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Módulo Exigibilidade do Crédito Tributário
 IBET – INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS
XXX
Questões
1.	No art. 151 do CTN, que significa o termo “exigibilidade”? Quando surge essa “exigibilidade”? E qual o efeito da suspensão da exigibilidade? Impede-se (i) o lançamento, (ii) a inscrição na dívida ativa, (iii) a execução fiscal; (iv) todos estes atos? (Vide anexos I a IV).
 		A expressão exigibilidade presente no artigo 151[footnoteRef:1], do código tributário nacional significa característica do crédito tributário constitucional constituído, também adotado de certeza, liquidez, o qual representa o direito de crédito do físico passivo de cobrança. Pode-se concluir então, que a exigibilidade é o poder de cobrar a prestação introduzida no ordenamento pelo ato administrativo. [1: Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
I - Moratória;
II - O depósito do seu montante integral;
III - As reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo;
IV - A concessão de medida liminar em mandado de segurança.
V – A concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
VI – O parcelamento. (Incluído pela LCP nº 104, de 2001)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela consequentes.
] 
		O surgimento da exigibilidade do crédito tributário ocorre, nas palavras da professora Fabiana Del Padre Tomé, com o vencimento do prazo para pagamento do tributo. Isso significa dizer que, se faz necessário o descumprimento da obrigação pelo sujeito passivo, para que, assim, o crédito tributário seja suscetível de cobrança pelo fisco. 
		Com efeito, a suspensão de exigibilidade do crédito tributário ocasiona a interrupção da persecução de medidas a satisfação do crédito constituído. Nesse sentido, a suspensão da exigibilidade não tem o condão de impedir o lançamento pela autoridade administrativa, tendo em vista que a constituição do crédito tributário e o seu vencimento fazem surgir, por consequência, sua exigibilidade, não podemos se falar em suspensão de exigibilidade sem que exista crédito constituído. No mais, após a constituição do crédito tributário pelo lançamento, eventual suspensão da exigibilidade do crédito tributário impede a inscrição na dívida ativa e a prostituta de execução fiscal em face do contribuinte.
2.	As hipóteses de “suspensão da exigibilidade do crédito tributário” previstas no art. 151 do CTN são taxativas? (Vide anexo V)
		Para a maioria da doutrina e da jurisprudência, também denominada de corrente tricotômica, entende que as hipóteses de suspensão da exibilidade do crédito tributário previstas no artigo 151, do CTN, são taxativas, fixando-se posicionalmente de que a lei complementar e somente esta, é um instrumento apto a tratar sobre normas gerais em matéria tributária. 
		Vejamos a jurisprudência sobre esse assunto:
 PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. SUSPENSÃO. ART. 151 DO CTN. ROL TAXATIVO. CONSULTA. NÃO INCLUSÃO. MULTA. RESPONSABILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA.
1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que o art. 151 do CTN prevê um rol taxativo ao apresentar as hipóteses em que há a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, no qual não está incluso o procedimento de consulta fiscal.
2. Nos termos da orientação jurisprudencial desta Corte Superior, há "responsabilidade do adquirente pelos consectários da mora e também pela multa tributária decorrente do inadimplemento perpetuado após a resposta à consulta formulada" ( REsp n. 965.271/RJ, relatora Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 18/08/2009, DJe de 03/09/2009).
3. Não enfrentada no julgado impugnado tese respeita nte a artigo de lei federal apontado no recurso especial, há falta do prequestionamento, o que faz incidir na espécie o óbice da Súmula 282 do STF.
4. Agravo interno improvido.
	(CRÉDITO TRIBUTÁRIO - SUSPENSÃO - ART. 151 DO CTN - ROL TAXATIVO) STJ - AgRg no AgRg no REsp 747383-SC,
AREsp 211405-SP (MULTA - RESPONSABILIDADE)
STJ - REsp 965271-RJ).
	TRIBUTÁRIO. Anulatório de débito fiscal. 1. Decisão de primeiro grau que indeferiu o pedido de liminar, por não entender possível atribuir a finança a eficácia de suspender a exigibilidade do crédito tributário, porque tal ato jurídico não está inserido no rol taxativo do art. 151 do ctn e porque ausente de plausibilidade do direito da altura. 2. Possibilidade de sustação dos efeitos do protesto e das inscrições nos órgãos de proteção de crédito e CADIN. 3. Artigo 151, V, do CTN. Precedentes 4. Recurso parcialmente provido.
