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Direito Processual Penal
Direito Processual Penal - Questões e Gabaritos
Conceito, Princípios, Fontes e Disposições Preliminares ............................................................................ 4
Gabarito ..................................................................................................................................................... 9
Inquérito Policial ......................................................................................................................................... 10
Gabarito ................................................................................................................................................... 16
Ação Penal ................................................................................................................................................... 17
Gabarito ................................................................................................................................................... 23
Ação Civil ..................................................................................................................................................... 24
Gabarito ................................................................................................................................................... 27
Competência ............................................................................................................................................... 28
Gabarito ................................................................................................................................................... 35
Nulidades; Citações e Intimações; Sentença e Coisa Julgada; Questões e Processos Incidentes;
Medidas Assecuratórias. ............................................................................................................................. 36
Gabarito ................................................................................................................................................... 51
Das Provas ................................................................................................................................................... 53
Gabarito ................................................................................................................................................... 70
Do Juiz, do Ministério Público, do Acusado e Defensor, dos Assistentes e Auxiliares da Justiça ........... 72
Gabarito ................................................................................................................................................... 78
Da Prisão, das Medidas Cautelares e da Liberdade Provisória ................................................................. 79
Gabarito ................................................................................................................................................... 93
Procedimentos: Ordinário, Sumário, Júri, Especial; JECRIM. .................................................................... 95
Gabarito .................................................................................................................................................110
Recursos Criminais ....................................................................................................................................112
Gabarito .................................................................................................................................................120
Meios Autônomos de Impugnação ..........................................................................................................121
Gabarito .................................................................................................................................................126
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Direito Processual Penal
Olá, campeão (ã)! Tudo tranquilo (a)? Aqui quem fala é o Lucas, um dos criadores do Q2! Queria deixar
meu agradecimento por confiar no nosso trabalho e ter adquirido o nosso E-book de questões de Direito
Processual Penal.
Nosso material tem a finalidade de complementar os estudos de quem já possui uma base na matéria.
Além disso, possui um direcionamento para concursos das áreas Policiais e de Tribunais. Vale destacar que o
Mega Pack Processual Penal está dividido em 02 PDFs: 01 de Questões comentadas que abarca quadros com
resumos, dicas e mnemônicos; 01 de Questões sem comentários, com gabarito no final de cada assunto.
Os comentários das nossas questões foram feitos com base no estudo de vários Livros, Cursos e Sites
para concursos como:
• ARAÚJO, Renan. Curso de Direito Processual Penal TJ-AM. 2019. Estratégia Concursos.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Processo Penal. 10° ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
• NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal. 6. ed. rev. atual. ampl.
2010. Editora Revista dos Tribunais Ltda, São Paulo - SP.
• NOGUEIRA, Paulo. Lúcio. Curso Completo de Processo Penal. São Paulo: Saraiva, 1985.
• TÁVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 4 ed. Salvador:
JusPODIVM, 2010,
• TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal. 35ª ed. Volume 1. rev. e atual. São Paulo:
Saraiva, 2013.
• SITE: http://portal.stf.jus.br/
• SITE: https://www.buscadordizerodireito.com.br/ (Autor: CAVALCANTE, Márcio André Lopes).
• SITE: https://www.jusbrasil.com.br/
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Direito Processual Penal
Conceito, Princípios, Fontes e
Disposições Preliminares
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Direito Processual Penal
(FCC/DPE-RS/2014)
01) No Brasil, segundo a maioria dos doutrinadores, vige o sistema processual penal do tipo acusatório.
São características deste sistema processual penal
A) a imparcialidade do julgador, a flexibilização do contraditório na medida da necessidade para reconstrução da
verdade real e a relativização do duplo grau de jurisdição.
B) o sigilo das audiências, a imparcialidade do julgador e a vedação ao duplo grau de jurisdição.
C) a igualdade das partes, o contraditório e a publicidade dos atos processuais.
D) a absoluta separação das funções de acusar e julgar, a publicidade dos atos processuais e a inexistência da
coisa julgada.
E) o sigilo absoluto do inquérito policial, a publicidade dos atos processuais e o duplo grau de jurisdição.
(VUNESP/PC-SP/2014)
02) Em se tratando de processo penal, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente,
uma fonte direta e uma fonte indireta.
A) Costume e lei.
B) Costume e jurisprudência.
C) Doutrina e jurisprudência.
D) Princípios gerais do direito e doutrina.
E) Lei e costume.
(CESPE/PRF/2013)
03) Tratando-se de lei processual penal, não se admite, salvo para beneficiar o réu, a aplicação analógica.
(CESPE/DEPEN/2013)
04) Aos crimes militares aplicam-se as mesmas disposições do Código de Processo Penal, excluídas as
normas de conteúdo penal que tratam de matéria específica diversa do direito penal comum.
(CESPE/TRE-MS/2013)
05) Por força do princípio tempus regit actum, o fato de lei nova suprimir determinado recurso, existenteem legislação anterior, não afasta o direito à recorribilidade subsistente pela lei anterior, quando o
julgamento tiver ocorrido antes da entrada em vigor da lei nova.
(CESPE/PC-PE/2016)
06) O sistema processual acusatório não restringe a ingerência, de ofício, do magistrado antes da fase
processual da persecução penal.
(CESPE/PC-PE/2016)
07) No sistema processual inquisitivo, o processo é público; a confissão é elemento suficiente para a
condenação; e as funções de acusação e julgamento são atribuídas a pessoas distintas.
(CESPE/DPE-RN/2015)
08) De acordo com o CPP, a analogia equivale à norma penal incriminadora, protegida pela reserva legal,
razão pela qual não pode ser usada contra o réu.
(CESPE/DPE-RN/2015)
09) A lei processual penal veda a interpretação extensiva para prejudicar o réu.
(CESPE/DPE-RN/2015)
10) A interpretação extensiva é um processo de integração por meio do qual se aplica a uma determinada
situação para a qual inexiste hipótese normativa própria um preceito que regula hipótese semelhante.
(CESPE/TJ-AC/2012)
11) Cessadas as circunstâncias que determinaram a sua existência, a lei excepcional deixa de ser aplicada
ao fato praticado durante a sua vigência.
(CESPE/TJ-AC/2012)
12) De acordo com o princípio da aplicação imediata da lei processual penal, os atos já realizados sob a
vigência de determinada lei devem ser convalidados pela lei que a substitua.
(CESPE/TJ-AC/2012)
13) A lei penal admite a aplicação analógica e a lei processual penal, a interpretação analógica.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-GO/2017)
14) A lei processual penal tem aplicação imediata e é aplicável tanto nos processos que se iniciarem após
a sua vigência, quanto nos processos que já estiverem em curso no ato da sua vigência, e até mesmo nos
processos que apurarem condutas delitivas ocorridas antes da sua vigência.
(CESPE/PC-GO/2017)
15) O Código de Processo Penal normatiza o processamento das relações processuais penais em curso
perante todos os juízos e tribunais brasileiros, aplicando-se, em caráter subsidiário, as normas
procedimentais que versem sobre matérias especiais.
(CESPE/Câmara dos Deputados/2014)
16) Dado o princípio tempus regit actum, as normas processuais penais têm aplicação imediata, não
alcançando crimes ocorridos em data anterior à sua vigência.
(CESPE/DPE-PR/2015)
17) Conforme o princípio constitucional da razoável duração do processo, não cabem dilações indevidas
no processo, sendo que a demora na tramitação do feito deve ser proporcional à complexidade do delito
nele veiculado, bem como às diligências e aos meios de prova indispensáveis a seu deslinde.
(CESPE/DPE-PR/2015)
18) Uma vez que a busca da verdade real se subordina a formas rígidas, a afirmação da reincidência
depende de certidão na qual fique atestado cabalmente o trânsito em julgado de anterior condenação.
(CESPE/DPE-PR/2015)
19) Conforme o entendimento do STF, a valoração da prova diz respeito a mera questão de fato, que não
se confunde com o critério de reexame da prova, que é questão de direito.
(CESPE/DPE-PR/2015)
20) Conforme súmula vinculante do STF, o defensor tem direito, no interesse do representado, de ter
acesso amplo aos elementos de prova, os quais, já documentados em procedimento investigatório
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, refiram-se ao exercício do direito de defesa,
inclusive com obtenção de cópia dos autos do inquérito policial, ainda que este tramite sob sigilo.
(VUNESP/TJ-PA/2014)
21) Em matéria processual penal, o duplo grau de jurisdição
A) não é previsto expressamente pela Convenção Americana de Direitos Humanos, mas é pela CR/88.
B) não é previsto expressamente pela CR/88, mas é pela Convenção Americana de Direitos Humanos
C) não é previsto expressamente nem pela CR/88 nem pela Convenção Americana de Direitos Humanos.
D) é direito fundamental previsto expressamente tanto pela CR/88 quanto pela Convenção Americana de Direitos
Humanos.
E) é garantia fundamental prevista expressamente tanto pela CR/88 quanto pela Convenção Americana de
Direitos Humanos.
(VUNESP/TJ-RJ/2013)
22) A doutrina é unânime ao apontar que os princípios constitucionais, em especial os relacionados ao
processo penal, além de revelar o modelo de Estado escolhido pelos cidadãos, servem como meios de
proteção da dignidade humana. Referidos princípios podem se apresentar de forma explícita ou implícita,
sem diferença quanto ao grau de importância. São princípios constitucionais explícitos:
A) juiz natural, vedação das provas ilícitas e promotor natural.
B) devido processo legal, contraditório e duplo grau de jurisdição.
C) ampla defesa, estado de inocência e verdade real.
D) contraditório, juiz natural e soberania dos veredictos do Júri.
(CESPE/PC-BA/2013)
23) A presunção de inocência da pessoa presa em flagrante delito, ainda que pela prática de crime
inafiançável e hediondo, é razão, em regra, para que ela permaneça em liberdade.
(CESPE/DPE-DF/2006)
24) O Ministério Público ofereceu a João, acusado de desacato, a proposta de transação penal. Na
audiência em que foi realizada a proposta, João, que não estava assistido de advogado, aceitou-a.
Posteriormente, defensor público impugnou a constitucionalidade de tal ato, tendo em vista a ofensa à
ampla defesa. Diante dessa situação hipotética, julgue o próximo item.
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Direito Processual Penal
A presença de defesa técnica na audiência preliminar em que foi oferecida a transação penal é
dispensável, pois os princípios da informalidade e da celeridade,norteadores dos ritos dos juizados
especiais,devem prevalecer,no caso,sobre o direito à ampla defesa.
(FGV/Senado Federal/2008)
25) O princípio do juiz natural é uma garantia constitucional que somente poderá ser excepcionada
mediante decisão da maioria dos integrantes do tribunal ao qual estiver submetido o juiz.
(CESPE/STM/2011)
26) Decorrem do princípio do devido processo legal as garantias procedimentais não expressas, tais como
as relativas à taxatividade de ritos e à integralidade do procedimento.
(FGV/TJ-AL/2018)
27) Carlos conduzia seu veículo automotor de maneira tranquila, quando foi parado em uma operação que
verificava a condução de veículo automotor em via pública sob a influência de álcool. Apesar de estar
totalmente consciente de seus atos, Carlos havia ingerido 07 (sete) latas de cerveja, razão pela qual temia
que o teste do “bafômetro” identificasse percentual acima do permitido em lei. De acordo com a
jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, Carlos:
A) não é obrigado a realizar o exame, que exige um comportamento positivo seu, respeitando-se a regra de que
ninguém é obrigado a produzir prova contra si, diferentemente do que ocorreria se fosse necessária apenas
cooperação passiva;
B) é obrigado a realizar o exame, tendo em vista que esse é indispensável para a configuração do tipo, sempre
podendo o resultado ser utilizado como meio de prova;
C) não é obrigado a realizar o exame, pois ninguém é obrigado a produzir prova contra si, seja através de
cooperação ativa seja com cooperação passiva, como no caso de ato de reconhecimento de pessoa;
D) é obrigado a realizar o exame, ainda que este seja desnecessário para a configuração do tipo, que pode ser
demonstrado por outros meios de prova;
E) é obrigado a realizar o exame, mas seu resultado poderá ou não ser utilizado como meio de prova de acordo
com a vontade de Carlos, já que ninguém é obrigado a produzir prova contra si.
(FGV/OAB/2013)
28) Emum processo em que se apura a prática dos delitos de supressão de tributo e evasão de divisas, o
Juiz Federal da 4ª Vara Federal Criminal de Arroizinho determina a expedição de carta rogatória para os
Estados Unidos da América, a fim de que seja interrogado o réu Mário. Em cumprimento à carta, o tribunal
americano realiza o interrogatório do réu e devolve o procedimento à Justiça Brasileira, a 4ª Vara Federal
Criminal. O advogado de defesa de Mário, ao se deparar com o teor do ato praticado, requer que o mesmo
seja declarado nulo, tendo em vista que não foram obedecidas as garantias processuais brasileiras para o
réu.
Exclusivamente sobre o ponto de vista da Lei Processual no Espaço, a alegação do advogado está
correta?
A) Sim, pois no processo penal vigora o princípio da extraterritorialidade, já que as normas processuais brasileiras
podem ser aplicadas fora do território nacional.
B) Não, pois no processo penal vigora o princípio da territorialidade, já que as normas processuais brasileiras só
se aplicam no território nacional.
C) Sim, pois no processo penal vigora o princípio da territorialidade, já que as normas processuais brasileiras
podem ser aplicadas em qualquer território.
D) Não, pois no processo penal vigora o princípio da extraterritorialidade, já que as normas processuais brasileiras
podem ser aplicas fora no território nacional.
(FGV/TJ-MS/2008)
29) O princípio da presunção de inocência recomenda que em caso de dúvida o réu seja absolvido.
(FGV/TJ-MS/2008)
30) O princípio da presunção de inocência recomenda que processos criminais em andamento não sejam
considerados como maus antecedentes para efeito de fixação de pena.
(FGV/TJ-MS/2008)
31) O princípio da vedação de provas ilícitas não é absoluto, sendo admissível que uma prova ilícita seja
utilizada quando é a única disponível para a acusação e o crime imputado seja considerado hediondo.
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Direito Processual Penal
(FCC/TJ-RR/2015)
32) O princípio internacionalmente consagrado do Duplo Grau de Jurisdição é reconhecido por várias
legislações ocidentais. No Brasil, o princípio também é reconhecido e, segundo o Supremo Tribunal
Federal, decorre
A) diretamente do texto constitucional brasileiro e está previsto no artigo 5° como uma garantia fundamental.
B) diretamente do texto constitucional brasileiro, mas não está previsto no artigo 5° .
C) do Pacto de Direitos Civis e Políticos e tem previsão na Constituição Federal do Brasil.
D) do Pacto de São José da Costa Rica e não tem previsão Constitucional.
E) diretamente dos pactos internacionais de direitos humanos e tem previsão expressa na Constituição Federal do
Brasil.
(FCC/TJ-RJ/2012)
33) A lei processual penal
A) é retroativa.
B) não admite interpretação extensiva.
C) tem aplicação imediata, prejudicada a validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.
D) admite aplicação analógica.
E) tem aplicação apenas no Estado em que editada.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Conceito, Princípios, Fontes e
Disposições Preliminares
1 C 21 B
2 E 22 D
3 E 23 C
4 E 24 E
5 C 25 E
6 E 26 C
7 E 27 A
8 E 28 B
9 E 29 C
10 E 30 C
11 E 31 E
12 E 32 D
13 E 33 D
14 C
15 E
16 E
17 C
18 E
19 E
20 E
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Inquérito Policial
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-GO/2017)
01) O Código de Processo Penal prevê a requisição, às empresas prestadoras de serviço de
telecomunicações, de disponibilização imediata de sinais que permitam a localização da vítima ou dos
suspeitos de delito em curso, se isso for necessário à prevenção e à repressão de crimes relacionados ao
tráfico de pessoas. Essa requisição pode ser realizada pelo
A) delegado de polícia, independentemente de autorização judicial e por prazo indeterminado
B) Ministério Público, independentemente de autorização judicial, por prazo não superior a trinta dias, renovável
por uma única vez, podendo incluir o acesso ao conteúdo da comunicação.
C) delegado de polícia, mediante autorização judicial e por prazo indeterminado, podendo incluir o acesso ao
conteúdo da comunicação.
D) delegado de polícia, mediante autorização judicial, devendo o inquérito policial ser instaurado no prazo máximo
de setenta e duas horas do registro da respectiva ocorrência policial.
E) Ministério Público, independentemente de autorização judicial e por prazo indeterminado.
(FCC/DPE-BA/2016)
02) Tendo em vista o caráter administrativo do inquérito policial, o indiciado não poderá requerer perícias
complexas durante a tramitação do expediente investigatório.
(CESPE/PC-PE/2016)
03) Por substanciar ato próprio da fase inquisitorial da persecução penal, é possível o indiciamento, pela
autoridade policial, após o oferecimento da denúncia, mesmo que esta já tenha sido admitida pelo juízo a
quo.
(CESPE/PC-PE/2016)
04) O acesso aos autos do inquérito policial por advogado do indiciado se estende, sem restrição, a todos
os documentos da investigação.
(CESPE/PC-PE/2016)
05) Em consonância com o dispositivo constitucional que trata da vedação ao anonimato, é vedada a
instauração de inquérito policial com base unicamente em denúncia anônima, salvo quando constituírem,
elas próprias, o corpo de delito.
(CESPE/PC-PE/2016)
06) O arquivamento de inquérito policial mediante promoção do MP por ausência de provas impede a
reabertura das investigações: a decisão que homologa o arquivamento faz coisa julgada material.
(CESPE/PC-PE/2016)
07) De acordo com a Lei de Drogas, estando o indiciado preso por crime de tráfico de drogas, o prazo de
conclusão do inquérito policial é de noventa dias, prorrogável por igual período desde que imprescindível
para as investigações.
(CESPE/PC-PE/2016)
08) O delegado de polícia, por deter a prerrogativa de condução do inquérito policial, pode se negar a
cumprir diligências requisitadas pelo Ministério Público se entender que elas não são pertinentes.
(CESPE/PC-PE/2016)
09) O indiciamento do suspeito de prática de crime é ato privativo do delegado de polícia, mediante ato
fundamentado do qual constarão a análise técnico-jurídica do fato criminoso e suas circunstâncias e a
indicação da materialidade e da autoria.
(CESPE/PC-PE/2016)
10) Colaboração premiada ou delação premiada permitem ao juiz reduzir em até dois terços a pena
aplicada ao réu integrante de organização criminosa, mas não isentá-lo de pena.
(CESPE/PC-PE/2016)
11) O delegado de polícia não pode propor a delação premiada: somente o Ministério Público tem a
necessária legitimidade para propô-la ao juiz da causa.
(CESPE/PC-PE/2016)12) Para a delação premiada, o réu colaborador não necessita estar assistido por advogado; basta que,
espontaneamente, declare ao juiz o seu desejo de colaborar.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-PE/2016)
13) Não cabe recurso administrativo aos escalões superiores do órgão policial contra decisão de delegado
que nega a abertura de inquérito policial, mas o interessado pode recorrer ao Ministério Público.
(CESPE/PC-PE/2016)
14) Representantes de órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta não podem
promover investigação de crime: deverão ser auxiliados pela autoridade policial quando constatarem
ilícito penal no exercício de suas funções.
(CESPE/PC-PE/2016)
15) Estando o indiciado preso, o inquérito policial deverá ser concluído, impreterivelmente, em dez dias,
independentemente da complexidade da investigação e das evidências colhidas.
(CESPE/PC-PE/2016)
16) O delegado determinará o arquivamento do inquérito policial quando não houver colhido elementos de
prova suficientes para imputar a alguém a autoria do delito.
(CESPE/PC-PE/2016)
17) Tratando-se de crimes de ação penal pública, o inquérito policial será iniciado de ofício pelo delegado,
por requisição do Ministério Público ou por requerimento do ofendido ou de quem o represente.
(FCC/DPE-MA/2015)
18) O inquérito policial
A) após seu arquivamento, poderá ser desarquivado a qualquer momento para possibilitar novas investigações,
desde que haja concordância do Ministério Público.
B) em curso poderá ser avocado por superior por motivo de interesse público.
C) poderá ser instaurado por requisição judicial, a depender da análise de conveniência e oportunidade do
delegado de polícia.
D) nos casos de ação penal privada e ação penal pública condicionada poderá ser instaurado mesmo sem a
representação da vítima ou seu representante legal, desde que se trate de crime hediondo.
E) independentemente do crime investigado deverá ser impreterivelmente concluído no prazo de 30 dias se o
investigado estiver solto.
(CESPE/TRE-GO/2015)
19) Após a realização de inquérito policial iniciado mediante requerimento da vítima, Marcos foi indiciado
pela autoridade policial pela prática do crime de furto qualificado por arrombamento.
Nessa situação hipotética, de acordo com o disposto no Código de Processo Penal e na atual jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça acerca de inquérito policial, embora fosse possível a instauração do inquérito
mediante requisição do juiz, somente a autoridade policial poderia indiciar Marcos como o autor do delito.
(VUNESP/PC-CE/2015)
20) Sobre os prazos para a conclusão do inquérito policial, é correto afirmar que
A) se for decretada prisão temporária em crime hediondo, o indiciado pode permanecer preso por até noventa
dias, sem que seja necessária a conclusão do inquérito.
B) nos crimes de competência da Justiça Federal, o prazo é de quinze dias, prorrogáveis por mais quinze, em
regra.
C) para os crimes de tráfico de drogas o prazo é de dez dias improrrogáveis.
D) se o indiciado estava solto ao ser decretada sua prisão preventiva, o prazo de dez dias conta-se da data da
decretação da prisão.
E) a autoridade policial possui o prazo de trinta dias improrrogáveis para todos os casos previstos na legislação
processual penal.
(VUNESP/PC-CE/2015)
21) O ato de indiciamento
A) vincula o Ministério Público, que não poderá requerer o arquivamento do inquérito.
B) é, em regra, atribuição do delegado de polícia; excepcionalmente tal poder poderá ser conferido ao promotor de
justiça.
C) decorre do fato de a autoridade policial convencer-se da autoria da infração penal, atribuída a determinado(s)
indivíduo(s).
D) transforma o indivíduo suspeito da prática do delito em acusado.
E) é um ato informal eventualmente realizado durante o inquérito policial.
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Direito Processual Penal
(CESPE/MPE-RO/2013)
22) Determinado o arquivamento do inquérito pelo juiz, após pedido do MP, é vedado à autoridade policial
realizar novas pesquisas acerca do objeto do inquérito arquivado, ainda que tome conhecimento de outras
provas.
(CESPE/MPE-RO/2013)
23) Nos termos do CPP, a autoridade policial não pode ordenar o arquivamento do inquérito policial nem
indeferir o pedido de instauração do inquérito formulado pelo ofendido ou por seu representante legal.
(CESPE/MPE-RO/2013)
24) Conforme o STF, considerando-se a vedação constitucional ao anonimato, não é possível a
instauração de inquérito policial com base unicamente em delação anônima, dada a ausência de
elementos idôneos sobre a existência da infração penal.
(CESPE/PC-BA/2013)
25) Considera-se ilegal a coação quando o inquérito policial for manifestamente nulo, sendo possível a
concessão de habeas corpus –– hipótese em que a investigação será arquivada até o surgimento de novas
provas.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2011)
26) Os vícios ocorridos no curso do inquérito policial, em regra, não repercutem na futura ação penal,
ensejando, apenas, a nulidade da peça informativa, salvo quando houver violações de garantias
constitucionais e legais expressas e nos casos em que o órgão ministerial, na formação da opinio delicti,
não consiga afastar os elementos informativos maculados para persecução penal em juízo, ocorrendo,
desse modo, a extensão da nulidade à eventual ação penal.
(VUNESP/MPE-SP/2008)
27) O inquérito policial não é indispensável à propositura da ação penal nos crimes em que se procede
mediante queixa do ofendido.
(VUNESP/MPE-SP/2008)
28) Como regra geral, não deve a autoridade policial determinar o indiciamento do autor da infração se
este já se identificou civilmente.
(VUNESP/MPE-SP/2008)
29) Na hipótese de decretação da prisão temporária por crime hediondo ou a este equiparado, a
incomunicabilidade do preso não poderá exceder a 30 (trinta) dias, salvo se prorrogada a prisão, por igual
prazo, por nova decisão judicial.
(FCC/TRT - 1ª REGIÃO (RJ)/2011)
30) A notitia criminis
A) é a divulgação pela imprensa da ocorrência de um fato criminoso.
B) pode chegar ao conhecimento da autoridade policial através da prisão em flagrante.
C) torna obrigatória a instauração de inquérito policial para apuração do fato delituoso.
D) implica sempre no indiciamento de quem foi indicado como provável autor da infração penal.
E) é a comunicação formal ou anônima da prática de um crime levada à imprensa falada, televisada ou escrita.
(CESPE/TJ-RJ/2008)
31) Se a ação penal for de iniciativa privada, o inquérito será instaurado a requerimento da vítima ou de
seu representante legal.
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Direito Processual Penal
(CESPE/TJ-RJ/2008)
32) O inquérito policial pode ser arquivado, de ofício, pelo juiz, por membro do Ministério Público ou pelo
delegado de polícia, desde que fique comprovado que o indiciado agiu acobertado por causa excludente
da antijuridicidade ou da culpabilidade.
(CESPE/TJ-RJ/2008)
33) Uma vez relatado o inquérito policial, o Ministério Público não poderá requerer a devolução dos autos
à autoridade policial, ainda que entenda serem necessárias novas diligências, imprescindíveis ao
oferecimento da denúncia. Nesse caso, deverá oferecer a denúncia desde já, requerendo ao juiz que as
provas sejam produzidas no curso da instrução processual.
(CESPE/TJ-AL/2008)
34) Gera preclusão a decisão judicial de arquivamento do inquérito policiala requerimento do MP.
(FCC/TJ-SE/2009)
35) São características do Inquérito Policial:
A) dispensabilidade e legalidade.
B) autoridade e oportunidade.
C) publicidade e informalidade.
D) oficialidade e indisponibilidade.
E) coercitividade e autoritariedade.
(FCC/TJ-AP/2009)
36) Sobre o inquérito policial, é correto afirmar que
A) é uma instrução provisória, preparatória e informativa, sendo o Ministério Público o seu destinatário imediato se
se tratar de caso de ação penal pública incondicionada.
B) se tratando de caso de ação penal pública condicionada à representação, a Autoridade Policial pode instaurá-lo
sem ela, pois, a representação só é necessária para a ação penal.
C) sempre que indiciar o autor do fato, a Autoridade Policial deve ordenar a sua identificação datiloscópica.
D) logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a Autoridade Policial deverá, se possível e
conveniente, dirigir-se ao local, providenciando para que o mesmo seja preservado.
(VUNESP/HCFMUSP/2015)
37) Quanto ao prazo para o encerramento do inquérito policial, é correto afirmar que
A) o inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no
prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
B) o inquérito deverá terminar no prazo de 15 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou no prazo de 30
dias, quando estiver solto.
C) o inquérito deverá terminar no prazo de 20 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no
prazo de 45 dias, quando estiver solto.
D) o inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, ou no prazo de 60 dias, se estiver solto, ou em qualquer outro prazo que tenha sido determinado
pelo juiz.
E) o Código de Processo Penal não estipula prazo para o encerramento, devendo este ser estipulado pelo juiz.
(FCC/AL-MS/2016)
38) À luz do Código de Processo Penal, no que se refere ao Inquérito Policial, é correto afirmar:
A) O ofendido, ou seu representante legal, não poderão requerer diligência à autoridade policial, cabendo ao
Ministério Público esta tarefa.
B) A autoridade policial poderá mandar arquivar autos de inquérito policial.
C) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a
autoridade policial não poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia.
D) A autoridade policial logo após tomar conhecimento da prática de um crime deverá colher informações sobre a
existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual
responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa.
E) A autoridade policial poderá instaurar inquérito policial de ofício, ainda que se trate de crime de ação penal
privada.
(CESPE/PC-GO/2016)
39) O juiz é livre para apreciar as provas e, de acordo com sua convicção íntima, poderá basear a
condenação do réu exclusivamente nos elementos informativos colhidos no IP.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-GO/2016)
40) Uma vez arquivado o IP por decisão judicial, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas,
se tiver notícia de uma nova prova.
(CESPE/PC-GO/2016)
41) O ofendido e o indiciado não poderão requerer diligências no curso do IP.
(CESPE/PC-GO/2016)
42) O IP, peça informativa do processo, oferece o suporte probatório mínimo para a denúncia e, por isso, é
indispensável à propositura da ação penal.
(CESPE/PC-GO/2016)
43) O IP é presidido pelo delegado de polícia sob a supervisão direta do MP, que poderá intervir a qualquer
tempo para determinar a realização de perícias ou diligências.
(CESPE/PC-GO/2016)
44) A atividade investigatória de crimes não é exclusiva da polícia judiciária, podendo ser eventualmente
presidida por outras autoridades, conforme dispuser a lei especial.
(CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA - PE/2016)
45) Acerca do inquérito policial (IP), assinale a opção correta.
A) Concluída a perícia do local do crime, o delegado deve restituir ao respectivo proprietário os instrumentos do
crime e os demais objetos apreendidos.
B) O IP, um procedimento administrativo preparatório que tem por finalidade apurar os indícios de autoria e
materialidade, é indispensável para o início da ação penal pelo Ministério Público.
C) Em razão do interesse da sociedade pelo esclarecimento dos fatos criminosos, as investigações policiais são
sempre públicas.
D) Por ser o IP um procedimento extrajudicial, anterior ao início da ação penal, não há previsão legal de se
observarem os princípios do contraditório e da ampla defesa nessa fase investigativa.
E) O relatório de IP que concluir pela ausência de justa causa para o prosseguimento das investigações deverá
ser arquivado pelo delegado.
(CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA - PE/2016)
46) Com relação ao inquérito policial (IP), assinale a opção correta.
A) Nos crimes de ação penal privada, a autoridade policial pode instaurar o IP de ofício.
B) Durante o curso do IP, o indiciado poderá requerer qualquer diligência, mas realizá-la ou não ficará a critério da
autoridade.
C) Uma vez que o juiz tenha ordenado o arquivamento do IP, este não poderá ser desarquivado pela autoridade
policial para novas investigações, ainda que haja notícias de novas provas.
D) Após terminado o IP, a autoridade deverá fazer minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviar os autos
ao Ministério Público (MP), para que este proceda ao oferecimento de denúncia.
E) O IP deve terminar em trinta dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante.
(VUNESP/IPSMI/2016)
47) Uma vez relatado o inquérito policial,
A) o delegado pode determinar o arquivamento dos autos.
B) o Promotor de Justiça pode denunciar ou arquivar o feito.
C) o Promotor de Justiça pode denunciar, requerer o arquivamento ou requisitar novas diligências.
D) o Juiz pode, diante do pedido de arquivamento, indicar outro promotor para oferecer denúncia.
E) a vítima pode, uma vez determinado o arquivamento, iniciar ação penal substitutiva da pública
(VUNESP/MPE-SP/2015)
48) Tanto o acompanhamento do inquérito policial por advogado quanto seus requerimentos ao delegado
caracterizam a observância do direito ao contraditório e à ampla defesa, obrigatórios na fase inquisitorial e
durante a ação penal.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Inquérito Policial
1 D 21 C 41 E
2 E 22 E 42 E
3 E 23 E 43 E
4 E 24 C 44 C
5 C 25 E 45 D
6 E 26 C 46 B
7 E 27 C 47 C
8 E 28 E 48 E
9 C 29 E
10 E 30 B
11 E 31 C
12 E 32 E
13 E 33 E
14 E 34 E
15 E 35 D
16 E 36 A
17 C 37 A
18 B 38 D
19 C 39 E
20 B 40 C
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Ação Penal
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Direito Processual Penal
(FCC/DPE-BA/2016)
01) Com a morte do ofendido, o direito de oferecer queixa não passa para os ascendentes.
(FCC/DPE-BA/2016)
02) No caso de declaração de ausência da vítima por decisão judicial, o direito de representação nas
hipóteses de ação penal pública condicionada não se transmite para o cônjuge.
(CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA - PE/2016)
03) No que se refere aos princípios da ação penal pública incondicionada, assinale a opção correta.
A) O princípio da obrigatoriedade impõe ao MP o dever de promover a ação penal pública incondicionada quando
este considerá-la conveniente para a sociedade.
B) O princípio da indivisibilidade determina que a ação penal pública incondicionada abranja todos os crimes
praticados em concurso formal.
C) O princípio da intranscendência determina que a ação penal incondicionada seja sempre promovida apenas
contra as pessoas a quem se impute a prática de uma infração.
D) O princípio da oficialidade determina que a ação penal pública incondicionada seja intentada preferencialmente
pelo MP, órgão oficial do Estado.
E) O princípio da indisponibilidade determina que o MP pode desistir da ação penal pública incondicionada até a
edição da sentença.
(CESPE/PC - PE/2016)
04) Em face do princípio da obrigatoriedade da ação penal, o Ministério Público não poderá pedir o
arquivamento do inquérito policial: deverá sempre requisitar novas diligências à autoridade policial.
(FCC/Prefeitura de Campinas - SP/2016)
05) Nos crimes de licitações, a ação penal é pública incondicionada desta maneira
A) é do interesse público a publicidade dos atos licitatórios.
B) são crimes que violam os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência da
administração pública.
C) a licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta
mais vantajosa para a Administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável.
D) cabe ao ministério público promovê-la independentemente de provocação.
E) o titular da ação penal somente poderá promovê-la mediante requisição do chefe do poder executivo.
(FGV/MPE-RJ/2016)
06) Promotor de Justiça com atribuição recebe autos de inquérito policial em que se apura a prática do
crime de estupro de vulnerável, crime este de ação penal pública incondicionada. Entendendo que não há
prova de que o crime ocorreu, 05 dias após receber os autos, promove pelo arquivamento, encaminhando
o inquérito para homologação do magistrado. Tomando conhecimento dessa informação, a avó da vítima
apresenta queixa em ação penal privada subsidiária da pública. Considerando o fato narrado, é correto
afirmar que tal queixa:
A) deve ser recebida e, em caso de negligência do querelante, deve ser reconhecida a perempção;
B) não deve ser recebida, tendo em vista que o instituto da ação penal privada subsidiária da pública não foi
recepcionado pela Constituição de 1988;
C) deve ser recebida, podendo o Ministério Público oferecer denúncia substitutiva ou aditar a queixa;
D) não deve ser recebida, pois não houve omissão do Ministério Público;
E) deve ser recebida e, em caso de negligência do querelante, o Ministério Público deverá assumi-la como parte
principal, já que não perde natureza de ação pública.
(FGV/TJ-RO/2015)
07) Tradicionalmente, a doutrina classifica as ações penais como privadas, públicas incondicionadas,
públicas condicionadas e privadas subsidiária da pública. Os princípios aplicáveis às ações
exclusivamente privadas são:
A) oportunidade, disponibilidade e indivisibilidade;
B) obrigatoriedade, indisponibilidade e indivisibilidade;
C) oportunidade, indisponibilidade e divisibilidade;
D) oportunidade, disponibilidade e divisibilidade;
E) obrigatoriedade, disponibilidade e divisibilidade.
(FCC/DPE-RR/2015)
08) No tocante à ação penal de iniciativa pública condicionada:
A) O direito de representação somente pode ser exercido pessoalmente.
B) A representação é irretratável depois de relatado o inquérito policial.
C) O prazo de seis meses para o oferecimento da representação é contado, em regra, do dia em que se
consumou o delito.
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Direito Processual Penal
D) O direito de representação poderá ser exercido mediante declaração oral feita à autoridade policial.
E) Em caso de morte do querelado, o direito de prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente
ou irmão.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
09) Segundo o entendimento jurisprudencial dos tribunais superiores, para a persecução penal relativa a
crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica contra a mulher, é necessária a
representação da ofendida.
(CESPE/TRE-MT/2015)
10) Maria, casada, foi vítima do crime de calúnia praticado por Ana e Paula, suas vizinhas. Após a
proposição e a admissão da a ação pertinente, Maria resolveu desistir da queixa prestada contra Ana, mas
prosseguiu com a ação contra Paula. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A) Caso Maria seja judicialmente declarada ausente, seus descendentes terão preferência sobre os ascendentes
na sua sucessão na referida ação.
B) Por se tratar de ação privada, se Maria fosse declarada absolutamente incapaz, em decorrência de
enfermidade mental, o magistrado não poderia nomear de ofício curador especial.
C) Caso Maria abandone a ação e seu cônjuge não dê prosseguimento ao feito em até sessenta dias, o irmão
dela poderá fazê-lo, dentro do referido prazo.
D) Até o trânsito em julgado da sentença Maria poderá dispor de seu direito de ação, perdoando as ofensoras,
caso em que a ação será extinta, ainda que Paula não aceite o perdão.
E) Se Maria falecer antes da conclusão da ação, será extinta a punibilidade das agentes, pois se trata de ação
personalíssima, razão por que não haverá sucessão da ofendida.
(FCC/TJ-PI/2015)
11) Sobre a ação penal, é correto afirmar:
A) Na ação penal privada, se o ofendido for mentalmente enfermo e não tiver representante legal o direito de
queixa poderá ser exercido por curador especial nomeado de ofício pelo juiz competente.
B) O prazo para aditamento da queixa será de cinco dias.
C) A ação penal pública será promovida por denúncia do Ministério Público, mas nos casos de contravenção penal
poderá ser iniciada por portaria da autoridade policial.
D) Será admitida ação penal privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal,
concedendo-se ao ofendido o prazo prescricional do crime para oferecer a queixa.
E) As fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas poderão exercer a ação penal, devendo
sempre ser representadas pelos seus diretores ou sócios-gerentes.
(FCC/TCE-AM/2015)
12) Nos crimes de ação pública, quando a lei o exigir, esta será promovida pelo Ministério Público, mas
dependerá de
A) instrução preliminar.
B) representação do Ministro da Justiça, do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
C) autorização do Poder Judiciário.
D) recebimento da denúncia pelo Juiz Criminal.
E) requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para
representá-lo.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
13) Em uma ação penal privada subsidiária de ação penal pública, o querelante deixou de promover o
andamento do processo por mais de trinta dias. Nessa situação, o juiz criminal deverá determinar a
extinção da ação penaldevido à extinção da punibilidade pela perempção.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
14) O MPDFT propôs ação penal contra Adailton. Nessa situação, se houver prova inconteste da
prescrição do crime que ensejou a referida ação penal, será cabível habeas corpus perante o TJDFT para
trancar a ação penal.
(FGV/DPE-RO/2015)
15) Ilídio e Ortega ofenderam a honra de Luana, praticando um crime único, em concurso de agentes, de
injúria. Luana procura um advogado na intenção de propor queixa-crime contra Ilídio, explicando que, por
ter sentimentos por Ortega, não deseja contra ele iniciar uma ação. Diante disso, vai à Delegacia, antes de
adotar qualquer medida judicial, e expressamente renuncia ao direito de propor queixa contra Ortega por
esses fatos. Nesse caso, é correto afirmar que a queixa-crime posteriormente proposta em face de Ilídio:
A) deverá ser recebida pelo magistrado, desde que o advogado apresente procuração com poderes especiais;
B) não poderá ser recebida pelo magistrado, pois o perdão do ofendido a um dos autores do crime aos demais se
estende;
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Direito Processual Penal
C) deverá ser recebida pelo magistrado, pois a renúncia do ofendido é ato individual, não se estendendo aos
demais agentes;
D) não poderá ser recebida pelo magistrado, pois a renúncia do ofendido a um dos autores do crime aos demais
se estende;
E) deverá ser recebida pelo magistrado, bastando que seja conferida ao advogado procuração com poderes
gerais.
(FGV/DPE-RO/2015)
16) Nos crimes de ação penal pública condicionada à representação, essa representação tradicionalmente
é classificada pela doutrina como condição especial para o regular exercício do direito de ação. Sobre a
representação e sua relação com as ações públicas condicionadas, é correto afirmar que:
Ainda que tenha ocorrido a retratação do direito de representação, o ofendido poderá oferecer nova
representação, desde que respeitado o prazo decadencial.
(FCC/MPE-MA/2013)
17) Na ação penal privada subsidiária da pública, o prazo para o ofendido ou seu representante legal
ingressar com a queixa é de
A) quinze dias, contados do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.
B) seis meses, contados da sua intimação da remessa do inquérito policial ao juízo competente.
C) seis meses, contados da data em que tomou conhecimento do fato delituoso.
D) quinze dias, contados da sua intimação da remessa do inquérito policial ao juízo competente.
E) seis meses, contados do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.
(FGV/TJ-BA/2015)
18) Constituem elementos autenticativos da denúncia:
A) qualificação do acusado;
B) data e assinatura do Promotor de Justiça;
C) qualificação das partes;
D) exposição do fato com todas as circunstâncias;
E) classificação do crime.
(FCC/DPE-RS/2014)
19) Sobre a ação penal, é correto afirmar:
A) Nos crimes de ação penal privada, o juiz, a requerimento da parte que comprovar a sua pobreza ou do
Ministério Público, nomeará Defensor Público para promover a ação penal.
B) Na ação penal pública condicionada à representação do ofendido, a retratação poderá ser realizada
impreterivelmente até o recebimento da denúncia.
C) No caso de ação penal privada subsidiária da pública, o prazo decadencial para o ofendido exercer o seu
direito de queixa será contado do dia em que se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia.
D) Nos crimes de ação penal pública incondicionada, o prazo para o Ministério Público oferecer denúncia é de 10
(dez) dias, se o réu estiver preso, e de 30 (trinta) dias, se estiver solto.
E) Na ação penal privada, havendo mais de um autor do crime, caberá ao ofendido a escolha de exercer o direito
de queixa contra aquele que melhor lhe aprouver.
(CESPE/TJ-DFT/2014)
20) Fábio outorgou instrumento procuratório com poderes da cláusula ad judicia et extra a Lino, advogado
de sua confiança. Lino acresceu, no substabelecimento do instrumento do mandato, poderes especiais
para a propositura de ação penal privada, substabelecendo-o a Rafael, advogado. Rafael ofereceu e
subscreveu, exclusivamente, queixa-crime tendo como querelante Fábio.
