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10/09/2020 Livro Digital - Didática e a Formação do Professor
https://livrodigital.uniasselvi.com.br/PED09_didatica_e_a_formacao_do_professor/unidade2.html?topico=1 1/20
CONSTRUÇÃO DE ELEMENTOS NO
PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM
Tópico 1
FORMAÇÃO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA DO
PROFESSOR
Tópico 2
TRABALHANDO OS
PLANOS DE ENSINO
Tópico 3
SELEÇÃO E CONTEÚDO
DE ENSINO
FORMAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DO
PROFESSOR
Esta unidade tem por objetivos:
• reconhecer a formação inicial como essencial para sua vida pro�ssional;
• identi�car os diferentes tipos de saberes docente;
• perceber a necessidade do formar-se continuamente;
• reconhecer o Planejamento como base de seu trabalho pedagógico;
• conhecer os diversos tipos de Planejamento e sua funcionalidade;
• identi�car os conteúdos de ensino e sua função.
1 INTRODUÇÃO
Caro acadêmico! Estamos dando continuidade aos nossos estudos em nossa linha
do tempo. Até o momento vimos que o papel do professor dentro do contexto
ensino-aprendizagem é de grande importância, dando assim, a cada um de nós, o
entendimento de que “Ser Professor” não é tão simples, mas também não tão
difícil.
Unidade 2 - Tópico 1
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Percebemos que a avaliação é uma peça também de extrema importância no
processo de ensino e aprendizagem.
Descobrimos que a identidade do professor é construída a todo instante, e muitas
vezes descontruída, pois para sermos vistos como professores temos que buscar,
a todo instante, novos conhecimentos que venham abarcar nosso trabalho
pedagógico. Este é um dos pontos a ser analisado e re�etido agora: a formação do
professor(a). Como ela ocorre? Que caminhos são necessários para uma formação
e�caz? Que instrumentos são necessários para um ensino de qualidade e
re�exivo? Quem são os sujeitos deste processo?
Além disto, estaremos conversando sobre o processo ensino e aprendizagem, o
que precisamos saber para realizar nosso trabalho em sala de aula? Será que
nossa vida pro�ssional termina a cada batida de sinal? Deixamos tudo na escola e
retornamos à nossa casa despreocupados?
Outro ponto a ser salientado são os programas, os planos, que alicerçam nosso
trabalho pedagógico. São muitas as ações, os planos, as técnicas que serão
apresentadas a partir deste momento. Então, vamos seguir nossa formação
docente!
2 A FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR
Quando falamos em formação do professor, nos remetemos ao que você,
acadêmico, está realizando, buscando sua formação para num futuro próximo ser
professor, ou já sendo professor, buscando maiores conhecimentos que possam
abarcar seu trabalho pedagógico. Você encontra-se em um momento de formação,
de busca de novos conhecimentos, para a partir destes, construir seus conceitos,
reconhecer as tendências, os processos de ensino-aprendizagem que irão auxiliá-
lo no trabalho pedagógico.
Esta é uma caminhada inicial, também conhecida como formação inicial. Formação
inicial (acadêmica), em muitos momentos, nos pode parecer como a salvação de
todos os problemas existentes em sala de aula, mas infelizmente não é.
Na formação inicial, o acadêmico recebe conhecimentos relacionados aos
fundamentos pedagógicos, históricos, técnicas de trabalho escolar, formação
teórico-prática, métodos, idealizados por vários educadores, pensadores, entre
outros. Isso já foi visto na Unidade 1.
Os conhecimentos adquiridos nestes anos de vida acadêmica são de extrema
importância, pois o auxiliarão de alguma maneira a se perceber como sujeito deste
processo e identi�car-se com o espaço escolar em que atua. Se ainda não atua,
pode realizar este mesmo movimento, mas observando que tudo o que está sendo
visto deverá ser analisado, re�etido e modi�cado, a partir das futuras atividades
educacionais que você irá viver, principalmente, relacionando-as aos estágios que
serão realizados no decorrer de sua vida acadêmica.
FIGURA 18 - FORMAÇÃO INICIAL
Unidade 2 - Tópico 1
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FONTE: Disponível em: <http://gre-garanhuns.blogspot.com.br/2015/11/inscricoes-abertas-
para-curso-de.html>. Acesso em: 28 jan. 2016.
Podemos buscar em Silva (2012, p. 1) o papel que o professor deve ter no
momento de sua formação inicial e em todo seu caminho pro�ssional, que é de
“repensar, re�etir, indagar e inferir sobre a sua postura quanto à prática de
ensino”.
A universidade lhe dá meios, condições de busca de uma formação que seja
adequada e que abarque todas as possibilidades de fortalecimento de sua
formação e de interação com o meio em que você está enquanto professor, ou
acadêmico. O objetivo da universidade é de fazer com que a teoria seja integrada
com a prática diária.
Em muitos momentos, você terá alguma di�culdade. Isso é normal para quem
inicia o processo de ensino-aprendizagem. Mesmo quem está há mais tempo,
acaba encontrando-se em constante questionamento. Para ser professor(a)
precisamos mesmo é de calma, ética, consciência pedagógica e competência,
conforme nos apresentou Candau (2012) quando falou de uma didática
fundamental, preocupada não só com o instrumental (técnicas), mas no ser
humano como um todo (técnico, humano e político).
Silva (2012, p. 1) apresenta ideias desenvolvidas por Pimenta que retratam a
preocupação com a formação inicial do professor e sua vida pro�ssional, assim
comentado:
[...] a autora ressalta uma discussão interessante que é sobre a disparidade existente
entre formação inicial do educador e realidade em prática do educador. Sabemos
que é mais do que veracidade o fato dos professores vivenciarem e executarem
tarefas ou atividades totalmente diferentes das aprendidas na formação inicial. Tal
motivo pode ser acarretado pela falta de associação entre o ensino superior e a
realidade existente no campo da prática escolar, onde é muito mais conveniente
estudar teóricos na casta universitária alegando ser tudo aquilo um modelo ideal, do
que conhecer de perto a realidade escolar nacional e tentar construir uma teoria
prática para mudar tal realidade, ou pelo menos habituar e preparar o "noviço
professor" a tal realidade. Dessa forma haveria uma considerável suavização do
impacto vivenciado pelos professores ao adentrar as portas da educação pública
atual, campo de magistério da maioria dos professores que terminam sua formação
inicial.
Se observarmos, esta é uma realidade que precisa ser modi�cada, mas
neste caderno como nos demais que estará recebendo, estaremos
auxiliando você neste processo, dando a possibilidade de realizar este
movimento de troca de experiências e de busca de possibilidades.
Unidade 2 - Tópico 1
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Percebe-se que a formação do professor deve ultrapassar o espaço acadêmico,
saindo das paredes da universidade, e levando em conta o meio social em que
você, acadêmico, se encontra, observando que você e a escola não são uma ilha,
que em seu entorno há vida, a qual é rica e precisa ser observada, analisada, e
levada à sala de aula. E que na formação acadêmica que construímos possamos
encontrar meios para uma relação teoria e prática mais atual e forti�cada.
Conforme Freire (2002, p. 25): “É preciso que, [...] desde o começo do processo, vá
�cando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma
e (re)forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado”.
Explicando um pouco mais, pode-se dizer que o ensinar não é uma transferência
de conhecimentos ou conteúdos, “nem formar é ação pela qual um sujeito criador
dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado” (FREIRE, 2002,p. 25). É
compreender que ao aprender ocorre uma troca. Essa troca torna os sujeitos
construtores de novas ideias. Todos aprendem e ensinam. Ninguém perde
conhecimentos, todos constroem e reconstroem suas ideias. E isso precisa ocorrer
em todos os momentos de nossa vida pro�ssional. Você que está construindo seu
conhecimento, ao participar dos encontros com seus colegas e tutor, ao ler seu
Caderno de Estudos, ao re�etir, realiza este movimento de construção pedagógica.