	(TJSP; Agravo de instrumento 207019-62.2019.8. 26.0000; Relator Coimbra Schmidt; Órgão Julgador: 7ª Câmara De Direito Público; Foro De Pindamonhangaba – 3ª Vara Cível; Data Do Julgamento: 02/04/2019; Data De Registro: 02/04/2019)
		No mesmo sentido, preceituam os artigos 111, inciso I e 141, do código tributário nacional:
	Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre:
	I - Suspensão ou exclusão do crédito tributário;
	Art. 141. O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos nesta Lei, fora dos quais não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação ou as respectivas garantias.
		Assim, com base nos dispositivos mencionados e em conformidade com a jurisprudência dominante, conclui-se que as situações de suspensão da cobrança do crédito tributário são especificadas e só podem ser ampliadas por meio de legislação complementar.
		Em que pese a decisão exarada pelo TJ/SP – anexo V deste seminário, que entendeu pela possibilidade de suspender a exigibilidade do crédito tributário no caso de consulta fiscal, entendo de modo divergente, visto que as hipóteses de suspensão são taxativas e devem seguir as disposições do art. 151, CTN, segundo que não há o que se falar em suspensão da exigibilidade do crédito anteriormente a sua própria constituição.
2.1.	Considerando que não houve alteração nos art. 151 do CTN, pergunta-se:
a) A equiparação, prescrita pelo §2º do art. 835 do CPC/15 [footnoteRef:2], a dinheiro da fiança bancária e do seguro garantia, tem o condão de consagrar a hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário prevista no art. 151, II, do CTN? Quais os efeitos jurídicos causados pela apresentação de fiança bancária ou seguro garantia em processo judicial que discute a relação jurídica tributária? [2: § 2º - Para fins de substituição da penhora, equiparam-se a dinheiro a fiança bancária e o seguro garantia judicial, desde que em valor não inferior ao do débito constante da inicial, acrescido de trinta por cento.] 
		Como mencionado, as hipóteses de suspensão do crédito tributário são taxativas, não podendo ser modificadas por meio de legislação ordinária, uma vez que essa matéria é reservada à legislação complementar, conforme estabelecido no artigo 146, III, alínea b, da Constituição Federal de 1988 [footnoteRef:3]. [3: 
 Art. 146. Cabe à lei complementar:
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
] 
		Dessa forma, embora o Código de Processo Civil, como lei ordinária (Lei nº 13.105/2015), equipare dinheiro a fiança e seguro garantia, não possui competência para introduzir inovações no ordenamento jurídico relacionadas às circunstâncias de suspensão do crédito tributário, conforme previsto no artigo 151, inciso II, do Código Tributário Nacional.
		A apresentação de fiança bancária ou seguro garantia em processo judicial tributário pode resultar na suspensão da exigibilidade do crédito tributário, assegurar o juízo, desbloquear bens do contribuinte, agilizar o processo, proporcionarsegurança financeira ao contribuinte e facilitar recursos judiciais.
	b) As espécies de tutela provisória, identificadas segundo o fundamento do pedido, se de urgência ou de evidência, previstas no CPC/15 se aplicam ao Processo Tributário? Tais medidas têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário?
		
		O artigo 151, inciso V, do CTN, estabelece que o crédito tributário será suspenso quando houver concessão de liminar ou tutela antecipada, seja em mandado de segurança ou em outras ações judiciais. 
		Dessa forma, o Código Tributário Nacional autoriza a suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos casos em que uma determinação judicial conceda liminar, como no mandado de segurança, ou conceda tutela antecipada, em outras ações judiciais. 	Consequentemente, a aplicação das medidas de tutela provisória do CPC/15 pode impactar na suspensão da exigibilidade do crédito tributário, desde que esteja em conformidade com as disposições do CTN.
3.	Sobre o depósito judicial efetuado nos autos de um mandado de segurança preventivo, portanto, impetrado antes da constituição do crédito tributário, pergunta-se: 
a) Trata-se de faculdade do contribuinte?