Nessa situação hipotética,
A) os limites objetivos da cláusula ad judicia foram observados.
B) qualquer irregularidade porventura existente na representação deverá ser sanada até a apresentação da
contestação, impreterivelmente.
C) a inclusão, por Lino, dos poderes especiais deve ser considerada inexistente.
D) a queixa-crime padece de irregularidade, ante a natureza jurídica da representação.
E) a queixa-crime poderia ter sido oferecida tanto por Lino quanto por Rafael.
(FCC/MPE-SE/2013)
21) Caso o querelante deixe de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que
deva estar presente, será julgada extinta a punibilidade na ação penal de iniciativa privada em razão da
ocorrência de
A) perempção.
B) decadência.
C) prescrição.
D) renúncia.
E) retratação.
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Direito Processual Penal
(Instituto Acesso/PC-ES/2019)
22) Marcio, por intermédio de um advogado, ingressou com uma queixa-crime em face de Arnaldo, uma
vez que, pelas redes sociais, Arnaldo imputou a ele, falsamente, um fato definido como crime. No curso do
processo, Marcio tomou conhecimento por meio de amigos em comum que Arnaldo teria perdido um filho
assassinado em um assalto, fato que o comoveu e em sede de alegações finais, Márcio, por seu advogado,
postula a absolvição do réu em relação ao crime contra a honra cometido.
Diante desta situação, é correto afirmar que o juiz
A) poderá, ainda assim, condenar o réu, uma vez que a ação penal, nesta hipótese, é privada, cabendo a ele tal
decisão.
B) deverá, nestas situações, chamar o autor e o réu a fim de que possa promover a reconciliação entre eles.
C) não terá outra alternativa que não seja reconhecer a extinção da punibilidade de Arnaldo.
D) poderá condenar ou absolver Arnaldo, independentemente do fato de Márcio ter, em sede de alegações finais,
postulado a absolvição do agente.
E) ficará obrigado a absolver Arnaldo, porquanto Márcio é o titular da ação penal privada, podendo assim desistir
dela a qualquer tempo.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
23) João, de 19 anos de idade, foi vítima de crime de calúnia praticado por Maria. Ciente da autoria do ato
delituoso, João relatou os fatos informalmente ao delegado de polícia e solicitou orientação sobre as
providências a serem adotadas.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta, acerca de crime que se apura mediante
ação penal privada.
A) Em face do princípio da oficiosidade, o delegado de polícia deverá instaurar o procedimento investigatório,
independentemente da formalização do requerimento de João.
B) A instauração do inquérito policial suspende a fluência do prazo decadencial para o ingresso da ação penal em
juízo até a completa apuração dos fatos.
C) Caso João venha a falecer após a instauração do inquérito policial e antes da ação penal, o direito de oferecer
queixa-crime passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
D) Por ser João menor de 21 anos de idade, o direito de queixa poderá ser exercido por ele ou por seu
representante legal.
E) Instaurada a ação penal competente e havendo inércia de João, o Ministério Público poderá dar
prosseguimento à referida ação.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
24) O direito de ação penal é o direito público subjetivo de se pedir ao Estado-Juiz a aplicação do direito
penal objetivo a um caso concreto. Sobre a ação penal, assinale a alternativa correta.
A) A representação é retratável até o recebimento da denúncia pelo Juízo.
B)A ação penal, nas contravenções, só será iniciada com o auto de prisão em flagrante.
C) Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representa
-lo, caberá intentar a ação pública subsidiária da pública.
D) Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público, nos casos em que caiba a ação
pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os
elementos de convicção.
E) As fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas não poderão exercer a ação penal.
(CESPE/TJ-BA/2019)
25) A inexistência de poderes especiais na procuração outorgada pelo querelante não gerará a nulidade da
queixa-crime quando o consequente substabelecimento atender às exigências expressas no art. 44 do
CPP.
(CESPE/TJ-BA/2019)
26) No caso de ação penal privada, eventual omissão de poderes especiais na procuração outorgada pelo
querelante poderá ser sanada a qualquer tempo por iniciativa do querelante.
(CESPE/TJ-BA/2019)
27) No caso de crime praticado contra a honra de servidor público no exercício de suas funções, a vítima
tem legitimação concorrente com o MP para ajuizar ação penal.
(CONSUPLAN/TJ-MG/2018)
28) Nos crimes de ação penal pública, a queixa deve ser apresentada pelo ofendido perante o Delegado de
Polícia, funcionando como causa de suspensão da prescrição.
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Direito Processual Penal
(FCC/MPE-PB/2018)
29) No caso de morte do ofendido, a ordem preferencial para se exercer o direito de queixa, segundo o que
dispõe o Código de Processo Penal, é
A) ascendente, descendente e cônjuge.
B) cônjuge, ascendente, descendente e irmão.
C) descendente, ascendente e irmão.
D) ascendente, descendente e representante legal.
E) cônjuge, descendente, ascendente e tutor ou curador.
(CESPE/PC-MA/2018)
30) No caso de crime de ação penal privada, a instauração de inquérito policial por força de requerimento
formulado pelo ofendido no prazo legal não interromperá o prazo decadencial para o oferecimento da
queixa-crime.
(CESPE/PC-MA/2018)
31) O ordenamento pátrio não contempla a hipótese de ação privada personalíssima.
(CESPE/TJ-CE/2014)
32) Feita proposta de suspensão condicional do processo pelo MP, o acusado deverá declarar
imediatamente se a aceita ou não, pois não lhe é permitido postergar tal manifestação para momento
ulterior ao recebimento da denúncia.
(CESPE/TJ-CE/2014)
33) Não é permitida a intervenção do Ministério Público em processo de ação penal privada.
(CESPE/TJ-SE/2014)
34) Ainda que não tenha legitimidade para, em ação penal de iniciativa privada, aditar a queixa com o
intuito de nela incluir outros réus, o MP poderá acrescentar ao processo elementos que influam na fixação
da pena, no exercício da função de custos legis.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
35) A legitimação ativa para a ação penal e a definição de sua natureza decorre da lei, sendo, de regra,
ação pública, salvo se a lei expressamente a declara privativa do ofendido.
(VUNESP/HCFMUSP/2015)
36) De acordo com o artigo 25 do Código de Processo Penal, a representação do ofendido será
A) irretratável, a qualquer tempo.
B) irretratável, depois de oferecida a denúncia.
C) retratável.
D) condicionada à apresentação de provas ao Ministério Público.
E) condicionada à contratação de advogado para a realização do ato.
(FCC/SEGEP-MA/2016)
37) Em tema de ação penal privada, correto afirmar que
A) o perdão do ofendido independe de aceitação.
B) o requerimento de instauração de inquérito policial não interrompe o prazo de oferecimento da queixa.
C) importa em renúncia tácita ao direito de queixa o fato de o ofendido receber indenização do dano causado pelo
crime.
D) admissível o perdão do ofendido mesmo depois que passa em julgado a sentença condenatória.
E) incabível extinção da punibilidade por perempção.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Ação Penal
1 E 21 A
2 E 22 C
3 C 23 C
4 E 24 E
5 D 25 E
6 D 26 E
7 A 27 E
8 D 28 E
9 E 29 B
10 C 30 C
11 A 31 E
12 E 32 E
13 E 33 E
14 C 34 C
15 D 35 C
16 C 36 B
17 E 37 B
18 B
19 C
20 C
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Ação Civil
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Direito Processual Penal
(COMPERVE/TJ-RN/2018)
01) Jesuína é viúva de Américo, o qual foi vítima de homicídio. Segundo o Código de Processo Penal,
durante a persecução penal no tocante à possibilidade de reparação de danos em favor de Jesuína,
A) transitada em julgado a sentença condenatória, a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos
do inciso IV do caput do art. 387 daquele Código, dispensando -se a liquidação para a apuração do dano
efetivamente sofrido.
B) faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade,
em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
C) diante de sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil não poderá ser proposta quando não tiver sido
categoricamente reconhecida a inexistência material do fato.
D) a sentença condenatória, mesmo sem trânsito em julgado, pode ser executada no juízo cível, para o efeito da
reparação do dano pelo ofendido, seu representante legal ou seus herdeiros.
(CESPE/MPE-PI/2018)
02) Durante uma festa, após desentendimentos entre Carlos e Miro, este proferiu xingamentos racistas
contra aquele, o que levou Carlos a empurrar seu agressor, que caiu em uma mesa de vidro. Com o forte
impacto, a mesa se despedaçou completamente e seus cacos causaram cortes profundos por todo o
corpo de Miro. Os convidados ligaram para a polícia e para o corpo de bombeiros: Carlos foi preso em
flagrante e Miro foi encaminhado ao hospital, onde ficou internado por cinco dias, com risco de morte;
passou por procedimentos cirúrgicos e, posteriormente, teve de ficar afastado de sua atividade laboral por
trinta e dois dias. O Ministério Público denunciou Carlos por lesão corporal de natureza grave.
Nessa situação hipotética, caso Carlos alegue que a vítima teria proferido xingamentos racistas, Miro precisará
esperar o encerramento da ação penal, cuja sentença deverá ser condenatória, para, então, propor eventual ação
civil indenizatória pelos gastos hospitalares, danos morais e eventuais demais prejuízos.
(VUNESP/Prefeitura de Alumínio - SP/2016)
03) O termo inicial do prazo de prescrição para o ajuizamento da ação de indenização por danos
decorrentes de crime (ação civil ex delicto), de ação proposta contra empregador em razão de crime
praticado por empregado no exercício do trabalho que lhe competia, é a data
A) da prática do ato ilícito.
B) da datada lesão.
C) do trânsito em julgado da sentença penal condenatória.
D) da data do conhecimento do fato por parte do titular lesado.
E) da data do conhecimento do fato por parte do empregador.
(FCC/TJ-AP/2009)
04) Analise a seguinte afirmação.
“A ação civil de reparação do dano resultante de crime pode ser proposta quando há absolvição do
acusado por estado de necessidade.” Essa assertiva esta
A) inteiramente errada, porque nunca poderá ser proposta a ação, pois a absolvição no crime sempre a impede,
por fazer a decisão penal coisa julgada no cível.
B) inteiramente errada, porque nunca poderá ser proposta a ação, pois, embora a absolvição no crime nem
sempre a impeça, nos casos de absolvição por excludente de ilicitude a ação ficará impedida em todas as suas
hipóteses.
C) inteiramente errada, porque nunca poderá ser proposta a ação, pois, embora a absolvição no crime nem
sempre a impeça, nos casos de absolvição pelas excludentes de legítima defesa e estado de necessidade a ação
ficará impedida.
D) inteiramente correta, porque sempre poderá ser proposta a ação, pois a absolvição no crime não a impede, por
vigorar no país a regra da independência entre as esferas civil e criminal.
E) parcialmente correta, pois, em caso de absolvição por estado de necessidade, apesar de haver coisa julgada
no cível, deve ser aplicada a lei civil e esta somente considera legítima a conduta, impedindo-se a ação civil,
quando as circunstâncias tornarem o ato absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável
para a remoção do perigo.
(CESPE/TJ-BA/2013)
05) O arquivamento do inquérito policial impede a propositura da ação civil ex delicto.
(CESPE/TJ-BA/2013)
06) Após o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, somente o ofendido poderá executá-la no
juízo cível.
(CESPE/DPE-DF/2013)
07) Mesmo que tenha sido reconhecida categoricamente a inexistência material do fato pelo juízo criminal,
sendo proferida sentença absolutória, poderá ser proposta a ação civil ex delicto, dada a possibilidade de
que a mesma prova seja valorada de outra forma no juízo cível.
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Direito Processual Penal
(TJ-SC/TJ-SC/2019)
08) Acerca da Ação Civil pode-se afirmar:
I. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver
sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato.
II. A sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime obsta a propositura da ação
civil.
III. O despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação não impedirá a propositura da
ação civil.
IV. A decisão que julgar extinta a punibilidade obsta a propositura da ação civil.
A) Somente as proposições I, II e III estão corretas.
B) Somente as proposições I e III estão corretas.
C) Somente as proposições II e IV estão corretas.
D) Somente as proposições II, III e IV estão corretas.
E) Todas as proposições estão corretas.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Ação Civil
1 B
2 E
3 C
4 E
5 E
6 E
7 E
8 B
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
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Direito Processual Penal
Competência
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Direito Processual Penal
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
01) Sobre jurisdição e competência, assinale a alternativa integralmente de acordo com o que prescreve o
Código de Processo Penal.
A) A distribuição dos autos jamais será determinante para a fixação da competência jurisdicional.
B) A competência será, de regra, determinada pela natureza da infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em
que for praticado o último ato de execução.
C) Compete ao Tribunal do Júri o julgamento de todos os crimes contra a vida previstos no Código Penal,
consumados ou tentados.
D) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pela prerrogativa de função.
E) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência firmar-se-á pela prevenção.
(NC-UFPR/TJ-PR/2019)
02) Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem
provisão de fundos.
(NC-UFPR/TJ-PR/2019)
03) Caso a vítima seja indígena, competirá à Justiça Federal o julgamento de crime de furto.
(NC-UFPR/TJ-PR/2019)
04) Em caso de tráfico interestadual de entorpecentes, cuja produção da substância ilícita se dá no Mato
Grosso do Sul, para distribuição no Paraná, a competência é da Justiça Federal.
(CESPE/TJ-BA/2019)
05) Acerca da competência no processo penal, assinale a opção correta, de acordo com o entendimento
dos tribunais superiores.
A) O julgamento de crime de roubo perpetrado contra agência franqueada da Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos competirá à justiça federal.
B) O julgamento de crime de uso de documento falso decorrente de apresentação de certificado de registro de
veículo falso a policial rodoviário federal competirá à justiça estadual.
C) Compete à justiça federal julgar crime de divulgação e publicação na rede mundial de computadores de
imagens com conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente.
D) Compete à justiça federal o julgamento de contravenções praticadas em detrimento de interesses da União,
quando elas forem conexas aos crimes de sua competência.
E) Compete à justiça estadual o julgamento de crime de redução de trabalhador a condição análoga à de escravo.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
06) Sobre competência, nos termos do Código de Processo Penal, analise as assertivas abaixo e assinale
a alternativa incorreta:
A) A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa,
pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
B) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência firmar-se-á pela prevenção.
C) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo juízo que primeiro praticou algum
ato processual.
D) Havendo conexão ou continência, no concurso de jurisdições da mesma categoria, prevalecerá a do lugar em
que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade.
E) Se reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou continência, o juiz, se vier a desclassificar a
infração ou impronunciar ou absolver o acusado, de maneira que exclua a competência do júri, remeterá o
processo ao juízo competente.
(FCC/DPE-MA/2018)
07) Sobre a competência no Processo Penal, é correto afirmar:
A) Segundo o Código de Processo Penal, a competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se
consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelolugar que for praticado o primeiro ato de execução.
B) Em caso de infração continuada ou permanente praticada em território de duas ou mais jurisdições, a
competência será firmada pelo domicílio da vítima do último delito praticado.
C) Ocorre a conexão instrumental ou probatória quando a infração é praticada para facilitar ou ocultar outra, ou
para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
D) Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu,
ainda quando conhecido o lugar da infração.
E) A conexão e a continência importarão em unidade de processo e julgamento, inclusive no concurso entre a
Jurisdição comum e da Infância e Juventude.
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Direito Processual Penal
(CESPE/MPU/2018)
08) Havendo a prática de contravenção penal contra bens e serviços da União em conexão probatória com
crime de competência da justiça federal, opera-se a separação dos processos, cabendo à justiça estadual
processar e julgar a contravenção penal.
(VUNESP/MPE-SP/2018)
09) Sobre competência no processo penal, assinale a alternativa correta.
A) Havendo crime militar conexo a crime comum, prevalece a competência da justiça castrense, a qual deverá
julgar ambos os crimes.
B) Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro do lugar da infração, ainda quando
conhecido o domicílio do réu.
C) A competência da Justiça Federal é residual em relação à competência da Justiça Estadual.
D) A Justiça Estadual e a Justiça Federal são espécies de jurisdição comum.
E) Compete ao foro do local da emissão do cheque processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque
sem provisão de fundos.
(CESPE/PF/2018)
10) João integra uma organização criminosa que, além de contrabandear e armazenar, vende,
clandestinamente, cigarros de origem estrangeira nas ruas de determinada cidade brasileira.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Caso haja indício de transnacionalidade no crime de contrabando praticado, a competência para apurar e julgar o
delito é da justiça federal e, se João estiver preso, a Polícia Federal deverá concluir o inquérito em até dez dias.
(CESPE/PF/2018)
11) Em fiscalização aeroportuária, apreendeu-se grande quantidade de produtos oriundos de país
estrangeiro, cuja comercialização é proibida no território nacional. Apurou-se que a entrada, no Brasil, dos
produtos contrabandeados ocorreu em local diverso do de sua apreensão. Nessa situação, a competência
para o processamento e o julgamento da ação, definida territorialmente, será a do local de entrada dos
produtos ilegais no país.
(CESPE/PF/2018)
12) O prefeito de determinado município desviou, em proveito próprio, verba federal transferida e
incorporada ao patrimônio municipal. Instaurado o competente IP, os autos foram relatados e
encaminhados, pela autoridade policial, à justiça estadual. Nessa situação, agiu corretamente a autoridade
policial ao encaminhar os autos à justiça comum estadual, a quem compete o processamento e o
julgamento de casos como o relatado.
(CESPE/PF/2018)
13) Uma investigação iniciada no âmbito da polícia judiciária de determinado estado da Federação
buscava apurar crime de tortura praticado no interior de uma penitenciária estadual, com violação a
direitos humanos. O crime ganhou repercussão internacional e, em razão disso, o IP foi encaminhado à
apuração da PF. Nessa situação, a competência para processar e julgar o crime será deslocada para a
justiça federal, já que, de regra, a atuação da PF produz tal efeito processual.
(CESPE/PF/2018)
14) Compete à justiça estadual o julgamento de crimes relativos à difusão ou aquisição, em determinado
estado da Federação, de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes por meio da rede
mundial de computadores.
(FCC/Câmara Legislativa do Distrito Federal/2018)
15) Ocorre a chamada conexão objetiva ou teleológica quando
A) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas ou umas
contra as outras.
B) duas ou mais infrações houverem sido praticadas por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e
lugar.
C) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
D) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras ou para conseguir
impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
E) dois ou mais crimes, idênticos ou não, forem praticados pelo mesmo agente, mediante uma só ação ou
omissão.
(UEG/PC-GO/2018)
16) Sobre a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, verifica-se o seguinte:
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Direito Processual Penal
A) O crime de extorsão consuma-se com a obtenção da vantagem indevida.
B) Compete à justiça comum federal processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima.
C) Admite-se a extinção da punibilidade pela prescrição virtual ou em perspectiva.
D) A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da qualificação
do respectivo órgão expedidor.
E) Havendo conexão entre um crime federal e um crime estadual, prevalece a competência da justiça federal.
(FUNDATEC/PC-RS/2018)
17) Acerca do entendimento jurisprudencial dos Tribunais Superiores, assinale a alternativa correta.
A) A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da qualificação
do órgão expedidor, não importando a entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público.
B) Compete à Justiça Comum Federal processar e julgar crime de estelionato praticado mediante falsificação das
guias de recolhimento das contribuições previdenciárias, independente de lesão à autarquia federal.
C) Só é lícito o uso de algemas em caso de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou
alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade
disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade a prisão ou do ato processual a que se refere,
sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.
D) É subsidiária a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, mediante representação do
ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções.
E) Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material
pornográfico envolvendo criança ou adolescente (Arts. 241, 241-A e 241-B do ECA), quando praticados por meio
da rede mundial de computadores.
(CESPE/EBSERH/2018)
18) A justiça federal será exclusivamente competente para o devido processo e julgamento da ação penal
relativa a crime de concussão praticado por médico que tenha exigido benefício financeiro de paciente do
Sistema Único de Saúde.
(CESPE/STJ/2018)
19) No processo penal, em regra, a competência é definida pelo domicílio ou pela residência do réu; no
entanto, se este endereço for desconhecido, a ação penal será processada no lugar de consumação da
infração.
(FGV/TJ-AL/2018)
20) Paulo pretende oferecer queixa-crime em face de Lucas em razão da prática de crime de calúnia
majorada, não sendo, assim, infração de menor potencial ofensivo. Procura, então, seu advogado e narra
que Lucas o ofendeu através de uma carta, que foi escrita na cidade A, mas só chegou ao conhecimento
da vítima e de terceiros o seu conteúdo quando lida na cidade B. Por outro lado, Paulo esclarece que
atualmente está residindo na cidade C, enquanto Lucas reside na cidadeD.
Considerando as regras de competência previstas no Código de Processo Penal, é correto afirmar que:
A) a Comarca A é competente para julgamento, tendo em vista que o Código de Processo Penal adota a Teoria da
Atividade para definir a competência territorial para julgamento;
B) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca D, ainda que conhecido o local da infração;
C) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C, ainda que conhecido o local da infração;
D) a queixa somente poderia ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C se desconhecido o local da
infração;
E) o primeiro critério a ser observado para definir a competência sempre é o da prevenção.
(FGV/Câmara de Salvador - BA/2018)
21) Determinado vereador de município de unidade de federação que prevê, exclusivamente em sua
Constituição Estadual, foro por prerrogativa de função para que vereadores sejam julgados pelo Tribunal
de Justiça do Estado, em um evento comemorativo de seu aniversário de casamento, no próprio município
em que atua, após ingerir bebida alcoólica, vem a discutir com um ex-namorado de sua esposa, que
atuava como Juiz de Direito em outro Estado. Durante a discussão, o vereador desfere diversos golpes
com faca no coração do magistrado, golpes esses que foram a causa eficiente de sua morte. Descobertos
os fatos, o vereador vem a ser denunciado pela prática do crime de homicídio qualificado consumado.
Considerando apenas as informações narradas, será competente para julgamento do delito imputado:
A) o Tribunal de Justiça do Estado onde o vereador exerce suas funções;
B) o Tribunal do Júri do local dos fatos;
C) a Câmara dos Vereadores à qual o vereador encontra-se vinculado;
D) o Tribunal do Júri de comarca do Estado onde o magistrado exercia suas funções;
E) o Tribunal de Justiça do Estado onde o magistrado exercia suas funções.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-MA/2018)
22) Conforme a legislação penal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, compete à justiça
A) federal processar e julgar os crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento
particular de ensino.
B) federal processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal.
C) comum estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima.
D) federal processar e julgar contravenções praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou
de suas entidades.
E) federal processar e julgar as causas cíveis em que seja parte sociedade de economia mista e os crimes
praticados contra esse tipo de sociedade.
(CESPE/PC-MA/2018)
23) De acordo com as regras para a fixação da competência no âmbito penal, assinale a opção correta.
A) A competência será definida por conexão, quando duas ou mais pessoas forem acusadas da prática de um
mesmo fato delituoso.
B) Não se aplicam as regras de competência aos crimes cometidos fora do território brasileiro.
C) A competência será definida pelo domicílio ou pela residência da vítima, quando a execução do crime iniciar-
se, mas este não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.
D) Sempre que, no inquérito policial, não se conseguir determinar o local do fato delituoso, a competência será
fixada pelo domicílio ou pela residência do réu.
E) No caso de crime consumado, a competência será fixada após a descoberta do paradeiro do réu.
(CESPE/PJC-MT/2017)
24) A polícia civil instaurou e concluiu o inquérito policial relativo a roubo havido em uma agência
franqueada dos Correios. Encaminhados os autos à justiça estadual, o órgão do MP ofereceu denúncia
contra os autores, a qual foi recebida pelo juízo competente.
Nessa situação hipotética, conforme o posicionamento dos tribunais superiores acerca dos aspectos
processuais que definem a competência para processar e julgar delitos,
A) por ser o sujeito passivo do delito uma empresa pública federal franqueada, a competência para o processo e o
julgamento do crime será da justiça federal.
B) por se tratar de uma agência franqueada de uma empresa pública, a competência para o processo e o
julgamento do crime será da justiça estadual.
C) a competência para o processo e o julgamento do crime será concorrente, tornando-se prevento o juízo que
receber a peça inaugural.
D) o critério balizador para determinar a competência do juízo será exclusivamente territorial.
E) a polícia civil e o MP estadual não têm competência para a persecução pré-processual e processual do delito,
respectivamente.
(CESPE/PJC-MT/2017)
25) No estado de Mato Grosso, Pedro cometeu crime contra a economia popular; Lucas cometeu crime de
caráter transnacional contra animal silvestre ameaçado de extinção; e Raí, um agricultor, cometeu crime
comum contra índio, no interior de reserva indígena, motivado por disputa sobre direitos indígenas.
Nessa situação hipotética, a justiça comum estadual será competente para processar e julgar
A) somente Pedro e Raí.
B) somente Lucas e Raí.
C) Pedro, Lucas e Raí.
D) somente Pedro.
E) somente Pedro e Lucas.
(FCC/PC-AP/2017)
26) Sobre a competência no processo penal, é correto afirmar:
A) Será determinada, de regra, pelo lugar do primeiro ato de execução criminosa.
B) O direito brasileiro desconhece a figura da competência pelo domicílio ou residência do réu, pois regula-se pelo
lugar do crime.
C) A competência será determinada pela continência quando duas pessoas forem acusadas pelo mesmo crime.
D) Apenas os crimes dolosos contra a vida podem ser julgados pelo Tribunal do Júri.
E) Se na mesma circunscrição judiciária houver mais de um juiz igualmente competente para determinado crime,
prevalece o critério da antiguidade na carreira.
(FUNCAB/PC-PA/2016)
27) No que tange à competência, o Direito Processual Penal brasileiro adotou, como regra, a teoria da{o):
A) atividade
B) resultado.
C) equivalência dos antecedentes causais.
D) ubiquidade
E) alternatividade.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-PE/2016)
28) No que se refere ao lugar da infração, a competência será determinada
A) pelo domicílio do réu, no caso de infração permanente praticada no território de duas ou mais jurisdições
conhecidas.
B) pela prevenção, no caso de infração continuada praticada em território de duas ou mais jurisdições conhecidas.
C) de regra, pelo local onde tiver sido iniciada a execução da infração, ainda que a consumação tenha ocorrido em
outro local.
D) pelo local onde tiver começado o iter criminis, no caso de tentativa.
E) pelo lugar em que tiver sido iniciada a execução no Brasil, se a infração se consumar fora do território nacional.
(CESPE/PC-PE/2016)
29) De acordo com a teoria da ubiquidade, um juiz pode julgar simultaneamente duas ações penais
distintas quando as provas de uma possam repercutir na outra.
(CESPE/PC-PE/2016)
30) Conexão e continência são institutos que autorizam a prorrogação da competência, possibilitando que
esta seja definida em desacordo com as regras abstratas baseadas no lugar do crime, domicílio do réu,
natureza da infração ou distribuição.
(CESPE/PC-PE/2016)
31) A competência ratione loci, que se refere ao local da consumação do crime, deriva da legislação
infraconstitucional e é de natureza absoluta, não podendo ser prorrogada nem reconhecida de ofício pelo
juiz.
(CESPE/PC-PE/2016)
32) O princípio do juiz natural determina que a ação penal deverá ser julgada pelo juiz que primeiro tiver
tomado conhecimento do fato.
(CESPE/TJ-PI/2013)
33) Considerando o entendimento sumulado dos tribunaissuperiores a respeito da competência em
matéria criminal, assinale a opção correta.
A) Será da competência da justiça federal processar e julgar os acusados da prática de crimes em detrimento de
sociedade de economia mista.
B) O vereador que praticar crime doloso contra a vida será processado e julgado no tribunal do júri, não se
aplicando, nesse caso, o foro especial estabelecido em Constituição estadual.
C) O prefeito que praticar crime eleitoral será processado pelo tribunal de justiça do estado onde se localize o
município em que ele exerça sua função, ainda que o fato tenha ocorrido em outro estado.
D) A inobservância da competência pela prevenção será causa de nulidade absoluta.
E) O prefeito que desviar verba pública federal será processado perante o foro especial estadual.
(CESPE/Câmara Dos Deputados/2014)
34) O policial militar que, em serviço, praticar crime de abuso de autoridade será julgado pela justiça
militar.
(CESPE/TJ-AM/2014)
35) É da competência da justiça estadual o processo dos réus acusados pelo crime de redução à condição
análoga à de escravo, porque a conduta criminosa atinge a liberdade individual de homem específico, não
caracterizando violação a interesse da União.
(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
36) Sobre a competência, nos termos preconizados pelo Código de Processo Penal, é INCORRETO
afirmar:
A) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu.
B) Tratando-se de infração continuada praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-
se-á pela prevenção.
C) Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será
determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
D) Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em
que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.
E) No processo por crime praticado fora do território brasileiro, será competente sempre o juízo da Capital da
República.
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Direito Processual Penal
(CONSULPLAN/TJ-MG/2019)
37) O concurso entre crime comum e militar constitui causa de separação obrigatória de processos.
(CESPE/Prefeitura de Boa Vista - RR/2019)
38) José, de sessenta e nove anos de idade, fiscal de vigilância sanitária municipal, viúvo e único
responsável pelos cuidados de seu filho, de onze anos de idade, foi denunciado à polícia por comerciantes
que alegavam que o referido fiscal lhes solicitava dinheiro para que não fossem por ele autuados por
infração à legislação sanitária. Durante investigação conduzida por autoridade policial em razão dessa
denúncia, foi deferida judicialmente interceptação da comunicação telefônica de José.
Nesse ato, evidenciou-se, em uma degravação, que José havia solicitado certa quantia em dinheiro
a um comerciante, Pedro, para não interditar seu estabelecimento comercial, e que José havia combinado
encontrar-se com Pedro para realizarem essa transação financeira. Na interceptação, foram captadas,
ainda, conversas em que José e outros quatro fiscais não identificados discutiam a forma de solicitar
dinheiro a comerciantes, em troca de não autuá-los, e a repartição do dinheiro que seria obtido com isso.
No dia combinado, Pedro encontrou-se com José, e, pouco antes de entregar-lhe o dinheiro que
carregava consigo, policiais que haviam instalado escuta ambiental na sala do fiscal mediante autorização
judicial prévia deram voz de prisão em flagrante a José, conduzindo-o, em seguida, à presença da
autoridade policial.
Em revista pessoal, foi constatado que José portava três cigarros de maconha. Questionado, o
fiscal afirmou ter comprado os cigarros de um estrangeiro que trazia os entorpecentes de seu país para o
Brasil e os revendia perto da residência de José. A autoridade policial deu andamento aos procedimentos,
redigiu o relatório final do inquérito policial e o encaminhou à autoridade competente.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
A justiça federal tem competência para processar e julgar José pelo crime de tráfico ilícito de drogas, razão pela
qual devem ser remetidas ao juízo competente as peças relacionadas a esse delito.
(Instituto Acesso/PC-ES/2019)
39) Marcelo exerce atividade de camelô na Avenida Central, no Centro, na cidade do Rio de Janeiro, no
Estado do Rio de Janeiro, por não aceitar a negociação com agentes de segurança pública, um tipo de
“arrego”, teve sua mercadoria apreendida visto que comercializava pacotes de cigarro, da marca, “Buenos
Tragos”, considerada suspeita pelos agentes de segurança. Os cigarros “Buenos Tragos” são oriundos do
Paraguai e possuem um preço bem mais abaixo que os nacionais, mas são vendidos de forma clandestina.
No entanto, estes cigarros são produtos aprovados pela ANVISA e, portanto, é permitida sua importação e
comercializados no Brasil, desde que cumpridas as obrigações legais e tributárias. Vale ressaltar, no
entanto, que Marcelo não possuía nota fiscal dos cigarros apreendidos em sua posse. Conduzido a
delegacia de Polícia Civil, Marcelo confessou que adquiriu os cigarros de Valentina, uma mulher que
também mora em Vitória e fornece mercadorias para os camelôs.
Nessa situação hipotética, de acordo com as regras de competência, marque a alternativa CORRETA.
A) Compete à Justiça Estadual o julgamento dos crimes de contrabando e de descaminho quando apreendido em
comércio informal irregular.
B) Compete à Justiça Federal tanto quanto a Justiça Estadual o julgamento dos crimes de contrabando e de
descaminho.
C) Compete à Justiça Estadual o julgamento dos crimes de contrabando e de descaminho tendo em vista que a
apreensão se deu pela Polícia Militar do Estado.
D) Compete à Justiça Federal o julgamento dos crimes de contrabando e de descaminho, ainda que inexistentes
indícios de transnacionalidade na conduta.
E) Compete a Justiça Estadual, pois não houve transnacionalidade na conduta do agente e uma vez que a
mercadoria apreendida já havia sido internalizada e Marcelo não concorreu de qualquer forma, seja direta ou
indireta, para a efetiva importação desses cigarros.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Competência
1 E 21 B
2 C 22 C
3 E 23 D
4 E 24 B
5 C 25 D
6 C 26 C
7 D 27 B
8 C 28 B
9 D 29 E
10 E 30 C
11 E 31 E
12 C 32 E
13 E 33 B
14 E 34 E
15 D 35 E
16 E 36 E
17 E 37 C
18 E 38 E
19 E 39 D
20 B
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Nulidades; Citações e Intimações;
Sentença e Coisa Julgada;
Questões e Processos Incidentes;
Medidas Assecuratórias.
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Direito Processual Penal
(FUNIVERSA/PC-DF/2009)
01) O Código de Processo Penal, para a apreciação das nulidades, adotou o critério formalista.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
02) Segundo o princípio do interesse, nenhuma das partes poderá arguir nulidade a que haja dado causa
ou para a qual tenha concorrido.
(VUNESP/MPE-SP/2018)
03) O princípio da causalidade significa que não se anula o ato se, embora praticado em desacordo com a
forma prevista em lei, atingiu o seu fim.
(VUNESP/MPE-SP/2018)
04) A nulidade absoluta é a que decorre da violação de uma determinada forma do ato, que visava à
proteção de interesse processual das partes.
(FUNCAB/PC-RO/2014)
05) No estudo das nulidades, a doutrina converge no sentido de reconhecer a aplicabilidade do princípio
da instrumentalidade das formas, a viabilizar o não reconhecimento da nulidade pelo juízo quando, em
uma análise prévia, verifica a incidência de medidas sanatórias (ou de convalidação), possibilitando a
preservação do ato viciado (praticado em desconformidade com o modelo legal) como válido. Qual é a
medida sanatória que supre a irregularidade da citação?
A) O suprimento
B) O comparecimento
C) A ratificação
D) A preclusão
E) A retificação
(CESPE/DPE-RR/2013)
06) De acordo com o princípio da causalidade, o reconhecimento dos atos eivados de nulidade implica a
automática nulidade de todos os subsequentes, sendo desnecessária a declaração judicial em relação a
estes.
(MPE-SP/MPE-SP/2019)
07) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada, ainda que haja
ratificação dos atos processuais.
(MPE-SP/MPE-SP/2019)
08) A falta ou a nulidade da intimação ou notificação não poderá ser sanada se o interessado comparecer
em juízo, antes de o ato consumar-se e declarar que o faz para o único fim de argui-la.
(MPE-SP/MPE-SP/2019)
09) A incompetência territorial ou relativa do juízo anula todos os atos instrutórios, devendo o processo,
quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente.
(MPE-SP/MPE-SP/2019)
10) As omissões da denúncia ou da queixa poderão ser supridas a todo o tempo, até antes do
encerramento da instrução criminal.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
11) O Código de Processo Penal estabelece que a nulidade ocorrerá pela ausência da intervenção do
Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos da intentada pela parte ofendida,
quando se tratar de crime de ação privada.
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Direito Processual Penal
(CESPE/TJ-BA/2019)
12) Acerca de nulidades no processo penal, assinale a opção correta, de acordo com o entendimento dos
tribunais superiores.
A) A incompetência rationae materiae é causa de nulidade absoluta e, por isso, os atos decisórios praticados por
juiz incompetente não poderão ser ratificados.
B) A nulidade do julgamento de processo em órgão colegiado do qual tenha participado magistrado impedido
dependerá da possibilidade de mudança no resultado do julgamento, com a subtração do voto desse magistrado.
C) A identificação de causa de suspeição de promotor de justiça implicará nulidade absoluta, razão pela qual a
sua consequente alegação não é passível de preclusão.
D) A denúncia apresentada com ofensa ao princípio do promotor natural será nula e não poderá ser ratificada.
E) A formulação de perguntas pelo juiz com a inversão do rito previsto no art. 212 do CPP é causa de nulidade
que independe da demonstração de prejuízo.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
13) A preclusão temporal é uma das formas de convalidação da nulidade relativa, ao lado de outras formas
de preclusão.
(VUNESP/TJ-MT/2018)
14) Ocorre a preclusão da arguição de nulidade verificada após a sentença de pronúncia se não alegada
até o final do julgamento perante o Tribunal do Júri.
(FGV/TJ-AM/2013)
15) Sobre as nulidades no processo penal, assinale a afirmativa incorreta.
A) Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.
B) Nenhuma das partes poderá arguir a nulidade a que haja dado causa, ou para qual tenha concorrido, ou
referente à formalidade cuja observância só a parte contrária interesse.
C) Não será declarada a nulidade de ato processual que não há houver influído na apuração da verdade
substancial ou na decisão da causa.
D) A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios.
E) A falta do exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios é causa de nulidade, não admitindo que
seja sanada de qualquer forma.
(IBFC/TRF - 2ª REGIÃO/2018)
16) Tratando-se de denúncia recebida por juiz absolutamente incompetente, o reconhecimento da nulidade
da decisão impedirá a interrupção do prazo prescricional.
(VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/2018)
17) É relativa a nulidade do processo criminal por falta de intimação da expedição da precatória para
inquirição de testemunha.
(VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/2018)
18) É relativa a nulidade do julgamento, pelo júri, por falta de quesito obrigatório.
(VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/2018)
19) Não ofende o devido processo legal a decisão do Tribunal que acolhe, contra o réu, nulidade não
arguida no recurso de acusação.
(VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/2018)
20) É relativa a nulidade do julgamento pelo júri, quando os quesitos de defesa não precedem aos das
circunstâncias agravantes.
(VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/2018)
21) Não é causa de nulidade o julgamento ulterior pelo júri com participação de jurado que funcionou em
julgamento anterior ao mesmo processo.
(FGV/TJ-AL/2018)
22) O Código de Processo Penal, em seus artigos 563 e seguintes, disciplina o tema “ as Nulidades”,
sendo certo que o diploma legal confere tratamento próprio de acordo com as peculiaridades do processo
penal brasileiro.
Sobre o tema, com base nas previsões do Código de Processo Penal, é correto afirmar que:
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Direito Processual Penal
A) o ato deverá ser declarado nulo quando verificada a existência de nulidade, independentemente de resultar
prejuízo para acusação ou defesa;
B) a nulidade de intimação estará sanada quando o interessado comparecer e indicar ter conhecimento do ato,
que poderá ser adiado pelo juiz quando verificado que a irregularidade poderá prejudicar direito da parte;
C) a nulidade, sempre que gerar prejuízo, poderá ser arguida por qualquer das partes, ainda que tenha sido
aquela que a arguiu a dar causa ao ato nulo;
D) o reconhecimento de incompetência do juízo, em regra, anula, de imediato, tanto os atos decisórios quanto os
despachos e demais atos sem conteúdo decisório;
E) a nulidade, mesmo diante de ato que não tenha influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da
causa, deverá ser reconhecida quando houver desrespeito à formalidade do ato.
(CESPE/TJ-PR/2017)
23) Tendo em vista que a nulidade no processo penal pode ser definida como um defeito jurídico que torna
inválido ou destituído de valor jurídico um ato ou o processo, assinale a opção correta de acordo com a
legislação processual penal brasileira e com o entendimento dos tribunais superiores acerca dos efeitos e
extensão dos atos praticados em desconformidade com o modelo legal.
A) O tribunal poderá reconhecer, de ofício, nulidade em prejuízo do réu, ainda que ela não tenha sido arguida no
recurso da acusação.
B) O STF e o STJ orientam-se no sentido de que não se conhece de recurso sem a assinatura do advogado, por
se tratar de ato juridicamente inexistente.
C) De acordo com entendimento do STF, serão nulas as provasobtidas por meio de interceptação telefônica,
quando não for demonstrado o esgotamento de outros meios de investigação.
D) De acordo com o STF, devido ao princípio da não convalidação de atos nulos, irregularidades do inquérito
repercutem na ação penal, podendo ser proclamada a nulidade do processo.
(CONSUPLAN/TJ-MG/2015)
24) Quanto às nulidades, assinale a alternativa correta.
A) A nulidade de ato processual será declarada ainda que não houver influído na apuração da verdade
substancial.
B) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não poderá ser sanada em nenhum momento
processual.
C) Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.
D) A ausência de intervenção do Ministério Público nos termos da ação intentada pela parte ofendida, nos casos
de ação pública, não é causa de nulidade.
(CESPE/TJ-SE/2014)
25) Acerca das nulidades no processo penal, assinale a opção correta.
A) Caso haja a nomeação de defensor dativo pelo juízo, não constituirá nulidade a falta de intimação do
denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da rejeição da denúncia.
B) A leitura da decisão de pronúncia pelo promotor na sessão plenária do tribunal do júri, em qualquer caso,
importa a nulidade do referido julgamento.
C) A ausência de nomeação de curador ao réu menor de vinte e um anos de idade constitui nulidade absoluta.
D) É absoluta a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
E) É relativa a nulidade decorrente da inobservância da ordem de inquirição da testemunha pelas partes e pelo
juízo.
(CESPE/DPE-DF/2019)
26) Os irmãos José e Luís foram denunciados pela prática de contravenção penal de vias de fato, em
situação de violência doméstica, com pena de prisão simples de quinze dias a três meses ou multa, em
concurso de agentes, por terem puxado os cabelos da irmã Marieta. Após o recebimento da denúncia e
várias tentativas, sem sucesso, de citação pessoal dos réus, o juiz competente os citou por edital,
seguindo, assim, as regras do Código de Processo Penal.
