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Prof. Dr. Watson Arantes Gama-Jr. watson.arantes@ufrpe.br Recife, 2019. ARCHAEPLASTIDA ou PRIMOPLANTAE Arkhaios (Grego) – ANTIGO Primo (Latim) – PRIMEIRO Algas Verdes Algas Vermelhas Glaucófitas Plantas terrestres RHODOPHYTA RHODON (Grego) = Rosa PHYTON (Grego) = Planta 500 – 600 gêneros 5.000 – 6.000 espécies Maioria: algas marinhas bentônicas Distribuição ampla em todos os oceanos (até 260m de profundidade) Poucas espécies de água doce. Características das Algas Vermelhas Presença de FICOBILIPROTEÍNAS – FICOERITRINA, ALOFICOCIANINA E FICOCIANINA Pigmentos dispostos em FICOBILISSOMOS Tilacoides dispostos lamelas individuais AUSÊNCIA de flagelos em qualquer estágio do ciclo de vida Presença de CLOROFILA a AUSÊNCIA de centríolos Carotenoides presentes luteína, zeaxantina, α e β carotenos Reserva de carboidrato AMIDO DAS FLORÍDEAS Características das Algas Vermelhas Aloficocianina Fotossistema II Ficobiliss omos Ficoeritrina Ficocianina C: cloroplasto S: amido das florídeas Seta: ficobilissiomos sobre tilacoides Fotossistema I Ficobilissomo Características das Algas Vermelhas C: cloroplasto S: amido das florídeas Seta: ficobilissiomos sobre tilacoides Estrutura do cloroplasto é similar a de uma célula de cianobactéria Características das Algas Vermelhas Semelhanças entre Rhodophyta e Cyanobacteria Ausência de estágios flagelados Presença de ficobiliproteínas Cloroplastos: tilacoides não agregados, com ficobilissomos Ausência de estágios flagelados. Presença de ficobiliproteínas. Tilacoides não agregados nos cloroplastos. Amido das florídeas. Reprodução sexuada oogâmica, envolvendo células especializadas femininas (carpogônio) e masculinas (espermácio). Características das Algas Vermelhas Diferenças com outras algas eucarióticas Características das Algas Vermelhas Parede celular: em alguns gêneros carbonato de cálcio Cloroplastos com duas membranas endossimbiose primária Parede celular: celulose + galactanas sulfatadas = ágar, carragenanos Presença de vacúolo central Vacúolo Relatos da ocorrência de clorofila d errôneos (era uma cianobactéria epífita - Acaryochloris) Características das Algas Vermelhas Parede celular interna: rígida com microfibrilas de celulose. externa: flexível, mucilaginosa, formada por polímeros de galactanas sulfatadas (ex. ágar e carragenanos). Resistência à abrasão e dessecamento Características das Algas Vermelhas Parede celular interna: rígida com microfibrilas de celulose. externa: flexível, mucilaginosa, formada por polímeros de galactanas sulfatadas (ex. ágar e carragenanos). Resistência à abrasão e dessecamento Gelificantes e estabilizantes Características das Algas Vermelhas Parede celular Deposição de CaCO3: cristal de aragonita ou calcita (aspecto rígido) Calcárias são importantes formadoras de recifes de coral Presente em todos os membros das Corallinaceae (Gigartinales) e em algumas Nemaliales (ex. Liagora e Galaxaura). Proteção? Características das Algas Vermelhas Genículos Regiões entre dois nós Rodolitos Características das Algas Vermelhas Presença de conexões citoplasmáticas ligações celulares primárias ou secundárias Formadas após divisão celular (primária) ou após, na união de células adjacentes (secundária) Função principal dar maior resistência à conexão entre as células Raramente funciona como canal para trocas citoplasmáticas Características das Algas Vermelhas Presença de conexões citoplasmáticas ligações celulares primárias ou secundárias Depósito de proteínas Características das Algas Vermelhas Presença de conexões citoplasmáticas ligações celulares primárias ou secundárias Ligação celular primária Características das Algas Vermelhas Presença de conexões citoplasmáticas ligações celulares primárias ou secundárias Importância taxonômica Características das Algas Vermelhas Presença de conexões citoplasmáticas ligações celulares primárias ou secundárias