Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Pagamento das dívidas do autor da herança 
 
O art. 1.792 do CC consagra a máxima sucessória intra vires hereditatis, 
prevendo que o herdeiro não responde por encargos superiores às forças da 
herança. Ao herdeiro cabe o ônus de provar o excesso, salvo se houver inventário 
que a escuse, demonstrando o valor dos bens herdados. Várias concreções práticas 
da regra podem ser mencionadas, com destaque para as seguintes: 
 Os herdeiros respondem pelas dívidas do de cujus somente até os 
limites da herança e proporcionalmente às suas quotas. Exemplo: o 
falecido deixou um herdeiro e um patrimônio de R$ 350.000,00. Deixou, 
ainda, uma dívida de R$ 400.000,00. O herdeiro somente responde nos 
limites da sua herança (R$ 350.000,00). 
 Como os herdeiros respondem dentro das forças da herança, eventual 
penhora de bens não pode recair sobre a meação dos cônjuges dos 
herdeiros casados pela comunhão parcial de bens, eis que excluídos da 
comunhão os bens recebidos por herança. 
 Nos contratos impessoais, a obrigação do falecido transmite-se aos 
herdeiros. É o caso, por exemplo, da empreitada, em regra (art. 626 
do CC). O ônus que é transmitido aos herdeiros vai até os limites da 
herança. 
 Nos contratos pessoais ou personalíssimos (intuitu personae), a 
obrigação do falecido não se transmite aos herdeiros, como ocorre na 
prestação de serviços (art. 607 do CC). O exemplo da fiança merece 
maiores digressões, eis que a condição de fiador não se transmite aos 
seus herdeiros. Porém, são transmitidas aos herdeiros as obrigações 
vencidas enquanto era vivo o fiador, até os limites da herança (art. 836 
do CC). 
 Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, cada um 
destes será obrigado a pagar a quota que corresponder ao seu quinhão 
hereditário, nos limites da herança (correta interpretação do art. 276 do 
CC). 
 O espólio sucede o de cujus nas suas relações fiscais e nos processos 
que os contemplam como objeto mediato do pedido. 
Consequentemente, o espólio responde pelos débitos até a abertura da 
sucessão, segundo a regra intra vires hereditatis.

Mais conteúdos dessa disciplina