Diante dessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
Após suspender o trâmite processual e o prazo da prescrição, o juiz poderá decretar a prisão preventiva dos
irmãos, com fulcro na garantia da aplicação da lei penal, e também deverá antecipar as provas, com base na
iminência do perecimento.
(FUNDEP/DPE-MG/2019)
27) Analise a situação hipotética a seguir.
Oferecida denúncia imputando ao denunciado a prática do delito descrito no art. 129, § 1º, II, do Código
Penal, o juiz, verificando não ser o caso de rejeição liminar, determinou a citação para apresentação da
resposta à acusação. Foi tentada a citação pessoal em todos os endereços conhecidos nos autos, não
sendo encontrado o acusado, sendo certificado pelo oficial de justiça que ele se encontrava em local
incerto e não sabido. As diligências realizadas para tentar descobrir o paradeiro do acusado foram
infrutíferas. Foi determinada a citação por edital, a qual não foi atendida. O juiz, assim, decretou a
suspensão do processo penal e do prazo prescricional.
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Durante a suspensão do processo
A) deverá ser determinada a produção antecipada da prova testemunhal, diante do presumido risco das
testemunhas mudarem de endereço, morrerem ou esquecerem o fato.
B) deverá ser decretada a prisão preventiva do acusado, eis que presumidamente ele está fugindo e, assim,
comprometendo o adequado andamento do processo.
C) deverá ser decretada a revelia ficta do acusado, diante do não atendimento da citação por edital, presumindo
verdadeiros os fatos alegados pela denúncia.
D) deverá a suspensão do prazo prescricional ser regulada pelo máximo da pena cominada ao fato.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
28) Em relação às comunicações e aos prazos no processo penal, assinale a opção correta.
A) Após citação pessoal do acusado, o prazo para as providências atinentes à defesa será contado a partir da
juntada do mandado de citação aos autos.
B) Os prazos do Ministério Público são contados a partir da entrega do processo em setor administrativo do órgão,
bastando que a carga seja formalizada pelo servidor competente.
C) A intimação do defensor constituído pelo réu acerca de sentença condenatória deverá ocorrer pessoalmente,
sendo contado o prazo recursal a partir desse ato intimatório.
D) A intimação pessoal feita pelo escrivão no momento da audiência não dispensará a publicação do ato judicial
no órgão oficial de publicidade.
E) Ainda que a defesa seja intimada da expedição da carta precatória que trate de oitiva de testemunhas a ser
realizada em outra comarca, será obrigatória a intimação do advogado constituído para conhecimento da data da
audiência.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
29) Dar-se-á a formação completa do processo quando
A) oferecida a denúncia.
B) recebida a denúncia.
C) apresentada a resposta à acusação.
D) citado o acusado.
E) intimado o acusado.
(CESPE/TJ-BA/2019)
30) Davi, servidor público comissionado municipal sem vínculo efetivo com a prefeitura do respectivo
município, foi denunciado pelo suposto cometimento do delito de peculato — art. 312 do CP. Durante o IP,
Davi foi interrogado na presença de seu advogado. Na fase judicial da persecução penal, ao chefe de sua
repartição foi encaminhada notificação, que não foi considerada cumprida em razão da exoneração do
servidor; no local, noticiaram que ele continuava residindo no endereço mencionado no inquérito. Após o
recebimento da denúncia, considerando-se que o servidor estava em local incerto, foi determinada sua
citação por edital. O advogado constituído pelo réu, após tomar conhecimento da tramitação da ação
penal, apresentou resposta à acusação, nos termos do art. 396 do CPP. Posteriormente, ainda que não
intimado pessoalmente, Davi compareceu à audiência designada.
Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A) Por se tratar de crime funcional, a desobediência ao procedimento especial — não oportunizar a defesa
preliminar, nos termos do art. 514 do CPP — gerou a nulidade do processo.
B) A apresentação de resposta à acusação por advogado constituído por Davi durante o IP supre eventual
nulidade da citação.
C) No caso de o réu continuar atuando como servidor público, a notificação encaminhada ao chefe da repartição,
nos termos do art. 359 do CPP, dispensaria o mandado de citação.
D) A obrigação de esgotamento dos meios de localização para a validade da citação por edital não alcança as
diligências em todos os endereços constantes no IP.
E) Citado por edital, o réu poderá, a qualquer tempo, integrar a relação processual, e o prazo para resposta à
acusação começará a fluir a partir do referido ato de ingresso no processo.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
31) Se o acusado, citado por edital ou por hora certa, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão
suspensos o processo e o curso do prazo prescricional.
(FCC/MPE-PE/2018)
32) Acerca do que dispõe o Código de Processo Penal sobre as diversas modalidades de comunicação
processual,
A) se o réu estiver preso, será citado na pessoa de seu defensor.
B) se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o
curso do prazo prescricional.
C) estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado mediante carta precatória.
D) a intimação do defensor constituído, do advogado do querelante e do assistente far-se-á por oficial de justiça.
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Direito Processual Penal
E) verificando que o réuse oculta para não ser citado, será citado por edital, com o prazo de 15 dias.
(VUNESP/PC-SP/2018)
33) No que se refere à comunicação dos atos processuais, assinale a alternativa correta.
A) A citação por procuração é aceita desde que o procurador tenha poderes especiais para tanto.
B) Existem três formas de citação: a real, a ficta e a editalícia.
C) A ausência de citação é causa de nulidade absoluta no processo, mas a inobservância das formalidades da
citação gera nulidade relativa do ato.
D) Ao verificar que o réu se oculta para não ser citado, dar-se-á a citação por edital.
E) No caso de citação do militar, além do mandado de citação, que deverá ser cumprido por oficial de justiça,
também é necessária a notificação do chefe da repartição pública em que o militar estiver lotado.
(FCC/DPE-RS/2018)
34) Configurado o abandono de causa pelo único defensor constituído que assistia ao réu, deve o juiz
nomear-lhe para assistência o Defensor Público, independentemente de intimação pessoal do acusado.
(FGV/TJ-AL/2018)
35) Fabio, Oficial de Justiça, deve realizar a citação de Lucas, que está preso preventivamente. Ao verificar
a denúncia em face de Lucas, constata que existem outros dois denunciados: Beto, que está em local
incerto e não sabido, e Patrick, que reside em endereço certo localizado em outro país.
Com base nas informações narradas, de acordo com as previsões do Código de Processo Penal e com a
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que:
A) Beto deverá ser citado por edital e, caso não compareça e nem constitua advogado, haverá suspensão do
processo e o período de suspensão do prazo prescricional será regulado pelo máximo da pena cominada;
B) Lucas deverá ser citado pessoalmente, devendo Fábio, por ocasião da citação, certificar a leitura do mandado,
não sendo necessário buscar a entrega da contrafé;
C) Beto deverá ser citado com hora certa, de modo que seu não comparecimento não gera suspensão do
processo, mas sim reconhecimento de sua revelia;
D) Lucas deverá ser citado pessoalmente por Fábio, podendo o Oficial de Justiça realizar a citação de Patrick
mediante carta por correio com aviso de recebimento;
E) Patrick deverá ser citado por carta precatória, que indicará o juízo deprecado e o juízo deprecante, além do fim
para que é feita citação.
(MPE-MS/MPE-MS/2018)
36) A ausência de intimação pessoal do defensor dativo da data do julgamento do recurso gera nulidade, a
qual não se sujeita a preclusão temporal.
(FUNCAB/PC-RO/2014)
37) Quanto à citação, é correto afirmar:
A) Quando o réu estiver fora do Brasil, será citado mediante precatória. Se houver urgência, a precatória, que
conterá em resumo os requisitos enumerados no art. 354 do Código de Processo Penal, poderá ser expedida por
via telegráfica, depois de reconhecida a firma do juiz, o que a estação expedidora mencionará.
B) O processo ficará suspenso quando o acusado, citado ou intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de
comparecer sem motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar o novo endereço ao
juízo.
C) A citação do funcionário público civil far-se-á por intermédio do chefe do respectivo serviço.
D) No procedimento sumaríssimo para apuração das crimes de menor potencial ofensivo, verificada a
necessidade de realização de citação editalícia, ocorre o deslocamento da competência dos juizados especiais
criminais em favor do juízo comum.
E) Se o réu estiver preso, será citado por edital. O edital será afixado à porta do edifício onde funcionar o juízo e
será publicado pela imprensa, onde houver, devendo a afixação ser certificada pelo oficial que a tiver feito e a
publicação provada por exemplar do jornal ou certidão do escrivão, da qual conste a página do jornal com a data
da publicação.
(FCC/DPE-AP/2018)
38) A citação
A) por mandado pode ser dispensada se for evidente que o réu sabe que está sendo processado criminalmente.
B) será pessoal sempre que o réu estiver preso.
C) por edital suspende o processo e o prazo prescricional no momento da sua publicação no diário oficial.
D) por carta precatória confere prazo em dobro para a apresentação de resposta escrita à acusação.
E) por hora certa é exclusiva do processo civil, pois inexiste citação ficta no processo penal brasileiro.
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Direito Processual Penal
(FCC/TRF - 5ª REGIÃO/2017)
39) Em relação às citações e intimações disciplinadas no Código de Processo Penal, e, ainda,
considerando o que dispõem as Súmulas do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça
acerca do tema, é correto afirmar:
A) Intimada a defesa da expedição da carta precatória, torna-se desnecessária intimação da data da audiência no
juízo deprecado.
B) Se o réu estiver preso, desnecessária sua citação, bastando a requisição ao diretor do estabelecimento
prisional para sua apresentação em juízo, em dia e hora previamente marcados.
C) Se o réu não for encontrado, será citado por edital, com prazo de 10 dias.
D) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o
curso do prazo prescricional, sendo vedado ao juiz determinar a produção antecipada de provas, ainda que
urgentes, em razão do princípio do contraditório.
E) É absoluta a nulidade do processo criminal por falta de intimação da expedição de precatória para inquirição de
testemunha.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2017)
40) A ausência de intimação da defesa técnica acerca da expedição de carta precatória para oitiva de
testemunhas representa nulidade absoluta, que será declarada independentemente da demonstração de
prejuízo à defesa.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2017)
41) No processo penal, os prazos são contados a partir da data da intimação, e não da data de juntada do
mandado ou da carta precatória ou de ordem aos autos.
(CESPE/DPE-DF/2019)
42) Os irmãos José e Luís foram denunciados pela prática de contravenção penal de vias de fato, em
situação de violência doméstica, com pena de prisão simples de quinze dias a três meses ou multa, em
concurso de agentes, por terem puxado os cabelos da irmã Marieta. Após o recebimento da denúncia e
várias tentativas, sem sucesso, de citação pessoal dos réus, o juiz competente os citou por edital,
seguindo, assim, as regras do Código de Processo Penal.
Diante dessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
Caso Luís tenha comparecido pessoalmente, ainda que o órgão acusador tenha pleiteado a sua absolvição,
segundo disposição legal, o juiz poderá condená-lo e reconhecer a existência de circunstância agravante pelo fato
de a vítima ser sua irmã.
(CESPE/DPE-DF/2019)
43) O Estado exerce sua pretensão punitiva a partir do ingresso da ação penal, garantindo-se ao acusado
o devido e justo processo legal. Acerca do processo penal, julgue o item a seguir.
A sentença proferida em ação de prevenção penal será exclusivamente de absolvição, ainda que aplique
especificamente medida de segurança aos inimputáveis que praticarem fato definido como crime ou contravenção
penal.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
44) Com base no princípio da correlação, mesmo em grau recursal, é possível atribuir-se definição jurídica
diversa à descrição do fato contida na denúncia ou queixa, não podendo, porém, ser agravada a pena
quando somente o réu houver apelado da sentença.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
45) Não é aplicável a “mutatio libelli” em segundo grau de jurisdição.
(VUNESP/TJ-MT/2018)
46) Assinale a alternativa correta.
A) Seguirá o rito do processo comum sumário aquele que tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for
igual ou inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade.
B) Observado o princípio de correlação entre a acusação e a sentença, o juiz não pode dar nova configuraçãodo
crime capitulado na denúncia, ainda que os fatos estejam descritos na referida peça acusatória.
C) A ausência de Defensor constituído não intimado para audiência realizada por carta precatória em outra
Comarca gera nulidade do ato, ainda que ciente da expedição da referida deprecata.
D) Nos crimes afiançáveis de responsabilidade de funcionários públicos, investigados por inquérito policial,
oferecida a denúncia que atende os requisitos do art. 41 do CPP, com informações suficientes sobre os fatos que
configuram, em tese, delito especificado, o juiz pode receber a denúncia, prescindindo da notificação prévia do
acusado.
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Direito Processual Penal
E) Na mutatio libelli deve ser dada oportunidade ao Ministério Público de oferecimento de aditamento à denúncia,
mas, deixando a Acusação de apresentar a referida peça processual, faculta ao Julgador a prolação de sentença
de acordo com a prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na
acusação.
(FCC/MPE-PE/2018)
47) À luz do que dispõe o Código de Processo Penal sobre a sentença,
A) qualquer das partes poderá, no prazo de 5 dias, pedir ao juiz que declare a sentença, sempre que nela houver
obscuridade, ambiguidade, contradição ou omissão.
B) o juiz, ao proferir sentença condenatória, fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração,
considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido.
C) é vedado ao juiz, ainda que não modifique a descrição do fato contida na denúncia, atribuir-lhe definição
jurídica diversa.
D) a intimação da sentença será feita mediante edital se o réu estiver preso.
E) nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir sentença condenatória, exceto se o Ministério Público tenha
opinado pela absolvição.
(FGV/TJ-SC/2018)
48) Kaique, primário e de bons antecedentes, sem qualquer outra anotação em sua folha de antecedentes
criminais, foi denunciado pela prática do crime de furto qualificado (pena: 2 a 8 anos de reclusão e multa).
No momento da sentença, entendendo que não estava provada a qualificadora, mas tão só a subtração da
coisa alheia, o que configuraria o crime de furto simples (pena: 1 a 4 anos de reclusão e multa), ao
magistrado caberá:
A) encaminhar os autos ao Ministério Público para avaliar possibilidade de oferecimento de proposta de
suspensão condicional do processo;
B) absolver o acusado, não sendo possível a condenação pelo crime de furto simples em razão da violação ao
princípio da correlação;
C) encaminhar os autos ao Ministério Público para avaliar possibilidade de oferecimento de proposta de transação
penal;
D) proferir, de imediato, sentença condenatória em relação ao crime de furto simples, aplicando o instituto da
mutatio libelli;
(VUNESP/TJ-RS/2018)
49) O juiz, ao proferir sentença condenatória,
A) poderá deixar de indicar os motivos de fato e de direito em que se funda a decisão, caso não haja divergência
entre as partes.
B) se aditada a denúncia e, em sendo recebido referido aditamento, está adstrito na sua sentença aos termos do
aditamento, não podendo considerar a definição jurídica anterior contida na denúncia.
C) estabelecerá valor máximo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos
sofridos pelo ofendido.
D) mencionará as circunstâncias agravantes, desde que tenham sido estas requeridas na denúncia ou mesmo em
alegações finais.
E) decidirá de forma resumida sobre a manutenção da prisão preventiva.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
50) Com base no princípio da correlação, mesmo em grau recursal, é possível atribuir-se definição jurídica
diversa à descrição do fato contida na denúncia ou queixa, não podendo, porém, ser agravada a pena
quando somente o réu houver apelado da sentença.
(TJ-AC/TJ-AC/2014)
51) Sobre a sentença penal condenatória É CORRETO afirmar:
A) deverá fixar valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos
sofridos pelo ofendido.
B) não deverá fixar valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, pois o ofendido deverá
postular à ação indenizatória no juízo cível.
C) sempre deverá conceder o direito de apelar em liberdade, pois a pena só deve ser cumprida após o decurso
dos prazos recursais e com o trânsito em julgado.
D) na dosimetria da pena, fase das circunstâncias judiciais, o juiz poderá fixar a pena acima do máximo previsto
no tipo penal, sempre fundamentando na culpabilidade e nos motivos do crime.
(FCC/DPE-BA/2016)
52) Sobre os institutos jurídicos da mutatio libelli e emendatio libelli, é correto afirmar:
A) Havendo o aditamento da denúncia depois de admitida a emendatio libelli, cada parte poderá arrolar até cinco
testemunhas para serem ouvidas.
B) O princípio da congruência não permite que o juiz atribua definição jurídica distinta daquela descrita na
denúncia quando a nova tipificação prever pena mais severa.
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Direito Processual Penal
C) Na hipótese do juiz reconhecer a emendatio libelli, poderá, caso a nova figura típica reflita hipótese de furto
qualificado tentado, oferecer a suspensão condicional do processo, mesmo que já encerrada a instrução
processual, caso o acusado preencha os requisitos previstos na Lei nº 9.099/95.
D) O reconhecimento da emendatio libelli perpetua a competência do prolator da decisão para a análise da nova
figura típica, independentemente da nova tipificação.
E) No caso do Ministério Público não aditar a denúncia após ser reconhecida nova definição jurídica do fato em
vista de provas existentes nos autos de elementos não contidos na denúncia, deverá o Magistrado, de pronto,
julgar improcedente a denúncia originalmente proposta.
(CESPE/DPU/2016)
53) Havendo fundada dúvida sobre a ocorrência de legítima defesa, o juiz deverá absolver o réu,
determinando sua soltura, caso esteja preso.
(FCC/TCE-AM/2015)
54) A sentença criminal será publicada
A) em mão do escrivão, que lavrará nos autos o respectivo termo, registrando-a em livro especialmente destinado
a esse fim.
B) no diário oficial do poder judiciário, após seu registro em livro próprio.
C) no átrio do edifício do poder judiciário e em jornal de circulação local.
D) na presença das partes, registrando-a em livro especialmente destinado a esse fim.
E) em jornal de grande circulação onde não houver diário oficial, na presença do réu preso e do advogado.
(FGV/TJ-RJ/2014)
55) O juiz, ao proferir sentença condenatória, fará nela constar, EXCETO:
A) as circunstâncias agravantes ou atenuantes definidas no Código Penal por ele reconhecidas;
B) os nomes das partes ou, quando não for possível, as indicações necessárias para identificá-las;
C) o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelo
ofendido e pedido prévio;
D) a indicação dos motivos de fato e de direito em que se fundar a decisão;
E) o direito ou não de o acusado apelar em liberdade, condicionando, se for o caso, o conhecimento da apelação
à prisão.
(FGV/TJ-RJ/2014)
56) De acordo com o entendimento amplamente majoritário no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a
previsão do artigo 387, IV do CPP, trazida pela Lei 11.719/08, no sentido de que o juiz fixará na sentença
um valor mínimo para reparação dos danos causados:
A) é norma de conteúdo material, logo aplicável para os fatos ocorridos antes da entrada em vigor da Lei 11.719;
B) é norma de conteúdo processual, não podendo ser aplicada para fatos anteriores à entrada em vigor da Lei
11.719, sob pena de violar o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa;
C) somente poderáser aplicada se houver requerimento da vítima, ou ao menos do Ministério Público, garantida a
ampla defesa;
D) é norma de conteúdo material, razão pela qual somente pode ser aplicada para denúncias oferecidas após a
entrada em vigor da Lei 11.719;
E) impede que a vítima requeira complementação dos danos no âmbito cível.
(MPE-SC/ MPE-SC/2019)
57) Estabelece o Código de Processo Penal que nas exceções de suspeição, litispendência, ilegitimidade
de parte e coisa julgada, será observado, no que lhes for aplicável, o disposto sobre a exceção de
incompetência do juízo. As exceções serão processadas em autos apartados e suspenderão, em regra, o
andamento da ação penal.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
58) Consoante o Código de Processo Penal, se a decisão sobre a existência da infração depender da
solução de controvérsia, que o juiz repute séria e fundada, sobre o estado civil das pessoas, o juiz criminal
poderá, desde que essa questão seja de difícil solução e não verse sobre direito cuja prova a lei civil
limite, suspender o curso do processo até que no juízo cível seja a controvérsia dirimida por sentença
passada em julgado, sem prejuízo, entretanto, da inquirição das testemunhas e de outras provas de
natureza urgente.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
59) A respeito das exceções disciplinadas pelo Código de Processo Penal, assinale a alternativa correta.
A) Não concordando o juiz com a oposição da suspeição, deverá aplicar o art. 28 do Código de Processo Penal
por analogia.
B) Para que a parte recuse o juiz, é necessário que ela própria assine a petição ou que seu procurador possua
poderes especiais para tanto.
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Direito Processual Penal
C) A exceção de incompetência do juízo deverá ser feita apenas por escrito e no prazo de defesa.
D) Caso a parte se oponha a mais de uma exceção, deverá apresentá-las em separado e apensadas ao processo
principal.
E) Em regra, as exceções suspendem o andamento da ação penal.
(CESPE/TJ-PR/2019)
60) A respeito de questões e processos incidentes em âmbito penal, é correto afirmar que
A) o juiz, no incidente de insanidade mental, pode, de ofício e independentemente da anuência da defesa,
determinar a apresentação compulsória do acusado em exame médico.
B) o leilão público de bens sequestrados, após o trânsito em julgado da sentença condenatória, está condicionado
ao exclusivo requerimento da parte interessada.
C) o deferimento das medidas assecuratórias de natureza patrimonial previstas no Código de Processo Penal está
submetido ao princípio da jurisdicionalidade.
D) o Código de Processo Penal não admite a oposição verbal da exceção de incompetência.
(CESPE/TJ-BA/2019)
61) A respeito de questões prejudiciais e processos incidentes, assinale a opção correta.
A) Subsistindo questão prejudicial sobre o estado civil do réu, o juiz criminal deverá continuar o trâmite processual
e decidir a questão como preliminar de mérito por ocasião da prolação da sentença.
B) As causas de suspeição do juiz serão arguidas em exceção própria, por petição assinada por advogado,
independentemente de esse poder especial constar na procuração.
C) No caso de bem imóvel adquirido com o provento de crime, poderá ser determinado o sequestro do bem,
ressalvada a hipótese de sua transferência a terceiro de boa-fé.
D) O sequestro é medida cautelar de indisponibilidade de bens em que o exercício do contraditório poderá ser
postergado para evitar a dissipação do patrimônio.
E) O exame médico-legal realizado no incidente de insanidade mental é prova constituída em favor da defesa,
podendo o juiz, de ofício, determinar a sua realização compulsória quando o réu recusar submeter-se a ele.
(VUNESP/TJ-SP/2018)
62) Contra a decisão que reconhece a existência de questão prejudicial, suspendendo ou não o curso da
ação penal, cabe recurso em sentido estrito.
(VUNESP/TJ-MT/2018)
63) Sobre a restituição das coisas apreendidas e medidas assecuratórias, é correto afirmar que
A) a restituição, quando cabível, poderá ser ordenada somente pelo juiz, mediante termo nos autos, desde que
não exista dúvida quanto ao direito do reclamante.
B) para efetivação do sequestro de bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, mas
que já tenham sido transferidos a terceiro, o juiz criminal deverá observar o contraditório e a ampla defesa antes
de decidir sobre o pedido.
C) das decisões relativas aos incidentes das restituições de coisas apreendidas e medidas assecuratórias cabem
recurso em sentido estrito mediante formação de instrumento.
D) em caso de dúvida sobre quem seja o verdadeiro dono, o juiz deverá decidir sobre a qual parte cabe o direito
de propriedade e determinar a restituição em favor desta, em autos apartados, após ouvido o Ministério Público.
E) das rendas dos bens móveis arrestados poderão ser fornecidos recursos arbitrados pelo juiz para manutenção
do indiciado e de sua família.
(CESPE/TJ-AL/2008)
64) É incabível a oposição de suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito.
(CESPE/TJ-AL/2008)
65) A exceção de incompetência do juízo poderá ser oposta, verbalmente ou por escrito, a qualquer
momento.
(CESPE/TJ-AL/2008)
66) As exceções processuais penais são processadas em autos apartados e sempre suspendem o
andamento da ação penal.
(CESPE/TJ-AL/2008)
67) A arguição de falsidade de documento constante dos autos não precisa ser feita por procurador com
poderes especiais.
(CESPE/TJ-AL/2008)
68) A decisão do juiz criminal acerca da arguição de falsidade documental faz coisa julgada em ulterior
processo civil.
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Direito Processual Penal
(FGV/ TJ-SC/2018)
69) Patrick foi denunciado e condenado, em primeira instância, perante a 1ª Vara Criminal de Florianópolis,
pela prática de crime de corrupção passiva. Após a condenação, dentro do prazo legal, apresentou o
recurso cabível, que se encontra pendente de julgamento. Nesse período, foi novamente denunciado pela
prática do crime de corrupção passiva, dessa vez perante a 2ª Vara Criminal de Florianópolis, sendo
verificado pelo teor da denúncia que os fatos imputados são os mesmos daquela ação da 1ª Vara Criminal.
A defesa técnica de Patrick, poderá apresentar, ao responder a segunda ação penal, a exceção de:
A) incompetência do juízo, que deverá ser processada nos autos principais;
B) coisa julgada, que deverá ser processada em autos apartados;
C) coisa julgada, que suspenderá o andamento da ação penal;
D) litispendência, que deverá ser processada em autos apartados;
E) suspeição, que precederá a qualquer outra eventualmente oposta.
(FUNDEP/MPE-MG/2018)
70) Examine as alternativas abaixo, referentes às questões prejudiciais, assinalando a CORRETA:
A) Para que se dê a suspensão do processo criminal, nas hipóteses da chamada prejudicial facultativa, é
indiferente, segundo o CPP, que já exista ou não ação proposta no juízo cível.
B) Tratando-se de prejudicial de qualquer espécie surgida no curso de processo criminal, poderá o Ministério
Público promover a ação civil ou intervir naquela já proposta, a tanto bastando que o crime seja de ação penal
pública.
C) Suspenso o curso do processo criminal, sua retomada somente ocorrerá quando decidida definitivamente a
questão prejudicial, seja ela obrigatória ou facultativa.
D) A suspensão do processo criminal, na hipótese de prejudicial facultativa, depende da inexistência de restrição
probatória na lei civil e o despacho que a indefere é irrecorrível.
(CESPE/STJ/2018)
71) No caso de dúvida sobre a integridade mental do indiciado no curso do inquérito, a autoridade policial
poderádeterminar, de ofício, que aquele seja submetido a exame médico-legal.
(CESPE/STJ/2018)
72) Quando a questão demandar ampla dilação probatória, o incidente de restituição, instaurado em razão
de a coisa ter sido apreendida em poder de terceiro de boa-fé, será resolvido no juízo cível.
(CESPE/STJ/2018)
73) É admissível incidente de insanidade mental para apurar doença desencadeada após a prática do ato
criminoso imputado ao acusado.
(FCC/POLITEC - AP/2017)
74) Quando houver dúvida da capacidade mental do acusado em processo penal, o juiz poderá solicitar o
exame de sanidade mental de ofício ou por requerimento de terceiros. Poderá requerer o referido exame
A) qualquer pessoa que tenha conhecimento da doença mental e comunique o juiz.
B) Ministério Público, defensor, curador e qualquer pessoa que tenha conhecimento da doença mental.
C) defensor, curador e vizinho.
D) ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, desde que seja advogado.
E) ministério Público, defensor, curador, ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado.
(FCC/POLITEC - AP/2017)
75) Surgindo no curso do processo questão prejudicial sobre a existência do crime, o juiz criminal deixa
de suspender a ação penal, apesar do requerimento expresso da defesa do acusado. Contra o despacho
denegatório da suspensão
A) caberá reclamação.
B) caberá agravo de instrumento.
C) caberá apelação.
D) não caberá recurso.
E) caberá recurso especial.
(FCC/DPE-PR/2017)
76) Em relação à insanidade mental do acusado,
A) o rito de insanidade mental será processado nos autos principais.
B) o juiz nomeará curador ao acusado, quando determinar o exame, sem estabelecer a suspensão do processo,
se já iniciada a ação penal.
C) o exame não poderá ser ordenado na fase do inquérito policial.
D) a suspensão processual continua até que o acusado se restabeleça, se a doença mental sobrevier à infração.
E) o exame não durará mais de trinta dias, salvo se os peritos demonstrarem a necessidade de maior prazo.
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(CESPE/PC-GO/2017)
77) Com relação a questões e processos incidentes, assinale a opção correta.
A) Não poderá ser arguida a suspeição dos intérpretes.
B) Não poderá ser arguida a suspeição dos funcionários da justiça.
C) Não poderá ser arguida a suspeição do órgão do Ministério Público.
D) Não poderá ser arguida a suspeição das autoridades policiais nos atos do inquérito.
E) Não poderá ser arguida a suspeição dos peritos.
(MPE-PR/MPE-PR/2016)
78) A oposição de exceção de incompetência do juízo, a ser apresentada no prazo da defesa, interromperá
o curso do processo, de modo a evitar o prejuízo para as partes pelo proferimento de manifestações
judiciais capazes de gerar sucumbência ou decisões que realizem o enfrentamento do mérito;
(MPE-PR/MPE-PR/2016)
79) A exceção de incompetência deverá ser necessariamente oposta por escrito, procedendo-se à sua
autuação em apartado, dando-se continuidade ao trâmite do processo principal.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
80) O arresto preventivo de determinado imóvel deverá ser revogado se, em quinze dias da sua
determinação, não for promovido o processo de inscrição da hipoteca legal.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
81) Para a decretação do sequestro de bens, é suficiente a existência de indícios veementes da
proveniência ilícita desses bens.
(CESPE/TJ-PB/2015)
82) A respeito da restituição de coisas apreendidas, assinale a opção correta
A) Os instrumentos do crime, se a perda for decretada em favor da União, bem como as demais coisas
confiscadas, deverão ser inutilizados, sendo vedado que tais instrumentos ou coisas recebam qualquer outra
destinação.
B) A restituição, quando cabível, poderá ser ordenada pela autoridade policial ou pelo juiz, mediante termo nos
autos, desde que não haja dúvida quanto ao direito do reclamante.
C) Após ter sido formulado o pedido de restituição de bens apreendidos, o juiz poderá dispensar a oitiva do MP e
decidir o pleito de imediato.
D) Caso seja facilmente deteriorável, a coisa apreendida deverá ser avaliada e, em seguida, deverá ser vendida,
sem que seja necessário realizar leilão público.
E) As coisas apreendidas, ainda que deixem de ser diretamente importantes ao processo, não poderão ser
restituídas antes do trânsito em julgado da sentença final.
(VUNESP/TJ-MS/2015)
83) O juiz dar-se-á por suspeito e praticará atos urgentes até nomeação de substituto legal, em
homenagem ao princípio da celeridade processual.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
84) No caso de exceção de impedimento do magistrado que atua no feito, que deve ser realizada em autos
apartados, o magistrado poderá julgá-la procedente, situação em que remeterá os autos a seu substituto,
ou improcedente, situação em que continuará a processar o feito.
(VUNESP/TJ-PA/2014)
85) Assinale a alternativa correta no que concerne à suspeição do juiz.
A) Não pode ser espontaneamente afirmada pelo próprio magistrado.
B) É apurada em procedimento que não admite a produção de prova oral.
C) O procurador que a arguir deve ter poderes especiais para tanto.
D) É apurada em procedimento que não admite a produção de prova documental.
E) Pode ser arguida oralmente ou por escrito.
(TRF - 2ª Região/TRF - 2ª Região/2014)
86) Julgada procedente a exceção de suspeição, o processo continuará com a designação de outro juiz,
mantidos os atos praticados pelo primeiro juiz antes do afastamento.
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Direito Processual Penal
(MPE-MG/MPE-MG/2014)
87) Sobre as medidas assecuratórias, assinale a alternativa INCORRETA:
A) A hipoteca legal sobre os imóveis do indiciado poderá ser requerida pelo ofendido em qualquer fase do
processo, desde que haja certeza da infração e indicios suficientes da autoria.
B) Caberá ao Ministério Público promover a hipoteca legal e o arresto se o ofendido for pobre e o requerer.
C) A medida assecuratória de sequestro não é cabível em bens móveis.
D) O juiz determinará a alienação antecipada dos bens quando houver dificuldade para sua manutenção.
(CESPE/PG-DF/2013)
88) Conforme jurisprudência pacificada no STJ, a participação de membro do MP na fase investigatória
criminal acarreta, por esse fato, a sua suspeição para o oferecimento da respectiva denúncia.
(CESPE/TJ-PA/2012)
89) Assinale a opção correta acerca de questões e processos incidentes.
A) As exceções de litispendência, ilegitimidade de parte e coisa julgada devem ser processadas em autos
apartados, ficando suspenso o andamento da ação penal.
B) O pedido de restituição de coisas apreendidas não pode ser manejado pelo terceiro de boa-fé, a quem compete
impetrar mandado de segurança para tal fim.
C) A hipoteca legal sobre os imóveis do indiciado pode ser requerida pelo ofendido em qualquer fase do processo,
desde que haja certeza da infração e da autoria.
D) A decisão judicial que resolve questão incidental de restituição de coisa apreendida tem natureza definitiva, o
que desafia recurso de apelação.
E) A exceção de suspeição do juiz, quando subscrita pela parte, não dispensa procuração com poderes especiais.
(UEG/PC-GO/2013)
90) Durante operação policial na qual Cabelo de Anjo foi investigado e denunciado por crimes previstos no
artigo 157, § 2º, do Código Penal, fora apreendido, em virtude de mandado de busca e apreensão e de
sequestro de bens móveis, um veículo registrado em nome da empresa X, cujo representante legal é Tripa
Seca, uma vez que existiam indícios veementes de que o objeto seria produto da atividade criminosa de
Cabelo de Anjo e de que este seria o proprietário de fato do bem. Nesse caso, tem-se o seguinte:A) segundo o Código de Processo Penal, a restituição, neste caso, poderá ser ordenada pelo magistrado, membro
do Ministério Público ou pela autoridade policial, mediante termo nos autos, desde que não exista dúvida quanto
ao direito do representante da empresa.
B) o juiz poderá determinar, segundo o Código de Processo Penal, a alienação antecipada, para preservação de
seu valor, ante a possibilidade de deterioração e consequente desvalorização do veículo, depositando o montante,
até o final do processo, em conta vinculada ao juízo.
C) o bem deve ser devolvido ao representante legal da empresa, uma vez que o Código de Processo Penal prevê
expressamente que as coisas apreendidas, mesmo quando interessam ao processo, serão restituídas,
permanecendo com o representante da empresa até o trânsito em julgado da sentença.
D) em caso de dúvida sobre quem seja o verdadeiro proprietário do bem, o juiz, segundo o Código de Processo
Penal, manterá os autos do pedido de devolução do bem no juízo criminal, determinando o acautelamento do
veículo à autoridade policial ou ao Ministério Público, com a necessária afetação provisória.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
91) De acordo com o Código de Processo Penal, o juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou
do ofendido, ou mediante representação da autoridade policial, poderá ordenar o sequestro, em qualquer
fase do processo ou ainda antes de oferecida a denúncia ou queixa, autuando-se em apartado e
admitindo-se embargos de terceiro.
(VUNESP/TJ-SP/2018)
92) Quanto às medidas assecuratórias, é correto afirmar que
A) depois de recebida a denúncia ou a queixa, quando os bens sequestrados ou arrestados estiverem sujeitos a
qualquer grau de deterioração ou depreciação, ou quando houver dificuldade para sua manutenção, para
preservar-lhes o valor, o juiz determinará a alienação.
B) se o responsável não possuir bens imóveis ou os possuir de valor insuficiente, poderão ser arrestados bens
móveis suscetíveis de penhora, nos termos em que é facultada a hipoteca legal dos imóveis.
C) iniciada a ação penal ou a queixa-crime, o juiz poderá, de ofício, mediante requerimento do Ministério Público
ou do ofendido, ou representação da Autoridade Policial, ordenar o sequestro de bens.
D) o sequestro poderá recair sobre bens imóveis adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, desde
que ainda não tenham sido transferidos a terceiros.
(IBFC/TRF - 2ª REGIÃO/2018)
93) A hipoteca legal sempre haverá de ser requerida pelo ministério público sobre todos os bens do
indiciado ou acusado, quando presentes indícios mínimos da autoria, e não se souber quais bens foram
exatamente produtos do crime.
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Direito Processual Penal
(FCC/MPE-PB/2018)
94) Dentre as medidas assecuratórias, há o sequestro dos imóveis adquiridos pelo investigado ou
acusado com os proventos do crime. Nos termos do Código de Processo Penal, realizado o sequestro,
este será levantado quando:
I. a ação penal não for intentada no prazo de sessenta dias, contado da data em que ficar concluída a
diligência.
II. o terceiro, a quem tiverem sido transferidos os bens, prestar caução que assegure a aplicação do
disposto no art. 91, II, b, segunda parte, do Código Penal.
III. julgada extinta a punibilidade ou absolvido o acusado, por sentença transitada em julgado.
IV. convertidos em hipoteca legal, os imóveis forem avaliados e vendidos em leilão público.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) I e III.
B) II e IV.
C) III e IV.
D) I, II e IV.
E) I, II e III.
(CONSULPLAN/TJ-MG/2017)
95) O julgamento dos embargos interpostos contra o sequestro, opostos pelo acusado ou por terceiros,
independe do julgamento da ação penal.
(MPE-SC/MPE-SC/2016)
96) Segundo reiterados julgamentos das Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Estado de Santa
Catarina, prevalece o entendimento de que o Código de Processo Penal não revogou o Decreto-Lei n.
3240/41, que permanece vigente e trata da medida de sequestro de bens referentes a crimes de que
resultam prejuízo para a Fazenda Pública. Referido Decreto-Lei determina o prazo máximo de noventa dias
para o início da ação penal, contados da decretação da medida.
(FCC/TJ-GO/2015)
97) Antônio acabou de sofrer hipoteca, determinada por juiz criminal, de imóvel que recebeu de seu pai.
Nesse caso,
A) se houver sentença condenatória transitada em julgado, o próprio juiz criminal determinará a avaliação e a
venda do bem em leilão público.
B) os embargos são o recurso cabível contra a decretação da hipoteca.
C) a medida é cabível, ainda que Antonio seja terceiro, não investigado.
D) o imóvel, de origem lícita, não poderia ter sido hipotecado.
E) Antonio poderia ter oferecido caução em dinheiro para que o juiz deixasse de mandar proceder à inscrição da
hipoteca legal.
(MPE-GO/MPE-GO/2014)
98) O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de que o sequestro de bens de pessoa
indiciada ou já denunciada por crime de que resulta prejuízo para a Fazenda Pública, previsto no Decreto
Lei nº 3.240/41, tem sistemática própria e não foi revogado pelo Código de Processo Penal. Com efeito, o
sequestro ou arresto de bens previsto no citado Decreto pode alcançar, em tese, qualquer bem do
indiciado ou acusado por crime que implique prejuízo à Fazenda Pública, sendo irrelevante, na hipótese, o
exame em torno da licitude da origem dos bens passíveis de constrição.
(PUC-PR/TJ-PR/2014)
99) O sequestro será possível se o bem ainda estiver na propriedade do indiciado, não cabendo se ele o
tiver transferido para terceiros.
(CESPE/TJ-PI/2013)
100) No que se refere ao sequestro de bens imóveis de acusado da prática de crime de lavagem de
dinheiro, assinale a opção correta com base no CPP.
A) O incidente do sequestro correrá nos próprios autos da ação penal, admitindo-se embargos do acusado para o
levantamento da medida, que pode ser analisado antes da sentença.
B) O sequestro será levantado se a ação penal não for intentada no prazo de sessenta dias, contado da data em
que ficar concluída a diligência.
C) O sequestro de bem adquirido com os proventos da infração transferido a terceiro dependerá do resultado de
ação civil relativa à propriedade desse bem.
D) Sendo um dos requisitos dessa medida a prova do crime e da autoria do delito, o sequestro somente poderá
ser decretado depois do início da ação penal.
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E) O levantamento do sequestro e a devolução do bem ao acusado não são efeitos de sentença transitada em
julgado que o absolva ou extinga sua punibilidade.
(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
101) Sobre o sequestro de bens imóveis adquiridos pelo indiciado com os proveitos do crime, como
medida assecuratória, de acordo com o que estabelece o Código de Processo Penal, é CORRETO afirmar:
A) Efetivado o sequestro e autuado em apartado, não se admitirão embargos de terceiro.
B) Não caberá o sequestro dos bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, se já
tiverem sido transferidos a terceiro.
C) O sequestro será levantado se o réu for absolvido em primeiro grau de jurisdição, ainda que pendente de
análise o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público.
D) O sequestro será levantado se a ação penal não for intentada no prazo de 60 dias, contado da data em que
ficar concluída a diligência.
E) O juiz, de ofício ou a requerimento do ofendido, só poderá ordenar o sequestro depois de oferecida a denúncia
ou queixa.
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Gabarito
Nulidades; Citações e Intimações; Sentença e Coisa Julgada; Questões e
Processos Incidentes; Medidas Assecuratórias.
1 E 31 E 61 D 91 C
2 E 32 B 62 E 92 B
3 E 33 C 63 E 93 E
4 E 34 E 64 C 94 E
5 B 35 A 65 E 95 E
6 E 36 E 66 E 96 C
7 E 37 D 67 E 97 E
8 E 38 B 68 E 98 C
9 E 39 A 69 D 99 E
10 E 40 E 70 D 100 B
11 E 41 C 71 E 101 D
12 B 42 C 72 C
13 C 43 C 73 C
14 E 44 C 74 E
15 E 45 C 75 D
16 C 46 C 76 D
17 C 47 B 77 D
18 E 48 A 78 E
19 E 49 B 79 E
20 E 50 C 80 C
21 E 51 A 81 C
22 B 52 C 82 B
23 B 53 C 83 E
24 C 54 A 84 E
25 E 55 A 85 C
26 E 56 C 86 E
27 D 57 E 87 C
28 B 58 E 88 E
29 D 59 B 89 D
30 E 60 C 90 B
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Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Das Provas
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(FUNIVERSA/PC-DF/2009)
01) O Código de Processo Penal, para a apreciação das nulidades, adotou o critério formalista.
