Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 
INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS – DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA 
 
BIO04041 – Zoologia de Invertebrados 
Profa Cláudia Calegaro Marques 
 
ROTEIRO DE ESTUDOS ERE 
 
FILO PLATYHELMINTHES 
 
I. “Turbellaria” 
 
MORFOLOGIA DAS PLANÁRIAS 
 As planárias de água doce são comumente encontradas em lagoas, córregos e fontes, em regiões 
subtropicais ou temperadas. Podem ser coletadas em locais de água não corrente onde se encontre 
vegetação aquática. Geralmente se prendem às raízes de plantas, tais como aguapés, salvíneas e outras. O 
método mais fácil para coletar estes animais é com auxílio de um balde de cor clara e de uma peneira. 
Coloca-se água no balde, apanham-se algumas plantas aquáticas sacudindo-as com vigor na água do balde. 
Escorre-se a água com cuidado pela peneira. As planárias ficarão presas ao fundo do balde ou na peneira. A 
época em que estes turbelários são mais abundantes, segundo informação dos pesquisadores do Instituto de 
Pesquisas em Planárias da UNISINOS, vai de outubro ao início de março. Os ovos destas planárias também 
são facilmente encontrados nas raízes das plantas acima referidas, requerendo um cuidadoso exame das 
plantas para sua localização. (Nota: os dados mencionados neste parágrafo referem-se à espécie Girardia 
tigrina). 
 
 
Observe nas imagens a seguir estruturas da morfologia externa e interna das planárias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGENERAÇÃO EM PLANÁRIAS 
 As planárias possuem uma grande capacidade regenerativa. Quando feridas naturalmente ou 
experimentalmente, qualquer parte do corpo pode ser reconstituída. Devido a essa capacidade, novos 
indivíduos podem resultar do corte de um único animal. Assista ao vídeo “Planárias: regeneração” 
disponível no Moodle e veja o impressionante processo de regeneração em câmera rápida. Também estão 
disponíveis no Moodle, três artigos científicos falando sobre esse impressionante processo. 
 
MORFOLOGIA DOS TEMNOCEFALÍDEOS 
 
Temnocefalídeos são platielmintos 
epibiontes que vivem sobre 
superfícies externas ou em cavidades 
que tenham contato com o ambiente 
externo, de crustáceos, caramujos 
ampulariídeos, insetos aquáticos, 
como baratas d´água, e tartarugas de 
água doce. Observe na foto ao lado os 
espécimes (círculos vermelhos) sobre 
um crustáceo hospedeiro. 
Para que você possa conhecer a 
morfologia interna de um 
temnocefalídeo, observe as fotos 
abaixo: a) temnocefalídeos não-
corados (Temnocephala lutzi) e b) 
espécime de Temnocephala iheringi, 
coletado da cavidade palial de 
caramujos Pomacea canaliculata, 
fixados com compressão e corados 
com hematoxilina e montados em 
lâminas permanentes. Na lâmina você está vendo o animal inteiro. Observe a forma deste animal e 
identifique os tentáculos e o disco adesivo, estas características morfológicas são diagnósticas para este 
grupo. Observe as seguintes estruturas: tentáculos, disco adesivo, boca, faringe, ceco intestinal, testículos, 
cirro e ovário e glândulas vitelogênicas. 
 
 
II. NEODERMATA 
 
 EHLERS (1985 e 1986) propôs o táxon NEODERMATA para incluir os platielmintos parasitos, 
isto é, trematódeos, monogenéticos, cestodários e cestóides. Desta maneira em NEODERMATA ficam dois 
clados, TREMATODA e CERCOMEROMORPHAE. TREMATODA inclui ASPIDOBOTHREA e 
DIGENEA, e CERCOMEROMORPHAE inclui MONOGENEA e CESTODA. 
 
DIGENEA 
As imagens abaixo são do digenético Clonorchis sinensis, um importante parasito de humanos em muitas 
regiões da Ásia. Os humanos são infectados ao ingerir peixe cru ou mal cozido contendo a metacercária 
(estágio larval encistado) infectante ao hospedeiro definitivo. Após serem ingeridos, esses cistos se 
dissolvem no intestino, liberando os digenéticos jovens que daí migram para os ductos biliares e fígado. 
 
 
 
 
 
Região anterior: 
1 – ventosa oral 
2 – faringe 
3 – esôfago 
4 – cecos intestinais 
5 – poro genital 
6 – acetábulo 
Região posterior: 
1 – cecos intestinais 
2 – testículos ramificados 
3 – vesícula excretora 
4 – canal excretor 
Região mediana: 
1 – útero 
2 – cecos intestinais 
3 – glândulas vitelogênicas 
4 – ducto vitelogênico 
5 – ovário 
6 – receptáculo seminal 
7 – testículo 
8 – vesícula excretora 
EUCESTODA 
Gatos e cachorros são os hospedeiros definitivos do cestoide Dipylidium caninum. Eles são infectados ao 
ingerir pulgas (hospedeiros intermediários) contendo a larva cisticercoide. Na primeira imagem mostrada a 
seguir podemos observar as regiões que compõem o estróbilo de um cestoide. O escólece está localizado na 
região anterior, é a estrutura utilizada para fixação do parasito ao hospedeiro e pode conter ganchos e 
ventosas. Após o escólece está o pescoço ou colo, uma região onde as proglótides ainda não são distintas. O 
restante do corpo é dividido em séries lineares de proglótides. As próglótides que estão logo após o pescoço 
são as mais jovens e são chamadas imaturas. Após as imaturas, segue um conjunto de proglótides maduras 
que contém os órgãos reprodutivos bem desenvolvidos. Por fim, no final do estróbilo estão as proglótides 
grávidas que estão repletas de ovos. 
Na figura da direita, vemos uma proglótide madura em detalhe, onde podemos observar várias estruturas do 
sistema reprodutor. Uma característica peculiar dessa espécie de cestoide é o diplogonadismo, ou seja, a 
presença de dois conjuntos de órgãos reprodutivos por proglótide. Observe que do lado esquerdo (oval 
preta) podemos observar o mesmo conjunto de estruturas que aparece do lado direito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CICLO BIOLÓGICO DE Dipylidium caninum 
 
 
1 - Proglótides grávidas saem intactas com as 
fezes ou emergem da região perianal dos 
hospedeiros definitivos (cães, gatos ou 
humanos. 
2 - As proglótides se desintegram e liberam 
cápsulas contendo inúmeros ovos. 
3 - As larvas das pulgas (hospedeiro 
intermediário) ingerem as cápsulas ovígeras. 
Os ovos eclodem liberando a oncosfera que se 
desenvolve em um cisticercoide. 
4 - As pulgas se desenvolvem até o estágio 
adulto e continuam hospedando o 
cisticercoide. 
5 - O hospedeiro definitivo é infectado ao 
ingerir as pulgas parasitadas pelo 
cisticercoide. 
6 - Gatos e cachorros podem abrigar pulgas 
transmissoras do parasito para os humanos. 
testículos 
Ovário 
glândulas vitelogênicas 
vaso deferente 
vagina 
poro genital 
1 2 3 4 
1 – escólece e pescoço 
2 – proglótides imaturas 
3 – proglótides maduras 
4 – proglótides grávidas