É importante elucidar, que formar traz em seu núcleo o sentido de que buscamos
produzir algo, somos geradores de novos conhecimentos, nos inteiramos com o
meio social em que está inserida a escola, realizamos o que Paulo Freire (2002, p.
25) apregoa: “Quem ensina aprende ao ensinar, e quem aprende ensina ao
aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém”. Isso Paulo Freire (1996, p.
15) nos coloca muito claro quando diz que “[...] formar é muito mais que treinar”.
Para isso, é necessário que se ultrapasse o ensino fragmentado, e se busque
sempre no diálogo, na troca de informações uma formação pro�ssional sólida.
3 O FORMAR-SE NO COTIDIANO PROFISSIONAL
Caro acadêmico! Quando �nalizar seu curso de Pedagogia, você estará recebendo
uma titulação que fará de você um professor ou um professauro. Lembra-se disso?
Vimos na Unidade 1.
Receber seu diploma não signi�ca que tenha adquirido todos os conhecimentos
necessários para sua caminhada pro�ssional. É preciso perceber-se como alguém
em constante transformação. Esta transformação vem carregada de buscas e
re�exões que podemos denominar como formar-se.
A palavra formar-se indica que estamos, enquanto pro�ssionais da educação ou a
nível pessoal, envolvidos com a busca incessante de conhecimentos, a troca de
informações e a procura integral do ser humano. Investigações essas que nos
auxiliam na manutenção de uma estrutura pedagógica e de vida de qualidade. Ao
formar-nos encontramos muitas ideologias, as quais são determinadas pelo
momento histórico e/ou por tendências, as quais devem ser analisadas pelo
professor para que se perceba se esta ideologia (sistema de ideias) ou tendência
auxilia ou não em seu processo de ensino e aprendizagem.
Quando nos encontramos inseridos no sistema educacional, nos deparamos com
muitas formas novas de construções do conhecimento, técnicas e teorias. Elas
aparecem em livros, congressos, seminários e na formação continuada. Somente a
leitura de livros não é su�ciente para que tenhamos qualidade de ensino.
Conforme Nóvoa (2001, p. 1) em entrevista para a Revista Nova Escola:
[...] há dois polos essenciais: o professor como agente e a escola como organização.
A preocupação com a pessoa do professor é central na re�exão educacional e
pedagógica. Sabemos que a formação depende do trabalho de cada um. Sabemos
também que mais importante do que formar é formar-se; que todo o conhecimento
é autoconhecimento e que toda a formação é autoformação. Por isso, a prática
pedagógica inclui o indivíduo, com suas singularidades e afetos. 
Com estas palavras do Professor Antônio Nóvoa podemos perceber que o formar-
se é algo essencial, que deve ocorrer ininterruptamente em nosso
Unidade 2 - Tópico 1
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desenvolvimento pro�ssional e pessoal. Não podemos permanecer estagnados,
engessados. Lembra-se da metáfora do Professor Celso Antunes sobre Professor e
Professauro? A�nal, queremos ser qual tipo de pro�ssional?
Formar-se implica responsabilidade de todo o corpo escolar. A escola precisa
buscar mudanças institucionais. Observar em sua estrutura se a �loso�a que
possui é coerente com a realidade do entorno escolar. Com relação à participação
da escola neste processo de formação continuada, professor Nóvoa 2001, p. 1) nos
diz que:
O desenvolvimento pessoal e pro�ssional depende muito do contexto em que
exercemos nossa atividade. Todo professor deve ver a escola não somente como o
lugar onde ele ensina, mas onde aprende. A atualização e a produção de novas
práticas de ensino só surgem de uma re�exão partilhada entre os colegas. Essa
re�exão tem lugar na escola e nasce do esforço de encontrar respostas para
problemas educativos. Tudo isso sem cair em meras a�rmações retóricas. Nada vai
acontecer se as condições materiais, salariais e de infraestrutura não estiverem
devidamente asseguradas. O debate sobre a formação é indissociável das políticas
de melhoria das escolas e de de�nição de uma carreira docente digna e prestigiada.
A partir desta fala, observa-se que o formar-se de cada professor depende
inicialmente de sua vontade, deve emergir de seu interior. Lembra-se dos
conceitos de motivar e incentivar? Cabe aqui esta aplicação.
A escola é um espaço que precisa incentivar seus pro�ssionais através de
mudanças institucionais já mencionada anteriormente.
Sabemos que tanto governos como escola precisam estar em sintonia e dando
condições também físicas (infraestrutura) e incentivo à carreira. Mas novamente,
somente isso não é su�ciente, é preciso que o professor também busque suas
mudanças, dê novo signi�cado ao processo de ensino-aprendizagem e se
identi�que como professor. Junto a este processo, encontramos no Ministério da
Educação, diversas ações desenvolvidas no campo da formação dos professores
como nos a�rma Libâneo (2012, p. 284-285), dando a nós professores a
possibilidade de formação através da “Plataforma Freire, o Portal do Professor, o
Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), a Lei do
Piso Salarial da Carreira Docentes e as Diretrizes da Carreira Docente e a Formação
de Professores a Distância”.
Estas ações são encontradas nos seguintes endereços eletrônicos:
<http://portal.mec.gov.br/portal-do-professor>.
<http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=13829:veja-
passo-a-passo-como-usar-a-plataforma-freire>.
Com estas informações você poderá inteirar-se melhor dos programas
desenvolvidos pelo Governo Federal e oferecidos a nós, professores. Sempre
lembrando, que nós professores precisamos buscar as informações, sermos
curiosos. Inteirar-se do processo é mais um passo para uma formação e�caz.
É preciso que cada professor realize uma autorre�exão sobre como sua formação
está sendo ativa para seu trabalho em sala de aula. Isso tem in�uência? Tem. E
como a�rma Nóvoa (2001, p. 1) em entrevista a Paola Gentile:
Historicamente, os docentes desenvolveram identidades isoladas. Falta uma
dimensão de grupo, que rejeite o corporativismo e a�rme a existência de um coletivo
pro�ssional. Re�ro-me à participação nos planos de regulação do trabalho escolar,
de pesquisa, de avaliação conjunta e de formação continuada, para permitir a
partilha de tarefas e de responsabilidades. As equipes de trabalho são fundamentais
para estimular o debate e a re�exão. É preciso ainda participar de movimentos
pedagógicos que reúnam pro�ssionais de origens diversas em torno de um mesmo
programa de renovação do ensino. 
Unidade 2 - Tópico 1
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http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=13829:veja-passo-a-passo-como-usar-a-plataforma-freire
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A busca do diálogo como meio de mudanças dentro da equipe escolar e da
formação do professor é essencial.
FIGURA 19 - DIÁLOGO COMO PROCESSO DE MUDANÇA
FONTE: Disponível em: <http://escolas.madeira-
edu.pt/ebspd�branco/Forma%C3%A7%C3%A3o/tabid/12533/Default.aspx>. Acesso em: 28
jan. 2016.