(FGV/DPE-RJ/2019)
02) João foi denunciado pela prática de injusto previsto na Lei nº 11.343/06 (Lei Antidrogas) por fato
ocorrido em setembro de 2017. O processo transcorreu com diversos incidentes, sendo inicialmente
rejeitada a denúncia, mas depois esta foi recebida em recurso manejado pelo Ministério Público,
acreditando o acusado que seu advogado particular não atentou para várias nulidades ocorridas em
prejuízo à ampla defesa. Ao final da instrução, João foi condenado, mas demonstrou interesse em
apresentar recurso de apelação. Já em liberdade e buscando ser esclarecido em relação às diversas
nulidades que entendeu terem ocorrido, não mais querendo ser assistido por advogado particular, João
procurou a Defensoria Pública. Examinando o processo, o Defensor Público, apesar de saber que os
Tribunais têm exigido prova do prejuízo para reconhecer eventual nulidade, constatou:
I. que João não foi intimado para combater o recurso interposto da rejeição da denúncia, sendo logo
nomeado defensor dativo;
II. que, quando da prisão em flagrante, os policiais acessaram as conversas privadas de WhatsApp, que
estavam no celular do acusado, sem a sua expressa autorização, sendo o conteúdo utilizado ao longo do
processo;
III. que a defesa foi intimada da expedição da carta precatória, mas não o foi da data da audiência no juízo
deprecado.
Analisando os itens acima, atento à jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, considerando a
existência de eventual prejuízo, caberá ao Defensor Público, em sede de recurso, alegar a nulidade do(s)
item(ns):
A) I, somente;
B) I e II, somente;
C) I e III, somente;
D) II e III, somente;
E) I, II e III.
(CESPE/TJ-PR/2019)
03) À luz da jurisprudência dos tribunais superiores e da legislação a respeito dos sujeitos do processo
penal, é correto afirmar que
A) o Código de Processo Penal faculta que o juiz, de ofício, ordene a produção de provas, desde que tenha sido
iniciada a ação penal.
B) é exigida a outorga de poderes especiais para que a defensoria pública atue como representante do assistente
de acusação.
C) a nomeação judicial de núcleo de prática jurídica para patrocinar a defesa de réu dispensa procuração
outorgada por ele.
D) as hipóteses de suspeição do juiz estão elencadas taxativamente no Código de Processo Penal, não se
admitindo interpretação extensiva dessa lista.
(CESPE/MPE-PI/2019)
04) No âmbito do processo penal, considera-se prova não repetível
A) o processo administrativo sancionador conduzido por autoridade competente e submetido a amplo
contraditório.
B) a gravação de conversa informal entre indiciado e policial.
C) o depoimento de testemunha internada em hospital e em grave risco de morte.
D) o depoimento de testemunha prestado no inquérito policial, ainda que esta se recuse a comparecer em juízo.
E) o reconhecimento do acusado feito pela vítima na delegacia.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
05) É lícita a prova consistente no teor de gravação de conversa telefônica realizada por um dos
interlocutores, sem o conhecimento do outro, se não há causa legal específica de sigilo, nem de reserva
da conversação, sobretudo quando se predestine a fazer prova em juízo ou inquérito a favor de quem a
gravou.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
06) Fala-se em teoria do encontro fortuito de provas quando a prova de uma determinada infração penal é
obtida através da busca regularmente autorizada para a investigação de outro crime.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
07) Poderão se recusar a prestar depoimento o ascendente ou descendente, o afim em linha reta ou
colateral, o cônjuge, salvo se divorciado, o irmão, o pai, a mãe ou o filho adotivo da vítima ou do acusado.
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Direito Processual Penal
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
08) Ao regulamentar o Reconhecimento de Pessoas, o Código de Processo Penal determina que o número
não seja inferior a cinco pessoas, incluindo o investigado, as quais deverão ser postas enfileiradas frente
à testemunha ou à vítima para proceder à produção da aludida prova, preservando a imagem de quem irá
verificar a possibilidade do reconhecimento.
(CONSULPLAN/TJ-MG/2018)
09) Sobre as provas no processo penal, analise as afirmativas.
I. A serendipidade tem sido admitida em julgamentos recentes do Superior Tribunal de Justiça envolvendo
provas obtidas mediante interceptação telefônica judicialmente autorizada, não gerando irregularidade do
inquérito policial, tampouco ilegalidade na ação penal.
II. Nos termos da Lei nº 12.850/2013, são permitidos, dentre outros, os seguintes meios de obtenção da
prova: colaboração premiada; ação controlada; interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas;
cooperação jurídica internacional, desde que as provas obtidas tenham como parâmetro de validade a lei
do local onde foram produzidas e o meio de sua obtenção não ofenda a ordem pública, a soberania
nacional e os bons costumes brasileiros.
III. Nos crimes de violência doméstica são admitidos como meios de prova os laudos ou prontuários
médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde, sendo prescindível a realização do exame de corpo
de delito para fins de comprovar a materialidade delitiva.
IV. Nos crimes relacionados ao tráfico de pessoas, o membro do Ministério Público ou o delegado de
polícia poderá requisitar, independentemente de autorização judicial, às empresas prestadoras de serviço
de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequados que
permitam a localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso.
V. Nos termos do Código de Processo Penal, considera-sevestígio a circunstância conhecida e provada,
que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras
circunstâncias.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I e III.
B) II e IV.
C) I, IV e V.
D) I, II, III e V.
(VUNESP/PC-SP/2018)
10) No que concerne ao regramento geral das provas no CPP.
A) o juiz pode formar sua convicção exclusivamente baseado nos elementos informativos colhidos na
investigação.
B) são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas
em violação a normas constitucionais ou legais.
C) são inadmissíveis, sem exceção, as provas derivadas das ilícitas.
D) no curso da instrução é vedado ao juiz, por sua iniciativa, determinar diligência para dirimir dúvida sobre ponto
relevante.
E) quanto ao estado das pessoas, não se observará qualquer restrição estabelecida na lei civil, dada a busca da
verdade real que norteia o processo penal.
(FCC/DPE-RS/2018)
11) Sobre a teoria geral da prova, considere as assertivas abaixo:
A confissão do acusado supre a falta do exame de corpo de delito, ainda que da infração penal tenham resultado
vestígios.
(FCC/DPE-RS/2018)
12) Sobre a teoria geral da prova, considere as assertivas abaixo:
No crime de receptação, efetivada a prisão do agente com a posse do objeto de origem criminosa, opera-se a
chamada inversão do ônus da prova no processo penal.
(MPE-MS/MPE-MS/2018)
13) O Supremo Tribunal Federal já reconheceu a necessidade de maior elasticidade na admissão da prova
da acusação, nos delitos de poder, o que em absoluto se confunde com a flexibilização das garantias
legais.
(FUNCAB/PC-RO/2014)
14) Segundo os ditames do Código de Processo Penal, pode-se afirmar quanto à prova:
A) São admissíveis as provas derivadas das ilícitas, quando evidenciado o nexo de causalidade entre umas e
outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte dependente das primeiras.
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B) Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão
judicial, facultado às partes acompanhar o incidente.
C) É facultado ao juiz determinar, no curso do inquérito policial, a realização de diligências para dirimir dúvida
sobre ponto relevante.
D) A prova da alegação incumbirá a quem a fizer sendo, porém, facultado ao juiz de ofício.
E) O juízo singular formará sua decisão pela íntima convicção na apreciação da prova produzida em contraditório
judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na
investigação, ressalvadas as provas cautelares, repetíveis e antecipadas.
(CESPE/TRF - 5ª REGIÃO/2017)
15) Acerca da coleta de material genético para fins processuais penais, assinale a opção correta.
A) O réu preso em flagrante pela prática de crime de roubo deve se sujeitar à coleta de material genético para
inclusão em banco de dados, mesmo que confesse a conduta e forneça sua identidade civil.
B) Caso seja essencial para as investigações policiais, o preso em flagrante poderá ser obrigado a se sujeitar à
coleta de material genético, mediante despacho da autoridade judiciária competente, mesmo que forneça a sua
identidade civil.
C) As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos poderão revelar traços somáticos
ou comportamentais das pessoas.
D) Quando a pena do crime a ser apurado for de detenção, a autoridade policial não poderá colher material
genético do preso, mesmo com o consentimento dele.
E) A coleta obrigatória de material genético, à qual são submetidos os condenados por crimes hediondos, é
inconstitucional por ofender o princípio de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.
(FAPEMS/PC-MS/2017)
16) No Tribunal do Júri, vigora o sistema do livre convencimento motivado do julgador, por isso os jurados
podem julgar com base em qualquer elemento de informação exposto ou lido em plenário, sem
fundamentar a sua decisão.
(FAPEMS/PC-MS/2017)
17) Os elementos de informações colhidos no inquérito policial podem fundamentar sentença
condenatória, quando não há prova judicial para sustentar a condenação, haja vista o princípio da verdade
real.
(FAPEMS/PC-MS/2017)
18) Com a reforma introduzida em 2008 no Código de Processo Penal, restou definido que o juiz não pode
condenar o réu com base nos elementos informativos e provas não repetíveis colhidos na investigação.
(CESPE/DPU/2017)
19) Embora o ordenamento jurídico brasileiro tenha adotado o sistema da persuasão racional para a
apreciação de provas judiciais, o CPP remete ao sistema da prova tarifada, como, por exemplo, quando da
necessidade de se provar o estado das pessoas por meio de documentos indicados pela lei civil.
(CESPE/DPU/2017)
20) Situação hipotética: Arnaldo, empresário, gravou, com seu telefone celular, uma ligação recebida de
fiscal ligado a uma autarquia a respeito da liberação de empreendimento da sociedade empresária da qual
Arnaldo era sócio. Na conversa gravada, o fiscal exigiu para si vantagem financeira como condição para a
liberação do empreendimento.
Assertiva: Nessa situação, de acordo com o STF, o referido meio de prova é ilícito por violar o direito à
privacidade, não servindo, portanto, para embasar ação penal contra o fiscal.
(CESPE/ABIN/2018)
21) Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a gravação de conversa telefônica feita por
um dos interlocutores sem o conhecimento do outro não é considerada prova ilícita, desde que ausente
causa legal específica de sigilo.
(FMP/MPE-RO/2017)
22) De acordo com o Código de Processo Penal, a prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo,
porém, facultado ao juiz ordenar, de ofício, e desde que iniciada a ação penal, a produção antecipada de
provas consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da
medida.
(FMP/MPE-RO/2017)
23) O instituto da serendipidade diz respeito àquela fonte que, por si só, seguindo os trâmites típicos e de
praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
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Direito Processual Penal
(FMP/MPE-RO/2017)
24) De acordo com a Lei n° 9.296/96, a interceptação das comunicações telefônicas poderá ser
determinada pelo juiz, de ofício ou a requerimento da autoridade policial e do Ministério Público, na
investigação criminal, ou do Ministério Público, do querelante e do assistente de acusação, na instrução
processual penal.
(FMP/MPE-RO/2017)
25) O pedido de interceptação telefônica será sempre formulado por escrito, devendo estar presentes os
pressupostos que autorizem a interceptação, quais sejam, a demonstração de que a sua realização é
necessária à apuração de infração penal e a indicação dos meios a serem empregados.
(FMP/MPE-RO/2017)
26) De acordo com a Lei n° 9.296/96, cumprida a diligência, a autoridade policial encaminhará o resultado
da interceptação telefônica ao juiz, acompanhado de auto circunstanciado contendo o resumo das
operações realizadas, e somente realizará a transcrição da comunicação interceptada se houver
determinação judicial.
(FUNDEP/MPE-MG/2017)
27) Em uma operação, a polícia encontra um aparelho smartphone debaixo do banco do motorista de um
automóvel. Assinale a alternativa CORRETA:
A) A operação policial foi de rotina e os agentes da autoridade consultaram os diálogos travados através de
aplicativos de internet, descobrindo a prática de crimes. Trata-se de prova lícita.
B) Após a formal apreensão do smartphone,a autoridade policial determina a elaboração de perícia para
confirmar a integridade dos dados e a transcrição dos diálogos. Trata-se de prova lícita.
C) A operação policial foi decorrente de ordem judicial de busca e apreensão para arrecadar “qualquer elemento
de convicção”, encontrando-se fotos do crime no smartphone. Trata-se de prova lícita.
D) Depois de apreensão do smartphone decorrente de prisão em flagrante, por ordem judicial convertida em
prisão preventiva, verificou-se existirem no aparelho fotos de terceiros no crime. Trata-se de prova lícita.
(IBFC/POLÍCIA CIENTÍFICA-PR/2017)
28) Considere as regras básicas aplicáveis no Direito Processual Penal para assinalar a alternativa correta
sobre a prova.
A) O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, podendo
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as
provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.
B) As restrições estabelecidas na lei civil serão observadas para todos os efeitos de produção de prova.
C) A prova da alegação incumbirá a quem a fizer; mas o juiz poderá, no curso da instrução ou antes de proferir
sentença, determinar, de ofício, diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante, vedada a produção
antecipada de prova.
D) São admissíveis, devendo, no entanto, ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas
as obtidas em violação a normas constitucionais.
E) São inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre
umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.
(CESPE/PC-PE/2016)
29) Nos crimes cometidos com destruição ou rompimento de obstáculo, embora indispensável a perícia
técnica que descreva os vestígios materiais e indique os instrumentos utilizados, ela pode ser suprida pela
confissão espontânea do acusado.
(CESPE/PC-PE/2016)
30) Conforme a teoria dos frutos da árvore envenenada, são inadmissíveis provas ilícitas no processo
penal, restringindo-se o seu aproveitamento a casos excepcionais, mediante decisão fundamentada do
juiz.
(CESPE/PC-PE/2016)
31) O pedido de interceptação telefônica do investigado cabe exclusivamente ao Ministério Público e
somente a ele deve se reportar a autoridade policial.
(CESPE/PC-PE/2016)
32) A interceptação telefônica é admitida no processo se determinada por despacho fundamentado do juiz
competente, na fase investigativa ou no curso da ação penal, sob segredo de justiça.
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Direito Processual Penal
(TRF - 4ª REGIÃO/TRF - 4ª REGIÃO/2016)
33) A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial é lícita, mesmo em período noturno, quando
amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa
ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da
autoridade e de nulidade dos atos praticados.
(TRF - 4ª REGIÃO/TRF - 4ª REGIÃO/2016)
34) O princípio do livre convencimento motivado ou da persuasão racional, segundo o qual compete ao
juiz da causa valorar com ampla liberdade os elementos de prova constantes dos autos, desde que o faça
motivadamente, autoriza ao juiz condenar o réu colaborador, a despeito de sua retratação, apenas
lastreado nas provas por ele produzidas.
(TRF - 4ª REGIÃO/TRF - 4ª REGIÃO/2016)
35) O princípio processual penal do favor rei não ilide a possibilidade de utilização de presunções hominis
ou facti, pelo juiz, para decidir sobre a procedência do ius puniendi, máxime porque o Código de Processo
Penal prevê expressamente a prova indiciária.
(TRF - 4ª REGIÃO/TRF - 4ª REGIÃO/2016)
36) A decisão judicial que, motivada pela existência de outras provas e elementos de convicção
constantes dos autos, considera desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide não ofende a cláusula constitucional da plenitude de defesa.
(FGV/MPE-RJ/2016)
37) Chega ao conhecimento do Ministério Público e da Polícia Civil que na casa de Tício estava escondido
um facão que seria instrumento de crime de homicídio ocorrido no dia anterior, ainda sujo com sangue do
autor e da vítima. O Ministério Público entra com pedido de busca e apreensão domiciliar, sendo deferido
pelo juiz. Com base nisso, monta operação com a Chefia da Polícia Civil para cumprimento do mandado.
Lá chegando, porém, deparam-se com policiais militares, que, sem mandado, aproveitaram que a
residência estava vazia e encontraram o facão, que estava em cima da mesa da sala. A Polícia Civil
formaliza o cumprimento do mandado e a apreensão do instrumento, oferecendo o Ministério Público
denúncia em face de Tício. Em defesa prévia, o acusado alega a ilicitude da prova no que tange ao facão.
No caso, é correto afirmar que:
A) deve ser reconhecida a ilicitude da prova, já que os policiais ingressaram sem mandado na residência do réu,
de modo que deve ser desentranhada dos autos;
B) a prova é válida, tendo em vista que havia flagrante delito quando os policiais ingressaram na residência de
Tício;
C) deve ser reconhecida a ilicitude da prova, em razão da aplicação da teoria do “Fruto da Árvore Envenenada”;
D) deve a prova ser mantida nos autos, pois a legislação apenas proíbe que constem dos autos a prova ilícita,
mas não a ilegítima;
E) a prova é válida, aplicando-se a ideia da descoberta inevitável e fonte independente.
(CESPE/PC-AL/2012)
38) O CPP não admite as provas ilícitas, determinando que devem ser desentranhadas do processo as
obtidas com violação a normas constitucionais ou legais, inclusive as derivadas, salvo quando não
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras ou quando as derivadas puderem ser obtidas por
uma fonte independente.
(FCC/DPE-SP/2019)
39) Tício foi preso, em flagrante delito, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. Policiais
Militares, com o celular de Tício, acessaram o aplicativo de troca de mensagens e localizaram conversas
com Mévio sobre a movimentação do ponto de venda de drogas naquele dia. Pelo mesmo aplicativo,
obtiveram informações sobre o endereço de Mévio, foram até sua residência e prenderam-no em flagrante,
por tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. A utilização dessas conversas por aplicativo,
como prova em eventual processo, é
A) válida, por haver erro escusável dos policiais sobre a necessidade de obtenção de prévia autorização judicial.
B) válida, já que Tício estava cometendo o crime de tráfico, e para as buscas em aplicativo de comunicação valem
as mesmas regras que se aplicam à busca domiciliar.
C) nula, já que não havia autorização judicial para que a Polícia tivesse acesso às conversas travadas pelo
aplicativo entre Tício e Mévio.
D) válida, já que para a busca em aplicativos valem as mesmas regras da busca pessoal, bastando haver fundada
suspeita.
E) nula, já que não houve o consentimento de Tício, sendo que nem a autorização judicial poderia supri-lo.
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Direito Processual Penal
(MPE-SP/MPE-SP/2017)
40) Os meios de prova não precisam estar especificados em lei, e as provas inonimadas, desde que não
ilícitas ou ilegítimas, devem ser objeto de apreciação pelo juiz ao fundamentar sua decisão.
(MPE-SP/MPE-SP/2017)
41) Considerando que o ônus da prova incumbe a quem alega, o álibi apresentado pelo réu, não
comprovado, constitui elemento suficiente para embasar um decreto condenatório.
(MPE-SP/MPE-SP/2017)
42) Os crimes que deixam vestígios, é indispensávelo exame de corpo de delito, que só pode ser suprido
pela confissão ou prova testemunhal no caso de desaparecimento de vestígios.
(VUNESP/TJ-AC/2019)
43) Quanto às provas, assinale a alternativa correta, segundo o quanto previsto no Código de Processo
Penal.
A) Em caso de lesões corporais, a falta de exame complementar não poderá ser suprida pela prova testemunhal.
B) O juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a requerimento das partes, deverá realizar o interrogatório do
réu preso por sistema de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens.
C) No caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial não pode negar a perícia requerida pelas
partes.
D) Os peritos oficiais prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
44) Tratando das perícias em geral, com base no Código de Processo Penal, assinale a alternativa correta.
A) Os peritos elaborarão o laudo pericial no prazo máximo de 10 dias improrrogáveis, onde descreverão
minuciosamente o que examinarem e responderão aos quesitos formulados.
B) Nos crimes cometidos com destruição ou rompimento de obstáculo a subtração da coisa, ou por meio de
escalada, os peritos, além de descrever os vestígios, indicarão com que instrumentos, por que meios e em que
época presumem ter sido o fato praticado.
C) O laudo sobre o cadáver encontrado deve ser redigido pelos peritos de maneira textual e descritiva, sendo
vedado qualquer desenho que não represente a fotografia real do corpo.
D) Nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material suficiente para a eventualidade de nova perícia e,
obrigatoriamente, os laudos serão ilustrados com provas fotográficas, ou microfotográficas, desenhos ou
esquemas.
E) A autópsia será feita pelo menos doze horas depois do óbito, sendo vedado aos peritos fazer a autópsia antes
daquele prazo.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
45) A respeito da produção probatória no processo penal brasileiro, assinale a alternativa integralmente
correta.
A) Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova documental
produzida por terceiro poderá suprir-lhe a falta.
B) Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame
complementar exclusivamente por determinação da autoridade policial, de ofício, ou a requerimento do Ministério
Público ou do ofendido.
C) Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, quando possível, juntarão ao laudo do exame
provas fotográficas, esquemas ou desenhos, devidamente rubricados.
D) Para o efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, os peritos registrarão, no laudo, as
alterações do estado das coisas e objetivamente descreverão, no relatório, as consequências dessas alterações
na dinâmica dos fatos.
E) No exame para o reconhecimento de escritos, por comparação de letra, observar-se-á que, para a comparação,
unicamente servirão aqueles documentos que já tiverem sido judicialmente reconhecidos como de punho da
pessoa analisada.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
46) “Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto,
[...]”. Assinale a alternativa correta em relação à produção do exame pericial.
O exame pericial pode ser realizado apenas na fase pré-processual.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
47) “Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto,
[...]”. Assinale a alternativa correta em relação à produção do exame pericial.
O exame pericial pode ser realizado apenas na fase processual.
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Direito Processual Penal
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
48) “Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto,
[...]”. Assinale a alternativa correta em relação à produção do exame pericial.
O exame pericial, nas infrações penais que deixam vestígio, é dispensável para a propositura da ação penal.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
49) “Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto,
[...]”. Assinale a alternativa correta em relação à produção do exame pericial.
A ausência do exame pericial nas infrações penais que deixam vestígio não leva à nulidade da ação penal.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
50) Disciplinando o exame de corpo de delito e as perícias em geral, o Código de Processo Penal de 1941
prescreve que
A) no exame por precatória, a nomeação dos peritos far-se-á no juízo deprecante, independentemente da ação
penal e da transação entre as partes.
B) proceder-se-á, quando necessário, à avaliação das coisas destruídas, que são as coisas estragadas ou
degeneradas.
C) o juiz ficará adstrito ao laudo, devendo aceitá-lo no todo ou em parte.
D) nas perícias de laboratório, os peritos descartarão o material restante da perícia realizada, independentemente
da eventualidade de nova perícia.
E) faculta-se aos peritos divergentes que apresentem, no mesmo laudo, as suas opiniões em seções
diferenciadas e com respostas separadas aos quesitos ou, caso prefiram, elabore cada qual o seu laudo.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
51) Perícia é o exame de algo ou alguém realizado por técnicos ou especialistas em determinados
assuntos, podendo fazer afirmações ou extrair conclusões pertinentes ao processo penal. A esse respeito,
assinale a alternativa correta.
A) O reconhecimento de escritos é o denominado exame datiloscópico que busca certificar, admitindo como certo,
por comparação, que a letra inserida em determinado escrito pertence à pessoa investigada
B) Se o exame tiver por finalidade precisar a classificação do delito de lesão corporal de natureza grave resultante
de incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias, deverá ser feito logo que decorra o prazo de 10
dias, contado da data do crime.
C) Nos crimes cometidos de subtração da coisa, especialmente os delitos patrimoniais, os peritos devem indicar o
modo de proceder do infrator, relatando os instrumentos utilizados (objetos para a consecução dos fins), os meios
empregados (escadas, escavações), e em que época presume o fato ter ocorrido.
D) Os laudos, obrigatoriamente, serão ilustrados com provas fotográficas, ou microfotográficas, desenhos ou
esquemas.
E) Quando não houver escritos para a comparação de letra no exame respectivo, ou forem insuficientes os
exibidos, a autoridade convidará a pessoa para escrever o que Ihe for ditado.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
52) Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais ou sensíveis deixados pela infração penal. A
respeito dessa temática, assinale a alternativa correta.
A) Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal
poderá suprir-lhe a falta.
B) O exame de corpo de delito deverá ser feito em dia e hora previamente agendados pela autoridade policial,
respeitados os prazos de conclusão do inquérito policial.
C) A exumação para exame cadavérico poderá ser feita em qualquer dia e a qualquer hora, e o administrador de
cemitério público ou particular indicará o lugar da sepultura, sob pena de desobediência.
D) O exame de corpo do delito é imprescindível, ainda que as lesões externas do cadáver permitam precisar a
causa da morte e não haja necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância relevante.
E) A autópsia será feita pelo menos seis horas depois do óbito, independentemente de qualquer entendimento em
contrário dos peritos.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
53) Sobre o exame de corpo de delito e sobre as perícias em geral, assinale a alternativa correta.
A) O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por peritooficial, portador de diploma de curso
superior, mas, na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 pessoas idôneas, portadoras de diploma de
curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a
natureza do exame.
B) O assistente técnico indicado pelo querelante atuará a partir de sua admissão pelo Juízo e antes da conclusão
dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas a impugnar o laudo oficial a
qualquer tempo.
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Direito Processual Penal
C) Os peritos não oficiais não serão intimados a prestar o compromisso de bem e fielmente desempenhar o
encargo, podendo seu apontamento ser impugnado pela parte interessada, ainda que o laudo já tenha sido
oficialmente protocolado nos autos processuais
D) É vedado às partes, quanto à perícia, indicar assistentes técnicos pareceristas durante o curso do processo
judicial.
E) O material probatório que serviu de base à perícia será disponibilizado antes do trânsito em julgado da
sentença condenatória ou absolutória.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
54) É possível o juiz determinar, de ofício, busca domiciliar para prender criminosos, apreender pessoas
vítimas de crimes e colher qualquer elemento de convicção.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
55) Os menores de 18 (dezoito) anos, o ascendente e descendente do acusado quando arrolados para
serem ouvidos na instrução processual não são considerados testemunhas numerárias (que integram o
limite máximo), tal como acontece com as testemunhas referidas.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
56) Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação, temor, ou sério constrangimento à
testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento, fará a inquirição por
videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do réu, prosseguindo
na inquirição, com a presença do seu defensor.
(FUNCAB/PC-ES/2013)
57) Assinale a alternativa correta a respeito da prova pericial, segundo o Código de Processo Penal.
A) É vedada a atuação de mais de um perito oficial, bem como a indicação de mais de um assistente técnico pelas
partes.
B) Os peritos não oficiais e os assistentes técnicos indicados pelas partes estão dispensados de prestar ó
compromisso de bem e fielmente desempenhar seu encargo.
C) Havendo requerimento das partes, o material probatório que serviu de base à perícia será disponibilizado no
ambiente do órgão oficial, que manterá sempre sua guarda, e na presença de perito oficial, para exame pelos
assistentes, salvo se for impossível a sua conservação.
D) Na falta de perito oficial, o exame de corpo de delito não será realizado e estará autorizado seu suprimento por
prova testemunhai.
E) Nas conclusões a respeito da matéria fática, o juiz ficará adstrito ao laudo, não podendo rejeitá-lo totalmente,
sendo permitida, contudo, a designação de nova perícia a ser elaborada ou outro perito.
(CESPE/PF/2018)
58) Na falta de perito oficial para realizar perícia demandada em determinado IP, é suficiente que a
autoridade policial nomeie, para tal fim, uma pessoa idônea com nível superior completo,
preferencialmente na área técnica relacionada com a natureza do exame.
(CESPE/PF/2018)
59) A fim de garantir o sustento de sua família, Pedro adquiriu 500 CDs e DVDs piratas para posteriormente
revendê-los. Certo dia, enquanto expunha os produtos para venda em determinada praça pública de uma
cidade brasileira, Pedro foi surpreendido por policiais, que apreenderam a mercadoria e o conduziram
coercitivamente até a delegacia.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Para a comprovação da materialidade do crime praticado por Pedro, são indispensáveis a perícia por
amostragem, para comprovação da falsidade do produto, e a inquirição das supostas vítimas — no caso, os
produtores das mídias originais.
(FCC/Câmara Legislativa do Distrito Federal/2018)
60) No procedimento comum ordinário vige, desde a Reforma operada pela Lei no 11.690/2008, o sistema
presidencialista para inquirição judicial de testemunhas.
(NUCEPE/PC-PI/2018)
61) Sobre o exame do corpo de delito, e as Perícias em geral, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não
podendo supri-lo a confissão do acusado.
B) Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará para que, em dia e hora
previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará auto circunstanciado.
C) O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora.
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Direito Processual Penal
D) O juiz ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte.
E) Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal
poderá suprir-lhe a falta.
(CESPE/TJ-CE/2018)
62) A perícia do DNA de suspeito coletado de utensílios usados ou descartados por ele é ilícita se não tiver
havido o assentimento dele.
(NUCEPE/PC-PI/2018)
63) Em relação ao Exame de Corpo de Delito, é CORRETO afirmar:
A) O médico legista, ao realizar o exame de corpo de delito, poderá realizar o mesmo em qualquer dia e a
qualquer hora. Mas, em relação à autópsia, esta será feita pelo menos 8 (oito) horas depois do óbito, salvo se os
peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no
auto.
B) Nos casos de acidente de carro ou avião onde há morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver,
e desde que não exista infração penal a apurar. Neste caso a autópsia será feita, pelo menos 4 (quatro) horas
depois do óbito.
C) Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal
poderá suprir-lhe a falta.
D) Caso ocorra a necessidade de realização de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará
para que, em dia e hora previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará laudo circunstanciado.
Não há necessidade de o administrador de cemitério público indicar o lugar da sepultura.
E) Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame
complementar, por determinação da autoridade policial, judiciária ou do Ministério Público, e por representação do
acusado.
(MPE-MS/MPE-MS/2018)
64) Segundo o Supremo Tribunal Federal, nos crimes contra a liberdade sexual cometidos mediante grave
ameaça ou com violência presumida, não se impõe, necessariamente, o exame de corpo de delito direto,
revelando-se o exame de corpo de delito indireto, fundado em prova testemunhal idônea, legítimo.
(FUNCAB/PC-RO/2014)
65) Quanto ao exame de corpo de delito e das perícias em geral, é correto afirmar segundo o Código de
Processo Penal:
A) Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame
indireto, durante o qual os peritos não terão presente o auto de corpo de delito já realizado, para que não sejam
sugestionados. Se o exame tiver por fim precisar a classificação do delito, deverá ser feito logo que decorra o
prazo de 10 dias, contado da data do crime.
B) A autópsia será feila pelo menos vinte e quatro horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência dos
sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto.
C) Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhalnão lhe poderá suprir a falta.
D) Nos casos de morte violenta, independente de quando haver infração penal que apurar, ou mesmo quando as
lesões externas permitirem precisar a causa da morte sem que seja necessário exame interno para a verificação
de alguma circunstância relevante, ainda assim proceder-se-á a exame externo simples do cadáver.
E) O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado,
excepcionalmente, a requerimento dos peritos. Havendo exumação para exame cadavérico, o administrador do
cemitério deverá indicar o lugar da sepultura, sob pena de desobediência. Diante da recusa deste ou de falta de
quem indique a sepultura, ou, ainda, de encontrar-se o cadáver em lugar não destinado a inumações, a autoridade
procederá às pesquisas necessárias, o que tudo constará do auto.
(CESPE/PC-MA/2018)
66) Um homem de trinta e cinco anos de idade foi baleado em um estabelecimento comercial e não resistiu
aos ferimentos provocados pelos projéteis da arma de fogo. A equipe de perícia chegou ao local quarenta
minutos após o crime.
Nessa situação hipotética, conforme o Código de Processo Penal, o momento adequado para realização
da autópsia será
A) duas horas após o óbito, antes da evidenciação de sinais de morte.
B) pelo menos seis horas após o óbito, salvo se houver a constatação de sinais de morte.
C) a partir de doze horas após o óbito, se constatada mais de uma evidência de sinais de morte.
D) apenas vinte e quatro horas após o óbito, desde que constatadas todas as evidências de sinais de morte.
E) imediatamente após o óbito, evitando-se a supressão de evidências
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-PB/2009)
67) A autópsia deve ser feita pelo menos seis horas após o óbito, exceto se os peritos considerarem que
possa ser feita em prazo inferior.
(CESPE/PC-MA/2018)
68) É facultada ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado
a indicação de um assistente técnico de perícia, que poderá atuar a partir da admissão pelo(a)
A) autoridade policial e antes de concluída a perícia.
B) direção de criminalística e após a conclusão da perícia.
C) promotor de justiça e após a conclusão da perícia.
D) autoridade judicial e após a conclusão da perícia.
E) perito oficial e antes de concluída a perícia.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
69) Preceitua o Código de Processo Penal, na primeira parte do interrogatório, que o interrogando será
perguntado sobre a residência, meios de vida ou profissão, oportunidades sociais, lugar onde exerce a
sua atividade, se conhece as vítimas e testemunhas já inquiridas ou por inquirir, vida pregressa,
notadamente se foi preso ou processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o juízo do processo, se
houve suspensão condicional ou condenação, qual a pena imposta, se a cumpriu e outros dados
familiares e sociais.
(IESES/TJ-SC/2019)
70) Com relação à colheita da prova oral em juízo no processo penal, é correto afirmar:
A) As testemunhas prestarão depoimento sob o compromisso de dizerem a verdade, nos termos dos art. 203 do
Código de Processo Penal. Não se deferirá o compromisso, contudo, aos menores de 16 anos de idade, ao
cônjuge, aos ascendentes, descendentes, e demais parentes consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral
até o terceiro grau, do acusado ou da vítima.
B) Antes de iniciar o interrogatório, o juiz observará ao réu que, embora não esteja obrigado a responder às
perguntas, seu silêncio poderá ser interpretado em prejuízo de sua defesa.
C) A todo tempo o juiz poderá proceder a novo interrogatório, de ofício ou a pedido fundamentado de qualquer das
partes.
D) Se o réu for menor de 21 anos proceder-se-á ao interrogatório necessariamente na presença de curador, salvo
se defendido por advogado constituído.
(FCC/DPE-AM/2018)
71) O interrogatório do acusado pelo juiz − de ofício ou a requerimento das partes − poderá ser realizado
pelo sistema de videoconferência, observando-se a seguinte regra:
A) Somente quando no estabelecimento onde o réu estiver recolhido não dispuser de sala própria para a
realização do ato na presença do juiz, do membro do Ministério Público e do defensor.
B) Quando haja dificuldade para o comparecimento do réu em juízo, por enfermidade, deslocamento do presídio,
conveniência da instrução processual no caso de coautoria ou participação ou para não interromper a atividade
laboral no presídio.
C) É medida obrigatória quando a presença em juízo influenciar o ânimo de testemunhas ou vítima.
D) É medida excepcional que visa prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o
preso integre organização criminosa ou de que, por outra razão, possa fugir durante o deslocamento.
E) Somente poderá ocorrer se o réu tiver participado de todos os atos instrutórios, tiver Advogado constituído ou
Defensor Público lotado no estabelecimento onde estiver recolhido.
(VUNESP/DPE-RO/2018)
72) Sobre os meios de prova, é correto afirmar que
A) o juiz permitirá que a testemunha manifeste suas apreciações pessoais se estas forem inseparáveis da
narrativa do fato.
B) se da acareação resultar comprovado ter uma das testemunhas mentido durante seu depoimento, o resultado
da acareação terá valor absoluto quando da valoração da prova em sentença.
C) a testemunha poderá se eximir da obrigação de depor.
D) o interrogatório do réu preso será realizado preferencialmente pelo sistema de videoconferência.
E) não é permitida à parte a juntada de documentos em razões de apelação ou em suas contrarrazões.
(CESPE/TJ-PR/2017)
73) Considerando os princípios que norteiam o interrogatório do acusado e os requisitos para a realização
desse ato, assinale a opção correta.
A) É válido o interrogatório do acusado que dispensa a presença do advogado e permanece em silêncio, pois, se
o silêncio não puder ser interpretado contra a defesa, não haverá prejuízo, considerando-se o princípio pas de
nullité sans grief.
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Direito Processual Penal
B) Se o interrogado não souber escrever, não puder ou não quiser assinar, o juiz nomeará curador e este, após a
leitura do interrogatório, assinará o termo.
C) Por não contar com as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório, a confissão extrajudicial,
ainda que indireta, não é admitida como meio de prova.
D) O exercício do direito ao silêncio não gera presunção de culpabilidade para o acusado, tampouco pode ser
interpretado em prejuízo da defesa.
(TJ-AC/TJ-AC/2014)
74) Durante a audiência de instrução penal do procedimento comum ordinário É CORRETO afirmar:
A) o interrogatório deve ser realizado antes da oitiva das testemunhas.
B) o interrogatório deve ser realizado após a oitiva das testemunhas.
C) somente o Juiz poderá perguntar no interrogatório.
D) o silêncio durante o interrogatório importará em confissão, conforme interpretação do artigo 186, parágrafo
único do Código de Processo Penal.
(CESPE/PC-PE/2016)
75) O acusado poderá ser interrogado sem a presença de seu defensor se assim desejar e deixar
consignado no termo.
(CESPE/PC-PE/2016)
76) Havendo mais de um acusado, eles serão interrogados conjuntamente, exceto se manifestarem
acusações recíprocas.
(CESPE/PC-PE/2016)
77) Mesmo após o encerramento da instrução criminal, a defesa poderá requerer ao juiz novo
interrogatório do acusado, devendo indicar as razões que o justifiquem.
(CESPE/PC-PE/2016)
78) O interrogatório deve ser realizado no início da instrução criminal, antes da oitiva de testemunhas de
acusação e de defesa.
(MPE-SC/MPE-SC/2016)
79) Deacordo com o Código de Processo Penal, o interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo
será feito pela forma seguinte: ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele responderá
oralmente; ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito; ao surdo-mudo as
perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo dará as respostas; caso o interrogando não
saiba ler ou escrever, intervirá no ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa habilitada a entendê-lo.
(CESPE/TJ-DFT/2014)
80) Telmo, surdo, alfabetizado em língua portuguesa, integrante de organização criminosa, preso
preventivamente, foi denunciado pela prática dos crimes de associação criminosa, tortura, sequestro e
latrocínio, por diversas vezes, tendo todos os crimes por ele praticados ocorrido na região administrativa
do Lago Sul – DF. Ao final de cada instrução foi determinado o interrogatório de Telmo pelos juízos
competentes.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A) Por ocasião do interrogatório de Telmo, o juízo deve nomear para intervir no ato pessoa habilitada a entender o
interrogado, a qual deve agir, sob compromisso, como intérprete.
B) As perguntas a que Telmo deixar de responder devem ser devidamente consignadas a pedido das partes, bem
como as razões que ele invocar para não fazê-lo.
C) Caso Telmo, ao ser interrogado, negue a acusação, no todo, poderá prestar esclarecimentos, mas não indicar
provas, já que está encerrada a instrução.
D) O interrogatório de Telmo poderá ser realizado, ordinariamente, por sistema de videoconferência, dadas, por si
mesmas, as graves imputações que constam nas denúncias.
E) Encerrada a instrução, o juiz poderá, a qualquer tempo, proceder de ofício a novo interrogatório de Telmo.
(CESPE/PC-GO/2016)
81) A confissão do acusado suprirá a ausência de laudo pericial para atestar o rompimento de obstáculo
nos casos de furto mediante arrombamento, prevalecendo em tais situações a qualificadora do delito.
(CESPE/PC-PE/2016)
82) A respeito da confissão, assinale a opção correta.
A) Será divisível e o juiz poderá considerar apenas certas partes do que foi confessado.
B) Será qualificada quando o réu admitir a prática do crime e delatar um outro comparsa.
C) Tem valor absoluto e se sobrepõe aos demais elementos de prova existentes nos autos.
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D) Ficará caracterizada diante do silêncio do reú durante o seu interrogatório judicial.
E) Será irretratável após realizada pelo réu durante o interrogatório judicial e na presença do seu defensor.
(FGV/TJ-PI/2015)
83) A via adequada para nova tomada de declarações da vítima com vistas à possibilidade de sua
retratação e utilização em futura revisão criminal é:
A) prova produzida unilateralmente pelo interessado;
B) declaração da vítima firmada em cartório;
C) declaração da vítima de próprio punho;declaração da vítima de próprio punho com firma reconhecida;
D) declaração da vítima de próprio punho com firma reconhecida;
E) justificação judicial.
(VUNESP/PC-CE/2015)
84) O ofendido será qualificado e fará, sob palavra de honra, a promessa de dizer a verdade do que souber
e Ihe for perguntado, e sendo perguntado sobre as circunstâncias da infração, quem seja ou presuma ser
o seu autor e sobre as provas que possa indicar, tomar-se-ão por termo as suas declarações.
(IBFC/PC-SE/2014)
85) Com base no que dispõe o Código de Processo Penal, no Título “Da Prova”, assinale a alternativa
INCORRETA quanto à pessoa do ofendido:
A) Se, intimado para o fim de ser perguntado sobre as circunstâncias e a autoria da infração, deixar de
comparecer sem motivo justo, o ofendido não poderá ser conduzido à presença da autoridade, pois tem direito à
preservação da sua intimidade.
B) O ofendido será comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado da prisão, à
designação de data para audiência e à sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou modifiquem.
C) Se o juiz entender necessário, poderá encaminhar o ofendido para atendimento multidisciplinar, especialmente
nas áreas psicossocial, de assistência jurídica e de saúde, às expensas do ofensor ou do Estado.
D) O juiz tomará as providências necessárias à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem do
ofendido, podendo, inclusive, determinar o segredo de justiça em relação aos dados, depoimentos e outras
informações constantes dos autos a seu respeito para evitar sua exposição aos meios de comunicação.
(CESPE/TJ-SC/2019)
86) De acordo com o Código de Processo Penal, na audiência de instrução para a colheita de depoimento
de testemunha, o juiz
A) poderá vedar à testemunha consulta a apontamentos, mesmo que seja breve.
