem uma estrutura que está tanto no plural como no singular, e mesmo assim não perde o sentido, sendo uma concordância facultativa, não altera o sentido e ambas estão corretas para o padrão culto da língua. Então você tem que ficar ligado nisso, porque vai ser cobrado esse tipo de questão. PARECER + INFINITIVO Pode-se variar o PARECER ou o VERBO PRINCIPAL (inf.). Então, ou vários, ou vário outro, ambos não têm como. Veja as duas sentenças que estão corretas: Os alunos parecem ser esforçados E Os alunos parece serem esforçados. Naturalmente utilizamos mais a primeira, mas as duas estão corretas. As paredes pareciam estar limpas. E As paredes parecia estarem limpas. Nós temos uma preferência pela flexão do verbo “aparecer”, mas também posso flexionar o infinitivo. O que não pode fazer é flexionar os dois. Então: Os alunos parecem ser esforçados ou os alguns parece serem esforçados. Língua Portuguesa | Sidney Martins Aposto Resumitivo www.focusconcursos.com.br | 6 APOSTO RESUMITIVO Esse aposto vai exercer a função do elemento ao qual ele faz a referência, nesse caso faz o resumo, então está dentro desse sujeito, só que vai promover um caso especial de concordância verbal. João, Maria e José, todos eram alunos. Esse “todos” é o que chamamos de aposto resumitivo, com isso o verbo concorda apenas com esse aposto resumitivo. Quando esse aposto resumitivo se se apresenta no plural, o verbo fica no plural. Dinheiro, fama e glória, tudo passa. Neste caso o “tudo” resume todo o processo e está no singular, o verbo concorda com ele no singular. Então, percebemos que quando usamos termos animados, a tendência é o aposto resumitivo ficar no plural. E quando usamos termos inanimados, a tendência é o aposto resumitivo ficar na singular. Mas o importa é você observar como esse aposto vai se apresentar. Se estivermos falando do simular, obviamente será singular e o mesmo se aplica no caso do plural, e definir que quando tem o aposto resumitivo, o verbo só vai concordar com ele. TER E VIR Quando estão no singular, não tem acento e no plural, obrigatoriamente tem o acento circunflexo, que é a marca da pluralização na língua portuguesa. E quando pegamos os derivados desses verbos, como manter, entreter, provir, intervir, eles acabam tendo um acento no singular, mas um acento agudo, porque, no plural, obrigatoriamente, é o acento circunflexo. No plural: Os brasileiros têm problemas. Língua Portuguesa | Sidney Martins Ter e Vir www.focusconcursos.com.br | 7 No singular: O brasileiro tem problemas.O brasileiro é o sujeito, e é um núcleo no simular, ou seja, o verbo também vai estar no singular. Agora, “os brasileiros têm problemas.” Quem é o sujeito? Os brasileiros, está no plural e o verbo no plural, então não posso deixar o verbo no plural igual no singular, tem que ter algo para diferenciar. O que vai diferenciar? O acento circunflexo, que é a marca da pluralização da linga portuguesa. 1. Eles vêm de longe. 2. Ele vem de longe. Na segunda frase o sujeito está no singular, o verbo fica no singular. E na primeira, o verbo no plural marcado com o acento circunflexo. Vamos ver um derivado do verbo “ter”, o “manter”: Ela mantém a casa. Por que vai ter o acento? Por uma regra de acentuação, é um óxido na terminada em “em”, então tem acento, mas é o acento agudo que usamos no singular. E se colocar no plural? Elas mantêm a casa. E o que vai acontecer aqui? Teremos esse acento circunflexo apenas porque a estrutura se apresenta no plural. Língua Portuguesa | Sidney Martins Exercícios www.focusconcursos.com.br | 8 EXERCÍCIOS 1) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: “Ainda não ............... soado as oito horas da noite, quando ................. à porta: ................ três viajantes em busca de abrigo.” a) havia – bateu – era b) havia – bateram – era c) havia – bateu – eram d) haviam – bateram – eram e) haviam – bateu – eram Comentário: Na primeira, temos uma locução verbal em que o verbo principal é o verbo “soar”, e tem o sujeito. Alguém tem concorda com o sujeito, quem é? O verbo auxiliar. Quem é o verbo auxiliar desta questão? É o verbo haver. O sujeito está no plural, então o verbo também vai ficar no plural, haviam. Continuando, quando bateu ou bateram à porta, independentemente do que vem depois, se tem um viajante ou três viajantes, para cada oração tem um tipo de verbo e neste momento, pela linha narrativa, o verbo só pode ficar na terceira pessoa do plural, porque temos um sujeito indeterminado. Poderia ser só um viajante, mas enquanto tem alguém batendo à porta, pode estar com a crase, então não sabemos quem está batendo, por isso o sujeito é indeterminado. Então aqui também é “bateram”. Cabe salientar que o verbo haver só caracteriza a oração do sujeito das duas uma, quando está sozinho, no sentido de existir, ocorrer e acontecer, ou quando está na locução verbal onde ele é o verbo principal, ele manda. Mas quando é o auxiliar, ele não manda em nada. Depois colocamos o verbo na terceira pessoa do plural, porque o sujeito é indeterminado. Na última etapa fica muito mais fácil, quantos viajantes tinham? Três, então eram três viajantes com isso o gabarito é a letra de D. Gabarito: D Língua Portuguesa | Sidney Martins Exercícios www.focusconcursos.com.br | 9 2) Assim que .................. quatro horas no relógio da igreja, mais de um aluno ................. a) bateu, saiu b) bateram, saíram c) baterão, sairá d) bateu, saíram e) bateram, saiu Comentário: O verbo bater é interessante, porque tem a possibilidade de colocar como: Veja que para essa expressão o relógio é a palavra mais importante. Mas quando coloca “o relógio”, reparem que o “o” é apenas um artigo, então essa estrutura funciona como sujeito, cuja o núcleo é o “relógio”, então nesta frase o verbo vai concordar com quem? Vai concordar com o relógio, ficando “bateu o relógio quatro horas”. E na parte de cima, “no” é a contração da preposição “em” mais o artigo “o”. Pode fazer uma contração antes do sujeito? O núcleo do sujeito pode ser preposicionado? NÃO. Então nessa frase não é mais sujeito, é uma outra construção. Pode ver que a proposição “em” é um indicativo de lugar, para indicar essas circunstâncias da localidade, tendo assim, um adjunto adverbial de lugar. Neste momento, quem passa a ser o sujeito? Quatro horas. Tendo uma estrutura que se apresenta no plural, portanto, o verbo vai ficar no plural, assim a frase ficará “bateram quatro horas do relógio”. Se estiver “no relógio”, concorda com as horas, e “o relógio”, concorda com o relógio. Na nossa questão está “no relógio”, então, “Bateram quatro horas no relógio quatro Bater 4 horas no relógio 4 horas o relógio Língua Portuguesa | Sidney Martins Exercícios www.focusconcursos.com.br | 10 horas no relógio da igreja, mais de um aluno saiu”. Semanticamente, você pode pensar que seria “saíram”, pois tem mais um aluno, não poderia dizer que menos dois alunos “ficou”, vai concordar com um. Por isso o gabarito é a letra E. Gabarito: E 3).......... cinco anos que não se ...................mais estes aparelhos. a) Fazem, faz b) Faz, faz c) Fazem, fazem d) Faz, fazem Comentário: Vamos analisar a primeira, o verbo “fazer” está indicando tempo, então “faz cinco anos”, neste momento o verbo só pode ficar no singular. A próxima parte, “que não se faz ou fazem mais estes aparelhos”, o verbo fazer não está mais indicando o tempo, ele está indicando execução, realização, portanto, ele vai concordar. Então, a resposta vai ficar “fazem”, e a alternativa correta é a letra D. Mas quais os tipos de sujeito apresentados nesta questão? Na primeira oração, temos uma oração sem sujeito que também pode chamar de sujeito inexistente ou até mesmo sujeito zero. Na segunda temos uma peculiaridade, se não prestar atenção vai derrapar, porque parece muito sujeito indeterminado. Na frase apareceu antes do verbo “fazer” o pronome “se” que está posicionada antes do verbo, formando próclise por conta do termo atrativo “não”. Além disso tem o “que” junto com o termo atrativo, então tem muita atração, só que o verbo fazer é um verbo transitivo direto. Quem faz, faz alguma coisa. Verbo transitivo direto mais pronome resulta em PA, para que serve? Serve para mostrar que existe um sujeito paciente, e no caso do núcleo é “aparelhos”, logo, nós temos um sujeito simples, ou seja, é um sujeito de voz passiva sintética. Língua Portuguesa | Sidney Martins Exercícios www.focusconcursos.com.br | 11 Gabarito: D 4) Identifique a opção em que não houve erro de concordância verbal: a) Já fazem alguns dias que não se veem. b) Na cidade, haviam viúvas e clérigos. c) As crianças da cidade tem privilégios. d) As luzes do castelo se mantinham acesas. e) A maioria da população viviam ao redor do palácio. Comentário: Alternativa A: Já fazem alguns dias que não se veem. O “faz” indicando tempo ou clima, obrigatoriamente fica no singular, pois caracteriza a oração sem sujeito. Então o certo seria “já faz alguns dias que não se veem”. Alternativa B: Na cidade, haviam viúvas e clérigos. O verbo “haver”, no sentido de existir e ocorrer e acontecer, é um verbo impessoal e caracteriza oração sem sujeito, por tanto, tem que ficar no singular. O certo seria “na cidade havia viúvas e clérigos”. Alternativa C: As crianças da cidade tem privilégios. Em relação a pronúncia, nenhum problema. Mas nós não estamos diante do verbo “ter”? Nessa situação, a estrutura da concordância ou até mesmo da acentuação, de acordo com o núcleo do sujeito, se o núcleo estiver no singular, o verbo ter em vir não terão acento, enquanto os derivados manter e entreter vão ter acento agudo. Agora, se estiver no plural, obrigatoriamente vai ter acento circunflexo. Então, quem é o sujeito? As crianças da cidade. E quem é o núcleo? crianças. O núcleo no plural, automaticamente o verbo fica no plural, colocando acento circunflexo. E a resposta é a letra D. Alternativa D: As luzes do castelo se mantinham acesas. Quem é que se mantinha Língua Portuguesa | Sidney Martins Exercícios www.focusconcursos.com.br | 12 acesa? As luzes do castelo, isso é o meu sujeito. Quem é o núcleo do sujeito? Luzes. Se o núcleo está no plural, o verbo fica no plural. Alternativa E: a maioria da população viviam ao redor do palácio. O certo seria, a maioria da populaçãovivia, nós vemos isso. Quando a expressão parte ativa o núcleo coletivo é especificada, o verbo pode concordar com o núcleo do sujeito ou com a expressão que especifica. Mas o verbo vai ficar no plural ou no singular se essa especificação se apresentar no plural. No entanto, sem especificação, se apresentar no singular, só tem como o verbo ficar no singular e foi o que aconteceu nesta alternativa. O verbo pode concordar com “a maioria” e com “população”. Tudo bem que ambos indicam coletividade, mas estruturalmente se apresentaram no simular, diferentemente seria se fizesse assim, se tirar “da população” e colocar “das pessoas”, poderia “a maioria das pessoas vivia” ou “a maioria das pessoas viviam”. Na maioria, o verbo concordando com maioria, no viviam, o verbo concordando com a especificação, no caso com pessoas, que sintaticamente funciona como adjunto adnominal. 5) O verbo que se mantém corretamente no singular, apesar das alterações propostas entre parênteses para o segmento grifado, está na frase: a) É o desafio do nosso tempo. (os desafios) b) E isso quando a própria FAO alerta ... (os especialistas da própria FAO) c) E que a produção precisará crescer 70% até 2050 ... (a produção de alimentos) d) Tudo acontece num cenário paradoxal. (Todos os problemas) e) Um relatório da própria FAO assegura ... (Os dados de um relatório) Comentário: Neste exercício você vai pegar o que está sublinhado e vai trocar pelo conteúdo que está entre parênteses, se o verbo permanecer no singular é o gabarito. Alternativa A: É o desafio do nosso tempo. Coloca “os desafios”, vai ficar os Língua Portuguesa | Sidney Martins Exercícios www.focusconcursos.com.br | 13 desafios? Não, vai ficar são os desafios. Alternativa B: E isso quando a própria FAO alerta. Vai ficar “E isso quando os especialistas da própria FAO alertam. Alternativa C: E que a produção precisará crescer 70% até 2050. Fica “E que a produção de alimentos precisará crescer 70% até 2050. Ou seja, o sujeito aumenta, mas o núcleo permanece o mesmo, então o verbo permanece no singular. O gabarito é a letra C. Alternativa D: Tudo acontece, troca por todos os problemas. Todos os problemas acontecem. Alternativa E: Um relatório da própria FAO assegura, trocando fica os dados de um relatório da própria FAO asseguram. Por tanto, o gabarito assegura que é a letra C. Gabarito: C Língua Portuguesa | Sidney Martins Exercícios www.focusconcursos.com.br | 14 Que e Quem Parecer + Infinitivo Aposto Resumitivo Ter e Vir Exercícios