Nesta perspectiva de formar-se, podemos compreender que cabe ao professor
buscar em seu interior a necessidade da mudança, construir seu conhecimento de
maneira que auxilie em sua vida pessoal e pro�ssional. O formar-se é uma
atividade individualizada que emerge na busca de outros que também querem
sentir-se e ver-se como professores. Um professor que busca formar-seimplica
perceber-se como um ser em transformação. E para que seus alunos e seu
trabalho em sala estejam coerentes com as necessidades do coletivo é preciso,
como a�rma Paulo Freire (2002, p. 29): “[...] a presença de educadores e de
educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e
persistentes”. Para conseguir uma transformação em seu processo ensino e
aprendizagem, o professor necessita estar aberto a novos conhecimentos,
sabendo realizar uma discussão baseada no seu entendimento e na curiosidade
pedagógica.
Caro acadêmico, junto ao que se viu até o momento, podemos entender que a
formação ocorre individual e coletivamente e pode ser ofertada pelos sistemas
governamentais (MEC, Secretarias de Educação – estaduais ou municipais,
gestores), e são denominadas como formação continuada ou permanente. Esta
formação é realizada em nível nacional que possui o objetivo, conforme
apresentado no Portal do Ministério da Educação, Portal do Brasil (2015, p. 1): “[...]
de contribuir para a melhoria da formação dos professores e alunos. O público-
alvo prioritário da rede são professores de educação básica dos sistemas públicos
de educação”. Estas formações são realizadas em conjunto com:
As instituições de ensino superior públicas, federais e estaduais que integram a Rede
Nacional de Formação de professores, produzem materiais de orientação para
cursos a distância e semipresenciais, com carga horária de 120 horas. Assim, elas
atuam em rede para atender às necessidades e demandas do Plano de Ações
Articuladas (PAR) dos sistemas de ensino.
As áreas de formação são: alfabetização e linguagem, educação matemática e
cientí�ca, ensino de ciências humanas e sociais, artes e educação física. (PORTAL DO
BRASIL, 2015, p. 1).
Formações como essas são importantes e encontramos a�rmações a respeito no
documento do 4º CONFEP (Congresso Norte Paranaense de Educação Física
Escolar) no qual, Chimentão (2009, p. 3):Unidade 2 - Tópico 1
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http://escolas.madeira-edu.pt/ebspdffbranco/Forma%C3%A7%C3%A3o/tabid/12533/Default.aspx
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A formação continuada de professores tem sido entendida como um processo
permanente de aperfeiçoamento dos saberes necessários à atividade pro�ssional,
realizado após a formação inicial, com o objetivo de assegurar um ensino de melhor
qualidade aos educandos. Ressaltamos que a formação continuada não descarta a
necessidade de uma boa formação inicial, mas para aqueles pro�ssionais que já
estão atuando, há pouco ou muito tempo, ela se faz relevante, uma vez que o avanço
dos conhecimentos, tecnologias e as novas exigências do meio social e político
impõem ao pro�ssional, à escola e às instituições formadoras, a continuidade, o
aperfeiçoamento da formação pro�ssional. Mas, para que realmente a formação
continuada atinja seu objetivo, precisa ser signi�cativa para o professor.
Quando falamos em uma formação signi�cativa estamos nos remetendo ao
processo de autoavaliação do professor e da busca de uma didática fundamental,
onde o teórico, humano e político se unem para a transformação da sociedade.
Candau (2003, p. 150) a�rma que a formação continuada deve ser vista: “como um
trabalho de re�exividade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente
de uma identidade pessoal e pro�ssional, em interação mútua”.
A partir destas de�nições de formar e formar-se e de formação continuada, pode-
se entender que o processo ensino-aprendizagem terá sucesso se cada professor
possuir o desejo de buscar informações e transformá-los em conhecimentos em
relação à estrutura pedagógica, para seus trabalhos em sala de aula tornarem-se
de qualidade. Para que isto ocorra, são observados também os saberes docentes.
Mas, o que são saberes docente? Vamos compreender!
4 SABERES DOCENTE
Sabemos que as informações nos chegam ininterruptamente e, enquanto
professores, precisamos buscar informações para, posteriormente, transformá-las
em conhecimentos, os quais com o passar do tempo transformam-se em saberes
acumulados.
Com isso, os saberes docentes, são compreendidos como o resultado do saber
acadêmico que perpassa pelo cientí�co e o social. Cabe salientar que o professor
“é constituído de diferentes saberes” (LIMA, 2008, p. 1). E estes saberes foram
apresentados no Seminário de Pesquisa sobre o Saber Docente (1996, p. 11) por
Tardif e Gauthier como: “um saber composto de vários saberes oriundos de fontes
diferentes e produzidos em contextos institucionais e pro�ssionais variados”.
Cada pro�ssional da educação precisa estar a todo o momento construindo e
reconstruindo seus saberes. Sabemos que possuímos os saberes acumulados, mas
esses não podem ser entendidos como algo individualizado, fechado. Precisam ser
vivenciados, modi�cados e ressigni�cados.
Para (PIMENTA 1999 apud CUNHA, 2007 p. 7-8):
A mobilização dos ‘saberes dos professores’, referidos por ela como ‘saberes da
docência’, é um passo importante para mediar o processo de construção da
identidade pro�ssional dos professores. Sob este aspecto, indica que esses saberes
são constituídos por três categorias: os saberes da experiência, os saberes do
conhecimento – referidos os da formação especí�ca (matemática, história, artes, etc.)
e, os saberes pedagógicos, aqui entendidos como os que viabilizam a ação do
‘ensinar’. Neste sentido, para a autora, as três categorias identi�cam o que é
necessário saber para ensinar.
Pimenta (1997) nos apresenta três categorias. Utilizaremos, a partir deste
momento, os saberes pedagógicos, entendidos como necessários para a “ação de
ensinar”. Esta ação de ensinar não pode �car restrita às técnicas de ensino, mas
que sejam conforme Pimenta (1997, p. 10) uma ligação entre a teoria e a prática,
envolvendo todos os saberes, pois “a prática dos professores é rica em
possibilidades para a constituição da teoria”. Dessa maneira, a autora nos remete
a necessidade de reinventarmos nossos saberes pedagógicos a partir da realidade
social.
Nóvoa (1999, p. 9) também nos apresenta o triângulo do conhecimento, onde
estão presentes os três grandes tipos de saberes: “o saber da experiência
Unidade 2 - Tópico 1
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(professores); o saber da pedagogia (especialistas em ciências da educação); e os
saber das disciplinas (especialistas dos diferentes domínios do conhecimento)”
FIGURA 20 - TRIÂNGULO DO CONHECIMENTO
FONTE: Nóvoa (1999)
Frente ao triângulo do conhecimento, Nóvoa (1999) nos apresenta a necessidade
de uma visão mais consciente em relação aos saberes e suas ligações. É preciso
perceber que todos os saberes não podem ser fragmentados, existe a necessidade
de buscarmos uma religação, uma releitura dos saberes e assim deixarmos de
lado as depreciações que ocorrem tanto na relação do saber da experiência que já
vem com o pro�ssional (a �gura do professor); do saber da pedagogia (que retrata
somente o saber cientí�co como importante) além das disciplinas (que visualizam
seu saber engessado como apropriado no processo ensino-aprendizagem).
Precisamos visualizar a tríade que se forma, não desmerecendo nenhuma delas,
pois cada uma dá um aporte para a construção de saberes que constroem nosso
processo ensino e aprendizagem.
Freire (2002), no livro Pedagogia da Autonomia, nos apresenta subsídios para
re�etirmos sobre esta temática que pode ser compreendida como a necessidade
da relação entre teoria e prática. O professor sendo crítico e re�exivo junto aos
saberes acumulados e os novos saberes. O que se observa nesta perspectiva dos
saberes docentes, recai sobre a formação inicial, formação continuada que precisa
ser compreendida que não é fragmentada, que todos os tipos de saberes são
necessários e acabam se pertencendo, criando saberes docentes novos. Cabe
reiterarque as formações, independentemente de sua denominação, precisam
objetivar a criticidade, a re�exão, a curiosidade pedagógica na formação do ser
humano em sua totalidade, conforme Freire (2002).