		O depósito do montante integral [footnoteRef:4], previsto no art. 151, II do CTN como sendo uma das causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, é voluntário e é uma faculdade do contribuinte, sendo este o entendimento do STJ, conforme se verifica: [4: Súmula 112 do STJ: O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for integral e em dinheiro.
] 
	PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO � IPTU � DEPÓSITO PARA SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO � ART. 151, II, DO CTN � AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO DO CONTRIBUINTE.1. 1. Segundo a jurisprudência do STJ, o depósito judicial, no montante integral, suspende a exigibilidade do crédito tributário (art. 151, II, do CTN) e constitui faculdade do contribuinte, sendo desnecessário o ajuizamento de ação cautelar específica para a providência, porque pode ser requerida na ação ordinária ou em mandado de segurança, mediante simples petição. 2. Hipótese em que a autora procedeu ao depósito de que trata o art. 151, II, do CTN, sem, contudo, formular pedido expresso ao juízo. 3. Se a parte efetuou o depósito sponte propria, inequívoca a manifestação de vontade de beneficiar-se da suspensão da exigibilidade, de onde se conclui que houve pedido implícito. 4. Em se tratando de faculdade do contribuinte e não sendo possível ao indeferir o pedido, constitui-se excesso de rigor formal determinar a devolução dos valores tão-somente porque não houve pedido expresso. 5. Recurso especial provido.
	(STJ - REsp: 715898 PR 2005/0001576-6, Relator: Ministra ELIANA CALMON, Data de Julgamento: 21/06/2007, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJ 29/06/2007 p. 531)
b) Há distinção entre depósito judicial para fins do art. 151, II do CTN e prestação de caução?
		O depósito judicial e a prestação de caução para obtenção de medida liminar são conceitos distintos, pois o primeiro está relacionado ao art. 151, II do CTN, enquanto o segundo está relacionado ao artigo 151, IV e V, do mesmo código. 
		Portanto, os valores disponibilizados pelo contribuinte ao juízo configuram um depósito judicial, que suspende a exigibilidade do crédito fiscal de acordo com o artigo 151, II, do CTN, enquanto os valores que representam caução, oferecida como garantia para a concessão de medida liminar, estão inseridos nas hipóteses previstas no artigo 151, IV e V, do CTN.
c) O levantamento do depósito judicial vincula-se ao êxito (com trânsito em julgado) da ação proposta pelo contribuinte ou o juiz pode a qualquer tempo autorizar o levantamento? (Vide anexo VI)
		Conforme Maria Leonor Vieira [footnoteRef:5], se o depósito judicial do montante integral para fins de suspensão da exigibilidade do crédito tributário é uma faculdade do contribuinte, isto é, se o depósito foi realizado voluntariamente, poderá ser liberado a qualquer momento, bastando que o depositante solicite, junto ao juízo, o seu levantamento. [5: VIEIRA, Maria Leonor. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário. São Paulo: Dialética, 1997.
] 
		Vale ressaltar que esse levantamento pode ocorrer em qualquer momento, mesmo anteriormente ao trânsito em julgado da ação, e que, após o levantamento, extinguindo-se a hipótese de suspensão da exigibilidade, o fisco poderá propor ação judicial de cobrança do débito. 
d) O impetrante pode desistir do mandado de segurança e pedir o levantamento do depósito? Ao responder, relembre-se do que respondeu na letra “a)” a respeito da facultatividade ou não do depósito.
		Sim, é possível para o impetrante desistir do mandado de segurança e solicitar o levantamento do depósito, desde que este seja facultativo, como discutido anteriormente. Se o depósito for facultativo, o impetrante pode solicitar o levantamento do valor depositado ao desistir da ação, desde que não exista outra disposição legal que restrinja essa possibilidade.
4. Identifique a diferença entre tutela antecipada e tutela cautelar. É possível a concessão de tutela provisória antecipada em mandado de segurança? Ou em mandado de segurança tão somente é admissível medidas provisórias de natureza cautelar?