Célula de junção PPP = pit plug primário (LIGAÇÃO PRIMÁRIA) SPP = pit plug secundário (LIGAÇÃO SECUNDÁRIA) Características das Algas Vermelhas Morfologia do TALO Unicelulares microscópicas: poucos gêneros (ex. Porphyridium). Multicelulares: Filamentosas aspecto filamentoso (ex. Callithamnion e Polysiphonia). Pseudoparenquimatosas (filamentosas) aspecto cilíndrico (ex. Gracilaria). Parenquimatosas aspecto foliáceo (ex. Porphyra). Características das Algas Vermelhas Morfologia do TALO Porphyridium Cyanidium Unicelulares Características das Algas Vermelhas Morfologia do TALO Callithamnion Polysiphonia Aspecto filamentoso Características das Algas Vermelhas Morfologia do TALO Pseudoparenquimatoso – aspecto cilíndrico Gracilaria Gracilaria Medula Cortéx Características das Algas Vermelhas Morfologia do TALO Parenquimatoso – aspecto foliáceo Porphyra Porphyra Características das Algas Vermelhas Morfologia do TALO Multicelulares: Filamentosas filamentos unisseriados filamentos multisseriados C o rt e t ra n s v e rs a l Polysiphonia Aglaothamnion Características das Algas Vermelhas Crescimento do TALO Organização polissifônica Crescimento apical e origem da ramificação CC – célula central ou axial ; PC – célula pericentral Características das Algas Vermelhas Crescimento do TALO Pseudoparenquimatosas cilíndrica uniaxial: uma célula apical de crescimento cilíndrica multiaxial: várias células apicais de crescimento Várias células apicais Crescimento do TALO Célula central Ramificações sucessivas Camada medular Camada cortical pigmentada Talo uniaxial Talo multiaxial Crescimento do TALO Parenquimatosas Aspecto foliáceo Crescimento difuso, a divisão celular não é localizada e não existe uma região meristemática especializada. Palmaria palmata Porphyra Crescimento do TALO Talos calcificados Geniculados (articulados) Jania Haliptilongenículos Crescimento do TALO Talos calcificados Não-geniculados (crostosos) Lithothamnion Melobesia Algas incrustantes formadoras de rodolitos Reprodução ASSEXUADA Formação de esporos rara e ocorre apenas em táxons mais primitivos Propagação vegetativa por ‘estolão’ também é rara, mas pode ocorrer Reprodução ASSEXUADA Vegetativa monósporos (um esporo produzido por cada esporângio), fragmentação do talo e/ou propágulos. Espórica meiose = tetrásporos (tetrasporângios). cruciados tetraédricos zonados Reprodução SEXUADA A reprodução sexuada nas algas vermelhas é mais comum Inovação terceiro estágio de vida (trifásico): o CARPOSPORÓFITO Contudo, não é comum a todas às algas vermelhas e o ciclo bifásico também ocorre CARPOSPORÓFITO vantagem é aumentar níveis de produção carpósporos e propagação da espécie Ausência de flagelos taxas de fecundação são baixas Reprodução SEXUADA Diplobionte (meiose espórica) – iso ou heteromórfico / bifásico gameta ♀ (n) talo (2n) R! singamia gameta ♂ (n) talo (n) esporos (n) E! zigoto (2n) E! Reprodução SEXUADA Diplobionte (meiose espórica) – iso ou heteromórfico / bifásico gameta ♀ (n) talo (2n) R! singamia gameta ♂ (n) talo (n) esporos (n) E! zigoto (2n) E! x Reprodução SEXUADA Diplobionte (meiose espórica) – iso ou heteromórfico / trifásico gameta ♀ (n) talo (2n) R! singamiagameta ♂ (n) talo (n) E! zigoto (2n)E! E! Carposporófito (2n) esporos (n) Não possui vida livre, está aderido ao gametófito feminino Reprodução SEXUADA 1. O ciclo é trifásico (gametófito, carposporófito e tetrasporófito) 2. O gametófito e o tetrasporófito podem ter a mesma aparência (ciclo isomórfico, a maioria) ou não (heteromórfico) 3. O carposporófito é dependente e se desenvolve no gametófito feminino 4. Nunca há envolvimento de células flageladas gametófito ♀ (n) gametófito ♂ (n) carpogônio (n) espermácios (n) fusão carposporófito (2 n) carpósporos(2n) tetrasporófito (2n) tetrasporângiostetrásporos (n) meiose 1º - esporófito 2º - gametófito 3º - gametófito Oogamia, mas o gameta masculino também é imóvel! Reprodução Gamética não é