Deixamos para você, alguns sites que oferecem o pensamento de
educadores que retratam a questão dos saberes docentes. São muito ricos
os textos e levam à re�exão. São eles:
<https://blogdonikel.wordpress.com/2015/10/29/saberes-docentes-e-
formacao-pro�ssional-segundo-maurice-tardif/>. Intitulado: Saberes
docentes e formação pro�ssional, segundo Maurice Tardif.
<http://paraosprofessores.blogspot.com.br/2013/09/resumo-do-livro-
paulo-freire-pedagogia.html>. Intitulado: Resumo do livro de Paulo Freire:
Pedagogia da autonomia.
Vamos agora buscar dentro dos saberes docentes, os saberes que nos remetem à
obtenção de condições para realizar um trabalho pedagógico em sala de aula com
qualidade. Para tanto vamos nos utilizar inicialmente de um mecanismo
denominado Planejamento.
5 PLANEJAMENTO: ELEMENTO NECESSÁRIO DA AÇÃO DIDÁTICAUnidade 2 - Tópico 1
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http://paraosprofessores.blogspot.com.br/2013/09/resumo-do-livro-paulo-freire-pedagogia.html
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Até o momento nos imbuímos de informações que se transformaram em
conhecimento, pois re�etimos, analisamos, reformulamos e conhecemos muitos
conceitos que até o momento não nos eram muito familiares. Pois bem, vimos a
importância da formação inicial (acadêmica), a formação continuada e os saberes
docentes em seus vários aspectos. Juntamente com estes conhecimentos já
adquiridos, vem a nosso encontro, enquanto pro�ssionais da educação, elementos
que são essenciais para nossa vida diária em sala de aula. Estes elementos
envolvem o planejar.
O planejamento é algo que realizamos a todo o momento em nossas vidas, seja
ele em nível pessoal ou pro�ssional. Para entrarmos em sala é preciso que
tenhamos planejado muito bem nossas aulas. Este planejamento nos auxilia a ter
de maneira organizada tudo o que pretendemos desenvolver durante
determinado tempo, seja ele a curto ou a longo prazo. Para tratar desse assunto,
vamos nos utilizar de vários autores como Haydt (2006); Libâneo (2011); Candau
(2012); Freire (2002), entre outros.
Imagine-se recebendo em sua sala de aula um número de crianças, as quais vem
com o objetivo de aprender dentro da educação formal. Isso ocorrerá com você
quando iniciar seus estágios obrigatórios. Então �que bem atento a tudo o que
será repassado aqui.
É necessário que antes de iniciar as aulas, nos primeiros dias de organização, junto
com os demais colegas, você realize o seu planejamento. Essa organização pode-se
dar também no momento em que iniciar a preparação de seus planos para realizar
seu estágio.
Mas o que é Planejamento?
Segundo Haydt (2006, p. 94), é “um processo mental que envolve análise, re�exão
e previsão”. Assim sendo, nos encontramos cotidianamente nos planejando. Este
planejamento é necessário para que tenhamos êxito em nosso trabalho
pedagógico em sala de aula junto as nossas crianças.
Para que se possa planejar adequadamente determinada ação, precisamos ter em
mente algumas perguntas que nortearão este planejamento. São elas:
• O que pretendo obter?
• Em quanto tempo pretendo obter?
• Como posso obter isso?
• Que fazer e como fazer?
• Quais são os recursos indispensáveis?
• O que e como analisar a situação a �m de averiguar se os objetivos foram
alcançados?
Essas perguntas são essenciais para que se possa planejar de maneira adequada o
que se pretende alcançar. Tendo esta forma de organização, podemos dizer que o
planejar é um momento de estudo, onde se buscam meios para chegar a
determinado objetivo.
De acordo com Piletti (1998, p. 60), “O planejar é assumir uma atitude séria e
curiosa diante de um problema. Assim, posso re�etir para decidir quais são
melhores alternativas de ação possíveis para alcançar determinados objetivos a
partir de certa realidade”.
Para Libâneo (2012, p. 222) o planejamento “é uma atividade de re�exão acerca
das nossas opções e ações”. Ainda a�rma o autor que:
A ação de planejar, [...] é antes, a atividade consciente de previsão das ações
docentes, fundamentadas em opções político-pedagógicas, e tendo como referência
permanente as situações didáticas concretas (isto é, a problemática social,
econômica, política e cultural que envolve a escola, os professores, os alunos, os
pais, a comunidade, que interagem no processo de ensino) (LIBÂNEO, 1994, p. 222).Unidade 2 - Tópico 1
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De acordo com Candau (2012), o professor necessita buscar um planejamento que
envolva aspectos técnicos, humanos e políticos. Onde se possa, enquanto
professor, desenvolver ações que estejam adequadas à realidade do aluno.
Conforme Freire (2002), ações que levem aluno e professor a realizarem uma
construção de conhecimentos pautados na ética, na re�exão e na prática
cotidiana.
O planejamento é uma ação coletiva, não individualizada, pois a escola necessita
de planejamento para que possa funcionar. Deixar tudo na base do “vamos ver”
nos leva a grandes desastres educacionais. Ao planejar, chegamos a um plano,
este plano nos leva a delimitar os passos e ações a serem desenvolvidos.
Segundo Haydt (2006, p. 95), “O plano é o resultado, é a culminância do processo
mental de planejamento. O plano, sendo um esboço das conclusões resultantes do
processo mental de planejar, pode ou não assumir uma forma escrita”.
No caso da educação, o planejamento é algo essencial no processo pedagógico e
possui níveis, que variam “em abrangência e complexidade”. (HAYDT, 2008, p. 95).
Os tipos de planejamento são:
• Planejamento de um sistema educacional.
• Planejamento escolar.
• Planejamento curricular.
• Planejamento didático ou de ensino que se subdivide em:
a) Planejamento de curso.
b) Planejamento de unidade didática ou de ensino.
c) Planejamento de aula.
Iremos delimitar cada um deles, para sua melhor compreensão. Observe,
acadêmico(a) que todas essas formas de planejamento são essenciais para a
estrutura educacional. Precisamos ter conhecimento de cada um deles e não
podemos esquecer que necessitamos estar “antenados” em relação a tudo o que
ocorre na ação pedagógica. Isso relaciona os planejamentos ao que falamos várias
vezes; para que se tenha um ensino de qualidade, é preciso saber planejar todos
os passos a serem dados no processo ensino-aprendizagem. Desta forma, vamos
compreender do que trata o planejamento de um sistema educacional.
5.1 PLANEJAMENTO DE UM SISTEMA EDUCACIONAL
O Planejamento de um sistema educacional é um Planejamento realizado nos três
níveis: (nacional, estadual e municipal). Conforme Haydt (2008, p. 95): “Consiste no
processo de análise e re�exão das várias facetas de um sistema educacional, para
delimitar suas di�culdades e prever alternativas de solução”.
Libâneo (2012, p. 313-314), aponta que o Planejamento nos remete a uma re�exão
relacionada ao signi�cado da palavra sistema. Quando buscou no dicionário o
signi�cado dessa palavra, várias foram as de�nições encontradas e todas possuem
em comum as seguintes a�nidades:
a) Conjunto de elementos de um todo.
b) Elementos coordenados entre si, relacionados.
c) Elementos materiais e ideias.
d) Instituições e métodos adotados.