B) deixará de colher depoimento de pessoa não identificada, designando nova data com imediata intimação e
determinando diligências para a sua perfeita identificação.
C) poderá colher, de ofício ou a pedido das partes, o depoimento antecipado de testemunha que, por velhice ou
doença, possa vir a falecer antes de realizada a instrução criminal.
D) suspenderá a instrução criminal sempre que for emitida carta precatória para oitiva de testemunha em comarca
diversa.
E) efetuará primeiro suas perguntas, depois as perguntas de quem arrolou a testemunha, e, por fim, os
questionamentos da parte contrária.
(VUNESP/TJ-AC/2019)
87) A oitiva de testemunha referida somente será deferida se ao juiz parecer conveniente.
(VUNESP/TJ-AC/2019)
88) Dá-se à fotografia do documento, ainda que não autenticada, o mesmo valor do original.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
89) Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação, temor, ou sério constrangimento à
testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento, fará a inquirição por
videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do réu, prosseguindo
na inquirição, com a presença do seu defensor.
(VUNESP/TJ-MT/2018)
90) Aos menores de dezesseis anos e o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, o
irmão e o pai, a mãe do acusado não será deferido o compromisso de dizer a verdade.
(VUNESP/MPE-SP/2018)
91) A judicialidade significa que só é prova testemunhal aquela produzida perante o juiz, em contraditório.
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(VUNESP/PC-SP/2018)
92) É característica do testemunho a sua objetividade, isto é, a testemunha, como regra geral, depõe sobre
fatos percebidos pelos seus sentidos, sem emissão de juízos de valor ou opinião pessoal.
(FUMARC/PC-MG/2018)
93) A prova testemunhal não poderá ser determinada de ofício pelo juiz.
(TRF - 3ª REGIÃO/TRF - 3ª REGIÃO/2018)
94) Não serão computados, para fins de estabelecimento de oitiva de testemunhas, exclusivamente o
ofendido e aqueles que não prestarem compromisso.
(VUNESP/PC-SP/2018)
95) No que concerne ao regramento específico das provas no CPP,
A) o “reconhecimento de pessoas” em sede policial é diligência que não requer qualquer formalidade, sendo
facultado ao Delegado, caso deseje, alinhar várias pessoas para que o reconhecedor aponte o autor do crime.
B) a “acareação” é meio de prova expressamente previsto em lei, mas não se a admite entre acusados, sendo
possível, apenas, entre testemunhas.
C) o ascendente pode se recusar a ser “testemunha”, mas, caso não o faça, deverá prestar compromisso de dizer
a verdade.
D) consideram-se “documentos” para fins de prova quaisquer escritos, instrumentos ou papéis públicos, excluídos,
expressamente, os particulares.
E) a pessoa vítima de crime pode ser objetode “busca e apreensão”.
(FUNDATEC/PC-RS/2018)
96) Acerca da disciplina sobre provas e os meios para a sua obtenção, assinale a alternativa correta.
A) O denominado Depoimento Sem Dano é permitido pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça nos
crimes sexuais cometidos contra a criança e ao adolescente, não havendo nulidade em razão da ausência de
advogado do suspeito durante a oitiva da vítima.
B) A busca em mulher será feita por outra mulher, ainda que importe no retardamento da diligência, desde que
não a frustre.
C) É vedada à testemunha, breve consulta a apontamentos durante o depoimento prestado oralmente.
D) Segundo a jurisprudência dos Tribunais Superiores, a confissão do suspeito torna desnecessárias outras
diligências para a elucidação do caso, desde que o autor tenha indicado os motivos e circunstâncias do fato e se
outras pessoas concorreram para a infração.
E) A acareação será admitida entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a
pessoa ofendida, entre as pessoas ofendidas, sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou
circunstâncias relevantes, vedada a acareação entre acusados.
(CESPE/PC-GO/2016)
97) Quanto à prova e aos seus meios de produção no processo penal, assinale a opção correta.
A) A acareação no processo penal é admitida entre acusados ou entre estes e testemunhas, sendo legalmente
vedado tal procedimento entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida.
B) O interrogatório, a ser realizado em momento anterior à inquirição das testemunhas e da produção de outras
provas, constitui ato restrito à autoridade judiciária e ao acusado, não podendo o defensor do acusado intervir ou
influir, de qualquer modo, nas perguntas e nas respostas.
C) Estão dispensados de depor na condição de testemunha o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o
cônjuge, ainda que separado ou divorciado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado.
D) A lei não prevê qualquer medida coercitiva contra o ofendido que, intimado para depor, deixar de comparecer
em juízo, com ou sem justificado motivo, porquanto sua inquirição no processo não é obrigatória.
E) Para os fins de prova documental a ser formalizada na ação penal, consideram-se documentos apenas os
escritos, instrumentos ou papéis públicos cuja originalidade possa ser oficialmente comprovada.
(FUNCAB/PC-AC/2015)
98) A prova testemunhal, decerto, ainda é o meio de prova utilizado mais frequentemente no processo
penal brasileiro. Com efeito, sobre a prova testemunhal é correto afirmar:
A) Não será computada como testemunha a pessoa que nada souber que interesse à decisão da causa.
B) Não se admite a contradita no processo penal, tendo em conta que sua acolhida não traz repercussão na
valoração pelo juiz do depoimento da testemunha contraditada.
C) As hipóteses legais em que as testemunhas estão proibidas de depor em razão do conhecimento do fato
criminoso associado à função, profissão ou ministério, é absoluta, de modo que não se exige que este
conhecimento advenha a partir do exercício das funções desempenhadas pela testemunha.
D) O fato da pessoa prestar depoimento em determinado procedimento administrativo, qualificada ou na qualidade
de declarante, não autoriza, caso falseie a verdade, a atração do tipo penal do art. 342 do CP, como sujeito ativo
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do crime de falso testemunho, vez que o tipo penal exige a presença da elementar “testemunha” para seu
aperfeiçoamento.
(MPE-RS/MPE-RS/2014)
99) No processo penal, as cartas rogatórias somente serão expedidas quando demonstrada previamente
sua imprescindibilidade, devendo a parte requerente arcar com as custas de envio.
(MPE-RS/MPE-RS/2014)
100) O nosso ordenamento jurídico em nenhuma hipótese admite a declaração de testemunhas por
escrito, em face ao princípio da oralidade.
(CESPE/TRE-RS/2015)
101) Embora não sejam admitidas em juízo, as correspondências particulares obtidas por meios
criminosos podem ser exibidas pelo respectivo destinatário se servirem à defesa de direito seu, ainda que
não haja consentimento de seu interlocutor.
(CESPE/TRE-RS/2015)
102) A busca domiciliar deve ser precedida da expedição de mandado apenas no caso de a própria
autoridade policial ou judiciária não a realizar pessoalmente.
(CESPE/DPE-RN/2015)
103) As provas testemunhais obtidas por meio de delação premiada, ainda que em consonância com as
demais provas produzidas na fase judicial da persecução penal, são elementos inidôneos para
subsidiarem a condenação do agente.
(CESPE/DPE-RN/2015)
104) Conforme o princípio constitucional da razoável duração do processo, não cabem dilações indevidas
no processo, sendo que a demora na tramitação do feito deve ser proporcional à complexidade do delito
nele veiculado, bem como às diligências e aos meios de prova indispensáveis a seu deslinde.
(CESPE/DPE-RN/2015)
105) Conforme o princípio constitucional da razoável duração do processo, não cabem dilações indevidas
no processo, sendo que a demora na tramitação do feito deve ser proporcional à complexidade do delito
nele veiculado, bem como às diligências e aos meios de prova indispensáveis a seu deslinde.
(CESPE/DPE-RN/2015)
106) Conforme súmula vinculante do STF, o defensor tem direito, no interesse do representado, de ter
acesso amplo aos elementos de prova, os quais, já documentados em procedimento investigatório
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, refiram-se ao exercício do direito de defesa,
inclusive com obtenção de cópia dos autos do inquérito policial, ainda que este tramite sob sigilo.
(IBADE/PC-AC/2017)
107) No que tange à regência do código de processo penal sobre reconhecimento de pessoas, leia as
assertivas a seguir.
I. A pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a pessoa que deva ser
reconhecida.
II. A pessoa, cujo reconhecimento se pretender, será colocada, se possível, ao lado de outras que com ela
tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apontá-la, não
sendo possível, serão apresentadas fotografias de pessoas diversas para quem tiver que proceder o
reconhecimento de pessoa.
III. Se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de intimidação
ou outra influência, não diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade
providenciará para que esta não veja aquela, seja em sede policial, no curso da instrução criminal ou no
plenário do júri.
IV. Do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa
chamada para proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas presenciais.
Está correto apenas o que se afirma em:
A) I e IV.
B) I, III e IV.
C) I e III.
D) II, III e IV.
E) I e II.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-PE/2016)
108) O reconhecimento de pessoas no âmbito do inquérito policial poderá ser feito pessoalmente, com a
apresentação do suspeito, ou por meio de fotografias, com idêntico valor probante, conforme disciplinado
no Código de Processo Penal.
(VUNESP/PC-CE/2015)
109) É inválida a acareação realizada sem a presença de alguma das testemunhas que divergiram, em suas
declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes.
(FEPESE/PC-SC/2017)
110) Em matéria de prova processual penal, assinale a alternativa correta acerca dos documentos.
A) Terá o mesmo valor que o original, a fotografia devidamente autenticada.
B) Por documento se entende apenas o escrito, em papel, produzido ou subscritopor particular.
C) Para ter validade, os documentos em língua estrangeira devem estar traduzidos por tradutor público.
D) As cartas particulares, mesmo que obtidas de forma ilícita, serão consideradas como documentos hábeis para
prova em juízo.
E) Os documentos, para servirem como provas hábeis, deverão ser submetidos a exame pericial.
(FEPESE/PC-MS/2017)
111) Sobre os documentos no processo penal, de acordo com o Código de Processo Penal vigente,
assinale a alternativa correta.
A) Caso o juiz obtenha notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação ou da defesa,
somente poderá determinar a juntada aos autos mediante requerimento da parte interessada.
B) Os documentos podem ser apresentados em qualquer fase do processo, salvo em grau de recurso quando os
autos estiverem conclusos para julgamento.
C) Considera-se documento quaisquer escritos, instrumentos ou papéis públicos ou particulares, possuindo o
mesmo valor a fotografia atual do documento.
D) Os documentos originais, juntos a processo findo, quando inexistir motivo relevante que justifique a sua
conservação nos autos, poderão, mediante requerimento, e ouvido o Ministério Público, ser entregues à parte que
os produziu.
E) Documentos em língua estrangeira serão necessariamente traduzidos por tradutor oficial ou pessoa idônea
nomeada pela autoridade para serem juntados aos autos, exceto quando os sujeitos processuais dominarem o
idioma.
(VUNESP/PC-CE/2015)
112) Assinale a alternativa correta a respeito do tema “documentos de prova”, previsto no Código de
Processo Penal.
A) As partes sempre podem apresentar documentos em qualquer fase do processo.
B) A lei não confere o mesmo valor do original à fotografia do documento, ainda que devidamente autenticada.
C) Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada imediata, serão sempre traduzidos por
tradutor público.
D) As públicas-formas terão valor quando conferidas com o original por qualquer funcionário público, ainda que
ausente a autoridade.
E) A letra e firma dos documentos particulares serão submetidas a exame pericial, quando contestada a sua
autenticidade.
(Instituto Acesso/PC-ES/2019)
113) Antônio foi preso em flagrante sob a acusação da prática de tráfico de drogas. A polícia apreendeu
seu telefone celular. O Delegado abriu o aplicativo Whatsapp no celular do suspeito e verificou que, nas
conversas de Antônio, as mensagens comprovaram que ele realmente negociava drogas, e assumia a
prática de outros crimes graves. As referidas mensagens foram transcritas pelo escrivão e juntadas ao
inquérito policial, em forma de certidão. Nessa situação hipotética, de acordo com as regras de
admissibilidade das provas no processo penal brasileiro, marque a alternativa CORRETA.
A) é necessário ordem judicial, tanto para a apreensão de telefone celular, como também para o acesso às
mensagens de whatsapp.
B) tendo em vista que é dispensável ordem judicial para a apreensão de telefone celular, também não é
necessária autorização para o acesso as mensagens de whatsapp, visto que se trata de medida implícita à
apreensão.
C)é necessário somente requisição do Ministério Público para o acesso às mensagens de whatsapp.
D) como se trata de procedimento preliminar investigatório, não é necessário a prévia autorização judicial para que
a autoridade policial possa ter acesso ao whatsapp da pessoa que foi presa em flagrante delito.
E) é necessária prévia autorização judicial para que a autoridade policial possa ter acesso ao whatsapp da pessoa
que foi presa em flagrante delito.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PF/2018)
114) João integra uma organização criminosa que, além de contrabandear e armazenar, vende,
clandestinamente, cigarros de origem estrangeira nas ruas de determinada cidade brasileira.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.
A busca no depósito onde estão armazenados os cigarros contrabandeados será precedida da expedição de um
mandado de busca e apreensão, que deverá incluir vários itens, sendo imprescindíveis apenas a indicação precisa
do local da diligência e a assinatura da autoridade que expedir esse documento.
(UEG/PC-GO/2018)
115) O Código de Processo Penal dispõe que, nos casos de busca e apreensão:
A) A busca pessoal independe de mandado, no caso de prisão.
B) Caso o morador se recuse a colaborar com a diligência, será permitido o emprego de força contra sua pessoa
para o descobrimento do que se procura.
C) Não sendo encontrada a pessoa ou coisa procurada, dispensa-se a lavratura do auto circunstanciado.
D) Quando ausentes os moradores da casa objeto de busca, devem ser intimadas a assistir a diligência duas
pessoas idôneas.
E) Na impossibilidade de indicação precisa do local em que será realizada a diligência, admite-se a expedição de
mandado de busca e apreensão genérico.
(VUNESP/PC-BA/2018)
116) Iniciada uma diligência visando a apreender, com urgência, objeto cujo possuidor ou detentor evade-
se para Estado limítrofe, é correto afirmar que
A) os agentes da autoridade deverão interromper a diligência, elaborar relatório minucioso, para que ela seja
concluída mediante carta precatória.
B) apenas se a diligência for comandada pela autoridade policial, os agentes da autoridade poderão ingressar no
território do outro Estado e realizar a apreensão.
C) os agentes da autoridade poderão ingressar no território do outro Estado e, encontrando o objeto, apreendê-lo
imediatamente.
D) ainda que haja urgência na apreensão, os agentes da autoridade deverão apresentar-se à autoridade policial
da respectiva área.
E) os agentes da autoridade poderão ingressar em outro Estado se houver ordem judicial para a transposição.
(FUNDATEC/DPE-SC/2018)
117) No caso de cumprimento de mandado de busca e apreensão, devidamente autorizado judicialmente, é
possível, de acordo com o Código de Processo Penal, proceder-se à apreensão de documento em poder
do defensor do acusado, mesmo quando não constitua elemento do corpo de delito.
(FAPEMS/PC-MS/2017)
118) A busca e apreensão está prevista no Código de Processo Penal vigente como um meio de prova
possível de ser realizada antes e durante a investigação preliminar, no curso da instrução criminal e,
ainda, na fase recursal. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
A) A busca pessoal será realizada pela autoridade policial, independentemente de mandado, no caso de prisão,
quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida, no decorrer da busca
domiciliar nas pessoas que se encontrem no interior da casa.
B) A autoridade policial, assim que tomar conhecimento da prática da infração penal, deverá colher todas as
provas e determinar a imediata busca e apreensão de objetos, o que prescinde de autorização judicial, pois é, um
ato administrativo autoexecutável.
C) Autoridade policial não poderá penetrar no território de jurisdição alheia para o fim de apreensão, quando for no
seguimento de pessoa ou coisa, sem antes se apresentar obrigatoriamente e sempre antes da diligência à
competente autoridade local.
D) Dispõe do Código de Processo Penal vigente que a busca pessoal em mulher será sempre realizada por outra
mulher, o que se estende às transsexuais e às travestis, uma vez reconhecido o direito de se identificarem como
do gênero feminino, devendo a autoridade policial observar de maneira fidedigna essa regra.
E) Não será permitida a apreensão de documento em poder do defensor do acusado pela autoridade policial,
mesmo que constituir elemento do corpo de delito, haja vista a probabilidade de servir de prova de tese defensiva.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Das Provas
1 E 31 E 61 D 91 C
2 B 32 C 62 E 92 C
3 C 33 C 63 C 93 E
4 A 34 E 64 C 94 E
5 C 35 C 65 E 95 E
6 C 36 C 66 B 96 A
7 E 37 E 67 C 97 C
8 E 38 C 68 D 98 A
9 A 39 C 69 E 99 C
10 B 40 C 70 C 100 E
11 E 41 E 71 D 101 C
12 E 42 E 72 A 102 E
13 C 43 C 73 D 103 E
14 B 44 B 74 B 104 C
15 A 45 C 75 E 105 E
16 E 46 E 76 E 106 E
17 E 47 E 77 C 107 A
18 E 48 E 78 E 108 E
19 C 49 E 79 C 109 E
20 E 50 E 80 E 110 A
21 C 51 C 81 E 111 D
22 E 52 A 82 A 112 E
23 E 53 A 83 E 113 E
24 E 54 C 84 E 114 E
25 E 55 E 85 A 115 A
26 C 56 C 86 C 116 C
27 C 57 C 87 C 117 E
28 E 58 E 88 E 118 D
29 E 59 E 89 C
30 E 60 E 90 E
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Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Do Juiz, do Ministério Público, do
Acusado e Defensor, dos
Assistentes e Auxiliares da Justiça
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Direito Processual Penal
(CESPE/TJ-DFT/2019)
01) O impedimento ou a suspeição do juiz em decorrência de parentesco por afinidade cessarão com o fim
do casamento que lhes tiver dado causa, seja por divórcio, separação judicial, anulação ou morte, salvo se
tiverem sido deixados descendentes.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
02) Quanto à ação penal pública, o assistente da acusação poderá intervir no procedimento desde a fase
de inquérito policial e enquanto não transitar em julgado a sentença.
(FCC/DPE-SP/2019)
03) O artigo 260 do Código de Processo Penal prevê que:
Se o acusado não atender à intimação para o Interrogatório, reconhecimento ou qualquer outro ato que,
sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo a sua presença.
Sobre a aplicação do disposto nesse artigo, para o ato de interrogatório, é correto dizer que a condução
coercitiva
A) foi recepcionada pela Constituição de 1988, sendo importante instrumento de política criminal, para assegurar a
instrução criminal, evitando que os imputados estabeleçam versões concatenadas dos fatos.
B) é constitucional e não viola qualquer direito fundamental.
C) é legítima apenas quando o investigado não tiver atendido, injustificadamente, prévia intimação.
D) é válida, quando ocorrer em substituição à medida mais grave, como a prisão preventiva ou temporária.
E) não foi recepcionada pela Constituição de 1988, pois representa restrição à liberdade de locomoção e viola a
presunção de não culpabilidade.
(CESPE/TJ-PR/2019)
04) É exigida a outorga de poderes especiais para que a defensoria pública atue como representante do
assistente de acusação.
(CESPE/TJ-PR/2019)
05) A nomeação judicial de núcleo de prática jurídica para patrocinar a defesa de réu dispensa procuração
outorgada por ele.
(CESPE/TJ-PR/2019)
06) As hipóteses de suspeição do juiz estão elencadas taxativamente no Código de Processo Penal, não
se admitindo interpretação extensiva dessa lista.
(FCC/MPE-PE/2018)
07) Diante do que dispõe o Código de Processo Penal sobre os juízes,
A) seu impedimento ou suspeição decorrente de parentesco por afinidade cessará pela dissolução do casamento
que Ihe tiver dado causa, mesmo havendo descendentes.
B) a suspeição do juiz poderá ser declarada e reconhecida, ainda que a parte der motivo para criá-la.
C) nos juízos coletivos, não poderão servir no mesmo processo os juízes que forem entre si parentes,
consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral até o quarto grau, inclusive.
D) nos processos em que seu cônjuge tiver funcionado como defensor ou advogado, o juiz se dará por suspeito.
E) eles se darão por suspeitos, e, se não o fizerem, poderão ser recusados por qualquer das partes, se tiverem
aconselhado qualquer delas.
(CESPE/PF/2018)
08) As hipóteses de suspeição do juiz se referem a fatos e circunstâncias de origem externa ao processo e
que poderão influenciar na decisão do órgão julgador.
(CESPE/PF/2018)
09) As hipóteses que impedem o juiz de exercer a sua jurisdição em determinado processo estão
vinculadas a fatos e circunstâncias objetivas e subjetivas ligados, em regra, ao próprio processo.
(CESPE/TJ-CE/2018)
10) As pessoas jurídicas, por não praticarem ações físicas intencionais, não podem figurar no polo
passivo da relação processual penal.
(FCC/DPE-RS/2018)
11) Configurado o abandono de causa pelo único defensor constituído que assistia ao réu, deve o juiz
nomear-lhe para assistência o Defensor Público, independentemente de intimação pessoal do acusado.
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Direito Processual Penal
(VUNESP/PC-BA/2018)
12) De acordo com a jurisprudência sumulada do Supremo Tribunal Federal,
A) a imunidade parlamentar estende-se ao corréu sem essa prerrogativa (Súmula 245).
B) para requerer revisão criminal, o condenado deve recolher-se à prisão (Súmula 393).
C) só é licito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou perigo à integridade física
própria ou alheia, por parte do preso ou terceiros, sem, contudo, necessidade de a autoridade policial justificar a
utilização por escrito (Súmula Vinculante 11).
D) é direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já
documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciá- ria, digam
respeito ao exercício do direito de defesa (Súmula Vinculante 14).
E) a homologação da transação penal prevista no art. 76 da Lei no 9.099/95 faz coisa julgada material e,
descumpridas suas cláusulas, retorna-se à situação anterior, possibilitando ao Ministério Público a continuidade da
persecução penal (Súmula Vinculante 35).
(FGV/TJ-AL/2018)
13) Tício é funcionário auxiliar da justiça de certo cartório de Vara Criminal. Ao atuar em determinado
procedimento, verifica que Mévio, que é seu credor em razão de empréstimo, figura como réu na ação
penal.
Identificada tal situação, é correto afirmar que Tício:
A) não poderá participar da ação penal em razão da causa de suspeição prevista no Código de Processo Penal,
tendo em vista que as prescrições sobre suspeição dos juízes estendem-se aos serventuários e funcionários da
justiça;
B) poderá participar da ação penal, tendo em vista que ser credor da parte não configura causa de impedimento e
nem suspeição do magistrado a ser estendida ao funcionário auxiliar da justiça;
C) não poderá participar da ação penal em razão da causa de impedimento prevista no Código de Processo
Penal, tendo em vista que as prescrições sobre impedimento dos juízes estendem-se aos serventuários e
funcionários da justiça;
D) poderá participar da ação penal, tendo em vista que as prescrições sobre suspeição e impedimento dos juízes
nãose aplicam aos serventuários e funcionários da justiça;
E) poderá participar da ação penal, tendo em vista que ser credor da parte é causa de impedimento e apenas as
prescrições sobre suspeição dos juízes, de acordo com o Código de Processo Penal, aplicam-se aos funcionários
da justiça.
(FCC/PGE-TO/2018)
14) A doutrina conceitua defensor como o sujeito processual com qualificação técnico-jurídica que exerce
a defesa do acusado. Considere as proposições seguintes:
I. Defensor constituído é o advogado escolhido pelo acusado para patrocinar a sua defesa.
II. Defensor dativo é aquele nomeado pelo juiz para atos processuais determinados.
III. Defensor ad hoc é a denominação empregada para designar o advogado nomeado pelo juiz para
representar o acusado que foi omisso na constituição de seu procurador.
IV. Defensor Público é o integrante de instituição estatal encarregado de prestar assistência jurídica
integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) I e IV.
B) I e II.
C) I e III.
D) II e IV.
E) III e IV.
(FCC/TRF - 5ª REGIÃO/2017)
15) Para o desenvolvimento da ação penal é necessária a participação de três sujeitos principais: autor,
acusado e juiz. Contudo, existem ainda os sujeitos acessórios, que, embora prescindíveis para a
existência do processo, poderão, eventualmente, nele intervir, como por exemplo, o assistente de
acusação, os auxiliares da justiça, dentre outros. Levando-se em conta o que dispõe o Código de
Processo Penal sobre o tema, é correto afirmar:
A) Nenhum acusado será processado ou julgado sem defensor, exceto quando foragido.
B) O impedimento ou suspeição decorrente de parentesco por afinidade cessará pela dissolução do casamento
que lhe tiver dado causa, salvo sobrevindo descendentes; mas, ainda que dissolvido o casamento sem
descendentes, não funcionará como juiz o sogro, o padrasto, o cunhado, o genro ou enteado de quem for parte no
processo.
C) É possível intervir como assistente do Ministério Público o corréu que figurar no mesmo processo.
D) Do despacho que admitir, ou não, o assistente do Ministério Público, caberá recurso em sentido estrito.
E) A condução coercitiva é cabível apenas às testemunhas, não havendo qualquer previsão legal para que tal
medida se aplique ao acusado que não atender à intimação para o interrogatório.
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Direito Processual Penal
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2017)
16) A juntada de procuração com poderes especiais é indispensável para que o DP oponha exceção de
suspeição do magistrado.
(FCC/POLITEC - AP/2017)
17) No Processo Penal Brasileiro, o intérprete é equiparado
A) ao perito.
B) somente ao perito oficial.
C) ao assistente e ao perito nomeado.
D) à testemunha e ao especialista.
E) ao colaborador e ao tradutor.
(VUNESP/TJ-SP/2017)
18) No tocante aos sujeitos do processo, é correto afirmar que
A) a audiência poderá ser adiada se, por motivo justificado, o defensor não puder comparecer, a ele incumbindo
provar o impedimento até a abertura do ato; se não o fizer, deve o juiz nomear defensor substituto, ainda que
provisoriamente ou só para o efeito do ato.
B) a participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal acarreta o seu impedimento ou
suspeição para o oferecimento da denúncia.
C) o assistente será admitido enquanto não passar em julgado a sentença e receberá a causa no estado em que
se achar, podendo recorrer, inclusive extraordinariamente, de decisão concessiva de habeas corpus.
D) o juiz não poderá exercer a jurisdição no processo em que tiver funcionado como juiz de outra instância,
pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão, mas não há nulidade no julgamento ulterior pelo Júri com
a participação de jurado que funcionou em julgamento anterior do mesmo processo.
(FCC/DPE-ES/2016)
19) Com relação ao assistente de acusação no processo penal:
A) o assistente de acusação somente poderá se habilitar na ação penal pública, condicionada ou incondicionada.
B) é vedado ao assistente de acusação a indicação de assistente técnico nos exames periciais.
C) a intervenção do assistente de acusação é proscrita após o início da fase instrutória do processo penal.
D) é vedado ao assistente de acusação arrazoar o recurso interposto pelo Ministério Público, devendo utilizar
recurso próprio.
E) é garantido ao assistente de acusação o mesmo tempo para alegações finais orais no procedimento comum
ordinário.
(CESPE/PC-PE/2016)
20) O corréu pode atuar, no mesmo processo, como assistente da acusação do início da ação penal até
seu trânsito em julgado, desde que autorizado pelo representante do parquet.
(CESPE/PC-PE/2016)
21) Poderá funcionar como perito no processo aquele que tiver opinado anteriormente sobre o objeto da
perícia na fase de investigação criminal, em razão da especificidade da prova pericial.
(CESPE/PC-PE/2016)
22) A impossibilidade de identificação do acusado pelo seu verdadeiro nome ou por outros qualificativos
que formalmente o individualize impede a propositura da ação penal, mesmo que certa a identidade física
do autor da infração penal.
(CESPE/PC-PE/2016)
23) O réu denunciado em processo, por coautoria ou participação, pode atuar como assistente de
acusação nesse mesmo processo se a defesa imputar exclusivamente ao outro acusado a prática do
crime.
(CESPE/PC-PE/2016)
24) No processo, o juiz exerce poderes de polícia — para garantir o desenvolvimento regular e tolher atos
capazes de perturbar o bom andamento do processo — e poderes jurisdicionais — que compreendem atos
ordinatórios, que ordenam e impulsionam o processo, e instrutórios, que compreendem a colheita de
provas.
(CESPE/PC-PE/2016)
25) Dados os princípios da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional, não se aplicam ao
Ministério Público as prescrições relativas a suspeição e impedimentos de juízes.
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Direito Processual Penal
(CESPE/TJ-AM/2016)
26) De acordo com o entendimento do STJ, o assistente da acusação não terá direito a réplica, quando o
MP tiver anuído à tese de legítima defesa do réu e declinado do direito de replicar.
(CESPE/TJ-AM/2016)
27) É exigível procuração com poderes especiais para que seja oposta exceção de suspeição por réu
representado pela DP, mesmo que o acusado esteja ausente do distrito da culpa.
(CESPE/TRE-RS/2015)
28) Foi recebida pelo juiz denúncia oferecida pelo MP contra Pedro e João, imputando-lhes a prática de
crime de extorsão realizada dentro de uma universidade. Uma das vítimas resolveu intervir no processo,
como assistente de acusação.
Tendo como referência a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta.
A) Deferida a habilitação, o assistente de acusação receberá a causa desde a petição inicial e, conforme o caso,
deverão ser repetidos os atos anteriores a sua habilitação.
B) Da decisão que admitir ou denegar a intervenção da vítima caberá recurso em sentido estrito ao juízo de
segundo grau.
C) Ao assistente de acusação será permitido propor meios de provas, tais como perícias e acareações, participar
de debates orais e aditar articulados, e também arrazoar os recursos interpostos pelo MP.
D) A vítima poderá habilitar-se como assistente de acusação na fase preliminar das investigações, após a
instauração do inquérito policial.
E) O assistente de acusação poderá arrolar testemunhas e aditar a denúncia oferecida pelo MP.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
29) Se ficar comprovado que o defensor agiu com desídia e que essa conduta foi determinante para a
condenação do réu, a sentença poderáser anulada.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
30) Se processos forem reunidos em razão da continência por concurso de pessoas, um corréu poderá
atuar como assistente do MP no mesmo processo.
(FGV/DPE-RO/2015)
31) Além do magistrado, diversas figuras são de grande relevância para o deslinde de uma ação penal,
algumas exercendo funções fundamentais de acordo com o texto constitucional. Nesse contexto, pode-se
citar como partes do processo em sentido amplo o Ministério Público, o acusado, o defensor/advogado, os
assistentes de acusação e os funcionários da Justiça. Sobre o tema, é correto afirmar que:
A) a presença do defensor/advogado para todos os atos processuais é indispensável, exceto se o acusado estiver
foragido;
B) a impossibilidade de identificação do acusado por seu verdadeiro nome ou outros qualificativos não retardará a
ação penal, quando certa a identidade física;
C) em que pese funcionários da Justiça, como regra, as prescrições sobre suspeição dos juízes não se estendem
aos serventuários;
D) o perito, ainda que nomeado e devidamente intimado, em caso de não comparecimento à audiência, não
poderá ser conduzido;
E) o assistente de acusação somente poderá ingressar no processo até o momento da apresentação da defesa
prévia pelo acusado.
(VUNESP/TJ-SP/2015)
32) Ao Ministério Público compete, de acordo com o art. 257 do CPP, fiscalizar a execução da lei e
promo-ver, privativamente, a ação penal
A) pública.
B) pública incondicionada, e manifestar--se como custos legis, nas ações penais públicas condicionadas.
C) privada, quando houver representação da vítima
D) pública condicionada, e manifestar--se como custos legis, nas ações penais públicas incondicionadas.
E) pública e, quando houver representação da vítima, promover em seu nome a ação penal privada
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2017)
33) Membro do Ministério Público que participe, ativamente, do curso da investigação criminal não poderá
oferecer denúncia, devendo, ao final do inquérito policial, encaminhar os documentos cabíveis para outro
membro do parquet, que decidirá acerca do oferecimento ou não de denúncia.
(CESPE/PGE-BA/2014)
34) O assistente de acusação, de acordo com a jurisprudência do STJ, não tem direito a manejar recurso
de apelação que objetive o aumento da pena do sentenciado.
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Direito Processual Penal
(CESPE/TJ-PI/2012)
35) O assistente de acusação possui legitimidade para interpor apelação contra sentença absolutória, caso
o MP se quede inerte após regular intimação.
(CESPE/PC-AL/2012)
36) Segundo a orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, a participação do membro do
Ministério Público na fase de investigação policial não acarreta nem o seu impedimento nem a sua
suspeição para o oferecimento da denúncia.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Do Juiz, do Ministério Público, do
Acusado e Defensor, dos Assistentes
e Auxiliares da Justiça
1 E 21 E
2 E 22 E
3 E 23 E
4 E 24 C
5 C 25 E
6 E 26 E
7 E 27 C
8 C 28 C
9 E 29 C
10 E 30 E
11 E 31 B
12 D 32 A
13 A 33 E
14 A 34 E
15 B 35 C
16 C 36 C
17 A
18 A
19 A
20 E
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Da Prisão, das Medidas
Cautelares e da Liberdade
Provisória
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Direito Processual Penal
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
01) Sobre as prisões disciplinadas pelo Código de Processo Penal, assinale a alternativa correta.
A) Se a infração for afiançável, a falta de exibição do mandado não obstará à prisão, e o preso, em tal caso, será
imediatamente apresentado ao juiz que tiver expedido o mandado.
B) A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia corrido e a qualquer hora, excluídas as restrições relativas à
inviolabilidade do domicílio.
C) Quando o acusado estiver no território nacional, fora da jurisdição do juiz processante, este encaminhará ofício
à autoridade policial da jurisdição do acusado e determinará o cumprimento do mandado por comunicação postal,
fac-símile ou digital.
D) Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade
judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da
investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.
E) Quando as autoridades locais tiverem fundadas razões para duvidar da legitimidade da pessoa do executor ou
da legalidade do mandado que apresentar, não poderão colocar em custódia o réu, até que fique esclarecida a
dúvida.
(VUNESP/Câmara de Campo Limpo Paulista - SP/2018)
02) Nos expressos e literais termos do artigo 295 do CPP, têm direito à prisão especial – que nada mais é
do que o recolhimento em local distinto da prisão comum – entre outros,
A) o Vereador, o Magistrado e o Ministro de Confissão Religiosa.
B) o Ministro de Estado, o Governador e o Agente Municipal de Trânsito.
C) o Prefeito Municipal, o Praça das Forças Armadas e o Ministro do Tribunal de Contas.
D) o Agente Fiscal de Posturas Públicas, o membro da Assembleia Legislativa dos Estados e os Delegados de
Polícia.
E) o Oficial das Forças Armadas, o diplomado por qualquer das faculdades superiores da República e o Agente
Fiscal de Rendas.
(VUNESP/TJ-RS/2018)
03) Sobre prisão e medidas cautelares, é correto afirmar:
A) por se tratar de medida urgente, a prisão deverá ser efetuada em qualquer lugar e dia e a qualquer hora.
B) a falta de exibição do mandado não obsta a prisão se a infração for inafiançável.
C) deverão ser aplicadas, observando-se a necessidade, adequação, regulamentação, usos e costumes e os
princípios gerais de direito.
D) o juiz não pode dispensar a manifestação da parte contrária antes de decidir sobre o pedido de medida
cautelar.
E) dispensa-se a assinatura no mandado de prisão quando a autoridade judiciária responsável pela sua expedição
se fizer presente em seu cumprimento.
(FAURGS/TJ-RS/2017)
04) Sendo cabível e suficiente a aplicação de medidas cautelares, não se admite a decretação da prisão
preventiva do investigado.
(FCC/PC-AP/2017)
05) Sobre o mandado de prisão, é correto afirmar que
A) declarará o valor da fiança arbitrada, quando afiançável a infração.
B) dispensa a menção à infração penal em casos de crime hediondo.
C) deve ser dirigido à pessoa que será presa.
D) prescinde da designação da pessoa que tiver que ser presa, podendo ser complementada após a efetivação da
prisão.
E) deve ser lavrado pelo Delegado de Polícia.
(FCC/DPE-SC/2017)
06) É vedada a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão de maneira cumulativa, sob pena de
violação ao princípio da proporcionalidade.
(FCC/DPE-SC/2017)
07) Em casode descumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, o Código de Processo Penal
prevê expressamente que a decretação da prisão preventiva só deve ocorrer em último caso.
(VUNESP/Prefeitura de Rosana - SP/2016)
08) Sobre a prisão, assinale a alternativa correta.
A) Qualquer agente policial poderá efetuar a prisão determinada no mandado de prisão registrado no Conselho
Nacional de Justiça, desde que observada a competência territorial do juiz que a expediu.
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B) Mesmo quando as autoridades locais tenham fundadas razões para duvidar da legitimidade da pessoa do
executor, da legalidade do mandado que apresentar, ou sobre a identidade do preso poderão colocá-lo em
custódia, até que fique esclarecida a dúvida.
C) Se o executor do mandado verificar, com segurança, que o réu entrou ou se encontra em alguma casa, o
morador será intimado a entregá-lo, à vista da ordem de prisão e acaso não seja obedecido imediatamente,
convocará duas testemunhas e, sendo dia ou noite, entrará à força na casa, arrombando as portas, se preciso.
D) O juiz competente providenciará, no prazo de três dias, o registro do mandado de prisão em banco de dados
mantido pelo Conselho Nacional de Justiça para essa finalidade.
E) Quando o acusado estiver no território nacional, fora da jurisdição do juiz processante, será deprecada a sua
prisão e o juiz processante deverá providenciar a remoção do preso no prazo máximo de 60 (sessenta) dias,
contados da efetivação da medida.
(FGV/Senado Federal/2012)
09) A respeito da prisão especial, assinale a alternativa correta.
A) Os presos especiais têm os mesmos direitos e deveres do preso comum, de maneira que poderão ser
transportados junto com o preso comum, ressalvando-se, apenas, o seu recolhimento, que deverá ser realizado
em local diverso da prisão comum.
B) Serão sujeitos à prisão especial os senadores da República, os deputados federais, os deputados estaduais, os
vereadores, os prefeitos municipais e os seus respectivos secretários.
C) A cela especial deverá ser diversa da prisão comum e poderá consistir em alojamento coletivo, desde que
respeitados os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores aeração, insolação e
condicionamento térmico adequados à existência humana.
D) Serão sujeitos à prisão especial, decorrente do trânsito em julgado de sentença penal condenatória, os
ministros de Estado, os magistrados e os cidadãos diplomados por qualquer das faculdades superiores da
República.
E) Na hipótese de não haver estabelecimento específico para o preso especial, não será suficiente o seu
recolhimento em local distinto da prisão comum, impondo-se, nesse caso, a revogação da prisão e a imposição de
medida cautelar diversa.
(UEG/TJ-GO/2008)
10) A respeito da prisão, é INCORRETO afirmar:
A) Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou tentativa de fuga do
preso.
B) Se a infração for inafiançável, a falta de exibição do mandado obstará a prisão.
C) A autoridade que ordenar a prisão fará expedir o respectivo mandado.
D) Se o autor da infração, sendo perseguido, passar ao território de outro município ou comarca, o executor
poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar, apresentando-o imediatamente à autoridade local que,
depois de lavrado o auto de flagrante, providenciará a remoção do preso.
(CESPE/Câmara dos Deputados/2012)
11) À luz do CPP e da jurisprudência do STJ, julgue o seguinte item, relativo à prisão, aos recursos, aos
atos e aos princípios processuais penais.
Quando estiver sujeito a prisão antes de condenação definitiva, o policial militar licenciado a bem da disciplina não
perderá o direito de recolhimento a quartel ou prisão especial.
(CESPE/PC-DF/2013)
12) O excesso de prazo da prisão em razão da demora na fixação do foro competente configura
constrangimento ilegal à liberdade de locomoção.
(CESPE/DPE-DF/2006)
13) O argumento da prevenção da fuga do preso só pode ser invocado para justificar o uso de algemas
quando houver fundada suspeita ou justificado receio de que isso possa vir a ocorrer.
(FCC/DPE-AM/2013)
14) No tocante à prisão, medidas cautelares e liberdade provisória, de acordo com a redação expressa no
Código de Processo Penal,
A) as medidas cautelares relativas à prisão deverão ser aplicadas, observando-se a adequação da medida às
circunstâncias do fato, mas não à gravidade do crime ou às condições pessoais do indiciado ou acusado.
B) as medidas cautelares relativas à prisão deverão ser aplicadas observando-se a necessidade para aplicação da
lei penal, para a investigação ou a instrução criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática
de infrações penais.
C) as medidas cautelares não podem ser aplicadas cumulativamente.
D) o juiz poderá revogar a medida cautelar ou substituí-la quando verificar a falta de motivo para que subsista,
mas não pode voltar a decretá-la se sobrevierem razões que eventualmente a justificassem.
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Direito Processual Penal
E) no caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, apenas a requerimento do Ministério
Público, poderá substituir a medida.
(PGR/PGR/2012)
15) A lei n. 12.403/11, que alterou o cpp, empreendeu profunda reforma no instituto da prisão cautelar.
considerando o disciplinado em tal diploma legal, assinale a alternativa verdadeira
A) Se a infração for inafiançável, a falta de exibição do mandado obstará à prisão;
B) Qualquer agente policial poderá efetuar a prisão determinada no mandado de prisão registrado no Conselho
Nacional de Justiça, desde que dentro da competência territorial do Juiz que o expediu;
C) Quando as autoridades locais tiverem fundadas razöes para duvidar da legitimidade da pessoa do executor da
ordem prisional ou da legalidade do mandado que este apresentar, não poderão pôr em custódia o réu até que
fique esclarecida a dúvida;
D) Se o executor do mandado prisional verificar que o réu entrou ou se encontra em alguma casa. o morador será
intimado a entregá-lo, à vista da ordem de prisão. Se não for obedecido imediatamente o executor convocará duas
testemunhas e entrará à força na casa, arrobando as portas, sendo dia, se preciso for.
