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QUESTÕES DE CLASSE: SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO, MANDADO DE SEGURANÇA E LIMINARES
1. Em que acepção a expressão “crédito tributário” foi utilizada no art. 151 do CTN? Essa expressão congrega também liames decorrentes da prática de atos ilícitos (e.g. multa por desrespeito aos deveres instrumentais)? As hipóteses de “suspensão da exigibilidade do crédito tributário” previstas no art. 151 do CTN são taxativas? Considerando que não houve alteração no artigo 151 do CTN, a suspensão dos processos cuja controvérsia envolvida se encontre afetada para o julgamento de casos repetitivos (arts. 928, e 1.037, II do CPC/15), tem o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário objeto da ação? Qual procedimento poderia ser tomado para que essa suspensão se operasse? A figura da tutela provisória (CPC/15) pode implicar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário?
R: A expressão crédito tributária foi utilizada para dizer que o credor possui o direito de cobrar a obrigação que lhe é devida. Entendo que os liames decorrentes da prática de atos ilícitos não entram dentro da acepção do tributo, em razão do parágrafo único, do art. 151, em que dispõe: “O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela consequentes.”.
As hipóteses do art. 151, do CTN são taxativas, visto que o CTN, em seu art. 111, I, aduz que interpreta-se literalmente a legislação tributária.
Entendo que se há uma controvérsia afetada pelo julgamento de casos repetitivos, o crédito deveria ser suspenso, até para evitar decisões contraditórias no futuro, porém não é isso que ocorre na prática, tendo o contribuinte de entrar com uma nova ação para demonstrar que seu direito esta sob o julgamento de casos repetitivos.
A tutela provisória poderá implicar na suspensão da exigibilidade do crédito tributário, ficando a cargo do interessado demonstrar a existência de perigo, ou da evidência do direito.
2. Sobre o depósito judicial efetuado nos autos de uma ação declaratória proposta antes da constituição do crédito tributário, pergunta-se: (i) Trata-se de faculdade do contribuinte? Há distinção entre depósito judicial para fins do artigo 151, II do CTN e a prestação de caução em dinheiro (art. 300, § 1º)? O levantamento do depósito judicial pelo contribuinte vincula-se ao êxito (com trânsito em julgado) da ação ou o juiz pode a qualquer tempo autorizar o levantamento do depósito? 
R: Trata-se de faculdade do contribuinte, pois não há uma obrigação desse depósito, porém se o mesmo for realizado, suspende-se o crédito tributário. 
Há distinção entre depósito judicial e prestação de caução em dinheiro, pois possuem naturezas distintas, visto que o depósito judicial é em dinheiro suspendendo-se o crédito com base no art. 151, II, do CTN, já a caução em dinheiro tem o condão de ser pressuposto para a concessão da liminar. 
De acordo com a jurisprudência, o levantamento do valor é condicionado ao trânsito em julgado da ação, se for favorável o autor poderá levantar o valor, se a ação for julgada improcedente o valor é convertido em renda para o Fisco.
3. O parcelamento encontra-se inserido dentre as hipóteses suspensivas da exigibilidade do crédito tributário. Já estando em trâmite executivo fiscal, cujo débito fora posteriormente parcelado, a execução deverá ser suspensa ou extinta? Em caso de suspensão, qual deverá ser considerado o seu termo inicial? As eventuais garantias do crédito deverão permanecer vinculadas à demanda ou poderão ser liberadas em favor do contribuinte? À Fazenda Pública é autorizado pleitear a ordem de bloqueio e subsequente indisponibilidade de valores do executado mesmo após a adesão ao parcelamento?
R: Se o débito for parcelado a execução deve ser suspensa até o pagamento integral, sendo feito o pagamento integral a ação deverá ser extinta. Acredito que o termo inicial para a suspensão do crédito tributário deve ser a data do parcelamento.
As garantias continuam vinculadas, podendo ser substituídas conforme o pagamento ocorrer. Se o débito foi parcelado, a Fazenda não pode pedir Bacen ou qualquer outro tipo de constrição de bens.
ALUNA: ALINE PREVIATTI DOS SANTOS

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