conhecida para todos os gêneros oogâmica gametas imóveis gameta feminina = carpogônio (tricógine) gameta masculina = espermácio (aplanogameta) SEXUADA tricógine carpogônio Espermatângio ramo carpogonial Reprodução Gamética não é conhecida para todos os gêneros oogâmica gametas imóveis gameta feminina = carpogônio (tricógine) gameta masculina = espermácio (aplanogameta) SEXUADA tricogine carpogônio células auxiliares Formação do carposporófito Núcleo diploide Reprodução Gamética não é conhecida para todos os gêneros oogâmica gametas imóveis gameta feminina = carpogônio (tricógine) gameta masculina = espermácio (aplanogameta) SEXUADA Tricógine Espermácio Células de revestimento Formação do carposporófito Carpósporo Reprodução Gamética não é conhecida para todos os gêneros oogâmica gametas imóveis gameta feminina = carpogônio (tricógine) gameta masculina = espermácio (aplanogameta) SEXUADA Diploide Carposporófito Envelope Haploide Filamentos do carpogônio Formação do carposporófito Polysiphonia Rhodophyta Diplobionte isomórfico (meiose gamética) Importância Ecológica Ao lado dos corais, são os principais responsáveis pela construção de recifes naturais. Juntos, formam as maiores construções vivas do planeta, fornecendo habitat para vários seres marinhos. Apesar de ocuparem menos de 1% do fundo dos oceanos, os recifes e bancos de algas calcárias servem como lar ou recurso vital para muitas espécies marinhas. Importância Ecológica As algas coralíneas (algas vermelhas calcificadas) predominam recobrindo os corais verdadeiros Arquipélago de Abrolhos- Bahia Um dos maiores bancos de rodolitos do mundo banco de calcário e carbono O Brasil é tido como o local com a maior concentração de bancos de rodolitos do mundo (Foster, 2001). O banco da Ilha do Arvoredo tem cerca de 100.000m² Importância Econômica Alimento para consumo direto ou suplemento alimentar Japão, movimenta cerca de 3 bi de dólares /anoPorphyra spp. (“nori”) maior empreendimento de maricultura mundial (Japão, China e Coréia) “sushi”, tempero etc. rica em: vitaminas (B1, B2, B6, B12, C e E); sais minerais (Mn, F, Cu, Zn e elementos traço) e açúcares. Importância Econômica Alimento para consumo direto ou suplemento alimentar Gracilaria spp. e Chondracanthus spp. (~ Gigartina spp.) coletada de bancos naturais e cultivada em grande escala adicionadas a sopas, arroz, etc. alimentos para moluscos herbívoros (ex. abalone) Critchley & Ohno, 1998 Importância Econômica Indústria de cosméticos Importância Econômica Ficocoloides (agaranas, agarose e carragenanas) Agentes gelificante, emulsificantes e estabilizantes Diversas aplicações: biotecnologia, indústria alimentícia, tintas, farmacêutica. não são digeridos nem assimilados pelo organismo humano contribuição calórica nula: alimentos dietéticos Importância Econômica Gelificantes, emulsificantes e estabilizantes Ficoloides http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.richard-seaman.com/Travel/Japan/Misc/Food/Restaurants/HamburgerPosterWithSeaweed.jpg&imgrefurl=http://www.richard-seaman.com/Travel/Japan/Misc/Food/Restaurants/&h=600&w=411&sz=38&tbnid=Ih97biq2nrAJ:&tbnh=133&tbnw=91&start=3&prev=/images?q=seaweed+food&hl=pt-BR&lr= Importância Econômica Ficoloides Biologia Molecular Cultura de microorganismos Cultura de tecidos, etc. Importância Econômica Cultivos principalmente região asiática (Japão, China e Filipinas) Importância Econômica Kappaphyccus sp. (Gigartinales) Matéria prima (alga seca) importada das Filipinas, Indonésia, Tanzânia e Chile Processadas nos Estados Unidos, Dinamarca, França, Irlanda, Espanha, Japão e Coréia Importância Econômica Adubo orgânico e controle do pH de solos ácidos ricas em macro e microelementos Coralináceas não articuladas Brasil, dono das maiores reservas mundiais Ração para gado e moluscos herbívoros Gracilaria, Chondrus e algas calcárias Biofiltro de nutrientes em sistemas integrados de aquicultura Rodolitos