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e que tenham significativa diversificação 
em produtos, processos de produção e clientes.
Embora suficientemente simples, o sistema de custeio ABC tem 
contribuído para melhorar as tradicionais metodologias de análise de custos. 
Seu objetivo é rastrear as atividades mais relevantes, para que se identifiquem 
as mais diversas rotas de consumo dos recursos da empresa. Por meio dessa 
análise de atividades, busca-se planejar e realizar o uso eficiente e eficaz dos 
recursos da empresa. A atribuição de custos às atividades é feita de uma forma 
criteriosa de acordo com as seguintes prioridades:
TÓPICO 3 | SISTEMAS ABC X GECON
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• Alocação direta: isto se faz quando há uma identificação clara, direta e 
objetiva de certos itens de custos com certas atividades.
• Rastreamento: é uma alocação com base na identificação da relação, causa, 
efeito, entre a ocorrência da atividade e a geração de custos. Essa relação é 
expressa através de direcionadores de custos de primeiro estágio, também 
conhecidos como direcionadores de custos e recursos.
• Rateio: o rateio é realizado quando não há a possibilidade de utilizar nem a 
alocação direta, nem o rastreamento.
À medida que as empresas utilizam tecnologia de produção mais 
avançada os custos indiretos de fabricação aumentam e o valor da mão de obra 
direta diminui. Assim a distribuição dos custos indiretos proporcionalmente à 
mão de obra direta conduz a um custeio incorreto dos produtos. Nesse intenso 
movimento de mudanças o processo de gestão empresarial passa por novos 
desafios e os gestores, necessariamente, passam a trabalhar com novos modelos 
de decisão e esses novos modelos de decisão demandam novas informações. 
Não podemos esquecer que a informação é a matéria-prima do processo de 
tomada de decisões.
Para melhor entendimento apresentamos as vantagens e desvantagens 
da aplicação do método de custeio ABC.
Como vantagens podemos ressaltar:
• informações gerenciais relativamente mais fidedignas por meio da redução 
do rateio;
• adequa-se mais facilmente às empresas de serviços, pela dificuldade de 
definição do que seja custos, gastos e despesas nessas entidades;
• menor necessidade de rateios arbitrários;
• atende aos Princípios Fundamentais de Contabilidade;
• obriga a implantação, permanência e revisão de controles internos;
• proporciona melhor visualização dos fluxos dos processos;
• identifica, de forma mais transparente onde os itens em estudo estão 
consumindo mais recursos;
• identifica o custo de cada atividade em relação aos custos totais da entidade;
• pode ser empregado em diversos tipos de empresas;
• pode, ou não, ser um sistema paralelo ao sistema de contabilidade;
• pode fornecer subsídios para gestão econômica, custo de oportunidade e 
custo de reposição;
• possibilita a eliminação ou redução das atividades que não agregam valor ao 
produto.
Por outro lado, pode-se enumerar como desvantagens:
• gastos elevados para implantação;
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UNIDADE 2 | SISTEMAS DE CUSTEIO E FORMAÇÃO DE PREÇOS
• alto nível de controles internos a serem implantados e avaliados;
• necessidade de revisão constante;
• leva em consideração muitos dados;
• informações de difícil extração;
• dificuldade de envolvimento e comprometimento dos empregados da 
empresa;
• necessidade de reorganização da empresa antes de sua implantação;
• dificuldade na integração das informações entre departamentos;
• falta de pessoal competente, qualificado e experiente para implantação e 
acompanhamento;
• necessidade de formulação de procedimentos padrões;
• não é aceito pelo fisco;
• maior preocupação em gerar informações estratégicas do que em usá-las.
O sistema de custeio ABC apresenta diversas vantagens que devem 
ser cuidadosamente analisadas pelas empresas, com o sentido de serem 
tirados proveitos de suas informações, colocando a entidade em uma posição 
privilegiada. Contudo a necessidade imposta pelo mercado, os custos de 
implantação e acompanhamento, o recurso humano necessário, os produtos 
envolvidos, as necessidades dos gestores etc., devem ser analisados para que se 
dimensionem as vantagens e desvantagens para cada instituição.