(CESPE/TJ-SC/2019)
16) As medidas cautelares podem ser decretadas no curso da investigação criminal, de ofício, pelo
magistrado, ou por representação da autoridade policial ou do Ministério Público.
(CESPE/TJ-SC/2019)
17) O descumprimento de qualquer das obrigações impostas a título de medida cautelar é causa suficiente
para a decretação imediata de prisão preventiva.
(IDIB/Prefeitura de Petrolina - PE/2019)
18) Com base nas disposições da Lei nº 7.960/1989 sobre a prisão temporária, analise os itens a seguir:
I. A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de
requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por até 30 (trinta) dias em
caso de extrema e comprovada necessidade.
II. A prisão somente poderá ser executada depois da expedição de mandado judicial.
III. Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados dos demais detentos.
Analisados os itens, pode-se afirmar corretamente que:
A) Apenas o item I está correto.
B) Apenas o item II está correto.
C) Apenas o item III está correto.
D) Apenas os itens I e II estão corretos.
E) Apenas os itens II e III estão corretos.
(CESPE/DPE-DF/2019)
19) Valter, preso em flagrante por suposta prática de furto simples, não pagou a fiança arbitrada pela
autoridadepolicial, tendo permanecido preso até a audiência de custódia, realizada na manhã do dia
seguinte a sua prisão.
A partir dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Na audiência de custódia, ao entrevistar Valter, o juiz deverá abster-se de formular perguntas com a finalidade de
produzir provas sobre os fatos objeto do auto da prisão em flagrante, mas deverá indagar acerca do tratamento
recebido nos locais por onde o autuado passou antes da apresentação à audiência, questionando sobre a
ocorrência de tortura e maus tratos.
(CESPE/DPE-DF/2019)
20) Valter, preso em flagrante por suposta prática de furto simples, não pagou a fiança arbitrada pela
autoridade policial, tendo permanecido preso até a audiência de custódia, realizada na manhã do dia
seguinte a sua prisão.
A partir dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Segundo o Código de Processo Penal, na audiência de custódia, diante da constatação da desnecessidade de
prisão preventiva e da situação de pobreza de Valter, o juiz deverá estabelecer a liberdade provisória
desvinculada e sem fiança.
(CESPE/DPE-DF/2019)
21) Valter, preso em flagrante por suposta prática de furto simples, não pagou a fiança arbitrada pela
autoridade policial, tendo permanecido preso até a audiência de custódia, realizada na manhã do dia
seguinte a sua prisão.
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Direito Processual Penal
A partir dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Na audiência de custódia, caso não tenha advogado particular, Valter poderá contar com a assistência de
defensor público, que acompanhará o ato na presença do juiz, do promotor de justiça, do secretário de audiência e
dos policiais que promoveram a prisão.
(NUCEPE/PC-PI/2018)
22) Quanto à prisão em flagrante é correto, de acordo com o Código de Processo Penal, afirmar que
qualquer do povo poderá prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.
(CESPE/PC-ES/2011)
23) A prisão em flagrante delito não é ato privativo das forças policiais.
(IESES/TJ-SC/2019)
24) A prisão temporária prevista na Lei nº 7.960/1989, cabível apenas quando houver fundados indícios de
autoria e prova de materialidade de crime doloso praticado com violência ou grave ameaça e punido com
pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos de reclusão, será decretada quando
imprescindível para as investigações do inquérito policial ou quando o indiciado não tiver residência fixa
ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
25) O magistrado não poderá determinar de ofício a prorrogação do prazo da prisão temporária, ainda que
comprovada pela autoridade judiciária a necessidade da referida medida.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
26) A eventual ilegalidade de decreto que tenha determinado a prisão temporária torna nulas as provas
derivadas da segregação.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
27) A prisão temporária poderá ser convertida, após a sua decretação, em medida cautelar menos gravosa,
a exemplo da liberdade provisória, com ou sem fiança.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
28) Sobre as prisões cautelares admitidas no ordenamento jurídico brasileiro, assinale a alternativa que
reproduz corretamente conceito jurídico ou dispositivo legal.
A) Considera-se em flagrante delito quem é perseguido, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa,
logo após ocorrer situação que faça suspeitar ser ele o autor da infração.
B) A falta de testemunhas da infração impedirá o auto de prisão em flagrante ainda que com o condutor assinem
outras duas pessoas que hajam testemunhado a apresentação do preso à autoridade.
C) Ao receber o auto de prisão em flagrante, o juiz deverá, fundamentadamente, relaxar a prisão ilegal com
arbitramento de fiança.
D) Não havendo autoridade no lugar em que se tiver efetuado a prisão, o preso será logo apresentado à do lugar
mais próximo, quando, por motivos de saúde, não puder aguardar o restabelecimento da primeira.
E) Considera-se em flagrante delito quem é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis
que façam presumir ser ele autor da infração.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
29) A prisão em flagrante é uma modalidade de execução provisória da pena.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
30) A prisão em flagrante só pode ocorrer mediante a expedição de mandado judicial prévio que possibilite
a identificação e localização do acusado.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
31) Sendo modalidade de prisão cautelar, a prisão em flagrante só é cabível em crimes afiançáveis em que
a pena abstrata seja superior a 4 anos de privação de liberdade máxima.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
32) A prisão em flagrante é a modalidade de prisão cautelar, de natureza administrativa, realizada no
instante em que se desenvolve ou termina de se concluir a infração penal (crime ou contravenção penal).
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Direito Processual Penal
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
33) A prisão em flagrante pode ser convertida em prisão temporária, mas a prisão preventiva só pode advir
de decisão judicial fundamentada enquanto estiver solto o acusado.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
34) Assinale a alternativa correta em relação à prisão temporária.
A) A prisão temporária terá prazo de 5 dias improrrogáveis.
B) Decretada a prisão temporária e findo o seu prazo, será ela convertida em preventiva necessariamente.
C) Caberá prisão temporária nas hipóteses de homicídio culposo e doloso.
D) A prisão temporária caberá quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários
ao esclarecimento de sua identidade.
E) Sempre que possível, os presos temporários ficarão separados dos demais detentos.
(NC-UFPR/TJ-PR/2019)
35) Sobre a prisão em flagrante, responda:
Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.
(NC-UFPR/TJ-PR/2019)
36) Sobre a prisão em flagrante, responda:
A comunicação da prisão ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso, ou à pessoa por ele
indicada, deve ser feita em até 24 horas.
(CESPE/PRF/2019)
37) A entrada forçada em determinado domicílio é lícita, mesmo sem mandado judicial e ainda que durante
a noite, caso esteja ocorrendo, dentro da casa, situação de flagrante delito nas modalidades próprio,
impróprio ou ficto.
(CESPE/PRF/2019)
38) Durante o procedimento de lavratura do auto de prisão em flagrante pela autoridade policial
competente, o policial rodoviário responsável pela prisão e condução do preso deverá ser ouvido logo
após a oitiva das testemunhas e o interrogatório do preso.
(CESPE/PRF/2019)
39) Em decorrência de um homicídio doloso praticado com o uso de arma de fogo, policiais rodoviários
federais foram comunicados de que o autor do delito se evadira por rodovia federal em um veículo cuja
placa e características foram informadas. O veículo foi abordado por policiais rodoviários federais em um
ponto de bloqueio montado cerca de 200 km do local do delito e que os policiais acreditavam estar na rota
de fuga do homicida. Dada voz de prisão ao condutor do veículo, foi apreendida arma de fogo que estava
em sua posse e que, supostamente, tinha sido utilizada no crime.
Considerando essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
De acordo com a classificação doutrinária dominante, a situação configura hipótese de flagrante presumido ou
ficto.
(CESPE/TJ-BA/2019)
40) A gravidade específica do ato infracional e o tempo transcorrido desde a sua prática não devem ser
considerados pelo juiz para análise e deferimento de prisão preventiva.
(CESPE/TJ-BA/2019)
41) A presençado defensor técnico é dispensável por ocasião da formalização do auto de prisão em
flagrante, desde que a autoridade policial informe ao preso os seus direitos constitucionalmente
garantidos.
(FUNCAB/PC-ES/2013/ADAPTADA)
42) Em relação à decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão preventiva é correto afirmar:
A) Não precisa ser motivada, haja vista que o auto de infração possui fé pública.
B) Somente será decretada para garantir a ordem pública.
C) Não pode ser decretada para garantir a ordem econômica.
D) Deverá ser sempre motivada e fundamentada.
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Direito Processual Penal
(COPS-UEL/PC-PR/2018)
43) O flagrante delito caracterizado pela situação em que o agente acabou de cometer a infração penal é
chamado pela doutrina de flagrante impróprio ou quase flagrante, uma vez que o agente já não está mais
praticando o fato delituoso.
(CESPE/PC-GO/2016)
44) A situação em que um indivíduo é preso em flagrante delito por ser surpreendido logo após cometer
um homicídio caracteriza um
A) flagrante presumido.
B) flagrante impróprio.
C) flagrante assimilado.
D) flagrante próprio.
E) quase-flagrante.
(CESPE/PC-PB/2009)
45) No flagrante preparado, a consequência é a soltura do indiciado, em nada influindo a preparação do
flagrante na conduta típica praticada pelo agente.
(IBADE/SEJUDH-MT/2017)
46) O flagrante impróprio ou quase flagrante, nos termos do Código de Processo Penal, ocorre quando o
indivíduo: é perseguido, logo após. pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação
que faça presumir ser autor da infração.
(FUNCAB/PC-ES/2013)
47) A prisão preventiva pode ser decretada na hipótese de qualquer crime, ao passo que a prisão
temporária somente é cabível nas hipóteses de crimes hediondos.
(FUNCAB/PC-ES/2013)
48) A prisão de quem seja encontrado em flagrante delito, de acordo com as disposições do Código de
Processo Penal:
A) deverá ser realizada por qualquer do povo.
B) somente poderá ser realizada pelas autoridades policiais e seus agentes.
C) depende de ordem fundamentada de autoridade judiciária.
D) depende de ordem de autoridade policial ou judiciária, ou requisição do Ministério Público.
E) poderá ser realizada por qualquer do povo.
(FUMARC/PC-MG/2018)
49) Compreendido o conceito de flagrante delito, pode-se definir a prisão em flagrante como uma medida
de autodefesa da sociedade, consubstanciada na privação da liberdade de locomoção daquele que é
surpreendido em situação de flagrância, a ser executada independentemente de prévia autorização judicial
(CF, art. 5°, LXI).
Face ao exposto, a afirmativa CORRETA afeta ao instituto do “flagrante” no âmbito do Processo Penal é:
A) No flagrante presumido, ficto ou assimilado, o agente é preso logo depois de cometer a infração, com
instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele o autor da infração (CPP, art. 302, IV). Nesse
caso, a lei não exige que haja perseguição, bastando que a pessoa seja encontrada logo depois da prática do
ilícito com coisas que traduzam um veemente indício da autoria ou participação no crime.
B) Quando da lavratura do Auto de Prisão em flagrante, o escrivão de polícia, independentemente da presença da
Autoridade Policial, deverá proceder à oitiva do conduzido, do condutor e de duas testemunhas que presenciaram
toda a ação policial que culminou na apreensão do conduzido.
C) Teremos a figura do flagrante esperado quando alguém (particular ou autoridade policial), de forma insidiosa,
instiga o agente à prática do delito com o objetivo de prendê-lo em flagrante, ao mesmo tempo em que adota
todas as providências para que o delito não se consume. Como adverte a doutrina, nessa hipótese de flagrante, o
suposto autor do delito não passa de um protagonista inconsciente de uma comédia, cooperando para a ardilosa
averiguação da autoria de crimes anteriores, ou da simulação da exterioridade de um crime.
D) Teremos a figura do flagrante provocado quando, valendo-se de investigação anterior, sem a utilização de um
agente provocador, a autoridade policial ou terceiro limita-se a aguardar o momento do cometimento do delito para
efetuar a prisão em flagrante, respondendo o agente pelo crime praticado na modalidade consumada, ou, a
depender do caso, tentada.
(CESPE/MPE-PI/2018)
50) Durante uma festa, após desentendimentos entre Carlos e Miro, este proferiu xingamentos racistas
contra aquele, o que levou Carlos a empurrar seu agressor, que caiu em uma mesa de vidro. Com o forte
impacto, a mesa se despedaçou completamente e seus cacos causaram cortes profundos por todo o
corpo de Miro. Os convidados ligaram para a polícia e para o corpo de bombeiros: Carlos foi preso em
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flagrante e Miro foi encaminhado ao hospital, onde ficou internado por cinco dias, com risco de morte;
passou por procedimentos cirúrgicos e, posteriormente, teve de ficar afastado de sua atividade laboral por
trinta e dois dias. O Ministério Público denunciou Carlos por lesão corporal de natureza grave.
Nessa situação hipotética, a prisão em flagrante de Carlos foi legal, não sendo possível a concessão de liberdade
provisória pela natureza do crime.
(CESPE/PF/2018)
51) Depois de adquirir um revólver calibre 38, que sabia ser produto de crime, José passou a portá-lo
municiado, sem autorização e em desacordo com determinação legal. O comportamento suspeito de José
levou-o a ser abordado em operação policial de rotina. Sem a autorização de porte de arma de fogo, José
foi conduzido à delegacia, onde foi instaurado inquérito policial.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Os agentes de polícia podem decidir, discricionariamente, acerca da conveniência ou não de efetivar a prisão em
flagrante de José.
(CESPE/PF/2018)
52) João integra uma organização criminosa que, além de contrabandear e armazenar, vende,
clandestinamente, cigarros de origem estrangeira nas ruas de determinada cidade brasileira.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Se João for preso em flagrante e o escrivão estiver impossibilitado de proceder à lavratura do auto de prisão, a
autoridade policial poderá designar qualquer pessoa para fazê-lo, desde que esta preste o compromisso legal
anteriormente.
(CESPE/PF/2018)
53) Situação hipotética: A polícia foi informada da possível ocorrência de crime em determinado local. Por
determinação da autoridade policial, agentes se dirigiram ao local e aguardaram o desenrolar da ação
criminosa, a qual ensejou a prisão em flagrante dos autores do crime quando praticavam um roubo, que
não chegou a ser consumado. Foi apurado, ainda, que se tratava de conduta oriunda de grupo organizado
para a prática de crimes contra o patrimônio.
Assertiva: Nessa situação, o flagrante foi lícito e configurou hipótese legal de ação controlada.
(CESPE/PF/2018)
54) A fim de garantir o sustento de sua família, Pedro adquiriu 500 CDs e DVDs piratas para posteriormente
revendê-los. Certo dia, enquanto expunha os produtos para venda em determinada praça pública de uma
cidade brasileira, Pedro foi surpreendido por policiais, que apreenderam a mercadoria e o conduziram
coercitivamente até a delegacia.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Em regra, após a condução coercitiva de Pedro à delegacia, a competência para lavrar o auto de prisão em
flagrante é da autoridade policial.
(UEG/PC-GO/2018)
55) Sobre a prisão, tem-se o seguinte:
A) A prisão temporária, presentes os seus requisitos, poderá ser decretada nocurso da ação penal.
B) A Constituição da República Federativa do Brasil prevê a incomunicabilidade do preso durante o estado de
defesa.
C) Nos crimes hediondos, a prisão temporária tem, em regra, a duração de trinta dias.
D) Após a alteração legislativa promovida pela Lei n. 12.403, de 2011, é possível a decretação de prisão
preventiva pelo juiz, de ofício, durante a investigação penal.
E) É causa de revogação da prisão preventiva o extrapolamento, pela autoridade policial, do prazo de conclusão
do inquérito policial.
(UEG/PC-GO/2018)
56) Impor-se-á prisão em flagrante:
A) a Deputado Federal flagrado na prática de crime de estelionato.
B) à pessoa que for flagrada transportando, para consumo pessoal, drogas, em desacordo com determinação
legal.
C) à pessoa que, flagrada na prática de crime de menor potencial ofensivo, tiver termo circunstanciado de
ocorrência lavrado e assumir compromisso de comparecer ao juizado especial criminal.
D) à pessoa flagrada na prática de crime de furto simples de coisa avaliada em R$ 50,00 (cinquenta reais).
E) ao condutor de veículo, no caso de homicídio culposo na direção de veículo automotor, que prestar à vítima
pronto e integral socorro.
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Direito Processual Penal
(PGR/PGR/2017)
57) Sobre a audiência de custódia, é correto afirmar:
A autoridade judicial entrevistará a pessoa presa em flagrante devendo, dentre outras coisas, abster-se de
formular perguntas com a finalidade de produzir prova para a investigação ou ação penal relativas aos fatos objeto
do auto de prisão em flagrante.
(PGR/PGR/2017)
58) Sobre a audiência de custódia, é correto afirmar:
Concluída a audiência de custódia, cópia da sua ata será entregue à pessoa presa em flagrante delito, ao
Defensor e ao Ministério Público, tomando-se a ciência de todos, e apenas o auto de prisão em flagrante, com
antecedentes e cópia da ata, seguirá para livre distribuição.
(PGR/PGR/2017)
59) Sobre a audiência de custódia, é correto afirmar:
No caso de prisão em flagrante de competência originária de Tribunal, a apresentação do preso deverá ser feita
ao Presidente do Tribunal respectivo.
(PGR/PGR/2017)
60) Sobre a audiência de custódia, é correto afirmar:
A audiência de custódia será realizada na presença do Ministério Público e da Defensoria Pública caso o preso
não possua defensor constituído, sendo expressamente vedada a presença dos responsáveis pela prisão ou pela
investigação durante a audiência.
(INSTITUTO AOCP/TRT - 1ª REGIÃO (RJ)/2018)
61) A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz
competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.
(INSTITUTO AOCP/TRT - 1ª REGIÃO (RJ)/2018)
62) Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados dos demais detentos.
(INSTITUTO AOCP/TRT - 1ª REGIÃO (RJ)/2018)
63) A prisão preventiva será decretada a requerimento da Autoridade Policial ao Juízo e terá o prazo de 5
(cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.
(VUNESP/PC-SP/2018)
64) No que concerne à prisão temporária, é correto afirmar que
A) é possível a sua decretação, pelo Tribunal de Justiça, no crime de estupro, pelo prazo de 45 (quarenta e cinco)
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.
B) é possível sua decretação nos crimes dolosos, como regra, com prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual
período e nos crimes culposos, como exceção, com prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período; em
ambos os casos, é necessário comprovar a extrema necessidade.
C) no crime de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente
ou de vulnerável, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada
necessidade.
D) somente será decretada em face de representação da autoridade policial e apenas nas hipóteses previstas na
legislação que disciplina o assunto, sempre com prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de
extrema e comprovada necessidade.
E) não é possível a sua decretação no crime de tortura, pois a legislação que disciplina o assunto estabelece um
rol taxativo de crimes, e a tortura não está contemplada.
(VUNESP/PC-SP/2018)
65) Observados os demais requisitos previstos na Lei n° 7.960/89 (Prisão Temporária), caberá prisão
temporária quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal,
de autoria ou participação do indiciado, entre outros, nos seguintes crimes:
A) roubo, estupro e epidemia com resultado de morte.
B) tráfico de drogas, roubo e concussão.
C) peculato, concussão e prevaricação.
D) cárcere provado, homicídio culposo e extorsão.
E) genocídio, terrorismo e peculato.
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Direito Processual Penal
(FCC/DPE-RS/2018)
66) Em comunidades pacatas, a gravidade em abstrato do crime imputado, quando cometido com
violência ou grave ameaça à pessoa, por ser absolutamente incomum, configura, por si, fundamento
idôneo para a decretação da prisão preventiva do acusado.
(FGV/TJ-AL/2018)
67) Durante investigação pela prática de crime de concussão, figurando como indiciado Gomes, o
Ministério Público formula, nos autos do inquérito, requerimento de busca e apreensão na residência do
investigado. Considerando a gravidade do caso investigado, o juiz defere a medida pleiteada pelo
Ministério Público e, ainda, decreta a prisão preventiva de Gomes.
Após cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisão preventiva pelo Oficial de Justiça, a
defesa técnica de Gomes:
A) não poderá pleitear a liberdade do investigado com o argumento da ilegalidade da prisão, uma vez que o
requerimento de busca e apreensão do Ministério Público permite que o juiz analise o cabimento de qualquer
cautelar;
B) não poderá pleitear a liberdade do investigado com o argumento da ilegalidade da prisão, tendo em vista que o
Código de Processo Penal admite a decretação da prisão preventiva de ofício;
C) deverá buscar o relaxamento da prisão preventiva, tendo em vista que ilegal, pois o Código de Processo Penal
não admite que seja decretada a prisão preventiva de ofício, seja durante a investigação, seja no curso da ação
penal;
D) deverá buscar a revogação da prisão preventiva, tendo em vista que ilegal, pois o Código de Processo Penal
não admite que seja decretada a prisão preventiva de ofício em qualquer fase processual;
E) deverá buscar o relaxamento da prisão preventiva, tendo em vista que ilegal, já que o magistrado não poderia
decretá-la, nos termos realizados, antes do oferecimento da denúncia.
(MPE-MS/MPE-MS/2018)
68) A prática de atos infracionais durante a adolescência não serve como maus antecedentes, porém pode
servir como fundamento para a decretação da prisão preventiva, bastando mencionar sua equivalência a
crime abstratamente grave.
(MPE-MS/MPE-MS/2018)
69) A imposição de qualquer das medidas alternativas à prisão, ainda que mais benéficas, representa um
constrangimento à liberdade do individual, exigindo fundamentação concreta e individualizada, com
fundamento na Constituição Federal e na lei processual penal.
(MPE-MS/MPE-MS/2018)
70) A superveniência do decreto de prisão preventiva a embasar a custódia cautelar não é suficiente para
superar a ausência de realização da audiência de custódia, causando constrangimento ilegal à
manutenção da prisão.
(MPE-MS/MPE-MS/2018)
71) O fato de o réu não comparecer a seu interrogatório, resistindo a comparecer em juízo, porsi só, é
motivo suficiente a autorizar seu recolhimento cautelar, fundamentando um decreto de prisão preventiva.
(CESPE/Prefeitura de Fortaleza - CE/2017)
72) Situação hipotética: Eduardo, de dezenove anos de idade, responde a processo criminal por latrocínio.
Quando era adolescente, ele cumpriu medida socioeducativa por homicídio.
Assertiva: Nessa situação, a medida socioeducativa anteriormente cumprida não poderá ser utilizada como
fundamento para a decretação da prisão preventiva de Eduardo, pois, conforme o STJ, o princípio da presunção
da não culpabilidade veda que atos infracionais pretéritos sejam utilizados como fundamento para a decretação ou
manutenção de prisão preventiva.
(CESPE/PC-GO/2016)
73) Marcos praticou crime de extorsão, cuja pena é de reclusão, de quatro a dez anos, e multa.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
Marcos poderá ser submetido a prisão temporária, que tem prazo fixo previsto em lei e admite uma prorrogação
por igual período.
(CESPE/PF/2013)
74) Conforme entendimento pacificado do STJ, a eventual ilegalidade da prisão cautelar por excesso de
prazo para conclusão da instrução criminal deve ser analisada à luz do princípio da razoabilidade, sendo
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Direito Processual Penal
permitida ao juízo, em hipóteses excepcionais, a extrapolação dos prazos previstos na lei processual
penal.
(FUNDATEC/PC-RS/2018)
75) Da lavratura do auto de prisão em flagrante deverá constar a informação sobre a existência de filhos,
respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos
cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa.
(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
76) Considere as seguintes hipóteses:
I. Maria, grávida, atualmente com 4 meses de gestação, é presa em flagrante por crime de tráfico de
drogas.
II. Flávia, grávida, atualmente com 2 meses de gestação, é presa em flagrante por crime de roubo.
III. Ricarda, grávida, atualmente com 6 meses de gestação, é presa em flagrante por crime de lesão
corporal grave praticada contra o seu filho José.
IV. Patrícia, funcionária pública, grávida e atualmente com 8 meses de gestação, é presa em flagrante por
crime de peculato.
Nas audiências de custódia, realizadas dentro de 24 horas contadas a partir da prisão de cada uma das
mulheres acima referidas, nos termos estabelecidos pelo Código de Processo Penal, sem prejuízo da
análise de eventual direito das presas ao benefício da liberdade provisória, o Magistrado competente
substituirá a prisão preventiva por prisão domiciliar APENAS em
A) I e IV.
B) I, III e IV.
C) III.
D) II e III.
E) II.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
77) O Código de Processo Penal autoriza que o juiz substitua prisão preventiva pela prisão domiciliar
quando o agente for
A) maior de 60 anos.
B) debilitado por motivo de doença.
C) mulher, com filho de até 8 anos incompletos.
D) homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 anos.
E) imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 8 anos de idade ou com deficiência.
(FCC/DPE-MA/2018)
78) Sobre a prisão domiciliar para mulheres gestantes e com filhos com até 12 anos de idade, o Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus coletivo nº 143641, decidiu expressamente que
A) diante da ausência de previsão legal, é incabível o habeas corpus coletivo.
B) os juízes competentes devem proceder a análise da substituição da prisão preventiva pela domiciliar de ofício,
sendo dispensável pedido realizado por advogado ou defensor público.
C) caso haja dúvida acerca da situação de guardiã da mulher presa, deve o juiz mantê-la encarcerada até que
laudo social seja realizado, no prazo de até 60 dias.
D) é vedada a substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar apenas quando o crime cometido pela
mulher presa tiver sido praticado mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou parentes até
o terceiro grau, ou em situações excepcionalíssimas devidamente fundamentadas pelo juiz.
E) é vedada a substituição da prisão preventiva pela domiciliar quando a mulher presa for reincidente.
(FGV/TJ-SC/2018)
79) A Lei nº 12.403/11 disciplinou, no Código de Processo Penal, o instituto da prisão domiciliar, que será
aplicada em substituição à prisão preventiva, diferente do que ocorre com a prisão albergue domiciliar
prevista na Lei de Execução Penal.
A prisão domiciliar prevista no art. 318 do Código de Processo Penal será admitida quando:
A) a ré tiver filho de até 12 anos de idade incompletos, ainda que não seja a única responsável pelo sustento da
criança;
B) a ré estiver grávida, desde que seja de risco a gravidez ou a gestação ultrapasse 07 meses;
C) o réu, ainda que não genitor, for imprescindível aos cuidados de criança de até 12 anos de idade;
D) a ré tiver filho de até 18 anos incompletos, desde que seja a única responsável pelo sustento da
criança/adolescente;
E) o réu for pai de filho de até 14 anos de idade incompletos, desde que seja o único responsável pela
criança/adolescente.
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Direito Processual Penal
(FCC/DPE-RS/2017)
80) Constitui medida cautelar diversa da prisão o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de
folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos.
(FCC/DPE-RS/2017)
81) O juiz poderá decretar, no curso do inquérito policial, a proibição de o indiciado manter contato com a
vítima quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, o indiciado deva permanecer distante dela.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
82) Sobre as medidas cautelares diversas da prisão, assinale a alternativa INCORRETA.
A) A periodicidade do comparecimento em juízo é estipulada pelo juiz.
B) A fiança não poderá ser cumulada com outras medidas cautelares.
C) É possível decretar-se internação provisória como medida cautelar diversa da prisão.
D) O comparecimento periódico em juízo tem como objetivo que o acusado ou investigado informe e justifique ao
juiz as suas atividades.
E) A proibição de frequentar determinados lugares almeja evitar o risco de novas infrações.
(FCC/TJ-AL/2015)
83) Nos termos do Código de Processo Penal, há previsão da proibição de ausentar-se do país, apenas
nos casos de competência da Justiça Federal.
(VUNESP/TJ-AC/2019)
84) Em relação à fiança, assinale a alternativa correta.
A) A fiança tomada por termo obrigará o afiançado a comparecer perante a autoridade todas as vezes que for
intimado para atos do inquérito e da instrução criminal e para o julgamento. Quando o réu não comparecer, a
fiança será havida como cassada.
B) Entender-se-á perdido, na totalidade, o valor da fiança, se, regularmente intimado para ato do processo, deixar
de comparecer, sem motivo justo.
C) A fiança será cassada quando o acusado deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do
processo.
D) Julgar-se-á quebrada a fiança quando o acusado descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a
fiança.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
85) Acerca dos valores da fiança, assinale a alternativa correta.
A) Será de 1 a 100 salário mínimos quando se tratar de infração cuja pena privativa de liberdade, no grau máximo,
não for superior a 4 anos.
B) Será de 20 a 200 salários mínimos quando o máximo da pena privativa de liberdade cominada for superior a 4
anos.
C) A depender da situação econômica do preso, a fiança poderá ser reduzida em até 2/5.
D) A depender da situação econômica do preso, a fiança poderá ser aumentada em até 100 vezes.
E) Em nenhuma hipótese, a fiança será dispensável.
(FCC/DPE-MA/2018)86) A fiança
A) pode ser arbitrada, pelo juiz, nos crimes de roubo com utilização de faca.
B) pode ser arbitrada, pelo juiz, nos crimes de posse de arma de fogo de uso restrito.
C) tem como limite temporal de cabimento a prolação da sentença de primeira instância.
D) quando do seu quebramento injustificado, importará na perda de todo o seu valor, cabendo ao juiz decidir sobre
a imposição de outras medidas cautelares ou, se for o caso, a decretação da prisão preventiva.
E) poderá ser concedida pela autoridade policial, mas limitada aos casos de infração cuja pena privativa de
liberdade máxima não seja superior a dois anos.
(CESPE/PF/2018)
87) O crime de estupro praticado contra criança ou adolescente é insuscetível de fiança.
(CESPE/PF/2018)
88) A inafiançabilidade nos casos de crimes hediondos não impede a concessão judicial de liberdade
provisória, impedindo apenas a concessão de fiança como instrumento de obtenção dessa liberdade.
(CESPE/PF/2018)
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89) Situação hipotética: Um cidadão foi preso em flagrante pela prática do crime de corrupção ativa. A
autoridade policial, no prazo legal do IP, remeteu os autos ao competente juízo, quando foi decretada a
prisão preventiva do indiciado.
Assertiva: Nessa situação, estão preenchidos os requisitos legais para a concessão da fiança, razão por que ela
poderá ser concedida como contracautela da prisão anteriormente decretada.
(VUNESP/PC-SP/2018)
90) As medidas cautelares não poderão ser decretadas, de ofício, pela autoridade policial. Contudo, em se
tratando de prisão em flagrante por infração cuja pena privativa de liberdade máxima seja de até cinco
anos, poderá conceder fiança.
.
(FUMARC/PC-MG/2018)
91) A cassação da fiança poderá ocorrer com a inovação da classificação do delito tido, inicialmente,
como afiançável.
(FUMARC/PC-MG/2018)
92) Não poderá haver reforço da fiança mediante inovação da classificação do delito.
(FUMARC/PC-MG/2018)
93) O quebramento injustificado da fiança importará na perda da totalidade do seu valor.
(FUNDATEC/PC-RS/2018)
94) Ausentes os requisitos da prisão preventiva, é cabível liberdade provisória para o crime de tráfico de
drogas.
(FUNDATEC/PC-RS/2018)
95) É constitucional a expressão "e liberdade provisória", constante do caput do artigo 44 da Lei nº
11.343/2006, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
(FCC/ALESE/2018)
96) A fiança, instituto classicamente atrelado pela doutrina à liberdade provisória, está atualmente
regulada pelo Código de Processo Penal do artigo 321 ao 350, e, segundo a doutrina, consiste em uma
caução, uma garantia real, prestada geralmente em dinheiro, que tem como objetivos principais a
colocação do indiciado ou do acusado em liberdade e, ainda, em vincular o afiançado ao processo,
obrigando-o ao comparecimento em seus atos. Diante de tais considerações,
A) depois de prestada a fiança, que será concedida independentemente de audiência do Ministério Público, este
terá vista do processo a fim de requerer o que julgar conveniente.
B) é possível a concessão de fiança ainda quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão
preventiva.
C) é possível a concessão de fiança no crime de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.
D) a autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade
máxima não seja superior a 2 anos.
E) é possível a concessão de fiança em caso de prisão civil.
(CESPE/PC-MA/2018)
97) Lavrado o auto de prisão em flagrante por crime de estupro, a autoridade policial poderá conceder ao
preso liberdade provisória mediante fiança.
(FCC/PC-AP/2017)
98) O regime da fiança no Código de Processo Penal, dispõe que
A) o descumprimento de medida cautelar diversa da prisão aplicada cumulativamente com a fiança pode gerar o
quebramento da fiança.
B) é vedada a aplicação da fiança em crimes cometidos com violência ou grave ameaça contra a pessoa.
C) a situação econômica da pessoa presa é irrelevante para a fixação do valor da fiança, que deve ter relação
com a gravidade do crime e os antecedentes criminais.
D) a fiança será prestada em dinheiro, sendo vedada a prestação por meio de pedras preciosas.
E) a concessão de fiança é ato exclusivo da autoridade judicial, visto que implica em decisão sobre a liberdade da
pessoa.
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Direito Processual Penal
(CESPE/PC-GO/2017)
99) Concedida ao acusado a liberdade provisória mediante fiança, será inaplicável a sua cumulação com
outra medida cautelar tal como a proibição de ausentar-se da comarca ou o monitoramento eletrônico.
(CESPE/PC-GO/2017)
100) Compete ao juiz e não ao delegado a concessão de liberdade provisória, mediante pagamento de
fiança, a acusado de crime hediondo ou tráfico ilícito de entorpecente.
(CESPE/PC-GO/2017)
101) Caso, após sentença condenatória, advenha a prescrição da pretensão punitiva e seja declarada
extinta a punibilidade por essa razão, os valores recolhidos a título de fiança serão integralmente
restituídos àquele que a prestou.
(CESPE/PC-GO/2017)
102) Pedro, Joaquim e Sandra foram presos em flagrante delito. Pedro, por ter ofendido a integridade
corporal de Lucas, do que resultou debilidade permanente de um de seus membros; Joaquim, por ter
subtraído a bicicleta de Lúcio, de vinte e cinco anos de idade, no período matutino — Lúcio a havia
deixado em frente a uma padaria; e Sandra, por ter subtraído o carro de Tomás mediante grave ameaça.
Considerando-se os crimes cometidos pelos presos, a autoridade policial poderá conceder fiança a
A) Joaquim somente.
B) Pedro somente.
C) Pedro, Joaquim e Sandra.
D) Pedro e Sandra somente.
E) Joaquim e Sandra somente.
(CESPE/TJ-PB/2015)
103) A respeito da disciplina do CPP sobre a fiança, assinale a opção correta.
A) É admitida a concessão de fiança em caso de prisão civil ou militar.
B) A fiança poderá consistir em pedras, objetos ou metais preciosos.
C) O réu afiançado poderá ausentar-se de sua residência sem comunicar a autoridade processante, desde que o
faça por período não superior a trinta dias.
D) Não há previsão de reforço da fiança no CPP.
E) Compete de forma exclusiva à autoridade judicial fixar fiança e decidir pela liberdade provisória.
(VUNESP/PC-SP/2014)
104) A fiança
A) poderá ser prestada em todas as hipóteses de prisão, salvo no caso de prisão em decorrência de pronúncia.
B) poderá ser prestada em qualquer termo do processo, inclusive após o trânsito em julgado da sentença.
C) poderá ser prestada em qualquer termo do processo, enquanto não transitar em julgado a sentença
condenatória.
D) somente poderá ser prestada durante o inquérito policial.
E) poderá ser prestada nas hipóteses de prisão temporária.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Da Prisão, das Medidas Cautelares e da Liberdade Provisória
1 D 31 E 61 C 91 C
2 A 32 C 62 C 92 E
3 B 33 E 63 E 93 E
4 C 34 D 64 C 94 C
5 A 35 C 65 A 95 E
6 E 36 E 66 E 96 A
7 C 37 C 67 E 97 E
8 B 38 E 68 E 98 A
9 C 39 C 69 C 99 E
10 B 40 E 70 E 100 E
11 E 41 C 71 E 101 E
12 C 42 D 72 E 102 A
13 C 43 E 73 C 103 B
14 B 44 D 74 C 104 C
15 D 45 E 75 C
16 E 46 C 76 A
17 E 47 E 77 D
18 E 48 E 78 B
19 C 49 A 79 A
20 E 50 E 80 C
21 E 51 E 81 C
22 C 52 C 82 B
23 C 53 E 83 E
24 E 54 C 84 D
25 C 55 C 85 A
26 E 56D 86 A
27 E 57 C 87 C
28 E 58 E 88 C
29 E 59 C 89 E
30 E 60 C 90 E
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Direito Processual Penal
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Procedimentos: Ordinário,
Sumário, Júri, Especial; JECRIM.
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Direito Processual Penal
(FMP/MPE-RO/2017)
01) No que diz respeito ao tema “procedimentos”, é CORRETO afirmar:
A) De acordo com o Código de Processo Penal, a denúncia ou queixa será rejeitada quando a ação penal
ajuizada for manifestamente inepta, quando faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação
penal, quando faltar justa causa para o seu exercício e quando se verificar a existência de causa excludente da
ilicitude do fato.
B) Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de
participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado, decisão que, em razão do seu conteúdo,
produzirá coisa julgada material, impedindo a formulação de nova acusação, ainda que se obtenha prova nova.
C) Dentre as atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri, está a de decidir, de ofício e “inaudita altera parte”,
sobre a extinção da punibilidade do agente, abrindo vista, posteriormente, ao Ministério Público e à defesa para os
requerimentos que julgarem pertinentes.
D) Todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que não regulados pelo Código de Processo Penal,
estarão sujeitos à análise de rejeição da acusação e de absolvição sumária.
E) Nos casos em que o representante do Ministério Público se recusar a propor a suspensão condicional da pena,
o juiz, dissentindo, remeterá a questão ao seu Procurador-Geral, aplicando-se, por analogia, o art. 28 do Código
de Processo Penal.
(CESPE/Câmara dos Deputados/2014)
02) O atraso na conclusão da ação penal pode ser justificado pelas peculiaridades do caso concreto, à luz
do princípio da razoabilidade, bem como por diversas causas justificantes da dilação da instrução penal
reconhecidas pela jurisprudência, tais como a complexidade dos crimes envolvidos, das diligências
necessárias à instrução, além da quantidade de réus ou de defensores distintos.
(IBFC/MPE-SP/2013)
03) Leia as seguintes assertivas, referentes ao procedimento comum:
I. O procedimento comum pode ser ordinário, sumário ou especial.
II. O procedimento será sumário quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior
a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade.
III. O juiz poderá determinar a emenda da denúncia ou queixa quando identificar a falta de algum
pressuposto processual.
IV. O juiz poderá, considerada a complexidade do caso ou o número de acusados, prorrogar o prazo para
alegações finais por mais 20 (vinte) minutos. Nesse caso, terá o prazo de 10 (dez) dias para proferir a
sentença.
Está CORRETO, apenas, o que se afirma em:
A) II.
B) I e III.
C) II e III.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.
(FCC/MPE-AL/2012)
04) Em relação ao processo, é correto afirmar que
A) será sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja igual ou inferior a quatro anos
de pena privativa de liberdade.
B) aplicam-se a todos os processos o procedimento comum, salvo as disposições em contrário estabelecidas
unicamente em lei especial.
C) no processo ordinário poderão ser inquiridas até cinco testemunhas arroladas pela acusação e cinco pela
defesa.
D) as disposições dos artigos 395 a 398 do Código de Processo Penal aplicam-se a todos os procedimentos
penais de primeiro grau, ainda que não regulados no Código.
E) aplicam-se subsidiariamente apenas ao procedimento sumário as disposições do procedimento ordinário.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
05) As hipóteses de absolvição sumária previstas para o procedimento ordinário e sumário são aplicáveis
a todos os processos penais desenvolvidos em primeiro grau de jurisdição, ainda que estes não sejam
regulados pelo Código de Processo Penal.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
06) No procedimento comum ordinário, o juiz, logo após o recebimento da denúncia, determinará a citação
do réu para comparecer à audiência de instrução do feito.
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(CESPE/TJ-DFT/2019)
07) O procedimento comum sumário é cabível quando a ação penal tiver por objeto crime cuja pena
máxima privativa de liberdade seja igual ou inferior a quatro anos.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
08) Acerca dos procedimentos disciplinados pelo Código de Processo Penal, assinale a alternativa correta.
A) O procedimento comum será ordinário quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou
inferior a 4 anos de pena privativa de liberdade.
B) No processo comum ordinário, na audiência de instrução, poderão ser inquiridas até 8 testemunhas arroladas
pela defesa e 8 arroladas pela acusação, compreendidas aquelas que deixarem de prestar compromisso.
C) Tratando-se de crime contra a honra, antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes oportunidade para
se reconciliarem, fazendo-as comparecer em juízo e ouvindo-as, separadamente, sem a presença dos seus
advogados, não se lavrando termo.
D) A denúncia ou queixa será rejeitada caso falte justa causa para a aplicação da pena.
E) O tempo para as alegações finais orais da acusação e da defesa é de 20 minutos, prorrogáveis por igual
período.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
09) Sobre absolvição sumária no procedimento comum, segundo o Código de Processo Penal, esta é
possível:
A) Se a denúncia for inepta ou houver existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato.
B) Se o fato narrado evidentemente não constitui crime ou estiver extinta a punibilidade do agente.
C) Se existir manifesta causa excludente de ilicitude ou de culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade penal
decorrente de ser o agente menor de dezoito anos, quando deverá o feito ser remetido ao juizado competente.
D) Se faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal.
E) Se existir dúvida sobre a materialidade do fato ou autoria do réu (“in dubio pro reo”).
(VUNESP/Prefeitura de Sorocaba - SP/2018)
10) A denúncia ou queixa, nos termos do art. 395 do Código de Processo Penal, será rejeitada quando
A) o acusado for comprovadamente inimputável.
B) faltar justa causa para o exercício da ação penal.
C) o fato narrado evidentemente não constituir crime.
D) o fato tiver sido praticado em legítima defesa, excluindo sua ilicitude.
E) existir manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente.