Libâneo (212, p.313), ainda a�rma em relação às a�nidades apresentadas a palavra
sistema: “Um sistema supõe, então, um conjunto de elementos ou partes
relacionadas ou coordenadas entre si, constituindo um todo”.
Se buscarmos um pouco da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de
(2001, p. 30) encontraremos no artigo 8º, no que diz respeito a organização da
educação nacional a seguinte ordem:
Unidade 2 - Tópico 1
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Art. 8º A União, os estados, o Distrito federal e os municípios organizarão, em
regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino.
1º Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os
diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e
supletiva em relação às demais instâncias educacionais.
No artigo oitavo da LDB encontramos desenhado como o sistema educacional
brasileiro se articula. Assim, é preciso que as “engrenagens” desse sistema estejam
sincronizadas, para que não ocorra a sua travagem. Sabemos que os entraves
dentro do sistema educacional existem e precisam ser revistos para que as
“engrenagens” venham a auxiliar professores e alunos na escola. O planejamento
de um sistema educacional não se faz sozinho, mas com diversos personagens, e
nós, professores, fazemos parte desta engrenagem.
Para Haydt (2008, p. 95):
A partir dessas constatações é possível então de�nir prioridades e metas para o
aperfeiçoamento do sistema educacional, estabelecer formas de atuação e calcular
os custos necessários à realização das metas. O Planejamento de um sistema
educacional re�ete a política de educação adotada.
Observa-se que o planejamento é apresentado de maneira sistêmica, onde caberá
a cada nível, seja federal, estadual ou municipal, munir-se de informações que
auxiliem na construção de um sistema nacional de educação voltado aos
interesses da população e não somente a um grupo político, pois o planejamento
de um sistema educacional requer “a proposição de objetivos a longo prazo que
de�nam uma política de educação” (PILETTI, 1998, p. 62). O planejamento de um
sistema educacional re�ete “a política educacional de um povo, num determinado
momento da história do país. É o de maior abrangência porque interfere nos
planejamentos feitos no nível nacional, estadual e municipal” (BARRETO, 2006, p.
31).
Seguindo a organização do planejamento, encontramos o planejamento escolar.
Esse tipo de planejamento trataremos com mais atenção!
5.2 PLANEJAMENTO ESCOLAR
O planejamento escolar é um processo que busca organizar e planejar todas as
atividades propostas pela equipe gestora envolvendo tanto aspectos pedagógicos
como administrativos. Essas ações necessitam ser planejadas de maneira que
possam “ser executadas por toda a equipe escolar, para o bom funcionamento da
escola” (HAYDT, 2008, p. 95).
O planejamento escolar é um documento que pergunta: onde estamos? E onde
queremos chegar? Nesse entremeio existem as estratégias, as quais estarão
permeando todas as ações a serem desenvolvidas. Após a obtenção de respostas
junto ao que foi trabalhado, faz-se um feedback para observar os pontos positivos
e negativos (alcançados ou não) dentro deste plano estratégico.
Observe a �gura abaixo:
FIGURA 21 - COMO INICIAR UM PLANEJAMENTO ESCOLAR
FONTE: As autoras Unidade 2 - Tópico 1
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A partir desse quadro podemos perceber que a organização de um planejamento
escolar necessita inicialmente de pessoas, as quase estão envolvidas com o
projeto. Esse planejamento abarca todos os membros formadores da instituição
escolar como: professores, gestores, alunos, pais e funcionários da escola. Todos
possuem papel importante no processo de tomada de decisões.
Nem todas as escolas possuem planejamento, pois ainda se ouve por alguns
corredores escolares, frases, como nos coloca Lück (2000, p. 9):
Podemos observar, não tão raramente, gestores e pro�ssionais em geral que se
lamentam de estarem trabalhando como quem está "apagando incêndios", isto é,
"está sempre correndo atrás do prejuízo" e sendo conduzido pelas situações
variadas do cotidiano, pelas demandas inesperadas, tendo que responder
rapidamente a elas e de tal forma "não têm tempo para pensar, quanto menos para
planejar".
Com esta fala podemos compreender que o planejamento escolar é de suma
validade, sendo que precisa ser bem elaborado, buscando compreender qual é a
realidade da escola, quais são suas necessidades, o que se busca para melhoria,
desde a estrutura física, até a pedagógica. Buscamos ainda em Lück (2000),
palavras que relatam a necessidade de compreendermos como um planejamento
pode ser dinâmico ou transformar-se em apenas mais um documento, não
surtindo efeitos desejáveis.
Tentar “apagar o fogo” não é a melhor forma de gerenciar uma escola. Cabe aos
gestores e sua equipe compreender que não podemos pensar de maneira
fragmentada, pois estaríamos aí construindo um planejamento meramente
funcional, que é:
[...] praticado a partir de uma visão fracionada da realidade, uma vez que, ao
focalizá-la para conhecê-la, o faz enfocando categorias limitadas, tópicas,
considerando-as isoladamente, de modo fragmentado e não levando em conta a
dinâmica social, isto é, desconsiderando os atores sociais, direta ou indiretamente
ligados à organização escolar. Portanto, esse modo de planejar tão praticado,
embora ofereça uma lógica e uma organização útil para se superar a prática do
senso comum, espontaneísta, ainda é um modo limitado de se compreender a
realidade e organizar a ação para agir sobre ela.
Cabe ressaltar que esse Planejamento tem caráter normativo, resultando num plano
muitas vezes considerado como uma peça burocrática, utilizada para formalizar e
legitimar ações ou como peça de caráter mágico que apresenta uma proposta tão
bem organizada, tão logicamente concatenada, que deveria realizar-se por si
própria.
Um bom plano funcional pode, no entanto, quando levado a sério e realizado
plenamente, promover a realização dos objetivos que propõe. Porém, uma vez
terminadas as ações e passado o tempo de regozijo pelo seu término e pela
realização satisfatória dos resultados, a realidade volta a ser o que era antes. A
escola se mantém no mesmo patamar da realidade, nada é diferente do que era
antes. Portanto consiste no reforço à prática conservadora (LÜCK, 2000, p. 9).
Quantas vezes nos deparamos com este tipo de situação em nossas escolas?
Pense nisso, caro(a) acadêmico(a). Para tanto, se quisemos sair desta roda viva, é
preciso que tenhamos visão de planejamento. Mas como?
Para Lück (2000, p. 9-10), o planejamento estratégico é um dos caminhos para
obtermos êxito em nossa organização escolar. Assim sendo, para ela:
[...] mediante a aplicação do Planejamento estratégico, que adota uma forma de
pensar ampla, dinâmica, interativa, comprometida socialmente com a realidade, o
que corresponde a uma visão estratégica, isto é, a uma forma de apreensão
inteligente e sagaz das situações que permeiam todos os diferentes aspectos e
segmentos internos e externos de uma realidade.
Assim sendo, o planejamento estratégico perpassa pelo que vimos anteriormente
na �gura que determina duas perguntas básicas: onde estamos e aonde queremos
chegar? E as estratégias são a base para a mudança. Saber a clientela que será
trabalhada; visualizar os recursos que estão presentes em nossa escola, sejam eles
humanos, materiais, entre outros aspectos, nos auxiliam na organização de um
planejamento escolar dinâmico e participativo.