	
	A tutela antecipada e a tutela cautelar são tipos de medidas provisórias de urgência, conforme estabelecido no artigo 300 [footnoteRef:6] e seguintes do CPC. Enquanto a tutela antecipada busca adiantar o provimento judicial, satisfazendo assim a pretensão do autor, a tutela cautelar visa garantir o resultado eficaz do processo. [6: Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
§ 1 o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.
§ 2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.
§ 3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.
] 
		O provimento liminar em mandado de segurança é a medida que permite a suspensão imediata do ato impugnado. Dessa forma, no contexto do mandado de segurança, o pedido de liminar é fundamentado quando os requisitos para sua concessão estão presentes, conforme estipulado no artigo 7°, inciso III, da lei 12.016/2019:
	Art. 7º Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:
	III - que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida, sendo facultado exigir do impetrante caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica.
		Ressalto aqui também, o entendimento do TRT-2: 
	MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA CONCESSAO DE TUTELA ANTECIPADA EM SENTENÇA. NAO CABIMENTO. A concessão de tutela antecipada, em sentença, não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, salvo em situações excepcionalíssimas, que não ocorrem na hipótese dos autos. Eventual inconformismo deverá ser apresentado por meio de recurso ordinário, conforme entendimento consubstanciado na Orientação Jurisprudencial n.º 51, da SDI-II, do C. TST. Segurança que se denega. (Grifo nosso)
	(TRT-2 - MS: XXXXX00300002000 SP XXXXX-2003-000-02-00-0, Relator: NELSON NAZAR, Data de Julgamento: 21/09/2004, SDI, Data de Publicação: 09/11/2004)
		Portanto, no mandado de segurança, especialmente em questões tributárias, apenas medidas provisórias de natureza cautelar são admitidas, sem prejuízo da liminar prevista na lei 12.016/2019.
5. A partir da vigência do CPC/15 foi instituído um novo fundamento para a concessão de tutela provisória, a evidência do direito, tal como preveem os arts. 294 [footnoteRef:7] e 311 [footnoteRef:8]. Pergunta-se:É cabível o requerimento de liminar em mandado de segurança fundada na evidência do direito a partir da vigência do CPC/15? Ou diante das disposições da Lei Federal n. 12.016/09, apenas é cabível o requerimento de liminares fundadas em urgência, a outra espécie de tutela provisória prevista no CPC/15? [7: Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental.
] [8: Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando:
I - Ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;
II - As alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;
III - Se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;
IV - A petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. (Grifo nosso)
] 
		É cabível a liminar e mandado de segurança com base na tutela de evidência, prevista no artigo 311 do CPC, desde que fundamentada em prova pré-constituída, exclusivamente documental bem como quando houver tese firmada em julgamento de recursos repetitivos ou em súmulas vinculantes.
6.	Antes de responder a esta pergunta retome a distinção entre tutela antecipada e tutela cautelar tal como colocada na resposta à questão “4.”. Fixados esses conceitos, responda à seguinte pergunta: diante do novo cenário das tutelas provisórias do código de processo civil de 2015, a ordem judicial suspensiva da exigibilidade da obrigação tributária, tenha fundamento na urgência ou na evidência, assume natureza antecipada ou cautelar?
		
		A tutela cautelar visa garantir o direito material discutido na ação, enquanto a tutela antecipada busca conceder, ainda que temporariamente, uma satisfação ao pedido, antecipando os efeitos de uma futura sentença favorável. Entendo que a ordem judicial que suspende a exigibilidade do crédito assume caráter cautelar, uma vez que não invalida o lançamento do crédito (o que seria uma antecipação dos efeitos da sentença), mas sim assegura os efeitos práticos da sentença. 
		Portanto, a ordem judicial que suspende a exigibilidade da obrigação tributária, fundamentada na urgência ou na evidência, é de natureza cautelar, pois, no âmbito tributário, não é viável antecipar os efeitos do provimento jurisdicional, uma vez que pode ser anulado por meio de uma liminar.
REFERÊNCIAS
TOMÉ, Fabiana Del Padre. Exigibilidade do crédito tributário: amplitude e efeitos de sua suspensão. In: SOUZA, Priscila de (Coord.). Direito tributário e os conceitos de direito privado. São Paulo: Noeses, 2010. 
VIEIRA, Maria Leonor. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário. São Paulo: Dialética, 1997.
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