(VUNESP/TJ-SP/2015)
11) Nas infrações penais de menor potencial ofensivo, quando o juizado especial criminal encaminhar ao
juízo comum as peças existentes para a adoção de outro procedimento, deacordo com o art. 538 do CPP,
o rito adotado será
A) o ordinário
B) o sumário.
C) livremente estabelecido pelo juiz.
D) o sumaríssimo.
E) o especial.
(TJ-GO/TJ-GO/2012)
12) No caso de registro da audiência por meio audiovisual, será encaminhado às partes cópia do registro
original, sem necessidade de transcrição.
(TJ-GO/TJ-GO/2012)
13) No caso de registro da audiência por meio audiovisual, será encaminhado às partes cópia do registro
original, sem necessidade de transcrição.
(CESPE/DPE-DF/2019)
14) Manoel foi denunciado pela prática de homicídio doloso; o processo seguirá as regras do rito do
tribunal do júri.
Considerando a situação hipotética precedente e acerca dos procedimentos relativos a processos da
competência do tribunal do júri, julgue o item seguinte.
Na sessão de julgamento pelo plenário do júri, Manoel, estando presente, tem direito de permanecer calado em
seu interrogatório; no entanto, nos debates orais, o acusador poderá fazer uso do argumento de que “Quem cala,
consente!”.
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(CESPE/DPE-DF/2019)
15) Manoel foi denunciado pela prática de homicídio doloso; o processo seguirá as regras do rito do
tribunal do júri.
Considerando a situação hipotética precedente e acerca dos procedimentos relativos a processos da
competência do tribunal do júri, julgue o item seguinte.
Caso o advogado particular de Manoel falte injustificadamente à sessão plenária de julgamento do júri, o juiz
nomeará imediatamente defensor público para promover a defesa técnica nessa mesma sessão, sendo, em regra,
vedado o seu adiamento nessa hipótese.
(CESPE/DPE-DF/2019)
16) Manoel foi denunciado pela prática de homicídio doloso; o processo seguirá as regras do rito do
tribunal do júri.
Considerando a situação hipotética precedente e acerca dos procedimentos relativos a processos da
competência do tribunal do júri, julgue o item seguinte.
Para eventual julgamento de Manoel pelo plenário do tribunal do júri, o conselho deverá ser formado por número
ímpar de juízes e seguir o modelo escabinado, segundo o ordenamento jurídico brasileiro.
(CESPE/TJ-SC/2019)
17) Havendo dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado, o tribunal poderá
determinar o desaforamento do julgado do tribunal do júri para outra comarca da mesma região, onde não
existam aqueles motivos, devendo, para tanto, ser ouvida a defesa.
(CESPE/TJ-SC/2019)
18) Em razão do efeito devolutivo amplo e inerente à apelação criminal, o julgamento pelo tribunal não se
restringe aos fundamentos invocados no apelo interposto contra decisão do tribunal do júri.
(CESPE/TJ-SC/2019)
19) O princípio da soberania dos veredictos não impede que o tribunal competente, em sede de revisão
criminal, desconstitua decisão do tribunal do júri, e, reexaminando a causa, prolate provimento
absolutório.
(VUNESP/TJ-AC/2019)
20) Em relação ao procedimento relativo aos processos de competência do Tribunal do Júri, assinale a
alternativa correta.
A) O desaforamento não poderá ser determinado sob a alegação de excesso de serviço.
B) O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação, embora o acusado fique sujeito a
pena mais grave.
C) Encerrada a instrução probatória, ainda durante a primeira fase, as alegações serão orais, concedendo-se a
palavra, respectivamente, à acusação e à defesa, pelo prazo de 10 (dez) minutos, prorrogáveis por mais 10 (dez).
D) O procedimento será concluído no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias.
(TJ-SC/TJ-SC/2012)
21) Sobre as Súmulas do Supremo Tribunal Federal - STF, em Direito Processual Penal, pode-se afirmar:
I. É possível o desaforamento de processo da competência do Júri sem a audiência da defesa quando,
fundada em assertivas do juiz, a decisão for motivada no interesse da ordem pública.
II. A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função
estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.
III. É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à
representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do
exercício de suas funções.
IV. É pública condicionada à representação da autoridade fiscal a ação penal de sonegação.
A) Somente as proposições I e II estão corretas.
B) Somente as proposições I, II e III estão corretas.
C) Somente as proposições II e III estão corretas.
D) Somente as proposições I, II e IV estão corretas.
E) Todas as proposições estão corretas.
(CESPE/TJ-BA/2019)
22) Acerca dos procedimentos relativos aos processos de competência do tribunal do júri, assinale a
opção correta.
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A) Em decorrência do princípio do in dubio pro societate, o testemunho por ouvir dizer produzido na fase
inquisitorial é suficiente para a decisão de pronúncia.
B) É possível a exclusão, na decisão de pronúncia, de qualificadoras descritas na denúncia, quando elas forem
manifestamente incabíveis.
C) Em caso de inimputabilidade do réu, ainda que a tese da defesa seja de negativa da autoria, deve o juiz
absolvê-lo sumariamente.
D) É cabível recurso em sentido estrito contra decisão que tenha absolvido sumariamente o réu.
E) Não é cabível excluir da lista geral de jurados o jurado que tiver integrado o conselho de sentença nos doze
meses que antecederam a publicação da referida lista.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
23) A respeito do Procedimento do Tribunal do Júri, responda:
Quando o pedido de desaforamento for reconhecido, portanto, deferido, e posteriormente cessarem os motivos
que o ensejaram, sem que tenha ocorrido o julgamento, a lei prevê o reaforamento.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
24) A respeito do Procedimento do Tribunal do Júri, responda:
Caberá ao Juiz Presidente conceder até cinco minutos para cada aparte requerido, que serão acrescidos ao
tempo de quem estava com a palavra na oportunidade do requerimento.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
25) A respeito do Procedimento do Tribunal do Júri, responda:
O juízo de pronúncia é, essencialmente, um juízo de admissibilidade, no qual vigora o princípio in dubio pro reo.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
26) A respeito do Procedimento do Tribunal do Júri, responda:
Durante a sessão de julgamento do Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença decidiu pela desclassificação do
crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave. Caso em que, deverá o juiz encaminhar o processo
para o juízo competente julgar.
(FCC/MPE-PE/2018)
27) De acordo com o que dispõe o Código de Processo Penal sobre o Tribunal do Júri,
A) não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de
participação, o juiz, fundamentadamente, despronunciará o acusado.
B) contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá recurso em sentido estrito.
C) o serviço do júri é obrigatório e o alistamento compreenderá os cidadãos maiores de 21 anos de notória
idoneidade.
D) diante de sua obrigatoriedade, o cidadão não poderá alegar escusa de consciência para se recusar a participar
do júri, ainda que se disponha a prestar serviço alternativo.
E) a pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime.
(VUNESP/MPE-SP/2018)
28) Em relação ao procedimento do júri, assinale a alternativa correta.
A) O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que antecederem à publicação da
lista geral não será excluído em casos de comprovada necessidade.
B) A lista geraldos jurados, com indicação das respectivas profissões, será publicada pela imprensa até o dia 10
de outubro de cada ano e divulgada em editais afixados à porta do Tribunal do Júri.
C) Ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público
ou do querelante, no caso de queixa, e do defensor, para, no prazo de 5 (cinco) dias, apresentarem rol de
testemunhas que irão depor em plenário, até o máximo de 8 (oito), oportunidade em que poderão juntar
documentos e requerer diligência.
D) Nos casos de desaforamento requerido por alguma das partes, poderá ser ouvido o juiz presidente, caso o
relator assim julgue necessário.
E) Excesso de serviço não justifica pedido de desaforamento.
(FCC/MPE-PB/2018)
29) Sobre o desaforamento do julgamento pelo Tribunal do Júri, é correto afirmar que
A) na pendência de recurso contra a decisão de pronúncia ou quando efetivado o julgamento, não se admitirá o
pedido de desaforamento até o trânsito em julgado do recurso.
B) deferido o desaforamento, o julgamento será realizado em comarca de outra região para que cessem os
motivos que o justificaram.
C) a competência para apreciar o pedido é do tribunal de segundo grau, a requerimento do Ministério Público, do
assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz presidente.
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D) poderá ser determinado, em razão do comprovado excesso de serviço, se o julgamento não puder ser
realizado no prazo de dezoito meses, contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia.
E) a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal, o local onde o acusado estiver preso e a
certeza da parcialidade do júri são as principais causas que justificam o desaforamento.
(CONSULPLAN/TJ-MG/2018)
30) No tocante aos procedimentos atinentes aos crimes de competência do Tribunal do Júri, analise as
afirmativas a seguir.
I. Os jurados poderão formular diretamente perguntas ao ofendido e às testemunhas.
II. Durante a sessão de julgamento não é permitida a leitura de documento ou a exibição de objeto que não
tiver sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis, dando-se ciência à outra
parte.
III. O desaforamento pode ser requerido se o interesse da ordem pública o reclamar ou se houver dúvida
sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado e, ainda, em razão do comprovado
excesso de serviço.
IV. O Juiz, na fase do sumário da culpa, absolverá desde logo o acusado, quando provada a inexistência
do fato; provado não ser ele autor ou partícipe do fato; o fato não constituir infração penal; demonstrada a
inimputabilidade prevista no caput do art. 26 do Decreto-Lei nº 2.848/1940, não sendo está a única tese
defensiva.
De acordo com o Código Processual Penal, estão corretas apenas as afirmativas
A) I e II.
B) II e III.
C) III e IV.
D) I, III e IV.
(FCC/DPE-AM/2018)
31) No procedimento relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri, a intimação da decisão
de pronúncia será feita pessoalmente somente ao
A) acusado, ao defensor nomeado e ao Ministério Público.
B) acusado que estiver preso, ao defensor nomeado e ao Ministério Público.
C) defensor nomeado ou constituído e ao Ministério Público.
D) acusado, ao defensor constituído e ao Ministério Público.
E) defensor nomeado e ao Ministério Público.
(FCC/DPE-RS/2018)
32) Sobre o procedimento do Tribunal do Júri, considere:
I. Nos julgamentos perante o Tribunal do Júri, poderá o juiz presidente formular quesito sobre
qualificadora ou causa de aumento de pena não prevista na sentença ou acórdão de pronúncia, desde que
descrita previamente na denúncia oferecida pelo Ministério Público.
II. Nos julgamentos perante o Tribunal do Júri, ainda que a defesa tenha invocado em plenário somente a
tese de negativa de autoria, respondidos pelos jurados, afirmativamente, os quesitos pertinentes à
materialidade e à autoria do fato, será obrigatória a formulação do quesito previsto no art. 483, § 2° , do
CPP (“O jurado absolve o acusado?”), para fins de preservação da soberania do tribunal popular, que
poderá absolver o réu por clemência ou por argumentos diversos daqueles invocados pela defesa técnica.
III. Se os jurados, antes de responderem ao quesito previsto no art. 483, § 2° , do CPP (“O jurado absolve o
acusado?”), desclassificarem a infração penal para crime não doloso contra a vida, caberá ao juiz
presidente do Tribunal Popular encerrar a quesitação, pois o julgamento caberá ao juiz togado, e não mais
ao conselho de sentença.
IV. Se o réu responde ao processo preso preventivamente, é desnecessária a motivação, nos termos da
súmula vinculante n° 11 do STF, para a manutenção do uso de algemas durante a sessão de julgamento
perante o Tribunal do Júri.
V. A competência constitucional do Tribunal do Júri não prevalece sobre o foro por prerrogativa de
função, ainda que estabelecido este exclusivamente por Constituição Estadual.
Está correto o que consta APENAS de:
A) II e III.
B) I e III.
C) I, II e III.
D) II, IV e V.
E) IV e V.
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(VUNESP/TJ-RS/2018)
33) Assinale a alternativa correta sobre o Tribunal do Júri.
A) O exercício efetivo da função de jurado constitui serviço público relevante, mas não estabelece presunção de
idoneidade moral.
B) O Tribunal do Júri é composto por 1 (um) juiz togado, seu presidente e por 7 (sete) jurados que serão sorteados
dentre os alistados.
C) O juiz presidente será ouvido nos pedidos de desaforamento quando não for ele o solicitante.
D) O serviço do júri é facultativo às gestantes e aos cidadãos maiores de 70 anos.
E) Se forem dois ou mais os acusados, as recusas deverão ser feitas por um só defensor.
(FUNDEP/MPE-MG/2018)
34) Em relação ao Tribunal do Júri, responda:
Desde a reforma empreendida pela Lei 11.689/08, não mais é possível a juntada de documentos durante a
audiência de instrução.
(FUNDEP/MPE-MG/2018)
35) Em relação ao Tribunal do Júri, responda:
Dar-se-á obrigatoriamente o adiamento do julgamento do acusado preso que não comparecer à sessão do
Tribunal do Júri, salvo havendo pedido de dispensa formulado por ele ou seu defensor.
(FUNDEP/MPE-MG/2018)
36) Em relação ao Tribunal do Júri, responda:
Segundo entendimento já pacificado, sendo dois ou mais acusados que tenham constituído um mesmo defensor,
poderá este recusar peremptoriamente no máximo até três jurados.
(CESPE/TJ-PR/2017)
37) Em relação ao procedimento do tribunal do júri, assinale a opção correta.
A) O mesmo conselho de sentença poderá conhecer de mais de um processo, no mesmo dia, se as partes os
aceitarem e, neste caso, os jurados deverão prestar um novo compromisso legal.
B) O jurado que participar de um julgamento poderá recusar-se a servir em outro julgamento no mesmo dia.
C) O julgamento será adiado se o acusado, solto, devidamente intimado para a sessão, não comparecer; ser-lhe-á
decretada a prisão preventiva a fim de ele ser apresentado coercitivamente.
D) O conselho de sentença, ao ser sorteado, se limitará ao conhecimento do processo para o qual foi inicialmente
formado.
(CESPE/PC-PE/2016)
38) Compete ao tribunal do júri processar e julgar o crime de
A) homicídio culposo.
B) rixa com resultado morte.
C) lesão corporal seguida de morte.
D) induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
E) latrocínio.
(CESPE/TJ-DFT/2016)
39) Assinale a opção correta, acerca do procedimento relativo aos processos de competência do tribunal
do júri.
A) O cidadão alistado no serviço do júri, que é denatureza facultativa, ao ser intimado, poderá solicitar sua
exclusão mediante simples petição dirigida ao juiz presidente do tribunal do júri.
B) O jurado, por não ser magistrado de carreira, não poderá ser responsabilizado criminalmente nos mesmos
termos em que são os juízes togados.
C) O alistamento, no serviço obrigatório do júri, compreenderá os cidadãos maiores de vinte e um anos, de notória
idoneidade.
D) O alistamento, no serviço obrigatório do júri, compreenderá os cidadãos maiores de vinte cinco anos, de notória
idoneidade, porque o jurado é equiparado ao juiz, para todos os efeitos, e essa é a idade exigida para o ingresso
na magistratura.
E) O alistamento, no serviço do júri, de caráter obrigatório, compreenderá os cidadãos maiores de dezoito anos,
de notória idoneidade.
(CESPE/TJ-DFT/2015)
40) Tratando-se de processos de competência do tribunal do júri, deve ser anulada a sentença de
absolvição sumária imprópria de acusado fundamentada na demonstração de sua inimputabilidade
quando, além desta, houver outras teses defensivas sustentadas por sua defesa.
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(FCC/TJ-PI/2010)
41) No julgamento em plenário do júri,
A) o tempo inicial destinado à acusação e à defesa será de uma hora para cada.
B) durante os debates as partes não poderão, sob pena de nulidade, fazer referências à decisão de pronúncia.
C) os jurados poderão formular perguntas diretamente ao acusado.
D) havendo mais de um acusado, o tempo para acusação e defesa será acrescido de meia hora.
E) será permitido o uso de algemas no acusado durante o período em que permanecer em plenário se lhe for
imputada a prática de crime equiparado a hediondo.
(VUNESP/TJ-SP/2008)
42) A competência da instituição do júri para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida (CF, art. 5.º,
XXXVIII) é usurpada se ocorre
A) a agravação da pena aplicada ao acusado na sentença condenatória em decorrência de maus antecedentes
não reconhecidos pelos jurados.
B) a absolvição sumária do acusado (CPP, art. 415 e incisos) em razão de sua semi-imputabilidade comprovada
pelo laudo de exame psiquiátrico.
C) a não-inclusão na sentença de pronúncia de tese relativa ao homicídio privilegiado, alegada na fase de
instrução preliminar.
D) a não-submissão aos jurados de quesitos referentes à descriminante da legítima defesa, sustentada em
plenário.
(FGV/TJ-RJ/2014)
43) Sobre o procedimento relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri, é correto afirmar
que:
A) em caso de impronúncia do réu, enquanto não extinta a punibilidade, poderá ser formulada nova denúncia, se
houver prova nova;
B) não caberá absolvição sumária;
C) contra a sentença de impronúncia caberá recurso em sentido estrito;
D) em hipótese alguma caberá intimação por edital da decisão de pronúncia;
E) na primeira fase do procedimento, a acusação deverá arrolar testemunhas, até no máximo de 05, na denúncia
ou queixa.
(FGV/TJ-RJ/2014)
44) No procedimento relativo ao Tribunal do Júri, após a organização da pauta, será realizado o sorteio
dos jurados que atuarão na reunião periódica. Sobre esse sorteio, é correto afirmar que:
A) o Ministério Público, como fiscal da lei, deverá ser intimado para acompanhá-lo, o mesmo não se podendo dizer
da Defensoria ou da Ordem dos Advogados do Brasil;
B) o não comparecimento das partes intimadas gera adiamento da audiência do sorteio dos jurados;
C) os jurados sorteados serão convocados pelo correio ou por qualquer outro meio hábil para comparecer no dia e
hora designado para reunião;
D) será realizado com as portas fechadas, tendo por base o princípio do sigilo das votações;
E) será afixado na porta do Tribunal do Júri a relação dos jurados sorteados, sendo desnecessária, porém, a
indicação do nome dos acusados e do dia e local das sessões.
(CESPE/TJ-SC/2019)
45) De acordo com o Código de Processo Penal, assinale a opção correta acerca do instituto do
desaforamento do tribunal do júri.
A) O pedido de desaforamento será distribuído imediatamente e terá preferência de tramitação somente quando
for referente a réu preso.
B) O relator poderá determinar, fundamentadamente, a suspensão do julgamento pelo júri quando os motivos
alegados forem relevantes.
C) O pedido de desaforamento não será cabível em nenhuma hipótese caso já tenha sido realizado um primeiro
julgamento anulado.
D) A pendência de julgamento de recurso interposto contra a decisão de pronúncia não impede que seja realizado
pedido de desaforamento.
E) O desaforamento poderá ser determinado caso o júri não possa ser realizado, por excesso de serviço, no prazo
de três meses após o trânsito em julgado da sentença de pronúncia.
(MPE-BA/MPE-BA/2018)
46) Assinale a assertiva correta.
A) O juiz, ao fundamentar a sentença de pronúncia, limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da
existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, devendo declarar o dispositivo legal em que julgar
incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras, as causas de aumento de pena e, se for o caso,
as causas de sua diminuição.
B) É possível a alteração da sentença de pronúncia, mesmo depois de ocorrer a preclusão, desde que ocorra
circunstância superveniente modificadora da classificação do delito.
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C) Havendo impronúncia, não é possível a instauração de novo processo contra o já impronunciado pelo mesmo
fato a ele imputado anteriormente.
D) É cabível recurso de apelação contra a sentença de pronúncia.
E) Contra decisão de impronúncia é cabível recurso em sentido estrito.
(FCC/DPE-AP/2018)
47) No procedimento relativo ao Tribunal do Júri,
A) em caso de conexão entre dois ou mais crimes, posterior desclassificação de quaisquer dos crimes não retira a
competência inicialmente firmada com o recebimento da denúncia.
B) a decisão de pronúncia do réu incorrerá em excesso de linguagem e será nula se especificar as causas de
aumento de pena.
C) se restar provado não ter sido o réu o autor do fato, deverá ser impronunciado.
D) a ordem dos quesitos é definida pelo juiz a partir do caso concreto diante da ausência de uma ordem legal pré-
estabelecida.
E) a soberania do veredicto do Tribunal do Júri não impede a absolvição do acusado em sede de revisão criminal.
(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
48) De acordo com a Lei n° 9.099/1995, o Juizado Especial Criminal tem competência para a conciliação, o
julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de
conexão e continência. A conciliação será conduzida por
A) Juiz ou por conciliador sob sua orientação.
B) Promotor Público ou conciliador sob sua orientação.
C) Procurador do Estado ou conciliador sob sua orientação.
D) Policial Militar ou conciliador sob sua orientação.
E) Delegado de Polícia Civil ou conciliador sob sua orientação.
(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
49) Considere as seguintes situações hipotéticas que envolvem indivíduos que cometeram crimes, todos
absolutamente primários, sem qualquer antecedente criminal e que jamais foram beneficiados pela
transação penal nos últimos cinco anos.
I. Rodolfo está sendo acusado de cometer crime de desacato contra Policial Rodoviário Federal, com pena
prevista de 6 meses a 2 anos de detenção, ou multa.
II. Murilo está sendo acusado de crime de abandono de função, após abandonar, fora dos casos
permitidos por lei, cargo público em lugar compreendido na faixa de fronteira, que tem pena prevista de 1
a 3 anos de detenção, e multa.
III. Mirto, agente penitenciário, está sendo acusado de cometer o crimeprevisto no artigo 319-A, do Código
Penal, ao permitir o acesso de aparelho telefônico em estabelecimento penitenciário federal para um
determinado detento, crime este com pena prevista de 3 meses a 1 ano de detenção.
IV. Josué está sendo acusado de cometer crime de descaminho após trazer uma televisão do Paraguai
para o Brasil sem pagar os tributos devidos, com pena prevista de 1 a 4 anos de reclusão, e multa.
O Ministério Público Federal, não sendo caso de arquivamento, poderá oferecer proposta de transação
penal, com aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas para
A) Mirto, apenas.
B) Rodolfo, Murilo, Mirto e Josué.
C) Rodolfo, Murilo e Mirto, apenas.
D) Rodolfo e Mirto, apenas.
E) Murilo e Mirto, apenas.
(MPE-SP/MPE-SP/2019)
50) É correto afirmar, em relação à suspensão condicional do processo, que
A) na ausência de proposta justificada do Ministério Público, o juiz, dissentindo, remeterá a questão ao
Procurador-Geral.
B) o juiz não poderá especificar, além daquelas previstas na Lei n° 9.099/95, outras condições a que fica
subordinada a suspensão.
C) não se admite a proposta nas ações penais de iniciativa privada, ante a ausência de previsão legal.
D) na ausência de proposta do Ministério Público, poderá o juiz criminal fazê-lo, pois se trata de direito público
subjetivo do acusado.
E) nas ações penais de iniciativa privada, cabe ao Ministério Público ofertar a proposta, a qual deve ser ratificada
pelo querelante.
(MPE-SP/MPE-SP/2019)
51) Sobre a transação penal, assinale a alternativa correta.
A) Não cumprido o acordo homologado, que faz coisa julgada material, deverá o Ministério Público executá-lo no
juízo de execução.
B) Na ausência de proposta do Ministério Público, poderá o juiz criminal fazê-lo, pois se trata de direito público
subjetivo do autor do fato.
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C) No crime de porte de entorpecente para consumo pessoal, é vedado ao Ministério Público propor a aplicação
imediata de sanção prevista no art. 28 da Lei n° 11.343/06.
D) No crime de lesão corporal leve (art. 129, caput, do CP), a homologação do acordo de transação civil não
impede a posterior proposta de transação penal.
E) No crime de lesão corporal leve decorrente de violência doméstica contra a mulher, não poderá o Ministério
Público oferecer a proposta.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
52) Na proposta de aplicação imediata de pena (art. 76 da Lei n. 9.099/1995) a autor de crime de menor
potencial ofensivo praticado com violência doméstica contra mulher, deverão ser incluídas medidas
protetivas de urgência (art. 22 da Lei n. 11.340/2006), sempre que a vítima as solicitar.
(Instituto Consulplan/TJ-CE/2019)
53) Quanto aos Juizados Especiais Criminais, marque a alternativa correta.
A) Em se tratando de infração penal sujeita ao rito dos Juizados Especiais Criminais, em nenhuma hipótese será
lavrado o auto de prisão em flagrante.
B) Segundo a Lei dos Juizados Especiais Criminais, a competência será determinada pelo lugar em que for
consumada a infração penal, não havendo qualquer divergência doutrinária sobre o tema.
C) Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação, o
acordo de composição civil dos danos, homologado, acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação.
D) Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, no âmbito dos Juizados Especiais Criminais, se
exige a intimação pessoal do defensor público, não se admitindo a intimação na sessão de julgamento ou pela
imprensa oficial.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
54) À luz dos dispositivos da Lei n.º 9.099/1995 bem como da doutrina e jurisprudência dos tribunais
superiores, assinale a opção correta.
A) É considerado crime de menor potencial ofensivo a infração penal cuja pena máxima de privação da liberdade
seja superior a dois anos, mas que tenha previsão alternativa de pena de multa.
B) Havendo divergência entre o órgão acusador e o magistrado quanto à aplicação da suspensão condicional do
processo, poderá o juiz conceder, de ofício, o instituto despenalizador.
C) É cabível a apelação contra a decisão de rejeição da denúncia ou da queixa-crime, devendo o recurso ser
interposto no prazo de dez dias por petição ou termo nos autos.
D) Compete exclusivamente ao seu titular, na ação penal privada, propor a transação penal ao querelado, não
cabendo ao Ministério Público a prerrogativa de ofertá-la, mesmo diante da inércia do titular
E) Compete ao tribunal de justiça local processar e julgar revisão criminal proposta pelo réu contra sentença
homologatória de transação penal proferida em juizado especial criminal.
(CESPE/TJ-SC/2019/ADAPTADA)
55) Acerca do benefício do sursis processual previsto na Lei n.º 9.099/1995, é correto afirmar que
A) é cabível o beneficio na desclassificação do crime e na procedência parcial da pretensão punitiva, ainda que
ocorrida em grau recursal.
B) é aplicável o benefício no caso de crimes cuja pena mínima não seja superior a um ano, ainda que, em razão
da continuidade delitiva, a soma das penas mínimas cominadas aos delitos supere um ano
C) o juiz poderá oferecer diretamente o benefício ao acusado, caso o promotor de justiça se recuse a oferecê-lo;
isso porque o benefício é um direito subjetivo do réu, desde que preenchidos requisitos objetivos e subjetivos.
D) o benefício deverá ser obrigatoriamente revogado, caso o réu, no curso do período de prova, venha a ser
processado por contravenção.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
56) São requisitos para a proposta de suspensão condicional do processo, EXCETO
A) pena cominada igual ou inferior a 1 ano.
B) não estar sendo processado.
C) não haver condenação por outro crime.
D) preenchimento dos requisitos que autorizam a suspensão condicional da pena.
E) reparação do dano.
(CESPE/TJ-PR/2019)
57) Em se tratando de processo penal que tramita em juizado especial criminal, a proposta de suspensão
condicional do processo antes do oferecimento da resposta à acusação não enseja a nulidade do
processo.
(CESPE/TJ-PR/2019)
58) A depender da gravidade do resultado decorrente de infração penal incursa na Lei Maria da Penha, os
benefícios da suspensão condicional do processo têm aplicação imediata.
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Direito Processual Penal
(CESPE/TJ-PR/2019)
59) Para a concessão da suspensão condicional do processo, é necessário, além do preenchimento dos
requisitos objetivos, o atendimento às exigências de ordem subjetiva do acusado.
(CESPE/PC-SE/2018)
60) A polícia civil de determinado município deflagrou operação a fim de investigar a exploração ilícita de
jogo do bicho, promovida pelos denominados banqueiros. Constatou-se que os chamados recolhedores
usavam motocicletas para coletar apostas em municípios vizinhos. Identificadas as motocicletas usadas, o
Ministério Público estadual requereu a busca e apreensão dos veículos, o que foi deferido pelo juízo
competente. Intimado, Antônio, dono de uma das motocicletas e recolhedor de apostas, compareceu à
delegacia, ocasião em que firmou compromisso de posterior comparecimento ao juízo criminal e entregou
o veículo, após lavratura do competente termo circunstanciado. Na audiência preliminar, o representante
do Ministério Público apresentou proposta de transação penal a Antônio: pagamento de dez cestas
básicas a uma instituição de caridade. A proposta foi aceita e devidamente homologada pelo juízo.
Comprovado o cumprimento da proposta, foi proferida sentença extintiva da punibilidade de Antônio. Na
mesma sentença, o magistrado acolheu manifestação do Ministério Público edecretou o confisco da
motocicleta de Antônio.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando os institutos inerentes à
Lei n.º 9.099/1995 e o entendimento dos tribunais superiores acerca da matéria.
A análise negativa das circunstâncias da prática do delito praticado poderia impedir o oferecimento do benefício da
transação penal, ainda que preenchidos os requisitos objetivos para a sua concessão.
(CESPE/PC-SE/2018)
61) A polícia civil de determinado município deflagrou operação a fim de investigar a exploração ilícita de
jogo do bicho, promovida pelos denominados banqueiros. Constatou-se que os chamados recolhedores
usavam motocicletas para coletar apostas em municípios vizinhos. Identificadas as motocicletas usadas, o
Ministério Público estadual requereu a busca e apreensão dos veículos, o que foi deferido pelo juízo
competente. Intimado, Antônio, dono de uma das motocicletas e recolhedor de apostas, compareceu à
delegacia, ocasião em que firmou compromisso de posterior comparecimento ao juízo criminal e entregou
o veículo, após lavratura do competente termo circunstanciado. Na audiência preliminar, o representante
do Ministério Público apresentou proposta de transação penal a Antônio: pagamento de dez cestas
básicas a uma instituição de caridade. A proposta foi aceita e devidamente homologada pelo juízo.
Comprovado o cumprimento da proposta, foi proferida sentença extintiva da punibilidade de Antônio. Na
mesma sentença, o magistrado acolheu manifestação do Ministério Público e decretou o confisco da
motocicleta de Antônio.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando os institutos inerentes à
Lei n.º 9.099/1995 e o entendimento dos tribunais superiores acerca da matéria.
Dada a extinção da punibilidade de Antônio, o juízo não poderia ter decretado o confisco da motocicleta
apreendida.
(CESPE/PC-SE/2018)
62) A polícia civil de determinado município deflagrou operação a fim de investigar a exploração ilícita de
jogo do bicho, promovida pelos denominados banqueiros. Constatou-se que os chamados recolhedores
usavam motocicletas para coletar apostas em municípios vizinhos. Identificadas as motocicletas usadas, o
Ministério Público estadual requereu a busca e apreensão dos veículos, o que foi deferido pelo juízo
competente. Intimado, Antônio, dono de uma das motocicletas e recolhedor de apostas, compareceu à
delegacia, ocasião em que firmou compromisso de posterior comparecimento ao juízo criminal e entregou
o veículo, após lavratura do competente termo circunstanciado. Na audiência preliminar, o representante
do Ministério Público apresentou proposta de transação penal a Antônio: pagamento de dez cestas
básicas a uma instituição de caridade. A proposta foi aceita e devidamente homologada pelo juízo.
Comprovado o cumprimento da proposta, foi proferida sentença extintiva da punibilidade de Antônio. Na
mesma sentença, o magistrado acolheu manifestação do Ministério Público e decretou o confisco da
motocicleta de Antônio.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando os institutos inerentes à
Lei n.º 9.099/1995 e o entendimento dos tribunais superiores acerca da matéria.
A homologação de transação penal faz coisa julgada material e, dessa forma, mesmo que cláusulas acordadas
sejam descumpridas, inviabiliza a ocorrência de posterior requisição de inquérito policial.
(CESPE/PC-SE/2018)
63) A polícia civil de determinado município deflagrou operação a fim de investigar a exploração ilícita de
jogo do bicho, promovida pelos denominados banqueiros. Constatou-se que os chamados recolhedores
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usavam motocicletas para coletar apostas em municípios vizinhos. Identificadas as motocicletas usadas, o
Ministério Público estadual requereu a busca e apreensão dos veículos, o que foi deferido pelo juízo
competente. Intimado, Antônio, dono de uma das motocicletas e recolhedor de apostas, compareceu à
delegacia, ocasião em que firmou compromisso de posterior comparecimento ao juízo criminal e entregou
o veículo, após lavratura do competente termo circunstanciado. Na audiência preliminar, o representante
do Ministério Público apresentou proposta de transação penal a Antônio: pagamento de dez cestas
básicas a uma instituição de caridade. A proposta foi aceita e devidamente homologada pelo juízo.
Comprovado o cumprimento da proposta, foi proferida sentença extintiva da punibilidade de Antônio. Na
mesma sentença, o magistrado acolheu manifestação do Ministério Público e decretou o confisco da
motocicleta de Antônio.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando os institutos inerentes à
Lei n.º 9.099/1995 e o entendimento dos tribunais superiores acerca da matéria.
O confisco da motocicleta foi legítimo, como efeito penal decorrente da natureza do delito praticado: Antônio
utilizava o veículo como instrumento do crime.
(FAURGS/TJ-RS/2014)
64) Assinale a afirmativa INCORRETA, em relação à suspensão do processo prevista no artigo 89 da Lei n.º
9.099/95.
A) São condições da suspensão a proibição de o acusado ausentar-se da comarca onde reside sem autorização
do juiz e a proibição de frequentar determinados lugares.
B) A suspensão será revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por outro crime ou
contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta.
C) A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário não efetuar, sem motivo justificado, a
reparação do dano.
D) É condição da suspensão o comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e
justificar suas atividades.
E) É condição da suspensão a reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo.
(CESPE/PC-MA/2018)
65) Nos juizados especiais criminais, a composição civil dos danos causados por infrações penais
A) terá a eficácia de título executivo judicial a ser executado no juízo civil competente.
B) terá a eficácia de título executivo judicial a ser executado no próprio juizado especial criminal.
C) conduzirá ao perdão do ofendido, quando se tratar de ação penal privada.
D) conduzirá à extinção da punibilidade do autor do fato, no caso de ação penal pública incondicionada.
E) conduzirá à decadência, quando se tratar de ação penal pública condicionada a representação.
(CESPE/PC-MA/2018)
66) Quando, em se tratando de crimes de menor potencial ofensivo em trâmite no juizado especial
criminal, o acusado não for encontrado para a citação, o juízo deverá
A) encaminhar as peças existentes ao juízo comum para a adoção do procedimento previsto em lei.
B) encaminhar os autos ao MP para que este proceda como entender de direito.
C) determinar a citação do acusado por edital.
D) determinar a suspensão do processo e do curso do prazo prescricional até que se proceda à citação pessoal
do acusado.
E) nomear defensor dativo para o acusado e conceder prazo de quinze dias para o oferecimento da defesa.
(CESPE/DPE-AL/2017)
67) Considerando a jurisprudência dos tribunais superiores, assinale a opção correta relativa à suspensão
condicional do processo.
A) O juiz fixará a suspensão condicional do processo pelo prazo de um a três anos, podendo revogá-la a qualquer
tempo, se o beneficiário do sursis vier a ser processado por outro crime.
B) O juiz não poderá revogar a suspensão condicional do processo se o beneficiário do sursis vier a ser
processado por contravenção penal.
C) Tratando-se de crimes de ação penal pública, somente o Ministério Público é legitimado a ofertar a suspensão
condicional do processo.
D) Como o sursis processual é ato discricionário, caso o promotor de justiça não proponha a suspensão
condicional do processo, restará ao juiz dar-lhecontinuidade.
E) A suspensão condicional do processo depende exclusivamente do preenchimento dos requisitos objetivos
fixados para o reconhecimento de infrações de menor potencial ofensivo.
(FCC/PC-AP/2017)
68) Sobre os Juizados Especiais Criminais, é correto afirmar que
A) é possível a composição civil dos danos em audiência preliminar, que acarreta a renúncia ao direito de queixa.
B) a transação penal independe de apreciação judicial.
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Direito Processual Penal
C) da decisão que rejeitar a denúncia caberá recurso em sentido estrito.
D) nas infrações de menor potencial ofensivo o inquérito policial deve ser concluído em 20 dias.
E) têm competência para julgamento das infrações penais de menor potencial ofensivo, entendidas como os crime
cuja pena mínima seja igual ou inferior a 1 ano.
(VUNESP/TJ-SP/2017)
69) No tocante aos juizados especiais criminais, é correto afirmar que
A) cabe recurso especial, mas não extraordinário, contra decisão proferida por turma recursal.
B) cabe revisão criminal de decisão do juizado especial e, por expressa disposição legal, compete à turma
recursal julgá-la.
C) compete ao Supremo Tribunal Federal o julgamento de habeas corpus contra decisão de turma recursal.
D) compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial.
(CESPE/TJ-PR/2017)
70) No juizado especial criminal, a suspensão do processo
A) proposta antes da resposta do acusado acarreta a nulidade do processo.
B) poderá ocorrer no caso de infração cometida em concurso formal e material, se a pena mínima cominada for
igual ou inferior a um ano.
C) é incabível em caso de procedência parcial da pretensão punitiva.
D) aplica-se aos delitos sem violência física sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha.
(FCC/AL-MS/2016)
71) Considere as infrações penais e as penas privativas de liberdade previstas:
I. Dano ao patrimônio público − pena de detenção de 3 meses a 3 anos e multa.
II. Desacato − pena de detenção de 6 meses a 2 anos de multa.
III. Lesão corporal − pena de detenção de 6 meses a 1 ano.
IV. Resistência − pena de detenção de 2 meses a 2 anos.
A Lei no 9.099/1995 considera infração penal de menor potencial ofensivo o que consta APENAS em
A) II, III e IV.
B) III.
C) I, II e III.
D) I e IV.
E) I, II e IV.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
72) Sobre processo e julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, tais como os
peritos criminais, assinale a alternativa correta de acordo com o que prescreve o Código de Processo
Penal.
A) A juntada de inquérito policial preparatório é indispensável nos crimes de responsabilidade dos funcionários
públicos, cujo processo e julgamento competirão aos juízes de direito.
B) Nos crimes afiançáveis, estando a denúncia ou queixa em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a
citação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de dez dias úteis.
C) A notificação do acusado para, previamente ao recebimento da denúncia, manifestar-se sobre o tema,
apresentando sua defesa e evitando que seja a inicial recebida, se estende ao particular que seja coautor ou
partícipe.
D) O juiz rejeitará a queixa ou denúncia, em despacho fundamentado, se convencido, pela resposta do acusado
ou do seu defensor, da inexistência do crime ou da improcedência da ação.
E) Caso seja recebida a denúncia ou queixa, a despeito da impugnação formulada pelo funcionário, é dispensável
que ele tome ciência disso mediante citação formal, podendo defender-se nos autos do processo-crime como
integrante formal do polo passivo.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
73) Sobre o rito especial dos processos sobre crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, o
que prescreve o direito processual penal brasileiro?
A) Nos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, competirá o processo e julgamento aos juízes leigos
até o recebimento da denúncia.
B) Se não for conhecida a residência do acusado, ou este se achar fora da jurisdição do juiz, ser-lhe-á nomeado
advogado público filiado à procuradoria respectiva ao ente federativo, a quem caberá apresentar o pedido de
suspensão dos autos até a devida citação.
C) A resposta não poderá ser instruída com documentos e justificações, mas tão somente com a indicação de
eventuais testemunhas abonatórias.
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Direito Processual Penal
D) Na instrução criminal dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos e nos demais termos desse tipo
de processo, observar-se-á o disposto nos capítulos do Código de Processo Penal relativos após processos de
rito comum.
E) O Juízo não poderá rejeitar a denúncia antes que se efetive a fase instrutória do processo penal com o
interrogatório do réu.
(VUNESP/TJ-MT/2018)
74) Nos crimes afiançáveis de responsabilidade de funcionários públicos, investigados por inquérito
policial, oferecida a denúncia que atende os requisitos do art. 41 do CPP, com informações suficientes
sobre os fatos que configuram, em tese, delito especificado, o juiz pode receber a denúncia, prescindindo
da notificação prévia do acusado.
(FGV/TJ-SC/2018)
75) Caio, funcionário público do Tribunal de Justiça, foi denunciado pela suposta prática do crime de
corrupção, após prisão em flagrante no momento em que solicitava vantagem indevida para prática de ato
de ofício.
Sobre o procedimento aplicável à ação penal em que Caio figura como denunciado, é correto afirmar que:
A) a defesa técnica de Caio somente poderá ser intimada após o recebimento da denúncia para apresentar
defesa, ocasião em que deverá apresentar teses, provas que pretenda produzir e exceções;
B) a resposta preliminar é indispensável, mesmo que a denúncia seja amparada em inquérito policial, de acordo
com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça;
C) a resposta preliminar poderá indicar as provas que a defesa pretenda produzir, mas não poderá ela mesma ser
instruída com documentos e justificações;
D) a defesa técnica de Caio deverá ser notificada, antes do recebimento da denúncia, para oferecer defesa no
prazo de 15 dias;
E) o juiz, nesse procedimento especial, não poderá rejeitar a denúncia se convencido da inexistência do crime.
(CESPE/PC-MA/2018)
76) Assinale a opção correta com relação ao processamento e ao julgamento de crimes de
responsabilidade cometidos por funcionário público.
No caso de crime inafiançável, a resposta do acusado deve ser apresentada por escrito, no prazo máximo de
trinta dias.
(CONSULTEC/TJ-BA/2010)
77) Quanto à audiência de tentativa de reconciliação, prevista no procedimento dos crimes contra a honra,
é correto afirmar:
A) Será realizada após o recebimento da peça acusatória e, se obtida a conciliação, o juiz declarará extinta a
punibilidade.
B) Somente é cabível quando for hipótese de ação penal privada, não se aplicando quando se tratar de ação
pública condicionada.
C) Deverão estar obrigatoriamente presentes o querelante, o querelado e seus respectivos advogados, sob pena
de nulidade.