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De acordo com Haydt (2008, p. 96-97), na composição deste planejamento, cada
escola segue determinado esquema de ações que possuem segundo ela as
seguintes etapas:
1 Sondagem e diagnóstico da realidade da escola.
1.1 Características da comunidade.
1.2 Características da clientela escolar.
1.3 Levantamento dos recursos humanos e materiais disponíveis.
1.4 Avaliação da escola como um todo no ano anterior (evasão, repetência,
percentagem de aprovação, qualidade do ensino ministrado, di�culdades e
problemas superadose não superados).
Observação: É interessante lembrar que a sondagem é o levantamento de dados e
fatos importantes de uma realidade, enquanto o diagnóstico é a análise e
interpretação objetiva dos dados coletados, permitindo que se chegue a uma
conclusão sobre as condições da realidade.
2 De�nição dos objetivos e prioridades da escola.
3 Proposição da organização geral da escola no que se refere a(à):
3.1 Quadro curricular e carga horária dos diversos componentes do currículo.
3.2 Calendário escolar.
3. 3 Critérios de agrupamento dos alunos.
3.4 De�nição do sistema de avaliação, contendo normas para a adaptação,
recuperação, reposição de aulas, compensação de ausência e promoção dos
alunos.
4 Elaboração de Plano de Curso contendo as programações das atividades
curriculares.
5 Elaboração do sistema disciplinar da escola, com a participação de todos os
membros da escola, inclusive do corpo discente.
6 Atribuição de funções a todos os participantes da equipe escolar: direção, corpo
docente, corpo discente, equipe pedagógica, equipe administrativa, equipe de
limpeza e outros.
Fonte: Haydt (2008, p. 96-97)
Frente ao exposto, podemos considerar que ao gestor não cabe todo o processo
de organização do planejamento da escola, mas sim a todas as células que
formam a estrutura pedagógica e física chamada escola.
Para Paulo Freire (2002 p. 10):
Todo Planejamento educacional, para qualquer sociedade, tem que responder às
marcas e aos valores dessas sociedades. Só assim é que pode funcionar o processo
educativo, ora como força estabilizadora, ora como fator de mudança. […] para ser
autêntico, é necessário ao processo educativo que se ponha em relação de
organicidade com a contextura da sociedade a que se aplica.
Diante do apresentado, Freire nos a�rma que é necessária uma visão aberta dos
problemas sociais que estão no entorno da escola, pois a escola é um espaço de
onde emergem possibilidades in�nitas de soluções, de problemas e de resgate da
dignidade humana. Cabendo a nós, professores, e à equipe gestora,
desenvolvermos nossa visão de mundo e de realidade local, dando possibilidades
de mudança e de construção de conhecimento através de práticas pedagógicas
voltadas para a realidade social.
Assim sendo, junto ao Planejamento Escolar, encontramos o Planejamento
Curricular.
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5.3 PLANEJAMENTO CURRICULAR
O Planejamento Curricular é elaborado a partir das diretrizes curriculares
nacionais que estão apresentadas no Caderno de Diretrizes Curriculares Nacionais
da Educação Básica (2013, p. 6) que visa:
[...] estabelecer bases comuns nacionais para a Educação Infantil, o Ensino
Fundamental e o Ensino Médio, bem como para as modalidades com que podem se
apresentar, a partir das quais os sistemas federal, estaduais, distrital e municipais,
por suas competências próprias e complementares, formularão as suas orientações
assegurando a integração curricular das três etapas sequentes desse nível da
escolarização, essencialmente para compor um todo orgânico.
Desta forma podemos perceber que cada nível de ensino possui de forma bem
de�nida seus objetivos, os quais vão sendo inseridos nas escolas, a partir da
realidade de cada uma.
FIGURA 22 - CADERNO DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DA
EDUCAÇÃO BÁSICA
FONTE: Disponível em: <http://pt.slideshare.net/ValriaBarreto/diretrizes-curiculares-
nacionais2013>. Acesso em: 7 fev. 2016.
Observe que “o problema central do Planejamento Curricular é formular objetivos
educacionais a partir daqueles expressos nos guias curriculares o�ciais” (PILETTI,
1998, p. 62). Tendo nosso país, uma vasta extensão territorial, existe a
possibilidade de cada estado, município, utilizar-se como base as diretrizes
implantadas pelo Ministério da Educação e a partir desses, programar juntos a
realidade de cada região.
Libâneo (2011, p. 37) aponta que “O ensino básico é um direito fundamental de
todos os brasileiros e um dever do Estado, para com a sociedade, cabendo-lhe a
responsabilidade de assegurar a escolarização da população”. O autor ainda diz
que a escola pública deve ser “unitária”, a�rmando que:
É unitária por que deve garantir uma base comum de conhecimentos expressos num
plano de estudos básicos de âmbito nacional, garantindo um padrão de qualidade
do ensino para toda a população. Com base num plano nacional de educação
escolar, cabe aos estados a coordenação das atividades de ensino, com a
cooperação dos municípios.
As escolas precisam interpretar e utilizar esses documentos de forma a auxiliar no
desenvolvimento dos trabalhos escolares junto aos alunos. Essa forma de
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http://pt.slideshare.net/ValriaBarreto/diretrizes-curiculares-nacionais2013
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interpretação não acarreta a anulação das demais culturas, preponderando
somente uma, pelo contrário, pois como a�rma Libâneo (2011, p. 37):
A necessidade social e o direto de todos os segmentos da população de dominarem
conhecimentos básicos comuns e universais de forma alguma implicam a exclusão
ou o desconhecimento da cultura popular regional. Ao contrário, é precisamente
pelo domínio do saber sistematizado que se pode assegurar aos alunos uma
compreensão mais ampla, numa perspectiva de nacionalidade e universalidade, da
cultura, saberes e problemas locais, a �m de elaborá-los criticamente em função dos
interesses da população majoritária. Importante, pois, que o processo de
transmissão e assimilação dos conhecimentos sistematizados tenha como ponto de
partida as realidades locais, a experiência de vida dos alunos e suas características
socioculturais.
Assim sendo, de acordo com Haydt (2008, p. 97):
O primeiro passo para o Planejamento curricular é de�nir, de forma clara e precisa, a
concepção �losó�ca que vai nortear os �ns e objetivos da ação educativa. Essa
de�nição é importante porque é a partir da proposição dos objetivos que desejamos
alcançar que de�niremos os critérios para seleção dos conteúdos.
Percebe-se que tanto os professores em seu espaço, como os demais formadores
do processo pedagógico, deverão organizar seus objetivos relacionados
diretamente ao que a clientela está solicitando, vendo a realidade em que a escola
está inserida e a partir disso dar signi�cado aos objetivos propostos neste
documento. Sempre lembrando que deverão ser observadas as diretrizes básicas
de cada sistema a que pertence.
Nos remetemos agora, ao Planejamento Didático ou de Ensino.
5.4 PLANEJAMENTO DIDÁTICO OU DE ENSINO
O Planejamento Didático ou de Ensino é um documento que será elaborado pelos
professores a partir do Planejamento Curricular. O professor encontrará nas
diretrizes curriculares nacionais materiais que auxiliarão na construção de seu
Planejamento de Ensino.
Conforme Turra (1982, p. 26) no Planejamento Didático ou de Ensino precisa-se
seguir algumas etapas, as quais se apresentam:
FIGURA 23 - DAS ETAPAS DE PLANEJAMENTO DIDÁTICO OU DE ENSINO
FONTE: Turra (1982)
A partir da �gura podemos de�nir que para o Planejamento de Ensino, no
momento de sua composição, deve o professor ter conhecimento da realidade.
Deverá observar sua clientela, as aspirações dos alunos, quem são eles. Realizando
assim, a sondagem, que é a busca de dados sobre os alunos. Depois de realizada a
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sondagem, realiza-se um estudo sobre o que foi alcançado podendo chegar a uma
conclusão, conseguindo assim um diagnóstico.