FONTE: Disponível em: <http://www.coladaweb.com/contabilidade/custeio-abc-custeio-
baseado-em-atividades>. Acesso em: 29 set. 2015.
A seguir vamos compreender um pouco mais sobre o Sistema ABC, 
através do exemplo:
A figura apresenta o esquema básico do ABC, através de um exemplo 
hipotético, aplicado a um setor de expedição de uma indústria que fabrica perfumes:
FIGURA 13 – ESQUEMA BÁSICO DO ABC
FONTE: Adaptado de Mauad e Pamplona (2003)
TÓPICO 3 | SISTEMAS ABC X GECON
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No esquema acima é possível visualizar e entender qual a sistemática de 
funcionamento do ABC. Primeiro alocam-se os gastos indiretos às atividades 
através dos direcionadores de custos de recursos e, logo em seguida, com o 
uso dos direcionadores de custos das atividades, pode-se alocar os custos das 
atividades aos produtos.
Essa é a grande contribuição do ABC para a tomada de decisões, em 
vista da possibilidade de controle que o método oferece em nível de atividades 
e da quantidade de trabalho dessas, medida pela quantidade dos direcionadores 
utilizados. Eis a diferença do ABC para o método por absorção, já que esse último 
rateia os custos indiretos diretamente para os produtos sem considerar a causa ou 
os efeitos que os geraram.
Os cálculos apresentados no esquema demonstram que primeiramente 
os gastos indiretos (recursos) são divididos pela quantidade dos direcionadores 
de custos de recursos, quando então é encontrado o custo de cada atividade 
executada. Após, multiplica-se o custo unitário da atividade pela quantidade 
apurada para o seu direcionador de custos da atividade e encontra-se a proporção 
dos custos consumidos por aquele determinado produto ou serviço que está 
sendo custeado.
Em outras palavras, Mauad e Pamplona (2003), esclarecem que no primeiro 
estágio a atribuição dos custos às atividades é feita através dos direcionadores 
de custos de recursos da seguinte forma: a) especificação das atividades; b) 
rastreamento dos custos; c) identificação e seleção dos direcionadores de recursos; 
e d) atribuição dos custos às atividades.
No segundo estágio, os autores afirmam que faz-se o custeio dos objetos 
de custos, de acordo com seu consumo das atividades, através dos direcionadores 
de atividades: a) definindo os objetos de custos; b) formando grupos de custos de 
atividades; c) selecionando os direcionadores de atividades; e d) calculando os 
custos dos objetos de custos.
FONTE: Disponível em: <http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos06/784_Artigo%20Abc_
Seget1.pdf>. Acesso em: 26 abr. 2016.
3 SISTEMA GECON
O GECON contribui como ferramenta de gestão para os responsáveis 
pela área de custos mensurar a otimização dos resultados e aumentar a eficiência 
operacional das empresas.
Para Catelli (1999), GECON significa administrar por resultado, 
objetivando a otimização do mesmo por meio da melhoria da produtividade 
e da eficiência operacionais. O modelo GECON é direcionado para a 
eficácia empresarial, compreendendo um sistema de gestão e um sistema de 
informações. Conforme relata Catelli (1999, p. 3):
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UNIDADE 2 | SISTEMAS DE CUSTEIO E FORMAÇÃO DE PREÇOS
O sistema de gestão no modelo GECON diz respeito ao processo 
de planejamento, execução e controle operacional das atividades 
e é estruturado com base na missão da empresa, em suas crenças 
e valores, em sua filosofia administrativa e em um processo 
de planejamento estratégico que busca em última instância a 
excelência empresarial e a otimização do desempenho econômico 
da empresa. No sistema de informações, o sistema GECON utiliza 
fundamentalmente conceitos e critérios que atendem às necessidades 
informativas dos diversos gestores da empresa para seu processo de