D) Como se trata de procedimento facultativo, a não realização da audiência de tentativa de reconciliação, quando
cabível, é mera irregularidade, pois as partes podem transigir até a sentença de primeiro grau.
E) O juiz deverá realizar a audiência de tentativa de reconciliação, mesmo que, na data designada para tal, já
tenha ocorrido a extinção da punibilidade.
(CESPE/PC-MA/2018)
78) No que se refere ao processamento do crime de tráfico de drogas, assinale a opção correta.
A) Conforme as circunstâncias, a aplicação do princípio da insignificância é cabível.
B) É incabível a progressãode regime prisional, devendo a pena ser iniciada e totalmente cumprida no regime
fechado.
C) A fixação da pena-base pelo juiz deve levar em conta, entre outras circunstâncias, a quantidade de droga
apreendida.
D) É necessária a demonstração da efetiva transposição de fronteiras entre estados da Federação para a
incidência dessa causa de aumento da pena.
E) É incabível a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos.
(CESPE/DPF/2013)
79) Um homem penalmente capaz foi preso e autuado em flagrante pela prática de tráfico ilícito de
entorpecentes. Ao final do processo-crime, o juiz da causa determinou a juntada do laudo toxicológico
definitivo, o que não ocorreu. Nessa situação, de acordo com a jurisprudência do STJ, não poderá o juiz
proferir sentença condenatória valendo-se apenas do laudo preliminar da substância entorpecente.
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Direito Processual Penal
(FCC/DPE-RS/2014)
80) O acusado será notificado para oferecer defesa prévia no prazo de 10 (dez) dias, podendo arrolar o
número máximo de cinco testemunhas. O juiz, a seu turno, terá o prazo de 05 (cinco) dias para decidir
acerca do recebimento da denúncia.
(FCC/DPE-RS/2014)
81) Após o recebimento da denúncia, o juiz designará dia e hora para a audiência de instrução e
julgamento, e ordenará a citação pessoal do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de
10 (dez) dias.
(FCC/DPE-RS/2014)
82) No crime de tráfico de drogas, previsto no art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06, o réu não poderá apelar da
sentença condenatória sem recolher-se à prisão, salvo se for primário e de bons antecedentes.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2013)
83) Em julgamento de acusado de crime organizado para o tráfico de drogas, o juiz poderá conceder o
perdão judicial ou reduzir a pena do acusado colaborador que identificar os demais integrantes do grupo e
as infrações por eles praticadas.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2013)
84) Durante investigação policial em crime de tráfico de drogas, o juiz poderá autorizar a infiltração de
agente policial em organização criminosa e poderá protrair a prisão em flagrante delito pelo transporte de
drogas, a fim de identificar outros integrantes do grupo.
(MPE-PR/MPE-PR/2012)
85) Relativamente ao rito para apuração do crime de tráfico de entorpecente, a remessa do inquérito
policial far-se-á sem prejuízo das diligências complementares. Porém, o resultado destas deverá ser
encaminhado ao juízo competente até 03 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento.
(CESPE/MPE-RR/2008)
86) O agente que cultiva, para consumo pessoal, plantas destinadas à preparação de substância capaz de
causar dependência física submete-se aos procedimentos do juizado especial criminal.
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Direito Processual Penal
Gabarito
Procedimentos: Ordinário, Sumário, Júri, Especial;
JECRIM.
1 D 31 A 61 C
2 C 32 A 62 E
3 A 33 C 63 E
4 D 34 E 64 B
5 C 35 E 65 A
6 E 36 E 66 A
7 E 37 A 67 C
8 C 38 D 68 A
9 B 39 E 69 D
10 B 40 C 70 B
11 B 41 B 71 A
12 C 42 B 72 D
13 C 43 A 73 D
14 E 44 C 74 C
15 E 45 B 75 D
16 E 46 B 76 E
17 C 47 E 77 B
18 E 48 A 78 C
19 C 49 D 79 C
20 B 50 A 80 C
21 C 51 E 81 E
22 B 52 E 82 E
23 E 53 C 83 E
24 E 54 D 84 C
25 E 55 A 85 C
26 E 56 E 86 C
27 E 57 C
28 B 58 E
29 C 59 C
30 B 60 C
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Direito Processual Penal
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro em Ascensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Direito Processual Penal
Recursos Criminais
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Direito Processual Penal
(TJ-SC/TJ-SC/2012)
01) Acerca das Súmulas do Superior Tribunal de Justiça, em Direito Processual Penal, pode-se afirmar:
I. A interposição de recurso, mesmo sem efeito suspensivo, contra decisão condenatória, obsta a
expedição de mandado de prisão.
II. Intimada a defesa da expedição da carta precatória, torna-se desnecessária intimação da data da
audiência no juízo deprecado.
III. É necessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514 do Código de Processo Penal - CPP, na
ação penal instruída por inquérito policial.
IV. A decisão que determina produção antecipada de provas com base no artigo 366 do Código de
Processo Penal - CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando o mero decurso do
tempo.
A) Somente as proposições II e IV estão corretas.
B) Somente as proposições I, II e IV estão corretas.
C) Somente a proposição I e III estão corretas.
D) Somente as proposições II, III e IV estão corretas.
E) Somente as proposições I e II estão corretas.
(CONSUPLAN/TJ-MG/2018)
02) Considerando as disposições do Código de Processo Penal, analise as afirmativas a seguir.
I. Nos crimes de competência do Tribunal do Júri, ou do Juiz singular, se da sentença não for interposta
apelação pelo Ministério Público no prazo legal, o ofendido, ainda que não se tenha habilitado como
assistente, poderá interpor apelação.
II. Da decisão que denegar a apelação ou julgá-la deserta é cabível carta testemunhável, que será
requerida ao diretor de secretaria ou ao secretário do tribunal, conforme o caso, nas 48 (quarenta e oito)
horas seguintes, devendo o requerente indicar as peças do processo que deverão ser trasladadas.
III. O Código de Processo Penal não prevê expressamente a legitimidade do Ministério Público para
impetração de habeas corpus, sendo esta decorrente de sua atuação como custos legis.
IV. A falta ou a nulidade da citação fica sanada quando o réu comparece antes de o ato consumar-se,
mesmo que o faça, expressamente, para o único fim de arguir a falta ou a nulidade.
A partir da análise, conclui-se que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
A) I, II, III e IV.
B) I, apenas.
C) III, apenas.
D) I e IV, apenas.
(UEG/PC-GO/2018)
03) Configura hipótese legal de recurso de ofício (reexame necessário), a absolvição do acusado em
processo por crime
A) de tortura.
B) de genocídio.
C) contra a economia popular.
D) contra as relações de consumo.
E) resultante de preconceito de raça ou de cor.
(MPE-SP/MPE-SP/2017)
04) Assinale a alternativa correta.
A) A revisão criminal só será conhecida após o trânsito em julgado da decisão condenatória, o esgotamento das
vias recursais e o recolhimento do réu à prisão caso tenha sido determinada na decisão que se pretende
desconstituir.
B) A Superior Instância conhecerá de recurso interposto no prazo legal, sendo irrelevante a renúncia ao direito de
recorrer manifestado pelo acusado.
C) Tratando-se de nulidade, em recurso exclusivo da acusação, a SuperiorInstância deve reconhece-la, ainda que
não tenha sido alegada pelo Ministério Público nas razões de recurso.
D) O provimento ao recurso interposto por um dos réus beneficia aos demais, com exceção daquele que houver
expressamente renunciado ao direito de recurso.
E) O Ministério Público tem legitimidade para recorrer de sentença absolutória nos casos de ação privada em que
atuou como custos legis.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2017)
05) Na hipótese de divergência entre o acusado e o seu advogado a respeito de interesse recursal
manifestado, deve prevalecer o entendimento da defesa técnica, seja no sentido da desistência, seja no
sentido da interposição do recurso.
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Direito Processual Penal
(FCC/DPE-BA/2016)
06) Sobre o sistema de recursos previsto na legislação processual penal, é correto afirmar:
A) Há previsão expressa no Código de Processo Penal de assinatura de termo de recurso por terceiro, na
presença de duas testemunhas, caso o réu não saiba assinar seu nome.
B) O princípio da fungibilidade recursal permite que o tribunal, excepcionalmente, receba recurso intempestivo,
quando protocolado pelo réu.
C) Na hipótese de julgamento pelo tribunal do júri, se a sentença do juiz presidente divergir das respostas dos
jurados aos quesitos, o tribunal ad quem, ao analisar recurso de apelação defensivo, determinará o retorno dos
autos ao magistrado de primeiro grau para nova decisão sobre o tema.
D) O Código de Processo Penal prevê hipótese de juízo de retratação após apresentado o recurso de apelação,
sendo que se o juiz reformar o despacho recorrido, a parte contrária, por simples petição, poderá recorrer da nova
decisão, se couber recurso, não podendo mais o juiz modificá-la.
E) Em vista da teoria monística que rege o concurso de pessoas na legislação brasileira, a decisão do recurso
interposto por um dos réus, se fundado na sua relação de parentesco com a vítima, aproveitará aos outros.
(FGV/TJ-PI/2015)
07) Em determinado processo, o réu Jeremias foi condenado pelo crime de roubo majorado pela ameaça
exercida pelo emprego de arma de fogo, à pena total de seis anos de reclusão, em regime fechado. Em
recurso exclusivo da defesa, o Tribunal de Justiça afasta a majorante reconhecida pelo Juízo de piso,
porém acrescenta a majorante de a vítima estar em serviço de transporte de valores, que em momento
algum fora aventada, reduzindo, ao final, a pena para cinco anos de reclusão. No que toca ao alcance do
princípio da vedação da reformatio in pejus (artigo 617 do CPP), é correto afirmar que:
A) diante da redução de pena alcançada, a reformatio in pejus deve ser interpretada junto com o princípio da
porporcionalidade;
B) a ausência de recurso da acusação não vedaria a conduta adotada pelo Tribunal de Justiça, diante da ausência
de prejuízo para a defesa;
C) a vedação da reformatio in pejus se restringiria à quantidade final de pena, porquanto se trataria de mero
cálculo aritmético;
D) a ausência de recurso da acusação não vedaria a conduta adotada pelo Tribunal de Justiça, caso a pena final
aplicada ao réu fosse mantida no mesmo patamar;
E) a vedação da reformatio in pejus não se restringiria à quantidade final de pena, mas sim à efetiva valoração da
conduta levada a efeito pelo sentenciado.
(CESPE/PC-CE/2012)
08) Conforme o princípio da indisponibilidade, o MP não pode desistir de ação penal já instaurada, bem
como de qualquer recurso por ele interposto.
(FUNCAB/PC-RO/2014)
09) Com base nas ponderações doutrinárias acerca da teoria geral dos recursos, aponte a alternativa que
prevê as características fundamentais dos recursos.
A) Alguns recursos criam uma nova relação processual, outros não, mas sempre têm por objeto a impugnação de
um ato judicial.
B) Todo recurso é voluntário, prolonga a mesma relação processual e impugna decisão judicial.
C) O recurso pode ser voluntário ou obrigatório, prolonga a mesma relação processual e impugna decisão judicial.
D) O recurso pode ser voluntário ou obrigatório, cria uma nova relação processual e impugna decisão judicial.
E) Todo recurso é obrigatório, cria uma nova relação processual e impugna decisão judicial.
(CESPE/TJ-SC/2019)
10) De acordo com a legislação vigente acerca de recursos em geral no processo penal, assinale a opção
correta.
A) Decisão proferida em sede de recurso interposto por um dos réus em concurso de agentes que reconheça a
atipicidade do fato a eles atribuído aproveitará ao outro réu por força do efeito extensivo.
B) É viável que, no curso da tramitação, o Ministério Público desista de recurso que tenha interposto, desde que o
assistente de acusação também desista do ato processual.
C) É viável a interposição de recurso por um réu que pleiteie a condenação de outro que tenha sido absolvido.
D) O recurso deverá ser feito por meio de petição escrita caso o réu não saiba assinar o nome, não sendo viável
que o recurso seja apresentado por termo nos autos.
E) O princípio da fungibilidade deverá ser aplicado a todos os recursos que forem apresentados de forma
indevida.
(VUNESP/TJ-SP/2006)
11) Salvo a hipótese de má-fé, a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro. Se
o juiz, desde logo, reconhecer a impropriedade do recurso interposto pela parte, mandará processá-lo de
acordo com o rito do recurso cabível. As duas afirmações que se fizeram são regras oriundas do princípio
processual
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Direito Processual Penal
A) da fungibilidade.
B) do contraditório.
C) do estado de inocência.
D) da publicidade.
E) da indisponibilidade.
(CESPE/Câmara dos Deputados/2014)
12) Vige no ordenamento jurídico processual pátrio o princípio da unirrecorribilidade, razão pela qual,
interpostos dois agravos regimentais pela mesma parte, o segundo não deve ser conhecido, por força da
preclusão consumativa.
(FCC/TJ-AP/2014)
13) Em relação aos recursos no processo penal, é correto afirmar:
A) É vedada à parte a interposição simultânea ou cumulativa de recursos contra a mesma decisão, salvo nos
casos de decisões objetivamente complexas.
B) Segundo o princípio da proibição da reformatio in pejus, a parte, salvo hipótese de má-fé, não será prejudicada
pela interposição de um recurso por outro.
C) Em razão do princípio da obrigatoriedade, o Ministério Público deve recorrer de decisão absolutória e não pode
desistir do recurso interposto.
D) Cabe recurso em sentido estrito contra a decisão de impronúncia e de incompetência do juízo.
E) Cabe apelação da decisão que não receber a denúncia ou a queixa.
(CESPE/TJ-RO/2012)
14) A regra geral no CPP é a voluntariedade dos recursos. Os recursos à sentença que conceda habeas
corpus e reabilitação, contudo, devem ser interpostos de ofício, por juiz.
(CESPE/TRE-RJ/2012)
15) Consoante entendimento do Superior Tribunal de Justiça, é inadmissível, dado o princípio da
fungibilidade, o recebimento de simples petição em que se requeira a reconsideração de decisão singular
de relator como agravo regimental, ainda que atendidos os pressupostos processuais do recurso correto.
(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
16) Breno está sendo processado por crime de furto cometido contra uma empresa pública federal situada
na cidade de Porto Alegre, cujo processo tramita regularmente em uma das varas da Justiça Federal de
Porto Alegre. No curso do processo o Magistrado competente julgou extinta a punibilidade de Breno após
reconhecer a prescrição da pretensão punitiva estatal. Inconformado, o Ministério Público Federal poderá
apresentar ao E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região recurso
A) em sentido estrito, no prazode cinco dias.
B) de apelação, no prazo de dez dias.
C) em sentido estrito, no prazo de dez dias.
D) de apelação, no prazo de cinco dias.
E) de apelação, no prazo de quinze dias.
(CESPE/TJ-DFT/2019)
17) Em relação aos recursos no processo penal, assinale a opção correta.
A) No caso de recurso exclusivo da defesa em crime de ação pública, é cabível, em segundo grau de jurisdição, a
mutatio libelli, que implicará o aditamento da denúncia.
B) A regra da voluntariedade dos recursos não é aplicável aos casos em que couber apelação de sentença
condenatória quando o réu tiver sido defendido por defensor dativo no processo.
C) Em procedimento de tribunal do júri, caso o Ministério Público não interponha recurso de apelação contra a
sentença, o próprio ofendido poderá impugnar a decisão, desde que o faça no prazo legal e esteja devidamente
habilitado nos autos como assistente de acusação.
D) Interposto recurso da defesa e da acusação contra sentença condenatória, e entendendo o tribunal ad quem
pela nulidade do processo desde o seu início por incompetência do juízo que tiver prolatado a sentença, não
caberá ao juiz competente impor ao réu uma nova sentença mais gravosa.
E) No caso de decisão condenatória cujos fundamentos admitam, simultaneamente, a apelação e o recurso em
sentido estrito, a defesa deverá optar por aviar somente a primeira, ainda que seja cabível o segundo em ponto
específico da decisão.
(CESPE/MPE-PI/2019)
18) Em processo de natureza incidental, foi formulado contra Luiz, investigado por corrupção e lavagem
de dinheiro, pedido de sequestro dos seus bens, nos moldes do previsto no Código de Processo Penal. O
pedido foi deferido.
Para impugnar a referida decisão, a medida processual a ser adotada por Luiz junto ao tribunal de justiça é
A) o recurso em sentido estrito.
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Direito Processual Penal
B) o mandado de segurança.
C) o habeas corpus.
D) a apelação.
E) o embargo.
(FCC/DPE-MA/2018)
19) Acerca dos recursos no processo penal, é correto afirmar que
A) o prazo para o Ministério Público e Defensoria Pública oporem embargos infringentes será de 10 dias, a contar
da intimação pessoal do respectivo profissional.
B) a Defensoria Pública e o Ministério Público possuem prazo em dobro para interpor recurso de apelação
criminal, contado a partir da entrada do processo na respectiva repartição.
C) constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da
rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo.
D) da decisão que pronunciar o réu caberá apelação.
E) segundo entendimento dominante dos Tribunais Superiores, a apresentação tardia das razões implica em
intempestividade do recurso, ainda que interposto dentro do prazo legal.
(CESPE/DPE-PE/2018)
20) Assinale a opção que apresenta a medida judicial cabível contra a decisão que, reconhecendo a
ilegitimidade do Ministério Público para ajuizar a ação penal, deixa de receber a denúncia e extingue a
punibilidade em face da decadência.
A) correição parcial
B) apelação
C) carta testemunhável
D) recurso em sentido estrito
E) recurso de ofício
(VUNESP/DPE-RO/2017)
21) Assinale a alternativa correta.
A) Os recursos não terão efeito suspensivo nos casos de perda da fiança.
B) O Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja interposto.
C) Caberá recurso em sentido estrito da decisão que receber a denúncia.
D) Por conta da última reforma do Código de Processo Penal, não há mais previsão legal do recurso de carta
testemunhável.
E) Sempre será admissível a reiteração do pedido de revisão criminal.
(FCC/DPE-SC/2017)
22) Sobre os recursos no processo penal:
A) A apresentação de razões de apelação pela defesa fora do prazo legal impede o conhecimento do recurso,
ainda que tempestivamente interposto.
B) O órgão do Ministério Público pode renunciar ao recurso de apelação, a despeito da indisponibilidade da ação
penal pública.
C) É cabível mandado de segurança para conferir efeito suspensivo a recurso em sentido estrito interposto contra
decisão que concede prisão domiciliar à acusada.
D) Com o advento do Novo Código de Processo Civil entende-se que não mais existe o juízo de retratação no
recurso em sentido estrito.
E) Conforme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é cabível a interposição de recurso ordinário em
habeas corpus em face de acórdão que julga procedente recurso em sentido estrito da acusação.
(CESPE/PC-ES/2011)
23) Se o MP competente não interpuser recurso de apelação no prazo legal, o assistente da acusação
poderá interpor apelação, que, como regra geral, não tem efeito suspensivo. Caso persista a irresignação
do assistente após acórdão denegatório da apelação, a jurisprudência do STF veda a interposição de
recursos, pela assistência da acusação, perante as instâncias extraordinárias.
(CESPE/TRE-MT/2015)
24) Considere que, posta em liberdade provisória mediante recolhimento de fiança e cumprimento de
obrigações impostas judicialmente, Joana tenha voltado a delinquir, razão por que o juízo competente
decidiu ter havido quebra da fiança. Nessa situação hipotética, contra a decisão do juiz cabe a
interposição de
A) recurso em sentido estrito.
B) correição.
C) agravo de instrumento.
D) apelação.
E) reclamação.
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Direito Processual Penal
(FCC/TJ-PI/2015)
25) Paulo, Magistrado de uma determinada vara criminal da comarca de Lagoa Azul, no curso de um
processo criminal em trâmite na sua vara, prolata um despacho impugnável por meio de recurso em
sentido estrito. O réu, inconformado com a decisão, interpõe o referido recurso dentro do prazo legal.
Apresentadas as razões pelo réu e contrarrazões pelo Ministério Público, os autos serão encaminhados
conclusos ao Magistrado, que, dentro de:
A) dois dias, reformará ou sustentará o seu despacho e, no caso de reforma do despacho, a parte contrária, por
simples petição, poderá recorrer da nova decisão, se couber recurso, sendo lícito ao juiz modificá-la novamente.
B) cinco dias, reformará ou sustentará o seu despacho e, no caso de reforma do despacho, a parte contrária, por
simples petição, poderá recorrer da nova decisão, se couber recurso, não sendo mais lícito ao juiz modificá-la.
C) cinco dias, reformará ou sustentará o seu despacho e, no caso de reforma do despacho, a parte contrária não
poderá recorrer da nova decisão.
D) dois dias, reformará ou sustentará o seu despacho e, no caso de reforma do despacho, a parte contrária, por
simples petição, poderá recorrer da nova decisão, se couber recurso, não sendo mais lícito ao juiz modificá-la.
E) cinco dias, reformará ou sustentará o seu despacho e, no caso de reforma do despacho, a parte contrária, por
simples petição, poderá recorrer da nova decisão, se couber recurso, sendo lícito ao juiz modificá-la novamente.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2015)
26) É cabível a interposição de recurso em sentido estrito da decisão que declara a incompetência do
juízo.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2015)
27) Caso deseje recorrer de decisão tomada por vara federal que tenha rejeitado denúncia contra
determinado indivíduo por atipicidade do fato, o MPF deverá fazê-lo por meio de apelação, uma vez que a
decisão resultou na extinção do processo.
(CESPE/TRF - 1ª REGIÃO/2015)
28) O recurso cabível da decisão que indefere o pedido de restituição de coisa apreendida é
A) agravo de instrumento.
B) recurso em sentido estrito.
C) correição parcial.
D) apelação.
E) embargos infringentes.
(CESPE/PGE-BA/2014)
29) O assistente de acusação, de acordo com a jurisprudência do STJ,não tem direito a manejar recurso
de apelação que objetive o aumento da pena do sentenciado.
(VUNESP/Câmara Municipal de São Carlos - SP/2013)
30) Em relação aos recursos previstos no Código de Processo Penal, é correto afirmar que
A) caberá recurso, no sentido estrito, da decisão que revo-gar a prisão preventiva.
B) caberá apelação no prazo de 10 (dez) dias das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas
por juiz singular
C) a revisão dos processos findos será admitida quando a sentença absolutória se fundar em depoimentos,
exames ou documentos comprovadamente falsos.
D) a carta testemunhável terá efeito suspensivo.
E) quando cabível a apelação, só poderá ser usado o recur-so em sentido estrito, quando se recorra somente de
par-te da decisão.
(CESPE/STF/2013)
31) O ato judicial que decide a exceção da coisa julgada pode ser classificado como decisão com força de
definitiva e, consequentemente, pode ser objeto de recurso em sentido estrito.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
32) Segundo o Código de Processo Penal, nas apelações interpostas das sentenças proferidas em
processos por crime a que a lei comine pena de reclusão, o tempo para os debates será de quinze
minutos.
(CESPE/DPE-DF/2019)
33) Caso tenha comparecido pessoalmente e posteriormente condenado, Luís poderá apelar no prazo de
cinco dias, devendo apresentar as razões recursais em oito dias.
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(TJ-SC/TJ-SC/2012)
34) O conhecimento de recurso de apelação do réu depende de sua prisão.
(CESPE/TRE-PE/2017)
35) A renúncia ao direito de apelar manifestada pelo réu impede o conhecimento de eventual recurso de
apelação já interposto pelo seu defensor.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
36) Sobre o recurso de apelação, nos termos da Legislação Processual Penal e Súmulas dos Supremo
Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa
incorreta:
A) É cabível contra a sentença de impronúncia e absolvição sumária no procedimento nos processos de
competência do Tribunal do Júri.
B) É cabível da decisão de rejeição de denúncia no procedimento sumaríssimo.
C) É cabível ao ofendido, não estando habilitado como assistente, interpô-la contra a decisão do tribunal do júri,
após o transcurso do prazo recursal para o Ministério Público.
D) É cabível contra decisão do Tribunal do Júri em hipóteses restritas legalmente previstas e o efeito devolutivo é
adstrito aos fundamentos da sua interposição.
E) É cabível se de parte da sentença definitiva ou com força de definitiva proferida pelo juiz singular não for
previsto recurso em sentido estrito.
(VUNESP/PC-SP/2018)
37) Tício foi absolvido da acusação de prática do crime de homicídio qualificado. Inconformado com a
decisão, o Ministério Público interpõe recurso de apelação por entender ser a decisão manifestamente
contrária à prova dos autos. Dado provimento ao recurso e submetido a novo julgamento pelo Tribunal do
Júri, Tício é agora condenado pela prática do crime de homicídio qualificado à pena de 12 anos de
reclusão.
Com base em tais informações, afirma-se corretamente:
A) o efeito devolutivo da apelação contra decisões do Júri não é adstrito aos fundamentos da sua interposição.
B) não se cogita a possibilidade de interposição de recurso de apelação quando houver injustiça no tocante à
aplicação da pena.
C) no caso das sentenças do júri, a apelação é recurso vinculado e não de fundamentação livre.
D) com base no princípio da ampla defesa, é possível que a defesa interponha recurso de apelação contra a
sentença condenatória pelo mesmo fundamento (decisão contrária à prova dos autos).
E) não era dado ao Tribunal de Justiça prover o recurso interposto pelo Ministério Público, violando assim o direito
fundamental da soberania dos vereditos do Tribunal do Júri.
(NUCEPE/PC-PI/2018)
38) Em relação aos recursos e aos temas relativos ao processo penal, é INCORRETO afirmar:
A) Segundo entendimento jurisprudencial, a renúncia do réu ao direito de apelação, manifestada sem a
assistência do defensor, não impede o conhecimento da apelação por este interposta.
B) Segundo o STF, a apelação despachada pelo juiz no prazo legal não fica prejudicada pela demora da juntada,
por culpa do cartório.
C) Há jurisprudência do STF, no sentido de que o prazo do recurso ordinário, para o Supremo Tribunal Federal,
em habeas corpus ou mandado de segurança, é de 8 (oito) dias.
D) Há entendimento jurisprudencial de que não fica prejudicada a apelação entregue em cartório no prazo legal,
embora despachada tardiamente.
E) De acordo como o STF é nulo o julgamento da apelação, se, após a manifestação nos autos da renúncia do
único defensor, o réu não foi previamente intimado para constituir outro.
(FUNDEP/MPE-MG/2018)
39) Em obediência ao princípio da dialeticidade, os tribunais superiores vêm pacificamente reconhecendo
a nulidade do julgamento de recursos manejados pela defesa em que não tenham sido apresentadas as
respectivas razões.
(CESPE/DPE-AC/2017)
40) Após a tempestiva interposição pelo réu de recurso de apelação, por termo nos autos, contra sentença
condenatória por crime de estelionato, procedeu-se ao oferecimento das razões do recurso fora do prazo
estipulado no CPP.
Em decorrência do ocorrido nessa situação hipotética, a atitude a ser tomada será
A) o não conhecimento, por deserção, da apelação pelo tribunal.
B) o não conhecimento da apelação pelo tribunal em razão da extemporaneidade.
C) o conhecimento da apelação pelo tribunal, pois a apresentação extemporânea das razões constitui mera
irregularidade.
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D) o conhecimento da apelação pelo tribunal, bem como a abertura de prazo em dobro para o oferecimento de
contrarrazões.
E) o não recebimento da apelação pelo juízo de admissibilidade.
(FCC/DPE-RS/2018)
41) Quando não for unânime a decisão de segunda instância, admitem-se embargos infringentes e de
nulidade, opostos pelo Ministério Público, em favor ou contra o interesse do réu, para que a matéria seja
reexaminada em órgão colegiado mais amplo (grupo de câmaras ou turmas), sendo o objeto dos
embargos restrito à matéria alvo de divergência.
(CESPE/TRE-PE/2017)
42) Em razão da preclusão, a apresentação extemporânea das razões impede o conhecimento do recurso
de apelação tempestivamente interposto.
(CESPE/DPU/2015)
43) Não se admite revisão criminal contra sentença absolutória imprópria por falta de interesse de agir.
(UFMT/MPE-MT/2014)
45) É admissível a reiteração de pedido revisional, ainda que não fundado em novas provas.
(MPE-PR/MPE-PR/2019)
46) O tribunal a que competir o julgamento da carta testemunhável, se desta tomar conhecimento,
mandará processar o recurso, ou, se estiver suficientemente instruída, decidirá logo, o mérito do recurso
não recebido.
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Gabarito
Recursos Criminais
1 A 21 B 41 E
2 D 22 B 42 E
3 C 23 E 43 E
4 B 24 A 44 E
5 E 25 D 45 E
6 A 26 C 46 C
7 E 27 E
8 C 28 D
9 B 29 E
10 A 30 A
11 A 31 E
12 C 32 C
13 A 33 E
14 C 34 E
15 E 35 E
16 A 36 E
17 E 37 C
18 D 38 C
19 C 39 E
20 D 40 C
Nível de Acertos no Assunto – Marque seu nível!
Níveis Porcentagem
Nível 01: Concurseiro Faixa Branca. 0% - 20%
Nível 02: Concurseiro Iniciante. 21% - 60%
Nível 03: Concurseiro emAscensão. 61% - 88%
Nível 04: Concurseiro Faixa Preta. 89% - 100%
O que fazer para melhorar? Níveis
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 01
Estudar novamente o assunto com mais atenção; Nível 02
Revisar o assunto e estudar os pontos fracos; Nível 03
Revisar e continuar quebrando questões. Nível 04
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Meios Autônomos de
Impugnação
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Direito Processual Penal
(TJ-SC/TJ-SC/2012)
01) Acerca das Súmulas do Superior Tribunal de Justiça, em Direito Processual Penal, pode-se afirmar:
I. A interposição de recurso, mesmo sem efeito suspensivo, contra decisão condenatória, obsta a
expedição de mandado de prisão.
II. Intimada a defesa da expedição da carta precatória, torna-se desnecessária intimação da data da
audiência no juízo deprecado.
III. É necessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514 do Código de Processo Penal - CPP, na
ação penal instruída por inquérito policial.
IV. A decisão que determina produção antecipada de provas com base no artigo 366 do Código de
Processo Penal - CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando o mero decurso do
tempo.
A) Somente as proposições II e IV estão corretas.
B) Somente as proposições I, II e IV estão corretas.
C) Somente a proposição I e III estão corretas.
D) Somente as proposições II, III e IV estão corretas.
E) Somente as proposições I e II estão corretas.
(FCC/TJ-AL/2019)
02) Cabível habeas corpus quando
A) o processo for manifestamente nulo, mas não para o reconhecimento de extinção da punibilidade do paciente.
B) não houver justa causa para o inquérito policial, mas não quando já extinta a pena privativa de liberdade.
C) relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada, mas não
quando já proferida decisão condenatória exclusivamente a pena de multa.
D) imposta pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública.
E) não for admitida a prestação de fiança e quando seu objeto consistir em resolução sobre o ônus das custas.
(FUNDEP/DPE-MG/2019)
03) O defensor público de uma comarca do interior recebeu uma carta de um condenado que se
encontrava encarcerado no estabelecimento prisional local. Na carta, o condenado alegava inocência,
dizendo que foi condenado injustamente. Afirmou que no curso do processo entregou para seu então
advogado constituído uma relação de testemunhas, as quais não foram arroladas na resposta à acusação.
Disse também que quando do seu interrogatório judicial apontou as testemunhas que poderiam
comprovar sua inocência, muito embora o juiz não tenha determinado a audição das testemunhas. Junto
com a carta, o condenado enviou uma declaração, mediante escritura pública, na qual uma testemunha
presencial do delito afirma categoricamente que o condenado não foi o autor do fato. A condenação já
transitou em julgado. No processo de conhecimento não foi ouvida nenhuma testemunha presencial do
fato.
Diante de tal situação, o defensor público,
A) considerando que o assistido está encarcerado, deverá propor ação de habeas corpus pretendendo a rescisão
da coisa julgada, valendo-se da declaração escrita.
B) diante do trânsito em julgado da condenação, deverá propor ação de revisão criminal, com fundamento em
prova nova, representada pela declaração escrita.
C) por meio do procedimento de produção antecipada de prova previsto no Código de Processo Civil, deverá
requerer a audição da testemunha nova apontada pelo assistido em contraditório judicial.
D) por não se tratar de testemunha nova, já que era conhecida desde antes da instrução probatório no processo
de conhecimento, nada poderá fazer.
(FCC/DPE-SP/2019)
04) Nas condenações de processos do rito do Tribunal do Júri,
A) é possível ajuizar revisão criminal somente se houver nulidade posterior à pronúncia, sendo que, neste caso, o
julgamento deve ser refeito.
B) não é possível ajuizar revisão criminal em razão do princípio in dubio pro socieate.
C) não é possível ajuizar revisão criminal em razão do princípio da soberania dos veredictos.
D) é possível ajuizar revisão criminal em qualquer das hipóteses do art. 621 do CPP.
E) é possível ajuizar revisão criminal somente para se corrigir injustiça na aplicação da pena, uma vez que essa
matéria é de competência do Juiz-Presidente, sendo que, neste caso, o Próprio Tribunal pode rever a pena.
(FGV/TJ-SC/2018)
05) Mário, condenado definitivamente pela prática de crime de furto qualificado, após o cumprimento da
pena, apresenta revisão criminal, sem assistência de advogado, sob o argumento de que a decisão se
baseou em documento comprovadamente falso.
O analista judiciário, ao receber e analisar o pedido de revisão, deverá concluir que a medida:
A) é cabível, e eventual absolvição imporá o reestabelecimento de todos os direitos perdidos em razão da
condenação;
B) não é cabível, uma vez que não mais persiste o interesse diante do cumprimento integral da pena imposta;
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C) não é cabível, tendo em vista que a falsidade de prova testemunhal não é fundamento idôneo a justificá-la;
D) não é cabível, tendo em vista que Mário não estava representado por advogado legalmente habilitado;
E) é cabível, admitindo, durante o processamento da revisão, a produção de todos os meios de prova.
(FGV/TJ-SC/2018)
06) Como forma de garantir os direitos do réu e combater decisões judiciais, o Código de Processo Penal
prevê, além dos recursos legais, ações autônomas de impugnação, destacando-se o habeas corpus, que
também possui disciplina constitucional.
Sobre o habeas corpus, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar
que:
A) poderá a ordem de habeas corpus ser deferida de ofício pelo Tribunal de Justiça, verificando existência de
coação ilegal ao réu preso, ainda que em recurso único do Ministério Público;
B) caberá habeas corpus em busca de desconstituição de sentença condenatória em que foi aplicada
exclusivamente pena de multa;
C) dependerá de representação de advogado regularmente constituído nos autos a interposição de habeas
corpus;
D) caberá habeas corpus para combater exclusivamente a sanção de perda da função pública imposta;
E) admite-se a produção de provas durante a instrução em sede de habeas corpus.
(CESPE/TJ-CE/2018)
07) O habeas corpus
A) abrange, na atualidade, qualquer ato constritivo à liberdade, direta ou indiretamente, mesmo que não envolva a
decretação da prisão.
B) não pode ser concedido contra decisão do tribunal do júri transitada em julgado.
C) não pode analisar questões extremamente complexas, especialmente porque seu procedimento é sumário e de
cognição limitada.
D) não é cabível nas hipóteses de punição disciplinar aplicada a militar, de acordo com os tribunais superiores.
E) é cabível contra qualquer sentença penal condenatória, inclusive aquelas que fixem somente a pena de multa.
(VUNESP/PC-BA/2018)
08) O Código de Processo Penal exige que a petição que visa a impetrar ordem de habeas corpus indique
os seguintes requisitos:
A) quem sofre a violência ou se encontra na iminência de sofrê-la e a descrição do constrangimento que se alega,
sendo facultativa a qualificação de quem propõe a medida.
B) a descrição da violência ou da ameaça de violência que se acredita existir, a identificação nominal da
autoridadeque pratica ou irá praticar essa violência e os nomes de testemunhas que a comprovem.
C) a pessoa que está sofrendo o constrangimento, a autoridade coatora, a especificação da modalidade de
violência ou ameaça que justifique a medida e a assinatura e a identificação do impetrante.
D) o ato ou fato que cause o constrangimento que justifique a impetração, o nome e o cargo da autoridade que
pratique a ilegalidade e o nome e a qualificação do impetrante, sendo vedada a impetração por analfabeto.
E) a qualificação completa de quem sofre a violência ou a ameaça de coação e da autoridade que a pratique, a
descrição da ação arbitrária e os nomes de testemunhas que a comprovem.
(VUNESP/PC-BA/2018)
09) O cumprimento de um alvará de soltura clausulado expedido pela autoridade judiciária em sede de
habeas corpus significa que
A) o paciente deverá ser imediatamente solto, independentemente de qualquer outra cláusula ou condição.
B) a soltura do paciente apenas poderá ocorrer depois de autorizada pelo juízo que havia determinado a prisão
objeto da impetração.
C) somente poderá ocorrer a soltura do paciente se ele aceitar submeter-se a medida cautelar diversa da prisão.
D) o paciente deverá ser solto imediatamente, desde que não haja outro motivo legal para mantê-lo preso.
E) o paciente será solto tão logo haja demonstração da justeza dos motivos alegados na impetração.
(CESPE/STJ/2018)
10) Membro do Ministério Público não tem legitimidade ativa para impetrar habeas corpus, mesmo que
constate alguma das hipóteses de ilegalidade na prisão do autor do delito.
(CESPE/DPE-PE/2018)
11) Conforme o entendimento do STF, o habeas corpus será cabível para questionar constrangimento
gerado pela imposição de ônus de custas processuais.
(CESPE/DPE-PE/2018)
12) Conforme o entendimento do STF, o habeas corpus será incabível contra decisão que aplicar medidas
cautelares diversas da prisão, por não haver afronta ao direito de locomoção.
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Direito Processual Penal
(FUNCAB/PC-ES/2013)
13) Em relação ao habeas corpus, é INCORRETO afirmar:
A) A legitimidade para o ajuizamento do habeas corpus não exige capacidade postulatória.
B) Trata-se de uma ação constitucional, de procedimento especial.
C) Constitui garantia individual ao direito de locomoção, quando ameaçado por ilegalidade ou abuso de poder.
D) Poderá ser impetrado contra decisão condenatória a pena de multa.
E) Tem cabimento sempre que alguém se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade
de ir e vir.
(IBADE/PC-AC/2017)
14) Sobre habeas corpus assinale a alternativa correta.
A) Não cabe habeas corpus contra ato de Delegado de Polícia.
B) O delegado de policia não pode impetrar habeas corpus.
C) Para a doutrina, o habeas corpus, a revisão criminal e o mandado de segurança não são recursos e sim ações
autônomas de impugnação.
D) O habeas corpus não pode ser concedido de ofício pelo Juiz ou tribunal.
E) O habeas corpus contra ato de Delegado de Polícia deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça.
(UEG/PC-GO/2013)
15) O habeas corpus
A) será concedido sempre que alguém sofrer violência efetiva na sua liberdade de ir e vir, mas não será passível
de concessão em caso de alguém se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal.
B) não será cabível para apreciar a conveniência ou oportunidade da aplicação de punição disciplinar militar.
C) não poderá ser impetrado pelo próprio paciente, ressalvada a hipótese de este possuir capacidade postulatória.
D) não poderá ser impetrado por promotor de justiça, mas apenas por advogado, uma vez que este age em
benefício de quem tem sua liberdade cerceada.
(FUNCAB/PC-PA/2016)
16) A expressão habeas corpus traduz-se literalmente do latim para o português como “tome o corpo”. Em
relação ao habeas corpus no direito brasileiro, é possível afirmar que:
A) de acordo com entendimento majoritário na doutrina e na jurisprudência, admite-se que a petição de habeas
corpus seja apócrifa.
B) o coator pode ser tanto uma autoridade quanto um particular.
C) o Ministério Público não possui legitimidade para impetrar habeas corpus em favor do réu de um processo.
D) pessoa jurídica pode figurar como paciente em habeas corpus.
E) o habeas corpus profilático é cabível na hipótese de já ter sido consumado o constrangimento ilegal à
liberdade.
(MS-CONCURSOS/PC-PA/2012)
17) Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou
coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar. A coação considerar-se-á
ilegal quando:
I – houver justa causa.
II – alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei.
III – não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza.
IV – quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo.
Diante dessas informações, assinale a alternativa correta:
A) Somente as assertivas I e II estão corretas.
B) Somente as assertivas II e III estão corretas.
C) Somente as assertivas I, II e III estão corretas.
D) Somente as assertivas II, III e IV estão corretas.
E) Todas as assertivas estão corretas.
(CESPE/PRF/2013)
18) O habeas corpus pode ser impetrado, perante qualquer instância do Poder Judiciário, por qualquer
pessoa do povo em favor de outrem, podendo, ainda, a autoridade judicial competente concedê-lo de
ofício.
(CESPE/DPE-AM/2003)
19) Após envolvimento em infração penal de menor potencial ofensivo, Tício foi encaminhado ao juizado
especial criminal, onde o promotor de justiça requereu a abertura de inquérito policial em face da
complexidade do caso, o que impediu a formulação imediata da denúncia. Posteriormente, foi oferecida,
perante o juízo criminal da comarca, denúncia, que tramitou pelo rito sumário, findando pela absolvição. O
assistente de acusação recorreu, e o recurso foi distribuído à turma recursal, que lhe deu provimento e
condenou Tício a dois meses de detenção, pena substituída por prestação pecuniária à vítima. Com base
nessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
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Direito Processual Penal
(CESPE/DPE-PE/2015)
20) Os tribunais superiores não mais têm admitido o manejo do habeas corpus originário como meio de
impugnação substitutivo da interposição de recurso ordinário constitucional.
(CESPE/TJ-DF/2008)
21) No caso de habeas corpus repressivo, se o juiz verificar, antes do julgamento do pedido de liminar,
que a coação ilegal já cessou, não poderá julgar prejudicado o pedido, devendo enfrentar o mérito, tendo
em vista que a coação ilegal representa violação a direito humano fundamental e pode vir a se repetir.
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