Obtido o diagnóstico, o professor determinará os objetivos a serem alcançados
junto aos alunos. Esses objetivos necessitam estar condizentescom o que foi
obtido através da sondagem e análise. Estar na frequência das necessidades da
clientela. Os objetivos são a de�nição clara do que se pretende alcançar junto à
atividade desenvolvida.
Após os objetivos vai-se na busca da seleção e organização dos conteúdos que
nortearão todo o trabalho do professor. Lembrando sempre, que os conteúdos
nacionais estão expressos no caderno de Diretrizes Curriculares Nacionais, que
auxiliarão na seleção e organização dos conteúdos que você, professor, estará
elaborando para seus alunos.
Conforme Piletti (1998, p. 66): “[...] os guias curriculares o�ciais oferecem uma
relação de conteúdos de várias áreas que podem ser desenvolvidos em cada série.
[...] Não esquecendo, no entanto, de levar em conta a realidade da classe”.
Tendo �nalizado a seleção dos conteúdos, a busca agora é pela seleção e
organização dos procedimentos de ensino, os quais são planejados pelo professor,
também conhecidos como técnicas de ensino. Essas técnicas devem auxiliar o
professor no processo de ensino e aprendizagem, instigando os alunos em suas
atividades. Cabe salientar que não é somente levar o aluno para um parque ou
excursão, muito pelo contrário, é um momento de veri�car se estes
procedimentos de ensino estão coerentes com os objetivos almejados.
Precisamos, enquanto professores, termos bem claro a necessidade da utilização
desses procedimentos de ensino ou técnicas de ensino.
Turra (1982, p. 36):
Procedimentos de ensino são ações, processos ou comportamentos planejados pelo
professor para colocar o aluno em contato direto com as coisas, fatos ou fenômenos
que lhes possibilitem modi�car sua conduta, em função dos objetivos previstos.
Seguindo a �gura, chegamos à seleção dos recursos de ensino que é tudo o que
você, professor, estará utilizando em seu ambiente de aprendizagem e que
auxiliarão na estimulação dos alunos. Estes recursos estão classi�cados em
humanos e materiais.
Nos humanos estão relacionados os professores, alunos, corpo docente da escola
(gestores, outros pro�ssionais), a comunidade. Em relação aos materiais, temos o
ambiente que envolve o espaço escolar e a natureza; além da comunidade, onde
estão os espaços como bibliotecas, repartições públicas, parques, empresas,
correio etc.
Na sequência temos a seleção dos procedimentos de avaliação, que nos dá a
possibilidade de avaliar todo o processo e veri�car, como aponta Piletti (1998, p.
69) “o grau e a quantidade de resultados alcançados aos objetivos, considerando o
contexto das condições em que o trabalho foi desenvolvido”. Nesse momento de
avaliação, o professor necessita observar alguns pontos essenciais, como: buscar
avaliar continuamente; selecionar avaliações coerentes com os objetivos
propostos; registrar os dados avaliativos; interpretar todos os resultados das
avaliações realizadas; realizar feedback das avaliações.
A estruturação do Plano de Ensino é o próximo passo nesse sistema, e que possui
três níveis que serão estudados a seguir. São eles: Planejamento de Curso;
Planejamento de Unidade; Planejamento de Aula.
Até o momento, caro acadêmico, esperamos que você tenha percebido que o
planejar é algo essencial para todos nós. Sabemos que muitos professores
costumam realizar seus trabalhos sem a utilização de seu planejamento por
escrito, deixando somente em sua mente todo o processo. Isso é algo perigoso,
pois podem surgir lapsos de memória, deixando o professor pelo meio do
caminho, transformando sua aula em um momento desagradável, sem alcançar
seus objetivos.
Haydt (2008, p. 99):
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Algumas vezes, o professor não faz por escrito o seu plano, isto é, não adota as
conclusões a que chegou. No entanto, ele planeja mentalmente as etapas de sua
atuação na sala de aula, prevendo suas atividades e as de seus alunos. Quando ele
não anota as suas previsões, pode correr o risco de se perder ao executar o que
planejou, pois a memória pode falhar, fazendo-o esquecer os procedimentos
previstos. Por isso, é aconselhável que se faça o registro por escrito das conclusões
do Planejamento didático.
Conforme a �gura apresentada acima, estaremos dando sequência a ela na
próxima unidade, que tratará da estruturação do plano de ensino.
Finalidade do Planejamento Escolar
Enquanto mediação teórico-metodológica, o Planejamento tem por
�nalidade “ fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar, e para isto é
necessário ‘amarrar’, ‘condicionar’, estabelecer as condições objetivas e
subjetivas prevendo o desenvolvimento da ação no tempo (o que vem
primeiro, o que vem em seguida), no espaço (onde vai ser feita), as condições
materiais (que recursos, materiais, equipamentos serão necessários) e
políticas (relações de poder, negociações, estruturas), bem como a
disposição interior (desejo, mobilização), para que aconteça”
(VASCONCELLOS, 2000, p. 79).
Esta perspectiva de análise implica conceber o planejamento enquanto
processo de re�exão e de tomada de decisão. Assim, quando falamos de
planejamento referimo-nos a um processo, contínuo e dinâmico, portanto,
permanente. Por isso é importante distinguir os conceitos de planejamento e
plano.
O plano é um produto que se refere a um determinado momento do
planejamento. Enquanto que o planejamento é o processo contínuo,
dinâmico que incita uma determinada intervenção na realidade, contudo,
para fazermos esta intervenção e/ou transformação, necessitamos de�nir
objetivos, metas e plano de ação. Podemos de�nir o objetivo como “a
expressão de uma necessidade humana que só se satisfaz atingindo-se o
resultado que aquele pre�gura ou antecipa. Por isto, não se trata apenas de
antecipação ideal do que está por vir, mas sim de algo que, além disso,
queremos que venha” (VÁSQUEZ 1977, p. 191).
No intento de realizar o que planejamos, muitas vezes, vivenciamos um
processo de constantes aproximações. No planejamento fazemos mediações
entre o real e o ideal (realidade e �nalidade); identi�camos então uma dada
realidade (ou representações que fazemos dela) com vistas à sua
transformação. Na perspectiva da gestão democrática, o planejamento
escolar caracteriza-se pelo seu caráter interativo/dialógico e �exível tendo
por �nalidades:
a) orientar o processo de tomada de decisão e da execução dos objetivos
e metas estabelecidas pela comunidade;
b) fazer a retroalimentação do sistema de informação oferecendo
subsídios para o redirecionamento/replanejamento das ações;
c) otimizar os diferentes usos e realocações de recursos materiais,
�nanceiros, humanos;
d) viabilizar alternativas/estratégias para o estabelecimento do fazer
pedagógico-organizacional a curto, médio ou longo prazo);
e) visualizar a instituição escolar em sua totalidade considerando o
enfoque holístico e os fatores interdependentes e suas relações;
f) viabilizar as estratégias de inovação e de mudança cultural nos espaços
organizacionais. Unidade 2 - Tópico 1
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Resumo do Tópico
FONTE: Disponível em:
<http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/uft/�le.php/1/coord_ped/sala_3/arquivos/Planejamento_Escola
Acesso em: 7 fev. 2016.
Cabe perceber, caro acadêmico, que o planejamento não está direcionado
somente a uma �gura, o professor, mas a todos os membros formadores da
instituição escola. Estar inserido nesse processo é estar se vendo como mediador,
interlocutor, ser de extrema importância no processo de ensino e aprendizagem
junto a seus alunos.
Planejar não é algo simples, mas também não é complexo para quem busca os
meios para construir seus planos. Planejar é estar com o outro, que busca crescer
enquanto pro�ssional e que busca dar a seus alunos meios de construir seus
conhecimentos. Somos a ponte! Então cabe a nós termos as bases �rmes paraque
aquela não venha a ruir no meio do processo.
Neste tópico, vimos que:
• Na formação inicial, o(a) acadêmico(a) recebe conhecimentos relacionados
aos fundamentos pedagógicos, históricos, técnicas de trabalho escolar,
formação teórico-prática, métodos, idealizados por vários educadores,
pensadores, entre outros.
• O papel que o professor deve ter no momento de sua formação inicial e em
todo seu caminho pro�ssional, é o de “repensar, re�etir, indagar e inferir-se
sobre a sua postura quanto à prática de ensino” (SILVA, 2012, p. 1).
• Conforme Freire (2002, p. 25): “É preciso que, [...] desde o começo do
processo, vá �cando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si,
quem forma se forma e (re)forma ao formar e quem é formado forma-se e
forma ao ser formado”.
• A palavra formar-se indica que estamos, enquanto pro�ssionais da
educação ou em nível pessoal, envolvidos com a busca incessante de
conhecimentos, a troca de informações e a procura integral do ser humano.
Investigações essas que nos auxiliam na manutenção de uma estrutura
pedagógica e de vida de qualidade.
• A busca do diálogo como meio de mudanças dentro da equipe escolar e da
formação do professor é essencial.
• No formar-se podemos compreender que cabe ao professor buscar em seu
interior a necessidade da mudança, construir seu conhecimento de maneira
que auxilie em sua vida pessoal e pro�ssional. O formar-se é uma atividade
individualizada que emerge na busca de outros que também querem sentir-
se e ver-se como professores.
• Candau (2003, p. 150) a�rma que a formação continuada deve ser vista:
“como um trabalho de re�exividade crítica sobre as práticas e de
(re)construção permanente de uma identidade pessoal e pro�ssional, em
interação mútua”.
• Com isso, os saberes docentes, são compreendidos como o resultado do
saber acadêmico que perpassa pelo cientí�co e o social. Cabe salientar que o
professor “é constituído de diferentes saberes” (LIMA, 2008, p. 1). Esses
saberes são considerados por Tardif e Gauthier no Seminário de Pesquisa
sobre o Saber Docente (1996, p. 11) como: “um saber composto de vários
saberes oriundos de fontes diferentes e produzidos em contextos
institucionais e pro�ssionais variados”.Unidade 2 - Tópico 1
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http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/uft/file.php/1/coord_ped/sala_3/arquivos/Planejamento_Escolar_na_perspectiva_democratica.pdf
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• Nóvoa (1999, p. 9) nos apresenta o triângulo do conhecimento, onde estão
presentes os três grandes tipos de saberes: “o saber da experiência
(professores); o saber da pedagogia (especialistas em ciências da educação);
e os saber das disciplinas (especialistas dos diferentes domínios do
conhecimento). ”
• O Planejamento é algo que realizamos a todo o momento em nossas vidas,
seja ela a nível pessoal ou pro�ssional. E para entrarmos em sala de aula é
preciso que tenhamos muito bem planejado nossas aulas. Esse
Planejamento nos auxilia a ter de maneira organizada tudo o que
pretendemos desenvolver durante determinado tempo, seja ele a curto ou
em longo prazo.
• De acordo com Candau (2012), o professor necessita buscar um
planejamento que envolva aspectos técnicos, humanos e políticos. Onde se
possa, enquanto professor, desenvolver ações que estejam adequadas a
realidade do aluno.
• Os tipos de planejamento são: Planejamento de um sistema educacional;
Planejamento escolar; Planejamento curricular; Planejamento didático ou de
ensino que se subdivide em: Planejamento de curso; Planejamento de
unidade didática ou de ensino; Planejamento de aula.
• Planejamento de um sistema educacional é um planejamento realizado nos
três níveis: (nacional, estadual e municipal). Conforme Haydt (2008, p. 95):
“Consiste no processo de análise e re�exão das várias facetas de um sistema
educacional, para delimitar suas di�culdades e prever alternativas de
solução”.
• Planejamento escolar é um processo que busca organizar, planejar todas as
atividades propostas pela equipe gestora envolvendo os aspectos
pedagógicos como administrativos. Estas ações necessitam ser planejadas
de maneira que possam “ser executadas por toda a equipe escolar, para o
bom funcionamento da escola” (HAYDT, 2008, p. 95).
• Planejamento curricular é elaborado a partir das diretrizes curriculares
nacionais que estão apresentadas no Caderno de Diretrizes Curriculares
Nacionais da Educação Básica.
• Planejamento didático ou de ensino é um documento que será elaborado
pelos professores a partir do Planejamento Curricular. O professor
encontrará nas diretrizes curriculares nacionais materiais que auxiliarão na
construção de seu Planejamento de Ensino.
• As etapas do Planejamento didático ou de ensino são: conhecimento da
realidade, onde o deverá se observar a clientela, as aspirações dos alunos,
quem são eles, realizando assim a sondagem, que é a busca de dados sobre
a clientela (alunos).
• Os objetivos a serem alcançados junto aos alunos. Estes objetivos
necessitam estar condizentes com o que foi obtido através da sondagem e
análise. Estar na frequência das necessidades da clientela.
• A seleção e organização dos conteúdos que nortearão todo o trabalho do
professor. Lembrando sempre, que os conteúdos nacionais estão expressos
no caderno de Diretrizes Curriculares Nacionais, que auxiliarão na seleção e
organização dos conteúdos que você, professor estará elaborando para seus
alunos.
• Seleção e organização dos procedimentos de ensino, estes são planejados
pelo professor, também conhecidos como técnicas de ensino. Essas técnicas
devem auxiliar o professor no processo de ensino-aprendizagem, instigando
os alunos em suas atividades
• A seleção dos recursos de ensino é tudo o que você, professor, estará
utilizando em seu ambiente de aprendizagem que auxiliará na estimulação
dos alunos. Estes recursos estão classi�cados em humanos e materiais.Unidade 2 - Tópico 1
 
10/09/2020 Livro Digital - Didática e a Formação do Professor
https://livrodigital.uniasselvi.com.br/PED09_didatica_e_a_formacao_do_professor/unidade2.html?topico=1 20/20
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Unidade 1  Tópico 2
Conteúdo escrito por:
• A seleção dos procedimentos de avaliação, o qual nos dá, enquanto
professores, a possibilidade de avaliar todo o processo e veri�car, de acordo
com Piletti (1998, p. 69) “o grau e a quantidade de resultados alcançados aos
objetivos, considerando o contexto das condições em que o trabalho foi
desenvolvido”.
• A estruturação do plano de ensino, o qual possui três níveis. São eles:
Planejamento de Curso; Planejamento de Unidade; Planejamento de Aula.
• Planejar não é algo simples, mas também não é complexo para quem
busca os meios para construir seus planos. Planejar é estar com o outro, que
busca crescer enquanto pro�ssional e que busca dar a seus alunos meios do
mesmo construir seus conhecimentos.
UNIDADE 2 TÓPICO 1
Caro acadêmico! O planejamento possui um caráter signi�cativo no processo
ensino-aprendizagem? Por quê?
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Prof.ª Ana Clarisse Alencar Barbosa
Prof.ª Kathia Regina Bublitz
Prof.ª Mônica Maria Baru�
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